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Cultura

Poeta cabo-friense Cardoso da Fonseca é o próximo homenageado em sarau no espaço Sophia Editora

Encontro acontece nesta quarta-feira (26/06), a partir das 18h, com participação do historiador Pierre de Cristo

25 junho 2024 - 14h08Por Redação

O poeta cabo-friense Cardoso da Fonseca será o homenageado da próxima edição do sarau no espaço Sophia Editora, localizado na Rua Major Belegard 502, Centro. Aberto ao público, o evento acontece nesta quarta-feira (26/06), a partir das 18h.

Antenor Cardoso da Fonseca (1919-2007) é autor de “Cantando na Mocidade”, “Cantos Revolucionários” e “Canto Azul de Amor, de Mar e de Sol à Cultura, ao Turismo e à Ecologia da Região dos Lagos e Litoral do Norte Fluminense, em Noite de Luar”. Diz Célio Mendes Guimarães: “Cardoso da Fonseca trata-se de um dos mais eruditos poetas cabo-frienses, com inúmeras produções de sobressaído valor literário”.

Durante o encontro, o historiador Pierre de Cristo falará sobre a vida de Cardoso da Fonseca e as origens do bairro Porto do Carro. Cardoso da Fonseca era filho de Antônio Luiz da Fonseca, um português que chegou ao Brasil no início do século 20 e cujo espírito empreendedor fez nascer a então tradicional Olaria Fonseca, que explica o nome dado originalmente ao lugar: bairro Fonseca. Depois, os moradores passariam a chamar o bairro de Porto do Carro, assim como a área que pertence a São Pedro da Aldeia.

O evento é fruto de parceria entre a Sophia e o Sarau Maldito, idealizado pelo artista plástico Rapha Ferreira.

 

Canto azul de amor a Cabo Frio

De Cardoso da Fonseca

 

É noite de lua

na Região dos Lagos,

poetas, sonhai !

E em face à beleza

desta Natureza,

em coro cantai !

 

 

Cantai

Cabo Frio,

cidade de praias

tão lindas

com o seu mar azul,

qual

noiva formosa,

por esse

esposada

em noite taful!

 

 

A Casa de Pedra,

igrejas,

Convento,

Forte São Mateus

relíquias

sagradas

que falam

de lendas

mais perto

de Deus!

 

 

 

As suas

gaivotas

boêmias

das águas

do Itajuru ;

e no cais

da ponte,

o povo se agita

na pesca empolgada

do carapicu!

 

 

 

Senhora da Guia,

festa do Divino,

festa da Assunção ;

de sal

que tapetes

na de

Corpus Christi !

e a do camarão ?

 

 

 

Seu anjo caído

na Ilha Palmer,

ao poente, oh ! Beleza !

na calma

Lagoa,

qual Torre de Pisa,

erguida,

inclinada,

saudando Veneza!