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Plano de Cultura deve voltar à Câmara

Presidente do conselho garante que ouvirá sugestões da comunidade

14 setembro 2017 - 12h42Por Rodrigo Branco
Plano de Cultura deve voltar à Câmara

Área que enfrenta grande restrição de orçamento, a Cultura de Cabo Frio tenta dar um salto de dez anos em termos de políticas públicas, ao mesmo tempo em que busca as sonhadas verbas federais do Sistema Nacional de Cultura. É por esse motivo que o Conselho Municipal avança para finalizar o plano específico para o setor, que está prestes a ser reenviado para a Câmara. O documento prevê não somente a transformação das propostas da sociedade em metas e diretrizes, como o aumento da participação de todos os segmentos artísticos. 
Para isso, as últimas modificações propostas pelos conselheiros foram recebidas esta semana e, depois da próxima sessão do Conselho, marcada para o dia 26, o plano será enviado para os vereadores apreciarem, uma vez que o documento elaborado no ano passado foi rejeitado em fevereiro. Ainda assim, segundo o presidente do Conselho e secretário de Cultura, Ricardo Chopinho, sugestões feitas nos fóruns realizados nos últimos anos serão levadas em conta. Ele preferiu não dar prazos para as próximas etapas.
– A gente está seguindo o rito determinado pelo Ministério da Cultura, é bom frisar isso. E nesse rito, vai chegar um determinado momento que haverá a participação popular. Depois de fazermos a reunião da Câmara. A gente não quer errar, por isso não estabelecemos prazo para não incorrermos no mesmo erro da gestão passada – disse Chopinho.
Polêmica  –  O processo de elaboração do Plano está cercado de polêmica. Alguns segmentos artísticos da cidade estão criticando a falta de participação no processo. O artista plástico e produtor cultural Yuri Vasconcellos criticou os acontecimentos da última reunião do Conselho, realizada na segunda-feira. Yuri afirmou que, apesar de ser uma sessão pública, foi impedido de filmar a reunião. 
Ele alega ainda que Chopinho teve uma atitude ‘arbitrária’ ao advertir os presentes que se manifestavam e, em seguida, encerrar a sessão, para depois reunir-se com os conselheiros a portas fechadas. Contrariando o que foi dito pelo secretário e presidente do Conselho, o artista afirmou que o atual trabalho não tem validade.
– Além do que está sendo feito ser um retrocesso e um desrespeito, é uma perda de tempo. Os funcionários públicos que deveriam zelar e lutar em prol da cultura, infelizmente, estão contra ela, desperdiçando um tempo essencial para que a gente consiga participar dos sistemas estadual e nacional de Cultura e conseguir verbas e tocar para frente a nossa arte – comenta Yuri.
Chopinho rebateu as críticas do produtor. Ele negou ter agido arbitrariamente e, sem entrar em detalhes, disse que irá tomar ‘providências legais’. O presidente do Conselho associou os questionamentos de Yuri ao fato do artista ter sido diretor do Teatro Municipal durante a gestão passada.
– Acho muito complicado eles, que não conseguiram fazer o plano em quatro anos, dizerem que estamos fazendo errado. Eu questiono qual a intenção disso – finalizou o secretário Chopinho.