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Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) agita vida cultural

Mart, que fica no Convento Nossa Senhora dos Anjos, em Cabo Frio, tem espetáculos e oficinas 

17 julho 2016 - 11h47Por Gabriel Tinoco I Foto: Virginia Carvalho (Divulgação)
Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) agita vida cultural

Do interior de um prédio que data do século XVII, renasce a cultura em Cabo Frio. O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), no Convento Nossa Senhora dos Anjos, no Itajuru, traz uma programação cultural caprichada para os moradores e visitantes de Cabo Frio. No roteiro, atividades relacionadas à ciência e à arte durante o ano inteiro. A curadoria trouxe oficinas, projetos e shows para misturar um pouquinho passado e presente.

– O museu está aberto para receber várias manifestações da cultura e procuramos dinamizar as atividades para aproximar o museu do público. E não falamos só de arte. Tivemos eventos sobre astronomia e a Feira Agroecológica. Na parte da cultura, tivemos várias atividades como oficinas, apresentações de dança – comentou a museóloga Ana Maria Forte.

Ana Maria está satisfeita com a variedade da programação para atrair um público de todos os gostos.

– Queremos dinamizar o museu para aproximá-lo da comunidade e do turista. As pessoas da cidade poderão aprimorar o conhecimento. Estamos diversificando bastante. A programação tem atrações da música popular até a clássica. Desde janeiro, a feira recebeu programação de música e esse evento de astronomia acontecerá mensalmente. Os grupos da cidade usam o espaço do museu para desenvolver a arte – completa.

O violonista Junior Carriço vê o convento com o lugar ideal para a interação entre artistas e plateia.

– O convento é uma joia, uma mistura de sensações. O fato de ser uma igreja aumenta o aparato de segurança e confere um ar institucional. A acústica do lugar é ótima. E ainda tem a beleza do altar. É um lugar perfeito para artistas e público reagirem. É surreal que se junte o sagrado e o profano sob o mesmo teto e com tamanha beleza. É um oásis nesse deserto que por ora a cidade transita

Depois de um mês para agitar a cena cultural cabofriense, o museu tem mais programações para fechar julho com chave de ouro. A começar pelo dia 21, quando o espaço será sede da edição de estreia do ‘Festival de Inverno Literário Cabofriense’, às 18h30. Mas o evento, apesar do nome, não se resume à literatura. Tanto que os instrumentistas e cantores Junior Carriço e Sarah Dhy, que já se apresentaram no convento, iniciam a feira com um tributo a Antônio Carlos Jobim e seu parceiro Vinícius de Moraes.

Logo depois, haverá apresentação do Coral Despertar, do Clube da Terceira Idade Alegria de Viver, sob a regência do Maestro Francisco Javier Silgueiro Gorriti. A programação também conta com o coletivo Gira Sol de Danças Circulares, coordenada arteterapêuta Elvi Vasconcelos.

E não dá tempo nem de respirar. No dia seguinte, o evento continua para um público mais jovem com contação de histórias, música e muita animação. Quem está na responsabilidade de embalar a plateia são Rosana Andréia, Cristina Chagas, Nadinéia e o Maestro Budega. As atividades, que começam às 14h, serão nos jardins do museu, portanto, a organização recomenda que os convidados levem uma canga para deitar e sentar no chão.