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Mônica Carvalho: "tem muito mais gente do bem

Escritora lança livro 'Os Caminhantes' (Sophia Editora) no Shopping Park Lagos, nesta quinta (26)

26 outubro 2017 - 13h45
Mônica Carvalho: "tem muito mais gente do bem

O livro ‘Os Caminhantes’ (Sophia Editora, R$ 35), de Mônica Carvalho, será lançado hoje,  às 19h, no Shopping Park Lagos, na Choperia Cidade Imperial e Quiosque Papaletras. O pano de fundo da obra é o futuro do Brasil  sob o signo da honestidade na política e da justiça social. A escritora se revela otimista também fora da ficção: “A gente tem o poder em mãos para mudar isso tudo que está aí”.

Folha dos Lagos – Você acredita que a história de ‘Os Caminhantes’ possa ser real algum dia?

Mônica Carvalho – Tenho esperança que aconteça. Obviamente, é um caminho, mas a gente tem o poder em mãos para mudar isso tudo que está aí. Tem uma história muito interessante: quando a população de Nova Iorque começou a aumentar muito, antes da invenção do automóvel, os principais políticos da cidade ficaram preocupados para saber o que fariam com tanto cavalo. Tinha gente de toda parte do mundo vindo viver em Nova Iorque. A previsão era que, em menos de 20 anos, haveria excrementos por toda a cidade. Inventaram o automóvel, e não houve problema algum. Ou seja, a gente tem capacidade para a mudança. Sei que fica muito difícil acreditar vendo tudo isso que está acontecendo, mas não há outro caminho. Confio no ser humano e na força moral. Tem muito mais gente do bem do que do mal. 

Folha – Qual a maior função da literatura? 

Mônica – A maior função é inspirar. Qualquer livro que leia, ainda que seja um livro que não tenha uma proposta muito otimista, pode te dar exemplos, ideias. Essa é a maior função, além de instruir, é claro. Tem muitos livros que te dão o background para compreender tudo que tem ao redor. 

Folha – Quais suas maiores inspirações literárias? 

Mônica – Saramago. Mesmo com todo ceticismo dele (risos). Acho Saramago o melhor de todos. Mas um autor que tem me inspirado a vida inteira e que, com qualquer angustia procuro ler, é Fernando Pessoa. Ele é eterno, atual, comovente, inspirador. Tem muito autor maravilhoso. Mas qualquer um desses dois me ajuda muito. Tiram meus pensamentos negativos. Um dos livros que mais me tocou foi o Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago). Apesar de ser tão negativo, me tocou. A arte e a literatura podem inspirar mesmo sendo negativas. Pode pegar um modelo ruim e lutar para que a vida não chegue naquele ponto. Outro livro dele brilhante é ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’. Imagina: um ateu falando da vida de Jesus. 

Folha – Qual personagem de ‘Os Caminhantes’ prefere? 

Mônica – Fui escrevendo, criando personagens e me apaixonando por eles. O Arthur é o mais importante de todos. Ele dá o tom de integridade, moral e questionamentos. Mas também gosto muito da Pilar. Tem um cara que é muito interessante: o Amom, que é inspirado no jeitão do meu marido. Esse personagem é um cara mais na dele, observador, mas que, quando fala, toca as pessoas. O Arthur é inspirado no meu filho mais velho. 

Folha – Quais os projetos futuros?

Mônica – Já estou escrevendo o segundo: nome ‘Elementos’. A proposta também se passa no futuro. Fala de como paramos de tentar a vida fora da terra. Se tomamos essa decisão, vamos cuidar desse planeta. Tentar a vida em outro mundo tem um custo muito alto. É melhor cuidar desse, principalmente da moral, para que não haja uma guerra.