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Matanza

Matanza toca hoje em Cabo Frio: confira entrevista exclusiva com guitarrista da banda

Banda de countrycore promete tocar clássicos e músicas do novo disco

27 janeiro 2017 - 23h55Por Rodrigo Branco e Gabriel Tinoco | Divulgação
Matanza toca hoje em Cabo Frio: confira entrevista exclusiva com guitarrista da banda

Jimmy (ao centro) manda a real: " Se todos estiverem bêbados e cantando juntos, melhor ainda"

Dinossauros do hardcore, o Matanza vai levar toda sua energia e intensidade ao palco da Associação Musical Santa Helena, no centro de Cabo Frio, a partir das 18h. Os ingressos de última hora estão à venda na loja de instrumentos Ponto Musical, no Centro, e na Papaletras Revistaria & Tabacaria, no Shopping Park Lagos, a R$ 40.

– Como sempre, esperamos divertir a rapaziada de Cabo Frio. Se estiverem todos bêbados e cantando juntos, melhor ainda. Para a gente só faz sentido quando todos voltam pra casa ensopados de suor e com aquela sensação de quem mandou o patrão para aquele lugar – disse o vocalista do Matanza, Jimmy London, que antecipou ainda, em primeira mão, que este ano terá o lançamento do DVD da banda.

O quinteto hardcore formado por Jimmy, Maurício Nogueira (guitarra), Jonas Cáffaro (bateria), Dony Escobar (baixo) e Donida (guitarra) apresenta as composições de seu álbum mais recente, ‘Pior Cenário Possível’ (2015). O grupo também toca hits como ‘Pé Na Porta, Soco Na Cara’, ‘A Arte Do Insulto’, ‘Clube Dos Canalhas’, ‘Eu Não Gosto De Ninguém’ e ‘Bom É Quando Faz Mal’.

No Brasil, o Matanza é pioneiro do estilo countrycore, que mistura o country norte-americano à energia e intensidade do hardcore, com pitadas de thrash metal e do folk irlandês. A banda fez apresentações em festivais renomados como o Rock In Rio (2011) e o Lollapalooza Brasil (2016), em São Paulo.

ENTREVISTA MAURÍCIO NOGUEIRA - GUITARRISTA DO MATANZA

Desde 2008 na banda, o guitarrista fala à Folha do prazer de voltar a tocar em Cabo Frio; do que acha da cena musical na Região dos Lagos e promete ainda enfileirar hits durante o longo show de cerca de 30 músicas.

– É para chegar cedo, sair tarde e se divertir muito – convida.

  Folha dos Lagos – Qual a impressão da banda sobre Cabo Frio?
  Maurício Nogueira –
Primeiro, gostaria de dizer um olá a todos da Região do Lagos. Na real, o Matanza é    um visitante assíduo em Cabo Frio. Já tocamos várias vezes aí em eventos como o Rock Humanitário e      em shows solo também. Sempre curtimos muito tocar pelo litoral, a galera é sempre muito fervorosa e faz    a maior festa, o maior barulho nos shows, além das várias ‘diabas’ (as fãs) que sempre deixam tudo mais    divertido.

   Folha – Há um alvoroço enorme em torno da presença de vocês por aqui. Como avalia a cena do        rock no interior do Rio, em especial da Região dos Lagos?
   Nogueira –
Que bom saber que a ansiedade rola, ficamos muito felizes com isso. Da nossa parte em relação à cena, sempre que possível, damos oportunidades às bandas para tocarem conosco, seja em shows normais ou no Matanza Fest, por exemplo. Acho que a cena, em geral, está rolando.
Ela não aparece na grande mídia, mas está nas redes sociais com muitas bandas boas. Há muitos coletivos que abrem espaço para as bandas tocarem, hoje você faz a tua cena e não depende dos outros, e isso eu acho muito bom. Você faz o som, grava, divulga, toca sem precisar de nenhuma ajuda externa, que em alguns casos é só uma fachada, eu acho que o rock em geral, seguindo esse caminho independente, vai se dar muito bem.

Folha – Como foi a recepção do compacto novo ‘Assim Começa a Bebedeira’?
Nogueira –
A reação foi, em geral, muito boa, apesar de ser um produto meio complicado, com um nicho de colecionadores de vinil, mas está rolando. Particularmente eu gosto muito da nossa versão dos Pogues (banda irlandesa) com o (vocalista e guitarrista) Billy (Graziadei) do Biohazard cantando junto, e possivelmente vamos lançar mais lances nesse formato. Além do aspecto da capa ter um ótimo trabalho de arte, o som também é muito bom. Recomendo que todos comprem nosso compacto.

Folha – Quais os planos da banda para 2017?
Nogueira –
A princípio, vamos continuar a tocar o máximo que pudermos. A nossa parada é uma turnê infinita, com mais compactos possivelmente, como disse anteriormente. Há também alguns planos para outros lançamentos, mas ainda não tem nada concreto que eu possa adiantar.

Folha – O que os fãs podem esperar de vocês? O que você pode adiantar do set list?
Nogueira –
Bem, a galera já está ligada que o show será porrada como sempre é. Estamos programando tocar umas 30 músicas, as que a galera mais gosta como ‘Bom é quando faz mal’, ‘Eu não gosto de ninguém’, ‘Mulher diabo’, ‘Ela roubou meu caminhão’ e no meio dessas devem rolar umas músicas diferentes, que não tocamos sempre. Quem sabe um Johnny Cash (cantor de country), né! Normalmente decidimos ali na hora e esperamos todo mundo lá para ‘bater cabeça’, tomar muita cerveja boa e aproveitar os food trucks. Então é para chegar cedo, sair tarde e se divertir muito.