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Léo Barreto

Guitarrista Léo Barreto comemora volta ao blues

Músico retorna ao gênero de origem com a música nova e acompanhado de banda 

05 junho 2016 - 13h35Por Gabriel Tinoco
Guitarrista Léo Barreto comemora volta ao blues

Quando Léo Barreto desembarcou na Região dos Lagos, em 1992, percebeu que o timbre da guitarra deveria ser outro. Iniciado por showman Celso Blues Boy no gênero que viria a marcar sua carreira, Léo foi obrigado a mudar o som porque “a região não gostava tanto do blues na época”, como ele mesmo viria a constatar. Mas o guitarrista está de volta ao ritmo negro norte-americano. E promete voltar com tudo.

Léo Barreto remonta a banda do início da carreira, a ‘Eternamente Blues’, com dois integrantes originais. Com um ar de nostalgia e com a alma que só é peculiar ao blues, a apresentação acontece na Casa Vinil Cultural, em Belo Horizonte (MG), onde a banda engatinhava no começo dos anos 1980.
E a primeira faixa do novo álbum do guitarrista saiu quentinha do forno e deverá ser tocada no show da banda. A volta para o blues não poderia ser mais triunfal do que com a canção ‘Vestígios’.

– Na verdade, comecei no Blues, lá na cena em Belo Horizonte. No fim dos anos 1980, tocava na banda chamada ‘Eternamente Blues’. Foi uma das primeiras bandas de blues da cidade. Transferi-me para a região em 1992. Quando vim para cá, o cenário não colaborava muito para o blues. Ainda toquei no começo, tentei implantar o estilo aqui, mas a região não estava amadurecida para isso – lamenta o vocalista que atualmente mora em Arraial do Cabo.

Mesmo assim, o guitarrista ainda construiu uma história respeitável dentro do famoso gênero musical. Léo ainda se apresentaria em grandes festivais e conheceria grandes nomes do blues.

– Passei a tocar outras coisas. Trabalho como músico, portanto, precisei me adaptar. No entanto, nesse caminho, ainda fui para fora daqui da cidade e toquei no ‘Muller Time Blues’, maior festival do Rio de Janeiro. Nessa época, dividi palco com o Celso Blues Boy, o maior showman de blues que o Brasil já teve. Ele faleceu há pouco tempo.

Com a carreira consolidada, o compositor se permite a voltar para as origens.

– Agora, com mais de 25 anos de estrada, tenho trabalhado bastante aqui e fora. No Rio de Janeiro, resolvi voltar para minhas origens. Quando me proponho a ser músico, pelo menos para mim, tenho que tocar o que gosto.

A principal influência, é claro, é daqui. O resto vem de fora.

Na verdade, o Jimi Hendrix foi o primeiro cara que eu ouvi né? Também teve o Eric Clapton, B. B. King, Buddy Guy... Mas o principal mesmo foi o Celso Blues Boy: ele me fez tocar blues – conta.