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Estrela de jornalista: Elena Corrêa fala de sua carreira e das celebridades

Radicada em Cabo Frio, blogueira da Folha opina sobre emissora de TV ideal: "tem que ter de tudo"

26 julho 2014 - 14h55Por Rodrigo Branco
Estrela de jornalista: Elena Corrêa fala de sua carreira e das celebridades

A julgar pela desenvoltura com que a jornalista Elena Corrêa circula em meio às ‘estrelas’, quase dá para dizer que ela é uma astronauta da Nasa, a Agência Espacial norte-americana. Metáforas à parte, o respeito e a credibilidade conquistados pela blogueira de TV e celebridades da Folha Online no meio artístico são frutos de uma sólida carreira que em 2015 completará trinta anos, a maior parte deles nos segmentos de entretenimento e cultura.

A estrada que trouxe a gaúcha de São Gabriel para Cabo Frio, em 2012, começou ainda na terra natal, na Rádio Guaíba. O caminho foi longo e repleto de passagens por grandes veículos de imprensa como os jornais ‘O Dia’ e ‘O Globo’ e as revistas ‘Istoé Gente’ e ‘Quem’. Nesse período, “furos” como a gravação secreta de uma sequência da novela “Cara e Coroa” (1995), na qual uma dublê ficou gravemente ferida e a revelação feita pela atriz Cássia Kis Magro de que sofria de bipolaridade e bulimia (2007), só melhoraram sua reputação.

O começo difícil na Cidade Maravilhosa, em 1993, e as constantes mudanças jamais a perturbaram. Em ambiente descrito por muitos como extremamente competitivo, ela diz que conseguiu fazer amizades.

– Tenho a Cissa Guimarães como uma amigona. Fui a única com quem ela falou após a morte do filho. E também o Murilo Rosa; a Cássia Kis, que me chama de “irmãzinha”; o David Brazil, esse de frequentar, e o Alexandre Borges, que brinca comigo por termos o mesmo sobrenome (Borges Corrêa). O Chico Anysio eu sempre procurava para dar depoimento quando um famoso morria e ele dizia “desse eu falo” ou “desse não”– diverte-se.

Ironicamente, a maior admiração ela devota a duas figuras que eram consideradas rigorosas, temperamentais e de difícil trato por atores e imprensa: os falecidos diretores Herval Rossano e Walter Avancini. Ao primeiro, a gratidão por uma dica profissional valiosa e pelas mãos do segundo, quase passou para o lado da frente das câmeras.

– Eu me apaixonei pelo Herval Rossano. Uma vez me apresentei como Elena “do Globo” e ele me disse que se eu quisesse ser conhecida pelo meu nome, deveria me apresentar com meu nome e sobrenome e não com o da empresa. Foi uma lição para a vida toda – relata ela, que prossegue.

– Em uma entrevista, o Avancini chegou pra mim e disse: “você quer fazer um teste para a novela? Pensa com carinho”. Confesso que cogitei, mas achei melhor não – diz, com alívio. (Nota da redação: a trama era ‘Brida’, da extinta TV Manchete, fracasso que sequer chegou ao fim).

A experiência de tantos anos  nos bastidores da TV deram-lhe um privilegiado ponto de vista. Crítica de parte da atual grade de programação, ela enumera o que a emissora ideal deveria ter.

– Tem que ter de tudo. Não gosto de canal segmentado. Teria jornais, programas educacionais, infantis e desenho para crianças e não para adultos, como hoje. Eu assistia à Vila Sésamo – conta a blogueira. As novelas, claro, não poderiam faltar na receita (“mas de qualidade, com conteúdo”, diz).

A saída definitiva das Organizações Globo, em 2011, garantiu-lhe a independência editorial para comentários cada vez mais mordazes por meio do seu blog ‘TV Independente’, que divide suas atenções com trabalhos freelancers em publicações de arte e um caprichoso café montado com o marido no centro de Cabo Frio, na esquina da Avenida Assunção com a Nilo Peçanha. Ela confessa que não conhece as produções locais, mas leva fé em sua viabilidade, desde que haja investimento.

– Tem condição de produzir bons produtos, mas falta maior incentivo. Mão de obra tem.