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Proedi

Após 13 dias de protesto e muita confusão, artistas recebem Proedi

Prefeito inicia entrega dos cheques, mas deixa cerimônia antes do fim

21 agosto 2015 - 13h52

NICIA CARVALHO 

RODRIGO BRANCO

 

                 

Os números falam por si: de­pois de oito meses, quatro adia­mentos e treze dias de acam­pamento em frente ao prédio da Prefeitura finalmente os 28 contemplados do Programa Mu­nicipal de Editais de Fomento e Difusão Cultural (Proedi) re­ceberam ontem, das mãos do prefeito Alair Corrêa (PP), o cheque com a subvenção. Ou quase. Numa saída pouco con­vencional, o mandatário saiu por uma porta lateral após entregar os prêmios apenas para os qua­tro quilombos cabofrienses da zona rural e três folias de reis. O protesto em frente ao prédio do Executivo, motivado pelos sucessivos arrasos no pagamen­to do Proedi, foi realizado pela rapper Taz Mureb, líder do mo­vimento #ocupaprefeitura, e ter­minou na última-terça após in­tervenção de agentes do governo e até da Polícia Militar, que usou spray de pimenta contra a canto­ra e a levaram para a delegacia.

– O que fizeram comigo foi muita humilhação. Eu amo a mi­nha cidade e tive que dar o meu sangue para conseguir isto aqui (sacudindo o cheque) que é um direito adquirido. Não pedi nada e tive que passar por tudo isso para ser ouvida – desabafou a ra­pper Taz Mureb, logo após assi­nar pelo recebimento do cheque.

A cerimônia, realizada no Te­atro Municiapl Inah de Azevedo Mureb, no entanto, foi marcada por protestos, ironias e vaias da plateia. A cantora foi uma das que ironizou o discurso do pre­feito, ora com palmas, ora com palavras de ordem. Em dado momento do discurso, o prefeito afirmou que não havia solicitado intervenção na praça, no que foi imediatamente rechaçado pelos presentes que apoiaram a causa da cantora ao longo dos 13 dias de ocupação.

Entre os contemplados, a sen­sação era de alívio pelo paga­mento ao mesmo tempo em que planejam como correr contra o tempo para cumprir compromis­sos. É o caso do proponente Car­los Henrique dos Santos Ferrei­ra, pleiteado na faixa de R$ 10 mil com o livro Almanaque da Imprensa Cabofriense.

– Foi um período de muita apreensão e agora é descontar o cheque e imprimir os livros. Cor­ro contra o tempo para conseguir imprimir os exemplares para le­var para a Bienal do Livro, em setembro – contou, acrescentan­do que o projeto prevê revê a im­pressão de mil livros.

Prefeito bate boca e não fala com a imprensa

Com cara de poucos amigos, o prefeito Alair Corrêa chegou ao Teatro Municipal, com meia hora de atraso, logo mostrando que não estava para conversas. Cumprimentou rapidamente as pessoas, entre servidores e pre­miados, que o aguardavam na porta do teatro, onde entrou sem falar com os jornalistas.

Aliás, chamou a atenção o número de membros do pri­meiro escalão do governo que prestigiaram o evento, alguns sem ligação direta com a área de Cultura, como os secretários de Ordem Pública, Renato Vianna e de Meio Ambiente, Jaílton No­gueira Dias. No staff do prefei­to, também estavam os vereado­res Vinícius Corrêa (PP) e Paulo Henrique Corrêa (PR).

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste final de semana

 

 

A história contada em fotos