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Casa de Wolney Teixeira pode dar lugar a loja de roupas

Enquanto ação judicial se arrasta, imóvel do renomado fotografo se deteriora 

09 maio 2015 - 17h00
Casa de Wolney Teixeira pode dar lugar a loja de roupas

Parte da história de Cabo Frio pode se perder por conta da abertura de mais uma loja de vestuário. Desta vez, o local pode ser um dos pontos emblemáticos do município: a casa do fotógrafo Wolney Teixeira de Souza (1912-1983), localizada no Centro da cidade e que por conta de uma disputa judicial, amarga deterioração provocada pelo tempo.

A Prefeitura, por sua vez, através da secretaria de Cultura, afirmou ter feito pelo menos três propostas de aquisição da casa ao novo proprietário, que, no entanto, se mostrou irredutível quanto à venda do imóvel. Segundo José Facury, ex-secretário da pasta, o governo está de mão atadas.

– O acervo é muito caro e só a manutenção do material seria de R$ 2 mil mensais. A prefeitura comprou 54 fotografias de Wolney, que estão no Centro de Artes Visuais (CAV). Manifestamos interesse, mas a família também teve proposta de venda e o novo proprietário recusou nossas ofertas. O atual dono quer fazer uma fábrica de roupas ao estilo da Rua Teresa, em Petrópolis – explicou Facury.

Segundo ele, a primeira oferta foi de alugar a casa, a preço de mercado. A prefeitura seria encarregada das melhorias e faria um museu da imagem de Cabo Frio, durante um contrato de 10 anos. Em outro momento, a proposta passou a ser a compra do imóvel, pago em prestações ao longo dos anos, e a recuperação da casa. Mais uma vez não houve acordo.

Na terceira e última tentativa, a proposta do Instituto Municipal do Patrimônio Cultural (Imupac), órgão ligado a prefeitura, era de recuperação de 5 metros da linha da casa até os fundos, feita pelo proprietário, em que o uso seria livre. O restante poderia ser usado para abrigar as fotos.

Segundo ele, atualmente a casa está interditada pelo Ministério Público após solicitação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O motivo teria sido o aval para o parecer de venda, que foi dado pelo Conselho Municipal de Cultura, no início dos anos 2000.

– Na época, o conselho não tinha autoridade para averbar a venda e por isso o Iphan entrou com ação – explicou Facury.

*A matéria na íntegra está no suplemento F+ da edição impressa deste fim de semana.