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casa da flor

Casa da Flor terá pedido de tombamento analisado pelo IPHAN

Conselho Consultivo analisará pedido no próximo dia 15

23 agosto 2016 - 17h16
Casa da Flor terá pedido de tombamento analisado pelo IPHAN

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisará, dia 15 de setembro, em Brasília, o pedido de tombamento da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia-RJ. O imóvel, construído em arquitetura espontânea é ornamentado por mosaicos, esculturas, enfeites e objetos quebrados coletados no lixo, como pedaços de azulejos, telhas, tijolos, manilhas, ladrilhos, pastilhas e até faróis de automóveis. Búzios, conchas, mariscos e outros depósitos da lagoa, bem como materiais de segunda mão, como potes, jarras, louças, bibelôs e lâmpadas quebradas, também fazem parte da decoração

O pedido de tombamento ao IPHAN foi feito em 02 de setembro de 2010 pelo Sr. Geraldo Luiz Ferreira, presidente do Instituto Cultural Casa da Flor, instituição criada em 1987 para gerir o imóvel.

O imóvel

A Casa da Flor foi construída a partir de 1912 e embelezada em 1923 por um trabalhador das salinas da Região dos Lagos, Gabriel Joaquim dos Santos, falecido em 1985.

Trata-se de uma edificação simples, com paredes em taipa de mão não aparelhada e esteios em madeira roliça e ao natural. Possui três cômodos pequenos, a planta baixa tem formato “T” e o acesso se dá por uma escadaria ornamentada. A entrada contém flores confeccionadas por cacos de louças, telhas e nenhum arranjo é igual ao outro. Um muro, igualmente feito de coisas quebradas, estabelece um espaço, ao ar livre, onde um banco com motivos abstratos e figurativos como flores, folhas, cachos de uva, carrancas e outros, também feitos de refugos de ladrilhos e louças, prepara o visitante para adentrar a moradia. A casa é completamente associada ao estilo de vida de seu criador para quem o imóvel era uma “casa feita de caco transformado em flor”. 

O bem está sendo indicado para inscrição no Livro de Tombo das Belas Artes, classificado como obra de arte popular de excepcional valor artístico. O tombamento refere-se à área do terreno correspondente ao lote em que se situa a casa, incluindo a edificação; os elementos integrados, englobando os elementos que compõem os jardins (vasos, arranjos florais e outros elementos dispersos); e a escadaria de acesso.

O Conselho Consultivo

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro pleiteados ao IPHAN é formado por especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

*Foto: Casa de Cultura do Rio de Janeiro