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Banda Santa Helena

Banda Santa Helena completa 80 anos de muita música e tradição

No próximo dia 7, ritual de homenagem aos falecidos será novamente repetido

03 setembro 2017 - 11h23Por Redação I Foto: Arquivo Pessoal
Banda Santa Helena completa 80 anos de muita música e tradição

Após um período afastado, maestro Jesse Menezes (ao centro) está de volta na data especial

Há 80 anos o cenário se repete: moças, rapazes, adultos e crianças param para ver a banda passar – no caso, a Banda Santa Helena que, neste 7 de setembro completa mais um ano de fundação. E como tradição é tradição, os cerca de 20 músicos se reúnem para tocar em frente à sede, na 13 de Novembro, centro, para depois irem em direção ao cemitério Santa Isabel. Todos os anos o cortejo se repete e eles vão homenagear “os que já se foram”, como relembra o maestro Jessé Menezes que, após um período de afastamento, retorna a Banda neste 7 de setembro.

As razões da homenagem se encontram em um dos episódios mais marcantes da Banda Santa Helena. Em uma determinada ocasião, eles foram tocar em uma procissão em Iguaba e aconteceu um trágico acidente – um ônibus que ia pro Rio de Janeiro atropelou os músicos durante a apresentação. Alguns ficaram seriamente feridos e isso acabou fazendo com que a banda suspendesse as atividades por alguns meses. E quando voltaram a tocar, em um 7 de setembro, um diretor sugeriu que fossem tocar no cemitério para agradecer a músicos e diretores que um dia deram a sua contribuição a banda. E assim o fazem até hoje.

Um dos túmulos que os músicos reverenciam é o do saudoso Mureb Pereira Mureb. Dono de uma torrefação de café na Rua Bento José Ribeiro (onde hoje funciona o restaurante Paladar), ele abria o estabelecimento à noite para dar lugar aos ensaios da Banda Santa Helena quando a mesma não tinha sede. A concentração acontece a partir das 8h no Feriado da Independência. Depois do desfile até o cemitério e das homenagens, a Banda Santa Helena volta para o centro, passando por diversas ruas, com paradas estratégicas em frente à casa de alguns ex-presidentes.

– A gente queria fazer uma grande festa, mas a crise não permite. Mas vai ter música e homenagem – disse o maestro Jessé.

Fundada em 7 de setembro de 1937, a “Furiosa”, apelido dado a Banda, tem um lugar cativo no coração dos cabofrienses pois, além de tudo, é onde muitos músicos da cidade começaram a tocar. Ensinar música, aliás, é também uma das tradições pois há anos a Banda oferece aulas gratuitas para crianças.

– Além de ensinar as crianças, a gente fornece instrumentos. Quanto mais cedo a criança começar, melhor. Mas tem que saber ler e escrever porque eles aprendem teoria musical primeiro. Temos essa vontade toda de ensinar de graça porque precisamos dar prosseguimento à história da Banda. As crianças são os músicos de amanhã – finaliza Jessé.

A escola fica na sede da Banda (Avenida 13 de Novembro, 282, Centro).