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Cultura

Associação nega problemas com prestação de contas e garante: "desfile dos blocos está confirmado"

Segundo Joir Reis, em 2024 Cabo Frio terá mais blocos de rua e festa deve atrair mais de 500 mil foliões

22 novembro 2023 - 15h13Por Redação
Associação nega problemas com prestação de contas e garante: "desfile dos blocos está confirmado"

‌Não são apenas as escolas de samba que estão confirmadas no carnaval de 2024 em Cabo Frio: os blocos de arrastão também vão animar a festa de Momo. É o que garantiu à Folha o presidente da Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (Abaccaf), Joir Reis. Em conversa com o jornal, ele também negou que exista qualquer problema com a prestação de contas do carnaval deste ano, conforme denúncias.

– Não houve nenhum problema na prestação de contas deste ano. Não recebemos nenhuma notificação de irregularidades. Entregamos tudo dentro do prazo estipulado em contrato. O que houve foi uma série de fake news de um pseudo blog. Tivemos no mínimo três assembleias pós carnaval, e ninguém reclamou ou contestou a prestação de contas, nem os valores investidos, a não ser um, que foi o único a ir a público fazer uma reclamação, mas não tinha sequer o CNPJ ativo na época do carnaval: o registro junto à Receita Federal constava como "inapto". Esse mesmo bloco investiu em manchar nosso carnaval, mas não tornou público que ele não cumpriu suas obrigações estatutárias, não participou das reuniões preparatórias, nem informou sobre seu desejo de desfilar no carnaval em tempo hábil: só manifestou sua intenção em janeiro/2023, menos de 30 dias do início do carnaval. Ainda assim conseguimos incluí-lo no calendário de eventos, disponibilizamos trio-elétrico e toda estrutura da Estação do Carnaval da Praia do Forte. Alteramos apenas seu horário de desfile, que era de noite, e passamos para de tarde, já que não tínhamos mais o horário da noite disponível porque o cronograma de desfiles havia sido enviado à prefeitura em outubro/2022. Isso gerou insatisfação nesse bloco que, reafirmamos, não tinha cumprido com nenhuma das suas obrigações, e mesmo assim viabilizamos o desfile com a documentação da Abaccaf por entender a importância da agremiação - contou Joir.

À Folha, o presidente da Abaccaf também falou sobre denúncias de problemas com a divisão dos recursos para as agremiações.

– Nós trabalhamos com isonomia sempre. O que houve foi um entendimento errado da única agremiação que citamos insatisfeita. Para explicar mais diretamente: nós recebemos R$ 400 mil de patrocínio da Prefeitura, e esse valor era para ajudar a custear o projeto que foi apresentado no pedido de patrocínio. Neste projeto consta a implementação de quatro Estações do Carnaval: uma tem Tamoios, uma nas Palmeiras, uma no Peró e outra na Praia do Forte. Consta ainda que teríamos a obrigação de custear as atrações das Estações das Palmeiras e Tamoios, que não possuíam blocos, e ainda toda logística e insumos de material e pessoal para que funcionassem nos quatro dias de carnaval. Além disso, deveríamos prover trio-elétrico, tendas, banheiros químicos, palcos, e outros para uso dos blocos. Tudo isso, a ser feito com o recurso de apenas R$ 400 mil conforme a proposta de patrocínio, e foi o que fizemos. Ao invés disso, o bloco insatisfeito queria que nós simplesmente dividíssemos os R$ 400 mil pelos 23 blocos participantes, o que daria pouco mais de R$ 15 mil, e não iria viabilizar o carnaval da cidade como fizemos. Essa busca das agremiações por dinheiro público precisa ser mais responsável. Não compactuamos com o mal uso do dinheiro público e por isso não atendemos essa divisão, que não nos garantiria a execução do projeto. Os critérios de divisão de recursos e distribuição de verba da Associação para os blocos são estabelecidos em cada projeto. O principal critério é o bloco estar regular e com sua documentação em dia e cumprir com as obrigações do projeto - revelou Joir.

Ele também explicou que, este ano, a Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio conseguiu efetivar 100% do planejamento. Ao todo, a festa deste ano teve um custo aproximado de R$ 600 mil.

– Tivemos patrocínio da Prefeitura; vencemos um Edital do Estado que trouxe recurso financeiro para o carnaval; conseguimos manter a parceria com o comércio local, e tivemos um aumento na participação de cada bloco com relação ao investimento. Vale ressaltar que desde 2016 nossa associação não recebia nenhuma verba pública municipal, mas sempre fizemos o carnaval com nossos recursos próprios e com o investimento de parceiros, o que reafirma a eficácia do atual modelo de carnaval que fazemos. Por isso tudo isso, expresso nosso repúdio à disseminação de notícias falsas em torno do carnaval, e garanto manter nossa cultura viva, livre de interesses diferentes dos que são norteados pela transparência, publicidades, economicidade e responsabilidade com a coisa pública. Não aceitamos falácias infundadas, sem apresentação de nomes e provas, apenas com intenção de manchar nossas ações - garantiu.