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Vamos falar de prevenção?

Durante o ano algumas datas sempre nos remetem a algumas ações. Outubro, por exemplo, já não é mais, somente, o décimo mês do ano. Desde 1990 ele virou “Outubro Rosa”, o mês de prevenção ao câncer de mama, um movimento que nasceu nos Estados Unidos e ganh

01 outubro 2019 - 21h01

Durante o ano algumas datas sempre nos remetem a algumas ações. Outubro, por exemplo, já não é mais, somente, o décimo mês do ano. Desde 1990 ele virou “Outubro Rosa”, o mês de prevenção ao câncer de mama, um movimento que nasceu nos Estados Unidos e ganhou o mundo, iluminando de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e outros locais, chegando ao Brasil em 2002.

Dados atualizados do Ministério da Saúde revelam que “o câncer de mama é hoje um relevante problema de saúde pública. É a neoplasia maligna mais incidente em mulheres na maior parte do mundo. De acordo com as últimas estatísticas mundiais do Globocan 2018 (BRAY, 2018), foram estimados 2,1 milhões de casos novos de câncer e 627 mil óbitos pela doença”. Especificamente sobre o Brasil, o Ministério da Saúde revela que “as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% dos cânceres em mulheres”.

Mas, apesar do Outubro Rosa nos remeter à imagem da mulher, o câncer de mama também acomete a nós, homens. Embora seja raro (apenas 1% em relação às mulheres), o número merece um alerta, afinal, 1% dos homens, no Brasil, é algo em torno de 100.657 pessoas, o que representa praticamente a metade da população de Cabo Frio. E quando falamos em vidas, se tivermos a chance de salvar somente uma, já valeu todo o esforço da prevenção.
Em 2016, de acordo com dados do Inca, 16.254 pessoas morreram em decorrência de câncer de mama no país, sendo 16.069 mulheres e 185 homens, que possuem na idade um importante fator de risco já que o envelhecimento aumenta as chances da doença se desenvolver.  Além disso, estudos revelam que um em cada cinco homens que tiveram câncer de mama têm parentes próximos (homens ou mulheres) que também tiveram com a doença. Existe ainda uma síndrome congênita em homens, chamada Síndrome de Kleinefelter, que aumenta o risco de 20 a 60 vezes.

E os primeiros sinais são exatamente iguais tanto em homens quanto em mulheres. A diferença, segundo médicos da área, é que, como os homens têm menos tecido mamário, o nódulo geralmente é mais facilmente palpável e mais próximo do mamilo. Já nas mulheres, o nódulo pode não ser palpável dependendo da localização na mama, quando está profundo ou quando é menor que 1,5 cm. Por isso, em ambos os casos, é fundamental o autoexame. 

 

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