Em ofensiva militar conjunta, os EUA e Israel bombardeiam o Irã. O conflito ainda é local, mas amedronta o mundo, pois pode gerar uma catástrofe nuclear ou envolver outras potências bélicas e nos levar a outra guerra mundial.
Tal cenário põe em alerta o clima para a Copa do Mundo de futebol de 2026, que será disputada em três países: EUA, México e Canadá. Sem dúvidas, um evento que já preocupa. A Casa Branca, de forma autoritária, segue invadindo países e promovendo ações de guerra que geram pânico.
O mundo todo sabe que a preparação para uma Copa envolve planejamento e investimento prévio. E que, portanto, a disputa não poderia agora ser deslocada para outro país.
Contudo, será um evento que já perdeu muita coisa mesmo antes de acontecer. É extremamente perigosa a disputa ser realizada nos EUA.
Suponha que você ganhe uma dessas promoções que oferecem uma viagem com tudo pago para assistir ao Brasil. Você pegaria um avião e iria? Valeria a pena o risco de, durante o evento, algum inimigo dos ianques aparecer para contra-atacar?
Ainda em meio a essas questões geopolíticas está a FIFA. Em países mansos ela chega toda poderosa e estabelecedora de regras. Mas, diante dos EUA, se limita a lançar uma nota de repúdio, quando muito uma declaração tímida de contrariedade.
As instituições, sejam de que ordem forem, estão em crise também porque nós estamos calados(as) diante da barbárie, da fome, da morte, da covardia, do autoritarismo e da guerra.
A crise nasce do nosso silêncio. Nele sequer pode haver um grito de gol!

