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Índice Olim-político

26 fevereiro 2026 - 14h27

O brilho de grandes atletas é uma luz da qual é difícil fugir. E isso não teve início com a internet. Antes dela, os meios de comunicação eram os grandes jornais impressos, canais abertos de TV e estações de rádio. Esses veículos levavam ao público as façanhas esportivas. A internet, com o YouTube e as redes sociais, pulverizou esse brilho.

Do nascimento do jornal impresso à explosão do streaming, uma pergunta permanece boiando nessa larga faixa de tempo: atletas devem ter posicionamento político, social, cultural e econômico? Devem defender suas posições publicamente? Ou o esporte deve ser um território com sabor de Suíça, neutro porque convém? Nas Olimpíadas de Inverno de 2026 na Itália, o esquiador estadunidense Hunter Hess criticou a política de seu país ao declarar que “só porque estou vestindo a bandeira não significa que eu represente tudo o que está acontecendo nos Estados Unidos”.
Em tom de contragolpe, o presidente dos EUA revidou de forma antidesportiva, porém politicamente muito usada em tempos onde ultrajar é considerada a melhor forma de encarar o oponente. Disse: “Um grande perdedor”.

O tal presidente, embriagado de ignorância, não deve saber que, ao conseguir índice olímpico, o(a) atleta já é um grande vencedor! No esporte de alto rendimento o pódio até oferece o ouro a um(a). Mas é preciso ter o pensamento demasiadamente vil para crer que os outros fracassaram.
Imaginem se os políticos precisassem alcançar um índice classificatório de qualidade para se candidatar. Em muito lugar, sequer haveria mais eleição.