Seguem, sobre a neve italiana, os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026. Atletas de esqui-cross-country, biatlo, snowboard, curling em cadeira de rodas e hóquei no gelo demonstram o poder que há na vontade de permanecer fazendo algo que nos traga deleite.
São atletas com deficiência física nos membros inferiores ou superiores do corpo ou deficiência visual.
Pessoas com vontade de viver, com elã vital, com paixão! É por isso que seguem suas rotinas árduas de treinamento, com ou sem patrocínios. Todos os dias essas pessoas decidem por um modelo de vida singular, distante do ordinário.
Estar vivo requer vontade de viver. Vontade de sentir a potência que é a vida. Em tempos em que a saúde mental de atletas e pessoas em geral cada vez mais necessita de cuidados, cultivar atividades que promovam prazer e bem-estar é não só nutritivo como essencial.
A depressão e a ansiedade estão ligadas a perda de vontade. O que não é culpa, de forma alguma, de quem sofre desses males. Pois a saúde mental é uma questão de política pública e, portanto, coletiva, de responsabilidade do Estado e da organização privada do trabalho e da vida em sociedade.
O esporte não é a panaceia que nos salvará magicamente. Mas, sem dúvida, deve compor um leque amplo de oferta de atividades promovedoras de saúde que desperte e mantenha a vontade perante a vida.
É barato oferecer estrutura e incentivar o esporte. Porque a vontade de viver, o deixar viver e o apreço pela vida acima de tudo é o que há de mais valioso. É o que gera sociedades realmente saudáveis.

