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Coluna

Estratégia e gestão

16 abril 2020 - 21h06

Segundo a teoria administrativa, toda organização, seja de cunho empresarial ou governamental, deveria, em princípio, ter uma direção a seguir, uma missão a cumprir, ou ainda, uma razão concreta para existir.  Esse caminho a ser percorrido por uma organização, precisa ser descrito, e constantemente estudado e monitorado, para que correções de rumo possam ser realizadas.  A esse processo de estudo, que requer análise, planejamento e monitoramento, denomina-se de processo estratégico de gestão, cujo resultado é a elaboração de um plano descrito.  

A partir desse estudo, as organizações criam a sua identidade, definem a forma de atuação, qual a sua missão e os valores a serem cultivados, que vão direcionar a ação administrativa.  Diante da falta de “visão estratégica”, seguindo a lógica inversa, ter-se-á organizações perdidas, sem direção, tal qual uma embarcação sem rumo, perdida em um oceano.  Nesse caso, não será conhecido os potenciais a explorar, nem tampouco, os mercados a conquistar, e seus colaboradores sem identidade.  Na área pública, as consequências diretas disso, são as organizações tornarem-se ineficientes.

Em todas as esferas governamentais, observa-se a falta de visão estratégica, que torna a nação, como um todo, uma “nau sem rumo”.  O país, através do seu governo, ou desgoverno, não sabe qual direção tomar, não sabe quais potenciais explorar, nem como aproveitar suas riquezas adequadamente, e muito menos, sabe se posicionar diante das outras nações do planeta.  O Estado tem se mostrado cada vez mais ineficiente e incapaz de promover o bem-estar social, além de estar paralisado.  Não existe um plano de desenvolvimento constituído, que seja capaz de direcionar os esforços econômicos, políticos e sociais, numa trajetória de crescimento e de geração de emprego e renda. Esse mesmo entendimento se aplica igualmente, às organizações dos Estados da Federação, e também, aos órgãos das administrações municipais, que na grande maioria, estão “quebrados” financeiramente, e sem perspectiva de melhora da situação.

O Governo Federal deve, prioritariamente, liderar o movimento no sentido de criar um “plano estratégico”, a ser seguido, por toda a administração pública, além de repactuar, através de reformas estruturais, meios para distribuir, equilibradamente, os recursos para o sustento das demais Unidades da Federação.  Daí a importância de se gerar um Plano de Desenvolvimento Nacional, factível e prático, de acordo com os anseios da sociedade, de tal forma, que se possa nortear todo o conjunto de esforços (econômicos, políticos e sociais) numa mesma direção, para que se alcance um novo patamar de crescimento.

Enfim, cabe destacar, que o processo eleitoral de 2022 será crucial para o futuro do país, na medida que será o fórum adequado ao debate de um Plano Estratégico, que contemple as ações necessárias ao desenvolvimento.  A dificuldade é enorme, pois os interesses mesquinhos de parte da sociedade brasileira, que não quer perder privilégios, e de parte da classe política, que deseja se perpetuar no poder, poderá impedir o estabelecimento de uma nova ordem nacional. 

 A chance é agora, do debate de um programa de governo que o país precisa, e que não que atenda exclusivamente aos interesses dos grupos dominantes.  Na medida que um Plano Estratégico, materializado num programa de governo, seja aprovado pelo povo, numa democracia, através da eleição de um presidente ou do parlamento, deve guiar as políticas públicas necessárias à eficiência da Administração Pública, além de contemplar os investimentos necessários para induzir o desenvolvimento nacional e regional. Tais medidas devem ser contínuas, com dispositivos para impedir que nas trocas de governos, ocorram descontinuidades de políticas públicas.