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Turismo

Associação de Hotéis denuncia esquema de extorsão na cidade

'Vigilância Sanitária' cobrava de R$ 5 a 8 mil para livrar de fiscalização

29 maio 2015 - 09h56

NICIA CARVALHO

Pelo menos quatro hotéis de Cabo Frio e dois restaurantes sofreram tentativa de extorsão. Os estabelecimentos receberam ligações de uma pessoa que se identificava como diretor operacional da Vigilância Sanitária do Estado Rio de Janeiro, que chegava a cobrar R$ 5 mil a R$ 8 mil para retirar o hotel da rota de fiscalização. A Associação de Hoteis (AHCF) registrou queixa na 126° Delegacia de Polícia.

Segundo Carlos Cunha, presidente da instituição, o golpista se apresentava como Jaime Fonseca e afirmava que haveria uma operação de fiscalização na cidade, mas que os “hotéis que fossem amigos” não seriam fiscalizados. Para alguns estabelecimentos a cobrança era de R$ 1.500.

– Os associados acharam estranho e ninguém chegou a pagar, mas a extorsão poderia ter acontecido. Pesquisamos na internet e descobrimos que o número real da vigilância era outro – destacou.

Segundo ele, o homem passou dados bancários de uma conta na Caixa Econômica Federal, cuja titular era ‘Vânia Lúcia’, e de dois números telefônicos que eram atendidos como “vigilância sanitária”. Depois da pequisa, a Associação entrou em contato com o setor no Rio, que garantiu não ter essa prática.
Cunha disse ainda que as ligações começaram em fevereiro deste ano, mas que os associados foram comunicados pela associação por e-mail da prática em andamento na cidade. No entanto, em março os hotéis continuaram recebendo ameaças por telefone e, então, registraram a ocorrência na delegacia. Se for preso, o autor pode ser autuado no artigo 158 do Código Penal.