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Superimóveis entram em maré baixa: decepção com vista para o mar

Mercado imobiliário de luxo passa por momento de marasmo em Cabo Frio

02 julho 2014 - 13h38Por Rodrigo Branco
Superimóveis entram em maré baixa: decepção com vista para o mar

As nuvens que encobriam o sol na habitualmente paradisíaca paisagem da Praia do Forte servem como perfeita metáfora para ilustrar o momento vivido pelo mercado imobiliário de luxo em Cabo Frio. Vendas em baixa, mas com esperanças de dias melhores.

Chama a atenção de quem passa pela orla a quantidade de placas com anúncio de unidades para compra ou aluguel. Mas, mesmo para essa segunda modalidade, há uma certa decepção com a Copa do Mundo disputada no Brasil. A competição não estimulou a assinatura de novos contratos.

– O momento para locação está péssimo, não houve essa demanda. A gente observou vários traillers e motorhomes, principalmente com turistas da América do Sul. Tínhamos alguns imóveis para esse público, mas não houve essa procura – conta o consultor imobiliário Marco Agualuza, sócio-proprietário de uma corretora que leva o seu nome.

O delegado da seção de Cabo Frio do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Dalmont Freire, minimiza o quadro, mas admite que o ano atípico, com pelo menos dois grandes eventos, tem contribuído para esfriar os negócios.

– Placa é algo que já existe há muito tempo. É a maneira mais fácil de anunciar um imóvel. Com relação ao mercado, no período de Copa e eleições, as coisas dão uma diminuída. Por não saberem como as coisas vão ficar na área econômica, as pessoas têm medo de fazer um grande investimento – crê.

A grande alta dos preços nos últimos meses – cerca de 30% – é outro fator que na opinião do delegado da seção cabofriense do Creci tem afugentado os possíveis interessados. Cenário bem diferente da virada do ano, ocasião em que, segundo ele, eram comercializados de 50 a 70 unidades por mês. A expectativa é que este ano o fenômeno se repita.

Se de um lado o dinheiro em circulação na cidade está escasso, é grande a oferta de crédito. A Caixa Econômica Federal é a maior compradora de imóveis na atualidade, segundo Marco Agualuza. O fato tem mantido relativamente aquecido o mercado na faixa intermediária de preço, entre R$300 e 450 mil, dependendo da localização. O tempo médio de venda, neste caso, é de dois meses; realidade completamente distinta da observada nos prédios que margeiam a Avenida do Contorno, região onde fica o metro quadrado mais caro da cidade, cujo valor pode chegar a R$ 8 mil. Nesse caso, o período até a sacramentação do acordo pode passar de um ano.

O recente lançamento de um condomínio no Guriri, na periferia, reforça a tendência e mostra que há luz no fim do túnel. Os 480 lotes foram vendidos em apenas três horas. Além disso, a proximidade das férias estimula a procura por aluguéis de temporada, para o final do ano. Já a indústria do petróleo responde pelo movimento dos aluguéis fixos.

– As dificuldades podem ser vistas por quem analisa o cenário como um todo, mas a gente não está vivenciando isso. O telefone tem tocado, os clientes têm parado para olhar e os corretores têm ido para a rua. Se fosse o contrário, aí eu diria que não está bom – argumentou.

A grande alta dos preços nos últimos meses – cerca de 30% – é outro fator que na opinião do delegado da seção cabofriense do Creci tem afugentado os possíveis interessados. Cenário bem diferente da virada do ano, ocasião em que, segundo ele, eram comercializados de 50 a 70 unidades por mês. A expectativa é que este ano o fenômeno se repita.