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Dia dos namorados

Clube dos Dirigentes Lojistas aposta na Copa e no Dia dos Namorados

Setor de alimentos e bebidas deve ter aquecimento de 20%

27 maio 2014 - 19h14
Parcela considerável do empresariado se arrepia quando houve falar em Copa do Mundo, porque, de acordo com pesquisas feitas no país inteiro, a competição, até o momento, ainda não trouxe oportunidades para as micro e pequenas empresas. O otimismo parece dominar todo este meio de campo, mas, ao contrário do que pensam os pessimistas, este negativismo não é tão amplo assim. E, em Cabo Frio, o setor de alimentos e bebidas espera aquecimento nas vendas em pelo menos 20% em relação ao meses comuns, conforme avalia o presidente do Clube dos Dirigentes Lojistas (CDL),  José Martins de Souza, em entrevista ao site da Folha.
Lembrando que pessimismo ‘mata toda e qualquer esperança’, José Martins  disse que não é só a Copa do Mundo que deve estar sendo levado em conta neste momento e, por isso mesmo, admitiu que junho poderá ser um mês de bons negócios para o setor de alimentos e bebidas e também para outros segmentos. “A Copa movimenta e muito os bares e restaurantes, mas movimenta também os mercados, açougues, lojas de tecidos, as casas de material de construção que vendem tintas, papelarias que vendem bandeirinhas e por aí vai”, disse, entusiasmado, o presidente do CDL.
Mas o que José Martins chama a atenção é que, apesar do pessimismo de alguns, “é preciso lembrar que a Copa do Mundo não chega sozinha para salvar a lavoura”. Para o presidente do CDL, o Dia dos Namorados, 12 de junho, mesma data do início da Copa, este ano, poderá impulsionar o comércio lojista em pelo menos 10% em relação ao mesmo período do ano passado, o que ele considera percentual pequeno, “mas relevante em se tratando de um mês de muitas atrações para a economia do município e do país inteiro".
José Martins lembrou, por exemplo, que Corpus Christi cairá no dia 19 de junho, quinta-feira, o que significa mais um feriadão para aquecer o turismo de Cabo Frio e das demais cidades da região. “Este feriadão de Corpus Christi sempre atraiu gente de todos os lugares do Rio de Janeiro, até de outros estados,‘porque é o turismo religioso. Afinal a celebração do Corpo de Deus está entre as manifestações religiosas das mais tradicionais".
Se cada evento de junho tem força para mexer com determinados segmentos, por fim, José Martins lembrou que junho é o tradicional mês dos arraiás, das festas juninas, que, mesmo que seja em pouca intensidade, têm força para impulsionar segmentos específicos do comércio varejista.
"O que falta é otimismo, vontade de acreditar que tudo é possível e que tudo pode ser muito melhor", disse ele. Com relação à Copa, admitiu que, por enquanto, é o entusiasmo da torcida é que está custando a chegar, o que ele acredita que só irá acontecer quando estiver faltando pelo menos uma semana para o jogo inaugural da competição. "De resto, é torcer pelas nossas vendas e apostar tudo no título do Brasil’.