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Preço de remédio pode variar até 50% 

Pesquisa é a arma para consumidor 

23 maio 2014 - 10h42Por Nícia Carvalho
 Preço de remédio pode variar até 50% 
Quem precisa utilizar medicação regularmente tem que pesquisar muito antes de comprar qualquer remédio nas farmácias do centro de Cabo Frio se não quiser estourar o orçamento doméstico. Entre estabelecimentos vizinhos, a diferença entre um mesmo produto pode chegar até 50%. É o caso da caixa de Tramal de 50mg com 10 comprimidos, indicado para dores moderadas a severas. Num estabelecimento, o valor é de R$ 41,49 e, num outro, R$ 23. Na mesma linha segue o Cloridrato de Sertralina de 50mg com 28 comprimidos (indicado para o tratamento da depressão), que pode variar entre R$ 37,98 a R$ 61,39, ambos genéricos.
Para esticar o salário, o jeito é se encher de paciência e verificar os preços em pelo menos quatro farmácias antes de se decidir pela compra. Como referência, a Folha dos Lagos foi às ruas na manhã de ontem e pesquisou remédios que têm pessoas da terceira idade como principais consumidoras. A coleta de dados foi feita na Avenida Teixeira e Souza. A Losartana Potássica, um antihipertensivo, é outro exemplo. O preço pode custar o dobro de uma loja para outra, variando entre R$ 10 e R$ 19,99.
– Costumo verificar em mais de uma farmácia. Uma medicação do meu esposo custava R$ 140 num lugar e R$ 88 em outro. Mas consegui desconto e levei três caixas por R$ 120 – contou a dona de casa Aparecida Guimarães, 68, que adota a pesquisa para esticar o orçamento e não ficar sem a medicação. 
A caixa de atorvastatina de 20mg com 30 comprimidos, utilizada para baixar o nível de colesterol, também varia bastante. A mais cara pode sair a R$ 44,60, enquanto, na mesma calçada, a mais barata custa R$ 25. Uma economia de quase R$ 20.
PNAUM – A primeira fase da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), iniciada em setembro do ano passado pelo Ministério da Saúde, está em fase de conclusão pelos técnicos federais. A estimativa é de que até o início do segundo semestre os dados parciais das 38,4 mil pessoas ouvidas pela pesquisa sejam divulgados. O público-alvo foi dividido em gêneros, sete faixas etárias, entre crianças e idosos, e escolaridade. 
Na segunda etapa, com previsão de início também para julho, será aplicado um questionário para as Unidades Básicas de Saúde de todo país e nos locais de entrega dos medicamentos. Serão entrevistados secretários de saúde, coordenadores municipais da assistência farmacêutica, responsáveis pela distribuição de medicamentos nas farmácias ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), médicos e usuários. 
Segundo o ministério, o levantamento das informações da Pnaum tem investimento de R$ 9,4 milhões e pretende mapear a forma de utilização de remédios para doenças comuns e, também, as crônicas. A pesquisa aborda, ainda, temas como uso de remédios, acesso aos produtos  no SUS, uso racional de medicamentos e a automedicação. Um dos objetivos é evitar internações por intoxicação medicamentosa, que nos últimos cinco anos chegou a 60 mil.  

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