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Com dólar mais barato, intercâmbio cultural atrai número cada vez maior de jovens brasileiros

Experiência proporciona amadurecimento,  responsabilidade e muitos pontos em processos seletivos de empresa

17 julho 2014 - 15h51
Com dólar mais barato, intercâmbio cultural atrai número cada vez maior de jovens brasileiros

Poder conhecer uma pequena parte da tão sonhada Europa é muito mais do que se pode imaginar. Ainda mais para uma estudante de arquitetura, que tem paixão por história e sonha em conhecer hábitos e costumes de outros países. Bárbara Boy Oliveira embarcou na sexta-feira (4) uma cidadezinha próxima a Londres, na Inglaterra, onde vai conciliar um curso intensivo de Inglês com um programa de férias.

– Por mais que diversos professores tenham me ensinado a língua inglesa, perante a realidade da viagem, sinto-me apreensiva, porém esperançosa para aprender mais e mais. O sotaque, as gírias, o modo de falar e se colocar, estarão sendo com certeza observados pelos meus olhinhos sedentos de conhecimento. Quanto mais aprendermos sobre os outros mais nos conheceremos – diz a estudante.

Com o dólar mais barato no mercado nacional, a experiência de realizar um intercâmbio cultural torna-se ainda mais acessível e tentadora à maioria das famílias. Estudar por um mês, um semestre ou um ano fora do País é uma oportunidade ímpar, que proporciona amadurecimento e realização pessoal a milhares de jovens. Como se não bastasse o fato de auxiliar na aprendizagem de um segundo ou terceiro idioma, viagens internacionais desta natureza contam muitos pontos em qualquer processo de seleção de empresas. Benefícios para toda a vida. O jovem que passa um período de sua adolescência no exterior cresce profissionalmente. Além de proporcionar uma educação num país com grandes recursos, o intercâmbio faz com que o jovem amadureça e adquira responsabilidade, já que estará vivendo em uma realidade completamente diferente da sua.

Amadurecimento e responsabilidade. Foi com esses argumentos que a estudante do 2° ano do ensino médio Mariana Dornellas, de 16 anos, convenceu os pais para fazer um Intercâmbio Cultural. A estudante embarca no dia 31 de agosto para uma temporada de 6 meses em Winnipeg, a maior cidade da província canadense de Manitoba. Localizada na região central do Canadá, Winnipeg é um importante centro de comércio, produção, transportes, agricultura e serviços educacionais do país.

– Vou ficar em casa de família, vou pegar ônibus, vou estudar, enfim, vou sair da dependência dos meus pais para ganhar mais amadurecimento e intensificar meus estudos. Além do mais, vou fazer parte do ensino médio lá, o que mais tarde, terá validação aqui no Brasil. Estou muito feliz e ansiosa coma viagem, relata Mariana.

Segundo Thais Guimarães, gerente de Intercâmbio do Yázigi Cabo Frio vale a pena lembrar que os programas de intercâmbio para adolescentes geralmente acomodam os jovens em casas de família, o que proporciona uma maior interação com o dia-a-dia do país visitado. Há também a possibilidade de estadia em alojamento de estudantes, onde ficam pessoas de todas as partes do mundo. Segundo ela os destinos mais procurados são Canadá, Estados Unidos e Inglaterra. Mas nos últimos anos, houve um aumento considerável da procura por países como Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. No entanto, apesar da maior democratização de destinos, os EUA continuam como o país preferido dos adolescentes que pretendem estudar fora do Brasil. A escolha pela estadia norte-americana é facilmente explicada, não apenas pela familiaridade cultural, mas pelos custos do intercâmbio. Passar uma temporada numa High School, como são chamados os colégios do país, é bem mais barato que optar por uma escola na Europa ou na Oceania, ou até mesmo, no caso de famílias que vivem no interior por exemplo, como Cabo Frio, que acabam montando uma segunda residência na Capital para que o jovem possa prosseguir com os estudos.

– Se a família for colocar na ponta do lápis todos os custos de manter um segundo imóvel no Rio de Janeiro, por exemplo, para que o jovem possa estudar, é infinitamente mais barato optar por um curso no exterior. Isso tudo sem falar na questão da segurança e na qualidade do ensino, alerta a especialista.

 E como programar a viagem? O Yázigi Cabo Frio, por exemplo, promove cursos e palestras durantes os seis meses anteriores ao embarque do estudante. Nestas ocasiões, vale a pena aprender algumas dicas que podem facilitar o sucesso do intercâmbio. Uma atitude fundamental que deve ser levada em conta pelo jovem é o respeito com a outra cultura. Observar os hábitos do país e da família em que está hospedado antes de impor seus próprios modos é uma ótima maneira de conhecer uma nova cultura sem enfrentar problemas.

Aos 13 anos, Bruno Mendes, não vê a hora de embarcar em janeiro de 2015 para um Intercâmbio de um mês em Salt Lake City, a  cidade mais populosa do estado norte-americano do Utah, nos Estados Unidos.

– Eu penso que será um desafio, pois eu vou ter que por em prática tudo que eu aprendi ao longo desses anos de Yázigi em 1 mês, e ainda, em uma casa de família e na escola. E também acho que vai ser uma viagem muito legal, pois vou aprender mais a língua e me divertir com os pontos turísticos e amigos que eu vou fazer lá, diz o estudante empolgado com a experiência.

O certo é que para quem deseja crescer profissionalmente, um curso no exterior fará muito bem ao currículo. Além de dar um impulso nos estudos e na carreira, uma viagem de intercâmbio amplia os horizontes e muda a forma de ver o mundo, além de fazer a pessoa amadurecer em todos os aspectos. Uma viagem ao exterior faz com que você encare os desafios e situações que aparecem na sua vida com mais maturidade.