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Emprego

Emprego dá sinais de recuperação

Pela primeira vez desde 2014, vagas são criadas em agosto na região

26 setembro 2019 - 18h39Por Rodrigo Branco
Emprego dá sinais de recuperação

Ainda não é o cenário esperado, mas os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontam para uma esperança de reaquecimento no mercado de trabalho na Região dos Lagos. Em agosto, pela primeira vez no segundo semestre, foram criadas vagas formais de trabalho (125). Ou seja, houve mais contratações (2.720) do que demissões (2.595) no período, nos sete municípios da região.

Outro dado a ser destacado é que, pela primeira vez, desde 2014, o saldo entre as admissões e as dispensas ficou no azul em um mês de agosto, já depois das férias do meio do ano e ainda longe da alta temporada.  Em 2018, foram fechados 300 postos de trabalho no mês de agosto; em 2017, 39; em 2016, 340 e, em 2015, 165.

A vantagem também é grande em relação ao mês de julho, quando foram extintos 105 postos de trabalho (2.680 contratações e 2.785 demissões), mesmo em meio ao recesso escolar de meio de ano; período de intertemporada, em que a região recebe muitos visitantes.

No acumulado do ano, porém, o bom desempenho do emprego em agosto fez pouca diferença. Nos oito primeiros meses de 2019, foram ceifados 576 empregos de carteira assinada. No período, as empresas da região contrataram 22.297 pessoas e demitiram 22.873. Um resultado ruim, mas ainda assim, bem melhor que o registrado em 2018, quando, também entre janeiro e agosto, 2.184 vagas deixaram de existir. Na ocasião, o então Ministério do Trabalho registrou 19.691 admissões e 21.875 dispensas.

Cabo Frio mal – O município que mais gerou postos de trabalho no mês de agosto foi Saquarema, com 98. Todavia, as demais cidades praianas da região ficaram devendo e perderam vagas. Cabo Frio fechou 54; Armação dos Búzios, 37; e Arraial do Cabo, 10. Como destaque favorável, aparece São Pedro da Aldeia, que gerou 91 vagas de emprego. No azul ficaram também Araruama (28) e Iguaba Grande (9), menos badaladas que as vizinhas mais ‘midiáticas’.

Os números do Caged mostram ainda que Cabo Frio ficou praticamente estagnado se comparado a 2018. Se no ano passado, o acumulado entre janeiro e agosto, foi de 641 postos de trabalho fechados pelas empresas no município; em 2019, o saldo segue no vermelho, com 611 vagas a menos, nos oito primeiros meses do ano. A diferença é que o número de contratações este ano supera o do ano passado, no período (9.015 contra 8.450).
Entre os setores econômicos, o que foi mais determinante na região para a geração de empregos foi o comércio, com 113. A construção civil parece num longínquo segundo lugar, com 26. A grande decepção pode ser considerado o setor de serviços, que perdeu 30 vagas de emprego, considerando-se todos os municípios da região.

 

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