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Dia dos Namorados

Donos de restaurante apostam no Dia dos Namorados para turbinar movimento

Expectativa é de casa cheia no próximo domingo (12)

08 junho 2016 - 10h40Por Gabriel Tinoco

Quem quer passar o Dia dos Namorados com um jantar, ou um almoço, ao mais alto estilo, terá opções de sobra em Cabo Frio. Os restaurantes preparam um cardápio caprichado para a data e contam com boas promoções para facilitar a vida dos clientes. A Folha optou pela variedade de preços e sabores para os casais na data.

E, além das boas alternativas para os consumidores, os empresários também comemoram a chegada da data. Em plena baixa temporada, quando o movimento não é lá tão bom, os feriados ajudam a levantar o faturamento do comércio.

Mas essa não é a realidade do Restaurante do Rogério. Em todo domingo, mesmo sem ser Dia dos Namorados, os clientes aparecem aos montes. Nesse, com um aperetivo a mais, os vendedores esperam que o restaurante fique lotado.

– Há muito movimento no domingo, normalmente. Estamos esperando ansiosamente a data, porque une um dia que está normalmente lotado com o movimento do Dia dos Namorados. O prato que mais sai aqui é a Picanha do Rogério, que custa R$ 74,99 – afirmou a gerente Tatiana Cardoso, de 30 anos.

Outro que só tem a comemorar é Raimundo Ximenes, 40, proprietário do Galeto do Raimundo, no bairro São Bento. Ele é lacônico quanto à expectativa: “casa cheia”.

– Vai ter casa cheia. O movimento para mim está bem legal. Não tenho do que reclamar. Minha previsão é que tenha um aumento de 70% no faturamento em relação aos dias normais. Nesse ano, teve uma época que o comércio andou meio parado, mas, de uns tempos para cá, começou a reagir – revela.

A caixa do Restaurante do Zé, Patrícia Barbosa, 25, também não tem do que reclamar. Ela aposta na tradicional picanha para ter uma ótima saída no dia 12.

– Acho que o movimento será bom. Mas essa crise complica um pouco. Mas o movimento não está nada ruim. Talvez nesse ano não venham tanto como nos outros, por que as pessoas estão sem dinheiro. Mas vai ser bom para a gente. Tenho certeza – disse ela, que oferece a picanha para dois como sugestão da casa por R$ 73,70.

O dono dos restaurantes Hippocampus, Japa do Canal e Trattoria do Assis, Assis Mesquita, 50, tem sofrido com a crise, mas está esperançoso para o Dia dos Namorados.

– Quem está bem com essa crise? Ninguém. Se falasse que o movimento está bom, estaria mentindo. Mas no Dia dos Namorados isso muda. As pessoas deixam de comer para ter um bom jantar na data. Essa realidade não tem como mudar. Esperamos lotação nos três restaurantes. Nossos pratos todos são muito pedidos. Não tenho um em especial para indicar – contou o empresário, otimista.

Já no Luar do Canal, o empresário Vinícius Franco, 26, aposta nas datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados para garantir o lucro.

É comum que o Dia dos Namorados seja bem movimentado. Mas estamos em um ano de crise econômica. Ou seja, até esses dias têm um resultado pior do que deveriam ter. Mas os clientes vêm com mais frequência sim. Isso ninguém pode negar. São datas como essas que acabam salvando, porque são dias com lucro maior – opinou.

Milton Roberto, proprietário do Tia Maluca, também espera por casa cheia. O empresário já tem ofertas antes da Semana dos Namorados para agradar os fregueses da melhor maneira.

– O Tia Maluca mantém a tradição de receber os namorados bem. Não vai ter promoção a não ser as ofestas que já têm na casa. Algumas delas são caipivodka a R$ 15 e churrasco misto para duas pessoas a R$ 76. Além disso, os consumidores poderão pagar 15% em qualquer prato de camarão. O casal ganha um brinde do Tia Maluca no dia. O movimento sempre foi de casa cheia, com fila. No domingo à noite, o movimento é muito fraco. Vai ajudar bastante – finaliza.