Assine Já
domingo, 09 de agosto de 2020
Região dos Lagos
26ºmax
15ºmin
Mercado Tropical
Alerj
TEMPO REAL Confirmados: 4814 Óbitos: 285
Confirmados Óbitos
Araruama 820 56
Armação dos Búzios 357 9
Arraial do Cabo 120 12
Cabo Frio 1591 95
Iguaba Grande 334 23
São Pedro da Aldeia 748 39
Saquarema 844 51
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

Cerca de 500 pessoas fazem 'apitaço' para protestar morte de Trajano

Multidão para em frente à delegacia de Cabo Frio

11 junho 2014 - 15h40Por Rodrigo Branco
Cerca de 500 pessoas fazem 'apitaço' para protestar morte de Trajano
O silêncio prometido transformou-se em um grande ‘apitaço’. A caminhada em memória do professor de Educação Física da Apae João Trajano Caixeiro, executado no último dia 5, tornou-se um grande ato de cobrança às autoridades pela solução do crime. 
Um grupo de aproximadamente 500 pessoas, entre familiares, amigos e colegas das diversas entidades em que o profissional trabalhava, esteve em frente à 126ª DP (Cabo Frio) e, munido de faixas, cartazes e balões pretos, manifestou-se com gritos de ‘justiça’ e ‘assassino na cadeia’.
A situação chegou a ficar tensa por conta de um pequeno incidente. Um homem, que se identificou como policial civil, tentou passar com o carro no meio da multidão. Alguns manifestantes bateram na lataria do veículo, houve um princípio de tumulto, logo contornado.
Em clima de dor e indignação, uma carta-manifesto foi lida em tom de desabafo e reivindicação. Em determinado trecho, o questionamento: ‘Quantos João Trajanos precisarão ser atingidos para chamar a atenção da Justiça brasileira?’
A diretora pedagógica da Apae, Jane Mello Barbosa, uma das organizadoras da mobilização, engrossou o coro.
– O silêncio se transformou em grito. A gente espera por justiça e que o assassino seja preso. Trajano era um homem de bem, que só de Apae tinha 24 anos. Esperamos que não seja apenas mais uma estatística. Que Cabo Frio não seja mais essa que não é a nossa Cabo Frio. Substituí-lo nunca, pois ele era muito especial. Vamos carregar essa dor e a saudade, mas a luta por justiça continua.
Uma comissão composta por quatro pessoas, incluindo a mãe de Trajano e a presidente da Apae, Kely de Oliveira, foi recebida por um dos responsáveis pelo investigação do caso, inspetor Reinaldo Caiazzo, uma vez que a titular da unidade, delegada Flávia Monteiro, não estava no local no momento da manifestação.