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A vida fora dos royalties: a hora dos municípios cortarem gastos

Especialistas afirmam que preço do petróleo não voltará a antigo patamar

21 novembro 2016 - 23h44Por Rodrigo Branco I Foto: Reprodução
A vida fora dos royalties: a hora dos municípios cortarem gastos

Sejam quais forem os planos dos prefeitos da região para o próximo mandato, os royalties do petróleo deverão, obriga­toriamente, ter peso menor no planejamento financeiro dos municípios que tanto depende­ram desses recursos nos últimos anos. De acordo com especia­listas ouvidos pela Folha, até o segundo semestre de 2017 o pre­ço do barril até deve subir dos atuais US$ 50 para US$ 60, mas longe dos patamares dos áureos tempos, quando chegou a bater a marca de US$ 120.

Como alternativa, após a gastança dos últimos anos, as prefeituras terão que apertar os cintos para colocar as contas em dia. Para o economista Alfredo Renault, do departamento de Economia da PUC-RJ, as admi­nistrações municipais terão que fazer o dever de casa que não foi feito anteriormente.

– Os municípios da região sentiram a crise no setor de pe­tróleo e gás de maneira muito

Instituição financeira com 208 anos de fundação, o Banco do Brasil anunciou uma reestru­turação que prevê, entre outros pontos, o fechamento de 781 das 5.430 agências que funcionam atualmente em todo o país.

Desse total, 402 unidades se­rão desativadas, enquanto 379 serão transformadas em postos de atendimento, apenas com cai­xas eletrônicos. Outras 51 agên­cias começaram a ser fechadas em outubro.

Simultaneamente ao pro­grama de demissão voluntária, aberto a cada dois anos, também será estimulada a aposentadoria dos cerca de 18 mil funcionários que já reúnem condições de sair da ativa. Para esses, o plano de adesão voluntária vai até 9 de dezembro.

Para incentivar a adesão, en­tre outras vantagens, o banco vai oferecer valor correspondente a 12 salários, além de indenização por tempo de serviço, que varia de um a três salários, dependen­do do tempo de empresa.

O banco estatal não informou quantas agências serão fechadas no estado do Rio, mas segundo o diretor do Sindicato dos Ban­cários de Niterói e Reguão, Suez Santiago, a categoria deverá or­ganizar protestos contra a deci­são de fechar as agências e uma eventual tentativa de privatizar a instituição.

Se para os gestores públicos, o panorama dos royalties não é dos mais animadores, no que diz ao setor de petróleo e gás com um todo, a situação é vis­ta com mais otimismo. Para os especialistas, o mercado ficará mais aquecido até o segundo semestre do próximo ano para as empresas que atuam na Ba­cia de Campos. As mudanças na legislação, que abrem o pré-sal para o capital privado, e as mu­ito heterogênea. Mas, de forma ge­ral, todos terão que se concentrar na diminuição dos custos e na adequação à uma nova realidade de reequilíbrio fiscal, balance­ando receitas e despesas – disse Renault.

O também economista Gil­berto Soares, coordenador do Sebrae no Norte Fluminense prefere não usar o termo ‘pós-petróleo’, mas ressalta que é necessário incentivar atividades que gerem receitas complemen­tares para os municípios. Ele aponta a vocação turística de Cabo Frio e das cidades vizi­nhas como saída para sair do sufoco e destaca a necessidade de evitar antigos erros.

– Que isso sirva de lição e o poder público saiba administrar melhor os royalties, que são um recurso finito e volátil. O plane­jamento tem que ser mais pé no chão. Criaram custos fixos para receitas que são variáveis. A re­ceita diminuiu e agora estão de pires na mão. Agora é preciso aproveitar a riqueza do petró­leo para gerar riqueza como um todo – avalia.

 

*Leia a matéria completa na edição desta terça-feira da Folha dos Lagos