domingo, 22 de março de 2026
domingo, 22 de março de 2026
Cabo Frio
28°C
Magnauto
MEIO AMBIENTE

Justiça decide pela demolição de estruturas irregulares em área de preservação em Búzios

Justiça reconhece irregularidade na construção de piscina e deck no costão rochoso da Praia das Caravelas, e determina retirada de entulho e reparação ambiental

12 março 2025 - 09h11Por Redação
Justiça decide pela demolição de estruturas irregulares em área de preservação em Búzios

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial favorável para que o proprietário e o município de Armação dos Búzios (RJ) removam construções irregulares realizadas no costão rochoso da Praia das Caravelas. A Justiça fixou o prazo de 90 dias para que o proprietário do imóvel execute a demolição e retire todo o entulho. Caso isso não ocorra, o município deverá intervir em até 15 dias.

A decisão atende ao pedido feito pelo MPF na ação civil pública, que apontou danos ambientais causados pelas edificações, incluindo piscina, deck e estruturas auxiliares construídas sobre um terreno de marinha e em uma área de preservação permanente (APP). Além da demolição, eles deverão reparar os danos ambientais, apresentando e executando um plano de recuperação de área degradada (PRAD).

O juiz também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 500 mil por réu, a ser definida pela Justiça, além de multa diária pelo descumprimento da decisão.

Na ação, o procurador da República Leandro Mitidieri argumentou que as construções são irregulares e sem autorização da Superintendência do Patrimônio da União. O Instituto Estadual do Ambiente e a prefeitura confirmaram que as construções não possuem licença ambiental ou urbanística e apontaram a descaracterização do costão rochoso, com perfurações na rocha e captação irregular de água do mar para a piscina.

O MPF também destacou que o município de Armação de Búzios foi omisso na fiscalização, pois desde 2013 sabia das irregularidades e, em 2021, chegou a emitir uma certidão de enquadramento ambiental indevida. Já o proprietário alegou que a piscina era antiga e anterior à sua posse, mas documentos e imagens comprovaram reformas e acréscimos recentes.

Com base nos laudos técnicos e provas apresentadas, a Justiça concluiu que a construção é ilegal e que houve omissão do município. Em razão disso, foi determinada a demolição das estruturas e a reparação dos danos ambientais.

Leia Também

35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio
CULTURA

35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio

Grupo Iguais denuncia Guarda de Cabo Frio ao MP por homofobia e violência em bar
VIOLÊNCIA NO CANAL

Grupo Iguais denuncia Guarda de Cabo Frio ao MP por homofobia e violência em bar

Geral

Prefeitura de Cabo Frio vai recorrer de decisão que anulou eleição do Conselho de Patrimônio

Governo municipal prepara defesa jurídica para manter atual composição do órgão e evitar nova eleição em 30 dias
Impacto das chuvas na lagoa divide cenário entre fartura de tainha e prejuízos no camarão
Geral

Impacto das chuvas na lagoa divide cenário entre fartura de tainha e prejuízos no camarão