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COMO SERÁ?

Variante Ômicron coloca incerteza sobre Réveillon e Carnaval nos municípios da região

Em Cabo Frio, virada de ano sem fogos e folia dependem de cenário epidemiológico; Búzios confirma festejos

03 dezembro 2021 - 09h58Por Rodrigo Branco

Apesar do avanço da vacinação, o surgimento da variante Ômicron da Covid-19 jogou uma sombra de dúvida sobre a realização dos festejos de fim de ano e até mesmo do Carnaval, marcado para o fim de fevereiro de 2022. Em todo o país, diversas capitais, como Salvador e Florianópolis, já cancelaram a realização dos festejos de passagem do ano para evitar a aglomeração do público. Aqui na Região dos Lagos, com exceção de Armação dos Búzios que confirmou os festejos, as Prefeituras adotaram o discurso da cautela, conforme a reportagem da Folha pôde apurar.

Em Cabo Frio, por exemplo, a Prefeitura informou que a programação para a alta temporada, incluindo as épocas do Réveillon e do Carnaval, está condicionada ao cenário epidemiológico do município, “que é monitorado de forma constante”. Na avaliação da Secretaria de Saúde, até o momento, a situação vem evoluindo de forma positiva com o avanço da vacinação contra a Covid-19. O município informou ainda que todas as definições sobre o tema podem ser revistas no caso de mudança neste cenário.

Enquanto não há um cenário definitivo, o setor turístico se movimenta para as reservas nos meios de hospedagem. A previsão para a taxa de ocupação hoteleira no fim do ano em Cabo Frio é de 95%. A estimativa da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer é de que a cidade receba cerca de 800 mil visitantes no Réveillon. 

Conforme o prefeito José Bonifácio (PDT) já havia declarado publicamente, não haverá queima de fogos na Praia do Forte, entretanto, até o momento, está prevista a montagem de três pequenos palcos para apresentações de artistas locais serão montados na cidade, sendo um no Jardim Esperança e dois em Tamoios. Os estabelecimentos comerciais que quiserem realizar festas particulares poderão ter a permissão, mediante o cumprimento das normas de prevenção à covid-19 que estiverem em vigor na época.

Já com relação ao Carnaval, a Prefeitura disse que vem realizando reuniões com a Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (Abaccaf). Caso a programação seja confirmada, os blocos poderão desfilar até as 20h em trajetos previamente aprovados. Os protocolos necessários durante o período para evitar a propagação do coronavírus serão devidamente definidos pelas autoridades de saúde, de acordo com as necessidades do período.

Não haverá pagamento de subvenção para os blocos carnavalescos. Os blocos devem ingressar com processo administrativo na Prefeitura até o dia 20 de dezembro, solicitando autorização para desfilar. A documentação da agremiação deve estar em dia e as licenças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros também devem constar no processo. No caso de confirmação do evento, só poderão desfilar os blocos que tiverem a autorização da Prefeitura deferida.

Já em Arraial do Cabo, onde o prefeito Marcelo Magno (PL) já havia declarado à Folha que pretendia realizar uma queima de fogos com shows, a Prefeitura disse que existe um Grupo de Trabalho realizando reuniões semanais para o planejamento do Réveillon e o verão 2022. No entanto, o município deixou claro que “a situação pandêmica do país” ainda não permite um posicionamento definitivo da Prefeitura.

Por sua vez, a Prefeitura de Araruama confirmou que haverá queima de fogos na cidade, mas disse que após o espetáculo pirotécnico, a Guarda Civil ficará responsável por dispersar as pessoas para casa. Para o Carnaval, o município informou que não pretende investir em eventos, tendo em vista que a cidade fica muito cheia de turistas e o objetivo é evitar aglomerações.

Búzios mantém programação normal

A incerteza quanto à pandemia também ronda os gabinetes em São Pedro da Aldeia. A Prefeitura informou para a reportagem que ainda avalia a possibilidade de realizar o Réveillon e as demais festas de fim de ano. Em nota, o município disse que todas as questões referentes às festividades e à nova variante da Covid-19 serão discutidas no Gabinete de Crise ainda esta semana.

A gestão municipal aldeense ressaltou que permanece atenta à situação epidemiológica do município, “priorizando o combate à doença bem como o equilíbrio e o desenvolvimento econômico da cidade”.

No caso de Iguaba Grande, a Prefeitura esclareceu que formou um grupo técnico com servidores das secretarias municipais de Saúde e Turismo, Esporte e Lazer e juntos estão elaborando um plano de ações em conjunto, com base em análises dos  números de casos referentes a nova cepa da Covid-19 no estado.

Apenas no balneário buziano que a situação está definida e a programação está mantida. A Prefeitura limitou-se a dizer que não há atualização de possíveis cancelamentos e que qualquer atualização será divulgada em suas redes sociais.

A nova variante Ômicron foi identificada em Botsuana, país vizinho à África do Sul, em meados de novembro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante pode se tornar responsável pela maior parte de novos registros de infecção pelo novo coronavírus em províncias sul-africanas.  Além de países vizinhos a Botsuana - África do Sul, Lesoto, Namíbia, Zimbábue e Eswatini (ex-Suazilândia) -, casos da variante Ômicron também foram registrados em outras regiões: Hong Kong, na China, foi a primeira delas. No Brasil, cinco casos da nova cepa foram confirmados até o fechamento desta reportagem, todos em São Paulo e em pessoas que vieram da África.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (1º) que solicitou às desenvolvedoras de vacinas contra a covid-19 autorizadas no Brasil informações sobre estudos em andamento relacionados à nova variante Ômicron. O pedido foi encaminhado à Pfizer, ao Instituto Butantan, à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e à Janssen.  

“A Anvisa exige, para as vacinas autorizadas, que os desenvolvedores monitorem e avaliem o impacto das variantes na eficácia e na efetividade dos imunizantes. É preciso observar, porém, que esses estudos demandam tempo, uma vez que é preciso obter informações genéticas e amostras de pacientes para então realizar os testes e a análise”, destacou a agência.

A agência alertou que o momento é de cautela e que a melhor coisa que a população pode fazer é ser vacinada, ou receber o reforço do imunizante, além de manter medidas de prevenção como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

“As vacinas atuais permanecem efetivas na prevenção contra a covid-19 e desfechos clínicos graves, incluindo hospitalização e morte.”

(*) Com informações da Agência Brasil.

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