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PREOCUPAÇÃO

Petroleiros pedem interdição de plataformas após novos casos de Covid-19

Segundo o Ministério das Minas e Energia, já foram confirmados 510 casos da doença entre trabalhadores da Petrobras

30 abril 2020 - 14h53Por Redação

Com o registro de novos casos confirmados em sete plataformas da Petrobrás – P-26, P-50, P-18, P-35, P-20, P-33 e P-62 –, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro-Norte Fluminense vão solicitar a interdição de mais unidades de produção à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e à Vigilância Sanitária, a fim de evitar o crescimento do contágio. Segundo informações recebidas pelo canal de denúncias criado pelo Sindipetro-NF, diariamente de dois a três trabalhadores embarcados têm deixado seus postos de trabalho nas plataformas com sintomas da doença. Há relatos crescentes de trabalhadores com medo e psicologicamente abalados.

Embora a Petrobrás tenha anunciado o início de testes rápidos em trabalhadores que vão embarcar, FUP e Sindipetro-NF apontam falhas nesse processo. O principal aeroporto de deslocamento dos petroleiros, Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, ainda não possui testagem, que vem acontecendo somente no aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. E como várias unidades estão registrando casos suspeitos e confirmados da Covid-19, a testagem de quem desembarca, que deveria ser feita, não está ocorrendo, o que coloca em risco seus familiares na volta para a casa. Mesmo a locomoção dos funcionários está sendo feita de uma maneira irregular. Vans e helicópteros seguem operando com a sua capacidade normal, gerando aglomerações.

Se há problemas na testagem para trabalhadores embarcados, nas unidades terrestres da Petrobrás ela é ausente, afirma a FUP. Não há testes em refinarias, terminais, unidades de tratamento de gás e termelétricas. Ao todo, são milhares de trabalhadores próprios e terceirizados entrando e saindo dessas unidades sem um controle adequado do seu estado de saúde.

“Quando falamos em ‘greve sanitária’ desde que foi decretada a pandemia do novo coronavírus, estávamos nos referindo a essa situação. A negligência da atual gestão da Petrobrás com seus trabalhadores, principalmente com os embarcados, vai obrigar que as unidades parem, pela contaminação das pessoas. Os embarcados vêm de todas as partes do país. Eles se deslocam das suas residências até os aeroportos, dos aeroportos até as plataformas, e fazem o caminho de volta. Mas nenhum controle foi feito. Sugerimos à Petrobrás que parasse sua produção de 19 de março a 5 de abril, como forma de isolar as pessoas então embarcadas e monitorá-las. Sugerimos que fizessem testes nos embarcados e naqueles que iriam embarcar. Sugerimos que a empresa tirasse da atividade os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco. Nada disso foi feito. Pedimos para integrar o comitê de combate à Covid-19 e não fomos atendidos. O resultado é que assistimos a um processo crescente de pessoas contaminadas”, diz o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

De acordo com boletim divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nessa terça-feira, já foram confirmados 510 casos de Covid-19 entre trabalhadores da Petrobras – mais que o dobro do registrado pelo mesmo boletim na semana anterior, de 236 casos. Há 1.301 casos suspeitos. A empresa não informou o número de óbitos, porém a FUP tem conhecimento de pelo menos quatro mortes de funcionários da petroleira por Covid-19. 

Já a ANP divulgou que há 625 os casos confirmados de Covid-19 entre os trabalhadores nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Ao todo já são 1.445 empregados do setor contaminados. 

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