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SEM ANTECIPAÇÃO

Municípios da região descartam reduzir intervalo entre as doses da vacina Oxford AstraZeneca

Exceção é Arraial do Cabo, mas morador tem que manifestar opção no posto de vacinação

24 julho 2021 - 12h49Por Rodrigo Branco

A intenção do Governo do Estado de antecipar a segunda dose da vacina Oxford AstraZeneca para tentar conter o avanço da variante Delta do novo coronavírus não encontra respaldo, pelo menos na maioria dos municípios da Região dos Lagos. Com exceção de Arraial do Cabo, as prefeituras consultadas irão manter o intervalo de 12 semanas entre a primeira e segunda dose, conforme apregoa a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que chegou a publicar uma nota sobre o assunto.

Em Cabo Frio, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou as palavras do prefeito José Bonifácio (PDT), ao ser perguntado em um programa de rádio sobre a suspensão do mutirão de vacinas no município. Em nota, a Prefeitura informou que, de acordo com as especificidades do município, a Secretaria de Saúde entende que a melhor estratégia é manter o intervalo de 12 semanas para a aplicação da segunda dose da AstraZeneca, seguindo a orientação da Fiocruz. 

Sobre a aceleração da vacinação contra a Covid-19, a Prefeitura alega que depende do envio de mais imunizantes pela Secretaria Estadual de Saúde. Nesta semana, o município está vacinando pessoas com 39 e 38 anos.

– Quando a gente suspende é porque realmente houve uma diminuição na remessa por conta do estado. Ele remete para a primeira dose, e remete também a quantidade de vacinas para segunda dose. Nós estamos seguindo rigorosamente. Eu não vou antecipar esse prazo que estão dizendo: reduz o prazo para dar a segunda dose". Eu vou seguir a Fiocruz, que é o melhor instituto de cientistas e pesquisadores que o país tem, reconhecidos internacionalmente. A Fiocruz já disse para o país inteiro: não diminua o prazo para dar a segunda dose. Então Cabo Frio não vai reduzir esse prazo – declarou Bonifácio, durante o Programa Amaury Valério, na Rádio Ondas.

Da mesma forma, a Secretaria de Saúde de São Pedro da Aldeia se manifestou para informar que seguirá as orientações do Plano Nacional de Imunização quanto à manutenção do intervalo de 90 dias entre a primeira e segunda dose da vacina Oxford-AstraZeneca-Fiocruz. Em Búzios, o cronograma também está mantido, com intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose, conforme orientação do Ministério da Saúde.
Conforme a Folha apurou, a Secretaria de Saúde buziana optou por não fazer a antecipação por dois motivos: o primeiro, por se trata de indicação do fabricante e o segundo por não haver garantia de que haja vacina disponível para que haja a antecipação da aplicação. 

Bastante avançado em relação à imunização na Região dos Lagos, Araruama manteve tudo como está. Segundo a Prefeitura, a vacinação da segunda dose da AstraZeneca está sendo realizada entre 10 e 12 semanas, de acordo com a chegada de novos lotes de vacinas pelo Estado.

Único dos municípios consultados a acatar a redução, Arraial do Cabo decidiu seguir a liberação da Secretaria Estadual de Saúde. Porém, é necessário que a pessoa se manifeste em um dos locais de vacinação pedindo a antecipação.

Na semana passada, Fiocruz emitiu uma nota sobre o assunto, na qual defende a manutenção do intervalo de 12 semanas entre as duas doses, pois ele "considera dados que demonstram uma proteção significativa já com a primeira dose e a produção de uma resposta imunológica ainda mais robusta quando aplicado o intervalo maior".

A fundação afirmou ainda que o regime de 12 semanas "permite ainda acelerar a campanha de vacinação, garantindo a proteção de um maior número de pessoas" e que "o regime de doses adotado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) está respaldado por evidências científicas e qualquer mudança deve considerar os estudos de efetividade e a disponibilidade de doses".

O médico e especialista em Saúde Pública Marcelo Paiva Paes vê com bons olhos a antecipação da segunda dose proposta pelo Governo do Estado, mas defende que os municípios da região tomem uma decisão conjunta para não tumultuar o processo de vacinação. 

– Os municípios são muito próximos. Todo mundo tem um parente aqui ou lá. Isso é SUS, é sistema universal, até para evitar uma corrida de pacientes de outras cidades aos municípios que estejam antecipando. Talvez valesse a pena tomar uma decisão conjunta para evitar esse desespero – acredita.

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