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Índice de isolamento social nos municípios da Região dos Lagos é inferior à média do estado do Rio

Araruama está na lanterna do ranking com 31,9%; na outra ponta, São Pedro tem 57,8%

27 março 2021 - 11h24Por Rodrigo Branco

Para que as medidas de restrição anunciadas pelos municípios da região para o recesso prolongado funcionem será preciso melhorar e muito os índices de isolamento social verificados até agora durante a pandemia do novo coronavírus. Basta uma volta e constatar que há muita gente nas ruas, fato comprovado pelo Mapa Brasileiro da Covid-19 Inloco, produzido desde o ano passado pela empresa de tecnologia do Recife Incognia, por meio de aplicativos em celulares. 

De acordo com a edição mais recente, divulgada nesta segunda-feira (23), três dos quatro municípios da região que fizeram parte do levantamento têm índices inferiores à média do estado do Rio, que é de 44,2%. Especialistas apontam que o percentual ideal de distanciamento é de 70%. Os municípios de Cabo Frio (43,4%); Saquarema (42,7%) e Araruama (31,9%) ficaram abaixo da média, sendo que este último teve o pior índice de todas as 36 cidades que tiveram o isolamento medido pela empresa. 

Na outra ponta do ranking do estado do Rio está São Pedro da Aldeia, com 57,8%; abaixo apenas de Campos dos Goytacazes (58,1 %) e Teresópolis (58,9%), que ainda assim não alcançaram o patamar considerado adequado. 

A Prefeitura aldeense chegou a divulgar o ‘feito’ por meio de uma publicação oficial. A administração municipal ressaltou “a importância de toda a população e os estabelecimentos privados aderirem às novas regras” e que “a conscientização de todos é essencial para diminuir os impactos desse momento”. O texto conclui dizendo que o município trabalha incansavelmente para manter, também, o equilíbrio epidemiológico e econômico, buscando garantir à população o direito de ir e vir, assim como o direito ao trabalho”.

Os especialistas admitem que a falta de programas governamentais que assegurem aos trabalhadores a permanência em casa sem ter a renda inteiramente comprometida inviabiliza que o distanciamento social seja maior.

O médico Marcelo Paiva Paes de Oliveira acredita que, com a inexistência de uma política de estado que garanta a sobrevivência das pessoas num período de isolamento, as atividades econômicas de caráter precário, como os ‘bicos, ou o comércio de menor porte não podem parar. 

– Neste sentido, a única alternativa seria os prefeitos requisitarem o uso da força para garantir o fechamento destas atividades, mas nenhum prefeito, que sabe que terá uma eleição daqui a alguns anos, onde ele poderá ser candidato a deputado, ou mesmo à reeleição mais tarde, quer se incompatibilizar com a maior parte da população, que é esta população que vive dos bicos ou do pequeno e médio comércio. Assim, é muito difícil conseguirmos uma adesão superior a 80% nas políticas de distanciamento social – analisa.

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