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Estado classifica Região dos Lagos como de ‘baixo risco’ para Covid, mas especialistas alertam que perigo continua

Médicas ouvidas pela Folha aconselham que população mantenha distanciamento social e evite aglomerações

22 julho 2020 - 19h49Por Rodrigo Branco

A Secretaria Estadual de Saúde mudou a classificação da Região dos Lagos de risco moderado para baixo para Covid-19, segundo a mais recente nota técnica, com dados apurados na última sexta-feira (17). Segundo o levantamento, que levou em conta os números de casos, óbitos e leitos disponíveis, as regiões Metropolitana 1 e 2 e o Noroeste Fluminense encontram-se no mesmo patamar. Apesar disso, especialistas ouvidas pela Folha alertam que o perigo de disseminação ainda existe e que todo o cuidado ainda é pouco no combate à doença.

Para a infectologista Lucy Pires, superintendente de Vigilância e Saúde de Cabo Frio e com experiência de mais de 40 anos na área, o melhor remédio ainda são a prevenção e obediência às normas sanitárias.

– Acho que apesar dessa notícia, a população tem que continuar fazendo a sua parte, usando máscaras e tomando todos os cuidados. Enquanto não tem vacina, as pessoas têm que continuar se prevenindo – avalia.

A também infectologista Apparecida Monteiro afirmou que não é momento de relaxar na proteção.

– No estado do Rio, ocorreu uma diminuição de casos, porém não podemos negligenciar as medidas mínimas, como os cuidados de higiene o uso de máscaras evitar aglomerações, manter o distanciamento social.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os resultados das regiões consideradas de ‘baixo risco’ refletem uma “notável redução do número de casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)” em relação nas duas últimas semanas epidemiológicas em relação às anteriores, com consequente redução nas taxas de ocupação de leitos destinados à Covid-19.


Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

Entretanto, segundo Lucy Pires, o resultado divulgado pelo Governo do Estado tem que ser visto com cautela. De acordo com a médica, há risco de defasagem nas informações.

– Não tem como a gente avaliar a evolução de uma pandemia apenas com os dados das duas últimas semanas. Às vezes, a gente recebe dados de quatro semanas para trás, para você ter uma ideia. As unidades não são interligadas pela internet. Então, a gente recebe no papel que, das unidades lá do segundo distrito, demoram ainda mais para chegar – adverte.

Ainda segundo a nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde, nas regiões Norte, Serrana, Centro-Sul, Médio Paraíba e Baía da Ilha Grande, o cenário epidemiológico reflete uma classificação na faixa de cor laranja, que corresponde ao risco moderado. A pontuação geral dessas regiões foi impactada pelo aumento no número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave e, principalmente, pelo aumento na taxa de casos positivos de Covid-19.

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