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INSATISFAÇÃO CRESCENTE

Conselho de Fisioterapia exige EPIs e piso salarial em Cabo Frio

Após fiscalização, entidade fez críticas às condições de proteção oferecidas pelo município

18 maio 2020 - 10h56Por Rodrigo Branco

O coro da insatisfação com as condições de trabalho para os trabalhadores da Saúde em Cabo Frio só faz aumentar. Após os enfermeiros e auxiliares de enfermagem, mais duas categorias profissionais, as dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, cobram da Prefeitura e da Secretaria de Saúde providências sobre a insuficiência de equipamentos de proteção individual (EPIs) no Hospital Central de Emergência e no Hospital São José Operário, ambos em São Cristóvão. No Hospital de Campanha do Unilagos, a exigência também é por mais estrutura e ainda pelo pagamento de adicionais de insalubridade e o cumprimento do piso salarial estadual.

Um grupo de fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (Crefito 2) esteve, na quarta-feira (13), no HCE e no São José Operário, onde constataram a falta de equipamentos suficientes para a proteção dos profissionais. Os conselheiros vieram a Cabo Frio após receberem denúncias sobre a precariedade nas condições de trabalho nos dois locais. Após a visita, foram feitos ofícios aos diretores das duas unidades para cobrar a normalização da oferta de máscaras cirúrgicas e de proteção respiratória N95, gorros, luvas, óculos, protetores faciais, capotes e aventais.

– O principal objetivo das nossas ações é proteger a população, e as medidas  de valorização do profissional fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, acabam por auxiliar o objetivo – observou a representante do Crefito-2 em Cabo Frio, Tatiani Cardinot.

Dois dias depois, na sexta (15), a inspeção foi no Unilagos, desta vez, na companhia de representantes do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio (Sinfito-RJ). O conselheiro do Crefito Rafael Floriano falou para a Folha sobre as consequências da fiscalização no Hospital Unilagos.

– Foi fiscalizado e notificado o hospital de campanha de Cabo Frio através de oficio, visando à correção salarial dos funcionários, uma vez sendo averiguado que recebem quase a metade do piso salarial previsto em lei estadual – afirmou Floriano.

Os fisioterapeutas são considerados profissionais importantes nas UTIs, pois fazem a reabilitação respiratória e motora; ajustam a ventilação mecânica e ajudam a liberar secreções dos pacientes, entre outras funções.

Não é de hoje que a Prefeitura de Cabo Frio está na mira de entidades de classe. Há algumas semanas, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) também esteve no hospital de campanha, onde constatou que a oferta de leitos de UTI era de menos da metade do que a inicialmente divulgada pelo município. Dos 21 anunciados, apenas nove estavam prontos para receber pacientes.

Em entrevista ao jornalista Sidnei Marinho, na última semana, o prefeito Adriano Moreno (DEM) admitiu o problema e o justificou pela dificuldade na contratação de médicos intensivistas e de enfermeiros e auxiliares de enfermagem especializados em UTI.

 Em nota, a Secretaria de Saúde informou que os servidores municipais que atuam na linha de frente para combater a disseminação do coronavírus utilizam os devidos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Sobre valores e benefícios, cada servidor pode se dirigir ao RH para apresentar a demanda. Os casos serão examinados individualmente.

(*) Reportagem atualizada às 18h18.

 

 

 

 

 

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