Abastecida pelo direto e honesto raciocínio das crianças, minha filha afirmou que se a Rússia ficou de fora de competições internacionais devido à guerra que promove na Ucrânia, os EUA também não deveriam participar tampouco sediar a próxima Copa do Mundo de Futebol.
Com isso não vou desfraldar um romantismo ingênuo e defender que o mundo devia ser governado por crianças. Mas o caso serve para explicar que quem comete crimes contra a humanidade, como a incitação de guerras, devia sim ser impedido de muita coisa. Por outro lado, mostra o que é o poder. Pois os EUA não serão impedidos de nada. Participarão de tudo. Serão, inclusive, os donos da bola, tal como aquela criança que manda no jogo, pois se for contrariada leva o brinquedo embora pondo fim a toda diversão.
A Copa do Mundo que será sediada em breve nos EUA, México e Canadá já é um problema. Essa semana o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, solicitou à FIFA que as partidas da seleção de seu país sejam sediadas apenas no México. Há reclamações de que o governo estadunidense anda bloqueando o visto da delegação iraniana e dificultando o apoio logístico e administrativo.
Nesse jogo, os EUA representam o menino mimado, dono da bola. Ele quer ser o primeiro a ser escolhido e quer impedir aqueles de quem não gosta de participarem da pelada. É isso mesmo, a Copa do Mundo vai virando uma pelada!
Fica cada vez mais vergonhoso para a FIFA que se esconde atrás do silêncio e do lucro. Como diz a expressão popular “Entreguem logo a taça para os EUA”.

