Registros de casos de tuberculose caem na região

Abandono do tratamento, que é problema constante, também diminui em Cabo Frio

Publicado em 26/10/2018 às 11:25

ALEXANDRE FILHO

Mesmo com os avanços da medicina, a tuberculose é uma doença que ainda nos dias de hoje continua sendo considerada um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Porém, no último ano, os casos da doença tiveram uma queda na Região dos Lagos, representando um avanço na busca do cumprimento das metas da OMS e do Ministério da Saúde.

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as últimas estimativas mostraram que no ano de 2016 cerca de 10,4 milhões de pessoas adoeceram em todo o mundo por conta da tuberculose, com 1,7 milhão de óbitos, tornando a doença uma das maiores causas de morte em todo o planeta.

O Brasil é um dos países com maior número de casos no mundo, com 69 mil novas pessoas diagnosticadas por ano e 4.500 óbitos. Por conta disso, visando acabar com a tuberculose como problema de saúde pública no país, o Ministério da Saúde decidiu elaborar um plano nacional que busca atingir a meta de menos de 10 casos por 100 mil habitantes até o ano de 2035. Dentro desse panorama, as cidades da Região dos Lagos vêm cumprindo com o seu papel, com os casos da doença diminuindo nos últimos anos.

Em Cabo Frio, no ano de 2017, um total de 120 pacientes foram cadastrados no Programa Municipal de Controle da Tuberculose, dos quais 78 receberam alta por cura. Destes, 17 ainda continuam em tratamento, com outros 25 pacientes abandonaram o tratamento. Este ano, até este mês, 99 pacientes foram diagnosticados com a doença, com 11 deles já tendo recebido alta por cura e outros 85 ainda em tratamento. Outros dois abandonaram o tratamento e uma pessoa morreu devido à doença.

Faltando pouco mais de dois meses para o fim do ano, os números mostram não só a diminuição de pessoas infectadas com a doença, como também a queda no abandono do tratamento, fato que segundo a Assistente Social Sanitarista do Programa Municipal de Tuberculose, Érica Borges, considera fundamental para alcançar as metes estabelecidas pelos órgãos de saúde.

– Para prosseguir no caminho do cumprimento das metas estabelecidas pela OMS e pactuadas pelo Ministério da Saúde, é mister a manutenção da tendência de diminuição da incidência e melhora dos indicadores de cura. Importante ainda que se implementem estratégias que visem à diminuição do abandono do tratamento, principal indicador do fracasso da estratégia no Brasil – disse.

Em outras cidades o cenário também é de diminuição de casos. Em São Pedro da Aldeia, de acordo com a Secretaria de Saúde, 46 pacientes foram diagnosticados com tuberculose em 2017, enquanto outros 30 estão com a doença este ano. Segundo a Sesau, os pacientes diagnosticados este ano continuam em tratamento, e não houve nenhum caso de reincidência de 2017. Em Arraial, o cenário também é positivo, com os dados do Sinan indicando 15 casos em 2017 e apenas sete este ano.

Entretanto, na contramão dos municípios da região está o Estado do Rio de Janeiro. Segundo no ranking com a maior incidência de casos no Brasil, o Rio não conseguiu diminuir o número de casos nos últimos anos.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, em 2016 foram registrados 14.267 casos de tuberculose no estado, sendo 735 óbitos. No ano passado, foi notado um pequeno aumento, com 14.931 pessoas diagnosticadas com a doença e 704 óbitos.

Sintomas e tratamento

A tuberculose é uma doença infecciosa que pode atingir qualquer órgão ou tecido do corpo maus sua forma clínica mais frequente é a pulmonar. A transmissão se dá por via respiratória, através da inalação de aerossóis contendo a bactéria Mycobacterium tuberculosis produzida pela tosse, fala ou espirro de um doente. Pessoas com baixa imunidade são mais suscetíveis a adoecer.

Em Cabo Frio, o tratamento e acolhimento dos pacientes e familiares é realizado no PAM de São Cristóvão e no PAM de Santo Antônio, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, com o suporte de uma equipe multidisciplinar composta por um médico, assistente social, biólogo, enfermeiro, psicólogo, sanitarista, técnico de enfermagem, administrativos e técnicos de laboratório em cada unidade.

– O tratamento é disponibilizado enquanto um direito do cidadão para diagnosticar e tratar a tuberculose, cujo tratamento dura em geral seis meses. Além disso é disponibilizado no laboratório municipal de Saúde Pública o exame de baciloscopia (exame de escarro) para fechar o diagnóstico em até 24h durante a semana e 72h no final de semana, o que agiliza o início do tratamento, evitando que outras pessoas sejam contaminadas – explicou Érica.

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