Caminhos da História é retomado e apresenta roteiro histórico de Cabo Frio

Primeiro passeio ocorreu nessa quarta e passou por diversos pontos turísticos da cidade

Publicado em 19/09/2018 às 16:57

ALEXANDRE FILHO

O projeto Caminhos da História, que faz um passeio perpassando diversos pontos turísticos e históricos do eixo central de Cabo Frio, foi retomado pela prefeitura da cidade nessa quarta-feira. Encantados com tudo o que viram, cabofrienses e turistas acompanharam o passeio guiado de retorno do projeto, e puderam ser apresentados ao rico patrimônio histórico da cidade.

Criado em 2017 em uma parceria da universidade Estácio de Sá com a secretaria de Cultura, o projeto foi lançado no primeiro semestre daquele ano, mas estava paralisado até ser retomado, agora também com a participação da secretaria de Turismo. Segundo o superintendente de Turismo Histórico e Social da Secretaria de Turismo, Paulo Cotias, o projeto tem uma importância singular de reaproximar cidadãos e turistas da história e cultura da cidade.




– O projeto tem o objetivo de proporcionar aos visitantes e moradores uma reaproximação com o nosso patrimônio histórico e cultural, em uma tentativa de fazer com que eles se apaixonem pela nossa história e com isso favorecer mecanismos de preservação e de vivência dessa história, que não é só passado, essa história é viva – disse.

O passeio começa pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), fundado em 1696, onde as pessoas facilmente se encantam pela arquitetura e a história do local, que fica dentro do Convento de Nossa Senhora dos Anjos. Depois, os participantes são convidados a subir o Morro da Guia, onde do topo, além de apreciarem a bela vista da cidade, conhecem mais sobre as histórias e lendas que cercam o local, como a que conta que a capela situada no topo do morro só foi construída para satisfazer a “vontade” de Nossa Senhora da Guia, pois segundo consta, sua imagem costumava sumir do convento e reaparecer no local onde hoje se situa a capela.



– O que eu mais acho legal é, como o próprio nome do projeto diz, é esse caminho da história que a gente percorre. É podermos vivenciar, tanto na natureza quanto na cidade, o que realmente acontecia ali, podendo conhecer de fato os locais históricos, porque isso fica a memória para sempre – disse a jornalista Andréia Morais, de 46 anos.



Do Morro da Guia, o passeio vai até a Fonte do Itajuru, que além de notável ponto turístico da cidade, teve fundamental importância histórica, pois abastecia os acampamentos de índios tupinambás e fornecias água para fortalezas e embarcações européias que traficavam pau-brasil na região. Hoje, o local serve como um abrigo para quem quer descansar e apreciar um lugar tranquilo no meio do caos da cidade.

– Acho que o mais importante quando se propõem a realizar ações como essa é a formação da identidade das pessoas, e esses projetos ajudam muito nisso. As pessoas acabam sabendo o que aconteceu, de onde elas vieram, e tantos outros detalhes (...) Então se as pessoas tiverem noção disso, vai ajudar demais na construção da identidade dessa população – declarou a estudante de história da Estácio, Khetlyn Medeiros, de 19 anos.



Por fim, o roteiro segue em direção à Praça Porto Rocha, passando pela Rua Direita, a mais antiga da cidade, até chegar aos três últimos pontos: Solar dos Massa, Igreja Matriz e Charitas, três dos prédios mais antigos da cidade e que ficam incrustados no coração de Cabo Frio. Na primeira parada, além da exposição de Fotos de Wolney Teixeira, os participantes encontram diversas obras de literatura raras, com foco nos autores da terra. Já na Igreja Matriz e no Charitas, o foco do passeio remonta a Cabo Frio nos tempos do Brasil Colônia, com peças e histórias riquíssimas em detalhes.

– O passeio é muito interessante, porque apesar do tempo que eu moro aqui eu só conhecia as praias e belezas naturais da cidade, até porque eu trabalho com esse segmento do turismo. Mas sempre tive a curiosidade de aprender e saber o que Cabo frio pode oferecer a mais do que isso, e hoje no passeio me surpreendi com tudo, principalmente com a rica história envolvendo os pontos turísticos – explicou Paloma Airas, 48 anos, espanhola que há sete anos mora em Cabo Frio.

 

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