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	<title>Folha dos Lagos - Últimas Notícias</title>
	
	<updated>2026-07-20T13:00:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Pescadores denunciam abandono do Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
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			<content><![CDATA[Duas décadas após ser construído, o Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio, está abandonado. Pescadores que ocupavam os cinco boxes do local hoje trabalham em uma calçada, expostos ao sol e à chuva. Isso porque o prédio, erguido em 2006, precisou ser desocupado há alguns anos por falta de manutenção. Em entrevista ao programa "Amaury Valério", nesta quarta-feira (15), um pescador identificado como Narciso contou que há anos tenta, sem sucesso, uma solução com o governo municipal.

Localizada na rua do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, ao lado da Escola Municipal Vereador Leaquim Schuindt, a estrutura fica afastada do centro comercial do bairro. Segundo Narciso, o endereço sempre foi um problema.

— Chegamos a fazer um abaixo-assinado e a reunir 700 assinaturas de pessoas da comunidade pedindo para tirar o Mercado de Peixe daqui e levar para outro local, porque aqui é afastado, longe do comércio do Jardim. Ficamos sozinhos e abandonados nesse prédio por muito tempo, até que ele desmoronou e tivemos que ir para a rua, onde estamos até hoje aguardando uma resposta do governo, que ficou de conversar com a gente e, até agora, nada — contou Narciso. 

Para ele, o ideal seria a transferência do Mercado de Peixes para o prédio (também abandonado) do que seria o Restaurante Popular, de frente para a estrada Cabo Frio-Búzios.

A Folha entrou em contato com a Prefeitura de Cabo Frio e questionou a existência de projetos para a reforma dos dois prédios e a possibilidade de realocação dos pescadores do bairro, mas não houve resposta.

Em 2013, o então vereador Achilles Barreto apresentou indicação solicitando ao prefeito Alair Corrêa a reforma do mercado. Na justificativa, o legislador afirmou que, embora o local não atendesse plenamente aos peixeiros devido à sua localização (que dificultava o acesso dos consumidores), ele necessitava de reforma e ampliação. O pedido não foi atendido.

Ao longo dos últimos anos, outros dois vereadores também solicitaram obras no prédio: em 2019, a indicação foi apresentada por Nenel do Jardim e, em 2021, por Alexandre da Colônia. Nos dois casos, o pedido de reforma vinha junto com a denúncia de que a estrutura estava funcionando em estado precário, prejudicando pescadores e consumidores. A revitalização estava prevista na Lei Orçamentária de 2019 e também no Plano Plurianual de 2023 (com valor de investimento de R$ 200 mil).

No ano passado, o vereador Johnny Costa apresentou indicação pedindo que o espaço fosse destinado à instalação da Casa da Gestante. 
Restaurante Popular – Já o prédio do Restaurante Popular do Jardim Esperança acumula impasses desde 2009, quando o então prefeito Marquinho Mendes anunciou um convênio entre a Prefeitura de Cabo Frio e o governo do Estado. Em novembro daquele ano, foi assinado um contrato de repasse com o Ministério do Desenvolvimento Social, no valor de R$ 1,4 milhão, para a execução da obra: o dinheiro foi integralmente liberado para os cofres municipais. A proposta era construir um prédio público que pudesse oferecer refeições a R$ 1, dentro do programa estadual de Restaurantes Populares.
Segundo Claudia Magalhães, coordenadora de Convênios da Prefeitura na época, o contrato inicial previa uma contrapartida da Prefeitura que não chegaria a R$ 30 mil. O documento também previa que toda a obra deveria ser concluída até janeiro de 2013. A obra, no entanto, teve início em outubro de 2012 e nunca foi finalizada.

O prazo final para prestação de contas era novembro de 2015. Mas, até agosto de 2017, o governo municipal já havia investido R$ 816 mil, além de R$ 800 mil do total repassado pelo governo federal, totalizando mais de R$ 1,6 milhão em uma obra que continuava inacabada.

Com o prédio abandonado, cerca de R$ 300 mil em equipamentos foram furtados, além de portas, janelas e revestimentos. Apesar disso, Claudia Magalhães lembrou que o município recebeu um novo prazo para inaugurar a obra: dezembro de 2017, o que também não aconteceu. Segundo ela, todo o processo administrativo referente ao Restaurante Popular havia desaparecido e, para concluir o que faltava, seria necessário investir mais de R$ 1,5 milhão, sob o risco de o governo municipal ter de devolver, com juros e correções, todo o valor depositado pelo governo federal em 2009.

Em outubro do ano passado, a secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosângela Gomes, esteve em Cabo Frio para vistoriar as instalações. Ela anunciou a retomada do projeto, com novo nome: "Restaurante do Povo". Até agora, nada feito.
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			<title><![CDATA[Escritora Gessiane Nazario participa da Flip Preta, em Paraty]]></title>
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			<updated>2026-07-19T20:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A professora, pesquisadora e escritora quilombola Gessiane Nazario participa, no dia 25 de julho, às 14h, da mesa "Infâncias Negras", na quarta edição da Flip Preta, que ocorre de 24 a 26 de julho no Quilombo do Campinho, em Paraty. A atividade reúne ainda a escritora Taís Espírito Santo e a historiadora Silvana Santus, com mediação de Janaina Siqueira.

Pedagoga com mestrado e doutorado em educação escolar quilombola, Gessiane leva para os livros a mesma pesquisa que desenvolve em sala de aula.

— A literatura infantil brasileira nasceu racista, e nosso papel é desconstruir isso. Precisamos de narrativas que reflitam a realidade das crianças negras e quilombolas — defende a autora.

Foi na primeira edição da Flip Preta, em 2023, que ela lançou "Revolta do Cachimbo — a luta pela terra no quilombo da Caveira", pela Sophia Editora, relato da disputa por terra travada pelos quilombolas da Caveira. Seu segundo livro, "Aspino e o Boi", também pela editora cabo-friense, é inspirado nas memórias do avô.

Neste ano, além da Flip Preta, Gessiane expõe "Aspino e o Boi" no dia 23 de julho, na Casa da Favela, espaço de literatura periférica dentro da programação da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2024, ela já havia participado da Flip oficial pela própria Sophia Editora.

Do Quilombo da Rasa, em Armação dos Búzios, e docente da rede municipal, Gessiane integra também um projeto ainda em construção, a Academia de Letras Pretas de Cabo Frio, ao lado de outras intelectuais negras da Região dos Lagos, como Margareth Ferreira, Nilma Teixeira Acioli e Alda Dutra.

Sobre a criação desses espaços, afirma:

— Se nós não criarmos os nossos espaços, nós não desbravamos. Vamos continuar sendo invisibilizados por conta do racismo sistêmico que nos exclui.

Para a escritora, participar do encontro no Quilombo do Campinho tem peso especial:

— Eu tenho certeza de que será um evento maravilhoso, arrebatador, porque são os quilombolas do Campinho. Lá eles têm uma organização, é uma comunidade importante para a luta quilombola aqui no Estado. Foi ali o núcleo de onde saiu a organização das outras lutas, das outras comunidades. Sinto-me muito honrada mesmo de ter sido convidada pela segunda vez para participar desse evento. E que seja mais um evento potente, que ele tenha vida longa e que os organizadores desses grandes eventos possam ter um olhar mais cuidadoso e especial com os artistas quilombolas, para que nós não sejamos mais excluídos desses espaços.
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			<title><![CDATA[São Cristóvão, em Cabo Frio, tem festa do padroeiro e Festival Sesc de Inverno; confira programação]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:33:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O bairro de São Cristóvão, em Cabo Frio, já iniciou as celebrações em homenagem ao santo padroeiro. A comemoração começou nesta quinta-feira (16) e segue até o dia 26, com programação religiosa. Neste ano também haverá, durante as festividades, shows do Festival Sesc de Inverno 2026. Parte da programação acontece na praça Alfredo Castro, conhecida como praça de São Cristóvão.

Todos os dias, até o dia 24, haverá novenário às 18h50, seguido de missa na igreja do bairro. Também no dia 24 acontece a abertura do Festival Sesc de Inverno: às 19h, a cantora Raylane Mendes sobe ao palco para abrir a programação de shows.

O dia 25, data do padroeiro, começa com a parte devocional. Às 18h, os fiéis participam de uma procissão pelas ruas do bairro de São Cristóvão, que se encerra com a celebração da missa solene na igreja matriz.

Em seguida, a programação musical toma conta da praça, novamente com o Festival Sesc de Inverno: às 19h, há show local e, às 22h, a sertaneja Paula Fernandes sobe ao palco principal, na praça Alfredo Castro.

O encerramento das festividades acontece no dia 26. 

Às 8h será celebrada a missa, seguida por uma carreata. Ao meio-dia, haverá almoço festivo. À noite, há show local (19h), seguido da banda Biquini Cavadão, às 22h.
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			<title><![CDATA[Servidores fazem vigília contra demissões na Educação de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:20:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A substituição repentina de mais de 500 auxiliares de classe por mão de obra terceirizada está gerando uma onda de protestos em Arraial do Cabo e levando a categoria a buscar negociações de emergência com a prefeitura. Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos) diz que tenta reverter o processo de contratação privada, que nesta semana resultou na demissão em massa de centenas de servidores em pleno andamento do ano letivo.

Para pressionar a gestão municipal, dezenas de profissionais, além de mães, pais e responsáveis de alunos, participaram de uma vigília na manhã desta quarta-feira (15). A concentração foi em frente à Secretaria Municipal de Educação e aconteceu ao mesmo tempo em que representantes da categoria participavam de uma audiência com o governo municipal para discutir o caso.

Durante o encontro, a comissão tentou demonstrar os riscos pedagógicos da troca de pessoal para a rede pública. A coordenadora do Sepe, Viviane Souza, relatou a dificuldade encontrada no diálogo com a gestão pública.

— Fomos para uma mesa de negociação com o governo tentando mostrar o caos desse momento. E tivemos a surpresa de uma demissão em massa de centenas de servidores, que terão que se inscrever em um novo processo seletivo para uma nova possível contratação. Estamos tentando negociar com o governo mostrando todos os prejuízos que isso pode causar à educação — afirmou.

Renata Éboli, que também atua na coordenação do Sepe em Arraial do Cabo, disse que o sindicato já havia sido informado sobre a possibilidade de terceirização dos auxiliares de classe e que o posicionamento da entidade sempre foi contrário.

— O secretário [Bernardo Alcântara] nos disse que faria uma experiência, mas não disse quando. E agora fomos praticamente pegos de surpresa, no meio do ano letivo. Nem sabemos se os atuais contratados pela prefeitura serão realocados, porque a empresa vai promover um novo processo seletivo — contou.

A coordenadora-geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga, convocou todos os profissionais de educação, pais e responsáveis para uma nova plenária aberta na quinta-feira (16), às 9h, seguida de vigília às 10h.

O processo que resultou nas demissões atuais começou a se desenhar no ano passado, quando a prefeitura cabista anunciou oficialmente a intenção de extinguir o cargo de auxiliar de classe nos quadros permanentes da Secretaria Municipal de Educação.
 
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			<title><![CDATA[Taz Mureb lança campanha para representar o Brasil em simpósio de rap em Cuba]]></title>
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			<updated>2026-07-16T11:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A rapper Taz Mureb, criadora do projeto RapDiMina e coordenadora da Associação da Cultura Hip Hop RJ, foi convidada pelo Ministério da Cultura de Cuba, por meio da Agência Cubana de Rap, para participar do 19º Simpósio Internacional de Rap, que será realizado em Havana de 19 a 23 de agosto de 2026. Para custear a viagem, a artista lançou uma campanha de financiamento coletivo.

No evento, Taz fará apresentações artísticas e participará de painéis sobre o hip hop brasileiro e a participação feminina na cultura hip hop, além de acompanhar a programação do simpósio. Segundo a rapper, a viagem também deve incluir a gravação de registros audiovisuais, o contato com artistas cubanas e o desenvolvimento de projetos futuros para o RapDiMina.

Dedicado ao hip hop feminino, o RapDiMina reúne um portal de notícias sobre a produção de mulheres no rap e ações de lançamento musical em parceria com outras artistas. O projeto também deu origem ao documentário "RapDiMina" (2021), que conta a trajetória da primeira geração de mulheres no rap do Rio de Janeiro.

Será a segunda vez da artista no país. Ela esteve em Cuba em 2017, em experiência que, segundo afirma, marcou sua trajetória artística e política.
"Pra mim é a realização de mais um sonho, poder representar o Rap brasileiro em um país que historicamente sofre uma opressão econômica brutal, e que usa a arte e a cultura para se conectar com o mundo", afirmou Taz Mureb.

Na campanha de arrecadação, em vez de um modelo tradicional de vaquinha, cada apoiador pode escolher qual parte da viagem deseja financiar: passagem, hospedagem, alimentação, produção audiovisual ou colaboração musical. Como recompensa, os contribuintes receberão o e-book "Memórias Fotoversadas de Taz em Cuba", com fotografias da artista no país.

As contribuições podem ser feitas pela chave Pix tazmureb@gmail.com. Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em https://canva.link/2vqgexebt1ihg9r.
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			<title><![CDATA[Festival de Jazz São Benedito começa nesta sexta-feira (17) em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-15T13:46:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (17), o bairro da Passagem, em Cabo Frio, vai receber mais uma edição do Festival Jazz São Benedito. A programação segue até o domingo (19). Segundo o produtor cultural Tchelo Santa Rosa, responsável pela curadoria do evento, serão duas atrações internacionais, cinco nacionais, e cinco locais. O festival é gratuito e aberto ao público.

As atrações musicais serão divididas em dois palcos: o “Entre Bares” vai estar localizado no cruzamento entre a rua Barão do Rio Branco e a Almirante Barroso, enquanto o “São Benedito” estará na praça em frente à Igreja de São Benedito. As duas estruturas estão sendo montadas em 360 graus. Segundo a Prefeitura,a ideia é que o público possa interagir e aproveitar as apresentações de todos os ângulos.

– Será um festival com atrações de nível internacional, e com ênfase para as bandas locais, todas com shows ensaiados e conceituados. É um festival de música que vai surpreender o público pela qualidade e pela singularidade - contou Tchelo.

À Folha, ele também revelou que todo o conceito do festival foi construído no tema “Notas e Sabores”. O objetivo é celebrar a identidade da Passagem, unindo a sofisticação das notas do jazz à riqueza da culinária local, “do frescor dos Frutos do Mar ao calor da Cozinha de Fogo, passando pelo charme do Boteco Gourmet”. Outra novidade, segundo Tchelo, é que os restaurantes locais vão servir ao público o Prato São Benedito: cada dia uma criação exclusiva, com valor promocional, “feita para ser degustada ao som dos melhores acordes”.

A abertura, nesta sexta-feira, será com muito Swing Jazz. Às 19h, no palco “Entre Bares”, tem a banda local Música Sem Frescura e Ju Feliciano, seguido do guitarrista argentino Ramiro Farb. No palco “São Benedito” os shows começam às 20h15 com o saxofonista Gabriel Leite (único artista da Região dos Lagos com um DVD pré-indicado ao Grammy Latino em três categorias), seguido de Alma Thomas (semifinal do The Voice Brasil e o título de campeã do The Four Brasil 2020), e Liah Soares, com o show Divas do Jazz (Jazz & Soul). Às 23h tem Jam Session no palco “Entre Bares”. Nos restaurantes do entorno, o tema do “Prato São Benedito” será Boteco Gourmet, com releituras criativas de clássicos como croquetes artesanais e caldinhos aromáticos, harmonizados com chopps ou drinks.

No sábado (18) é dia de Brasilidade Jazz. A programação do palco “Entre Bares” também começa às 19h, desta vez com show de Luma e Boteco Chic. Depois o som fica por conta de  Angel Duarte Jazz Quartet (música brasileira e internacional com roupagem de jazz). No “São Benedito”, tem Glaucus Linx (jazz com ginga brasileira) às 20h30. O saxofonista Léo Gandelman encerra a noite de shows a partir das 22h transitando entre o pop e o jazz. Nos restaurantes, o "Prato São Benedito" do dia será voltado para o litoral, com moquecas refinadas, arrozes caldosos e peixes grelhados com temperos locais..

Fechando a programação, no domingo (18) tem muito Jazz Fusion, com Brenda Jackson e Juancho Huenulef, às 18h, no palco “Entre Bares”. Gabriel Fiorito Blues Session encerra a apresentação. No palco “São Benedito”, tem o guitarrista Celso Fonseca às 19h, com "Slow motion Bossa Nova", e Ramiro Farb às 20h30. Para acompanhar essa pegada experimental, a gastronomia traz a Cozinha de Fogo. O elemento mais ancestral da culinária ganha técnicas modernas no "Prato São Benedito", com carnes defumadas e vegetais tostados na brasa.
 
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			<title><![CDATA[Feira Literária de Iguaba reúne grandes nomes da literatura, educação, esporte e música

]]></title>
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			<updated>2026-07-15T09:16:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A partir desta quinta-feira (16) Iguaba Grande se transforma no palco da literatura da Região dos Lagos. A Flig 2026 acontecerá até sábado (18), na Praça da Estação, no Centro da cidade, com uma programação cultural que vai reunir grandes nomes da literatura, da educação, do esporte e da música em palestras, bate-papos e encontros voltados para estudantes, educadores e toda a população.

Com o tema “Quando elas escrevem, o mundo lê: Um Século de Encantos Literários”, a Feira Literária de Iguaba Grande quer celebrar a força da escrita feminina, e homenagear autoras que, ao longo dos últimos 100 anos, transformaram a literatura em um instrumento de reflexão, representatividade, emoção e mudança social. A proposta da Prefeitura é destacar o papel das mulheres na construção da cultura, inspirando novas gerações de leitores e escritores por meio de histórias, que atravessam o tempo e permanecem atuais. 

A abertura do evento, na quinta-feira, será às 13h, com a palestra das gêmeas Duda e Helena Ferreira, conhecidas nacionalmente como Pretinhas Leitoras. Naturais do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, elas conquistaram reconhecimento em todo o país ao integrarem, em 2021, um quadro fixo no programa Encontro, da TV Globo, levando histórias infantis e valorizando, principalmente, a literatura negra.

Em 2024, as irmãs deram mais um importante passo na democratização do acesso aos livros ao fundarem a Biblioteca do Erê, primeiro espaço literário afrocentrado voltado para adolescentes do Rio de Janeiro. Na palestra elas vão abordar o poder transformador da leitura, da representatividade e do incentivo à formação de novos leitores.

No mesmo dia, às 18h, será a vez do trio Os Garotin participarem da Flig com um Talk Show que vai unir música e conversa em um encontro descontraído com o público. Formado pelos músicos Cupertino, Anchietx e Léo Guima, o grupo de São Gonçalo conquistou espaço no cenário musical brasileiro com uma sonoridade marcada pelo groove e pela mistura de ritmos. O álbum de estreia, “Os Garotin de São Gonçalo” recebeu reconhecimento da crítica e rendeu ao grupo o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro, em 2024. Em maio deste ano, lançaram o segundo disco, Força da Juventude, reunindo 13 faixas e participações especiais de artistas como Lenine, Hamilton de Holanda, Marina Sena, BK, 2ZDiniz e Liniker. No palco musical a atração ficará por conta do cantor Lennon L7, às 20h.

Na sexta-feira (17), às 18h, o público poderá acompanhar a palestra do Professor Geraldo Peçanha de Almeida, um dos principais nomes da educação brasileira. Psicanalista, Doutor em Letras e Pedagogo, Geraldo possui uma extensa trajetória nacional e internacional na área educacional. Desenvolveu projetos em países como Moçambique, Bolívia, Alemanha, Itália e Cuba, sempre voltados ao fortalecimento da leitura, da alfabetização, da inclusão e da educação baseada no cuidado, no afeto e no desenvolvimento humano. Autor de mais de 70 livros, o educador também atua como palestrante e colaborador de jornais e revistas especializadas em educação. Durante a palestra, ele promete trazer importantes reflexões sobre o papel da literatura no processo de aprendizagem e na formação das novas gerações. No palco musical a atração ficará por conta da banda Chimarruts, às 20h. 

A programação do sábado (18) começa às 11h, com os irmãos Daniele e Diego Hypólito, dois dos maiores nomes da história da ginástica artística brasileira. Pioneira da modalidade no país, Daniele foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, além de representar o Brasil em cinco edições dos Jogos Olímpicos e conquistar diversas medalhas em competições internacionais. Diego Hypólito também escreveu seu nome na história do esporte ao tornar-se o primeiro ginasta masculino da América do Sul a conquistar um título mundial, sendo bicampeão da modalidade. Medalhista olímpico nos Jogos Rio 2016, hoje dedica sua carreira, ao lado da irmã, às palestras, projetos sociais e ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Hypólito.

Encerrando o ciclo de palestras da Flig 2026, às 15h, tem palestra com a escritora Thalita Rebouças (foto). Uma das autoras brasileiras mais lidas pelo público infantojuvenil, ela soma 25 anos de carreira, mais de 20 livros publicados e mais de 2,3 milhões de exemplares vendidos. Jornalista de formação, trocou as redações pela literatura e construiu uma trajetória marcada por histórias que conquistaram leitores de diferentes gerações.

Suas obras ultrapassaram as páginas dos livros e ganharam adaptações para o teatro e para o cinema, tornando-se grandes sucessos de público. Em 2023, foi finalista do Prêmio Jabuti com “Natali e sua vontade idiota de agradar todo mundo”. Em 2026, apresenta ao público sua primeira obra voltada aos adultos, “Felicidade inegociável e outras rimas”, ampliando ainda mais sua trajetória literária. No palco musical a atração ficará por conta do DJ Lelis e Lary, às 20h.
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			<title><![CDATA[Nascida de um desabamento e de uma crise política, Ponte Feliciano Sodré faz cem anos em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/nascida-de-um-desabamento-e-de-uma-crise-politica-ponte-feliciano/22026/"/>
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			<updated>2026-07-14T19:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Na manhã de 14 de julho de 1926, uma comitiva estadual desembarcou em Cabo Frio para inaugurar a ponte de cimento armado sobre o Canal do Itajuru. À frente dela estava o presidente do estado do Rio de Janeiro, Feliciano Sodré, que dava o próprio nome à obra. O prefeito da cidade, Anastácio Novellino, não foi convidado. Quatro meses depois, teria o mandato cassado pela Assembleia Legislativa. Foi o desfecho de um embate com o governo fluminense provocado, justamente, pela demora na construção da ponte.

Cem anos depois, a Ponte Feliciano Sodré chega ao centenário como um dos símbolos de Cabo Frio. Para marcar a data, a prefeitura organizou atividades culturais nas margens do canal nesta terça-feira (14 de julho de 2026), a partir das 8h, nas imediações da Estátua do Pescador. 

A história da travessia começa por um colapso. A antiga ponte de ferro Miguel de Carvalho desabou em 1920, deixando a cidade sem sua principal ligação rodoviária.

Segundo o livro "História de Cabo Frio – dos sambaquieiros aos cabo-Frienses (c. 3.720 a.C. – 2020)" (Sophia Editora), de Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, a situação motivava "queixas e solicitações desesperadas" dos moradores, que em 1923 chegaram a pedir uma ponte provisória de madeira ao secretário-geral do governo federal, em visita à cidade. Naquele mesmo ano, uma comissão de estudos foi formada sob responsabilidade da empresa Christian & Nielsem, com o engenheiro Renato Sebastiany. Mas, escrevem os autores, "a questão ficou em suspenso até o ano de 1925".

Foi quando Novellino, "cansado de esperar", denunciou na Câmara o descaso do governo estadual. De acordo com os historiadores Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, o prefeito afirmava que Sodré havia prometido para janeiro daquele ano o início da ponte e da estrada que ligaria Cabo Frio a São Pedro da Aldeia e que, além de não começar as obras, "ainda teria retirado o material que já se encontrava em Cabo Frio".

A queixa surtiu efeito: as obras começaram. Entretanto, abriu-se uma crise entre município e estado que terminaria com a cassação do prefeito em novembro de 1926. Para os autores, o batismo da ponte tinha também um recado político: o nome "servia para lembrar a elite política de Cabo Frio qual era o limite para a contestação dos poderes" e "o grau de dependência política da cidade".

Do ponto de vista da engenharia, a obra impressionava. "A ponte era um marco arquitetônico com o maior arco livre de cimento armado da América do Sul, com seus 62 metros, suportando seis toneladas", registra o livro. A a prefeitura a descreve como o maior vão livre do Brasil à época. A altura do arco central permitia a passagem, por baixo, dos veleiros que escoavam o sal pelo canal. Sobre o tabuleiro, os veículos cruzavam em via única, com sentido alternado.

Durante décadas, a ponte foi a única entrada e saída rodoviária de Cabo Frio. Em meados dos anos 1950, o governo estadual ergueu um aterro e construiu uma ponte no Baixo Grande, na antiga "passagem dos Tupinambá", criando novo acesso ao município e a Arraial do Cabo.

A via única, porém, cobrou seu preço com o crescimento da cidade. Em 1981, com engarrafamentos frequentes nos dois lados, discutiu-se erguer uma nova ponte ou duplicar a existente. A duplicação prevaleceu, segundo o livro, por ser "mais viável economicamente, além de uma solução mais rápida e que mantinha a estética do canal". Iniciadas na gestão do prefeito José Bonifácio — neto de Novellino, o prefeito preterido na inauguração de 1926 —, as obras foram concluídas no ano seguinte: em 31 de outubro de 1982, a ponte foi reinaugurada e passou a operar em mão dupla.

Na celebração dos cem anos da ponte, o secretário de Cultura de Cabo Frio, Carlos Ernesto Lopes, afirmou que a programação homenageia a ponte "não apenas como uma construção utilizada como passagem de veículos e pessoas, mas como um marco de integração".
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			<title><![CDATA[MPF cobra informações sobre tombamento da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos

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			<updated>2026-07-11T11:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 15 dias para que o Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio (Imupac), o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (CMUPAC) e a Marinha do Brasil prestem esclarecimentos sobre a situação da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos, em Cabo Frio. O despacho, a que a Folha teve acesso, foi assinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo.

No documento, o MPF solicita que o Imupac e o Conselho Municipal informem se o tombamento municipal da antiga estação já foi aprovado. Caso o processo ainda não tenha sido concluído, os órgãos deverão informar em que fase ele se encontra. A Folha tentou contato com Sérgio Nogueira, diretor do Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio e membro do CMUPAC, mas não houve retorno.

No despacho, o procurador também determinou que os dois órgãos informem, de forma comprovada, se a Marinha do Brasil já adotou as medidas de preservação que haviam sido sugeridas por Sérgio Nogueira. Entre elas estão a limpeza e manutenção da área interna e do entorno da edificação, sem a retirada de escombros; a manutenção da trilha de acesso ao local; e a autorização, mediante solicitação prévia, para visitas guiadas de pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer as ruínas da estação.

Além disso, o MPF expediu um ofício ao Comando do 1º Distrito Naval para que a Marinha informe se vem cumprindo essas medidas de preservação, considerando que o imóvel estaria em processo de tombamento pelo município. Procurada pela Folha, a corporação não retornou. Ela também terá 15 dias para responder ao Ministério Público Federal.

Embora tenha sido construída em 1940, até 2017 a Estação Ferroviária de Campos Novos era um prédio histórico desconhecido e abandonado. Em 2021 ela foi tema de uma reportagem publicada pela Folha. O texto destacava que o prédio havia sido recém descoberto pelo professor e historiador Acioli Júnior. Em entrevista, ele informou, na época, que nem a Marinha, nem o poder público tinham conhecimento dessa estação de trem. 

– Eu a encontrei por acaso. Estava participando de um Conselho de Classe em Rio das Ostras. Como muitos professores são oriundos de Casimiro de Abreu, aproveitei para entrevistá-los sobre a Ponte Caída de Barra. As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, porém, não souberam responder a data da queda da ponte. Então me indicaram uma senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, que seria profunda conhecedora da história e causos da localidade. Fui na casa dela, mas já era quase noite e chovia. Então, me dirigi a Campos Novos. Lá, me falaram que havia uma estação ferroviária bem perto, em área da Marinha, próxima de uma escola pública municipal em Tamoios. Foi a primeira vez que ouvi sobre esse monumento histórico, e que não constava de nenhum livro de história de Cabo Frio. E olha que não são muitos e já os li todos – contou o historiador.

Motivado pela curiosidade e pela descoberta fascinante, Acioli não pensou duas vezes: foi até o local, encontrou o que sobrou da estação e registrou em fotografia. A descoberta, no entanto, causou nele um misto de alegria e tristeza.

– É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado há quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheçam. Ele está há décadas imperceptível, abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância. Quando achei a estação, em 2017, foi sem autorização da Marinha, simplesmente pela vontade de torná-la conhecida de todos - revelou.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Maricá (EFM) tinha interesse em alcançar o município de Macaé. Para isso, foi criado o posto Telegráfico Fonseca no Km 156, de onde partiria a linha férrea em direção a Macaé, atravessando Campos Novos, Rio das Ostras, Barra de São João e Rio Dourado, margeando a rodovia. Construída em 1940, a Estação Ferroviária de Campos Novos, assim como a de Barra de São João, faria parte do trajeto da Estrada de Ferro Maricá, mas as duas nunca foram utilizadas – diferentemente da Estação Principal, no bairro Jacaré, e da Estação do Fonseca, na Boca do Mato, ambas construídas em 1937 e desativadas em 1966.

Segundo Acioli, as duas últimas foram construídas para levar passageiros, e principalmente para escoar a produção salineira na região.
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			<title><![CDATA[Documentário sobre os quilombos da Região dos Lagos estreia neste sábado (11) em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-10T12:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As histórias dos 12 quilombos da Região dos Lagos vão ganhar as telas buzianas neste sábado (11), com a estreia do documentário "Os Doze Quilombos – Ancestralidade, Memória e Reparação". A exibição será das 16h às 18h, na sede da Rede Observação (Avenida 12 de Novembro, 12.740, Baía Formosa), e vai reunir moradores das comunidades quilombolas do bairro e também do Prodígio e Sobara (Araruama). A produção é resultado de uma pesquisa iniciada em 2018 pelo escritor Pierre de Cristo, e fruto de três anos de gravações em comunidades de Cabo Frio, Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios.

Em conversa com a Folha, Pierre contou que a maior inspiração para desenvolver o projeto foi ver a distância social entre as comunidades quilombolas e a região central das cidades, além de ver e ouvir as histórias dessas famílias que ainda vivem um abismo educacional, de saúde e de mobilidade urbana. 

– São histórias de superação, de muita luta no campo por direitos básicos, por sobrevivência que vem de séculos. Saber que até 2024 o Núcleo Zebina, em Baía Formosa, ainda não tinha luz elétrica nem água potável é assustador. Então essa foi a minha maior inspiração, ser um instrumento de fomento às comunidades, sendo eles protagonistas da própria história - revelou.

Sobre o processo de produção do documentário, Pierre conta que tudo começou há cerca de oito anos, quando resolveu mapear as comunidades quilombolas existentes na região. Foi durante esse levantamento que o pesquisador entendeu que não existiam apenas as comunidades quilombolas que viviam no território de Cabo Frio.

– Existiam outras comunidades, que ficaram em outros municípios através do processo de emancipação. Mas elas se interligavam, sendo todas oriundas da mesma fazenda, a Campos Novos (em Tamoios, distrito de Cabo Frio). Então comecei a fazer o levantamento geográfico destas comunidades em toda Região dos Lagos, e nasceu o sonho de um dia transformar isso em um livro, ou em um audiovisual, para deixar para as futuras gerações. E esse sonho começou a virar realidade em 2023, quando convidei a fotógrafa e jornalista Thammy Carvalho para dividir o projeto comigo. Em 2024 ela assumiu a produção executiva, submeteu a pesquisa ao Edital Paulo Gustavo, e conseguimos ser classificados - contou Pierre, lembrando que foram três anos de gravações, problemas técnicos e adiamentos devido à imprevisibilidade do tempo. 

A distância territorial entre as 12 comunidades quilombolas também foi uma questão que precisou ser superada através de uma logística calculada para cada gravação. “Foram três anos com algumas pausas necessárias, principalmente para readequação do projeto, agenda dos personagens e muitas das vezes pelo tempo chuvoso: em determinados territórios você não consegue chegar porque a estrada é de barro, e isso deixava esses territórios isolados", explicou Pierre. Mas nada atrapalhou mais a produção do documentário do que a questão financeira.

– Não havia possibilidade de tirar do papel um projeto deste tamanho, com toda sua complexidade territorial, sem verba. A produção envolvia combustível para deslocamento, alimentação da equipe e outros gastos para manter tudo funcionando. Começamos a gravar sem verba prevista porque entendemos que era importante registrar os mais velhos de cada comunidade para que a história fosse contada por eles - lembrou. 

Pierre também contou com uma motivação extra para superar todos os desafios e dificuldades que surgiram ao longo do projeto: o combustível, segundo ele, foi o fato do documentário representar toda uma cadeia ancestral.

– Essa é a primeira produção que engloba todas as comunidades quilombolas da Região dos Lagos. E Cabo Frio é considerada a capital quilombola do Estado do Rio de Janeiro, porque a cidade possui seis quilombos. Mostrar essas comunidades, fazer o público entender que esses remanescentes estão aqui pertinho da gente, produzindo, trazendo suas culturas, mostrando seus trabalhos, é muito importante. Temos que dar voz a essas pessoas que, para muitos, não existem na geografia da região. Preservar essas histórias é dar continuidade à ancestralidade deste povo, que remanesce de processo doloroso de escravização dos seus ancestrais. E também mostrar que através da educação muitos já estão tendo a possibilidade de mudança de vida e mobilidade social - pontuou.

A exibição do documentário em Búzios, neste fim de semana, faz parte do cronograma oficial de lançamento do projeto, que teve início no último dia 7 no Teatro Municipal de Araruama. A agenda de exibições continua no próximo 16, das 13h30 às 15h30, no Cine São Pedro da Aldeia (Rua Francisco dos Santos Silva, s/n - Centro), e dia 24, das 18h30 às 20h, na sede do Coletivo Cultural Olhar da Perifa (Estrada Velha de Búzios, nº 01, Jardim Esperança, Cabo Frio).

A equipe de produção de “Os Doze Quilombos” é composta por 99% de pessoas negras. Pierre assina todo o trabalho de pesquisa do documentário. Além da produção executiva, Thammy Carvalho também é responsável pelo roteiro e direção. Edição e imagens são assinadas por Solamon Quigley. 

– O projeto é de classificação livre, e isso foi intencional quando a Thammy criou um novo roteiro. Antes ele seria pautado em apenas ouvir a história dos Griot (os mais velhos). Mas ela trouxe um novo recorte sobre questões educacionais, por exemplo, fazendo com que crianças possam se espelhar nas falas daqueles que venceram através da educação. É um documentário que abrange vários públicos. Nosso sonho é poder levar esse projeto para as escolas municipais onde esses quilombos existem, para que os alunos tenham conhecimento dessa parte da história regional, e entendam que essas comunidades fazem parte da história e construção do que hoje chamamos Região dos Lagos - defendeu Pierre.

Também foram feitas parcerias com coletivos culturais da região como o Olhar da Perifa que, segundo o pesquisador, “contou com alunos fazendo a cobertura dos bastidores e aprendendo na prática como se faz produção audiovisual, tornando-os profissionais iniciantes como fotógrafo still, auxiliar de produção entre outras funções”. 

– Fizemos parceria com Coletivo Vadeia Aldeia, com a cantora Mayla Árvore e com a gravadora Around, que nos apoiou na trilha sonora autoral do filme, que ficou incrível. Tivemos, ainda, o apoio financeiro da Living Papers, empresa com sede na Alemanha, e gestada por uma mulher negra, que é a brasileira Jane Sacco, e que compreendeu a importância do fomento nas produções audiovisuais brasileiras. Mas o apoio mais importante veio das comunidades quilombolas que abriram as portas. Toda gratidão aos aos quilombos Sobara e Prodígio (Araruama), Caveira (São Pedro da Aldeia), Botafogo, Fazenda Espírito Santo, São Jacinto, Maria Romana, Maria Joaquina e Preto Forro (Cabo Frio), Baía Formosa e Rasa (Armação dos Búzios) - concluiu Pierre de Cristo.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá evento para fortalecer formação de gestores da educação]]></title>
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			<updated>2026-07-10T11:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Depois de reunir milhares de profissionais da educação em Saquarema com o Congresso Brincar e o Congresso Brasileiro de Inclusão, o Instituto Conhecer realiza mais um grande encontro voltado à formação continuada na Região dos Lagos. Nos dias 30 e 31 de julho, Cabo Frio recebe a primeira edição do Líderes Educacionais, congresso direcionado a gestores escolares, diretores, coordenadores pedagógicos e profissionais responsáveis pela administração das instituições de ensino.

O evento será realizado no Tamoyo Esporte Clube e reunirá especialistas de diferentes estados brasileiros para discutir temas ligados à gestão educacional, liderança, avaliação, alfabetização, planejamento, desenvolvimento institucional e fortalecimento das equipes escolares.

Diferentemente do Congresso Brincar, que concentra os debates na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Líderes Educacionais tem como proposta olhar para quem conduz o funcionamento das escolas e das redes de ensino.

"A qualidade da educação passa, necessariamente, pela formação de quem lidera as equipes. Nosso objetivo é oferecer ferramentas, experiências e reflexões que fortaleçam o trabalho dos gestores e contribuam para transformar a realidade das escolas", destaca Vicente Falcão, idealizador do evento e presidente da Máxima Eventos.

A programação reúne palestrantes reconhecidos nacionalmente nas áreas de gestão, liderança e políticas educacionais. Entre os nomes confirmados estão Rai Motta (CE), referência nacional pelos resultados alcançados na educação pública; Eduardo Shinyashiki (SP), escritor e especialista em desenvolvimento humano; Sayonara Gil (ES), Kildria Gigante (BA), Rebeca Correia (RJ), Brunela Santos (ES), Gislene Nara (ES), Valéria Grafanassi (ES), Lucas Fonseca (ES), Adriano Matoso (PR), Sophia David (SP), além do próprio Vicente Falcão.

Ao longo de dois dias de programação, os participantes acompanharão palestras sobre liderança escolar, planejamento estratégico, gestão pedagógica, indicadores educacionais, desenvolvimento das equipes e fortalecimento das práticas administrativas nas instituições de ensino.

Somente neste ano, os eventos promovidos pela organização em Saquarema reuniram milhares de profissionais de diferentes municípios fluminenses e de outros estados brasileiros. As inscrições para o Líderes Educacionais seguem abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento - https://lidereseducacionais.com.br/.
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			<title><![CDATA[São Pedro terá experiência que une vinho, literatura e história da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-10T08:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Uma garrafa de vinho contém mais filosofia do que todos os livros do mundo". Inspirado nesta célebre frase atribuída ao cientista francês Louis Pasteur, um evento em São Pedro da Aldeia, neste sábado (11), vai mostrar que vinho e literatura podem caminhar lado a lado. A primeira edição do projeto "Vinho e Literatura" acontecerá das 16h às 20h, na Chácara Bellavista (Rua da Torre, nº 100, no bairro Jardim Primavera). Segundo Francisco Mendonça, proprietário do espaço, será uma experiência que une enoturismo, história regional, gastronomia, degustação e literatura. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp (22) 99978-9982.

O evento terá como convidado o escritor, historiador e pesquisador Leandro Miranda. Autor dos livros "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", ambos publicados pela Sophia Editora, Leandro conduzirá um bate-papo sobre a história da Região dos Lagos, seguido de sessão de autógrafos.

Além do momento literário, Francisco lembra que os participantes serão recebidos com um brinde de espumante, e participarão de uma degustação harmonizada em uma experiência que, segundo ele, busca aproximar o público da cultura do vinho e da memória regional.

— Somos apreciadores de vinho, artes e literatura. Estes temas se entrelaçam numa proposta de qualidade de vida e bem-estar. Cultivamos uvas para produção do nosso vinho aqui em São Pedro da Aldeia, e isso nos conecta ao território, por meio das memórias e vivências proporcionadas pela pesquisa e pela prática de meter a mão na massa — contou à Folha.

O vinhedo Bellavista possui cerca de três anos, mas ainda está em fase de produção. Enquanto o primeiro vinho produzido na propriedade não fica pronto, a experiência deste fim de semana será realizada com rótulos de vinícolas brasileiras parceiras, produzidos por famílias com tradição no cultivo de uvas e na elaboração de vinhos. Segundo Francisco, a degustação foi planejada para dialogar diretamente com as histórias que serão contadas durante o encontro.

— Escolhemos um espumante para brindar à vida e ao momento, e três vinhos, sendo um branco e dois tintos, que se conectam com os momentos históricos que serão abordados na experiência. Será uma degustação harmonizada e comentada pelos visitantes que participarão da experiência, porque vinho, literatura e arte são elementos indissociáveis, caminhando juntos desde a antiguidade. A bebida sempre foi musa inspiradora para poetas e pintores, enquanto o design de rótulos transforma garrafas em verdadeiras galerias de arte e espaços para poesias. Já dizia Fernando Pessoa: "Boa é a vida, mas melhor é o vinho" — revelou.

O projeto da Chácara Bellavista nasceu do sonho de produzir vinho na própria Região dos Lagos. Francisco conta que, depois de visitar diversas vinícolas pelo Brasil e pelo exterior, decidiu transformar esse objetivo em realidade.

— Somos apreciadores de vinhos há anos. Sou sócio profissional da Associação Brasileira de Sommeliers e visitamos diversas vinícolas pelo mundo. Ao conhecer vários ambientes e climas onde se cultivam as videiras, nosso sonho se materializou na Chácara Bellavista. Estudamos muito sobre o assunto. Hoje faço faculdade de Viticultura e Enologia para aprimorar cada vez mais nosso microvinhedo e elaborar nosso vinho com a qualidade esperada. Nosso vinhedo é todo conduzido de forma orgânica — contou.

Embora seja a primeira edição do Vinho e Literatura, o evento faz parte de um projeto cultural maior desenvolvido na propriedade. Francisco explica que a experiência deste fim de semana vai funcionar como um pré-Sarau Bellavista, evento que já teve três edições, e integra artes plásticas, música, literatura, fotografia, gastronomia e vinhos. A próxima edição do sarau está prevista para setembro.

— A proposta é que o Vinho e Literatura integre o calendário de eventos da Chácara Bellavista. Estamos avaliando a periodicidade, mas com certeza já é um sucesso diante de tantos autores maravilhosos que temos em nossa região e do espaço que existe para trabalhar a literatura. Creio que os apreciadores de cultura e vinho anseiam por eventos assim em nossa região. Vinho é vida, e a cultura preenche a alma. O principal desafio é o planejamento integrado e a escolha do autor e de sua obra, principalmente com uma proposta que possa ser atemporal e, ao mesmo tempo, focar em um tema tão em evidência como a presença de baleias em Arraial do Cabo e a atividade de turismo de observação, um contraponto à caça que existiu em meados do século passado. A escolha do vinho e das harmonizações também representa um desafio. Afinal, é preciso equilibrar aromas e sabores e ainda propor uma conexão com o nosso território, que compreende laguna, mar, morros, restingas, saberes populares, histórias e legados. E eventos que conectam paisagem, história local, gastronomia, cultura e narrativa criam lembranças mais duradouras do que simples degustações. A proposta é criar uma atmosfera intimista, proporcionar a participação do público numa interação com o autor e criar momentos de troca genuína. Por esse motivo temos vagas limitadas, para que o ambiente proporcione uma experiência memorável. O vinho servirá como fio condutor da experiência, criando conexões entre território, memória, identidade e sensações — reforçou.

À Folha, o escritor Leandro Miranda disse que vê na proposta uma forma diferente de aproximar o público da história regional.

— A oportunidade surgiu quando cruzamos as pesquisas com o vinho, e o Francisco chamou a gente para integrar a programação cultural do espaço, que é muito bacana e inovadora. Tive a oportunidade de participar do primeiro sarau, onde unimos literatura e vinho, e foi uma experiência muito bacana. Agora vamos fazer em um novo formato, levando um bate-papo literário para a cultura do vinho - explicou.

Para Leandro, a possibilidade de realizar esse encontro sobre vinho e literatura em um vinhedo local cria uma experiência diferente para o público, que poderá resgatar a memória regional no vinhedo, transformando degustação e imersão cultural em um momento de ouvir e contar uma boa história regional. 

– Acho que será uma conexão muito interessante entre o vinho e a literatura porque ela tem papel fundamental na preservação da memória e da identidade cultural da Região dos Lagos. Ela resgata e reaviva memórias que estavam esquecidas no passado e que tentamos trazer para o presente ouvindo personagens da época que ainda estavam vivos, fazendo entrevistas, naquela conversa ao pé do ouvido, registrando as memórias cabistas e da Região dos Lagos. Esses registros da nossa tradição oral são muito fortes e estavam se perdendo ao longo do tempo. Eu já tinha muitas dessas histórias dentro da minha própria família e entre amigos cabistas que viveram essa parte da história de Arraial do Cabo. Resolvi preservar tudo isso nos meus livros. 

Além de "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", Leandro conta que o terceiro livro já está em fase de conclusão. Será sobre a história do Porto do Forno.

— Vou contar toda a história do sal na Região dos Lagos, passando por Luiz Lindemberg, fundador da salina em 1824; por José Caetano Jalles Cabral, que comprou as Salinas Perynas fundadas por Lindemberg; por Miguel Couto pai e Miguel Couto filho, responsável pela construção do Porto do Forno. Também vou resgatar as memórias de Leger Palmer, que teve grande importância na navegação da laguna com a construção do Canal Palmer, além de José Paes de Abreu e toda a história da navegação na Laguna de Araruama. Vou reunir toda essa trajetória ligada ao Porto do Forno e à história do sal na Região dos Lagos — contou.


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			<title><![CDATA[Brasil  Copas e Craques: livro do locutor José Rezende traça a trajetória da seleção]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Taças erguidas, derrotas dolorosas, histórias de bastidores, movimentações políticas por trás das quatro linhas e o legado dos craques que vestiram a camisa verde-amarela. Tudo está no percurso traçado pelo jornalista, locutor esportivo e escritor José Rezende para remontar as participações da seleção brasileira na maior competição do futebol do mundo.  O livro “Brasil — Copas e Craques” será lançado no dia 17 de julho, sexta-feira, às 17h30, na loja Time Mania Sport (Av. Henrique Terra, quadra 8, próximo ao Tropical Café). 

Trata-se de uma obra de quem viveu o futebol de perto durante a vida inteira. José Rezende iniciou sua carreira em 1963, na Rádio Continental, e ao longo de mais de seis décadas atuou em importantes emissoras de rádio e televisão. Criador do Centro Histórico Esportivo da ABI, é autor de Hei de Torcer até Morrer, Eternamente Bangu e Vai dar Zebra, além de manter o blog Álbum dos Esportes, dedicado à preservação da história do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro.



Em “Brasil — Copas e Craques”, José Rezende guia o leitor, por 270 páginas, pela trajetória da única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo, da estreia, em 1930, ao Mundial de 2026, disputado em três países. Com base em documentos históricos, jornais, revistas, entrevistas exclusivas e décadas de pesquisa, o autor recompõe o contexto de cada Copa.

Ao revisitar as duas primeiras participações brasileiras, Rezende lembra que "nas duas primeiras Copas, realizadas no Uruguai, em 1930, e na Itália, em 1934, as divergências entre dirigentes cariocas e paulistas impediram que a seleção brasileira se apresentasse com força máxima". 

A narrativa avança mostrando como o futebol brasileiro foi encontrando sua identidade. No Mundial da França, em 1938, "finalmente, o futebol brasileiro conseguiu reunir seus melhores jogadores para a disputa da Copa do Mundo". Ainda nesse capítulo, surgem alguns dos personagens mais marcantes da obra. Leônidas da Silva aparece como um dos homens responsáveis por mudar a imagem do futebol brasileiro no exterior; Domingos da Guia, como protagonista de uma campanha que consolidou o respeito internacional pela Seleção. Nas palavras do autor: "A habilidade e a técnica de dois jogadores brasileiros encantaram o mundo. Leônidas e Domingos da Guia se consagraram no Mundial de 1938".

Bastidores das convocações, disputas entre dirigentes, profissionalização do esporte e surgimento de grandes personagens também aparecem sempre contextualizados. O Maracanazo deixa de ser apenas uma derrota esportiva para representar uma das maiores feridas da memória nacional. A conquista de 1958 é o momento em que o talento brasileiro conquista o mundo. Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Romário, Ronaldo e tantos outros se transformam em personagens de uma narrativa que aproxima o leitor de suas trajetórias e do contexto em que escreveram sua história.

O jornalista Eraldo Leite, autor do texto de orelha, define Rezende como "narrador da precisão dos lances, historiador de raro conhecimento, professor de letras e da bola", que reúne na obra "histórias deliciosas", "fatos curiosos, entrevistas exclusivas" e "relatos emocionantes".
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			<title><![CDATA[MPRJ investiga Inea por concessão de licenças ambientais ilegais na região]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga a emissão de licenças ambientais que teriam sido concedidas de forma ilegal pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). Nesta terça-feira (7) agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) fizeram diligências na Barra da Tijuca, Freguesia, Lagoa e Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e também em Maricá e São Pedro da Aldeia.

A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ), faz parte da Operação Hidra de Lerna. O nome é referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, em alusão à ampla contaminação do órgão pela corrupção. 

Entre os 14 alvos de buscas e apreensões está o presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e servidor efetivo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Maurício Couto Cesar Júnior, que teve o afastamento cautelar determinado pela Justiça. Também estão sendo investigados outros servidores da autarquia ambiental do Estado do Rio, além do ex-presidente do Inea, Renato Jordão Bussiere, e do ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva. A pedido do GAESF/MPRJ, a 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital autorizou a quebra dos sigilos de aparelhos eletrônicos de todos os investigados, e proibiu Maurício Couto de acessar as dependências do Ceca e do Inea e de manter contato com servidores da autarquia. 

Segundo o MPRJ, todos são investigados por corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e crimes ambientais, emitindo autorizações em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e procedimentos administrativos. Durante a diligência, um dos investigados foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, e conduzido à 9ª Delegacia de Polícia. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos (aparelhos celulares, HDs externos, notebooks, pen drives e um Ipad), relógios, documentos diversos, valores em espécie (R$ 23.980 e 4.440 euros) e um revólver calibre 38.

Questionados pela Folha, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmaram que estão acompanhando o trabalho de investigação do MPRJ e do GSI. Informaram ainda ter “todo o interesse na apuração de qualquer ilicitude ocorrida na gestão ambiental e que, tão logo recebidas as informações necessárias, acionarão suas corregedorias a fim de apurar, também, na esfera administrativa, possíveis falhas e ilícitos administrativos nos processos de licenciamento ambiental”. 

A Folha questionou o MPRJ sobre quais outros empreendimentos investigados na Operação Hidra de Lerna. Em nota, o órgão informou que não poderia fornecer novos detalhes em razão do sigilo das investigações.
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			<title><![CDATA[MPF pede esclarecimentos sobre ação publicitária em área de restinga em Saquarema]]></title>
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			<updated>2026-07-09T09:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) expediu nesta quarta-feira (8) ofícios à GWM Brasil, à World Surf League (WSL), ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Prefeitura de Saquarema para esclarecer uma ação publicitária realizada durante etapa da WSL, em junho deste ano. Na ocasião, veículos automotores circularam sobre a faixa de areia e a vegetação de restinga da Praia de Itaúna. O envio dos documentos foi determinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri, que acompanha o Procedimento Administrativo nº 1.30.001.007293/2025-18. Na ação, o órgão acompanha as medidas da Prefeitura de Saquarema para a proteção da vegetação de restinga e a contenção da erosão na orla da Avenida Ministro Salgado Filho (RJ-102). 

Segundo despacho do MPF, a ação foi identificada em publicação divulgada nas redes sociais da GWM Brasil que registra a circulação de veículos sobre a faixa de areia e a vegetação de restinga da Praia de Itaúna, inclusive em área inserida no Parque Estadual da Costa do Sol (PECS). O procurador também aponta que, em 1º de julho deste ano, foi identificado um pedaço de estrutura metálica enferrujada na faixa de areia, remanescente do evento da WSL realizado em 2025, com risco à população e ao meio ambiente.

O MPF concedeu prazo de 15 dias para que a GWM Brasil, a WSL, o Inea e a Prefeitura de Saquarema informem se houve autorização do poder público para a realização da ação publicitária, identifiquem os responsáveis pela atividade e detalhem as medidas reparadoras, mitigatórias e compensatórias eventualmente adotadas. À WSL, o MPF também solicitou que esclarecesse as providências adotadas para a retirada da estrutura metálica e as medidas destinadas a evitar que equipamentos utilizados nos eventos permaneçam na praia após sua realização.
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			<title><![CDATA[Escritor cabo-friense lança edição revisada de livro sobre a escravidão em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-07T15:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O escritor Pierre de Cristo vai divulgar o livro "Cabo Frio na Rota da Escravidão" na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), entre os dias 17 e 18 de julho. O lançamento oficial da edição revisada aconteceu no último dia 27, no Centro de Memória Afro-indígena, localizado no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com diversas atividades culturais, incluindo apresentações de Maracatu, graffiti e uma exposição fotográfica.

O novo livro de Pierre revisita o passado da região de Cabo Frio em um formato paradidático, trazendo dados específicos sobre o processo de colonização e a formação quilombola. À Folha, o autor explicou que o processo de revisão durou quase um ano.

— A revisão foi necessária para acertar alguns erros da primeira edição e também rever algumas fontes primárias que poderiam entrar em um segundo livro. O livro foi revisado por quase um ano pelo editor Luciano Monteiro, ganhador do Prêmio Caps de Literatura e Linguística, que transformou o antigo trabalho em um novo livro, agora em um formato paradidático com alguns elementos do anterior, e também com outros inéditos. A nova edição teve ainda o olhar atento da Thammy Carvalho, através da fotografia, e fazendo a parte de execução e assessoria para que tudo desse certo – explicou.

Segundo Pierre, a motivação para investigar especificamente o papel de Cabo Frio nessa rota histórica surgiu da necessidade de uma literatura que abordasse o tema de forma ampla. O escritor ressaltou a importância geográfica do município no contexto da rota da escravidão.

— Havia a necessidade se ter uma literatura que falasse sobre a formação dessa escravização de forma mais ampla, desde os primeiros escravizados (indígenas e africanos) até a formação quilombola da Região dos Lagos. Cabo Frio foi um grande polo colonizador. Foi nesta região, após a proibição do tráfico negreiro em 1831, que grandes traficantes vieram desembarcar navios e mais navios em todo nosso litoral, explorando desde a Praia do Forte, Praia das Conchas e inúmeras outras em Búzios, com centenas de africanos. E não havia um livro que apresentasse dados mais específicos. Agora eu trago desde a ampla escravidão até a nossa região percorrendo um caminho de recortes. O livro tem essa intenção de rever recortes históricos para ajudar novas pesquisas sobre a escravidão de uma forma geral. Cabo Frio entrou na rota da escra vidão desde o século XVI, quando indígenas foram os primeiros a se tornarem objetos do colonizador para inúmeros trabalhos na região. E, tempos depois, entra a figura dos africanos para cumprir esse papel crítico, doloroso e desumano – revelou.

O escritor conta que recorreu a uma extensa lista de fontes, incluindo documentos e livros, consultando inclusive arquivos públicos.

— Consultei desde autores regionais como Hilton Massa, a doutora em História Nilma Accioli, a doutora em Educação Gessiane Nazario, entre outros que escreveram sobre o tema antes de mim. Também consultei os arquivos da Câmara de Cabo Frio, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Museu da Justiça, do Museu da Economia, e inúmeras outras instituições públicas e privadas que tinham algum tipo de documentação que falasse sobre a escravização na antiga Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Inscrições abertas para 1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-07T09:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Búzios receberá, no dia 15 de agosto, a primeira edição do Torneio Aberto de Xadrez de Búzios, competição oficial reconhecida pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX), principal entidade da modalidade no país. O evento será realizado no Madame Bardot, reunirá enxadristas de diferentes níveis e está com inscrições abertas.

Organizado pelo Clube de Xadrez Buziano, o torneio contará com arbitragem registrada pela CBX, garantindo a seriedade e a qualidade técnica da competição. A expectativa é reunir participantes de diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país.

O grande destaque da competição será a presença confirmada do Grande Mestre Darcy Lima, único GM do Estado do Rio de Janeiro e tricampeão brasileiro de xadrez. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória no esporte, Darcy é considerado uma das maiores referências do xadrez brasileiro e uma verdadeira celebridade entre os praticantes da modalidade.

A realização do torneio marca mais um passo importante para o fortalecimento do xadrez em Búzios. Há cerca de dez anos, o esporte vem crescendo no município graças ao trabalho desenvolvido pelo Clube de Xadrez Buziano, que promove atividades em escolas, praças e espaços públicos. O movimento já revelou talentos como o jovem Bernardo Pasini, vice-campeão do Regional de Araruama 2025 e um dos principais nomes da nova geração do xadrez na Região dos Lagos.

Além de reunir atletas experientes e iniciantes, o evento reforça o papel do Clube de Xadrez Buziano na expansão da modalidade na região. A entidade tem como meta ampliar a prática do xadrez escolar, fortalecer o calendário de competições e estimular a formação de novos jogadores. Para o secretário de Turismo de Búzios, Thomas Weber, a competição contribui para diversificar o calendário de eventos da cidade.

- Buscamos constantemente diversificar nossa programação. Eventos como o Torneio Aberto de Xadrez movimentam a cidade e reforçam o potencial do município para receber competições e encontros de diferentes segmentos. Temos certeza de que será um grande sucesso”, afirmou.

O evento conta com apoio das marcas Arcturo e Madame Bardot, a expectativa da organização é que o torneio passe a integrar o calendário esportivo do município e atraia cada vez mais praticantes para a modalidade.

As inscrições podem ser feitas apenas por jogadores cadastrados na Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). Não é necessário estar com a anuidade em dia, mas é obrigatório possuir o cadastro. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail: ai.elciomourao@gmail.com.

Para efetivar a participação, o enxadrista deverá enviar o comprovante de pagamento juntamente com os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, CPF, estado (UF), endereço completo com CEP, telefone para contato, ID FIDE, ID CBX e dados bancários ou chave Pix. O pagamento deve ser efetuado via Pix pela chave 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon, pelo Bradesco.

Os valores das inscrições são:
Isentos: Grande Mestre (GM), Mestre Internacional (MI), Mestre FIDE (MF) e Mestre Nacional (MN);
R$ 50,00 para o Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 50,00 para o Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 80,00 no combo promocional para participação nos Campeonatos Rápido e Blitz, para inscrições realizadas até 30 de julho de 2026.
A lista de inscritos e demais informações da competição poderão ser acompanhadas no site Chess Results.

Serviço
1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios
Data: 15 de agosto de 2026
Local: Madame Bardot – Búzios
Participação especial: Grande Mestre Darcy Lima
Inscrições: ai.elciomourao@gmail.com. PIX 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon,  Banco Bradesco.
Crédito foto de Darcy Lima: @gmdarcylimaoficial
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			<title><![CDATA[Parada LGBT de Cabo Frio é confirmada após impasses do ano passado]]></title>
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			<updated>2026-07-06T10:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A 21ª Parada LGBTI+ de Cabo Frio está confirmada para o dia 6 de setembro, na Praia do Forte. A confirmação foi feita à Folha pelo presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, após a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea divulgar o calendário oficial das paradas filiadas para o segundo semestre deste ano. Apesar da definição da data e da manutenção da organização pelo Grupo Iguais, Rodolpho afirmou que a entidade ainda aguarda a conclusão das tratativas com a Prefeitura para garantir que o evento aconteça.

A expectativa é reflexo dos impasses que marcaram a edição do ano passado. Em fevereiro de 2025, um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal tentou alterar as regras da Parada LGBTI+, transferindo para o município a responsabilidade pela definição da data e pela organização do evento. Após a repercussão, o texto foi alterado pelos vereadores e a organização voltou a ficar sob responsabilidade do movimento.

Em setembro um novo episódio ampliou o conflito. A Prefeitura anunciou uma Parada LGBT com show da cantora Ana Carolina para o dia 4 de outubro, com apoio do poder público. Ao mesmo tempo, indeferiu a realização da Parada tradicional organizada pelo Grupo Iguais, marcada inicialmente para o dia 12 do mesmo mês. A justificativa apresentada pelo governo municipal foi a coincidência com festividades religiosas e infantis.

Segundo Rodolpho Campbell, este ano a situação é diferente. À Folha, ele informou que a data solicitada pelo Grupo Iguais foi mantida e a realização da parada está confirmada. Ainda assim, o presidente da entidade afirma que a organização acompanha as tratativas com o poder público para que o evento aconteça sem novos impasses.

Além de Cabo Frio, a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea também confirmou a realização de outras três paradas na região neste segundo semestre de 2026. A programação começa no próximo dia 12, em Armação dos Búzios, com a 11ª Parada LGBTI+ organizada pelo grupo Cores de Búzios. No dia 13 de setembro será realizada a 16ª Parada LGBTI+ de Rio das Ostras, organizada pelo Grupo Ostras G Diversidade, no Camping Costazul. O calendário termina no dia 8 de novembro, com a 10ª Parada LGBTI+ de Iguaba Grande, organizada pelo grupo Diversiguaba, na Praça da Estação.
 
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			<title><![CDATA[Emissora de Cabo Frio quebra barreiras e cobre a Copa do Mundo nos EUA]]></title>
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			<updated>2026-07-03T16:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[Com cobertura transmitida pelo Instagram (@litoralnewsbrasil) e no YouTube (@LitoralNews), a equipe cabo-friense acompanha da Litoral News faz história na Copa do Mundo, ao lado de grandes veículos internacionais.

A operação da emissora de Cabo Frio no mundial é liderada pelo narrador esportivo Sidnei Marinho e pelo filho dele, o repórter Marcelo Marinho, que atuam na frente das câmeras. O trabalho em família continua nos bastidores: a estrutura no exterior também conta com o suporte de Renata Marinho, esposa de Sidnei.

— Hoje em dia, os acessos são mais limitados do que eram antes. Entretanto, é possível produzir conteúdo jornalístico de qualidade, sem apelação e baseado nos fatos. Esse talvez seja o maior desafio que vencemos todo dia. Levar conteúdo jornalístico de qualidade para nosso público — contou o narrador, que acumula a experiência de sete mundiais cobertos por diferentes veículos desde 1990, sendo esta a terceira Copa do Mundo com cobertura pela TV Litoral News. 

Para Sidnei Marinho, a edição mais marcante de sua carreira foi a de 1994, nos Estados Unidos, em função do título que o país perseguia desde 1970. Já em termos de complexidade logística, ele aponta a Copa de 2002, realizada conjuntamente no Japão e na Coreia do Sul, como a mais difícil, devido aos deslocamentos complexos e ao forte choque cultural. E mesmo diante do tamanho do evento, o narrador explica que a TV Litoral News conquistou uma posição de respeito entre os atletas e os profissionais de imprensa presentes no torneio.

— A Litoral News é muito querida e respeitada por todos: colegas de imprensa, gestores da CBF, jogadores. O fato de estar sempre ao vivo nos jogos, ajuda muito. Marcelo rodou o mundo nos últimos anos junto com a seleção. Sem contar minha vivência em Copas desde 1990. Ocupamos um espaço importante nesse cenário, graças a Deus — revelou.

Como a Litoral News não tem direito de transmissão dos jogos da Copa do Mundo, durante os confrontos da seleção brasileira Sidnei, Renata e Marcelo se permitem assumir o papel de torcedores. Em um desses momentos, durante Brasil x Japão, na última segunda-feira (29), Marcelo Marinho virou notícia global. O repórter foi flagrado pelas câmeras oficiais de transmissão da Fifa enquanto cantava o hino nacional de forma emocionada na arquibancada. A imagem rapidamente viralizou e ganhou repercussão no mundo inteiro.

— Nesse momento do hino passa tudo na cabeça, passa o amor que você tem pelo Brasil. E o futebol é uma das poucas coisas que nos une enquanto país, e é muito bonito ver isso. Nesse terceiro jogo eu fechei os olhos na hora do hino: eu estava muito emocionado mesmo. E na hora em que abri os olhos, o câmera-man da Fifa estava na minha frente. A única reação que eu tive naquele momento foi extravasar o meu desejo de alguma forma contagiar as pessoas com o amor que eu sinto pela seleção, porque foi um momento que o estádio todo cantou. Confesso que eu tava todo me tremendo de emoção. É o sentimento de quem acompanha a seleção brasileira de perto, de quem está em todos os jogos cobrindo a seleção, e de quem quer muito ver a seleção brasileira campeã do mundo - contou Marcelo em conversa com a Folha.

O repórter esportivo revela que a forte ligação com a seleção brasileira vem desde a infância, e foi herdada diretamente do pai, Sidnei Marinho. 

– seleção brasileira sempre foi uma coisa que mexeu muito comigo. Sempre fui muito apaixonado. Provavelmente herdei isso do meu pai. Minha primeira memória de vida é da minha mãe pintando o meu rosto. Na Copa do Mundo de 2002 eu não lembro dos jogos (eu tinha três anos), mas lembro do ambiente. A Copa de 2006 eu lembro onde eu estava em cada jogo, o que eu estava fazendo em cada partida, que foi a primeira Copa que eu acompanhei. Eu tinha sete anos, e lembro da eliminação do Brasil contra a França, ouvindo meu pai, chorando horrores. É inevitável você estar na cobertura da seleção e não torcer pela seleção. É claro que isso não pode fazer você não dar as informações que você tem que dar, as notícias que você tem que dar. Quando as notícias são ruins, você cumpre o seu papel de jornalista. E é melhor ainda quando as notícias são boas. Eu acho que é um combustível, sabe? Ir do outro lado do mundo, acompanhar a seleção brasileira, cobrir os treinos, acompanhar os jogos, estar na Copa do Mundo... É um combustível, é de verdade. Essa coisa de você, de alguma maneira, sentir aquilo que os jogadores estão sentindo e transmitir isso para as pessoas que estão acompanhando. Acho que a grande coisa que eu sempre tento passar para quem acompanha é transmitir também um pouquinho desse sentimento de quem está aqui, levando as informações, mas transmitindo o sentimento para quem não pode estar aqui - contou Marcelo.

À Folha, Sidnei contou que a preparação para esse desafio internacional começou há três anos. De acordo com ele, o planejamento logístico detalhado precisou aguardar as definições oficiais da competição para ganhar corpo.

— Nossa equipe começou a se preparar para a cobertura da Copa ainda em 2023. Claro que precisamos aguardar o sorteio de grupos e tabela para fechar as alternativas de logística, como hospedagens, viagens e estrutura da cobertura em si. Contamos com o patrocínio de muitas empresas importantes da nossa região e com a força de trabalho de nosso time - explicou.

A jornada da equipe rumo à Copa do Mundo começou no dia 18 de maio, acompanhando a convocação oficial da Seleção, e continuou pelo período de preparação na Granja Comary, em Teresópolis, e também pelos amistosos pré-Copa. Nos Estados Unidos, os trabalhos começaram no dia 1 de junho, quando Marcelo viajou para um dos três países sede, enquanto Sidnei e Renata embarcaram dois dias depois.

No último domingo (28), a cobertura internacional ganhou um desdobramento. Sidnei e Renata deixaram os Estados Unidos e viajaram para Portugal, onde transmitem os bastidores dos jogos do Flamengo. O rubro-negro segue em intertemporada de duas semanas em Portugal, onde disputa o Troféu Algarve durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo.

— Eu e Renata viemos para Portugal transmitir os jogos do Flamengo, mas voltaremos para a fase final da Copa nos EUA. Transmitir o Flamengo com exclusividade para o Brasil era uma oportunidade única. Foi desafiador, mas viemos pra cá, e as duas coberturas, seleção e Flamengo, tem apresentado resultados fantásticos - pontuou o narrador, que acredita nas chances do hexacampeonato. “A seleção está no caminho certo. Não ser a grande favorita é bom. Acho que vamos crescer ao longo da competição e acredito que a força do conjunto nos levará ao hexa”, revelou.

Enquanto os três profissionais atuam no exterior, uma equipe de mais dez profissionais dá o suporte em território nacional coordenados por outro filho do narrador, Sidão Marinho. A filha, Larissa Marinho, e o genro, Patrick Alegre, atuam nos processos e na agilidade da cobertura, garantindo velocidade e precisão em todas as plataformas.

Para o Sidnei, comandar uma cobertura desse porte mantendo o núcleo familiar no centro das decisões é uma rotina que exige equilíbrio. Ele aponta a presença da esposa como o pilar de sustentação da equipe técnica.

— Renata, com sua experiência de quase 30 anos na área, e com a sabedoria que tem, é o equilíbrio de nossas decisões. Já tínhamos feito a Copa de Clubes juntos no ano passado. Marcelo foi sozinho ao Catar em 2022. Mas é uma grande benção de Deus podermos estar juntos no trabalho.

Marcelo concorda com o pai, e expressa o orgulho de consolidar o sonho de infância de trabalhar diretamente com o futebol ao lado da família.

— Trabalhar em família, compartilhar essa experiência, é o que me deixa emocionado, porque o grande sonho que eu sempre tive foi trabalhar com isso, com cobertura do futebol. O grande sonho de quem é jornalista esportivo é estar em uma Copa do Mundo. E eu sempre tive um sonho de trabalhar com a minha família, trabalhar com meu pai desde pequenininho, indo para a cabine do Maracanã, acompanhando ele. Querendo ou não, isso foi plantando uma sementinha ali. Então, é muito especial poder aprender, conviver e estar junto nessa cobertura. E também ver que as pessoas olham para a gente e reconhecem que somos uma família que trabalha junto, que está aí na luta, no dia a dia, na caminhada. As conquistas não são individuais, elas são de todos nós. Quando acontece, por exemplo, o momento de eu aparecer, e alguém falar “olha lá, o filho do Sidnei”, isso me deixa muito feliz, porque além de admirá-lo como pai, eu admiro também como profissional, assim como admiro a meu irmão, minha irmã e minha mãe, que trabalham com a gente.
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			<title><![CDATA[Tira Gosto F.C.: livro resgata história de time de futebol de várzea da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-02T12:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para os jogadores, cada jogo era final de Copa. Em vez de grandes estádios, o campo conhecido, veja só, como Canarinho. Em vez de salários astronômicos, simplesmente o amor pelo futebol. Eis a história que vem nas páginas de "Tira Gosto F.C. — A história do futebol de várzea da Região dos Lagos contada em verde e branco", de Igor André Santos. O lançamento será neste sábado (4), às 16h, no Dados Drinks & Games (Rua Porto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio).

O time nasceu em 1978 na oficina mecânica CELZA, em São Pedro da Aldeia, a partir da iniciativa do mecânico Adão André. Irmão caçula de Adão, José André dos Santos, mais conhecido como Zé Marreta, juntou-se ao grupo fundador e se tornou técnico. Ele exerceu essa função de forma praticamente ininterrupta por mais de 30 anos, até também ser reconhecido, informalmente, como presidente do clube.

Filho do técnico, Igor André Santos escreveu o livro a partir de lembranças de infância à beira do campo e de um projeto que havia sido interrompido em 2016, quando pai e filho se reuniram pela primeira vez para registrar a trajetória do time. A ideia foi retomada depois que o autor perguntou ao pai quem havia sido o melhor jogador da história do clube.  A dúvida, lembra Igor André, "reacendeu uma velha vontade de registrar essa história".

Publicada pela Sophia, a obra tem 116 páginas e percorre mais de três décadas de atuação do Tira Gosto Futebol Clube. A equipe disputou 825 partidas entre 1985 e 2009. No período, somou 452 vitórias, 220 empates e 153 derrotas, com 1.959 gols marcados.

Ao longo de sete capítulos, o autor combina relatos de ex-jogadores, diretores e torcedores para reconstruir episódios da história do clube, como a escolha das cores verde e branco, herdadas de uma agremiação de samba do bairro Itajuru, e as disputas internas sobre contratações e dispensas. O livro também dedica um capítulo ao processo de escolha do melhor jogador da história do clube, que não foi nada fácil. A eleição considerou fatos revelados em entrevistas e estatísticas reunidas em um banco de dados mantido pela família de Zé Marreta. Depois de muita discussão, o escolhido foi o jogador Roque. 

O Tira Gosto disputou sua última partida em outubro de 2009 e encerrou oficialmente as atividades em 2010. Desde 2023, uma nova geração de jogadores, comandada pelo ex-atleta Macumba, mantém viva a tradição sob o mesmo nome.

“Você pode ler de duas formas: como uma memória afetiva, uma ‘quase memória’, como gostava de dizer Pedro Nava; ou como uma janela para entender aquele Brasil que não aparece nos jornais. De minha parte, esta obra pode ser lida de ambas as maneiras e quantas mais o leitor julgar melhor”, sublinha Paulo Roberto de Araújo, pesquisador e professor de História, no texto de orelha.

Serviço
Lançamento de "Tira Gosto F.C."
Data: sábado (4)
Horário: 16h
Local: Dados Drinks & Games — Rua Pôrto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio (RJ)
Editora: Sophia Editora
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			<title><![CDATA[Segunda edição do Arraiá do Albatroz terá música, dança e atrações neste sábado (4)
]]></title>
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			<updated>2026-07-02T09:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após reunir mais de 1,5 mil pessoas na primeira edição, o Projeto Albatroz realiza neste sábado (4), das 13h às 20h, a segunda edição do Arraiá do Albatroz. A festa acontecerá na sede do projeto, na Avenida Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio. A programação é gratuita e reúne música ao vivo, brincadeiras, feira de artesanato, comidas típicas, atividades de educação ambiental e atrações para toda a família. Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pela plataforma Sympla.

Para as crianças, haverá brinquedos infláveis, touro mecânico e diversas atividades pensadas especialmente pela equipe de educação ambiental do Projeto Albatroz, com brincadeiras típicas como pescaria, dança das cadeiras e lançamento de argolas, idealizadas para envolver pessoas de todas as idades na conservação marinha. Além disso, os apaixonados poderão aproveitar o clima da festa para enviar mensagens românticas personalizadas no Correio Elegante do Albatroz.

Outra grande atração do evento é a praça de alimentação, que conta com uma diversa variedade de barracas de comidas, doces e bebidas típicas, como milho verde, cocada, pipoca e até acarajé. 

Em uma festa junina não pode faltar música e dança. Por isso, o Forró de Aroeira, uma referência de evento de forró pé-de-serra na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro, vai colocar o público para dançar agarradinho, enquanto a DJ Nana Clara promete agitar a festa com uma curadoria de sons tão versáteis como a cultura brasileira. Já a dança ficará por conta das quadrilhas juninas de escolas da cidade, com a participação confirmada da APAE de Cabo Frio, CIEPS 193 Wilson Mendes (Bairro do Jacaré), entre outros.

Como uma forma de estimular o empreendedorismo e a energia criativa da cidade, também estarão no Arraiá do Albatroz os artesãos dos coletivos afroempreendedor Dandaras e também da Cooperativa Quilombola da Região dos Lagos, responsável pela organização da Feira Quilombola no Horto Municipal de Cabo Frio, além de outros artesãos da região. 

Já nos pavilhões expositivos, que permanecerão abertos durante toda a festa, os visitantes podem aproveitar o arraiá para mergulhar na conservação e se surpreender com a biodiversidade marinha. Projetos parceiros, como Baleia Jubarte, Coral Vivo, Meros do Brasil, Uçá, Cavalos-marinhos, Costão Rochoso, Aruanã, Trilhas Arraial e Funtec (Fundação Municipal de Meio Ambiente de Arraial do Cabo), atuantes no litoral do Rio de Janeiro, vão aproximar o público desses animais, explicando como eles se relacionam com a conservação e a manutenção da saúde do oceano, um ecossistema tão presente na cidade.

Além de celebrar a cultura tradicional e a economia criativa das região, o Arraiá do Albatroz também foi pensado para aproximar o público do trabalho de conservação marinha e cultura oceânica realizado pelo Projeto Albatroz, que trabalha há 36 anos pela conservação das espécies de albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção. A ideia é que a partir da festa, todos possam conhecer o Centro de Visitação e se envolver em suas atividades educativas, artísticas e culturais gratuitas.

“Estamos na Década da Cultura Oceânica, uma oportunidade incrível para conectar as pessoas ao oceano e fazer com que se sintam parte dele. Por isso, eventos como o Arraiá do Albatroz conseguem sensibilizar o público por meio da cultura e gerar valor social e educacional duradouro, fortalecendo nosso papel como um espaço relevante para o desenvolvimento sustentável da nossa região", explica a coordenadora do Centro de Visitação, Daniele Rocha.

Serviço: Arraiá do Albatroz
Local: Av. Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio (RJ)
Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 13h às 20h
Ingressos: Sympla https://www.sympla.com.br/evento/arraia-do-albatroz/3463071
Classificação livre.
Entrada gratuita.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio Convention firma acordo internacional e amplia negociações para novos voos com a Argentina]]></title>
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			<updated>2026-07-01T16:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Representantes de Cabo Frio voltaram da Argentina, esta semana, com um acordo de cooperação internacional firmado com a cidade de Salta, negociações para novos voos charter e ações de promoção do destino junto a operadoras e agências de turismo. Os resultados foram alcançados durante uma programação realizada entre os dias 25 e 30 de junho, em Córdoba, Buenos Aires e Salta, organizada pelo Cabo Frio Convention & Visitors Bureau.

Um dos principais resultados da viagem foi a assinatura do Marco de Cooperação entre os Convention Bureaux de Cabo Frio e Salta e as prefeituras das duas cidades. O acordo estabelece uma parceria para o desenvolvimento de projetos conjuntos nas áreas de turismo, promoção dos destinos, capacitação técnica, intercâmbio de boas práticas e fortalecimento das atividades ligadas ao setor. Com validade inicial de dois anos, o convênio também prevê a assinatura de protocolos específicos para colocar as ações em prática.

A parceria contempla ainda o desenvolvimento de estratégias conjuntas de marketing turístico, intercâmbio técnico entre equipes especializadas, compartilhamento de estudos e metodologias, promoção de visitas institucionais e elaboração de projetos voltados ao fortalecimento do turismo sustentável e da competitividade dos dois destinos.

A programação também marcou o lançamento da campanha "Cidades Irmãs – Cabo Frio & Salta", criada para estimular o intercâmbio turístico, cultural e econômico entre os dois municípios e promover experiências complementares para turistas brasileiros e argentinos.

Outro foco das ações foi ampliar a presença de Cabo Frio no mercado argentino. Em Salta, na última segunda-feira (29), a presidente do Convention Bureau, Maria Inês Oliveros, e o vice-presidente, Arlyson dos Anjos, apresentaram o movimento "Me Gusta Cabo Frio" para representantes de 50 operadoras de turismo e agências de viagens do norte da Argentina. Além de profissionais de Salta, participaram representantes das províncias de Jujuy e Tucumán. O objetivo foi reforçar o posicionamento do destino nas principais plataformas de comercialização turística do país.

A iniciativa contou com a parceria da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, do Aeroporto Internacional de Cabo Frio e da Federação dos Convention Bureaux do Estado do Rio de Janeiro.

– Reunimos representantes do poder público e da iniciativa privada com foco na ampliação do fluxo turístico, do fortalecimento das relações institucionais e da abertura de novas oportunidades de negócios para Cabo Frio – afirmou Maria Inês.

Em Buenos Aires, a programação incluiu reuniões com as companhias aéreas Andes Líneas Aéreas e Domus Airways para discutir a definição de datas de voos charter com destino a Cabo Frio. Já em Córdoba, onde as atividades aconteceram nos dias 25 e 26 de junho, e também na capital argentina, foram realizadas visitas a agências e operadoras para ações de capacitação.

A campanha "Cidades Irmãs – Cabo Frio & Salta" conta com o apoio do Ministério do Turismo e Esporte do Governo de Salta, da Câmara de Turismo de Salta, das prefeituras e secretarias municipais de Turismo de Cabo Frio e Salta, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Cabo Frio e da Associação Salteña de Agências de Viagens.
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			<title><![CDATA[Justiça eleitoral cassa mandato da prefeita de Araruama e determina novas eleições]]></title>
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			<updated>2026-07-01T15:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Política"/>

			<content><![CDATA[A Justiça Eleitoral cassou, nesta quarta-feira (1), os diplomas da prefeita de Araruama, Daniela Cuinse Abreu Soares (Daniela de Lívia), e da vice-prefeita Verônica da Silva Januário de Almeida. A sentença envolve ainda a ex-prefeita Lívia Soares Bello da Silva (Lívia de Chiquinho) e o ex-prefeito Francisco Carlos Fernandes Ribeiro (Chiquinho da Educação). Segundo a defesa de Daniela, a prefeita continua no cargo e o prazo para recurso só deve começar nesta sexta-feira (3).

A decisão foi tomada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que apurou denúncias de abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação institucional durante as eleições municipais de 2024. Segundo informações, a Justiça entendeu que a estrutura da Prefeitura de Araruama teria sido usada para favorecer a candidatura de Daniela, eleita com apoio do grupo político da então prefeita Lívia de Chiquinho, e do marido dela, Chiquinho da Educação.

A ação aponta que Daniela participou de eventos oficiais do governo municipal antes da eleição, teve sua imagem vinculada à gestão de Lívia, e foi beneficiada por ações da máquina pública durante o período eleitoral. O processo também investigou a contratação de servidores temporários e estagiários sem processo seletivo ao longo de 2024, o que, segundo a ação, teria aumentado a folha de pagamento com finalidade política.

Além de cassar os diplomas de Daniela Soares e Verônica Januário, a decisão também declarou os quatro réus inelegíveis por seis anos. Cada um também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 20 mil.

A sentença também determinou a realização de nova eleição para a Prefeitura de Araruama, mas isso só deverá ocorrer se a decisão for confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ou quando não houver mais possibilidade de recurso.

A Folha conversou com o advogado Pedro Canellas, responsável pela defesa de Daniela Soares. Ele informou que a sentença só deve ser oficialmente publicada nesta quinta-feira (2) e que o prazo para recurso deve começar apenas na sexta-feira. Segundo ele, a decisão atual ainda não afasta a prefeita do cargo.

– Recebemos com muita surpresa, mas com muita serenidade também, a sentença que saiu hoje na Zona Eleitoral de Araruama, mas informamos que a prefeita continua no cargo. Ela não tem nada que a afaste do cargo. Nós temos muita tranquilidade para mover os recursos necessários na Justiça para que isso seja revisto nas instâncias superiores. Temos absoluta tranquilidade de que o processo é frágil e essa sentença há de ser reformada nas instâncias superiores - informou Pedro.

De acordo com a defesa, Daniela Soares continuará exercendo o mandato enquanto recorre da decisão e enquanto não houver determinação judicial que mude sua situação no cargo.

A decisão envolvendo Araruama não é um caso isolado na Região dos Lagos. Nos últimos anos, outras cidades também tiveram prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral, provocando mudanças na administração municipal e, em alguns casos, a convocação de novas eleições.

Em Búzios, o prefeito Alexandre Martins e o vice-prefeito Miguel Pereira tiveram os mandatos cassados por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, sob acusação de abuso de poder econômico durante as eleições de 2020. A Justiça chegou a marcar uma eleição suplementar para o dia 28 de abril de 2024. No entanto, dez dias antes da votação, o Tribunal Superior Eleitoral reformou a decisão do TRE-RJ, anulou a cassação e determinou o retorno imediato dos dois aos cargos, cancelando a eleição que já estava marcada.

Em Cabo Frio, o então prefeito Marquinho Mendes teve o mandato cassado em abril de 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justiça entendeu que ele estava inelegível quando disputou as eleições de 2016 em razão de uma condenação anterior por abuso de poder político e econômico, relacionada ao pleito de 2012. Com a cassação, o presidente da Câmara Municipal, Aquiles Barreto, assumiu interinamente a Prefeitura até a realização da eleição suplementar convocada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A votação aconteceu em julho de 2018 e elegeu Adriano Moreno como novo prefeito do município.

A instabilidade política continuou nos anos seguintes. Em 2021, José Bonifácio venceu as eleições e assumiu a Prefeitura de Cabo Frio. Em julho de 2023, ele morreu em decorrência de um câncer, e a então vice-prefeita Magdala Furtado assumiu o comando do município. Com isso, Cabo Frio teve cinco prefeitos diferentes em um intervalo de apenas seis anos.
 
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			<title><![CDATA[Praia do Peró mantém critérios da Bandeira Azul e inicia preparativos para temporada 2026/2027]]></title>
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			<updated>2026-07-01T13:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[A Praia do Peró, em Cabo Frio, já encaminhou à coordenação nacional do Programa Bandeira Azul a candidatura para a temporada 2026/2027. O resultado será divulgado em outubro, após as avaliações dos júris nacional e internacional, este último sediado em Copenhague, na Dinamarca. Enquanto aguarda a análise, a praia segue atendendo aos 34 critérios exigidos pela certificação internacional, incluindo a excelência na qualidade da água, monitorada continuamente durante toda a temporada.

Primeira praia do interior do Estado do Rio de Janeiro a conquistar a Bandeira Azul, o Peró passou por uma inspeção da coordenação nacional no início deste ano. As observações feitas durante a visita deram origem a um conjunto de ações voltadas ao aperfeiçoamento da infraestrutura da orla. Segundo a prefeitura, as intervenções têm caráter preventivo e fazem parte da rotina de melhoria contínua adotada por praias certificadas internacionalmente.

Entre as ações previstas estão a manutenção das estruturas da orla, a ampliação da limpeza da faixa de areia com treinamento das equipes para utilização de ecopeneiras, a instalação de novos pontos de coleta seletiva em parceria com a cooperativa de catadores do município e o reforço da segurança com câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento facial.

Além dos aspectos ambientais, a certificação também impulsionou melhorias na infraestrutura da Praia do Peró, que possui 7,2 quilômetros de extensão, entre a Praia das Conchas e a Ponta do Peró. Entre os avanços está a implantação do sistema de monitoramento por câmeras com reconhecimento facial no trecho certificado pela Bandeira Azul e na Praça do Moinho. A região também passou a contar, neste ano, com uma unidade do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur).

O novo sistema, segundo a Prefeitura, vai complementar o trabalho desenvolvido pela Guarda Municipal, pelo 25º BPM e pelo BPTur, auxiliando tanto na prevenção de ocorrências quanto nas ações de ordenamento urbano, fiscalização de posturas e atuação da Guarda Marítima e Ambiental.

A certificação também estimulou novos investimentos no bairro. Levantamento realizado pelo governo municipal revelou que o Peró passou a receber novos empreendimentos hoteleiros, aumento no fluxo de turistas nacionais e internacionais e mudanças na organização da orla. A Avenida dos Namorados passou a priorizar pedestres e ciclistas, enquanto as operações de carga e descarga dos quiosques foram concentradas em horários específicos para melhorar a mobilidade. Em breve o bairro vai ganhar iluminação pública em LED, e obras de revitalização da Praça do Moinho, com início previsto para este mês de julho.
 
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			<title><![CDATA[Terra em disputa: os detalhes da ação que envolve espólio de Henrique Lage; juiz federal decidirá]]></title>
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			<updated>2026-07-01T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Já está nas mãos do juiz federal o processo que pode definir uma das disputas imobiliárias mais antigas de Cabo Frio. No último dia 17, a ação que questiona a propriedade das Salinas Peroanas voltou para decisão da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia. O novo andamento acontece poucos meses após o Ministério Público Federal (MPF) cobrar respostas ao governo de Cabo Frio sobre a situação de um projeto de lei relacionado ao zoneamento daquela área. No centro da discussão está a tese defendida pelo MPF de que as terras pertencem ao espólio de Henrique Lage (1881–1941) e que, portanto, não poderiam ter sido negociadas da forma como aconteceu ao longo das últimas décadas.

O caso faz parte da Ação Civil Pública nº 5002755-76.2024.4.02.5108, movida pelo Ministério Público contra a União, o Município de Cabo Frio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. e a Cabo Frio Estacionamentos Ltda. Embora a ação tenha sido proposta para garantir o livre acesso da população à Praia das Conchas, à Ilha do Japonês e à Praia Brava, a investigação acabou avançando sobre a origem e a propriedade das terras conhecidas como Salinas Peroanas.

Em despacho assinado em 26 de março deste ano, o juiz federal substituto Thiago Gonçalves de Lamare determinou a reiteração da intimação do Município de Cabo Frio para que informasse, de forma conclusiva, a situação do projeto de lei que trata da alteração do zoneamento da área. No mesmo documento, o Ministério Público Federal ressalta que o município e o Inea vêm descumprindo itens fundamentais da decisão liminar, como a entrega do Plano de Ordenamento Territorial definitivo e a consolidação do Estudo de Capacidade de Carga da região, cujo prazo estipulado pelas próprias autoridades expirou em outubro de 2025 sem comprovação de atendimento. O magistrado também determinou que, após a manifestação do município, as partes fossem novamente ouvidas sobre os documentos e informações já juntados ao processo.

Na petição apresentada à Justiça, o MPF afirma que a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. utilizou, para comprovar a propriedade da área, a matrícula nº 88 do Registro Geral de Imóveis de Cabo Frio e uma escritura de promessa de venda e compra com quitação assinada em 3 de março de 2011 entre a Tourinter do Brasil S.A. Empreendimentos Turísticos e Imobiliários e a então denominada Horizon 35 Participações Ltda., atual São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A.

Ao analisar a documentação, porém, os procuradores afirmam ter encontrado indícios de que a história da propriedade não estaria completa nos registros apresentados. Segundo o Ministério Público Federal, a matrícula nº 88, aberta em 25 de junho de 1976, não reproduz toda a sequência de transferências do imóvel desde sua origem. A partir dessa constatação, o órgão teve acesso ao inventário de Henrique Lage, processo iniciado em 1941 após a morte do empresário. Segundo a documentação, as Salinas Peroanas já faziam parte dos bens deixados por Henrique Lage e integravam o patrimônio que deveria ser partilhado entre os herdeiros.

Segundo o MPF, documentos localizados no próprio inventário e certidões obtidas junto ao 2º Ofício de Notas de Cabo Frio mostram que Henrique Lage adquiriu a totalidade das Salinas Peroanas em 1939 por meio de duas escrituras de compra e venda: a primeira foi lavrada em 11 de fevereiro daquele ano, e a segunda, em 10 de maio de 1939.

O Ministério Público afirma ainda que a descrição das Salinas Peroanas encontrada no inventário de 1941 é semelhante à que aparece na matrícula imobiliária utilizada para comprovar a propriedade da área. Segundo o órgão, a diferença é que os registros posteriores deixaram de reproduzir a informação de que o imóvel havia sido adquirido por Henrique Lage em 1939.

O documento do MPF também afirma que as Salinas Peroanas abrangem uma área muito maior do que as antigas salinas localizadas próximas à Ilha do Japonês. Segundo os registros analisados, o imóvel alcança também áreas próximas à Praia das Conchas, incluindo a região onde funcionava um estacionamento.

O MPF também sustenta que as Salinas Peroanas e a Ilha Sarafana fazem parte do patrimônio que ainda está sendo discutido no inventário de Henrique Lage. Com relação à Ilha Sarafana, sob domínio da União, os procuradores apontam que os direitos sobre a área foram adquiridos pelo empresário junto a Francisca Rodrigues de Salles, por meio de escritura de compra e venda datada de 15 de fevereiro de 1941.

Para defender essa tese, o órgão cita documentos contábeis, laudos periciais e outros registros produzidos ao longo do processo sucessório. Segundo o procurador Bruno de Almeida Ferraz, esse conjunto de documentos indica que os dois imóveis devem integrar a partilha dos bens deixados pelo empresário. Lembra ainda que, conforme expresso por Henrique Lage, os bens ligados às suas atividades empresariais deveriam ser divididos entre sua esposa, Gabriella Besanzoni Lage, dois sobrinhos e seis auxiliares. Segundo o Ministério Público Federal, essa partilha continua sem conclusão válida até hoje.

A petição também relembra uma série de acontecimentos que marcaram o inventário ao longo das décadas. Em 1942, um decreto federal incorporou ao patrimônio nacional os bens e direitos das empresas e do espólio de Henrique Lage. Em 1944, outro decreto determinou que os bens excluídos dessa incorporação fossem devolvidos aos seus legítimos beneficiários por meio do processo de inventário. Já em 1946, uma nova norma determinou a desincorporação definitiva desses bens e sua devolução total aos sucessores.

Henrique Lage foi um dos maiores empresários do Brasil, pioneiro nos setores de mineração, navegação, construção naval e aviação. Em 1920, ele construiu o famoso palacete do atual Parque Lage, no Rio de Janeiro, como uma demonstração de amor para sua esposa, a cantora lírica Gabriella Besanzoni Lage. Acumulou imóveis e terrenos em diversas partes do país, inclusive na Região dos Lagos.
A discussão sobre a propriedade de Henrique Lage nas Salinas Peroanas não é recente.

Em 2018, a Folha dos Lagos já havia revelado a possibilidade de uma disputa judicial envolvendo a área. Na época, o espólio de Antônio Tavares Leite, um dos legatários de Henrique Lage, ameaçava entrar com processo para anular a venda das salinas para a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário, responsável pela construção de um estacionamento de 45 mil m² no local. Com sede em São Paulo, a São José alegava ter comprado o terreno (de 4 milhões de metros quadrados) da Tourinter do Brasil, no dia 3 de março de 2011, por meio de escritura pública lavrada no 24º Tabelião de Notas de São Paulo, no livro 6520, na folha 034. O valor da transação seria de R$ 5 milhões, além de mais R$ 10 milhões relativos a tributos em atraso.

– Como a venda aconteceu, se existe processo que tramita na Justiça para a partilha do espólio entre os legatários? – questionou, na época, Wanderson Rodrigo, casado com a neta de uma das inventariantes de Henrique Lage, Margarida Espada Tavares Leite.

Ainda em 2018, Wanderson contou à Folha que o imbróglio sobre as terras e imóveis de Henrique Lage começou em 1951, quando a família Catão teria reaberto uma empresa chamada Henrique Comércio e Indústria, alegando ser a única herdeira dos bens do empresário. Depois disso, de acordo com Wanderson, os bens teriam sido divididos em outras empresas do mesmo grupo. No caso da área das Salinas Peroanas, ele contou que passou pelas mãos da Nora Lage Ltda. e, depois, pela Tourinter Empreendimentos. Certidão de inteiro teor obtida pela Folha, na época, no Cartório do 2º Ofício, não trazia o nome dos antigos proprietários do terreno.


Na entrevista, Wanderson afirmou que enviou, no dia 12 de janeiro de 2016, ofício ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), denunciando as empresas Nora Lage S.A., Tourinter do Brasil e a Prefeitura de Cabo Frio e pedindo o bloqueio das áreas das Salinas Santos Dumont, Salinas Peroanas, Ilha Sarafona, Brejo Salgado, Salina Macau, terrenos na Ponta da Massambaba e outras dentro do Parque Estadual da Costa do Sol. 

Outra área que faria parte do espólio de Henrique Lage compreende um trecho entre a Gamboa, Ogiva e Peró, em Cabo Frio.Também existe discussão sobre a propriedade do terreno do antigo Galpão do Sal, na Passagem.  
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe ações gratuitas o projeto cultural A Caixinha de Música, de Débora Diniz]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio, nos dias 3 e 4 de julho, duas ações culturais gratuitas do projeto A Caixinha de Música, voltado à primeira infância. A iniciativa é idealizada pela artista, educadora musical e produtora cultural Débora Diniz.

O projeto apresenta um episódio piloto que une música, contação de histórias, personagens e descobertas sobre o mundo em linguagem lúdica, afetiva e educativa. A proposta valoriza a curiosidade, a imaginação e o brincar.

A programação começa nesta sexta-feira (3), às 18h, com a pré-estreia do episódio piloto, seguida de roda de conversa com educadores, na Livraria & Café Petit, no Portinho. O encontro propõe uma reflexão sobre a importância de produções audiovisuais de qualidade para a primeira infância e discute como a música, a arte e o audiovisual podem contribuir para o desenvolvimento infantil e para o cotidiano das escolas e das famílias.

Neste sábado (4), às 10h, a programação segue para a Praça de São Cristóvão, com uma manhã de música, brincadeiras e interação para crianças e suas famílias. A atividade reúne canções, brincadeiras musicais e experiências lúdicas ao ar livre, com incentivo à participação das crianças por meio da arte e da criatividade.

Segundo Débora Diniz, a proposta do projeto é ampliar o acesso das crianças a conteúdos audiovisuais pensados especialmente para elas.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais, da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

SERVIÇO

Pré-estreia do episódio piloto e roda de conversa com educadores Quando: sexta-feira, 3 de julho, às 18h Onde: Livraria & Café Petit — Rua Sapoti, 89, Portinho, Cabo Frio

Música e brincadeiras para crianças Quando: sábado, 4 de julho, às 10h Onde: Praça de São Cristóvão, Cabo Frio

Quanto: gratuito

.
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			<title><![CDATA[Obra da Praça das Águas, em Cabo Frio, entra na mira do Iphan e precisa ser paralisada]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou à Prefeitura de Cabo Frio a paralisação imediata das obras de reforma da Praça das Águas, na Praia do Forte. A informação foi confirmada à Folha por Carina Mendes, chefe do Escritório Técnico da Região dos Lagos. Segundo o instituto, o processo de aprovação do projeto ainda não foi concluído e, por isso, as intervenções não podem continuar até que os ajustes necessários sejam realizados. De acordo com Carina Mendes, o escritório técnico do Iphan já está em conversa com a Prefeitura de Cabo Frio para que o projeto seja adequado e receba a aprovação definitiva.

– A solicitação foi feita porque o processo de avaliação e aprovação do projeto ainda está em andamento. Assim, as intervenções iniciadas na última semana deverão permanecer suspensas até a conclusão da análise. Considerando a relevância estratégica da área para a revitalização paisagística da Praia do Forte, integrante do conjunto tombado de Cabo Frio, a normativa vigente exige a apresentação de projeto paisagístico para intervenções no local. Após reunião entre as equipes técnicas do Iphan e das secretarias municipais envolvidas, foram discutidos os ajustes necessários para a aprovação definitiva da proposta. No momento, o Iphan aguarda o envio da nova versão do projeto — informou Carina ao jornal.

A reforma do local foi anunciada pela prefeitura no último dia 15. A previsão era de conclusão em novembro deste ano. Além de uma nova identidade visual, o espaço também ganharia um novo nome: "Praça Encantada das Águas". O projeto, anunciado pelo prefeito Serginho Azevedo, previa a requalificação completa de toda a estrutura, com novo paisagismo, áreas de convivência, iluminação cênica e a instalação de fontes interativas para uso recreativo, principalmente por crianças. Também estavam previstas fontes programáveis com integração entre movimentos da água, iluminação e trilha sonora, além de uma arquibancada inspirada na relação histórica de Cabo Frio com o mar e a água.

A Praça das Águas foi inaugurada em 2013, durante o governo do então prefeito Alair Corrêa. O investimento foi de cerca de R$ 12 milhões. Em 2019, a prefeitura, sob o comando do então prefeito Adriano Moreno, informou que a água existente no local estaria se infiltrando no solo e poderia atingir o lençol freático. Segundo o governo, havia risco para os edifícios do entorno. Por isso, um novo projeto chegou a ser anunciado para readequar o espelho d&#39;água. Mas nada aconteceu.

Dois anos depois, em 2021, o então prefeito José Bonifácio anunciou a intenção de aterrar parte da Praça das Águas, transformando o espaço em uma praça convencional. A proposta, no entanto, não foi executada. Mas, em agosto do mesmo ano, parte da estrutura precisou ser interditada após uma avaliação realizada por engenheiros e pela Defesa Civil. 
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			<title><![CDATA[Voluntários encontram granada durante limpeza em praia de Arraial]]></title>
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			<updated>2026-06-25T19:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Voluntários do projeto Mar Sem Lixo encontraram uma granada com pino na faixa de areia da Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, no bairro Monte Alto, em Arraial do Cabo. O objeto foi encontrado no último dia 14, durante uma ação de limpeza realizada em parceria com a Global Ocean Clean Up e a Oceanic Society. De acordo com a vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri, o achado inesperado aconteceu enquanto o grupo recolhia resíduos sólidos na orla. 

À Folha, Gisele contou que ao identificarem o artefato, os integrantes do mutirão seguiram os protocolos de segurança estabelecidos, evitando manusear o objeto. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados e assumiram a ocorrência, encaminhando o material bélico para os órgãos de segurança militar.

A descoberta da granada em área de praia acendeu um alerta preocupante sobre o descarte inadequado de resíduos, que coloca em risco a vida marinha, os frequentadores e as comunidades costeiras do Estado. As imagens registradas mostram que o explosivo apresenta marcas de oxidação e acúmulo de areia onde fica o mecanismo de acionamento. A recomendação oficial para qualquer pessoa que localize um objeto similar é não manusear o material e ligar imediatamente para a Polícia Militar através do número 190.

— Na hora ficamos curiosos e ao mesmo tempo cautelosos. Por estar com o pino ficamos mais tranquilos, mas eu mesma não segurei. Esse pedaço de praia que fica entre Arraial e Monte Alto recebe muitos resíduos provenientes da Baía de Guanabara. Acredito que foi de lá que veio através das correntes - contou Gisele.

Apesar do ineditismo com este tipo de armamento, a vice-presidente do Mar Sem Lixo lembrou que o projeto já se deparou com outra situação de perigo. Há cerca de oito anos, durante uma ação promovida na Praia do Peró, em Cabo Frio, voluntários do projeto recolheram um artefato em formato de cano com 10 milímetros de diâmetro que exibia o símbolo internacional de material radioativo. 

– Nós acionamos a Marinha, enviamos fotografias do cilindro, e recebemos orientação para isolar a área imediatamente até a chegada dos especialistas - contou a ambientalista.
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			<title><![CDATA[Ex-presidente do Parókia, Fernada Carriço recebe moção de aplausos na Câmara]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:59:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A jornalista, escritora e produtora cultural Fernanda Carriço recebeu moção de aplausos da Câmara de Cabo Frio. É um reconhecimento à sua atuação como presidente do Parókia. Primeira mulher a comandar o tradicional bloco, Fernanda passou recentemente a função para Débora Machado.

Em seu discurso na sessão legislativa de quinta-feira (25), Fernanda exaltou a trajetória de Jessé Menezes, que havia morrido no dia anterior. Ela também fez questão de lembrar a história do avô, Victorino Carriço. O poeta chegou a presidir a Câmara em 1973. 

A moção foi proposta pelo vereador Davi Souza. Com 33 anos dedicados ao jornalismo, Fernanda trabalhou nos principais veículos de comunicação da região, entre emissoras de TV, rádios, jornais impressos e sites, incluindo a Folha.

Em 2022, organizou seu primeiro carnaval à frente da agremiação e, em 2023, foi eleita presidente. Reviveu tradições como o Papai Noel do Parókia, organizou a estrutura do bloco, multiplicou o número de ensaios e retomou os grandes cortejos. Em 2026, o Parókia conquistou, pela primeira vez, um edital de fomento à cultura, e Fernanda Carriço realizou o maior carnaval de todos os tempos, reunindo, em um único dia, mais de 7 mil foliões.
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			<title><![CDATA[Congresso Brincar começa nesta sexta (26) em Saquarema com expectativa de reunir 2 mil educadores]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[omeça nesta sexta-feira (26), em Saquarema, mais uma edição do Congresso Brincar, considerado uma das principais iniciativas de formação voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental no país. O evento será realizado no Centro de Eventos de Saquarema e segue até sábado (27), reunindo educadores, gestores, pedagogos e profissionais da área de diversas regiões do Brasil.

A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil participantes nesta edição. No ano passado, quando o congresso foi realizado pela primeira vez no município, aproximadamente 1,8 mil professores participaram da programação.

Promovido pela Máxima Eventos, o Congresso Brincar completa uma década de história em 2026. Ao longo desse período, o projeto estima ter impactado cerca de 100 mil profissionais da educação em diferentes estados brasileiros, consolidando-se como uma referência nacional em formação continuada para educadores.

Mais do que um congresso, o Brincar se tornou um espaço de troca de experiências, atualização pedagógica e reflexão sobre os desafios contemporâneos da infância. A programação deste ano abordará temas como desenvolvimento infantil, aprendizagem por meio do brincar, planejamento pedagógico, autoridade docente e os impactos das transformações sociais na educação.

Entre os destaques da edição estão o historiador e filósofo Leandro Karnal, que falará sobre autoridade docente, e o pediatra e sanitarista Daniel Becker, referência nacional em temas relacionados à infância, que apresentará a palestra "Desafios da infância para educadores".

Saquarema e a educação

Nos últimos anos, Saquarema passou a integrar de forma permanente o calendário nacional de eventos promovidos pela Máxima Eventos e pelo Instituto Conhecer. Além do Congresso Brincar, o município também recebeu recentemente o Congresso Brasileiro de Inclusão, fortalecendo sua posição como um polo de formação e atualização profissional para educadores.

A realização recorrente desses encontros tem atraído participantes de diferentes estados e contribuído para consolidar a cidade como um destino importante para eventos voltados à educação, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na formação de crianças e jovens.

Segundo a organização, a escolha de Saquarema está relacionada à estrutura oferecida pelo município e à receptividade encontrada nas edições anteriores, fatores que contribuíram para a continuidade do projeto na cidade.

A programação do Congresso Brincar segue até sábado (27), com palestras, atividades formativas e momentos de integração entre os participantes.
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			<title><![CDATA[Jessé Menezes (1973-2026): um dos fundadores do bloco Parókia deixa legado de música e alegria]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A música e o carnaval de Cabo Frio, mais uma vez, estão de luto. No mês passado, a cidade perdeu Kleber da Silva Costa, o Seu Binho, aos 93 anos. Nesta quarta-feira (24), morreu, aos 63 anos, José Corrêa de Menezes Filho, o Maestro Jessé, ou, simplesmente, Jessezinho.
O maestro Jessezinho deixa a viúva Nádia Aparecida do Amaral Menezes e os filhos Jéssica e Yuri Menezes. O velório será nesta sexta-feira (26), a partir das 9h, na Capela do Portinho, e o sepultamento ocorrerá ao meio-dia, no Cemitério Santa Izabel.

Assim como Seu Binho, Jessezinho também era músico da Sociedade Musical Santa Helena e, juntos, foram fundadores do tradicional bloco Parókia, do qual Jessé era presidente de honra desde que se mudou para São Paulo, há cinco anos, para cuidar de complicações nos rins. Ele estava na fila de espera por um transplante.

Filho do também maestro Jessé, Jessezinho formou e inspirou gerações de músicos de sopro. Instrumentista e integrante da Banda de Alcione há três anos, Rodrigo Revelles lembra de Jessezinho como "um paizão" no aprendizado musical e na formação moral e ética.

— Me mostrou os caminhos a seguir — diz Revelles. — Estudei com o pai dele, o Seu Jessé, e toquei com Jessezinho na região inteira. Era uma pessoa muito especial. Aprendi muito e tenho enorme admiração. E mais: ele me ensinou a admirar obras de grandes músicos brasileiros — completa.

Outro músico, Feliselsso Guimarães, lembra ter começado a carreira com Jessezinho, na Santa Helena, ainda na adolescência. Além da banda, foram companheiros, entre outros grupos, da Orquestra Tropical, do Grupo Kaô e da Banda do Colégio Miguel Couto, além de inúmeras orquestras carnavalescas.

No ano passado, Jessé foi o homenageado oficial do abadá do bloco Parókia no Carnaval de 2025, com o enredo "Ao Mestre com carinho, viva Jessé Menezes".

Mesmo afastado do carnaval por questões de saúde, permanecia como presidente de honra do bloco Unidos do Parókia. Durante anos comandou a Banda Santa Helena, dando continuidade a uma tradição familiar: herdou do pai não apenas o nome, mas também a função de maestro. Foi ele quem recebeu os ensinamentos para comandar uma das mais tradicionais bandas de Cabo Frio, responsável por apresentações em ruas, desfiles e eventos que marcaram gerações.

Em entrevista concedida em 2018, durante as comemorações dos 81 anos da Sociedade Musical Santa Helena, Jessé destacou o orgulho de dar continuidade ao legado da família.

— Sou privilegiado por ter essa herança musical do meu pai e espero poder ensinar também ao meu filho — comentou na época.


A notícia da morte de Jessezinho provocou comoção entre músicos, integrantes do carnaval e pessoas ligadas à cultura da cidade, que prestaram homenagens nas redes sociais.

A ex-presidente do Unidos do Parókia, Fernanda Carriço, relembrou a convivência com o maestro durante os carnavais.

— Foram muitos carnavais juntos. Você me ensinou o amor pelo Parókia. Obrigada por tanto — escreveu.

A organizadora e produtora do Santo Samba, Luciana Branco, também prestou homenagem.

— Desde o primeiro dia com o Santo Samba. Inspirado e inspirador. Quanta admiração e respeito pelo músico que você foi! Toque muito aí no céu! — postou
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			<title><![CDATA[Vice-prefeito de Cabo Frio denuncia ameaças de morte contra ele e a esposa]]></title>
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			<updated>2026-06-25T16:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Polícia"/>

			<content><![CDATA[O vice-prefeito de Cabo Frio, Miguel Alencar, denunciou nesta quinta-feira (25) que ele e a esposa, a nutricionista Maitê Westermann, estão sendo vítimas de ameaças de morte. A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação Miguel exibe mensagens que afirma ter recebido por WhatsApp durante o mês de abril. 

Em uma das mensagens apresentadas pelo vice-prefeito, uma pessoa identificada pelas iniciais R.S. escreve: “Aí seu moleque, tá pensando que vai dar um golpe no sistema. A casa vai cair pra você. Já tô ligado no seu dia a dia. Tô só te observando. Sei tudo o que você faz. Se ficar nessa vai ter banho de sangue. O papo já foi dado”.

Segundo Miguel, a esposa também passou a receber ameaças. Em outra mensagem exibida no vídeo, enviada pela mesma pessoa, o texto diz: “Aí senhora. Se você ama seu marido, dá uns conselhos pra ele. Vai ter banho de sangue na cidade. Ele tá muito acelerado. Nós não tamo pra brincadeira”.

O vice-prefeito também mostrou uma terceira mensagem, enviada por outro número, identificado pelas iniciais P20. O texto diz que “tá tudo palmeado. Não quero vocês causando problemas, entendeu? Se não vai dá m... O aviso tá dado. Miguel, não quero você criando confusão, nem se metendo, tendeu? Fica quieto no seu canto que tá tudo palmeado. Fica quietinho no seu canto e relaxa, se não a conversa vai mudar. O aviso tá dado”.

Segundo Miguel, o caso já foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia, sob o número 126-04074/2026.
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			<title><![CDATA[Campeonatos de jogos movimentam estudantes de escolas da rede pública de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-06-23T18:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em Arraial do Cabo, neste mês, foi concluída metade dos campeonatos de jogos eletrônicos promovidos pela Caixa de Soluções Educacionais (CASE), solução gamificada desenvolvida pela GF Corp em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). A iniciativa reúne estudantes de três escolas da rede municipal em competições semanais que combinam jogos, engajamento e desenvolvimento digital. Participam do projeto a Escola Municipal João Torres, a Escola Municipal Vera Felizardo e o Colégio Municipal João Torres, com ciclos mensais de disputa sendo realizados entre abril e setembro.

Cada campeonato tem duração de uma semana e, ao final de cada mês, os três melhores colocados de cada escola recebem premiações como fones de ouvido, power banks e caixas de som Bluetooth. Além disso, os vencedores garantem classificação para a grande final, que será realizada daqui a três meses. Ao todo, o projeto conta com seis ciclos mensais, dos quais três já foram concluídos.

Os números refletem o alto engajamento dos estudantes. Somente na última semana, foram registradas mais de 10 mil partidas disputadas. No acumulado do ano, a plataforma já se aproxima da marca de 100 mil partidas realizadas. Outro dado que chama a atenção é a participação feminina: nos três primeiros ciclos, 40% das premiações foram conquistadas por alunas, evidenciando o potencial inclusivo da iniciativa.

Para Márcio Filho, especialista em games e sociedade e diretor executivo da GF CORP, o projeto demonstra como os jogos podem atuar como ferramenta de desenvolvimento: “Quando a gente leva esse tipo de dinâmica para dentro das escolas, a gente não está falando só de competição. Estamos falando de engajamento, de desenvolvimento de habilidades e de aproximação dos jovens com o universo digital de forma estruturada”.

A conclusão do terceiro ciclo consolida o projeto como uma ação de impacto no ambiente escolar, promovendo inclusão, competitividade saudável e acesso a experiências tecnológicas. “O que esses números mostram é que existe interesse, participação e talento. O desafio agora é transformar esse engajamento em oportunidade real para esses jovens”, completa Márcio.

Uma das pioneiras do setor de jogos brasileiro, a GF CORP atua há mais de 18 anos na criação de soluções gamificadas. Em 2016 desenvolveu a Caixa de Soluções Educacionais (CASE), plataforma de jogos aplicados à educação que leva experiências gamificadas aos estudantes de escolas públicas,  colocando a tecnologia e a ludicidade a serviço da educação, com foco na melhoria do desempenho e do engajamento dos estudantes. 

A CASE é uma plataforma de jogos que adota um sistema de microaprendizagem, baseado em experiências curtas, modulares e adaptativas, que já alcançou milhares de jovens e adultos em todo o país. São mais de três milhões de partidas jogadas e 100 mil usuários cadastrados, consolidando a plataforma como uma das principais referências em jogos aplicados à educação.

 
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			<title><![CDATA[Pesquisas com baleias em Arraial do Cabo revelam novas condutas das espécies no litoral]]></title>
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			<updated>2026-06-23T15:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O monitoramento científico de baleias, em Arraial do Cabo, está avançando na coleta de dados e revelando descobertas importantes sobre como os animais utilizam o litoral da região. Os novos dados ganham destaque justamente com o início da atual temporada de migração na costa cabista, no mês de maio. 

Coordenadora de um projeto de pesquisa focado nessas espécies no município, a bióloga Samara Valle conversou com a Folha e falou sobre as novidades observadas e os desafios do trabalho de campo. De acordo com a especialista, a atual temporada apresenta uma frequência bastante consistente de registros, fornecendo dados importantes para as análises.

— Tem sido uma temporada muito boa. Temos observado as baleias com uma frequência bastante consistente. Agora, no início, temos mais grupos pequenos em deslocamento. Ainda não tivemos registros de filhotes ou grupos maiores, mas com certeza virão ao longo da temporada - explicou Samara.

Sobre o levantamento de dados populacionais, e uma estimativa exata de quantos cetáceos já cruzaram o litoral em comparação com anos anteriores, a bióloga esclareceu a metodologia aplicada.

— Ainda é cedo para ter uma estimativa deste ano. Além disso, o nosso método de pesquisa é baseado principalmente em saídas embarcadas. Então, não fazemos um levantamento populacional de fato. Nós registramos, sim, a quantidade de baleias que acompanhamos no dia, coletamos outras informações importantes, mas a parte de estimativa de quantidade de baleias costuma ser mais adequada para trabalhos realizados em ponto fixo em terra. Eu não posso fazer uma comparação exata com os anos anteriores mas, até então, tenho visto uma quantidade semelhante em relação ao ano passado - detalhou.

As pesquisas realizadas por Samara têm transformado o entendimento tradicional sobre o papel do mar cabista na rota dos cetáceos. Historicamente, acreditava-se que a costa de Arraial do Cabo servia apenas como um corredor de deslocamento em direção a Abrolhos (no sul da Bahia) que é considerado o principal berçário da espécie no Brasil, e onde acontece o nascimento e o cuidado dos filhotes. No entanto, o monitoramentos feitos nos últimos anos desenham um cenário diferente.

— Durante muito tempo a gente acreditava que Arraial do Cabo era só uma área de passagem. Mas nos últimos anos temos observado também a presença de filhotes, além de sempre vermos grupos competitivos, que são formados por vários machos disputando por uma fêmea. E esses registros mostram que as baleias também realizam atividades reprodutivas aqui na costa cabista, e que não utilizam essa área só para passagem - revelou a bióloga.

Além do aspecto reprodutivo, novas condutas inéditas começaram a ser mapeadas pela pesquisa de campo.

— A região do Brasil continua sendo uma área de reprodução. Tivemos alguns registros pontuais de alimentação nos últimos anos. Não é um comportamento considerado comum durante a migração reprodutiva, já que a área de alimentação delas é na região da Antártica, nas ilhas Geórgia do Sul. Então,foi algo muito interessante de se registrar, e que talvez possa até mudar o que conhecemos sobre elas, embora ainda sejam somente eventos ocasionais - avaliou.

O trabalho de monitoramento científico, embora importante, enfrenta limitações que, segundo Samara, não estão no controle dos pesquisadores. A equipe depende de condições ambientais, especialmente da intensidade do vento e do estado do mar, que também compromete a visibilidade nas buscas pelas baleias na costa de Arraial do Cabo. A atividade também exige bastante paciência, e às vezes um pouquinho de sorte para respeitar o tempo e o comportamento dos animais.

Durante as saídas embarcadas, os pesquisadores registram a localização exata dos animais, a composição do grupo (se são adultos, juvenis ou filhotes) e alguns comportamentos, além de marcas, cicatrizes e interações com outras espécies.

O foco principal do monitoramento, de acordo com Samara. está no registro para fotoidentificação. No caso das baleias-jubartes, ela explica que cada indivíduo possui uma característica única na região ventral da cauda, funcionando como uma digital. 

– É através da avaliação dessas características que a gente consegue saber se a baleia já passou por Arraial anteriormente, e se ela foi registrada em alguma outra região, em outros anos. Quanto mais informações tivermos sobre a espécie e sobre a forma que ela está utilizando a nossa região, mais conhecimento teremos para contribuir com medidas de conservação e proteção desses animais - revelou a pesquisadora.

À Folha, Samara também explicou que a posição geográfica de Arraial do Cabo funciona como um ponto fundamental para a realização desses estudos devido à formação do cabo. A região, segundo ela, fica diretamente na rota migratória das baleias em direção ao norte. Enquanto algumas baleias passam mais afastadas da costa, a grande maioria margeia o litoral, permitindo que os cientistas e moradores observá-las muito próximas da terra firme.

Outro diferencial apontado pela pesquisadora é a riqueza ambiental local. Arraial, de acordo com a Samara, sempre foi uma região extremamente rica em biodiversidade devido ao fenômeno da ressurgência, que torna o ambiente marinho local muito produtivo e atrativo para as espécies.

Durante a conversa com a reportagem da Folha, a bióloga também apontou quais espécies de baleias costumam frequentar o mar cabista.

— A principal espécie que vemos nessa época é a baleia-jubarte, sem dúvidas. Ela realiza essa migração todos os anos, então, entre os meses de maio a setembro, é a espécie mais garantida de conseguir avistar aqui, especialmente de junho a agosto. Mas, todos os anos, também temos registros de algumas baleias francas: elas também realizam essa migração. Não são tão comuns por aqui, elas costumam ficar mais concentradas no sul do Brasil, porém sempre tem uma ou outra que acaba subindo para cá. Além delas, temos a baleia de bryde, que, apesar de ser mais difícil de ver, está sempre por aqui, e outras que são vistas com menos frequência, como a minke, a fin, fora as espécies de odontocetos, como o golfinho nariz-de-garrafa, que é o mais frequente, e, claro, as orcas também - enumerou.

Para garantir a integridade dos animais mapeados e a segurança das embarcações, regras rígidas de avistamento foram criadas pela Prefeitura de Arraial do Cabo, e devem ser seguidas na região, que integra a área da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo (RESEX). Conforme as diretrizes oficiais de fiscalização ambiental para a temporada de 2026, é expressamente proibido perseguir os animais, se aproximar de barco com o motor engatado a menos de 100 metros de distância do animal, ou bloquear o curso natural de deslocamento das baleias. Quando os animais demonstram aproximação espontânea, os comandantes devem manter os motores em neutro para evitar acidentes com as hélices.

O fortalecimento da pesquisa e da preservação, de acordo com Samara, passa pelo envolvimento direto dos moradores locais. 

— Aqui nós temos a iniciativa do turismo de base comunitária, onde os moradores e pescadores passam por uma capacitação e se tornam os protagonistas no turismo de avistamento de baleias. E é muito legal porque, além de eles passarem pela capacitação, eles carregam muito conhecimento empírico e geracional. Acho muito legal ter essa troca com eles e trazê-los mais para perto da conservação desses animais - defendeu.

A colaboração no fornecimento de dados e registros também foi estendida ao público geral.

— Da mesma forma, a população em geral também pode ajudar. Cada vez mais as pessoas estão se interessando pelas baleias, realizando fotos, vídeos e trazendo informações que podem, sim, contribuir para a pesquisa. Mas, claro, isso pode ser feito de forma consciente e buscando os meios certos para isso - orientou a pesquisadora.

Para organizar e receber esse volume de dados gerados por moradores e turistas, a pesquisadora contou que existem redes específicas estruturadas na região.

— Nós temos alguns grupos de ciência cidadã, que incluem a comunidade geral e pesquisadores, que também utilizam esses canais para receber informações sobre avistamentos, também o compartilhamento de fotos e vídeos. E o ICMBio, que é o maior órgão responsável pela Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo - concluiu Samara.
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			<title><![CDATA[Yuri Vasconcellos lança o livro infantil Super Brincante]]></title>
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			<updated>2026-06-23T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O artista e arte-educador Yuri Vasconcellos lança nesta quarta-feira (24), o segundo livro de sua autoria, o Super Brincante, na Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, em Cabo Frio. No dia 27 de junho, será realizado encontro no Coletivo Cultural Olhar da Perifa (CIEP 458 Hermes Barcelos, Estrada de Búzios, nº 1, Jardim Esperança). No dia 11 de julho, o autor estará na Livraria & Café Petit (Rua Sapoti, 91, Novo Portinho). 

O livro, lançado pela Editora Feito pra Brincar, é escrito em forma de poesia, com ilustrações do próprio Yuri, conta com 48 páginas, com recursos gratuitos e universais de acessibilidade como fonte ampliada, audiodescrição (AD) e vídeo em Libras (que ficarão disponíveis de forma digital online) com acesso através de QR Code na contracapa do livro ou direto no site feitoprabrincar.com.

O livro visa resgatar as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão. Em 2024 Yuri lançou sua primeira obra, o Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais em linguagem de história em quadrinhos e obras de Ivan Cruz.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ. O lançamento da obra vai contar com um intérprete de Libras.

Em tempos de brincadeiras na tela de celular, o livro representa uma nova proposta para a cultura infantil. A grande motivação do artista e arte-educador Yuri Vasconcellos para este projeto tem como inspiração as brincadeiras e jogos infantis aprendidos quando criança por ele. Unindo desenhos, cores e estrofes poéticas à sua prática pedagógica e pesquisa das brincadeiras tradicionais, a obra mostra a importância do livre brincar e do contato e preservação da natureza.

“Com a publicação do livro Super Brincante, levaremos ao público as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão, e colocaremos a possibilidade de aprendizados e resgate desses modos de brincar, com materiais naturais, criativos e menos industrializados, afinal, brincar é saúde, interação social, crescimento e aprendizado! Além disso, como professor de escola pública, entendo que esse livro pode ser ferramenta pedagógica em componentes curriculares como Artes, História, Geografia, Português e Educação Física, seja pelo seu caráter cultural, artístico e social”, explicou Yuri.

A obra também destaca o aspecto ecológico, exposto na relação da protagonista com a natureza, promovendo a valorização e divulgação da preservação ambiental.

“Por isso é importante contarmos essa história que une o brincar e a natureza, que reforça a valorização e os saberes das crianças dentro do seu universo cultural, além de preservar a memória e tradições das diversas formas do brincar. Ao trabalhar brincadeiras e fazeres regionais das cidades do estado do Rio de Janeiro, o livro auxilia na construção de referencial lúdico dos brinquedos e brincadeiras citadas/desenhadas, e sua valorização e preservação histórica e natural, tudo dentro dessa narrativa leve e alegre”, finalizou Yuri Vasconcellos.

Além disso, a obra infantil Super Brincante incentiva a ludicidade e importância do livre brincar, e o equilíbrio necessário entre o uso de tecnologias eletrônicas e a natureza, expondo a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial brasileiro, e nossas tradições e saberes tão diversos e ricos no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

Lançamento de Super Brincante

24 de junho
Escola Municipal Arlete Rosa Castanho – Escola bilíngue Libras-Português para a comunidade surda
Cabo Frio (RJ)
11h às 14h

Evento interno destinado aos alunos da unidade.

O autor fará a doação voluntária de exemplares para a sala de leitura da escola. O lançamento contará com a presença do autor, da obra e de intérprete de Libras.

27 de junho - Coletivo Cultural Olhar da Perifa - Cabo Frio - RJ
14h às 16h (o evento começa às 9h com outras atividades)
Evento aberto e gratuito
Endereço: CIEP 458 Hermes Barcelos 
Estrada de búzios, nº 01 - Jardim Esperança, Cabo Frio - RJ
*O autor fará doação voluntária de livros para a Sala de Leitura do Coletivo nesta ação de lançamento. Presença do autor, obra e intérprete de LIBRAS

11 de julho - Livraria & Café Petit - Lançamento Especial (1a Livraria, ainda por cima em Cabo Frio!)
A partir das 16h
Evento aberto e gratuito - venda de livros autografados
Rua Sapoti, 91. Novo Portinho. Cabo Frio.  (Ao lado da Nossa Escola Montessori). @livrariaecafepetit

Ficha Técnica Livro infantil Super Brincante
Autor e Ilustrador: Yuri Vasconcellos


Criação, escrita, ilustrações e diagramação: Yuri Vasconcellos
Coordenação de produção e pesquisa pedagógica: Ana Luiza Barbosa
Direção artística editorial, projeto e pesquisa: Yuri Vasconcellos
Revisão de texto: Silvana Lima
Editora Feito Pra Brincar
Supervisão de edição: Rafael Alvarenga
Recursos de Acessibilidade: Pauline Vianna - Singular Centro de Aprendizagem 
Fotos: Ana Luiza Barbosa

Sinopse:
Maricota é uma menina criativa que ama brincar na natureza e com brinquedos como peteca, pipa e bambolê. Ao visitar seus primos em uma cidade grande e cinzenta, ela faz uma descoberta triste: ali não tem plantas, animais nem lugar para brincar. Além disso, todos ficam grudados no celular o dia inteiro. Com coragem e imaginação, ela se veste de faz de conta e vira a Super Brincante. Será que a menina que nasceu para brincar conseguirá trazer de volta a alegria, as cores e a natureza? Escrito em forma de poesia e com ilustrações de página dupla, este é o segundo livro escrito e desenhado por Yuri Vasconcellos, artista e eterno brincante.
Editora Feito pra Brincar
48 págs
Brochura com orelhas 
Dimensões: 21 x 25 cm
ISBN 978-65-975568-0-9
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		<entry>
			<title><![CDATA[Cabo Frio Convention leva campanha à Argentina e planeja linha aérea direta com o norte do país]]></title>
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			<updated>2026-06-23T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Uma comitiva liderada pelo Cabo Frio Convention & Visitors Bureau segue para a Argentina nesta quarta-feira (24 de junho) para iniciar uma nova etapa de promoção internacional do município fluminense. O objetivo principal da viagem é apresentar o movimento “Me Gusta Cabo Frio” em mercados estratégicos da região norte daquele país, abrangendo as cidades de Salta, Jujuy e Tucumán. Paralelamente, o grupo realizará ações de reforço em Buenos Aires, Córdoba e Rosário, localidades que já haviam integrado o lançamento inicial do projeto no ano passado.

A delegação é integrada pela presidente do Cabo Frio Convention, Maria Inês Oliveros, e pelo vice-presidente, Arlyson dos Anjos. O grupo conta ainda com a participação de Marcelo Dusi, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico; Marcos Zenni, diretor executivo do Aeroporto Internacional de Cabo Frio; e Guilherme de Abreu, presidente da Federação dos Convention Bureaux do Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa busca atrair operadores internacionais e diversificar o perfil dos visitantes estrangeiros na Costa do Sol.

— Estamos indo em busca de novos parceiros, da diversificação do público turístico e do fortalecimento da presença da marca Cabo Frio no mercado internacional, estimulando novas vendas. Estamos investindo em um novo e estratégico mercado, sem esquecer de reforçar onde já temos presença ativa - detalha Maria Inês.

A principal meta comercial da missão internacional é viabilizar a criação de uma rota aérea direta ligando o norte da Argentina ao aeroporto cabofriense. Anteriormente, o município já havia conseguido estabelecer voos na rota entre Rosário e Cabo Frio durante a alta estação e no período promocional denominado Melhor Temporada. A intenção agora é facilitar o fluxo migratório de turistas daquela região sem a necessidade de conexões complexas.

As ações de promoção na Argentina começaram em abril de 2025, focadas nas cidades de Buenos Aires, Rosário e Córdoba, em um trabalho conjunto desenvolvido com a Secretaria Municipal de Turismo de Cabo Frio. De acordo com a coordenação do projeto, as apresentações do ano passado inseriram o destino fluminense nos catálogos de agências de viagens e operadoras estrangeiras, o que assegurou o pouso de voos fretados (charter) e comerciais na última temporada.

— As apresentações do Me Gusta Cabo Frio, no ano passado, geraram novas conexões e oportunidades, como a aproximação com companhias aéreas, operadores, agentes e entidades do setor. Tudo isso garantiu a presença de Cabo Frio nas prateleiras das operadoras e agências e a operação dos voos charter e comerciais durante a alta temporada, incrementando o interesse pelo nosso destino e o fluxo enorme de visitantes - celebra a presidente do Convention Bureau.

Além das rodadas de capacitação técnica voltadas para dezenas de profissionais de agências de viagens, operadoras de turismo e companhias aéreas, a viagem oficial marcará o início da campanha “Cidades Irmãs - Cabo Frio & Salta”. A proposta inverte o fluxo tradicional e visa divulgar os atrativos da região norte argentina para os moradores de Cabo Frio e dos demais municípios da Costa do Sol, estimulando o intercâmbio bilateral. Para isso, os representantes fluminenses farão um circuito de visitas técnicas (famtour) pelos arredores de Salta para conhecer a infraestrutura local.

— Vamos fazer um famtour pelos arredores para conhecer e estimular este intercâmbio entre os moradores da nossa cidade e de toda a Costa do Sol. Somos destinos complementares: nós oferecemos sol e praias, em especial; e eles, montanhas coloridas, clima de serra e vinícolas maravilhosas - explica Maria Inês.

O impacto socioeconômico da articulação institucional também é destacado pelas autoridades governamentais que integram o grupo. A expectativa do poder público é converter a atração de turistas em novos postos de trabalho e circulação interna de recursos financeiros.

— Ações como estas são muito importantes para o nosso desenvolvimento econômico e consequente geração de emprego e renda. As duas cidades dão um passo histórico. Duas terras lindas, de gente acolhedora, de cultura e belezas naturais únicas. Essa ponte vai levar nossos turistas para conhecer Salta, e trazer o povo de Salta para descobrir o paraíso que é Cabo Frio. Com essa capacitação na Argentina, a expectativa é de que cada turista que sair de Salta para Cabo Frio volte para casa apaixonado pelas nossas praias, nossa gastronomia, nossa história. E o mesmo queremos para quem vier de Cabo Frio conhecer Salta - afirma o secretário Marcelo Dusi.

O plano de promoção internacional em território argentino conta com o suporte institucional do Salta Convention Bureau, do Ministério do Turismo e Esporte do Governo de Salta e da Câmara de Turismo de Salta. O projeto é respaldado ainda pelas prefeituras e secretarias municipais de Turismo de Cabo Frio e de Salta, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Cabo Frio e pela Associação Salteña de Agências de Viagens.

      
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			<title><![CDATA[Funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo fazem doação de sangue coletiva no Hemolagos]]></title>
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			<updated>2026-06-22T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[ Muitas vezes, é dentro de uma unidade de saúde que a importância da doação de sangue deixa de ser apenas uma campanha e se transforma em uma necessidade real, urgente e profundamente humana. Foi com esse olhar que funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo aderiram à Campanha Junho Vermelho e participaram de uma doação coletiva no Hemolagos, hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue na Região dos Lagos.
 
A mobilização começou dentro do próprio hospital, onde os profissionais passaram a usar camisas vermelhas em apoio à campanha, reforçando a mensagem de conscientização entre pacientes, acompanhantes e familiares. Mais do que falar sobre a importância da doação, a equipe decidiu dar o exemplo.
 
Entre os participantes, estavam funcionários que já são doadores frequentes e conhecem de perto a necessidade constante dos estoques de sangue, especialmente por vivenciarem diariamente situações em que pacientes dependem de transfusões para seguir em tratamento, passar por cirurgias ou enfrentar emergências. Mas a ação também tocou quem ainda nunca havia doado.
 
Foi o caso de Amanda Motta, enfermeira do setor de regulação do hospital, que se sentiu sensibilizada pela mobilização dos colegas e decidiu doar sangue pela primeira vez.
 
“Eu vi a equipe se movimentando, falando sobre a importância da doação, e aquilo me tocou. A gente trabalha dentro do hospital, vê tantas histórias de perto, e eu senti que também precisava fazer a minha parte”, contou Amanda.
 
Para a direção do Hospital Geral de Arraial do Cabo, a participação dos funcionários reforça o compromisso da unidade com a vida dentro e fora do ambiente hospitalar. A campanha mostra que cada profissional de saúde também pode ser agente de transformação, incentivando a população a participar desse gesto solidário.
 
O secretário municipal de Saúde e presidente do Hemolagos, Jorge Diniz, destacou que a atitude dos profissionais é um exemplo para toda a cidade.
 
“Quem trabalha na saúde sabe o quanto uma bolsa de sangue pode fazer diferença. Por isso, ver nossos funcionários abraçando essa campanha, sensibilizando famílias e também indo doar, nos emociona muito. Alguns já são doadores frequentes, outros deram esse passo pela primeira vez, e todos mostram que doar sangue é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com o próximo”, afirmou.
 
A Campanha Junho Vermelho chama atenção para a importância da doação regular de sangue, especialmente em períodos de maior necessidade dos estoques. O Hemolagos atende pacientes de nove municípios da Região dos Lagos e precisa manter um fluxo contínuo de doadores para garantir segurança no atendimento à população.
 
A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo também disponibiliza transporte gratuito para moradores que desejam doar sangue no Hemolagos. Os interessados devem entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde, informar nome completo e telefone, e aguardar o agendamento para participar da caravana da doação.
 
Mais do que uma campanha, a ação dos funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo mostra que doar sangue é um compromisso coletivo. E que, quando a saúde veste a camisa, a solidariedade também ganha força.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Araruama paralisa obra ilegal e anuncia licitação para quatro novas pontes de concreto]]></title>
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			<updated>2026-06-22T13:44:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras paralisaram, no último sábado (20), a construção irregular de uma ponte no bairro Mutirão. A intervenção vinha sendo realizada sem nenhuma licença ambiental ou urbanística, sem projeto de engenharia e sem a execução ou supervisão de um técnico qualificado. Por se tratar de um espaço público, a ausência de parâmetros legais e de cálculos estruturais coloca em risco direto a vida da população local.

Durante a ação de fiscalização, os responsáveis pela obra foram formalmente notificados. A Secretaria de Obras reforçou que intervenções em infraestrutura urbana especialmente estruturas complexas como pontes exigem obrigatoriamente avaliação técnica especializada, estudo de solo e acompanhamento profissional. Falhas graves na execução, sem o devido cálculo de carga, podem comprometer a estabilidade da estrutura e provocar desabamentos fatais.

A notificação determina a paralisação imediata dos trabalhos até que toda a documentação e os licenciamentos exigidos por lei sejam apresentados. A Prefeitura ressalta que o cumprimento dos procedimentos legais em áreas públicas não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma garantia inegociável de segurança para toda a coletividade.

Como solução definitiva para as demandas de mobilidade do município, a Prefeitura de Araruama informa que marcou para 7 de julho uma licitação prevendo a construção de quatro novas pontes de concreto no bairro, sendo duas no Mutirão e outras duas no bairro Mataruna, garantindo que as novas estruturas sigam rigorosamente as normas de engenharia, acessibilidade e segurança que a população merece.
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			<title><![CDATA[Instalação de unidade prisional gera protestos no Parque Burle, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-22T12:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Moradores do bairro Parque Burle, em Cabo Frio, foram pegos de surpresa com a notícia da instalação de uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na localidade. 

O anúncio foi feito na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Jefferson Vidal, e gerou protestos imediatos na comunidade. Por se tratar de um bairro residencial, a vizinhança teme pelos impactos na segurança, já que a área escolhida fica perto de uma creche e de três escolas. Localizado na Rua 16, o terreno possui 900m², foi desapropriado pelo governo do estado em 2024, e desde dezembro do ano passado passa por obras de reforma estrutural.

Durante a sessão, Jefferson Vidal manifestou preocupação com a escolha do endereço e explicou que o local receberá jovens que cumprem medidas em regime de semiliberdade, modelo no qual os internos saem durante o dia e retornam para dormir. O vereador Thiago Vasconcelos alertou para outros reflexos negativos na região, como a desvalorização imobiliária e a perda de qualidade de vida dos moradores do entorno. Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Vaguinho, informou que vai atender aos pedidos dos parlamentares e dos moradores para acompanhar de perto e fiscalizar as condições da construção. 

O debate continuou na sessão desta quinta-feira (18). O vereador Alfredo Gonçalves ponderou que, embora a recuperação e a ressocialização dos adolescentes sejam metas importantes, a localização definida pelo Estado não é adequada, motivo pelo qual pretende buscar alternativas para o debate.

O projeto executado no município faz parte de um plano de expansão anunciado pelo Governo do Estado no dia 19 de julho de 2025. Na ocasião, o Executivo estadual divulgou um investimento de aproximadamente R$ 53 milhões para abrir 219 vagas em oito novas unidades do Degase. O pacote original mencionava a construção de dois modelos em Cabo Frio: um Centro de Socioeducação (Cense), com 40 vagas para internação em regime fechado, e um Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), com 20 vagas destinadas ao regime de semiliberdade. No Criaad, o jovem estuda, trabalha e faz atividades externas, retornando apenas nos horários fixados.

A Folha teve acesso a documentos oficiais da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), com data de janeiro de 2026. Eles confirmam que a obra em andamento na Rua 16, no Parque Burle, é para reforma e adaptação de uma residência unifamiliar para transformá-la em uma unidade de semiliberdade do Degase. 

O endereço foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação pelo governador Cláudio Castro por meio do Decreto 49.055, assinado em 18 de abril de 2024. A obra está sendo executada pela Rivan Construtora Ltda. O contrato tem o valor de R$ 1.567.830,00. O início dos trabalhos ocorreu em 4 de dezembro de 2025 com prazo de finalização no último dia 6 de junho.

A reportagem da Folha entrou em contato com a direção do Degase e solicitou detalhes sobre o perfil dos jovens atendidos, a área de abrangência do atendimento e sobre a existência de um estudo de impacto de vizinhança, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá lançamento da autobiografia do "Poeta da Favela" Edilberto José Soares]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/cultura/cabo-frio-tera-lancamento-da-autobiografia-do-poeta-da-favela/21993/"/>
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			<updated>2026-06-22T12:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 27 de junho, às 18h30, a cidade de Cabo Frio receberá o lançamento de O Último Sertanejo, autobiografia do escritor e poeta Edilberto José Soares. O evento será realizado no Charitas - Casa de Cultura José de Dome - e marcará uma noite de homenagem, memória e celebração da literatura como instrumento de transformação social.

A obra conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através do edital Literatura do Rio ao RJ, tendo como proponente o produtor cultural cabofriense Pedro Turra. O lançamento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, da Secretaria Municipal de Cultura, e da Casa de Cultura José de Dome, que cedeu o espaço para a realização do evento.

Inicialmente, a noite seria uma sessão de autógrafos do autor seguida por uma palestra. No entanto, um mês antes do lançamento, no dia 28 de maio, Edilberto José Soares faleceu, sem poder presenciar a realização daquele que era um dos maiores sonhos: ver publicada a sua autobiografia. Ocupante da cadeira 03 da Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC), fundada em 2023, com o objetivo de promover a reintegração social através da leitura e da escrita, reunindo pessoas privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional, Edilberto chegou a publicar dois livros e a participar de 6 coletâneas e antologias poéticas, conquistando reconhecimento em diversos estados brasileiros e tornando-se uma referência de superação e de transformação através da literatura.

Mesmo diante da perda, a equipe responsável pelo projeto decidiu manter a data prevista para o lançamento, transformando o evento em uma homenagem ao poeta e ao legado que ele construiu através das palavras. Conhecido como "Poeta da Favela", Edilberto José Soares teve uma trajetória marcada por erros, quedas e recomeços entre o sertão nordestino, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao longo dos 31 anos em que esteve no sistema prisional, Edilberto encontrou na literatura e na poesia um caminho de reconstrução pessoal. Mais do que a prisão, foi a escrita que transformou sua vida.

Nos últimos seis anos, dedicou-se integralmente à promoção da cultura, participando de projetos sociais e realizando palestras para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social e em cumprimento de medidas socioeducativas. Em seus encontros, compartilhava sua própria história para mostrar que o crime não compensa e que a educação, a arte e o conhecimento podem abrir novos caminhos.

Mais do que contar a história de um homem, O Último Sertanejo apresenta um relato emocionante, repleto de desafios, perdas, escolhas e recomeços, mostrando ao leitor como a força da palavra foi capaz de ressignificar uma vida.

— Edilberto não estará fisicamente conosco nessa noite, mas sua presença está em cada página do livro e em cada pessoa que ele inspirou. Manter o lançamento é uma forma de honrar a sua memória e garantir que sua história continue transformando outras vidas — destaca Pedro Turra, proponente do projeto.

A jornalista Alexandra de Oliveira, responsável pela edição da obra e parceira de Edilberto na construção da autobiografia, explica que uma das maiores preocupações durante o processo de escrita foi preservar a autenticidade do autor.

— Eu não escrevi a história do Edilberto por ele. O livro foi construído a partir das suas memórias, da sua forma de falar e de enxergar o mundo. Meu trabalho foi organizar, revisar e dar unidade editorial ao texto, mas fiz questão de preservar a maneira simples, direta e profundamente humana com que ele contava a própria vida. Essa era a essência dele — explica a jornalista.

Edilberto acompanhou todo o desenvolvimento da obra. Participou de ensaio fotográfico e escolheu a imagem da capa, aprovou a identidade visual e o projeto gráfico do livro. Encantado com o resultado, não via a hora do lançamento para poder conversar com o público e participar da noite de autógrafos.

E, de certa forma, o autor realizou o sonho de concluir o livro. O que ele não vai poder viver é a celebração pública desse sonho, estando presente na noite de lançamento. A autobiografia traz um testemunho fiel da trajetória de um homem que encontrou na literatura uma possibilidade de reconstrução e de esperança.

— Ele fez questão de contar tudo, sem esconder os erros, as dores e os recomeços. Queria que sua história servisse de exemplo para outras pessoas. E é exatamente isso que este livro entrega: uma história real, emocionante e profundamente transformadora — acrescenta Alexandra de Oliveira.

As palestras para adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, inclusive, faziam parte das ações previstas no próprio projeto contemplado pelo edital. E Edilberto conseguiu realizar em vida uma dessas atividades, participando de um encontro no Rio de Janeiro com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

Na ocasião, compartilhou sua trajetória de vida e falou sobre como a literatura e a poesia foram decisivas para sua transformação pessoal, reforçando a mensagem que levava por onde passava: educação, arte e cultura podem abrir caminhos para a reconstrução e a esperança.

O desejo do poeta era retornar a essas instituições após o lançamento do livro, levando exemplares de sua autobiografia e ampliando esse diálogo com os jovens. Embora não tenha tido tempo de concretizar esse plano, deixou cumprida uma parte importante dessa missão, transformando sua própria história em instrumento de conscientização e incentivo a novos recomeços.

A primeira edição de O Último Sertanejo conta com 500 exemplares impressos e 164 páginas. Como contrapartida prevista no projeto contemplado pelo edital Literatura do Rio ao RJ, 100 exemplares serão destinados à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que fará a distribuição das obras entre bibliotecas públicas estaduais, ampliando o acesso do público à trajetória do poeta.

Os demais exemplares serão utilizados durante o lançamento e em ações de divulgação da obra, cumprindo um desejo do próprio Edilberto: fazer com que sua história e sua mensagem chegassem ao maior número possível de pessoas. Mais do que publicar um livro, o autor desejava compartilhar um testemunho de vida capaz de inspirar jovens e adultos.

O lançamento contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade para pessoas surdas e ensurdecidas. O Charitas dispõe de acessibilidade arquitetônica e a equipe do projeto recebeu treinamento em acessibilidade cultural, reafirmando o compromisso com uma cultura mais inclusiva e democrática.

Após a cerimônia, os convidados participarão de um pequeno coquetel. A entrada é gratuita e o público poderá receber exemplares do livro para conhecer de perto a história de um homem que encontrou na literatura e na arte um novo sentido para a vida.

Serviço Lançamento de "O Último Sertanejo" autobiografia de Edilberto José Soares 27 de junho de 2026 18h30 Charitas – Casa de Cultura José de Dome – Cabo Frio Entrada gratuita Distribuição gratuita de exemplares Intérprete de Libras: Pablo Moura Coquetel de confraternização

As únicas alterações feitas foram: adição de vírgula após "escrita" no terceiro parágrafo ("reunindo pessoas privadas de liberdade...") e remoção do espaço duplo antes de "intérprete" no penúltimo parágrafo. O restante do texto estava ortograficamente correto.
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			<title><![CDATA[Documentário "Guardiões da Memória" discute os desafios de preservar a história de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-20T10:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio ganhou esta semana mais um documentário focado em resgatar a história e as tradições locais. "Guardiões da Memória Cabofriense" busca registrar o passado do município jogando luz sobre as pessoas que guardam as lembranças da cidade. Lançado no último domingo (14), no YouTube (canal @dannielcoelho9216), o filme, que tem pouco mais de 25 minutos de duração, chega em meio a um debate importante. 

No mês passado, uma reportagem da Folha dos Lagos mostrou como a ausência de um Centro de Memória Municipal em Cabo Frio tem dificultado e desafiado o trabalho de pesquisadores locais. A falta de um espaço público centralizado foi um dos motivos para a criação do documentário, produzido por Danniel Coelho.

— A ideia principal de “Guardiões da Memória Cabofriense” surgiu da urgência em preservar histórias que estão se perdendo com o tempo. Cabo Frio não tem um Centro de Memória Municipal, e isso torna cada depoimento ainda mais vital - explicou Danniel.

Ele contou à Folha que o processo de escolha dos entrevistados seguiu uma linha bem definida e atenta à comunidade, “priorizando pessoas reconhecidas como referência de saberes e vivências”. Entre elas está Meri Damaceno, que desde 1984 atua como memorialista. Em mais de 40 anos de pesquisas, Meri já entrevistou cerca de 700 pessoas e reuniu mais de 300 horas de gravações em fitas cassete. Parte desse material foi publicado em cinco livros, que relatam causos e histórias de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Um deles é a segunda edição de "Cabistezas”, relançada em 2023 pela Sophia Editora.

O professor e historiador José Francisco de Moura (o Chicão) também participou do documentário. Ele relembrou pessoas que foram fundamentais para resguardar a história de Cabo Frio. Um deles foi Hilton Massa, advogado, fundador da extinta Rádio Cabo Frio AM, e que também colecionava histórias da cidade e da região.

– Sem pesquisadores, memorialistas, documentaristas e fotógrafos, Cabo Frio viveria na mais completa penumbra de sua história - revelou Chicão.

“Guardiões da Memória Cabofriense” também mostra a importância da imprensa local para resguardar a história de Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos. Em especial, o documentário cita a Folha dos Lagos. O editor Rodrigo Cabral contou que são mais de seis mil edições publicadas desde abril de 1990, e que todo o acervo está na Biblioteca Nacional. Localizada no Rio de Janeiro, ela é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, e também a maior biblioteca da América Latina.

Rodrigo também participa do documentário representando a Sophia Editora. Fundada em 2015, hoje ela é uma das maiores referências na valorização da literatura regional. Já são mais de 60 obras publicadas, grande parte sobre história, cultura e patrimônio locais e regionais.

Historiador, pesquisador e curador voluntário do Centro de Memória Olhar da Perifa, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, Pierre de Cristo é outro nome que participa do documentário produzido por Danniel Coelho. Desde 2015 ele atua com um olhar mais atento à história quilombola e da escravidão regional.

– Falar da memória é muito importante para termos a percepção de quem veio antes da gente. Fundamentar a memória é juntar uma colcha de retalhos para contar a história da nossa cidade - revelou. 

Outro entrevistado de “Guardiões da Memória Cabofriense” é o músico e memorialista Azul Puro Azul. Ele é fundador da antiga Casa de Cultura Som do Mar, fechada em 2020 durante a pandemia da Covid-19. Também é um dos produtores do quadro “Orgulhos da Terra”, do programa Amaury Valério (Rádio Ondas FM). No documentário Azul atua ainda como diretor, além de ser o responsável pela pesquisa e curadoria, junto com Danniel Coelho. As filmagens e fotografias ficaram por conta de Diego German. A edição coube a Diego Moreyra e Danniel Coelho. Toda a obra foi viabilizada pelo edital da Lei Paulo Gustavo. Segundo Danniel, esse incentivo financeiro foi fundamental para tirar o projeto de memória do papel.

Ele também contou que o retorno inicial do público tem sido bem positivo.

— Os comentários no YouTube, e mensagens no Instagram, mostraram que as pessoas entenderam a proposta do projeto, e se conectaram com a função social dele, que é apresentar essas figuras como guardiãs da memória de Cabo Frio - contou o produtor.

Além do lançamento no YouTube, Danniel contou que em breve o documentário também deve ser exibido nas escolas públicas. As datas dessas sessões escolares ainda serão divulgadas. À Folha, ele contou que esse tipo de trabalho cumpre uma função social indispensável para o futuro da sociedade local.

— Documentários de memória são mais do que registro, são ferramentas de pertencimento. Quando uma cidade entende de onde veio, ela decide melhor para onde vai. E “Guardiões” cumpre esse papel de ponte entre gerais. Se Cabo Frio ainda não tem um Centro de Memória, que cada obra como essa seja um tijolo dele - finalizou.
 
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			<title><![CDATA[Banda de Doom Metal de Cabo Frio representa o Brasil no Make Music Day com show ao vivo]]></title>
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			<updated>2026-06-19T18:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda Spectrummm, trio de Doom Metal formado em Cabo Frio (RJ), participa neste domingo (21) do Make Music Day, evento musical mundial que celebra o solstício de verão com apresentações gratuitas e abertas ao público em mais de 2.000 cidades de mais de 120 países. O show acontece na Mansinha da Tinta, estúdio e espaço cultural da cidade, a partir das 21h21, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da banda no YouTube (@spectrummmband).

Com uma década de atividade no cenário independente, a Spectrummm consolida sua identidade artística por meio de um som arrastado, denso e marcadamente em língua portuguesa — escolha estética que, segundo a banda, aproxima a mensagem do ouvinte e confere força às letras dentro de um gênero dominado pelo inglês.

O projeto nasceu em 2015 como uma vertente paralela do músico e guitarrista Christiano Guerra, que buscava explorar uma sonoridade mais lenta e visceral do que a oferecida por sua banda principal, de Blues Rock. A busca por peso e atmosfera resultou no encontro com o Doom Metal — subgênero do heavy metal caracterizado por tempos lentos, riffs graves e um clima sombrio e introspectivo.

A formação atual é inteiramente familiar: Christiano Guerra responde pela guitarra e voz; Adham Guerra, pela bateria; e Zach Guerra, pela segunda guitarra. A sinergia entre os três membros, segundo a banda, é o alicerce de sua identidade no palco e nas composições.

Make Music Day: de Paris ao mundo

O Make Music Day tem origem na França de 1982, quando Jack Lang, então ministro da Cultura do governo Mitterrand, idealizou um feriado musical para o solstício de verão. Batizado de Fête de la Musique — expressão que em francês significa tanto "festival da música" quanto "fazer música" —, o evento convida qualquer pessoa a tocar um instrumento ou se apresentar publicamente, gratuitamente, em espaços abertos como ruas, parques, telhados e vitrines de lojas.

O impacto na França é expressivo: cerca de 11% da população — aproximadamente 7 milhões de pessoas — já tocou ou cantou em público na ocasião, e 64% dos franceses, ou 43 milhões de pessoas, acompanham as apresentações todos os anos. Quatro décadas depois, o evento se espalhou pelo mundo e hoje é celebrado em mais de 2.000 cidades em dezenas de países.

Sobre o espaço - A Mansinha da Tinta, onde o show da Spectrummm será realizado, é um estúdio multifuncional em Cabo Frio que abriga gravações, ensaios e recitais, além de uma exposição permanente com obras do artista plástico Ivan Cruz. O espaço se propõe a integrar arte e natureza em um único ambiente.

Show da Banda Spectrummm
Data: 21 de junho (domingo)
Horário: 21h21
Transmissão: youtube.com/@spectrummmband
Instagram: @spectrummmband | @mansinhadatinta
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			<title><![CDATA[Alerj aprova em primeira discussão projeto que retira bairros de Arraial do Cabo de área ambiental]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (17), em primeira discussão, o projeto de lei Nº 6643/2025. A proposta retira dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas dos bairros Caiçara e Sabiá, situados no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo. Aprovada anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a matéria segue agora para uma segunda votação em plenário na Casa.

O projeto tem como objetivo permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), atendendo às diretrizes do Código Florestal e de leis federais e estaduais. De acordo com o texto, ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, dunas, restingas, corpos hídricos e corredores ecológicos que são indispensáveis para a integridade do parque ambiental.

O autor da proposta, deputado estadual Marcelo Dino (PL), defende que a medida corrige uma falha histórica de 15 anos atrás, época da criação do parque.

— Não poderíamos retirar pessoas que moram no local há mais de 25 anos. Por isso, conseguimos, por meio do Inea, fazer com que fosse realizado o estudo que apontasse a melhor saída, para que essas pessoas pudessem finalmente ficar tranquilas - declarou o parlamentar. Em entrevistas anteriores à Folha dos Lagos, o deputado já havia ressaltado que as duas localidades apresentam ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado.

O deputado Carlos Minc (PSB), que participou da criação do parque, e votou a favor do projeto de Marcelo Dino, explicou que o Parque da Costa do Sol possui cerca de 10 mil hectares no total, e a retirada vai abranger apenas dois pontos específicos que somam entre 20 e 30 hectares, representando uma área menor.

Caso seja aprovada em definitivo e vire lei, a norma estabelece que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Prefeitura de Arraial do Cabo deverão elaborar, em conjunto, um memorial descritivo e um mapa de georreferenciamento. O documento servirá para atualizar os mapas do decreto estadual de 2011 que fundou a reserva. As áreas retiradas passarão a integrar uma Zona de Uso Sustentável, e o Poder Executivo poderá convertê-las em Área de Proteção Ambiental (APA).

A proposta legislativa foi protocolada originalmente em outubro do ano passado. No mesmo período, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu ordens de despejo que ameaçavam cerca de cinco mil moradores e a demolição de 1.200 imóveis nas duas localidades. A decisão judicial atendeu a uma ação da Defensoria Pública do Estado.

Dois meses antes, em agosto do ano passado, moradores dos bairros haviam realizado protestos em frente à prefeitura e à Câmara Municipal após receberem notificações judiciais de desocupação. As notificações apontavam que parte das casas ocupava terrenos da União e parte estava em uma propriedade privada onde havia um projeto para a construção de um resort.
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio prepara Ponte Feliciano Sodré para comemoração dos 100 anos da estrutura]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 14 de julho a Ponte Feliciano Sodré, no Centro de Cabo Frio, completa 100 anos de fundação. Para celebrar o marco, a prefeitura deu início, esta semana, a uma série de serviços de manutenção e conservação do local. O objetivo das intervenções, que mobilizam de forma integrada diversas secretarias municipais, é a preservação da estrutura física e a manutenção das características originais do monumento.

Por se tratar de uma estrutura tombada pelo patrimônio histórico, a obra da ponte precisa cumprir as determinações de um laudo técnico elaborado por equipes do governo municipal. Esse documento foi elaborado após a realização de uma vistoria técnica acompanhada por representantes do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O cronograma de atividades inclui a recuperação das áreas que sofreram desgastes decorrentes do tempo, reparos e adequações no sistema de iluminação pública, além da recuperação da pavimentação asfáltica. A intervenção também obedece regras específicas de preservação para assegurar que as linhas arquitetônicas da ponte não sofram alterações durante os serviços de restauro.

Inaugurada em 14 de julho de 1926, a ponte desempenha papel importante na composição da paisagem urbana e na história do município. Ao longo de um século, a estrutura acompanhou o crescimento demográfico de Cabo Frio, o desenvolvimento da mobilidade urbana local e o cotidiano de diferentes gerações de moradores.

Segundo o acervo do pesquisador Márcio Werneck, o fato de Cabo Frio ser uma cidade cercada por água e areia sempre dificultou o transporte. Antes da Ponte Feliciano Sodré, por exemplo, os índios Tupinambá cruzavam o Canal do Itajuru a pé no trecho do Baixo Grande, esperando a maré baixar. Mais tarde, a travessia passou a ser feita por canoas e por uma barca presa a correntes.

A primeira ponte da cidade foi feita de ferro, com projeto inglês e construída por espanhóis, em 1898. Assim como a Feliciano Sodré, ela também ligava o Morro da Guia (no Centro) ao Morro do Telégrafo (na Gamboa). A estrutura, no entanto, caiu em 1920 durante um conserto feito com uso de macaco hidráulico. Pesquisas realizadas por Márcio Werneck revelam que o acidente deixou Cabo Frio sem ligação com a terra firme, o que fez os moradores pedirem a construção de outra ponte no mesmo local

A construção da nova estrutura acabou gerando uma briga política entre o prefeito da época, Anastácio Novellino, e o governador do estado, Feliciano Sodré. Os dois se desentenderam por causa do atraso nas obras e do sumiço de materiais por parte do governo estadual.

No dia 14 de julho de 1926, Feliciano Sodré inaugurou a ponte de concreto e a estrada até São Pedro da Aldeia sem convidar o prefeito cabo-friense, que acabou perdendo o cargo meses depois. Na época, a estrutura tinha o maior vão livre do Brasil, espaço que era necessário para os barcos de sal passarem por baixo.
 
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			<title><![CDATA[MPF marca reunião pública para discutir Bolsa Atleta na Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2026-06-16T19:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 25, atletas, associações esportivas e representantes do poder público terão a oportunidade de discutir o funcionamento do Programa Bolsa Atleta na Região dos Lagos. A reunião pública foi convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) e acontecerá às 18h, na sede da instituição em São Pedro da Aldeia.

A iniciativa surgiu após o recebimento, pelo MPF, de solicitações encaminhadas por entidades esportivas interessadas em debater questões relacionadas ao programa. Diante das demandas apresentadas, o procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo determinou a realização do encontro. Ele quer reunir informações preliminares sobre o tema e promover esclarecimentos gerais sobre o Bolsa Atleta na região. Para isso, foram convidados representantes do Ministério dos Esportes, das secretarias municipais de Esportes da Região dos Lagos e de entidades esportivas. O MPF também abriu espaço para a participação de associações e atletas interessados em acompanhar ou contribuir com as discussões.

O Programa Bolsa Atleta é uma iniciativa do Ministério do Esporte voltada ao apoio direto a atletas de alto rendimento. O benefício é pago por 12 parcelas e contempla seis categorias: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico/Surdolímpico e Pódio.

Os valores variam conforme a categoria, começando em R$ 410 para atletas de base e estudantis, chegando a R$ 16.629 na categoria Atleta Pódio. A inscrição e o cumprimento dos requisitos, no entanto, não garantem automaticamente o benefício, já que a concessão depende dos recursos disponíveis e de critérios técnicos definidos pelo programa. Em 2026, o Bolsa Atleta teve 10.885 atletas contemplados. Segundo o Ministério do Esporte, esse é o maior número da história do programa.
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			<title><![CDATA[Documentário "Homens da Lagoa" estreia em Cabo Frio com proposta de poesia cinematográfica]]></title>
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			<updated>2026-06-15T10:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 17 a riqueza cultural e a biodiversidade da Lagoa de Araruama vão ganhar destaque com o lançamento oficial de “Homens da Lagoa e outras histórias de pescador”. A estreia será às 18h30, no jardim interno do Museu de Arte Religiosa Tradicional (Mart), com entrada gratuita. O documentário tem cerca de 30 minutos de duração e foi idealizado como uma continuidade de “Homens do Mar”. As imagens conectam de forma poética o Canal Itajuru à Lagoa de Araruama, tendo como cenário central a Praia do Siqueira e a Ponta do Ambrósio, através da tradicional pesca artesanal do camarão rosa e do mais famoso pôr do sol da Região dos Lagos.

No dia seguinte à estreia, o filme será exibido no Museu José de Dome (Charitas). No dia 19 de junho a sessão será na Escola Estadual Praia do Siqueira. Todas as exibições serão gratuitas e acontecem a partir das 18h30h. Em conversa com a Folha, o diretor Guto Madeira disse que, além do circuito oficial, também planeja uma apresentação comunitária.

– Com certeza vamos realizar uma exibição no deck dos pescadores da Praia do Siqueira, para reunir toda comunidade na celebração da nossa arte – garantiu.

A produção de “Homens da Lagoa e outras histórias de pescador” foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Cultura de Cabo Frio. O formato diferenciado da obra, que mistura documentário e arte, surgiu após uma mudança no cronograma do edital.

– Com o adiamento das datas finais do edital, ganhamos tempo para uma melhor avaliação sobre as gravações. Estávamos vendo muitas entregas nesse formato tradicional, e decidimos inovar. Nosso DocArte veio para entregar cenas inéditas e exclusivas da Praia do Siqueira e da tradicional pesca artesanal do camarão rosa. Acreditamos que assim iríamos sair do óbvio para uma produção cinematográfica poética moderna, inovadora, dinâmica e surpreendente. Modéstia à parte, conseguimos um resultado absolutamente de cinema – explica o Guto, que também assina a direção de fotografia.

O processo completo de desenvolvimento de todo o documentário durou aproximadamente três anos. Esse intervalo compreendeu desde a construção do argumento, a preparação e a seleção no edital, até as visitas técnicas, formação de equipe, elenco e gravações. O embasamento do filme contou com pesquisas realizadas por Liana Turrini e Heleno Turrini, fundamentais para direcionar o posicionamento da narrativa. O roteiro também ganhou corpo com o expressivo acervo de Marcio Werneck com o folclore "A Tauba de Soares" disponível em marciowerneck.com.br. Liana também assina a direção de arte e atua como poetisa cinematográfica.

Os planos de filmagem foram traçados de acordo com a disponibilidade dos pescadores locais, que contribuíram para o documentário. A proposta, segundo Guto, buscou registrar perspectivas inéditas da localidade através de cenas espetaculares e jamais vistas.

– Todos nós temos aquelas belíssimas fotografias do pôr do sol característico da Praia do Siqueira, mas até hoje ninguém fez essas cenas de dentro da Lagoa. Por isso, temos uma poesia cinematográfica inédita onde o telespectador irá se ver dentro da Lagoa – explica Guto.

A captação de imagens envolveu uma rotina intensa para a equipe de cinegrafistas, composta por Guto Madeira, Carlos Almeida, Luis Simpson e Renata Senra. O grupo precisou lidar com limitações orçamentárias que impediram filmagens noturnas (período em que o arrasto do camarão de fato ocorre). 

– Mas não desistimos. Ajustamos com os pescadores alguns pontos estratégicos e horários distintos onde poderiam encenar o que seria essa tradição. Literalmente, tive que nadar na lagoa para fazer algumas cenas. Nos reunimos sempre às 15h na Praia do Siqueira e na Colônia Z4 para organizar os planos de filmagens. E na hora certa saíamos para as captações. Foi difícil porque os pescadores não são atores, e o tempo de final de tarde é muito curto: logo ficava escuro. As canoas são apertadas, específicas para pesca e não para transporte de pessoas com equipamentos. Mas a atenção especial que os pescadores nos deram foi incrível. Vivemos uma troca de experiências excepcional onde a arte da pesca sincronizou harmoniosamente com arte cinematográfica - contou Guto.

A narrativa ganhou, ainda, um contorno heróico com a presença dos trabalhadores locais e de embarcações que contextualizam a introdução do filme. 

– As participações especiais deram um charme para nossa arte. Eu adoro quando nossos amigos e equipe confiam e acreditam nas minhas ideias. E foi exatamente isso que aconteceu com o Calypso, que é o nome do barco de Rafael Turrini e Victorio Turrini, nossos assistentes de produção. Eles nos levaram embarcados para cenas maravilhosas na Ponta do Ambrósio, e isso gerou um diferencial para as cenas de apoio que contextualizam a introdução. O mesmo ocorreu com o Gecay, nome do barco de Aldry Coutinho, pescador local da Boca da Barra, tradicional marisqueiro da região e que foi o protagonista do documentário “Homens do Mar”. Traçamos uma forma de cruzar a Boca da Barra e o Canal Itajuru, passando até a Ponta do Ambrósio e chegando à Praia do Siqueira. Essa introdução faz o passado e o presente de outras histórias de pescador ser a principal narrativa. Adriano Lemos, Aldry Coutinho, Eduardo Lopes, Fagner Luis, Marcio Rangel, Patrick Meirelles e Renato Farias – preciso deixar essa ressalva – são pescadores, mas que em nosso filme estão como heróis. Eles são os verdadeiros artistas da tradicional pesca artesanal do camarão rosa - revelou o diretor.
 
Durante conversa com a Folha, Guto lembrou que a trilha sonora do documentário foi selecionada a dedo “para preservar a necessidade de autoralidade, originalidade e autenticidade de uma obra totalmente independente e produzida por gente daqui, envolvendo cenário, temática, poesia, cenas, trilhas sonoras, elenco e equipe”. O trabalho traz canções assinadas por Ivo Vargas, Junior Carriço e Vitalino. Guto explicou que foi taxativo com relação à participação dos três músicos no documentário.

– Eles vivem dessa arte. As músicas autorais parecem que foram feitas exclusivamente para essa obra, mas não foram. Tudo isso foi uma sinergia absurda. A gente sabia que eles conseguiriam passar para o público a sensação do próprio caiçara viver e produzir sua arte. O público vai se sentir pertencente ao DocArte - revelou.

Para o diretor, realizar o projeto com o suporte da Lei Paulo Gustavo representa a realização de um sonho, além da oportunidade de colocar em prática as ideias e dar visibilidade às tradições, culturas e obras de artes de Cabo Frio. Citando uma declaração do ator Wagner Moura, que se definiu como fruto das leis de incentivo à cultura, Guto reforçou que sua produtora (Filmadera), e a viabilização de sua equipe, também dependem desse fomento.

– A maioria acha que é fácil ser beneficiado por essas leis de suporte cultural, mas isso é algo que exige muita dedicação, noites sem dormir, e muito conhecimento e amor por aquilo que se faz. E o mais absurdo disso tudo é poder ver a obra pronta, iniciar os preparativos das exibições e perceber o quanto o público quer ver essas histórias. E ainda tem todo o carinho que venho recebendo de forma geral, como vocês, da Folha, que estão sempre de portas abertas para gente falar sobre nossa arte.

O filme carrega ainda uma carga afetiva profunda, sendo dedicado à memória da mãe do diretor. Guto recorda que ela costumava contar que um antigo diretor de escola previa seu futuro dizendo "esse aí vai ser artista". A homenagem, segundo ele, se consolidou de forma espontânea quando o cartaz do documentário foi publicado nas redes sociais justamente em um domingo de Dia das Mães.

O olhar sensível impresso na direção do DocArte é diretamente associado por Guto aos sentimentos e à criação que recebeu da mãe dele, fazendo com que as relações pessoais e profissionais andem juntas.

– Esse DocArte retrata isso de forma inovadora e sensível. As cenas contam as histórias por si só, apenas acontecem, com total harmonia. Os recortes são precisos. A imersão dessa poesia cinematográfica não deixa passar nenhuma cena: todas elas fazem sentido e dão continuidade. Mensagens subliminares estão evidentes, e algumas são declarações de amor. Vamos fazer o público se emocionar com uma pescaria e, melhor ainda, se sentir como se fizessem parte dela. Eles também vão refletir sobre o que é legado histórico cultural. Meses atrás ouvi sobre estar sendo um guardião da memória, e isso me tocou profundamente, aumentou minha responsabilidade e compromisso com nossas histórias – explica Guto.

Para produzir o filme, ele também contou com direção executiva de Renata Senra e Taz Mureb. A assistência de produção ficou por conta de Renata Senra, Liana Turrini, Carlos Almeida, Sophia Senra, Victorio Turrino e Rafael Turrini. A pesquisa de argumentação e texto ficou por conta de Liana e Heleno Turrini. A co-produção é assinada pela A Casa da Praia e Rasta Filmes. Também colaboraram no documentário Pono Marcenaria e 3H Imper.
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			<title><![CDATA[Estudo alerta para redução de áreas verdes e avanço da degradação no Peró, em Cabo Frio

]]></title>
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			<updated>2026-06-14T12:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A arborização urbana do bairro Peró, em Cabo Frio, sofreu um agravamento significativo nos últimos anos. É o que aponta um estudo recente feito pelo engenheiro de produção Rodolfo Cardoso. Frequentador do bairro desde 2012, ele adquiriu uma residência no Peró em novembro do ano passado, e decidiu mapear a situação.

O levantamento lembra que a arborização do Peró nunca foi abundante. Desde o início da ocupação imobiliária, condomínios e loteamentos passaram a substituir extensas áreas de Mata Atlântica e restinga no bairro. No entanto, o estudo recente comprova que a situação piorou nos últimos anos, transformando diversas ruas em corredores de concreto e asfalto, com cada vez menos sombra, biodiversidade e qualidade ambiental. O contraste chama ainda mais atenção porque o Peró é um bairro que abriga a primeira praia do interior fluminense a conquistar a certificação internacional Bandeira Azul, reconhecida por critérios rigorosos de qualidade ambiental, sustentabilidade e educação ecológica. 

Para realizar o levantamento, Rodolfo utilizou imagens históricas do Google Earth, comparando a evolução da paisagem urbana e constatando a redução da cobertura vegetal em diversas vias do local. Segundo o engenheiro, além da retirada gradual de árvores, muitas áreas antes ajardinadas perderam a manutenção, contribuindo para o aspecto árido observado atualmente.

– Fiquei impressionado com o nível de degradação. Eu já tinha essa percepção por frequentar o bairro há anos, mas resolvi confirmar por meio de um mapeamento, rua por rua, utilizando a tecnologia do Google Earth. A arborização diminuiu, o asfalto se deteriorou e muitos jardins, que antes eram bem cuidados e valorizavam o espaço urbano, foram abandonados - relata o engenheiro.

Diante do cenário de abandono de jardins e da supressão de árvores citado no estudo, a reportagem da Folha enviou uma série de questionamentos à Prefeitura de Cabo Frio, mas não obteve nenhuma resposta até o fechamento desta edição. O município foi questionado sobre como funciona a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente para coibir e punir a supressão não autorizada de vegetação urbana, e quantas autuações, multas ou notificações por corte ilegal de árvores foram aplicadas no Peró nos últimos dois anos. A reportagem também perguntou quais foram as ações de compensação exigidas para os novos empreendimentos e condomínios licenciados, e se existe um plano diretor de arborização específico para o Peró devido ao selo Bandeira Azul. Solicitou, ainda, o cronograma atual de zeladoria, manutenção de canteiros e reposição de paisagismo para as vias do bairro, mas a administração municipal manteve silêncio.

O estudo de Rodolfo aponta que condomínios, moradores e até empreendimentos comerciais continuam derrubando árvores por conta própria e sem reposição adequada. O engenheiro reforça que, embora muitas espécies não sejam nativas, ou consideradas de elevado valor paisagístico, elas desempenhavam papel importante na amenização do calor, na retenção de poeira, na absorção de carbono e na melhoria da qualidade de vida dos moradores.

– Infelizmente, houve supressão de árvores sem que fossem adotadas medidas efetivas de compensação ambiental. Muitas vezes prevalece a preocupação com custos de manutenção ou comodidade, enquanto são ignorados os benefícios ambientais, paisagísticos e sociais proporcionados pela vegetação urbana. Recuperar o verde do Peró não exige grandes investimentos, mas vontade política, conscientização e amor pelo bairro - afirma.

Preocupado com o cenário, o engenheiro pretende lançar uma campanha de mobilização comunitária para incentivar a arborização das ruas do bairro. A proposta envolve moradores, síndicos, comerciantes e veranistas, além de cobrar maior participação do poder público. Ele lembra que a Prefeitura de Cabo Frio disponibiliza gratuitamente até duas mudas por morador através do Horto Municipal. No entanto, ressalta que o sucesso da arborização depende da escolha adequada das espécies, do plantio correto, da adubação, da utilização de estacas de sustentação e da irrigação durante o período inicial de desenvolvimento.
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			<title><![CDATA[Proposta une tombamento do Poço do Jorge e protagonismo caiçara na preservação cultural de Búzios

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			<updated>2026-06-13T10:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As comunidades caiçaras de Armação dos Búzios podem passar a exercer um papel formal na proteção do patrimônio histórico, cultural e ambiental do município. Uma indicação apresentada pelo vereador Anderson Chaves (Republicanos) sugere ao Poder Executivo a criação de um programa de participação comunitária. O objetivo é valorizar o conhecimento tradicional e envolver diretamente os moradores nas ações de cuidado com o território.

A iniciativa toma como ponto de partida o Poço do Jorge, situado na região da Lagoa da Ferradura. A meta do plano, no entanto, é abranger o monitoramento ambiental, a educação patrimonial, a orientação a visitantes, a valorização da memória local e o fortalecimento da cultura caiçara em todo o município.

O texto defende que os povos tradicionais acumulam informações sobre os recursos naturais, a história da ocupação do território e os modos de vida locais. Por esse motivo, os moradores estariam aptos a colaborar com as políticas de conscientização e conservação ambiental.

De acordo com o parlamentar autor da indicação, a responsabilidade pela salvaguarda do patrimônio deve ser compartilhada entre a sociedade civil e a administração pública.

— Quem viveu a história do território precisa participar da sua preservação. Os caiçaras carregam conhecimentos, memórias e referências que ajudam a proteger não apenas os espaços físicos, mas também a identidade cultural da cidade – declarou Anderson Chaves.

Além da indicação do programa participativo, o vereador protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei focado no tombamento do Poço do Jorge como Patrimônio Histórico, Cultural e Paisagístico de Búzios. O texto classifica a área como um bem de relevante interesse para a preservação da memória coletiva e das tradições locais.

O projeto de lei também prevê o reconhecimento dos saberes, narrativas, memórias e tradições associados ao Poço do Jorge e às populações tradicionais da região como patrimônio cultural imaterial do município. Os dois expedientes legislativos atuam de forma complementar: o tombamento visa dar garantias jurídicas de proteção ao espaço, enquanto o programa participativo busca estabelecer o protagonismo comunitário na defesa da cultura local.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio ignora Conselho do Rui Barbosa sobre fechamento da escola]]></title>
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			<updated>2026-06-12T12:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Um ano depois da retomada das negociações para o fechamento do Colégio Municipal Rui Barbosa, em Cabo Frio, estudantes, pais e membros do Conselho Escolar ainda aguardam ser chamados para uma reunião na Prefeitura. Desde maio do ano passado o grupo vem tentando agendar audiência com o prefeito Serginho Azevedo, e com a Secretaria de Educação, mas todos os ofícios foram ignorados.

Como forma de protesto, uma faixa foi instalada na frente da escola para marcar o "aniversário de silêncio". A falta de comunicação também se estende aos questionamentos feitos, esta semana, pela reportagem da Folha. A administração municipal não respondeu sobre os motivos para não receber a comunidade escolar, nem sobre o estágio atual das negociações definidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Esta não é a primeira vez que o Colégio Rui Barbosa é alvo de movimentações para encerramento das atividades. Há mais de 20 anos esse fantasma ronda a escola, mantendo a comunidade escolar em constante alerta. Em 2014, por exemplo, o então prefeito Alair Corrêa alegou falta de recursos para manter a unidade de ensino funcionando. Desta vez, no entanto, todos foram pegos de surpresa. Em entrevista à Folha ano passado, a então diretora Ivana Márcia Veríssimo dos Santos, disse que ficou sabendo da retomada das negociações por conta de uma ata que foi enviada, por engano.

— Nós recebemos a notícia de uma maneira equivocada, através de uma ata de uma reunião que teve entre o Ministério Público (MP), o secretário de Educação (Alfredo Gonçalves) e um representante da Secretaria Estadual de Educação. Essa ata acabou sendo enviada, por engano, para o Fundeb, que é um órgão fiscalizador. Foi como se o Fundeb também tivesse participado da reunião. Então foi assim que descobrimos as novas tratativas para o encerramento do Ensino Médio municipal, passando os alunos para a rede estadual — contou Ivana na época.

Então presidente do Conselho Escolar, e atual diretora do Rui Barbosa, Mônica Almeida chegou a revelar que a reunião que gerou a ata foi fruto de uma articulação iniciada ainda em 2021, a partir de uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O órgão está cobrando do município a criação de vagas em creches e no Ensino Fundamental. E, como contrapartida, propôs o encerramento total do Ensino Médio na rede municipal, justificando que a responsabilidade por esta etapa de ensino cabe ao Estado. 

Estudantes, familiares, funcionários e apoiadores do movimento #RuiResiste defendem que o orçamento do município é suficiente para expandir as vagas na educação infantil com outros recursos financeiros, sem a necessidade de sacrificar uma escola de referência. Atualmente, cinco escolas da rede municipal de Cabo Frio possuem turmas de Ensino Médio, mas o Rui Barbosa é a única unidade onde 100% das salas são dedicadas a esse segmento. 

Para driblar o silêncio do prefeito, e chamar a atenção para o assunto, a comunidade escolar vem realizando várias manifestações ao longo do último ano, com distribuição de informativos e publicação de conteúdos nas redes sociais. Um abaixo-assinado contra o fechamento do Rui também foi criado, e placas de protesto foram instaladas na fachada da escola.

“A população de Cabo Frio reagiu, apoiando a continuidade da escola, que é reconhecida por todos como uma instituição pública de alta qualidade e protegida por lei municipal como patrimônio cultural imaterial (Lei Municipal nº 3472/2022). Porém, o gabinete do prefeito não respondeu aos documentos que solicitam reunião, e também não recebeu os representantes da escola durante as manifestações realizadas. Enquanto ignorou os pedidos da comunidade escolar e da população, continuou negociando acordo que acarreta no fechamento definitivo da escola”, diz um trecho da nota enviada pelo Conselho Escolar à Folha esta semana.

Ao jornal, o grupo disse que “apesar da lei federal afirmar que as redes de ensino público devem ser administradas de forma democrática, a Prefeitura seguiu negociando o fechamento da escola de forma anti-democrática, desconsiderando os apelos da população e os pedidos de diálogo do Conselho Escolar do colégio. Desconsiderou também a própria legislação municipal, que obriga a preservação da escola enquanto patrimônio cultural”. Afirmou ainda que “não se tem informação sobre a continuidade dessas negociações em 2026, pois o MPRJ negou o pedido de acesso às novas atas das reuniões, que deveriam ser públicas, e denunciou que a Câmara Municipal de Vereadores também não teria respondido às solicitações de uso da Tribuna Livre da Câmara, “mesmo sendo um direito de todo cidadão”. A Folha questionou o Ministério Público e a presidência do legislativo municipal, mas não houve retorno.
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			<title><![CDATA[Golfinhos são flagrados próximo à Ilha dos Papagaios, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-12T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quem costuma navegar próximo à Ilha dos Papagaios, em Cabo Frio, certamente já foi surpreendido pelo balé dos golfinhos. Nas redes sociais são vários os registros deles saltando próximo a barcos de passeio, jet skis e até em flagrantes feitos por grupos que praticam canoa havaiana. A presença desses animais coincide com a temporada oficial de baleias em Arraial do Cabo, que acontece anualmente entre maio e agosto, com pico de avistamentos em junho e julho, período em que as baleias-jubarte migram das águas geladas da Antártica para o litoral brasileiro em busca de águas mais quentes. Este ano, no entanto, os cetáceos começaram a aparecer mais cedo, ainda no mês de março, segundo a Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Pesquisa, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer (Funtec).

Segundo o biólogo Eduardo Pimenta, o aparecimento de golfinhos perto da costa de Cabo Frio está associado a fatores alimentares e à migração das baleias.

— Geralmente os golfinhos, eles acompanham as baleias Jubartes, e eles se aproximam da costa nesse momento que a gente está com muitos cardumes de tainha e sardinha. Eles podem estar atrás desses cardumes para se alimentar. E a partir daí eles se aproximam muito da costa e são mais visíveis nesse sentido - explicou o biólogo Pimenta.

À Folha, ele também detalhou que a ocorrência desses animais marinhos na costa da Região dos Lagos possui uma influência direta da ressurgência, fenômeno oceanográfico que consiste na subida de águas profundas e frias para a superfície.

— A ressurgência é essa subida dessas águas profundas, trazendo os nutrientes para a região fótica, para a região luminosa, e a partir daí há um boom de toda a cadeia produtiva marinha, com fitoplâncton, zooplâncton, pequenos peixes, peixes médios, peixes grandes, aves, albatrozes, baleias, golfinhos, tubarões. A ressurgência é uma área de muita viscosidade, de muita produção de peixe, e esses animais marinhos, nesses casos os mamíferos marinhos, baleias, botos e golfinhos, se alimentam desses cardumes de peixe. Então, a ressurgência tem, sim, uma influência nesse fenômeno. Não há dúvida nenhuma - garantiu o biólogo.

Além da oferta abundante de alimento gerada pelos nutrientes, a presença constante de cetáceos na região também possui uma explicação geográfica que se conecta diretamente com o formato do litoral local.

— A presença desses animais marinhos por aqui tem uma relação intrínseca com o cabo. O que é o cabo? O cabo é um adentramento da costa na zona oceânica mais profunda, na zona oceânica mais afastada. Então, para que esses animais migrem do sul para o norte, depois voltem do norte para o sul, eles acabam se aproximando muito da região de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios por conta desse acidente geográfico. Por isso eles podem ser facilmente avistados - detalhou Eduardo Pimenta.

Por conta do aumento de flagrantes, muitas pessoas tentam se aproximar para fotografar ou nadar perto dos animais nas praias da região. O especialista alertou sobre a importância de seguir orientações biológicas de segurança para contemplar os golfinhos sem causar estresse à espécie, ou correr riscos.

— Em relação ao avistamento de baleias, botos e golfinhos existe um protocolo de aproximação mais lenta, de evitar uma aproximação muito intensa, de evitar a continuidade da aproximação. Essas recomendações são pertinentes. A Prefeitura de Arraial do Cabo, através da Secretaria de Meio do Ambiente, estabeleceu um protocolo e, inclusive, treinou os barcos que estão habilitados a promover essas incursões para turistas e pesquisadores e curiosos na observação desses mamíferos marinhos - explicou.

Além do ordenamento das embarcações citado pelo biólogo, o investimento do governo cabista para o avistamento seguro de baleias também ganhou reforço em terra firme. Desde o ano passado a Prefeitura investe na instalação de lunetas panorâmicas em pontos da cidade como Pontal do Atalaia e Praia Grande. Segundo o governo municipal, os equipamentos são acessíveis para Pessoas Com Deficiência (PCD), garantindo que todos possam desfrutar das vistas deslumbrantes do município. Fabricadas com material altamente resistente à corrosão e maresia, são ideais para enfrentar as condições desafiadoras do litoral de Arraial do Cabo. O uso da luneta é totalmente gratuito para os visitantes.

Essa estrutura de contemplação se soma a outras frentes de conscientização ecológica promovidas pelo governo no início deste mês de junho, quando a Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Pesquisa, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer promoveu a abertura oficial da temporada das baleias em Arraial do Cabo. Durante três dias, o estádio Hermenegildo Barcellos foi palco do “Fantástico Mundo Marinho”, uma exposição itinerante com réplicas em tamanho natural de baleia-jubarte, tubarão-martelo, tubarão-baleia, tartaruga, golfinhos, Nemo e Dolly. Os visitantes também tiveram acesso a tendas com projetos ambientais e palestras todos os dias.
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			<title><![CDATA[Forte São Mateus recebe nova edição do projeto "O Canto do Forte" e exposição artística]]></title>
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			<updated>2026-06-11T15:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Forte São Mateus, em Cabo Frio, sedia nesta sexta-feira (12) e no domingo (14), a partir das 16h, mais uma edição do projeto municipal "O Canto do Forte". O evento tem entrada gratuita e reúne apresentações de música ao vivo e exposições no espaço. Excepcionalmente neste sábado (13), a programação não será realizada devido à transmissão da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo.

O projeto teve início em janeiro deste ano e apresenta ao público artistas da região e diferentes estilos musicais. Em edições anteriores, o monumento recebeu DJs convidados e bandas de MPB e pop reggae. Para este fim de semana, a programação terá o DJ Sid e Bossa Lounge na sexta-feira (12) e a apresentação do Sunset Eletro Lounge no domingo (14).

Além das atrações musicais, o Forte São Mateus recebe a partir desta quinta-feira (11) a exposição "A Cidade Mais Bonita do Mundo", que permanecerá aberta para visitação até o dia 30 de junho. A mostra reúne cerca de 60 telas de produtores locais que retratam aspectos da cultura e cenários de Cabo Frio por meio de diferentes técnicas artísticas.

O Forte São Mateus é um patrimônio cultural tombado e funciona diariamente para visitação, das 9h às 17h, com acesso gratuito para moradores e turistas.
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			<title><![CDATA[Cabana do Pescador pode finalmente ser restaurada após anos de luta da comunidade ]]></title>
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			<updated>2026-06-11T12:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, autorizou nesta quarta-feira (10) o início das obras de reforma da Cabana do Pescador. O imóvel é tombado como patrimônio histórico pelas esferas municipal e estadual. A estrutura, construída na década de 1940, foi objeto de disputas judiciais e mobilização da sociedade civil, incluindo o movimento Amigos do Peró, após uma determinação de demolição emitida pela Justiça Federal.

O secretário de Turismo de Cabo Frio, Davi Barcelos, informou que a viabilização do projeto ocorreu após a resolução de entraves jurídicos em audiência na Justiça Federal. Com recursos vindos do Fundo Municipal de Turismo, os herdeiros do patrimônio receberam uma indenização no valor de R$ 450 mil. O acordo também prevê a concessão de uso de três quiosques nas praias do município, sendo um para cada herdeiro.

De acordo com o procurador federal Leandro Mitidieri, o Ministério Público Federal (MPF) condicionou o apoio à preservação do imóvel à garantia de que as atividades futuras no local não gerem impactos ambientais na área do entorno.

O projeto de revitalização prevê a instalação de uma sala temática voltada ao meio ambiente e ao turismo, que servirá de suporte para os usuários da trilha do Morro do Vigia. O imóvel abrigará uma central de atendimento ao turista e salas para cursos e capacitações focadas em turismo sustentável.

A proposta inclui a execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). As ações preveem a revegetação do entorno com espécies nativas, a proteção dos recursos hídricos locais e a recuperação ambiental da área afetada.

A prefeitura manterá a fachada e as características arquitetônicas originais da construção. O espaço interno, onde funcionava um restaurante, passará a abrigar o acervo pessoal do pesquisador e ambientalista Jamil dos Anjos, além de uma exposição de réplicas de traineiras e embarcações da pesca artesanal regional. O deck existente será utilizado para atividades culturais, oficinas e feiras de artesanato.

A Cabana do Pescador foi erguida há mais de 80 anos para servir de base de apoio à atividade da pesca artesanal no Peró. Posteriormente, o local funcionou como estabelecimento comercial gastronômico. O imóvel também serviu de cenário para gravações da novela Avenida Brasil, produzida e exibida pela TV Globo.
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			<title><![CDATA[Fun Fest estreia no Shopping Park Lagos nesta quinta-feira (11)]]></title>
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			<updated>2026-06-11T11:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De hoje (11) a domingo (14) o Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, recebe a primeira edição da “Fun Fest - Tributo às Lendas do Rock”, evento que irá reunir tributos a grandes nomes do rock nacional e internacional, como Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22, Charlie Brown Jr., Legião Urbana, Creedence Clearwater Revival e The Beatles.

A programação segue até domingo (14) no estacionamento do Shopping Park Lagos, sempre das 16h às 22h, com apresentações de artistas locais e regionais, que irão interpretar os principais clássicos do rock. A estrutura contará com praça de alimentação, tenda com mesas e cadeiras, área kids e espaços de convivência.

Além dos shows, o evento contará ainda com dois telões para a transmissão do jogo de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, no sábado (13), às 19h.

De acordo com a organização, a expectativa é de que a primeira edição do Fun Fest contribua para o fortalecimento do calendário de eventos da cidade e para a movimentação da economia local:

“O Fun Fest nasce com a proposta de valorizar a música ao vivo e também de movimentar a cidade, criando um ambiente de encontro entre famílias, moradores e turistas”, declarou o produtor do evento, Roger Vilela.

O Shopping Park Lagos fica na Avenida Henrique Terra, número 1.700, Palmeiras – Cabo Frio.  Confira a programação dos shows:

Quinta-feira (11 de junho)
20h – Tributo à Legião Urbana (Banda Ominia Vincit)

Sexta-feira (12 de junho)
18h – Tributo à Creedence Clearwater Revival
20h – Tributo à CPM 22 e Forfun (Banda Rust)

Sábado (13 de junho)
17h – Tributo à Rita Lee (Ju Feliciano)
19h – Transmissão do jogo Brasil x Marrocos
21h – Tributo à Pitty (Banda Equalize)

Domingo (14 de junho)
18h – Tributo aos Beatles (Cantor Vini)
20h – Tributo a Bon Jovi (Banda Sênior José)
 
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			<title><![CDATA[Livro infantil resgata patrimônio de Cabo Frio através dos olhos de um menino com deficiência]]></title>
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			<updated>2026-06-10T17:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta-feira (12), às 18h, o Museu José de Dome (Charitas), no Centro de Cabo Frio, vai sediar o lançamento do livro infantil "As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio". Escrito pela professora da rede municipal, Letícia Sardinha, a obra une inclusão, amizade e o resgate do patrimônio histórico local em uma narrativa voltada para as crianças.

Com 40 páginas ilustradas pelas mãos de Juliana Afonso, e publicado pela Editora Biaju, o livro acompanha a jornada de Antônio, um menino com deficiência nas pernas que mora na histórica Vila da Passagem. A rotina do protagonista se transforma completamente quando um grupo de crianças se une para criar formas criativas de incluí-lo em suas brincadeiras. 

À Folha, Letícia contou que o nome do personagem principal não foi escolhido ao acaso: Antônio é uma homenagem ao escritor cabo-friense Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado o primeiro romancista brasileiro.

Ao longo das páginas, as brincadeiras e aventuras do grupo de amigos servem de condução para que os pequenos leitores descubram a riqueza do patrimônio cultural e histórico do município. Elementos marcantes da identidade cabo-friense, como a Praia do Forte, o Forte São Mateus, as salinas, a Igreja de São Benedito, o Convento Nossa Senhora dos Anjos e o Morro da Guia são integrados à poesia do texto. A proposta de Letícia Sardinha, que atualmente cursa mestrado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) na área de literatura infantil e inclusão, é despertar nas crianças o sentimento de pertencimento e o amor pela própria terra.

– É uma obra que celebra a infância, a inclusão e o poder transformador da amizade - explicou

A preocupação com a acessibilidade vai além da temática da história: ela também se reflete na própria estrutura física do livro. A obra conta com um código QR Code na contracapa, que direciona o leitor para um vídeo no YouTube. Lá, a história ganha vida com a narração em áudio feita por Letícia, e interpretação simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras) realizada por Stefany Rocha. O recurso garante que crianças cegas, surdas ou com restrições de leitura tenham pleno acesso ao universo poético criado pela escritora.

"As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio" é o terceiro livro escrito por Letícia Sardinha. Ela também é autora de “Ana Buziana” (que narra a história de uma menina preta, surda e cheia de imaginação na cidade de Armação dos Búzios), e “Raimundo Resmungo” (a história de um menino resmungão que está sempre em busca de uma boa história). 
 
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			<title><![CDATA[Bares da região apostam em telas grandes e promoções para a Copa do Mundo

]]></title>
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			<updated>2026-06-09T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, marcada para sábado (13), às 19h, abriu a temporada de preparativos nos bares e restaurantes de Cabo Frio e Búzios. Alguns estabelecimentos já anunciaram programação e promoções para atrair os torcedores a partir desta quinta-feira (11), data da abertura oficial do mundial, e do primeiro duelo do mundial: às 16h, no estádio Estádio Azteca, as seleções do México e África do Sul abrem oficialmente a competição.

Este ano, a Copa do Mundo será disputada em três países diferentes (Estados Unidos, México e Canadá). Por conta disso, a FIFA confirmou que haverá três cerimônias de abertura oficiais para marcar o início do torneio nos três países-sede. A primeira delas será no dia 12, a partir das 13h, no SoFi Stadium, em Los Angeles. A festa vai contar com shows de grandes artistas internacionais, incluindo a cantora brasileira Anitta, Katy Perry, Lisa, Rema e Tyla. No Brasil, os jogos serão transmitidos pela TV Globo, Sportv, Globoplay, ge TV, Cazé TV, SBT e N Sports. 

Pra quem gosta de transformar os jogos em oportunidade de diversão, o boteco Seu Osmar, na Rua Porto Alegre, em Cabo Frio, anunciou que já estruturou o espaço: a transmissão dos jogos será feita em seis TVs. Além disso, eles garantem que haverá chopp gelado e petiscos para quem for acompanhar cada lance no local. No restaurante Bamba, na Passagem, a estratégia para atrair o público é promocional: a casa vai distribuir copos da seleção para os clientes que atingirem o consumo de R$ 150.

Em Búzios, a Noi também confirmou a transmissão oficial dos confrontos da seleção. O estabelecimento, que fica na Rua Manoel Turíbio de Farias, no Centro, preparou um cardápio com chopp gelado e petiscos para motivar o público a reunir os amigos e escolher a mesa com antecedência.
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			<title><![CDATA[Olhar da Perifa cria Centro de Memória para contar história silenciada de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-08T10:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Enquanto a ausência de um Centro de Memória municipal deixa a história oficial de Cabo Frio em um limbo institucional, um grupo do Grande Jardim Esperança se movimentou para preencher essa lacuna. Fruto do Edital de Fomento à Cultura da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do edital de Pontos de Cultura, o Centro de Memória Afro-Indígena Olhar da Perifa foi inaugurado no dia 25 de março, e funciona no CIEP 458 Hermes Barcelos. 

O projeto surgiu a partir das oficinas e aulas de fotografia do coletivo Olhar da Perifa. As atividades eram voltadas para jovens da rede pública, que usavam as lentes como expressão de crítica social. A iniciativa ganhou corpo com a integração da pesquisa de mais de uma década desenvolvida pelo historiador Pierre de Cristo. O mapeamento dos pontos históricos situados do outro lado da ponte Feliciano Sodré, conduzido por ele em passeios que reuniram os jovens da oficina, estudantes da rede pública e usuários do CRAS do Jardim Esperança, revelou as memórias do extinto telégrafo, da estação de trem da Avenida Wilson Mendes, da antiga fábrica de cerâmica e das salinas. A ação foi o pontapé que faltava para democratizar uma narrativa frequentemente negligenciada.

– O Centro de Memória Afro-indígena não é um centro de memória municipal geral. Ele atua com fragmentos voltados à história da escravização africana e indígena, que dialoga com a história geral da cidade de Cabo Frio. Não podemos apagar a história dos povos originários e tradicionais dentro da história geral da cidade. Neste sentido, o Centro de Memória Afro-indígena tem suas raízes primárias no segmento africano, indígena e no histórico do território do Jardim Esperança – detalhou Pierre de Cristo, que atua como curador voluntário do espaço.

Embora a estrutura funcione de maneira comunitária dentro de uma escola pública, a amplitude do acervo rebate a lógica de que o conhecimento de qualidade reside apenas nos centros urbanos. São mapas detalhando antigas fazendas escravocratas, inventários que listavam negros e indígenas como bens, e registros de navios negreiros que desembarcaram na região da Baixada Litorânea.

– A amplitude é enorme, pois é um trabalho desenvolvido há muitos anos, com pesquisas nas principais instituições do Brasil, como Museu Nacional, Arquivo Nacional, Museu da Justiça, entre outros, onde existe uma grande parcela de documentação sobre o tema afro-indígena, que faz parte da história oficial da cidade de Cabo Frio. E isso dialoga inteiramente com a história da cidade, uma vez que estamos falando sobre a escravização de seres humanos que vieram pela diáspora para construir essa cidade, casas, ruas, economia. Fizeram a riqueza desta cidade com mão de obra de seres humanos que foram escravizados. Desta forma, sempre vão dialogar com toda a cadeia política, social e institucional da cidade – argumenta Pierre.

O acervo físico conta com cerca de 500 livros doados do acervo pessoal de Pierre, com a temática afro-indígena. São obras não só de autores negros, mas também de pesquisadores e historiadores que lançaram obras relacionadas à escravização afro-indígena. Há também doações expressivas, como a linha do tempo da história africana cedida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), o catálogo da trilogia da Pequena África do Instituto Pretos Novos (IPN) e materiais da Fundação Palmares. Recentemente, o espaço recebeu uma visita técnica e o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A montagem técnica e a catalogação do material receberam o apoio acadêmico de Thamires Oliveira, responsável pelo acervo de Dona Urozina no Museu da Maré, no Rio de Janeiro. A base histórica também foi enriquecida de maneira espontânea por pesquisadores independentes.

– Não houve seleção de parceiros. Simplesmente pessoas acreditaram em nosso projeto. Entendo que era mais do que necessário falarmos sobre esses povos que foram apagados da história de forma proposital. Pouco se fala sobre a escravidão em Cabo Frio. Neste sentido, ganhamos muitos parceiros pelo Brasil afora, e que estão a cada dia mais envolvidos no Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa – pontuou o curador.

Responsável pela supervisão técnica do Centro de Memória comunitário, Thammy Carvalho contou à Folha que entre os parceiros do espaço também estão a Coletiva Gecay, de São Pedro da Aldeia, que reúne mulheres historiadoras e pesquisadoras. Citou, também, o apoio de Maria Werneck, filha do historiador Márcio Werneck, que doou grande parte do acervo manuscrito para o espaço. Segundo Thammy, “Márcio foi um grande jornalista e fotógrafo que registrou essa parte da escravização afro-indígena na região”.

Apesar de contar com relíquias materiais impressionantes (incluindo um giramundo, antigo objeto de ferro utilizado para torturar e castigar os escravizados que tentavam fugir), Thammy aponta que o projeto enfrenta barreiras invisíveis impostas pela própria elite intelectual da cidade.

– Nós publicizamos todo o processo de formação. Fomos nas rádios, nos jornais, a Folha dos Lagos fez divulgação, temos as nossas redes sociais. O espaço foi divulgado para pessoas do Rio que vieram na inauguração. Tivemos a presença do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, instituição com 37 anos de atuação em pesquisas sobre culturas negras, além de representantes do Pescarte, pessoas de Búzios, São Pedro e Araruama. Acho que as pessoas que não vieram, ou não tiveram agenda para vir, ou que desconhecem a proposta, não querem atravessar a ponte. Muitas vezes existe um certo preconceito em atravessar a ponte para acessar o conhecimento – desabafa Thammy Carvalho.

A supervisora técnica do Centro de Memória é categórica ao definir o fenômeno social que cerca a invisibilização da periferia.

– A gente fala muito sobre o racismo epistêmico, que justamente descredibiliza qualquer forma de conhecimento vindo de áreas periféricas, de pessoas negras, de territórios majoritariamente constituídos por pessoas negras ou periféricas. A gente precisa pensar, também, que há uma grande vontade de não tornar esses espaços visíveis. Infelizmente, tem sim uma classe que não gostaria de estar da ponte para cá. O Centro de Memória foi feito por muitas mãos, foi fruto de muito trabalho, de organização. Foi feito com dinheiro público e tudo foi prestado contas. É importante ressaltar o trabalho voluntário do Pierre, e o trabalho de esforço manual que nós tivemos de levar os livros, montar, pensar as mesas e a iluminação dentro das condições possíveis porque estamos dentro de um Ciep. É o Ciep fazendo seu papel fundamental de acolher a comunidade. Acho que falta, também, o esforço dos pesquisadores, historiadores e da classe artística de divulgar o que tem na periferia. Isso é notório, já que a gente também nem tem um espaço cultural efetivo municipal da ponte para cá. A gente tem espaço cultural da ponte para lá, como o Palácio das Águias, o próprio Charitas e outros pontos – critica a supervisora.

Essa descentralização promovida pelo Olhar da Perifa se estende para além das fronteiras municipais, servindo como base teórica que poupa pesquisadores de viagens longas até a capital do estado.

– O Centro de Memória preenche uma grande parte da história não só de Cabo Frio. Muitas pesquisas aqui são sobre Araruama, São Pedro da Aldeia, Búzios... A importância do Olhar da Perifa e do Centro de Memória é imensa porque eles democratizam o acesso ao conhecimento e à informação de forma descentralizada. Isso quer dizer que o acesso ao conhecimento não vai estar só no Centro, ele também vai estar na periferia. O acesso que se buscaria no Rio para pesquisa de mestrado, doutorado, ou simplesmente para conhecer a história, hoje a gente tem grande parte aqui – reforça Thammy Carvalho, refutando qualquer tentativa de rotular a iniciativa como meramente temática. “Compreendendo que o Centro de Memória não é somente do Jardim Esperança: ele está localizado no Jardim Esperança, assim como o Charitas está localizado no Centro de Cabo Frio. Tornar isso como uma coisa temática é inferiorizar toda uma história que constituiu a história de uma região. Não é um trabalho temático, é um trabalho histórico. E para garantir que todos tenham acesso a esse direito, já estruturamos ações para receber o público: as visitas acontecem por agendamento prévio (Instagram @coletivoolhardaperifa), sempre às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h”, explicou Thammy.

O esforço está sendo reconhecido. A resposta do público e da comunidade acadêmica tem surpreendido a equipe. Segundo Pierre, o espaço tem recebido visitas de escolas públicas, privadas e universidades interessadas em explorar essa fatia cronológica.

– A procura tem sido bem grande, estamos até surpresos. É um tema que está sendo cada dia mais descortinado por historiadores e pesquisadores pelo Brasil e pelo mundo. Temos feito muita divulgação e estamos tendo retorno ampliado. Semana passada, a convite do Museu da Justiça, fomos palestrar justamente sobre o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. E temos recebido outros convites de instituições acadêmicas. A história afro-indígena, e do próprio território, vai sendo construída aos poucos, e estamos felizes por democratizar a cultura no bairro do Jardim Esperança – celebra Pierre de Cristo.

Para os interessados em colaborar, a instituição mantém critérios rígidos de seleção para novas doações, focando no enriquecimento consciente do acervo. A prioridade, segundo Pierre, é para livros de temática racial e antirracista, além de peças artísticas ligadas ao movimento negro, e registros históricos locais (como fotografias antigas ou jornais) das comunidades do Jardim Esperança, que podem ser doados definitivamente, ou cedidos temporariamente para digitalização e catalogação.


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			<title><![CDATA[Teatro de Cabo Frio deve ser inaugurado em agosto, no aniversário de 29 anos do espaço]]></title>
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			<updated>2026-06-06T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltam cerca de três meses para a conclusão da reforma do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio. Apesar da boa notícia, um fantasma continua rondando a cidade: a falta de planejamento para a efetiva reabertura do espaço. Em maio, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha que as intervenções estruturais estão entrando na reta final, com previsão de entrega para agosto deste ano. No entanto, o governo municipal mantém silêncio absoluto sobre o que acontecerá após o recebimento do prédio.

Há meses o jornal vem questionando a Prefeitura de Cabo Frio sobre o cronograma de reabertura do espaço, fechado há quase 10 anos por conta de problemas estruturais e de segurança. Nas últimas semanas foram formalizados novos questionamentos sobre o prazo estimado para reabertura dos portões ao público, e sobre possíveis ações, editais ou espetáculos planejados pela Secretaria de Cultura para a solenidade de reinauguração. Novamente, nenhuma resposta foi enviada. Mas, durante as celebrações do Dia da Dança, na Praça Porto Rocha, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, teria anunciado a intenção de entregar o espaço cultural no próximo dia 14 de agosto. A data escolhida coincide com o aniversário de 29 anos de fundação do teatro.

O vácuo de informações oficiais contrasta com o cronograma detalhado apresentado pela fundação estadual. Segundo a Faetec, setores vitais como backstage, cobertura, área administrativa, banheiros e o sistema de climatização já foram concluídos. O Termo de Cooperação Técnica firmado em 2025 prevê que, além de receber espetáculos, o teatro com capacidade para 235 lugares funcionará como um centro de formação profissionalizante, oferecendo cursos gratuitos como Formação Inicial de Ator, Assistente de Cenografia e Maquiador Cênico.

A falta de posicionamento da prefeitura gera incertezas sobre a agilidade desse processo de reabertura do espaço. Isso porque, historicamente, o teatro sofre com prazos descumpridos desde que foi interditado, em 2017. Logo no início da atual gestão, em janeiro de 2025, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a ventilar uma reabertura para o segundo semestre do ano passado, o que foi seguido por sucessivos adiamentos internos ao longo dos meses, incluindo previsões frustradas para o fim de ano passado e para o pós-carnaval deste ano.

Em 2023 a Folha chegou a lançar a campanha #euqueroteatro. O objetivo era o de cobrar a reabertura do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. A ação recebeu apoio do ator Oscar Magrini, que já se apresentou duas vezes no espaço, a convite do produtor cultural Olavo Carvalho.

— O teatro de Cabo Frio é um grande teatro. Olavo Carvalho, meu amigo, já me levou aí, e fiz duas apresentações. É um teatro fantástico. Cabo Frio tem um teatro maravilhoso, e eu quero esse teatro aberto — pediu o ator.

Quem também apoiou a campanha foi o ator Nelson Freitas.

— Tô sabendo que existe um esforço para trazer de volta o Teatro Municipal de Cabo Frio. Eu sou um dos maiores apoiadores, até porque eu comecei praticamente a minha carreira solo lá no teatro. Eu acho esse teatro uma graça. Então, por favor, vamos valorizar a cultura da Região dos Lagos. Vamos valorizar o teatro. E vamos fazer com que o Teatro Municipal de Cabo Frio seja aberto — conclamou o ator.

Também por conta da campanha #euqueroteatro, o produtor cultural Olavo Carvalho contou à Folha sobre a recepção calorosa que a plateia deu ao Nelson Freitas.

— Ele já era um cara consagrado, mas ainda não havia experimentado um stand up. Eu o convenci de fazer esse stand up no Teatro Municipal de Cabo Frio. Nós sentamos num bar, fizemos um roteiro, tudo improvisado, com músicas, com piadas, com contos, e o Nelsinho foi lá e ficou quase três horas no palco, para nosso espanto. A plateia não queria o deixar sair do palco. Aí ele sentiu que tinha força e poder para estar no palco sozinho. Então, vamos reabrir o Teatro Municipal de Cabo Frio para que outros atores possam ter o privilégio de subir naquele palco. A arte agradece — afirmou Olavo.
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			<title><![CDATA[Agenersa investiga Prolagos por despejo de esgoto na laguna; deputado quer suspensão do contrato]]></title>
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			<updated>2026-06-05T12:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) está finalizando um relatório sobre a fiscalização que teria constatado, no último dia 28, despejo de esgoto in natura, além de forte odor, em trechos da Laguna de Araruama, como Camerum, Boqueirão, Mossoró e Canal Diuana Zacharias, em São Pedro da Aldeia. Em nota encaminhada à Folha dos Lagos, o órgão informou estudar eventual “aplicação de penalidades à Prolagos”.

Enquanto isso, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) informou à Folha que vai pedir a suspensão do contrato da concessionária. O documento deve ser protocolado nos próximos dias. Knoploch acompanhou a fiscalização da Agenersa no dia 28, em São Pedro da Aldeia. A Prolagos informou que também participou da vistoria, mas negou a existência de irregularidades no sistema operado pela empresa.

O deputado disse ainda que flagrou um caminhão da concessionária na localidade. Segundo ele, o veículo teria sido enviado pela empresa para tentar “maquiar” o cenário, com a retirada de dejetos da água.

— Após as denúncias, a área foi parcialmente limpa às pressas, antes da fiscalização. Mas quem vive a realidade da região sabe que o problema não começou ontem e não termina com uma maquiagem de última hora. Moradores, pescadores e trabalhadores locais convivem há anos com os impactos de uma situação que afeta o meio ambiente, a saúde pública e a economia da cidade — pontuou.

A fiscalização da agência reguladora foi solicitada pelo próprio parlamentar, que já havia atestado as condições do local em uma primeira vistoria, realizada no início de maio. Na ocasião, Alexandre Knoploch gravou um vídeo mostrando que os pescadores do Camerum, Mossoró e Boqueirão têm dificuldade para sair de barco por causa da grossa camada de lama e lodo em toda a orla.

A Prolagos rebateu as denúncias do deputado e afirmou que o caminhão enviado ao local não tinha o objetivo de “maquiar” o cenário. Segundo a empresa, o caminhão vacol teria acompanhado a ação para atender às demandas da Agenersa e da equipe do deputado, entre elas a abertura de tampões de ferro que dão acesso a poços de visita, “cumprindo as normas de segurança seguidas pela concessionária”.

Na nota, a Prolagos reforçou que “esse tipo de caminhão faz parte do trabalho diário da concessionária, cumprindo rotina diária de manutenção preventiva em todo o sistema”.

A empresa também informou que está executando um pacote de investimentos de R$ 450 milhões em obras, inclusive em São Pedro da Aldeia, onde uma nova rede já está em operação na orla do Camerum. Disse ainda que mantém ações de melhoria, em conjunto com o Comitê de Bacias e a prefeitura de São Pedro da Aldeia, para contribuir com a remoção do lodo que, segundo a empresa, é formado pela decomposição de algas e resíduos.

A Prolagos concluiu a nota explicando que “o sistema permanece operando normalmente” e que os trechos visitados são contemplados por rede coletora de esgoto, além de cinturão coletor. Questionada sobre em quanto tempo esses trechos estarão livres da lama e do lodo, a concessionária não respondeu.

O histórico de denúncias sobre a situação da Laguna em São Pedro da Aldeia é antigo. Reportagens publicadas pela Folha em fevereiro de 2025 revelam que a Agenersa já conhecia a situação de pontos como Camerum, Mossoró e Boqueirão.

Também em fevereiro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a pedir a prisão do presidente da concessionária por crime ambiental decorrente do despejo de esgoto na Laguna de Araruama, além de solicitar multa mínima de R$ 20 milhões para a empresa. Na ocasião, vistorias técnicas realizadas em todas as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da concessionária e em múltiplos pontos da Laguna teriam comprovado a materialidade do crime ambiental.
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			<title><![CDATA[4ª Marcha pelos Oceanos deve reunir 600 pessoas nesta segunda (8) em Cabo Frio

]]></title>
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			<updated>2026-06-05T10:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Pelo menos 600 voluntários estão sendo esperados, nesta segunda-feira (8) para a 4ª Marcha dos Oceanos, em Cabo Frio. O evento, que acontecerá na Praia do Forte, vai comemorar o Dia Mundial dos Oceanos, além de celebrar a Semana do Meio Ambiente na Região dos Lagos.Realizada pelo Projeto Mar Sem Lixo em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio, a iniciativa vai reunir estudantes, educadores, ativistas e a comunidade em geral com o objetivo de conscientizar a população sobre a urgência da preservação marinha.

A programação oficial terá início às 9h30 no trecho conhecido como Lido. De lá os participantes sairão em caminhada pela orla até a Praça da Cidadania. O objetivo, segundo Gisele, é chamar a atenção de moradores e turistas para a importância da proteção dos mares.

Ao final da caminhada, às 10h30, acontece a abertura da exposição e apresentação dos projetos parceiros. Na Praça da Cidadania o público também poderá visitar tendas educativas, participar de atividades interativas e de divulgação científica promovidas por instituições reconhecidas nacional e internacionalmente, como o Projeto Albatroz, o Instituto BW, a Sea Shepherd, o NEPAC, a Solar Divulgação Científica e o Projeto Farol Azul Cultura Oceânica, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri lembra que a iniciativa já se consolidou como uma importante ação socioambiental na região, reforçando que pequenas atitudes diárias podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta.

– A Marcha pelos Oceanos reforça a importância da educação ambiental e da participação coletiva na construção de um futuro sustentável. Por isso convidamos toda a população para esta mobilização por mares mais limpos e saudáveis. Se alguma escola, ou instituição, quiser participar, é só me chamar no whatsapp (22) 99736-0274 – convoca a vice-presidente do projeto Mar Sem Lixo.
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			<title><![CDATA[Projeto Mais Verde forma jovens lideranças socioambientais em Cabo Frio e outras cidades do estado
]]></title>
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			<updated>2026-06-04T12:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O debate sobre mudanças climáticas e conservação ganhou uma abordagem diferenciada para cerca de 125 estudantes da rede pública fluminense. Em vez de focar exclusivamente em discursos tradicionais como reciclagem, preservação ou plantio de árvores, o Projeto Mais Verde (realizado pela organização Campus Avançado, com fomento do Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) propõe aos jovens uma reflexão mais ampla sobre justiça social, território, ancestralidade, participação política e os impactos desiguais da crise climática sobre diferentes populações. Realizada simultaneamente em cinco municípios do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa conecta educação ambiental crítica, cidadania e protagonismo juvenil a partir da realidade dos territórios onde os participantes vivem.

Ao longo dos últimos dois meses, os estudantes vêm discutindo temas como racismo ambiental, desigualdade urbana, povos tradicionais, agricultura familiar, participação social, emergência climática e modelos de desenvolvimento. O objetivo é estimular a compreensão de que os desafios ambientais não podem ser analisados de forma isolada das questões sociais, econômicas e históricas. 

Mais do que transmitir conteúdos, a proposta busca formar jovens capazes de compreender criticamente seus territórios e atuar na construção de soluções coletivas para os desafios ambientais contemporâneos. Para isso, o cronograma de atividades incluiu aulas expositivas, dinâmicas participativas, pesquisas, visitas técnicas, ações em campo, práticas de cultivo, debates com especialistas e intervenções comunitárias. 

Na Região dos Lagos, Cabo Frio tem sido palco de atividades que unem teoria e prática no cotidiano dos estudantes. No município, as atividades combinaram debates inspirados por pensadores como Ailton Krenak, Nego Bispo e Ana Primavesi, com experiências práticas de plantio, compostagem e identificação de espécies nativas. Além disso, os estudantes criaram um perfil em rede social administrado por eles próprios, transformando-se em produtores de conteúdo voltado às pautas socioambientais.

Em Campos dos Goytacazes, uma atividade sobre ancestralidade levou uma estudante a pesquisar a própria história familiar. Durante a investigação, ela descobriu documentos que revelavam que um de seus bisavôs havia sido escravizado por uma família tradicional de seu distrito, provocando debates sobre memória, pertencimento e desigualdade histórica entre os participantes. Em Teresópolis, uma caminhada guiada pelo bairro do Caxangá permitiu que os estudantes observassem, pela primeira vez, contrastes sociais e ambientais presentes em regiões separadas apenas pelo Rio Paquequer, transformando trajetos cotidianos em reflexões sobre saneamento, ocupação urbana e justiça ambiental.

A movimentação também gerou impactos na região industrial e na região metropolitana. Em Volta Redonda, os jovens relacionaram os impactos ambientais da industrialização à história da cidade, discutindo desde os efeitos da atividade siderúrgica até temas como ecofeminismo, gênero e mudanças climáticas, além de iniciarem a implantação de uma horta escolar para colocar em prática os conhecimentos. Em Niterói, a troca de experiências entre estudantes de diferentes realidades fortaleceu a compreensão de que as questões ambientais atravessam todos os aspectos da vida cotidiana, estimulando a construção coletiva do conhecimento, a escuta e a autonomia dos participantes.

Segundo a coordenação do projeto, um dos principais resultados observados até o momento é o fortalecimento do protagonismo juvenil e da capacidade dos estudantes de relacionar questões globais, como a crise climática, às experiências concretas vividas em seus bairros, escolas e comunidades. A experiência, que ganha visibilidade durante a Semana do Meio Ambiente, mostra que a educação ambiental pode ir além dos discursos tradicionais e se tornar uma ferramenta de transformação social, ampliando a participação cidadã e preparando novas gerações para enfrentar alguns dos maiores desafios do século XXI.
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			<title><![CDATA[Espetáculo "O Dia da Visita" será apresentado nesta sexta (5) no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/cultura/espetaculo-o-dia-da-visita-sera-apresentado-nesta-sexta-5-no/21977/"/>
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			<updated>2026-06-04T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos apresenta, nesta sexta-feira (5), às 18h, o espetáculo teatral “O Dia da Visita”. A apresentação será na Casa de Cultura Charitas, no Centro de Cabo Frio. A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura por meio da distribuição gratuita de 40 ingressos ao público.

Com texto e direção do dramaturgo Anderson Macleyves, a montagem mergulha nas complexidades das relações humanas diante da passagem do tempo e da inevitabilidade da finitude. Em cena, um encontro aparentemente simples revela sentimentos reprimidos, memórias mal resolvidas e afetos que resistem ao desgaste da vida.

Transitanto entre o humor ácido, a ironia e a delicadeza emocional, a narrativa constrói um retrato profundamente humano sobre o desejo de amar, rir, confrontar e permanecer vivo mesmo quando tudo parece caminhar para o fim. A peça propõe ao espectador uma experiência intensa, sensível e provocadora, conduzindo o público a refletir sobre os vínculos que persistem apesar das ausências e das perdas.

O elenco reúne os atores Waltão Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Sabrina Gabriela, em performances que equilibram emoção, tensão e leveza, reforçando a potência dramática do texto.

Além de fortalecer a cena teatral local, o espetáculo reafirma a importância da arte como espaço de encontro, reflexão e pertencimento. Os ingressos gratuitos serão distribuídos presencialmente na entrada do Charitas, a partir das 17h, obedecendo à ordem de chegada.

SERVIÇO
Data: 05 de junho
Horário: 18h
Local: Casa de Cultura Charitas
(Praça Porto Rocha, Centro – Cabo Frio/RJ)
 Ingressos: 40 cortesias gratuitas distribuídas no local a partir das 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: (22) 99951-7331
Realização: Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos
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			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi marca início da temporada de festas juninas em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/feriado-de-corpus-christi-marca-inicio-da-temporada-de-festas-juninas/21979/"/>
			<id>https://www.folhadoslagos.com/geral/feriado-de-corpus-christi-marca-inicio-da-temporada-de-festas-juninas/21979/</id>
			<updated>2026-06-03T20:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Junho marca o início da temporada de festas juninas em Cabo Frio, período de bandeirinhas, comidas típicas e programação especial que movimenta a cidade. Entre os dias 4 e 7 de junho, de quinta a domingo, durante o feriado de Corpus Christi, o estacionamento do Shopping Park Lagos entra no clima de mais uma edição do Arraiá Park Lagos.

A programação acontece diariamente, das 16h às 22h, com shows ao vivo e atividades voltadas para toda a família. O espaço será ambientado como um verdadeiro arraiá, com clima junino, música e gastronomia típica, em uma celebração que valoriza uma das tradições mais populares do calendário cultural brasileiro.

O evento é uma realização da Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e do Shopping Park Lagos, com apoio de Fast Chopp Brasil e cervejas oficiais Amstel Brasil e Heineken Brasil.

 Na sequência, entre os dias 11 e 14 de junho, o mesmo espaço recebe a estreia da “Fun Fest – Tributo ao Rock”, evento dedicado ao rock nacional e internacional. A programação inclui tributos a Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22 e Charlie Brown Jr.

O evento também contará com transmissão da abertura da Copa e do primeiro jogo do Brasil, além de área kids e estrutura voltada ao entretenimento e convivência do público.

Para o produtor do evento, Roger Vilela, a ideia é oferecer experiências diferentes, mas complementares.

“É um convite para as famílias viverem momentos leves, de encontro e diversão. O Arraiá Park Lagos já virou tradição, e a “Fun Fest - Tributo ao Rock” chega com uma energia incrível, trazendo grandes tributos do rock e uma programação que conversa com várias gerações”, afirma.

 
Serviço:

Arraiá Park Lagos
4 a 7 de junho
Das 16h às 22h

1ª edição “Fun Fest - Tributo ao Rock”
11 a 14 de junho
Das 16h às 22h
Local: Shopping Park Lagos - Rua Henrique Terra, Portinho, Cabo Frio

Realização: Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e Shopping Park Lagos
Cervejas oficiais: Amstel e Heineken
Apoio: Fast Chopp Brasil
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			<title><![CDATA[Prefeitura intensifica fiscalização e monitoramento para o feriado de Corpus Christi em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-03T19:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, na tarde desta quarta-feira (3), que organizou um esquema um esquema especial de trânsito e segurança por conta do feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (4). A ação, segundo o governo municipal, vai contar com atuação ampliada da Guarda Civil Municipal, da Fiscalização de Posturas e da Defesa Civil, além das equipes que já trabalham diariamente no município. O planejamento envolve pontos estratégicos da cidade, incluindo praias, áreas comerciais e vias de maior circulação, tanto na área central quanto em Tamoios.

Entre as medidas previstas estão o apoio no ordenamento do trânsito durante a confecção dos tradicionais tapetes de sal e das procissões religiosas que acontecem nos bairros do Centro, São Cristóvão, Jardim Esperança e no distrito de Tamoios.

As ações também incluem o uso de tecnologia para ampliar o monitoramento e a fiscalização durante o feriado. Drones e a Central de Monitoramento Móvel serão utilizados pela Guarda Civil Municipal no acompanhamento das áreas de maior movimentação, com sistema de identificação de foragidos da justiça. Ao todo, 60 agentes e seis viaturas estarão mobilizados ao longo do período.

Nas praias, especialmente na Praia do Forte, a fiscalização será intensificada com foco no ordenamento urbano e na orientação aos frequentadores. Seguem proibidos o uso de caixas de som, a entrada com garrafas de vidro e a prática de altinhas fora dos horários e locais permitidos.

A Defesa Civil também atuará em conjunto com a Fiscalização de Posturas na vistoria de carrinhos de ambulantes que utilizam gás, além do monitoramento constante das condições climáticas para atuação preventiva em caso de necessidade.

Em caso de denúncias ou emergências, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153 ou a Defesa Civil pelos números 199 e (22) 2647-0199.

 
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			<title><![CDATA[Táxi Marítimo tem nova rota ligando Passagem e Ogiva, em Cabo Frio
]]></title>
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			<updated>2026-06-03T18:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A partir desta semana, moradores e turistas que precisarem fazer a travessia entre os bairros Ogiva e Passagem, em ambos os sentidos, já podem contar com a nova rota aquaviária operada por táxis marítimos. As viagens podem ser solicitadas pelo telefone (22) 99999-2500, sob demanda. A tarifa é de R$ 7 por passageiro, e o serviço funciona diariamente, das 8h às 17h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, responsável pela intermediação junto à Marinha do Brasil para a liberação da rota, a iniciativa considera especialmente a chegada do período de baixa temporada. Nesta época do ano, há uma redução significativa no fluxo de embarcações no Canal do Itajuru, o que proporciona melhores condições operacionais para a implantação experimental e monitorada do serviço.

O secretário municipal de Turismo, Davi Barcelos, destacou a importância da retomada da rota, que já funcionou em outros períodos.

“Essa solicitação surgiu a partir da manifestação e do interesse da própria população, uma vez que o serviço já foi oferecido em anos anteriores e é reconhecido como uma importante alternativa de transporte e integração entre os bairros Ogiva e Centro da cidade. Trata-se de uma opção de deslocamento aquaviário que contribui para a mobilidade urbana”, destacou.

https://noticias.cabofrio.rj.gov.br/taxi-maritimo-tem-nova-rota-ligando-passagem-e-ogiva-em-cabo-frio/
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			<title><![CDATA[Escritora de Iguaba Grande será tema de apresentação na Feira Literária da cidade]]></title>
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			<updated>2026-06-03T10:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora e jornalista Andrea Morais, autora dos livros "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" e "Aninha, Robertinho e as Pipocas", terá sua história contada na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG) através da apresentação da Escola Municipal Sapeatiba Mirim. O primeiro livro da autora foi publicado em 2016. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de julho, a partir das 8 horas, na Praça da Estação, no Centro de Iguaba. 

Este ano a FLIG terá a valorização da mulher no mundo da literatura como foco das apresentações escolares. O tema "Quando elas escrevem, o mundo lê: um século de encantos literários" vai contemplar o período de 1926 a 2026, e surge como uma proposta pedagógica que visa destacar a contribuição das mulheres escritoras na construção da literatura ao longo dos últimos 100 anos. A ideia é valorizar a produção literária feminina ao longo desse século e ressaltar a contribuição das escritoras para a cultura, a educação e a formação crítica da sociedade. 

O projeto, estruturado pela Secretaria Municipal de Educação de Iguaba Grande, também pretende valorizar mulheres que, historicamente, enfrentaram desafios para publicar suas obras e conquistar reconhecimento no campo literário. O projeto estabelece ainda um diálogo entre a literatura feminina e o universo dos contos de fadas, preservando o encanto dessas narrativas e promovendo releituras que evidenciem o protagonismo feminino, a autonomia e a força das personagens.

O nome de Andrea foi sugerido como tema da escola pela professora Renata Monteiro. A educadora já utilizava os livros da escritora com os alunos do 4° e 5° ano do Ensino Fundamental. Com a aprovação pela Orientação Pedagógica e direção escolar, agora todos os 216 alunos do 1° ao 5° ano trabalharão com os livros da escritora de Iguaba Grande. Todo o estande da E.M. Sapeatiba Mirim, e as apresentações dos alunos da escola na feira literária, serão sobre os dois livros de Andrea.

– Estou muito gratificada por receber esta homenagem. Esta é a terceira escola a trabalhar com meu livro, na cidade. A primeira foi a E.M.Paulino Pinto Pinheiro, em 2018, com os 400 alunos da educação infantil ao 5° ano. Em 2025 a E.M.Eliane dos Santos Tavares trabalhou com os 129 alunos do 6° ao 9° ano. E este ano a E.M. Sapeatiba Mirim está trabalhando com os dois títulos e, ainda me fazendo esta homenagem em vida. É muita alegria, muita emoção. Estes livros foram escritos para serem trabalhados em sala de aula, utilizando a transversalidade, para corroborar com a formação social humana e cultural. E quando vejo acontecer, é um sonho realizado. É um prazer enorme estar nas escolas, com os alunos, e acompanhar o trabalho desenvolvido. Estive em todas as escolas que trabalharam com meus livros, e as minhas observações, somadas as sugestões que recebi das professoras, orientadoras pedagógicas e educacionais, me levaram a produzir a segunda edição em dois volumes do "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" para atender a todas as idades - explicou a autora.

A FLIG de Iguaba Grande já está consolidada no município como um espaço de encontro entre leitura, criação, memória e comunidade. Em 2026 o evento propõe uma viagem pelo tempo a partir da rica produção literária nacional e internacional. O objetivo é fortalecer a formação de leitores e valorizar o papel da escola pública como promotora de cultura, com estímulo ao protagonismo dos estudantes e com o fortalecimento da relação entre escola, cultura e comunidade. 

Além dos stands das escolas homenageando escritoras locais, as unidades escolares também participarão com apresentações no palco principal, e ainda com mostras culturais, oficinas e concurso de recital de poesia sobre o tema da FLIG.
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			<title><![CDATA[Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à sua 22ª edição no feriadão de Corpus Christi]]></title>
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			<updated>2026-06-02T09:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival realiza, entre os dias 4 e 7 de junho, sua 22ª edição. Durante o feriadão de Corpus Christi, o evento contará com a participação de 10 atrações internacionais e um time nacional de peso, transformando a cidade em um grande palco a céu aberto, programação totalmente gratuita e expectativa de público entre 100 e 130 mil pessoas ao longo dos quatro dias.

A programação de 2026 traz um line-up de forte presença internacional, com nomes como a aclamada dupla norte-americana Larkin Poe, formada pelas irmãs Rebecca e Megan Lovell; Stanley Jordan, que apresenta o espetáculo “Plays Jimi”, a premiada saxofonista britânica e um dos nomes centrais da cena londrina - Nubya Garcia, o guitarrista Mark Lettieri, o pianista Bill Laurance - ambos integrantes da influente banda de jazz fusion Snarky Puppy e que vem para Rio das Ostras com seu trabalho solo e a premiada contrabaixista australiana Linda May Han Oh. Completam a lista artistas como Omar Coleman, Taj Farrant e The Brooks, evidenciando a diversidade estética e a potência criativa do festival.

O evento também valoriza a cena nacional, com apresentações de Guinga & Marcel Powell - em show Tributo a Baden, Afrojazz, Dudu Lima & Wagner Tiso - esses inaugurando o palco Brasil Petrobras, localizado na tradicional Praça São Pedro. O line-up brazuca reúne, ainda, Gabriel Grossi, Bixiga 70, Igor Prado, Cris Crochemore e outros nomes de destaque, promovendo encontros inéditos e colaborações que são uma das marcas registradas do evento.

Reconhecido como o maior festival de jazz e blues da América Latina e um dos 10 maiores do mundo, o Rio das Ostras Jazz & Blues reúne mais de 30 atrações distribuídas em cinco palcos pela cidade, promovendo um encontro potente entre artistas consagrados, novos talentos e projetos inéditos. A cada edição, o evento amplia seu alcance e reforça sua posição como uma das mais relevantes plataformas de difusão da música instrumental no país.

"Poucos festivais no mundo conseguem unir essa diversidade artística, alcance de público e acesso gratuito. Rio das Ostras se torna, durante esses quatro dias, um dos centros mais vibrantes do jazz e do blues no planeta” - afirma, Stenio Mattos, diretor da Azul Produções e produtor do festival.


A abertura, no dia 4 de junho, apresenta uma combinação de estilos que atravessam o blues tradicional e o jazz contemporâneo, com shows de Stanley Jordan, Linda May Han Oh e o encontro entre Omar Coleman e Igor Prado. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar apresentações de artistas internacionais de grande projeção, como Nubya Garcia, Larkin Poe, Mark Lettieri Group e Bill Laurance Trio, além de performances que destacam o virtuosismo instrumental e a inovação musical. O encerramento promete manter a energia em alta, celebrando a conexão única entre artistas e público que consagrou o festival ao longo de mais de duas décadas.

Mais do que uma sequência de shows, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival é um motor de desenvolvimento cultural, turístico e econômico. Estudos realizados por instituições como FGV-RJ, SEBRAE e a Secretaria de Turismo do município apontam que o evento injeta, em média, cerca de R$9 milhões na economia local a cada edição, movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo hotéis, restaurantes e comércio.

Parte do calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro desde 2011, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival também contribuiu para que o município recebesse o título de “Capital Estadual do Jazz & Blues”, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o cenário cultural brasileiro.

Com uma curadoria que combina tradição e contemporaneidade, o festival apresenta um panorama abrangente do que há de mais relevante no jazz, no blues e na música instrumental no Brasil e no mundo, consolidando-se, a cada edição, como um dos encontros mais importantes do gênero e um dos eventos culturais mais emblemáticos do país.

Esta edição acontece com apresentação do Sesc RJ, com patrocínio master da Petrobras, que pela primeira vez compõe o seleto grupo de empresas que acreditam no maior Festival gratuito da América Latina. Tem patrocínio da Seagems, Oceânica,  apoio cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, apoio da Like Produtora, Sindicomércio, Rádio MEC, produção da Azul Produções e realização da Fundação Rio das Ostras de Cultura, Prefeitura de Rio das Ostras e Governo Federal do Brasil.

 

SERVIÇO
RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES - 22A EDIÇÃO
4 a 7 de junho de 2026
Palcos Petrobras, Iriry, Boca da Barra e Costazul e Artur Maia (Casa do Jazz)
Entrada gratuita

4 de junho (quinta-feira)
Palco Boca da Barra | a partir das 16h
Linda May Han Oh
Omar Coleman & Igor Prado

Palco Costazul | a partir das 20h
Estação 66
Gabriel Grossi Quarteto “Re Disc Over”
Fred Sunwalk
Stanley Jordan - “Plays Jimi”

5 de junho (sexta-feira)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Dudu Lima convida Wagner Tiso 

Palco Iriry | às 14h
Stanley Jordan “Plays Jimi”

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
The Brooks

Palco Costazul | a partir das 20h
Nubya Garcia
Mark Lettieri Group
Larkin Poe
Bixiga 70

6 de junho (sábado)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Guinga e Marcel Powell - Tributo a Baden 

Palco Iriry | às 14h
Larkin Poe

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Nubya Garcia

Palco Costazul | a partir das 20h
Linda May Han Oh
Bill Laurance Trio
Taj Farrant
The Brooks

7 de junho (domingo)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Afrojazz 

Palco Iriry | às 14h
Cris Crochemore
Taj Farrant

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Mark Lettieri Group
Bill Laurance Trio

A programação completa está no site https://www.riodasostrasjazzeblues.com/ 
 
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			<title><![CDATA[Com pedido de casamento e recorde de participantes, Love Run celebra sucesso em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-01T16:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[A 3ª edição da Love Run, realizada neste domingo (31) em Cabo Frio, transformou as ruas do Centro da cidade em um cenário de superação esportiva e muito romantismo. Promovida pela joalheria Arte In Ouro em parceria com a Seven Eco, a competição atingiu a marca histórica de mais de 700 atletas. Entre tantas histórias de cumplicidade na pista, o grande momento foi um pedido de casamento.

O professor de educação física Thayron Suedi, morador de São Pedro da Aldeia, surpreendeu a namorada Uhuru Rocha, que veio do Sana, em Macaé, ao pedir sua mão em casamento logo após cruzarem a linha de chegada. Juntos há pouco mais de um ano, os dois estrearam na Love Run enfrentando o desafio de correr conectados pela algema de tecido.

– Pra mim foi uma experiência e uma emoção muito grande. A corrida faz parte da minha vida desde sempre. Corro há mais de 20 anos. Então, viver um momento tão emocionante dentro de um esporte que eu amo, não tem explicação - celebrou Uhuru.

A sintonia do casal foi testada durante os 5km de percurso, já que Uhuru é atleta profissional e tem um ritmo forte nas pistas.

– Eu sou professor de educação física, sempre gostei de esporte, e quando a conheci, juntou o útil ao agradável. Ela começou a correr primeiro, e acompanhar o pace dela foi muito difícil. Por isso essa algema foi boa, pra ajudar. Estava brabo. Ela falava “vai, vai, vai”, e eu “que isso?” Essa algema salvou - contou Thayron aos risos.

A competitividade também marcou a disputa pelo primeiro lugar geral. Os atletas profissionais Iris Ribeiro e Eduardo de Brito, moradores de Búzios, participaram do evento pela primeira vez e garantiram o título de casal vencedor da edição 2026.

– Nas outras edições a gente estava competindo fora. Esse ano nosso calendário teve uma brecha e eu falei: “dessa vez nós vamos participar da Love Run”. E viemos com tudo para representar os casais, unidos sempre, que fazem a diferença - contou Iris.

Mesmo acostumado a competições de alto nível, Eduardo precisou manter a concentração para acompanhar a parceira até a linha de chegada.

– A acompanhar o ritmo dela não é fácil, porque ela é uma atleta de alto rendimento também. Mas como a gente sempre treina junto, e o nível é praticamente igual, deu pra ir tranquilo. Eu tive que acompanhar porque ela quem colocou o ritmo, mas foi tranquilo - explicou Eduardo.

A Love Run também atraiu casais de longa data que decidiram celebrar a união por meio do esporte. É o caso de Claudineia Souza e Gilson de Souza, também moradores de Búzios. Casados há 25 anos, eles já possuem vasta experiência em circuitos de rua - “Já corremos em Saquarema, João Pessoa, vários locais”, revelaram - , mas correram a prova cabo-friense pela primeira vez.

– A experiência de correr juntos foi maravilhosa - destacou Gilson.

Pela primeira vez, a Love Run também abriu espaço para os solteiros, e disponibilizou o inédito kit para solteiros. Ao todo, 40 competidores participaram nessa categoria, utilizando a estratégia visual de correr com algemas azuis para sinalizar que estavam em busca de um par antes do Dia dos Namorados.

A Love Run contou com uma grande estrutura de segurança para os competidores: um trecho da avenida (no entorno da Praça Porto Rocha) foi totalmente fechado ao trânsito, e todo o trajeto foi demarcado com cones. O resultado positivo consolidou o evento no calendário esportivo da Região dos Lagos e já movimenta a organização para a edição 2027.

– Estamos extremamente realizados com o resultado deste ano. Ele superou todas as nossas expectativas e atraiu um público recorde, inclusive com participantes de fora do estado, o que é algo inédito. Diante desse sucesso absoluto, já estamos dando início ao planejamento para a Love Run 2027, com o objetivo de trazer ainda mais atletas e uma estrutura cada vez melhor para os corredores - explicou o diretor de marketing do evento, Davi Cezarette.
 

Fotos: Alex Sena (alexsenafoto)

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			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi deve lotar hotéis e movimentar cidades da Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2026-06-01T11:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4), deve movimentar a economia e o turismo da Região dos Lagos. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro, a data desponta como um dos períodos mais aguardados pelo setor hoteleiro para viagens curtas neste primeiro semestre, com forte expectativa de ocupação máxima nos principais destinos fluminenses. Para atrair e acolher os visitantes, as prefeituras e paróquias locais prepararam um calendário que une a secular devoção religiosa dos tapetes de sal a grandes festivais internacionais.

Em Cabo Frio, a celebração religiosa mantém sua força tradicional. A confecção dos tapetes de sal, no entorno da histórica Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no Centro, está confirmada. Os trabalhos devem começar a mobilizar fiéis e voluntários ainda na noite de quarta-feira (3), seguindo pela madrugada de quinta-feira (4). O cronograma da igreja matriz prevê missas solenes e a tradicional procissão campal com o Santíssimo Sacramento sobre as obras de arte ao fim da tarde. Também haverá programação religiosa em Tamoios e nas demais igrejas católicas de Cabo Frio. 

A mobilização comunitária também vai movimentar o feriado em Saquarema. A prefeitura, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora de Nazareth, informou que continua com inscrições abertas para os interessados em confeccionar o tradicional tapete de sal. O prazo termina nesta terça-feira (2). A previsão é de que os trabalhos comecem às 6h30 de quinta-feira (4). Já programação religiosa da cidade terá início com o Tríduo na Capela de São João nos dias 31 de maio, 1º e 2 de junho, sempre às 18h. No dia do feriado, uma Missa Campal será realizada às 16h, na Praça do Coração, seguida de procissão e arrecadação de alimentos não perecíveis para famílias vulneráveis.

Em Araruama, a prefeitura transformou a tradição em um incentivo cultural, abrindo inscrições para um concurso que premiará os três melhores tapetes de sal da cidade com valores em dinheiro. O primeiro lugar receberá R$ 1 mil, o segundo ganhará R$ 600 e o terceiro ficará com R$ 400. Para participar, os grupos devem comparecer na sede da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Rua Ary Parreiras, nº 51, Centro), e doar dois quilos de alimentos não perecíveis no ato da inscrição, que termina na quarta-feira (3). Toda a arrecadação será destinada à Paróquia de São Sebastião para ações assistenciais. A montagem dos tapetes vai começar às 19h do dia 3 de junho, e deve ser concluída até às 13h do dia 4.

A igreja matriz de São Pedro não anunciou nenhuma programação oficial de Corpus Christi na cidade. Mas vai aproveitar o feriado para, no sábado (6), promover o 1º Passeio Ciclístico do Padroeiro São Pedro. As inscrições já estão abertas e são gratuitas. A concentração será às 7h em frente à igreja.

O município de Búzios decretou ponto facultativo nas repartições públicas para o período do feriado. Até o fechamento desta edição as paróquias da cidade não haviam confirmado a programação religiosa. Mas o balneário vai aproveitar a data para sediar a 7ª edição do festival Wine in Búzios, considerado o maior festival de vinhos da Região dos Lagos. O evento acontece de 3 a 7 de junho,  das 18h à meia-noite, na Praça Santos Dumont, no Centro, com entrada franca. A expectativa é reunir mais de 80 rótulos nacionais e internacionais, alta gastronomia e espaço infantil.

O evento também terá programação musical diária e gratuita, apostando no jazz, blues e rock. As apresentações começam na quarta-feira (3), com Matias Gatto, Sarah Dhy e a banda Sindicato do Rock. Na quinta-feira (4), o palco recebe o Big Washington Powerful Blues Trio e Tahaz. Na sexta-feira (5), o público poderá acompanhar Jes Condado, Pichu Moyano, Agustina Britos e Banda. No sábado (6), os shows ficam por conta de Groovestock, Iaponira, GeorgeSax e Banda. Para fechar o festival, no domingo (7) será realizado o tradicional passeio de barco Wine in Boat, que promove uma experiência de navegação pela península com degustação de espumantes guiada por especialistas.
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			<title><![CDATA[Ausência de Centro de Memória Municipal em Cabo Frio desafia pesquisadores]]></title>
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			<updated>2026-05-31T12:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Apesar de ostentar o título de cidade mais antiga da Região dos Lagos e uma das primeiras do país, Cabo Frio enfrenta um apagamento histórico devido à falta de um espaço público dedicado à preservação de sua identidade. O debate sobre a urgência de um Centro de Memória público ganhou força recentemente, durante as mesas de discussão do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, o FINCCA. O produtor cultural e organizador do evento, Lucas Müller, disse à Folha que o festival trouxe a população para o debate sobre a preservação e apontou a gravidade da situação atual.

— Hoje Cabo Frio não tem um único centro de memória sobre o nosso povo, saberes ancestrais, cultura material e imaterial, acervos de jornais, revistas, fotos digitalizados... Não há nenhum espaço físico sobre absolutamente nada da nossa história. Em nossos monumentos históricos também não há guias locais, placas explicativas, fotos importantes... Tudo é um grande vazio, uma espécie de limbo. Quando pensamos num centro de memória público para o audiovisual é por essa urgência, de tudo o que se perde e se perdeu sobre a memória da cidade - revelou

Essa dispersão afeta diretamente a riqueza audiovisual do município. Durante o FINCCA, pesquisadores do Laboratório de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense exibiram arquivos inéditos e homenagearam Gerson Tavares, primeiro cineasta brasileiro a rodar um longa-metragem na cidade, com o filme "Antes, o Verão", em 1968. Outras obras clássicas do cinema nacional, como "Areias Ardentes", de 1952, e "Os Cafajestes", de 1962, também utilizaram o cenário local, mas Lucas lamenta o destino desses materiais.

— A história audiovisual de Cabo Frio não está em Cabo Frio; está em São Paulo, na Cinemateca Brasileira; no Rio, no Arquivo Nacional; no Museu de Arte Moderna; no Centro Técnico Audiovisual; no Museu da Imagem e do Som, entre outros. Os cabo-frienses e moradores da cidade não têm sua história preservada. Ela está destruída e apagada por sucessivos governos que não pensam na cultura ou em um turismo de qualidade, e pela falta de iniciativa privada - pontuou.

Inaugurado em março deste ano no Jardim Esperança, o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa nasceu da vontade de ajudar a preencher essa lacuna. O espaço comunitário tem curadoria voluntária do historiador Pierre de Cristo e supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré. Ele funciona no CIEP Hermes Barcelos (Estrada Velha de Búzios, n° 1), e já conta com doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

Outro suporte para quem busca resgatar a história regional a partir da década de 1990 está no setor privado, mais especificamente na sede Folha dos Lagos, no Centro de Cabo Frio. Fundado em abril de 1990, o veículo mantém sob seus cuidados um arquivo físico com cópias de todas as mais de seis mil edições publicadas desde a sua fundação. No entanto, para investigações de períodos anteriores a essa data, os pesquisadores dependem de esforços individuais e recursos próprios para que as memórias não desapareçam. O professor de história, escritor e pesquisador José Francisco de Moura, o Chicão, revela o seu temor com o atual cenário.

— Eu sempre compro material justamente porque o meu receio é se perder, já que não temos um arquivo, um Centro de Memória, um museu. Não temos nada que guarde a história da cidade, como estamos fazendo lá em Búzios: um Centro de Memória que vai ter as fotos antigas, citações em jornais. Nós vamos disponibilizar isso tudo na internet, então, é um trabalho que não para. Inclusive já recebemos muitas  por lá. O Centro de Memória de Búzios, e a Fundação Dom João, em Friburgo, são exemplos que deveriam ser seguidos por Cabo Frio, mas ninguém tem interesse em nada aqui - lamenta o historiador.
O esforço individual dos historiadores de Cabo Frio contrasta com a realidade de Armação dos Búzios, que caminha para a estruturação de seu próprio acervo, com parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Sem esse suporte institucional em Cabo Frio, o professor Chicão desabafa afirmando que, "como ninguém tem interesse em nada", vai fazendo sua coleção particular, assim como o pesquisador Achilles Pagalidis. Chicão alerta que se não fizessem "esse barulho, tudo já teria ido para o lixo”.

A lentidão do poder público cabo-friense em implementar uma estrutura semelhante à de Búzios é endossada pelo também professor de história, escritor e pesquisador Luiz Guilherme Scaldaferri. Ele pondera que Cabo Frio possui um corpo de historiadores com alta qualificação acadêmica, mas que esbarra na falta de incentivo. Scaldaferri lembra que existe no município um conjunto de legislações locais que obriga o ensino da história de Cabo Frio nas escolas da rede municipal, e também cobra esse conteúdo em concursos públicos. Mas, segundo ele, o descaso de mais de 25 anos, e as péssimas condições de trabalho nas estruturas escolares, sabotam a aplicação prática da lei. Para ele, o espaço proposto transformaria a realidade socioeconômica da região.

— Eu penso que o Centro de Memória seria muito importante para o desenvolvimento econômico e social de Cabo Frio. A gente teve aí, no Festival de Cinema, uma série de discussões, de exibição de filmes, de curtas, cujo cenário era a cidade, cujas histórias se passavam na cidade. E isso é importante porque o Centro de Memória seria um catalisador de produções de obras e de mão de obra cultural. A gente, por exemplo, está há mais de 10 anos com o teatro fechado, e esse teatro que já não comporta mais o tamanho de uma cidade com quase 300 mil habitantes. Então, o Centro de Memória poderia também servir para isso, para gerar emprego, gerar desenvolvimento socioeconômico para a cidade - defendeu o professor.

A necessidade de centralizar as expressões artísticas em um ambiente público e acessível também é defendida abertamente pela classe musical da cidade. O cantor, compositor e poeta Azul Puro Azul reforça a importância desse tipo de registro ao afirmar que a intenção é "manter isso tudo vivo" e fazer com que as próximas gerações tenham acesso ao patrimônio histórico e artístico. Ele defende que ter um local centralizado facilitaria muito todas as pesquisas. 

— Eu costumo sempre falar que se a gente não souber de onde está vindo, também fica com uma dificuldade de entender onde quer chegar. É como se a gente estivesse vagando no espaço. Fica muito a questão individual de cada artista. Acho que para um fortalecimento da cultura regional, entender a história como um todo fortalece todos nós. E locais como centros de memória trazem essa força da coletividade. Ter um Centro de Memória em Cabo Frio seria um passo importante para que a gente consolide a cultura cabo-friense como um rico produto para a nossa comunidade. Inclusive como um turismo cultural para que os visitantes também tenham a possibilidade de conhecer mais sobre a nossa rica história - explicou.
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			<title><![CDATA[Açaí do Forte inaugura 20ª franquia, desta vez em Copacabana]]></title>
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			<updated>2026-05-29T17:55:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Neste sábado (30) o Açaí do Forte dá mais um passo importante em sua trajetória de expansão no mercado de franquias. A marca cabo-friense, que nasceu nas areias da Praia do Forte, vai inaugurar a 20ª loja. A nova unidade fica na Zona Sul do Rio de Janeiro, bem no coração de Copacabana, em um dos principais cenários do turismo brasileiro: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 245, loja C.

A história do Açaí do Forte começou há mais de 20 anos. Em 2002, Jaqueline Almeida iniciou o negócio como ambulante, vendendo o produto em um carrinho na orla da praia de Cabo Frio. O sucesso com o público foi imediato: em pouco tempo o Açaí do Forte ganhou a primeira loja física, e expandiu sua linha de produção para um mix diversificado, que inclui também o cupuaçu.

Em 2017, Jaqueline e o sócio, Elço Almeida, fizeram a marca dar um novo salto, virando uma rede de franquias que utiliza uma metodologia testada para expansão prática e segura. Graças ao formato, hoje o Açaí do Forte tem presença consolidada em toda a Região dos Lagos, na Taquara, em Nova Iguaçu, na Zona Sul carioca e até fora do Brasil.

– Olhar para essa nova loja em Copacabana e lembrar de onde tudo começou é muito emocionante. Em 2002, quando saí da comunidade do Jacaré com um carrinho para vender açaí na Praia do Forte, eu não imaginava a proporção que o negócio ganharia. Comandar, hoje, uma das maiores marcas de açaí do estado, e ver nossa franquia cruzar o oceano até Portugal, com unidades em Lisboa e Nazaré, é a realização de um sonho que começou com muito trabalho duro na areia. Isso mostra que mesmo em uma cidade tão sazonal, em um cenário de escassez e sem rede de apoio, quando se tem Deus a frente, propósito, recorrência e transparência, é possível construir marca marca forte, com valores fortes, que além de sucesso tem história - afirma Jaqueline.


 
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, encerra projeto "N'GOMA IAIÁ!" com grande cortejo no Canto do Forte]]></title>
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			<updated>2026-05-29T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após meses de muitos encontros, ensaios e aprendizado, o Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT conclui o projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", com um grande cortejo, neste domingo (31), a partir das 16h, no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio.

A apresentação terá as coreografias e manifestações culturais trabalhadas ao longo dos últimos meses, durante as oficinas de percussão feminina e de dança, realizadas no espaço GRIOT, e os três ensaios abertos, no Boulevard Canal. Além das rodas de Jongo, Coco e Ciranda, haverá ainda apresentações de Maracatu e de danças alusivas aos orixás. A produção do cortejo é do GRIOT e do Tambor de Iaiá.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, e em escolas da rede pública de Cabo Frio.

A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O projeto tem o apoio da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

SERVIÇO:

Cortejo do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!"
Data: 31/05/26 (Domingo)
Horário: 16h
Local: Canto da Praia do Forte 

Em caso de chuva, o evento será adiado e uma nova data será informada nas redes sociais do GRIOT.

Sobre o GRIOT:

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas. 

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Após quase dez anos fechado, Ginásio Alfredo Barreto é reinaugurado em Cabo Frio
]]></title>
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			<updated>2026-05-28T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[Fechado e interditado parcialmente desde 2017 devido ao risco de desabamento do telhado, o Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto, no complexo esportivo Aracy Machado, no Itajuru, será finalmente devolvido à população nesta sexta-feira (29). A cerimônia de reinauguração do espaço terá portões abertos a partir das 17h. A celebração começa às 19h com um clássico sul-americano de showbol entre as seleções master de Brasil e Argentina, além de partidas envolvendo alunos da rede municipal de ensino. Os ingressos poderão ser retirados nesta sexta-feira, das 10h às 14h. Cada unidade de ticket será trocada por 1kg de alimento não perecível. Cada pessoa poderá retirar até quatro ingressos por CPF.

Para marcar o reencontro do público com a quadra poliesportiva, a programação terá transmissão ao vivo pelo canal fechado SporTV2 e plataformas digitais como a RonaldoTV e a Romário TV. A partida principal trará de volta ao município grandes nomes do futebol nacional e internacional, com presenças confirmadas de atletas como Romário, Djalminha, Felipe Melo, André Balada, Richarlyson e Fellipe Bastos.

Apesar da comemoração em torno da retomada do principal equipamento esportivo da cidade, a entrega acontece com enorme atraso em relação às metas anunciadas pelo próprio governo municipal. Em junho do ano passado, a Prefeitura anunciou a conclusão dos trabalhos para janeiro deste ano. Dois meses depois, em agosto de 2025, o prefeito Serginho Azevedo usou as redes sociais para anunciar a antecipação do cronograma, prometendo entregar a obra em novembro de 2025, durante as solenidades de aniversário da cidade. Nenhum dos dois prazos foi cumprido. 

A reabertura encerra um ciclo de quase uma década de abandono, invasões, furtos e sucessivos anúncios de reformas que nunca saíam do papel ao longo das últimas gestões. Inaugurado em dezembro de 2004, e batizado em homenagem ao professor e ex-vereador Alfredo Barreto, o local foi palco de eventos memoráveis de alcance mundial, como o Festival Internacional de Dança, e chegou a abrigar públicos superiores a quatro mil pessoas em partidas das seleções brasileiras de vôlei e futsal. 

Toda essa estrutura, no entanto, ruiu diante da falta de manutenção. Em 2018, uma comitiva do governo do então prefeito Adriano Moreno chegou a elaborar laudos para escoramento do teto, sem resultados práticos. Em março de 2023, sob a gestão de José Bonifácio, o prédio foi invadido, vandalizado e sofreu um incêndio. Em março de 2024, a então prefeita Magdala Furtado anunciou o início de intervenções com verbas de emendas parlamentares, mas o projeto não avançou, forçando ligas locais a improvisarem campeonatos em pátios escolares.

A intervenção que garantiu a reabertura do Alfredo Barreto envolveu uma reestruturação profunda da infraestrutura desgastada. De acordo com informações da prefeitura, o prédio recebeu um novo telhado com sistemas de travamento e contraventamento para assegurar a durabilidade. Também houve substituição de toda a rede de iluminação por sistemas modernos, aplicação de piso adequado para a prática de múltiplas modalidades de alta performance, pintura geral, reforma completa dos vestiários e banheiros, além de uma nova fachada. O espaço foi reequipado com novas redes, traves e bancos de reserva, solucionando os problemas estruturais que impediam jogos de categorias como futsal, handebol, vôlei e artes marciais.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio lidera ranking de homicídios na Região dos Lagos, superando a Baixada e a capital]]></title>
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			<updated>2026-05-28T12:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Polícia"/>

			<content><![CDATA[O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou esta semana o Atlas da Violência 2026. A pesquisa, que traz como base consolidada os números de 2024, acende um sinal de alerta para a segurança pública da Região dos Lagos. Ao analisar os municípios com mais de 100 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro, o relatório revela que Cabo Frio assumiu o posto de cidade mais violenta da região. 

Com uma população de 238.166 moradores, o município alcançou uma taxa de homicídios estimados de 36,1 para cada grupo de 100 mil habitantes, ocupando a indigesta sétima posição no ranking geral de letalidade entre as 29 cidades do estado listadas no documento. Esse índice coloca o maior município da região em uma situação de vulnerabilidade superior à de territórios historicamente associados a altos índices de criminalidade urbana.

A metodologia do estudo detalha que pesquisadores chegaram a esse diagnóstico por meio do cruzamento de diferentes dados de mortalidade. O relatório diferencia os homicídios registrados, que são os casos oficialmente computados e validados pelas forças de segurança e secretarias de estado, dos homicídios ocultos. Estes últimos correspondem a assassinatos camuflados nas estatísticas, classificados como "morte violenta por causa indeterminada" devido à falta de conclusão de inquéritos, ou falhas no preenchimento dos óbitos, deixando sem esclarecimento se a causa foi acidente, suicídio ou homicídio. A soma dessas duas realidades gera o indicador de crimes estimados. No caso específico de Cabo Frio, foram oficialmente registrados 84 homicídios, e dois casos ocultos, totalizando 86 mortes estimadas que serviram de base para o cálculo proporcional da taxa de 36,1.

A gravidade do cenário regional se estende aos municípios vizinhos, que acompanham Cabo Frio nas posições mais altas do mapa da violência estadual. Araruama aparece logo em seguida, na nona posição do ranking estadual (e segundo no regional), com uma taxa de homicídios estimados de 33,4. Logo depois, na 12ª colocação no estado, desponta São Pedro da Aldeia, com 29,8. 

O Atlas da Violência também revela que Cabo Frio, Araruama e São Pedro da Aldeia superaram, em letalidade proporcional, grandes municípios fluminenses conhecidos pela violência crônica. Cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, como Duque de Caxias (13º lugar), Nilópolis (15º), a própria capital do Rio de Janeiro (19º), e São Gonçalo (27º), apresentaram indicadores de homicídios estimados por habitante significativamente menores do que os dos três municípios turísticos da Região dos Lagos.

Embora geograficamente pertença à Região das Baixadas Litorâneas, e seja tratada de forma separada na dinâmica regional tradicional, Rio das Ostras foi a única cidade vizinha à Região dos Lagos que apresentou um comportamento estatístico totalmente oposto a Cabo Frio, Araruama e São Pedro. O município teve taxa de homicídios estimados em 17,8, figurando na 21ª posição do estado. Com esse desempenho, Rio das Ostras foi o único de todo o bloco analisado na vizinhança a ser considerado menos violento que a capital, Rio de Janeiro.

Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande e Saquarema não apareceram no levantamento. Isso porque o mapeamento detalhado do Atlas da Violência não leva em consideração localidades com menos de 100 mil habitantes.
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			<title><![CDATA[Arraial do Cabo intensifica combate à dengue com circulação do carro fumacê nos bairros]]></title>
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			<updated>2026-05-28T10:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Arraial do Cabo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando a circulação do carro fumacê em diferentes pontos do município como parte das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A operação teve início pelos distritos, já contemplou alguns bairros da região central e continuará avançando gradativamente por toda a cidade.

A medida integra o conjunto de estratégias adotadas pela Vigilância em Saúde para reduzir a presença do mosquito adulto nas áreas de circulação da população, especialmente em períodos de maior atenção para as arboviroses. O fumacê atua por meio da aplicação espacial de inseticida, dispersado em forma de névoa, com o objetivo de atingir mosquitos adultos que estejam em voo ou abrigados em locais de difícil acesso. As ações são realizadas em horários próximos aos períodos de maior atividade do mosquito, cerca de duas horas após o nascer do sol e duas horas antes do pôr do sol. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o fumacê é uma ferramenta adicional no enfrentamento ao mosquito, indicada para reduzir a densidade de mosquitos adultos e ajudar a bloquear a transmissão em áreas com risco ou circulação de arboviroses. No entanto, a estratégia não substitui as ações permanentes de prevenção dentro das casas, quintais, terrenos e espaços públicos. O principal cuidado continua sendo eliminar locais com água parada, onde o mosquito nasce e se reproduz. 
Em Arraial do Cabo, a aplicação está sendo realizada com equipamento veicular especializado e por equipe capacitada. O serviço utiliza tecnologia de termonebulização, conhecida como FOG-Quente, com produto registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aplicado em dosagem controlada e em conformidade com normas técnicas de segurança. 

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o produto utilizado no carro fumacê é aplicado em dosagem controlada, por equipe especializada, e não oferece risco a animais domésticos e plantas. A névoa age principalmente sobre o mosquito adulto em circulação e se dissipa rapidamente no ambiente. Ainda assim, por precaução, recomenda-se deixar portas e janelas abertas, cobrir bebedouros, aquários, gaiolas e alimentos expostos durante a passagem do veículo, além de manter animais mais sensíveis em local protegido caso apresentem desconforto com o cheiro ou a fumaça. Após a dissipação da névoa, a rotina da casa pode ser retomada normalmente.

Apesar da importância da operação, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue depende da participação de todos. O fumacê combate o mosquito adulto, mas não elimina ovos e larvas. Por isso, é fundamental que cada morador mantenha a rotina de vistoria em casa, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Entre os principais cuidados estão: tampar caixas d’água, limpar calhas, manter ralos protegidos, descartar corretamente garrafas, pneus e recipientes sem uso, lavar bebedouros de animais, verificar vasos de plantas e manter quintais e terrenos limpos. O Ministério da Saúde reforça que a remoção de recipientes que possam virar criadouros e a desobstrução de calhas, lajes e ralos seguem sendo medidas centrais para evitar a proliferação do vetor. 
Para a Secretaria Municipal de Saúde, a circulação do fumacê representa mais uma frente de trabalho dentro de uma política integrada de prevenção, vigilância e cuidado com a população.

“Estamos atuando em diferentes frentes para proteger a população. O carro fumacê é uma ferramenta importante neste momento, mas ele precisa caminhar junto com a responsabilidade de cada morador. A dengue se combate com ação do poder público e também com a participação da população dentro de casa, eliminando os criadouros e mantendo os ambientes seguros”, destaca o secretário de saúde, Jorge Diniz.

A Prefeitura informa que a operação continuará sendo realizada nos bairros, de forma programada, até contemplar todo o município. A população deve acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde para novas informações sobre a circulação do carro fumacê e demais ações de combate à dengue.

Combater a dengue é uma responsabilidade de todos. O fumacê ajuda a reduzir o mosquito adulto, mas a eliminação dos criadouros continua sendo a principal forma de prevenção.
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			<title><![CDATA["Me Gusta Cabo Frio" expande ações na Argentina e chega ao norte do país em junho]]></title>
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			<updated>2026-05-28T09:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O mercado internacional de turismo de Cabo Frio vai ganhar um novo e estratégico capítulo a partir da segunda quinzena de junho. O Cabo Frio Convention & Visitors Bureau (CFCVB) confirmou que o movimento “Me Gusta Cabo Frio” desembarcará em Salta, Jujuy e Tucumán, regiões localizadas no norte da Argentina e consideradas mercados fundamentais para o turismo do município fluminense. A nova etapa da campanha será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Cabo Frio e dá continuidade ao trabalho iniciado em abril de 2025, que já passou com sucesso por Buenos Aires, Rosário e Córdoba.

Segundo Maria Inês Oliveros, presidente do CFCVB, a expansão para o norte argentino visa consolidar a marca do município no exterior e abrir canais diretos de comercialização. 

– Estamos indo em busca de novos parceiros, da ampliação da malha aérea comercial, da diversificação do público turístico e do fortalecimento da presença da marca Cabo Frio no mercado internacional, estimulando novas vendas — explica a presidente.

Os desdobramentos das agendas anteriores em território argentino servem de base para o otimismo da entidade. De acordo com Maria Inês, os contatos comerciais estabelecidos na primeira fase da campanha geraram frutos diretos para a economia local na última temporada de veraneio.

– As ações que promovemos na Argentina em maio do ano passado geraram novas conexões e oportunidades, como a aproximação com companhias aéreas, operadores, agentes e entidades do setor. Tudo isso garantiu a presença de Cabo Frio nas prateleiras das operadoras e agências e a operação dos voos charter e comerciais durante a alta temporada, incrementando o interesse pelo nosso destino e o fluxo enorme de visitantes — celebrou.

Como parte dessa estratégia de relacionamento, o Cabo Frio Convention também tem apostado nos chamados famtours, que são viagens de familiarização técnica. Recentemente, operadores de turismo de Rosário foram trazidos para conhecer a infraestrutura do município logo após os encontros na Argentina.

– As viagens de familiarização apresentaram aos profissionais, na prática, tudo o que faz de Cabo Frio um destino especial. A venda do destino, que era feita apenas com base em material promocional, ganhou outro potencial — comentou Inês.

A consolidação institucional no país vizinho incluirá ainda a participação garantida do CFCVB em grandes feiras do setor, como a Feira Internacional de Turismo (FIT). Segundo a presidente, a meta é manter o município em evidência nos locais onde o público já conhece a região.

– Precisamos reforçar Cabo Frio como destino já consolidado entre as operadoras parceiras, manter presença ativa e relacionamento constante em especial na capital, Rosário e Córdoba, onde já temos clientes conquistados e fidelizados — reforça.

A forte presença de turistas estrangeiros na cidade motivou o Cabo Frio Convention a criar ferramentas de qualificação para o comércio local. A entidade firmou parcerias para oferecer cursos de idiomas voltados a profissionais de diversos segmentos do turismo, abrangendo trabalhadores de empresas de receptivo, meios de hospedagem, gastronomia, além de motoristas de veículos turísticos, recepcionistas, camareiras, garçons e guias.

– O foco é quebrar uma das principais barreiras entre prestadores de serviços e visitantes, que é o idioma — explica a presidente.

Paralelamente às ações internacionais, o mercado brasileiro receberá atenção a partir de meados de junho com o início do movimento “Cabo Frio Melhor Temporada”. A campanha nacional terá ações de promoção focadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e na região Centro-Oeste. Um dos principais atrativos levados para essa divulgação interna será a 12ª edição do festival Sabores de Cabo Frio: este ano a Vila Gastronômica acontece de 27 a 30 de agosto com barracas de rua nos arredores do Terminal de Transatlânticos, e de 4 de setembro a 4 de outubro nos estabelecimentos participantes.

– Vamos seguir na capacitação dos agentes de viagens nacionais, articulando relacionamentos e parcerias estratégicas com operadoras com foco no fortalecimento da marca e da geração de novas oportunidades de negócios — finaliza Maria Inês.
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			<title><![CDATA[Love Run entra na reta final de inscrições com menos de 20 vagas disponíveis]]></title>
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			<updated>2026-05-26T11:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[As inscrições para a 3ª edição da Love Run terminam nesta quarta-feira (dia 27). Com limite máximo de 600 participantes, restam menos de 20 vagas disponíveis para a corrida, que acontece neste domingo (dia 31) como comemoração antecipada ao Dia dos Namorados. Os interessados em garantir uma das últimas oportunidades devem acessar imediatamente o site oficial www.ticketsports.com.br.

Organizada pela joalheria Arte In Ouro em parceria com Seven Eco, a largada da tradicional corrida temática está marcada para às 7h30, em frente à joalheria Arte in Ouro (Rua Érico Coelho, 18, Centro de Cabo Frio). O evento contará com percursos de 5km de corrida e 3km de caminhada. Os kits de casal variam entre R$ 120 (sem camisa) e R$ 180 (completo), enquanto os inéditos kits individuais para solteiros custam R$ 70 (sem camisa) e R$ 110 (completo).

– Estamos muito felizes com o sucesso desta terceira edição que, pela primeira vez, está atraindo corredores de fora do estado do Rio de Janeiro. A Love Run nasceu para ser uma corrida de casais. Mas este ano resolvemos abrir, também, para quem ainda não encontrou sua cara-metade. Então criamos o kit solteiro, e estamos sugerindo uma estratégia visual: quem estiver livre, desimpedido e em busca de um novo amor, basta usar meia azul para deixar o status claro para os outros participantes. Como a nossa corrida acontece neste domingo (31), a Love Run pode ser a oportunidade perfeita para os solteiros cruzarem a linha de chegada e passarem o Dia dos Namorados muito bem acompanhados – brinca o diretor de marketing da Love Run, Davi Cezarette.

Para os casais, a dinâmica principal que consagrou o evento permanece: os corredores precisam fazer o percurso fisicamente conectados por algemas de tecido. A exigência de parceria e sincronia se estende ao longo do trajeto, que conta com o Ponto Love no Km 2,5 – uma parada opcional para um beijo de amor. Todos os participantes ganharão medalhas. Mas a disputa pelos troféus será destinada apenas às dez primeiras duplas que cruzarem juntas a linha de chegada, mas com uma condição obrigatória na entrega dos prêmios.

– Na Love Run, a algema funciona como um elo de companheirismo, onde um precisa abrir mão do seu ritmo para ajudar o outro. Mas para ganhar a premiação, as dez primeiras duplas precisam comprovar que são mesmo um casal: vão ter que dar um beijão de verdade no pódio – detalha Davi.

Perrengues e cumplicidade na pista

Correr conectado a outra pessoa impõe desafios reais de ritmo, o que costuma gerar histórias memoráveis entre os participantes. Veteranos de edições anteriores, Beatris Esperante Ismerio e Leonardo Ismerio de Figueiredo, juntos há 25 anos, lembram que o esporte exige resiliência.

– Compartilhar o mesmo ritmo e cruzar a linha de chegada lado a lado cria um senso de parceria muito forte. Uma vez, em uma corrida na Argentina, eu bebi um pouco nas vinícolas no dia anterior e meu marido achou ruim. No dia seguinte, eu corri ótima e ele quebrou no km 12. Tive que arrastá-lo até o final – diverte-se Beatris.

A diferença de velocidade sob a mesma algema também marcou a experiência de João Carlos e Valéria Lopez, que conquistaram o sétimo lugar no ano passado.

– A Love Run do ano passado foi muito difícil porque minha esposa é muito competitiva. Quando a gente deu a largada, ela saiu na frente e, com a corda amarrada no nosso braço, ficou me puxando muito forte. Durante a prova ela ia avançando e eu ficava pedindo para ela me esperar, uma situação bem divertida para quem olhava em volta. Mas para mim, que estava ali para acompanhá-la, foi um verdadeiro perrengue. Depois da prova eu não conseguia nem andar direito – conta João Carlos, aos risos.

A retirada dos kits para os inscritos deverá ser feita nesta sexta (29) e sábado (30), das 13h às 17h30, na Arte In Ouro do Centro de Cabo Frio. A organização reforça que não haverá entrega de kits no dia do evento.
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			<title><![CDATA[Faetec anuncia data para conclusão da obra do teatro de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-25T15:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, ganhou um novo prazo oficial para a conclusão das obras iniciadas no ano passado. Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde 2017, o espaço está interditado há quase uma década. Nesse tempo, o prédio sofreu com o abandono, corte de energia elétrica por dívidas milionárias com a Enel e sucessivas promessas de melhorias estruturais e de segurança, além de prazos de reabertura descumpridos por diferentes gestões municipais. Agora, após uma recente onda de incertezas provocada por cancelamentos de contratos por parte do atual governador interino, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha dos Lagos que o espaço segue com reformas em andamento. E deu uma nova previsão para a finalização dos serviços: agosto deste ano.

Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o teatro de Cabo Frio passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Faetec. Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. No entanto, o Termo de Cooperação Técnica entre os governos municipal e estadual só foi celebrado quatro meses depois, e publicado somente em outubro. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho.

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Agora, a nota enviada à Folha pela Faetec traz um cronograma. O projeto em execução prevê a modernização de toda a estrutura do teatro, incluindo a renovação completa dos revestimentos internos e externos.

Segundo a fundação estadual, já foram concluídas a reforma do backstage, a cobertura, a área administrativa, os banheiros, corredores, área das condensadoras do sistema de climatização e a recuperação das janelas e vidros. Os demais serviços necessários para a reabertura do espaço cultural, segundo a Faetec, estão em fase final de execução. 

Uma das principais dúvidas em relação à reforma era sobre a readequação do espaço interno. À Folha, a Faetec esclareceu que “mesmo com as mudanças estruturais e tecnológicas, o teatro manterá sua capacidade original de 235 lugares, com melhorias que vão oferecer mais conforto e segurança”. 

A entrega da obra ao governo municipal cabo-friense vai consolidar a parceria firmada por meio do Termo de Cooperação Técnica entre o município e o estado. A vigência do acordo, firmado em 2025, era de dois anos a partir da data de assinatura, e previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a Faetec, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Por isso, assim que a reforma for totalmente concluída, o espaço também funcionará como um centro de formação artística profissionalizante. No local a Faetec vai oferecer, gratuitamente, cursos de qualificação profissional de Assistente de Cenografia, Formação Inicial de Ator, Maquiador Cênico, Assistente de Direção Teatral, Assistente de Camarim e Contrarregra.
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			<title><![CDATA[Filme russo é o vencedor do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-23T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após quatro dias de muitas atividades sobre a sétima arte, o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA) chegou ao fim no último domingo (17). Ao todo foram inscritos 181 filmes de oito países (Espanha, Itália, Alemanha, Portugal, Rússia, Quênia, Argentina e Brasil) e três continentes (América, Europa e África), além de 226 de fotografias e 90 de poesias. Desse total, 33 filmes foram selecionados para exibição (10 longas-metragens e 23 curtas e médias), todos com a temática do mar. Foram mais de 22 horas de exibição cinematográfica entre os dias 14 e 17 deste mês. Também foram selecionadas 20 fotografias para a exposição “Retratos do Mar”, e 10 poesias para a mostra “Poesias do Atlântico”. O resultado, segundo os organizadores, superou as expectativas, com todas as nove sessões de cinema (mostras nacionais e internacionais) e sete mesas de debate praticamente lotadas.

O grande vencedor da mostra competitiva foi o longa-metragem russo “Névoa” (Fog), da diretora Natalia Gugueva. O filme, que já havia sido um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Moscou, levou o Prêmio Tartaruga Aruanã de Melhor Filme do FINCCA, e também acumulou o título de Melhor Roteiro. 

– Sou muito grata ao festival e aos membros do júri, que avaliaram tão positivamente o nosso trabalho e premiaram nosso filme “Névoa”. Ele fala sobre a difícil escolha de uma mulher entre seu homem amado e sua filha. É uma história de amor e ódio, de culpa e perdão entre pessoas próximas. Filmamos no norte da Rússia, na Tundra Ártica, em condições climáticas adversas, na estação meteorológica mais antiga do mundo, que existe há mais de 130 anos, e ainda está em funcionamento. Era muito importante pra gente criar uma sensação de documentário no que estava acontecendo. Por isso, mergulhamos nossos atores nessas condições climáticas difíceis, e tentamos criar a sensação de ilha deserta, onde nossos personagens pudessem mergulhar profundamente em sua alma e coração, estando longe de toda comunicação, e da civilização, para resolver as questões mais profundas e importantes da sua existência. Mais uma vez, agradeço, sinceramente, pela tão alta avaliação do nosso filme. Tudo de bom a todos – disse a diretora Natalia Gugueva. 

Além da entrega pessoal dos troféus aos diretores, poetas e fotógrafos vencedores, o Festival também recebeu depoimentos em vídeos enviados por diretores e atores de outros estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Ceará, e países como Espanha e Rússia. Um deles foi do diretor cearense Armando Praça, de “Fortaleza Hotel”, filme vencedor de Melhor Longa Nacional e Melhor Direção de Arte.

– Para mim é uma honra, e uma alegria enorme, estar sendo premiado duplamente nesse festival que está nascendo agora. Quero agradecer profundamente ao júri, ao FINCCA, ao público que compareceu às sessões. Parabenizar a iniciativa de mais um espaço de difusão do audiovisual brasileiro – comemorou.

Outro filme que ganhou destaque no festival foi o espanhol “Quando o Rio vira Mar” (Quan un riu esdevé el mar), que levou dois prêmios: Melhor Direção para Pere Vilá Barceló, e de Melhor Atuação (entre atores e atrizes) para Clau Hernández, protagonista do longa-metragem. A produção já havia conquistado título de Melhor Filme (Violette d&#39;Or), Melhor Roteiro e Melhor Ator para Alex Brendemühl no Festival de Cinema Espanhol de Toulouse (Cinespanã), na França, além de ter sido premiado no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, o maior festival de cinema da República Tcheca e o mais prestigiado da Europa Central e Oriental.

– Estamos muito agradecidos, de verdade, tanto pelo prêmio de direção quanto para Claud Hernández. Foi um trabalho de muitos anos de colaboração, com muitas associações de mulheres aqui da Espanha, que deram seu testemunho doloroso do que viveram, de violência machista. E o resultado de tudo isso foi este filme. Toda equipe quer agradecer pelo acolhimento e por estes prêmios. Muitíssimo obrigado e um forte abraço aqui da Espanha – disse o diretor Pere Vilá Barceló. 

Além do prêmio do FINCCA, a protagonista de “Quando o Rio vira Mar”, Clau Hernández, já havia levado o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Europeu de Lecce, em 2025, na Itália. Ela também enviou vídeo falando do trabalho, e da mensagem que a produção tentou passar.

– Muito obrigada por este prêmio. Estou profundamente grata ao festival FINCCA por isso. Também queria dizer que pude entregar essa atuação graças a todas as mulheres que compartilharam comigo suas histórias de serem sobreviventes de situações de violência de gênero. Representar todas as pessoas que vivenciaram essa situação, espero ter conseguido. Acho que este filme é muito necessário no momento atual, quando há tanta violência acontecendo. Este trabalho é sobre realmente passar por esse processo e ser capaz de se conectar com as pessoas, com amor e de coração, sem usar a violência ou medo com os outros. Então, muito obrigada pelo prêmio. Não estou aí esta noite, mas espero que possamos nos encontrar pessoalmente algum dia. Muito obrigada – disse a atriz.

Coordenadora-geral do FINCCA, Marina Makhohl disse à Folha que o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio foi marcado pela alta qualidade dos trabalhos, dos debates e da participação do público. Ela também deixou no ar a possibilidade de novas ações.

– O FINCCA foi, realmente, um sucesso em todos os aspectos. Tivemos sessões na Universidade Veiga de Almeida e na UERJ, e mesas de debates que foram interessantíssimas, com os diretores dos filmes ou representantes. Foi muito participativo, muito bem trabalhado, com pessoas muito interessadas. Elas saíam de todas as sessões elogiando e agradecendo muito pela iniciativa, e isso foi muito gratificante. Na Casa Scliar também tivemos todas as sessões lotadas. Além dos filmes, a gente também teve as fotografias no Museu de Arte Religiosa e Tradicional, umas mais lindas que a outra. As poesias ficaram expostas na Casa Scliar. Então, tivemos essas três frentes paralelas de mostra competitiva. 
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			<title><![CDATA[A vida e obra de Solange Brisson: Região dos Lagos perde grande defensora do Meio Ambiente]]></title>
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			<updated>2026-05-22T10:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A paisagem da Região dos Lagos mudou muitas vezes diante dos olhos da bióloga Solange Brisson. Vivendo entre restingas, salinas, dunas e margens da Laguna de Araruama, ela viu árvores desaparecerem, áreas verdes cederem espaço ao concreto e debates ambientais transformarem-se em disputas públicas cada vez mais acaloradas. Poucas pessoas, porém, superaram essas transformações com tanta obstinação quanto ela. Bióloga, professora, pesquisadora, escritora, Solange morreu no dia 28 de abril, aos 80 anos, após complicações de um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE hemorrágico). Segundo pessoas próximas, completaria 81 anos no dia 16 de maio. Ela deixou uma trajetória ligada ao estudo e à preservação dos ecossistemas costeiros da Região dos Lagos —território a que dedicou quase toda a sua vida intelectual.

Formada em História Natural —"a precursora da faculdade de biologia", como ela gostava de frisar— pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1971, Solange construiu carreira voltada sobretudo à zoologia, à ecologia marinha e à observação ambiental. Décadas depois, concluiu o mestrado em Ciências Biológicas, com especialização em Zoologia de Invertebrados, pesquisando crustáceos da região de Cabo Frio.

Mas é pouco reduzir sua trajetória apenas aos títulos acadêmicos. Solange era uma pesquisadora que não separava a ciência da paisagem, nem o estudo da convivência com o território observado. Chegou à Região dos Lagos e logo participou de debates sobre preservação ambiental, crescimento urbano e ocupação costeira. Lecionou Zoologia durante mais de vinte anos na antiga Ferlagos, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), formando muitos alunos de Biologia em Cabo Frio. Também atuou na Universidade Veiga de Almeida, nos cursos ligados ao Meio Ambiente, Turismo e Engenharia Ambiental.

Era “uma referência para a formação de biólogos da Região dos Lagos”, como lembra o biólogo e professor Eduardo Pimenta.

– Trabalhamos juntos na Universidade Veiga de Almeida/Campus Cabo Frio. Ela trabalhou no IEAPM de Arraial do Cabo, foi pioneira da maricultura regional como pesquisadora e empreendedora, cultivando organismos marinhos em água salgada, voltado para produção de alimentos, geração de renda e sustentabilidade no litoral – acrescenta Pimenta.

No Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo, desenvolveu pesquisas sobre camarões da Laguna de Araruama e regiões adjacentes, trabalho que originou artigos científicos e livros voltados à maricultura e aos ecossistemas costeiros. Ao longo dos anos, a atuação dela extrapolou laboratórios e salas de aula. Participou de movimentos ambientais importantes da região, como a fundação da AMARLA, considerada a primeira ONG ambientalista da Região dos Lagos, além do Movimento Ressurgência. Também integrou discussões ligadas ao primeiro Plano Diretor de Arraial do Cabo, ajudando a pensar áreas de preservação ambiental do município.

Mas foi na defesa das casuarinas que seu nome ganhou maior projeção pública. Tema de debates intensos entre pesquisadores, ambientalistas e órgãos públicos, a presença das árvores na Região dos Lagos dividiu opiniões. Solange foi uma das principais defensoras da manutenção das casuarinas, sustentando que elas tinham papel importante na recuperação de áreas degradadas e na contenção de processos erosivos. A discussão provocou controvérsias e consolidou sua imagem como uma figura firme nos debates ambientais locais. Ela defendia que a relação da população com o meio ambiente estava marcada por um progressivo afastamento da natureza.

– Só preservamos aquilo que conhecemos e amamos – afirmou em entrevista à Folha dos Lagos em publicada na edição especial em homenagem ao aniversário de Cabo Frio, em novembro de 2025.

É uma frase que ajuda a compreender a dimensão afetiva presente em seus livros. Solange escreveu obras como “Cultivo de camarões marinhos”, “Restinga de Massambaba: os matos e seus insetos”, “Antes que seja tarde...” e “Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos” — publicadas pela Sophia Editora, à exceção da primeira. São textos nos quais ela misturava observação de campo, memória ambiental, pesquisa científica e indignação diante da destruição das restingas e da descaracterização da paisagem regional.

Seu último trabalho, “Um pequeno ensaio sobre a formação da Laguna de Araruama”, estava em processo de edição desde 2025 na Sophia. Nasceu do desejo de compreender a formação geológica e ambiental da laguna, sem ignorar a relação humana com esse território ao longo de milênios. Ainda na entrevista à Folha no ano passado, Solange disse que enxergava o livro como uma “provocação amorosa e inquieta”, construída a partir de mais de cinquenta anos de observação da região.

– O homem não pode dissociar-se da natureza. O resultado dessa separação é o alheamento, o vazio existencial, o estresse, a depressão. Se nos calamos, a destruição ambiental se acelerará, pois ‘quem cala consente’ – afirmou.

A relação com a natureza, ela dizia, vinha da infância.

– Tive a &#39;graça&#39; de ter nascido de progenitores que amavam a natureza e desde muito pequena vivi em contato com ela nas florestas de Belém do Pará. Também passei bons períodos nas águas de Coroa Grande em Itacuruçá e nas montanhas de Itaipava/Petrópolis. Assim, sou metade mar por parte de pai e metade montanha do lado materno. Sem sombra de dúvida que esse contato ou "imprinting" com a natureza me tornaram absolutamente apaixonada por ela! – contou.

Ex-alunos, pesquisadores e amigos homenagearam Solange nas redes sociais. "Grande mestra em zoologia da Região dos Lagos", escreveu Bruna Pozzebon, ex-aluna orientada por Solange em seu trabalho de conclusão do curso de Biologia sobre a Restinga de Massambaba. Fotógrafa, Bruna também é coautora de "Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos".

– Foi uma bióloga e pesquisadora dedicada ao estudo da fauna de invertebrados, com atuação marcante na Região dos Lagos fluminense. Como autora, conseguiu revelar em pesquisas e fotografias a riqueza e as ameaças à restinga de Massambaba em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, onde evidenciou o compromisso com a conservação ambiental e a valorização de ecossistemas pouco estudados, como a fauna de artrópodes. Sol era ativista e participou de movimentos históricos de proteção ambiental local como a AMARLA e o Movimento Ressurgência. Com ela aprendi a defender a continuidade dos estudos e publicações para ampliar o conhecimento a respeito da biodiversidade local. Sua partida nos deixa um inegável legado de ciência e engajamento voltado à preservação da divina natureza da Região dos Lagos – afirmou Bruna em depoimento encaminhado à Folha do Lagos.

Já Leonízia de Melo escreveu nas redes sociais: "Nunca esquecerei dos seus ensinamentos e do que defendemos cientificamente juntas".

O professor Eraldo Amay, que trabalhou com Solange na extinta Ferlagos (ele no departamento de Letras; ela no de Biologia), também lamentou a morte da pesquisadora. 

– Solange era amada e uma excelente professora. Pessoa muito querida. É uma perda bastante sentida – disse Eraldo.

A companheira Maria Luzia da Silva Pinho relatou que conviveu com Solange durante quase 12 anos.

– Ela foi uma pessoa muito especial na minha vida. E creio que na vida de outras pessoas também – afirmou.

Nos últimos anos, Solange sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Ainda assim, manteve-se intelectualmente ativa. Aposentada, continuava escrevendo, trocando mensagens e acompanhando debates públicos. Esteve pela última vez na sede da Sophia Editora em novembro de 2025. Chegou acompanhada por uma cuidadora e em cadeira de rodas, já não conseguia se locomover muito bem sozinha. Durante o processo de edição, demonstrava urgência em concluir a publicação do novo livro. Dizia ter paciência, mas não tempo.

Ainda neste mês de maio, o falecimento da pesquisadora ainda era desconhecido entre muitas pessoas próximas da sua trajetória. Nos últimos dias, a Folha procurou fontes oficiais, ex-alunos, pesquisadores, conhecidos e instituições ligadas à trajetória da bióloga para reconstruir os últimos dias de vida da pesquisadora e confirmar as informações. A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo informou que Solange deu entrada no Hospital Geral de Arraial do Cabo no dia 24 de abril, às 22h, com quadro grave de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE Hemorrágico). Segundo a pasta, ela foi atendida na Sala Vermelha da unidade e transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, na madrugada do dia 25. Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que a paciente foi encaminhada à unidade para avaliação neurocirúrgica, recebeu tratamento neurointensivo, mas teve piora clínica e morreu no dia 28 de abril. O velório teria ocorrido no dia 29, em Araruama, e o enterro no dia 30, em Arraial do Cabo.

O jornal também procurou o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), onde Solange trabalhou, mas, até o fechamento desta reportagem, o instituto não emitiu nenhuma nota, informando apenas que a solicitação foi encaminhada ao setor responsável.

Solange Brisson tentou compreender, registrar, explicar e defender a paisagem da Região dos Lagos. Agora, parte dessa paisagem também passa a guardar a memória de uma apaixonada e persistente defensora.
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			<title><![CDATA[Família parokiana celebra o legado afetivo deixado pelo fundador do Parókia]]></title>
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			<updated>2026-05-20T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Fundado na década de 1970, o Bloco Parókia transformou o amor pela música popular em um patrimônio para a cultura de Cabo Frio. O grande pilar dessa história de resistência foi Kleber da Silva Costa, o “Seu Binho”. Ele passou a vida transmitindo a alegria das ruas e o respeito à tradição carnavalesca. O folião teve a oportunidade de celebrar seus 93 anos em pleno Carnaval deste ano. Agora, a trajetória do comerciante se eterniza em legado, após o seu falecimento ocorrido no último sábado (16).

Em fevereiro, a Folha publicou uma reportagem exaltando a resistência da agremiação. O bloco, que nasceu nos no bar do Seu Binho, junto com seus irmãos e cunhados músicos, é hoje o mais antigo e tradicional ainda em atividade em Cabo Frio.

Na época, Debora Machado (filha adotiva de Seu Binho), disse à Folha que o rigor do pai no balcão do bar era o segredo da harmonia do Parókia: "Ele não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. E fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. No sábado ela postou uma homenagem nas redes sociais

– Pai, vocês me escolheram para ser sua filha, e dedicaram a maior parte do tempo em educar e ensinar.
Sua música entrou em meu DNA e em tudo que faço. A dor da sua partida traz um misto tenebroso que a vida toda tive medo, e o silêncio mais barulhento que existe. Pai, te amo, e obrigada por tudo que fez por mim. Prometo que farei do Parokia o que você sempre levou, o amor!

Presidente do bloco há três anos, Fernanda Carriço exaltou a importância de Seu Binho para a família parokiana.

– É uma pessoa que deixa um legado de contribuição para a cultura, para o samba, para o carnaval de rua. Eu tenho uma admiração muito grande por ele, porque, além de tudo, era muito apaixonado pelo bloco. Eu fiz os últimos quatro carnavais, e ele esteve presente em todos os ensaios, todos os eventos que eu fiz. Ele estava muito feliz. Ficou muito feliz com a minha entrada na Parókia, com o renascimento do Parókia. Ele gostava muito de mim, e o que ele passava para mim era o amor pelo bloco, e uma gratidão pelo trabalho que eu estava fazendo. Ele sempre falava isso. Então, eu acho que é uma perda imensa. O legado dele no Parókia é o amor ao bloco, é essa paixão parokiana eterna, sabe? Eu acho que esse é o legado dele. Além de ter sido o fundador do bloco, um parokiano apaixonado. Quem conhecia Seu Binho ali, no ensaio, via a paixão dele, e isso era contagiante - contou.

E esse amor de Seu Binho pelo bloco do coração sempre foi recíproco.

– Todos os anos a gente fazia homenagem pra ele. Nos anos que eu fiquei à frente do Parókia, a gente sempre parava na frente da casa dele e tocava uma música, geralmente “Amigo de fé, irmão, camarada”. Esse ano o aniversário dele caiu no dia do bloco, na terça-feira de Carnaval, e a gente parou em frente à casa dele e cantou parabéns, cantou “amigo de fé, irmão, camarada”. Ele ficou muito emocionado. Foi muito bonito. Eu tive uma alegria imensa de ter homenageado ele em vida: em todas as oportunidades que eu tive, eu fiz. Ele falava assim “você foi a melhor presidente que o Parókia já teve, você não pode sair nunca mais”. E eu dizia: “Oh, Seu Binho, não faz isso não, senão eu morro” - revelou Fernanda.

Foliã de carteirinha do Parókia, a memorialista Meri Damaceno lembrou, em conversa com a Folha, que Seu Binho foi o último fundador do bloco a nos deixar. 

– Teve o privilégio de viver 93 anos e ser homenageado em vida pelo Parókia. Nos últimos anos, Binho estava ali, no meio da gente, dando um abraço afetuoso, cantando as velhas marchinhas, saudando a bandeira… Ficamos triste com sua partida, mas a família parokiana tem a absoluta certeza que Binho levou com ele todos aqueles dias festivos, regados com beijos, abraços e muito carinho. O seu maior legado, sem sombra de dúvidas, chama-se família parokiana. Não me recordo no momento de algo envolvendo Binho e o carnaval. Mas guardo com carinho que, em 2020, fui escolhida como Musa do Parókia. A alegria dele ao meu lado, nas fotos, cercado da banda e dos amigos, foi algo muito marcante pra mim. Binho estava muito feliz -contou.

Nas redes sociais, Seu Binho também recebeu muitas homenagens após o comunicado do seu falecimento. A produtora cultural Taz Mureb lembrou que ele era “uma pessoa ímpar, sempre envolvido com a música popular, com as pessoas. Muito querido! Amigão dos meus dois avôs. Aposto que tão botando o bloco lá no céu”. Joir Reis, presidente da Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF), disse que vai sentir falta do “grande mestre”.
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			<title><![CDATA[Justiça atende MPF e determina demolição de imóvel construído sobre restinga em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-19T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou a demolição de um imóvel de alto padrão construído irregularmente sobre vegetação de restinga e faixa de areia da Praia do Foguete, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A sentença acolheu os argumentos apresentados pelo MPF, que apontou a existência de danos ambientais permanentes em área de preservação permanente (APP), além da ocupação irregular de terreno de marinha e de área de uso comum do povo.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, que assina ação, a decisão representa uma resposta importante contra a ocupação ilegal de áreas ambientalmente sensíveis do litoral fluminense. “A proteção das restingas e dunas não é apenas uma exigência legal, mas uma medida essencial para preservar o equilíbrio ecológico, conter a erosão costeira e garantir a integridade da faixa litorânea para as presentes e futuras gerações”, pontuou.

Na ação, o MPF destacou que laudos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da prefeitura de Cabo Frio e da perícia judicial comprovaram que a construção impedia a regeneração da vegetação nativa e agravava o processo de erosão costeira na região.

Para Mitidieri, a sentença também reforça que o direito de propriedade não é absoluto quando confrontado com a proteção ambiental. “Nenhum interesse privado pode prevalecer sobre a preservação de um ecossistema protegido constitucionalmente e sobre o interesse coletivo de proteção do patrimônio ambiental”, ressaltou.

Na sentença, a 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia condenou solidariamente a empresa responsável pelo empreendimento e o município de Cabo Frio a demolirem o imóvel, retirarem os entulhos e executarem a recuperação integral da área degradada por meio de Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad). O prazo fixado para a demolição é de 90 dias após o trânsito em julgado da decisão.

A Justiça concluiu ainda que a construção foi erguida em área ambientalmente protegida, sobre vegetação de restinga fixadora de dunas, sem autorização válida da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e destacou que o direito de propriedade não prevalece diante da proteção ambiental constitucionalmente assegurada.

A decisão acolheu os laudos técnicos que identificaram danos ambientais permanentes provocados pela construção irregular. Os estudos concluíram que o imóvel bloqueia a regeneração natural da vegetação de restinga, compromete a dinâmica das dunas e intensifica o processo de erosão costeira na região.

A perícia judicial também destacou que a construção funciona como uma barreira aos ventos responsáveis pelo transporte natural de areia, tornando negativo o balanço sedimentar da praia e aumentando a vulnerabilidade da orla marítima.

Segundo os peritos, “a demolição é menos nociva do que a manutenção do imóvel”, pois permitirá a recuperação natural do ecossistema de restinga e o restabelecimento do equilíbrio sedimentar da praia.

Na sentença, a Justiça Federal detalha que a proteção das restingas e dunas existe há décadas no ordenamento jurídico brasileiro. O texto cita dispositivos da Constituição Federal, do Código Florestal, da Lei do Gerenciamento Costeiro e de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), além de normas estaduais e municipais que classificam a área como “non aedificandi”, ou seja, proibida para edificações.

A decisão também ressalta que os terrenos de marinha pertencem à União e não podem ser ocupados sem autorização expressa do poder público federal. Conforme informado pela SPU nos autos, não existe cadastro ou licença válida para o imóvel localizado na Avenida dos Planetas, nº 293.

A Justiça Federal também reconheceu a responsabilidade do município de Cabo Frio pela ausência de fiscalização efetiva. A sentença afirma que, apesar de a própria legislação municipal reconhecer desde 1993 que a área era de preservação permanente e não edificável, o município não adotou providências eficazes para impedir ou desfazer a ocupação irregular.

Segundo o juiz, a administração municipal atuou apenas após provocação do MPF e, ainda assim, sem medidas concretas capazes de cessar o dano ambiental.

Dano ambiental – Ao rejeitar os argumentos da empresa proprietária, a sentença reafirma o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a reparação civil por dano ambiental é imprescritível. O juiz também ressaltou que a obrigação de reparar danos ambientais possui natureza “propter rem”. Ou seja, essa obrigação se adere ao título e domínio ou posse do imóvel e a responsabilidade recai sobre o proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores. Tal norma foi definida pela Súmula STJ nº 623.

Embora tenha reconhecido os danos ambientais, a Justiça entendeu não haver elementos suficientes para condenação por danos morais coletivos.

Cabe recurso da decisão.
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			<title><![CDATA[Novo batalhão da PM na Região dos Lagos é cercado de sigilo e dúvidas sobre efetivo]]></title>
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			<updated>2026-05-19T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após quase cinco meses de o ex-governador Cláudio Castro assinar o decreto que oficializou a criação do 42º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Araruama, o funcionamento da unidade e o efetivo real de policiais seguem sob sigilo. Embora o documento, assinado em 26 de janeiro, prometa uma reestruturação profunda na segurança da Região dos Lagos, o cronograma de operação e os detalhes sobre o patrulhamento nas ruas ainda não foram divulgados pelas autoridades estaduais. A medida faz parte de um plano ambicioso da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que prevê a criação de, pelo menos, 16 novas unidades operacionais e administrativas em todo o território fluminense.

Na época do anúncio, realizado no Palácio Guanabara com a presença de prefeitos da região, o governador Cláudio Castro defendeu a necessidade urgente de modernizar a corporação.

— É uma mudança importante e positiva. Em uma sociedade em plena evolução, não podemos aceitar que uma instituição como a Polícia Militar permaneça há mais de 50 anos com a mesma estrutura. Estamos organizando melhor a estrutura, distribuindo melhor as equipes, dando mais condições de trabalho para os policiais e valorizando também seus familiares. Uma polícia mais forte é uma polícia mais presente nas ruas — afirmou Castro durante a assinatura do decreto.

Além do 42º BPM, em Araruama, a lista de novas unidades inclui o 13º BPM (Maricá), o 44º BPM (Nova Iguaçu), o 45º BPM (Jacaré) e o 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana), além da transformação de oito unidades ambientais em três grandes Batalhões de Polícia Ambiental (BPAM), em São Gonçalo, Volta Redonda e São João da Barra.

No papel, a estrutura para a Região dos Lagos já está desenhada. O 42º BPM, que terá como comandante o tenente-coronel Leonardo Heitor Alcântara Cunha, ficará subordinado ao também recém-criado 8º Comando de Policiamento de Área (CPA). A nova unidade será responsável pelas 118ª, 124ª, 125ª e 129ª Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), abrangendo os municípios de Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande e Saquarema. Com essa divisão, o 25º BPM (Cabo Frio) passaria a ter sua área de atuação reduzida, focando exclusivamente em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios.

No entanto, na prática, a Polícia Militar ainda não esclareceu questões fundamentais para o planejamento dos municípios. Desde abril, a Folha dos Lagos vem questionando o Comando-Geral da PM sobre quando a unidade de Araruama entrará em operação, se o contingente será reforçado com novos agentes ou se haverá apenas uma redistribuição dos policiais que já atuam no 25º BPM. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno da PMERJ.

Enquanto os detalhes operacionais permanecem ocultos, o governo municipal de Araruama tenta acelerar a integração regional por meio da tecnologia. No último dia 6 de maio, a prefeita Daniela Soares promoveu um encontro no Teatro Municipal para debater a criação de um “cinturão de segurança” com as dez cidades que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos). O evento contou com a participação da Subsecretaria de Comando e Controle (SSCC) da Polícia Militar, referência em gestão tecnológica.

Na ocasião, a prefeita Daniela Soares reforçou que a chegada do batalhão é fruto de articulação e parceria com o Estado, visando aumentar a capacidade de resposta, especialmente em períodos de alta temporada.

— A segurança pública é uma pauta importante, especialmente em razão do aumento da população flutuante durante os feriados. A proposta é estreitar a integração entre os municípios e, em breve, avançaremos com a instalação do novo batalhão na cidade — ressaltou a prefeita, também sem dar prazos.
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema Internacional de Cabo Frio começa nesta quinta (14) segue até domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T21:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema, a literatura, a música e as artes visuais se encontrarão a partir desta quinta-feira (14) na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). Até domingo (17) haverá mostras competitivas nacionais e internacionais com filmes do Brasil, Espanha, Portugal, Quênia e Rússia, música ao vivo, exposições de fotografia e poesia, além de mesas de debate com cineastas, pesquisadores, roteiristas, atores e professores convidados.

Entre os destaques estão a participação da atriz Simone Spoladore, dos diretores Eduardo Nunes e Adolfo Rosenthal, do roteirista Guilherme Sarmiento e do pesquisador Rafael de Luna. Com o mar como eixo temático central, o festival promove uma ampla programação cultural gratuita em diversos espaços da cidade, como o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), a Casa Scliar, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro, para eu atuar, é como mergulhar no mar - disse Simone Spoladore.

Diretor do filme “Sudoeste”, que foi gravado em Cabo Frio, Eduardo Nunes reforçou a importância do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio

– Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem, e assistir a estes filmes numa tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - pontuou.

O festival tem início nesta quinta-feira (14), às 10h, com a abertura da exposição fotográfica “Retratos do Mar” no Mart. Na parte da tarde, às 16h, a Casa Scliar recebe a exposição literária “Poesias do Atlântico”, acompanhada pelo cortejo do coletivo de mulheres de maracatu “Ventarolas”. No mesmo horário, as mostras cinematográficas começam a movimentar a cidade: a UERJ recebe a Mostra Nacional 1, com os filmes “Onde a Maré Leva”, “Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro”, “Costão Rochoso”, “Guardiões da Terra” e “Manguezais da Região dos Lagos”, além da Mostra Internacional 1 com “Youth Pawa” e “Amazônia Azul”. Simultaneamente, na UVA, ocorre a Mostra Nacional 2 com as obras “A.mare” e “Fortaleza Hotel”. A noite de quinta segue com o lançamento do documentário “Orgulhos da Terra” e debate com o diretor Azul Puro Azul na UVA, às 18h30, culminando na abertura oficial às 19h, no Mart, com artes circenses do CircoLo Social e show de samba e MPB da banda “As Desamélias”.

Na sexta-feira (15), as atividades começam às 10h30 no Mart com a roda de leitura “Mergulhos Literários”, debatendo as obras “Mar Morto”, de Jorge Amado, e “Refinaria”, de Rodrigo Cabral. A partir das 16h, o público pode escolher entre a Mostra Internacional 2 na UERJ, com o filme espanhol “O Mar Não Cessa”; a Mostra Internacional 3 na UVA, com o russo “FOG”; ou a Mostra Nacional 3 na Casa Scliar, que exibe uma série de curtas como “É só Fechar os Olhos” e “Rede Flor do Mar”. A noite de sexta oferece três grandes debates às 18h30: a Casa Scliar discute a preservação de filmes com pesquisadores da UFF; a UERJ exibe “Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo” com Adolfo Rosenthal; e a UVA recebe o diretor Eduardo Nunes e o roteirista Guilherme Sarmiento para falar sobre realismo fantástico após a exibição do premiado “Sudoeste”.

O sábado (16) concentra suas atividades na Casa Scliar a partir das 15h, iniciando com os filmes convidados “Muito Antes de Nós” e “Marcos”, seguidos de debate com Ricardo do Carmo e Filipe Codeço. Às 17h, acontece a Mostra Internacional 4, reunindo produções da Espanha, Quênia e Portugal, como “Soledá” e “Praia Liberdade”. Logo após, às 18h30, será exibido o filme “Amálgama”, preparando o terreno para um dos momentos mais aguardados do festival: às 20h30, a atriz Simone Spoladore e o ator Daniel Ericsson participam de uma mesa redonda sobre a atuação no cenário do cinema brasileiro contemporâneo.

No domingo (17), o último dia de festival começa às 10h na Casa Scliar com o filme espanhol “Quando o Rio vira Mar”. Às 15h, o evento presta uma homenagem ao cineasta Gerson Tavares com a exibição de “Antes, o Verão” e um debate conduzido pelo pesquisador Rafael de Luna. O encerramento oficial do FINCCA está marcado para as 19h, no Mart, onde ocorrerá a cerimônia de premiação em 14 categorias, incluindo o cobiçado Grande Prêmio Tartaruga-Aruanã. A celebração final ficará por conta do show da banda de pop rock Ramona Rox, encerrando a primeira edição do evento internacional em Cabo Frio.

Sinopses dos filmes e outras informações podem ser acompanhadas pelo site oficial do festival: www.fincca.com.br ou Instagram @/finccafestival.
 
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			<title><![CDATA[Festival gastronômico de São Pedro da Aldeia termina neste domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Termina neste domingo (17) a primeira edição do Festival Aldeia Gastronômica, que acontece em São Pedro da Aldeia. Apresentar a oferta gastronômica de São Pedro é um dos objetivos do evento, que vem sendo registrado com sucesso. 

– O festival está movimentando os 27 estabelecimentos participantes e mostrando que a cidade tem diversidade e muito a oferecer nesse quesito – comenta Maria Inês Oliveros, da Tropic Produções, empresa realizadora do evento.
 
Inspirado na cultura e nos sabores regionais, o Aldeia Gastronômica exalta a identidade cultural e as tradições da bucólica cidade, que combina lagoa e salinas, urucum e aroeira, além de pescadores, quilombolas e produtores rurais. A criatividade dos participantes revela receitas exclusivas, explorando ingredientes típicos.
 
Entre as criações, pratos que harmonizam tainha com limão galego; camarão da lagoa com banana-da-terra e mandioca; geleia de aroeira com coco queimado, além de receitas que enaltecem as paisagens da região, como o pôr do sol e os barquinhos coloridos. As opções vão de entradas a sobremesas (R$ 19 a R$ 39), além de sanduíches (R$ 39 a R$ 49) e pratos principais (R$ 69 a R$ 99), todos servidos nos próprios estabelecimentos participantes durante o período do evento, que começou no último dia 30 de abril.
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			<title><![CDATA[Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é inaugurado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-13T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Foi inaugurado nesta terça-feira (12), em Cabo Frio, um novo espaço de impacto socioambiental do Projeto Albatroz: o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é uma sala climatizada com 17 computadores que possuem acesso à internet. O projeto foi pensado especialmente para ser um suporte tecnológico para estudantes cadastrados em cursos oferecidos pela prefeitura e para moradores dos bairros do entorno, de forma gratuita.

O evento oficial de inauguração aconteceu contou com a participação de membros do governo municipal de Cabo Frio, entre eles representantes das secretarias da Família e Juventude, Assistência Social e Educação, além do Instituto ProSer, Cebrac, CIEP 193 (Jacaré) e gestores da Petrobras, que além de patrocinar o Projeto Albatroz, também fizeram a doação das máquinas para a criação do núcleo.

O espaço já é utilizado por estudantes do CIEP 193 em atividades curriculares, e também passará a receber turmas de cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria Adjunta da Família e Juventude de Cabo Frio, em parceria com os CRAS, Instituto ProSer, Cebrac. Às sextas-feiras, o local ficará à disposição da comunidade para o acesso à internet, pesquisas, trabalhos acadêmicos, elaboração de currículos e acesso a outros serviços públicos virtuais.

Fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves ressalta que a inauguração do núcleo é parte de um sonho que começou a ser construído em 2014, quando a instituição chegou a Cabo Frio para ampliar seu trabalho de pesquisa e educação ambiental com pescadores nos portos. 

– Nessa época, a gente já sonhava em engajar e contribuir para o crescimento das pessoas que moram aqui. Por isso, o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital está nascendo como uma ferramenta concreta para aproximar a comunidade do conhecimento, da tecnologia e de novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional - revelou.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. 

– Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade - contou.

O Núcleo Albatroz de Inclusão Digital fica dentro do Projeto Albatroz, localizado na Av. Wilson Mendes, s/n, Porto do Carro, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Coletivo Mulherada que Escreve debate obras de Jorge Amado e Rodrigo Cabral no Mart, na sexta (15)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mar da Bahia de Jorge Amado e as paisagens da Região dos Lagos retratadas na poesia de Rodrigo Cabral serão tema da roda de leitura “Mergulhos Literários” nesta sexta-feira, dia 15, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), em Cabo Frio. A atividade integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA), que realiza sua primeira edição entre esta quinta-feira, dia 14, e domingo, dia 17.

Promovida pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, a conversa aproxima as obras Mar Morto, do escritor baiano, e Refinaria, do poeta cabo-friense. São dois textos que dialogam com o tema do festival: o mar.  

Publicado em 1936, Mar Morto acompanha marinheiros e trabalhadores do cais da Bahia em histórias marcadas pela relação intensa com as águas do oceano, tratadas por Jorge Amado como força viva e cotidiana. Já em Refinaria, lançado em 2024 durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Rodrigo Cabral transforma em poesia as salinas, a restinga, a Laguna de Araruama e as mudanças da paisagem cabo-friense. Estreia literária de Cabral, o livro foi finalista da 67ª edição do Prêmio Jabuti, em 2025, na categoria Escritor Estreante – Poesia.

O FINCCA receberá grandes nomes do cinema como a atriz Simone Spoladore, o ator Daniel Ericsson, o cineasta Eduardo Nunes e o diretor Adolfo Rosental. A programação também inclui literatura, fotografia, oficinas e debates em diferentes espaços culturais da cidade, como o Mart, a Casa Scliar, a Uerj e a Universidade Veiga de Almeida (UVA). Confira a programação completa aqui (https://www.folhadoslagos.com/cultura/festival-de-cinema-vai-reunir-grandes-nomes-da-dramaturgia-em-cabo/21939/).

“O pessoal do festival de cinema convidou a Sophia Editora para fazer uma roda de leitura dentro do tema do FINCCA. Como esse era um livro que já tínhamos lido no círculo de leitura, pensamos em trazer também o livro ‘Refinaria’, do Rodrigo”, afirmam as organizadoras do projeto “Leituras no Mart”, que chegou à sétima edição no começo deste mês e é coordenado por Eloisa Helena Campos e Rô Arruda, com dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa, além do apoio da Sophia Editora.

“Estamos muito entusiasmados em participar do FINCCA, afinal é o primeiro festival internacional de cinema da cidade”, completam.
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			<title><![CDATA[Jovens de Cabo Frio anunciam nova minissérie de ação e suspense]]></title>
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			<updated>2026-05-13T11:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O cinema de resistência está transformando o cenário audiovisual da Região dos Lagos através da pura força de vontade e da paixão pela arte. O diretor e roteirista Thiago Anjos, que em julho do ano passado já havia sido destaque na Folha por produzir uma minissérie de terror utilizando apenas um celular, está lançando um novo trabalho. 

"Projeto Limiar" é uma minissérie independente de ação e suspense, produzida pela Cine2A, que nasce como um exemplo real de produção feita "na raça". Sem o apoio de grandes empresas, patrocínios ou qualquer tipo de parceria externa, a equipe utiliza recursos próprios e muita criatividade para entregar ao público um visual que remete às superproduções.

Thiago Anjos, que assina a direção e o roteiro, e também participa como ator, disse à Folha que o diferencial do projeto é a sua independência total e a capacidade de criar grandes narrativas com o que se tem em mãos.

— Desenvolvemos um filme de ação em Cabo Frio onde o objetivo é prender o público, e fizemos isso usando apenas um telefone e muita criatividade. Não temos ajuda de ninguém, nem parcerias. Somos nós, a nossa visão e o desejo de mostrar que a nossa região tem talento de sobra para o cinema de ação — afirmou o diretor.

A trama da minissérie mergulha na jornada de Jack, cuja vida comum ao lado do irmão, Héctor, transforma-se em um pesadelo absoluto. Héctor é assassinado brutalmente por capangas a mando de Victor, um vilão poderoso que busca recuperar o "Limiar". O projeto que dá nome à série é, na verdade, um segredo tecnológico de estado, e de alto risco, que Héctor protegeu até o seu último suspiro. 

Diante da tragédia de ver o irmão morrer, Jack passa por um processo de amadurecimento forçado. O tema central da história é a transição "do luto à luta", onde o protagonista transforma sua dor em combustível para treinar e se tornar mais forte e letal, assumindo a missão de proteger o legado da família e buscar justiça nas ruas de Cabo Frio.

Para criar uma atmosfera de cinema internacional, a produção aproveitou o cenário natural da região, com gravações em locações estratégicas de Cabo Frio e nas paisagens rochosas de Búzios. Thiago reforça que cada cena de luta e cada diálogo foram escritos com o objetivo de provar que a dedicação é capaz de superar a falta de verba.

— O projeto é um grito de liberdade criativa, provando que o cinema de qualidade nasce da coragem de realizar — completa o cineasta.

O projeto já movimenta as redes sociais e promete ser um marco para o audiovisual independente no estado do Rio de Janeiro. A minissérie terá episódios com duração aproximada de 30 minutos cada. A exibição acontecerá de forma exclusiva na plataforma do YouTube, através do canal oficial da Cine2A, onde o público já encontra um teaser para entrar no clima do lançamento, que acontece nos próximos dias. Além de Thiago, também integram o elenco Anderson Arthur, Jhonata Gustavo, Guilherme e Mateus Marcolino.
 
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			<title><![CDATA[Documentário "Orgulhos da Terra" será lançado no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-12T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta quinta-feira (14), às 18h30, será lançado o documentário “Orgulhos da Terra”, durante o @finccafestival – Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, na UVA – Universidade Veiga de Almeida, Campus Cabo Frio, em parceria com o festival e com o curso de Jornalismo da universidade.

O filme é uma produção inédita no gênero documentário e reflete sobre a importância de personalidades da história cabo-friense que ajudaram a construir a memória da cidade. A obra também propõe uma reflexão sobre como a história de cada indivíduo está interligada à valorização das memórias coletivas, entendendo que um povo é formado por suas histórias — e que essas histórias só permanecem vivas quando são propagadas às próximas gerações.

Participam do documentário Meri Damaceno, Clarêncio Rodrigues, Silvana Lima, Zarinho Mureb, Bruno Peixoto (falando sobre Antônio de Gastão), Fernanda Carriço (falando sobre Victorino Carriço), Rodrigo Tardeli (Baby) e Azul Puro Azul.

A produção — assim como o lançamento — foi viabilizada após o projeto do proponente Azul Puro Azul ser contemplado no Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais da Lei Paulo Gustavo, gerido pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura, da Lei Paulo Gustavo, da Prefeitura de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio.

Além desta sessão, o projeto também realizará exibições voltadas para alunos de escolas públicas de Cabo Frio, totalizando quatro apresentações entre escolas e faculdades. Novas datas serão divulgadas em breve. Esta será a única exibição aberta ao público em geral, além dos estudantes da universidade.

A exibição será gratuita e contará com medidas de acessibilidade.

Direção, edição e produção: Azul Puro Azul
Filmagens e direção de fotografia: Marcelas Rimes e André Amaral
Arte gráfica: @eusrafa.s

Apoio: Ponto Musical e Laboratório Vital Brazil.
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			<title><![CDATA[Justiça completa 50 dias sem julgar recurso sobre a eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda não se manifestou sobre o recurso da Prefeitura de Cabo Frio contra a anulação da eleição do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (CMUPAC). O mandado de segurança cível foi aberto pela Associação Cabo Frio Solidária em agosto de 2025, dois meses depois da escolha dos novos membros do grupo.

No último dia 17 de março, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, anulou a eleição, alegando que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito de forma proposital. 

Segundo ele, ao determinar que a divulgação da eleição fosse feita apenas em Diário Oficial, e somente com prazo de quatro dias para inscrição dos interessados, o governo municipal tinha como objetivo escolher os novos conselheiros por meio de convite.
Na sentença, que determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. O recurso do governo, com pedido de efeito suspensivo, foi protocolado no último dia 18 de março e segue sem resposta do órgão judicial há pouco mais de 50 dias. No documento, assinado pela procuradora jurídica Michele Ribeiro Santos Marques, a Prefeitura alega que o edital da eleição foi legítimo e que o curto prazo de quatro dias para as inscrições não feriu a lei, já que a publicidade no Diário Oficial seria suficiente.

O governo municipal defende que a escolha de conselheiros por “convite” da Secretaria de Cultura é uma prerrogativa da administração quando não há entidades interessadas, e pede que a Justiça valide todas as decisões e reuniões realizadas pelo grupo até agora.
Além disso, a Procuradoria tenta derrubar as regras impostas pelo juiz para um novo pleito, como a obrigatoriedade de divulgar a eleição em redes sociais e a exigência de paridade na comissão eleitoral, alegando que essas determinações não estão previstas na legislação local. 
O objetivo central do recurso é manter a atual composição do conselho em funcionamento e evitar que o município seja obrigado a refazer o processo de escolha dos membros sob fiscalização externa.

Enquanto esse impasse jurídico se mantém, a gestão do patrimônio histórico de Cabo Frio segue em estado de insegurança: nos últimos dias, mais um imóvel antigo veio ao chão. Denúncia feita pelo jornalista Moacir Cabral na coluna Informe, publicada na última edição impressa da Folha dos Lagos, revela que a casa do médico Otacílio Azevedo, localizada na Avenida Assunção, ao lado da Igreja Metodista, foi demolida. Segundo Cabral, “restou apenas a varanda, ou parte dela”.

O jornalista relatou que um muro de cerca de 2,5 metros de altura foi erguido em volta da casa, dificultando a visão da demolição, que teria sido aprovada em 2023 pelo Imupac. Segundo fontes do governo, atualmente a casa pertence à Igreja Metodista. 

A derrubada da residência de Otacílio Azevedo não é um fato isolado com aval do Imupac e do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural. Em agosto do ano passado, a casa do professor Edilson Duarte, na Avenida Teixeira e Souza, também foi demolida.
O pedido de preservação do imóvel foi formalizado em julho de 2024, no processo nº 2024/27555. À época, o então secretário municipal de Cultura, Márcio Lima Sampaio, informou no documento que o pedido de tombamento foi registrado em ata do Conselho durante reunião realizada no dia 25 de julho de 2024. Na ocasião, o órgão estava sob a presidência de Sérgio Nogueira, atual diretor do Imupac.
Apesar disso, segundo conselheiros da nova gestão, foi o próprio Sérgio quem teria apresentado o pedido de arquivamento do processo e de demolição do imóvel.

Dois meses depois, outro imóvel histórico foi ao chão com autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e do Imupac. A casa, localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, n o Centro de Cabo Frio, estava com o processo de demolição em andamento desde 2021.
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			<title><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio divulga filmes selecionados]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Mais de 181 filmes de diversas linguagens foram inscritos na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). De acordo com os organizadores do evento, pelo menos oito países serão representados: Brasil, Argentina, Quênia, Espanha, Portugal, Alemanha, Rússia e Itália. Além do audiovisual, o festival mobilizou artistas em outras frentes, recebendo 228 fotografias e 90 poesias que exploram a temática do mar. A abertura oficial do festival será na próxima terça-feira (14).

A Mostra Nacional foi o grande destaque, com mais de 150 filmes inscritos. Desse total, apenas 15 foram selecionados, representando estados como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro. A Região dos Lagos garantiu forte presença com produções de Cabo Frio (“É só fechar os olhos”, de Yuri Vasconcellos; “Manguezais da Região dos Lagos” e “Rede Flor do Mar”, de Lucas Pereira), Búzios (“Robson e a praia”, de Marcos Caviglia; “A vida que brota da pedra”, de Maria Fernanda Quintela; e “Guardiões da terra”, de Ramiro Cobasandri) e Arraial do Cabo (“Costão Rochoso”, de Marcos de Lucena). Já a Mostra Internacional contará com 12 filmes selecionados.

O FINCCA vai reunir, em Cabo Frio, nomes de peso da dramaturgia brasileira. Entre os confirmados está o ator Daniel Ericsson, que cresceu em Cabo Frio e atuou no premiado “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles. A atriz Simone Spoladore, com um currículo de 39 filmes e 20 prêmios, também marcará presença. “Estou animada em fazer parte da primeira edição. Vou participar de uma mesa sobre atuação no cinema brasileiro. Para mim, atuar é como mergulhar no mar”, revelou a atriz à Folha.
Outra presença confirmada é a do cineasta e produtor Adolfo Rosental, diretor do documentário “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo”. “O festival agita o cenário cultural, reforça o turismo e torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática”, afirmou à Folha.

Um dos momentos mais aguardados, no dia 15 de maio, será a exibição do longa-metragem “Sudoeste” (2011), seguida de um debate sobre o realismo fantástico, com presença do diretor Eduardo Nunes e do roteirista Guilherme Sarmiento. Rodado nas ruínas das antigas salinas de Cabo Frio, o filme conquistou mais de 30 prêmios internacionais. Para Eduardo Nunes, voltar ao local das filmagens após 15 anos é especial. 

– Precisávamos de um ambiente que trouxesse a ideia de fábula, um lugar que tornasse verdadeira uma história que só pudesse acontecer ali. Encontramos nas ruínas das casas de trabalhadores das salinas o lugar para contar a saga de Clarice. Então, voltar a Cabo Frio agora, tantos anos depois, é muito especial. Espero que o público, além de reconhecer a sua própria região, se envolva com o tom fabular da história. Acredito que o Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio tem uma importância muito grande. Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem. Assistir a estes filmes em uma tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - explicou o diretor.

Realizado em locais como a Casa Scliar, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), as universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, além de praças públicas, o FINCCA promove o acesso gratuito à cultura. Ao todo, serão 16 longas e 10 curtas distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), além de workshops e oficinas.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com exposições de fotos e poesias, seguidas por apresentações musicais e circenses no MArt. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar debates sobre preservação de filmes, o documentário “Orgulho da Terra” e mostras infantis em Tamoios. O encerramento, no dia 17 de maio, terá show da banda Ramona Rox e a entrega do Troféu Tartaruga-Aruanã, que premiará categorias como Melhor Filme, Direção, Atuação e as melhores obras dos concursos de poesia e fotografia.
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			<title><![CDATA['Refinaria': espetáculo volta ao Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo teatral “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, está de volta ao Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle), em Cabo Frio. São quatro apresentações confirmadas para maio: 22/05 (sexta), 23/05 (sábado), 29/05 (sexta) e 30/05 (sábado), sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo WhatsApp: (21) 99342-8893 / Jussara – sujeito à lotação.

A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço, o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e pelo que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. É um universo profundamente marcado por Cabo Frio e sua história — e o ponto de partida para a criação cênica.

No palco, Guaral dá vida a um poeta que volta à sua cidade após anos de distanciamento. O texto abre um mosaico de referências, passando pelas imagens de sal da Região dos Lagos, pela geologia do pré-sal e pela cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, até reverenciar as influências de escritores como Victorino Carriço, avô de Junior Carriço. Uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, integra a trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é “Fluxo de consciência”, parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que publicou pela Sophia Editora o livro Arraiada.

O espetáculo estreou no fim de 2025, com sessões lotadas no Teatro Quintal e na Usin4 Casa das Artes.

“É um misto de afetos”, definiu a memorialista Meri Damaceno. “O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional”, contou Meri.

Serviço – Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle). Dias 22, 23, 29 e 30, às 20h. Ingressos: (21) 99342-8893 – Jussara.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos: Humorista Paulinho Serra se apresenta em Cabo Frio na próxima semana]]></title>
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			<updated>2026-05-07T19:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A contagem regressiva já começou, e quem quiser garantir presença no show de stand-up do humorista Paulinho Serra em Cabo Frio precisa se apressar. Faltam poucos dias para o espetáculo “Paulinho Serra em Pedaços”, e os ingressos já entram na reta final de vendas. A apresentação acontece no sábado (16), às 19h, no Tamoio Esporte Clube, no Centro.

Conhecido pelo humor direto e pela forte interação com a plateia, Paulinho Serra promete uma noite diferente a cada sessão. O espetáculo é guiado pelo improviso, com espaço para comentários sobre o momento, situações do cotidiano e participação ativa do público.

O show, que já passou por diversas cidades do Brasil e até pelo Japão, mistura histórias pessoais com momentos criados ao vivo. No palco, o humorista revisita sua trajetória, desde a infância em Bangu até a consolidação como um dos nomes do stand-up nacional, além de trazer referências a personagens marcantes que seguem na memória do público.

Com passagens pela MTV, em programas como Comédia MTV e Quinta Categoria, e pela TV Globo, no seriado Chapa Quente, Paulinho também se destaca no ambiente digital, ampliando sua conexão com o público nas redes.

A expectativa é de casa cheia e, com a procura em alta, a recomendação é garantir o ingresso o quanto antes para não ficar de fora.

Serviço:
Paulinho Serra em Pedaços
Data: sábado (16)
Horário: 19h
Local: Tamoio Esporte Clube

Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: https://uticket.com.br/evento/stand-up-comedy-com-paulinho-serra/01LX4LI1368GS3
1º lote: R$90 (inteira) e R$45 (meia)

Produção local: Moskito Produção
Realização: Trato Produções e Fonte & Com
Promoção: Fontecerta.com
Apoio: Hotel La Plage
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			<title><![CDATA[Luizie lança videoclipe que exalta as paisagens de Tamoios e Barra de São João]]></title>
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			<updated>2026-05-07T09:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cenário artístico da Região dos Lagos ganha um novo capítulo com o lançamento de “Todo Que Se Quer”, o mais recente videoclipe do artista Luizie. A música fala sobre desejo, afeto e busca por realização, mas com leveza e bom humor. Também questiona a ansiedade de querer tudo, e lembra que aquilo que procuramos muitas vezes começa dentro de nós.

– Um trecho que sintetiza bem essa ideia é: “Sem estresse, não se apresse / que toda ânsia de ter / não consuma o nosso sonho / não consuma o prazer.” No meu momento atual, essa canção representa amadurecimento artístico. É um trabalho ousado, que brinca com idiomas e referências de forma consciente. A música passa pelo português, inglês, espanhol e ainda traz um aceno final em japonês. Vejo “Todo Que Se Quer” como um sinal claro de crescimento: uma obra mais segura, mais inventiva e mais alinhada com a artista que estou me tornando - revela o artista.

“Todo Que Se Quer” vem pra consolidar o trabalho de Luizie, que está há quatro anos no mercado.  Em 2024 ganhou destaque na Folha com o lançamento do primeiro clipe de sua carreira, que ilustrava a música “Afeto Ruim”, uma composição autoral que aborda, de modo sensível, as complexas emoções da despedida e a aceitação dos vínculos que se encerram.

– Sempre fui uma pessoa artística e criativa, realizando pequenos projetos ao longo da vida, mas ainda sem transformar isso em um caminho assumido e contínuo. Acho que o primeiro estágio de todo artista é se reconhecer como artista, e esse entendimento leva tempo. Antes de mergulhar integralmente na música, eu estava dedicado à minha graduação em Produção Cultural, concluída em 2022. Nesse período, senti uma necessidade muito forte de expressar minha poética, minha criatividade e minha linguagem própria. A música surgiu como um encontro entre composição, sensibilidade e narrativa. Até o momento, minha trajetória reúne quatro singles oficiais e três faixas alternativas, entre releituras, remixes e reformulações de músicas já lançadas. Tudo começou com “Lembrar de Você” (2022). Em seguida veio meu primeiro EP, “AMEMEAME” (2023), um projeto muito importante para mim. Em 2024, lancei “Afeto Ruim”, que marcou também meu primeiro videoclipe. Já em 2026, chega “Todo Que Se Quer”, que representa uma fase mais madura, com composições mais refinadas e uma visão artística mais consolidada. Vejo esse novo ciclo como um passo importante de evolução - explicou.

O novo trabalho também dialoga com um próximo projeto em desenvolvimento, onde o cantor diz buscar maturidade estética, musical e conceitual. À Folha, Luizie disse que nos próximos lançamentos quer revelar com ainda mais clareza sua identidade artística e o caminho que está consolidando. 

– Minha identidade musical nasce da MPB contemporânea, mas dialoga diretamente com o pop alternativo. É um trabalho que mistura sensibilidade brasileira com elementos eletrônicos, synthpop e diferentes experimentações sonoras. O pop, para mim, é uma linguagem ampla, que busca conversar com muitas pessoas sem perder personalidade. Ao mesmo tempo, o lado alternativo aparece justamente na liberdade de experimentar formatos, texturas e referências. É uma identidade em constante construção. Gosto de pensar minha música como um encontro entre emoção, inventividade e comunicação - revelou.

Já a construção dessa identidade passa por influências de peso. No campo afetivo e do imaginário pop, Luizie cita o grupo Rouge, revelando que foi uma referência marcante de performance, identidade e música pop brasileira. 

– Também me influenciam artistas como Marina Lima, Lulu Santos, Cazuza, Djavan e outros nomes da música brasileira que unem poesia, personalidade e trajetória artística consistente. No cenário atual, Anitta também é uma grande referência, especialmente pela forma como conduz a própria carreira, defende seus projetos e mostra que é possível pensar arte com visão estratégica. Internacionalmente, nomes como Pet Shop Boys, Robyn, Lady Gaga e Charli XCX dialogam com meu universo sonoro por criarem paisagens pop inventivas e marcantes - enumerou.

Nascido em Duque de Caxias, Luizie conta que se mudou para o distrito de Tamoios, em Cabo Frio, logo no primeiro ano de vida, construindo uma forte relação de pertencimento com o local e se definindo como tamoiense de coração e de vivência. “É aqui que reconheço meu senso de casa, de memória e de identidade. Toda a minha trajetória afetiva está ligada a esse lugar”, contou, lembrando que essa forte relação com a Região dos Lagos também influencia profundamente seu trabalho.

– Existe uma atmosfera de contemplação, nostalgia e sensibilidade que atravessa minhas composições. O mar, a luz, a maresia, o horizonte aberto e o ritmo menos acelerado da vida litorânea criam um estado de reflexão muito presente em mim. Minhas músicas costumam falar de afeto, memória, desejo e sentimento, e tudo isso dialoga com esse cenário. Da minha primeira música até os lançamentos atuais, essa presença da natureza e dessa energia costeira sempre esteve comigo. Minhas canções sempre partem de algo íntimo, mas buscam alcançar o outro de forma sensível e verdadeira. Levo meu trabalho com muita seriedade e dedicação. Para mim, fazer arte é quase um gesto espiritual: exige entrega, disciplina e propósito. Também acredito que o artista cria universos. A arte tem a capacidade de ressignificar a realidade, revelar novas belezas e convidar as pessoas a sentirem o mundo de outras maneiras. Meu desejo é seguir criando, encontrando apoiadores e ampliando esse caminho para que cada vez mais pessoas possam se conectar com essa proposta - explicou.

Não foi por acaso que Luizie escolheu Tamoios e Barra de São João como locações para o novo videoclipe. Ao jornal o artista explicou que desde que compôs “Todo Que Se Quer”, já sabia que o videoclipe seria nesses dois cenários. 

– Queria traduzir visualmente essa ideia de romance tropical, liberdade e contemplação. Tamoios e Barra de São João não são apenas locações bonitas: são lugares carregados de memória, identidade e conexão pessoal. Existe uma homenagem implícita nessa escolha. Essas paisagens acrescentam ao clipe a sensação de paraíso, amplitude e paz. Os espaços abertos, a natureza e a fluidez das imagens ajudam a transportar o público para esse universo íntimo e sensível que a música propõe. É verdade que tivemos muitos desafios nessa jornada: equipe reduzida, limitações estruturais e a necessidade de otimizar cada recurso disponível. Mas acredito que o maior desafio não seja apenas produzir, e sim fazer esse trabalho chegar às pessoas. Divulgar, circular e conquistar visibilidade para uma obra independente ainda é uma etapa complexa. A arte sempre encontra caminhos para existir. O desafio maior é fazer com que ela seja vista, reconhecida e compreendida em sua profundidade - pontuou.

Nessa missão inicial, o projeto contou 100% com uma equipe local. O estúdio ARG foi responsável pela captação de imagem e fotografia. Já a direção criativa, concepção estética e edição do videoclipe ficaram sob responsabilidade de Luizie.

– Foi uma escolha artística importante para preservar o olhar que eu desejava transmitir sobre a música e sobre a região. Em produções independentes, muitas vezes é necessário acumular funções e transformar criatividade em solução. Por isso, vejo a cena da música independente em Cabo Frio muito rica e diversa, com artistas talentosos produzindo trabalhos relevantes em diferentes gêneros. Existem movimentos fortes ligados ao rap, trap, samba, MPB, eletrônico e outros estilos. Ao mesmo tempo, percebo que muitos artistas acabam circulando em nichos específicos. No meu caso, por desenvolver uma proposta pop alternativa, acabo ocupando um espaço ainda pouco explorado na região, o que traz um certo pioneirismo, mas também alguma solidão artística. Acredito que existe espaço para novos artistas autorais, sim. O que ainda precisa crescer são as pontes de apoio, visibilidade e valorização contínua para que mais projetos possam florescer - alertou.

Até o final deste ano Luizie diz que o público pode esperar novos lançamentos, presença digital mais intensa “e a continuidade desse universo criativo que venho construindo tanto em conteúdos musicais quanto visuais”. Para isso, convida o público a acompanhar tudo através do seu Instagram (@dluizie) e do canal no You Tube (@luizie).
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema vai reunir grandes nomes da dramaturgia em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-05T16:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Terminou nesta quinta-feira (30) o prazo de inscrição para realizadores do Brasil e do mundo apresentarem filmes nacionais e internacionais, poesias e fotografias no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). A primeira edição do evento acontece de 14 a 17 de maio, e vai celebrar a sétima arte com a temática do Mar. Para isso, vai reunir grandes nomes da dramaturgia em uma programação gratuita e diversificada.

Entre os participantes confirmados estão o ator Daniel Ericsson, que nasceu na Suécia mas cresceu em Cabo Frio. Ele atuou em filmes como “Ainda Estou Aqui” (2024) de Walter Salles (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional), “Querido Embaixador” (2015) de Luiz Fernando Goulart, e an novela “Mania de Você” (2024, TV Globo).

Outro nome confirmado é Eduardo Nunes, que foi diretor e roteirista dos longas Sudoeste (2011), gravado em Cabo Frio, e Unicórnio (2017), e diretor de “5 X Chico - O Velho e Sua Gente” (2015). “Sudoeste” venceu o prêmio do Júri e Melhor Fotografia no Festival do Rio e o prêmio de Melhor Filme Latino-Americano do júri da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI).

A atriz Simone Spoladore também participará do FINCCA. No currículo ela tem 39 filmes, entre eles “Lavoura Arcaica”, “Sudoeste”, “Livros dos Prazeres”. Também participou de 14 novelas e séries como “Os Maias”, “Cidade Invisível” e “Éramos Seis”. Ao longo da carreira venceu 20 prêmios nacionais e internacionais de cinema. À Folha ela falou da expectativa para o festival.

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA, e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro. Para mim atuar é como mergulhar no mar - revelou.

O cineasta, produtor e roteirista Adolfo Rosental é outra presença confirmada. Ele também é diretor do documentário sobre a própria mãe, “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo” (2025), “Santos-Dumont, o Desafio do Ar” (2006), e de obras inspiradas em grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Veríssimo, Carlos Heitor Cony, João do Rio e Jorge Amado. Foi ainda diretor na TV Manchete, TV Globo, Multishow, Canal Brasil e Futura.

– Considero o FINCCA muito importante, especialmente pela sua localização, em Cabo Frio. A cidade já é um polo turístico de grande importância, e a realização de um festival de cinema com a temática do Mar, reforça e consolida as belezas naturais que a cidade oferece aos seus visitantes. O Festival, com suas parcerias locais, agita o cenário cultural da cidade, reforça o turismo e a cultura, estimula a troca e de experiências e parcerias entre os participantes e o público, torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática e, por fim, promove o cinema brasileiro, uma indústria pungente que vem se expandindo nos últimos anos no Brasil e reverberando a imagem do país no mundo – disse à Folha. 

Realizado em locais culturais como Casa Scliar, Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), nas universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, e também em praças públicas, o festival promove acesso democrático à cultura através de programação gratuita que amplia o repertório cultural da população. Ao todo serão 16 longas-metragens e 10 curtas de diversas nacionalidades gratuitos distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), workshops, oficinas e atividades formativas, o FINCCA é uma experiência cinematográfica envolvente e transformadora para a comunidade.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com abertura da exposição dos concursos de Fotografias e Poesias sobre o mar (Mart e Cine Scliar), e segue das 16h às 18h com mostra Latino-Americana 1 (UERJ), e das 19h às 22h com dança e arte circense "Arte integração: Núcleo de Danças e Artes e CircoLo Social", e apresentação de banda musical (Mart).

No dia 15, das 15h às 20h, tem Mostra Internacional, exibição do filme  "Sudoeste" (2011) e mesa com o tema "O Realismo Fantástico no Cinema Brasileiro" com o diretor Eduardo Nunes e roteirista Guilherme Sarmiento (Casa Scliar). No mesmo horário, na Uerj, acontece a Mostra Latino-Americana, exibição de "Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo" (2026) e mesa de debates com diretor Adolfo Rosenthal. Das 18h30 às 21h30, na Veiga de Almeida, tem Mostra Grandes Clássicos, lançamento de "Orgulho da Terra, o Documentário" (Azul Puro Azul) e debate sobre a "Preservação, Digitalização e Restauração de Filmes Fluminenses no LUPA-UFF" com Davi Braga e Mateus Rameh. Às 20h tem Mostra Infantil em Gargoá, no distrito de Tamoios.

No dia 16, das 16h às 22h acontece a Mostra Latino-Americana seguida de debate sobre "Atuação no Cinema Brasileiro" com atriz Simone Spoladore e ator Daniel Ericsson (Cine Scliar).

No dia 17, das 15h às 18h, tem exibição inédita de "Areias Ardentes" (fragmentos, 1952) de J.B. Tanko e "Antes, o Verão" (1968) de Gerson Tavares e debate sobre "A Filmografia de Gerson Tavares" (1926–2021) com Rafael de Luna (UFF) — cineasta homenageado do festival (Cine Scliar). Às acontece o encerramento do FINCCA com show da banda Ramona Rox e entrega dos prêmios de  Melhor Filme (Troféu Tartaruga-Aruanã - Grande Prêmio do Júri), Melhor Filme Latino-Americano (produção da América Latina e Caribe), Melhor Documentário (obra de não-ficção sobre o tema mar), Melhor Direção (reconhecimento da excelência na direção cinematográfica), Melhor Atuação (para atriz ou ator destaque), Melhor Roteiro (texto e estrutura narrativa), Melhor Direção de Fotografia (destaque para a fotografia e linguagem visual), Melhor Curta ou Média-Metragem (produção de até 69 minutos), Melhor Poesia (obra do concurso de poesia) e Melhor Fotografia (obra do concurso de fotografia).
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no Mart" debaterá memória e identidade feminina com obra de Marina Hadlich]]></title>
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			<updated>2026-05-04T17:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) sedia, nesta terça-feira (05/05), às 18h, a 7ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “Meu pé de carambola”, da escritora catarinense Marina Hadlich. A entrada é gratuita. 

Idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, o Leituras no Mart conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. O evento tem o apoio da editora Sophia. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

Neste semestre, o ciclo de leituras é dedicado ao tema “Memória e Identidade Feminina”, priorizando o protagonismo de escritoras na literatura contemporânea. A autora em destaque, Marina Hadlich, é conhecida como “a moça da máquina de escrever” por suas intervenções poéticas em espaços públicos, e lançou recentemente a obra “Até essa comédia se tornar romântica” (2023).

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.    

SERVIÇO 

EVENTO: 7ª edição do Leituras no Mart
OBRA: “Meu pé de carambola”, de Marina Hadlich. 
DATA: 05 de maio de 2026 (terça-feira). 
HORÁRIO: 18h 
LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) – Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos. 
ENTRADA: Gratuita e aberto a todos.  
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			<title><![CDATA[Biblioteca Municipal de Cabo Frio celebra 62 anos com programação especial ]]></title>
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			<updated>2026-05-03T09:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, em Cabo Frio, comemora seus 62 anos de história com uma programação especial aberta ao público. O evento será realizado na próxima quarta-feira (6), das 14h às 17h, na sede da instituição, localizada na Praça Dom Pedro II, 47, no Centro.

Fundada em 1º de maio de 1964 pelo professor, escritor e crítico Walter Nogueira, a instituição foi reconhecida como biblioteca pública municipal no dia 26 de maio de 1966, por meio da Resolução nº 198 da Câmara Municipal de Cabo Frio. Atualmente, seu acervo abrange cerca de 30 mil livros, entre os quais se destacam obras raras dos séculos XVIII e XIX. A biblioteca conta ainda com aproximadamente 5 mil leitores cadastrados.

Programação

- Apresentação do Hino Nacional e do Hino de Cabo Frio;
-  Coral Despertar, sob a regência do maestro Francisco Javier S. Goriti;
- História da Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, com o memorial da Academia Cabofriense de Letras (ACL), apresentado por Agilson Garcia;
- Sarau com acadêmicos e convidados;
- Homenagem aos leitores mirins;
- Lançamento e tarde de autógrafos do livro “Omodé e Curumim: infâncias indígenas e afro-brasileiras” (Editora Moderna), com a escritora e antropóloga Rosiane Rodrigues;
- Participação da Academia Cabofriense de Letras (ACL), da Sociedade de Amigos da Biblioteca (Socab), da Alacaf, do Coral Despertar, além de maestro, coralistas, estudantes e convidados.
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			<title><![CDATA[Compradores denunciam abandono de obra da Volendam, em Arraial, e temem perda de investimentos]]></title>
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			<updated>2026-05-01T17:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A promessa de um condomínio de alto padrão de frente para o mar, em Arraial do Cabo, transformou-se em um pesadelo jurídico para dezenas de famílias que investiram no Praia dos Anjos Residence Club, com a entrega das chaves prevista para 2024 em alguns contratos. Os compradores dos blocos 5 e 6 denunciam que as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021. A crise se agravou com a notícia de que a Construtora Volendam, responsável pelo empreendimento, teria ingressado com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2025, informando um passivo de R$ 75.452.170,71. A situação teria resultado em propostas de distrato que preveem a devolução de apenas 10% do valor pago, e ignorando a blindagem do regime de patrimônio de afetação que deveria proteger os recursos dos clientes. 

A Folha não conseguiu contato com a construtora. Mas compradores informaram que, enquanto a denúncia era apurada junto à empresa, uma reunião foi convocada pela Volendam, na última terça-feira (28), apenas com proprietários do bloco 5. Segundo Thais Fantauzzi (uma das proprietárias presentes no encontro), representantes da construtora apresentaram três propostas: manter o apartamento e financiar em 60 vezes a parte que falta pagar, fazer uma permuta com outro empreendimento ou receber o valor pago com deságio de 40% em 60 vezes.

– Na reunião também tinha uma pessoa da recuperação judicial que estava acompanhando todas as propostas apresentadas. Agora tudo vai ter a garantia do juiz, que vai estar acompanhando e homologando todo tipo de acordo - informou

Thaís faz parte da Associação dos Adquirentes do Condomínio Praia dos Anjos (blocos 5 e 6) – Volendam, formada por compradores que aguardam há anos a entrega dos apartamentos. Eles afirmam que “muitos adquirentes investiram economias de uma vida inteira, alguns com pagamento à vista, outros comprometendo grande parte da renda familiar, sempre acreditando na concretização de um sonho legítimo”.

Uma dessas pessoas é Amanda Cardoso Pontes. À Folha ela disse que comprou o imóvel em março de 2022, para moradia e investimento, com promessa de entrega das chaves para dezembro de 2024.

– Sempre estou em Arraial do Cabo e acompanho pessoalmente a evolução da obra, que nunca ocorreu. Quando o prazo da entrega estava se aproximando, vi que algo errado estava acontecendo. Desde então venho tentando contato com a construtora, que sempre informava que haveria atraso, mas que já iam iniciar a obra, o que não ocorreu até o momento. E nunca nos dão um posicionamento real dos fatos. Sou autônoma e dependo exclusivamente do esforço do meu trabalho e do retorno dos meus investimentos. Inclusive perdi muitas oportunidades de ter investido em algo que hoje poderia estar morando ou me dando retorno financeiro - relatou.

Outro que deveria ter recebido as chaves em 2024 foi Edilson Alves Celso. Ele disse que resolveu comprar o apartamento em 2022 porque achou Arraial do Cabo “um lugar mais tranquilo para curtir a aposentadoria,  uma renda extra futuramente e qualidade de vida para minha família”.

– Quando passei pelo local eu vi três blocos prontos, e o quarto em construção. Achei que seria um ótimo investimento, já que o lugar é maravilhoso. No final de 2023 fomos passear em Arraial e vimos que não tinha nenhum tijolo assentado no solo. Questionamos um corretor que estava no local e ele nos relatou que a obra iria atrasar. Em junho de 2024 voltamos novamente, e esse mesmo corretor afirmou que a obra talvez só ficasse pronta em 2028. Deixei de realizar outros sonhos com a minha família, deixei de pagar uma faculdade de medicina para minha filha caçula, e perdi a oportunidade de investir em outro imóvel. Hoje vivemos numa expectativa de começarem essa obra que já era pra ter sido entregue em dezembro de 2024 - desabafou.

Nadima Costa Oliveira contou que deveria estar com as chaves do apartamento desde dezembro do ano passado.

– Comprei em dezembro de 2024. Fui passear em Arraial, aluguei um apartamento no bloco 2 e amei o local e o empreendimento. Vi que tinha algumas unidades disponíveis no bloco 5, entrei em contato com um vendedor, e a promessa de entrega das chaves foi para dezembro de 2025. Na época, fui informada pelo corretor que a Volendam era a maior construtora da Região dos Lagos, e os donos eram pessoas sérias e honestas, que tinham problemas de atraso das obras, mas entregavam. Então, eu nem esperava receber em dezembro do ano passado, mas também não esperava esta situação. Tive que usar minhas economias, que era para quitar meu apartamento em São Paulo, e me apertei muito para pagar as parcelas da entrada. Nunca atrasei nenhuma. Fiz minha parte, e quando terminei de pagar já veio a esta notícia. No início fiquei sem entender nada, mas agora a ficha caiu. Entrei em contato com o corretor, e ele ainda garante que será entregue. Está nas mãos de Deus - contou.

Vários compradores, que deveriam receber as chaves ainda este ano, também estão apreensivos com a ausência de movimentação no canteiro de obras. É o caso de Rosângela dos Santos Lopes de Sant’Anna, Carlos Lopes Silva e Marllon Cristian Raimundo Camargo Silva (junho), Márcio Bueno Sampaio e Simone Cristina Eugênio (dezembro), entre outros.

Também proprietária, Thais Fantauzzi disse à Folha que os compradores dos blocos 5 e 6 estão juridicamente blindados pelo regime de patrimônio de afetação, previsto em lei federal, que separa esse empreendimento do patrimônio geral da empresa em recuperação. Informou, também, que não são credores quirografários, mas “titulares de unidades vinculadas a um patrimônio separado, criado justamente para proteger quem compra imóvel na planta”.

– Os blocos 5 e 6 estão protegidos por patrimônio de afetação,  isso significa que a obra pode e deve ser concluída independentemente da recuperação judicial da empresa. O regime de afetação existe justamente para proteger famílias quando ocorre dificuldade financeira da incorporadora. Os recursos pagos pelos adquirentes são vinculados exclusivamente à conclusão do empreendimento, não podendo ser usados para outras dívidas da incorporadora. A lei garante que os compradores podem assumir a continuidade da obra. A legislação também permite que os próprios adquirentes deliberem sobre a continuidade da construção, e até substituam a incorporadora, se necessário. Nosso objetivo não é litigar, é concluir a obra com segurança jurídica e transparência porque a paralisação desse empreendimento afeta famílias, empregos, arrecadação e o desenvolvimento urbano da cidade” - revelou.

A Associação dos Adquirentes também denunciou ao jornal que a situação se agravou com o ingresso da incorporadora em recuperação judicial, “sendo apresentadas propostas consideradas extremamente prejudiciais aos compradores”, como devolução do valor pago com desconto aproximado de 90% em caso de rescisão; ou devolução de cerca de 35%, após longa carência e parcelamentos extensos. “Diante desse cenário, a associação foi criada para defender os interesses dos adquirentes, buscar transparência no processo e garantir condições justas em qualquer negociação envolvendo o terreno e o futuro do empreendimento”.

A Folha perguntou à Prefeitura de Arraial do Cabo sobre o licenciamento da obra, mas não houve retorno. Também questionou a construtora Volendam sobre os motivos do atraso na construção (que continua com vendas anunciadas nas redes sociais da empresa), prazos de entrega e critérios para o distrato, mas também não houve retorno.

“PROPOSTAS DE RETENÇÃO DE 90% SOAM ABUSIVAS”, AFIRMA ESPECIALISTA

Para entender os caminhos jurídicos e os direitos de quem investiu no Praia dos Anjos Residence Club, a Folha conversou com o advogado Luciano Régis. O especialista analisou o conflito entre a recuperação judicial da Volendam e a proteção do patrimônio de afetação, alertando que os compradores não devem aceitar passivamente perdas drásticas. Régis destacou que, em casos de inadimplência da empresa, a retenção de valores deve ser combatida com base no Código de Defesa do Consumidor e orientou que a organização coletiva é a ferramenta mais forte para evitar que o sonho da casa própria se converta em prejuízo total. Além de analisar o caso atual, o advogado também deixou um alerta para quem pretende comprar um imóvel na planta: “a segurança vai muito além da beleza do projeto arquitetônico”.

Folha - Em termos leigos, o que é o patrimônio de afetação? Ele garante ou não a entrega do imóvel? Como e  por que?
Luciano Régis -  O patrimônio de afetação é uma espécie de blindagem jurídica do empreendimento. Em tese, ele separa o dinheiro e os bens daquele projeto do restante do patrimônio da construtora, para que os recursos sejam usados na própria obra. Isso protege os adquirentes, mas não significa garantia absoluta de entrega: se a obra não anda, a proteção jurídica não substitui a execução do contrato. Em relação à recuperação judicial, os compradores vinculados ao patrimônio de afetação não devem ser tratados como credores comuns de forma automática. A afetação existe justamente para preservar o empreendimento e os recursos a ele destinados, o que afasta a simples equiparação a quirografários.

Folha - Quando o imóvel não é entregue, como neste caso, o que a legislação determina à construtora e aos compradores?
Luciano Régis - Quando há atraso ou paralisação, a legislação e a jurisprudência tendem a proteger o comprador. Se a culpa é da construtora, a regra é que ela responda pela rescisão e pela devolução dos valores pagos, muitas vezes de forma integral, a depender do caso concreto. Propostas de retenção muito elevadas, como 90% em cenário de inadimplemento da empresa, soam abusivas e incompatíveis com a lógica do Código de Defesa do Consumidor.

Folha -  Existe um caminho viável para que os compradores retirem a incorporadora da gestão e assumam a obra por conta própria?
Luciano Régis - Existe caminho jurídico em tese, mas isso depende de requisitos legais, deliberação dos compradores e análise do caso concreto. Não é uma solução automática, especialmente quando a incorporadora já está em recuperação judicial.

Folha - O que esses compradores devem fazer para resguardar o direito ao imóvel?
Luciano Régis - Os compradores desses blocos devem, em primeiro lugar, organizar toda a documentação: contratos, comprovantes de pagamento, cronograma de obra, publicidade, matrícula do imóvel e qualquer comunicação com a construtora. A partir disso, é fundamental analisar se o empreendimento está realmente sob regime de patrimônio de afetação e como a recuperação judicial está tratando esse patrimônio. Em muitos casos, faz sentido ajuizar medidas judiciais pedindo a rescisão do contrato com devolução integral ou adequada dos valores pagos, tutela de urgência e, se couber, indenização por danos materiais e morais decorrentes do atraso e da inadimplência da incorporadora. Também é relevante atuar de forma coletiva, por meio de associação de adquirentes, para fortalecer a negociação e a pressão judicial.

Folha - Quando uma pessoa compra um imóvel na planta, quais cuidados ela precisa ter?
Luciano Régis - O cuidado básico é checar registro da incorporação, patrimônio de afetação, prazo de entrega, cláusulas de distrato, histórico da construtora e quadro-resumo do contrato. Em resumo: o comprador precisa olhar não só a planta, mas também a segurança jurídica da operação.
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			<title><![CDATA[Estudantes de Jornalismo da UVA analisam legado da Folha dos Lagos em pesquisa acadêmica]]></title>
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			<updated>2026-05-01T12:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Folha dos Lagos celebra 36 anos de circulação, consolidando-se como uma referência histórica na comunicação do interior do estado do Rio de Janeiro – a primeira edição saiu no dia 30 de abril de 1990. Esse legado, construído ao longo de quase quatro décadas, atravessa gerações e vem se tornando objeto de estudo acadêmico pelas mãos de quem se prepara para assumir as redações do futuro. Os estudantes Tainá Quintanilha de Azevedo e Vitor de Mendonça, por exemplo, escolheram o jornal como foco de um trabalho desenvolvido para a disciplina de Jornalismo Investigativo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Cabo Frio.

Embora estejam em períodos diferentes na graduação (Tainá cursa o quinto período, e Vitor, o quarto), os dois universitários estão desenvolvendo a pesquisa em dupla: uma proposta acadêmica voltada à prática da apuração e ao aprofundamento do olhar crítico sobre o fazer jornalístico. O foco central do estudo, segundo Tainá, é compreender o papel e os objetivos do jornalismo na atualidade, especialmente dentro da realidade regional. A proposta, segundo ela, levou a uma análise sobre como o jornalismo vem sendo exercido na Região dos Lagos, além de provocar uma reflexão sobre a queda na procura dos jovens pelo curso de Jornalismo e os possíveis motivos por trás desse cenário. Já a escolha pela Folha dos Lagos como "case" de estudo foi motivada pela relevância da veículo.

– A escolha pela Folha dos Lagos veio, antes de tudo, pelo seu legado. É um nome que carrega história, identidade e um impacto muito forte na Região dos Lagos. Existe uma cultura construída em torno do jornal que dialoga com aquilo que acreditamos enquanto futuros jornalistas. Para nós, essa conexão tornou a escolha ainda mais significativa – explica Tainá Quintanilha.

"Uma memória viva, perceptível tanto na
sua trajetória como na forma que se comunica"

Durante o levantamento de dados, a estudante de jornalismo conta que algumas particularidades do jornal chamaram a atenção.

– A forte identidade construída ao longo do tempo. A Folha dos Lagos carrega uma memória viva, perceptível tanto na sua trajetória quanto na forma como se comunica. Há uma delicadeza no modo de transmitir a informação, um cuidado que ultrapassa o factual e toca o sensível, algo que consideramos muito valioso no jornalismo. Esse olhar ficou ainda mais evidente durante a conversa com Rodrigo Cabral (editor da Folha), reforçando a dimensão humana presente no trabalho do jornal. Mais do que um primeiro contato, o momento mais marcante aconteceu durante uma palestra realizada na universidade, com a presença de Moacir (Cabral, fundador da Folha) e Rodrigo. Na ocasião, eles compartilharam a história da Folha dos Lagos, a trajetória do jornal impresso e também aspectos ligados à literatura, que admiramos muito. Esse encontro despertou um novo olhar, trazendo uma admiração ainda maior por um veículo que representa de forma tão significativa a Região dos Lagos.

Fundado em 30 de abril de 1990, a história do jornal impresso de maior longevidade em Cabo Frio começou 10 anos antes, quando em 14 de junho de 1980 o jornalista Ralph Bravo fundou a Folha de Cabo Frio, que deu origem à Folha dos Lagos, fundada pelo jornalista Moacir Cabral.

— A Folha de Cabo Frio surgiu como um jornal mensal numa época em que a cidade tinha pouquíssimos veículos de comunicação. Para se ter uma ideia, Cabo Frio tinha, na época, cerca de 70 mil habitantes. A redação era formada por quatro pessoas contando com um colunista. Foram muitos momentos de altos e baixos. E, por volta da edição 70, o Moacir Cabral me procurou para comprar o título do jornal. Aceitei a proposta, e o nome Folha de Cabo Frio foi mantido nas primeiras quatro edições, até que mudou para Folha dos Lagos, como conhecemos hoje - contou Ralph em recente entrevista.

A edição nº 1 trazia estampada na capa a manchete “Os dólares já estão chegando” e uma charge com o então prefeito Ivo Saldanha, assinada pelo ator e diretor teatral, José Facury. Naquela época o jornal tinha circulação mensal. Desde então, a Folha já teve periodicidade semanal, bissemanal e até se tornou diário, retornando ao formato semanal após a pandemia, somando quase 6.200 edições em 36 anos.
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			<title><![CDATA[Com feriados, Hemolagos volta a apresentar estoques críticos de sangue]]></title>
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			<updated>2026-04-29T14:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Único hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue dos nove municípios da Baixada Litorânea, o Hemolagos voltou a viver um dos momentos mais críticos dos últimos meses em seu estoque de sangue. Com o feriado prolongado da última semana, e a proximidade do feriado prolongado do Dia do Trabalhador, nesta sexta (1), a direção informou que a situação se agravou significativamente: enquanto a demanda hospitalar aumentou, o número de doadores caiu de forma acentuada.

Atualmente, os estoques dos tipos sanguíneos O, A e B (tanto positivos quanto negativos) estão em nível crítico, colocando em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões, incluindo casos de urgência e cirurgias.

A situação é ainda mais delicada em relação aos tipos O negativo e positivo, considerados fundamentais para a produção de bolsas pediátricas e atendimento emergencial, devido à sua compatibilidade universal. Sem a reposição imediata, a direção do Hemolagos afirma que há risco real de comprometimento no atendimento da rede hospitalar da região.

Para tentar conter a crise no estoque de sangue, em março o Hemolagos (localizado ao lado do Hospital Santa Isabel, no Centro de Cabo Frio) passou a funcionar em regime especial abrindo em alguns sábados. A medida busca atrair doadores que não conseguem comparecer durante a semana, e reverter o cenário crítico registrado desde o início deste ano, quando houve uma queda de 40% no volume de coletas. A média mensal, que era de 500 bolsas em dezembro, chegou a despencar para cerca de 300.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter o consentimento por escrito do responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação), beber bastante água nas 24 horas que antecedem a doação, ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior à doação, apresentar documento de identidade oficial (com foto). Quem já doou sangue precisa estar atento ao intervalo: homens só podem fazer doação a cada dois meses (máximo de quatro doações de sangue ao ano), e mulheres a cada três meses (máximo de três ao ano).
 
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			<title><![CDATA[Luau dos Iguais movimenta Cabo Frio nesta quinta (30) com pôr do sol no Canto do Forte

]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/luau-dos-iguais-movimenta-cabo-frio-nesta-quinta-30-com-por-do-sol/21932/"/>
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			<updated>2026-04-29T09:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio já tem programação certa para a véspera do feriado do trabalhador. Nesta quinta-feira (30), a partir das 17h, o Canto da Praia do Forte recebe a 5ª edição do Luau dos Iguais, um dos eventos mais marcantes de diversidade, cultura e ocupação social da cidade.

Promovido pelo Grupo Iguais, que há 19 anos atua na defesa dos direitos humanos e da cidadania LGBTI+, o luau já virou tradição no calendário local e transforma um dos principais cartões-postais do município em um espaço de convivência, respeito e liberdade.

A edição deste ano chega com um line-up que mistura música, performance e identidade. Passam pelo palco os DJs Lucas de Paula, Sabrina Sá, Liliam Sales, Petersen, Geléia, Gui Siqueira e Kevin Ferraz, além de participação especial da cantora Maya Marinho. O evento também conta com a energia da banda Ramona Rex, reforçando a proposta de diversidade sonora e artística.

Com o pôr do sol como cenário, o Luau dos Iguais mantém a essência que fez o projeto crescer: ocupar, celebrar e resistir, reunindo público diverso e valorizando talentos locais.

A entrada é gratuita, com incentivo à doação de 2kg de alimento não perecível (exceto sal), que serão destinados às ações sociais do Grupo Iguais, fortalecendo o compromisso com pessoas em situação de vulnerabilidade.
 
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