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	<title>Folha dos Lagos - Últimas Notícias</title>
	
	<updated>2026-09-02T20:26:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Cantora de Cabo Frio está na final do maior Festival da Canção do Brasil]]></title>
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			<updated>2026-09-02T20:26:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[No próximo dia 6 de setembro Cabo Frio estará representada na grande final da 56ª edição do Festival Nacional da Canção (FENAC). A cantora Juliara Ghiner vai interpretar “Respeito”, música de autoria do também cabo-friense Frederico Santa Rosa, e que faz parte das 24 selecionadas entre um total de mais de 1200 músicas inscritas de todo o país. A apresentação de todos os semifinalistas vai acontecer nesta sexta (4) e sábado (5) na Praça do Fórum, em Boa Esperança/MG. No domingo (6) será anunciado quem vai ganhar o cobiçado troféu Lamartine Babo. 

– Os preparativos estão bem corridos. O festival está acontecendo desde o último final de semana de julho. A nossa fase de competir e se classificar para a semifinal foi no último dia 28, e no dia 27 foi o meu aniversário, então foi um presente estar na semifinal – contou a cantora em conversa com a Folha.

Juliara é de Cabo Frio e há anos atua no mercado musical. No repertório, além de canções autorais, também tem MPB, samba, pagode e músicas internacionais. Em 2016 a artista ganhou visibilidade nacional ao participar do The Voice Brasil: na audição às cegas ela cantou "Serrado", de Djavan. Em 2019 Juliara venceu o Festival de Novos Talentos, em Rio das Ostras, interpretando "Love on Top", de Beyoncé. 

– Estou muito feliz, muito emocionada e muito honrada em participar de um festival tão grande, que reúne vozes de todos os cantos do Brasil, de todos os estados do Brasil. E poder estar participando desse evento tão grande, que já existe há 56 anos, é de extrema importância. Não só para nós, como compositores, mas pra mim também, como cantora, porque tem toda uma classificação, um júri que julga tanto a letra e a composição, quanto a interpretação, a colocação de voz, impostação, timbre e presença de palco, todas essas coisas mais artísticas que a gente leva muito em conta. Eu me cobro muito, sou muito crítica comigo mesma. Então, participar e estar dentro desse quadro de artistas, em um número tão reduzido de 1.200 para 24, é uma coisa imensurável, um sentimento de muita alegria, de muita gratidão. Estou me sentindo muito honrada em estar participando desse festival – revelou Juliara.

Para a cantora, pisar no palco do FENAC tem um sentido muito profundo para quem vive de música. Isso porque até hoje o festival preserva a essência dos grandes encontros que deram origem à própria MPB. Foi no ambiente dos festivais musicais que o mundo conheceu a força de vozes e de composições de nomes como Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Gal Costa, Geraldo Vandré e Edu Lobo.

Apesar da música “Respeito” estar na final do Festival Nacional da Canção, o público ainda não pode ouvir a composição em nenhuma plataforma de streaming. É que, segundo Juliara, a música não foi oficialmente lançada. 

– Estamos esperando passar o festival. Talvez a gente regrave porque, na minha concepção, ela ainda não está boa para ser publicada. Mas nós temos ao nosso lado o Rafael Sena, que é um grande produtor musical. Ele produz o show da Raylane (Mendes), produz coisas para a Globo, produz muitas coisas que a gente vê aí na televisão. Ele tem uma história extensa no meio musical. Então, acho que regravar com uma qualidade melhor não vai ser um grande problema. Ela é uma música muito maravilhosa, mas eu acho que a gente precisa ainda ajustar algumas coisas para poder subir em todas as plataformas de áudio, para todo mundo conseguir escutar – explicou.

Todo esse cuidado de Juliara para lançar a música tem um motivo: o significado por trás da melodia e da letra.

– “Respeito” significa, para mim, a forma como todas as pessoas deveriam ver a vida e levar a vida. É como eu penso, é como eu tento conduzir minha vida. Sempre respeitando o espaço do outro, respeitando as escolhas do outro, respeitando a opinião do outro, a colocação do outro. Eu sou uma pessoa que não gosto de discutir: a partir do momento que eu falo uma coisa, e a pessoa concorda ou discorda, é isso. Não quero convencer a outra pessoa de nada: quero colocar a minha opinião, quero que a outra pessoa coloque a opinião dela, e que a gente se respeite nisso, ponto. Só que essa música fala em relação ao racismo, em relação à xenofobia, em relação à gordofobia, em relação à classe social... É uma música muito forte, que fala dos cenários da nossa vida. Se as pessoas respeitassem umas às outras, o mundo seria muito melhor. A gente estaria vivendo numa sociedade muito melhor. Então isso é o que eu acho que significa a música “Respeito” – revelou.

À Folha, Juliara também falou da conexão com a música no momento em que ela estava sendo composta junto com Frederico Santa Rosa.

– Desde o primeiro momento que eu escutei “Respeito”, eu falei: “essa é a música que eu vou cantar, essa é a música que eu vou gravar, essa é a música que vai passar no festival, essa é a música”. E sempre foi uma coisa engraçada, porque eu não sei se por conta da minha identificação instantânea com algumas partes da música, ou se pela musicalidade, mas eu senti exatamente isso, “essa é a música que eu quero cantar, essas são as coisas pelas quais eu quero lutar, pelas quais eu quero falar e quero que as pessoas ouçam e repensem algumas coisas na sua própria vida, ou como estão conduzindo a sua vida”. E uma coisa que me atrai muito é o grau de dificuldade das coisas. É claro que a gente não quer que tudo seja difícil o tempo todo, mas o grau de dificuldade dessa música é uma coisa que me atrai, que mexe comigo, que me desafia. Não é uma música simples de cantar por conta da respiração: tem muita letra. É uma música forte e você precisa passar a intenção. Você está interpretando. Então, tudo me fez ficar apaixonada por ela - contou.

Sobre a parceria com Frederico Santa Rosa, Juliara conta que é algo antigo, que aconteceu de forma natural através da bandeiraça de Deus. A cantora também revelou que presta serviços para a escola da família de Frederico.

– Nós temos essa relação de trabalho, e também fazemos músicas. Temos ainda um trabalho infantil, com músicas infantis. É uma parceria de longa data. A gente se entende só de olhar. E a parceria dessa música foi isso: ele já tinha o corpo da música, já tinha a letra, e me apresentou, e eu gravei a música. Inclusive foi num dia que eu nem tava muito bem, eu tava rouca. E aí, num belo dia, ele falou “olha, tem um festival, e vou colocar essa música”. E eu falei “como assim?”, aquela coisa da cobrança, de que eu nunca estou muito satisfeita com as minhas coisas. E eu falei, “não, vamos regravar, vamos fazer de novo, agora eu estou melhor”. E ele disse que não dava tempo, que ia colocar essa gravação mesmo, e foi. E aí, ele me falou que o gatilho dessa música foi uma conversa que a gente teve em relação ao respeito pelas pessoas. Ele falou “quem me fez pegar algumas algumas coisas dessa música, algumas partes dessa música, foi você”. Respeito é sobre entender um pouco o meu lugar e o lugar do outro – explicou.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio fica em último lugar em ranking ambiental da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-09-02T11:35:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Cabo Frio amarga o último lugar entre as sete cidades da região – e a 39ª posição em todo o Estado do Rio de Janeiro – no Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA) do ICMS Ecológico no estado do Rio. O resultado ruim vem de anos anteriores, o que se reflete diretamente nos cofres públicos: na última estimativa de repasses divulgada pelo Inea/Ceperj para o ano de 2025, Cabo Frio aparece com uma previsão de arrecadação de R$ 3 milhões  (valor superado por municípios menores, como Iguaba Grande e Arraial do Cabo).

Os dados foram publicados na Portaria Ceperj/Presi nº 8903/2026. Eles levam em consideração os índices apurados neste ano de 2026, e servem para definir o valor do repasse de ICMS Ecológico aos cofres públicos municipais no ano fiscal de 2027. O resultado final compara o desempenho dos municípios em seis áreas essenciais: tratamento de esgoto, destinação do lixo, proteção de áreas verdes gerais e municipais, preservação das fontes de água e recuperação de antigos lixões.

Búzios ocupa o primeiro lugar geral entre as cidades da região, e a 14ª posição no ranking estadual. O balneário foi um dos melhores avaliados no índice de preservação de áreas protegidas gerais, atrás apenas de Arraial do Cabo. Também obteve bons resultados no tratamento de esgoto, ficando atrás somente de São Pedro da Aldeia. Na destinação do lixo e no indicador de áreas verdes criadas pelo próprio município, Búzios teve um desempenho intermediário, ficando em quarto lugar na Região dos Lagos. O bom resultado garante ao balneário uma arrecadação de destaque: na estimativa financeira de 2025, a cidade teve uma previsão de repasse de R$ 6.751.630,53.

No segundo lugar geral no ranking da Região dos Lagos aparece Arraial do Cabo. O município lidera o índice que avalia a preservação de reservas naturais, e ocupa a vice-liderança na destinação do lixo. Já na avaliação do tratamento de esgoto, Arraial ficou em penúltimo lugar regional. A eficiência na conservação garantiu ao município uma estimativa de repasses em 2025 de R$ 5.396.704,79.

Saquarema garantiu a terceira posição no ranking geral na região. O município é o campeão regional no volume de recursos arrecadados do imposto ambiental. A estimativa de repasses de 2025 foi de R$ 6.814.844,82. E o resultado para 2027 deve se manter alto: a cidade foi a que mais se destacou no índice que avalia a criação de áreas verdes municipais, liderando com folga nesse quesito. O município também teve ótimo desempenho no tratamento de esgoto, garantindo a terceira posição regional. Já no índice que avalia o descarte de resíduos, Saquarema teve a pior nota da região, ficando em último lugar. 

O quarto lugar regional geral ficou com Araruama. O grande diferencial da cidade, segundo o levantamento, foi a proteção das fontes de água potável que abastecem a população: Araruama foi o único município da Região dos Lagos a pontuar na preservação desses mananciais, enquanto todos os outros seis vizinhos zeraram o quesito. Na destinação de resíduos, a cidade obteve o terceiro lugar, e apresentou números fracos na criação e guarda de reservas ambientais, registrando a quarta posição em áreas protegidas gerais e a penúltima em áreas municipais. Essas fragilidades também foram diagnosticadas em levantamentos anteriores, derrubando o repasse financeiro do município. Na estimativa do ano fiscal de 2025, o valor do repasse calculado para a cidade foi de R$ 2.637.290,34.

Em quinto lugar geral regional está São Pedro da Aldeia. O município é o campeão regional absoluto nos dois quesitos de infraestrutura urbana: lidera a Região dos Lagos no tratamento de esgoto, e também na destinação do lixo. A cidade só não subiu mais no ranking porque ocupa a quinta colocação tanto em áreas protegidas gerais quanto em áreas municipais. Apesar do resultado mediano no levantamento atual, na estimativa de 2025 o município garantiu previsão de repasse de R$ 5.319.839,16.

Iguaba Grande aparece na sexta posição da região. A cidade ocupa o quarto lugar no índice de tratamento de esgoto e o sexto na destinação de resíduos. Mas ficou na penúltima colocação geral regional por ter zerado no indicador de áreas protegidas municipais, e ter ocupado a penúltima posição na avaliação das áreas de proteção geral. Os bons resultados em levantamentos anteriores garantiram ao município, em 2025, uma estimativa de repasse de R$ 4.469.889,83, valor bem superior aos previstos por cidades vizinhas maiores como Cabo Frio e Araruama.

Na última posição do ranking geral regional está Cabo Frio: índice final de avaliação geral da cidade foi de 0,9585, sendo o único município da região a ficar abaixo da marca de um ponto. O município teve o pior resultado no índice que avalia o serviço de coleta e tratamento de esgoto. A nota de Cabo Frio na preservação de reservas estaduais e federais também foi a pior da região. No manejo de resíduos, o município cabo-friense ficou em quinto lugar. A única avaliação positiva no levantamento foi a vice-liderança regional no índice que avalia as áreas verdes criadas pela própria prefeitura.

A publicação da Portaria Ceperj/Presi nº 8903 expôs ainda um problema idêntico: as sete cidades tiraram nota zero no quesito que mede a eliminação e a recuperação do solo em antigos lixões.
 
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			<title><![CDATA[Circuito Arte Búzios leva 200 artistas às ruas da cidade a partir de sexta]]></title>
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			<updated>2026-09-02T11:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cerca de 200 artistas do Brasil, da Argentina, de Portugal e da Itália ocupam ruas, praças, ateliês e galerias de Armação dos Búzios, a cerca de 170 km a leste do Rio de Janeiro, desta sexta-feira (4) a domingo (6), na 11ª edição do Circuito Arte Búzios.

A programação é gratuita e se concentra na praça Santos Dumont, na rua das Pedras e na orla Bardot. Participam artistas e galerias do município, da Região dos Lagos, da capital fluminense, de Minas Gerais e de São Paulo, além de delegações dos três países estrangeiros. A organização classifica o evento como o maior festival de artes visuais do interior do Estado do Rio.

Na praça Santos Dumont, uma tenda abriga a mostra de arte digital, pintura e fotografia, com trabalhos de mais de 120 artistas inscritos, impressos em tela no formato A2 (42 cm x 59,4 cm). Esculturas, cerâmicas e outras peças tridimensionais originais ficam na Galeria-Atelier Flory Menezes, sede do circuito.

A abertura, na noite de sexta, tem 12 artistas pintando painéis simultâneos na praça, com apresentações musicais no palco do evento. Na rua das Pedras, músicos, caricaturistas e pintores locais trabalham diante do público. No sábado e no domingo, pintores montam cavaletes ao longo da orla Bardot; a rua das Pedras e a praça recebem pintura corporal, caricaturas gratuitas e shows.

Oficinas

São 20 oficinas gratuitas nas tendas da praça Santos Dumont, abertas a todas as idades, em modalidades como pintura, cerâmica, aquarela e customização de chapéus e ecobags. Três delas são dedicadas às artes tradicionais buzianas, ligadas ao trabalho de artesãos e de comunidades caiçaras.

O festival também promove uma oficina de inclusão social em parceria com o Instituto de Pintores com a Boca e os Pés.

Segundo a organização, o circuito envolve mais de 2.500 pessoas entre participantes e visitantes, com movimentação no comércio, na rede de hospedagem e no setor de gastronomia da cidade. Os organizadores não informaram o custo total do evento nem o valor do apoio recebido da Prefeitura de Armação dos Búzios.

Durante os três dias, todos os artistas inscritos usam uma camiseta padronizada do evento, recurso adotado pela organização para facilitar a identificação dos participantes por moradores e turistas.

O circuito é organizado pela artista Flory Menezes, por meio do Atelier Flory Menezes, com produção de Fernanda Guimarães. O evento tem apoio da Prefeitura de Armação dos Búzios e das secretarias de Cultura e Patrimônio Histórico, de Turismo, da Mulher e da Pessoa com Deficiência, além de empresas locais e da Academia Brasileira de Belas Artes.

A programação completa e o catálogo virtual com as obras dos participantes estão em circuitoartebuzios.com.

11º CIRCUITO ARTE BÚZIOS

QUANDO sexta (4) a domingo (6)

ONDE praça Santos Dumont, rua das Pedras e orla Bardot, em Armação dos Búzios (RJ)

QUANTO grátis

INFORMAÇÕES circuitoartebuzios23@gmail.com; @circuito.arte.buzios no Instagram
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			<title><![CDATA[Quase lá: compositores de Cabo Frio estão na semifinal da disputa do samba-enredo da Porto da Pedra]]></title>
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			<updated>2026-09-01T17:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Compositores cabo-friense estão na semifinal da disputa do samba-enredo da Porto da Pedra. Ele tem a assinatura de Leon Azevedo, Jean Bessa e Paulinho Ferreira, entre outros. E a escolha vai ser com torcida. Neste sábado (5), às 19h30, um ônibus sai em Cabo Frio em direção ao Rio de Janeiro. Reservas com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808. O transporte contempla ida e volta, entrada no evento e bebida liberada durante a concentração. As reservas podem ser feitas com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808.

“O vento mudou meu caminho / no silêncio da maré/ a voz dos meus ancestrais / não abandonou a minha fé”, diz as primeiras linhas do samba concorrente, que faz alusão ao Projeto Kalunga, uma viagem histórica a Angola realizada em maio de 1980, por mais de 60 artistas, músicos, jornalistas e técnicos brasileiros a convite do governo local.

Na Grande Rio, um dos sambas em disputa tem assinatura de Rafael Ferreira e Leon Azevedo. Os dois também concorreram na Unidos de Vila Isabel, com samba inspirado no romance "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. Na Imperatriz Leopoldinense, uma composição de Rafael Ferreira, Leon Azevedo e Jean Bessa esteve entre as concorrentes.

"O processo de composição foi todo feito por videochamada. Fazemos uma espécie de esqueleto do samba: letra principal, melodia, e vamos lapidando. Cada tipo de samba tem uma entonação, dependendo do enredo. Alguns mais melódicos, alguns mais pra cima", diz Rafael Ferreira, que compõe desde a adolescência e mora nos Estados Unidos. "Aos 14 anos, ganhei o samba da Banda da Cidade. Samba é minha cultura."

O compositor conta que retomou a atividade após um período afastado da cidade. "Fiquei muito tempo sem ir a Cabo Frio. Num desses retornos, falei com Deus: se quiser que eu volte a fazer samba, preciso encontrar Jean Bessa e o Andrezinho Bandeira. E não é que encontrei com os dois por acaso na rua? Com o Jean, fiz várias parcerias. Com o Andrezinho acabou que não fizemos parceria, mas ele colocou várias outras pessoas no meu caminho."

Rafael Ferreira também está entre os compositores dos sambas da Botafogo Samba Clube e da Acadêmicos de Niterói, este em parceria com Leon Azevedo.

Caravana para a defesa do samba da Porto da Pedra
Quando: sábado (5), saída às 13h
Saída: Cabo Frio (RJ)
Quanto: R$ 50 por pessoa; inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida durante a concentração, segundo os organizadores
Reservas: com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808
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			<title><![CDATA[Museu de Cabo Frio recebe leitura de conto de Cecília Almeida nesta terça (1)]]></title>
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			<updated>2026-09-01T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O projeto Leituras no Mart realiza nesta terça-feira (1º) sua 10ª edição, com a leitura e a discussão do conto "Ela Viu Getúlio", da escritora Cecília Almeida. O encontro ocorre das 18h às 20h no Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (Mart), com entrada gratuita e sem inscrição prévia.

O tema desta edição é "Memórias e identidades femininas".

Promovido pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, o projeto ocorre desde 2025 na primeira terça-feira de cada mês e propõe a leitura e o debate de contos de autoria feminina brasileira.

Serviço

Leituras no Mart — 10ª edição
Quando: terça-feira (1º de setembro), das 18h às 20h
Onde: Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (Mart)
Obra: "Ela Viu Getúlio", de Cecília Almeida
Quanto: gratuito
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			<title><![CDATA[Bloco de Cabo Frio abre oficinas gratuitas de percussão para o Carnaval 2027]]></title>
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			<updated>2026-09-01T12:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Bloco Alternativo Resistência inicia nesta quarta-feira (2) uma temporada de oficinas gratuitas de percussão na praça da Cidadania, em Cabo Frio. Os encontros ocorrem todas as quartas, às 18h30, e são abertos a qualquer idade, sem exigência de experiência musical.

A atividade é voltada principalmente a iniciantes e a quem nunca teve contato com instrumentos de percussão. Não é preciso ter instrumento próprio; quem tiver pode levá-lo.

O bloco também procura músicos de sopro da região interessados em integrar o grupo. Trompete, trombone, saxofone e tuba estão entre os instrumentos buscados.

As oficinas fazem parte da preparação para o Carnaval 2027. Informações sobre ensaios e participação são divulgadas no perfil @blocoaresistencia, no Instagram.

Serviço

Oficinas de percussão do Bloco Alternativo Resistência
Quando: a partir de 2 de setembro, às quartas, às 18h30
Onde: praça da Cidadania, Cabo Frio
Quanto: gratuito
Classificação: livre
Informações: @blocoaresistencia (Instagram)
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			<title><![CDATA[Atletas de projeto social de Arraial de Cabo brilham em Torneio Internacional de Jiu Jitsu]]></title>
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			<updated>2026-08-30T11:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[No universo das artes marciais, é uma praxe fazer a saudação “Oss”, que significa algo como “perseverança sob pressão”, para demonstrar respeito e disciplina. A trajetória da Academia de Jiu Jitsu SM BJJ, projeto social iniciado no município de Arraial do Cabo em 2024, traduz fielmente o espírito de persistir, mesmo diante das dificuldades.

O último feito foi marcante: a equipe fez bonito no Saquarema International Cup, disputado no último sábado (22), no ginásio da Faetec, ficando em 17º lugar entre 61 equipes participantes, algumas delas com longa tradição na modalidade, como as academias Carlson Gracie Team e Gracie Humaitá, herdeiras diretas da escola revolucionária que moldou o chamado “Brazilian Jiu Jitsu”.

O time foi representado por 13 atletas, de diversas categorias, no masculino e feminino, e todos subiram ao pódio, garantindo 6 medalhas de ouro, 5 de prata e duas de bronze, e 100% de aproveitamento na competição.

Um prêmio para a dedicação dos Mestres Sandro Moraes, que idealizou e deu as siglas do próprio nome ao projeto ainda no Rio de Janeiro, há cerca de nove anos; e Almir Nunes, discípulo de Sandro que se mudou para Região dos Lagos em 2023, e logo começou a treinar jovens no quintal de casa.

Com o apoio de lideranças comunitárias e religiosas, o trabalho iniciado no bairro Parque das Garças, no distrito de Figueira, se expandiu para outros núcleos, no bairro Caiçara, onde funciona na sede da Primeira Igreja Batista; e Praia Seca, distrito de Araruama, em um espaço da Igreja de São Jorge.

O próximo núcleo está previsto para começar a funcionar no bairro Novo Arraial, a cerca de 20Km do região central do município, bastante conhecido pelas belezas naturais, mas que começa a brilhar no cenário da “arte suave”. Para Mestre Almir, contudo, se trata muito mais do que esporte.

“Hoje, o projeto tem aproximadamente umas 70 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, cada qual com sua história, cada qual com suas dificuldades e que, dentro da “arte suave”, vão aprendendo que podem muito mais do que elas acham que podem. Elas superam seus medos, suas ansiedades, buscam nelas a gana de vencer, e é isso que a gente tenta trabalhar com esses alunos”, afirmou.

O trabalho conta com o apoio de pessoas físicas, que auxiliam nas aulas e treinos; mas também da Prefeitura de Arraial, por meio da Subsecretaria de Esporte e Lazer, que providenciou o transporte para que os atletas disputassem o torneio em Saquarema, no último fim de semana e cedeu algumas placas de tatame para compor o espaço de treino. A parte estrutural ainda tem seus desafios, e o projeto SM BJJ se encontra disponível para receber propostas de apoio e patrocínio, pelo e-mail almirnunes.adv@gmail.com.

No entanto, para além das dificuldades, não faltam garra, vontade e resiliência para superá-las, dentro da premissa de perseverar sob pressão. Mais do que o resultado e a cor do metal conquistado nas competições, a premiação, muitas vezes, não é possível tocar ou mensurar.

“Pra mim, não tem nada mais gratificante do que ver o sorriso deles no rosto, quando eles se sagram campeões. E eu sofro com eles quando eles perdem também. Muitas vezes me deu vontade de chorar junto com eles na beira do tatame, mas a gente tem que engolir o choro e mostrar que tem que ser forte e persistir, porque nada vem fácil, especialmente a vitória”, concluiu o mestre e professor.

 

 
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			<title><![CDATA[Conquista histórica: o percurso da água potável nos quilombos da região]]></title>
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			<updated>2026-08-27T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[
NOVO TEMPO: Valquíria esbanja sorriso ao lavar louça na pia da cozinha pela primeira vez
(Foto: Elissa Oliveira)

 

A água cai da torneira da cozinha de uma das casas do núcleo Zebina, no Quilombo de Baía Formosa, em Armação dos Búzios, e Valquíria dos Santos Conceição, de 51 anos, abre um sorriso largo: é alívio em forma de felicidade.

– Foram 49 anos tomando banho com balde e caneca. Para lavar louça a gente reaproveitava a água do balde. Tenho até dor na coluna por causa do peso de ter passado anos carregando latas de água nos ombros - contou a quilombola.

À reportagem da Folha, ela também relatou hábitos recentes e muito distantes da realidade de quem sequer precisa refletir sobre o privilégio que é, por exemplo, um banho de água morna após um dia de trabalho, a limpeza da louça do almoço com água da torneira ou o uso da máquina de lavar para ter roupas limpas.

– Até hoje lembro do dia que a água chegou no quilombo: as crianças pulavam de alegria. Água significa tudo pra gente. É poder lavar louça, lavar roupa, cuidar dos animais. Só não pode demorar com a torneira aberta - reforçou com a consciência de quem cuida do bem conquistado sem dar espaço para o desperdício.

Para as famílias que vivem nos quilombos da Região dos Lagos, algum tempo atrás o acesso à água potável só existia nos relatos de quem vivia fora do território. No quilombo da Rasa, em Búzios, o abastecimento chegou em 1998, com o início da concessão da Prolagos. No quilombo da Caveira, em São Pedro da Aldeia, a água encanada virou realidade em 2012. E, para as 56 famílias que vivem no núcleo Zebina, do Quilombo de Baía Formosa, a água potável só começou a cair nas torneiras há apenas dois anos.

A primeira moradora da comunidade foi Zebina Antunes dos Santos, que morreu em 2007. Descendente de negros escravizados, tornou-se matriarca de todo o núcleo, que surgiu em 1912 e hoje leva o nome dela. Por 112 anos, os moradores desse povoado precisaram equilibrar baldes na cabeça, nos ombros ou na garupa das bicicletas para ter acesso a um recurso tão presente na vida de grande parte das famílias buzianas, inclusive das que vivem ali no entorno. Antes da rede de abastecimento da Prolagos chegar, eles usavam água de poço para higiene e alimentação. Mas o recurso era limitado, e nem sempre próprio para consumo.

Tataraneto de negros escravizados que fugiram da Fazenda Campos Novos, em Tamoios, Ricardo Bem Querer é ex-presidente da Associação de Moradores e da Comunidade Quilombola da Baía Formosa, e um dos moradores do núcleo Zebina. Foi durante a gestão dele que o sonho da água potável começou a virar realidade no quilombo buziano.


ALÍVIO: Com água tratada em casa, Ricardo revela alegria pelo banho no chuveiro enquanto rega as plantas
(Foto: Elissa Oliveira)
 

– Nossa comunidade existe desde 1912. São 80 mil m² de terra só do núcleo Zebina. Em 2002 criaram a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pau Brasil e incluíram nosso quilombo dentro dessa delimitação. Em 2013 criaram o Parque da Costa do Sol, e também incluíram nosso quilombo nessa área de proteção, e isso nos trouxe limitações com relação ao fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água. Tivemos que acionar o Ministério Público Federal e o Incra para provar que nós já estávamos aqui antes da criação dessas áreas ambientais, e conseguir autorização para termos acesso à água e luz. Foram quatro anos de luta, até que em 2024 conseguimos o abastecimento de água, e em agosto do ano passado o fornecimento de energia elétrica. A chegada da água potável melhorou tudo pra gente. Pra mim, trouxe a dignidade do primeiro banho de chuveiro na minha casa. Antes a gente tinha que usar balde, cacimba e latões de tinta para buscar água no Poço da Mangueira. Eram latas pesadas, daquelas de 20 litros. A gente tinha que acordar cedo pra pegar água no poço porque se demorasse muito só pegava barrenta. E era essa mesma água que a gente bebia. Por isso, hoje, quando ligo o chuveiro, dou o maior valor. Antes tinha que tomar banho de caneca e reutilizar a água no vaso sanitário. Agora podemos ter até máquina de lavar e tanquinho - contou Ricardo.


À Folha, a Prolagos informou que foram implantados pouco mais de 1 km de rede de abastecimento de água no núcleo Zebina. A intervenção permitiu que os imóveis da localidade passassem a receber água tratada de forma regular pela primeira vez. Segundo a concessionária, a ação integrou um pacote de pequenos projetos de extensão de rede em Armação dos Búzios, que somaram um investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão, contemplando também outros trechos na Baía Formosa, na Rasa e na Vila Caranga.

Para viabilizar a expansão, a concessionária informou que foi necessário realizar um planejamento técnico da nova estrutura, e sua integração ao sistema de abastecimento existente, considerando as características da região e as condições necessárias para garantir a segurança operacional e a eficiência do fornecimento.

– A implantação de uma nova rede exige um planejamento cuidadoso para que a infraestrutura seja integrada de forma adequada ao sistema existente e possa operar com segurança e eficiência. No núcleo Zebina, nosso objetivo foi justamente ampliar a estrutura de abastecimento e possibilitar que os moradores passassem a ter acesso à água tratada de forma regular. É um trabalho que contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida da comunidade - explicou Dinomar de Oliveira, coordenador de manutenção da companhia.

Segundo a geóloga Kátia Mansur, especialista com experiência em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Geoconservação, o Poço da Mangueira é uma escavação vulnerável às oscilações do clima, e que seca em períodos de estiagem. Ele fica localizado em uma área de mata próxima ao núcleo Zebina.

– Conheci a comunidade quilombola da Baía Formosa em 2014, mas o núcleo Zebina só conheci em 2023, quando conseguimos recursos de um edital do Parque Tecnológico da UFRJ para implantar painéis solares para bombeamento de água para agricultura familiar e de subsistência no quilombo. Em reunião com a comunidade, eles elegeram dois núcleos para receber o projeto: o Zebina e o Origens. Então, passamos a percorrer o território, visitar residências, conhecer os pontos de água existentes e conhecer as pessoas, saber das necessidades delas. Visitamos quase todas as casas do núcleo Zebina, e naquele momento eu conheci o tal do Poço da Mangueira. Foi quando decidimos que ali seria ideal fazer outro poço. Conseguimos aprovação do Inea para fazer a perfuração, mas pra isso tivemos que alugar dois geradores, porque descobrimos que eles não só não tinham água, como também não tinham energia elétrica, e sem energia não dava para usar a sonda para furar o poço. Os recursos desse projeto serviram para fazer um poço com o kit de energia elétrica solar em Zebina - contou a pesquisadora, lembrando que foi preciso instalar um painel de energia solar no telhado da casa de um morador, e um dispositivo na parede, para bombear a água do novo poço de forma sustentável. 

Desde que foi fundado, em 1912, o núcleo Zebina, do Quilombo de Baía Formosa, sempre sobreviveu da agricultura. Mas a falta de abastecimento de água era um problema constante. Zé Paulo, de 80 anos, é filho de Zebina. No quintal de casa ele tem plantação de mandioca, abóbora, abacaxi, batata e couve entre outros. À Folha ele contou que a água do Poço da Mangueira não era suficiente para a rega da plantação e para o consumo e higiene.


CONSCIÊNCIA: Zé Paulo usa a água da Prolagos pra consumo e higiene, e deixa a água de poço para a plantação
(Foto: Elissa Oliveira)

– Já teve época, há muitos anos, de ter que ir de bicicleta no Jacaré, em Cabo Frio, para buscar água. Depois passamos a pegar aqui perto do IFF. Para a plantação não tinha jeito: era esperar a chuva para regar tudo. Mas desde que a água da Prolagos chegou, em 2024, a água do poço ficou só pra plantação. Agora tá tudo brotando com força - contou. 

Essa transformação na rotina se refletiu de forma direta dentro das casas e no preparo das refeições. Filha de Zé Paulo, Valquíria dos Santos Conceição mora no núcleo Zebina desde que nasceu, há 51 anos. Acostumada a cozinhar usando água do Poço da Mangueira, ela contou que a comida ganhou outro sabor com o uso da água potável.

Médico sanitarista, Beto Nogueira lembra que do ponto de vista da saúde pública existem considerações importantes que devem ser feitas com relação ao uso da água de poço.

– A água de poço, utilizada há séculos pela população, atendia perfeitamente as comunidades da nossa região, até porque eram as únicas fontes de água potável que a gente tinha: as águas de poço e de cacimba. Mas, com o crescimento das comunidades do entorno, esses poços passaram a receber expressões demográficas com uso mais constante, levando ao seu esgotamento contínuo e mais grave: a contaminação por dejetos urbanos. Os principais riscos para o consumo de água de poço são as doenças de veiculação hídrica como diarreia, as gastroenterites, Escherichia coli, as hepatites, cólera, tifo e outras salmoneloses, amebíase, giardíase e várias verminoses. Já a água potável tratada é importante também para a higiene pessoal por não transmitir agentes de doenças de pele e as dermatites, assim como também é importante na higienização de produtos do lar, porque a água tratada tem cloro, que é um bactericida, enquanto a água de poço não tem nenhum bactericida. Se você lavar qualquer coisa na água de poço, e ela tiver algum agente patogênico, esse agente vai permanecer na louça lavada ou na pele. Então, além de ser uma segurança para a saúde pública da população, a chegada da água potável deve ser um respiro para que o Poço da Mangueira seja preservado para as futuras gerações - revelou. 

Beto Nogueira também reforçou que mesmo que o Poço da Mangueira apresentasse boa qualidade nas análises realizadas, ainda assim não era uma água tratada. “Água de poço sempre vai sofrer com condições adjacentes: chuvas, enxurradas, dejetos a menos de 17 metros do poço, utensílios que são inadequados para captar essa água…”

Agora, com água potável nas torneiras de casa, Valquíria conta que até o ato de lavar louça é motivo de alegria. E no caso dela, a chegada da água potável através da Prolagos significou muito mais do que cuidar melhor da casa, melhorar o sabor da comida, ou ter acesso a certos confortos, como ter uma máquina de lavar. Mãe de quatro filhos, para Valquíria a água encanada também significou aumento na renda familiar. 


RENDA EXTRA: Com o uso sustentável da água, Valquíria aumentou a produção de licor e melhorou a renda da família
(Foto: Elissa Oliveira)

– Eu tenho muitas árvores no meu quintal, e sempre usei as flores e frutas para fazer licor e vender. Tenho pé de tangerina, mangueira, limoeiro, coqueiro, bananeira, jabuticabeira… Mas elas não davam frutos porque a gente não tinha água pra regar. A água do Poço da Mangueira era limitada e só para consumo: não tinha o suficiente pra usar na plantação. Então só nos restava esperar pela chuva pra molhar o quintal. E como aqui chove pouco, a produção também era pequena. Com tudo o que conseguia colher, fazia uns 50 litros de licor. Mas quando a água potável chegou, passamos a usar a água de poço só para a plantação, até porque ela é mais salobra. E, como com água tudo floresce mais rápido, minha produção de licor mais do que dobrou - revelou.

Do ponto de vista hidrogeológico, Kátia Mansur reforça que não só em Búzios, mas em toda a Região dos Lagos, existe muita dificuldade de ter água de poço isenta de sal por conta da pouca chuva que recarrega o aquífero. Segundo ela, tem ainda a questão da água do mar, que acaba infiltrando e contaminando o lençol freático e a água subterrânea. Por isso, ela defende que a chegada da água potável foi um grande avanço para a comunidade quilombola do núcleo Zebina.

– Eles nem deveriam beber a água de poço por causa da grande concentração de sal. Aquela água teria que passar por um processo de filtração por osmose reversa para tirar a salinidade, e ainda tem alguns elementos químicos que não são adequados para consumo humano. Mas ela serve para uso nas plantações, e para lavar algumas áreas. Já do ponto de vista dos impactos ambientais e sociais, o abastecimento com a água potável mudou tudo pra eles. Imagina não ter água pra lavar roupa, pra higiene da casa como um todo. Tudo isso era crítico, e eles contavam apenas com a água do Poço da Mangueira, que secava. Ou seja, em um alguns períodos eles não tinham água nenhuma. Quanto à segurança hídrica, isso foi outro ganho incrível: a água encanada não é adequada para molhar as plantas porque tem um custo financeiro para eles. Mas a água de poço vai ser infiltrada no mesmo local de onde ela foi tirada, e isso tem sustentabilidade. Além disso, como eles não usam agrotóxico, não há nenhum tipo de contaminação sobre essa água que volta a ser infiltrada no solo - explicou.

Além da expansão do abastecimento de água, a Prolagos informou que também mantém projetos voltados à expansão da cobertura de esgotamento sanitário nos quilombos da região. Na comunidade de Botafogo-Caveira, em São Pedro da Aldeia, a empresa anunciou que já está em andamento uma obra que prevê a implantação de mais de sete quilômetros de rede coletora de esgoto. Até o momento, já foram implantados mais de 2,5 quilômetros de rede. O projeto contempla ainda uma Estação Elevatória de Esgoto, mais de cinco quilômetros de linha de recalque e 163 poços de visita. A previsão é que as intervenções sejam concluídas até o final de 2026.

Para a região do quilombo da Rasa e de Maria Joaquina, em Búzios, a implantação de redes coletoras de esgoto está na proposta da concessionária para o próximo plano de investimentos, que será apresentado à Agência Reguladora.
 

  
Fotos: Elissa Oliveira
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			<title><![CDATA[Alerj aprova projeto que estabelece novos limites territoriais de Iguaba Grande]]></title>
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			<updated>2026-08-26T19:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (26), em segunda discussão, o Projeto de Lei 6.431/2025, que atualiza a delimitação territorial do município de Iguaba Grande. A proposta, de autoria do deputado estadual Fred Pacheco, altera a Lei Estadual 2.407/1995, responsável pela criação da cidade, e busca corrigir equívocos cartográficos históricos ao introduzir pontos de georreferenciamento de precisão por meio de coordenadas geográficas. Com a aprovação em plenário, o texto segue agora para o Palácio Guanabara, onde aguarda a sanção ou veto do governador interino Ricardo Couto de Castro.

A medida é resultado de um consenso técnico construído entre os setores de planejamento das prefeituras de Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia. A revisão busca resolver uma insegurança jurídica e administrativa que há quase 30 anos afeta proprietários e gestores públicos nas regiões de limite entre os dois municípios e além Arraial do Cabo e Araruama. Entre os pontos de maior impacto estão a regularização fundiária, o registro de imóveis, a cobrança de tributos e a prestação de serviços públicos.

O texto do Projeto de Lei detalha com exatidão os novos marcos limítrofes entre Iguaba Grande e as cidades vizinhas. No limite com São Pedro da Aldeia, a linha começa ao leste da Ponta da Farinha, no Núcleo Experimental da UFF, às margens da Lagoa de Araruama. A demarcação segue até a RJ-106 e se projeta pela Estrada do Sal, passando pelas ruas Florianópolis, Natal e Nossa Senhora de Nazareth até a propriedade Santa Lúcia. O traçado acompanha as estradas da Flexeira e da Cuia D’Água, passa pela Fazenda Terra Verde, alcança a Estrada do Café e segue pela travessa da Estrada da Posse até o cruzamento com a Estrada de São Vicente, no limite sul da comunidade da Posse, ponto de ligação entre Iguaba, São Pedro e Araruama.

No limite com Arraial do Cabo, o limite também começa pela Ponta da Farinha e segue pela Lagoa de Araruama no sentido sudoeste, definindo as limitações aquáticas entre os dois municípios até alcançar o oeste do Sítio das Andorinhas, que também forma ponto de encontro com Araruama. A partir desse ponto, a linha que separa Iguaba Grande do município araruamense cruza a RJ-106 e segue pelo oeste do condomínio Chateau Colline até as ruas Nossa Senhora da Conceição e das Patativas. Dali a linha segue até o alto do Morro do Peró e continua até o cruzamento da Rua Marília Marques com a antiga Estrada de Ferro, acompanhando o leito férreo e a servidão da Estrada dos Banqueiros até a Fazenda Reserva do Lago. De lá, passa pela Estrada de Igarapiapunha, Estrada da Conceição, Rua das Casuarinas e Antiga Estrada de São Vicente, encontrando a Estrada da Posse.

Caso a nova delimitação seja sancionada pelo governador, a Prefeitura de Iguaba Grande deverá notificar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cartórios e concessionárias de serviços públicos. O texto aprovado prevê ainda regime de cooperação técnica entre Prefeituras e Câmaras de Vereadores locais para a troca de dados geográficos.
 
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			<title><![CDATA[Vereador de Búzios quer que Prolagos detalhe todas as taxas na conta d'água]]></title>
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			<updated>2026-08-26T15:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Moradores de Armação dos Búzios podem passar a receber a conta de água com o detalhamento exato do que estão pagando e do volume efetivamente consumido. É o que estabelece um projeto de lei apresentado pelo vereador Anderson Chaves (Republicanos). O texto, que ainda está tramitando na Câmara de Vereadores, obriga a concessionária Prolagos a discriminar todas as informações de cálculo na fatura mensal.

Pela proposta, a conta de água deverá informar de forma clara quatro itens principais: o volume de água efetivamente consumido no mês, quanto custa a cobrança feita exclusivamente com base nesse consumo, o volume mínimo fixado pela tarifa e o valor cobrado além do consumo real. Além disso, a proposta exige a discriminação transparente sobre a cobrança da tarifa de esgoto e a base de cálculo utilizada para chegar ao valor final.

Segundo Anderson, a medida não altera o contrato de concessão firmado com a concessionária, nem extingue a cobrança da tarifa mínima, mas atende ao direito de informação do morador.

– Transparência também é direito do consumidor. Ninguém deve pagar uma conta sem entender exatamente o que está sendo cobrado. O cidadão pode até continuar pagando a tarifa mínima prevista em contrato, mas tem o direito de saber quanto consumiu de fato e quanto está pagando além desse consumo – afirma Anderson Chaves.

Na justificativa do projeto, o parlamentar destacou que a ausência de detalhamento na fatura gera dúvidas e sensação de injustiça entre os consumidores, especialmente nos casos em que a cobrança do serviço de esgoto acompanha o valor da tarifa mínima, elevando o custo final pago pela população.
 
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			<title><![CDATA[Vila Gastronômica abre o 12º Festival Sabores de Cabo Frio nesta quinta (27)]]></title>
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			<updated>2026-08-26T12:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[A 12ª edição do Festival Sabores de Cabo Frio será oficialmente aberta nesta quinta-feira (27), às 18h, e segue até domingo (30) com uma série de atrações na Vila Gastronômica. O espaço está sendo montado no final da Avenida Assunção, próximo ao cruzamento com a Avenida Hilton Massa, em frente ao Terminal de Transatlântico, no bairro da Passagem. Ali, mais de 60 estabelecimentos gastronômicos estarão servindo porções petit dos pratos criados exclusivamente para esta edição, dentro do tema “Receitas de Família”. Os preços na Vila variam entre R$ 30 e R$ 45. Todas as criações estão disponíveis no site www.saboresdecabofrio.com.br e no Instagram @saboresdecabofrio. A entrada é gratuita.

Além dos pratos, que são a atração principal, todos os dias o público também vai curtir shows ao vivo no palco principal, e apresentações culinárias gratuitas no Espaço Gourmet, que será oficialmente aberto às 19h desta quinta (27), e terá a primeira atração às 19h30, quando a chef Ana Lacerda vai ensinar a receita de uma Moqueca Baiana. No palco, às 20h o público vai curtir o show de Juceir Júnior (finalista do Estrelas da Casa e vice campeão do The Voice Brasil). 

Nesta sexta (29) a Vila vai funcionar das 18h até meia-noite. Às 19h tem o chef Gustavo Zogbi no Espaço Gourmet. Ele vai ensinar uma receita de barriga de porco, e falar sobre “Uma lembrança à mesa”. Às 20h30 a chef Ana Lica vai preparar ao vivo uma “Feijoada dos Lagos - do mar à restinga”. E às 21h30 tem apresentação do sommelier Willian Almeida. No palco principal, às 20h tem show com Raul Seixas Cover (Ayrton Ramos), e às 22h tem Angel Duarte.

No sábado (29) a Vila Gastronômica funciona do meio-dia até meia-noite. No Espaço Gourmet a programação começa às 15h com Rodrigo do Vale falando sobre queijos artesanais “Do Brasil para o mundo”. Às 18h a chef Camila Tinoco relembra as receitas de vó ensinando a fazer um bolo de limão. Às 19 Pedro Beranger comanda o “Troca de Sabores e Saberes”, recebendo convidados que vão falar de receitas que atravessam gerações. E às 21h, Denise Linhares e Paulo Nicolay vão ensinar receitas de ossobuco, e falar sobre as “Diferentes versões do mesmo clássico”. No palco principal a programação também começa cedo: às 14h tem VJ Flavio Flarys. Às 20h tem Cazuza Cover (Valério Araújo), seguido de Bruno Bonatto às 22h.

No domingo (30) a Vila Gastronômica funciona do meio-dia até às 22h. No Espaço Gourmet tem teatro infantil com Prolaguito às 14h30. Às 15h30 a chef Helena Assad vai preparar um prato que faz parte do “Domingo da família Assad”. Às 16h30 a chef Naira Silva vai ensinar uma receita de macarronada festiva. E às 17h30, a nutrichef Thalita Muniz vai ensinar a garotada a preparar o famoso “Biscoitinho da vó Gorin”, uma receita tradicional na família dela. No palco principal, às 15h tem a cantora cabo-friense Ju Feliciano. Às 20h tem a banda Ramona Rox e às 20h, Musiversos.

Depois da Vila, o Festival Sabores de Cabo Frio acontece dentro dos 71 estabelecimentos participantes, de 4 de setembro a 4 de outubro. Como acontece desde 2015, o evento é realizado pelo Cabo Frio Convention & Visitors Bureau (CVB) com apoio de vários parceiros e patrocinadores, entre eles a Prefeitura de Cabo Frio.

– A cada edição, o Sabores de Cabo Frio reforça seu compromisso com a cultura local, as tradições e com o fomento à economia criativa. Além da programação gastronômica, o evento conta com uma agenda de experiências, com degustações, show, harmonizações e atrações culturais. O festival tem como missão movimentar o setor gastronômico, estimulando o turismo e fortalecendo os negócios locais. Além de ser um motivo perfeito para aproveitar a melhor temporada na cidade - ressalta a presidente do CVB, Maria Inês Oliveros. Entre as lembranças em forma de comida estão sanduíches que trazem saudades das avós, doces inspirados nas filhas e gostosuras que remetem às raízes e aos almoços de domingo.
 
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			<title><![CDATA[Pintor cabo-friense Átila Jorge exibe obras em Arceburgo, no sul de Minas Gerais]]></title>
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			<updated>2026-08-25T15:58:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O pintor cabo-friense Átila Jorge dos Reis Silva vai apresentar duas de suas obras mais recentes, "O Atobá" e "O Caminhante", no XXXVIII Salão de Artes Plásticas de Arceburgo, que também marca a inauguração do Salão de Artes Engenheiro Julio Capobianco. O evento acontece neste sábado (29) no Solar do Azurem, espaço cultural na pequena cidade de cerca de 9 mil habitantes, localizada no sul de Minas Gerais, na divisa com São Paulo.

“É muito bom ter esse reconhecimento bem denso depois de muito tempo de isolamento. Explorar nova possibilidade me rejuvenesce”, diz o artista, filho do caricaturista José Luiz de Souza Silva, conhecido como Zel Humor.

Em "O Atobá", o artista retrata um homem de túnica vermelha, em perfil, que aponta para o horizonte enquanto a ave que dá nome à obra sobrevoa o mar. A composição, banhada pelos tons quentes do pôr do sol em contraste com o azul profundo das águas, busca expressar um momento de contemplação e a relação entre o ser humano e a natureza.

Já "O Caminhante" traz a figura de um homem negro, de cabelo volumoso e olhar firme, vestindo túnica branca e portando um cajado de madeira. Para o pintor, o objeto simboliza a fé e a persistência diante das dificuldades da vida.

Segundo Átila, as duas telas, embora distintas em tema e composição, dialogam entre si ao abordar a relação do ser humano com aquilo que está além de si: enquanto uma figura aponta para o horizonte, a outra carrega consigo a força necessária para seguir em frente.

Serviço
Evento: XXXVIII Salão de Artes Plásticas de Arceburgo e inauguração do Salão de Artes Engenheiro Julio Capobianco
Abertura oficial: 29 de agosto de 2026, às 17h
Local: Solar do Azurem – Rua Coronel Candido de Souza Dias, nº 990, Centro, Arceburgo/MG
Entrada: Gratuita, com participação especial da Banda de Música Fortaleza
Instagram do artista: @atilaj.reis
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			<title><![CDATA[Memória e poesia em cena: espetáculo 'Refinaria' volta ao espaço Usin4, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-24T17:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estrelado por Guilherme Guaral, o espetáculo "Refinaria" faz nova temporada na Usina 4 Casa das Artes, em Cabo Frio (RJ). São três sessões restantes, aos sábados, sempre às 20h: 29 de agosto e 5 e 12 de setembro. Os ingressos custam R$ 30, e o número de lugares é limitado à capacidade da casa.

A peça é adaptação do livro homônimo de poemas de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti de 2025, publicado pela Sophia Editora em 2024. Recentemente, dois poemas da obra ficaram entre os 50 finalistas do Prêmio Bula de Poesia, em seleção que reuniu inicialmente 1.755 textos (https://www.revistabula.com/poemas-premiados/)

A direção do espetáculo é de Rodrigo Sena. No palco, Guaral vive um poeta que retorna à cidade natal após anos de ausência. O texto reúne referências à paisagem da Região dos Lagos, à geologia do pré-sal e à cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, além de citar escritores como Victorino Carriço.

A trilha inclui "Voltei ao Baixo Grande", canção de Victorino Carriço interpretada por seu neto, o compositor Junior Carriço, responsável pela música do espetáculo. Outra faixa é "Fluxo de Consciência", parceria de Junior Carriço com o poeta Igor Ravasco, autor de "Arraiada" (Sophia Editora). Completam a equipe o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

"Refinaria" estreou no fim de 2025, com sessões no Teatro Quintal e na Usina 4, e cumpriu temporada de quatro apresentações no Teatro Quintal em maio deste ano.

"É um misto de afetos. O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional", disse a memorialista Meri Damaceno, que assistiu à montagem.

REFINARIA – Adaptação do livro de poemas de Rodrigo Cabral. Direção: Rodrigo Sena. Com: Guilherme Guaral. Música: Junior Carriço. Produção executiva: Tatiana Cabral. Onde: Usina 4 Casa das Artes (endereço, Cabo Frio, RJ). Quando: sábados, 29/8 e 5 e 12/9, às 20h. Quanto: R$ 30. Ingressos: tel. (22) 98151-5565. Sujeito à lotação.
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			<title><![CDATA[Compositores de Cabo Frio disputam sambas-enredo de Porto da Pedra e Grande Rio]]></title>
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			<updated>2026-08-24T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As composições do Carnaval do Rio de 2027 podem ter um toque cabo-friense. Uma turma de compositores da cidade está no páreo dos sambas enredos que serão escolhidos pela Porto da Pedra e pela Grande Rio para o desfile na Sapucaí.

Neste dia 29 (sábado), um ônibus sai de Cabo Frio para a defesa do samba que concorre na Porto da Pedra. Ele tem a assinatura de Leon Azevedo, Jean Bessa e Paulinho Ferreira, entre outros. A saída da excursão está prevista para 13h. O valor é de R$ 50 por pessoa e inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida liberada durante a concentração. As reservas podem ser feitas com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808.

“O vento mudou meu caminho / no silêncio da maré/ a voz dos meus ancestrais / não abandonou a minha fé”, diz as primeiras linhas do samba concorrente, que faz alusão ao Projeto Kalunga, uma viagem histórica a Angola realizada em maio de 1980, por mais de 60 artistas, músicos, jornalistas e técnicos brasileiros a convite do governo local.

Na Grande Rio, um dos sambas em disputa tem assinatura de Rafael Ferreira e Leon Azevedo. Os dois também concorreram na Unidos de Vila Isabel, com samba inspirado no romance "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. Na Imperatriz Leopoldinense, uma composição de Rafael Ferreira, Leon Azevedo e Jean Bessa esteve entre as concorrentes.

"O processo de composição foi todo feito por videochamada. Fazemos uma espécie de esqueleto do samba: letra principal, melodia, e vamos lapidando. Cada tipo de samba tem uma entonação, dependendo do enredo. Alguns mais melódicos, alguns mais pra cima", diz Rafael Ferreira, que compõe desde a adolescência e mora nos Estados Unidos. "Aos 14 anos, ganhei o samba da Banda da Cidade. Samba é minha cultura."

O compositor conta que retomou a atividade após um período afastado da cidade. "Fiquei muito tempo sem ir a Cabo Frio. Num desses retornos, falei com Deus: se quiser que eu volte a fazer samba, preciso encontrar Jean Bessa e o Andrezinho Bandeira. E não é que encontrei com os dois por acaso na rua? Com o Jean, fiz várias parcerias. Com o Andrezinho acabou que não fizemos parceria, mas ele colocou várias outras pessoas no meu caminho."

Rafael Ferreira também está entre os compositores dos sambas da Botafogo Samba Clube e da Acadêmicos de Niterói, este em parceria com Leon Azevedo.

Caravana para a defesa do samba da Porto da Pedra
Quando: sábado (29), saída às 13h
Saída: Cabo Frio (RJ)
Quanto: R$ 50 por pessoa; inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida durante a concentração, segundo os organizadores
Reservas: com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808
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			<title><![CDATA[Escritora Rô Arruda une suspense, fantasia e questões ambientais em novo livro]]></title>
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			<updated>2026-08-24T12:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora Rô Arruda lança o livro Uivos de luz & sombra na próxima quarta-feira (26) em Cabo Frio. O evento acontece no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), no Largo de Santo Antônio, a partir das 17h30. 

A obra, publicada pela Sophia Editora, mistura fantasia, suspense e questões ambientais para falar sobre especulação imobiliária em cidades turísticas — questão que a autora diz observar na própria cidade onde vive há 15 anos. Instiga, além disso, fazendo uma releitura de um conto de fadas clássico. “E se a Chapeuzinho Vermelho fosse uma ativista ambiental? Neste Brasil contemporâneo, é o lobo-guará que encarna a conhecida fera dos contos de fadas em uma releitura ecológica que traz o melhor da nossa fantasia urbana”, descreve, no prefácio, a autora de literatura fantástica Carol Façanha. 

A narrativa segue Clarice, jovem ativista ambiental que chega a Cabo Frio após um incêndio que a obriga a se reinventar. Ela traz um segredo: uma loba-guará a habita desde anos atrás, uma voz que emerge nas profundezas da trama. "Eu já tinha o controle. E seus passos eram os meus passos. Eu: a loba-guará", lê-se num trecho que revela o conflito central. Quando crimes começam a acontecer na ONG onde trabalha, Clarice se vê no epicentro de conflitos entre preservação ambiental e interesses econômicos predatórios.

Tudo começou em 2022. 

— Escrever Uivos de Luz & Sombra foi como me ver em uma sala de espelhos. Cada capítulo reflete uma parte da mulher que sou e da fera que ainda abrigo — diz a autora. 

O processo foi longo: havia períodos em que a história ficava parada, e Rô buscava equilíbrio entre os gêneros para que não configurassem narrativas fragmentadas.  

— Queria criar uma protagonista mulher que tivesse seus próprios conflitos, medos e questões, mas que também tivesse iniciativa para agir, investigar e interferir nos acontecimentos. Eu trabalhei para construir personagens femininas fortes, mas não necessariamente porque fossem invulneráveis. Ao contrário, são mulheres que escolhem seus caminhos e decidem, às vezes, com atitudes impensadas e que, talvez, para alguns leitores seja impossível condená-las.

O tema ambiental veio da realidade de Cabo Frio, onde paisagens atraem turistas e grandes empreendimentos, criando uma tensão que a autora quis explorar ficcionalmente. —

Queria partir dessa realidade ambivalente para uma cidade turística, qualquer que seja, alterar a paisagem sem destruir a natureza. Para construir uma história de ficção, considerei muitos  conflitos que podem surgir quando interesses econômicos entram em choque com a preservação ambiental — explica.

O lançamento é a realização de um sonho profissional.  — Isso tem um significado muito especial. Durante alguns anos, publicar foi uma iniciativa solitária: eu escrevia, acreditava nas minhas histórias e investia nelas. Ter agora uma editora acreditando no livro significa sentir que a minha escrita encontrou o olhar e a confiança de outras pessoas.  Espero que os leitores deixem-se levar pelo mistério e que tenham vontade de descobrir, junto com Clarice, o que está por trás dos crimes — afirma Rô.

Uivos de luz & sombra também marca a estreia de Rô na editora cabo-friense, após publicar independentemente O Agreste em Mim e O Corpo Que Teu Corpo Quer. Doutora em Linguística Aplicada, ela dedicou 36 anos à escola pública do Rio, onde usou a linguagem como ferramenta de transformação. Hoje radicada em Cabo Frio, integra o Coletivo Mulherada Que Escreve.
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			<title><![CDATA[Açaí do Forte vai inaugurar nova loja em São Pedro da Aldeia no próximo dia 28]]></title>
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			<updated>2026-08-21T18:03:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 28, às 13 horas, o Açaí do Forte estará de volta em São Pedro. Inaugurada em 2020, a loja vai ocupar um novo espaço no Centro da cidade (Avenida São Pedro, 138). O novo local é mais amplo, climatizado, acessível e mais aconchegante, desenvolvido dentro do novo conceito do Açaí do Forte, que tem como objetivo proporcionar uma experiência ainda melhor a todos os clientes, e isso vai além do sabor inconfundível que todo mundo já conhece.

Fundado há 24 anos, o Açaí do Forte nasceu através do esforço da empresária Jaqueline Almeida: ela iniciou essa história como ambulante, empurrando um carrinho do produto nas areias da Praia do Forte, em Cabo Frio. Desde então a marca cresceu, adotou o modelo de franquia e ganhou o mundo: hoje são mais de 20 lojas espalhadas pelo Brasil e pelo exterior (incluindo Lisboa e Nazaré, em Portugal).

– A população aldeense sempre nos acolheu com muito carinho. Por isso a loja anterior foi muito importante: ali construímos um relacionamento verdadeiro com nossos clientes. Estar de volta à cidade com uma nova loja maior e melhor é nossa forma de retribuir esse afeto. Por isso esse novo ambiente foi pensado com muito carinho. Queremos que as pessoas possam aproveitar o melhor açaí da região com muito mais conforto. Para isso teremos mais espaço, mais mesas e mais cadeiras. É uma proposta renovada, mas sem abrir mão da nossa identidade, da nossa essência, do nosso aconchego e, principalmente, do sabor e do atendimento que nossos clientes já conhecem – destaca Jaqueline Almeida.

A empresária contou que durante a inauguração haverá surpresas para os clientes.

– Estamos muito felizes em poder matar a saudade dos aldeenses, e manter tudo o que temos de melhor: nosso atendimento, a qualidade dos produtos, e a agilidade do delivery. E tem mais: estamos preparando uma surpresa incrível para os primeiros 50 clientes no dia da inauguração. Mas pra saber o que é, tem que seguir a página @acaidoforte_saopedro no Instagram - anunciou Jaqueline.

 




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			<title><![CDATA[Luciane Quintanilha lança novo livro em Cabo Frio e recebe leitores em sessão de autógrafos]]></title>
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			<updated>2026-08-21T15:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A psicóloga, escritora e poetisa Luciane Quintanilha lança o livro Atalhos em Cabo Frio no dia 29 de agosto (sábado), com uma sessão de autógrafos aberta ao público. O encontro será realizado a partir das 16h, no Salmoura Bistrô & Charcutaria (Rua Coronel Ferreira, nº 751, bairro Portinho).

Publicado pela Sophia Editora, Atalhos reúne mais de 50 poemas que partem de conflitos interiores para abordar temas como dor, passagem do tempo, solidão, amadurecimento, liberdade, relações afetivas, violência contra a mulher e reconstrução. 

O poema que dá nome ao livro abre esse percurso. Nele, a autora questiona como encontrar saídas quando tristeza, cansaço e antigas dores voltam à superfície. A resposta construída ao longo do texto passa pelo reencontro consigo mesma e pela redefinição das próprias fronteiras. É uma dinâmica que reaparece em diferentes momentos da obra: a vulnerabilidade não surge como ponto final, mas como parte de um processo de transformação.

"Assim eu senti Atalhos: como uma coleção de caminhos interiores, trilhados com paixão, verdade, coragem e lucidez. Um livro que pulsa com a mesma energia da mulher que o escreveu: forte, latente, intensa; uma viajante do mundo e das emoções", escreve a escritora Jaqueline Brum no prefácio. 

Antes do encontro em Cabo Frio, Luciane apresentou a obra em julho na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde também lançou o infantil Luluga, Aninha e Nino Canino.

O novo trabalho amplia a produção literária de Luciane. A autora já publicou Sem Títulos, Para que títulos?, Apesar dos títulos, que formam uma trilogia de livros de poemas, além de Noites descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo.

Sobre a autora – Luciane Quintanilha dos Santos nasceu em Cabo Frio (RJ), em 26 de maio de 1967. É psicóloga, graduada pela Universidade Gama Filho, com pós-graduação em Gestalt-terapia clínica pela Universidade Veiga de Almeida e pós-formação pelo Instituto Ampliando Fronteiras. Poetisa e cronista, publicou seis livros de poesia: Sem Títulos, Para Que Títulos? e Apesar dos Títulos (que compõem a Trilogia dos Títulos), além de Noites Descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo. A escuta, o cuidado e a atenção aos processos humanos atravessam tanto sua atuação profissional quanto sua escrita literária, que transita entre o íntimo e o universal. Explora temas como dor, cura, recomeço, memória, amor e resistência, sempre com forte carga imagética e afetiva. Luciane já participou de diversas antologias poéticas e apresentou sua obra na XXI e na XXII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, além da 21ª, 22ª, 23ª e 24ª  Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Integra a Academia Cabofriense de Letras (ACL), a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) e a Academia de Letras e Artes de Cabo Frio (ALACAF). Além da literatura, dedica-se à música: canta e toca violão e ukulele.
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			<title><![CDATA[Peró recebe "Festival Em Movimento" com foco em esporte, empreendedorismo e apoio para mulheres]]></title>
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			<updated>2026-08-20T11:13:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Nos próximos dias 22 e 23 o bairro do Peró, em Cabo Frio, vai receber o “Festival Em Movimento”, evento gratuito voltado ao público feminino de todas as idades. A programação vai acontecer na orla e nas dependências do antigo hotel La Plage. Estão previstas atividades esportivas, feira de empreendedorismo, oficinas de beleza, serviços de bem-estar e fórum de debates sobre direitos e proteção da mulher. Idealizado pela empresária Rose Fitness, o festival busca criar uma rede de apoio e conscientização contra a violência, além de incentivar o empreendedorismo regional. Os ingressos gratuitos devem ser retirados previamente pela plataforma Sympla.

A estrutura do evento será distribuída em diferentes espaços do antigo hotel, incluindo três palcos simultâneos, áreas ao ar livre nos jardins e salas para palestras. Ao longo dos dois dias, as participantes terão acesso à feira de produtos e serviços de empreendedoras da região, oficinas de estética, sessões de massagem e opções gastronômicas, incluindo almoço buffet fitness e festival de caldos à noite.

A programação do dia 22 começa às 8h com o credenciamento e recepção no jardim. A abertura oficial do evento será no palco principal, às 9h. Às 9h30 tem Rose Experience, seguida de pole dance aula às 11h. Às 14h20 está programada aula de defesa pessoal, e às 15h aulão de Fit Dance & Samba. No palco 2 a programação começa às 9h30 com Fit Dance, e no palco 3 tem Hit Box no mesmo horário. O almoço com buffet fit a quilo será servido entre meio-dia e 14h.

De tarde, no salão de eventos, acontece o evento “Mulheres que resistem”. A abertura será às 15h30 com Giulia Navarro e Alexandra Codeço. Às 16h tem palestra com a neuropsicóloga Jacqueline Serpa, seguida de Shenia Mendes (Ouvidora da Mulher da 20° subseção OABRJ), Regiane Costa (coordenadora da Patrulha Maria da Penha) e Rose Fitness (empresária). Das 19h às 22h acontece noite de caldos com sertanejo feminino. No domingo (23) a programação continua no palco principal com yoga (9h) e corrida pela praia (10h). No jardim acontecerá feira e oficina Mary Kay, ambos às 9h.
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			<title><![CDATA[Prolagos avança em obra na ETE Praia do Siqueira em meio a críticas por poluição na orla]]></title>
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			<updated>2026-08-19T14:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Falta pouco para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Praia do Siqueira, em Cabo Frio, se tornar uma das mais modernas da Região dos Lagos. Depois de mobilizar mais de 50 trabalhadores na concretagem da laje de fundo de um dos novos decantadores da unidade, a concessionária se prepara agora para a reta final da obra. A próxima etapa prevê a instalação dos sistemas eletromecânicos, incluindo um moderno sistema de aeração por difusores, e as unidades de adensamento e desidratação de lodo, tecnologias que, segundo a empresa, devem elevar a eficiência operacional da estação.

Iniciada em março de 2024, a primeira fase das obras de ampliação e modernização do sistema custaram cerca de R$ 100 milhões. Foram instalados os equipamentos que fazem o tratamento inicial do esgoto, com retirada de detritos maiores, como areia, gordura e resíduos sólidos. Em junho de 2025 teve início a segunda fase, com anúncio da construção de dois decantadores e tanques com um sistema de aeração, e um sistema de desinfecção. Segundo a Prolagos, todo esse processo vai ajudar a eliminar a matéria orgânica do esgoto, deixando o efluente muito mais limpo antes de voltar para o meio ambiente. O custo total da obra gira em torno de R$ 450 milhões e a previsão de conclusão é para o final deste ano.

No entanto, ao ser questionada pela Folha sobre qual vai ser o impacto real dessa obra na laguna de Araruama, especialmente no trecho da Praia do Siqueira, a concessionária, mais uma vez, não respondeu. Disse apenas que “a obra de ampliação e modernização da ETE Praia do Siqueira vem acontecendo dentro do cronograma previsto e vai transformar a unidade em uma estação de nível terciário, ampliando de forma significativa a qualidade do efluente tratado”. Reforçou ainda que “o esgoto tratado em todas as estações de tratamento é atualmente devolvido ao meio ambiente dentro dos padrões ambientais estabelecidos”.

Além de moradores e pescadores, o Ministério Público Federal também já contestou a eficiência dos equipamentos da Prolagos na Praia do Siqueira. Em março deste ano, após uma vistoria no local, o procurador da República, Leandro Mitidieri, confirmou que a inspeção flagrou as comportas de esgoto da concessionária abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Na ocasião, a Folha também ouviu o professor Adacto Ottoni, titular de Engenharia Ambiental da UERJ. Ele acompanhou a vistoria e contou que o cenário encontrado indicava irregularidades no sistema de saneamento local. A Prolagos negou as irregularidades apontadas pelo MPF.

No início deste mês foi o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) quem confirmou a existência de trechos com concentração de bactéria de origem fecal acima do limite considerado seguro para banho. Além da Praia do Siqueira, o levantamento feito pelo órgão também citou problemas em vários trechos da laguna em São Pedro da Aldeia. O documento do órgão estadual atribuiu a degradação encontrada ao despejo contínuo de esgoto sem tratamento nos vários pontos vistoriados. Mais uma vez a Prolagos negou a existência de problemas.

A situação da laguna de Araruama na Praia do Siqueira é um dos pontos mais críticos. A Prolagos assumiu a concessão dos serviços de saneamento na Região dos Lagos em 1998, mas os indicadores do Inea mostram que a orla acumula um longo histórico de contaminação por esgoto. Desde que o órgão estadual começou a divulgar os boletins de balneabilidade, em 2010, o trecho permaneceu impróprio para banho em quase a totalidade do período, figurando como próprio para banho em apenas 39 meses. O cenário de poluição nesse trecho da laguna se mantém até hoje.

Já a dragagem anunciada pela Prefeitura de Cabo Frio e Governo do Estado para remoção de sedimentos segue paralisada por recomendação do MPF. O órgão constatou que a dragagem estava retirando areia em vez de lodo e operando sem as barreiras de contenção flutuantes adequadas.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio realiza mutirão de limpeza na Ilha do Japonês neste sábado (22)
]]></title>
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			<updated>2026-08-19T09:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Promover conscientização ambiental e reforçar a responsabilidade coletiva na conservação de áreas naturais do município estão entre os principais objetivos do grande mutirão de limpeza programado para acontecer na Ilha do Japonês, no dia 22 de agosto (sábado). A ação ambiental terá início às 9h no local, com travessia gratuita para os participantes, no Ponto de Travessia do Táxis Marítimos, no bairro Passagem, a partir das 8h. 

Realizada pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, em parceria com a concessionária Prolagos e o Shopping Park Lagos, a iniciativa é aberta a toda a população, mas conta, sobretudo, com a colaboração e participação, de quem utiliza a ilha para a prática de esportes e comércio, como trabalhadores e donos de quiosques, mergulhadores, praticantes de canoagem, profissionais de turismo e surfistas.

“A Ilha do Japonês é um paraíso situado dentro de uma área de preservação ambiental, o Parque Estadual da Costa do Sol, muito visitado por moradores e turistas durante o ano todo que aproveitam a área para trilhas, lazer, prática de esportes. Contudo, infelizmente, nem todo mundo se preocupa com a preservação do local. Esse tipo de ação é fundamental para a retirada de resíduos, como microlixo, que impactam diretamente na preservação desse patrimônio natural. 

Essa é mais uma iniciativa do programa ‘Cabo Frio Educada’, que visa proteger a fauna e a flora locais, incentivando práticas sustentáveis para a conservação dos nossos ecossistemas costeiros”, afirmou o Secretário de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, Jailton Nogueira.  
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			<title><![CDATA[TRE-RJ altera locais de votação por segurança e medida atinge municípios da Região dos Lagos

]]></title>
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			<updated>2026-08-18T14:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Política"/>

			<content><![CDATA[O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já alterou 66 locais de votação por motivos de segurança para as Eleições de 2026. A medida afeta cerca de 188 mil eleitores espalhados por 20 municípios fluminenses. Entre as cidades impactadas no estado, a readequação atinge diretamente os eleitores da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, com trocas confirmadas em Araruama, Cabo Frio, Macaé e Rio das Ostras, além de Rio Bonito.

A determinação atende a uma decisão do presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, com base em levantamentos do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral. O comitê reúne o Sistema de Justiça Eleitoral e setores de inteligência das forças de segurança para impedir que seções eleitorais funcionem em territórios de alto risco ou sob o domínio do crime organizado. Na busca pelos novos endereços para as seções transferidas, a Justiça Eleitoral exige que o local esteja fora de áreas controladas por milícias ou pelo tráfico de drogas, distante de territórios disputados por facções rivais e o mais próximo possível do endereço original.

Com a inclusão das cidades da Região dos Lagos e do interior, o volume de mudanças superou as 53 alterações registradas no pleito de 2024, e o total de municípios afetados subiu de 10 para 20. Além de Araruama, Cabo Frio, Macaé, Rio das Ostras e Rio Bonito, a lista inclui as cidades do Rio de Janeiro, Bom Jesus do Itabapoana, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Itaguaí, Itaperuna, Japeri, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Pinheiral, Resende, São Gonçalo, São João de Meriti e Volta Redonda. O número de substituições ainda pode aumentar, já que o TRE-RJ prossegue mapeando outras localidades no estado.

– A mudança desses locais de votação é um compromisso com a higidez do processo eleitoral. Com essas trocas, buscamos garantir que o eleitorado possa ir às urnas tranquilo e escolher os candidatos que desejar, livre de pressões de qualquer tipo. Esse é um momento de exercer livremente o direito ao voto. O TRE-RJ atua para que essas escolhas possam ser confirmadas da maneira mais serena possível - explicou o desembargador Claudio de Mello Tavares.

Diante do volume de mudanças operadas no estado e na região, o TRE-RJ orienta que os eleitores realizem a verificação prévia de seus locais de votação. A consulta pode ser feita no site da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro informando o número do CPF ou do Título de Eleitor. O atendimento também está disponível pelo Disque TRE-RJ, de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h, pelo telefone (21) 3436-9000.
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			<title><![CDATA[Festival Sabores de Cabo Frio começa dia 27 com mais de 60 participantes só na Vila Gastronômica]]></title>
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			<updated>2026-08-18T09:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Este ano o Festival Sabores de Cabo Frio se prepara para realizar a sua maior edição histórica. Criado em 2015 com a adesão de apenas 33 restaurantes, o circuito gastronômico chega à 12ª edição com a marca recorde de 71 participantes. O tema escolhido para este ano é "Receitas de Família", e serviu de inspiração para a criação de pratos exclusivos e inéditos desenvolvidos por todos os estabelecimentos.

Assim como aconteceu ano passado pela primeira vez, a programação vai começar pela Vila Gastronômica, que antecede a rota principal nos restaurantes. A estrutura será novamente montada em frente ao Terminal Transatlântico, no bairro da Passagem. Entre os dias 27 e 30 deste mês o espaço vai contar com a presença de 63 estabelecimentos (30 a mais do que na estreia, em 2025). Na Vila, todos os pratos serão servidos apenas na versão petit, e os preços são fixos: entradas R$ 35 (entradas), pratos principais R$ 45 e sobremesas R$ 30.

Entre as novidades do espaço estão a criação de uma área kids e a mudança de localização do Lounge Gourmet, que deixará o deck do terminal para funcionar em uma estrutura mais próxima aos estandes dos participantes. Ali o público vai conferir, gratuitamente, aulas de chefs convidados, sommeliers e outros profissionais da gastronomia. Nos dias 27 e 28, a Vila vai funcionar das 18h à meia-noite. No dia 29, do meio-dia até meia-noite. E no dia 30, do meio-dia às 22h.

Após a realização da Vila Gastronômica, o festival segue para a sua fase principal, de 4 de setembro a 4 de outubro, dentro dos 70 estabelecimentos participantes, onde os pratos serão servidos em tamanho tradicional. Os valores ainda não foram informados. A edição deste ano também registra recorde na variedade de categorias, reunindo refeições, pizzas, sanduíches, hambúrgueres, doces, crepes, petiscos e culinária internacional, entre outros.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio analisa decisão judicial que determina pagamento de horas extras a professor]]></title>
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			<updated>2026-08-17T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio informou à Folha que está analisando a decisão judicial que obriga o Município a pagar horas extras aos profissionais da rede municipal de ensino que trabalharam nos sábados letivos de 7 e 28 de março e 11 de abril. A determinação atende a um pedido do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos).

A notícia sobre a decisão judicial foi publicada no site do jornal no último dia 8. Em nota enviada à reportagem após a publicação, o governo municipal confirmou que recebeu a intimação por meio da Procuradoria-Geral. Segundo o comunicado, o órgão jurídico está colhendo informações junto à Secretaria Municipal de Educação para avaliar o caso e definir se irá interpor recurso ou adotar outras providências decorrentes da sentença.

A ação movida pelo Sepe contesta a convocação dos servidores para a reposição de aulas referentes aos pontos facultativos do período de Carnaval. Na decisão, a Justiça considerou a exigência de trabalho aos sábados, sem a devida previsão de pagamento extraordinário, vale-transporte e alimentação, uma medida ilegal e desalinhada com a legislação municipal e com os princípios da administração pública.

Em nota, Renato Lima, advogado do sindicato, citou um trecho da decisão onde a juíza afirma que “a imposição de reposição de jornada não encontra respaldo legal e fere o direito dos profissionais da Educação municipal ao planejamento anual de suas atividades, além de desconsiderar o calendário escolar previamente divulgado”.

Segundo Renato, a juíza também teria considerado que “a exigência de compensação da jornada, nos moldes impostos pela administração municipal, é ilegal e abusiva e, por isso, deve ser afastada”. Uma das opções sugeridas pela juíza, segundo o advogado, seria passar tarefas e pesquisas sobre o Carnaval para os alunos completarem a carga horária em casa. Para a magistrada, isso ajudaria no aprendizado dos estudantes sem prejudicar a rotina dos professores nem trazer gastos extras para a cidade.

Com a determinação judicial, a Prefeitura de Cabo Frio terá que pagar o valor correspondente às horas extras trabalhadas nesses três sábados. As datas do pagamento retroativo serão definidas em uma reunião entre o município e o sindicato ou em uma audiência marcada pela própria Justiça.
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			<title><![CDATA[Prolagos anuncia manutenção preventiva no sistema de abastecimento nesta quarta-feira (19)]]></title>
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			<updated>2026-08-17T11:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prolagos anunciou que vai realizar, nesta quarta-feira (19), uma importante manutenção preventiva para reforço da segurança operacional da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Juturnaíba (ETA) e melhoria do sistema de distribuição que abastece as cidades de Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios. O serviço, inicialmente programado para o dia 5 de agosto, foi adiado e remarcado para esta semana. Durante a intervenção, moradores dessas cidades podem enfrentar falta d’água ou redução no fornecimento.

A Diretora-Executiva da Prolagos, Aline Póvoas, explica que a manutenção preventiva é fundamental para garantir a segurança e confiabilidade do sistema e destaca que, após a conclusão dos serviços, a retomada ocorre de forma gradativa.

“É uma intervenção planejada para reforçar a segurança operacional do sistema. Após a conclusão dos trabalhos, iniciamos a retomada gradativa da operação e do abastecimento. Por isso, é importante que os clientes se preparem e façam uso consciente da água, especialmente durante esse período”, explica.

A concessionária orienta os clientes a manterem abertos os registros de entrada de água para garantir o preenchimento das reservações e, também, a utilizarem água de forma consciente nos dias que antecedem a manutenção, priorizando atividades essenciais e adiando tarefas que demandem maior consumo. Imóveis com caixas-d’água e cisternas dimensionadas para atender ao consumo de seus moradores tendem a sentir menos os impactos durante o período.

A ação acontecerá a partir das 6h, com previsão de término às 20h. Após a conclusão do serviço, o abastecimento será retomado gradativamente e poderá levar até 48h ou mais para ser totalmente normalizado, especialmente em áreas elevadas e localizadas nas pontas das redes de distribuição.

Durante o período, o abastecimento por caminhões-pipa será priorizado para hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e outros serviços considerados essenciais.  No dia da paralisação, a concessionária vai aproveitar para realizar outras intervenções de melhoria no sistema de distribuição e de combate às perdas de água.

“Vamos mobilizar nossas equipes em diferentes frentes, aproveitando a paralisação programada para avançar em ações de modernização e combate às perdas de água”, destaca Aline.

A concessionária permanece disponível pelo telefone 0800 195 0 195, que funciona para ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.
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			<title><![CDATA[Parada LGBT de Cabo Frio vai parar na Justiça e evento deve ser adiado para novembro

]]></title>
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			<updated>2026-08-17T09:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Pelo segundo ano consecutivo, a realização da Parada LGBTI+ de Cabo Frio virou alvo de impasse. A disputa em torno da organização, e da data do evento, foi parar na Justiça. O evento chegou a ser confirmado para o próximo dia 6 de setembro, mas a previsão atual é de que a manifestação seja transferida para 1º de novembro.

A juíza Sheila Draxler Pereira de Souza, da 2ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, convocou uma audiência especial para o próximo dia 26, às 15h30, por conta de uma Ação Civil Coletiva movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro contra o Município. No despacho, a magistrada justificou a convocação por conta da complexidade da organização e da necessidade de ouvir as partes antes da realização do evento.

De acordo com o documento que a Folha teve acesso, foram convocados para a reunião o prefeito Serginho Azevedo, o secretário de Cultura (Carlos Ernesto Lopes - Carlão), além de representantes da Defensoria Pública, do Grupo Iguais, e dos comandantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para alinhar os requisitos de segurança e ordenamento público.

Em conversa com a Folha, o presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, disse que a entidade deu entrada no processo administrativo (para realização da parada) em janeiro deste ano. Na ocasião foram apresentadas três opções de datas, sendo 6 de setembro a principal, e 1 de novembro como terceira possibilidade. 

– Só que Carlão respondeu que iria abrir um edital convocando todas as ONGs para organizarem juntas a parada. Falei “ok, vamos lá, vamos organizar todo mundo junto, sem problema nenhum”. Só que eles não fizeram isso no ano passado, esse ano não convocaram ninguém até agora, e já estão divulgando as coisas. Já soubemos que querem trazer Maria Gadú. Como, se até agora não teve nenhuma reunião com a gente? - questionou Rodolpho.

A reportagem da Folha dos Lagos procurou a Prefeitura de Cabo Frio para questionar sobre a ausência de convocação das entidades sociais para o planejamento conjunto, sobre a definição do formato da Parada deste ano e sobre o anúncio de atrações musicais, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O impasse atual não é novidade. No ano passado a Prefeitura indeferiu a licença para a Parada, organizada há 20 anos pelo Grupo Iguais, alegando conflito de agenda com eventos religiosos e infantis. Na ocasião, o município promoveu um evento paralelo na Praia do Forte com show da cantora Ana Carolina, enquanto a manifestação tradicional do movimento LGBTI+ foi suspensa.
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			<title><![CDATA[Resultados das Eleições 2026 poderão ser acompanhados em tempo real

]]></title>
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			<updated>2026-08-17T09:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Mais uma vez os eleitores poderão acompanhar em tempo real o resultado das eleições do próximo dia 4 de outubro. A confirmação foi feita esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o órgão, a apuração dos votos será atualizada pelo site www./resultados.tse.jus.br, e também pelo aplicativo Resultados, já disponível para dispositivos móveis. A divulgação começará a partir das 17h, logo após o encerramento da votação, e acontecerá simultaneamente para todas as unidades da Federação, inclusive, para os votos ao cargo de presidente da República recebidos do exterior. A regra vale tanto para o 1º turno,, quanto para eventual 2º turno, em 25 de outubro.

A plataforma vai permitir que o eleitor selecione o estado e o município para consultar o avanço da totalização em diferentes localidades do Brasil, para todos os cargos. Os dados serão atualizados na medida em que os boletins de urna forem recebidos e processados pelos sistemas da Justiça Eleitoral, possibilitando o acompanhamento contínuo da totalização em todo o país, inclusive quanto à porcentagem totalizada dos votos computados, dos votos em branco, dos votos nulos e do comparecimento do eleitorado.

Além da consulta aos resultados, o TSE anunciou que também vai disponibilizar na internet os boletins de urna enviados para a totalização, que podem ser comparados em tempo real com os obtidos nas seções, impressos pela urna eletrônica, ou a partir da leitura dos QR Codes pelo aplicativo Boletim na Mão ou por qualquer outro com a mesma finalidade. Após o encerramento da totalização, os boletins utilizados na totalização também serão publicados no Portal de Dados Abertos do TSE, ampliando as possibilidades de fiscalização e conferência dos dados divulgados.

Paralelamente à preparação da infraestrutura de transmissão de dados, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro vem promovendo ações para detalhar o funcionamento do sistema de votação. No começo do mês o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promoveu a ação "O Sistema Eletrônico por Dentro". Na ocasião, a urna eletrônica foi apresentada para representantes da imprensa e de entidades fiscalizadoras durante a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

Na abertura da atividade, o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação, reforçando a confiança do público no processo eleitoral, bem como o papel das entidades fiscalizadoras no combate à desinformação. O magistrado exaltou a segurança e a rapidez da urna eletrônica, recordando a época do voto em cédula, quando a apuração demorava dias ou até semanas, “criando um hiato de tempo que dava espaço para a desconfiança e a dúvida”.

A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro também levou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação para a conferência de tecnologia Rio Innovation Week, realizada no Píer Mauá. O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, abriu uma urna eletrônica diante de centenas de visitantes brasileiros e estrangeiros, incluindo pesquisadores, empreendedores, profissionais da área de tecnologia, conferencistas e expositores. O objetivo foi o de mostrar como ela funciona e reforçar o sistema de segurança do equipamento.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio e Araruama receberão oficinas para elaboração de Planos Locais de Ação Climática]]></title>
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			<updated>2026-08-12T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Dois municípios da Região dos Lagos vão receber, este mês, o primeiro ciclo de oficinas participativas para a criação de seus Planos Locais de Ação Climática. Em Cabo Frio, a atividade acontece no próximo dia 19, das 14h às 18h, no Paradiso Corporate Eventos (Avenida Teixeira e Souza, nº 2011, Braga). Em Araruama, o encontro será realizado no dia 20, das 13h às 17h, na Rua México, nº 160, no Centro. As reuniões são abertas à população e buscam mapear vulnerabilidades, desafios e necessidades específicas das cidades para enfrentamento de desastres e fortalecimento da resiliência urbana.

A iniciativa faz parte do Programa Ambiente Resiliente, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a rede de governos locais ICLEI. As oficinas incentivam o diálogo direto com a comunidade sobre os impactos das mudanças climáticas locais para construir diagnósticos municipais técnicos que servirão de base para a segunda fase do projeto, prevista para novembro deste ano. A conclusão oficial dos planos em todo o estado está agendada para 2027.

Além de Cabo Frio e Araruama, o programa abrange outros 32 municípios prioritários do Estado do Rio de Janeiro. A lista completa inclui Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.

A metodologia utilizada na construção das propostas é o Planejamento de Ações para Resiliência Urbana (CityRAP), ferramenta criada pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana. O sistema estruturado orienta o planejamento por meio de cinco eixos centrais: governança urbana e participação social; planejamento urbano e meio ambiente; infraestrutura resiliente e serviços básicos; economia urbana, finanças e sociedade; e gestão de riscos de desastres.

A elaboração dos documentos envolve profissionais de secretarias municipais como meio ambiente, defesa civil, educação, infraestrutura, turismo e saúde, além do engajamento comunitário. A chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes, ressalta que o método apoia o planejamento climático em cidades de pequeno e médio porte, permitindo que a população e os gestores locais construam soluções ajustadas às suas especificidades territoriais.
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			<title><![CDATA[Exposição "Cabo Frio, séc. XX" entra em cartaz no Mart, em Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-08-11T17:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No mês em que o antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos completa 340 anos, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Ibram/MinC) abre ao público a exposição temporária “Cabo Frio, séc. XX”. A inauguração aconteceu nesta terça-feira (11), às 10h, na Saleta de Exposições do museu. A entrada é gratuita e as obras ficam em cartaz até novembro.

Assinada pelo historiador e artista Gustavo Bergerot, a mostra reúne 10 desenhos em carvão que retratam a história, a memória e o processo de urbanização do município ao longo do século passado. As obras foram desenvolvidas a partir de fotografias do acervo da Biblioteca Nacional e retratam paisagens icônicas da cidade, como a Praia do Forte, o Canal do Itajuru, o Canal Palmer e o próprio Convento. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. 
 
Gustavo Bergerot, 29 anos, cursou História na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde participou de oficinas de História e Documento focadas no Rio de Janeiro dos séculos XVIII e XIX. Essa experiência impulsionou sua pesquisa sobre Memória e sua articulação com as artes visuais, tendo o acervo da Biblioteca Nacional como principal fonte iconográfica e documental. 

A partir da estética do "Rio Antigo" (séc. XIX–XX) e do estudo das transformações urbanas, o artista desenvolve narrativas visuais que estabelecem comparações entre as cidades, refletindo sobre suas dinâmicas demográficas e espaciais. Em sua trajetória, conquistou a Medalha de Bronze na exposição Night of Museums, em Belgrado (Sérvia), e integrou a Semana de Arte Sobre Papel, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Atualmente, cursa Artes Visuais na Universidade Veiga de Almeida (UVA). 

SERVIÇO 
Exposição: “Cabo Frio, séc. XX”, por Gustavo Bergerot 
Abertura: Terça-feira (11), às 10h 
Visitação: De terça a sexta, das 10h às 17h; sábados, das 10h às 14h (até novembro) 
Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) — Largo de Santo Antônio, s/nº, Centro – Cabo Frio (RJ) 
Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[Inscrições estão abertas para a 2ª etapa do Circuito Park Lagos Track & Field Running 2026

]]></title>
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			<updated>2026-08-10T11:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[Estão abertas as inscrições para a 2ª etapa do Circuito Park Lagos Track & Field Running 2026, que será disputada no dia 30 de agosto, em Cabo Frio. A concentração e a largada acontecem no estacionamento principal do Shopping Park Lagos. A edição traz percursos de 5 km e 16 km, voltados para atletas amadores e profissionais da região.

A competição terá premiação até o 5º lugar para os vencedores das categorias masculino, feminino e por faixa etária em ambos os trajetos, além do troféu para a categoria PCD (Pessoa com Deficiência) e homenagens para as três maiores equipes inscritas no evento.

Para participar, os interessados devem baixar o aplicativo TF Sports, realizar o cadastro na plataforma, pesquisar pelo evento “Cabo Frio/Park Lagos 2ª Etapa” e concluir o processo de inscrição. Atletas da categoria PCD têm direito a um cupom de 50% de desconto, que deve ser solicitado pelo WhatsApp (22) 99205-2308, conforme as regras do regulamento.

A entrega dos kits aos corredores será feita nos dias 28 e 29 de agosto, das 13h às 20h, na loja Track & Field, localizada no próprio centro comercial. Para retirar o material, é necessária a apresentação do QR Code gerado pelo aplicativo no ato da inscrição.

O evento é fruto de uma parceria entre o Shopping Park Lagos e a Track & Field, com apoio do Grupo Porto (Porto Seguro, Porto Bank, Porto Saúde e Porto Serviço). A iniciativa integra o calendário regional de incentivo à prática esportiva e à qualidade de vida.

– O circuito já é um evento consolidado na cidade. Nosso objetivo é promover a saúde e o bem-estar da população, estimulando a prática esportiva, a integração social e o sentimento de pertencimento à região - destaca Valéria Zettel, gerente de marketing do Shopping Park Lagos.

O Shopping Park Lagos fica na Avenida Henrique Terra, nº 1.700, no bairro Palmeiras, em Cabo Frio. As atualizações sobre a prova podem ser acompanhadas pelo perfil oficial no Instagram (@circuitoparklagos).
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			<title><![CDATA[Justiça determina que Prefeitura de Cabo Frio pague horas extras a professores

]]></title>
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			<updated>2026-08-08T09:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Justiça atendeu, esta semana, a um pedido do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) e determinou que a Prefeitura de Cabo Frio pague horas extras a todos os servidores da rede municipal que trabalharam nos sábados letivos de 7 e 28 de março e 11 de abril deste ano. Segundo Renato Lima, advogado do Sepe, a convocação dos professores aconteceu por meio do Memorando Circular nº 019/GAB-SEME/2026, que teria estabelecido a reposição dos pontos facultativos de 13, 16 e 18 de fevereiro durante o período de Carnaval. A reportagem da Folha procurou a Prefeitura de Cabo Frio para pedir um posicionamento sobre a decisão e saber se o município vai recorrer, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Segundo o advogado do sindicato, na decisão, “a juíza titular afirmou que a imposição da reposição, sem previsão legal expressa e sem negociação coletiva, viola os princípios da legalidade, da motivação e da transparência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal”. 

Renato também explicou que a magistrada teria destacado que a convocação para o trabalho em sábados letivos, sem previsão de pagamento de horas extras, alimentação e auxílio-transporte, “viola o direito à remuneração adequada pelo serviço extraordinário, conforme estabelece a legislação municipal”.

Em nota divulgada pelo sindicato, o advogado do Sepe citou um trecho da decisão onde a juíza afirma que “a imposição de reposição de jornada não encontra respaldo legal e fere o direito dos profissionais da Educação municipal ao planejamento anual de suas atividades, além de desconsiderar o calendário escolar previamente divulgado”.

Segundo Renato, a juíza também teria considerado que “a exigência de compensação da jornada, nos moldes impostos pela administração municipal, é ilegal e abusiva e, por isso, deve ser afastada”.

Uma das opções sugeridas pela juíza, segundo o advogado, seria passar tarefas e pesquisas sobre o Carnaval para os alunos completarem a carga horária em casa. Para a magistrada, isso ajudaria no aprendizado dos estudantes sem prejudicar a rotina dos professores nem trazer gastos extras para a cidade.

Com a determinação judicial, a Prefeitura de Cabo Frio terá que pagar o valor correspondente às horas extras trabalhadas nesses três sábados. As datas do pagamento retroativo serão definidas em uma reunião entre o município e o sindicato ou em uma audiência marcada pela própria Justiça.

Para o advogado do Sepe Lagos, a decisão representa uma grande conquista para a categoria e reforça os pedidos que os servidores vêm fazendo ao governo municipal. A entidade cobra que a Prefeitura receba os representantes dos trabalhadores para negociar as demais cobranças da rede de ensino.
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			<title><![CDATA[Banda cabo-friense Spectrummm apresenta músicas inéditas no Diveneta Moto Fest neste sábado (8)
]]></title>
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			<updated>2026-08-07T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Com uma trajetória marcada pela parceria familiar e pelo som pesado em língua portuguesa, a banda cabo-friense Spectrummm az show especial de doom metal neste sábado (8), na 20ª edição do Diveneta Moto Fest. A apresentação será às 15h, na Praça de São Cristóvão, em Cabo Frio, e promete movimentar os amantes do gênero com faixas inéditas e sucessos da discografia do grupo.

O trio carrega uma particularidade que chama a atenção e marca sua identidade nos palcos: a formação é inteiramente familiar. A Spectrummm é composta pelo vocalista e guitarrista Christiano Guerra e por seus dois filhos, Adham Guerra, responsável pela bateria, e Zach Guerra, na guitarra. A conexão entre as gerações da família Guerra se consolidou como uma das forças do som autoral e da cena do metal independente na Região dos Lagos.

A apresentação do grupo local é um dos destaques do terceiro dia do evento, que começou na quinta-feira (6) e segue até domingo (9) com a expectativa de atrair 20 mil visitantes de diversas partes do país. A estrutura montada na Praça de São Cristóvão conta com praça de alimentação, expositores de artigos em couro, acessórios para motocicletas, área de camping gratuito com café da manhã para os motociclistas cadastrados e ações de solidariedade. No sábado, o tradicional almoço do evento terá caráter beneficente, sendo liberado mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis destinados à Apae de Cabo Frio.

A maratona musical de sábado começa ao meio-dia e reúne diversos nomes do rock. Além do show da Spectrummm às 15h, o público acompanha as apresentações de Vinni, às 13h; Zona Rock, às 16h; e Interceptor V-8, às 18h.

Às 20h tem o corte de um bolo gigante em comemoração às duas décadas de fundação do Moto Clube Diveneta e aos 28 anos de carreira da banda Faixa Etária A noite de sábado será encerrada às 22h com o show da banda Bloody Mary, e a programação do festival segue até o fim do dia de domingo.
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			<title><![CDATA[Compradores cobram cronograma da Volendam e pedem ação do MP por obra parada em Arraial

]]></title>
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			<updated>2026-08-07T11:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O impasse envolvendo o atraso e o abandono de obras no condomínio Praia dos Anjos Residence Club, em Arraial do Cabo, ganhou novos capítulos esta semana, e virou alvo de uma ação no Ministério Público. O caso foi denunciado pela Folha em maio deste ano. Na época, moradores dos blocos 5 e 6 procuraram o jornal e informaram que embora a entrega das chaves tenha sido prometida para 2024, as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021.

Na época da denúncia, a Construtora Volendam (que entrou com pedido de recuperação judicial declarando dívidas de mais de R$ 75 milhões) chegou a convocar reuniões e apresentar propostas de negociação aos compradores. A empresa ofereceu alternativas como o financiamento do saldo devedor, permuta por outros empreendimentos, devolução de valores com deságio ou acordos de distrato que previam a retenção de até 90% do montante pago. No entanto, mesmo com as promessas de novos prazos e conversas recentes indicando a intenção de erguer apenas o Bloco 5 e descartar o Bloco 6, nenhum cronograma oficial foi apresentado, mantendo os clientes sem garantias ou documentos formais.

Diante do silêncio e da falta de respostas concretas, 22 compradores dos blocos 5 e 6 decidiram se unir em um grupo de atuação conjunta e contrataram o advogado Luciano Régis para conduzir as medidas judiciais. 

Em entrevista à Folha, Luciano Régis explicou que a mobilização busca proteger o patrimônio dos compradores que investiram as economias no sonho de ter um imóvel de frente para o mar.

– A Volendam  prometeu a construção do Bloco 5, e ficou de apresentar, dentro do processo, um cronograma de obras, mas até agora nada. Então não tem garantia alguma. E no Bloco 6 eles descartaram a possibilidade de construção, oferecendo para alguns clientes uma unidade similar no Bloco 5 ou o repasse de lotes, mas isso também não é garantido de forma alguma - revelou o advogado.

Luciano também informou que foi feita a solicitação para inclusão, no processo, de alguns credores que haviam ficado de fora da lista oficial.

– Nós também pedimos para que o Ministério Público fosse notificado para avaliar a possibilidade de um inquérito civil público ou uma ação civil pública diante do dano causado aos adquirentes dos apartamentos - revelou.

A equipe jurídica também está impugnando a recuperação judicial da empresa e a inclusão do condomínio nesse processo. O advogado defende que o empreendimento deveria estar coberto pela afetação patrimonial.

– Também pedimos prestação de conta dos valores pagos e investidos na obra, porque só a partir disso vamos poder verificar se houve ou não desvios de recursos que eram para a construção do empreendimento - explicou Luciano.

Em nota enviada à imprensa, a Associação dos Adquirentes informou que “o maior problema não é apenas o atraso, mas a absoluta falta de previsibilidade” porque, segundo eles, “por trás de cada contrato existe uma história de vida”.

– Há famílias que investiram toda a economia de anos de trabalho. Há aposentados que aplicaram suas reservas no sonho de um imóvel de frente para o mar. Há trabalhadores que comprometeram seu patrimônio acreditando no empreendimento. Outros utilizaram o único investimento de suas vidas na expectativa de realizar esse sonho. Essas pessoas continuam sem saber quando poderão receber seus imóveis ou, ao menos, quando terão uma posição definitiva sobre o futuro da obra - explicou Thais Fantauzzi, uma das compradoras prejudicadas.

Eles garantem que o objetivo não é especular, “mas buscar uma informação objetiva: a divulgação de um cronograma oficial, com datas, etapas e planejamento que permita aos adquirentes reorganizar suas vidas”. Afirmam ainda que que permanecem abertos ao diálogo com a construtora para que a transparência seja restabelecida e a segurança jurídica das famílias seja garantida. A construtora foi procurada pela reportagem da Folha, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
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			<title><![CDATA[Projeto "Interlinhas" lança concurso de redação para estudantes do ensino médio em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-06T16:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Estudantes do ensino médio das redes pública e privada de Cabo Frio vão disputar prêmios de até R$ 1 mil na primeira edição do Concurso Interlinhas de Redação. A iniciativa, que também vai conceder vales-compra para os professores orientadores e homenagear as unidades escolares com placas comemorativas, tem lançamento oficial marcado para esta sexta-feira (7).

Com o tema “Cabo Frio e o Oceano: cuidar hoje para preservar o amanhã”, a competição busca incentivar a escrita entre os jovens, promover o conhecimento sobre cultura oceânica e conservação marinha, valorizar a identidade costeira da cidade e estimular reflexões socioambientais.

O concurso será dividido nas categorias Escolas Públicas e Escolas Privadas. Podem concorrer alunos regularmente matriculados no ensino médio, e cada estudante deve contar com a supervisão de um professor orientador. As redações precisam ser inéditas, escritas em língua portuguesa, seguir o gênero dissertativo-argumentativo, conter título obrigatório e ter extensão entre 20 e 30 linhas. A avaliação adotará os critérios do Exame Nacional do Ensino Médio.

A seleção inicial será feita pelas próprias unidades escolares. Cada instituição participante deverá realizar uma triagem interna e enviar as três melhores redações para o e-mail concursointerlinhas@projetoalbatroz.org.br até o dia 30 de setembro. O envio deve ser feito em arquivo PDF único, acompanhado das fichas de inscrição com os dados do aluno e do professor orientador, além da documentação exigida em edital.

A fase de avaliação contará com uma comissão técnica da Universidade Veiga de Almeida, responsável por selecionar os finalistas. O júri final será composto por representantes da InterTV, da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria de Gestão Territorial e Economia Azul de Cabo Frio, do Projeto Albatroz e da Academia Cabo-Friense de Letras.

A premiação contempla os três primeiros colocados de cada categoria com R$ 1.000 para o vencedor, R$ 500 para o segundo colocado e R$ 300 para o terceiro lugar. Os professores orientadores dos alunos premiados receberão um vale-compras no valor de R$ 300, enquanto as escolas dos estudantes vencedores serão homenageadas com placas comemorativas.

Realizado pelo Shopping Park Lagos em parceria com o Projeto Albatroz e a Universidade Veiga de Almeida, o concurso conta com o apoio da InterTV e da Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

— Estamos muito animados com o concurso. Sempre afirmamos que o Shopping Park Lagos é mais que um centro de consumo, é também um espaço democrático de cultura, entretenimento e lazer. Estimular o conhecimento e promover a conscientização socioambiental fazem parte da nossa jornada - declara Valéria Zettel, gerente de marketing do centro comercial.
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			<title><![CDATA[Câmara de Búzios aprova audiência pública para discutir atuação e serviços da Prolagos

]]></title>
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			<updated>2026-08-06T14:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Armação dos Búzios aprovou por unanimidade, na sessão desta terça-feira (4), um requerimento para a realização de uma audiência pública destinada a discutir os serviços prestados pela concessionária Prolagos no município. A sessão marcou o retorno dos trabalhos legislativos após o recesso e foi realizada na nova sede provisória da Casa, no bairro Manguinhos.

A data e o horário da sessão pública ainda serão divulgados. Mas serão convocados moradores, representantes da concessionária, órgãos fiscalizadores e autoridades públicas para tratar de gargalos históricos do setor de saneamento na cidade. Entre os principais pontos da pauta estão as falhas no abastecimento de água, a eficiência da rede de esgotamento sanitário, o impacto de obras em vias públicas, o modelo de cobrança das tarifas e as consequências ambientais das operações.

A proposta foi apresentada pelo vereador Anderson Chaves, que defendeu a criação de um canal direto de comunicação entre a comunidade e a empresa. Durante o debate no plenário, foi destacada a dificuldade enfrentada pelos munícipes ao buscarem solução para demandas cotidianas nos postos de atendimento da concessionária.

A discussão também ganhou respaldo após declarações de representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na última segunda-feira (3), apontando que a carga poluidora que atinge trechos da Lagoa de Araruama tem origem na rede operada pela concessionária, o que reforçou a urgência de aprofundar a fiscalização sobre o esgotamento sanitário regional.

Outro ponto crítico levantado na sessão envolve o formato de cobrança da tarifa mínima praticada pela Prolagos. Parlamentares citaram distorções do sistema em que consumidores pagam o valor fixo equivalente a dez metros cúbicos de água mesmo registrando um consumo real bastante inferior.

– O contrato trouxe água para Búzios, isso precisa ser reconhecido. Mas também trouxe desafios que precisam ser enfrentados. Precisamos discutir o modelo de cobrança, a qualidade dos serviços e os problemas ambientais que continuam afetando a cidade - lembrou o vereador.
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			<title><![CDATA[Ativista de Cabo Frio representa o Brasil em conferência internacional na Holanda]]></title>
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			<updated>2026-08-06T10:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O ativista dos direitos humanos Rodolpho Campbell, presidente do Grupo Iguais, de Cabo Frio, está representando o Brasil na Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada na Holanda. O encontro, que integra a programação oficial da WorldPride Amsterdam 2026, é considerado o principal fórum internacional voltado ao debate, à promoção e à defesa das pautas da população LGBTQIA+. Ele também celebra os 25 anos da legalização do casamento homoafetivo na Holanda, o primeiro país do mundo a adotar essa celebração.

A conferência reúne cerca de mil participantes entre diplomatas, autoridades governamentais, pesquisadores e lideranças sociais dos cinco continentes. Na pauta do encontro estão a discussão de desafios sobre democracia, governança, saúde, direitos trans e não binários, igualdade no casamento, ambiente de trabalho e mecanismos de proteção internacional. A agenda internacional teve início ontem (dia 5) e termina amanhã (dia 7), no edifício histórico Beurs van Berlage, em Amesterdã.

A presença do representante cabo-friense no evento amplia a representatividade brasileira em debates globais sobre diversidade. Rodolpho viajou para Amsterdã após ser selecionado pelo Programa Internacional de Bolsas do evento, iniciativa que garante hospedagem, credenciamento e acesso integral às atividades a lideranças comunitárias de diferentes partes do mundo.

Além das plenárias técnicas e grupos de trabalho, Rodolpho tem cumprido uma série de compromissos oficiais, incluindo uma recepção com a prefeita de Amsterdã, Femke Halsema; participação na cerimônia de abertura da WorldPride Village e o evento musical UNITY Concert. A Human Rights Conference 2026 acontece durante o WorldPride Amsterdam. Por isso, neste sábado (8), Rodolpho também participa da tradicional WorldPride March, caminhada que encerra a programação oficial iniciada no fim de julho.

Com quase duas décadas de atuação na Região dos Lagos, o presidente do Grupo Iguais participou da implementação de políticas públicas locais, ações de enfrentamento à discriminação e da organização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Cabo Frio.

– Estar em Amsterdã participando de um dos maiores encontros mundiais sobre direitos humanos é motivo de muito orgulho e também de grande responsabilidade. Levo comigo a experiência construída em Cabo Frio e na Região dos Lagos, mas volto com a missão de trazer novos conhecimentos, fortalecer parcerias internacionais e ampliar ainda mais a defesa dos direitos humanos no Brasil. É um reconhecimento que compartilho com todas as pessoas que caminham conosco nessa luta - destacou Rodolpho Campbell.
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe 20ª edição do Diveneta Moto Fest neste fim de semana]]></title>
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			<updated>2026-08-05T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta quinta-feira (6) Cabo Frio se transforma na capital do motociclismo com a abertura da 20ª edição do Diveneta Moto Fest. O evento, que segue até o domingo (9) na Praça de São Cristóvão, deve atrair cerca de 20 mil visitantes de diversas regiões do país. A programação é gratuita e será uma celebração que une rock, gastronomia e solidariedade.

A estrutura na Praça de São Cristóvão vai contar com praça de alimentação, estandes de produtos em couro, expositores do setor e acessórios para motocicletas. Ao todo serão 11 shows de rock ao longo dos quatro dias de festa, com nomes consagrados do circuito motociclístico. No dia 06 (quinta-feira), a programação musical começa às 18h com a Banda Blackberry, seguida pelo show de Os Caravelhos, às 20h. No dia 07 (sexta-feira), sobem ao palco as bandas Status, às 18h; Helena de Troia, às 20h; e Thunderock, às 22h.

Já no dia 08 (sábado), o som começa ao meio-dia com Spectrum, seguido por Vinni, às 13h; Zona Rock, às 16h; e Interceptor V-8, às 18h. O ponto alto, no entanto, será a partir das 20h, quando o público vai acompanhar o corte de um bolo gigante em dose dupla, celebrando as duas décadas de fundação do Moto Clube Diveneta e os 28 anos de estrada da banda Faixa Etária, que completa aniversário oficialmente no domingo (9). O encerramento da noite será às 22h com o show da banda Bloody Mary.

Os motociclistas visitantes terão à disposição áreas de camping gratuito e café da manhã oferecido pela organização. A solidariedade também integra o evento: o tradicional almoço de sábado (8) terá caráter beneficente, sendo liberado mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Apae.

Fundado em 28 de julho de 2006 por Ezequiel Mário Ribeiro (conhecido nacionalmente como Diveneta e uma das referências do setor no país), o moto clube carrega o lema "Espalhe alegria e contagie gentileza". A proposta do encontro surgiu da vivência pessoal do criador e de sua esposa, Sibele, durante viagens pelo Brasil e exterior.

Já a trajetória do festival teve início de forma modesta na Morada do Samba, na Praia do Siqueira, contando com quatro bandas no palco em sua estreia. Com a expansão do público ano a ano, a celebração passou para a Praça de São Cristóvão. A 20ª edição conta com apoio da Prefeitura de Cabo Frio e da Câmara Municipal de Vereadores.

A banda Faixa Etária, atração principal da festa, mantém relação histórica com a cidade e com o evento desde a primeira edição. O grupo realizou seu primeiro grande show em Cabo Frio no ano de 2005, durante o Tubarões Bikerfest, na Praia do Forte, além de ter concedido sua primeira entrevista para a televisão quando ainda ensaiava em uma garagem no Peró.

— Em Cabo Frio nos sentimos em casa. Foi aqui que fizemos nossos primeiros shows para grandes públicos. Tivemos a honra de participar de todas as edições do Tubarões Bikerfest até seu encerramento e estamos presentes no Diveneta Moto Fest desde a primeira edição. O Diveneta representa o verdadeiro espírito do motociclismo e é um grande divulgador de Cabo Frio em todos os eventos dos quais participa pelo país - destaca o baterista e fundador do grupo, Fabrício Araújo.

 
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			<title><![CDATA[Curta-metragem gravado em Búzios é selecionado para o Festival de Cinema de Campos]]></title>
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			<updated>2026-08-05T15:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste fim de semana a Região dos Lagos estará representada no II Festival Internacional Goitacá de Cinema, O curta-metragem "Quem sabe um dia?", idealizado, escrito e dirigido por Nicolai Helter, foi selecionado e vai representar o município de Armação dos Búzios. Neste sábado (8) a obra vai disputar o prêmio da "Mostra Olhares do Interior", categoria voltada para estimular novos talentos e difundir a produção realizada no interior do Estado do Rio de Janeiro. A exibição será às 18h30 na sessão 2 da Sala Cine Darcy, no campus da Uenf, em Campos.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, Petrobras e Quiprocó Filmes, o festival começa nesta quinta (6) e segue até terça (11) municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. Foram mais de dois mil filmes inscritos, mas apenas 67 foram selecionados para participar da Mostra Brasileira, Mostra Internacional, Mostra Zezé Motta, Mostra Cabrunquinho, Mostra Petrobras Futuro do Clima e Mostra Embratur.

A confirmação da vaga na mostra competitiva foi recebida com entusiasmo por Nicolai, que fez sua estreia na direção audiovisual em fevereiro deste ano.

– Receber a notícia da seleção foi uma doideira. Primeiro, em meados de junho, eu recebi um e-mail dizendo que o filme havia sido pré-selecionado e pedindo algumas informações complementares. Só isso já me deixou muito feliz, porque significava que alguém tinha assistido ao filme e enxergado alguma relevância nele. Depois disso, passei cerca de um mês numa expectativa enorme, até receber a confirmação de que o curta tinha sido selecionado para a Mostra Competitiva Olhares do Interior - contou Nicolai em conversa com a Folha.

"Quem sabe um dia?" teve uma produção relâmpago e sem orçamento. O diretor, que já planejava criar um filme em 2025, encontrou a motivação necessária em dezembro do ano passado ao saber do Festival de Curtas Metragens promovido pelo Gran Cine Bardot, de Búzios, para produções locais. Em apenas sete dias, Nicolai roteirizou, produziu, gravou e editou o curta de 15 minutos.

A trama mergulha nas raízes e no cotidiano de Búzios para narrar a história de um trabalhador de barraca de praia que vive um caso de amor intenso e breve com uma turista.

– A ideia veio de uma conversa com meu amigo Quissak: falávamos sobre contar a história de um dia na vida de um buziano. Aí eu conectei com vivências pessoais, características da cidade e finalmente cheguei na história do filme: um buziano, trabalhador de barraca de praia, que se apaixona por uma turista de férias no Brasil. Os dois vivem um romance intenso, mas breve, porque, com o fim das férias, a turista volta para o seu país. Por um detalhe banal, eles não trocam contato. Talvez o destino nunca mais cruze seus caminhos novamente, mas fica a memória de um amor de verão - contou Nicolai. Ele lembrou que além dos poucos recursos, o curta foi produzido com uma equipe também reduzida: Lara Salum, como atriz e coprotagonista, Sofia Eboli como atriz e assistente de direção, Amanda Ranieri como atriz e Arthur Cavalcanti como diretor de fotografia.

A dinâmica do turismo local atua como elemento central da narrativa, retratando a efemeridade e a intensidade das relações humanas que marcam a cidade costeira.

– Muitas pessoas que viram o filme relataram sobre a similaridade das histórias que elas também já viveram em Búzios, trabalhando com turismo. O trabalho turístico envolve o contato amplo e direto com o público, você cria conexões com pessoas muito diversas em personalidade, origem, costumes, e isso é muito enriquecedor. Por mais que essas conexões sejam efêmeras, de alguma forma elas nos marcam tanto que podem mudar completamente o rumo da nossa vida. O filme fala disso, e a forma como lidamos com o final dele é também sobre como lidamos com essas experiências - explicou o diretor, que também atua no curta.

Em conversa com a Folha, Nicolai revelou que a exibição no festival de cinema de Campos representa a conquista de um espaço fundamental para a sua estreia e para o cinema feito na região.

– Minha maior expectativa é assistir ao filme com o público e perceber como essa história atravessa as pessoas. Quero observar as reações, descobrir o que elas sentiram, o que compreenderam e se conseguiram captar aquilo que eu queria comunicar. Mais do que um possível prêmio, o mais importante para mim é o encontro do filme com o público. Estar no festival já representa uma grande conquista – afirmou.

Ele também contou que enxerga o evento como uma oportunidade de aprendizado, troca de experiências e ampliação de networking com outros profissionais do setor.

– Quero aproveitar o festival como um espaço de aprendizado e troca. Espero conversar com outros diretores, produtores, atores e profissionais do audiovisual, conhecer seus filmes e receber o máximo possível de feedbacks sobre o meu trabalho. Como esse é o meu primeiro filme, tenho muita curiosidade de compreender como profissionais do mercado enxergam a obra como um todo, desde a direção e o roteiro até a execução técnica e a minha própria atuação como protagonista – revelou Nicolai, lembrando que o mercado de cinema se move por encontros e que conexões em eventos anteriores já renderam novos projetos encaminhados.

Para o cineasta, levar uma narrativa produzida em Búzios para outras plateias é um passo importante para reforçar a identidade do interior e dar visibilidade ao cinema independente da Região dos Lagos. Segundo Nicolai, embora essa produção regional ainda esteja se estruturando, a presença em festivais mostra a força de um movimento real de criadores locais, onde cada nova obra ajuda a consolidar o setor na região.

Além disso, a conquista ganha um significado especial por se tratar de um projeto realizado sem orçamento. Segundo ele, a seleção da obra serve como uma demonstração prática de que produções independentes têm viabilidade e alcance no circuito cultural, provando que é possível tirar uma ideia do papel e alcançar espaços relevantes no cinema mesmo sem grandes investimentos ou acesso ao mercado tradicional. Já a viagem e a presença da equipe no festival foram viabilizadas por meio de uma mobilização comunitária em Armação dos Búzios.

– Recebemos doações de pessoas de Búzios que acreditaram no projeto. Graças a esse apoio, conseguiremos levar parte da equipe para representar o filme. Estar lá, apresentar nosso trabalho, encontrar o público e criar novas conexões já será o nosso maior retorno. Passei grande parte da vida sem saber exatamente o que queria fazer. Hoje, finalmente sinto que encontrei algo que faz sentido para mim. Às pessoas de Búzios, só tenho a agradecer. Búzios está indo para o mundo junto com o nosso filme. Foi por meio da cidade, das suas paisagens, das suas pessoas e das histórias que ela nos oferece que esse curta pôde existir – explicou Nicolai.

 

 
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			<title><![CDATA[Cora Coralina é tema da 9ª edição do Leituras no Mart, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-03T15:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Ibram/MinC) sedia, nesta terça-feira (04/08), às 18h, a 9ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “O Prato Azul-Pombinho”, da escritora goiana Cora Coralina. A entrada é gratuita. 

Seguindo com o tema “Memória e Identidade Feminina”, o grupo prioriza o protagonismo de escritoras de relevância histórica e contemporânea. A autora em destaque desta edição, Cora Coralina, era poetisa e doceira de profissão e destacou-se no cenário autoral ao lançar seu primeiro livro aos 76 anos de idade. 

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias. 

Sobre o projeto: idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, com apoio da Sophia Editora, o Leituras no Mart acontece no museu desde 2025 e conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

SERVIÇO 

EVENTO: 9ª edição do Leituras no Mart 

OBRA: “O Prato Azul-Pombinho”, de Cora Coralina 

DATA: 4 de agosto de 2026 (terça-feira) 

HORÁRIO: 18h 

LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) - Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos 

ENTRADA: Gratuita e aberta a todos 

 
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			<title><![CDATA[Daniel Ericsson estreia em São Pedro monólogo com adaptação de Dostoiévski]]></title>
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			<updated>2026-08-03T10:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O ator e diretor Daniel Ericsson prepara sua estreia no formato monólogo com o espetáculo "O Sonho de um Homem Ridículo", uma adaptação teatral do célebre conto de Fiódor Dostoiévski. A montagem estreia em setembro no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, e já tem circulação prevista para a capital do Rio de Janeiro e outros estados do país.

A peça acompanha a jornada de um homem imerso em uma profunda crise existencial e desiludido com a humanidade. Ao adormecer, o personagem atravessa uma experiência reveladora. O enredo aborda temas como depressão, solidão, busca por sentido e compaixão no mundo contemporâneo. Com 60 minutos de duração e classificação indicativa de 14 anos, a montagem busca criar uma conexão íntima e direta com o público.

A escolha da obra literária marca um momento especial na trajetória profissional do artista.

– Este é meu primeiro espetáculo solo. Desde que me formei ator já vivenciei linguagens variadas de interpretação: drama e comédia, audiovisual e teatro, direção e interpretação, protagonistas e coadjuvantes. Quando me deparei com o texto de Dostoiévski senti que estava diante de uma literatura que eu adaptaria para o teatro porque acho a mensagem importante - contou em conversa com a Folha.

Transpor a obra de um dos maiores nomes da literatura mundial para os palcos exigiu um cuidado minucioso do ator e da equipe de produção. Um dos grandes desafios dessa missão, segundo ele, foi transformar o texto literário em dramaturgia sem danificar o sentido profundo da mensagem de Dostoiévski. 

– Quem abre as páginas do conto pode, eventualmente, voltar um parágrafo e reler para aprimorar o entendimento. Pode se sentir impactado por algum trecho e fechar o livro por algum tempo para depois retomar. Já no texto adaptado, tudo acontece no aqui e no agora característicos da arte do teatro, o irrepetível momento do tudo ou nada. É um desafio para a direção e para a atuação manter a conexão total com o público para que a mensagem seja íntegra, honesta e profunda - revelou. Para contar a história, a composição do palco será minimalista: apenas uma cadeira, um tapete e todo o espaço livre disponível para a atuação. 

Formado pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), Daniel Ericsson possui carreira com atuações no teatro, cinema e televisão. No audiovisual, participou do filme "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, e "Querido Embaixador", de Luiz Fernando Goulart. Nos palcos, protagonizou peças como "Tuja: um coração de Van Gogh" e "Bukowski - Bicho solto no mundo", além de ter dirigido "Não Quero Choro Nem Vela - Vida e Obra de Noel Rosa" e codirigido o musical "Amargo Fruto - A Vida de Billie Holiday". Em "O Sonho de um Homem Ridículo", além de atuar, ele também assina a adaptação do texto.

Já a concepção do espetáculo conta com a direção de Francisco Paz, cientista social, ator e diretor do Gran Cine Bardot, em Búzios. Formado em Buenos Aires nos estúdios de Carlos Gandolfo e Agustin Alezzo, além de dirigir o monólogo, Francisco também está em cartaz na cidade do Rio de Janeiro com o espetáculo “O Talentoso Ripley”. A equipe técnica conta ainda com Roberta Sampaio, profissional responsável pela comunicação visual e pela concepção do figurino.

– Os ingressos serão colocados à venda muito em breve, e a melhor forma de acompanhar o processo, as datas e locais de apresentação é seguir nossa rede social oficial (@homemridiculoteatro) - destacou Daniel.
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			<title><![CDATA[Revista Nossa Tribo retoma circulação em Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-08-01T20:03:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Depois de um intervalo de seis anos, a revista Nossa Tribo, do jornalista José Correia, está de volta. A edição de relançamento chegou ao público neste mês de julho com reportagens sobre o centenário da ponte Feliciano Sodré, a temporada das baleias e o K-36 (o zeppelin que caiu em Arraial do Cabo) entre outros assuntos.

Lançada pela primeira vez em 2009, a revista teve circulação  suspensa pouco tempo depois, quando José Correia assumiu a Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. A retomada do projeto aconteceu em 2013, com circulação bimestral, e depois trimestral, e seguiu até 2020, quando chegou a pandemia.

– A Covid determinou a suspensão da edição da revista, na medida em que se acreditava que o vírus sobrevivia por 72 horas em qualquer superfície. Mas havia uma vontade de retorno. Este momento em que a ponte Feliciano Sodré completa 100 anos foi a senha para retomarmos o caminho, na medida em que a linha da revista é voltada para temas da história, literatura, artes, enfim, o perfil da cultura regional, valorizando o que se pensa e o que se produz em nosso território – contou José Correia em conversa com a Folha. 

Com esta edição de relançamento, já são 30 edições publicadas da revista Nossa Tribo, que vai contar histórias divididas em um total de 16 páginas.

– Mudamos de gráfica, uma das melhores do Rio de Janeiro. Mas a linha (editorial) continua a mesma: história, meio ambiente, literatura, ensaios, informações culturais, arte, o que se relaciona à criação e à pesquisa sobre o nosso território – revelou José Correia.

Sobre o processo de criação das pautas, o jornalista lembra que o fato de a revista ser trimestral ajuda a pensar melhor cada edição. Os textos, segundo ele, “são bem trabalhados, procurando sempre revelar aspectos culturais e históricos que muitas vezes passam despercebidos”. 

– Há um conteúdo muito bom que é aproveitado por alguns professores como fonte de pesquisa. Como sempre tivemos a colaboração de escritores e pesquisadores importantes de Cabo Frio e de nossa região, isso reforça a revista. Creio que muitos textos, entrevistas e pesquisas marcaram essas edições. Por exemplo, cito, de memória, a entrevista com o piloto da Aeronáutica, o cabo-friense Francisco Ferreira Novellino, quando no dia 21 de maio de 1951 passou por debaixo da ponte Feliciano Sodré com o monomotor que pilotava. Uma revelação: acreditava-se que João Querubim havia sido morto em 1 de janeiro de 1907 no Centro de Cabo Frio com apenas um tiro: através de pesquisa descobrimos que, como marca da violência naquele momento, ele havia sido morto com 13 tiros. Outra revelação que se deve à pesquisa: Cabo Frio não é a sétima cidade mais antiga do Brasil, mas a quinta. Oficialmente há uma dificuldade do município aceitar essa informação. Parece que o número sete é forte, é cabalístico. Mostramos que a informação da Igreja Matriz, de que foi erigida em 1615, é equivocada. Também que os primeiros habitantes da cidade de Cabo Frio a partir de 1615 foram os Goitacás vindos do Espírito Santo. Enfim, cada número é uma revelação – contou José Correia.

Sobre a reestreia da revista, ele afirma que os leitores podem esperar por muitas novas histórias e revelações.

– Entendo que, numa boa, há um quixotismo no que fazemos, que é procurar vencer os moinhos da indiferença e de um sério desconhecimento dos valores de nossa terra e de nossa gente. O que também nos dá força é o apoio daqueles amigos que amam as nossas coisas. Depois de seis anos, a cidade revela muitas mudanças. E, como sempre, temos de procurar vencer os desafios – contou.
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			<title><![CDATA[Inea confirma esgoto sem tratamento na Laguna de Araruama
]]></title>
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			<updated>2026-08-01T20:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Laguna de Araruama tem trechos com concentração de bactéria de origem fecal acima do limite considerado seguro para banho, segundo relatório de vistoria do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) divulgado no dia 21. O documento atribui a degradação ao despejo contínuo de esgoto sem tratamento em São Pedro da Aldeia. O trabalho atendeu a requisição do Ministério Público do Rio, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Araruama.  

Em nota à Folha, a Prolagos afirmou que "o relatório refere-se a uma única coleta e não a um monitoramento sistemático e conclusivo".
"Os resultados indicam, de forma geral, condições adequadas, tanto da água como do fundo da laguna, o que está compatível com os boletins de balneabilidade das praias de São Pedro da Aldeia, emitidos pelo próprio Inea", diz a concessionária.

Segundo o Inea, no trecho junto ao condomínio Olga Diuana Zacarias, a concentração de enterococos passou de 24 mil NMP por 100 mL. O limite de balneabilidade é de 100. No Camerum, o índice foi de 260; no trecho da laguna junto à rodovia, de 330.

O excesso de matéria orgânica alterou a química da água, segundo o Inea. No ponto do Olga Diuana Zacarias, o carbono orgânico total chegou a 92,3 mg/L, com altas concentrações de nitrogênio amoniacal, fósforo total e clorofila a. No trecho da rodovia, o nitrato atingiu 6,7 mg/L. Com a decomposição dessa carga orgânica, o oxigênio dissolvido caiu a 3,9 mg/L em Baixo Grande e a 4,8 mg/L no Olga Diuana Zacarias — abaixo do mínimo de 5 mg/L de que a vida aquática precisa.

Na Pitória e no centro de São Pedro da Aldeia, as cianobactérias responderam por mais de 80% dos organismos identificados na água. Esses microrganismos podem produzir toxinas nocivas a pessoas e animais. O laudo registra ainda cobre dissolvido acima do padrão na maioria dos pontos, o que o Inea atribui a despejo industrial ou à corrosão de estruturas metálicas urbanas.A vistoria foi feita em 22 de junho por equipes do Servmag (Serviço de Monitoramento Qualitativo das Águas), do Inea, com apoio da superintendência regional do órgão e da Secretaria de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia. Foram coletadas amostras em dez pontos entre a praia do Siqueira, em Cabo Frio, e São Pedro da Aldeia. As equipes encontraram lodo em todos eles e odor forte perto da ETE (estação de tratamento de esgoto) da praia do Siqueira e na área do Mossoró.

De outro lado, a Prolagos sustenta que, "dos dez locais avaliados, apenas em um ponto de coleta, situado próximo ao condomínio Olga Zacharias, na saída do canal do Mossoró, foram observados resultados fora dos padrões". Diz ainda a concessionária que "este é um local com acúmulo histórico de despejos irregulares de esgoto, onde a empresa construiu, recentemente, um cinturão de proteção justamente para impedir novos despejos na laguna, através deste canal".

 "Cabe ressaltar que a concessionária realizou nesta quinta-feira (30) uma reunião com representantes do INEA onde foi discutida a proposta de realizar, em conjunto, o monitoramento contínuo da lagoa de forma sistemática e mais abrangente". 

Segundo o despacho a que a Folha teve acesso, relatos de pescadores e vídeos anexados ao processo indicam que os despejos se repetem desde 2023. Ainda em nota, a Prolagos enfatizou investimentos recentes, como um pacote de R$ 450 milhões para a modernização da ETE São Pedro, inaugurada ano passado.
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			<title><![CDATA[Prolagos lança campanha para trocar óleo de cozinha usado por detergente

]]></title>
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			<updated>2026-07-30T10:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quem tem óleo de cozinha usado em casa poderá trocar o resíduo por um detergente de 500 ml em qualquer uma das lojas de atendimento da Prolagos a partir de agosto. A cada dois litros de óleo entregues em garrafas PET fechadas, o morador recebe um frasco do produto de limpeza.

A iniciativa integra o programa "De Olho no Óleo" e busca evitar que o óleo de cozinha seja despejado em pias, vasos sanitários ou ralos. Segundo a concessionária, o descarte incorreto do óleo de cozinha provoca o entupimento das tubulações de esgoto, gerando extravasamentos na rede pública e poluição ambiental.

A analista de Responsabilidade Social da Prolagos, Chayanne Santos, explica que a mudança de hábito traz benefícios diretos para a infraestrutura urbana e para o meio ambiente.

– O descarte correto do óleo de cozinha é uma atitude simples, mas que faz toda a diferença para o meio ambiente e para o sistema de saneamento. Com essa ação, queremos incentivar cada vez mais pessoas a adotarem esse hábito e se tornarem multiplicadoras dessa prática dentro de casa e na comunidade - revelou.

Após o recolhimento, o material armazenado será encaminhado para reciclagem, onde passará por processamento para ser transformado em sabão.

– O De Olho no Óleo vai além da coleta de resíduos. É um projeto de conscientização que mostra como podemos contribuir para a preservação do meio ambiente e para o funcionamento adequado da rede de esgoto. O detergente é uma forma de reconhecer e incentivar quem faz a escolha certa - explica a coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos, Aline Araújo.

A troca será realizada por tempo limitado, enquanto durarem os estoques em cada loja. Em Cabo Frio a troca do óleo por detergente acontece na loja da Avenida Nossa Senhora da Assunção, 1, Centro, e na Avenida Independência, Lote 16, Quadra 15, lojas 8 e 9, Unamar (Tamoios). Em São Pedro da Aldeia, o atendimento será na loja da Avenida Francisco Coelho Pereira, 303, Centro; em Arraial do Cabo na Rua Rui Barbosa, 48, Praia dos Anjos; em Iguaba Grande na Rua Nossa Senhora de Fátima, 15, Centro, e em Búzios na Avenida José Bento Ribeiro Dantas, 5400, lojas 2 e 3, Manguinhos.
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			<title><![CDATA[Após mais de 30 anos, Bloco Unidos da Parókia resgata tradicional Arraiá em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-29T19:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para quem já sente falta da alegria do Carnaval, o Bloco Unidos da Parókia vai unir o som da bateria ao da sanfona neste sábado (1º). Após mais de 30 anos, a agremiação mais tradicional de Cabo Frio promove o retorno do Arraiá do Parókia, a partir das 17h, na Rua Jorge Lóssio. 

A festa promete muita música, apresentação especial de forró, barracas de comidas típicas e bebidas, espaço kids e outras atrações. Um dos momentos mais esperados é a quadrilha, que contará com a participação da Cia Down Dance.

À frente da gestão do Parókia há pouco mais de um mês, a nova presidente  do bloco, Débora Machado, afirma que a expectativa é que o evento fortaleça o calendário cultural da agremiação. 

"Queremos que as pessoas venham celebrar com a gente não só no Carnaval. Retomar o arraiá, assim como o Papai Noel foi retomado pela Fernanda Carriço em 2025, é motivo de muita alegria. Nosso desejo é que o Parókia esteja presente durante todo o ano", destacou, antes de lembrar que a retomada do evento também tem um significado especial.

"Viver o retorno dessa festa é como reviver uma parte da minha infância. Assumir essa responsabilidade, dois meses após a perda do meu pai, também torna tudo muito pessoal. É uma forma de retribuir o amor que ele me ensinou a ter pelo bloco e cuidar dessa história para que ela continue viva", disse, relembrando Seu Binho, fundador do bloco.

Para curtir a festa e apoiar o bloco, a orientação é que o público vista a roupa típica de arraiá, não leve garrafas de vidro e consuma bebidas na barraca do bloco. 

Ainda segundo a organização, a festa será aberta a todos e, além de celebrar a tradição e reunir foliões fora do Carnaval, tem caráter beneficente. De acordo com Débora, toda a renda obtida com a venda de bebidas pelo bloco será destinada à formação de um caixa para viabilizar futuras ações sociais e culturais, como o tradicional Papai Noel do Parókia e os preparativos para o Carnaval de 2027.

Serviço - Arraiá do Parókia
- Data: sábado (1º), a partir das 17h
- Local:  Rua Jorge Lóssio, 297 - Centro, Cabo Frio (na esquina com o Corpo de Bombeiros)
- Entrada aberta e gratuita.
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			<title><![CDATA[Secretário que elevou IDEB de 4,2 para 8,8 no Ceará vai compartilhar estratégias em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-29T19:31:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Como transformar uma rede municipal de ensino em referência nacional em alfabetização? Essa é uma das perguntas que estarão em debate no Líderes Educacionais, congresso voltado à formação de gestores escolares que será realizado nos dias 30 e 31 de julho, no Tamoyo Esporte Clube, em Cabo Frio.

Um dos destaques da programação será o educador Raí Mota (foto) , que foi, por 20 anos, secretário de Educação de Cruz (CE), município que se tornou referência pelos resultados alcançados na educação pública. Desde 2007, a cidade elevou seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos anos iniciais de 4,2 para 8,8 e alcançou 98% de crianças alfabetizadas, segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Durante a palestra "Quais são os segredos de um município campeão de resultados no IDEB/SAEB?", Raí Motta apresentará as estratégias adotadas ao longo de duas décadas de atuação na rede municipal.

"Saímos de um IDEB de 4,2 para 8,8 e hoje somos referência em alfabetização, com 98% das crianças alfabetizadas. Esse resultado é fruto de um trabalho de fortalecimento da gestão escolar, dos professores e do acompanhamento pedagógico realizado pela secretaria. Vamos compartilhar essa trajetória em detalhes, mostrando estratégias práticas que podem ser desenvolvidas por redes de pequeno e médio porte para alcançar bons resultados", afirma.

Promovido pelo Instituto Conhecer, o Líderes Educacionais reunirá especialistas de diferentes estados para discutir temas que fazem parte da rotina dos gestores escolares. A programação abordará liderança, alfabetização, avaliação educacional, saúde emocional, ética, gestão de equipes, processos administrativos e desenvolvimento de escolas mais eficientes.

Entre os palestrantes confirmados estão ainda Vicente Falcão (ES), Sayonara Gil (ES), Osório Souza (RJ), Virgínia Rocha (RJ), Eduardo Shinyashiki (SP), Rebeca Correia (RJ), Brunela Santos (ES), Gislene Nara (ES), Valéria Grafanassi (ES), Lucas Fonseca (ES), Aldrian Matoso (PR), Sophia David (SP) e Kildria Gigante (BA).

O evento dá sequência às iniciativas recentes de eventos sobre educação na Região dos Lagos em 2026, após a realização do Congresso Brasileiro de Inclusão e do Congresso Brincar, ambos em Saquarema, reforçando a região como um importante polo de formação continuada para profissionais da educação.

As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo site https://lidereseducacionais.com.br/. Mais informações também podem ser obtidas pela Central de Atendimento: (27) 99901-0145.
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			<title><![CDATA[Arquivo Folha dos Lagos: A arte do poeta Victorino Carriço, o Santinho]]></title>
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			<updated>2026-07-29T13:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O poeta Victorino Carriço, apelidado carinhosamente como "Santinho", nasceu em 29 de julho de 1912, em Cabo Frio. Em 12 de abril de 1997, a Folha dos Lagos dedicou a página 3 do suplemento cultural Caderno à sua obra. A página reproduziu o prefácio que o professor Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, escreveu para "Mar e Amar", primeira obra poética de Carriço, em março de 1965. Tonga morreu em janeiro daquele ano de 1997, três meses antes da publicação.

O texto descreve poeta como um homem simples, cuja inspiração vinha do cotidiano de Cabo Frio. Do próprio Victorino, a página trouxe os sonetos "Não" e "Crepúsculo", além de um texto em prosa sobre o ofício de escrever, no qual afirma: "no jardim do Poeta, todas as flores têm espinhos".

 "É preferível uma careta sincera do que um sorriso hipócrita" — Victorino Carriço.

Leia abaixo o texto completo: 

Folha dos Lagos — Caderno, p. 3
Sábado, 12 de abril de 1997 — Região dos Lagos

A arte de Santinho

A arte de Victorino Carriço e a paixão do professor Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, pela genialidade do poeta

(*) Tonga

"Não pense que vou me colocar na posição de frio e imparcial julgador do seu trabalho. Não. Primeiro, porque a frieza é incompatível com a maneira de eu apreciar as boas coisas feitas pelos meus amigos. Segundo, porque a imparcialidade, ainda que eu confesse a minha fraqueza, não poderia existir de mim para você; sendo eu o juiz. Resolvi então, deixar aos críticos o julgamento cru da sua obra. Eles que digam de escolas e tendências, de rima e de métrica da sua poesia. Eu li e gostei. É tudo. Não me proponho daqui, analisar o que está escrito, mas, sim, quem escreveu.

Pretendo apenas, dizer da minha satisfação, por ver que quando começam a lhe tingir os cabelos, os primeiros respingos brancos, você cumpre a promessa de fazer publicar um livro escrito por você. Isso pra mim é suficiente.

Bem sei, que esse livro é fruto da sua imaginação, da sua insaciável sede de viver no belo e irreal mundo da poesia. Sei que é o somatório de muitas horas de introspecção, sozinho diante do mar, fitando a branca onda que se corcova na imensidão líquida; ou a fugidia gaivota, que acena do azul infinito. Sei que o cenário de "Mar e Amar" é esta terra florescente que trescala sutis aromas do solo semi-virgem. Sei que é fitando o serpentear infindo das areias da Praia Grande; ou a eterna resistência do Forte São Matheus, que busca o ritmo de um gostoso soneto (...)

Dizer, por exemplo, que você é um homem simples, um amigo simples, um poeta simples. Que tem no seu pequeno e pródigo mundo cabofriense, o grande êmbolo que impulsiona sua inspiração. Que as suas rimas saltam com a cadência monótona da lânguida onda, que se esparrama preguiçosa, na alva areia da Enseada dos Anjos.

Dizer que você é um homem singular, porque encontra a cada fato comum do cotidiano, uma razão de ser, para a sua filosofia da vida; suas máximas e pensamentos.

Que você é capaz de filosofar desde uma simples derrota do América, seu clube, até o mais aflito estado d&#39;alma de um amigo seu. (...) Dizer finalmente que você tem um coração grande, como grande é amizade que lhe dedico... e diria muita coisa ainda.

Cabo Frio, março de 65."

() Transcrito do livro "Mar e Amar". Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, prefaciou os três livros de Victorino. 

*********

Não

Victorino Carriço — Transcrito do livro "Mar e Amar" (1965)

Quando eu morrer, não quero que ninguém,
Lamente a Minha morte, por favor!
Ninguém me quis, não encontrei alguém,
Que neste mundo me tivesse amor.

Caminhei só e sofri também,
Bebi na vida a taça do amargor.
Falsos soluços e prantos por desdém;
Não levam a minha alma ao Criador.

Prefiro espinhos do que flores dadas,
Por mãos que outrora a mim foram negadas;
Com asco de apertarem as minhas pobres mãos.

Me deixem em paz, então, no Campo Santo;
Na cova funda, areia como manto,
Sepultarei os meus desejos vãos.

*********

Crepúsculo

Victorino Carriço — Transcrito do livro "Se Voltares..." 1970

Zizi, senta-te a mim, estamos a sós.
Preciso preparar-te: estou chegando ao fim...
Choremos as ilusões que já deixaram nós,
Eu choro a mocidade que já passou por mim...

A lei é imutável: nascer... viver... morrer... Não houve a minha voz?...
Chega-te mais... olha-me sempre... Porque chorar assim?...
Sigamos a realidade; eis a verdade atroz!
Se somos tão felizes, que queres mais enfim?

O nosso matrimônio abençoado foi, graças a Deus;
Um lar cristão, graças a ti, ensinamentos teus;
Buscando em orações o nosso Criador.

Na minha luta inglória e tão desesperada...
Deixo-te apenas os filhos, um lar; é pouco, é quase nada.
Mas ficará contigo esta certeza enorme do meu grande amor...

********

Seja qual for o destino de meus versos, eu ficarei satisfeito.

Não foi fácil chegar ao fim; e quão difícil foi ter começado.

A estrada do poeta é longa; e a minha não poderia ser diferente.

Quantas desilusões!... Quantos sonhos desfeitos!

Quantas perdas irreparáveis. Entre outras coisas a minha mocidade... Ah! a mocidade! Como é preciosa e, como passa depressa. É a fase da velocidade. A minha tinha asas: parece que voou. Quantas ingratidões! Amigos entre aspas: colegas vaidosos, e outras coisas mais. Depois de tudo isso, a gente fica num estado de morbidez, estado esse, que nos faz triste para o resto da vida. Por isso que dizem que o Poeta é um homem triste. Concordo.

No jardim do Poeta, todas as flores têm espinhos. Muitos sofrimentos, poucas alegrias. O sofrimento em nós é igualmente a parasita na árvore: agarra-se, cresce e vive a existência da árvore. A alegria em nós é igualmente a essência em vidro mal arrolhado: evapora-se.

Transcrito do livro "Mar e Amar", de 1965.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá mais de vinte voos fretados da Argentina, a partir de janeiro de 2027]]></title>
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			<updated>2026-07-29T09:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[A partir de janeiro de 2027, Cabo Frio volta a receber voos fretados vindos diretamente da Argentina para o Aeroporto Internacional de Cabo Frio. As linhas aéreas partirão de Córdoba e serão destinadas exclusivamente a visitantes que se hospedarão no município cabo-friense.

Com voos fretados aos domingos a partir do dia 3 de janeiro de 2027 e seguindo até março, serão cerca de três mil argentinos desembarcando para conhecer e apreciar Cabo Frio. Ao todo são 24 novos vôos da Companhia aérea Andes Líneas Aéreas, de Buenos Aires. As passagens para os embarques serão vendidas exclusivamente no local de destino. Além dos voos fretados, o município voltará a receber dezenas de voos regulares, fazendo essa ligação direta entre Cabo Frio e Argentina durante toda a alta temporada.

Visando ofertar um turismo com diversas experiências, um receptivo especial será preparado para receber os turistas hermanos. O período de estadia na cidade incluirá roteiros além das praias, com trilhas, prática de canoa havaiana, visita aos parques naturais, ida à Rua dos Biquínis, Shopping e muito mais.

O secretário de Turismo de Cabo Frio, Davi Barcelos, reforçou a importância do fortalecimento institucional e turístico entre os destinos.

“Essa retomada é um grande avanço para Cabo Frio como destino turístico, é a chegada de turistas que vêm exclusivamente para a nossa hotelaria, promovendo movimento e fortalecimento econômico local em nossa cidade. Ainda teremos novos anúncios com a volta dos voos regulares, que deverão movimentar ainda mais a alta temporada. Estaremos prontos para acolher esses visitantes, mostrando essa Cabo Frio turisticamente diversa, muito além das praias. Nossos guias estarão orientando os grupos e os auxiliando. Essa é mais uma ativação do aeroporto de Cabo Frio com voos comerciais, não apenas com helicópteros offshore como ocorria”, finalizou Davi.
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			<title><![CDATA[Tartaruga marinha debilitada no Canto da Praia do Forte é resgatada pela Guarda Civil Municipal

]]></title>
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			<updated>2026-07-28T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Nesta terça-feira (28) o Grupamento Marítimo e Ambiental da Prefeitura de Cabo Frio realizou o resgate de uma tartaruga marinha. O animal foi encontrado debilitado entre as pedras, no Canto da Praia do Forte.

A equipe foi acionada pelo Centro de Controle Operacional (CCO) e realizou o recolhimento do animal, que foi encaminhado ao Projeto Albatroz para avaliação e os cuidados necessários.

O Grupamento Marítimo e Ambiental integra a estrutura da Guarda Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança e Ordem Pública, e atua em ocorrências relacionadas à proteção ambiental e ao atendimento de animais marinhos e silvestres encontrados em situação de vulnerabilidade.

Segundo a inspetora sênior Verônica Lorosa, o acionamento rápido permitiu que o animal fosse recolhido e encaminhado para uma instituição especializada.

“Assim que recebemos o chamado pelo CCO, nossa equipe foi até o local e realizou o recolhimento da tartaruga. O animal estava debilitado e precisava de avaliação especializada, por isso fizemos o encaminhamento ao Projeto Albatroz, que dará continuidade aos cuidados necessários”, explicou.

A Prefeitura orienta que a população não toque, retire do local ou tente devolver ao mar animais marinhos encontrados debilitados ou encalhados. A recomendação é manter distância e acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

 Soltura de uma coruja

Além do resgate da tartaruga marinha, o Grupamento Marítimo e Ambiental, também realizou, nesta terça-feira (28), a soltura de uma coruja encontrada em uma residência, na Vila do Sol.

Após o recolhimento, o animal passou por avaliação da equipe, que constatou boas condições de saúde. A coruja foi então devolvida ao seu ambiente natural, seguindo os procedimentos adequados para a preservação da fauna silvestre.
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			<title><![CDATA[Festival de Mariscos e Crustáceos de Cabo Frio chega ao Peró neste fim de semana]]></title>
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			<updated>2026-07-28T17:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O bairro do Peró, em Cabo Frio, vai receber mais uma edição do Festival de Mariscos e Crustáceos. Trazendo o melhor dos sabores do mar, o evento vai reunir boa música e gastronomia na Praça do Moinho, entre sexta-feira (31) e domingo (02). Dentro da programação de eventos de Inverno 2026 da cidade, o festival é mais uma atração promovida pela Prefeitura de Cabo Frio. 

Voltado ao público de todas as idades, o Festival de Mariscos e Crustáceos vai movimentar o bairro do Peró com um cardápio variado com pratos feitos à base de camarão, lula e peixe, como yakisoba; ceviche; pastel; croquete; marisco à moda; marisco à dorê; e marisco à marinheira, entre outros. Os pratos terão valor único de R$35. As barracas vão funcionar na sexta (31) das 18h às 00h, no sábado (01) e domingo (02) das 12h às 00h. 

Além da boa comida, a programação conta ainda com shows para animar o fim de semana de moradores e visitantes que escolherem o bairro para se divertir. Na sexta (31), abrindo o festival, o cantor Luiz Miguel sobe ao palco a partir das 20h; a partir das 22h é a vez do grupo de pagode Paixão Nacional. 

No sábado (01), o cantor André Viana se apresenta às 20h, e, em seguida, o grupo Ibs7 comanda a festa com muito pagode, às 22h. Para encerrar o Festival, o domingo (02) começa com o grupo Musiversos, animando a tarde às 16h. O cantor sertanejo Léo Parazi fecha a programação musical às 20h. 

SERVIÇO: 

Festival de Mariscos e Crustáceos de Cabo Frio
Local: Praça do Moinho, Peró
De sexta (31) a domingo (02)
Valor único por prato: R$35 

funcionamento das barracas:
sexta 18h às 00h / sábado e domingo: 12h às 00h.

Shows: 
Sexta (31):
20h:  Luiz Miguel 
22h: Paixão Nacional 

Sábado (1º)
20h: Andre Viana
22h: Ibs7 

Domingo (02)
16h:  Musiversos
20h: Leo Parazi
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			<title><![CDATA[Iphan aprova novo projeto e libera reforma da Praça das Águas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-28T16:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou à Folha que já liberou a reforma da Praça das Águas, na Praia do Forte, em Cabo Frio. No começo do mês o órgão havia determinado paralisação imediata da obra feita no local pela Prefeitura de Cabo Frio. Segundo o instituto, o processo de aprovação do projeto ainda não havia sido concluído e, por isso, as intervenções não podiam continuar até que os ajustes necessários fossem realizados. De acordo com Carina Mendes, todas as questões já foram solucionadas.

A Praça das Águas foi inaugurada em 2013, durante o governo do então prefeito Alair Corrêa. O investimento foi de cerca de R$ 12 milhões. O projeto original incluía um grande espelho d&#39;água, que acabou sendo desativado anos depois por falta de manutenção.

No último dia 15 de junho o prefeito cabo-friense, Serginho Azevedo, anunciou uma grande reforma no espaço. Segundo o governo municipal, a proposta busca resgatar e valorizar a identidade da praça, unindo lazer, convivência e atratividade turística em um ambiente moderno e acolhedor. O principal diferencial do projeto é a incorporação de soluções tecnológicas voltadas à interação e à experiência dos usuários, como fontes interativas destinadas ao uso recreativo da população, especialmente das crianças, promovendo momentos de lazer e ampliando as possibilidades de apropriação do espaço urbano de forma lúdica e segura.

O projeto também prevê a requalificação completa de toda a estrutura com novo paisagismo, áreas de convivência, iluminação cênica, iluminação e trilha sonora, além de uma arquibancada integrada ao conceito arquitetônico da praça, inspirado na forte relação histórica de Cabo Frio com o mar e a água. Em nota, a Prefeitura informou que em toda a área, “o desenho explora formas orgânicas e fluidas, remetendo ao movimento natural das ondas, enquanto o branco predomina na composição visual, em referência às areias claras que caracterizam as praias do município”.

Além de uma nova identidade visual, o espaço também vai ganhar um novo nome: "Praça Encantada das Águas". A previsão de conclusão é para novembro deste ano. 



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			<title><![CDATA[Base Aeronaval de São Pedro vai promover evento gratuito com portões abertos]]></title>
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			<updated>2026-07-27T10:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) vai promover, no próximo dia 2 de agosto, das 9h às 17h, mais uma edição do tradicional evento Portões Abertos. Com apoio da Prefeitura da cidade, a programação terá demonstrações operacionais, apresentações aéreas, exposições militares, atrações culturais e atividades educativas. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente através da plataforma Sympla.

De acordo com a Marinha do Brasil, a expectativa é superar o número de visitantes registrados em 2025, quando mais de 40 mil pessoas participaram do evento. Entre as atrações confirmadas estão apresentações da Esquadrilha da Fumaça, da Esquadrilha Céu, da Acro Brazil Team e do AutoGyro, além de demonstrações de salto operacional, do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GruMeC) e exibições de aeronaves de caça e helicópteros.

A programação militar e operacional inclui ainda demonstrações com cães de guerra, apresentação do Pelotão de Ordem Unida Silenciosa e da Equipe de Operações Especiais Tonelero. Os visitantes também poderão conferir exposições estáticas de aeronaves, viaturas e equipamentos militares, além de entrar em carros de combate. O evento terá ainda ações educativas promovidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e exposições de carros antigos e motocicletas.

Na parte cultural, a agenda conta com apresentações da Banda Marcial e da banda FuziBossa, ambas do Corpo de Fuzileiros Navais. Para receber as famílias, o espaço no complexo aeronaval terá praça de alimentação, área gastronômica, espaço infantil e pontos de hidratação distribuídos pelo local.

Além do entretenimento, a iniciativa mantém o caráter social por meio da entrada solidária. A organização incentiva a doação de 1 kg de alimento não perecível por participante. Na edição de 2025, a arrecadação somou 11 toneladas de mantimentos, destinados a instituições socioassistenciais do município de São Pedro da Aldeia.

A Base Aérea Naval fica localizada na Avenida Comandante Ituriel, s/nº, no bairro Fluminense, em São Pedro da Aldeia. Os ingressos gratuitos são limitados (evento está sujeito à lotação). Atualizações sobre o evento podem ser conferidas no Instagram @aviacaonaval_portoesabertos. 
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio abre inscrições para editais culturais que somam R$ 510 mil]]></title>
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			<updated>2026-07-26T22:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Artistas, produtores e grupos culturais de Cabo Frio podem se inscrever a partir desta segunda-feira (27) em dois editais de fomento à cultura que, juntos, vão distribuir R$ 510 mil a 23 projetos. Os recursos vêm da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), instituída pela lei federal nº 14.399/2022.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, na plataforma de editais da prefeitura (editais.cabofrio.rj.gov.br), das 9h do dia 27 de julho até as 23h59 de 10 de agosto. Cada proponente pode inscrever apenas um projeto por edital.

O edital nº 14/2026, de Mostras Artísticas e Culturais e Produção Cultural, tem valor total de R$ 470 mil e vai selecionar 21 projetos: 11 na categoria mostras artísticas e culturais, com R$ 20 mil para cada um, e 10 na categoria produção cultural, com R$ 25 mil cada.

Podem concorrer pessoas físicas maiores de 18 anos, pessoas jurídicas com atividade cultural, MEIs (microempreendedores individuais) do setor e coletivos sem CNPJ representados por pessoa física. Em todos os casos, o edital exige comprovação de residência, sede ou atuação em Cabo Frio há pelo menos dois anos.

As inscrições poderão ser realizadas entre as 9h do dia 27/07/2026 até às 23h59 do dia 10/08/2026. As inscrições deverão ser realizadas por meio eletrônico, através do formulário digital, disponível no link a seguir: https://editais.cabofrio.rj.gov.br/

O edital nº 15/2026, de Apoio às Companhias Artísticas, tem valor total de R$ 40 mil e prevê a seleção inicial de dois projetos de companhias, grupos e entidades artísticas. Segundo o texto do chamamento, o número de vagas poderá ser ampliado se houver saldo de recursos da PNAB ou suplementação orçamentária. Nesse edital, o tempo mínimo de residência, sede ou atuação comprovada no município é de um ano.

Os editais foram publicados na edição nº 146 do Diário Oficial do município, de 22 de julho. É vedada a contemplação de mais de um projeto pelo mesmo proponente ou por integrantes de um mesmo grupo econômico.

Quem tiver dificuldade para se inscrever pela internet pode fazer a inscrição, em meio digital e com assessoria, no Proedi, na avenida Assunção, 855, no Centro.
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			<title><![CDATA[Cachalote-pigmeu resgatada em Cabo Frio não resiste aos ferimentos e morre em Araruama]]></title>
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			<updated>2026-07-24T15:31:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Morreu nesta sexta-feira (24) a fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) que foi resgatada nesta quarta-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio. A informação foi confirmada agora à tarde pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos) e pelo Instituto Albatroz. O animal passava por reabilitação no Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.

A cachalote media cerca de três metros de comprimento, pesava 350 kg, e segundo boletim divulgado, apresentava quadro de hipoglicemia, mordidas recentes identificadas como de um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões no ventre decorrentes de atrito com a areia da praia.

O animal apareceu pela primeira vez na orla de Cabo Frio na última terça-feira (21). Na ocasião o 18º Grupamento de Bombeiro Militar usou motos aquáticas para devolver o animal ao mar. Durante a noite, a fêmea voltou à faixa de areia, onde recebeu avaliação clínica, procedimentos veterinários e medicação de especialistas do GEMM-Lagos, vinculado ao Instituto BW. Na manhã de quarta, ela foi conduzido a águas mais profundas, depois da Ilha dos Papagaios, mas retornou à Praia do Forte onde encalhou de novo pouco depois. 

Com maquinário da Comsercaf, foi aberta uma piscina artificial na faixa de areia para acomodar o animal durante o atendimento. O Corpo de Bombeiros abasteceu a estrutura com água do mar. Em seguida, as equipes retiraram o cachalote da água e o levaram até a piscina, onde permaneceu sob monitoramento até a chegada do transporte, e transferência para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.

A causa da morte ainda não foi determinada. Segundo nota enviada à Folha, serão realizados a necropsia e os exames complementares necessários à investigação. O Instituto Albatroz informou ainda que a atualização do caso será feita quando houver resultados técnicos conclusivos. O grupo também reforçou que, em caso de avistamento de animais marinhos encalhados, vivos ou mortos, nas praias da Região dos Lagos, é preciso acionar o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), através do telefone 0800 991 4800. 

 
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			<title><![CDATA[Do Campo dos Cavalos ao segundo maior polo comercial, Jardim Esperança completa 54 anos]]></title>
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			<updated>2026-07-24T09:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Jardim Esperança, um dos bairros mais povoados e economicamente dinâmicos de Cabo Frio, acaba de completar 54 anos de fundação. Criado em 17 de julho de 1972 pelo então prefeito Otime Cardoso dos Santos, o local nasceu através de um projeto municipal que tinha como objetivo realocar uma comunidade que estava se instalando no entorno da Praia do Forte. Hoje, toda essa história está sendo documentada e catalogada no acervo do Centro de Memória Olhar da Perifa, que funciona no Ciep 458 Hermes Barcelos, situado na Estrada Velha de Búzios, nº 01, no Jardim Esperança.

Responsável pela supervisão técnica do Centro de Memória comunitário, Thammy Carvalho contou à Folha que antes de se tornar Jardim Esperança, toda aquela área era conhecida como Campo dos Cavalos. O antigo nome popular fazia referência à grande quantidade de cavalos que pastavam naquelas terras, pertencentes a três grandes fazendas da região: Monte Alegre, Assunção e Itapeba.

O bairro, que nasceu estritamente residencial, passou por uma grande transformação ao longo das últimas cinco décadas. Levantamento realizado pelo Plano Municipal de Mobilidade Urbana de Cabo Frio de 2019 revela que o Jardim Esperança se consolidou como uma área de alta densidade demográfica - sendo a segunda região mais populosa do município, com cerca de 3.125 habitantes por quilômetro quadrado (IBGE, 2017) - e como o segundo maior polo comercial da cidade. 

O documento também aponta que o bairro concentra postos de combustível, instituições de ensino, hospitais e postos públicos, atendendo aos moradores de todo o entorno, além de ter se tornado um dos maiores colégios eleitorais do município, responsável por eleger vereadores locais. Revela ainda que o Jardim Esperança deixou de ser apenas um bairro de Cabo Frio e se tornou um grande centro - chamado de “o Grande Jardim” - reunindo outras 17 localidades: Boca do Mato, Caminho de Búzios, Colinas do Peró, Monte Alegre I, Monte Alegre II, Morro do Limão, Parque Eldorado I, Parque Eldorado II, Parque Eldorado III, Pedacinho do Céu, Porto do Carro, Reserva do Peró, São Jacinto, Serra Pelada, Tangará, Valão e Vila do Ar.

Paralelamente ao desenvolvimento econômico, o Jardim Esperança construiu uma rica identidade cultural. Segundo Thammy, nas décadas de 1980 e 1990 o bairro se consolidou como um grande berço cultural em Cabo Frio, impulsionado por festas, casas noturnas e espaços dedicados a ritmos como forró, pagode e música de discoteca.

Para preservar toda essa história, Thammy Carvalho e Pierre de Cristo já conseguiram catalogar vários documentos e fotos do bairro. Muitos desses materiais foram doados por moradores. Entre as relíquias preservadas estão algumas edições do Jornal do Jardim (foto), com data de 1997, que reunia notícias, coluna social, classificados e anúncios do comércio de serviços do Jardim Esperança e de bairros vizinhos. O acervo também conta com registros sobre a trajetória do fundador do bairro, Otime Cardoso dos Santos.

– Além do jornal e da história que envolve a remoção feita pelo então prefeito Otime no início da década de 70, temos mapas da época que ainda o bairro era chamado de Campos dos Cavalos, e a frente da lagoa era bairro Fonseca, fundado por Antônio Luiz da Fonseca e seu sobrinho Américo Gomes da Fonseca - revelou.

Pierre lembra que o trabalho de expansão do Centro de Memória é contínuo e se fundamenta na colaboração ativa dos próprios moradores da localidade.

– O acervo continua sendo montado. Continuamos fazendo a captação de materiais com moradores antigos do Jardim Esperança, como fotografias, recortes de jornais, ou qualquer objeto que traga um pouco da história do bairro. A ideia é criar um acervo físico que conte realmente a construção do bairro, onde os moradores possam se ver e se identificar com a própria história nos moldes que hoje é como exemplo o Museu da Maré no Rio de Janeiro - informou.

Apesar da importância do trabalho, o pesquisador ressalta que os desafios do processo de consolidação de um acervo histórico comunitário são grandes.

– O acervo foi criado a partir de muitos anos de pesquisas sobre o território. Estávamos sonhando em um dia colocar tudo isso à disposição da população do Jardim Esperança, para conhecerem de fato a sua própria história, a história do bairro. A construção desse acervo demorou bastante tempo, pois envolve muitas questões, pesquisas, acesso a documentação, confiança das pessoas para doarem arquivos pessoais, então é um processo demorado, pois em muitos casos envolve objetos que produzem sentimentos familiares. Mas a construção desse acervo é muito importante. É a história da construção de suas identidades, dos primórdios dos primeiros habitantes até a contemporaneidade. Quando você conhece a sua história é mais fácil criar uma identidade própria. Então essa é a nossa contribuição para a população do Grande Jardim Esperança, deixar um legado de identidade histórica sobre suas ancestralidades, e com isso permitir que eles tenham referências do lugar onde vivem - explicou.
 
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			<title><![CDATA[Autoras da Região dos Lagos levam a literatura infantil e quilombola para a Flip em Paraty]]></title>
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			<updated>2026-07-23T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A literatura produzida na Região dos Lagos vai ganhar importante espaço internacional neste fim de semana. Escritoras de Cabo Frio e Iguaba Grande estão confirmadas na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que começou nesta quarta (22) e segue até domingo (26).

A escritora Jaqueline Brum, autora de "Aventuras na Laguna" (Sophia Editora), foi selecionada para a programação oficial. Nesta sexta (24) ela estará no estande da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Casa da Leitura e do Conhecimento) com o projeto “Contação de Histórias; Histórias Brincantes”. No mesmo dia, Luciane Quintanilha vai lançar o livro de poemas “Atalhos” (Sophia Editora) e o infantil “Luluga Aninha e Nino Canino”, às 10h, na Casa Gueto.

A jornalista e escritora Katyuscia Brito também estará na FLIP. Ela vai divulgar o romance "Rauai - O Patrão do Polígono da Maconha", publicado pela Sophia Editora. A obra, que explora o universo do crime no sertão nordestino, misturando ficção e realidade para retratar as complexas relações do mundo do tráfico na região, estará sendo distribuída gratuitamente em quantidade limitada.

Também jornalista, Andrea Morais, de Iguaba Grande, estará no evento pela primeira vez. A autora participa neste sábado (25), das 17h às 18h, de espaço dedicado aos autores independentes na Praça Aberta. Ela também está confirmada na Feira Literária de Araruama (FLA), que acontece no dia 16 de agosto, das 9h às 13h.

Além da estreia em Paraty, Andrea vive um momento marcante na carreira: este ano ela celebra 10 anos do lançamento do seu primeiro livro: em "Qualidades Adormecidas - ABC das Qualidades", ela busca despertar virtudes e trabalhar a valorização do ser. Ela também é autora da obra "Aninha, Robertinho e as Pipocas", com foco no incentivo à educação financeira infantil. A trajetória de Andréa na literatura foi tema da Escola Municipal Sapeatiba Mirim, na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), realizada este mês. 

A presença da Região dos Lagos em Paraty conta ainda com a participação da escritora, pesquisadora e professora quilombola Gessiane Nazário, de Cabo Frio. Além de ter a obra “Aspino e o Boi” (Sophia Editora) exposta na Casa da Favela, na última quinta (23), neste sábado (25), às 14h, a cabo-friense integra a mesa "Infâncias Negras" dentro da programação da quarta edição da Flip Preta, realizada de 24 a 26 de julho no Quilombo do Campinho. A atividade reúne ainda a escritora Taís Espírito Santo e a historiadora Silvana Santus, com mediação de Janaina Siqueira. 
 
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			<title><![CDATA[Cachalote-pigmeu resgatado na Praia do Forte responde bem a tratamento em Araruama]]></title>
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			<updated>2026-07-23T10:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) resgatada nesta quarta-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ), responte bem ao tratamento no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz, em Araruama. Ela responde bem aos cuidados recebidos e permaneceu clinicamente estável durante a noite, segundo a equipe veterinária do instituto.

O animal tem cerca de três metros de comprimento e 350 kg, e apresentava quadro de hipoglicemia, além de mordidas recentes identificadas como de um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões no ventre decorrentes de atrito com a areia da praia.

O primeiro encalhe foi registrado na tarde de terça-feira (21), no Canto do Forte. O 18º Grupamento de Bombeiro Militar usou motos aquáticas para devolver o animal ao mar.

Durante a noite, ele voltou à faixa de areia, onde recebeu avaliação clínica, procedimentos veterinários e medicação de especialistas do GEMM-Lagos, vinculado ao Instituto BW. Na manhã de quarta, foi conduzido a águas mais profundas, além da Ilha dos Papagaios, mas encalhou de novo pouco depois. A prefeitura isolou a área durante a noite e a madrugada, para evitar a aproximação de pessoas e animais, enquanto os especialistas atendiam o cachalote.

Com maquinário da Comsercaf, foi aberta uma piscina artificial na faixa de areia para acomodar o animal durante o atendimento. O Corpo de Bombeiros abasteceu a estrutura com água do mar. Em seguida, as equipes retiraram o cachalote da água e o levaram até a piscina, onde permaneceu sob monitoramento até a chegada do transporte.

Na etapa final, uma retroescavadeira içou o animal até um caminhão, que o transportou para Araruama.

Caso presencie animais encalhados, vivos ou mortos, na extensão de praias da Região dos Lagos, acione o PMP-BC/ES discando 0800 991 4800. O serviço de resgate funciona 24 horas.
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			<title><![CDATA[Pescadores denunciam abandono do Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-20T13:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Duas décadas após ser construído, o Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio, está abandonado. Pescadores que ocupavam os cinco boxes do local hoje trabalham em uma calçada, expostos ao sol e à chuva. Isso porque o prédio, erguido em 2006, precisou ser desocupado há alguns anos por falta de manutenção. Em entrevista ao programa "Amaury Valério", nesta quarta-feira (15), um pescador identificado como Narciso contou que há anos tenta, sem sucesso, uma solução com o governo municipal.

Localizada na rua do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, ao lado da Escola Municipal Vereador Leaquim Schuindt, a estrutura fica afastada do centro comercial do bairro. Segundo Narciso, o endereço sempre foi um problema.

— Chegamos a fazer um abaixo-assinado e a reunir 700 assinaturas de pessoas da comunidade pedindo para tirar o Mercado de Peixe daqui e levar para outro local, porque aqui é afastado, longe do comércio do Jardim. Ficamos sozinhos e abandonados nesse prédio por muito tempo, até que ele desmoronou e tivemos que ir para a rua, onde estamos até hoje aguardando uma resposta do governo, que ficou de conversar com a gente e, até agora, nada — contou Narciso. 

Para ele, o ideal seria a transferência do Mercado de Peixes para o prédio (também abandonado) do que seria o Restaurante Popular, de frente para a estrada Cabo Frio-Búzios.

A Folha entrou em contato com a Prefeitura de Cabo Frio e questionou a existência de projetos para a reforma dos dois prédios e a possibilidade de realocação dos pescadores do bairro, mas não houve resposta.

Em 2013, o então vereador Achilles Barreto apresentou indicação solicitando ao prefeito Alair Corrêa a reforma do mercado. Na justificativa, o legislador afirmou que, embora o local não atendesse plenamente aos peixeiros devido à sua localização (que dificultava o acesso dos consumidores), ele necessitava de reforma e ampliação. O pedido não foi atendido.

Ao longo dos últimos anos, outros dois vereadores também solicitaram obras no prédio: em 2019, a indicação foi apresentada por Nenel do Jardim e, em 2021, por Alexandre da Colônia. Nos dois casos, o pedido de reforma vinha junto com a denúncia de que a estrutura estava funcionando em estado precário, prejudicando pescadores e consumidores. A revitalização estava prevista na Lei Orçamentária de 2019 e também no Plano Plurianual de 2023 (com valor de investimento de R$ 200 mil).

No ano passado, o vereador Johnny Costa apresentou indicação pedindo que o espaço fosse destinado à instalação da Casa da Gestante. 
Restaurante Popular – Já o prédio do Restaurante Popular do Jardim Esperança acumula impasses desde 2009, quando o então prefeito Marquinho Mendes anunciou um convênio entre a Prefeitura de Cabo Frio e o governo do Estado. Em novembro daquele ano, foi assinado um contrato de repasse com o Ministério do Desenvolvimento Social, no valor de R$ 1,4 milhão, para a execução da obra: o dinheiro foi integralmente liberado para os cofres municipais. A proposta era construir um prédio público que pudesse oferecer refeições a R$ 1, dentro do programa estadual de Restaurantes Populares.
Segundo Claudia Magalhães, coordenadora de Convênios da Prefeitura na época, o contrato inicial previa uma contrapartida da Prefeitura que não chegaria a R$ 30 mil. O documento também previa que toda a obra deveria ser concluída até janeiro de 2013. A obra, no entanto, teve início em outubro de 2012 e nunca foi finalizada.

O prazo final para prestação de contas era novembro de 2015. Mas, até agosto de 2017, o governo municipal já havia investido R$ 816 mil, além de R$ 800 mil do total repassado pelo governo federal, totalizando mais de R$ 1,6 milhão em uma obra que continuava inacabada.

Com o prédio abandonado, cerca de R$ 300 mil em equipamentos foram furtados, além de portas, janelas e revestimentos. Apesar disso, Claudia Magalhães lembrou que o município recebeu um novo prazo para inaugurar a obra: dezembro de 2017, o que também não aconteceu. Segundo ela, todo o processo administrativo referente ao Restaurante Popular havia desaparecido e, para concluir o que faltava, seria necessário investir mais de R$ 1,5 milhão, sob o risco de o governo municipal ter de devolver, com juros e correções, todo o valor depositado pelo governo federal em 2009.

Em outubro do ano passado, a secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosângela Gomes, esteve em Cabo Frio para vistoriar as instalações. Ela anunciou a retomada do projeto, com novo nome: "Restaurante do Povo". Até agora, nada feito.
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			<title><![CDATA[Escritora Gessiane Nazario participa da Flip Preta, em Paraty]]></title>
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			<updated>2026-07-19T20:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A professora, pesquisadora e escritora quilombola Gessiane Nazario participa, no dia 25 de julho, às 14h, da mesa "Infâncias Negras", na quarta edição da Flip Preta, que ocorre de 24 a 26 de julho no Quilombo do Campinho, em Paraty. A atividade reúne ainda a escritora Taís Espírito Santo e a historiadora Silvana Santus, com mediação de Janaina Siqueira.

Pedagoga com mestrado e doutorado em educação escolar quilombola, Gessiane leva para os livros a mesma pesquisa que desenvolve em sala de aula.

— A literatura infantil brasileira nasceu racista, e nosso papel é desconstruir isso. Precisamos de narrativas que reflitam a realidade das crianças negras e quilombolas — defende a autora.

Foi na primeira edição da Flip Preta, em 2023, que ela lançou "Revolta do Cachimbo — a luta pela terra no quilombo da Caveira", pela Sophia Editora, relato da disputa por terra travada pelos quilombolas da Caveira. Seu segundo livro, "Aspino e o Boi", também pela editora cabo-friense, é inspirado nas memórias do avô.

Neste ano, além da Flip Preta, Gessiane expõe "Aspino e o Boi" no dia 23 de julho, na Casa da Favela, espaço de literatura periférica dentro da programação da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2024, ela já havia participado da Flip oficial pela própria Sophia Editora.

Do Quilombo da Rasa, em Armação dos Búzios, e docente da rede municipal, Gessiane integra também um projeto ainda em construção, a Academia de Letras Pretas de Cabo Frio, ao lado de outras intelectuais negras da Região dos Lagos, como Margareth Ferreira, Nilma Teixeira Acioli e Alda Dutra.

Sobre a criação desses espaços, afirma:

— Se nós não criarmos os nossos espaços, nós não desbravamos. Vamos continuar sendo invisibilizados por conta do racismo sistêmico que nos exclui.

Para a escritora, participar do encontro no Quilombo do Campinho tem peso especial:

— Eu tenho certeza de que será um evento maravilhoso, arrebatador, porque são os quilombolas do Campinho. Lá eles têm uma organização, é uma comunidade importante para a luta quilombola aqui no Estado. Foi ali o núcleo de onde saiu a organização das outras lutas, das outras comunidades. Sinto-me muito honrada mesmo de ter sido convidada pela segunda vez para participar desse evento. E que seja mais um evento potente, que ele tenha vida longa e que os organizadores desses grandes eventos possam ter um olhar mais cuidadoso e especial com os artistas quilombolas, para que nós não sejamos mais excluídos desses espaços.
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			<title><![CDATA[São Cristóvão, em Cabo Frio, tem festa do padroeiro e Festival Sesc de Inverno; confira programação]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O bairro de São Cristóvão, em Cabo Frio, já iniciou as celebrações em homenagem ao santo padroeiro. A comemoração começou nesta quinta-feira (16) e segue até o dia 26, com programação religiosa. Neste ano também haverá, durante as festividades, shows do Festival Sesc de Inverno 2026. Parte da programação acontece na praça Alfredo Castro, conhecida como praça de São Cristóvão.

Todos os dias, até o dia 24, haverá novenário às 18h50, seguido de missa na igreja do bairro. Também no dia 24 acontece a abertura do Festival Sesc de Inverno: às 19h, a cantora Raylane Mendes sobe ao palco para abrir a programação de shows.

O dia 25, data do padroeiro, começa com a parte devocional. Às 18h, os fiéis participam de uma procissão pelas ruas do bairro de São Cristóvão, que se encerra com a celebração da missa solene na igreja matriz.

Em seguida, a programação musical toma conta da praça, novamente com o Festival Sesc de Inverno: às 19h, há show local e, às 22h, a sertaneja Paula Fernandes sobe ao palco principal, na praça Alfredo Castro.

O encerramento das festividades acontece no dia 26. 

Às 8h será celebrada a missa, seguida por uma carreata. Ao meio-dia, haverá almoço festivo. À noite, há show local (19h), seguido da banda Biquini Cavadão, às 22h.
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			<title><![CDATA[Servidores fazem vigília contra demissões na Educação de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A substituição repentina de mais de 500 auxiliares de classe por mão de obra terceirizada está gerando uma onda de protestos em Arraial do Cabo e levando a categoria a buscar negociações de emergência com a prefeitura. Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos) diz que tenta reverter o processo de contratação privada, que nesta semana resultou na demissão em massa de centenas de servidores em pleno andamento do ano letivo.

Para pressionar a gestão municipal, dezenas de profissionais, além de mães, pais e responsáveis de alunos, participaram de uma vigília na manhã desta quarta-feira (15). A concentração foi em frente à Secretaria Municipal de Educação e aconteceu ao mesmo tempo em que representantes da categoria participavam de uma audiência com o governo municipal para discutir o caso.

Durante o encontro, a comissão tentou demonstrar os riscos pedagógicos da troca de pessoal para a rede pública. A coordenadora do Sepe, Viviane Souza, relatou a dificuldade encontrada no diálogo com a gestão pública.

— Fomos para uma mesa de negociação com o governo tentando mostrar o caos desse momento. E tivemos a surpresa de uma demissão em massa de centenas de servidores, que terão que se inscrever em um novo processo seletivo para uma nova possível contratação. Estamos tentando negociar com o governo mostrando todos os prejuízos que isso pode causar à educação — afirmou.

Renata Éboli, que também atua na coordenação do Sepe em Arraial do Cabo, disse que o sindicato já havia sido informado sobre a possibilidade de terceirização dos auxiliares de classe e que o posicionamento da entidade sempre foi contrário.

— O secretário [Bernardo Alcântara] nos disse que faria uma experiência, mas não disse quando. E agora fomos praticamente pegos de surpresa, no meio do ano letivo. Nem sabemos se os atuais contratados pela prefeitura serão realocados, porque a empresa vai promover um novo processo seletivo — contou.

A coordenadora-geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga, convocou todos os profissionais de educação, pais e responsáveis para uma nova plenária aberta na quinta-feira (16), às 9h, seguida de vigília às 10h.

O processo que resultou nas demissões atuais começou a se desenhar no ano passado, quando a prefeitura cabista anunciou oficialmente a intenção de extinguir o cargo de auxiliar de classe nos quadros permanentes da Secretaria Municipal de Educação.
 
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			<title><![CDATA[Taz Mureb lança campanha para representar o Brasil em simpósio de rap em Cuba]]></title>
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			<updated>2026-07-16T11:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A rapper Taz Mureb, criadora do projeto RapDiMina e coordenadora da Associação da Cultura Hip Hop RJ, foi convidada pelo Ministério da Cultura de Cuba, por meio da Agência Cubana de Rap, para participar do 19º Simpósio Internacional de Rap, que será realizado em Havana de 19 a 23 de agosto de 2026. Para custear a viagem, a artista lançou uma campanha de financiamento coletivo.

No evento, Taz fará apresentações artísticas e participará de painéis sobre o hip hop brasileiro e a participação feminina na cultura hip hop, além de acompanhar a programação do simpósio. Segundo a rapper, a viagem também deve incluir a gravação de registros audiovisuais, o contato com artistas cubanas e o desenvolvimento de projetos futuros para o RapDiMina.

Dedicado ao hip hop feminino, o RapDiMina reúne um portal de notícias sobre a produção de mulheres no rap e ações de lançamento musical em parceria com outras artistas. O projeto também deu origem ao documentário "RapDiMina" (2021), que conta a trajetória da primeira geração de mulheres no rap do Rio de Janeiro.

Será a segunda vez da artista no país. Ela esteve em Cuba em 2017, em experiência que, segundo afirma, marcou sua trajetória artística e política.
"Pra mim é a realização de mais um sonho, poder representar o Rap brasileiro em um país que historicamente sofre uma opressão econômica brutal, e que usa a arte e a cultura para se conectar com o mundo", afirmou Taz Mureb.

Na campanha de arrecadação, em vez de um modelo tradicional de vaquinha, cada apoiador pode escolher qual parte da viagem deseja financiar: passagem, hospedagem, alimentação, produção audiovisual ou colaboração musical. Como recompensa, os contribuintes receberão o e-book "Memórias Fotoversadas de Taz em Cuba", com fotografias da artista no país.

As contribuições podem ser feitas pela chave Pix tazmureb@gmail.com. Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em https://canva.link/2vqgexebt1ihg9r.
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			<title><![CDATA[Festival de Jazz São Benedito começa nesta sexta-feira (17) em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-15T13:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (17), o bairro da Passagem, em Cabo Frio, vai receber mais uma edição do Festival Jazz São Benedito. A programação segue até o domingo (19). Segundo o produtor cultural Tchelo Santa Rosa, responsável pela curadoria do evento, serão duas atrações internacionais, cinco nacionais, e cinco locais. O festival é gratuito e aberto ao público.

As atrações musicais serão divididas em dois palcos: o “Entre Bares” vai estar localizado no cruzamento entre a rua Barão do Rio Branco e a Almirante Barroso, enquanto o “São Benedito” estará na praça em frente à Igreja de São Benedito. As duas estruturas estão sendo montadas em 360 graus. Segundo a Prefeitura,a ideia é que o público possa interagir e aproveitar as apresentações de todos os ângulos.

– Será um festival com atrações de nível internacional, e com ênfase para as bandas locais, todas com shows ensaiados e conceituados. É um festival de música que vai surpreender o público pela qualidade e pela singularidade - contou Tchelo.

À Folha, ele também revelou que todo o conceito do festival foi construído no tema “Notas e Sabores”. O objetivo é celebrar a identidade da Passagem, unindo a sofisticação das notas do jazz à riqueza da culinária local, “do frescor dos Frutos do Mar ao calor da Cozinha de Fogo, passando pelo charme do Boteco Gourmet”. Outra novidade, segundo Tchelo, é que os restaurantes locais vão servir ao público o Prato São Benedito: cada dia uma criação exclusiva, com valor promocional, “feita para ser degustada ao som dos melhores acordes”.

A abertura, nesta sexta-feira, será com muito Swing Jazz. Às 19h, no palco “Entre Bares”, tem a banda local Música Sem Frescura e Ju Feliciano, seguido do guitarrista argentino Ramiro Farb. No palco “São Benedito” os shows começam às 20h15 com o saxofonista Gabriel Leite (único artista da Região dos Lagos com um DVD pré-indicado ao Grammy Latino em três categorias), seguido de Alma Thomas (semifinal do The Voice Brasil e o título de campeã do The Four Brasil 2020), e Liah Soares, com o show Divas do Jazz (Jazz & Soul). Às 23h tem Jam Session no palco “Entre Bares”. Nos restaurantes do entorno, o tema do “Prato São Benedito” será Boteco Gourmet, com releituras criativas de clássicos como croquetes artesanais e caldinhos aromáticos, harmonizados com chopps ou drinks.

No sábado (18) é dia de Brasilidade Jazz. A programação do palco “Entre Bares” também começa às 19h, desta vez com show de Luma e Boteco Chic. Depois o som fica por conta de  Angel Duarte Jazz Quartet (música brasileira e internacional com roupagem de jazz). No “São Benedito”, tem Glaucus Linx (jazz com ginga brasileira) às 20h30. O saxofonista Léo Gandelman encerra a noite de shows a partir das 22h transitando entre o pop e o jazz. Nos restaurantes, o "Prato São Benedito" do dia será voltado para o litoral, com moquecas refinadas, arrozes caldosos e peixes grelhados com temperos locais..

Fechando a programação, no domingo (18) tem muito Jazz Fusion, com Brenda Jackson e Juancho Huenulef, às 18h, no palco “Entre Bares”. Gabriel Fiorito Blues Session encerra a apresentação. No palco “São Benedito”, tem o guitarrista Celso Fonseca às 19h, com "Slow motion Bossa Nova", e Ramiro Farb às 20h30. Para acompanhar essa pegada experimental, a gastronomia traz a Cozinha de Fogo. O elemento mais ancestral da culinária ganha técnicas modernas no "Prato São Benedito", com carnes defumadas e vegetais tostados na brasa.
 
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			<title><![CDATA[Feira Literária de Iguaba reúne grandes nomes da literatura, educação, esporte e música

]]></title>
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			<updated>2026-07-15T09:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta quinta-feira (16) Iguaba Grande se transforma no palco da literatura da Região dos Lagos. A Flig 2026 acontecerá até sábado (18), na Praça da Estação, no Centro da cidade, com uma programação cultural que vai reunir grandes nomes da literatura, da educação, do esporte e da música em palestras, bate-papos e encontros voltados para estudantes, educadores e toda a população.

Com o tema “Quando elas escrevem, o mundo lê: Um Século de Encantos Literários”, a Feira Literária de Iguaba Grande quer celebrar a força da escrita feminina, e homenagear autoras que, ao longo dos últimos 100 anos, transformaram a literatura em um instrumento de reflexão, representatividade, emoção e mudança social. A proposta da Prefeitura é destacar o papel das mulheres na construção da cultura, inspirando novas gerações de leitores e escritores por meio de histórias, que atravessam o tempo e permanecem atuais. 

A abertura do evento, na quinta-feira, será às 13h, com a palestra das gêmeas Duda e Helena Ferreira, conhecidas nacionalmente como Pretinhas Leitoras. Naturais do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, elas conquistaram reconhecimento em todo o país ao integrarem, em 2021, um quadro fixo no programa Encontro, da TV Globo, levando histórias infantis e valorizando, principalmente, a literatura negra.

Em 2024, as irmãs deram mais um importante passo na democratização do acesso aos livros ao fundarem a Biblioteca do Erê, primeiro espaço literário afrocentrado voltado para adolescentes do Rio de Janeiro. Na palestra elas vão abordar o poder transformador da leitura, da representatividade e do incentivo à formação de novos leitores.

No mesmo dia, às 18h, será a vez do trio Os Garotin participarem da Flig com um Talk Show que vai unir música e conversa em um encontro descontraído com o público. Formado pelos músicos Cupertino, Anchietx e Léo Guima, o grupo de São Gonçalo conquistou espaço no cenário musical brasileiro com uma sonoridade marcada pelo groove e pela mistura de ritmos. O álbum de estreia, “Os Garotin de São Gonçalo” recebeu reconhecimento da crítica e rendeu ao grupo o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro, em 2024. Em maio deste ano, lançaram o segundo disco, Força da Juventude, reunindo 13 faixas e participações especiais de artistas como Lenine, Hamilton de Holanda, Marina Sena, BK, 2ZDiniz e Liniker. No palco musical a atração ficará por conta do cantor Lennon L7, às 20h.

Na sexta-feira (17), às 18h, o público poderá acompanhar a palestra do Professor Geraldo Peçanha de Almeida, um dos principais nomes da educação brasileira. Psicanalista, Doutor em Letras e Pedagogo, Geraldo possui uma extensa trajetória nacional e internacional na área educacional. Desenvolveu projetos em países como Moçambique, Bolívia, Alemanha, Itália e Cuba, sempre voltados ao fortalecimento da leitura, da alfabetização, da inclusão e da educação baseada no cuidado, no afeto e no desenvolvimento humano. Autor de mais de 70 livros, o educador também atua como palestrante e colaborador de jornais e revistas especializadas em educação. Durante a palestra, ele promete trazer importantes reflexões sobre o papel da literatura no processo de aprendizagem e na formação das novas gerações. No palco musical a atração ficará por conta da banda Chimarruts, às 20h. 

A programação do sábado (18) começa às 11h, com os irmãos Daniele e Diego Hypólito, dois dos maiores nomes da história da ginástica artística brasileira. Pioneira da modalidade no país, Daniele foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, além de representar o Brasil em cinco edições dos Jogos Olímpicos e conquistar diversas medalhas em competições internacionais. Diego Hypólito também escreveu seu nome na história do esporte ao tornar-se o primeiro ginasta masculino da América do Sul a conquistar um título mundial, sendo bicampeão da modalidade. Medalhista olímpico nos Jogos Rio 2016, hoje dedica sua carreira, ao lado da irmã, às palestras, projetos sociais e ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Hypólito.

Encerrando o ciclo de palestras da Flig 2026, às 15h, tem palestra com a escritora Thalita Rebouças (foto). Uma das autoras brasileiras mais lidas pelo público infantojuvenil, ela soma 25 anos de carreira, mais de 20 livros publicados e mais de 2,3 milhões de exemplares vendidos. Jornalista de formação, trocou as redações pela literatura e construiu uma trajetória marcada por histórias que conquistaram leitores de diferentes gerações.

Suas obras ultrapassaram as páginas dos livros e ganharam adaptações para o teatro e para o cinema, tornando-se grandes sucessos de público. Em 2023, foi finalista do Prêmio Jabuti com “Natali e sua vontade idiota de agradar todo mundo”. Em 2026, apresenta ao público sua primeira obra voltada aos adultos, “Felicidade inegociável e outras rimas”, ampliando ainda mais sua trajetória literária. No palco musical a atração ficará por conta do DJ Lelis e Lary, às 20h.
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			<title><![CDATA[Nascida de um desabamento e de uma crise política, Ponte Feliciano Sodré faz cem anos em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-14T19:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Na manhã de 14 de julho de 1926, uma comitiva estadual desembarcou em Cabo Frio para inaugurar a ponte de cimento armado sobre o Canal do Itajuru. À frente dela estava o presidente do estado do Rio de Janeiro, Feliciano Sodré, que dava o próprio nome à obra. O prefeito da cidade, Anastácio Novellino, não foi convidado. Quatro meses depois, teria o mandato cassado pela Assembleia Legislativa. Foi o desfecho de um embate com o governo fluminense provocado, justamente, pela demora na construção da ponte.

Cem anos depois, a Ponte Feliciano Sodré chega ao centenário como um dos símbolos de Cabo Frio. Para marcar a data, a prefeitura organizou atividades culturais nas margens do canal nesta terça-feira (14 de julho de 2026), a partir das 8h, nas imediações da Estátua do Pescador. 

A história da travessia começa por um colapso. A antiga ponte de ferro Miguel de Carvalho desabou em 1920, deixando a cidade sem sua principal ligação rodoviária.

Segundo o livro "História de Cabo Frio – dos sambaquieiros aos cabo-Frienses (c. 3.720 a.C. – 2020)" (Sophia Editora), de Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, a situação motivava "queixas e solicitações desesperadas" dos moradores, que em 1923 chegaram a pedir uma ponte provisória de madeira ao secretário-geral do governo federal, em visita à cidade. Naquele mesmo ano, uma comissão de estudos foi formada sob responsabilidade da empresa Christian & Nielsem, com o engenheiro Renato Sebastiany. Mas, escrevem os autores, "a questão ficou em suspenso até o ano de 1925".

Foi quando Novellino, "cansado de esperar", denunciou na Câmara o descaso do governo estadual. De acordo com os historiadores Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, o prefeito afirmava que Sodré havia prometido para janeiro daquele ano o início da ponte e da estrada que ligaria Cabo Frio a São Pedro da Aldeia e que, além de não começar as obras, "ainda teria retirado o material que já se encontrava em Cabo Frio".

A queixa surtiu efeito: as obras começaram. Entretanto, abriu-se uma crise entre município e estado que terminaria com a cassação do prefeito em novembro de 1926. Para os autores, o batismo da ponte tinha também um recado político: o nome "servia para lembrar a elite política de Cabo Frio qual era o limite para a contestação dos poderes" e "o grau de dependência política da cidade".

Do ponto de vista da engenharia, a obra impressionava. "A ponte era um marco arquitetônico com o maior arco livre de cimento armado da América do Sul, com seus 62 metros, suportando seis toneladas", registra o livro. A a prefeitura a descreve como o maior vão livre do Brasil à época. A altura do arco central permitia a passagem, por baixo, dos veleiros que escoavam o sal pelo canal. Sobre o tabuleiro, os veículos cruzavam em via única, com sentido alternado.

Durante décadas, a ponte foi a única entrada e saída rodoviária de Cabo Frio. Em meados dos anos 1950, o governo estadual ergueu um aterro e construiu uma ponte no Baixo Grande, na antiga "passagem dos Tupinambá", criando novo acesso ao município e a Arraial do Cabo.

A via única, porém, cobrou seu preço com o crescimento da cidade. Em 1981, com engarrafamentos frequentes nos dois lados, discutiu-se erguer uma nova ponte ou duplicar a existente. A duplicação prevaleceu, segundo o livro, por ser "mais viável economicamente, além de uma solução mais rápida e que mantinha a estética do canal". Iniciadas na gestão do prefeito José Bonifácio — neto de Novellino, o prefeito preterido na inauguração de 1926 —, as obras foram concluídas no ano seguinte: em 31 de outubro de 1982, a ponte foi reinaugurada e passou a operar em mão dupla.

Na celebração dos cem anos da ponte, o secretário de Cultura de Cabo Frio, Carlos Ernesto Lopes, afirmou que a programação homenageia a ponte "não apenas como uma construção utilizada como passagem de veículos e pessoas, mas como um marco de integração".
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			<title><![CDATA[MPF cobra informações sobre tombamento da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos

]]></title>
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			<updated>2026-07-11T11:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 15 dias para que o Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio (Imupac), o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (CMUPAC) e a Marinha do Brasil prestem esclarecimentos sobre a situação da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos, em Cabo Frio. O despacho, a que a Folha teve acesso, foi assinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo.

No documento, o MPF solicita que o Imupac e o Conselho Municipal informem se o tombamento municipal da antiga estação já foi aprovado. Caso o processo ainda não tenha sido concluído, os órgãos deverão informar em que fase ele se encontra. A Folha tentou contato com Sérgio Nogueira, diretor do Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio e membro do CMUPAC, mas não houve retorno.

No despacho, o procurador também determinou que os dois órgãos informem, de forma comprovada, se a Marinha do Brasil já adotou as medidas de preservação que haviam sido sugeridas por Sérgio Nogueira. Entre elas estão a limpeza e manutenção da área interna e do entorno da edificação, sem a retirada de escombros; a manutenção da trilha de acesso ao local; e a autorização, mediante solicitação prévia, para visitas guiadas de pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer as ruínas da estação.

Além disso, o MPF expediu um ofício ao Comando do 1º Distrito Naval para que a Marinha informe se vem cumprindo essas medidas de preservação, considerando que o imóvel estaria em processo de tombamento pelo município. Procurada pela Folha, a corporação não retornou. Ela também terá 15 dias para responder ao Ministério Público Federal.

Embora tenha sido construída em 1940, até 2017 a Estação Ferroviária de Campos Novos era um prédio histórico desconhecido e abandonado. Em 2021 ela foi tema de uma reportagem publicada pela Folha. O texto destacava que o prédio havia sido recém descoberto pelo professor e historiador Acioli Júnior. Em entrevista, ele informou, na época, que nem a Marinha, nem o poder público tinham conhecimento dessa estação de trem. 

– Eu a encontrei por acaso. Estava participando de um Conselho de Classe em Rio das Ostras. Como muitos professores são oriundos de Casimiro de Abreu, aproveitei para entrevistá-los sobre a Ponte Caída de Barra. As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, porém, não souberam responder a data da queda da ponte. Então me indicaram uma senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, que seria profunda conhecedora da história e causos da localidade. Fui na casa dela, mas já era quase noite e chovia. Então, me dirigi a Campos Novos. Lá, me falaram que havia uma estação ferroviária bem perto, em área da Marinha, próxima de uma escola pública municipal em Tamoios. Foi a primeira vez que ouvi sobre esse monumento histórico, e que não constava de nenhum livro de história de Cabo Frio. E olha que não são muitos e já os li todos – contou o historiador.

Motivado pela curiosidade e pela descoberta fascinante, Acioli não pensou duas vezes: foi até o local, encontrou o que sobrou da estação e registrou em fotografia. A descoberta, no entanto, causou nele um misto de alegria e tristeza.

– É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado há quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheçam. Ele está há décadas imperceptível, abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância. Quando achei a estação, em 2017, foi sem autorização da Marinha, simplesmente pela vontade de torná-la conhecida de todos - revelou.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Maricá (EFM) tinha interesse em alcançar o município de Macaé. Para isso, foi criado o posto Telegráfico Fonseca no Km 156, de onde partiria a linha férrea em direção a Macaé, atravessando Campos Novos, Rio das Ostras, Barra de São João e Rio Dourado, margeando a rodovia. Construída em 1940, a Estação Ferroviária de Campos Novos, assim como a de Barra de São João, faria parte do trajeto da Estrada de Ferro Maricá, mas as duas nunca foram utilizadas – diferentemente da Estação Principal, no bairro Jacaré, e da Estação do Fonseca, na Boca do Mato, ambas construídas em 1937 e desativadas em 1966.

Segundo Acioli, as duas últimas foram construídas para levar passageiros, e principalmente para escoar a produção salineira na região.
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			<title><![CDATA[Documentário sobre os quilombos da Região dos Lagos estreia neste sábado (11) em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-10T12:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As histórias dos 12 quilombos da Região dos Lagos vão ganhar as telas buzianas neste sábado (11), com a estreia do documentário "Os Doze Quilombos – Ancestralidade, Memória e Reparação". A exibição será das 16h às 18h, na sede da Rede Observação (Avenida 12 de Novembro, 12.740, Baía Formosa), e vai reunir moradores das comunidades quilombolas do bairro e também do Prodígio e Sobara (Araruama). A produção é resultado de uma pesquisa iniciada em 2018 pelo escritor Pierre de Cristo, e fruto de três anos de gravações em comunidades de Cabo Frio, Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios.

Em conversa com a Folha, Pierre contou que a maior inspiração para desenvolver o projeto foi ver a distância social entre as comunidades quilombolas e a região central das cidades, além de ver e ouvir as histórias dessas famílias que ainda vivem um abismo educacional, de saúde e de mobilidade urbana. 

– São histórias de superação, de muita luta no campo por direitos básicos, por sobrevivência que vem de séculos. Saber que até 2024 o Núcleo Zebina, em Baía Formosa, ainda não tinha luz elétrica nem água potável é assustador. Então essa foi a minha maior inspiração, ser um instrumento de fomento às comunidades, sendo eles protagonistas da própria história - revelou.

Sobre o processo de produção do documentário, Pierre conta que tudo começou há cerca de oito anos, quando resolveu mapear as comunidades quilombolas existentes na região. Foi durante esse levantamento que o pesquisador entendeu que não existiam apenas as comunidades quilombolas que viviam no território de Cabo Frio.

– Existiam outras comunidades, que ficaram em outros municípios através do processo de emancipação. Mas elas se interligavam, sendo todas oriundas da mesma fazenda, a Campos Novos (em Tamoios, distrito de Cabo Frio). Então comecei a fazer o levantamento geográfico destas comunidades em toda Região dos Lagos, e nasceu o sonho de um dia transformar isso em um livro, ou em um audiovisual, para deixar para as futuras gerações. E esse sonho começou a virar realidade em 2023, quando convidei a fotógrafa e jornalista Thammy Carvalho para dividir o projeto comigo. Em 2024 ela assumiu a produção executiva, submeteu a pesquisa ao Edital Paulo Gustavo, e conseguimos ser classificados - contou Pierre, lembrando que foram três anos de gravações, problemas técnicos e adiamentos devido à imprevisibilidade do tempo. 

A distância territorial entre as 12 comunidades quilombolas também foi uma questão que precisou ser superada através de uma logística calculada para cada gravação. “Foram três anos com algumas pausas necessárias, principalmente para readequação do projeto, agenda dos personagens e muitas das vezes pelo tempo chuvoso: em determinados territórios você não consegue chegar porque a estrada é de barro, e isso deixava esses territórios isolados", explicou Pierre. Mas nada atrapalhou mais a produção do documentário do que a questão financeira.

– Não havia possibilidade de tirar do papel um projeto deste tamanho, com toda sua complexidade territorial, sem verba. A produção envolvia combustível para deslocamento, alimentação da equipe e outros gastos para manter tudo funcionando. Começamos a gravar sem verba prevista porque entendemos que era importante registrar os mais velhos de cada comunidade para que a história fosse contada por eles - lembrou. 

Pierre também contou com uma motivação extra para superar todos os desafios e dificuldades que surgiram ao longo do projeto: o combustível, segundo ele, foi o fato do documentário representar toda uma cadeia ancestral.

– Essa é a primeira produção que engloba todas as comunidades quilombolas da Região dos Lagos. E Cabo Frio é considerada a capital quilombola do Estado do Rio de Janeiro, porque a cidade possui seis quilombos. Mostrar essas comunidades, fazer o público entender que esses remanescentes estão aqui pertinho da gente, produzindo, trazendo suas culturas, mostrando seus trabalhos, é muito importante. Temos que dar voz a essas pessoas que, para muitos, não existem na geografia da região. Preservar essas histórias é dar continuidade à ancestralidade deste povo, que remanesce de processo doloroso de escravização dos seus ancestrais. E também mostrar que através da educação muitos já estão tendo a possibilidade de mudança de vida e mobilidade social - pontuou.

A exibição do documentário em Búzios, neste fim de semana, faz parte do cronograma oficial de lançamento do projeto, que teve início no último dia 7 no Teatro Municipal de Araruama. A agenda de exibições continua no próximo 16, das 13h30 às 15h30, no Cine São Pedro da Aldeia (Rua Francisco dos Santos Silva, s/n - Centro), e dia 24, das 18h30 às 20h, na sede do Coletivo Cultural Olhar da Perifa (Estrada Velha de Búzios, nº 01, Jardim Esperança, Cabo Frio).

A equipe de produção de “Os Doze Quilombos” é composta por 99% de pessoas negras. Pierre assina todo o trabalho de pesquisa do documentário. Além da produção executiva, Thammy Carvalho também é responsável pelo roteiro e direção. Edição e imagens são assinadas por Solamon Quigley. 

– O projeto é de classificação livre, e isso foi intencional quando a Thammy criou um novo roteiro. Antes ele seria pautado em apenas ouvir a história dos Griot (os mais velhos). Mas ela trouxe um novo recorte sobre questões educacionais, por exemplo, fazendo com que crianças possam se espelhar nas falas daqueles que venceram através da educação. É um documentário que abrange vários públicos. Nosso sonho é poder levar esse projeto para as escolas municipais onde esses quilombos existem, para que os alunos tenham conhecimento dessa parte da história regional, e entendam que essas comunidades fazem parte da história e construção do que hoje chamamos Região dos Lagos - defendeu Pierre.

Também foram feitas parcerias com coletivos culturais da região como o Olhar da Perifa que, segundo o pesquisador, “contou com alunos fazendo a cobertura dos bastidores e aprendendo na prática como se faz produção audiovisual, tornando-os profissionais iniciantes como fotógrafo still, auxiliar de produção entre outras funções”. 

– Fizemos parceria com Coletivo Vadeia Aldeia, com a cantora Mayla Árvore e com a gravadora Around, que nos apoiou na trilha sonora autoral do filme, que ficou incrível. Tivemos, ainda, o apoio financeiro da Living Papers, empresa com sede na Alemanha, e gestada por uma mulher negra, que é a brasileira Jane Sacco, e que compreendeu a importância do fomento nas produções audiovisuais brasileiras. Mas o apoio mais importante veio das comunidades quilombolas que abriram as portas. Toda gratidão aos aos quilombos Sobara e Prodígio (Araruama), Caveira (São Pedro da Aldeia), Botafogo, Fazenda Espírito Santo, São Jacinto, Maria Romana, Maria Joaquina e Preto Forro (Cabo Frio), Baía Formosa e Rasa (Armação dos Búzios) - concluiu Pierre de Cristo.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá evento para fortalecer formação de gestores da educação]]></title>
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			<updated>2026-07-10T11:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Depois de reunir milhares de profissionais da educação em Saquarema com o Congresso Brincar e o Congresso Brasileiro de Inclusão, o Instituto Conhecer realiza mais um grande encontro voltado à formação continuada na Região dos Lagos. Nos dias 30 e 31 de julho, Cabo Frio recebe a primeira edição do Líderes Educacionais, congresso direcionado a gestores escolares, diretores, coordenadores pedagógicos e profissionais responsáveis pela administração das instituições de ensino.

O evento será realizado no Tamoyo Esporte Clube e reunirá especialistas de diferentes estados brasileiros para discutir temas ligados à gestão educacional, liderança, avaliação, alfabetização, planejamento, desenvolvimento institucional e fortalecimento das equipes escolares.

Diferentemente do Congresso Brincar, que concentra os debates na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Líderes Educacionais tem como proposta olhar para quem conduz o funcionamento das escolas e das redes de ensino.

"A qualidade da educação passa, necessariamente, pela formação de quem lidera as equipes. Nosso objetivo é oferecer ferramentas, experiências e reflexões que fortaleçam o trabalho dos gestores e contribuam para transformar a realidade das escolas", destaca Vicente Falcão, idealizador do evento e presidente da Máxima Eventos.

A programação reúne palestrantes reconhecidos nacionalmente nas áreas de gestão, liderança e políticas educacionais. Entre os nomes confirmados estão Rai Motta (CE), referência nacional pelos resultados alcançados na educação pública; Eduardo Shinyashiki (SP), escritor e especialista em desenvolvimento humano; Sayonara Gil (ES), Kildria Gigante (BA), Rebeca Correia (RJ), Brunela Santos (ES), Gislene Nara (ES), Valéria Grafanassi (ES), Lucas Fonseca (ES), Adriano Matoso (PR), Sophia David (SP), além do próprio Vicente Falcão.

Ao longo de dois dias de programação, os participantes acompanharão palestras sobre liderança escolar, planejamento estratégico, gestão pedagógica, indicadores educacionais, desenvolvimento das equipes e fortalecimento das práticas administrativas nas instituições de ensino.

Somente neste ano, os eventos promovidos pela organização em Saquarema reuniram milhares de profissionais de diferentes municípios fluminenses e de outros estados brasileiros. As inscrições para o Líderes Educacionais seguem abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento - https://lidereseducacionais.com.br/.
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			<title><![CDATA[São Pedro terá experiência que une vinho, literatura e história da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-10T08:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Uma garrafa de vinho contém mais filosofia do que todos os livros do mundo". Inspirado nesta célebre frase atribuída ao cientista francês Louis Pasteur, um evento em São Pedro da Aldeia, neste sábado (11), vai mostrar que vinho e literatura podem caminhar lado a lado. A primeira edição do projeto "Vinho e Literatura" acontecerá das 16h às 20h, na Chácara Bellavista (Rua da Torre, nº 100, no bairro Jardim Primavera). Segundo Francisco Mendonça, proprietário do espaço, será uma experiência que une enoturismo, história regional, gastronomia, degustação e literatura. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp (22) 99978-9982.

O evento terá como convidado o escritor, historiador e pesquisador Leandro Miranda. Autor dos livros "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", ambos publicados pela Sophia Editora, Leandro conduzirá um bate-papo sobre a história da Região dos Lagos, seguido de sessão de autógrafos.

Além do momento literário, Francisco lembra que os participantes serão recebidos com um brinde de espumante, e participarão de uma degustação harmonizada em uma experiência que, segundo ele, busca aproximar o público da cultura do vinho e da memória regional.

— Somos apreciadores de vinho, artes e literatura. Estes temas se entrelaçam numa proposta de qualidade de vida e bem-estar. Cultivamos uvas para produção do nosso vinho aqui em São Pedro da Aldeia, e isso nos conecta ao território, por meio das memórias e vivências proporcionadas pela pesquisa e pela prática de meter a mão na massa — contou à Folha.

O vinhedo Bellavista possui cerca de três anos, mas ainda está em fase de produção. Enquanto o primeiro vinho produzido na propriedade não fica pronto, a experiência deste fim de semana será realizada com rótulos de vinícolas brasileiras parceiras, produzidos por famílias com tradição no cultivo de uvas e na elaboração de vinhos. Segundo Francisco, a degustação foi planejada para dialogar diretamente com as histórias que serão contadas durante o encontro.

— Escolhemos um espumante para brindar à vida e ao momento, e três vinhos, sendo um branco e dois tintos, que se conectam com os momentos históricos que serão abordados na experiência. Será uma degustação harmonizada e comentada pelos visitantes que participarão da experiência, porque vinho, literatura e arte são elementos indissociáveis, caminhando juntos desde a antiguidade. A bebida sempre foi musa inspiradora para poetas e pintores, enquanto o design de rótulos transforma garrafas em verdadeiras galerias de arte e espaços para poesias. Já dizia Fernando Pessoa: "Boa é a vida, mas melhor é o vinho" — revelou.

O projeto da Chácara Bellavista nasceu do sonho de produzir vinho na própria Região dos Lagos. Francisco conta que, depois de visitar diversas vinícolas pelo Brasil e pelo exterior, decidiu transformar esse objetivo em realidade.

— Somos apreciadores de vinhos há anos. Sou sócio profissional da Associação Brasileira de Sommeliers e visitamos diversas vinícolas pelo mundo. Ao conhecer vários ambientes e climas onde se cultivam as videiras, nosso sonho se materializou na Chácara Bellavista. Estudamos muito sobre o assunto. Hoje faço faculdade de Viticultura e Enologia para aprimorar cada vez mais nosso microvinhedo e elaborar nosso vinho com a qualidade esperada. Nosso vinhedo é todo conduzido de forma orgânica — contou.

Embora seja a primeira edição do Vinho e Literatura, o evento faz parte de um projeto cultural maior desenvolvido na propriedade. Francisco explica que a experiência deste fim de semana vai funcionar como um pré-Sarau Bellavista, evento que já teve três edições, e integra artes plásticas, música, literatura, fotografia, gastronomia e vinhos. A próxima edição do sarau está prevista para setembro.

— A proposta é que o Vinho e Literatura integre o calendário de eventos da Chácara Bellavista. Estamos avaliando a periodicidade, mas com certeza já é um sucesso diante de tantos autores maravilhosos que temos em nossa região e do espaço que existe para trabalhar a literatura. Creio que os apreciadores de cultura e vinho anseiam por eventos assim em nossa região. Vinho é vida, e a cultura preenche a alma. O principal desafio é o planejamento integrado e a escolha do autor e de sua obra, principalmente com uma proposta que possa ser atemporal e, ao mesmo tempo, focar em um tema tão em evidência como a presença de baleias em Arraial do Cabo e a atividade de turismo de observação, um contraponto à caça que existiu em meados do século passado. A escolha do vinho e das harmonizações também representa um desafio. Afinal, é preciso equilibrar aromas e sabores e ainda propor uma conexão com o nosso território, que compreende laguna, mar, morros, restingas, saberes populares, histórias e legados. E eventos que conectam paisagem, história local, gastronomia, cultura e narrativa criam lembranças mais duradouras do que simples degustações. A proposta é criar uma atmosfera intimista, proporcionar a participação do público numa interação com o autor e criar momentos de troca genuína. Por esse motivo temos vagas limitadas, para que o ambiente proporcione uma experiência memorável. O vinho servirá como fio condutor da experiência, criando conexões entre território, memória, identidade e sensações — reforçou.

À Folha, o escritor Leandro Miranda disse que vê na proposta uma forma diferente de aproximar o público da história regional.

— A oportunidade surgiu quando cruzamos as pesquisas com o vinho, e o Francisco chamou a gente para integrar a programação cultural do espaço, que é muito bacana e inovadora. Tive a oportunidade de participar do primeiro sarau, onde unimos literatura e vinho, e foi uma experiência muito bacana. Agora vamos fazer em um novo formato, levando um bate-papo literário para a cultura do vinho - explicou.

Para Leandro, a possibilidade de realizar esse encontro sobre vinho e literatura em um vinhedo local cria uma experiência diferente para o público, que poderá resgatar a memória regional no vinhedo, transformando degustação e imersão cultural em um momento de ouvir e contar uma boa história regional. 

– Acho que será uma conexão muito interessante entre o vinho e a literatura porque ela tem papel fundamental na preservação da memória e da identidade cultural da Região dos Lagos. Ela resgata e reaviva memórias que estavam esquecidas no passado e que tentamos trazer para o presente ouvindo personagens da época que ainda estavam vivos, fazendo entrevistas, naquela conversa ao pé do ouvido, registrando as memórias cabistas e da Região dos Lagos. Esses registros da nossa tradição oral são muito fortes e estavam se perdendo ao longo do tempo. Eu já tinha muitas dessas histórias dentro da minha própria família e entre amigos cabistas que viveram essa parte da história de Arraial do Cabo. Resolvi preservar tudo isso nos meus livros. 

Além de "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", Leandro conta que o terceiro livro já está em fase de conclusão. Será sobre a história do Porto do Forno.

— Vou contar toda a história do sal na Região dos Lagos, passando por Luiz Lindemberg, fundador da salina em 1824; por José Caetano Jalles Cabral, que comprou as Salinas Perynas fundadas por Lindemberg; por Miguel Couto pai e Miguel Couto filho, responsável pela construção do Porto do Forno. Também vou resgatar as memórias de Leger Palmer, que teve grande importância na navegação da laguna com a construção do Canal Palmer, além de José Paes de Abreu e toda a história da navegação na Laguna de Araruama. Vou reunir toda essa trajetória ligada ao Porto do Forno e à história do sal na Região dos Lagos — contou.


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			<title><![CDATA[Brasil  Copas e Craques: livro do locutor José Rezende traça a trajetória da seleção]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Taças erguidas, derrotas dolorosas, histórias de bastidores, movimentações políticas por trás das quatro linhas e o legado dos craques que vestiram a camisa verde-amarela. Tudo está no percurso traçado pelo jornalista, locutor esportivo e escritor José Rezende para remontar as participações da seleção brasileira na maior competição do futebol do mundo.  O livro “Brasil — Copas e Craques” será lançado no dia 17 de julho, sexta-feira, às 17h30, na loja Time Mania Sport (Av. Henrique Terra, quadra 8, próximo ao Tropical Café). 

Trata-se de uma obra de quem viveu o futebol de perto durante a vida inteira. José Rezende iniciou sua carreira em 1963, na Rádio Continental, e ao longo de mais de seis décadas atuou em importantes emissoras de rádio e televisão. Criador do Centro Histórico Esportivo da ABI, é autor de Hei de Torcer até Morrer, Eternamente Bangu e Vai dar Zebra, além de manter o blog Álbum dos Esportes, dedicado à preservação da história do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro.



Em “Brasil — Copas e Craques”, José Rezende guia o leitor, por 270 páginas, pela trajetória da única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo, da estreia, em 1930, ao Mundial de 2026, disputado em três países. Com base em documentos históricos, jornais, revistas, entrevistas exclusivas e décadas de pesquisa, o autor recompõe o contexto de cada Copa.

Ao revisitar as duas primeiras participações brasileiras, Rezende lembra que "nas duas primeiras Copas, realizadas no Uruguai, em 1930, e na Itália, em 1934, as divergências entre dirigentes cariocas e paulistas impediram que a seleção brasileira se apresentasse com força máxima". 

A narrativa avança mostrando como o futebol brasileiro foi encontrando sua identidade. No Mundial da França, em 1938, "finalmente, o futebol brasileiro conseguiu reunir seus melhores jogadores para a disputa da Copa do Mundo". Ainda nesse capítulo, surgem alguns dos personagens mais marcantes da obra. Leônidas da Silva aparece como um dos homens responsáveis por mudar a imagem do futebol brasileiro no exterior; Domingos da Guia, como protagonista de uma campanha que consolidou o respeito internacional pela Seleção. Nas palavras do autor: "A habilidade e a técnica de dois jogadores brasileiros encantaram o mundo. Leônidas e Domingos da Guia se consagraram no Mundial de 1938".

Bastidores das convocações, disputas entre dirigentes, profissionalização do esporte e surgimento de grandes personagens também aparecem sempre contextualizados. O Maracanazo deixa de ser apenas uma derrota esportiva para representar uma das maiores feridas da memória nacional. A conquista de 1958 é o momento em que o talento brasileiro conquista o mundo. Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Romário, Ronaldo e tantos outros se transformam em personagens de uma narrativa que aproxima o leitor de suas trajetórias e do contexto em que escreveram sua história.

O jornalista Eraldo Leite, autor do texto de orelha, define Rezende como "narrador da precisão dos lances, historiador de raro conhecimento, professor de letras e da bola", que reúne na obra "histórias deliciosas", "fatos curiosos, entrevistas exclusivas" e "relatos emocionantes".
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			<title><![CDATA[MPRJ investiga Inea por concessão de licenças ambientais ilegais na região]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga a emissão de licenças ambientais que teriam sido concedidas de forma ilegal pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). Nesta terça-feira (7) agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) fizeram diligências na Barra da Tijuca, Freguesia, Lagoa e Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e também em Maricá e São Pedro da Aldeia.

A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ), faz parte da Operação Hidra de Lerna. O nome é referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, em alusão à ampla contaminação do órgão pela corrupção. 

Entre os 14 alvos de buscas e apreensões está o presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e servidor efetivo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Maurício Couto Cesar Júnior, que teve o afastamento cautelar determinado pela Justiça. Também estão sendo investigados outros servidores da autarquia ambiental do Estado do Rio, além do ex-presidente do Inea, Renato Jordão Bussiere, e do ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva. A pedido do GAESF/MPRJ, a 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital autorizou a quebra dos sigilos de aparelhos eletrônicos de todos os investigados, e proibiu Maurício Couto de acessar as dependências do Ceca e do Inea e de manter contato com servidores da autarquia. 

Segundo o MPRJ, todos são investigados por corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e crimes ambientais, emitindo autorizações em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e procedimentos administrativos. Durante a diligência, um dos investigados foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, e conduzido à 9ª Delegacia de Polícia. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos (aparelhos celulares, HDs externos, notebooks, pen drives e um Ipad), relógios, documentos diversos, valores em espécie (R$ 23.980 e 4.440 euros) e um revólver calibre 38.

Questionados pela Folha, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmaram que estão acompanhando o trabalho de investigação do MPRJ e do GSI. Informaram ainda ter “todo o interesse na apuração de qualquer ilicitude ocorrida na gestão ambiental e que, tão logo recebidas as informações necessárias, acionarão suas corregedorias a fim de apurar, também, na esfera administrativa, possíveis falhas e ilícitos administrativos nos processos de licenciamento ambiental”. 

A Folha questionou o MPRJ sobre quais outros empreendimentos investigados na Operação Hidra de Lerna. Em nota, o órgão informou que não poderia fornecer novos detalhes em razão do sigilo das investigações.
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			<title><![CDATA[MPF pede esclarecimentos sobre ação publicitária em área de restinga em Saquarema]]></title>
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			<updated>2026-07-09T09:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) expediu nesta quarta-feira (8) ofícios à GWM Brasil, à World Surf League (WSL), ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Prefeitura de Saquarema para esclarecer uma ação publicitária realizada durante etapa da WSL, em junho deste ano. Na ocasião, veículos automotores circularam sobre a faixa de areia e a vegetação de restinga da Praia de Itaúna. O envio dos documentos foi determinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri, que acompanha o Procedimento Administrativo nº 1.30.001.007293/2025-18. Na ação, o órgão acompanha as medidas da Prefeitura de Saquarema para a proteção da vegetação de restinga e a contenção da erosão na orla da Avenida Ministro Salgado Filho (RJ-102). 

Segundo despacho do MPF, a ação foi identificada em publicação divulgada nas redes sociais da GWM Brasil que registra a circulação de veículos sobre a faixa de areia e a vegetação de restinga da Praia de Itaúna, inclusive em área inserida no Parque Estadual da Costa do Sol (PECS). O procurador também aponta que, em 1º de julho deste ano, foi identificado um pedaço de estrutura metálica enferrujada na faixa de areia, remanescente do evento da WSL realizado em 2025, com risco à população e ao meio ambiente.

O MPF concedeu prazo de 15 dias para que a GWM Brasil, a WSL, o Inea e a Prefeitura de Saquarema informem se houve autorização do poder público para a realização da ação publicitária, identifiquem os responsáveis pela atividade e detalhem as medidas reparadoras, mitigatórias e compensatórias eventualmente adotadas. À WSL, o MPF também solicitou que esclarecesse as providências adotadas para a retirada da estrutura metálica e as medidas destinadas a evitar que equipamentos utilizados nos eventos permaneçam na praia após sua realização.
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			<title><![CDATA[Escritor cabo-friense lança edição revisada de livro sobre a escravidão em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-07T15:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O escritor Pierre de Cristo vai divulgar o livro "Cabo Frio na Rota da Escravidão" na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), entre os dias 17 e 18 de julho. O lançamento oficial da edição revisada aconteceu no último dia 27, no Centro de Memória Afro-indígena, localizado no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com diversas atividades culturais, incluindo apresentações de Maracatu, graffiti e uma exposição fotográfica.

O novo livro de Pierre revisita o passado da região de Cabo Frio em um formato paradidático, trazendo dados específicos sobre o processo de colonização e a formação quilombola. À Folha, o autor explicou que o processo de revisão durou quase um ano.

— A revisão foi necessária para acertar alguns erros da primeira edição e também rever algumas fontes primárias que poderiam entrar em um segundo livro. O livro foi revisado por quase um ano pelo editor Luciano Monteiro, ganhador do Prêmio Caps de Literatura e Linguística, que transformou o antigo trabalho em um novo livro, agora em um formato paradidático com alguns elementos do anterior, e também com outros inéditos. A nova edição teve ainda o olhar atento da Thammy Carvalho, através da fotografia, e fazendo a parte de execução e assessoria para que tudo desse certo – explicou.

Segundo Pierre, a motivação para investigar especificamente o papel de Cabo Frio nessa rota histórica surgiu da necessidade de uma literatura que abordasse o tema de forma ampla. O escritor ressaltou a importância geográfica do município no contexto da rota da escravidão.

— Havia a necessidade se ter uma literatura que falasse sobre a formação dessa escravização de forma mais ampla, desde os primeiros escravizados (indígenas e africanos) até a formação quilombola da Região dos Lagos. Cabo Frio foi um grande polo colonizador. Foi nesta região, após a proibição do tráfico negreiro em 1831, que grandes traficantes vieram desembarcar navios e mais navios em todo nosso litoral, explorando desde a Praia do Forte, Praia das Conchas e inúmeras outras em Búzios, com centenas de africanos. E não havia um livro que apresentasse dados mais específicos. Agora eu trago desde a ampla escravidão até a nossa região percorrendo um caminho de recortes. O livro tem essa intenção de rever recortes históricos para ajudar novas pesquisas sobre a escravidão de uma forma geral. Cabo Frio entrou na rota da escra vidão desde o século XVI, quando indígenas foram os primeiros a se tornarem objetos do colonizador para inúmeros trabalhos na região. E, tempos depois, entra a figura dos africanos para cumprir esse papel crítico, doloroso e desumano – revelou.

O escritor conta que recorreu a uma extensa lista de fontes, incluindo documentos e livros, consultando inclusive arquivos públicos.

— Consultei desde autores regionais como Hilton Massa, a doutora em História Nilma Accioli, a doutora em Educação Gessiane Nazario, entre outros que escreveram sobre o tema antes de mim. Também consultei os arquivos da Câmara de Cabo Frio, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Museu da Justiça, do Museu da Economia, e inúmeras outras instituições públicas e privadas que tinham algum tipo de documentação que falasse sobre a escravização na antiga Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Inscrições abertas para 1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-07T09:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Búzios receberá, no dia 15 de agosto, a primeira edição do Torneio Aberto de Xadrez de Búzios, competição oficial reconhecida pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX), principal entidade da modalidade no país. O evento será realizado no Madame Bardot, reunirá enxadristas de diferentes níveis e está com inscrições abertas.

Organizado pelo Clube de Xadrez Buziano, o torneio contará com arbitragem registrada pela CBX, garantindo a seriedade e a qualidade técnica da competição. A expectativa é reunir participantes de diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país.

O grande destaque da competição será a presença confirmada do Grande Mestre Darcy Lima, único GM do Estado do Rio de Janeiro e tricampeão brasileiro de xadrez. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória no esporte, Darcy é considerado uma das maiores referências do xadrez brasileiro e uma verdadeira celebridade entre os praticantes da modalidade.

A realização do torneio marca mais um passo importante para o fortalecimento do xadrez em Búzios. Há cerca de dez anos, o esporte vem crescendo no município graças ao trabalho desenvolvido pelo Clube de Xadrez Buziano, que promove atividades em escolas, praças e espaços públicos. O movimento já revelou talentos como o jovem Bernardo Pasini, vice-campeão do Regional de Araruama 2025 e um dos principais nomes da nova geração do xadrez na Região dos Lagos.

Além de reunir atletas experientes e iniciantes, o evento reforça o papel do Clube de Xadrez Buziano na expansão da modalidade na região. A entidade tem como meta ampliar a prática do xadrez escolar, fortalecer o calendário de competições e estimular a formação de novos jogadores. Para o secretário de Turismo de Búzios, Thomas Weber, a competição contribui para diversificar o calendário de eventos da cidade.

- Buscamos constantemente diversificar nossa programação. Eventos como o Torneio Aberto de Xadrez movimentam a cidade e reforçam o potencial do município para receber competições e encontros de diferentes segmentos. Temos certeza de que será um grande sucesso”, afirmou.

O evento conta com apoio das marcas Arcturo e Madame Bardot, a expectativa da organização é que o torneio passe a integrar o calendário esportivo do município e atraia cada vez mais praticantes para a modalidade.

As inscrições podem ser feitas apenas por jogadores cadastrados na Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). Não é necessário estar com a anuidade em dia, mas é obrigatório possuir o cadastro. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail: ai.elciomourao@gmail.com.

Para efetivar a participação, o enxadrista deverá enviar o comprovante de pagamento juntamente com os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, CPF, estado (UF), endereço completo com CEP, telefone para contato, ID FIDE, ID CBX e dados bancários ou chave Pix. O pagamento deve ser efetuado via Pix pela chave 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon, pelo Bradesco.

Os valores das inscrições são:
Isentos: Grande Mestre (GM), Mestre Internacional (MI), Mestre FIDE (MF) e Mestre Nacional (MN);
R$ 50,00 para o Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 50,00 para o Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 80,00 no combo promocional para participação nos Campeonatos Rápido e Blitz, para inscrições realizadas até 30 de julho de 2026.
A lista de inscritos e demais informações da competição poderão ser acompanhadas no site Chess Results.

Serviço
1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios
Data: 15 de agosto de 2026
Local: Madame Bardot – Búzios
Participação especial: Grande Mestre Darcy Lima
Inscrições: ai.elciomourao@gmail.com. PIX 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon,  Banco Bradesco.
Crédito foto de Darcy Lima: @gmdarcylimaoficial
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			<title><![CDATA[Parada LGBT de Cabo Frio é confirmada após impasses do ano passado]]></title>
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			<updated>2026-07-06T10:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A 21ª Parada LGBTI+ de Cabo Frio está confirmada para o dia 6 de setembro, na Praia do Forte. A confirmação foi feita à Folha pelo presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, após a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea divulgar o calendário oficial das paradas filiadas para o segundo semestre deste ano. Apesar da definição da data e da manutenção da organização pelo Grupo Iguais, Rodolpho afirmou que a entidade ainda aguarda a conclusão das tratativas com a Prefeitura para garantir que o evento aconteça.

A expectativa é reflexo dos impasses que marcaram a edição do ano passado. Em fevereiro de 2025, um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal tentou alterar as regras da Parada LGBTI+, transferindo para o município a responsabilidade pela definição da data e pela organização do evento. Após a repercussão, o texto foi alterado pelos vereadores e a organização voltou a ficar sob responsabilidade do movimento.

Em setembro um novo episódio ampliou o conflito. A Prefeitura anunciou uma Parada LGBT com show da cantora Ana Carolina para o dia 4 de outubro, com apoio do poder público. Ao mesmo tempo, indeferiu a realização da Parada tradicional organizada pelo Grupo Iguais, marcada inicialmente para o dia 12 do mesmo mês. A justificativa apresentada pelo governo municipal foi a coincidência com festividades religiosas e infantis.

Segundo Rodolpho Campbell, este ano a situação é diferente. À Folha, ele informou que a data solicitada pelo Grupo Iguais foi mantida e a realização da parada está confirmada. Ainda assim, o presidente da entidade afirma que a organização acompanha as tratativas com o poder público para que o evento aconteça sem novos impasses.

Além de Cabo Frio, a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea também confirmou a realização de outras três paradas na região neste segundo semestre de 2026. A programação começa no próximo dia 12, em Armação dos Búzios, com a 11ª Parada LGBTI+ organizada pelo grupo Cores de Búzios. No dia 13 de setembro será realizada a 16ª Parada LGBTI+ de Rio das Ostras, organizada pelo Grupo Ostras G Diversidade, no Camping Costazul. O calendário termina no dia 8 de novembro, com a 10ª Parada LGBTI+ de Iguaba Grande, organizada pelo grupo Diversiguaba, na Praça da Estação.
 
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			<title><![CDATA[Emissora de Cabo Frio quebra barreiras e cobre a Copa do Mundo nos EUA]]></title>
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			<updated>2026-07-03T16:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[Com cobertura transmitida pelo Instagram (@litoralnewsbrasil) e no YouTube (@LitoralNews), a equipe cabo-friense acompanha da Litoral News faz história na Copa do Mundo, ao lado de grandes veículos internacionais.

A operação da emissora de Cabo Frio no mundial é liderada pelo narrador esportivo Sidnei Marinho e pelo filho dele, o repórter Marcelo Marinho, que atuam na frente das câmeras. O trabalho em família continua nos bastidores: a estrutura no exterior também conta com o suporte de Renata Marinho, esposa de Sidnei.

— Hoje em dia, os acessos são mais limitados do que eram antes. Entretanto, é possível produzir conteúdo jornalístico de qualidade, sem apelação e baseado nos fatos. Esse talvez seja o maior desafio que vencemos todo dia. Levar conteúdo jornalístico de qualidade para nosso público — contou o narrador, que acumula a experiência de sete mundiais cobertos por diferentes veículos desde 1990, sendo esta a terceira Copa do Mundo com cobertura pela TV Litoral News. 

Para Sidnei Marinho, a edição mais marcante de sua carreira foi a de 1994, nos Estados Unidos, em função do título que o país perseguia desde 1970. Já em termos de complexidade logística, ele aponta a Copa de 2002, realizada conjuntamente no Japão e na Coreia do Sul, como a mais difícil, devido aos deslocamentos complexos e ao forte choque cultural. E mesmo diante do tamanho do evento, o narrador explica que a TV Litoral News conquistou uma posição de respeito entre os atletas e os profissionais de imprensa presentes no torneio.

— A Litoral News é muito querida e respeitada por todos: colegas de imprensa, gestores da CBF, jogadores. O fato de estar sempre ao vivo nos jogos, ajuda muito. Marcelo rodou o mundo nos últimos anos junto com a seleção. Sem contar minha vivência em Copas desde 1990. Ocupamos um espaço importante nesse cenário, graças a Deus — revelou.

Como a Litoral News não tem direito de transmissão dos jogos da Copa do Mundo, durante os confrontos da seleção brasileira Sidnei, Renata e Marcelo se permitem assumir o papel de torcedores. Em um desses momentos, durante Brasil x Japão, na última segunda-feira (29), Marcelo Marinho virou notícia global. O repórter foi flagrado pelas câmeras oficiais de transmissão da Fifa enquanto cantava o hino nacional de forma emocionada na arquibancada. A imagem rapidamente viralizou e ganhou repercussão no mundo inteiro.

— Nesse momento do hino passa tudo na cabeça, passa o amor que você tem pelo Brasil. E o futebol é uma das poucas coisas que nos une enquanto país, e é muito bonito ver isso. Nesse terceiro jogo eu fechei os olhos na hora do hino: eu estava muito emocionado mesmo. E na hora em que abri os olhos, o câmera-man da Fifa estava na minha frente. A única reação que eu tive naquele momento foi extravasar o meu desejo de alguma forma contagiar as pessoas com o amor que eu sinto pela seleção, porque foi um momento que o estádio todo cantou. Confesso que eu tava todo me tremendo de emoção. É o sentimento de quem acompanha a seleção brasileira de perto, de quem está em todos os jogos cobrindo a seleção, e de quem quer muito ver a seleção brasileira campeã do mundo - contou Marcelo em conversa com a Folha.

O repórter esportivo revela que a forte ligação com a seleção brasileira vem desde a infância, e foi herdada diretamente do pai, Sidnei Marinho. 

– seleção brasileira sempre foi uma coisa que mexeu muito comigo. Sempre fui muito apaixonado. Provavelmente herdei isso do meu pai. Minha primeira memória de vida é da minha mãe pintando o meu rosto. Na Copa do Mundo de 2002 eu não lembro dos jogos (eu tinha três anos), mas lembro do ambiente. A Copa de 2006 eu lembro onde eu estava em cada jogo, o que eu estava fazendo em cada partida, que foi a primeira Copa que eu acompanhei. Eu tinha sete anos, e lembro da eliminação do Brasil contra a França, ouvindo meu pai, chorando horrores. É inevitável você estar na cobertura da seleção e não torcer pela seleção. É claro que isso não pode fazer você não dar as informações que você tem que dar, as notícias que você tem que dar. Quando as notícias são ruins, você cumpre o seu papel de jornalista. E é melhor ainda quando as notícias são boas. Eu acho que é um combustível, sabe? Ir do outro lado do mundo, acompanhar a seleção brasileira, cobrir os treinos, acompanhar os jogos, estar na Copa do Mundo... É um combustível, é de verdade. Essa coisa de você, de alguma maneira, sentir aquilo que os jogadores estão sentindo e transmitir isso para as pessoas que estão acompanhando. Acho que a grande coisa que eu sempre tento passar para quem acompanha é transmitir também um pouquinho desse sentimento de quem está aqui, levando as informações, mas transmitindo o sentimento para quem não pode estar aqui - contou Marcelo.

À Folha, Sidnei contou que a preparação para esse desafio internacional começou há três anos. De acordo com ele, o planejamento logístico detalhado precisou aguardar as definições oficiais da competição para ganhar corpo.

— Nossa equipe começou a se preparar para a cobertura da Copa ainda em 2023. Claro que precisamos aguardar o sorteio de grupos e tabela para fechar as alternativas de logística, como hospedagens, viagens e estrutura da cobertura em si. Contamos com o patrocínio de muitas empresas importantes da nossa região e com a força de trabalho de nosso time - explicou.

A jornada da equipe rumo à Copa do Mundo começou no dia 18 de maio, acompanhando a convocação oficial da Seleção, e continuou pelo período de preparação na Granja Comary, em Teresópolis, e também pelos amistosos pré-Copa. Nos Estados Unidos, os trabalhos começaram no dia 1 de junho, quando Marcelo viajou para um dos três países sede, enquanto Sidnei e Renata embarcaram dois dias depois.

No último domingo (28), a cobertura internacional ganhou um desdobramento. Sidnei e Renata deixaram os Estados Unidos e viajaram para Portugal, onde transmitem os bastidores dos jogos do Flamengo. O rubro-negro segue em intertemporada de duas semanas em Portugal, onde disputa o Troféu Algarve durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo.

— Eu e Renata viemos para Portugal transmitir os jogos do Flamengo, mas voltaremos para a fase final da Copa nos EUA. Transmitir o Flamengo com exclusividade para o Brasil era uma oportunidade única. Foi desafiador, mas viemos pra cá, e as duas coberturas, seleção e Flamengo, tem apresentado resultados fantásticos - pontuou o narrador, que acredita nas chances do hexacampeonato. “A seleção está no caminho certo. Não ser a grande favorita é bom. Acho que vamos crescer ao longo da competição e acredito que a força do conjunto nos levará ao hexa”, revelou.

Enquanto os três profissionais atuam no exterior, uma equipe de mais dez profissionais dá o suporte em território nacional coordenados por outro filho do narrador, Sidão Marinho. A filha, Larissa Marinho, e o genro, Patrick Alegre, atuam nos processos e na agilidade da cobertura, garantindo velocidade e precisão em todas as plataformas.

Para o Sidnei, comandar uma cobertura desse porte mantendo o núcleo familiar no centro das decisões é uma rotina que exige equilíbrio. Ele aponta a presença da esposa como o pilar de sustentação da equipe técnica.

— Renata, com sua experiência de quase 30 anos na área, e com a sabedoria que tem, é o equilíbrio de nossas decisões. Já tínhamos feito a Copa de Clubes juntos no ano passado. Marcelo foi sozinho ao Catar em 2022. Mas é uma grande benção de Deus podermos estar juntos no trabalho.

Marcelo concorda com o pai, e expressa o orgulho de consolidar o sonho de infância de trabalhar diretamente com o futebol ao lado da família.

— Trabalhar em família, compartilhar essa experiência, é o que me deixa emocionado, porque o grande sonho que eu sempre tive foi trabalhar com isso, com cobertura do futebol. O grande sonho de quem é jornalista esportivo é estar em uma Copa do Mundo. E eu sempre tive um sonho de trabalhar com a minha família, trabalhar com meu pai desde pequenininho, indo para a cabine do Maracanã, acompanhando ele. Querendo ou não, isso foi plantando uma sementinha ali. Então, é muito especial poder aprender, conviver e estar junto nessa cobertura. E também ver que as pessoas olham para a gente e reconhecem que somos uma família que trabalha junto, que está aí na luta, no dia a dia, na caminhada. As conquistas não são individuais, elas são de todos nós. Quando acontece, por exemplo, o momento de eu aparecer, e alguém falar “olha lá, o filho do Sidnei”, isso me deixa muito feliz, porque além de admirá-lo como pai, eu admiro também como profissional, assim como admiro a meu irmão, minha irmã e minha mãe, que trabalham com a gente.
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			<title><![CDATA[Tira Gosto F.C.: livro resgata história de time de futebol de várzea da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-02T12:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para os jogadores, cada jogo era final de Copa. Em vez de grandes estádios, o campo conhecido, veja só, como Canarinho. Em vez de salários astronômicos, simplesmente o amor pelo futebol. Eis a história que vem nas páginas de "Tira Gosto F.C. — A história do futebol de várzea da Região dos Lagos contada em verde e branco", de Igor André Santos. O lançamento será neste sábado (4), às 16h, no Dados Drinks & Games (Rua Porto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio).

O time nasceu em 1978 na oficina mecânica CELZA, em São Pedro da Aldeia, a partir da iniciativa do mecânico Adão André. Irmão caçula de Adão, José André dos Santos, mais conhecido como Zé Marreta, juntou-se ao grupo fundador e se tornou técnico. Ele exerceu essa função de forma praticamente ininterrupta por mais de 30 anos, até também ser reconhecido, informalmente, como presidente do clube.

Filho do técnico, Igor André Santos escreveu o livro a partir de lembranças de infância à beira do campo e de um projeto que havia sido interrompido em 2016, quando pai e filho se reuniram pela primeira vez para registrar a trajetória do time. A ideia foi retomada depois que o autor perguntou ao pai quem havia sido o melhor jogador da história do clube.  A dúvida, lembra Igor André, "reacendeu uma velha vontade de registrar essa história".

Publicada pela Sophia, a obra tem 116 páginas e percorre mais de três décadas de atuação do Tira Gosto Futebol Clube. A equipe disputou 825 partidas entre 1985 e 2009. No período, somou 452 vitórias, 220 empates e 153 derrotas, com 1.959 gols marcados.

Ao longo de sete capítulos, o autor combina relatos de ex-jogadores, diretores e torcedores para reconstruir episódios da história do clube, como a escolha das cores verde e branco, herdadas de uma agremiação de samba do bairro Itajuru, e as disputas internas sobre contratações e dispensas. O livro também dedica um capítulo ao processo de escolha do melhor jogador da história do clube, que não foi nada fácil. A eleição considerou fatos revelados em entrevistas e estatísticas reunidas em um banco de dados mantido pela família de Zé Marreta. Depois de muita discussão, o escolhido foi o jogador Roque. 

O Tira Gosto disputou sua última partida em outubro de 2009 e encerrou oficialmente as atividades em 2010. Desde 2023, uma nova geração de jogadores, comandada pelo ex-atleta Macumba, mantém viva a tradição sob o mesmo nome.

“Você pode ler de duas formas: como uma memória afetiva, uma ‘quase memória’, como gostava de dizer Pedro Nava; ou como uma janela para entender aquele Brasil que não aparece nos jornais. De minha parte, esta obra pode ser lida de ambas as maneiras e quantas mais o leitor julgar melhor”, sublinha Paulo Roberto de Araújo, pesquisador e professor de História, no texto de orelha.

Serviço
Lançamento de "Tira Gosto F.C."
Data: sábado (4)
Horário: 16h
Local: Dados Drinks & Games — Rua Pôrto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio (RJ)
Editora: Sophia Editora
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			<title><![CDATA[Segunda edição do Arraiá do Albatroz terá música, dança e atrações neste sábado (4)
]]></title>
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			<updated>2026-07-02T09:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após reunir mais de 1,5 mil pessoas na primeira edição, o Projeto Albatroz realiza neste sábado (4), das 13h às 20h, a segunda edição do Arraiá do Albatroz. A festa acontecerá na sede do projeto, na Avenida Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio. A programação é gratuita e reúne música ao vivo, brincadeiras, feira de artesanato, comidas típicas, atividades de educação ambiental e atrações para toda a família. Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pela plataforma Sympla.

Para as crianças, haverá brinquedos infláveis, touro mecânico e diversas atividades pensadas especialmente pela equipe de educação ambiental do Projeto Albatroz, com brincadeiras típicas como pescaria, dança das cadeiras e lançamento de argolas, idealizadas para envolver pessoas de todas as idades na conservação marinha. Além disso, os apaixonados poderão aproveitar o clima da festa para enviar mensagens românticas personalizadas no Correio Elegante do Albatroz.

Outra grande atração do evento é a praça de alimentação, que conta com uma diversa variedade de barracas de comidas, doces e bebidas típicas, como milho verde, cocada, pipoca e até acarajé. 

Em uma festa junina não pode faltar música e dança. Por isso, o Forró de Aroeira, uma referência de evento de forró pé-de-serra na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro, vai colocar o público para dançar agarradinho, enquanto a DJ Nana Clara promete agitar a festa com uma curadoria de sons tão versáteis como a cultura brasileira. Já a dança ficará por conta das quadrilhas juninas de escolas da cidade, com a participação confirmada da APAE de Cabo Frio, CIEPS 193 Wilson Mendes (Bairro do Jacaré), entre outros.

Como uma forma de estimular o empreendedorismo e a energia criativa da cidade, também estarão no Arraiá do Albatroz os artesãos dos coletivos afroempreendedor Dandaras e também da Cooperativa Quilombola da Região dos Lagos, responsável pela organização da Feira Quilombola no Horto Municipal de Cabo Frio, além de outros artesãos da região. 

Já nos pavilhões expositivos, que permanecerão abertos durante toda a festa, os visitantes podem aproveitar o arraiá para mergulhar na conservação e se surpreender com a biodiversidade marinha. Projetos parceiros, como Baleia Jubarte, Coral Vivo, Meros do Brasil, Uçá, Cavalos-marinhos, Costão Rochoso, Aruanã, Trilhas Arraial e Funtec (Fundação Municipal de Meio Ambiente de Arraial do Cabo), atuantes no litoral do Rio de Janeiro, vão aproximar o público desses animais, explicando como eles se relacionam com a conservação e a manutenção da saúde do oceano, um ecossistema tão presente na cidade.

Além de celebrar a cultura tradicional e a economia criativa das região, o Arraiá do Albatroz também foi pensado para aproximar o público do trabalho de conservação marinha e cultura oceânica realizado pelo Projeto Albatroz, que trabalha há 36 anos pela conservação das espécies de albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção. A ideia é que a partir da festa, todos possam conhecer o Centro de Visitação e se envolver em suas atividades educativas, artísticas e culturais gratuitas.

“Estamos na Década da Cultura Oceânica, uma oportunidade incrível para conectar as pessoas ao oceano e fazer com que se sintam parte dele. Por isso, eventos como o Arraiá do Albatroz conseguem sensibilizar o público por meio da cultura e gerar valor social e educacional duradouro, fortalecendo nosso papel como um espaço relevante para o desenvolvimento sustentável da nossa região", explica a coordenadora do Centro de Visitação, Daniele Rocha.

Serviço: Arraiá do Albatroz
Local: Av. Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio (RJ)
Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 13h às 20h
Ingressos: Sympla https://www.sympla.com.br/evento/arraia-do-albatroz/3463071
Classificação livre.
Entrada gratuita.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio Convention firma acordo internacional e amplia negociações para novos voos com a Argentina]]></title>
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			<updated>2026-07-01T16:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Representantes de Cabo Frio voltaram da Argentina, esta semana, com um acordo de cooperação internacional firmado com a cidade de Salta, negociações para novos voos charter e ações de promoção do destino junto a operadoras e agências de turismo. Os resultados foram alcançados durante uma programação realizada entre os dias 25 e 30 de junho, em Córdoba, Buenos Aires e Salta, organizada pelo Cabo Frio Convention & Visitors Bureau.

Um dos principais resultados da viagem foi a assinatura do Marco de Cooperação entre os Convention Bureaux de Cabo Frio e Salta e as prefeituras das duas cidades. O acordo estabelece uma parceria para o desenvolvimento de projetos conjuntos nas áreas de turismo, promoção dos destinos, capacitação técnica, intercâmbio de boas práticas e fortalecimento das atividades ligadas ao setor. Com validade inicial de dois anos, o convênio também prevê a assinatura de protocolos específicos para colocar as ações em prática.

A parceria contempla ainda o desenvolvimento de estratégias conjuntas de marketing turístico, intercâmbio técnico entre equipes especializadas, compartilhamento de estudos e metodologias, promoção de visitas institucionais e elaboração de projetos voltados ao fortalecimento do turismo sustentável e da competitividade dos dois destinos.

A programação também marcou o lançamento da campanha "Cidades Irmãs – Cabo Frio & Salta", criada para estimular o intercâmbio turístico, cultural e econômico entre os dois municípios e promover experiências complementares para turistas brasileiros e argentinos.

Outro foco das ações foi ampliar a presença de Cabo Frio no mercado argentino. Em Salta, na última segunda-feira (29), a presidente do Convention Bureau, Maria Inês Oliveros, e o vice-presidente, Arlyson dos Anjos, apresentaram o movimento "Me Gusta Cabo Frio" para representantes de 50 operadoras de turismo e agências de viagens do norte da Argentina. Além de profissionais de Salta, participaram representantes das províncias de Jujuy e Tucumán. O objetivo foi reforçar o posicionamento do destino nas principais plataformas de comercialização turística do país.

A iniciativa contou com a parceria da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, do Aeroporto Internacional de Cabo Frio e da Federação dos Convention Bureaux do Estado do Rio de Janeiro.

– Reunimos representantes do poder público e da iniciativa privada com foco na ampliação do fluxo turístico, do fortalecimento das relações institucionais e da abertura de novas oportunidades de negócios para Cabo Frio – afirmou Maria Inês.

Em Buenos Aires, a programação incluiu reuniões com as companhias aéreas Andes Líneas Aéreas e Domus Airways para discutir a definição de datas de voos charter com destino a Cabo Frio. Já em Córdoba, onde as atividades aconteceram nos dias 25 e 26 de junho, e também na capital argentina, foram realizadas visitas a agências e operadoras para ações de capacitação.

A campanha "Cidades Irmãs – Cabo Frio & Salta" conta com o apoio do Ministério do Turismo e Esporte do Governo de Salta, da Câmara de Turismo de Salta, das prefeituras e secretarias municipais de Turismo de Cabo Frio e Salta, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Cabo Frio e da Associação Salteña de Agências de Viagens.
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			<title><![CDATA[Justiça eleitoral cassa mandato da prefeita de Araruama e determina novas eleições]]></title>
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			<updated>2026-07-01T15:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Política"/>

			<content><![CDATA[A Justiça Eleitoral cassou, nesta quarta-feira (1), os diplomas da prefeita de Araruama, Daniela Cuinse Abreu Soares (Daniela de Lívia), e da vice-prefeita Verônica da Silva Januário de Almeida. A sentença envolve ainda a ex-prefeita Lívia Soares Bello da Silva (Lívia de Chiquinho) e o ex-prefeito Francisco Carlos Fernandes Ribeiro (Chiquinho da Educação). Segundo a defesa de Daniela, a prefeita continua no cargo e o prazo para recurso só deve começar nesta sexta-feira (3).

A decisão foi tomada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que apurou denúncias de abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação institucional durante as eleições municipais de 2024. Segundo informações, a Justiça entendeu que a estrutura da Prefeitura de Araruama teria sido usada para favorecer a candidatura de Daniela, eleita com apoio do grupo político da então prefeita Lívia de Chiquinho, e do marido dela, Chiquinho da Educação.

A ação aponta que Daniela participou de eventos oficiais do governo municipal antes da eleição, teve sua imagem vinculada à gestão de Lívia, e foi beneficiada por ações da máquina pública durante o período eleitoral. O processo também investigou a contratação de servidores temporários e estagiários sem processo seletivo ao longo de 2024, o que, segundo a ação, teria aumentado a folha de pagamento com finalidade política.

Além de cassar os diplomas de Daniela Soares e Verônica Januário, a decisão também declarou os quatro réus inelegíveis por seis anos. Cada um também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 20 mil.

A sentença também determinou a realização de nova eleição para a Prefeitura de Araruama, mas isso só deverá ocorrer se a decisão for confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ou quando não houver mais possibilidade de recurso.

A Folha conversou com o advogado Pedro Canellas, responsável pela defesa de Daniela Soares. Ele informou que a sentença só deve ser oficialmente publicada nesta quinta-feira (2) e que o prazo para recurso deve começar apenas na sexta-feira. Segundo ele, a decisão atual ainda não afasta a prefeita do cargo.

– Recebemos com muita surpresa, mas com muita serenidade também, a sentença que saiu hoje na Zona Eleitoral de Araruama, mas informamos que a prefeita continua no cargo. Ela não tem nada que a afaste do cargo. Nós temos muita tranquilidade para mover os recursos necessários na Justiça para que isso seja revisto nas instâncias superiores. Temos absoluta tranquilidade de que o processo é frágil e essa sentença há de ser reformada nas instâncias superiores - informou Pedro.

De acordo com a defesa, Daniela Soares continuará exercendo o mandato enquanto recorre da decisão e enquanto não houver determinação judicial que mude sua situação no cargo.

A decisão envolvendo Araruama não é um caso isolado na Região dos Lagos. Nos últimos anos, outras cidades também tiveram prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral, provocando mudanças na administração municipal e, em alguns casos, a convocação de novas eleições.

Em Búzios, o prefeito Alexandre Martins e o vice-prefeito Miguel Pereira tiveram os mandatos cassados por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, sob acusação de abuso de poder econômico durante as eleições de 2020. A Justiça chegou a marcar uma eleição suplementar para o dia 28 de abril de 2024. No entanto, dez dias antes da votação, o Tribunal Superior Eleitoral reformou a decisão do TRE-RJ, anulou a cassação e determinou o retorno imediato dos dois aos cargos, cancelando a eleição que já estava marcada.

Em Cabo Frio, o então prefeito Marquinho Mendes teve o mandato cassado em abril de 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justiça entendeu que ele estava inelegível quando disputou as eleições de 2016 em razão de uma condenação anterior por abuso de poder político e econômico, relacionada ao pleito de 2012. Com a cassação, o presidente da Câmara Municipal, Aquiles Barreto, assumiu interinamente a Prefeitura até a realização da eleição suplementar convocada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A votação aconteceu em julho de 2018 e elegeu Adriano Moreno como novo prefeito do município.

A instabilidade política continuou nos anos seguintes. Em 2021, José Bonifácio venceu as eleições e assumiu a Prefeitura de Cabo Frio. Em julho de 2023, ele morreu em decorrência de um câncer, e a então vice-prefeita Magdala Furtado assumiu o comando do município. Com isso, Cabo Frio teve cinco prefeitos diferentes em um intervalo de apenas seis anos.
 
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			<title><![CDATA[Praia do Peró mantém critérios da Bandeira Azul e inicia preparativos para temporada 2026/2027]]></title>
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			<updated>2026-07-01T13:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[A Praia do Peró, em Cabo Frio, já encaminhou à coordenação nacional do Programa Bandeira Azul a candidatura para a temporada 2026/2027. O resultado será divulgado em outubro, após as avaliações dos júris nacional e internacional, este último sediado em Copenhague, na Dinamarca. Enquanto aguarda a análise, a praia segue atendendo aos 34 critérios exigidos pela certificação internacional, incluindo a excelência na qualidade da água, monitorada continuamente durante toda a temporada.

Primeira praia do interior do Estado do Rio de Janeiro a conquistar a Bandeira Azul, o Peró passou por uma inspeção da coordenação nacional no início deste ano. As observações feitas durante a visita deram origem a um conjunto de ações voltadas ao aperfeiçoamento da infraestrutura da orla. Segundo a prefeitura, as intervenções têm caráter preventivo e fazem parte da rotina de melhoria contínua adotada por praias certificadas internacionalmente.

Entre as ações previstas estão a manutenção das estruturas da orla, a ampliação da limpeza da faixa de areia com treinamento das equipes para utilização de ecopeneiras, a instalação de novos pontos de coleta seletiva em parceria com a cooperativa de catadores do município e o reforço da segurança com câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento facial.

Além dos aspectos ambientais, a certificação também impulsionou melhorias na infraestrutura da Praia do Peró, que possui 7,2 quilômetros de extensão, entre a Praia das Conchas e a Ponta do Peró. Entre os avanços está a implantação do sistema de monitoramento por câmeras com reconhecimento facial no trecho certificado pela Bandeira Azul e na Praça do Moinho. A região também passou a contar, neste ano, com uma unidade do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur).

O novo sistema, segundo a Prefeitura, vai complementar o trabalho desenvolvido pela Guarda Municipal, pelo 25º BPM e pelo BPTur, auxiliando tanto na prevenção de ocorrências quanto nas ações de ordenamento urbano, fiscalização de posturas e atuação da Guarda Marítima e Ambiental.

A certificação também estimulou novos investimentos no bairro. Levantamento realizado pelo governo municipal revelou que o Peró passou a receber novos empreendimentos hoteleiros, aumento no fluxo de turistas nacionais e internacionais e mudanças na organização da orla. A Avenida dos Namorados passou a priorizar pedestres e ciclistas, enquanto as operações de carga e descarga dos quiosques foram concentradas em horários específicos para melhorar a mobilidade. Em breve o bairro vai ganhar iluminação pública em LED, e obras de revitalização da Praça do Moinho, com início previsto para este mês de julho.
 
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			<title><![CDATA[Terra em disputa: os detalhes da ação que envolve espólio de Henrique Lage; juiz federal decidirá]]></title>
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			<updated>2026-07-01T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Já está nas mãos do juiz federal o processo que pode definir uma das disputas imobiliárias mais antigas de Cabo Frio. No último dia 17, a ação que questiona a propriedade das Salinas Peroanas voltou para decisão da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia. O novo andamento acontece poucos meses após o Ministério Público Federal (MPF) cobrar respostas ao governo de Cabo Frio sobre a situação de um projeto de lei relacionado ao zoneamento daquela área. No centro da discussão está a tese defendida pelo MPF de que as terras pertencem ao espólio de Henrique Lage (1881–1941) e que, portanto, não poderiam ter sido negociadas da forma como aconteceu ao longo das últimas décadas.

O caso faz parte da Ação Civil Pública nº 5002755-76.2024.4.02.5108, movida pelo Ministério Público contra a União, o Município de Cabo Frio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. e a Cabo Frio Estacionamentos Ltda. Embora a ação tenha sido proposta para garantir o livre acesso da população à Praia das Conchas, à Ilha do Japonês e à Praia Brava, a investigação acabou avançando sobre a origem e a propriedade das terras conhecidas como Salinas Peroanas.

Em despacho assinado em 26 de março deste ano, o juiz federal substituto Thiago Gonçalves de Lamare determinou a reiteração da intimação do Município de Cabo Frio para que informasse, de forma conclusiva, a situação do projeto de lei que trata da alteração do zoneamento da área. No mesmo documento, o Ministério Público Federal ressalta que o município e o Inea vêm descumprindo itens fundamentais da decisão liminar, como a entrega do Plano de Ordenamento Territorial definitivo e a consolidação do Estudo de Capacidade de Carga da região, cujo prazo estipulado pelas próprias autoridades expirou em outubro de 2025 sem comprovação de atendimento. O magistrado também determinou que, após a manifestação do município, as partes fossem novamente ouvidas sobre os documentos e informações já juntados ao processo.

Na petição apresentada à Justiça, o MPF afirma que a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. utilizou, para comprovar a propriedade da área, a matrícula nº 88 do Registro Geral de Imóveis de Cabo Frio e uma escritura de promessa de venda e compra com quitação assinada em 3 de março de 2011 entre a Tourinter do Brasil S.A. Empreendimentos Turísticos e Imobiliários e a então denominada Horizon 35 Participações Ltda., atual São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A.

Ao analisar a documentação, porém, os procuradores afirmam ter encontrado indícios de que a história da propriedade não estaria completa nos registros apresentados. Segundo o Ministério Público Federal, a matrícula nº 88, aberta em 25 de junho de 1976, não reproduz toda a sequência de transferências do imóvel desde sua origem. A partir dessa constatação, o órgão teve acesso ao inventário de Henrique Lage, processo iniciado em 1941 após a morte do empresário. Segundo a documentação, as Salinas Peroanas já faziam parte dos bens deixados por Henrique Lage e integravam o patrimônio que deveria ser partilhado entre os herdeiros.

Segundo o MPF, documentos localizados no próprio inventário e certidões obtidas junto ao 2º Ofício de Notas de Cabo Frio mostram que Henrique Lage adquiriu a totalidade das Salinas Peroanas em 1939 por meio de duas escrituras de compra e venda: a primeira foi lavrada em 11 de fevereiro daquele ano, e a segunda, em 10 de maio de 1939.

O Ministério Público afirma ainda que a descrição das Salinas Peroanas encontrada no inventário de 1941 é semelhante à que aparece na matrícula imobiliária utilizada para comprovar a propriedade da área. Segundo o órgão, a diferença é que os registros posteriores deixaram de reproduzir a informação de que o imóvel havia sido adquirido por Henrique Lage em 1939.

O documento do MPF também afirma que as Salinas Peroanas abrangem uma área muito maior do que as antigas salinas localizadas próximas à Ilha do Japonês. Segundo os registros analisados, o imóvel alcança também áreas próximas à Praia das Conchas, incluindo a região onde funcionava um estacionamento.

O MPF também sustenta que as Salinas Peroanas e a Ilha Sarafana fazem parte do patrimônio que ainda está sendo discutido no inventário de Henrique Lage. Com relação à Ilha Sarafana, sob domínio da União, os procuradores apontam que os direitos sobre a área foram adquiridos pelo empresário junto a Francisca Rodrigues de Salles, por meio de escritura de compra e venda datada de 15 de fevereiro de 1941.

Para defender essa tese, o órgão cita documentos contábeis, laudos periciais e outros registros produzidos ao longo do processo sucessório. Segundo o procurador Bruno de Almeida Ferraz, esse conjunto de documentos indica que os dois imóveis devem integrar a partilha dos bens deixados pelo empresário. Lembra ainda que, conforme expresso por Henrique Lage, os bens ligados às suas atividades empresariais deveriam ser divididos entre sua esposa, Gabriella Besanzoni Lage, dois sobrinhos e seis auxiliares. Segundo o Ministério Público Federal, essa partilha continua sem conclusão válida até hoje.

A petição também relembra uma série de acontecimentos que marcaram o inventário ao longo das décadas. Em 1942, um decreto federal incorporou ao patrimônio nacional os bens e direitos das empresas e do espólio de Henrique Lage. Em 1944, outro decreto determinou que os bens excluídos dessa incorporação fossem devolvidos aos seus legítimos beneficiários por meio do processo de inventário. Já em 1946, uma nova norma determinou a desincorporação definitiva desses bens e sua devolução total aos sucessores.

Henrique Lage foi um dos maiores empresários do Brasil, pioneiro nos setores de mineração, navegação, construção naval e aviação. Em 1920, ele construiu o famoso palacete do atual Parque Lage, no Rio de Janeiro, como uma demonstração de amor para sua esposa, a cantora lírica Gabriella Besanzoni Lage. Acumulou imóveis e terrenos em diversas partes do país, inclusive na Região dos Lagos.
A discussão sobre a propriedade de Henrique Lage nas Salinas Peroanas não é recente.

Em 2018, a Folha dos Lagos já havia revelado a possibilidade de uma disputa judicial envolvendo a área. Na época, o espólio de Antônio Tavares Leite, um dos legatários de Henrique Lage, ameaçava entrar com processo para anular a venda das salinas para a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário, responsável pela construção de um estacionamento de 45 mil m² no local. Com sede em São Paulo, a São José alegava ter comprado o terreno (de 4 milhões de metros quadrados) da Tourinter do Brasil, no dia 3 de março de 2011, por meio de escritura pública lavrada no 24º Tabelião de Notas de São Paulo, no livro 6520, na folha 034. O valor da transação seria de R$ 5 milhões, além de mais R$ 10 milhões relativos a tributos em atraso.

– Como a venda aconteceu, se existe processo que tramita na Justiça para a partilha do espólio entre os legatários? – questionou, na época, Wanderson Rodrigo, casado com a neta de uma das inventariantes de Henrique Lage, Margarida Espada Tavares Leite.

Ainda em 2018, Wanderson contou à Folha que o imbróglio sobre as terras e imóveis de Henrique Lage começou em 1951, quando a família Catão teria reaberto uma empresa chamada Henrique Comércio e Indústria, alegando ser a única herdeira dos bens do empresário. Depois disso, de acordo com Wanderson, os bens teriam sido divididos em outras empresas do mesmo grupo. No caso da área das Salinas Peroanas, ele contou que passou pelas mãos da Nora Lage Ltda. e, depois, pela Tourinter Empreendimentos. Certidão de inteiro teor obtida pela Folha, na época, no Cartório do 2º Ofício, não trazia o nome dos antigos proprietários do terreno.


Na entrevista, Wanderson afirmou que enviou, no dia 12 de janeiro de 2016, ofício ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), denunciando as empresas Nora Lage S.A., Tourinter do Brasil e a Prefeitura de Cabo Frio e pedindo o bloqueio das áreas das Salinas Santos Dumont, Salinas Peroanas, Ilha Sarafona, Brejo Salgado, Salina Macau, terrenos na Ponta da Massambaba e outras dentro do Parque Estadual da Costa do Sol. 

Outra área que faria parte do espólio de Henrique Lage compreende um trecho entre a Gamboa, Ogiva e Peró, em Cabo Frio.Também existe discussão sobre a propriedade do terreno do antigo Galpão do Sal, na Passagem.  
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe ações gratuitas o projeto cultural A Caixinha de Música, de Débora Diniz]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio, nos dias 3 e 4 de julho, duas ações culturais gratuitas do projeto A Caixinha de Música, voltado à primeira infância. A iniciativa é idealizada pela artista, educadora musical e produtora cultural Débora Diniz.

O projeto apresenta um episódio piloto que une música, contação de histórias, personagens e descobertas sobre o mundo em linguagem lúdica, afetiva e educativa. A proposta valoriza a curiosidade, a imaginação e o brincar.

A programação começa nesta sexta-feira (3), às 18h, com a pré-estreia do episódio piloto, seguida de roda de conversa com educadores, na Livraria & Café Petit, no Portinho. O encontro propõe uma reflexão sobre a importância de produções audiovisuais de qualidade para a primeira infância e discute como a música, a arte e o audiovisual podem contribuir para o desenvolvimento infantil e para o cotidiano das escolas e das famílias.

Neste sábado (4), às 10h, a programação segue para a Praça de São Cristóvão, com uma manhã de música, brincadeiras e interação para crianças e suas famílias. A atividade reúne canções, brincadeiras musicais e experiências lúdicas ao ar livre, com incentivo à participação das crianças por meio da arte e da criatividade.

Segundo Débora Diniz, a proposta do projeto é ampliar o acesso das crianças a conteúdos audiovisuais pensados especialmente para elas.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais, da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

SERVIÇO

Pré-estreia do episódio piloto e roda de conversa com educadores Quando: sexta-feira, 3 de julho, às 18h Onde: Livraria & Café Petit — Rua Sapoti, 89, Portinho, Cabo Frio

Música e brincadeiras para crianças Quando: sábado, 4 de julho, às 10h Onde: Praça de São Cristóvão, Cabo Frio

Quanto: gratuito

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			<title><![CDATA[Obra da Praça das Águas, em Cabo Frio, entra na mira do Iphan e precisa ser paralisada]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou à Prefeitura de Cabo Frio a paralisação imediata das obras de reforma da Praça das Águas, na Praia do Forte. A informação foi confirmada à Folha por Carina Mendes, chefe do Escritório Técnico da Região dos Lagos. Segundo o instituto, o processo de aprovação do projeto ainda não foi concluído e, por isso, as intervenções não podem continuar até que os ajustes necessários sejam realizados. De acordo com Carina Mendes, o escritório técnico do Iphan já está em conversa com a Prefeitura de Cabo Frio para que o projeto seja adequado e receba a aprovação definitiva.

– A solicitação foi feita porque o processo de avaliação e aprovação do projeto ainda está em andamento. Assim, as intervenções iniciadas na última semana deverão permanecer suspensas até a conclusão da análise. Considerando a relevância estratégica da área para a revitalização paisagística da Praia do Forte, integrante do conjunto tombado de Cabo Frio, a normativa vigente exige a apresentação de projeto paisagístico para intervenções no local. Após reunião entre as equipes técnicas do Iphan e das secretarias municipais envolvidas, foram discutidos os ajustes necessários para a aprovação definitiva da proposta. No momento, o Iphan aguarda o envio da nova versão do projeto — informou Carina ao jornal.

A reforma do local foi anunciada pela prefeitura no último dia 15. A previsão era de conclusão em novembro deste ano. Além de uma nova identidade visual, o espaço também ganharia um novo nome: "Praça Encantada das Águas". O projeto, anunciado pelo prefeito Serginho Azevedo, previa a requalificação completa de toda a estrutura, com novo paisagismo, áreas de convivência, iluminação cênica e a instalação de fontes interativas para uso recreativo, principalmente por crianças. Também estavam previstas fontes programáveis com integração entre movimentos da água, iluminação e trilha sonora, além de uma arquibancada inspirada na relação histórica de Cabo Frio com o mar e a água.

A Praça das Águas foi inaugurada em 2013, durante o governo do então prefeito Alair Corrêa. O investimento foi de cerca de R$ 12 milhões. Em 2019, a prefeitura, sob o comando do então prefeito Adriano Moreno, informou que a água existente no local estaria se infiltrando no solo e poderia atingir o lençol freático. Segundo o governo, havia risco para os edifícios do entorno. Por isso, um novo projeto chegou a ser anunciado para readequar o espelho d&#39;água. Mas nada aconteceu.

Dois anos depois, em 2021, o então prefeito José Bonifácio anunciou a intenção de aterrar parte da Praça das Águas, transformando o espaço em uma praça convencional. A proposta, no entanto, não foi executada. Mas, em agosto do mesmo ano, parte da estrutura precisou ser interditada após uma avaliação realizada por engenheiros e pela Defesa Civil. 
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			<title><![CDATA[Voluntários encontram granada durante limpeza em praia de Arraial]]></title>
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			<updated>2026-06-25T19:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Voluntários do projeto Mar Sem Lixo encontraram uma granada com pino na faixa de areia da Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, no bairro Monte Alto, em Arraial do Cabo. O objeto foi encontrado no último dia 14, durante uma ação de limpeza realizada em parceria com a Global Ocean Clean Up e a Oceanic Society. De acordo com a vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri, o achado inesperado aconteceu enquanto o grupo recolhia resíduos sólidos na orla. 

À Folha, Gisele contou que ao identificarem o artefato, os integrantes do mutirão seguiram os protocolos de segurança estabelecidos, evitando manusear o objeto. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados e assumiram a ocorrência, encaminhando o material bélico para os órgãos de segurança militar.

A descoberta da granada em área de praia acendeu um alerta preocupante sobre o descarte inadequado de resíduos, que coloca em risco a vida marinha, os frequentadores e as comunidades costeiras do Estado. As imagens registradas mostram que o explosivo apresenta marcas de oxidação e acúmulo de areia onde fica o mecanismo de acionamento. A recomendação oficial para qualquer pessoa que localize um objeto similar é não manusear o material e ligar imediatamente para a Polícia Militar através do número 190.

— Na hora ficamos curiosos e ao mesmo tempo cautelosos. Por estar com o pino ficamos mais tranquilos, mas eu mesma não segurei. Esse pedaço de praia que fica entre Arraial e Monte Alto recebe muitos resíduos provenientes da Baía de Guanabara. Acredito que foi de lá que veio através das correntes - contou Gisele.

Apesar do ineditismo com este tipo de armamento, a vice-presidente do Mar Sem Lixo lembrou que o projeto já se deparou com outra situação de perigo. Há cerca de oito anos, durante uma ação promovida na Praia do Peró, em Cabo Frio, voluntários do projeto recolheram um artefato em formato de cano com 10 milímetros de diâmetro que exibia o símbolo internacional de material radioativo. 

– Nós acionamos a Marinha, enviamos fotografias do cilindro, e recebemos orientação para isolar a área imediatamente até a chegada dos especialistas - contou a ambientalista.
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			<title><![CDATA[Ex-presidente do Parókia, Fernada Carriço recebe moção de aplausos na Câmara]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:59:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A jornalista, escritora e produtora cultural Fernanda Carriço recebeu moção de aplausos da Câmara de Cabo Frio. É um reconhecimento à sua atuação como presidente do Parókia. Primeira mulher a comandar o tradicional bloco, Fernanda passou recentemente a função para Débora Machado.

Em seu discurso na sessão legislativa de quinta-feira (25), Fernanda exaltou a trajetória de Jessé Menezes, que havia morrido no dia anterior. Ela também fez questão de lembrar a história do avô, Victorino Carriço. O poeta chegou a presidir a Câmara em 1973. 

A moção foi proposta pelo vereador Davi Souza. Com 33 anos dedicados ao jornalismo, Fernanda trabalhou nos principais veículos de comunicação da região, entre emissoras de TV, rádios, jornais impressos e sites, incluindo a Folha.

Em 2022, organizou seu primeiro carnaval à frente da agremiação e, em 2023, foi eleita presidente. Reviveu tradições como o Papai Noel do Parókia, organizou a estrutura do bloco, multiplicou o número de ensaios e retomou os grandes cortejos. Em 2026, o Parókia conquistou, pela primeira vez, um edital de fomento à cultura, e Fernanda Carriço realizou o maior carnaval de todos os tempos, reunindo, em um único dia, mais de 7 mil foliões.
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			<title><![CDATA[Congresso Brincar começa nesta sexta (26) em Saquarema com expectativa de reunir 2 mil educadores]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[omeça nesta sexta-feira (26), em Saquarema, mais uma edição do Congresso Brincar, considerado uma das principais iniciativas de formação voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental no país. O evento será realizado no Centro de Eventos de Saquarema e segue até sábado (27), reunindo educadores, gestores, pedagogos e profissionais da área de diversas regiões do Brasil.

A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil participantes nesta edição. No ano passado, quando o congresso foi realizado pela primeira vez no município, aproximadamente 1,8 mil professores participaram da programação.

Promovido pela Máxima Eventos, o Congresso Brincar completa uma década de história em 2026. Ao longo desse período, o projeto estima ter impactado cerca de 100 mil profissionais da educação em diferentes estados brasileiros, consolidando-se como uma referência nacional em formação continuada para educadores.

Mais do que um congresso, o Brincar se tornou um espaço de troca de experiências, atualização pedagógica e reflexão sobre os desafios contemporâneos da infância. A programação deste ano abordará temas como desenvolvimento infantil, aprendizagem por meio do brincar, planejamento pedagógico, autoridade docente e os impactos das transformações sociais na educação.

Entre os destaques da edição estão o historiador e filósofo Leandro Karnal, que falará sobre autoridade docente, e o pediatra e sanitarista Daniel Becker, referência nacional em temas relacionados à infância, que apresentará a palestra "Desafios da infância para educadores".

Saquarema e a educação

Nos últimos anos, Saquarema passou a integrar de forma permanente o calendário nacional de eventos promovidos pela Máxima Eventos e pelo Instituto Conhecer. Além do Congresso Brincar, o município também recebeu recentemente o Congresso Brasileiro de Inclusão, fortalecendo sua posição como um polo de formação e atualização profissional para educadores.

A realização recorrente desses encontros tem atraído participantes de diferentes estados e contribuído para consolidar a cidade como um destino importante para eventos voltados à educação, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na formação de crianças e jovens.

Segundo a organização, a escolha de Saquarema está relacionada à estrutura oferecida pelo município e à receptividade encontrada nas edições anteriores, fatores que contribuíram para a continuidade do projeto na cidade.

A programação do Congresso Brincar segue até sábado (27), com palestras, atividades formativas e momentos de integração entre os participantes.
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			<title><![CDATA[Jessé Menezes (1973-2026): um dos fundadores do bloco Parókia deixa legado de música e alegria]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A música e o carnaval de Cabo Frio, mais uma vez, estão de luto. No mês passado, a cidade perdeu Kleber da Silva Costa, o Seu Binho, aos 93 anos. Nesta quarta-feira (24), morreu, aos 63 anos, José Corrêa de Menezes Filho, o Maestro Jessé, ou, simplesmente, Jessezinho.
O maestro Jessezinho deixa a viúva Nádia Aparecida do Amaral Menezes e os filhos Jéssica e Yuri Menezes. O velório será nesta sexta-feira (26), a partir das 9h, na Capela do Portinho, e o sepultamento ocorrerá ao meio-dia, no Cemitério Santa Izabel.

Assim como Seu Binho, Jessezinho também era músico da Sociedade Musical Santa Helena e, juntos, foram fundadores do tradicional bloco Parókia, do qual Jessé era presidente de honra desde que se mudou para São Paulo, há cinco anos, para cuidar de complicações nos rins. Ele estava na fila de espera por um transplante.

Filho do também maestro Jessé, Jessezinho formou e inspirou gerações de músicos de sopro. Instrumentista e integrante da Banda de Alcione há três anos, Rodrigo Revelles lembra de Jessezinho como "um paizão" no aprendizado musical e na formação moral e ética.

— Me mostrou os caminhos a seguir — diz Revelles. — Estudei com o pai dele, o Seu Jessé, e toquei com Jessezinho na região inteira. Era uma pessoa muito especial. Aprendi muito e tenho enorme admiração. E mais: ele me ensinou a admirar obras de grandes músicos brasileiros — completa.

Outro músico, Feliselsso Guimarães, lembra ter começado a carreira com Jessezinho, na Santa Helena, ainda na adolescência. Além da banda, foram companheiros, entre outros grupos, da Orquestra Tropical, do Grupo Kaô e da Banda do Colégio Miguel Couto, além de inúmeras orquestras carnavalescas.

No ano passado, Jessé foi o homenageado oficial do abadá do bloco Parókia no Carnaval de 2025, com o enredo "Ao Mestre com carinho, viva Jessé Menezes".

Mesmo afastado do carnaval por questões de saúde, permanecia como presidente de honra do bloco Unidos do Parókia. Durante anos comandou a Banda Santa Helena, dando continuidade a uma tradição familiar: herdou do pai não apenas o nome, mas também a função de maestro. Foi ele quem recebeu os ensinamentos para comandar uma das mais tradicionais bandas de Cabo Frio, responsável por apresentações em ruas, desfiles e eventos que marcaram gerações.

Em entrevista concedida em 2018, durante as comemorações dos 81 anos da Sociedade Musical Santa Helena, Jessé destacou o orgulho de dar continuidade ao legado da família.

— Sou privilegiado por ter essa herança musical do meu pai e espero poder ensinar também ao meu filho — comentou na época.


A notícia da morte de Jessezinho provocou comoção entre músicos, integrantes do carnaval e pessoas ligadas à cultura da cidade, que prestaram homenagens nas redes sociais.

A ex-presidente do Unidos do Parókia, Fernanda Carriço, relembrou a convivência com o maestro durante os carnavais.

— Foram muitos carnavais juntos. Você me ensinou o amor pelo Parókia. Obrigada por tanto — escreveu.

A organizadora e produtora do Santo Samba, Luciana Branco, também prestou homenagem.

— Desde o primeiro dia com o Santo Samba. Inspirado e inspirador. Quanta admiração e respeito pelo músico que você foi! Toque muito aí no céu! — postou
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			<title><![CDATA[Vice-prefeito de Cabo Frio denuncia ameaças de morte contra ele e a esposa]]></title>
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			<updated>2026-06-25T16:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Polícia"/>

			<content><![CDATA[O vice-prefeito de Cabo Frio, Miguel Alencar, denunciou nesta quinta-feira (25) que ele e a esposa, a nutricionista Maitê Westermann, estão sendo vítimas de ameaças de morte. A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação Miguel exibe mensagens que afirma ter recebido por WhatsApp durante o mês de abril. 

Em uma das mensagens apresentadas pelo vice-prefeito, uma pessoa identificada pelas iniciais R.S. escreve: “Aí seu moleque, tá pensando que vai dar um golpe no sistema. A casa vai cair pra você. Já tô ligado no seu dia a dia. Tô só te observando. Sei tudo o que você faz. Se ficar nessa vai ter banho de sangue. O papo já foi dado”.

Segundo Miguel, a esposa também passou a receber ameaças. Em outra mensagem exibida no vídeo, enviada pela mesma pessoa, o texto diz: “Aí senhora. Se você ama seu marido, dá uns conselhos pra ele. Vai ter banho de sangue na cidade. Ele tá muito acelerado. Nós não tamo pra brincadeira”.

O vice-prefeito também mostrou uma terceira mensagem, enviada por outro número, identificado pelas iniciais P20. O texto diz que “tá tudo palmeado. Não quero vocês causando problemas, entendeu? Se não vai dá m... O aviso tá dado. Miguel, não quero você criando confusão, nem se metendo, tendeu? Fica quieto no seu canto que tá tudo palmeado. Fica quietinho no seu canto e relaxa, se não a conversa vai mudar. O aviso tá dado”.

Segundo Miguel, o caso já foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia, sob o número 126-04074/2026.
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			<title><![CDATA[Campeonatos de jogos movimentam estudantes de escolas da rede pública de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-06-23T18:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em Arraial do Cabo, neste mês, foi concluída metade dos campeonatos de jogos eletrônicos promovidos pela Caixa de Soluções Educacionais (CASE), solução gamificada desenvolvida pela GF Corp em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). A iniciativa reúne estudantes de três escolas da rede municipal em competições semanais que combinam jogos, engajamento e desenvolvimento digital. Participam do projeto a Escola Municipal João Torres, a Escola Municipal Vera Felizardo e o Colégio Municipal João Torres, com ciclos mensais de disputa sendo realizados entre abril e setembro.

Cada campeonato tem duração de uma semana e, ao final de cada mês, os três melhores colocados de cada escola recebem premiações como fones de ouvido, power banks e caixas de som Bluetooth. Além disso, os vencedores garantem classificação para a grande final, que será realizada daqui a três meses. Ao todo, o projeto conta com seis ciclos mensais, dos quais três já foram concluídos.

Os números refletem o alto engajamento dos estudantes. Somente na última semana, foram registradas mais de 10 mil partidas disputadas. No acumulado do ano, a plataforma já se aproxima da marca de 100 mil partidas realizadas. Outro dado que chama a atenção é a participação feminina: nos três primeiros ciclos, 40% das premiações foram conquistadas por alunas, evidenciando o potencial inclusivo da iniciativa.

Para Márcio Filho, especialista em games e sociedade e diretor executivo da GF CORP, o projeto demonstra como os jogos podem atuar como ferramenta de desenvolvimento: “Quando a gente leva esse tipo de dinâmica para dentro das escolas, a gente não está falando só de competição. Estamos falando de engajamento, de desenvolvimento de habilidades e de aproximação dos jovens com o universo digital de forma estruturada”.

A conclusão do terceiro ciclo consolida o projeto como uma ação de impacto no ambiente escolar, promovendo inclusão, competitividade saudável e acesso a experiências tecnológicas. “O que esses números mostram é que existe interesse, participação e talento. O desafio agora é transformar esse engajamento em oportunidade real para esses jovens”, completa Márcio.

Uma das pioneiras do setor de jogos brasileiro, a GF CORP atua há mais de 18 anos na criação de soluções gamificadas. Em 2016 desenvolveu a Caixa de Soluções Educacionais (CASE), plataforma de jogos aplicados à educação que leva experiências gamificadas aos estudantes de escolas públicas,  colocando a tecnologia e a ludicidade a serviço da educação, com foco na melhoria do desempenho e do engajamento dos estudantes. 

A CASE é uma plataforma de jogos que adota um sistema de microaprendizagem, baseado em experiências curtas, modulares e adaptativas, que já alcançou milhares de jovens e adultos em todo o país. São mais de três milhões de partidas jogadas e 100 mil usuários cadastrados, consolidando a plataforma como uma das principais referências em jogos aplicados à educação.

 
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			<title><![CDATA[Pesquisas com baleias em Arraial do Cabo revelam novas condutas das espécies no litoral]]></title>
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			<updated>2026-06-23T15:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O monitoramento científico de baleias, em Arraial do Cabo, está avançando na coleta de dados e revelando descobertas importantes sobre como os animais utilizam o litoral da região. Os novos dados ganham destaque justamente com o início da atual temporada de migração na costa cabista, no mês de maio. 

Coordenadora de um projeto de pesquisa focado nessas espécies no município, a bióloga Samara Valle conversou com a Folha e falou sobre as novidades observadas e os desafios do trabalho de campo. De acordo com a especialista, a atual temporada apresenta uma frequência bastante consistente de registros, fornecendo dados importantes para as análises.

— Tem sido uma temporada muito boa. Temos observado as baleias com uma frequência bastante consistente. Agora, no início, temos mais grupos pequenos em deslocamento. Ainda não tivemos registros de filhotes ou grupos maiores, mas com certeza virão ao longo da temporada - explicou Samara.

Sobre o levantamento de dados populacionais, e uma estimativa exata de quantos cetáceos já cruzaram o litoral em comparação com anos anteriores, a bióloga esclareceu a metodologia aplicada.

— Ainda é cedo para ter uma estimativa deste ano. Além disso, o nosso método de pesquisa é baseado principalmente em saídas embarcadas. Então, não fazemos um levantamento populacional de fato. Nós registramos, sim, a quantidade de baleias que acompanhamos no dia, coletamos outras informações importantes, mas a parte de estimativa de quantidade de baleias costuma ser mais adequada para trabalhos realizados em ponto fixo em terra. Eu não posso fazer uma comparação exata com os anos anteriores mas, até então, tenho visto uma quantidade semelhante em relação ao ano passado - detalhou.

As pesquisas realizadas por Samara têm transformado o entendimento tradicional sobre o papel do mar cabista na rota dos cetáceos. Historicamente, acreditava-se que a costa de Arraial do Cabo servia apenas como um corredor de deslocamento em direção a Abrolhos (no sul da Bahia) que é considerado o principal berçário da espécie no Brasil, e onde acontece o nascimento e o cuidado dos filhotes. No entanto, o monitoramentos feitos nos últimos anos desenham um cenário diferente.

— Durante muito tempo a gente acreditava que Arraial do Cabo era só uma área de passagem. Mas nos últimos anos temos observado também a presença de filhotes, além de sempre vermos grupos competitivos, que são formados por vários machos disputando por uma fêmea. E esses registros mostram que as baleias também realizam atividades reprodutivas aqui na costa cabista, e que não utilizam essa área só para passagem - revelou a bióloga.

Além do aspecto reprodutivo, novas condutas inéditas começaram a ser mapeadas pela pesquisa de campo.

— A região do Brasil continua sendo uma área de reprodução. Tivemos alguns registros pontuais de alimentação nos últimos anos. Não é um comportamento considerado comum durante a migração reprodutiva, já que a área de alimentação delas é na região da Antártica, nas ilhas Geórgia do Sul. Então,foi algo muito interessante de se registrar, e que talvez possa até mudar o que conhecemos sobre elas, embora ainda sejam somente eventos ocasionais - avaliou.

O trabalho de monitoramento científico, embora importante, enfrenta limitações que, segundo Samara, não estão no controle dos pesquisadores. A equipe depende de condições ambientais, especialmente da intensidade do vento e do estado do mar, que também compromete a visibilidade nas buscas pelas baleias na costa de Arraial do Cabo. A atividade também exige bastante paciência, e às vezes um pouquinho de sorte para respeitar o tempo e o comportamento dos animais.

Durante as saídas embarcadas, os pesquisadores registram a localização exata dos animais, a composição do grupo (se são adultos, juvenis ou filhotes) e alguns comportamentos, além de marcas, cicatrizes e interações com outras espécies.

O foco principal do monitoramento, de acordo com Samara. está no registro para fotoidentificação. No caso das baleias-jubartes, ela explica que cada indivíduo possui uma característica única na região ventral da cauda, funcionando como uma digital. 

– É através da avaliação dessas características que a gente consegue saber se a baleia já passou por Arraial anteriormente, e se ela foi registrada em alguma outra região, em outros anos. Quanto mais informações tivermos sobre a espécie e sobre a forma que ela está utilizando a nossa região, mais conhecimento teremos para contribuir com medidas de conservação e proteção desses animais - revelou a pesquisadora.

À Folha, Samara também explicou que a posição geográfica de Arraial do Cabo funciona como um ponto fundamental para a realização desses estudos devido à formação do cabo. A região, segundo ela, fica diretamente na rota migratória das baleias em direção ao norte. Enquanto algumas baleias passam mais afastadas da costa, a grande maioria margeia o litoral, permitindo que os cientistas e moradores observá-las muito próximas da terra firme.

Outro diferencial apontado pela pesquisadora é a riqueza ambiental local. Arraial, de acordo com a Samara, sempre foi uma região extremamente rica em biodiversidade devido ao fenômeno da ressurgência, que torna o ambiente marinho local muito produtivo e atrativo para as espécies.

Durante a conversa com a reportagem da Folha, a bióloga também apontou quais espécies de baleias costumam frequentar o mar cabista.

— A principal espécie que vemos nessa época é a baleia-jubarte, sem dúvidas. Ela realiza essa migração todos os anos, então, entre os meses de maio a setembro, é a espécie mais garantida de conseguir avistar aqui, especialmente de junho a agosto. Mas, todos os anos, também temos registros de algumas baleias francas: elas também realizam essa migração. Não são tão comuns por aqui, elas costumam ficar mais concentradas no sul do Brasil, porém sempre tem uma ou outra que acaba subindo para cá. Além delas, temos a baleia de bryde, que, apesar de ser mais difícil de ver, está sempre por aqui, e outras que são vistas com menos frequência, como a minke, a fin, fora as espécies de odontocetos, como o golfinho nariz-de-garrafa, que é o mais frequente, e, claro, as orcas também - enumerou.

Para garantir a integridade dos animais mapeados e a segurança das embarcações, regras rígidas de avistamento foram criadas pela Prefeitura de Arraial do Cabo, e devem ser seguidas na região, que integra a área da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo (RESEX). Conforme as diretrizes oficiais de fiscalização ambiental para a temporada de 2026, é expressamente proibido perseguir os animais, se aproximar de barco com o motor engatado a menos de 100 metros de distância do animal, ou bloquear o curso natural de deslocamento das baleias. Quando os animais demonstram aproximação espontânea, os comandantes devem manter os motores em neutro para evitar acidentes com as hélices.

O fortalecimento da pesquisa e da preservação, de acordo com Samara, passa pelo envolvimento direto dos moradores locais. 

— Aqui nós temos a iniciativa do turismo de base comunitária, onde os moradores e pescadores passam por uma capacitação e se tornam os protagonistas no turismo de avistamento de baleias. E é muito legal porque, além de eles passarem pela capacitação, eles carregam muito conhecimento empírico e geracional. Acho muito legal ter essa troca com eles e trazê-los mais para perto da conservação desses animais - defendeu.

A colaboração no fornecimento de dados e registros também foi estendida ao público geral.

— Da mesma forma, a população em geral também pode ajudar. Cada vez mais as pessoas estão se interessando pelas baleias, realizando fotos, vídeos e trazendo informações que podem, sim, contribuir para a pesquisa. Mas, claro, isso pode ser feito de forma consciente e buscando os meios certos para isso - orientou a pesquisadora.

Para organizar e receber esse volume de dados gerados por moradores e turistas, a pesquisadora contou que existem redes específicas estruturadas na região.

— Nós temos alguns grupos de ciência cidadã, que incluem a comunidade geral e pesquisadores, que também utilizam esses canais para receber informações sobre avistamentos, também o compartilhamento de fotos e vídeos. E o ICMBio, que é o maior órgão responsável pela Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo - concluiu Samara.
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			<title><![CDATA[Yuri Vasconcellos lança o livro infantil Super Brincante]]></title>
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			<updated>2026-06-23T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O artista e arte-educador Yuri Vasconcellos lança nesta quarta-feira (24), o segundo livro de sua autoria, o Super Brincante, na Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, em Cabo Frio. No dia 27 de junho, será realizado encontro no Coletivo Cultural Olhar da Perifa (CIEP 458 Hermes Barcelos, Estrada de Búzios, nº 1, Jardim Esperança). No dia 11 de julho, o autor estará na Livraria & Café Petit (Rua Sapoti, 91, Novo Portinho). 

O livro, lançado pela Editora Feito pra Brincar, é escrito em forma de poesia, com ilustrações do próprio Yuri, conta com 48 páginas, com recursos gratuitos e universais de acessibilidade como fonte ampliada, audiodescrição (AD) e vídeo em Libras (que ficarão disponíveis de forma digital online) com acesso através de QR Code na contracapa do livro ou direto no site feitoprabrincar.com.

O livro visa resgatar as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão. Em 2024 Yuri lançou sua primeira obra, o Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais em linguagem de história em quadrinhos e obras de Ivan Cruz.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ. O lançamento da obra vai contar com um intérprete de Libras.

Em tempos de brincadeiras na tela de celular, o livro representa uma nova proposta para a cultura infantil. A grande motivação do artista e arte-educador Yuri Vasconcellos para este projeto tem como inspiração as brincadeiras e jogos infantis aprendidos quando criança por ele. Unindo desenhos, cores e estrofes poéticas à sua prática pedagógica e pesquisa das brincadeiras tradicionais, a obra mostra a importância do livre brincar e do contato e preservação da natureza.

“Com a publicação do livro Super Brincante, levaremos ao público as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão, e colocaremos a possibilidade de aprendizados e resgate desses modos de brincar, com materiais naturais, criativos e menos industrializados, afinal, brincar é saúde, interação social, crescimento e aprendizado! Além disso, como professor de escola pública, entendo que esse livro pode ser ferramenta pedagógica em componentes curriculares como Artes, História, Geografia, Português e Educação Física, seja pelo seu caráter cultural, artístico e social”, explicou Yuri.

A obra também destaca o aspecto ecológico, exposto na relação da protagonista com a natureza, promovendo a valorização e divulgação da preservação ambiental.

“Por isso é importante contarmos essa história que une o brincar e a natureza, que reforça a valorização e os saberes das crianças dentro do seu universo cultural, além de preservar a memória e tradições das diversas formas do brincar. Ao trabalhar brincadeiras e fazeres regionais das cidades do estado do Rio de Janeiro, o livro auxilia na construção de referencial lúdico dos brinquedos e brincadeiras citadas/desenhadas, e sua valorização e preservação histórica e natural, tudo dentro dessa narrativa leve e alegre”, finalizou Yuri Vasconcellos.

Além disso, a obra infantil Super Brincante incentiva a ludicidade e importância do livre brincar, e o equilíbrio necessário entre o uso de tecnologias eletrônicas e a natureza, expondo a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial brasileiro, e nossas tradições e saberes tão diversos e ricos no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

Lançamento de Super Brincante

24 de junho
Escola Municipal Arlete Rosa Castanho – Escola bilíngue Libras-Português para a comunidade surda
Cabo Frio (RJ)
11h às 14h

Evento interno destinado aos alunos da unidade.

O autor fará a doação voluntária de exemplares para a sala de leitura da escola. O lançamento contará com a presença do autor, da obra e de intérprete de Libras.

27 de junho - Coletivo Cultural Olhar da Perifa - Cabo Frio - RJ
14h às 16h (o evento começa às 9h com outras atividades)
Evento aberto e gratuito
Endereço: CIEP 458 Hermes Barcelos 
Estrada de búzios, nº 01 - Jardim Esperança, Cabo Frio - RJ
*O autor fará doação voluntária de livros para a Sala de Leitura do Coletivo nesta ação de lançamento. Presença do autor, obra e intérprete de LIBRAS

11 de julho - Livraria & Café Petit - Lançamento Especial (1a Livraria, ainda por cima em Cabo Frio!)
A partir das 16h
Evento aberto e gratuito - venda de livros autografados
Rua Sapoti, 91. Novo Portinho. Cabo Frio.  (Ao lado da Nossa Escola Montessori). @livrariaecafepetit

Ficha Técnica Livro infantil Super Brincante
Autor e Ilustrador: Yuri Vasconcellos


Criação, escrita, ilustrações e diagramação: Yuri Vasconcellos
Coordenação de produção e pesquisa pedagógica: Ana Luiza Barbosa
Direção artística editorial, projeto e pesquisa: Yuri Vasconcellos
Revisão de texto: Silvana Lima
Editora Feito Pra Brincar
Supervisão de edição: Rafael Alvarenga
Recursos de Acessibilidade: Pauline Vianna - Singular Centro de Aprendizagem 
Fotos: Ana Luiza Barbosa

Sinopse:
Maricota é uma menina criativa que ama brincar na natureza e com brinquedos como peteca, pipa e bambolê. Ao visitar seus primos em uma cidade grande e cinzenta, ela faz uma descoberta triste: ali não tem plantas, animais nem lugar para brincar. Além disso, todos ficam grudados no celular o dia inteiro. Com coragem e imaginação, ela se veste de faz de conta e vira a Super Brincante. Será que a menina que nasceu para brincar conseguirá trazer de volta a alegria, as cores e a natureza? Escrito em forma de poesia e com ilustrações de página dupla, este é o segundo livro escrito e desenhado por Yuri Vasconcellos, artista e eterno brincante.
Editora Feito pra Brincar
48 págs
Brochura com orelhas 
Dimensões: 21 x 25 cm
ISBN 978-65-975568-0-9
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			<title><![CDATA[Cabo Frio Convention leva campanha à Argentina e planeja linha aérea direta com o norte do país]]></title>
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			<updated>2026-06-23T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Uma comitiva liderada pelo Cabo Frio Convention & Visitors Bureau segue para a Argentina nesta quarta-feira (24 de junho) para iniciar uma nova etapa de promoção internacional do município fluminense. O objetivo principal da viagem é apresentar o movimento “Me Gusta Cabo Frio” em mercados estratégicos da região norte daquele país, abrangendo as cidades de Salta, Jujuy e Tucumán. Paralelamente, o grupo realizará ações de reforço em Buenos Aires, Córdoba e Rosário, localidades que já haviam integrado o lançamento inicial do projeto no ano passado.

A delegação é integrada pela presidente do Cabo Frio Convention, Maria Inês Oliveros, e pelo vice-presidente, Arlyson dos Anjos. O grupo conta ainda com a participação de Marcelo Dusi, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico; Marcos Zenni, diretor executivo do Aeroporto Internacional de Cabo Frio; e Guilherme de Abreu, presidente da Federação dos Convention Bureaux do Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa busca atrair operadores internacionais e diversificar o perfil dos visitantes estrangeiros na Costa do Sol.

— Estamos indo em busca de novos parceiros, da diversificação do público turístico e do fortalecimento da presença da marca Cabo Frio no mercado internacional, estimulando novas vendas. Estamos investindo em um novo e estratégico mercado, sem esquecer de reforçar onde já temos presença ativa - detalha Maria Inês.

A principal meta comercial da missão internacional é viabilizar a criação de uma rota aérea direta ligando o norte da Argentina ao aeroporto cabofriense. Anteriormente, o município já havia conseguido estabelecer voos na rota entre Rosário e Cabo Frio durante a alta estação e no período promocional denominado Melhor Temporada. A intenção agora é facilitar o fluxo migratório de turistas daquela região sem a necessidade de conexões complexas.

As ações de promoção na Argentina começaram em abril de 2025, focadas nas cidades de Buenos Aires, Rosário e Córdoba, em um trabalho conjunto desenvolvido com a Secretaria Municipal de Turismo de Cabo Frio. De acordo com a coordenação do projeto, as apresentações do ano passado inseriram o destino fluminense nos catálogos de agências de viagens e operadoras estrangeiras, o que assegurou o pouso de voos fretados (charter) e comerciais na última temporada.

— As apresentações do Me Gusta Cabo Frio, no ano passado, geraram novas conexões e oportunidades, como a aproximação com companhias aéreas, operadores, agentes e entidades do setor. Tudo isso garantiu a presença de Cabo Frio nas prateleiras das operadoras e agências e a operação dos voos charter e comerciais durante a alta temporada, incrementando o interesse pelo nosso destino e o fluxo enorme de visitantes - celebra a presidente do Convention Bureau.

Além das rodadas de capacitação técnica voltadas para dezenas de profissionais de agências de viagens, operadoras de turismo e companhias aéreas, a viagem oficial marcará o início da campanha “Cidades Irmãs - Cabo Frio & Salta”. A proposta inverte o fluxo tradicional e visa divulgar os atrativos da região norte argentina para os moradores de Cabo Frio e dos demais municípios da Costa do Sol, estimulando o intercâmbio bilateral. Para isso, os representantes fluminenses farão um circuito de visitas técnicas (famtour) pelos arredores de Salta para conhecer a infraestrutura local.

— Vamos fazer um famtour pelos arredores para conhecer e estimular este intercâmbio entre os moradores da nossa cidade e de toda a Costa do Sol. Somos destinos complementares: nós oferecemos sol e praias, em especial; e eles, montanhas coloridas, clima de serra e vinícolas maravilhosas - explica Maria Inês.

O impacto socioeconômico da articulação institucional também é destacado pelas autoridades governamentais que integram o grupo. A expectativa do poder público é converter a atração de turistas em novos postos de trabalho e circulação interna de recursos financeiros.

— Ações como estas são muito importantes para o nosso desenvolvimento econômico e consequente geração de emprego e renda. As duas cidades dão um passo histórico. Duas terras lindas, de gente acolhedora, de cultura e belezas naturais únicas. Essa ponte vai levar nossos turistas para conhecer Salta, e trazer o povo de Salta para descobrir o paraíso que é Cabo Frio. Com essa capacitação na Argentina, a expectativa é de que cada turista que sair de Salta para Cabo Frio volte para casa apaixonado pelas nossas praias, nossa gastronomia, nossa história. E o mesmo queremos para quem vier de Cabo Frio conhecer Salta - afirma o secretário Marcelo Dusi.

O plano de promoção internacional em território argentino conta com o suporte institucional do Salta Convention Bureau, do Ministério do Turismo e Esporte do Governo de Salta e da Câmara de Turismo de Salta. O projeto é respaldado ainda pelas prefeituras e secretarias municipais de Turismo de Cabo Frio e de Salta, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Cabo Frio e pela Associação Salteña de Agências de Viagens.

      
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			<title><![CDATA[Funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo fazem doação de sangue coletiva no Hemolagos]]></title>
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			<updated>2026-06-22T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[ Muitas vezes, é dentro de uma unidade de saúde que a importância da doação de sangue deixa de ser apenas uma campanha e se transforma em uma necessidade real, urgente e profundamente humana. Foi com esse olhar que funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo aderiram à Campanha Junho Vermelho e participaram de uma doação coletiva no Hemolagos, hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue na Região dos Lagos.
 
A mobilização começou dentro do próprio hospital, onde os profissionais passaram a usar camisas vermelhas em apoio à campanha, reforçando a mensagem de conscientização entre pacientes, acompanhantes e familiares. Mais do que falar sobre a importância da doação, a equipe decidiu dar o exemplo.
 
Entre os participantes, estavam funcionários que já são doadores frequentes e conhecem de perto a necessidade constante dos estoques de sangue, especialmente por vivenciarem diariamente situações em que pacientes dependem de transfusões para seguir em tratamento, passar por cirurgias ou enfrentar emergências. Mas a ação também tocou quem ainda nunca havia doado.
 
Foi o caso de Amanda Motta, enfermeira do setor de regulação do hospital, que se sentiu sensibilizada pela mobilização dos colegas e decidiu doar sangue pela primeira vez.
 
“Eu vi a equipe se movimentando, falando sobre a importância da doação, e aquilo me tocou. A gente trabalha dentro do hospital, vê tantas histórias de perto, e eu senti que também precisava fazer a minha parte”, contou Amanda.
 
Para a direção do Hospital Geral de Arraial do Cabo, a participação dos funcionários reforça o compromisso da unidade com a vida dentro e fora do ambiente hospitalar. A campanha mostra que cada profissional de saúde também pode ser agente de transformação, incentivando a população a participar desse gesto solidário.
 
O secretário municipal de Saúde e presidente do Hemolagos, Jorge Diniz, destacou que a atitude dos profissionais é um exemplo para toda a cidade.
 
“Quem trabalha na saúde sabe o quanto uma bolsa de sangue pode fazer diferença. Por isso, ver nossos funcionários abraçando essa campanha, sensibilizando famílias e também indo doar, nos emociona muito. Alguns já são doadores frequentes, outros deram esse passo pela primeira vez, e todos mostram que doar sangue é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com o próximo”, afirmou.
 
A Campanha Junho Vermelho chama atenção para a importância da doação regular de sangue, especialmente em períodos de maior necessidade dos estoques. O Hemolagos atende pacientes de nove municípios da Região dos Lagos e precisa manter um fluxo contínuo de doadores para garantir segurança no atendimento à população.
 
A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo também disponibiliza transporte gratuito para moradores que desejam doar sangue no Hemolagos. Os interessados devem entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde, informar nome completo e telefone, e aguardar o agendamento para participar da caravana da doação.
 
Mais do que uma campanha, a ação dos funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo mostra que doar sangue é um compromisso coletivo. E que, quando a saúde veste a camisa, a solidariedade também ganha força.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Araruama paralisa obra ilegal e anuncia licitação para quatro novas pontes de concreto]]></title>
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			<updated>2026-06-22T13:44:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras paralisaram, no último sábado (20), a construção irregular de uma ponte no bairro Mutirão. A intervenção vinha sendo realizada sem nenhuma licença ambiental ou urbanística, sem projeto de engenharia e sem a execução ou supervisão de um técnico qualificado. Por se tratar de um espaço público, a ausência de parâmetros legais e de cálculos estruturais coloca em risco direto a vida da população local.

Durante a ação de fiscalização, os responsáveis pela obra foram formalmente notificados. A Secretaria de Obras reforçou que intervenções em infraestrutura urbana especialmente estruturas complexas como pontes exigem obrigatoriamente avaliação técnica especializada, estudo de solo e acompanhamento profissional. Falhas graves na execução, sem o devido cálculo de carga, podem comprometer a estabilidade da estrutura e provocar desabamentos fatais.

A notificação determina a paralisação imediata dos trabalhos até que toda a documentação e os licenciamentos exigidos por lei sejam apresentados. A Prefeitura ressalta que o cumprimento dos procedimentos legais em áreas públicas não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma garantia inegociável de segurança para toda a coletividade.

Como solução definitiva para as demandas de mobilidade do município, a Prefeitura de Araruama informa que marcou para 7 de julho uma licitação prevendo a construção de quatro novas pontes de concreto no bairro, sendo duas no Mutirão e outras duas no bairro Mataruna, garantindo que as novas estruturas sigam rigorosamente as normas de engenharia, acessibilidade e segurança que a população merece.
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			<title><![CDATA[Instalação de unidade prisional gera protestos no Parque Burle, em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/instalacao-de-unidade-prisional-gera-protestos-no-parque-burle-em/21994/"/>
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			<updated>2026-06-22T12:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Moradores do bairro Parque Burle, em Cabo Frio, foram pegos de surpresa com a notícia da instalação de uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na localidade. 

O anúncio foi feito na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Jefferson Vidal, e gerou protestos imediatos na comunidade. Por se tratar de um bairro residencial, a vizinhança teme pelos impactos na segurança, já que a área escolhida fica perto de uma creche e de três escolas. Localizado na Rua 16, o terreno possui 900m², foi desapropriado pelo governo do estado em 2024, e desde dezembro do ano passado passa por obras de reforma estrutural.

Durante a sessão, Jefferson Vidal manifestou preocupação com a escolha do endereço e explicou que o local receberá jovens que cumprem medidas em regime de semiliberdade, modelo no qual os internos saem durante o dia e retornam para dormir. O vereador Thiago Vasconcelos alertou para outros reflexos negativos na região, como a desvalorização imobiliária e a perda de qualidade de vida dos moradores do entorno. Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Vaguinho, informou que vai atender aos pedidos dos parlamentares e dos moradores para acompanhar de perto e fiscalizar as condições da construção. 

O debate continuou na sessão desta quinta-feira (18). O vereador Alfredo Gonçalves ponderou que, embora a recuperação e a ressocialização dos adolescentes sejam metas importantes, a localização definida pelo Estado não é adequada, motivo pelo qual pretende buscar alternativas para o debate.

O projeto executado no município faz parte de um plano de expansão anunciado pelo Governo do Estado no dia 19 de julho de 2025. Na ocasião, o Executivo estadual divulgou um investimento de aproximadamente R$ 53 milhões para abrir 219 vagas em oito novas unidades do Degase. O pacote original mencionava a construção de dois modelos em Cabo Frio: um Centro de Socioeducação (Cense), com 40 vagas para internação em regime fechado, e um Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), com 20 vagas destinadas ao regime de semiliberdade. No Criaad, o jovem estuda, trabalha e faz atividades externas, retornando apenas nos horários fixados.

A Folha teve acesso a documentos oficiais da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), com data de janeiro de 2026. Eles confirmam que a obra em andamento na Rua 16, no Parque Burle, é para reforma e adaptação de uma residência unifamiliar para transformá-la em uma unidade de semiliberdade do Degase. 

O endereço foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação pelo governador Cláudio Castro por meio do Decreto 49.055, assinado em 18 de abril de 2024. A obra está sendo executada pela Rivan Construtora Ltda. O contrato tem o valor de R$ 1.567.830,00. O início dos trabalhos ocorreu em 4 de dezembro de 2025 com prazo de finalização no último dia 6 de junho.

A reportagem da Folha entrou em contato com a direção do Degase e solicitou detalhes sobre o perfil dos jovens atendidos, a área de abrangência do atendimento e sobre a existência de um estudo de impacto de vizinhança, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá lançamento da autobiografia do "Poeta da Favela" Edilberto José Soares]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/cultura/cabo-frio-tera-lancamento-da-autobiografia-do-poeta-da-favela/21993/"/>
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			<updated>2026-06-22T12:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 27 de junho, às 18h30, a cidade de Cabo Frio receberá o lançamento de O Último Sertanejo, autobiografia do escritor e poeta Edilberto José Soares. O evento será realizado no Charitas - Casa de Cultura José de Dome - e marcará uma noite de homenagem, memória e celebração da literatura como instrumento de transformação social.

A obra conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através do edital Literatura do Rio ao RJ, tendo como proponente o produtor cultural cabofriense Pedro Turra. O lançamento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, da Secretaria Municipal de Cultura, e da Casa de Cultura José de Dome, que cedeu o espaço para a realização do evento.

Inicialmente, a noite seria uma sessão de autógrafos do autor seguida por uma palestra. No entanto, um mês antes do lançamento, no dia 28 de maio, Edilberto José Soares faleceu, sem poder presenciar a realização daquele que era um dos maiores sonhos: ver publicada a sua autobiografia. Ocupante da cadeira 03 da Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC), fundada em 2023, com o objetivo de promover a reintegração social através da leitura e da escrita, reunindo pessoas privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional, Edilberto chegou a publicar dois livros e a participar de 6 coletâneas e antologias poéticas, conquistando reconhecimento em diversos estados brasileiros e tornando-se uma referência de superação e de transformação através da literatura.

Mesmo diante da perda, a equipe responsável pelo projeto decidiu manter a data prevista para o lançamento, transformando o evento em uma homenagem ao poeta e ao legado que ele construiu através das palavras. Conhecido como "Poeta da Favela", Edilberto José Soares teve uma trajetória marcada por erros, quedas e recomeços entre o sertão nordestino, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao longo dos 31 anos em que esteve no sistema prisional, Edilberto encontrou na literatura e na poesia um caminho de reconstrução pessoal. Mais do que a prisão, foi a escrita que transformou sua vida.

Nos últimos seis anos, dedicou-se integralmente à promoção da cultura, participando de projetos sociais e realizando palestras para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social e em cumprimento de medidas socioeducativas. Em seus encontros, compartilhava sua própria história para mostrar que o crime não compensa e que a educação, a arte e o conhecimento podem abrir novos caminhos.

Mais do que contar a história de um homem, O Último Sertanejo apresenta um relato emocionante, repleto de desafios, perdas, escolhas e recomeços, mostrando ao leitor como a força da palavra foi capaz de ressignificar uma vida.

— Edilberto não estará fisicamente conosco nessa noite, mas sua presença está em cada página do livro e em cada pessoa que ele inspirou. Manter o lançamento é uma forma de honrar a sua memória e garantir que sua história continue transformando outras vidas — destaca Pedro Turra, proponente do projeto.

A jornalista Alexandra de Oliveira, responsável pela edição da obra e parceira de Edilberto na construção da autobiografia, explica que uma das maiores preocupações durante o processo de escrita foi preservar a autenticidade do autor.

— Eu não escrevi a história do Edilberto por ele. O livro foi construído a partir das suas memórias, da sua forma de falar e de enxergar o mundo. Meu trabalho foi organizar, revisar e dar unidade editorial ao texto, mas fiz questão de preservar a maneira simples, direta e profundamente humana com que ele contava a própria vida. Essa era a essência dele — explica a jornalista.

Edilberto acompanhou todo o desenvolvimento da obra. Participou de ensaio fotográfico e escolheu a imagem da capa, aprovou a identidade visual e o projeto gráfico do livro. Encantado com o resultado, não via a hora do lançamento para poder conversar com o público e participar da noite de autógrafos.

E, de certa forma, o autor realizou o sonho de concluir o livro. O que ele não vai poder viver é a celebração pública desse sonho, estando presente na noite de lançamento. A autobiografia traz um testemunho fiel da trajetória de um homem que encontrou na literatura uma possibilidade de reconstrução e de esperança.

— Ele fez questão de contar tudo, sem esconder os erros, as dores e os recomeços. Queria que sua história servisse de exemplo para outras pessoas. E é exatamente isso que este livro entrega: uma história real, emocionante e profundamente transformadora — acrescenta Alexandra de Oliveira.

As palestras para adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, inclusive, faziam parte das ações previstas no próprio projeto contemplado pelo edital. E Edilberto conseguiu realizar em vida uma dessas atividades, participando de um encontro no Rio de Janeiro com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

Na ocasião, compartilhou sua trajetória de vida e falou sobre como a literatura e a poesia foram decisivas para sua transformação pessoal, reforçando a mensagem que levava por onde passava: educação, arte e cultura podem abrir caminhos para a reconstrução e a esperança.

O desejo do poeta era retornar a essas instituições após o lançamento do livro, levando exemplares de sua autobiografia e ampliando esse diálogo com os jovens. Embora não tenha tido tempo de concretizar esse plano, deixou cumprida uma parte importante dessa missão, transformando sua própria história em instrumento de conscientização e incentivo a novos recomeços.

A primeira edição de O Último Sertanejo conta com 500 exemplares impressos e 164 páginas. Como contrapartida prevista no projeto contemplado pelo edital Literatura do Rio ao RJ, 100 exemplares serão destinados à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que fará a distribuição das obras entre bibliotecas públicas estaduais, ampliando o acesso do público à trajetória do poeta.

Os demais exemplares serão utilizados durante o lançamento e em ações de divulgação da obra, cumprindo um desejo do próprio Edilberto: fazer com que sua história e sua mensagem chegassem ao maior número possível de pessoas. Mais do que publicar um livro, o autor desejava compartilhar um testemunho de vida capaz de inspirar jovens e adultos.

O lançamento contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade para pessoas surdas e ensurdecidas. O Charitas dispõe de acessibilidade arquitetônica e a equipe do projeto recebeu treinamento em acessibilidade cultural, reafirmando o compromisso com uma cultura mais inclusiva e democrática.

Após a cerimônia, os convidados participarão de um pequeno coquetel. A entrada é gratuita e o público poderá receber exemplares do livro para conhecer de perto a história de um homem que encontrou na literatura e na arte um novo sentido para a vida.

Serviço Lançamento de "O Último Sertanejo" autobiografia de Edilberto José Soares 27 de junho de 2026 18h30 Charitas – Casa de Cultura José de Dome – Cabo Frio Entrada gratuita Distribuição gratuita de exemplares Intérprete de Libras: Pablo Moura Coquetel de confraternização

As únicas alterações feitas foram: adição de vírgula após "escrita" no terceiro parágrafo ("reunindo pessoas privadas de liberdade...") e remoção do espaço duplo antes de "intérprete" no penúltimo parágrafo. O restante do texto estava ortograficamente correto.
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			<title><![CDATA[Documentário "Guardiões da Memória" discute os desafios de preservar a história de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-20T10:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio ganhou esta semana mais um documentário focado em resgatar a história e as tradições locais. "Guardiões da Memória Cabofriense" busca registrar o passado do município jogando luz sobre as pessoas que guardam as lembranças da cidade. Lançado no último domingo (14), no YouTube (canal @dannielcoelho9216), o filme, que tem pouco mais de 25 minutos de duração, chega em meio a um debate importante. 

No mês passado, uma reportagem da Folha dos Lagos mostrou como a ausência de um Centro de Memória Municipal em Cabo Frio tem dificultado e desafiado o trabalho de pesquisadores locais. A falta de um espaço público centralizado foi um dos motivos para a criação do documentário, produzido por Danniel Coelho.

— A ideia principal de “Guardiões da Memória Cabofriense” surgiu da urgência em preservar histórias que estão se perdendo com o tempo. Cabo Frio não tem um Centro de Memória Municipal, e isso torna cada depoimento ainda mais vital - explicou Danniel.

Ele contou à Folha que o processo de escolha dos entrevistados seguiu uma linha bem definida e atenta à comunidade, “priorizando pessoas reconhecidas como referência de saberes e vivências”. Entre elas está Meri Damaceno, que desde 1984 atua como memorialista. Em mais de 40 anos de pesquisas, Meri já entrevistou cerca de 700 pessoas e reuniu mais de 300 horas de gravações em fitas cassete. Parte desse material foi publicado em cinco livros, que relatam causos e histórias de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Um deles é a segunda edição de "Cabistezas”, relançada em 2023 pela Sophia Editora.

O professor e historiador José Francisco de Moura (o Chicão) também participou do documentário. Ele relembrou pessoas que foram fundamentais para resguardar a história de Cabo Frio. Um deles foi Hilton Massa, advogado, fundador da extinta Rádio Cabo Frio AM, e que também colecionava histórias da cidade e da região.

– Sem pesquisadores, memorialistas, documentaristas e fotógrafos, Cabo Frio viveria na mais completa penumbra de sua história - revelou Chicão.

“Guardiões da Memória Cabofriense” também mostra a importância da imprensa local para resguardar a história de Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos. Em especial, o documentário cita a Folha dos Lagos. O editor Rodrigo Cabral contou que são mais de seis mil edições publicadas desde abril de 1990, e que todo o acervo está na Biblioteca Nacional. Localizada no Rio de Janeiro, ela é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, e também a maior biblioteca da América Latina.

Rodrigo também participa do documentário representando a Sophia Editora. Fundada em 2015, hoje ela é uma das maiores referências na valorização da literatura regional. Já são mais de 60 obras publicadas, grande parte sobre história, cultura e patrimônio locais e regionais.

Historiador, pesquisador e curador voluntário do Centro de Memória Olhar da Perifa, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, Pierre de Cristo é outro nome que participa do documentário produzido por Danniel Coelho. Desde 2015 ele atua com um olhar mais atento à história quilombola e da escravidão regional.

– Falar da memória é muito importante para termos a percepção de quem veio antes da gente. Fundamentar a memória é juntar uma colcha de retalhos para contar a história da nossa cidade - revelou. 

Outro entrevistado de “Guardiões da Memória Cabofriense” é o músico e memorialista Azul Puro Azul. Ele é fundador da antiga Casa de Cultura Som do Mar, fechada em 2020 durante a pandemia da Covid-19. Também é um dos produtores do quadro “Orgulhos da Terra”, do programa Amaury Valério (Rádio Ondas FM). No documentário Azul atua ainda como diretor, além de ser o responsável pela pesquisa e curadoria, junto com Danniel Coelho. As filmagens e fotografias ficaram por conta de Diego German. A edição coube a Diego Moreyra e Danniel Coelho. Toda a obra foi viabilizada pelo edital da Lei Paulo Gustavo. Segundo Danniel, esse incentivo financeiro foi fundamental para tirar o projeto de memória do papel.

Ele também contou que o retorno inicial do público tem sido bem positivo.

— Os comentários no YouTube, e mensagens no Instagram, mostraram que as pessoas entenderam a proposta do projeto, e se conectaram com a função social dele, que é apresentar essas figuras como guardiãs da memória de Cabo Frio - contou o produtor.

Além do lançamento no YouTube, Danniel contou que em breve o documentário também deve ser exibido nas escolas públicas. As datas dessas sessões escolares ainda serão divulgadas. À Folha, ele contou que esse tipo de trabalho cumpre uma função social indispensável para o futuro da sociedade local.

— Documentários de memória são mais do que registro, são ferramentas de pertencimento. Quando uma cidade entende de onde veio, ela decide melhor para onde vai. E “Guardiões” cumpre esse papel de ponte entre gerais. Se Cabo Frio ainda não tem um Centro de Memória, que cada obra como essa seja um tijolo dele - finalizou.
 
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			<title><![CDATA[Banda de Doom Metal de Cabo Frio representa o Brasil no Make Music Day com show ao vivo]]></title>
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			<updated>2026-06-19T18:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda Spectrummm, trio de Doom Metal formado em Cabo Frio (RJ), participa neste domingo (21) do Make Music Day, evento musical mundial que celebra o solstício de verão com apresentações gratuitas e abertas ao público em mais de 2.000 cidades de mais de 120 países. O show acontece na Mansinha da Tinta, estúdio e espaço cultural da cidade, a partir das 21h21, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da banda no YouTube (@spectrummmband).

Com uma década de atividade no cenário independente, a Spectrummm consolida sua identidade artística por meio de um som arrastado, denso e marcadamente em língua portuguesa — escolha estética que, segundo a banda, aproxima a mensagem do ouvinte e confere força às letras dentro de um gênero dominado pelo inglês.

O projeto nasceu em 2015 como uma vertente paralela do músico e guitarrista Christiano Guerra, que buscava explorar uma sonoridade mais lenta e visceral do que a oferecida por sua banda principal, de Blues Rock. A busca por peso e atmosfera resultou no encontro com o Doom Metal — subgênero do heavy metal caracterizado por tempos lentos, riffs graves e um clima sombrio e introspectivo.

A formação atual é inteiramente familiar: Christiano Guerra responde pela guitarra e voz; Adham Guerra, pela bateria; e Zach Guerra, pela segunda guitarra. A sinergia entre os três membros, segundo a banda, é o alicerce de sua identidade no palco e nas composições.

Make Music Day: de Paris ao mundo

O Make Music Day tem origem na França de 1982, quando Jack Lang, então ministro da Cultura do governo Mitterrand, idealizou um feriado musical para o solstício de verão. Batizado de Fête de la Musique — expressão que em francês significa tanto "festival da música" quanto "fazer música" —, o evento convida qualquer pessoa a tocar um instrumento ou se apresentar publicamente, gratuitamente, em espaços abertos como ruas, parques, telhados e vitrines de lojas.

O impacto na França é expressivo: cerca de 11% da população — aproximadamente 7 milhões de pessoas — já tocou ou cantou em público na ocasião, e 64% dos franceses, ou 43 milhões de pessoas, acompanham as apresentações todos os anos. Quatro décadas depois, o evento se espalhou pelo mundo e hoje é celebrado em mais de 2.000 cidades em dezenas de países.

Sobre o espaço - A Mansinha da Tinta, onde o show da Spectrummm será realizado, é um estúdio multifuncional em Cabo Frio que abriga gravações, ensaios e recitais, além de uma exposição permanente com obras do artista plástico Ivan Cruz. O espaço se propõe a integrar arte e natureza em um único ambiente.

Show da Banda Spectrummm
Data: 21 de junho (domingo)
Horário: 21h21
Transmissão: youtube.com/@spectrummmband
Instagram: @spectrummmband | @mansinhadatinta
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			<title><![CDATA[Alerj aprova em primeira discussão projeto que retira bairros de Arraial do Cabo de área ambiental]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (17), em primeira discussão, o projeto de lei Nº 6643/2025. A proposta retira dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas dos bairros Caiçara e Sabiá, situados no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo. Aprovada anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a matéria segue agora para uma segunda votação em plenário na Casa.

O projeto tem como objetivo permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), atendendo às diretrizes do Código Florestal e de leis federais e estaduais. De acordo com o texto, ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, dunas, restingas, corpos hídricos e corredores ecológicos que são indispensáveis para a integridade do parque ambiental.

O autor da proposta, deputado estadual Marcelo Dino (PL), defende que a medida corrige uma falha histórica de 15 anos atrás, época da criação do parque.

— Não poderíamos retirar pessoas que moram no local há mais de 25 anos. Por isso, conseguimos, por meio do Inea, fazer com que fosse realizado o estudo que apontasse a melhor saída, para que essas pessoas pudessem finalmente ficar tranquilas - declarou o parlamentar. Em entrevistas anteriores à Folha dos Lagos, o deputado já havia ressaltado que as duas localidades apresentam ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado.

O deputado Carlos Minc (PSB), que participou da criação do parque, e votou a favor do projeto de Marcelo Dino, explicou que o Parque da Costa do Sol possui cerca de 10 mil hectares no total, e a retirada vai abranger apenas dois pontos específicos que somam entre 20 e 30 hectares, representando uma área menor.

Caso seja aprovada em definitivo e vire lei, a norma estabelece que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Prefeitura de Arraial do Cabo deverão elaborar, em conjunto, um memorial descritivo e um mapa de georreferenciamento. O documento servirá para atualizar os mapas do decreto estadual de 2011 que fundou a reserva. As áreas retiradas passarão a integrar uma Zona de Uso Sustentável, e o Poder Executivo poderá convertê-las em Área de Proteção Ambiental (APA).

A proposta legislativa foi protocolada originalmente em outubro do ano passado. No mesmo período, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu ordens de despejo que ameaçavam cerca de cinco mil moradores e a demolição de 1.200 imóveis nas duas localidades. A decisão judicial atendeu a uma ação da Defensoria Pública do Estado.

Dois meses antes, em agosto do ano passado, moradores dos bairros haviam realizado protestos em frente à prefeitura e à Câmara Municipal após receberem notificações judiciais de desocupação. As notificações apontavam que parte das casas ocupava terrenos da União e parte estava em uma propriedade privada onde havia um projeto para a construção de um resort.
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio prepara Ponte Feliciano Sodré para comemoração dos 100 anos da estrutura]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 14 de julho a Ponte Feliciano Sodré, no Centro de Cabo Frio, completa 100 anos de fundação. Para celebrar o marco, a prefeitura deu início, esta semana, a uma série de serviços de manutenção e conservação do local. O objetivo das intervenções, que mobilizam de forma integrada diversas secretarias municipais, é a preservação da estrutura física e a manutenção das características originais do monumento.

Por se tratar de uma estrutura tombada pelo patrimônio histórico, a obra da ponte precisa cumprir as determinações de um laudo técnico elaborado por equipes do governo municipal. Esse documento foi elaborado após a realização de uma vistoria técnica acompanhada por representantes do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O cronograma de atividades inclui a recuperação das áreas que sofreram desgastes decorrentes do tempo, reparos e adequações no sistema de iluminação pública, além da recuperação da pavimentação asfáltica. A intervenção também obedece regras específicas de preservação para assegurar que as linhas arquitetônicas da ponte não sofram alterações durante os serviços de restauro.

Inaugurada em 14 de julho de 1926, a ponte desempenha papel importante na composição da paisagem urbana e na história do município. Ao longo de um século, a estrutura acompanhou o crescimento demográfico de Cabo Frio, o desenvolvimento da mobilidade urbana local e o cotidiano de diferentes gerações de moradores.

Segundo o acervo do pesquisador Márcio Werneck, o fato de Cabo Frio ser uma cidade cercada por água e areia sempre dificultou o transporte. Antes da Ponte Feliciano Sodré, por exemplo, os índios Tupinambá cruzavam o Canal do Itajuru a pé no trecho do Baixo Grande, esperando a maré baixar. Mais tarde, a travessia passou a ser feita por canoas e por uma barca presa a correntes.

A primeira ponte da cidade foi feita de ferro, com projeto inglês e construída por espanhóis, em 1898. Assim como a Feliciano Sodré, ela também ligava o Morro da Guia (no Centro) ao Morro do Telégrafo (na Gamboa). A estrutura, no entanto, caiu em 1920 durante um conserto feito com uso de macaco hidráulico. Pesquisas realizadas por Márcio Werneck revelam que o acidente deixou Cabo Frio sem ligação com a terra firme, o que fez os moradores pedirem a construção de outra ponte no mesmo local

A construção da nova estrutura acabou gerando uma briga política entre o prefeito da época, Anastácio Novellino, e o governador do estado, Feliciano Sodré. Os dois se desentenderam por causa do atraso nas obras e do sumiço de materiais por parte do governo estadual.

No dia 14 de julho de 1926, Feliciano Sodré inaugurou a ponte de concreto e a estrada até São Pedro da Aldeia sem convidar o prefeito cabo-friense, que acabou perdendo o cargo meses depois. Na época, a estrutura tinha o maior vão livre do Brasil, espaço que era necessário para os barcos de sal passarem por baixo.
 
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			<title><![CDATA[MPF marca reunião pública para discutir Bolsa Atleta na Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2026-06-16T19:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 25, atletas, associações esportivas e representantes do poder público terão a oportunidade de discutir o funcionamento do Programa Bolsa Atleta na Região dos Lagos. A reunião pública foi convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) e acontecerá às 18h, na sede da instituição em São Pedro da Aldeia.

A iniciativa surgiu após o recebimento, pelo MPF, de solicitações encaminhadas por entidades esportivas interessadas em debater questões relacionadas ao programa. Diante das demandas apresentadas, o procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo determinou a realização do encontro. Ele quer reunir informações preliminares sobre o tema e promover esclarecimentos gerais sobre o Bolsa Atleta na região. Para isso, foram convidados representantes do Ministério dos Esportes, das secretarias municipais de Esportes da Região dos Lagos e de entidades esportivas. O MPF também abriu espaço para a participação de associações e atletas interessados em acompanhar ou contribuir com as discussões.

O Programa Bolsa Atleta é uma iniciativa do Ministério do Esporte voltada ao apoio direto a atletas de alto rendimento. O benefício é pago por 12 parcelas e contempla seis categorias: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico/Surdolímpico e Pódio.

Os valores variam conforme a categoria, começando em R$ 410 para atletas de base e estudantis, chegando a R$ 16.629 na categoria Atleta Pódio. A inscrição e o cumprimento dos requisitos, no entanto, não garantem automaticamente o benefício, já que a concessão depende dos recursos disponíveis e de critérios técnicos definidos pelo programa. Em 2026, o Bolsa Atleta teve 10.885 atletas contemplados. Segundo o Ministério do Esporte, esse é o maior número da história do programa.
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