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	<title>Folha dos Lagos - Últimas Notícias</title>
	
	<updated>2026-06-06T10:20:00-03:00</updated>
	
	<author>
		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Teatro de Cabo Frio deve ser inaugurado em agosto, no aniversário de 29 anos do espaço]]></title>
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			<updated>2026-06-06T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltam cerca de três meses para a conclusão da reforma do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio. Apesar da boa notícia, um fantasma continua rondando a cidade: a falta de planejamento para a efetiva reabertura do espaço. Em maio, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha que as intervenções estruturais estão entrando na reta final, com previsão de entrega para agosto deste ano. No entanto, o governo municipal mantém silêncio absoluto sobre o que acontecerá após o recebimento do prédio.

Há meses o jornal vem questionando a Prefeitura de Cabo Frio sobre o cronograma de reabertura do espaço, fechado há quase 10 anos por conta de problemas estruturais e de segurança. Nas últimas semanas foram formalizados novos questionamentos sobre o prazo estimado para reabertura dos portões ao público, e sobre possíveis ações, editais ou espetáculos planejados pela Secretaria de Cultura para a solenidade de reinauguração. Novamente, nenhuma resposta foi enviada. Mas, durante as celebrações do Dia da Dança, na Praça Porto Rocha, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, teria anunciado a intenção de entregar o espaço cultural no próximo dia 14 de agosto. A data escolhida coincide com o aniversário de 29 anos de fundação do teatro.

O vácuo de informações oficiais contrasta com o cronograma detalhado apresentado pela fundação estadual. Segundo a Faetec, setores vitais como backstage, cobertura, área administrativa, banheiros e o sistema de climatização já foram concluídos. O Termo de Cooperação Técnica firmado em 2025 prevê que, além de receber espetáculos, o teatro com capacidade para 235 lugares funcionará como um centro de formação profissionalizante, oferecendo cursos gratuitos como Formação Inicial de Ator, Assistente de Cenografia e Maquiador Cênico.

A falta de posicionamento da prefeitura gera incertezas sobre a agilidade desse processo de reabertura do espaço. Isso porque, historicamente, o teatro sofre com prazos descumpridos desde que foi interditado, em 2017. Logo no início da atual gestão, em janeiro de 2025, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a ventilar uma reabertura para o segundo semestre do ano passado, o que foi seguido por sucessivos adiamentos internos ao longo dos meses, incluindo previsões frustradas para o fim de ano passado e para o pós-carnaval deste ano.

Em 2023 a Folha chegou a lançar a campanha #euqueroteatro. O objetivo era o de cobrar a reabertura do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. A ação recebeu apoio do ator Oscar Magrini, que já se apresentou duas vezes no espaço, a convite do produtor cultural Olavo Carvalho.

— O teatro de Cabo Frio é um grande teatro. Olavo Carvalho, meu amigo, já me levou aí, e fiz duas apresentações. É um teatro fantástico. Cabo Frio tem um teatro maravilhoso, e eu quero esse teatro aberto — pediu o ator.

Quem também apoiou a campanha foi o ator Nelson Freitas.

— Tô sabendo que existe um esforço para trazer de volta o Teatro Municipal de Cabo Frio. Eu sou um dos maiores apoiadores, até porque eu comecei praticamente a minha carreira solo lá no teatro. Eu acho esse teatro uma graça. Então, por favor, vamos valorizar a cultura da Região dos Lagos. Vamos valorizar o teatro. E vamos fazer com que o Teatro Municipal de Cabo Frio seja aberto — conclamou o ator.

Também por conta da campanha #euqueroteatro, o produtor cultural Olavo Carvalho contou à Folha sobre a recepção calorosa que a plateia deu ao Nelson Freitas.

— Ele já era um cara consagrado, mas ainda não havia experimentado um stand up. Eu o convenci de fazer esse stand up no Teatro Municipal de Cabo Frio. Nós sentamos num bar, fizemos um roteiro, tudo improvisado, com músicas, com piadas, com contos, e o Nelsinho foi lá e ficou quase três horas no palco, para nosso espanto. A plateia não queria o deixar sair do palco. Aí ele sentiu que tinha força e poder para estar no palco sozinho. Então, vamos reabrir o Teatro Municipal de Cabo Frio para que outros atores possam ter o privilégio de subir naquele palco. A arte agradece — afirmou Olavo.
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			<title><![CDATA[Agenersa investiga Prolagos por despejo de esgoto na laguna; deputado quer suspensão do contrato]]></title>
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			<updated>2026-06-05T12:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) está finalizando um relatório sobre a fiscalização que teria constatado, no último dia 28, despejo de esgoto in natura, além de forte odor, em trechos da Laguna de Araruama, como Camerum, Boqueirão, Mossoró e Canal Diuana Zacharias, em São Pedro da Aldeia. Em nota encaminhada à Folha dos Lagos, o órgão informou estudar eventual “aplicação de penalidades à Prolagos”.

Enquanto isso, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) informou à Folha que vai pedir a suspensão do contrato da concessionária. O documento deve ser protocolado nos próximos dias. Knoploch acompanhou a fiscalização da Agenersa no dia 28, em São Pedro da Aldeia. A Prolagos informou que também participou da vistoria, mas negou a existência de irregularidades no sistema operado pela empresa.

O deputado disse ainda que flagrou um caminhão da concessionária na localidade. Segundo ele, o veículo teria sido enviado pela empresa para tentar “maquiar” o cenário, com a retirada de dejetos da água.

— Após as denúncias, a área foi parcialmente limpa às pressas, antes da fiscalização. Mas quem vive a realidade da região sabe que o problema não começou ontem e não termina com uma maquiagem de última hora. Moradores, pescadores e trabalhadores locais convivem há anos com os impactos de uma situação que afeta o meio ambiente, a saúde pública e a economia da cidade — pontuou.

A fiscalização da agência reguladora foi solicitada pelo próprio parlamentar, que já havia atestado as condições do local em uma primeira vistoria, realizada no início de maio. Na ocasião, Alexandre Knoploch gravou um vídeo mostrando que os pescadores do Camerum, Mossoró e Boqueirão têm dificuldade para sair de barco por causa da grossa camada de lama e lodo em toda a orla.

A Prolagos rebateu as denúncias do deputado e afirmou que o caminhão enviado ao local não tinha o objetivo de “maquiar” o cenário. Segundo a empresa, o caminhão vacol teria acompanhado a ação para atender às demandas da Agenersa e da equipe do deputado, entre elas a abertura de tampões de ferro que dão acesso a poços de visita, “cumprindo as normas de segurança seguidas pela concessionária”.

Na nota, a Prolagos reforçou que “esse tipo de caminhão faz parte do trabalho diário da concessionária, cumprindo rotina diária de manutenção preventiva em todo o sistema”.

A empresa também informou que está executando um pacote de investimentos de R$ 450 milhões em obras, inclusive em São Pedro da Aldeia, onde uma nova rede já está em operação na orla do Camerum. Disse ainda que mantém ações de melhoria, em conjunto com o Comitê de Bacias e a prefeitura de São Pedro da Aldeia, para contribuir com a remoção do lodo que, segundo a empresa, é formado pela decomposição de algas e resíduos.

A Prolagos concluiu a nota explicando que “o sistema permanece operando normalmente” e que os trechos visitados são contemplados por rede coletora de esgoto, além de cinturão coletor. Questionada sobre em quanto tempo esses trechos estarão livres da lama e do lodo, a concessionária não respondeu.

O histórico de denúncias sobre a situação da Laguna em São Pedro da Aldeia é antigo. Reportagens publicadas pela Folha em fevereiro de 2025 revelam que a Agenersa já conhecia a situação de pontos como Camerum, Mossoró e Boqueirão.

Também em fevereiro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a pedir a prisão do presidente da concessionária por crime ambiental decorrente do despejo de esgoto na Laguna de Araruama, além de solicitar multa mínima de R$ 20 milhões para a empresa. Na ocasião, vistorias técnicas realizadas em todas as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da concessionária e em múltiplos pontos da Laguna teriam comprovado a materialidade do crime ambiental.
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			<title><![CDATA[4ª Marcha pelos Oceanos deve reunir 600 pessoas nesta segunda (8) em Cabo Frio

]]></title>
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			<updated>2026-06-05T10:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Pelo menos 600 voluntários estão sendo esperados, nesta segunda-feira (8) para a 4ª Marcha dos Oceanos, em Cabo Frio. O evento, que acontecerá na Praia do Forte, vai comemorar o Dia Mundial dos Oceanos, além de celebrar a Semana do Meio Ambiente na Região dos Lagos.Realizada pelo Projeto Mar Sem Lixo em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio, a iniciativa vai reunir estudantes, educadores, ativistas e a comunidade em geral com o objetivo de conscientizar a população sobre a urgência da preservação marinha.

A programação oficial terá início às 9h30 no trecho conhecido como Lido. De lá os participantes sairão em caminhada pela orla até a Praça da Cidadania. O objetivo, segundo Gisele, é chamar a atenção de moradores e turistas para a importância da proteção dos mares.

Ao final da caminhada, às 10h30, acontece a abertura da exposição e apresentação dos projetos parceiros. Na Praça da Cidadania o público também poderá visitar tendas educativas, participar de atividades interativas e de divulgação científica promovidas por instituições reconhecidas nacional e internacionalmente, como o Projeto Albatroz, o Instituto BW, a Sea Shepherd, o NEPAC, a Solar Divulgação Científica e o Projeto Farol Azul Cultura Oceânica, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri lembra que a iniciativa já se consolidou como uma importante ação socioambiental na região, reforçando que pequenas atitudes diárias podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta.

– A Marcha pelos Oceanos reforça a importância da educação ambiental e da participação coletiva na construção de um futuro sustentável. Por isso convidamos toda a população para esta mobilização por mares mais limpos e saudáveis. Se alguma escola, ou instituição, quiser participar, é só me chamar no whatsapp (22) 99736-0274 – convoca a vice-presidente do projeto Mar Sem Lixo.
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			<title><![CDATA[Projeto Mais Verde forma jovens lideranças socioambientais em Cabo Frio e outras cidades do estado
]]></title>
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			<updated>2026-06-04T12:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O debate sobre mudanças climáticas e conservação ganhou uma abordagem diferenciada para cerca de 125 estudantes da rede pública fluminense. Em vez de focar exclusivamente em discursos tradicionais como reciclagem, preservação ou plantio de árvores, o Projeto Mais Verde (realizado pela organização Campus Avançado, com fomento do Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) propõe aos jovens uma reflexão mais ampla sobre justiça social, território, ancestralidade, participação política e os impactos desiguais da crise climática sobre diferentes populações. Realizada simultaneamente em cinco municípios do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa conecta educação ambiental crítica, cidadania e protagonismo juvenil a partir da realidade dos territórios onde os participantes vivem.

Ao longo dos últimos dois meses, os estudantes vêm discutindo temas como racismo ambiental, desigualdade urbana, povos tradicionais, agricultura familiar, participação social, emergência climática e modelos de desenvolvimento. O objetivo é estimular a compreensão de que os desafios ambientais não podem ser analisados de forma isolada das questões sociais, econômicas e históricas. 

Mais do que transmitir conteúdos, a proposta busca formar jovens capazes de compreender criticamente seus territórios e atuar na construção de soluções coletivas para os desafios ambientais contemporâneos. Para isso, o cronograma de atividades incluiu aulas expositivas, dinâmicas participativas, pesquisas, visitas técnicas, ações em campo, práticas de cultivo, debates com especialistas e intervenções comunitárias. 

Na Região dos Lagos, Cabo Frio tem sido palco de atividades que unem teoria e prática no cotidiano dos estudantes. No município, as atividades combinaram debates inspirados por pensadores como Ailton Krenak, Nego Bispo e Ana Primavesi, com experiências práticas de plantio, compostagem e identificação de espécies nativas. Além disso, os estudantes criaram um perfil em rede social administrado por eles próprios, transformando-se em produtores de conteúdo voltado às pautas socioambientais.

Em Campos dos Goytacazes, uma atividade sobre ancestralidade levou uma estudante a pesquisar a própria história familiar. Durante a investigação, ela descobriu documentos que revelavam que um de seus bisavôs havia sido escravizado por uma família tradicional de seu distrito, provocando debates sobre memória, pertencimento e desigualdade histórica entre os participantes. Em Teresópolis, uma caminhada guiada pelo bairro do Caxangá permitiu que os estudantes observassem, pela primeira vez, contrastes sociais e ambientais presentes em regiões separadas apenas pelo Rio Paquequer, transformando trajetos cotidianos em reflexões sobre saneamento, ocupação urbana e justiça ambiental.

A movimentação também gerou impactos na região industrial e na região metropolitana. Em Volta Redonda, os jovens relacionaram os impactos ambientais da industrialização à história da cidade, discutindo desde os efeitos da atividade siderúrgica até temas como ecofeminismo, gênero e mudanças climáticas, além de iniciarem a implantação de uma horta escolar para colocar em prática os conhecimentos. Em Niterói, a troca de experiências entre estudantes de diferentes realidades fortaleceu a compreensão de que as questões ambientais atravessam todos os aspectos da vida cotidiana, estimulando a construção coletiva do conhecimento, a escuta e a autonomia dos participantes.

Segundo a coordenação do projeto, um dos principais resultados observados até o momento é o fortalecimento do protagonismo juvenil e da capacidade dos estudantes de relacionar questões globais, como a crise climática, às experiências concretas vividas em seus bairros, escolas e comunidades. A experiência, que ganha visibilidade durante a Semana do Meio Ambiente, mostra que a educação ambiental pode ir além dos discursos tradicionais e se tornar uma ferramenta de transformação social, ampliando a participação cidadã e preparando novas gerações para enfrentar alguns dos maiores desafios do século XXI.
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			<title><![CDATA[Espetáculo "O Dia da Visita" será apresentado nesta sexta (5) no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-04T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos apresenta, nesta sexta-feira (5), às 18h, o espetáculo teatral “O Dia da Visita”. A apresentação será na Casa de Cultura Charitas, no Centro de Cabo Frio. A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura por meio da distribuição gratuita de 40 ingressos ao público.

Com texto e direção do dramaturgo Anderson Macleyves, a montagem mergulha nas complexidades das relações humanas diante da passagem do tempo e da inevitabilidade da finitude. Em cena, um encontro aparentemente simples revela sentimentos reprimidos, memórias mal resolvidas e afetos que resistem ao desgaste da vida.

Transitanto entre o humor ácido, a ironia e a delicadeza emocional, a narrativa constrói um retrato profundamente humano sobre o desejo de amar, rir, confrontar e permanecer vivo mesmo quando tudo parece caminhar para o fim. A peça propõe ao espectador uma experiência intensa, sensível e provocadora, conduzindo o público a refletir sobre os vínculos que persistem apesar das ausências e das perdas.

O elenco reúne os atores Waltão Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Sabrina Gabriela, em performances que equilibram emoção, tensão e leveza, reforçando a potência dramática do texto.

Além de fortalecer a cena teatral local, o espetáculo reafirma a importância da arte como espaço de encontro, reflexão e pertencimento. Os ingressos gratuitos serão distribuídos presencialmente na entrada do Charitas, a partir das 17h, obedecendo à ordem de chegada.

SERVIÇO
Data: 05 de junho
Horário: 18h
Local: Casa de Cultura Charitas
(Praça Porto Rocha, Centro – Cabo Frio/RJ)
 Ingressos: 40 cortesias gratuitas distribuídas no local a partir das 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: (22) 99951-7331
Realização: Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos
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			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi marca início da temporada de festas juninas em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-03T20:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Junho marca o início da temporada de festas juninas em Cabo Frio, período de bandeirinhas, comidas típicas e programação especial que movimenta a cidade. Entre os dias 4 e 7 de junho, de quinta a domingo, durante o feriado de Corpus Christi, o estacionamento do Shopping Park Lagos entra no clima de mais uma edição do Arraiá Park Lagos.

A programação acontece diariamente, das 16h às 22h, com shows ao vivo e atividades voltadas para toda a família. O espaço será ambientado como um verdadeiro arraiá, com clima junino, música e gastronomia típica, em uma celebração que valoriza uma das tradições mais populares do calendário cultural brasileiro.

O evento é uma realização da Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e do Shopping Park Lagos, com apoio de Fast Chopp Brasil e cervejas oficiais Amstel Brasil e Heineken Brasil.

 Na sequência, entre os dias 11 e 14 de junho, o mesmo espaço recebe a estreia da “Fun Fest – Tributo ao Rock”, evento dedicado ao rock nacional e internacional. A programação inclui tributos a Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22 e Charlie Brown Jr.

O evento também contará com transmissão da abertura da Copa e do primeiro jogo do Brasil, além de área kids e estrutura voltada ao entretenimento e convivência do público.

Para o produtor do evento, Roger Vilela, a ideia é oferecer experiências diferentes, mas complementares.

“É um convite para as famílias viverem momentos leves, de encontro e diversão. O Arraiá Park Lagos já virou tradição, e a “Fun Fest - Tributo ao Rock” chega com uma energia incrível, trazendo grandes tributos do rock e uma programação que conversa com várias gerações”, afirma.

 
Serviço:

Arraiá Park Lagos
4 a 7 de junho
Das 16h às 22h

1ª edição “Fun Fest - Tributo ao Rock”
11 a 14 de junho
Das 16h às 22h
Local: Shopping Park Lagos - Rua Henrique Terra, Portinho, Cabo Frio

Realização: Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e Shopping Park Lagos
Cervejas oficiais: Amstel e Heineken
Apoio: Fast Chopp Brasil
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			<title><![CDATA[Prefeitura intensifica fiscalização e monitoramento para o feriado de Corpus Christi em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-03T19:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, na tarde desta quarta-feira (3), que organizou um esquema um esquema especial de trânsito e segurança por conta do feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (4). A ação, segundo o governo municipal, vai contar com atuação ampliada da Guarda Civil Municipal, da Fiscalização de Posturas e da Defesa Civil, além das equipes que já trabalham diariamente no município. O planejamento envolve pontos estratégicos da cidade, incluindo praias, áreas comerciais e vias de maior circulação, tanto na área central quanto em Tamoios.

Entre as medidas previstas estão o apoio no ordenamento do trânsito durante a confecção dos tradicionais tapetes de sal e das procissões religiosas que acontecem nos bairros do Centro, São Cristóvão, Jardim Esperança e no distrito de Tamoios.

As ações também incluem o uso de tecnologia para ampliar o monitoramento e a fiscalização durante o feriado. Drones e a Central de Monitoramento Móvel serão utilizados pela Guarda Civil Municipal no acompanhamento das áreas de maior movimentação, com sistema de identificação de foragidos da justiça. Ao todo, 60 agentes e seis viaturas estarão mobilizados ao longo do período.

Nas praias, especialmente na Praia do Forte, a fiscalização será intensificada com foco no ordenamento urbano e na orientação aos frequentadores. Seguem proibidos o uso de caixas de som, a entrada com garrafas de vidro e a prática de altinhas fora dos horários e locais permitidos.

A Defesa Civil também atuará em conjunto com a Fiscalização de Posturas na vistoria de carrinhos de ambulantes que utilizam gás, além do monitoramento constante das condições climáticas para atuação preventiva em caso de necessidade.

Em caso de denúncias ou emergências, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153 ou a Defesa Civil pelos números 199 e (22) 2647-0199.

 
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			<title><![CDATA[Táxi Marítimo tem nova rota ligando Passagem e Ogiva, em Cabo Frio
]]></title>
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			<updated>2026-06-03T18:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A partir desta semana, moradores e turistas que precisarem fazer a travessia entre os bairros Ogiva e Passagem, em ambos os sentidos, já podem contar com a nova rota aquaviária operada por táxis marítimos. As viagens podem ser solicitadas pelo telefone (22) 99999-2500, sob demanda. A tarifa é de R$ 7 por passageiro, e o serviço funciona diariamente, das 8h às 17h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, responsável pela intermediação junto à Marinha do Brasil para a liberação da rota, a iniciativa considera especialmente a chegada do período de baixa temporada. Nesta época do ano, há uma redução significativa no fluxo de embarcações no Canal do Itajuru, o que proporciona melhores condições operacionais para a implantação experimental e monitorada do serviço.

O secretário municipal de Turismo, Davi Barcelos, destacou a importância da retomada da rota, que já funcionou em outros períodos.

“Essa solicitação surgiu a partir da manifestação e do interesse da própria população, uma vez que o serviço já foi oferecido em anos anteriores e é reconhecido como uma importante alternativa de transporte e integração entre os bairros Ogiva e Centro da cidade. Trata-se de uma opção de deslocamento aquaviário que contribui para a mobilidade urbana”, destacou.

https://noticias.cabofrio.rj.gov.br/taxi-maritimo-tem-nova-rota-ligando-passagem-e-ogiva-em-cabo-frio/
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			<title><![CDATA[Escritora de Iguaba Grande será tema de apresentação na Feira Literária da cidade]]></title>
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			<updated>2026-06-03T10:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora e jornalista Andrea Morais, autora dos livros "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" e "Aninha, Robertinho e as Pipocas", terá sua história contada na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG) através da apresentação da Escola Municipal Sapeatiba Mirim. O primeiro livro da autora foi publicado em 2016. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de julho, a partir das 8 horas, na Praça da Estação, no Centro de Iguaba. 

Este ano a FLIG terá a valorização da mulher no mundo da literatura como foco das apresentações escolares. O tema "Quando elas escrevem, o mundo lê: um século de encantos literários" vai contemplar o período de 1926 a 2026, e surge como uma proposta pedagógica que visa destacar a contribuição das mulheres escritoras na construção da literatura ao longo dos últimos 100 anos. A ideia é valorizar a produção literária feminina ao longo desse século e ressaltar a contribuição das escritoras para a cultura, a educação e a formação crítica da sociedade. 

O projeto, estruturado pela Secretaria Municipal de Educação de Iguaba Grande, também pretende valorizar mulheres que, historicamente, enfrentaram desafios para publicar suas obras e conquistar reconhecimento no campo literário. O projeto estabelece ainda um diálogo entre a literatura feminina e o universo dos contos de fadas, preservando o encanto dessas narrativas e promovendo releituras que evidenciem o protagonismo feminino, a autonomia e a força das personagens.

O nome de Andrea foi sugerido como tema da escola pela professora Renata Monteiro. A educadora já utilizava os livros da escritora com os alunos do 4° e 5° ano do Ensino Fundamental. Com a aprovação pela Orientação Pedagógica e direção escolar, agora todos os 216 alunos do 1° ao 5° ano trabalharão com os livros da escritora de Iguaba Grande. Todo o estande da E.M. Sapeatiba Mirim, e as apresentações dos alunos da escola na feira literária, serão sobre os dois livros de Andrea.

– Estou muito gratificada por receber esta homenagem. Esta é a terceira escola a trabalhar com meu livro, na cidade. A primeira foi a E.M.Paulino Pinto Pinheiro, em 2018, com os 400 alunos da educação infantil ao 5° ano. Em 2025 a E.M.Eliane dos Santos Tavares trabalhou com os 129 alunos do 6° ao 9° ano. E este ano a E.M. Sapeatiba Mirim está trabalhando com os dois títulos e, ainda me fazendo esta homenagem em vida. É muita alegria, muita emoção. Estes livros foram escritos para serem trabalhados em sala de aula, utilizando a transversalidade, para corroborar com a formação social humana e cultural. E quando vejo acontecer, é um sonho realizado. É um prazer enorme estar nas escolas, com os alunos, e acompanhar o trabalho desenvolvido. Estive em todas as escolas que trabalharam com meus livros, e as minhas observações, somadas as sugestões que recebi das professoras, orientadoras pedagógicas e educacionais, me levaram a produzir a segunda edição em dois volumes do "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" para atender a todas as idades - explicou a autora.

A FLIG de Iguaba Grande já está consolidada no município como um espaço de encontro entre leitura, criação, memória e comunidade. Em 2026 o evento propõe uma viagem pelo tempo a partir da rica produção literária nacional e internacional. O objetivo é fortalecer a formação de leitores e valorizar o papel da escola pública como promotora de cultura, com estímulo ao protagonismo dos estudantes e com o fortalecimento da relação entre escola, cultura e comunidade. 

Além dos stands das escolas homenageando escritoras locais, as unidades escolares também participarão com apresentações no palco principal, e ainda com mostras culturais, oficinas e concurso de recital de poesia sobre o tema da FLIG.
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			<title><![CDATA[Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à sua 22ª edição no feriadão de Corpus Christi]]></title>
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			<updated>2026-06-02T09:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival realiza, entre os dias 4 e 7 de junho, sua 22ª edição. Durante o feriadão de Corpus Christi, o evento contará com a participação de 10 atrações internacionais e um time nacional de peso, transformando a cidade em um grande palco a céu aberto, programação totalmente gratuita e expectativa de público entre 100 e 130 mil pessoas ao longo dos quatro dias.

A programação de 2026 traz um line-up de forte presença internacional, com nomes como a aclamada dupla norte-americana Larkin Poe, formada pelas irmãs Rebecca e Megan Lovell; Stanley Jordan, que apresenta o espetáculo “Plays Jimi”, a premiada saxofonista britânica e um dos nomes centrais da cena londrina - Nubya Garcia, o guitarrista Mark Lettieri, o pianista Bill Laurance - ambos integrantes da influente banda de jazz fusion Snarky Puppy e que vem para Rio das Ostras com seu trabalho solo e a premiada contrabaixista australiana Linda May Han Oh. Completam a lista artistas como Omar Coleman, Taj Farrant e The Brooks, evidenciando a diversidade estética e a potência criativa do festival.

O evento também valoriza a cena nacional, com apresentações de Guinga & Marcel Powell - em show Tributo a Baden, Afrojazz, Dudu Lima & Wagner Tiso - esses inaugurando o palco Brasil Petrobras, localizado na tradicional Praça São Pedro. O line-up brazuca reúne, ainda, Gabriel Grossi, Bixiga 70, Igor Prado, Cris Crochemore e outros nomes de destaque, promovendo encontros inéditos e colaborações que são uma das marcas registradas do evento.

Reconhecido como o maior festival de jazz e blues da América Latina e um dos 10 maiores do mundo, o Rio das Ostras Jazz & Blues reúne mais de 30 atrações distribuídas em cinco palcos pela cidade, promovendo um encontro potente entre artistas consagrados, novos talentos e projetos inéditos. A cada edição, o evento amplia seu alcance e reforça sua posição como uma das mais relevantes plataformas de difusão da música instrumental no país.

"Poucos festivais no mundo conseguem unir essa diversidade artística, alcance de público e acesso gratuito. Rio das Ostras se torna, durante esses quatro dias, um dos centros mais vibrantes do jazz e do blues no planeta” - afirma, Stenio Mattos, diretor da Azul Produções e produtor do festival.


A abertura, no dia 4 de junho, apresenta uma combinação de estilos que atravessam o blues tradicional e o jazz contemporâneo, com shows de Stanley Jordan, Linda May Han Oh e o encontro entre Omar Coleman e Igor Prado. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar apresentações de artistas internacionais de grande projeção, como Nubya Garcia, Larkin Poe, Mark Lettieri Group e Bill Laurance Trio, além de performances que destacam o virtuosismo instrumental e a inovação musical. O encerramento promete manter a energia em alta, celebrando a conexão única entre artistas e público que consagrou o festival ao longo de mais de duas décadas.

Mais do que uma sequência de shows, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival é um motor de desenvolvimento cultural, turístico e econômico. Estudos realizados por instituições como FGV-RJ, SEBRAE e a Secretaria de Turismo do município apontam que o evento injeta, em média, cerca de R$9 milhões na economia local a cada edição, movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo hotéis, restaurantes e comércio.

Parte do calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro desde 2011, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival também contribuiu para que o município recebesse o título de “Capital Estadual do Jazz & Blues”, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o cenário cultural brasileiro.

Com uma curadoria que combina tradição e contemporaneidade, o festival apresenta um panorama abrangente do que há de mais relevante no jazz, no blues e na música instrumental no Brasil e no mundo, consolidando-se, a cada edição, como um dos encontros mais importantes do gênero e um dos eventos culturais mais emblemáticos do país.

Esta edição acontece com apresentação do Sesc RJ, com patrocínio master da Petrobras, que pela primeira vez compõe o seleto grupo de empresas que acreditam no maior Festival gratuito da América Latina. Tem patrocínio da Seagems, Oceânica,  apoio cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, apoio da Like Produtora, Sindicomércio, Rádio MEC, produção da Azul Produções e realização da Fundação Rio das Ostras de Cultura, Prefeitura de Rio das Ostras e Governo Federal do Brasil.

 

SERVIÇO
RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES - 22A EDIÇÃO
4 a 7 de junho de 2026
Palcos Petrobras, Iriry, Boca da Barra e Costazul e Artur Maia (Casa do Jazz)
Entrada gratuita

4 de junho (quinta-feira)
Palco Boca da Barra | a partir das 16h
Linda May Han Oh
Omar Coleman & Igor Prado

Palco Costazul | a partir das 20h
Estação 66
Gabriel Grossi Quarteto “Re Disc Over”
Fred Sunwalk
Stanley Jordan - “Plays Jimi”

5 de junho (sexta-feira)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Dudu Lima convida Wagner Tiso 

Palco Iriry | às 14h
Stanley Jordan “Plays Jimi”

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
The Brooks

Palco Costazul | a partir das 20h
Nubya Garcia
Mark Lettieri Group
Larkin Poe
Bixiga 70

6 de junho (sábado)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Guinga e Marcel Powell - Tributo a Baden 

Palco Iriry | às 14h
Larkin Poe

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Nubya Garcia

Palco Costazul | a partir das 20h
Linda May Han Oh
Bill Laurance Trio
Taj Farrant
The Brooks

7 de junho (domingo)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Afrojazz 

Palco Iriry | às 14h
Cris Crochemore
Taj Farrant

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Mark Lettieri Group
Bill Laurance Trio

A programação completa está no site https://www.riodasostrasjazzeblues.com/ 
 
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			<title><![CDATA[Com pedido de casamento e recorde de participantes, Love Run celebra sucesso em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-01T16:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[A 3ª edição da Love Run, realizada neste domingo (31) em Cabo Frio, transformou as ruas do Centro da cidade em um cenário de superação esportiva e muito romantismo. Promovida pela joalheria Arte In Ouro em parceria com a Seven Eco, a competição atingiu a marca histórica de mais de 700 atletas. Entre tantas histórias de cumplicidade na pista, o grande momento foi um pedido de casamento.

O professor de educação física Thayron Suedi, morador de São Pedro da Aldeia, surpreendeu a namorada Uhuru Rocha, que veio do Sana, em Macaé, ao pedir sua mão em casamento logo após cruzarem a linha de chegada. Juntos há pouco mais de um ano, os dois estrearam na Love Run enfrentando o desafio de correr conectados pela algema de tecido.

– Pra mim foi uma experiência e uma emoção muito grande. A corrida faz parte da minha vida desde sempre. Corro há mais de 20 anos. Então, viver um momento tão emocionante dentro de um esporte que eu amo, não tem explicação - celebrou Uhuru.

A sintonia do casal foi testada durante os 5km de percurso, já que Uhuru é atleta profissional e tem um ritmo forte nas pistas.

– Eu sou professor de educação física, sempre gostei de esporte, e quando a conheci, juntou o útil ao agradável. Ela começou a correr primeiro, e acompanhar o pace dela foi muito difícil. Por isso essa algema foi boa, pra ajudar. Estava brabo. Ela falava “vai, vai, vai”, e eu “que isso?” Essa algema salvou - contou Thayron aos risos.

A competitividade também marcou a disputa pelo primeiro lugar geral. Os atletas profissionais Iris Ribeiro e Eduardo de Brito, moradores de Búzios, participaram do evento pela primeira vez e garantiram o título de casal vencedor da edição 2026.

– Nas outras edições a gente estava competindo fora. Esse ano nosso calendário teve uma brecha e eu falei: “dessa vez nós vamos participar da Love Run”. E viemos com tudo para representar os casais, unidos sempre, que fazem a diferença - contou Iris.

Mesmo acostumado a competições de alto nível, Eduardo precisou manter a concentração para acompanhar a parceira até a linha de chegada.

– A acompanhar o ritmo dela não é fácil, porque ela é uma atleta de alto rendimento também. Mas como a gente sempre treina junto, e o nível é praticamente igual, deu pra ir tranquilo. Eu tive que acompanhar porque ela quem colocou o ritmo, mas foi tranquilo - explicou Eduardo.

A Love Run também atraiu casais de longa data que decidiram celebrar a união por meio do esporte. É o caso de Claudineia Souza e Gilson de Souza, também moradores de Búzios. Casados há 25 anos, eles já possuem vasta experiência em circuitos de rua - “Já corremos em Saquarema, João Pessoa, vários locais”, revelaram - , mas correram a prova cabo-friense pela primeira vez.

– A experiência de correr juntos foi maravilhosa - destacou Gilson.

Pela primeira vez, a Love Run também abriu espaço para os solteiros, e disponibilizou o inédito kit para solteiros. Ao todo, 40 competidores participaram nessa categoria, utilizando a estratégia visual de correr com algemas azuis para sinalizar que estavam em busca de um par antes do Dia dos Namorados.

A Love Run contou com uma grande estrutura de segurança para os competidores: um trecho da avenida (no entorno da Praça Porto Rocha) foi totalmente fechado ao trânsito, e todo o trajeto foi demarcado com cones. O resultado positivo consolidou o evento no calendário esportivo da Região dos Lagos e já movimenta a organização para a edição 2027.

– Estamos extremamente realizados com o resultado deste ano. Ele superou todas as nossas expectativas e atraiu um público recorde, inclusive com participantes de fora do estado, o que é algo inédito. Diante desse sucesso absoluto, já estamos dando início ao planejamento para a Love Run 2027, com o objetivo de trazer ainda mais atletas e uma estrutura cada vez melhor para os corredores - explicou o diretor de marketing do evento, Davi Cezarette.
 

Fotos: Alex Sena (alexsenafoto)

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			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi deve lotar hotéis e movimentar cidades da Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2026-06-01T11:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4), deve movimentar a economia e o turismo da Região dos Lagos. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro, a data desponta como um dos períodos mais aguardados pelo setor hoteleiro para viagens curtas neste primeiro semestre, com forte expectativa de ocupação máxima nos principais destinos fluminenses. Para atrair e acolher os visitantes, as prefeituras e paróquias locais prepararam um calendário que une a secular devoção religiosa dos tapetes de sal a grandes festivais internacionais.

Em Cabo Frio, a celebração religiosa mantém sua força tradicional. A confecção dos tapetes de sal, no entorno da histórica Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no Centro, está confirmada. Os trabalhos devem começar a mobilizar fiéis e voluntários ainda na noite de quarta-feira (3), seguindo pela madrugada de quinta-feira (4). O cronograma da igreja matriz prevê missas solenes e a tradicional procissão campal com o Santíssimo Sacramento sobre as obras de arte ao fim da tarde. Também haverá programação religiosa em Tamoios e nas demais igrejas católicas de Cabo Frio. 

A mobilização comunitária também vai movimentar o feriado em Saquarema. A prefeitura, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora de Nazareth, informou que continua com inscrições abertas para os interessados em confeccionar o tradicional tapete de sal. O prazo termina nesta terça-feira (2). A previsão é de que os trabalhos comecem às 6h30 de quinta-feira (4). Já programação religiosa da cidade terá início com o Tríduo na Capela de São João nos dias 31 de maio, 1º e 2 de junho, sempre às 18h. No dia do feriado, uma Missa Campal será realizada às 16h, na Praça do Coração, seguida de procissão e arrecadação de alimentos não perecíveis para famílias vulneráveis.

Em Araruama, a prefeitura transformou a tradição em um incentivo cultural, abrindo inscrições para um concurso que premiará os três melhores tapetes de sal da cidade com valores em dinheiro. O primeiro lugar receberá R$ 1 mil, o segundo ganhará R$ 600 e o terceiro ficará com R$ 400. Para participar, os grupos devem comparecer na sede da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Rua Ary Parreiras, nº 51, Centro), e doar dois quilos de alimentos não perecíveis no ato da inscrição, que termina na quarta-feira (3). Toda a arrecadação será destinada à Paróquia de São Sebastião para ações assistenciais. A montagem dos tapetes vai começar às 19h do dia 3 de junho, e deve ser concluída até às 13h do dia 4.

A igreja matriz de São Pedro não anunciou nenhuma programação oficial de Corpus Christi na cidade. Mas vai aproveitar o feriado para, no sábado (6), promover o 1º Passeio Ciclístico do Padroeiro São Pedro. As inscrições já estão abertas e são gratuitas. A concentração será às 7h em frente à igreja.

O município de Búzios decretou ponto facultativo nas repartições públicas para o período do feriado. Até o fechamento desta edição as paróquias da cidade não haviam confirmado a programação religiosa. Mas o balneário vai aproveitar a data para sediar a 7ª edição do festival Wine in Búzios, considerado o maior festival de vinhos da Região dos Lagos. O evento acontece de 3 a 7 de junho,  das 18h à meia-noite, na Praça Santos Dumont, no Centro, com entrada franca. A expectativa é reunir mais de 80 rótulos nacionais e internacionais, alta gastronomia e espaço infantil.

O evento também terá programação musical diária e gratuita, apostando no jazz, blues e rock. As apresentações começam na quarta-feira (3), com Matias Gatto, Sarah Dhy e a banda Sindicato do Rock. Na quinta-feira (4), o palco recebe o Big Washington Powerful Blues Trio e Tahaz. Na sexta-feira (5), o público poderá acompanhar Jes Condado, Pichu Moyano, Agustina Britos e Banda. No sábado (6), os shows ficam por conta de Groovestock, Iaponira, GeorgeSax e Banda. Para fechar o festival, no domingo (7) será realizado o tradicional passeio de barco Wine in Boat, que promove uma experiência de navegação pela península com degustação de espumantes guiada por especialistas.
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			<title><![CDATA[Ausência de Centro de Memória Municipal em Cabo Frio desafia pesquisadores]]></title>
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			<updated>2026-05-31T12:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Apesar de ostentar o título de cidade mais antiga da Região dos Lagos e uma das primeiras do país, Cabo Frio enfrenta um apagamento histórico devido à falta de um espaço público dedicado à preservação de sua identidade. O debate sobre a urgência de um Centro de Memória público ganhou força recentemente, durante as mesas de discussão do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, o FINCCA. O produtor cultural e organizador do evento, Lucas Müller, disse à Folha que o festival trouxe a população para o debate sobre a preservação e apontou a gravidade da situação atual.

— Hoje Cabo Frio não tem um único centro de memória sobre o nosso povo, saberes ancestrais, cultura material e imaterial, acervos de jornais, revistas, fotos digitalizados... Não há nenhum espaço físico sobre absolutamente nada da nossa história. Em nossos monumentos históricos também não há guias locais, placas explicativas, fotos importantes... Tudo é um grande vazio, uma espécie de limbo. Quando pensamos num centro de memória público para o audiovisual é por essa urgência, de tudo o que se perde e se perdeu sobre a memória da cidade - revelou

Essa dispersão afeta diretamente a riqueza audiovisual do município. Durante o FINCCA, pesquisadores do Laboratório de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense exibiram arquivos inéditos e homenagearam Gerson Tavares, primeiro cineasta brasileiro a rodar um longa-metragem na cidade, com o filme "Antes, o Verão", em 1968. Outras obras clássicas do cinema nacional, como "Areias Ardentes", de 1952, e "Os Cafajestes", de 1962, também utilizaram o cenário local, mas Lucas lamenta o destino desses materiais.

— A história audiovisual de Cabo Frio não está em Cabo Frio; está em São Paulo, na Cinemateca Brasileira; no Rio, no Arquivo Nacional; no Museu de Arte Moderna; no Centro Técnico Audiovisual; no Museu da Imagem e do Som, entre outros. Os cabo-frienses e moradores da cidade não têm sua história preservada. Ela está destruída e apagada por sucessivos governos que não pensam na cultura ou em um turismo de qualidade, e pela falta de iniciativa privada - pontuou.

Inaugurado em março deste ano no Jardim Esperança, o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa nasceu da vontade de ajudar a preencher essa lacuna. O espaço comunitário tem curadoria voluntária do historiador Pierre de Cristo e supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré. Ele funciona no CIEP Hermes Barcelos (Estrada Velha de Búzios, n° 1), e já conta com doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

Outro suporte para quem busca resgatar a história regional a partir da década de 1990 está no setor privado, mais especificamente na sede Folha dos Lagos, no Centro de Cabo Frio. Fundado em abril de 1990, o veículo mantém sob seus cuidados um arquivo físico com cópias de todas as mais de seis mil edições publicadas desde a sua fundação. No entanto, para investigações de períodos anteriores a essa data, os pesquisadores dependem de esforços individuais e recursos próprios para que as memórias não desapareçam. O professor de história, escritor e pesquisador José Francisco de Moura, o Chicão, revela o seu temor com o atual cenário.

— Eu sempre compro material justamente porque o meu receio é se perder, já que não temos um arquivo, um Centro de Memória, um museu. Não temos nada que guarde a história da cidade, como estamos fazendo lá em Búzios: um Centro de Memória que vai ter as fotos antigas, citações em jornais. Nós vamos disponibilizar isso tudo na internet, então, é um trabalho que não para. Inclusive já recebemos muitas  por lá. O Centro de Memória de Búzios, e a Fundação Dom João, em Friburgo, são exemplos que deveriam ser seguidos por Cabo Frio, mas ninguém tem interesse em nada aqui - lamenta o historiador.
O esforço individual dos historiadores de Cabo Frio contrasta com a realidade de Armação dos Búzios, que caminha para a estruturação de seu próprio acervo, com parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Sem esse suporte institucional em Cabo Frio, o professor Chicão desabafa afirmando que, "como ninguém tem interesse em nada", vai fazendo sua coleção particular, assim como o pesquisador Achilles Pagalidis. Chicão alerta que se não fizessem "esse barulho, tudo já teria ido para o lixo”.

A lentidão do poder público cabo-friense em implementar uma estrutura semelhante à de Búzios é endossada pelo também professor de história, escritor e pesquisador Luiz Guilherme Scaldaferri. Ele pondera que Cabo Frio possui um corpo de historiadores com alta qualificação acadêmica, mas que esbarra na falta de incentivo. Scaldaferri lembra que existe no município um conjunto de legislações locais que obriga o ensino da história de Cabo Frio nas escolas da rede municipal, e também cobra esse conteúdo em concursos públicos. Mas, segundo ele, o descaso de mais de 25 anos, e as péssimas condições de trabalho nas estruturas escolares, sabotam a aplicação prática da lei. Para ele, o espaço proposto transformaria a realidade socioeconômica da região.

— Eu penso que o Centro de Memória seria muito importante para o desenvolvimento econômico e social de Cabo Frio. A gente teve aí, no Festival de Cinema, uma série de discussões, de exibição de filmes, de curtas, cujo cenário era a cidade, cujas histórias se passavam na cidade. E isso é importante porque o Centro de Memória seria um catalisador de produções de obras e de mão de obra cultural. A gente, por exemplo, está há mais de 10 anos com o teatro fechado, e esse teatro que já não comporta mais o tamanho de uma cidade com quase 300 mil habitantes. Então, o Centro de Memória poderia também servir para isso, para gerar emprego, gerar desenvolvimento socioeconômico para a cidade - defendeu o professor.

A necessidade de centralizar as expressões artísticas em um ambiente público e acessível também é defendida abertamente pela classe musical da cidade. O cantor, compositor e poeta Azul Puro Azul reforça a importância desse tipo de registro ao afirmar que a intenção é "manter isso tudo vivo" e fazer com que as próximas gerações tenham acesso ao patrimônio histórico e artístico. Ele defende que ter um local centralizado facilitaria muito todas as pesquisas. 

— Eu costumo sempre falar que se a gente não souber de onde está vindo, também fica com uma dificuldade de entender onde quer chegar. É como se a gente estivesse vagando no espaço. Fica muito a questão individual de cada artista. Acho que para um fortalecimento da cultura regional, entender a história como um todo fortalece todos nós. E locais como centros de memória trazem essa força da coletividade. Ter um Centro de Memória em Cabo Frio seria um passo importante para que a gente consolide a cultura cabo-friense como um rico produto para a nossa comunidade. Inclusive como um turismo cultural para que os visitantes também tenham a possibilidade de conhecer mais sobre a nossa rica história - explicou.
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			<title><![CDATA[Açaí do Forte inaugura 20ª franquia, desta vez em Copacabana]]></title>
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			<updated>2026-05-29T17:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Publicidade Legal"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (30) o Açaí do Forte dá mais um passo importante em sua trajetória de expansão no mercado de franquias. A marca cabo-friense, que nasceu nas areias da Praia do Forte, vai inaugurar a 20ª loja. A nova unidade fica na Zona Sul do Rio de Janeiro, bem no coração de Copacabana, em um dos principais cenários do turismo brasileiro: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 245, loja C.

A história do Açaí do Forte começou há mais de 20 anos. Em 2002, Jaqueline Almeida iniciou o negócio como ambulante, vendendo o produto em um carrinho na orla da praia de Cabo Frio. O sucesso com o público foi imediato: em pouco tempo o Açaí do Forte ganhou a primeira loja física, e expandiu sua linha de produção para um mix diversificado, que inclui também o cupuaçu.

Em 2017, Jaqueline e o sócio, Elço Almeida, fizeram a marca dar um novo salto, virando uma rede de franquias que utiliza uma metodologia testada para expansão prática e segura. Graças ao formato, hoje o Açaí do Forte tem presença consolidada em toda a Região dos Lagos, na Taquara, em Nova Iguaçu, na Zona Sul carioca e até fora do Brasil.

– Olhar para essa nova loja em Copacabana e lembrar de onde tudo começou é muito emocionante. Em 2002, quando saí da comunidade do Jacaré com um carrinho para vender açaí na Praia do Forte, eu não imaginava a proporção que o negócio ganharia. Comandar, hoje, uma das maiores marcas de açaí do estado, e ver nossa franquia cruzar o oceano até Portugal, com unidades em Lisboa e Nazaré, é a realização de um sonho que começou com muito trabalho duro na areia. Isso mostra que mesmo em uma cidade tão sazonal, em um cenário de escassez e sem rede de apoio, quando se tem Deus a frente, propósito, recorrência e transparência, é possível construir marca marca forte, com valores fortes, que além de sucesso tem história - afirma Jaqueline.


 
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, encerra projeto "N'GOMA IAIÁ!" com grande cortejo no Canto do Forte]]></title>
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			<updated>2026-05-29T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após meses de muitos encontros, ensaios e aprendizado, o Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT conclui o projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", com um grande cortejo, neste domingo (31), a partir das 16h, no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio.

A apresentação terá as coreografias e manifestações culturais trabalhadas ao longo dos últimos meses, durante as oficinas de percussão feminina e de dança, realizadas no espaço GRIOT, e os três ensaios abertos, no Boulevard Canal. Além das rodas de Jongo, Coco e Ciranda, haverá ainda apresentações de Maracatu e de danças alusivas aos orixás. A produção do cortejo é do GRIOT e do Tambor de Iaiá.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, e em escolas da rede pública de Cabo Frio.

A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O projeto tem o apoio da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

SERVIÇO:

Cortejo do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!"
Data: 31/05/26 (Domingo)
Horário: 16h
Local: Canto da Praia do Forte 

Em caso de chuva, o evento será adiado e uma nova data será informada nas redes sociais do GRIOT.

Sobre o GRIOT:

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas. 

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Após quase dez anos fechado, Ginásio Alfredo Barreto é reinaugurado em Cabo Frio
]]></title>
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			<updated>2026-05-28T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[Fechado e interditado parcialmente desde 2017 devido ao risco de desabamento do telhado, o Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto, no complexo esportivo Aracy Machado, no Itajuru, será finalmente devolvido à população nesta sexta-feira (29). A cerimônia de reinauguração do espaço terá portões abertos a partir das 17h. A celebração começa às 19h com um clássico sul-americano de showbol entre as seleções master de Brasil e Argentina, além de partidas envolvendo alunos da rede municipal de ensino. Os ingressos poderão ser retirados nesta sexta-feira, das 10h às 14h. Cada unidade de ticket será trocada por 1kg de alimento não perecível. Cada pessoa poderá retirar até quatro ingressos por CPF.

Para marcar o reencontro do público com a quadra poliesportiva, a programação terá transmissão ao vivo pelo canal fechado SporTV2 e plataformas digitais como a RonaldoTV e a Romário TV. A partida principal trará de volta ao município grandes nomes do futebol nacional e internacional, com presenças confirmadas de atletas como Romário, Djalminha, Felipe Melo, André Balada, Richarlyson e Fellipe Bastos.

Apesar da comemoração em torno da retomada do principal equipamento esportivo da cidade, a entrega acontece com enorme atraso em relação às metas anunciadas pelo próprio governo municipal. Em junho do ano passado, a Prefeitura anunciou a conclusão dos trabalhos para janeiro deste ano. Dois meses depois, em agosto de 2025, o prefeito Serginho Azevedo usou as redes sociais para anunciar a antecipação do cronograma, prometendo entregar a obra em novembro de 2025, durante as solenidades de aniversário da cidade. Nenhum dos dois prazos foi cumprido. 

A reabertura encerra um ciclo de quase uma década de abandono, invasões, furtos e sucessivos anúncios de reformas que nunca saíam do papel ao longo das últimas gestões. Inaugurado em dezembro de 2004, e batizado em homenagem ao professor e ex-vereador Alfredo Barreto, o local foi palco de eventos memoráveis de alcance mundial, como o Festival Internacional de Dança, e chegou a abrigar públicos superiores a quatro mil pessoas em partidas das seleções brasileiras de vôlei e futsal. 

Toda essa estrutura, no entanto, ruiu diante da falta de manutenção. Em 2018, uma comitiva do governo do então prefeito Adriano Moreno chegou a elaborar laudos para escoramento do teto, sem resultados práticos. Em março de 2023, sob a gestão de José Bonifácio, o prédio foi invadido, vandalizado e sofreu um incêndio. Em março de 2024, a então prefeita Magdala Furtado anunciou o início de intervenções com verbas de emendas parlamentares, mas o projeto não avançou, forçando ligas locais a improvisarem campeonatos em pátios escolares.

A intervenção que garantiu a reabertura do Alfredo Barreto envolveu uma reestruturação profunda da infraestrutura desgastada. De acordo com informações da prefeitura, o prédio recebeu um novo telhado com sistemas de travamento e contraventamento para assegurar a durabilidade. Também houve substituição de toda a rede de iluminação por sistemas modernos, aplicação de piso adequado para a prática de múltiplas modalidades de alta performance, pintura geral, reforma completa dos vestiários e banheiros, além de uma nova fachada. O espaço foi reequipado com novas redes, traves e bancos de reserva, solucionando os problemas estruturais que impediam jogos de categorias como futsal, handebol, vôlei e artes marciais.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio lidera ranking de homicídios na Região dos Lagos, superando a Baixada e a capital]]></title>
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			<updated>2026-05-28T12:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Polícia"/>

			<content><![CDATA[O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou esta semana o Atlas da Violência 2026. A pesquisa, que traz como base consolidada os números de 2024, acende um sinal de alerta para a segurança pública da Região dos Lagos. Ao analisar os municípios com mais de 100 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro, o relatório revela que Cabo Frio assumiu o posto de cidade mais violenta da região. 

Com uma população de 238.166 moradores, o município alcançou uma taxa de homicídios estimados de 36,1 para cada grupo de 100 mil habitantes, ocupando a indigesta sétima posição no ranking geral de letalidade entre as 29 cidades do estado listadas no documento. Esse índice coloca o maior município da região em uma situação de vulnerabilidade superior à de territórios historicamente associados a altos índices de criminalidade urbana.

A metodologia do estudo detalha que pesquisadores chegaram a esse diagnóstico por meio do cruzamento de diferentes dados de mortalidade. O relatório diferencia os homicídios registrados, que são os casos oficialmente computados e validados pelas forças de segurança e secretarias de estado, dos homicídios ocultos. Estes últimos correspondem a assassinatos camuflados nas estatísticas, classificados como "morte violenta por causa indeterminada" devido à falta de conclusão de inquéritos, ou falhas no preenchimento dos óbitos, deixando sem esclarecimento se a causa foi acidente, suicídio ou homicídio. A soma dessas duas realidades gera o indicador de crimes estimados. No caso específico de Cabo Frio, foram oficialmente registrados 84 homicídios, e dois casos ocultos, totalizando 86 mortes estimadas que serviram de base para o cálculo proporcional da taxa de 36,1.

A gravidade do cenário regional se estende aos municípios vizinhos, que acompanham Cabo Frio nas posições mais altas do mapa da violência estadual. Araruama aparece logo em seguida, na nona posição do ranking estadual (e segundo no regional), com uma taxa de homicídios estimados de 33,4. Logo depois, na 12ª colocação no estado, desponta São Pedro da Aldeia, com 29,8. 

O Atlas da Violência também revela que Cabo Frio, Araruama e São Pedro da Aldeia superaram, em letalidade proporcional, grandes municípios fluminenses conhecidos pela violência crônica. Cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, como Duque de Caxias (13º lugar), Nilópolis (15º), a própria capital do Rio de Janeiro (19º), e São Gonçalo (27º), apresentaram indicadores de homicídios estimados por habitante significativamente menores do que os dos três municípios turísticos da Região dos Lagos.

Embora geograficamente pertença à Região das Baixadas Litorâneas, e seja tratada de forma separada na dinâmica regional tradicional, Rio das Ostras foi a única cidade vizinha à Região dos Lagos que apresentou um comportamento estatístico totalmente oposto a Cabo Frio, Araruama e São Pedro. O município teve taxa de homicídios estimados em 17,8, figurando na 21ª posição do estado. Com esse desempenho, Rio das Ostras foi o único de todo o bloco analisado na vizinhança a ser considerado menos violento que a capital, Rio de Janeiro.

Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande e Saquarema não apareceram no levantamento. Isso porque o mapeamento detalhado do Atlas da Violência não leva em consideração localidades com menos de 100 mil habitantes.
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			<title><![CDATA[Arraial do Cabo intensifica combate à dengue com circulação do carro fumacê nos bairros]]></title>
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			<updated>2026-05-28T10:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Arraial do Cabo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando a circulação do carro fumacê em diferentes pontos do município como parte das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A operação teve início pelos distritos, já contemplou alguns bairros da região central e continuará avançando gradativamente por toda a cidade.

A medida integra o conjunto de estratégias adotadas pela Vigilância em Saúde para reduzir a presença do mosquito adulto nas áreas de circulação da população, especialmente em períodos de maior atenção para as arboviroses. O fumacê atua por meio da aplicação espacial de inseticida, dispersado em forma de névoa, com o objetivo de atingir mosquitos adultos que estejam em voo ou abrigados em locais de difícil acesso. As ações são realizadas em horários próximos aos períodos de maior atividade do mosquito, cerca de duas horas após o nascer do sol e duas horas antes do pôr do sol. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o fumacê é uma ferramenta adicional no enfrentamento ao mosquito, indicada para reduzir a densidade de mosquitos adultos e ajudar a bloquear a transmissão em áreas com risco ou circulação de arboviroses. No entanto, a estratégia não substitui as ações permanentes de prevenção dentro das casas, quintais, terrenos e espaços públicos. O principal cuidado continua sendo eliminar locais com água parada, onde o mosquito nasce e se reproduz. 
Em Arraial do Cabo, a aplicação está sendo realizada com equipamento veicular especializado e por equipe capacitada. O serviço utiliza tecnologia de termonebulização, conhecida como FOG-Quente, com produto registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aplicado em dosagem controlada e em conformidade com normas técnicas de segurança. 

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o produto utilizado no carro fumacê é aplicado em dosagem controlada, por equipe especializada, e não oferece risco a animais domésticos e plantas. A névoa age principalmente sobre o mosquito adulto em circulação e se dissipa rapidamente no ambiente. Ainda assim, por precaução, recomenda-se deixar portas e janelas abertas, cobrir bebedouros, aquários, gaiolas e alimentos expostos durante a passagem do veículo, além de manter animais mais sensíveis em local protegido caso apresentem desconforto com o cheiro ou a fumaça. Após a dissipação da névoa, a rotina da casa pode ser retomada normalmente.

Apesar da importância da operação, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue depende da participação de todos. O fumacê combate o mosquito adulto, mas não elimina ovos e larvas. Por isso, é fundamental que cada morador mantenha a rotina de vistoria em casa, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Entre os principais cuidados estão: tampar caixas d’água, limpar calhas, manter ralos protegidos, descartar corretamente garrafas, pneus e recipientes sem uso, lavar bebedouros de animais, verificar vasos de plantas e manter quintais e terrenos limpos. O Ministério da Saúde reforça que a remoção de recipientes que possam virar criadouros e a desobstrução de calhas, lajes e ralos seguem sendo medidas centrais para evitar a proliferação do vetor. 
Para a Secretaria Municipal de Saúde, a circulação do fumacê representa mais uma frente de trabalho dentro de uma política integrada de prevenção, vigilância e cuidado com a população.

“Estamos atuando em diferentes frentes para proteger a população. O carro fumacê é uma ferramenta importante neste momento, mas ele precisa caminhar junto com a responsabilidade de cada morador. A dengue se combate com ação do poder público e também com a participação da população dentro de casa, eliminando os criadouros e mantendo os ambientes seguros”, destaca o secretário de saúde, Jorge Diniz.

A Prefeitura informa que a operação continuará sendo realizada nos bairros, de forma programada, até contemplar todo o município. A população deve acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde para novas informações sobre a circulação do carro fumacê e demais ações de combate à dengue.

Combater a dengue é uma responsabilidade de todos. O fumacê ajuda a reduzir o mosquito adulto, mas a eliminação dos criadouros continua sendo a principal forma de prevenção.
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			<title><![CDATA["Me Gusta Cabo Frio" expande ações na Argentina e chega ao norte do país em junho]]></title>
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			<updated>2026-05-28T09:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O mercado internacional de turismo de Cabo Frio vai ganhar um novo e estratégico capítulo a partir da segunda quinzena de junho. O Cabo Frio Convention & Visitors Bureau (CFCVB) confirmou que o movimento “Me Gusta Cabo Frio” desembarcará em Salta, Jujuy e Tucumán, regiões localizadas no norte da Argentina e consideradas mercados fundamentais para o turismo do município fluminense. A nova etapa da campanha será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Cabo Frio e dá continuidade ao trabalho iniciado em abril de 2025, que já passou com sucesso por Buenos Aires, Rosário e Córdoba.

Segundo Maria Inês Oliveros, presidente do CFCVB, a expansão para o norte argentino visa consolidar a marca do município no exterior e abrir canais diretos de comercialização. 

– Estamos indo em busca de novos parceiros, da ampliação da malha aérea comercial, da diversificação do público turístico e do fortalecimento da presença da marca Cabo Frio no mercado internacional, estimulando novas vendas — explica a presidente.

Os desdobramentos das agendas anteriores em território argentino servem de base para o otimismo da entidade. De acordo com Maria Inês, os contatos comerciais estabelecidos na primeira fase da campanha geraram frutos diretos para a economia local na última temporada de veraneio.

– As ações que promovemos na Argentina em maio do ano passado geraram novas conexões e oportunidades, como a aproximação com companhias aéreas, operadores, agentes e entidades do setor. Tudo isso garantiu a presença de Cabo Frio nas prateleiras das operadoras e agências e a operação dos voos charter e comerciais durante a alta temporada, incrementando o interesse pelo nosso destino e o fluxo enorme de visitantes — celebrou.

Como parte dessa estratégia de relacionamento, o Cabo Frio Convention também tem apostado nos chamados famtours, que são viagens de familiarização técnica. Recentemente, operadores de turismo de Rosário foram trazidos para conhecer a infraestrutura do município logo após os encontros na Argentina.

– As viagens de familiarização apresentaram aos profissionais, na prática, tudo o que faz de Cabo Frio um destino especial. A venda do destino, que era feita apenas com base em material promocional, ganhou outro potencial — comentou Inês.

A consolidação institucional no país vizinho incluirá ainda a participação garantida do CFCVB em grandes feiras do setor, como a Feira Internacional de Turismo (FIT). Segundo a presidente, a meta é manter o município em evidência nos locais onde o público já conhece a região.

– Precisamos reforçar Cabo Frio como destino já consolidado entre as operadoras parceiras, manter presença ativa e relacionamento constante em especial na capital, Rosário e Córdoba, onde já temos clientes conquistados e fidelizados — reforça.

A forte presença de turistas estrangeiros na cidade motivou o Cabo Frio Convention a criar ferramentas de qualificação para o comércio local. A entidade firmou parcerias para oferecer cursos de idiomas voltados a profissionais de diversos segmentos do turismo, abrangendo trabalhadores de empresas de receptivo, meios de hospedagem, gastronomia, além de motoristas de veículos turísticos, recepcionistas, camareiras, garçons e guias.

– O foco é quebrar uma das principais barreiras entre prestadores de serviços e visitantes, que é o idioma — explica a presidente.

Paralelamente às ações internacionais, o mercado brasileiro receberá atenção a partir de meados de junho com o início do movimento “Cabo Frio Melhor Temporada”. A campanha nacional terá ações de promoção focadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e na região Centro-Oeste. Um dos principais atrativos levados para essa divulgação interna será a 12ª edição do festival Sabores de Cabo Frio: este ano a Vila Gastronômica acontece de 27 a 30 de agosto com barracas de rua nos arredores do Terminal de Transatlânticos, e de 4 de setembro a 4 de outubro nos estabelecimentos participantes.

– Vamos seguir na capacitação dos agentes de viagens nacionais, articulando relacionamentos e parcerias estratégicas com operadoras com foco no fortalecimento da marca e da geração de novas oportunidades de negócios — finaliza Maria Inês.
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			<title><![CDATA[Love Run entra na reta final de inscrições com menos de 20 vagas disponíveis]]></title>
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			<updated>2026-05-26T11:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Esportes"/>

			<content><![CDATA[As inscrições para a 3ª edição da Love Run terminam nesta quarta-feira (dia 27). Com limite máximo de 600 participantes, restam menos de 20 vagas disponíveis para a corrida, que acontece neste domingo (dia 31) como comemoração antecipada ao Dia dos Namorados. Os interessados em garantir uma das últimas oportunidades devem acessar imediatamente o site oficial www.ticketsports.com.br.

Organizada pela joalheria Arte In Ouro em parceria com Seven Eco, a largada da tradicional corrida temática está marcada para às 7h30, em frente à joalheria Arte in Ouro (Rua Érico Coelho, 18, Centro de Cabo Frio). O evento contará com percursos de 5km de corrida e 3km de caminhada. Os kits de casal variam entre R$ 120 (sem camisa) e R$ 180 (completo), enquanto os inéditos kits individuais para solteiros custam R$ 70 (sem camisa) e R$ 110 (completo).

– Estamos muito felizes com o sucesso desta terceira edição que, pela primeira vez, está atraindo corredores de fora do estado do Rio de Janeiro. A Love Run nasceu para ser uma corrida de casais. Mas este ano resolvemos abrir, também, para quem ainda não encontrou sua cara-metade. Então criamos o kit solteiro, e estamos sugerindo uma estratégia visual: quem estiver livre, desimpedido e em busca de um novo amor, basta usar meia azul para deixar o status claro para os outros participantes. Como a nossa corrida acontece neste domingo (31), a Love Run pode ser a oportunidade perfeita para os solteiros cruzarem a linha de chegada e passarem o Dia dos Namorados muito bem acompanhados – brinca o diretor de marketing da Love Run, Davi Cezarette.

Para os casais, a dinâmica principal que consagrou o evento permanece: os corredores precisam fazer o percurso fisicamente conectados por algemas de tecido. A exigência de parceria e sincronia se estende ao longo do trajeto, que conta com o Ponto Love no Km 2,5 – uma parada opcional para um beijo de amor. Todos os participantes ganharão medalhas. Mas a disputa pelos troféus será destinada apenas às dez primeiras duplas que cruzarem juntas a linha de chegada, mas com uma condição obrigatória na entrega dos prêmios.

– Na Love Run, a algema funciona como um elo de companheirismo, onde um precisa abrir mão do seu ritmo para ajudar o outro. Mas para ganhar a premiação, as dez primeiras duplas precisam comprovar que são mesmo um casal: vão ter que dar um beijão de verdade no pódio – detalha Davi.

Perrengues e cumplicidade na pista

Correr conectado a outra pessoa impõe desafios reais de ritmo, o que costuma gerar histórias memoráveis entre os participantes. Veteranos de edições anteriores, Beatris Esperante Ismerio e Leonardo Ismerio de Figueiredo, juntos há 25 anos, lembram que o esporte exige resiliência.

– Compartilhar o mesmo ritmo e cruzar a linha de chegada lado a lado cria um senso de parceria muito forte. Uma vez, em uma corrida na Argentina, eu bebi um pouco nas vinícolas no dia anterior e meu marido achou ruim. No dia seguinte, eu corri ótima e ele quebrou no km 12. Tive que arrastá-lo até o final – diverte-se Beatris.

A diferença de velocidade sob a mesma algema também marcou a experiência de João Carlos e Valéria Lopez, que conquistaram o sétimo lugar no ano passado.

– A Love Run do ano passado foi muito difícil porque minha esposa é muito competitiva. Quando a gente deu a largada, ela saiu na frente e, com a corda amarrada no nosso braço, ficou me puxando muito forte. Durante a prova ela ia avançando e eu ficava pedindo para ela me esperar, uma situação bem divertida para quem olhava em volta. Mas para mim, que estava ali para acompanhá-la, foi um verdadeiro perrengue. Depois da prova eu não conseguia nem andar direito – conta João Carlos, aos risos.

A retirada dos kits para os inscritos deverá ser feita nesta sexta (29) e sábado (30), das 13h às 17h30, na Arte In Ouro do Centro de Cabo Frio. A organização reforça que não haverá entrega de kits no dia do evento.
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			<title><![CDATA[Faetec anuncia data para conclusão da obra do teatro de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-25T15:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, ganhou um novo prazo oficial para a conclusão das obras iniciadas no ano passado. Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde 2017, o espaço está interditado há quase uma década. Nesse tempo, o prédio sofreu com o abandono, corte de energia elétrica por dívidas milionárias com a Enel e sucessivas promessas de melhorias estruturais e de segurança, além de prazos de reabertura descumpridos por diferentes gestões municipais. Agora, após uma recente onda de incertezas provocada por cancelamentos de contratos por parte do atual governador interino, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha dos Lagos que o espaço segue com reformas em andamento. E deu uma nova previsão para a finalização dos serviços: agosto deste ano.

Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o teatro de Cabo Frio passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Faetec. Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. No entanto, o Termo de Cooperação Técnica entre os governos municipal e estadual só foi celebrado quatro meses depois, e publicado somente em outubro. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho.

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Agora, a nota enviada à Folha pela Faetec traz um cronograma. O projeto em execução prevê a modernização de toda a estrutura do teatro, incluindo a renovação completa dos revestimentos internos e externos.

Segundo a fundação estadual, já foram concluídas a reforma do backstage, a cobertura, a área administrativa, os banheiros, corredores, área das condensadoras do sistema de climatização e a recuperação das janelas e vidros. Os demais serviços necessários para a reabertura do espaço cultural, segundo a Faetec, estão em fase final de execução. 

Uma das principais dúvidas em relação à reforma era sobre a readequação do espaço interno. À Folha, a Faetec esclareceu que “mesmo com as mudanças estruturais e tecnológicas, o teatro manterá sua capacidade original de 235 lugares, com melhorias que vão oferecer mais conforto e segurança”. 

A entrega da obra ao governo municipal cabo-friense vai consolidar a parceria firmada por meio do Termo de Cooperação Técnica entre o município e o estado. A vigência do acordo, firmado em 2025, era de dois anos a partir da data de assinatura, e previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a Faetec, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Por isso, assim que a reforma for totalmente concluída, o espaço também funcionará como um centro de formação artística profissionalizante. No local a Faetec vai oferecer, gratuitamente, cursos de qualificação profissional de Assistente de Cenografia, Formação Inicial de Ator, Maquiador Cênico, Assistente de Direção Teatral, Assistente de Camarim e Contrarregra.
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			<title><![CDATA[Filme russo é o vencedor do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-23T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após quatro dias de muitas atividades sobre a sétima arte, o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA) chegou ao fim no último domingo (17). Ao todo foram inscritos 181 filmes de oito países (Espanha, Itália, Alemanha, Portugal, Rússia, Quênia, Argentina e Brasil) e três continentes (América, Europa e África), além de 226 de fotografias e 90 de poesias. Desse total, 33 filmes foram selecionados para exibição (10 longas-metragens e 23 curtas e médias), todos com a temática do mar. Foram mais de 22 horas de exibição cinematográfica entre os dias 14 e 17 deste mês. Também foram selecionadas 20 fotografias para a exposição “Retratos do Mar”, e 10 poesias para a mostra “Poesias do Atlântico”. O resultado, segundo os organizadores, superou as expectativas, com todas as nove sessões de cinema (mostras nacionais e internacionais) e sete mesas de debate praticamente lotadas.

O grande vencedor da mostra competitiva foi o longa-metragem russo “Névoa” (Fog), da diretora Natalia Gugueva. O filme, que já havia sido um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Moscou, levou o Prêmio Tartaruga Aruanã de Melhor Filme do FINCCA, e também acumulou o título de Melhor Roteiro. 

– Sou muito grata ao festival e aos membros do júri, que avaliaram tão positivamente o nosso trabalho e premiaram nosso filme “Névoa”. Ele fala sobre a difícil escolha de uma mulher entre seu homem amado e sua filha. É uma história de amor e ódio, de culpa e perdão entre pessoas próximas. Filmamos no norte da Rússia, na Tundra Ártica, em condições climáticas adversas, na estação meteorológica mais antiga do mundo, que existe há mais de 130 anos, e ainda está em funcionamento. Era muito importante pra gente criar uma sensação de documentário no que estava acontecendo. Por isso, mergulhamos nossos atores nessas condições climáticas difíceis, e tentamos criar a sensação de ilha deserta, onde nossos personagens pudessem mergulhar profundamente em sua alma e coração, estando longe de toda comunicação, e da civilização, para resolver as questões mais profundas e importantes da sua existência. Mais uma vez, agradeço, sinceramente, pela tão alta avaliação do nosso filme. Tudo de bom a todos – disse a diretora Natalia Gugueva. 

Além da entrega pessoal dos troféus aos diretores, poetas e fotógrafos vencedores, o Festival também recebeu depoimentos em vídeos enviados por diretores e atores de outros estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Ceará, e países como Espanha e Rússia. Um deles foi do diretor cearense Armando Praça, de “Fortaleza Hotel”, filme vencedor de Melhor Longa Nacional e Melhor Direção de Arte.

– Para mim é uma honra, e uma alegria enorme, estar sendo premiado duplamente nesse festival que está nascendo agora. Quero agradecer profundamente ao júri, ao FINCCA, ao público que compareceu às sessões. Parabenizar a iniciativa de mais um espaço de difusão do audiovisual brasileiro – comemorou.

Outro filme que ganhou destaque no festival foi o espanhol “Quando o Rio vira Mar” (Quan un riu esdevé el mar), que levou dois prêmios: Melhor Direção para Pere Vilá Barceló, e de Melhor Atuação (entre atores e atrizes) para Clau Hernández, protagonista do longa-metragem. A produção já havia conquistado título de Melhor Filme (Violette d&#39;Or), Melhor Roteiro e Melhor Ator para Alex Brendemühl no Festival de Cinema Espanhol de Toulouse (Cinespanã), na França, além de ter sido premiado no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, o maior festival de cinema da República Tcheca e o mais prestigiado da Europa Central e Oriental.

– Estamos muito agradecidos, de verdade, tanto pelo prêmio de direção quanto para Claud Hernández. Foi um trabalho de muitos anos de colaboração, com muitas associações de mulheres aqui da Espanha, que deram seu testemunho doloroso do que viveram, de violência machista. E o resultado de tudo isso foi este filme. Toda equipe quer agradecer pelo acolhimento e por estes prêmios. Muitíssimo obrigado e um forte abraço aqui da Espanha – disse o diretor Pere Vilá Barceló. 

Além do prêmio do FINCCA, a protagonista de “Quando o Rio vira Mar”, Clau Hernández, já havia levado o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Europeu de Lecce, em 2025, na Itália. Ela também enviou vídeo falando do trabalho, e da mensagem que a produção tentou passar.

– Muito obrigada por este prêmio. Estou profundamente grata ao festival FINCCA por isso. Também queria dizer que pude entregar essa atuação graças a todas as mulheres que compartilharam comigo suas histórias de serem sobreviventes de situações de violência de gênero. Representar todas as pessoas que vivenciaram essa situação, espero ter conseguido. Acho que este filme é muito necessário no momento atual, quando há tanta violência acontecendo. Este trabalho é sobre realmente passar por esse processo e ser capaz de se conectar com as pessoas, com amor e de coração, sem usar a violência ou medo com os outros. Então, muito obrigada pelo prêmio. Não estou aí esta noite, mas espero que possamos nos encontrar pessoalmente algum dia. Muito obrigada – disse a atriz.

Coordenadora-geral do FINCCA, Marina Makhohl disse à Folha que o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio foi marcado pela alta qualidade dos trabalhos, dos debates e da participação do público. Ela também deixou no ar a possibilidade de novas ações.

– O FINCCA foi, realmente, um sucesso em todos os aspectos. Tivemos sessões na Universidade Veiga de Almeida e na UERJ, e mesas de debates que foram interessantíssimas, com os diretores dos filmes ou representantes. Foi muito participativo, muito bem trabalhado, com pessoas muito interessadas. Elas saíam de todas as sessões elogiando e agradecendo muito pela iniciativa, e isso foi muito gratificante. Na Casa Scliar também tivemos todas as sessões lotadas. Além dos filmes, a gente também teve as fotografias no Museu de Arte Religiosa e Tradicional, umas mais lindas que a outra. As poesias ficaram expostas na Casa Scliar. Então, tivemos essas três frentes paralelas de mostra competitiva. 
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			<title><![CDATA[A vida e obra de Solange Brisson: Região dos Lagos perde grande defensora do Meio Ambiente]]></title>
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			<updated>2026-05-22T10:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A paisagem da Região dos Lagos mudou muitas vezes diante dos olhos da bióloga Solange Brisson. Vivendo entre restingas, salinas, dunas e margens da Laguna de Araruama, ela viu árvores desaparecerem, áreas verdes cederem espaço ao concreto e debates ambientais transformarem-se em disputas públicas cada vez mais acaloradas. Poucas pessoas, porém, superaram essas transformações com tanta obstinação quanto ela. Bióloga, professora, pesquisadora, escritora, Solange morreu no dia 28 de abril, aos 80 anos, após complicações de um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE hemorrágico). Segundo pessoas próximas, completaria 81 anos no dia 16 de maio. Ela deixou uma trajetória ligada ao estudo e à preservação dos ecossistemas costeiros da Região dos Lagos —território a que dedicou quase toda a sua vida intelectual.

Formada em História Natural —"a precursora da faculdade de biologia", como ela gostava de frisar— pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1971, Solange construiu carreira voltada sobretudo à zoologia, à ecologia marinha e à observação ambiental. Décadas depois, concluiu o mestrado em Ciências Biológicas, com especialização em Zoologia de Invertebrados, pesquisando crustáceos da região de Cabo Frio.

Mas é pouco reduzir sua trajetória apenas aos títulos acadêmicos. Solange era uma pesquisadora que não separava a ciência da paisagem, nem o estudo da convivência com o território observado. Chegou à Região dos Lagos e logo participou de debates sobre preservação ambiental, crescimento urbano e ocupação costeira. Lecionou Zoologia durante mais de vinte anos na antiga Ferlagos, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), formando muitos alunos de Biologia em Cabo Frio. Também atuou na Universidade Veiga de Almeida, nos cursos ligados ao Meio Ambiente, Turismo e Engenharia Ambiental.

Era “uma referência para a formação de biólogos da Região dos Lagos”, como lembra o biólogo e professor Eduardo Pimenta.

– Trabalhamos juntos na Universidade Veiga de Almeida/Campus Cabo Frio. Ela trabalhou no IEAPM de Arraial do Cabo, foi pioneira da maricultura regional como pesquisadora e empreendedora, cultivando organismos marinhos em água salgada, voltado para produção de alimentos, geração de renda e sustentabilidade no litoral – acrescenta Pimenta.

No Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo, desenvolveu pesquisas sobre camarões da Laguna de Araruama e regiões adjacentes, trabalho que originou artigos científicos e livros voltados à maricultura e aos ecossistemas costeiros. Ao longo dos anos, a atuação dela extrapolou laboratórios e salas de aula. Participou de movimentos ambientais importantes da região, como a fundação da AMARLA, considerada a primeira ONG ambientalista da Região dos Lagos, além do Movimento Ressurgência. Também integrou discussões ligadas ao primeiro Plano Diretor de Arraial do Cabo, ajudando a pensar áreas de preservação ambiental do município.

Mas foi na defesa das casuarinas que seu nome ganhou maior projeção pública. Tema de debates intensos entre pesquisadores, ambientalistas e órgãos públicos, a presença das árvores na Região dos Lagos dividiu opiniões. Solange foi uma das principais defensoras da manutenção das casuarinas, sustentando que elas tinham papel importante na recuperação de áreas degradadas e na contenção de processos erosivos. A discussão provocou controvérsias e consolidou sua imagem como uma figura firme nos debates ambientais locais. Ela defendia que a relação da população com o meio ambiente estava marcada por um progressivo afastamento da natureza.

– Só preservamos aquilo que conhecemos e amamos – afirmou em entrevista à Folha dos Lagos em publicada na edição especial em homenagem ao aniversário de Cabo Frio, em novembro de 2025.

É uma frase que ajuda a compreender a dimensão afetiva presente em seus livros. Solange escreveu obras como “Cultivo de camarões marinhos”, “Restinga de Massambaba: os matos e seus insetos”, “Antes que seja tarde...” e “Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos” — publicadas pela Sophia Editora, à exceção da primeira. São textos nos quais ela misturava observação de campo, memória ambiental, pesquisa científica e indignação diante da destruição das restingas e da descaracterização da paisagem regional.

Seu último trabalho, “Um pequeno ensaio sobre a formação da Laguna de Araruama”, estava em processo de edição desde 2025 na Sophia. Nasceu do desejo de compreender a formação geológica e ambiental da laguna, sem ignorar a relação humana com esse território ao longo de milênios. Ainda na entrevista à Folha no ano passado, Solange disse que enxergava o livro como uma “provocação amorosa e inquieta”, construída a partir de mais de cinquenta anos de observação da região.

– O homem não pode dissociar-se da natureza. O resultado dessa separação é o alheamento, o vazio existencial, o estresse, a depressão. Se nos calamos, a destruição ambiental se acelerará, pois ‘quem cala consente’ – afirmou.

A relação com a natureza, ela dizia, vinha da infância.

– Tive a &#39;graça&#39; de ter nascido de progenitores que amavam a natureza e desde muito pequena vivi em contato com ela nas florestas de Belém do Pará. Também passei bons períodos nas águas de Coroa Grande em Itacuruçá e nas montanhas de Itaipava/Petrópolis. Assim, sou metade mar por parte de pai e metade montanha do lado materno. Sem sombra de dúvida que esse contato ou "imprinting" com a natureza me tornaram absolutamente apaixonada por ela! – contou.

Ex-alunos, pesquisadores e amigos homenagearam Solange nas redes sociais. "Grande mestra em zoologia da Região dos Lagos", escreveu Bruna Pozzebon, ex-aluna orientada por Solange em seu trabalho de conclusão do curso de Biologia sobre a Restinga de Massambaba. Fotógrafa, Bruna também é coautora de "Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos".

– Foi uma bióloga e pesquisadora dedicada ao estudo da fauna de invertebrados, com atuação marcante na Região dos Lagos fluminense. Como autora, conseguiu revelar em pesquisas e fotografias a riqueza e as ameaças à restinga de Massambaba em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, onde evidenciou o compromisso com a conservação ambiental e a valorização de ecossistemas pouco estudados, como a fauna de artrópodes. Sol era ativista e participou de movimentos históricos de proteção ambiental local como a AMARLA e o Movimento Ressurgência. Com ela aprendi a defender a continuidade dos estudos e publicações para ampliar o conhecimento a respeito da biodiversidade local. Sua partida nos deixa um inegável legado de ciência e engajamento voltado à preservação da divina natureza da Região dos Lagos – afirmou Bruna em depoimento encaminhado à Folha do Lagos.

Já Leonízia de Melo escreveu nas redes sociais: "Nunca esquecerei dos seus ensinamentos e do que defendemos cientificamente juntas".

O professor Eraldo Amay, que trabalhou com Solange na extinta Ferlagos (ele no departamento de Letras; ela no de Biologia), também lamentou a morte da pesquisadora. 

– Solange era amada e uma excelente professora. Pessoa muito querida. É uma perda bastante sentida – disse Eraldo.

A companheira Maria Luzia da Silva Pinho relatou que conviveu com Solange durante quase 12 anos.

– Ela foi uma pessoa muito especial na minha vida. E creio que na vida de outras pessoas também – afirmou.

Nos últimos anos, Solange sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Ainda assim, manteve-se intelectualmente ativa. Aposentada, continuava escrevendo, trocando mensagens e acompanhando debates públicos. Esteve pela última vez na sede da Sophia Editora em novembro de 2025. Chegou acompanhada por uma cuidadora e em cadeira de rodas, já não conseguia se locomover muito bem sozinha. Durante o processo de edição, demonstrava urgência em concluir a publicação do novo livro. Dizia ter paciência, mas não tempo.

Ainda neste mês de maio, o falecimento da pesquisadora ainda era desconhecido entre muitas pessoas próximas da sua trajetória. Nos últimos dias, a Folha procurou fontes oficiais, ex-alunos, pesquisadores, conhecidos e instituições ligadas à trajetória da bióloga para reconstruir os últimos dias de vida da pesquisadora e confirmar as informações. A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo informou que Solange deu entrada no Hospital Geral de Arraial do Cabo no dia 24 de abril, às 22h, com quadro grave de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE Hemorrágico). Segundo a pasta, ela foi atendida na Sala Vermelha da unidade e transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, na madrugada do dia 25. Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que a paciente foi encaminhada à unidade para avaliação neurocirúrgica, recebeu tratamento neurointensivo, mas teve piora clínica e morreu no dia 28 de abril. O velório teria ocorrido no dia 29, em Araruama, e o enterro no dia 30, em Arraial do Cabo.

O jornal também procurou o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), onde Solange trabalhou, mas, até o fechamento desta reportagem, o instituto não emitiu nenhuma nota, informando apenas que a solicitação foi encaminhada ao setor responsável.

Solange Brisson tentou compreender, registrar, explicar e defender a paisagem da Região dos Lagos. Agora, parte dessa paisagem também passa a guardar a memória de uma apaixonada e persistente defensora.
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			<title><![CDATA[Família parokiana celebra o legado afetivo deixado pelo fundador do Parókia]]></title>
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			<updated>2026-05-20T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Fundado na década de 1970, o Bloco Parókia transformou o amor pela música popular em um patrimônio para a cultura de Cabo Frio. O grande pilar dessa história de resistência foi Kleber da Silva Costa, o “Seu Binho”. Ele passou a vida transmitindo a alegria das ruas e o respeito à tradição carnavalesca. O folião teve a oportunidade de celebrar seus 93 anos em pleno Carnaval deste ano. Agora, a trajetória do comerciante se eterniza em legado, após o seu falecimento ocorrido no último sábado (16).

Em fevereiro, a Folha publicou uma reportagem exaltando a resistência da agremiação. O bloco, que nasceu nos no bar do Seu Binho, junto com seus irmãos e cunhados músicos, é hoje o mais antigo e tradicional ainda em atividade em Cabo Frio.

Na época, Debora Machado (filha adotiva de Seu Binho), disse à Folha que o rigor do pai no balcão do bar era o segredo da harmonia do Parókia: "Ele não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. E fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. No sábado ela postou uma homenagem nas redes sociais

– Pai, vocês me escolheram para ser sua filha, e dedicaram a maior parte do tempo em educar e ensinar.
Sua música entrou em meu DNA e em tudo que faço. A dor da sua partida traz um misto tenebroso que a vida toda tive medo, e o silêncio mais barulhento que existe. Pai, te amo, e obrigada por tudo que fez por mim. Prometo que farei do Parokia o que você sempre levou, o amor!

Presidente do bloco há três anos, Fernanda Carriço exaltou a importância de Seu Binho para a família parokiana.

– É uma pessoa que deixa um legado de contribuição para a cultura, para o samba, para o carnaval de rua. Eu tenho uma admiração muito grande por ele, porque, além de tudo, era muito apaixonado pelo bloco. Eu fiz os últimos quatro carnavais, e ele esteve presente em todos os ensaios, todos os eventos que eu fiz. Ele estava muito feliz. Ficou muito feliz com a minha entrada na Parókia, com o renascimento do Parókia. Ele gostava muito de mim, e o que ele passava para mim era o amor pelo bloco, e uma gratidão pelo trabalho que eu estava fazendo. Ele sempre falava isso. Então, eu acho que é uma perda imensa. O legado dele no Parókia é o amor ao bloco, é essa paixão parokiana eterna, sabe? Eu acho que esse é o legado dele. Além de ter sido o fundador do bloco, um parokiano apaixonado. Quem conhecia Seu Binho ali, no ensaio, via a paixão dele, e isso era contagiante - contou.

E esse amor de Seu Binho pelo bloco do coração sempre foi recíproco.

– Todos os anos a gente fazia homenagem pra ele. Nos anos que eu fiquei à frente do Parókia, a gente sempre parava na frente da casa dele e tocava uma música, geralmente “Amigo de fé, irmão, camarada”. Esse ano o aniversário dele caiu no dia do bloco, na terça-feira de Carnaval, e a gente parou em frente à casa dele e cantou parabéns, cantou “amigo de fé, irmão, camarada”. Ele ficou muito emocionado. Foi muito bonito. Eu tive uma alegria imensa de ter homenageado ele em vida: em todas as oportunidades que eu tive, eu fiz. Ele falava assim “você foi a melhor presidente que o Parókia já teve, você não pode sair nunca mais”. E eu dizia: “Oh, Seu Binho, não faz isso não, senão eu morro” - revelou Fernanda.

Foliã de carteirinha do Parókia, a memorialista Meri Damaceno lembrou, em conversa com a Folha, que Seu Binho foi o último fundador do bloco a nos deixar. 

– Teve o privilégio de viver 93 anos e ser homenageado em vida pelo Parókia. Nos últimos anos, Binho estava ali, no meio da gente, dando um abraço afetuoso, cantando as velhas marchinhas, saudando a bandeira… Ficamos triste com sua partida, mas a família parokiana tem a absoluta certeza que Binho levou com ele todos aqueles dias festivos, regados com beijos, abraços e muito carinho. O seu maior legado, sem sombra de dúvidas, chama-se família parokiana. Não me recordo no momento de algo envolvendo Binho e o carnaval. Mas guardo com carinho que, em 2020, fui escolhida como Musa do Parókia. A alegria dele ao meu lado, nas fotos, cercado da banda e dos amigos, foi algo muito marcante pra mim. Binho estava muito feliz -contou.

Nas redes sociais, Seu Binho também recebeu muitas homenagens após o comunicado do seu falecimento. A produtora cultural Taz Mureb lembrou que ele era “uma pessoa ímpar, sempre envolvido com a música popular, com as pessoas. Muito querido! Amigão dos meus dois avôs. Aposto que tão botando o bloco lá no céu”. Joir Reis, presidente da Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF), disse que vai sentir falta do “grande mestre”.
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			<title><![CDATA[Justiça atende MPF e determina demolição de imóvel construído sobre restinga em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-19T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou a demolição de um imóvel de alto padrão construído irregularmente sobre vegetação de restinga e faixa de areia da Praia do Foguete, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A sentença acolheu os argumentos apresentados pelo MPF, que apontou a existência de danos ambientais permanentes em área de preservação permanente (APP), além da ocupação irregular de terreno de marinha e de área de uso comum do povo.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, que assina ação, a decisão representa uma resposta importante contra a ocupação ilegal de áreas ambientalmente sensíveis do litoral fluminense. “A proteção das restingas e dunas não é apenas uma exigência legal, mas uma medida essencial para preservar o equilíbrio ecológico, conter a erosão costeira e garantir a integridade da faixa litorânea para as presentes e futuras gerações”, pontuou.

Na ação, o MPF destacou que laudos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da prefeitura de Cabo Frio e da perícia judicial comprovaram que a construção impedia a regeneração da vegetação nativa e agravava o processo de erosão costeira na região.

Para Mitidieri, a sentença também reforça que o direito de propriedade não é absoluto quando confrontado com a proteção ambiental. “Nenhum interesse privado pode prevalecer sobre a preservação de um ecossistema protegido constitucionalmente e sobre o interesse coletivo de proteção do patrimônio ambiental”, ressaltou.

Na sentença, a 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia condenou solidariamente a empresa responsável pelo empreendimento e o município de Cabo Frio a demolirem o imóvel, retirarem os entulhos e executarem a recuperação integral da área degradada por meio de Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad). O prazo fixado para a demolição é de 90 dias após o trânsito em julgado da decisão.

A Justiça concluiu ainda que a construção foi erguida em área ambientalmente protegida, sobre vegetação de restinga fixadora de dunas, sem autorização válida da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e destacou que o direito de propriedade não prevalece diante da proteção ambiental constitucionalmente assegurada.

A decisão acolheu os laudos técnicos que identificaram danos ambientais permanentes provocados pela construção irregular. Os estudos concluíram que o imóvel bloqueia a regeneração natural da vegetação de restinga, compromete a dinâmica das dunas e intensifica o processo de erosão costeira na região.

A perícia judicial também destacou que a construção funciona como uma barreira aos ventos responsáveis pelo transporte natural de areia, tornando negativo o balanço sedimentar da praia e aumentando a vulnerabilidade da orla marítima.

Segundo os peritos, “a demolição é menos nociva do que a manutenção do imóvel”, pois permitirá a recuperação natural do ecossistema de restinga e o restabelecimento do equilíbrio sedimentar da praia.

Na sentença, a Justiça Federal detalha que a proteção das restingas e dunas existe há décadas no ordenamento jurídico brasileiro. O texto cita dispositivos da Constituição Federal, do Código Florestal, da Lei do Gerenciamento Costeiro e de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), além de normas estaduais e municipais que classificam a área como “non aedificandi”, ou seja, proibida para edificações.

A decisão também ressalta que os terrenos de marinha pertencem à União e não podem ser ocupados sem autorização expressa do poder público federal. Conforme informado pela SPU nos autos, não existe cadastro ou licença válida para o imóvel localizado na Avenida dos Planetas, nº 293.

A Justiça Federal também reconheceu a responsabilidade do município de Cabo Frio pela ausência de fiscalização efetiva. A sentença afirma que, apesar de a própria legislação municipal reconhecer desde 1993 que a área era de preservação permanente e não edificável, o município não adotou providências eficazes para impedir ou desfazer a ocupação irregular.

Segundo o juiz, a administração municipal atuou apenas após provocação do MPF e, ainda assim, sem medidas concretas capazes de cessar o dano ambiental.

Dano ambiental – Ao rejeitar os argumentos da empresa proprietária, a sentença reafirma o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a reparação civil por dano ambiental é imprescritível. O juiz também ressaltou que a obrigação de reparar danos ambientais possui natureza “propter rem”. Ou seja, essa obrigação se adere ao título e domínio ou posse do imóvel e a responsabilidade recai sobre o proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores. Tal norma foi definida pela Súmula STJ nº 623.

Embora tenha reconhecido os danos ambientais, a Justiça entendeu não haver elementos suficientes para condenação por danos morais coletivos.

Cabe recurso da decisão.
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			<title><![CDATA[Novo batalhão da PM na Região dos Lagos é cercado de sigilo e dúvidas sobre efetivo]]></title>
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			<updated>2026-05-19T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após quase cinco meses de o ex-governador Cláudio Castro assinar o decreto que oficializou a criação do 42º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Araruama, o funcionamento da unidade e o efetivo real de policiais seguem sob sigilo. Embora o documento, assinado em 26 de janeiro, prometa uma reestruturação profunda na segurança da Região dos Lagos, o cronograma de operação e os detalhes sobre o patrulhamento nas ruas ainda não foram divulgados pelas autoridades estaduais. A medida faz parte de um plano ambicioso da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que prevê a criação de, pelo menos, 16 novas unidades operacionais e administrativas em todo o território fluminense.

Na época do anúncio, realizado no Palácio Guanabara com a presença de prefeitos da região, o governador Cláudio Castro defendeu a necessidade urgente de modernizar a corporação.

— É uma mudança importante e positiva. Em uma sociedade em plena evolução, não podemos aceitar que uma instituição como a Polícia Militar permaneça há mais de 50 anos com a mesma estrutura. Estamos organizando melhor a estrutura, distribuindo melhor as equipes, dando mais condições de trabalho para os policiais e valorizando também seus familiares. Uma polícia mais forte é uma polícia mais presente nas ruas — afirmou Castro durante a assinatura do decreto.

Além do 42º BPM, em Araruama, a lista de novas unidades inclui o 13º BPM (Maricá), o 44º BPM (Nova Iguaçu), o 45º BPM (Jacaré) e o 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana), além da transformação de oito unidades ambientais em três grandes Batalhões de Polícia Ambiental (BPAM), em São Gonçalo, Volta Redonda e São João da Barra.

No papel, a estrutura para a Região dos Lagos já está desenhada. O 42º BPM, que terá como comandante o tenente-coronel Leonardo Heitor Alcântara Cunha, ficará subordinado ao também recém-criado 8º Comando de Policiamento de Área (CPA). A nova unidade será responsável pelas 118ª, 124ª, 125ª e 129ª Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), abrangendo os municípios de Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande e Saquarema. Com essa divisão, o 25º BPM (Cabo Frio) passaria a ter sua área de atuação reduzida, focando exclusivamente em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios.

No entanto, na prática, a Polícia Militar ainda não esclareceu questões fundamentais para o planejamento dos municípios. Desde abril, a Folha dos Lagos vem questionando o Comando-Geral da PM sobre quando a unidade de Araruama entrará em operação, se o contingente será reforçado com novos agentes ou se haverá apenas uma redistribuição dos policiais que já atuam no 25º BPM. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno da PMERJ.

Enquanto os detalhes operacionais permanecem ocultos, o governo municipal de Araruama tenta acelerar a integração regional por meio da tecnologia. No último dia 6 de maio, a prefeita Daniela Soares promoveu um encontro no Teatro Municipal para debater a criação de um “cinturão de segurança” com as dez cidades que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos). O evento contou com a participação da Subsecretaria de Comando e Controle (SSCC) da Polícia Militar, referência em gestão tecnológica.

Na ocasião, a prefeita Daniela Soares reforçou que a chegada do batalhão é fruto de articulação e parceria com o Estado, visando aumentar a capacidade de resposta, especialmente em períodos de alta temporada.

— A segurança pública é uma pauta importante, especialmente em razão do aumento da população flutuante durante os feriados. A proposta é estreitar a integração entre os municípios e, em breve, avançaremos com a instalação do novo batalhão na cidade — ressaltou a prefeita, também sem dar prazos.
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema Internacional de Cabo Frio começa nesta quinta (14) segue até domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T21:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema, a literatura, a música e as artes visuais se encontrarão a partir desta quinta-feira (14) na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). Até domingo (17) haverá mostras competitivas nacionais e internacionais com filmes do Brasil, Espanha, Portugal, Quênia e Rússia, música ao vivo, exposições de fotografia e poesia, além de mesas de debate com cineastas, pesquisadores, roteiristas, atores e professores convidados.

Entre os destaques estão a participação da atriz Simone Spoladore, dos diretores Eduardo Nunes e Adolfo Rosenthal, do roteirista Guilherme Sarmiento e do pesquisador Rafael de Luna. Com o mar como eixo temático central, o festival promove uma ampla programação cultural gratuita em diversos espaços da cidade, como o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), a Casa Scliar, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro, para eu atuar, é como mergulhar no mar - disse Simone Spoladore.

Diretor do filme “Sudoeste”, que foi gravado em Cabo Frio, Eduardo Nunes reforçou a importância do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio

– Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem, e assistir a estes filmes numa tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - pontuou.

O festival tem início nesta quinta-feira (14), às 10h, com a abertura da exposição fotográfica “Retratos do Mar” no Mart. Na parte da tarde, às 16h, a Casa Scliar recebe a exposição literária “Poesias do Atlântico”, acompanhada pelo cortejo do coletivo de mulheres de maracatu “Ventarolas”. No mesmo horário, as mostras cinematográficas começam a movimentar a cidade: a UERJ recebe a Mostra Nacional 1, com os filmes “Onde a Maré Leva”, “Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro”, “Costão Rochoso”, “Guardiões da Terra” e “Manguezais da Região dos Lagos”, além da Mostra Internacional 1 com “Youth Pawa” e “Amazônia Azul”. Simultaneamente, na UVA, ocorre a Mostra Nacional 2 com as obras “A.mare” e “Fortaleza Hotel”. A noite de quinta segue com o lançamento do documentário “Orgulhos da Terra” e debate com o diretor Azul Puro Azul na UVA, às 18h30, culminando na abertura oficial às 19h, no Mart, com artes circenses do CircoLo Social e show de samba e MPB da banda “As Desamélias”.

Na sexta-feira (15), as atividades começam às 10h30 no Mart com a roda de leitura “Mergulhos Literários”, debatendo as obras “Mar Morto”, de Jorge Amado, e “Refinaria”, de Rodrigo Cabral. A partir das 16h, o público pode escolher entre a Mostra Internacional 2 na UERJ, com o filme espanhol “O Mar Não Cessa”; a Mostra Internacional 3 na UVA, com o russo “FOG”; ou a Mostra Nacional 3 na Casa Scliar, que exibe uma série de curtas como “É só Fechar os Olhos” e “Rede Flor do Mar”. A noite de sexta oferece três grandes debates às 18h30: a Casa Scliar discute a preservação de filmes com pesquisadores da UFF; a UERJ exibe “Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo” com Adolfo Rosenthal; e a UVA recebe o diretor Eduardo Nunes e o roteirista Guilherme Sarmiento para falar sobre realismo fantástico após a exibição do premiado “Sudoeste”.

O sábado (16) concentra suas atividades na Casa Scliar a partir das 15h, iniciando com os filmes convidados “Muito Antes de Nós” e “Marcos”, seguidos de debate com Ricardo do Carmo e Filipe Codeço. Às 17h, acontece a Mostra Internacional 4, reunindo produções da Espanha, Quênia e Portugal, como “Soledá” e “Praia Liberdade”. Logo após, às 18h30, será exibido o filme “Amálgama”, preparando o terreno para um dos momentos mais aguardados do festival: às 20h30, a atriz Simone Spoladore e o ator Daniel Ericsson participam de uma mesa redonda sobre a atuação no cenário do cinema brasileiro contemporâneo.

No domingo (17), o último dia de festival começa às 10h na Casa Scliar com o filme espanhol “Quando o Rio vira Mar”. Às 15h, o evento presta uma homenagem ao cineasta Gerson Tavares com a exibição de “Antes, o Verão” e um debate conduzido pelo pesquisador Rafael de Luna. O encerramento oficial do FINCCA está marcado para as 19h, no Mart, onde ocorrerá a cerimônia de premiação em 14 categorias, incluindo o cobiçado Grande Prêmio Tartaruga-Aruanã. A celebração final ficará por conta do show da banda de pop rock Ramona Rox, encerrando a primeira edição do evento internacional em Cabo Frio.

Sinopses dos filmes e outras informações podem ser acompanhadas pelo site oficial do festival: www.fincca.com.br ou Instagram @/finccafestival.
 
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			<title><![CDATA[Festival gastronômico de São Pedro da Aldeia termina neste domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Termina neste domingo (17) a primeira edição do Festival Aldeia Gastronômica, que acontece em São Pedro da Aldeia. Apresentar a oferta gastronômica de São Pedro é um dos objetivos do evento, que vem sendo registrado com sucesso. 

– O festival está movimentando os 27 estabelecimentos participantes e mostrando que a cidade tem diversidade e muito a oferecer nesse quesito – comenta Maria Inês Oliveros, da Tropic Produções, empresa realizadora do evento.
 
Inspirado na cultura e nos sabores regionais, o Aldeia Gastronômica exalta a identidade cultural e as tradições da bucólica cidade, que combina lagoa e salinas, urucum e aroeira, além de pescadores, quilombolas e produtores rurais. A criatividade dos participantes revela receitas exclusivas, explorando ingredientes típicos.
 
Entre as criações, pratos que harmonizam tainha com limão galego; camarão da lagoa com banana-da-terra e mandioca; geleia de aroeira com coco queimado, além de receitas que enaltecem as paisagens da região, como o pôr do sol e os barquinhos coloridos. As opções vão de entradas a sobremesas (R$ 19 a R$ 39), além de sanduíches (R$ 39 a R$ 49) e pratos principais (R$ 69 a R$ 99), todos servidos nos próprios estabelecimentos participantes durante o período do evento, que começou no último dia 30 de abril.
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			<title><![CDATA[Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é inaugurado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-13T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Foi inaugurado nesta terça-feira (12), em Cabo Frio, um novo espaço de impacto socioambiental do Projeto Albatroz: o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é uma sala climatizada com 17 computadores que possuem acesso à internet. O projeto foi pensado especialmente para ser um suporte tecnológico para estudantes cadastrados em cursos oferecidos pela prefeitura e para moradores dos bairros do entorno, de forma gratuita.

O evento oficial de inauguração aconteceu contou com a participação de membros do governo municipal de Cabo Frio, entre eles representantes das secretarias da Família e Juventude, Assistência Social e Educação, além do Instituto ProSer, Cebrac, CIEP 193 (Jacaré) e gestores da Petrobras, que além de patrocinar o Projeto Albatroz, também fizeram a doação das máquinas para a criação do núcleo.

O espaço já é utilizado por estudantes do CIEP 193 em atividades curriculares, e também passará a receber turmas de cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria Adjunta da Família e Juventude de Cabo Frio, em parceria com os CRAS, Instituto ProSer, Cebrac. Às sextas-feiras, o local ficará à disposição da comunidade para o acesso à internet, pesquisas, trabalhos acadêmicos, elaboração de currículos e acesso a outros serviços públicos virtuais.

Fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves ressalta que a inauguração do núcleo é parte de um sonho que começou a ser construído em 2014, quando a instituição chegou a Cabo Frio para ampliar seu trabalho de pesquisa e educação ambiental com pescadores nos portos. 

– Nessa época, a gente já sonhava em engajar e contribuir para o crescimento das pessoas que moram aqui. Por isso, o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital está nascendo como uma ferramenta concreta para aproximar a comunidade do conhecimento, da tecnologia e de novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional - revelou.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. 

– Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade - contou.

O Núcleo Albatroz de Inclusão Digital fica dentro do Projeto Albatroz, localizado na Av. Wilson Mendes, s/n, Porto do Carro, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Coletivo Mulherada que Escreve debate obras de Jorge Amado e Rodrigo Cabral no Mart, na sexta (15)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mar da Bahia de Jorge Amado e as paisagens da Região dos Lagos retratadas na poesia de Rodrigo Cabral serão tema da roda de leitura “Mergulhos Literários” nesta sexta-feira, dia 15, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), em Cabo Frio. A atividade integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA), que realiza sua primeira edição entre esta quinta-feira, dia 14, e domingo, dia 17.

Promovida pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, a conversa aproxima as obras Mar Morto, do escritor baiano, e Refinaria, do poeta cabo-friense. São dois textos que dialogam com o tema do festival: o mar.  

Publicado em 1936, Mar Morto acompanha marinheiros e trabalhadores do cais da Bahia em histórias marcadas pela relação intensa com as águas do oceano, tratadas por Jorge Amado como força viva e cotidiana. Já em Refinaria, lançado em 2024 durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Rodrigo Cabral transforma em poesia as salinas, a restinga, a Laguna de Araruama e as mudanças da paisagem cabo-friense. Estreia literária de Cabral, o livro foi finalista da 67ª edição do Prêmio Jabuti, em 2025, na categoria Escritor Estreante – Poesia.

O FINCCA receberá grandes nomes do cinema como a atriz Simone Spoladore, o ator Daniel Ericsson, o cineasta Eduardo Nunes e o diretor Adolfo Rosental. A programação também inclui literatura, fotografia, oficinas e debates em diferentes espaços culturais da cidade, como o Mart, a Casa Scliar, a Uerj e a Universidade Veiga de Almeida (UVA). Confira a programação completa aqui (https://www.folhadoslagos.com/cultura/festival-de-cinema-vai-reunir-grandes-nomes-da-dramaturgia-em-cabo/21939/).

“O pessoal do festival de cinema convidou a Sophia Editora para fazer uma roda de leitura dentro do tema do FINCCA. Como esse era um livro que já tínhamos lido no círculo de leitura, pensamos em trazer também o livro ‘Refinaria’, do Rodrigo”, afirmam as organizadoras do projeto “Leituras no Mart”, que chegou à sétima edição no começo deste mês e é coordenado por Eloisa Helena Campos e Rô Arruda, com dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa, além do apoio da Sophia Editora.

“Estamos muito entusiasmados em participar do FINCCA, afinal é o primeiro festival internacional de cinema da cidade”, completam.
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			<title><![CDATA[Jovens de Cabo Frio anunciam nova minissérie de ação e suspense]]></title>
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			<updated>2026-05-13T11:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O cinema de resistência está transformando o cenário audiovisual da Região dos Lagos através da pura força de vontade e da paixão pela arte. O diretor e roteirista Thiago Anjos, que em julho do ano passado já havia sido destaque na Folha por produzir uma minissérie de terror utilizando apenas um celular, está lançando um novo trabalho. 

"Projeto Limiar" é uma minissérie independente de ação e suspense, produzida pela Cine2A, que nasce como um exemplo real de produção feita "na raça". Sem o apoio de grandes empresas, patrocínios ou qualquer tipo de parceria externa, a equipe utiliza recursos próprios e muita criatividade para entregar ao público um visual que remete às superproduções.

Thiago Anjos, que assina a direção e o roteiro, e também participa como ator, disse à Folha que o diferencial do projeto é a sua independência total e a capacidade de criar grandes narrativas com o que se tem em mãos.

— Desenvolvemos um filme de ação em Cabo Frio onde o objetivo é prender o público, e fizemos isso usando apenas um telefone e muita criatividade. Não temos ajuda de ninguém, nem parcerias. Somos nós, a nossa visão e o desejo de mostrar que a nossa região tem talento de sobra para o cinema de ação — afirmou o diretor.

A trama da minissérie mergulha na jornada de Jack, cuja vida comum ao lado do irmão, Héctor, transforma-se em um pesadelo absoluto. Héctor é assassinado brutalmente por capangas a mando de Victor, um vilão poderoso que busca recuperar o "Limiar". O projeto que dá nome à série é, na verdade, um segredo tecnológico de estado, e de alto risco, que Héctor protegeu até o seu último suspiro. 

Diante da tragédia de ver o irmão morrer, Jack passa por um processo de amadurecimento forçado. O tema central da história é a transição "do luto à luta", onde o protagonista transforma sua dor em combustível para treinar e se tornar mais forte e letal, assumindo a missão de proteger o legado da família e buscar justiça nas ruas de Cabo Frio.

Para criar uma atmosfera de cinema internacional, a produção aproveitou o cenário natural da região, com gravações em locações estratégicas de Cabo Frio e nas paisagens rochosas de Búzios. Thiago reforça que cada cena de luta e cada diálogo foram escritos com o objetivo de provar que a dedicação é capaz de superar a falta de verba.

— O projeto é um grito de liberdade criativa, provando que o cinema de qualidade nasce da coragem de realizar — completa o cineasta.

O projeto já movimenta as redes sociais e promete ser um marco para o audiovisual independente no estado do Rio de Janeiro. A minissérie terá episódios com duração aproximada de 30 minutos cada. A exibição acontecerá de forma exclusiva na plataforma do YouTube, através do canal oficial da Cine2A, onde o público já encontra um teaser para entrar no clima do lançamento, que acontece nos próximos dias. Além de Thiago, também integram o elenco Anderson Arthur, Jhonata Gustavo, Guilherme e Mateus Marcolino.
 
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			<title><![CDATA[Documentário "Orgulhos da Terra" será lançado no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-12T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta quinta-feira (14), às 18h30, será lançado o documentário “Orgulhos da Terra”, durante o @finccafestival – Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, na UVA – Universidade Veiga de Almeida, Campus Cabo Frio, em parceria com o festival e com o curso de Jornalismo da universidade.

O filme é uma produção inédita no gênero documentário e reflete sobre a importância de personalidades da história cabo-friense que ajudaram a construir a memória da cidade. A obra também propõe uma reflexão sobre como a história de cada indivíduo está interligada à valorização das memórias coletivas, entendendo que um povo é formado por suas histórias — e que essas histórias só permanecem vivas quando são propagadas às próximas gerações.

Participam do documentário Meri Damaceno, Clarêncio Rodrigues, Silvana Lima, Zarinho Mureb, Bruno Peixoto (falando sobre Antônio de Gastão), Fernanda Carriço (falando sobre Victorino Carriço), Rodrigo Tardeli (Baby) e Azul Puro Azul.

A produção — assim como o lançamento — foi viabilizada após o projeto do proponente Azul Puro Azul ser contemplado no Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais da Lei Paulo Gustavo, gerido pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura, da Lei Paulo Gustavo, da Prefeitura de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio.

Além desta sessão, o projeto também realizará exibições voltadas para alunos de escolas públicas de Cabo Frio, totalizando quatro apresentações entre escolas e faculdades. Novas datas serão divulgadas em breve. Esta será a única exibição aberta ao público em geral, além dos estudantes da universidade.

A exibição será gratuita e contará com medidas de acessibilidade.

Direção, edição e produção: Azul Puro Azul
Filmagens e direção de fotografia: Marcelas Rimes e André Amaral
Arte gráfica: @eusrafa.s

Apoio: Ponto Musical e Laboratório Vital Brazil.
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			<title><![CDATA[Justiça completa 50 dias sem julgar recurso sobre a eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda não se manifestou sobre o recurso da Prefeitura de Cabo Frio contra a anulação da eleição do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (CMUPAC). O mandado de segurança cível foi aberto pela Associação Cabo Frio Solidária em agosto de 2025, dois meses depois da escolha dos novos membros do grupo.

No último dia 17 de março, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, anulou a eleição, alegando que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito de forma proposital. 

Segundo ele, ao determinar que a divulgação da eleição fosse feita apenas em Diário Oficial, e somente com prazo de quatro dias para inscrição dos interessados, o governo municipal tinha como objetivo escolher os novos conselheiros por meio de convite.
Na sentença, que determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. O recurso do governo, com pedido de efeito suspensivo, foi protocolado no último dia 18 de março e segue sem resposta do órgão judicial há pouco mais de 50 dias. No documento, assinado pela procuradora jurídica Michele Ribeiro Santos Marques, a Prefeitura alega que o edital da eleição foi legítimo e que o curto prazo de quatro dias para as inscrições não feriu a lei, já que a publicidade no Diário Oficial seria suficiente.

O governo municipal defende que a escolha de conselheiros por “convite” da Secretaria de Cultura é uma prerrogativa da administração quando não há entidades interessadas, e pede que a Justiça valide todas as decisões e reuniões realizadas pelo grupo até agora.
Além disso, a Procuradoria tenta derrubar as regras impostas pelo juiz para um novo pleito, como a obrigatoriedade de divulgar a eleição em redes sociais e a exigência de paridade na comissão eleitoral, alegando que essas determinações não estão previstas na legislação local. 
O objetivo central do recurso é manter a atual composição do conselho em funcionamento e evitar que o município seja obrigado a refazer o processo de escolha dos membros sob fiscalização externa.

Enquanto esse impasse jurídico se mantém, a gestão do patrimônio histórico de Cabo Frio segue em estado de insegurança: nos últimos dias, mais um imóvel antigo veio ao chão. Denúncia feita pelo jornalista Moacir Cabral na coluna Informe, publicada na última edição impressa da Folha dos Lagos, revela que a casa do médico Otacílio Azevedo, localizada na Avenida Assunção, ao lado da Igreja Metodista, foi demolida. Segundo Cabral, “restou apenas a varanda, ou parte dela”.

O jornalista relatou que um muro de cerca de 2,5 metros de altura foi erguido em volta da casa, dificultando a visão da demolição, que teria sido aprovada em 2023 pelo Imupac. Segundo fontes do governo, atualmente a casa pertence à Igreja Metodista. 

A derrubada da residência de Otacílio Azevedo não é um fato isolado com aval do Imupac e do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural. Em agosto do ano passado, a casa do professor Edilson Duarte, na Avenida Teixeira e Souza, também foi demolida.
O pedido de preservação do imóvel foi formalizado em julho de 2024, no processo nº 2024/27555. À época, o então secretário municipal de Cultura, Márcio Lima Sampaio, informou no documento que o pedido de tombamento foi registrado em ata do Conselho durante reunião realizada no dia 25 de julho de 2024. Na ocasião, o órgão estava sob a presidência de Sérgio Nogueira, atual diretor do Imupac.
Apesar disso, segundo conselheiros da nova gestão, foi o próprio Sérgio quem teria apresentado o pedido de arquivamento do processo e de demolição do imóvel.

Dois meses depois, outro imóvel histórico foi ao chão com autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e do Imupac. A casa, localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, n o Centro de Cabo Frio, estava com o processo de demolição em andamento desde 2021.
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			<title><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio divulga filmes selecionados]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Mais de 181 filmes de diversas linguagens foram inscritos na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). De acordo com os organizadores do evento, pelo menos oito países serão representados: Brasil, Argentina, Quênia, Espanha, Portugal, Alemanha, Rússia e Itália. Além do audiovisual, o festival mobilizou artistas em outras frentes, recebendo 228 fotografias e 90 poesias que exploram a temática do mar. A abertura oficial do festival será na próxima terça-feira (14).

A Mostra Nacional foi o grande destaque, com mais de 150 filmes inscritos. Desse total, apenas 15 foram selecionados, representando estados como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro. A Região dos Lagos garantiu forte presença com produções de Cabo Frio (“É só fechar os olhos”, de Yuri Vasconcellos; “Manguezais da Região dos Lagos” e “Rede Flor do Mar”, de Lucas Pereira), Búzios (“Robson e a praia”, de Marcos Caviglia; “A vida que brota da pedra”, de Maria Fernanda Quintela; e “Guardiões da terra”, de Ramiro Cobasandri) e Arraial do Cabo (“Costão Rochoso”, de Marcos de Lucena). Já a Mostra Internacional contará com 12 filmes selecionados.

O FINCCA vai reunir, em Cabo Frio, nomes de peso da dramaturgia brasileira. Entre os confirmados está o ator Daniel Ericsson, que cresceu em Cabo Frio e atuou no premiado “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles. A atriz Simone Spoladore, com um currículo de 39 filmes e 20 prêmios, também marcará presença. “Estou animada em fazer parte da primeira edição. Vou participar de uma mesa sobre atuação no cinema brasileiro. Para mim, atuar é como mergulhar no mar”, revelou a atriz à Folha.
Outra presença confirmada é a do cineasta e produtor Adolfo Rosental, diretor do documentário “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo”. “O festival agita o cenário cultural, reforça o turismo e torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática”, afirmou à Folha.

Um dos momentos mais aguardados, no dia 15 de maio, será a exibição do longa-metragem “Sudoeste” (2011), seguida de um debate sobre o realismo fantástico, com presença do diretor Eduardo Nunes e do roteirista Guilherme Sarmiento. Rodado nas ruínas das antigas salinas de Cabo Frio, o filme conquistou mais de 30 prêmios internacionais. Para Eduardo Nunes, voltar ao local das filmagens após 15 anos é especial. 

– Precisávamos de um ambiente que trouxesse a ideia de fábula, um lugar que tornasse verdadeira uma história que só pudesse acontecer ali. Encontramos nas ruínas das casas de trabalhadores das salinas o lugar para contar a saga de Clarice. Então, voltar a Cabo Frio agora, tantos anos depois, é muito especial. Espero que o público, além de reconhecer a sua própria região, se envolva com o tom fabular da história. Acredito que o Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio tem uma importância muito grande. Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem. Assistir a estes filmes em uma tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - explicou o diretor.

Realizado em locais como a Casa Scliar, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), as universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, além de praças públicas, o FINCCA promove o acesso gratuito à cultura. Ao todo, serão 16 longas e 10 curtas distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), além de workshops e oficinas.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com exposições de fotos e poesias, seguidas por apresentações musicais e circenses no MArt. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar debates sobre preservação de filmes, o documentário “Orgulho da Terra” e mostras infantis em Tamoios. O encerramento, no dia 17 de maio, terá show da banda Ramona Rox e a entrega do Troféu Tartaruga-Aruanã, que premiará categorias como Melhor Filme, Direção, Atuação e as melhores obras dos concursos de poesia e fotografia.
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			<title><![CDATA['Refinaria': espetáculo volta ao Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo teatral “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, está de volta ao Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle), em Cabo Frio. São quatro apresentações confirmadas para maio: 22/05 (sexta), 23/05 (sábado), 29/05 (sexta) e 30/05 (sábado), sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo WhatsApp: (21) 99342-8893 / Jussara – sujeito à lotação.

A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço, o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e pelo que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. É um universo profundamente marcado por Cabo Frio e sua história — e o ponto de partida para a criação cênica.

No palco, Guaral dá vida a um poeta que volta à sua cidade após anos de distanciamento. O texto abre um mosaico de referências, passando pelas imagens de sal da Região dos Lagos, pela geologia do pré-sal e pela cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, até reverenciar as influências de escritores como Victorino Carriço, avô de Junior Carriço. Uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, integra a trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é “Fluxo de consciência”, parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que publicou pela Sophia Editora o livro Arraiada.

O espetáculo estreou no fim de 2025, com sessões lotadas no Teatro Quintal e na Usin4 Casa das Artes.

“É um misto de afetos”, definiu a memorialista Meri Damaceno. “O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional”, contou Meri.

Serviço – Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle). Dias 22, 23, 29 e 30, às 20h. Ingressos: (21) 99342-8893 – Jussara.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos: Humorista Paulinho Serra se apresenta em Cabo Frio na próxima semana]]></title>
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			<updated>2026-05-07T19:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A contagem regressiva já começou, e quem quiser garantir presença no show de stand-up do humorista Paulinho Serra em Cabo Frio precisa se apressar. Faltam poucos dias para o espetáculo “Paulinho Serra em Pedaços”, e os ingressos já entram na reta final de vendas. A apresentação acontece no sábado (16), às 19h, no Tamoio Esporte Clube, no Centro.

Conhecido pelo humor direto e pela forte interação com a plateia, Paulinho Serra promete uma noite diferente a cada sessão. O espetáculo é guiado pelo improviso, com espaço para comentários sobre o momento, situações do cotidiano e participação ativa do público.

O show, que já passou por diversas cidades do Brasil e até pelo Japão, mistura histórias pessoais com momentos criados ao vivo. No palco, o humorista revisita sua trajetória, desde a infância em Bangu até a consolidação como um dos nomes do stand-up nacional, além de trazer referências a personagens marcantes que seguem na memória do público.

Com passagens pela MTV, em programas como Comédia MTV e Quinta Categoria, e pela TV Globo, no seriado Chapa Quente, Paulinho também se destaca no ambiente digital, ampliando sua conexão com o público nas redes.

A expectativa é de casa cheia e, com a procura em alta, a recomendação é garantir o ingresso o quanto antes para não ficar de fora.

Serviço:
Paulinho Serra em Pedaços
Data: sábado (16)
Horário: 19h
Local: Tamoio Esporte Clube

Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: https://uticket.com.br/evento/stand-up-comedy-com-paulinho-serra/01LX4LI1368GS3
1º lote: R$90 (inteira) e R$45 (meia)

Produção local: Moskito Produção
Realização: Trato Produções e Fonte & Com
Promoção: Fontecerta.com
Apoio: Hotel La Plage
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			<title><![CDATA[Luizie lança videoclipe que exalta as paisagens de Tamoios e Barra de São João]]></title>
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			<updated>2026-05-07T09:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cenário artístico da Região dos Lagos ganha um novo capítulo com o lançamento de “Todo Que Se Quer”, o mais recente videoclipe do artista Luizie. A música fala sobre desejo, afeto e busca por realização, mas com leveza e bom humor. Também questiona a ansiedade de querer tudo, e lembra que aquilo que procuramos muitas vezes começa dentro de nós.

– Um trecho que sintetiza bem essa ideia é: “Sem estresse, não se apresse / que toda ânsia de ter / não consuma o nosso sonho / não consuma o prazer.” No meu momento atual, essa canção representa amadurecimento artístico. É um trabalho ousado, que brinca com idiomas e referências de forma consciente. A música passa pelo português, inglês, espanhol e ainda traz um aceno final em japonês. Vejo “Todo Que Se Quer” como um sinal claro de crescimento: uma obra mais segura, mais inventiva e mais alinhada com a artista que estou me tornando - revela o artista.

“Todo Que Se Quer” vem pra consolidar o trabalho de Luizie, que está há quatro anos no mercado.  Em 2024 ganhou destaque na Folha com o lançamento do primeiro clipe de sua carreira, que ilustrava a música “Afeto Ruim”, uma composição autoral que aborda, de modo sensível, as complexas emoções da despedida e a aceitação dos vínculos que se encerram.

– Sempre fui uma pessoa artística e criativa, realizando pequenos projetos ao longo da vida, mas ainda sem transformar isso em um caminho assumido e contínuo. Acho que o primeiro estágio de todo artista é se reconhecer como artista, e esse entendimento leva tempo. Antes de mergulhar integralmente na música, eu estava dedicado à minha graduação em Produção Cultural, concluída em 2022. Nesse período, senti uma necessidade muito forte de expressar minha poética, minha criatividade e minha linguagem própria. A música surgiu como um encontro entre composição, sensibilidade e narrativa. Até o momento, minha trajetória reúne quatro singles oficiais e três faixas alternativas, entre releituras, remixes e reformulações de músicas já lançadas. Tudo começou com “Lembrar de Você” (2022). Em seguida veio meu primeiro EP, “AMEMEAME” (2023), um projeto muito importante para mim. Em 2024, lancei “Afeto Ruim”, que marcou também meu primeiro videoclipe. Já em 2026, chega “Todo Que Se Quer”, que representa uma fase mais madura, com composições mais refinadas e uma visão artística mais consolidada. Vejo esse novo ciclo como um passo importante de evolução - explicou.

O novo trabalho também dialoga com um próximo projeto em desenvolvimento, onde o cantor diz buscar maturidade estética, musical e conceitual. À Folha, Luizie disse que nos próximos lançamentos quer revelar com ainda mais clareza sua identidade artística e o caminho que está consolidando. 

– Minha identidade musical nasce da MPB contemporânea, mas dialoga diretamente com o pop alternativo. É um trabalho que mistura sensibilidade brasileira com elementos eletrônicos, synthpop e diferentes experimentações sonoras. O pop, para mim, é uma linguagem ampla, que busca conversar com muitas pessoas sem perder personalidade. Ao mesmo tempo, o lado alternativo aparece justamente na liberdade de experimentar formatos, texturas e referências. É uma identidade em constante construção. Gosto de pensar minha música como um encontro entre emoção, inventividade e comunicação - revelou.

Já a construção dessa identidade passa por influências de peso. No campo afetivo e do imaginário pop, Luizie cita o grupo Rouge, revelando que foi uma referência marcante de performance, identidade e música pop brasileira. 

– Também me influenciam artistas como Marina Lima, Lulu Santos, Cazuza, Djavan e outros nomes da música brasileira que unem poesia, personalidade e trajetória artística consistente. No cenário atual, Anitta também é uma grande referência, especialmente pela forma como conduz a própria carreira, defende seus projetos e mostra que é possível pensar arte com visão estratégica. Internacionalmente, nomes como Pet Shop Boys, Robyn, Lady Gaga e Charli XCX dialogam com meu universo sonoro por criarem paisagens pop inventivas e marcantes - enumerou.

Nascido em Duque de Caxias, Luizie conta que se mudou para o distrito de Tamoios, em Cabo Frio, logo no primeiro ano de vida, construindo uma forte relação de pertencimento com o local e se definindo como tamoiense de coração e de vivência. “É aqui que reconheço meu senso de casa, de memória e de identidade. Toda a minha trajetória afetiva está ligada a esse lugar”, contou, lembrando que essa forte relação com a Região dos Lagos também influencia profundamente seu trabalho.

– Existe uma atmosfera de contemplação, nostalgia e sensibilidade que atravessa minhas composições. O mar, a luz, a maresia, o horizonte aberto e o ritmo menos acelerado da vida litorânea criam um estado de reflexão muito presente em mim. Minhas músicas costumam falar de afeto, memória, desejo e sentimento, e tudo isso dialoga com esse cenário. Da minha primeira música até os lançamentos atuais, essa presença da natureza e dessa energia costeira sempre esteve comigo. Minhas canções sempre partem de algo íntimo, mas buscam alcançar o outro de forma sensível e verdadeira. Levo meu trabalho com muita seriedade e dedicação. Para mim, fazer arte é quase um gesto espiritual: exige entrega, disciplina e propósito. Também acredito que o artista cria universos. A arte tem a capacidade de ressignificar a realidade, revelar novas belezas e convidar as pessoas a sentirem o mundo de outras maneiras. Meu desejo é seguir criando, encontrando apoiadores e ampliando esse caminho para que cada vez mais pessoas possam se conectar com essa proposta - explicou.

Não foi por acaso que Luizie escolheu Tamoios e Barra de São João como locações para o novo videoclipe. Ao jornal o artista explicou que desde que compôs “Todo Que Se Quer”, já sabia que o videoclipe seria nesses dois cenários. 

– Queria traduzir visualmente essa ideia de romance tropical, liberdade e contemplação. Tamoios e Barra de São João não são apenas locações bonitas: são lugares carregados de memória, identidade e conexão pessoal. Existe uma homenagem implícita nessa escolha. Essas paisagens acrescentam ao clipe a sensação de paraíso, amplitude e paz. Os espaços abertos, a natureza e a fluidez das imagens ajudam a transportar o público para esse universo íntimo e sensível que a música propõe. É verdade que tivemos muitos desafios nessa jornada: equipe reduzida, limitações estruturais e a necessidade de otimizar cada recurso disponível. Mas acredito que o maior desafio não seja apenas produzir, e sim fazer esse trabalho chegar às pessoas. Divulgar, circular e conquistar visibilidade para uma obra independente ainda é uma etapa complexa. A arte sempre encontra caminhos para existir. O desafio maior é fazer com que ela seja vista, reconhecida e compreendida em sua profundidade - pontuou.

Nessa missão inicial, o projeto contou 100% com uma equipe local. O estúdio ARG foi responsável pela captação de imagem e fotografia. Já a direção criativa, concepção estética e edição do videoclipe ficaram sob responsabilidade de Luizie.

– Foi uma escolha artística importante para preservar o olhar que eu desejava transmitir sobre a música e sobre a região. Em produções independentes, muitas vezes é necessário acumular funções e transformar criatividade em solução. Por isso, vejo a cena da música independente em Cabo Frio muito rica e diversa, com artistas talentosos produzindo trabalhos relevantes em diferentes gêneros. Existem movimentos fortes ligados ao rap, trap, samba, MPB, eletrônico e outros estilos. Ao mesmo tempo, percebo que muitos artistas acabam circulando em nichos específicos. No meu caso, por desenvolver uma proposta pop alternativa, acabo ocupando um espaço ainda pouco explorado na região, o que traz um certo pioneirismo, mas também alguma solidão artística. Acredito que existe espaço para novos artistas autorais, sim. O que ainda precisa crescer são as pontes de apoio, visibilidade e valorização contínua para que mais projetos possam florescer - alertou.

Até o final deste ano Luizie diz que o público pode esperar novos lançamentos, presença digital mais intensa “e a continuidade desse universo criativo que venho construindo tanto em conteúdos musicais quanto visuais”. Para isso, convida o público a acompanhar tudo através do seu Instagram (@dluizie) e do canal no You Tube (@luizie).
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema vai reunir grandes nomes da dramaturgia em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-05T16:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Terminou nesta quinta-feira (30) o prazo de inscrição para realizadores do Brasil e do mundo apresentarem filmes nacionais e internacionais, poesias e fotografias no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). A primeira edição do evento acontece de 14 a 17 de maio, e vai celebrar a sétima arte com a temática do Mar. Para isso, vai reunir grandes nomes da dramaturgia em uma programação gratuita e diversificada.

Entre os participantes confirmados estão o ator Daniel Ericsson, que nasceu na Suécia mas cresceu em Cabo Frio. Ele atuou em filmes como “Ainda Estou Aqui” (2024) de Walter Salles (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional), “Querido Embaixador” (2015) de Luiz Fernando Goulart, e an novela “Mania de Você” (2024, TV Globo).

Outro nome confirmado é Eduardo Nunes, que foi diretor e roteirista dos longas Sudoeste (2011), gravado em Cabo Frio, e Unicórnio (2017), e diretor de “5 X Chico - O Velho e Sua Gente” (2015). “Sudoeste” venceu o prêmio do Júri e Melhor Fotografia no Festival do Rio e o prêmio de Melhor Filme Latino-Americano do júri da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI).

A atriz Simone Spoladore também participará do FINCCA. No currículo ela tem 39 filmes, entre eles “Lavoura Arcaica”, “Sudoeste”, “Livros dos Prazeres”. Também participou de 14 novelas e séries como “Os Maias”, “Cidade Invisível” e “Éramos Seis”. Ao longo da carreira venceu 20 prêmios nacionais e internacionais de cinema. À Folha ela falou da expectativa para o festival.

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA, e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro. Para mim atuar é como mergulhar no mar - revelou.

O cineasta, produtor e roteirista Adolfo Rosental é outra presença confirmada. Ele também é diretor do documentário sobre a própria mãe, “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo” (2025), “Santos-Dumont, o Desafio do Ar” (2006), e de obras inspiradas em grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Veríssimo, Carlos Heitor Cony, João do Rio e Jorge Amado. Foi ainda diretor na TV Manchete, TV Globo, Multishow, Canal Brasil e Futura.

– Considero o FINCCA muito importante, especialmente pela sua localização, em Cabo Frio. A cidade já é um polo turístico de grande importância, e a realização de um festival de cinema com a temática do Mar, reforça e consolida as belezas naturais que a cidade oferece aos seus visitantes. O Festival, com suas parcerias locais, agita o cenário cultural da cidade, reforça o turismo e a cultura, estimula a troca e de experiências e parcerias entre os participantes e o público, torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática e, por fim, promove o cinema brasileiro, uma indústria pungente que vem se expandindo nos últimos anos no Brasil e reverberando a imagem do país no mundo – disse à Folha. 

Realizado em locais culturais como Casa Scliar, Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), nas universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, e também em praças públicas, o festival promove acesso democrático à cultura através de programação gratuita que amplia o repertório cultural da população. Ao todo serão 16 longas-metragens e 10 curtas de diversas nacionalidades gratuitos distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), workshops, oficinas e atividades formativas, o FINCCA é uma experiência cinematográfica envolvente e transformadora para a comunidade.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com abertura da exposição dos concursos de Fotografias e Poesias sobre o mar (Mart e Cine Scliar), e segue das 16h às 18h com mostra Latino-Americana 1 (UERJ), e das 19h às 22h com dança e arte circense "Arte integração: Núcleo de Danças e Artes e CircoLo Social", e apresentação de banda musical (Mart).

No dia 15, das 15h às 20h, tem Mostra Internacional, exibição do filme  "Sudoeste" (2011) e mesa com o tema "O Realismo Fantástico no Cinema Brasileiro" com o diretor Eduardo Nunes e roteirista Guilherme Sarmiento (Casa Scliar). No mesmo horário, na Uerj, acontece a Mostra Latino-Americana, exibição de "Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo" (2026) e mesa de debates com diretor Adolfo Rosenthal. Das 18h30 às 21h30, na Veiga de Almeida, tem Mostra Grandes Clássicos, lançamento de "Orgulho da Terra, o Documentário" (Azul Puro Azul) e debate sobre a "Preservação, Digitalização e Restauração de Filmes Fluminenses no LUPA-UFF" com Davi Braga e Mateus Rameh. Às 20h tem Mostra Infantil em Gargoá, no distrito de Tamoios.

No dia 16, das 16h às 22h acontece a Mostra Latino-Americana seguida de debate sobre "Atuação no Cinema Brasileiro" com atriz Simone Spoladore e ator Daniel Ericsson (Cine Scliar).

No dia 17, das 15h às 18h, tem exibição inédita de "Areias Ardentes" (fragmentos, 1952) de J.B. Tanko e "Antes, o Verão" (1968) de Gerson Tavares e debate sobre "A Filmografia de Gerson Tavares" (1926–2021) com Rafael de Luna (UFF) — cineasta homenageado do festival (Cine Scliar). Às acontece o encerramento do FINCCA com show da banda Ramona Rox e entrega dos prêmios de  Melhor Filme (Troféu Tartaruga-Aruanã - Grande Prêmio do Júri), Melhor Filme Latino-Americano (produção da América Latina e Caribe), Melhor Documentário (obra de não-ficção sobre o tema mar), Melhor Direção (reconhecimento da excelência na direção cinematográfica), Melhor Atuação (para atriz ou ator destaque), Melhor Roteiro (texto e estrutura narrativa), Melhor Direção de Fotografia (destaque para a fotografia e linguagem visual), Melhor Curta ou Média-Metragem (produção de até 69 minutos), Melhor Poesia (obra do concurso de poesia) e Melhor Fotografia (obra do concurso de fotografia).
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no Mart" debaterá memória e identidade feminina com obra de Marina Hadlich]]></title>
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			<updated>2026-05-04T17:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) sedia, nesta terça-feira (05/05), às 18h, a 7ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “Meu pé de carambola”, da escritora catarinense Marina Hadlich. A entrada é gratuita. 

Idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, o Leituras no Mart conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. O evento tem o apoio da editora Sophia. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

Neste semestre, o ciclo de leituras é dedicado ao tema “Memória e Identidade Feminina”, priorizando o protagonismo de escritoras na literatura contemporânea. A autora em destaque, Marina Hadlich, é conhecida como “a moça da máquina de escrever” por suas intervenções poéticas em espaços públicos, e lançou recentemente a obra “Até essa comédia se tornar romântica” (2023).

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.    

SERVIÇO 

EVENTO: 7ª edição do Leituras no Mart
OBRA: “Meu pé de carambola”, de Marina Hadlich. 
DATA: 05 de maio de 2026 (terça-feira). 
HORÁRIO: 18h 
LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) – Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos. 
ENTRADA: Gratuita e aberto a todos.  
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			<title><![CDATA[Biblioteca Municipal de Cabo Frio celebra 62 anos com programação especial ]]></title>
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			<updated>2026-05-03T09:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, em Cabo Frio, comemora seus 62 anos de história com uma programação especial aberta ao público. O evento será realizado na próxima quarta-feira (6), das 14h às 17h, na sede da instituição, localizada na Praça Dom Pedro II, 47, no Centro.

Fundada em 1º de maio de 1964 pelo professor, escritor e crítico Walter Nogueira, a instituição foi reconhecida como biblioteca pública municipal no dia 26 de maio de 1966, por meio da Resolução nº 198 da Câmara Municipal de Cabo Frio. Atualmente, seu acervo abrange cerca de 30 mil livros, entre os quais se destacam obras raras dos séculos XVIII e XIX. A biblioteca conta ainda com aproximadamente 5 mil leitores cadastrados.

Programação

- Apresentação do Hino Nacional e do Hino de Cabo Frio;
-  Coral Despertar, sob a regência do maestro Francisco Javier S. Goriti;
- História da Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, com o memorial da Academia Cabofriense de Letras (ACL), apresentado por Agilson Garcia;
- Sarau com acadêmicos e convidados;
- Homenagem aos leitores mirins;
- Lançamento e tarde de autógrafos do livro “Omodé e Curumim: infâncias indígenas e afro-brasileiras” (Editora Moderna), com a escritora e antropóloga Rosiane Rodrigues;
- Participação da Academia Cabofriense de Letras (ACL), da Sociedade de Amigos da Biblioteca (Socab), da Alacaf, do Coral Despertar, além de maestro, coralistas, estudantes e convidados.
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			<title><![CDATA[Compradores denunciam abandono de obra da Volendam, em Arraial, e temem perda de investimentos]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/compradores-denunciam-abandono-de-obra-da-volendam-em-arraial-e/21937/"/>
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			<updated>2026-05-01T17:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A promessa de um condomínio de alto padrão de frente para o mar, em Arraial do Cabo, transformou-se em um pesadelo jurídico para dezenas de famílias que investiram no Praia dos Anjos Residence Club, com a entrega das chaves prevista para 2024 em alguns contratos. Os compradores dos blocos 5 e 6 denunciam que as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021. A crise se agravou com a notícia de que a Construtora Volendam, responsável pelo empreendimento, teria ingressado com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2025, informando um passivo de R$ 75.452.170,71. A situação teria resultado em propostas de distrato que preveem a devolução de apenas 10% do valor pago, e ignorando a blindagem do regime de patrimônio de afetação que deveria proteger os recursos dos clientes. 

A Folha não conseguiu contato com a construtora. Mas compradores informaram que, enquanto a denúncia era apurada junto à empresa, uma reunião foi convocada pela Volendam, na última terça-feira (28), apenas com proprietários do bloco 5. Segundo Thais Fantauzzi (uma das proprietárias presentes no encontro), representantes da construtora apresentaram três propostas: manter o apartamento e financiar em 60 vezes a parte que falta pagar, fazer uma permuta com outro empreendimento ou receber o valor pago com deságio de 40% em 60 vezes.

– Na reunião também tinha uma pessoa da recuperação judicial que estava acompanhando todas as propostas apresentadas. Agora tudo vai ter a garantia do juiz, que vai estar acompanhando e homologando todo tipo de acordo - informou

Thaís faz parte da Associação dos Adquirentes do Condomínio Praia dos Anjos (blocos 5 e 6) – Volendam, formada por compradores que aguardam há anos a entrega dos apartamentos. Eles afirmam que “muitos adquirentes investiram economias de uma vida inteira, alguns com pagamento à vista, outros comprometendo grande parte da renda familiar, sempre acreditando na concretização de um sonho legítimo”.

Uma dessas pessoas é Amanda Cardoso Pontes. À Folha ela disse que comprou o imóvel em março de 2022, para moradia e investimento, com promessa de entrega das chaves para dezembro de 2024.

– Sempre estou em Arraial do Cabo e acompanho pessoalmente a evolução da obra, que nunca ocorreu. Quando o prazo da entrega estava se aproximando, vi que algo errado estava acontecendo. Desde então venho tentando contato com a construtora, que sempre informava que haveria atraso, mas que já iam iniciar a obra, o que não ocorreu até o momento. E nunca nos dão um posicionamento real dos fatos. Sou autônoma e dependo exclusivamente do esforço do meu trabalho e do retorno dos meus investimentos. Inclusive perdi muitas oportunidades de ter investido em algo que hoje poderia estar morando ou me dando retorno financeiro - relatou.

Outro que deveria ter recebido as chaves em 2024 foi Edilson Alves Celso. Ele disse que resolveu comprar o apartamento em 2022 porque achou Arraial do Cabo “um lugar mais tranquilo para curtir a aposentadoria,  uma renda extra futuramente e qualidade de vida para minha família”.

– Quando passei pelo local eu vi três blocos prontos, e o quarto em construção. Achei que seria um ótimo investimento, já que o lugar é maravilhoso. No final de 2023 fomos passear em Arraial e vimos que não tinha nenhum tijolo assentado no solo. Questionamos um corretor que estava no local e ele nos relatou que a obra iria atrasar. Em junho de 2024 voltamos novamente, e esse mesmo corretor afirmou que a obra talvez só ficasse pronta em 2028. Deixei de realizar outros sonhos com a minha família, deixei de pagar uma faculdade de medicina para minha filha caçula, e perdi a oportunidade de investir em outro imóvel. Hoje vivemos numa expectativa de começarem essa obra que já era pra ter sido entregue em dezembro de 2024 - desabafou.

Nadima Costa Oliveira contou que deveria estar com as chaves do apartamento desde dezembro do ano passado.

– Comprei em dezembro de 2024. Fui passear em Arraial, aluguei um apartamento no bloco 2 e amei o local e o empreendimento. Vi que tinha algumas unidades disponíveis no bloco 5, entrei em contato com um vendedor, e a promessa de entrega das chaves foi para dezembro de 2025. Na época, fui informada pelo corretor que a Volendam era a maior construtora da Região dos Lagos, e os donos eram pessoas sérias e honestas, que tinham problemas de atraso das obras, mas entregavam. Então, eu nem esperava receber em dezembro do ano passado, mas também não esperava esta situação. Tive que usar minhas economias, que era para quitar meu apartamento em São Paulo, e me apertei muito para pagar as parcelas da entrada. Nunca atrasei nenhuma. Fiz minha parte, e quando terminei de pagar já veio a esta notícia. No início fiquei sem entender nada, mas agora a ficha caiu. Entrei em contato com o corretor, e ele ainda garante que será entregue. Está nas mãos de Deus - contou.

Vários compradores, que deveriam receber as chaves ainda este ano, também estão apreensivos com a ausência de movimentação no canteiro de obras. É o caso de Rosângela dos Santos Lopes de Sant’Anna, Carlos Lopes Silva e Marllon Cristian Raimundo Camargo Silva (junho), Márcio Bueno Sampaio e Simone Cristina Eugênio (dezembro), entre outros.

Também proprietária, Thais Fantauzzi disse à Folha que os compradores dos blocos 5 e 6 estão juridicamente blindados pelo regime de patrimônio de afetação, previsto em lei federal, que separa esse empreendimento do patrimônio geral da empresa em recuperação. Informou, também, que não são credores quirografários, mas “titulares de unidades vinculadas a um patrimônio separado, criado justamente para proteger quem compra imóvel na planta”.

– Os blocos 5 e 6 estão protegidos por patrimônio de afetação,  isso significa que a obra pode e deve ser concluída independentemente da recuperação judicial da empresa. O regime de afetação existe justamente para proteger famílias quando ocorre dificuldade financeira da incorporadora. Os recursos pagos pelos adquirentes são vinculados exclusivamente à conclusão do empreendimento, não podendo ser usados para outras dívidas da incorporadora. A lei garante que os compradores podem assumir a continuidade da obra. A legislação também permite que os próprios adquirentes deliberem sobre a continuidade da construção, e até substituam a incorporadora, se necessário. Nosso objetivo não é litigar, é concluir a obra com segurança jurídica e transparência porque a paralisação desse empreendimento afeta famílias, empregos, arrecadação e o desenvolvimento urbano da cidade” - revelou.

A Associação dos Adquirentes também denunciou ao jornal que a situação se agravou com o ingresso da incorporadora em recuperação judicial, “sendo apresentadas propostas consideradas extremamente prejudiciais aos compradores”, como devolução do valor pago com desconto aproximado de 90% em caso de rescisão; ou devolução de cerca de 35%, após longa carência e parcelamentos extensos. “Diante desse cenário, a associação foi criada para defender os interesses dos adquirentes, buscar transparência no processo e garantir condições justas em qualquer negociação envolvendo o terreno e o futuro do empreendimento”.

A Folha perguntou à Prefeitura de Arraial do Cabo sobre o licenciamento da obra, mas não houve retorno. Também questionou a construtora Volendam sobre os motivos do atraso na construção (que continua com vendas anunciadas nas redes sociais da empresa), prazos de entrega e critérios para o distrato, mas também não houve retorno.

“PROPOSTAS DE RETENÇÃO DE 90% SOAM ABUSIVAS”, AFIRMA ESPECIALISTA

Para entender os caminhos jurídicos e os direitos de quem investiu no Praia dos Anjos Residence Club, a Folha conversou com o advogado Luciano Régis. O especialista analisou o conflito entre a recuperação judicial da Volendam e a proteção do patrimônio de afetação, alertando que os compradores não devem aceitar passivamente perdas drásticas. Régis destacou que, em casos de inadimplência da empresa, a retenção de valores deve ser combatida com base no Código de Defesa do Consumidor e orientou que a organização coletiva é a ferramenta mais forte para evitar que o sonho da casa própria se converta em prejuízo total. Além de analisar o caso atual, o advogado também deixou um alerta para quem pretende comprar um imóvel na planta: “a segurança vai muito além da beleza do projeto arquitetônico”.

Folha - Em termos leigos, o que é o patrimônio de afetação? Ele garante ou não a entrega do imóvel? Como e  por que?
Luciano Régis -  O patrimônio de afetação é uma espécie de blindagem jurídica do empreendimento. Em tese, ele separa o dinheiro e os bens daquele projeto do restante do patrimônio da construtora, para que os recursos sejam usados na própria obra. Isso protege os adquirentes, mas não significa garantia absoluta de entrega: se a obra não anda, a proteção jurídica não substitui a execução do contrato. Em relação à recuperação judicial, os compradores vinculados ao patrimônio de afetação não devem ser tratados como credores comuns de forma automática. A afetação existe justamente para preservar o empreendimento e os recursos a ele destinados, o que afasta a simples equiparação a quirografários.

Folha - Quando o imóvel não é entregue, como neste caso, o que a legislação determina à construtora e aos compradores?
Luciano Régis - Quando há atraso ou paralisação, a legislação e a jurisprudência tendem a proteger o comprador. Se a culpa é da construtora, a regra é que ela responda pela rescisão e pela devolução dos valores pagos, muitas vezes de forma integral, a depender do caso concreto. Propostas de retenção muito elevadas, como 90% em cenário de inadimplemento da empresa, soam abusivas e incompatíveis com a lógica do Código de Defesa do Consumidor.

Folha -  Existe um caminho viável para que os compradores retirem a incorporadora da gestão e assumam a obra por conta própria?
Luciano Régis - Existe caminho jurídico em tese, mas isso depende de requisitos legais, deliberação dos compradores e análise do caso concreto. Não é uma solução automática, especialmente quando a incorporadora já está em recuperação judicial.

Folha - O que esses compradores devem fazer para resguardar o direito ao imóvel?
Luciano Régis - Os compradores desses blocos devem, em primeiro lugar, organizar toda a documentação: contratos, comprovantes de pagamento, cronograma de obra, publicidade, matrícula do imóvel e qualquer comunicação com a construtora. A partir disso, é fundamental analisar se o empreendimento está realmente sob regime de patrimônio de afetação e como a recuperação judicial está tratando esse patrimônio. Em muitos casos, faz sentido ajuizar medidas judiciais pedindo a rescisão do contrato com devolução integral ou adequada dos valores pagos, tutela de urgência e, se couber, indenização por danos materiais e morais decorrentes do atraso e da inadimplência da incorporadora. Também é relevante atuar de forma coletiva, por meio de associação de adquirentes, para fortalecer a negociação e a pressão judicial.

Folha - Quando uma pessoa compra um imóvel na planta, quais cuidados ela precisa ter?
Luciano Régis - O cuidado básico é checar registro da incorporação, patrimônio de afetação, prazo de entrega, cláusulas de distrato, histórico da construtora e quadro-resumo do contrato. Em resumo: o comprador precisa olhar não só a planta, mas também a segurança jurídica da operação.
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			<title><![CDATA[Estudantes de Jornalismo da UVA analisam legado da Folha dos Lagos em pesquisa acadêmica]]></title>
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			<updated>2026-05-01T12:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Folha dos Lagos celebra 36 anos de circulação, consolidando-se como uma referência histórica na comunicação do interior do estado do Rio de Janeiro – a primeira edição saiu no dia 30 de abril de 1990. Esse legado, construído ao longo de quase quatro décadas, atravessa gerações e vem se tornando objeto de estudo acadêmico pelas mãos de quem se prepara para assumir as redações do futuro. Os estudantes Tainá Quintanilha de Azevedo e Vitor de Mendonça, por exemplo, escolheram o jornal como foco de um trabalho desenvolvido para a disciplina de Jornalismo Investigativo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Cabo Frio.

Embora estejam em períodos diferentes na graduação (Tainá cursa o quinto período, e Vitor, o quarto), os dois universitários estão desenvolvendo a pesquisa em dupla: uma proposta acadêmica voltada à prática da apuração e ao aprofundamento do olhar crítico sobre o fazer jornalístico. O foco central do estudo, segundo Tainá, é compreender o papel e os objetivos do jornalismo na atualidade, especialmente dentro da realidade regional. A proposta, segundo ela, levou a uma análise sobre como o jornalismo vem sendo exercido na Região dos Lagos, além de provocar uma reflexão sobre a queda na procura dos jovens pelo curso de Jornalismo e os possíveis motivos por trás desse cenário. Já a escolha pela Folha dos Lagos como "case" de estudo foi motivada pela relevância da veículo.

– A escolha pela Folha dos Lagos veio, antes de tudo, pelo seu legado. É um nome que carrega história, identidade e um impacto muito forte na Região dos Lagos. Existe uma cultura construída em torno do jornal que dialoga com aquilo que acreditamos enquanto futuros jornalistas. Para nós, essa conexão tornou a escolha ainda mais significativa – explica Tainá Quintanilha.

"Uma memória viva, perceptível tanto na
sua trajetória como na forma que se comunica"

Durante o levantamento de dados, a estudante de jornalismo conta que algumas particularidades do jornal chamaram a atenção.

– A forte identidade construída ao longo do tempo. A Folha dos Lagos carrega uma memória viva, perceptível tanto na sua trajetória quanto na forma como se comunica. Há uma delicadeza no modo de transmitir a informação, um cuidado que ultrapassa o factual e toca o sensível, algo que consideramos muito valioso no jornalismo. Esse olhar ficou ainda mais evidente durante a conversa com Rodrigo Cabral (editor da Folha), reforçando a dimensão humana presente no trabalho do jornal. Mais do que um primeiro contato, o momento mais marcante aconteceu durante uma palestra realizada na universidade, com a presença de Moacir (Cabral, fundador da Folha) e Rodrigo. Na ocasião, eles compartilharam a história da Folha dos Lagos, a trajetória do jornal impresso e também aspectos ligados à literatura, que admiramos muito. Esse encontro despertou um novo olhar, trazendo uma admiração ainda maior por um veículo que representa de forma tão significativa a Região dos Lagos.

Fundado em 30 de abril de 1990, a história do jornal impresso de maior longevidade em Cabo Frio começou 10 anos antes, quando em 14 de junho de 1980 o jornalista Ralph Bravo fundou a Folha de Cabo Frio, que deu origem à Folha dos Lagos, fundada pelo jornalista Moacir Cabral.

— A Folha de Cabo Frio surgiu como um jornal mensal numa época em que a cidade tinha pouquíssimos veículos de comunicação. Para se ter uma ideia, Cabo Frio tinha, na época, cerca de 70 mil habitantes. A redação era formada por quatro pessoas contando com um colunista. Foram muitos momentos de altos e baixos. E, por volta da edição 70, o Moacir Cabral me procurou para comprar o título do jornal. Aceitei a proposta, e o nome Folha de Cabo Frio foi mantido nas primeiras quatro edições, até que mudou para Folha dos Lagos, como conhecemos hoje - contou Ralph em recente entrevista.

A edição nº 1 trazia estampada na capa a manchete “Os dólares já estão chegando” e uma charge com o então prefeito Ivo Saldanha, assinada pelo ator e diretor teatral, José Facury. Naquela época o jornal tinha circulação mensal. Desde então, a Folha já teve periodicidade semanal, bissemanal e até se tornou diário, retornando ao formato semanal após a pandemia, somando quase 6.200 edições em 36 anos.
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			<title><![CDATA[Com feriados, Hemolagos volta a apresentar estoques críticos de sangue]]></title>
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			<updated>2026-04-29T14:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Único hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue dos nove municípios da Baixada Litorânea, o Hemolagos voltou a viver um dos momentos mais críticos dos últimos meses em seu estoque de sangue. Com o feriado prolongado da última semana, e a proximidade do feriado prolongado do Dia do Trabalhador, nesta sexta (1), a direção informou que a situação se agravou significativamente: enquanto a demanda hospitalar aumentou, o número de doadores caiu de forma acentuada.

Atualmente, os estoques dos tipos sanguíneos O, A e B (tanto positivos quanto negativos) estão em nível crítico, colocando em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões, incluindo casos de urgência e cirurgias.

A situação é ainda mais delicada em relação aos tipos O negativo e positivo, considerados fundamentais para a produção de bolsas pediátricas e atendimento emergencial, devido à sua compatibilidade universal. Sem a reposição imediata, a direção do Hemolagos afirma que há risco real de comprometimento no atendimento da rede hospitalar da região.

Para tentar conter a crise no estoque de sangue, em março o Hemolagos (localizado ao lado do Hospital Santa Isabel, no Centro de Cabo Frio) passou a funcionar em regime especial abrindo em alguns sábados. A medida busca atrair doadores que não conseguem comparecer durante a semana, e reverter o cenário crítico registrado desde o início deste ano, quando houve uma queda de 40% no volume de coletas. A média mensal, que era de 500 bolsas em dezembro, chegou a despencar para cerca de 300.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter o consentimento por escrito do responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação), beber bastante água nas 24 horas que antecedem a doação, ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior à doação, apresentar documento de identidade oficial (com foto). Quem já doou sangue precisa estar atento ao intervalo: homens só podem fazer doação a cada dois meses (máximo de quatro doações de sangue ao ano), e mulheres a cada três meses (máximo de três ao ano).
 
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			<title><![CDATA[Luau dos Iguais movimenta Cabo Frio nesta quinta (30) com pôr do sol no Canto do Forte

]]></title>
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			<updated>2026-04-29T09:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio já tem programação certa para a véspera do feriado do trabalhador. Nesta quinta-feira (30), a partir das 17h, o Canto da Praia do Forte recebe a 5ª edição do Luau dos Iguais, um dos eventos mais marcantes de diversidade, cultura e ocupação social da cidade.

Promovido pelo Grupo Iguais, que há 19 anos atua na defesa dos direitos humanos e da cidadania LGBTI+, o luau já virou tradição no calendário local e transforma um dos principais cartões-postais do município em um espaço de convivência, respeito e liberdade.

A edição deste ano chega com um line-up que mistura música, performance e identidade. Passam pelo palco os DJs Lucas de Paula, Sabrina Sá, Liliam Sales, Petersen, Geléia, Gui Siqueira e Kevin Ferraz, além de participação especial da cantora Maya Marinho. O evento também conta com a energia da banda Ramona Rex, reforçando a proposta de diversidade sonora e artística.

Com o pôr do sol como cenário, o Luau dos Iguais mantém a essência que fez o projeto crescer: ocupar, celebrar e resistir, reunindo público diverso e valorizando talentos locais.

A entrada é gratuita, com incentivo à doação de 2kg de alimento não perecível (exceto sal), que serão destinados às ações sociais do Grupo Iguais, fortalecendo o compromisso com pessoas em situação de vulnerabilidade.
 
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			<title><![CDATA[Aos 93 anos, escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lança livro que conta história da aviação]]></title>
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			<updated>2026-04-28T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 93 anos, o escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lançará “A invenção do avião – uma construção de 500 anos” em Búzios, no dia 5 de maio. O encontro, com sessão de autógrafos, será no Restaurante Gisele (Avenida José Bento Ribeiro Dantas, 5100).

Na obra, publicada pela Sophia, Bento escreve com a autoridade de quem conhece o céu por herança e o mar por inclinação. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios e que dá nome à principal avenida da cidade, cresceu em um ambiente em que a aviação fazia parte do cotidiano. 

“Meu pai era piloto e, como falava alemão, foi trabalhar na Condor como advogado. Como era, além de bom advogado, bom piloto, juntou a advocacia com a paixão pelo voo e, muitas vezes, vi meu pai sair de casa para efetuar uma viagem regular de linha. Minha primeira viagem, Rio–São Paulo, em 1941/42, aos 8/9 anos de idade, foi em um magnífico e, para a época, supermoderno FW 200, a joia da indústria alemã” explica. 

O fascínio precoce se desdobrou em uma carreira iniciada em 1953, como escriturário na Cruzeiro do Sul, empresa em que chegaria ao posto de diretor de planejamento e vendas, atravessando um período de expansão da aviação comercial brasileira. Ao longo dos anos, acompanhou decisões estratégicas, visitou fabricantes e participou de voos de teste em aeronaves que marcariam época.



O jornalista e amigo Raul Silvestre observa no prefácio que Bento “fez do avião o seu instrumento de ofício — mas nunca o seu maior sonho”. “Se o ar representava a vida profissional, as águas simbolizavam prazer e liberdade”, escreve Raul, ao situar o autor como alguém que observa a aviação também a partir de uma sensibilidade moldada fora dela.

Esse olhar aparece no modo como o livro percorre, em 222 páginas, a história do voo. Bentinho, como o autor é chamado, reúne episódios que ajudam a entender como diferentes tentativas se acumulam ao longo do tempo. Ele nos leva, por exemplo, ao “Albatroz”, planador do capitão bretão Jean-Marie Le Bris que, na década de 1850, era puxado por um cavalo em disparada contra o vento. Homem do mar, Le Bris via nas asas uma extensão das velas dos navios e apostava na inclinação das superfícies para ganhar sustentação. O experimento terminou em queda, mas deixou o registro de um dos primeiros voos planados tripulados com algum controle, sugerindo como a aviação se formou a partir de contribuições dispersas.

O texto ganha ainda mais densidade quando mergulha nos detalhes técnicos, tratados com o cuidado de quem manuseia relíquias. Surgem as pipas celulares de Lawrence Hargrave, o aileron de M. P. W. Boulton —fundamental para o controle lateral do voo— e a audácia de Clement Ader, que buscou inspiração nas asas de um morcego para seu “Éole”. Ao tratar de Santos Dumont, o autor evita simplificações e o situa como parte de uma construção mais ampla, resultado de avanços distribuídos ao longo de séculos.

Como responsável pelo planejamento da Cruzeiro do Sul, Bento visitou fábricas globais e participou de voos de teste em modelos como o Boeing 727 e o trijato inglês Trident. Na obra, ele recorda o episódio do DC-8 que, em 1961, ultrapassou a barreira do som em um mergulho controlado. “Nada aconteceu de diferente, além de um grande estrondo”, lembra o comandante Paul Patten em um dos relatos reunidos pelo autor.

Para Bento, escrever sobre aviões foi a oportunidade de retomar uma trajetória que atravessa a própria vida e responder a uma curiosidade recorrente entre amigos e conhecidos. 

“Notei que em minha vida passada vivenciei, profissionalmente, e ainda devo, em conversa com amigos e conhecidos, satisfazer uma grande curiosidade sobre aviões e aviação. Era entusiasmado por história, já tinha publicado um livro sobre o descobrimento do Brasil. Escrever sobre aviões era a oportunidade para me reconectar com a atividade de toda a vida”, afirma.

Ele recupera um relato do naturalista von Martius, que, em 1820, registrava que a travessia entre Lisboa e o Rio de Janeiro podia levar cerca de 45 dias. 

“Hoje, vai-se em 9 horas. O que as comunicações fizeram para as ideias, palavras e dados, o avião fez para reunir as pessoas”.  conclui.

Sobre o autor

Joaquim Bento Ribeiro Dantas nasceu em 1933, no Rio de Janeiro. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios, cujo nome batiza uma das principais avenidas da cidade, é formado em Direito pela PUC-Rio. Atuou por mais de duas décadas nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, onde chegou ao cargo de diretor de vendas e responsável pelo planejamento. É autor de “Ciência e Tecnologia: Caminhos para o Descobrimento do Brasil e Anarquintas” e de vários artigos publicados em veículos como Primeira Hora, Peru Molhado e Jornal dos Búzios.

Características

TIPO brochura

FORMATO 16x23

PÁGINAS 228

PESO 419 gramas

ISBN  978-65-88609-60-6 

 
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			<title><![CDATA[Tapete Azul: projeto celebra mês de conscientização sobre o autismo com arte e inclusão]]></title>
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			<updated>2026-04-27T21:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No dia 30 de abril, a partir das 18h, a Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio, receberá o evento Tapete Azul, uma celebração que marca o encerramento do mês de Conscientização do Autismo.

Essa é a celebração de uma jornada iniciada em janeiro, quando jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passaram a integrar práticas teatrais e produções audiovisuais, tornando-se protagonistas de suas próprias histórias. O projeto reuniu instituições como APAE, APPAA Casa Azul, Associação Mães Coragem e Instituto Woody, com foco no direito à expressão, à arte e ao pertencimento.

A noite será marcada por emoção, reconhecimento e brilho, com clima de premiação, incluindo entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo desse processo. 

Com clima de premiação, a noite contará com entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo do processo. Sâo obras que reafirmam a arte como ferramenta de inclusão e autonomia.

Abrindo a programação, o espetáculo "Entre o Ruído e o Silêncio", com texto e direção de Anderson Macleyves, propõe uma narrativa sensível e intensa sobre o universo autista. O elenco é formado por Walter Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Patrícia Bernardo.

O evento é gratuito e aberto ao público.
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			<title><![CDATA[Histórico: após 360 anos, Igreja Matriz de Cabo Frio pode ter registro de imóvel definitivo]]></title>
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			<updated>2026-04-26T13:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quase quatro séculos após sua construção, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, no Centro de Cabo Frio, está prestes a escrever mais um importante capítulo de sua história com a conquista do Registro Geral de Imóveis (RGI) para a edificação erguida em pedra e cal e inaugurada em 1666. Essa lacuna de 360 anos começou a ser preenchida com um edital de notificação de usucapião extrajudicial, publicado no começo deste mês de abril na Folha dos Lagos.

O processo, que já tramita diretamente no cartório do 2º Ofício de Cabo Frio, busca o reconhecimento do direito de propriedade da Mitra Arquidiocesana de Niterói sobre uma área de 884,10 m², que inclui a capela térrea e a casa paroquial. A instituição (que surgiu em 27 de abril de 1892, após o desmembramento da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e tornou-se Arquidiocese Metropolitana em 26 de março de 1960) tenta agora regularizar um prédio que é um marco cultural e religioso na história de Cabo Frio.

— O que dificultou o processo foi a falta de conhecimento sobre o alcance da usucapião, pois acreditavam que a área do imóvel pertenceria à prefeitura. Mas conseguimos provar que não existe propriedade por presunção, ou seja, se um ente público diz ser dono de um imóvel, ele teria que provar, do contrário, não é dono – explicou à Folha o advogado Maurílio Ferreira, responsável pela regularização do imóvel católico.

A busca pelo documento definitivo não é recente. De acordo com o advogado, o padre Marcelo Chelles, à frente da paróquia desde julho de 2014, vinha há anos tentando essa regularização junto a diversas gestões municipais, sempre sem sucesso. Essa indefinição jurídica contrastava com a importância histórica do local, inaugurado com missa celebrada pelo Pe. Bento de Figueiredo em 1666, época em que a sede da cidade já havia sido transferida da Passagem para o atual centro urbano.

Com a publicação do edital na Folha, foi aberto um prazo de 15 dias para eventuais contestações. Segundo Maurílio, o prazo final para impugnações e emissão do RGI teria vencido na última segunda-feira (dia 20 de abril). Nesta quarta (22), no entanto, ele informou ao jornal que ainda aguardava o pronunciamento oficial do cartório. Caso não haja nenhuma contestação com relação ao direito de propriedade solicitado no processo de usocapião, a igreja matriz de Cabo Frio deixa de ser apenas possuidora do imóvel e do terreno, para se tornar, de fato e de direito, a proprietária do prédio histórico. Para Maurílio Ferreira, a agilidade do método extrajudicial foi um grande diferencial deste desfecho.

— O processo levou apenas três meses, e muitos imóveis na cidade estão irregulares por falta de conhecimento da possibilidade da regularização através da usucapião que é feita de forma extrajudicial, direto no cartório — contou.

A regularização da igreja matriz é apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo na documentação do patrimônio religioso de Cabo Frio. À Folha, Maurílio confirmou que o sucesso deste processo servirá de base para que outros prédios católicos também obtenham o RGI.

— Após a emissão do documento da igreja matriz daremos início aos processos de usucapião das capelas dos bairros Jacaré, Peró e Gamboa, e da Igreja de São Benedito, na Passagem — revelou o advogado.

De acordo com o site oficial da igreja matriz, 10 anos após sua construção a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção teve um Convento de Franciscanos, inaugurado a 13 de janeiro de 1676. O local (onde é hoje o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, aos pés do Morro da Guia) chegou a ter 30 frades, dos quais 18 eram sacerdotes, sendo o último deles Frei Vitorino. Com a morte dele em agosto de 1872, foi encerrada a vida claustral, ficando o convento abandonado e em ruínas. Com o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a restauração do local foi iniciada em 1949.

Em 1937 a paróquia foi entregue aos padres franciscanos, por um contrato entre a Diocese e a província do Sul. Esse contrato durou 53 anos e foi cancelado pela Província Franciscana em março de 1990, quando a paróquia retornou aos padres diocesanos. Antes disso, porém, ela foi desmembrada com a criação das paróquias de Arraial do Cabo (março de 1958) e de São Cristóvão (novembro de 1989).
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			<title><![CDATA[Teatro Municipal de Cabo Frio sob o signo da incerteza; prefeitura mantém o silêncio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Fechado há quase dez anos por problemas estruturais e de segurança, o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, segue sem data de reabertura. Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o espaço passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). 

No entanto, o futuro dessa parceria acaba de ganhar uma dose de incerteza. Nesta semana, o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, determinou a suspensão temporária de novos contratos e de pagamentos em diversas áreas da administração estadual, visando o reequilíbrio fiscal. Embora o decreto foque inicialmente em pastas de infraestrutura urbana, o contingenciamento gera dúvidas sobre os investimentos de responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Faetec em Cabo Frio. Sem o fluxo de caixa garantido pelo Estado, a finalização da escola-teatro pode sofrer novos adiamentos. Esta semana a Folha questionou o governo municipal sobre a existência de alguma conversa em andamento com o governador interino a respeito da obra no teatro de Cabo Frio, mas não houve resposta.

Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. O Termo de Cooperação Técnica, no entanto, só foi celebrado em 14 de maio de 2025, e publicado cinco meses depois, no dia 28 de outubro, com vigência de dois anos a contar da data de assinatura. O documento a que a Folha teve acesso previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a FAETEC, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho. 

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Oficialmente, no entanto, a Prefeitura vem mantendo mistério sobre o andamento do projeto. E segue ignorando todos os pedidos de informação feitos pela Folha. 
Há nove meses o site oficial do Executivo Municipal chegou a informar que toda a obra seria custeada pelo Governo do Estado. Como contrapartida, a Prefeitura deveria implantar uma escola de teatro no local, transformando o espaço também em um centro de formação artística. A proposta era de que o teatro funcionasse não apenas como palco para apresentações, mas também como instrumento de educação e capacitação.

Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde janeiro de 2017, o Teatro Municipal vive uma longa novela, que ganha um novo capítulo a cada governo. Entre os entraves que impediam a reabertura estavam dívidas com a Enel e falhas estruturais que levaram à interdição do prédio pelo Corpo de Bombeiros. Em novembro de 2018, o espaço chegou a abrir agenda apenas para pequenas apresentações no foyer. À época, a Prefeitura informou que os demais ambientes permaneceriam fechados aguardando a aprovação do projeto de reforma pelo Corpo de Bombeiros, etapa necessária para a abertura de licitação. As melhorias previam duas novas portas de saída de emergência, troca do piso da plateia por material não inflamável, sinalização luminosa nas escadas, ampliação das portas já existentes e substituição dos extintores. 

Em fevereiro de 2021, o teatro foi visitado pelo arquiteto Marcos Flaksman, autor do projeto original do espaço. Em julho do mesmo ano, a então secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, esteve em Cabo Frio para verificar a possibilidade de apoio à revitalização, inclusive com a aquisição de equipamentos técnicos, como iluminação, via leis de incentivo.
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			<title><![CDATA[Zanin mantém presidente do TJRJ no cargo de governador interino do Rio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (24) manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, na função de governador interino do Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro entendeu que o presidente deve continuar no cargo até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual. 

A decisão foi motivada por um pedido do PSD estadual para que seja reafirmada uma liminar proferida por Zanin para garantir que o comando do estado deve permanecer com o presidente do tribunal.

A movimentação da legenda ocorreu após o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pedir ao ministro Luiz Fux, relator de outra ação sobre a questão, para assumir o cargo de governador interino.

O PSD é o partido de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro. O PL faz oposição ao governo de Paes.

Ao manter Ricardo Couto no cargo, Zanin disse que o cenário deve ser mantido até decisão final da Corte.

“Neste momento, não há nada a ser provido, pois, como já exposto, o plenário do Supremo Tribunal Federal explicitou que, até nova deliberação permanecerá no exercício do cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, com todos os poderes e prerrogativas inerentes à Chefia do Poder Executivo”, decidiu.

No dia 9 de abril,  um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj).

Dino disse que pretende devolver o processo para julgamento depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade e abriu a possibilidade de novas eleições. 
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			<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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			<title><![CDATA[Charitas, em Cabo Frio, recebe 123ª edição do Jovens Pianistas]]></title>
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			<updated>2026-04-24T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (25) a série Jovens Pianistas chega em sua 123ª edição. A apresentação será às 18h, no Museu e Casa de Cultura José de Dome (Charitas), em Cabo Frio, com a apresentação do artista Enzo Maki. O recital de piano clássico é gratuito e aberto ao público. O evento é sujeito a lotação e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). 

Além de pianista, Enzo Maki também é regente, professor de piano, teoria, percepção, história e musicalização no Conservatório Musical Souza Lima e na Unesp. Em outubro 2020, durante a pandemia, ele participou da Série Jovens Pianistas de forma virtual, junto com outros artistas brasileiros como Roberto Cornacchioni e Leonardo Faiçal, além da mexicana Barbara Prado e do estadunidense Sam Rhoades.

Na programação deste fim de semana serão apresentadas obras autorais de Robert Schumann, Ludwig Van Beethoven, Franz Schubert e Frédéric Chopin. Com direção artística de Hasenclever da Silva Oliveira, a série tem como compromisso revelar jovens talentos brasileiros e internacionais, mantendo um recorte artístico que valoriza excelência, sensibilidade e diversidade musical. A entrada é gratuita, com capacidade limitada a 50 lugares.

No último encontro, no dia 8,  a apresentação foi da pianista Raquel Paixão.  
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			<title><![CDATA[Mar Sem Lixo adia programação do Festival do Oceano para setembro]]></title>
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			<updated>2026-04-23T20:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Festival do Oceano, promovido pelo Instituto Mar Sem Lixo, em Cabo Frio, foi adiado para setembro. A informação foi confirmada pelos diretores Roberto Ramos (presidente) e Gisele Letieri (vice-presidente). A ideia é promover (nos dias 11, 12 e 13) uma grande mobilização em torno da preservação ambiental, da economia azul e da relação das pessoas com o mar. 

Inicialmente agendado para junho, em comemoração ao mês do Meio Ambiente, o evento precisou mudar de data para se adaptar ao novo cronograma de ações da ONG. Durante os três dias serão promovidas atividades ligadas aos eixos de meio ambiente, educação, esporte, cinema e inovação. Também haverá uma uma Feira Náutica e ações voltadas à moda sustentável e inclusiva.

Idealizado como um encontro multidisciplinar, o festival pretende conectar conhecimento, cultura e ação prática, promovendo experiências que estimulem a conscientização e o engajamento da sociedade em torno do futuro dos oceanos. 

Para Roberto Ramos, presidente do Instituto Mar Sem Lixo, o Festival do Oceano nasce com o propósito de provocar transformação.

– O festival é um chamado coletivo. Ao longo dos anos, o oceano sempre esteve no centro das nossas celebrações, como as festas do camarão, da sardinha e dos frutos do mar, que fazem parte da nossa cultura e da nossa economia. Agora, chegou a hora de inverter a lógica: celebrar o oceano em si, agradecer tudo o que ele nos oferece e criar novas conexões para cuidar desse patrimônio, que é fonte de vida, trabalho, lazer e identidade para Cabo Frio e toda a região – afirma.

Vice-presidente do Instituto, Gisele Letieri destaca que a atividade também dialoga com temas globais e urgentes. 

– Estamos falando de educação ambiental, economia azul, inclusão e inovação. O festival foi pensado para ser um espaço de aprendizado, troca e inspiração, especialmente em um momento em que os oceanos enfrentam desafios cada vez mais complexos – pontua.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, impactando a biodiversidade e a saúde humana. Na Região dos Lagos, os números da Semana Nacional de Limpeza dos Mares, promovida desde março pelo Instituto Mar Sem Lixo, dentro do projeto Marcha Pelos Oceanos, reforçam o alerta: em Arraial do Cabo, o mutirão nas Prainhas do Pontal recolheu pouco mais de 40 quilos de resíduos. 

Já em Cabo Frio, na Praia do Forte, foram retirados 62kg de lixo em apenas 40 minutos de ação.

Outras ações de conscientização dentro da Marcha Pelos Oceanos estão confirmadas: neste sábado (25) acontecem atividades na Praia do Centro (Rio das Ostras), na Praia da Farofa (Pontal do Sul, Paraná, numa parceria do Mar Sem Lixo com com a Universidade do Paraná), e em Itaúna (Saquarema), na Feira Zen Ecológica e Cultural, com palestra e exposição. No domingo (26), em Vilatur (Saquarema), tem palestra, coleta e triagem, e no dia 31 acontece ação de limpeza na Praia de Itaúna, com sensibilização dentro do projeto Yoga e Meio Ambiente. No dia 5 de junho tem Ação Global em parceria com o Centro de Treinamento de Surf, Associação de Surf e Bandeira Azul na Associação de Surf de Saquarema.

A Marcha pelos Oceanos, que já acontece há quatro anos, também permanecerá na Praça da Cidadania, em Cabo Frio, até o dia 8 de junho, com vários projetos ambientais locais e participação de alunos da rede municipal, estadual e privada. Para levar as ações do projeto para as escolas basta fazer o agendamento pelos telefones (22) 99736-0274 ou (22) 99701-8855.
– Essas iniciativas buscam ampliar o debate e incentivar soluções locais alinhadas a esse cenário global - reforçou Roberto, convidando os interessados a seguirem o Instagram @marsemlixobr para receberem notificações sobre a abertura oficial das inscrições.
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			<title><![CDATA[Festa de São Jorge movimenta Cabo Frio com programação religiosa e cultural]]></title>
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			<updated>2026-04-23T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A tradicional para celebrar o santo guerreiro acontece em Cabo Frio, que começou na quinta-feira (23), segue até domingo (26).

A celebração acontece em frente à Igreja de São Jorge, na Rua Francisco Mendes, 105, Centro. Na programação, missas, procissões e atividades culturais abertas ao público.

A agenda inclui ainda apresentações musicais e momentos de integração, reforçando o caráter popular da festa. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.
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			<title><![CDATA[Royalties: presidente da Ompetro defende união de prefeitos apesar das diferenças ideológicas]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Atual prefeito de Campos dos Goytacazes e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Frederico Paes reforçou, durante encontro em Cabo Frio, que neste momento os prefeitos do estado do Rio precisam se unir e deixar desavenças políticas de lado. Uma decisão do STF poderáprovocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.


– Assumi como prefeito de Campos há poucos dias com a licença de Wladimir Garotinho, mas em 2012, como empresário, eu mobilizei uma caravana enorme pro Rio de Janeiro contra a redistribuição dos royalties. Fechamos BR, fui multado, nossos caminhões foram todos presos, fizemos um alvoroço grande. Naquela época a sociedade civil organizada abraçou a nossa causa. Por isso eu digo pra vocês que é muito importante envolver os sindicatos, a Firjan, as associações de classe, a imprensa… porque o cidadão comum precisa entender que quem vai perder não é prefeito, não sou eu, não é o senhor, não são os colegas: é a população. Apesar de estar vice-prefeito há pouco mais de cinco anos, eu, como iniciativa privada, já estive muito em Brasília e vi como o Nordeste é forte e unido. Eles brigam politicamente, mas quando eles iam pra Brasília, era um segurando a mão do outro: não tinha interesse político, não tinha bandeira política, não tinha isso de direita x esquerda. Eles se uniam e brigavam pela região deles. A gente também precisa fazer isso. O estado do Rio precisa fazer isso – provocou.

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri lembrou aos prefeitos que o atual momento do estado do Rio pode ser um ponto favorável nessa luta, já que o governador em exercício é também presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

– O petróleo é dos brasileiros, mas a indústria do petróleo se desenvolveu no estado do Rio de Janeiro. Não é acaso do destino, não é sorte, não é dádiva. A indústria do petróleo que se desenvolveu aqui foi por conta do conhecimento produzido na UFRJ, do conhecimento produzido por cada uma das cidades, engenheiros, profissionais da indústria do petróleo, dessa cadeia produtiva que estão espalhados em cada uma das cidades. Quando a gente olha pra Macaé, para Campos, para Rio das Ostras, para Cabo Frio, pra tantas cidades do estado, a gente vê o sucesso que foi o desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. Não dá pra separar o desenvolvimento da indústria do petróleo do Brasil do desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. E esse orgulho a gente tem que ter pra poder mostrar para os ministros do Supremo. E eu tenho certeza que os ministros vão ser sensíveis a isso. E do ponto de vista jurídico, dos argumentos, a gente também tem aí uma oportunidade, porque nosso estado está sendo liderado nesse momento, até a primeira semana de maio, pelo presidente Tribunal de Justiça, o agora governador Ricardo Couto. Ele já foi a Brasília duas vezes para tratar desse tema. A gente precisa aproveitar a disponibilidade e o respeito que o governador Ricardo Couto tem em Brasília como presidente do Tribunal de Justiça, fortalecer a liderança dele até esse julgamento no dia 6 de maio – declarou.
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			<title><![CDATA[Cantora pøliva escolhe praia paradisíaca de Cabo Frio como cenário de clipe cinematográfico]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A praia paradisíaca que fica no caminho da Trilha do Morro do Vigia, entre a Praia do Peró e a Praia das Conchas, serviu de moldura para o novo passo na carreira da artista pøliva.

Com o lançamento do single "Depressa", que foi ao ar no dia 16 de abril, a cantora inaugura a jornada do álbum conceitual pølivessense, apresentando ao público o conceito de Rock Xamânico: uma fusão entre o rock e o autoconhecimento da própria natureza humana a partir da filosofia universalista das 7 Leis Herméticas e os 5 elementos naturais (Éter, fogo  água, ar e terra).

Gravado no icônico paraíso da cidade, o videoclipe de "Depressa" utiliza a natureza bruta de Cabo Frio para narrar uma poderosa metáfora de transmutação.

"O meu rock não é só para entreter. Aprendi com as minhas influências musicais que o mais importante é a música que conecta e vive para sempre em nós", afirma pøliva. No filme, a artista encena uma metamorfose: desamarrando-se de rédeas e tecidos que simbolizam a "matrix do ego" para revelar a leveza de um vestido branco, representando a essência e a consciência do Ser.

O projeto reafirma Cabo Frio como um local de produção artística de alta qualidade. "Depressa" personifica o elemento Éter e é a primeira das sete faixas que serão disponibilizadas nas plataformas de streaming ao longo de 2026.

 

Ficha técnica:
 

Produção Fonográfica: Emrede Pro

Produção Musical: Bruno Morpheo (Morpheo Estúdio)

Roteiro, direção e pós produção: Poliva Soham

Figurino, assistente de direção fotográfica e making off: Nina Farias

Fotografia e filmagem: Felipe Ayres (Shot By Lipe)

Filmagem aérea: Taynan Santos (Drone Explore)

Produção: Paulinha Araújo

Mídias: Ariane Viana

 

Canais oficiais:

Site: https://polivaoficial.com.br/ 

Instagram: https://www.instagram.com/polivaoficial/ 

Youtube: https://www.youtube.com/@polivaoficial 

Streaming: https://linktr.ee/polivaoficial 

 
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		<entry>
			<title><![CDATA[Abertas as inscrições para o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estão abertas até o dia 30 de abril as inscrições para o 1° Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio – FINCCA, que será realizado na cidade de Cabo Frio (RJ) entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, com entrada franca.

Cineastas, poetas e fotógrafos podem inscrever suas obras no site: https://fincca.com.br/. O tema desta primeira edição é mar. As obras devem conter esse elemento como narrativa ou que apareça na composição da obra.

Dos filmes, a duração permitida de longa-metragem é acima de 70 minutos, média-metragem, entre 31 e 69 minutos, e curta-metragem até 30 minutos. Serão aceitos filmes de ficção, documentário e animação, de todos os gêneros e subgêneros cinematográficos. No caso de poesias e fotografias, são aceitas quantas obras o autor quiser inscrever e serão selecionadas 10 poesias e 20 fotografias para exposição no festival e que concorrem a premiação.

São 10 categorias em disputa do troféu Tartaruga-Aruanã: Melhor Filme, Melhor Filme Latino-Americano, Melhor Documentário, Melhor Direção, Melhor Atuação (atriz ou ator), Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Curta ou Média-Metragem, Melhor Poesia, e Melhor Fotografia.

Na programação, o FINCCA oferecerá em Cabo Frio (RJ) quatro mostras: Internacional (competitiva), Latino-Americana (competitiva), Infantil (não competitiva) e Grandes Clássicos (não competitiva), mesas de debate, concurso de poesia, concurso de fotografia, exposições com as obras selecionadas, roda de leitura, e apresentações musicais com artistas locais valorizando a identidade caiçara.

Já estão confirmados na programação Heitor Dhalia, diretor da série DNA do Crime (2023-2024) na Netflix, filmes À Deriva (2009), Cheiro do Ralo (2007), Serra Pelada (2013), entre outros; Eduardo Nunes, diretor de Sudoeste (2011), Reminiscência (2002) e Unicórnio (2017); e fechando a grande atriz do cinema nacional Simone Spoladore, atuante em 39 filmes, entre eles: Lavoura Arcaica (2001), Sudoeste (2011), O Livro dos Prazeres (2021); e séries Cidade Invisível (2023) e Os Maias (2001).
 
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			<title><![CDATA[Avança na Alerj o projeto que protege moradias nos bairros Sabiá e Caiçara, em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-04-20T12:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A ameaça de despejo que há anos assombra cerca de cinco mil pessoas dos bairros Sabiá e Caiçara, no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo, pode estar chegando ao fim. O projeto de lei Nº 6643/2025, de autoria do deputado estadual Marcelo Dino, já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve seguir para votação em plenário nas próximas semanas. À Folha, o parlamentar disse que deve pedir urgência na votação do projeto, reforçando que o objetivo é corrigir uma falha histórica ocorrida há 15 anos.

Pelo documento, ficam desafetadas dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas consolidadas correspondentes aos bairros Caiçaras e Sabiá. No texto o deputado explica que a decisão acontece “em razão de apresentarem ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado, conforme levantamento técnico e diagnóstico socioambiental”. Lembra, ainda, que a desafetação tem por finalidade permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), observadas as diretrizes da Lei Federal nº 13.465/2017, da Lei Estadual nº 6.253/2012, e do Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012).

O projeto de lei também determina que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e a Prefeitura de Arraial do Cabo, deverão elaborar memorial descritivo e mapa de georreferenciamento delimitando as áreas desafetadas “para fins de atualização dos anexos cartográficos e memoriais do Decreto Estadual nº 42.929/2011, que criou o Parque Estadual da Costa do Sol”. Determina ainda que as áreas desafetadas passam a integrar Zona de Uso Sustentável, observadas as normas ambientais e urbanísticas aplicáveis, podendo o Poder Executivo, mediante ato normativo, convertê-las em Área de Proteção Ambiental “garantindo o controle ambiental, o ordenamento territorial e a proteção das áreas remanescentes do Parque”.

Apesar disso, o texto afirma que “ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, restingas, dunas, corpos hídricos e corredores ecológicos indispensáveis à integridade ambiental do Parque Estadual da Costa do Sol”.
 
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			<title><![CDATA[MPF cobra Inea, Prefeitura e Prolagos por irregularidades em dragagem na lagoa]]></title>
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			<updated>2026-04-18T22:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) já deu início à contagem regressiva para que o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a Prolagos expliquem e resolvam as irregularidades encontradas na dragagem da Praia do Siqueira. O flagrante foi feito pelo procurador da República Leandro Mitidieri, e pelo professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, em visita técnica realizada no último dia 19 de março.

Em conversa com a Folha após a vistoria, o procurador e o professor revelaram que a draga estaria retirando sedimento arenoso, e não lodo. Afirmaram também que as máquinas estavam operando sem barreiras de contenção adequadas, causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna. A inspeção, segundo eles, ainda  teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. 

À Folha, na época, tanto o Inea como a Prolagos chegaram a contestar as informações em nota enviada ao jornal na semana passada. Sobre o esgoto, a concessionária disse que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual. O Inea, por sua vez, alegou que a retirada de areia seria "pontual" e que a falta de barreiras ocorria porque o equipamento estava em "processo de implementação". No entanto, dois novos documentos emitidos pelo MPF no último dia 9 elevam o tom da cobrança.

‌Desta vez, no entanto, a Prolagos não se pronunciou. Já o Inea disse, em nota, que as ações de desassoreamento na Laguna de Araruama estão devidamente licenciadas, incluindo o canteiro de obras, o bota-espera (destinado ao armazenamento temporário dos resíduos) e o bota-fora (destinado ao descarte definitivo dos resíduos). O órgão acrescentou que apresentará ao MPF, nos próximos dias, toda a documentação técnica e os estudos que embasam a execução do projeto. Disse ainda que as intervenções na Praia do Siqueira são resultado de um Termo de Cooperação Técnica entre o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a concessionária Prolagos.

Já a Prefeitura de Cabo Frio, embora também tenha sido questionada pelo Ministério Público Federal, disse à Folha que “essa resposta vocês precisam buscar com o Governo do Estado, que é responsável pela intervenção, por meio do INEA”

No despacho do procedimento nº 1.30.009.000128/2023-01, o procurador Leandro Mitidieri recomendou a paralisação imediata das atividades até que o licenciamento completo e o Plano de Dragagem sejam apresentados. Ele chegou a classificar a obra como ilegal pela ausência de documentos técnicos básicos no canteiro. No despacho o procurador oficializa ainda o "jogo de empurra" entre todos os envolvidos na operação, revelando que o Inea afirma não ter atribuições sobre o licenciamento ambiental, enquanto a Prefeitura de Cabo Frio estaria sustentando, também ao MPF, que a responsabilidade pelos estudos é inteiramente do órgão estadual.

A situação é agravada por relatos de pescadores, registrados em vídeos e anexados aos novos documentos. No material eles denunciam a abertura de valas com 5 a 6 metros de profundidade para extração de areia, prática que estaria destruindo o ambiente pesqueiro. Diante disso, o MPF exige agora a apresentação do levantamento topo-batimétrico para caracterizar o volume real de lodo e a espessura da camada que deve ser removida, além de relatórios mensais para confirmar se o material dragado corresponde ao previsto ou se há uma retirada indevida de recurso mineral. A recomendação nº 2/2026 também foca na segurança ambiental, cobrando medidas imediatas para as barreiras de contenção que evitem o espalhamento de sedimentos finos para a margem oposta, na região da empresa Sal Cisne e da Universidade Veiga de Almeida, onde a degradação teria sido agravada pela dispersão da lama.

O procurador Mitidieri também deu um prazo de 15 dias para que a Prolagos apresente esclarecimentos específicos sobre o despejo de esgoto in natura na Estação Elevatória da Praia do Siqueira. O documento cita que vídeos e fotos comprovam que a comporta permaneceu aberta em dia de tempo estável e sem chuvas, contrariando a versão dada ao jornal pela concessionária. Sem a presença de um Profissional Responsável Técnico no local e sem a comprovação do destino final do material através de Manifestos de Resíduos e contrato com o aterro Dois Arcos, o MPF advertiu que a continuidade das obras sem as devidas providências poderá resultar em ações judiciais e responsabilização por danos materiais e morais contra todos os envolvidos.
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			<title><![CDATA[Prefeitos convocam audiência na Alerj para barrar redistribuição de royalties]]></title>
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			<updated>2026-04-17T17:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Prefeitos dos municípios do estado do Rio de Janeiro vão se reunir na Assembleia Legislativa (Alerj), no próximo dia 28, para uma audiência pública com foco no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, marcado para o próximo dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante reunião em Cabo Frio, na manhã desta quinta-feira (16), convocada pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos), todos os chefes de Executivo presentes foram unânimes em afirmar que a decisão dos ministros pode provocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.

À Folha, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, disse que a crise causada pela possível redistribuição dos royalties do petróleo será ainda maior do que a de 2015, quando o valor dos repasses caiu em mais de 50% por conta da queda do preço do petróleo no mercado internacional (de cerca de US$ 115 para menos de US$ 50).

– A gente acredita que não vai haver a redistribuição por uma questão de justiça, um pacto federativo que foi feito lá atrás, em que o estado do Rio de Janeiro, que é o produtor do petróleo, deixa de receber o ICMS na fonte e passa a receber os royalties como compensação de eventual desastre ambiental. Uma decisão de redistribuição que em nada vai influenciar na economia dos demais estados, mas vai quebrar literalmente a segunda maior economia do país, que é o estado do Rio de Janeiro – explicou o prefeito cabo-friense.

A chamada "Guerra dos Royalties" teve seu estopim entre os anos de 2009 e 2012. O movimento teve início após uma pressão política dos estados não produtores (em especial os da região sul do Brasil), que buscavam uma divisão mais igualitária das receitas provenientes do petróleo, especialmente após a descoberta de gigantescas reservas do pré-sal em 2007. Já o marco inicial da disputa legislativa aconteceu em março de 2010, quando o então deputado federal Ibsen Pinheiro (Rio Grande do Sul) apresentou uma emenda ao projeto de lei nº 5938/2009, propondo a redistribuição dos royalties de forma igualitária entre todos os estados e municípios brasileiros, seguindo os critérios dos Fundos de Participação (FPE e FPM).

Em 2012, o Congresso Nacional aprovou uma nova lei (nº 12.734/2012), que alterou as regras de distribuição tanto para os novos contratos (pré-sal) quanto para os contratos já existentes. Antes de sancionar, a então presidente Dilma Rousseff vetou os artigos que mudavam a distribuição dos contratos antigos, sob o argumento de que isso feria o Direito Adquirido e contratos já assinados. No entanto, em março de 2013, o Congresso Nacional derrubou esses vetos em uma sessão histórica e tumultuada.

Com a derrubada dos vetos, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ingressou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917 no STF. Ele alegou que a mudança abrupta nas regras de contratos em vigor causaria um colapso nas finanças estaduais e municipais, violando o princípio da segurança jurídica e o pacto federativo. A ministra Cármen Lúcia concedeu a liminar suspendendo os efeitos dos novos critérios de distribuição. 

Após 13 anos de adiamentos, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ganhou uma data: será no próximo dia 6 de maio. Se a liminar for derrubada, passará a valer a regra de redistribuição aprovada em 2012, que reduz drasticamente o percentual dos estados produtores para favorecer o restante do país.

Vice-governador do Rio de Janeiro na época da ADI 4917, e atual prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão também esteve em Cabo Frio nesta quinta-feira. 

– Todos aqui, principalmente os produtores de petróleo, ninguém vai sobreviver - afirmou Pezão.

Tande Vieira, prefeito de Resende e presidente da Associação Estadual dos Municípios do Rio de Janeiro (AEMERJ), recomendou cautela nas cobranças ao STF.

–  Os estados do sul são os que fazem mais pressão pela redistribuição. O ministro Fachin é do Sul. Pedir vistas novamente não vai funcionar. Acho que uma estratégia para agora seria transformar a Ação Direta de Inconstitucionalidade em processo estruturante para que a questão seja analisada em todos os aspectos que não foram analisados antes: as regras de partilha do excedente de produção que prejudica o estado, mas não foi levado em conta, o Fundo de Participação, onde o Estado do Rio é o mais contribui e o que menos recebe... Pedir vista não seria uma boa opção. Mas transformar em processo estruturante pode dar mais fôlego ao estado do Rio – pontuou.
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			<title><![CDATA[Governador interino revoga "canetada" de Cláudio Castro e devolve proteção a APAs da região]]></title>
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			<updated>2026-04-15T14:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, revogou nesta terça-feira (14) o decreto do ex-governador Cláudio Castro que suspendia a proteção de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) no estado. A publicação foi feita poucos dias após o atual chefe do Executivo estadual receber ofícios dos deputados Carlos Minc e Flávio Serafini solicitando a suspensão do decreto de Castro. Ambos os documentos apontavam "vício jurídico" e "vácuo normativo", conforme antecipou a Folha na última edição impressa do jornal.

No decreto Nº 50.253, o governador em exercício determina que fica reestabelecida, por repristinação, a plena vigência e eficácia do Decreto nº 32.517 de 23 de dezembro de 2002, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), do Decreto nº 41.820 de 16 de abril de 2009, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Massambaba (Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), do Decreto nº 44.175 de 25 de abril de 2013, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (Angra dos Reis), do Decreto nº 41.730 de 05 de março de 2009, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande) e da Deliberação CECA /cn Nº 4.854, de 19 de Julho de 2007, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Maricá. A nova determinação já está valendo.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragilizava as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

Além de Minc, o deputado Flávio Serafini foi mais um que tentou revogar o decreto de Castro. Ele chegou a protocolar um decreto legislativo com esse objetivo. Como o documento não avançou na Assembleia Legislativa (Alerj), Serafini também acabou enviando ofício ao governador em exercício.

– Assim que soubemos do decreto do Castro, que revogava os planos de manejo das APAs, protocolamos um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida que ele assinou às vésperas de sua renúncia. Como não conseguimos revogar via Alerj, solicitamos que o governador interino tomasse a iniciativa. A Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente do Estado concordou com o nosso pleito e orientou que o decreto fosse revogado por Ricardo Couto - disse Flávio Serafini à Folha.

Em parecer da Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente, emitido na última segunda-feira (13) e que o jornal teve acesso, o procurador chefe Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas recomendou ao governador em exercício a revogação do decreto. O documento cita que o parecer é uma resposta ao processo administrativo aberto pelo deputado Flávio Serafini, e conclui: “Face ao exposto, consideramos que a possibilidade de alteração de planos de manejo por decisão da diretoria do INEA enfraquece demasiadamente a força jurídica de tais instrumentos afasta o necessário controle – político e jurídico – trazido pela submissão da proposta de alteração dos planos ao Chefe do Poder executivo por intermédio do titular da Pasta Ambiental e viola a Constituição Estadual e a lei do INEA, na forma acima exposta. Por tais razões, recomendamos a revogação do Decreto 50.236/26”.

O documento assinado por Cláudio Castro foi publicado no Diário Oficial do Estado na véspera do agora ex-governador renunciar ao mandato. Além de mobilizar deputados na Alerj, ele também chamou a atenção de ambientalistas na região.  

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da Região dos Lagos. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo - disse à Folha o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.
 
Ao jornal, o secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio, também já havia demonstrado preocupação com o decreto de Cláudio Castro.

– Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Mas ficar sem decreto é péssimo. Será um caos, porque as prefeituras não terão instrumentos para segurar os empreendimentos imobiliários. O que a gente usava era o plano de manejo da APA. E se ficar sem plano, vai valer somente o zoneamento das prefeituras - explicou.

A Prefeitura de Cabo Frio também chegou a se pronunciar, informando à Folha que já possui mecanismos próprios para a proteção e preservação ambiental através da Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. 
 
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			<title><![CDATA[Livro de Júlia Vita mostra como o elemento aquático transforma a poesia brasileira contemporânea]]></title>
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			<updated>2026-04-14T22:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[
“Com sensibilidade rara e uma atenção que opera com exuberância nos escoamentos da matéria água entre teoria e poesia, Júlia Vita nos oferece, com ‘Rítmica marítima’, um trabalho poderoso — aporte bibliográfico tanto para poetas e escritores quanto para pesquisadores.”

Mar Becker, escritora, no texto de quarta capa da obra


 

A Sophia Editora lança "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas", da poeta, pesquisadora e editora Júlia Vita. Resultado de sua dissertação de mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF), o livro investiga a profunda conexão entre o elemento aquático e a fundação do ritmo poético, propondo uma reflexão inovadora sobre como a água influencia a criação literária. A autora lança a obra no Rio, na Livraria da Travessa de Botafogo, no dia 15/4, às 19h. Haverá um bate-papo com a autora e leitura de poemas da obra por convidados especiais: Bruno Pacífico, Érica Magni, Flávio Morgado, Luiza Leite e Rodrigo Cabral. A mediação será feita por Bruno Jalles e Michele Miranda.

O livro conta com texto de quarta capa assinado pela escritora Mar Becker; o prefácio por Gabriel Morais Medeiros, doutor em Teoria e História Literária (Unicamp) e editor na Ofícios Terrestres Edições; posfácio por Bruno Jalles, Historiador, doutor em Filosofia da Arte pela UFF e poeta; e texto de orelha de juliana C. alvernaz, poeta e professora do Departamento de Línguas e Letras da UFES. A obra foi pré-lançada durante a Festa Literária Internacional de Niterói (Flin).

“Esta pesquisa parte do processo empenhado na publicação do meu primeiro livro de poemas, &#39;Alga viva&#39;, que foi elaborado a partir dessas sensações aquáticas que permeiam minha característica de escrita”, explica a autora. A obra surgiu de uma inquietação gerada pela observação dos movimentos das águas e sua relação com a escrita poética, amplificada pela comoção diante de desastres ambientais como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho e os vazamentos de óleo no litoral brasileiro. “Além disso, esse enfoque rítmico dialoga com o acompanhamento do curso de degradações via rios e correntes marinhas, que além de textos também contou com obras visuais e ações ambientais coletivas, como a série Souvenir, em que mobilizei moradores de regiões afetadas para coletarmos amostras naturais anteriores à chegada de rejeitos de mineração, por exemplo”, comenta.

O livro percorre três eixos principais. No primeiro, ela examina a origem do conceito de ritmo, desde a associação mítica ao “fluir” das águas – derivada do grego rhythmós, que teria se originado do verbo reo (fluir) – até as reformulações linguísticas de Émile Benveniste e Henri Meschonnic. “Aprofundando na etimologia da palavra ‘ritmo’, que me fez encontrar e reencontrar a água diversas vezes, não demorei a descobrir que havia uma refutação linguística que colocava em xeque a explicação do termo ter derivado do ‘fluir’ das ondas”, comenta.

No segundo momento, a autora aproxima o pensamento de Octavio Paz e Gaston Bachelard para explorar como a respiração, o corpo e a voz dialogam com o movimento das águas. “O poeta cria por analogia: a dinâmica móvel da linguagem permite ao poeta criar seu próprio universo rítmico, utilizando as mesmas potências universais de atração e repulsa”, reflete, citando Paz.

A terceira parte dedica-se à imaginação material bachelardiana, explorando as águas como produtoras de imagens poéticas. “A água opera no mundo com uma função reflexiva distinta dos espelhos estáticos: as águas refletem o mundo devolvendo as imagens banhadas por elas”, observa a autora. Nesse segmento, Júlia também analisa como degradações ambientais provocam quebras rítmicas na poesia, relacionando-as a grandes desastres ecológicos recentes no Brasil.

Um dos aspectos mais originais da obra é o recorte de gênero que perpassa toda a análise. A escritora privilegia poemas de autoria feminina, situando-se numa linhagem de pensamento latino-americano que reivindica a natureza como sujeito de direitos. “Amplio a compreensão do que se entende por sujeito, para abarcar também o próprio discurso poético da matéria aquática”, afirma.

O livro representa ainda uma contribuição importante para a dissolução de fronteiras rígidas entre criação artística e produção acadêmica. “Me interessa enfatizar esse ponto, circulando o resultado atualizado após a defesa, para que também seja um ponto de contribuição para a dissolução de certos limites que até hoje geram barreiras de diálogo entre as áreas”, destaca a autora.

Além de seu caráter teórico, "Rítmica marítima" funciona como uma antologia comentada da poesia brasileira contemporânea, analisando obras de mais de quarenta autoras e autores, incluindo Ana Cristina Cesar, Marília Garcia, Olga Savary, Orides Fontela e Prisca Agustoni, entre outras vozes significativas da cena literária atual — com destaque para poetas com quem a própria autora atuou no preparo, revisão e edição de textos, como Bárbara Mançanares, Beatriz Rodrigues, Bruna Vilaça, Brunna Côrtes, Bruno Jalles, Bruno Pacífico, Camille Perissé, Danielle Freitas, Érica Magni, juliana C. alvernaz, Laura Redfern Navarro, Nathália Ranny e Rodrigo Cabral.

Para Júlia, a publicação simboliza a culminância de um processo de pesquisa que começou com sua própria prática artística e se expandiu para abarcar um amplo espectro de criadoras. “Mostra que os textos estão vivos. E isso, todo esse pessoal que aborda água em seus textos, também me mostrou de volta que o assunto está vivo”, celebra.

 

Sobre a autora

Júlia Vita (Niterói, 1995) é mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Escritora, artista, professora e editora, é responsável pela Laboriosa Produções Poéticas. Publicou o livro de poemas "Alga viva" (Córrego, 2019), premiado no edital Cultura nas Redes (SECEC-RJ) em 2020, ano em que também recebeu o Prêmio Erika Ferreira (SMC-Niterói). Como profissional do texto, atuou na preparação de obras para o Grupo Editorial Record e para editoras como Ofícios Terrestres, Patuá e Sophia. Sua pesquisa articula escrita poética, questões ambientais e patrimônio imaterial, com ênfase na relação entre ritmo, água e criação literária.

 

AGENDA | LANÇAMENTO

Lançamento de Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas
Local: Livraria da Travessa - Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo), no Rio de Janeiro
Data: 15 de abril de 2026
Horário: 19h
Entrada gratuita

A autora conversa com o público e participa de sessão de autógrafos.

FICHA TÉCNICA

Livro: "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas"

Autora: Júlia Vita

Número de páginas: 166

ISBN: 978-65-88609-55-2

Gênero: Não-ficção

Editora: Sophia Editora

Ano: 2025

Adquira o livro "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas" no site da Sophia Editora: https://www.sophiaeditora.com.br/ritmica-maritima-agua-como-materia-para-a-escrita-de-poemas-de-julia-vita

 
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			<title><![CDATA[Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa é inaugurado no Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-14T15:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Um novo projeto cultural nasce em Cabo Frio: o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. A inauguração, no dia 25 de março, contou com a presença de diversas instituições, como Acervo Márcio Werneck, CEAP Centro de Articulações e Populações Marginalizadas, Conversaria Buziana, a Coletiva Gecay, da produtora Cultural Josefane Silva e de pesquisadores como Leandro Miranda e Carlos Vermelho.

O Centro de Memória está disponível para acesso a pesquisa com agendamento prévio para o público e estudantes universitários e também do ensino fundamental e médio. A curadoria voluntária é do historiador Pierre de Cristo e a supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré

O Centro de Memória conta com a colaboração de doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

O Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa fica localizado no CIEP 458, Hermes Barcelos, na estrada velha de Búzios, n° 1 centro do Jardim Esperança, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Decreto da degradação: políticos e ambientalistas se unem contra ato do governo que ameaça a região]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:12:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Aumentou a mobilização para anular a decisão do ex-governador Cláudio Castro que fragiliza cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) na Região dos Lagos e outras cidades do Rio de Janeiro. O Decreto Estadual nº 50.236, de 19 de março de 2026, foi publicado no Diário Oficial um dia antes de Castro renunciar ao mandato. Em ofício enviado nesta segunda-feira (07) ao desembargador Ricardo Couto de Castro (governador interino do Estado do Rio de Janeiro), o deputado estadual Carlos Minc pediu a revogação do documento.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragiliza as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

No ofício enviado ao governador em exercício, ele lembra que Cláudio Castro, “de maneira açodada e sem a devida motivação técnica”, promoveu o cancelamento de quatro decretos estaduais e de uma deliberação do Conselho Estadual de Controle Ambiental que haviam aprovado os respectivos planos de manejo das APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá.Também afirma que o decreto gera “grave insegurança jurídica quanto ao regime de proteção ambiental aplicável a esses territórios, criando verdadeiro vácuo normativo de elevada periculosidade”.

Para justificar o pedido de veto do decreto de Claudio Castro, o deputado estadual citou no documento que, sobre a APA de Tamoios, “verificou-se que já constou da pauta da reunião do Conselho Diretor do Inea realizada em 13 de março de 2026, o processo SEI-070002/005755/2026, que trata da revisão do respectivo Plano de Manejo”. O deputado explicou que, em análise preliminar, constatou-se que, à exceção das áreas de sobreposição com parques e reservas, cerca de 74% do território sofrerá alteração em seu zoneamento, com a migração para categorias de uso dotadas de critérios menos restritivos de ocupação e exploração dos recursos naturais.

– Para criar uma área de proteção ambiental pode ser por lei ou por decreto. O Parque da Costa do Sol eu criei por decreto. Por lei teve o Parque da Serra da Tiririca. Mas, para reduzir, tem que ser por lei - pontuou o deputado em conversa com a Folha.

No texto do ofício, ele afirma que “o Decreto nº 50.236/2026 atropela o devido processo legal administrativo ao revogar os atos normativos vigentes antes mesmo de se discutir o mérito quanto à existência ou não de diminuição da proteção ambiental nas unidades afetadas”. Diz ainda que “infere-se o risco concreto de que se consolide o fato consumado de novas ocupações irregulares, com potencial de ocasionar dano ambiental irreversível, em flagrante desrespeito ao princípio da precaução”. 

Ambientalistas
criticam decreto

Chamado de “canetada”, o decreto assinado por Cláudio Castro também chamou a atenção de ambientalistas na região. Um deles é o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da região. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo – disse Pimenta à Folha. 

Secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio disse à Folha que a revogação de todas as APAs do decreto de Cláudio Castro aconteceu “porque todas elas estão em curso a atualização dos seus planos de manejo e de seus zoneamentos”. 

– Só não entendi a forma como foi feito, porque eu achei que tinha que aprovar primeiro para fazer o decreto depois. O decreto diz que, por enquanto, fica valendo o que estava estabelecido no plano de manejo anterior e estamos atentos a isso. Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Inclusive estamos aguardando o Inea se pronunciar porque, nesse meio tempo, mudou toda a diretoria de lá – explicou.

Em nota enviada à Folha, a Prefeitura de Cabo Frio informou que o município foi pioneiro na Região dos Lagos ao instituir, no ano de 2025, a Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. A nota diz ainda que “todos os órgãos de controle e fiscalização permanecem atentos, a fim de coibir qualquer tentativa de implantação de empreendimentos em desacordo com a legislação vigente”.
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			<title><![CDATA[MPF e especialistas apontam falhas graves na dragagem da Praia do Siqueira]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:04:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal recomendou a paralisação imediata da dragagem da enseada da Praia do Siqueira, em Cabo Frio. A obra, que está sendo executada pela prefeitura, Inea e Prolagos, não tem Licença Ambiental ou Plano de Dragagem, segundo o MPF.

Desdobramentos de uma vistoria realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e especialistas da UERJ no último dia 19 de março revelam que a dragagem, em vez de focar no lodo de esgoto, estaria retirando sedimento arenoso, além de operar sem barreiras de contenção adequadas.

A dragagem na Praia do Siqueira começou oficialmente no início de dezembro de 2025. A assinatura do termo de cooperação técnica aconteceu no começo de outubro do ano passado. A obra visa retirar quase 500 mil m³ de sedimentos, desassoreando a região para recuperar o ecossistema, a balneabilidade e a pesca. A previsão é de que os trabalhos durem dois anos.

O programa prevê que todo o material dragado seja conduzido a áreas previamente autorizadas de bota-espera, onde passará por período de secagem e quarentena, antes de ser destinado a aterro sanitário licenciado, conforme determina a Resolução CONAMA 454/2012. O projeto contempla, ainda, medidas de proteção à fauna, prevenção de impactos ambientais e segurança da população, com a instalação de sinalização adequada, controle de ruídos e poeira, além da adoção de dispositivos de proteção contra erosão e novo assoreamento.

Recentes levantamentos feitos pela Folha junto ao Inea revelam que, por conta do despejo de esgoto, a lagoa de Araruama, na Praia do Siqueira, está imprópria para banho há cerca de 10 anos. Apesar da importância ambiental da ação, denúncias recebidas pelo MPF apontam que a draga estaria retirando sedimento arenoso em vez do lodo pastoso. O professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, que acompanhou a inspeção, confirmou o problema. 

– Verificamos que estava sendo dragado muito mais areia do que lodo de esgotos, o que é preocupante – afirmou o especialista, ressaltando que o foco deveria ser a melhoria da circulação hídrica e da biodiversidade.

A ausência de barreiras de contenção flutuantes no entorno da dragagem é outro ponto central da polêmica. Pescadores e moradores relataram que a falta dessa proteção, somada às correntes e ao vento leste predominante, está causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna, um fenômeno, segundo eles, inexistente antes do início das obras.

Em resposta à Folha, o Inea informou que a presença de areia pode ser "pontual" devido às características naturais da lagoa e que as barreiras flutuantes estão apenas "em processo de implementação". O órgão justificou ainda que a draga não operava no momento da vistoria por ser fim do dia, mas que o monitoramento técnico no dia seguinte atestou funcionamento regular.

A inspeção também teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. A Prolagos, no entanto, contestou a informação em nota enviada ao jornal, afirmando que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual.

O procurador da República Leandro Mitidieri confirmou à Folha que, após reuniões com a comunidade e com a Prolagos no dia 31 de março, prepara um despacho com medidas impositivas. Para Adacto Ottoni, é fundamental a apresentação de medições precisas sobre o volume de areia dragado e o destino final do lodo em aterro sanitário. Por conta da denúncia, uma reunião do Comitê Lagos São João estava prevista para esta quarta-feira (8), onde o Inea apresentaria o projeto de dragagem. 
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			<title><![CDATA[Coletivo 'Mulherada que escreve' chega ao Charitas com o projeto 'Nossos contos contam]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:35:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O que começa como leitura termina em partilha. É nesse espírito que o coletivo Mulherada que Escreve, em parceria com a Sophia Editora, leva ao público o projeto “Nossos contos contam”, que estreia na próxima terça-feira, dia 14, das 18h às 20h, na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, em Cabo Frio (Av. Teixeira e Souza, 855 - Centro). A iniciativa propõe encontros abertos para leitura e discussão de textos autorais produzidos por integrantes do coletivo durante oficinas literárias realizadas na sede da editora. A entrada é gratuita.

O projeto é idealizado por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloisa Helena Campos, pedagoga e mestre em Educação, autora de “Pelas barbas do Babade – as histórias de um lendário professor” (Sophia Editora, 2021), e Rô Arruda, autora de “Corpo que teu corpo quer” e “Agreste em mim”, além de Bete Buss, Cláudia Freitas e Daniela Assunção, com apoio institucional da Sophia. Na estreia, é Eloisa quem conduz o encontro, em diálogo com o público sobre os textos e seus processos de criação.

A origem de tudo remonta ao Círculo de Leitura da Sophia, que há mais de três anos reúne integrantes do coletivo em encontros dedicados à literatura. O desejo de avançar dessa leitura compartilhada para a escrita levou à criação das oficinas literárias, que formaram um grupo ativo de autoras. No ano passado, essa movimentação já havia transbordado para o espaço público com o projeto Leituras no MART, voltado à leitura de contos de grandes autoras. A boa recepção abriu caminho para um novo passo: levar ao Charitas leituras e textos próprios, expondo assim o processo de criação.

"Com o sucesso dessa iniciativa, foi um pulo para pensarmos o Leituras no Charitas, só que com a finalidade de levar os textos produzidos na Oficina de Escrita para partilhar com o público o processo de criação dos escritores", explicam, juntas, Eloisa e Rô, reforçando o caráter coletivo da ideia. A escolha do espaço, segundo as organizadoras, encontrou acolhida imediata.  "Encontramos no Charitas uma acolhida e incentivo maravilhosos para pôr em prática o projeto", acrescentam.

A parceria com a editora também se sustenta em afinidades construídas ao longo do tempo, tanto no campo da leitura quanto da escrita. O grupo destaca o papel da Sophia como um espaço que articula formação, produção e circulação literária. 

"A escrita proporciona um espaço muito precioso de partilha de experiências individuais e coletivas, de busca e constituição de identidades e de ocupação de lugares de falar", avaliam.
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			<title><![CDATA[Prefeituras de Cabo Frio e Búzios alegam avaliar causas da poluição no Rio Una]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As prefeituras de Búzios e Cabo Frio já receberam a notificação do Ministério Público Federal (MPF) para explicar as causas da poluição do Rio Una. O corpo hídrico, que nasce em Araruama e corta o município de São Pedro da Aldeia, faz limite geográfico entre Cabo Frio e Armação dos Búzios, onde deságua na Praia da Rasa, que também está sendo afetada pela poluição.

O ofício do MPF foi enviado aos governos municipais no último dia 31 de março com prazo de 20 dias para resposta. Segundo denúncia de moradores da comunidade quilombola de Maria Joaquina, desde 2012 o rio vem sofrendo com poluição, mas a situação ficou ainda pior no final de março, com mudanças na coloração e no cheiro da água. Segundo relatos, há indícios de despejo de esgoto e também de produtos químicos.

À Folha, a Prefeitura de Cabo Frio disse que está avaliando a situação por meio das Secretarias competentes e ressaltou que “todas as providências cabíveis estão sendo analisadas com responsabilidade e transparência, em conformidade com a legislação vigente”. Disse ainda que “a administração municipal permanece à disposição dos órgãos de controle e reafirma seu compromisso com a legalidade e o interesse público”.

A Prefeitura de Búzios informou que acompanha as denúncias de despejo irregular de esgoto no Rio Una e que, embora moradores afirmem que o problema existe desde 2012, eles só teriam relatado a formação de espuma e mau cheiro nas últimas semanas.
Representante da comunidade quilombola de Maria Joaquina, Rejane Maria de Oliveira chegou a falar dos prejuízos na pesca às vésperas da Semana Santa.

– Esse rio é importante porque ele sustenta toda uma comunidade. Desde muito pequena a gente pesca aqui. Todo esse esgoto e produtos químicos despejados no rio estão impedindo os pescadores de obterem produtos de qualidade. E com a proximidade da Semana Santa o pescador acaba ficando no prejuízo. O profissional da pesca de caranguejo, camarão-pitu, puçá e outras espécies do Rio Una está parado – denunciou.

A Associação das Marisqueiras Quilombolas da Rasa chegou a usar as redes sociais para manifestar preocupação com a poluição do rio, definido pelo grupo como “um território de vida, sustento e memória para nossa comunidade”

“Não estamos falando apenas de água contaminada. Estamos falando de um rio que alimenta famílias, preserva saberes ancestrais e sustenta a cultura das marisqueiras, pescadores e moradores da Rasa. A cada dia, o que vemos é o avanço da degradação, enquanto soluções concretas não chegam. E quem sofre primeiro somos nós, que vivemos do rio, cuidamos do rio e dependemos dele para existir”, denunciou.

Em recente entrevista, o procurador da República, Leandro Mitidieri, falou da necessidade de compensação pelos prejuízos causados aos pescadores que vivem da pesca no rio.

– Os municípios de Cabo Frio e Búzios não conseguem explicar essa poluição que, mais uma vez, aparece ali. Desta vez estamos acionando outras entidades para obter a verificação da origem daquela poluição, que não parece ser só esgoto. Desta vez nós vamos precisar de uma compensação para essas comunidades pelo tempo que elas estão sem poder pescar.

Por conta dessa situação, um protesto chegou a ser realizado no último dia 29, convocado pelo grupo SOS Rio Una. O ato reuniu moradores, marisqueiras, pescadores e ambientalistas, com apoio de outras entidades. Em post nas redes sociais, o movimento revelou que “evidências de contaminação apontam para possíveis crimes ambientais ainda não devidamente apurados na justiça, em âmbito de procedimentos pelo MPF e MPE”. 
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			<title><![CDATA[Relatórios apontam abandono e suspeitas de má gestão em escolas estaduais da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-09T11:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A precariedade das escolas da rede estadual na Região dos Lagos ganhou novos capítulos esta semana. Após a Folha antecipar  uma série de problemas estruturais e de gestão em alguns Cieps de Cabo Frio e Iguaba Grande, um novo levantamento feito pelo deputado estadual Flávio Serafini detalha situações críticas nestas mesmas cidades. Entre os pontos mais graves estão o empenho de R$ 6 milhões para serviços básicos que não foram entregues, como a rede elétrica dos Cieps 193 e 457, e o pagamento de R$ 270 mil por placas solares no Ciep Wilson Mendes que nunca foram instaladas.

A reportagem da Folha solicitou nota oficial à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) sobre cada uma das irregularidades denunciadas pelo deputado, incluindo a falta de funcionários, o abandono de laboratórios e os riscos de incêndio, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O silêncio da pasta contrasta com a gravidade dos relatos, que incluem o desabamento de reboco sobre alunos e o fato de diretoras precisarem pagar a internet da unidade do próprio bolso para garantir o funcionamento administrativo.

Além do descaso com a manutenção, o cenário revela um possível erro de planejamento logístico e financeiro. Prédios da Faetec que custaram centenas de milhares de reais permanecem fechados ou sem uso, enquanto escolas situadas em áreas de conflito de facções criminosas, como o C.E. Professor Cordelino Teixeira Paulo, no Jardim Peró, sofrem com invasões sistemáticas e falta de climatização.

Para aprofundar o debate sobre as medidas práticas e a fiscalização desses recursos, a Folha conversou com o deputado estadual Flavio Serafini, membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tem acompanhado de perto a situação das unidades.

Folha - O relatório cita o Ciep 193 (Wilson Mendes) e o 457 (José Elias), onde cerca de R$ 6 milhões foram empenhados, mas serviços básicos como rede elétrica não foram entregues, embora necessários. O seu mandato já acionou o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para investigar essas empresas específicas, como a Top Firen e a Total Eirect?
Flávio - Nosso mandato tem fiscalizado o direito à educação no Estado do Rio e isso passa pela condição de infraestrutura das escolas. Nós enviamos ofício à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc/RJ) e demos tratamento em reuniões a respeito. No caso do MP, nós oficiamos por meio de representação para que tome medidas emergenciais para assegurar o pleno funcionamento das unidades escolares e que as respectivas empresas apresentem os necessários esclarecimentos.

Folha - No Ciep 357, você aponta um gasto de R$ 1,4 milhão apenas em pintura, enquanto laboratórios seguem encaixotados. Como a Comissão de Educação da Alerj avalia esse critério de prioridades da Seeduc?
Flávio - Não estou na presidência da Comissão de Educação. Já presidi na legislatura passada, porém, nessa legislatura sou membro titular. Falo desse lugar. E sempre fiz o debate sobre a prioridade dos investimentos em educação, denunciando a falta de planejamento das diversas gestões da Seeduc nos últimos anos. É escandaloso. Gastou-se milhões de Reais em livros paradidáticos, mobiliário entre outros, sem o necessário diálogo com as direções das escolas. No caso do Ciep e em todos os outros, defendemos que a prioridade deve ser apontada por quem está no chão da escola, quem sabe das necessidades mais urgentes e dos arranjos possíveis para fazer a boa manutenção do prédio e a melhoria das condições de estudo para os estudantes simultaneamente.

Folha - O relatório menciona prédios da Faetec inaugurados que nunca funcionaram em Cabo Frio e Tamoios, custando centenas de milhares de Reais. O que impede o funcionamento dessas unidades? É falta de pessoal ou erro de planejamento logístico?
Flávio - Isso. Uma unidade fica dentro do terreno do Ciep 357 José de Dome no Tangará, e outra dentro do terreno do Ciep 331 Lysia Bernardes, no 2º distrito de Cabo Frio, em Tamoios. A unidade do Tangará foi inaugurada, tem placa de inauguração com os nomes do ex-governador Cláudio Castro, Dr. Serginho, prefeito de Cabo Frio, e do ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, mas nunca foi utilizada. É um prédio novo e ao mesmo tempo sem uso, fantasma. No segundo caso, existem cadeiras novas, mesas novas, material de anatomia e ciências, e tudo parado dentro da unidade, mais um prédio novinho e sem utilidade. Certamente são unidades que deveriam favorecer alunos e a sociedade. Pelo que acompanhamos, não há nenhum planejamento da Secretária de Ciência e Tecnologia, e provavelmente não existe prazo para funcionamento. Isso precisa ser investigado. Existe ainda, outro escândalo da Faetec, em Tamoios, que era para ser inaugurada em 2023, onde a construtora responsável pelas obras recebeu 70% do recurso, proveniente do Pacto-RJ, em que R$ 155 milhões foram usados para essa Faetec e mais sete no estado. As obras seguem paradas há mais de um ano.

Folha - No caso do C.E. Cordelino Teixeira Paulo a direção pede a volta do Proeis. Acredita que a solução para as escolas naquela área de Cabo Frio passa apenas pela segurança armada ou há uma falha na estrutura física que facilita essas invasões (como o muro que o tráfico abre sistematicamente)?
Flávio - Entendo que o pleito da direção é legítimo, mas insuficiente. Outras medidas são necessárias, como a revitalização de toda a estrutura da escola (salas de aula, refeitório, quadra e muro) e fortalecê-la como equipamento público a serviço de toda a comunidade. É fundamental ter um quadro completo dos profissionais da educação que também incluam orientadores educacionais, inspetores escolares e de porteiros. Vale dizer que a escola faz um excelente trabalho com as condições que possui, promovendo a educação e a aprovação de estudantes no Instituto Federal Fluminense.

Folha - Em Iguaba Grande (Ciep 457) há relatos de princípios de incêndio e reboco caindo em alunos. Qual a solução mais urgente para essa escola, com objetivo de garantir a continuidade das aulas, mas de forma segura?
Flávio - No caso de Iguaba o problema já atingiu um aluno durante a atividade de Educação Física. Por sorte não teve algo ainda mais grave. A quadra e banheiros estão com diversos problemas estruturais, hidráulicos e elétricos. A urgência é que a Seeduc autorize que a escola possa gastar o recurso que já está na conta da escola para realizar as obras que forem necessárias e que, o quanto antes, uma empresa séria seja contratada pela direção da escola para as intervenções urgentes no Ciep, começando pela parte elétrica, prioritária para aquela direção.

Folha - Além das visitas e do relatório, quais são os próximos passos práticos? Haverá convocação da Secretaria de Educação para prestar esclarecimentos na Alerj?
Flávio  - Uma nova gestão assumiu a Secretaria de Estado de Educação e apresentamos uma lista de escolas com prioridade para que questões de obras fossem resolvidas. Estabelecemos um calendário permanente de acompanhamento e esperamos que a postura republicana prevaleça para que, com diálogo, possamos resolver. Foi reafirmado um novo entendimento para obras por descentralização, com limite de até R$ 230 mil. Demandas que ultrapassem esse valor poderão ocorrer, mas seguirão outro fluxo administrativo. Nesse sentido, a EMOP voltará a assumir protagonismo nas obras estruturais da rede. Ficou acordada a realização de reuniões periódicas, a cada 10 a 15 dias, para monitoramento da situação das escolas, além da manutenção de um canal aberto para envio de novos casos. Estamos fazendo o que é possível em absoluto respeito à prática legislativa. Para tratar desse tema, a Comissão de Educação é, regimentalmente, o espaço adequado para fazer convites e/ou convocações. Pautar isso depende da disposição do Deputado que a preside.

Folha - Como vê o impacto dessa precarização no projeto das ETECs? É possível falar em "escola tecnológica" quando uma diretora precisa pagar a internet do próprio bolso para a escola não parar?
Flávio - A precarização atinge diversos projetos que a Seeduc em algum momento apresentou como pilotos: as ETEC&#39;s, as salas makers. Segundo levantamento recente do Sepe, aproximadamente 77% dos professores nunca recebem, ou recebem raramente tablets ou computadores, de uma rede em que 75% das escolas não disponibilizam internet nunca, ou raramente, e que 73% dos profissionais precisam utilizar suas próprias ferramentas tecnológicas. Por outro lado, os gastos bilionários em projetos que não tem nenhuma relação com a realidade da escola: compras de softwares e pacotes onde nem 10% dos alunos acessam, em que livros são comprados e os alunos sequer usam, de uniformes que chegam no final do ano, entre outros. Nós temos precarização combinada com planejamento muito ruim em um Estado que sequer possui um Plano Estadual de Educação. O resultado do IDEB expressa essa realidade que combina gastos questionáveis, planejamento discutível e os piores salários do Brasil aos educadores. A tragédia é anunciada!

Folha - Acredita que há uma falha de fiscalização da Seeduc?
Flávio - Entendo que muitos processos devem ser aperfeiçoados para garantir o bom investimento e a transparência com os gastos, e isso não é uma questão gerencial e de controle, é preciso vontade política para fazer diferente. Defendo que a definição das prioridades passe pelas comunidades escolares, onde os Conselhos Escolares podem representar a primeira instância de fiscalização, que os investimentos em projetos educacionais sejam previamente debatidos com os profissionais da educação, que as direções das escolas sejam consultadas sobre as intervenções necessárias. Os Conselhos Estaduais da Educação e do Fundeb também podem exercer papel relevante com sua capacidade de fiscalização fortalecida. E, sem dúvida, a Alerj e os órgãos de controle têm papel central na garantia do direito à educação.
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			<title><![CDATA[Em livro, Thais Pessanha transforma deficiência em história de humor, afeto e reflexão ]]></title>
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			<updated>2026-04-08T17:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Entre gargalhadas, sustos e situações improváveis, o novo livro de Thais Pessanha, Dias de Sol, chega ao público como um convite sensível e bem-humorado para repensar a forma como a sociedade enxerga a deficiência. Publicada pela editora Oficina Raquel, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ, a obra reúne relatos autobiográficos que percorrem infância, adolescência e vida adulta da autora, marcada pela convivência com a Osteogênese Imperfeita, uma condição genética rara conhecida como “ossos de vidro”. O lançamento na Região dos Lagos será no próximo dia 10, na Biblioteca Firjan SENAI-SESI, em São Pedro da Aldeia.

– Dias de Sol nasce da observação do cotidiano. Não de grandes feitos, mas das pequenas situações que revelam como o mundo ainda não está preparado para todos os corpos e como nós, pessoas com deficiência, que aprendemos, pelo bem da nossa saúde mental, a focar nas pequenas luzes que encontramos pelo caminho mesmo em dias nublados ou de tempestade. Lançar este livro agora é um convite para olhar para as pessoas com deficiência com mais honestidade, menos clichê e, quem sabe, com mais escuta e leveza. Se causar algum incômodo, melhor ainda: é a partir daí que começa a mudança - comenta a autora.

Nascida em Macaé (RJ), Thais Pessanha já teve mais de 300 fraturas ao longo da vida. A experiência transformou sua vivência em inspiração para promover reflexão e transformação social por meio da literatura e dos esportes. Em Dias de Sol ela constrói uma narrativa que desafia estereótipos e desloca o olhar do drama para a experiência vivida em toda a sua complexidade. Entre episódios como uma ida caótica à praia, uma aventura em escadas rolantes ou uma simples tarde no shopping que se transforma em sequência de perrengues, a autora transforma o cotidiano em literatura viva, onde o riso não anula a dor, mas a ressignifica.

A Osteogênese Imperfeita, condição rara e sem cura, aparece como pano de fundo, nunca como limite narrativo. Ao contrário: é a partir dela que emergem histórias que revelam não apenas os desafios físicos, mas sobretudo as barreiras sociais impostas pelo capacitismo. Em um mundo ainda pouco preparado para lidar com a diferença, Thais opta por um caminho potente: contar suas próprias histórias com leveza, ironia e precisão.

A escrita, marcada por ritmo ágil e observação aguçada, evidencia o absurdo de situações corriqueiras (como obstáculos urbanos, falta de acessibilidade e reações constrangedoras) ao mesmo tempo em que destaca a força do afeto, da amizade e da autonomia.

– Não é banalizar a doença, e sim aprender a tratá-la com a naturalidade e leveza devidas - aponta a autora, ao defender o humor como ferramenta de enfrentamento e transformação.

Reconhecida por sua atuação como escritora, curadora e ativista, Thais Pessanha amplia, com este livro, um trabalho já consolidado de promoção da inclusão e da representatividade. Autora premiada, professora e mediadora literária, ela atua diretamente na construção de espaços mais acessíveis no campo cultural, sendo também idealizadora do Clube de Leitura Ossos de Pássaro, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025. Sua trajetória, que inclui ainda a condução das Tochas Olímpica e Paralímpica Rio 2016, reforça o compromisso com a ampliação de vozes historicamente invisibilizadas.

Praticante de esportes como skate e caiaque, ela também é autora do premiado livro Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento (Prêmio Literário Clarice Lispector), participante da antologia Poesia Agora Verão 2021 (Editora Trevo), confreira da Academia Macaense de Letras, Embaixadora Brasileira do Cordão de Girassol (movimento internacional de conscientização sobre deficiências raras e ocultas) e vice-presidente da Associação Pestalozzi de Macaé (ONG que cuida de crianças e jovens com deficiência).
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			<title><![CDATA[Deputado tenta barrar decreto que facilita degradação ambiental na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-08T16:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) protocolou na Assembleia Legislativa (Alerj) um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do Decreto nº 50.236, publicado pelo ex-governador Cláudio Castro em seus últimos dias de mandato. A medida de Castro revogou, de uma só vez, os planos de manejo de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs), algumas delas localizadas na Região dos Lagos.

Plano de Manejo é o documento que estabelece o zoneamento de uma unidade de conservação, definindo o que pode e o que não pode ser construído, além de estabelecer normas para o uso de recursos naturais. O decreto de Castro, publicado em Diário Oficial no último dia 19, suspende todas as regras de uso e ocupação do solo de áreas ambientais como as APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá. O argumento utilizado na publicação é a necessidade de atualização desses documentos técnicos conforme a Resolução Inea nº 180/2019, que prevê novas metodologias para a gestão das unidades de conservação.

Embora o artigo 2º do decreto de Castro afirme que o grau de proteção dos novos planos (que passariam a ser aprovados por resolução do Inea e não mais por decreto do governador) não poderá ser reduzido, a medida gerou alerta imediato em ambientalistas e parlamentares. O parágrafo único do decreto vincula a eficácia da revogação à aprovação prévia dos novos planos, mas a mudança na hierarquia das normas (retirando o poder de decisão do governador para delegá-lo ao Conselho Diretor do Inea) é considerado um dos pontos centrais da polêmica.
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no MART" apresenta 6ª edição com conto de Marcelino Freire]]></title>
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			<updated>2026-04-07T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O projeto "Leituras no MART", iniciativa do coletivo #Mulherada que Escreve em parceria com a Sophia Editora e o MART, chega à sua 6ª edição nesta terça-feira, 7 de abril, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), em Cabo Frio.

O encontro propõe a leitura do conto "Da paz", do escritor Marcelino Freire. Natural de Sertânia, Pernambuco, o autor é um dos nomes mais reconhecidos da literatura brasileira contemporânea. Em 2006, ele recebeu o Prêmio Jabuti com o livro Contos Negreiros.

Após mergulhar, em 2025, em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o projeto inaugura o primeiro semestre de 2026 com uma imersão no tema "Memória e identidade feminina", privilegiando contos de autores diversos que lançam luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil.

O formato, já marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional: são desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.

A iniciativa é idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). O institucional é da Editora Sophia e da Folha dos Lagos. As sessões acontecem sempre na primeira terça-feira de cada mês.

SERVIÇO Evento: 6ª edição do Projeto Leituras no MART Obra: Conto "Da paz", de Marcelino Freire Data: 7 de abril de 2026 (terça-feira) Horário: 18h.  Local: MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[MPF flagra lixo e barracas irregulares na orla da Praia do Forte, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-03T16:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) flagrou, nesta sexta-feira (3) uma série de irregularidades na Praia do Forte, em Cabo Frio. Segundo o procurador da República, Leandro Mitidieri, a fiscalização aconteceu por conta do feriado prolongado da Semana Santa, com o objetivo de verificar situações relativas ao descarte de lixo na orla.

À Folha, Mitidieri disse que durante a vistoria foi verificado acúmulo de lixo nas dunas, um quadriciclo transitando na orla, uma barraca sem licença e algumas barracas sem as lixeiras grandes na frente. A operação do MPF foi acompanhada por agentes de apoio da Prefeitura de Cabo Frio, que segundo o procurador, resolveram todos os problemas detectados, e recolheram a barraca sem licença.

O despejo de lixo na orla da Praia do Forte não é um caso isolado. No último dia 25, durante um mutirão pela Semana Nacional de Limpeza dos Mares, voluntários do projeto Mar Sem Lixo recolheram cerca de 62kg de lixo em apenas 40 minutos. A ação integrou a programação do Futuro Azul Summit 2026, e contou com apoio da Jataí Investimentos e de alunos do CIEP 262 Curvelina Dias Curvello, de São Pedro da Aldeia.
 
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			<title><![CDATA[Plano de carreira de Búzios avança, mas trava em pagamento por escolaridade após um ano]]></title>
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			<updated>2026-04-02T13:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Política"/>

			<content><![CDATA[Mais de um ano após a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores municipais de Búzios, um dos seus principais pilares segue sem sair do papel: a progressão por escolaridade. Previsto em lei como mecanismo de valorização profissional, o benefício já teve processos administrativos analisados e reconhecidos, mas ainda não resultou em pagamento aos servidores.

A ausência de regulamentação específica é apontada como entrave. Segundo entendimento jurídico, a aplicação dependeria de decreto e também de uma lei complementar que ainda não foi encaminhada pelo Executivo.

“O plano está em funcionamento, mas não está completo. A progressão por escolaridade é parte essencial e ainda não aconteceu. Isso cria um risco real de a lei não ser cumprida integralmente”, afirma o analista de sistemas André Castro, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Búzios (SERVBÚZIOS).

Apesar do impasse, o PCCR já apresenta avanços concretos. O plano reorganizou carreiras, corrigiu distorções salariais e implantou critérios mais claros de evolução funcional. A progressão por tempo de serviço já está em vigor e trouxe maior previsibilidade à trajetória dos servidores.

A conquista é resultado de uma mobilização histórica da categoria, construída ao longo de quase três décadas e consolidada em 2024, durante a gestão do prefeito Alexandre Martins. O processo envolveu comissões, sindicato e técnicos, reunindo contribuições acumuladas desde gestões anteriores.

Entre os nomes que participaram da construção estão servidores como Alessandri Adriano, nas bases iniciais do projeto, e Renata Guimarães, que atuou na organização da comissão de valorização. O atual presidente do SERVBÚZIOS, Flávio Neves, teve papel relevante na articulação sindical e nas iniciativas judiciais que impulsionaram o avanço do plano.

Para André Castro, além de corrigir distorções históricas, o PCCR tem impacto direto na qualidade do serviço público.

“Quando o servidor tem valorização e perspectiva de crescimento, isso se reflete diretamente no atendimento à população.”

Ainda assim, o cenário atual exige atenção. Sem a implementação completa, o plano corre o risco de não cumprir integralmente os objetivos para os quais foi criado.

“A aprovação foi um marco, mas é preciso garantir a execução total. O plano não pode ficar incompleto.”

A expectativa é que o Executivo avance na regulamentação e encaminhe os instrumentos legais necessários para destravar a progressão por escolaridade. Até lá, o PCCR segue como uma conquista importante — porém ainda incompleta.
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			<title><![CDATA[Espetáculo 'Vamos Vadiar' retorna aos palcos com apresentações no estado do Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-04-02T12:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo “Vamos Vadiar” retorna aos palcos em 2026 com uma nova adaptação e apresentações em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. Após sessão no Teatro Popular de Rio das Ostras, no dia 20 de março, as próximas apresentações serão no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, no dia 3 de abril, e no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), em Maricá, no dia 17 de abril.

A montagem teve sua primeira apresentação em sessão única no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, em 2 de dezembro de 2023.
 Realizado sem patrocínio ou apoio financeiro, o espetáculo reuniu aproximadamente 180 pessoas, demonstrando o interesse do público por propostas artísticas ligadas à cultura popular e às tradições afro-brasileiras.

“Vamos Vadiar” é um musical que reúne música ao vivo, dança e teatro, propondo uma experiência sensorial e coletiva inspirada em manifestações culturais africanas em diáspora no Brasil. As cenas são conduzidas por diferentes instrumentos, como tambores, agogôs, berimbaus e violão, que acompanham danças e ritmos de tradições populares como capoeira, jongo, coco, samba de roda, afoxé e maracatu, além de momentos de interação com a plateia.

A dramaturgia utiliza a metáfora do rio e de suas margens, evocando a água como guardiã da memória, o ventre feminino como espaço de proteção e origem, e a ginga como expressão do corpo que resiste. O espetáculo propõe uma reflexão poética e política sobre a ancestralidade, os territórios culturais e os saberes que nascem e se fortalecem em espaços historicamente marginalizados. A escolha da vadiagem como tema central surge como gesto de resistência e afirmação cultural. No espetáculo, a vadiagem é apresentada como um modo de viver que questiona as lógicas produtivistas da sociedade contemporânea, valorizando o tempo, a conexão com a natureza e os conhecimentos ancestrais.

Ao mesmo tempo, a obra denuncia o uso exploratório dos corpos negros e periféricos e celebra o reencontro ancestral de corpos vadios como forma de amor, memória e resistência. Os intérpretes são integrantes do Coletivo Vadeia Aldeia, grupo cultural criado em 2021, na cidade de São Pedro da Aldeia.

O coletivo é formado majoritariamente por pessoas negras — educadores, capoeiristas, artistas e brincantes da cultura popular — que se dedicam à pesquisa, ao compartilhamento e à difusão de manifestações culturais afro-brasileiras, sempre em diálogo com mestres e mestras das tradições populares. O espetáculo também conta com a participação de artistas convidados: Alex Salles, Jotta Percussão, Mayla Árvore, Nina Estrela, Renata Magrela e Vinicius Lobo.

O espetáculo “Vamos Vadiar” é um evento com ações de democratização e acessibilidade. Entre as medidas, estão a contratação de intérpretes de Libras e a gratuidade para estudantes de escolas públicas.

A Circulação “Vamos Vadiar” é fomentada pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio com recursos da Lei Aldir Blanc.

Detalhes da apresentação, estarão disponíveis na página do Coletivo Vadeia Aldeia no Instagram, perfil @vadeia_aldeia.
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			<title><![CDATA[Justiça determina novo despejo da ocupação Casa Inês Etienne Romeu em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-01T14:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Casa de Referência Inês Etienne Romeu, em Cabo Frio, foi alvo de uma nova ordem de despejo na manhã desta quarta-feira (1º). A desocupação forçada aconteceu exatamente 18 dias após o Movimento de Mulheres Olga Benário ter assumido, no último dia 14, o imóvel de um antigo frigorífico abandonado no bairro Guarani. Com o cumprimento do mandado judicial, o funcionamento do centro de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade na Região dos Lagos foi novamente interrompido. Um protesto contra o despejo foi convocado para acontecer hoje, às 18h30, na praça do bairro Manoel Corrêa, ao lado do CRAS. A Folha não conseguiu localizar o proprietário do imóvel.

Essa é a segunda vez em menos de um ano que a Casa Inês Etienne é despejada em Cabo Frio. A primeira foi em julho do ano passado. Na ocasião, o Movimento Olga Benário ocupava desde novembro de 2023, um imóvel público, também abandonado, no bairro Itajuru. A primeira ação de despejo (Processo Nº 0042191-81.2025.8.19.0001) foi pedida pelo governo municipal sob alegação de que o imóvel precisava de obras essenciais para a conservação do espaço”, e também “com o objetivo de garantir a proteção da área e sua adequada utilização pela população”. O despejo desta semana teria sido solicitado pelo proprietário do imóvel.

Em vídeo postado nas redes sociais, Pétala Cormann, coordenadora estadual do Movimento Olga Benário e da Casa Inês Etienne Romeu, questionou “o quão perigosas são as mulheres que lutam pelo fim da violência contra a mulher”. 

– Nessa manhã, a polícia veio aqui despejar a Casa de Mulheres Inês Etienne Romeu, com todo aparato e uso da força policial, para (despejar) mulheres que parecem ser muito perigosas e representar uma grande ameaça, simplesmente por ter uma casa para acolher mulheres em situação de violência em um imóvel que estava há anos abandonado, sem cumprir nenhuma função social. Simplesmente pelo fato de que nós estávamos usando esse imóvel para revitalizar e construir essa casa para que possa ter mais um aparelho na cidade para acolher as mulheres em situação de violência. Inclusive, aqui no mandato de despejo, o próprio proprietário diz que a casa estava sendo usada para acolher as mulheres em situação de violência, o que prova como é absurdo as ações que não se importam com a vida das mulheres. Porque quando uma mulher está sofrendo uma situação de violência, quando tem uma mulher vítima de feminicídio, onde estão tantas viaturas de polícia? Onde está tanta polícia para proteger as mulheres que sofrem violência na nossa cidade? Enquanto no nosso país, a cada seis horas, uma mulher morre em situação de violência, morre por feminicídio, e a cada seis minutos, uma mulher é estuprada no nosso país, hoje a polícia só serve para defender os interesses da propriedade privada. Quando o nosso povo precisa, quando o nosso povo está em perigo, onde está a polícia para defender esses espaços? Onde está a polícia para defender as mulheres que sofrem violência? - questionou Pétala.

Em post nas redes sociais, a ativista lembrou que “neste ano em que a ocupação Inês sofre mais um despejo, uma idosa de 70 anos foi estuprada a caminho da UPA, e uma recém nascida de 27 dias foi estuprada pelo pai na mesma cidade”.

– Não abaixaremos a cabeça. Enquanto as mulheres ainda sofrerem violência e as nossas vidas forem menos importantes do que um espaço há anos abandonado, que só servia pra especulação imobiliária, seguiremos em luta - avisou Pétala. Também nas redes sociais, o Movimento Olga Benário lembrou que o novo despejo da Casa de Referência Inês Etienne Romeu aconteceu na “data que marca os 62 anos do golpe militar no Brasil”.

Inês Etienne Romeu foi a única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da época da ditadura que aterrorizou o país. “Apesar da repressão, seguiremos em luta por uma sociedade onde as forças do Estado sirvam para proteger nossas vidas e defender o povo”, declarou o Movimento Olga Benário.
 
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			<title><![CDATA[Qualificatur Costa do Sol inicia aulas EAD em Búzios; Arraial do Cabo segue com inscrições
]]></title>
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			<updated>2026-04-01T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As aulas do Qualificatur Costa do Sol já estão em andamento em Armação dos Búzios. A etapa na modalidade EAD teve início no último dia 27 de março e marca o começo das atividades do programa de qualificação profissional na região.

Nesta fase, os participantes cumprem a parte online da formação, que corresponde a 80 horas da carga horária total de 100 horas. As outras 20 horas serão presenciais, com encontros previstos para acontecer posteriormente no polo escolhido.

A organização orienta que os candidatos fiquem atentos ao WhatsApp e aos demais contatos informados no momento da inscrição, já que as comunicações oficiais sobre participação e início das atividades são enviadas por esses canais.

Enquanto Búzios já iniciou as aulas, outros municípios ainda seguem com inscrições abertas. Em Arraial do Cabo, o prazo vai até o dia 3 de abril. Já em Cabo Frio, as inscrições foram encerradas no último dia 27.

Segundo o presidente do Condetur Costa do Sol, Marco Navega, o início desta etapa representa um avanço importante para a região. “Esse é um passo concreto para fortalecer o turismo regional, qualificando profissionais que estão diretamente ligados à experiência do visitante”, destacou.

O Qualificatur Costa do Sol é um programa voltado aos setores de turismo, hotelaria e gastronomia, com a meta de capacitar 750 pessoas em oito municípios da região. Nesta primeira etapa, são ofertadas 300 vagas gratuitas, distribuídas entre Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio, com 100 vagas para cada cidade.

Entre os cursos disponíveis estão: camareira(o), governanta, garçom/garçonete, bartender e recepcionista de hotel, com turmas de 20 alunos por formação. A iniciativa busca qualificar a mão de obra local e elevar o padrão de atendimento ao visitante.

Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com prioridade para beneficiários do Seguro-Desemprego, inscritos no SINE e no CadÚnico, além de vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PcD) e idosos com 60 anos ou mais.

As inscrições devem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram @qualificatur (https://www.instagram.com/qualificatur). O preenchimento do formulário não garante vaga automática. Os candidatos selecionados receberão as próximas orientações pelos contatos informados no cadastro.

O programa é realizado pelo Condetur Costa do Sol, com patrocínio do Programa Manoel Quirino, por meio da Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
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			<title><![CDATA[Joalheria de Cabo Frio prepara chegada a Niterói e mira expansão através de franquias]]></title>
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			<updated>2026-03-31T18:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A joalheria Arte In Ouro, criada em Cabo Frio, se prepara para ampliar sua presença no estado do Rio de Janeiro com a inauguração de mais uma unidade, desta vez no Shopping Plaza, em Niterói, no dia 27 de abril. A loja será a de número nove da marca, que já atua em diferentes regiões fluminenses e projeta crescimento estruturado com a implantação de um modelo de franquias a partir de 2027.

O movimento faz parte de uma estratégia desenhada nos últimos anos, que ganhou força em fevereiro, quando a Arte In Ouro deu mais um passo rumo ao futuro: a inauguração de um espaço conceito no Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, consolidou a criação de uma nova identidade visual que, segundo o diretor de marketing da joalheria, Davi Cezarete, vai servir como base para o projeto de expansão através do modelo de franchising.

– A loja do Park Lagos foi planejada como uma unidade modelo, com tudo padronizado para que possa ser replicado nas próximas unidades. Até porque, quando falamos em franquia, não é só abrir novas lojas, é garantir que a experiência, o atendimento e o conceito sejam exatamente os mesmos em qualquer lugar do país - explica Davi.

À Folha, ele também contou que a expansão para Niterói representa mais um passo dentro de um planejamento nacional que mantém as raízes na cidade onde tudo começou.

– A gente está levando a marca para outros mercados, mas sem perder a essência de Cabo Frio, que é onde a Arte In Ouro nasceu. A loja de Niterói chega como a nona unidade, mas já temos uma décima em planejamento. E a partir da décima primeira a ideia é que o crescimento aconteça por meio de franquias. Esse modelo já está sendo estruturado para começar a ser implantado a partir de 2027 - explicou.

Com 13 anos de atuação, a Arte In Ouro possui lojas nas regiões dos Lagos, Serrana e Norte Fluminense, incluindo cidades como Cabo Frio, Araruama, Rio das Ostras, Maricá, Macaé e Nova Friburgo. Ao todo, são cerca de 100 postos de trabalho diretos e indiretos. O crescimento, no entanto, não seguiu um caminho linear. A história da marca começa muito antes da primeira vitrine, em um cenário bem distante do que hoje se vê nas unidades da rede.

– O sonho da Arte In Ouro começou na área de serviço de uma casa no bairro Jacaré, em Cabo Frio. O idealizador da marca era um adolescente de 13 anos, filho de um funcionário público que sustentava a família com um salário mínimo. Ele decidiu que precisava ajudar em casa, e para isso estudava à noite e, durante o dia trabalhava como auxiliar de serviços gerais em uma joalheria no Centro. Saía de casa, de bicicleta, às 9h, e só voltava às 22h. No pouco tempo livre, montou um mini ateliê dentro de casa, no meio de baldes, tanque e máquina de lavar. Foi ali que começaram a surgir as primeiras peças personalizadas, como anéis de formatura e alianças - contou Davi.

O que começou de forma improvisada evoluiu para um projeto mais ambicioso: a abertura da primeira loja física da Arte In Ouro.

– Era um sonho que nasceu muito cedo e que foi construído com muito esforço. Foi um investimento grande, que consumiu todas as economias. Mas, pouco tempo depois da inauguração, a loja foi assaltada e o prejuízo chegou a quase 70% de tudo que tinha sido investido. Foi um momento muito difícil, que poderia ter encerrado nossa história ali - relembra.

A decisão, no entanto, foi seguir em frente. Segundo Davi, a mudança de endereço em busca de mais segurança e melhor posicionamento foi o primeiro passo, e acabou marcando uma virada na trajetória da empresa.

– Ao invés de desistir, mudamos de ponto: fomos para um local mais estratégico no Centro de Cabo Frio, onde as vendas aumentaram ainda mais. Esse processo forçou uma profissionalização que talvez não acontecesse naquele momento se tudo tivesse dado certo desde o início. Hoje, a gente olha para trás e entende que aquela dificuldade foi determinante para o tamanho do negócio que temos hoje - afirma.

Esse novo modelo inclui, entre os diferenciais, o ouro de reuso, prática baseada na economia circular. A empresa compra peças antigas, reaproveita o metal e o transforma em novas joias com design autoral.

– A gente trabalha com um conceito que reduz a dependência da extração de novos recursos. É uma escolha que tem impacto ambiental e também posiciona a marca de forma diferente no mercado - explicou o diretor de marketing da joalheria.

Com a chegada a Niterói e a estruturação do franchising, a Arte In Ouro entra em uma nova fase, mantendo como ponto de partida a história construída em Cabo Frio.

– A empresa continua sendo familiar e carrega valores muito fortes de origem. A gente quer crescer, alcançar outros estados, mas sem perder essa identidade. É isso que sustenta o projeto e que dá sentido a tudo que foi construído até aqui - conclui.
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			<title><![CDATA[Março marca retomada das atividades do projeto "N'GOMA IAIÁ!", do Coletivo GRIOT, de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-31T17:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mês de março marcou a retomada das atividades do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, dentro do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", que promove oficinas de percussão feminina e atividades itinerantes de formação cultural.

Após um período de recesso, foram reiniciadas as oficinas de percussão, às segundas-feiras; e de dança afro, às quintas, no espaço GRIOT, próximo à rodoviária, sempre das 19h às 20h30. Ainda há vagas em aberto e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (22) 99953-1204.

Além  disso, o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, foi repleto de atividades, incluindo uma apresentação de Maracatu na abertura da 35ª Semana Teixeira e Sousa, em Cabo Frio, juntamente com o Grupo Tambor de Cumba (RJ). Na mesma data, foi feito o primeiro ensaio aberto visando ao grande cortejo, que será realizado no Canto do Forte, no dia 31 de maio. 

Ambas as atividades contaram com a participação da Mestra Aninha Catão, bailarina e coreógrafa do Maracatu Tambor de Cumba (RJ) e do Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico (PE).

Ainda como parte da programação da Semana Teixeira e Sousa, o Coletivo GRIOT, por meio do Tambor do Iaiá, promoveu uma roda de Jongo e Coco para o público que acompanhava o evento literário e cultural na Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio. Colocando em prática os ensinamentos de dança e percussão passados pela Mestra Márcia Fonseca, também foi feita uma apresentação coreográfica, de representação dos orixás.

As atividades e ensaios visando ao cortejo continuam nas próximas semanas e, além das oficinas regulares, a programação conta com outros dois ensaios abertos, marcados para os dias 11 de abril e 23 de maio.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, em escolas da rede pública de Cabo Frio e na Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo, no bairro Monte Alegre.

"O projeto é uma forma importante de levar essa formação cultural, que é tão discriminada na sociedade, de forma mais ampla. A gente vai trabalhar com os terreiros, nas escolas, e na periferia de Cabo Frio. Essa forma ampla de trabalhar a formação cultural visa atrair mulheres e pessoas que se identificam com a proposta", destaca a diretora-geral do projeto e do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, professora e Mestra Márcia Fonseca.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O calendário de atividades também está disponível pelo link https://drive.google.com/file/d/1NIC0Z_PrF2qfKX90dL5rHsB5_jdZNRJ6/view?usp=drivesdk e nas redes do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT: @griot_cabofrio e @tambordeiaia_griot. 

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" tem o apoio da Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo; da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

Sobre o GRIOT: 

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas.  

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[São Pedro da Aldeia lança festival gastronômico com pratos exclusivos e preços fixos]]></title>
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			<updated>2026-03-31T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[De 30 de abril a 17 de maio a Região dos Lagos vai ganhar mais uma deliciosa novidade em seu calendário de eventos: a primeira edição do Festival Aldeia Gastronômica, em São Pedro da Aldeia. A festa da boa mesa acontecerá seguindo o mesmo modelo de sucesso do Festival Sabores de Cabo Frio (que este ano completa 12 anos), e vai celebrar o outono, uma das estações mais agradáveis para visitar a região.
 
Inspirado na cultura e nos sabores aldeenses, o evento exalta a identidade e as tradições da bucólica cidade de São Pedro, que combina lagoa e salinas, urucum e aroeira, além de pescadores, quilombolas e produtores rurais. A criatividade dos mais de 25 restaurantes participantes promete ser o ponto alto do Aldeia Gastronômica. Cada estabelecimento vai criar um prato exclusivo, explorando ingredientes locais e receitas típicas, representando o melhor da culinária local..
 
– Um dos objetivos do festival é fortalecer a comunidade através da gastronomia. Por isso, além de proporcionar experiências, o evento busca movimentar a cadeia produtiva local, apoiar os negócios da região e impulsionar o turismo na baixa temporada - contou Maria Inês Oliveros, da Tropic Produções, empresa realizadora do evento.
 
Os estabelecimentos participantes do Aldeia Gastronômica podem oferecer pratos principais, sanduíches ou sobremesas exclusivas, que serão servidos nas próprias casas durante o período do evento, a preços fixos: de R$ 69 a R$ 99 (prato principal), de R$ 39 a R$ 49 (sanduíche) e de R$ 19 a R$ 39 (sobremesa). Para saber quem está participando desta primeira edição, basta seguir o Instagram @festivalaldeiagastronomica

O evento conta com patrocínio da Prolagos e apoio do Sebrae; Associação Comercial, Turística, Industrial, e Agrícola de São Pedro da Aldeia; Boibom; LM Distribuidora; Prefeitura de São Pedro da Aldeia; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Subsecretaria Estadual de Gastronomia.
 
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			<title><![CDATA[Após protestos, prefeito de Cabo Frio recua e anuncia redução drástica nos valores da taxa de lixo]]></title>
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			<updated>2026-03-31T10:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Pouco mais de um mês após a onda de protestos e a judicialização que marcou a implementação da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRSD) em Cabo Frio, o prefeito Serginho Azevedo anunciou, nesta segunda-feira (30), uma revisão completa na forma de cobrança do tributo. Em vídeo publicado nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que a decisão visa melhorar a vida das pessoas e garantir justiça social, estabelecendo novos valores que ele classificou como "bem pequenininhos" para a maior parte da população.

A principal mudança é a fixação de novos tetos baseados na metragem quadrada de área construída. Segundo o prefeito, a nova tabela contempla mais de 90% das residências da cidade com valores anuais que variam entre R$ 100 e R$ 250. Imóveis de até 30 metros², por exemplo, passarão a pagar R$ 100 por ano.Para casas entre 31 e 70 metros², o valor anual será de R$ 150, enquanto residências de 71 a 100 metros² pagarão R$ 200 por ano. Já os imóveis médios, de 101 a 300 metros quadrados, terão uma taxa de R$ 250 anuais. Para os imóveis de alto padrão, os valores serão maiores, variando entre R$ 405 e R$ 873 ao ano.

– A decisão boa é aquela que melhora a vida das pessoas. Vou rever quantas vezes for necessário para melhorar a sua vida. A partir de agora o valor vai ser bem pequenininho. Quem não tem condição não precisa pagar, e quem tem condição, vou pedir que colabore com o município de Cabo Frio - explicou o prefeito cabo-friense.

Serginho justificou a necessidade de redistribuição da taxa apontando uma injustiça cadastral: segundo ele Cabo Frio possui apenas 80 mil imóveis lançados, enquanto o último censo do IBGE indica o dobro de residências no município. Para corrigir isso, o prefeito informou que está investindo em regularização fundiária para entregar escrituras às famílias, o que permitirá distribuir o custo do serviço de limpeza de maneira mais justa entre todos os moradores. 

Uma das principais dúvidas dos contribuintes que já efetuaram o pagamento com base nos valores antigos também foi sanada no anúncio do prefeito. 

– Quem já pagou a taxa de coleta de lixo não vai ser injustiçado. Você vai ter um crédito tributário para compensar no ano que vem no seu IPTU e na sua taxa de lixo. Aquilo que você pagou maior nesses valores que eu mostrei para vocês, vocês vão compensar no ano que vem - garantiu.

A regra de isenção total do imposto permanece para quem não tem condições financeiras, bastando estar inscrito no Cadastro Único ou ser beneficiário de programas de assistência social do CRAS e CREAS. O pedido de isenção pode ser feito diretamente na Secretaria de Fazenda ou pelo site oficial do órgão.

A revisão dos valores também foi aplicada aos imóveis comerciais, com exceção dos grandes produtores de resíduos, como supermercados e estabelecimentos com mais de 300 metros². Para esses grandes geradores, o valor da taxa de lixo, segundo Serginho, será mantido no patamar maior. 

Em fevereiro deste ano a Folha havia noticiado que a implementação da nova Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (Lei Municipal Nº 4.523/2025) estava gerando uma onda de questionamentos e disputas judiciais. Instituída para cumprir o Marco Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020), a medida vinha dividindo opiniões: de um lado a Prefeitura alegava que a cobrança obedecia uma obrigatoriedade federal para evitar sanções fiscais, e do outro, os contribuintes, que criticaram a falta de transparência nos cálculos e os valores aplicados nos carnês de 2026.

O texto da lei municipal que criou a nova taxa, em novembro do ano passado, informa que ela tem como fato gerador “a utilização efetiva ou potencial dos serviços divisíveis de limpeza pública de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos”. Também determina que o contribuinte da chamada taxa de lixo é “o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título de imóvel alcançado pelo serviço de limpeza urbana” inscritos no cadastro imobiliário do município. Ela também lista como isentos de pagamento os imóveis cedidos ao município; as unidades ocupadas por famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico; entidades de assistência social e templos de qualquer culto. Sobre a base de cálculo, a legislação municipal diz que o valor médio apurado do custo da coleta será realizado pela Comsercaf em cada bairro nos últimos 12 meses, e que a cobrança será feita junto com o IPTU, “sendo assegurado o direito de parcelamento na mesma proporção do imposto”.

Apesar disso, várias denúncias revelavam que o valor da taxa de lixo estava superior ao valor do IPTU. Também surgiram relatos de vizinhos que foram cobrados em valores diferentes, mesmo morando em casas exatamente iguais.

– Para que se tenha uma ideia, o meu vizinho de porta, que mora numa casa igual a minha, recebeu um valor da taxa de R$ 794. A minha veio R$ 495. Detalhe: ele só vem a Cabo Frio em janeiro - relatou, na época, o professor José Francisco de Moura.

Por conta dessas disparidades denunciadas, a Associação de Moradores do Condomínio Bosque do Peró entrou na Justiça com mandado de segurança coletivo questionando a taxa. Na ação eles alegaram falta de transparência no detalhamento dos valores. Afirmaram também que os contribuintes foram surpreendidos com a cobrança próxima ao vencimento. A Justiça concedeu liminar parcial e determinou que a Prefeitura apresente o detalhamento do cálculo da taxa. A decisão também suspendeu a cobrança de juros e multas para os associados até que as informações sejam esclarecidas.
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			<title><![CDATA[Casa Inês Etienne Romeu reabre em novo endereço e retoma acolhimento em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-30T12:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quase oito meses após a reintegração de posse que desocupou a sede da antiga Casa de Referência Inês Etienne Romeu, no bairro Itajuru, em Cabo Frio, o Movimento de Mulheres Olga Benário retomou as atividades na cidade. Uma nova ocupação foi feita no último dia 14 de março em um antigo frigorífico abandonado há quase 20 anos na Rua Adolpho Beranger Júnior, nº 3.529 (perto do antigo Hospital da Criança), no bairro Guarani. Em entrevista à Folha, Pétala Cormann, coordenadora estadual do Movimento Olga Benário e da Casa Inês Etienne Romeu, disse que a nova estrutura vai permitir ampliação das atividades: além do acolhimento também serão oferecidas oficinas de alfabetização de jovens e adultos e rodas de conversa em uma área com maior número de cômodos para adaptação.

– Nossa ocupação aconteceu no dia em que o assassinato da vereadora Marielle Franco completou 8 anos. A ação fez parte da jornada nacional de luta do Movimento de Mulheres Olga Benário em defesa da vida das mulheres, onde 17 imóveis foram ocupados em todo país - revelou Pétala.

O abandono de cerca de duas décadas deixou marcas no imóvel que foi ocupado: além da sujeira e das paredes descascadas, o grupo encontrou diversos outros problemas.

– Assim que ocupamos providenciamos a limpeza, retirada de entulhos, mapeamento e isolamento das áreas de risco e laudos de engenheiro e arquiteta. Também fizemos reformas estruturais, pintura e instalação de luz e água - contou Pétala.

Por ser uma antiga empresa abandonada, a coordenadora da Casa de Referência Inês Etienne Romeu disse à Folha que o imóvel atual é bem maior do que o espaço que ocuparam até o ano passado no bairro Itajuru. Segundo Pétala, ele possui a planta de uma empresa com vários cômodos que podem ser adaptados para realização de atividades e acolhimento de mulheres em situação de violência. Ali, o grupo de mulheres quer oferecer acolhimento psicológico, jurídico e social, e também realizar oficinas, rodas de conversa, alfabetização para jovens e adultos, entre outros serviços. “Na verdade, o trabalho já começou: logo depois da ocupação fizemos o atendimento de duas mulheres em situação de violência. Os casos tratavam-se de violência psicológica, sexual e financeira” - apontou Pétala.

– Esse espaço permite que as mulheres se organizem coletivamente na luta por mais direitos e uma vida digna. Com o apoio de profissionais voluntárias conseguimos formar uma rede de enfrentamento à violência contra mulher, através de atendimento e encaminhando as mulheres para os aparelhos existentes. Ele também é a prova do poder popular. Sem nenhuma verba, através de arrecadações e trabalho voluntário, as mulheres ocupam um imóvel abandonado para revitalizá-lo e construir uma alternativa frente à violência. A existência das casas de referência simbolizam a possibilidade da existência de territórios livres da fome, violência e negligência do estado. Esse espaço é fundamental para fortalecer a luta por mais políticas públicas e medidas que salvem a vida das mulheres - reforçou a coordenadora.

Desde novembro de 2023 a Casa de Referência Inês Etienne Romeu funcionava no bairro Itajuru (área central de Cabo Frio) em um imóvel público que estava abandonado há décadas. Depois de sete meses de brigas na justiça e ameaças, a Prefeitura de Cabo Frio cumpriu a reintegração de posse em julho do ano passado. A desocupação, no entanto, não foi tranquila: um protesto foi convocado por conta da ausência de diálogo por parte do governo municipal. A polícia foi chamada e as manifestantes foram retiradas.

Em vídeo postado nas redes sociais, na época, membros do Movimento Olga Benário revelaram que durante a V Conferência de Mulheres representantes da Prefeitura se comprometeram publicamente a marcar uma reunião entre o prefeito e a coordenação da Casa de Referência Inês Etienne Romeu, ainda antes da data marcada para o despejo, mas isso não aconteceu. “Passamos o dia tentando contato e fomos ignoradas. É assim que tratam um espaço construído por e para mulheres em situação de vulnerabilidade?”, questionaram na publicação.

Além das mobilizações nas ruas, um abaixo-assinado contra o despejo também foi criado na internet (no site petição pública). No texto, o movimento de mulheres pedia a permanência da Casa de Referência da Mulher Inês Etienne Romeu; o fim das ameaças de despejo e da perseguição institucional; a abertura de diálogo imediato com a Prefeitura de Cabo Frio, e o reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido pela Casa como parte integrante da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Em nota à Folha, na época, o governo municipal disse que a casa foi desapropriada com base no Decreto Municipal nº 6.596, de 19 de julho de 2021, “que declarou sua utilidade pública para fins de preservação e conservação ambiental”. Informou também que “a desapropriação ocorreu com urgência, uma vez que são necessárias obras essenciais para a conservação do espaço”. No texto, o governo garantiu que o pedido de desocupação “tem como objetivo garantir a proteção da área e sua adequada utilização pela população”.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Encenação da Paixão de Cristo nesta sexta-feira (03)

]]></title>
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			<updated>2026-03-30T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[ Prefeitura de Cabo Frio e a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção vão realizar mais uma vez a Encenação da Paixão de Cristo, um marco de cultura e fé que movimenta o Largo Santo Antônio durante o feriado religioso. A apresentação acontecerá na sexta-feira santa (03), às 21h.

O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, destacou a importância de um dos eventos religiosos mais tradicionais da cidade e dos trabalhos conjuntos com a Paróquia para tornar viável a realização dessa celebração de cultura e fé.

“A celebração da Paixão de Cristo é um marco de fé dentro da programação da Semana Santa. Trabalhamos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Assunção para unir forças e dedicação, para mais vez proporcionarmos esse espetáculo que sempre foi um atrativo religioso em nossa cidade, além de ser uma essencial representação de fortalecimento da fé cristã”, disse.

Retratando a peregrinação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Encenação da Paixão de Cristo em Cabo Frio vai reunir 79 pessoas nos papéis principais, 35 figurantes, uma equipe geral de organização e figurinos, com oito participantes, e 20 encarregados pela montagem e desmontagem dos cenários. Serão três palcos para retratar os atos, a ressurreição acontecerá no alto do Morro da Guia.
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			<title><![CDATA[Procon Cabo Frio integra investigação nacional sobre aumentos nos preços dos combustíveis]]></title>
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			<updated>2026-03-27T10:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Esta semana o Cabo Frio passou a integrar, por meio do Procon, do Grupo Técnico de Autuação contra as Distribuidoras. Criado pelo Ministério da Justiça, o objetivo é apurar a ação das empresas no aumento dos valores do litro da gasolina, do etanol, e do diesel verificado nos postos.

A força-tarefa é coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que promoveu uma reunião virtual nesta segunda-feira (23), com a participação do Procon Cabo Frio e de outros órgãos de defesa do consumidor de todo o país. O objetivo foi alinhar estratégias, compartilhar informações e fortalecer a atuação integrada diante do atual mercado de combustíveis.

Caso o processo de apuração resulte na descoberta de irregularidades por parte das distribuidoras, será feita uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por punir possível formação de cartel e outros crimes contra a ordem econômica. 

"A participação do Procon nesse grupo nacional é muito importante para Cabo Frio, mas também para toda a região. Só de termos sido convocados a participar dessa reunião é um sinal de prestígio pelo trabalho que estamos desenvolvendo. E durante essa reunião do Ministério da Justiça, constatamos que estamos no caminho certo na defesa dos direitos dos consumidores", afirmou a coordenadora-geral do Procon, Mônica Bonioli.

Paralelamente ao trabalho de âmbito nacional, o Procon Cabo Frio finalizou, nesta segunda (23), um levantamento dos preços nos postos do município. Todos os estabelecimentos que apresentaram elevação nos valores, sem justificativa, foram notificados e terão que mostrar as notas fiscais dos meses de fevereiro e março, de modo a provar que a situação tem a ver com um eventual reajuste na compra do produto junto às distribuidoras.

Confira a seguir a tabela dos preços verificados pelo Procon nos postos de Cabo Frio. O levantamento foi feito entre os últimos dias 20 e 23 de março.


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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio anuncia novos secretários após retorno de vereadores para a Câmara]]></title>
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			<updated>2026-03-26T15:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, nesta semana, a chegada de novos nomes ao primeiro escalão. As nomeações da ex-vereadora Alexandra Codeço (Secretaria de Políticas para Mulheres) e do Pastor Rogério (Secretaria da Família e Juventude) ocorrem em meio a uma reestruturação forçada após alguns secretários deixarem o governo nos últimos sete meses.

Em janeiro do ano passado, logo no primeiro mês do governo de Serginho Azevedo, quatro vereadores deixaram suas funções na Câmara Municipal para atuarem em cargos na Prefeitura: Alfredo Gonçalves assumiu a Secretaria de Educação, Vinícius Corrêa a Secretaria de Administração, Josias da Swell a Secretaria de Mobilidade Urbana, e Jefferson Vidal a Secretaria de Serviços Públicos. No lugar deles, no legislativo municipal, foram empossados os suplentes Adeir Novaes, Zé Antônio, Geovani Ratinho e Flávio Moreira, que também deixou a cadeira de vereador para assumir a Secretaria de Assistência Social.

Poucos meses depois começou o movimento de "volta para casa" dos parlamentares: em agosto o primeiro a deixar o governo municipal foi Flávio Moreira, e logo no dia seguinte, Alfredo Gonçalves. No começo deste mês de março foi a vez de Jefferson Vidal reassumir sua cadeira no legislativo. A permanência, no entanto, parece estar com os dias contados, já que o vereador confirmou ter recebido convite para atuar como chefe de gabinete do prefeito Serginho Azevedo.

Até ano passado, Alexandra Codeço também ocupava uma cadeira no Legislativo cabo-friense como suplente. Ele foi empossada no lugar de Flávio Moreira, que por sua vez era suplente de Alfredo Gonçalves. De acordo com a Prefeitura, a ex-vereadora foi escolhida por possuir “ampla experiência na vida pública e atuação reconhecida na defesa de pautas sociais”. Ela chega com a missão de ampliar programas de proteção, empoderamento e garantia de direitos para as mulheres.

Já o pastor Rogério, segundo nota do governo municipal, é uma “liderança comunitária que chega com a missão de fortalecer vínculos familiares e políticas para jovens”. À frente da pasta, o governo diz que ele terá como foco o desenvolvimento de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares, além da criação de oportunidades e políticas direcionadas aos jovens.

Do grupo original de parlamentares que compunham o primeiro escalão no início de 2025, apenas Vinícius Corrêa permanece licenciado de suas funções legislativas para comandar a Secretaria de Administração, já que Josias da Swell faleceu há cerca de três meses.
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			<title><![CDATA[Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio, recebe 122ª edição do Jovens Pianistas]]></title>
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			<updated>2026-03-26T12:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A série Jovens Pianistas chega em sua 122ª edição neste sábado (28), a partir das 16h. A apresentação será no Museu e Casa de Cultura José de Dome (Cháritas), no Centro de Cabo Frio. A apresentação será com a artista Raquel Paixão, e acontece dentro das atividades da XXXV Semana Teixeira e Sousa. O recital de piano clássico é gratuito e aberto ao público. O evento é sujeito a lotação e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Na programação estarão clássicos de Chiquinha Gonzaga, Henrique Alves, entre outros. Com direção artística de Hasenclever da Silva Oliveira, a série tem como compromisso revelar jovens talentos brasileiros e internacionais, mantendo um recorte artístico que valoriza excelência, sensibilidade e diversidade musical.

Raquel Paixão é bacharel em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO (2014), pós graduada em Pedagogia do Piano pela Faculdade Santa Marcelina, SP (2017) e Mestre em Música pelo Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais (PROEMUS) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRO (2018). Também frequentou a classe de renomados professores de piano como Luiz de Moura Castro (BR, EUA), Paolo Gualdi (Ita), Gilberto Tinetti(BR), Markus Stange(Ger), Michel Uhde (Ger), Maria Teresa Madeira (BR), Ronal Silveira (BR).

Nos anos de 2008 e 2009 integrou a Orquestra Jovem de Campos, do projeto Orquestrando a Vida, onde realizou tournée em concertos pelo país, incluindo a Sala Cecília Meirelles e Cine Theatro Juiz de Fora. Nos anos de 2016 e 2017 integrou como pianista o grupo de música contemporânea GNU, da Unirio, dedicado ao estudo e interpretação de música contemporânea de concerto. Além de pianista, Raquel também é autora do livro "Teclas Brasileiras", uma coletânea de peças para piano destinada a pianistas em fases elementar e intermediária (2019).
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			<title><![CDATA[Com cassação de Caudio Castro, Rio de Janeiro terá eleições indiretas para governador]]></title>
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			<updated>2026-03-26T10:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Política"/>

			<content><![CDATA[O Rio de Janeiro terá eleição indireta para escolher o novo governador que vai comandar o Estado até dezembro deste ano. A decisão, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornou-se necessária após a renúncia de Cláudio Castro, formalizada na véspera do julgamento em que foi condenado (por 5 votos a 2) por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas Eleições Gerais de 2022. Isso significa que serão os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) quem vão eleger, nas próximas semanas, quem assumirá o Palácio Guanabara.

A renúncia de Cláudio Castro aconteceu nesta segunda-feira (23). Na ocasião ele disse que encerrava o período à frente do governo do Estado "de cabeça erguida e de forma grata".Na terça (24) o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a inelegibilidade dele pelo período de oito anos. A decisão foi tomada na análise de recursos interpostos por Marcelo Freixo, pela coligação A Vida Vai Melhorar e pelo Ministério Público Eleitoral contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que julgou improcedentes Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) ajuizadas contra Cláudio Castro; o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB); o então presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), Gabriel Rodrigues Lopes; o então secretário estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) afastado, deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil); e outros dez investigados, entre os quais estão candidatos eleitos e suplentes e secretários do governo estadual.

As ações alegavam, entre outros pontos, o desvirtuamento da destinação da Ceperj, com finalidade eleitoreira, efetivado por meio do Decreto Estadual nº 47.978/2022, em benefício dos candidatos investigados, e o desvio de finalidade da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) para obtenção de vantagem na competição eleitoral.

Por unanimidade, os ministros negaram provimento aos recursos apresentados por Freixo e pela coligação e, por maioria, deram parcial provimento aos recursos do MP Eleitoral, nos termos do voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, para cassar o diploma de Rodrigo Bacellar do cargo de deputado estadual; declarar a inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes; determinar a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários, com a retotalização dos votos para o cargo de deputado estadual, excluindo-se os votos que tinham sido computados para Rodrigo Bacellar; aplicar multa individual no patamar máximo de 100 mil UFIRs para Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes e multa no patamar mínimo de 5 mil UFIRs, prevista na legislação, para Thiago Pampolha, pela prática da conduta vedada no inciso II do artigo 73 da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997); adicionalmente, aplicar a multa máxima de 100 mil UFIRs, pela alta reprovabilidade da conduta em razão da violação ao artigo 73, inciso IV, da Lei nº 9.504/1997, com exceção de Thiago Pampolha, sobre o qual se aplica a multa no patamar mínimo (5 mil UFIRs), nos termos do voto do ministro Antonio Carlos Ferreira; remeter cópia dos autos ao Ministério Público Eleitoral para aprofundar a investigação dos gestores, inclusive da UERJ; e determinar a execuão imediata da decisão, tendo em vista a perda do cargo de deputado estadual e a necessidade de retotalização dos votos.
Redigirá o acórdão o ministro Antonio Carlos.

Claudio Castro chegou ao governo do Estado ao ser eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel (2018), e foi efetivado no cargo dois anos depois quando Witzel foi cassado. O Tribunal Especial Misto decidiu a sua destituição do então governador por unanimidade em abril de 2021, devido a irregularidades em contratos na área da saúde durante a pandemia. Além da perda do cargo, ele ficou inelegível por cinco anos. Castro assumiu o cargo e foi reeleito em 2022 com 4,9 milhões de votos. Além deles dois, Luiz Fernando Pezão também foi cassado enquanto exercia o cargo de governador do estado do Rio de Janeiro. Embora tenha sido preso no exercício do mandato em 2018, sua cassação ocorreu pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em 2017 por abuso de poder econômico e político. No entanto, ele seguiu no cargo por força de recursos até ser preso na Operação Boca de Lobo.

Confira como votou cada ministro na sessão de ontem:

Ao apresentar voto-vista, o ministro Nunes Marques divergiu da então relatora, ministra Isabel Gallotti – que havia votado pela cassação dos diplomas e pela declaração de inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes –, mantendo, assim, o acórdão do TRE-RJ. O ministro defendeu ainda que não há nos autos elementos que viabilizem a aplicação de multa aos recorridos.

Ao analisar o artigo 73 da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), que trata das condutas vedadas aos agentes públicos, Marques afirmou que não foram apresentadas provas materiais como filmagens ou outros elementos que comprovem que os contratados atuaram a favor da pré-campanha dos candidatos. De acordo com ele, a acusação do MP Eleitoral utilizou três depoimentos “pontuais” e “inconsistentes” em um universo de 27 mil contratações realizadas pela Fundação Ceperj.

Também não teria ficado evidenciado, segundo Nunes Marques, o uso eleitoral dos programas sociais criados em ano de eleição para fins eleitorais. No entendimento do ministro, mesmo após a suspensão dos programas sociais pela Justiça, os candidatos continuaram registrando aumento nas intenções de voto, conquistando nas urnas mais do que o dobro dos votos dos adversários.

"Ainda que os fatos examinados ostentem relevância jurídica e, em juízo próprio, possam vir a merecer reprovação, não se evidencia, no caso concreto, a presença de gravidade qualificada que justifique a incidência da sanção máxima do Direito Eleitoral. As ações que tramitam nesta Justiça [Eleitoral] visam identificar, exclusivamente, a repercussão eleitoral dos atos praticados, sendo vedados juízos condenatórios fundados em presunção. A meu ver, com todas as vênias aos votos em contrário, a repercussão eleitoral não restou comprovada, de forma que a manutenção do acórdão regional é medida que se impõe", votou o ministro vistor.

Ao acompanhar o voto da ministra relatora, com os acréscimos do ministro Antonio Carlos Ferreira, o ministro Floriano de Azevedo Marques afirmou que a contratação em excesso de mais de 27 mil servidores temporários sem demonstração de urgência e necessidade, tampouco qualquer fiscalização e controle, permite concluir pelo desvio de finalidade na forma de admissão desses trabalhadores.

Ele ressaltou ainda que a caracterização da prática do abuso de poder político e econômico com gravidade, potencial e benefício eleitoral é incontestável, a partir da verificação do alto grau de reprovabilidade da conduta (aspecto qualitativo) e de sua significativa repercussão a fim de influenciar o equilíbrio da disputa eleitoral (aspecto quantitativo).

A ministra Estela Aranha também acompanhou a relatora, com os acréscimos do voto do ministro Antonio Carlos. Segundo ela, as imputações repousam, em suma, no aumento substancial do repasse de valores por intermédio de descentralização de crédito para o custeio de projetos e programas junto à Ceperj e à Uerj, em períodos próximos às eleições, além da excessiva contratação de servidores temporários por ambas as entidades.

“A análise probatória denota que, durante o exercício de 2022, a Ceperj ampliou, de sobremaneira, o número de projetos sociais e profissionais”, ressaltou.

 O ministro André Mendonça afirmou não haver dúvidas das irregularidades praticadas pelos envolvidos, o que definiu como “atos abusivos” que impactaram significativamente a normalidade e a legitimidade das Eleições 2022 no estado do Rio. No entanto, em seu entendimento, não se aplica a Castro a sanção de inelegibilidade, por insuficiência de provas sobre a efetiva participação nas condutas ilícitas, embora, segundo o ministro, ele tenha colhido os dividendos eleitorais, o que justificaria a cassação, caso não tivesse renunciado.

"Não vislumbro prova suficiente apta a configurar a certeza jurídica acima de qualquer dúvida razoável acerca da responsabilidade direta ou mesmo indireta nas irregularidades praticadas na Fundação Ceperj e também na Uerj", disse.

Última a votar, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou que, “no caso dos autos, sob o aspecto qualitativo, a conduta dos recorridos demonstra elevado grau de reprovabilidade pela utilização da estrutura administrativa e orçamentária, pela posição funcional para fins eleitorais, pela criação e pela ampliação de programas sociais em ano eleitoral sem respaldo técnico e executados à margem da legalidade”.

Segundo a ministra, houve uma tentativa de disfarçar o controle direto da origem dos recursos por descentralização de créditos, ausência de transparência e controle e realização de pagamentos em espécie de milhares de contratados. Conforme a presidente, sob o aspecto quantitativo, a gravidade é incontestável em virtude do volume de recursos e do número de pessoas envolvidas, valores e dimensões suficientes para causar impacto direto na isonomia e no equilíbrio da disputa eleitoral.
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			<title><![CDATA[Contos de Machado de Assis chegam ao teatro de Cabo Frio pela primeira vez]]></title>
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			<updated>2026-03-26T08:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29) o Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3 – Parque Burle – Cabo Frio) vai receber o projeto “Te conto em cena”. A programação será composta por três espetáculos com textos do escritor Machado de Assis adaptados pelo diretor, professor, encenador e dramaturgo Leonardo Simões. Celebrando 15 anos desde a sua primeira temporada, o projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ.

Nesta sexta, às 20h, a programação será aberta com os contos “A cartomante”, “Missa do galo” e “O espelho”. No sábado, no mesmo horário, serão encenados “A causa secreta” e “O enfermeiro”. Encerrando a programação, no domingo às 19h, será apresentado um conto cômico chamado “Ernesto de Tal”. Ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia, ou solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível). As apresentações variam entre 50 e 70 minutos.

Todos os espetáculos possuem classificação etária acima de 13 anos, e serão apresentados pelo mesmo elenco que compõe o projeto há 15 anos: Luiz Filipe Carvalho, Pedro Maia e Raquel Penner, que além de atriz também é produtora teatral, e circula há cinco anos com o monólogo “Cora do Rio Vermelho”, que retrata a vida e obra de Cora Coralina. A peça já passou por mais de 20 cidades brasileiras, e recentemente ganhou o Prêmio Cenym de Teatro Nacional como Melhor Monólogo do Ano 2024.

No palco os três atores dividem os mesmos recursos cênicos, e utilizam uma linguagem mais contemporânea, que apresenta nuances que variam entre o épico e o dramático, mas sem o rigor de reconstrução de época. As encenações são despojadas, contando apenas com quatro cadeiras como principal elemento de cenografia, valorizando apenas os artistas e a palavra, ressaltando o caráter atemporal da obra machadiana.

Além das apresentações, o também projeto vai promover uma oficina teatral gratuita com Leonardo Simões. A Oficina “Conta e Faz – noções básicas do teatro narrativo” propõe a realização de jogos teatrais e improvisações, tendo como estímulo criativo os fragmentos de alguns dos contos de Machado de Assis, incluindo os que foram adaptados para o projeto “Te Conto em Cena”.

Tendo como base a metodologia improvisacional de Viola Spolin, e técnicas narrativas praticadas por Leonardo, serão desenvolvidas ainda as habilidades de fisicalização de personagens, agilidade verbal e contracenação, a partir dos aspectos principais da cena, mesclando elementos de narração e de ação dramática. O encontro acontece neste sábado, no Teatro Quintal, e terá quatro horas de duração. São apenas 20 vagas disponíveis para maiores de 18 anos, e para participar é preciso fazer inscrição prévia através de um link disponível no instagram @‌tecontoemcena.

O projeto também terá ações de acessibilidade (com intérprete de Libras em todas as apresentações), debates, ingressos solidários, distribuição gratuita de ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino e projetos sociais. O objetivo é ampliar a experiência e democratizar o acesso do público. Realizado pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas, o espetáculo tem cenografia, figurinos e adereços assinados por Patrícia Delvaux e Nívea Faso; sonoplastia por Leonardo Simões e iluminação por Raphael Grampola. O cenotécnico é com Carlos Augusto Campos e Leandro Ribeiro; assistência de produção e operação de som, Rafa Barcelos; designer e fotografia, Bianca Oliveira; mídias sociais, Lyana Ferraz e produção local (Cabo Frio), Fábio Dajô.

O “Te Conto em Cena” teve sua estreia em 2011, com quatro bem sucedidas temporadas. A primeira, de quatro meses, ocorreu no Castelinho do Flamengo. Com excelentes críticas de especialistas em cultura, o projeto passou a fazer sessões duplas de quinta a domingo, com fila de espera na porta do Castelinho. Depois passou pelo Teatro Municipal de Niterói e seguiu para uma curta-temporada com sessões duplas no Espaço da Cia. dos Atores, na Lapa. Também ficou por dois meses no Solar de Botafogo. Nos anos seguintes, através do Patrocínio da Eletrobras (Lei Rouanet e do Prêmio FUNARTE Teatro Myriam Muniz), o projeto alcançou o público nas cidades de Cuiabá e Chapada dos Guimarães (MT); Porto Velho e Cacoal (RO); João Pessoa e Campina Grande (PB); Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA).
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			<title><![CDATA[Sem luz há uma semana, CIEP de Cabo Frio enfrenta denúncia de verba "fantasma" para energia solar]]></title>
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			<updated>2026-03-25T13:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Alunos e professores do CIEP 193 Wilson Mendes, no bairro Jacaré, em Cabo Frio, estão enfrentando uma rotina de improviso e calor extremo. Segundo professores e pais de alunos, a unidade está sem energia elétrica há pelo menos uma semana. A situação tem comprometido diretamente o cronograma de aulas e o funcionamento básico da escola. Até o fechamento desta matéria a Secretaria estadual de Educação não havia se pronunciado sobre o problema, que é apenas a ponta de uma série de irregularidades que foram levadas ao mandato do deputado estadual Flávio Serafini, membro da Comissão de Educação da Alerj.

O documento (que a Folha teve acesso) detalha um cenário de possível má gestão de recursos públicos. Segundo a denúncia, o Governo do Estado teria destinado cerca de R$ 3 milhões para transformar o CIEP em uma Escola Técnica Estadual (ETEC). Desse montante, R$ 500 mil seriam especificamente para a instalação de placas de energia solar. O relatório também revela que pelo menos R$ 270 mil já foram pagos à empresa responsável pelo serviço, que nunca foi executado.

A falta de luz não é o único problema que afeta funcionários e alunos da escola. Denúncias apontam que a cerca do muro frontal da unidade estaria com a estrutura danificada, apresentando risco iminente de queda.

A precarização se estenderia também ao quadro de funcionários. Segundo o relatório feito pelo deputado Flávio Serafini, atualmente o CIEP 193 sofre com a falta de duas merendeiras, dois auxiliares de serviços gerais (ASG) e um porteiro. 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio e São Pedro são as únicas cidades da região sem calendário de eventos para 2026]]></title>
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			<updated>2026-03-24T16:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Turismo"/>

			<content><![CDATA[Quase chegando ao fim do primeiro trimestre do ano, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia são as únicas das sete cidades da Região dos Lagos que ainda não divulgaram o calendário oficial de eventos para 2026. Enquanto os municípios vizinhos já planejam suas temporadas, a ausência de uma agenda pública nas duas cidades trava o planejamento do setor turístico e do comércio local para os próximos meses.

Gerente de uma agência de viagens em Cabo Frio, Thiago Aguiar dos Santos disse à Folha que tem encontrado dificuldade em vender Cabo Frio como destino por falta de uma agenda definida.

– As pessoas entram em contato para fechar pacotes e perguntam “o que tem de eventos na cidade nessa época do ano?”, e a gente nem sabe o que responder. Daqui a pouco é abril e a gente não vê nenhuma movimentação em torno da criação de um calendário de eventos para esse ano. Pra gente, que trabalha diretamente com o turista, isso é muito negativo porque parece que Cabo Frio só tem praia, mas praia também tem em várias cidades brasileiras. Muitos turistas perguntam por eventos gastronômicos, por eventos culturais, musicais e esportivos, mas a gente só sabe o que vai acontecer praticamente na véspera, e isso dificulta muito pra gente - comentou. A Folha questionou as Prefeituras de São Pedro da Aldeia e de Cabo Frio sobre a criação de um calendário anual de eventos para 2026, mas não houve resposta.

BÚZIOS -Em Búzios a agenda de eventos para este ano inclui Festival de Café e Chocolate e outras 53 atrações, sendo 19 inéditas. O mês de abril abre a temporada com a Búzios Sailing Week Oceano (02 a 05), seguida pela Via Sacra (03). O esporte segue forte com o Desafio das Ilhas – Búzios Swim (12), o Estadual de Va´a – RJ (18 e 19) e competições de águas abertas (24 e 25). Em maio, a música ganha destaque com o Búzios Jazz Festival (01 a 03), dividindo a agenda com o Campeonato de Motocross (08 e 09), o Circuito Mundial de Beach Tennis (13 a 17), o Estadual de Surf (23 e 24) e o Mi Búzios (29 e 30). Junho inicia com o Wine in Búzios (02 a 07) e a Búzios Sailing Week Monotipo (04 a 07), além do feriado de Corpus Christi (04). A programação inclui a Semana Gospel (05 e 06), o Nativo Swim Run (07), o Anarriê (19 e 20), o Make Music Day (21) e a tradicional Festa dos Pescadores (26 a 29).

No segundo semestre a cidade recebe a Festa do Divino e a 2ª Corrida das Guardas de Búzios (ambos no dia 05 de julho), a Semana LGBT+ (11), o Pride Búzios (12), as Paralimpíadas da cidade (19), o Búzios On (24 e 25), a Festa de Sant´anna (24 a 26) e a Búzios Sailing Week Optimis (24 a 26). Já o festival gastronômico Degusta acontece em dois períodos: de 31 de julho a 02 de agosto, e de 07 a 09 de agosto. Em seguida tem Mr. Búzios (15/08), o Hero Swim Run (22) e o Encontro de Motos (27 a 30). Em setembro, o Circuito das Artes (03 a 05) abre o mês, que conta ainda com o Evento Petz (11 e 12), o Festival da Sardinha e Frutos do Mar (18 e 19), o Parafina (24 a 27) e o esperado Búzios Café e Chocolate (25 a 27).

Em outubro, as atrações incluem o MPBúzios (09 a 11), o Dia das Crianças (12), o Circuito Bike Lagos (13) e a XC Run Búzios (18). Novembro traz a 1ª Copa Triathlon – RJ (01), a Festa Literária (09 a 11), a Festa da Cidade (12 a 14), o Dia da Consciência Negra (20) e o Encontro de Carros Antigos (27 e 28). O ano encerra com o Natal de Luz durante todo o mês de dezembro, a Meia Maratona de Búzios (06) e a Cantata de Natal (11 e 12).

IGUABA GRANDE - A Prefeitura de Iguaba Grande também já divulgou o calendário, focando em esportes, gastronomia e datas cívicas. Em abril acontece o Festival do Pescado (03 a 05) e o Encontro de Canoas Havaianas (18 e 19). Maio segue o ritmo esportivo com o Iguaba Adventure Day (15 a 17) e o Campeonato de Beach Soccer (20 a 24), encerrando com o Festival de Dança (29 a 31). Junho é marcado pelas celebrações do aniversário da cidade (04 a 07), com Desfile Cívico e Sessão Solene no dia 08, além de eventos náuticos como o Amigos da Vela (07), competições de Aquathlon (19 a 21) e a Procissão Marítima (29).

O segundo semestre começa em julho com a festa Iguapira (03 e 04), o início do Campeonato Municipal de Futebol Amador (05) e, simultaneamente, a FLIG e o 3º Best Trick Open Park (ambos de 16 a 18). Em agosto tem o evento gastronômico Iguacake (01 e 02), o 2º Wine & Jazz (07 a 09), Campeonato de Vôlei (20 a 23) e o Dia do Evangélico (28). Setembro conta com o Encontro Nacional de Motociclistas (04 e 05), Travessia de Iguaba (06), Campeonato de Jiu-Jitsu (10 a 13) e Iguafight (19 e 20). Em outubro, a programação foca nas crianças com o Iguakids (12) e na música com o MPB In Iguaba (30 e 31). Novembro apresenta o Torneio de Pesca (01 e 02), a 10ª Parada do Orgulho LGBTI+ com o Iguaba Pride (08), o 1ª Open de Futevôlei (14 e 15) e a Abertura de Natal (27). O ano encerra com a Corrida e Festa da Padroeira (ambas de 06 a 08) e o Réveillon (31).

ARRAIAL DO CABO - Arraial do Cabo também oficializou o calendário com uma programação que destaca a vocação gastronômica e náutica da cidade. O mês de abril começa com o Festival da Lula (02 a 05), a Encenação da Paixão de Cristo (03) e competições de Beach Soccer (10 a 12). O período ainda conta com a Feira do Xaréu (18 e 19), a 1ª etapa ASAC 2026 (25) e o Dia Internacional da Dança (26). Em maio, as atividades incluem Mergulho (01 a 03), nova edição da Feira do Xaréu (02), e o aniversário da cidade (13 a 16), com shows de Alexandre Pires, Fábio Júnior e Marcos & Belutti. O mês segue com o WTR (23) e a Feira da Massambaba (30), além da abertura da temporada de baleias. Junho segue com o FUNTEC (03), Corpus Christi (04), ações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (05 e 06), o Festival Audiovisual (05 a 07), a Rota do Petisco (12 a 14), a Jornada das Infâncias, a Festa de São Pedro na Figueira (26 a 29) e a Copa Atcheza Canoa (27).

O segundo semestre da cidade inicia em julho com o Literarraial (01 a 04), seguido pelo Triathlon (11), a Feira do Xaréu (18), a 2ª etapa do Arraial Fight (19) e o Estadual de Vôlei (24 a 26), período que também celebra o Festival da Baleia. Agosto traz o Circuito Cervejeiro (01), atividades pelo Dia Municipal da Cultura (07 a 09), eventos de Fisiculturismo (16), a 2ª etapa ASAC 2026 (22) e o festival Bossa Nova (28 a 30), encerrando com a Feira do Xaréu (29) e a Cavalgada Raízes de Arraial do Cabo (30). Em setembro, os destaques são o Arraial Music Fest (04 a 07), comemorações pelo Dia da Independência (07), a Parada do Orgulho LGBTQIAP+ (13), o Kite Surf (19 e 20), a Maratona Ambiental, a Corrida da Baleia, o Celebra Arraial (25 e 26) e o Torneio de Pesca de Pipa (27).

Na reta final do ano, outubro concentra a Feira do Xaréu (03 e 10), a Corrida Outubro Rosa, o Motorock (09 a 11), competições de Jiu Jitsu (11), Festa da Padroeira da cidade (16 a 18) e a Expo XP (27 e 28). Novembro tem Street Games (04), Batalha de Rap, o Festival de Frutos do Mar (13 a 15), Feira do Xaréu (21), o Bugre (28) e a 3ª etapa do Arraial Fight Perfect BJJ (29). Dezembro finaliza a agenda com o Início do Brilho de Natal (01), o Festival da Lagoa (04 a 06), a Feira do Xaréu (05), Corrida de Canoa Havaiana, a 3ª etapa ASAC 2026 (12) e o Réveillon 2027 (30 e 31).

ARARUAMA - Araruama também apresenta um calendário diversificado, com eventos que valorizam seus distritos e a produção local. O mês de abril é marcado pela Encenação da Paixão de Cristo (03), o 2º Festival Gastronômico de Praia Seca (03 a 05), a 2ª etapa de Velocross (11 e 12) e a Corrida de São Jorge (19). Em maio, a cidade recebe o 2º Festival Gastronômico de Araruama (01 a 03) e o evento Araruama Literária (29/05 a 01/06). Junho segue com as celebrações de Corpus Christi (04), o Araruama Moto Rock (12 a 14) e o Festival do Peixe (27 e 28).

Em julho tem o Arraiá Araruama (03 e 04), seguido pela 3ª etapa de Velocross (18 e 19) e o Araruama Wine & Jazz (31/07 a 02/08). Agosto destaca a Exposição de Veículos Antigos em Praia Seca (15 e 16) e a tradicional Expoagro Araruama (27 a 30). Em setembro, a programação conta com o Desfile Cívico (07), o Desafio Brasileiro de Kitesurf (18 a 20), a Festa do Produtor em São Vicente (25 e 26), a Festa de São Vicente e o Dia Mundial do Turismo (ambos no dia 27). Outubro traz o Araruama Gospel Fest (02 e 03), a Cavalgada de Nossa Senhora Aparecida (12) e celebrações voltadas ao funcionalismo público, com o Campeonato e a Festa do Servidor (25 e 28). Novembro é o mês da Festa da Laranja (07), do Campeonato de Moto Aquática (19 a 22) e da Abertura do Natal (28). Dezembro finaliza o calendário com o Samba na Orla (05 e 06), o Festival da Cerveja Artesanal (12 e 13) e o Réveillon 2027 (31).

SAQUAREMA - Saquarema, reconhecida como a capital do surfe, apresenta um calendário com forte foco em competições esportivas internacionais e festivais culturais. Abril já começa com o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia (01 a 05), o Mundial de Vôlei de Praia (08 a 12) e diversas corridas, como o Desafio Pedra Branca (05) e a Sem Limites Run (12). Maio segue com o Saquarema Country Fest (01 a 03), o 25º Saquá MotoRock (21 a 24) e o Night Run Music (23). Junho é o mês dos grandes eventos de surfe, com o Mundial de Surfe - WSL Vivo Rio Pro (19 a 27), além da Winter Race (07) e a Corrida Sangue Bom (28).

Em julho acontece o Arraiá da Vila (17 a 31), o Saquá Cup de Futebol de Base (17 a 19), a Copa Tri RJ de Triatlo (23) e etapas de surfe e bodysurf. Agosto traz o Festival Gastronômico Gosto de Agosto durante todo o mês, o Saquá Blues Rock Festival (07 a 09), o Mundial de Kneeboard (22 a 30) e a Meia Maratona de Nossa Senhora de Nazareth (30). Em setembro, os destaques são o Círio de Nazareth (04 a 08), a Steak Party (11 a 13) e o Saquarema Gospel (18 e 19).

Em outubro, a programação segue com o Saquarema Beer Fest (09 a 11), competições de Jiu-Jitsu (17 e 18) e mais etapas da Tríplice Coroa de Surfe (24 e 25). Novembro destaca a Feira Literária Internacional de Saquarema (11 a 20), a abertura do Natal Luz (14) e a corrida de obstáculos Brutus Race (22). O ano termina com a continuidade do Natal Luz durante todo o mês de dezembro, nova etapa do Saquá Cup (11 a 13) e o Réveillon Saquarema 2027 (29 a 31).
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			<title><![CDATA[Câmara de Cabo Frio analisa lei que obriga o ensino da história local nas escolas]]></title>
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			<updated>2026-03-24T12:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Cabo Frio enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quinta-feira (19), o Projeto de Lei 0059/2026, que institui a obrigatoriedade do ensino da cultura local no currículo das escolas de educação básica do município. Batizada de "Lei José Gonçalves", a proposta é uma homenagem ao advogado e historiador cabo-friense que dedicou sua trajetória à preservação da memória da cidade.

A escolha do nome José Gonçalves para nomear a lei também carrega um forte simbolismo familiar e político, já que o homenageado é pai do vereador Alfredo Gonçalves, e avô do prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, que precisa sancionar o projeto antes de colocá-lo em prática.

"Meu pai é mais do que um guardião da história de Cabo Frio; ele é a própria essência da nossa cidade. Seu amor por essa terra, refletido em cada história que conta, é uma herança que guia e inspira toda a nossa família. Tenho um orgulho imenso de ser filho do José Gonçalves. Me ensinou a valorizar nossas raízes, a respeitar nossa cultura e a lutar pelo que acreditamos", escreveu o vereador em uma das homenagens que prestou ao pai nas redes sociais.

Ao criar o projeto de lei, Alfredo explicou que o objetivo central é fortalecer o vínculo dos estudantes com as raízes da sétima cidade mais antiga do Brasil. 

Na justificativa, o vereador informou que a inclusão desses conteúdos no dia a dia escolar permitirá que os alunos compreendam a relevância de Cabo Frio em diversas camadas: da ocupação indígena e pré-histórica ao período colonial, passando pela diáspora africana, o surgimento dos quilombos e os ciclos econômicos da pesca e da indústria salineira.

A proposta encontra amparo na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incentiva estados e municípios a incluírem componentes regionais em seus currículos para aproximar a escola da realidade da comunidade.

"A valorização da história local é fundamental para a formação de cidadãos conscientes de suas origens", defendeu o autor na justificativa do projeto.
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			<title><![CDATA[Luto: escritor cabo-friense Célio Mendes Guimarães, aos 96 anos, deixa legado de amor à literatura]]></title>
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			<updated>2026-03-22T20:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 96 anos, o escritor e poeta cabo-friense Célio Mendes Guimarães declarou em prosa e verso seu amor às letras. Foram mais de 300 obras lançadas. 

— É uma questão de dom, de criação. É bastante divino. A inspiração existe. Precisamos é buscar por ela. Para termos as coisas, temos que luta — disse em entrevista publicada pela Folha dos Lagos em 2021, quando o escritor tinha 91.

Célio Mendes Guimarães morreu na manhã de domingo (22). O velório aconteceu na Sociedade Musical Santa Helena. O velório será na manhã de segunda (23). 

Célio Guimarães recebeu em 2011 o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj), por indicação do então deputado Jânio Mendes. Outra de suas inúmeras honrarias recebidas foi a medalha Victorino Carriço, concedida pela Câmara de Cabo Frio. Além disso, ocupou a cadeira 37 da Academia Cabo-friense de Letras.

Nas redes sociais, muitos amigos e admiradores prestaram homenagens. "Meu amigo querido se foi. Agora descansa no celestial. Obrigado por tanto poeta Célio Guimarães. Quanto aprendizado, quantas estórias boas e quantos risos. Um abraço afetuoso pra Susana e pra toda família. Até um dia meu querido prosador e poeta Célio Guimarães", escreveu a memorialista e ex-secretária de Cultura Meri Damaceno. 

"Hoje nos despedimos com tristeza, mas também com gratidão por tudo o que ele representou e construiu. Sua obra, seu exemplo e seu amor pela literatura permanecerão vivos em cada palavra, em cada encontro e em cada novo escritor que surgir inspirado por sua caminhada", postou o coletivo Flores Literárias. 

Evangelos Pagalidis também enalteceu o escritor. "Foi um marido dedicado, pai amoroso e avô exemplar. Seguindo o legado de seu pai, Clodomiro Guimarães, músico e fundador da Sociedade Musical Santa Helena, Seu Célio foi um guerreiro. Arrimo de família, orientou seus irmãos, tanto no caminho da música como na profissão de barbeiro. Já era um profissional de sucesso, com filhos se formando, quando resolveu voltar aos estudos, que havia interrompido ainda no primário, para ajudar a família. Sem queimar etapas, foi avançando até se formar em letras, pela Ferlagos, com louvor! Ao se lançar como escritor, iniciou uma carreira literária impressionante, sendo considerado atualmente o escritor cabo-friense recordista de publicações. Como amigo de seus filhos, na juventude, amizades de uma vida inteira, pude acompanhar bem de perto sua trajetória. Foi-se um grande homem, um ícone de nossa cidade!". 
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			<title><![CDATA[35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir deste fim de semana até o dia 28 deste mês Cabo Frio vai celebrar o legado e a obra de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa. Homem negro, o cabo-friense nascido em 1812 foi um escritor, poeta e dramaturgo, autor do primeiro romance brasileiro: O Filho do Pescador (1843). Em maio de 2024 o livro ganhou uma versão anotada através da Sophia Editora. A obra de 180 páginas traz 595 notas explicativas e resgata o legado do autor, que faleceu em 1861, aos 49 anos. Toda essa trajetória será lembrada durante a XXXV Semana Teixeira e Sousa, que terá abertura com solenidade oficial neste sábado (21), às 13h, no busto do escritor, na Praça Porto Rocha, com a apresentação do projeto “Os Teixeiras”, sob direção de Ítalo Luiz, seguida por um cortejo de Maracatu com o grupo Tambor de Cumba.

Criada por meio da Lei Municipal nº 1.106/91, a Semana Teixeira e Sousa faz parte do calendário oficial do município desde 2012, e passou a constar também no calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro pela Lei Estadual nº 6.290/12. Em sua 35ª edição, as atividades serão conduzidas e desenvolvidas utilizando a obra “Cornélia” como base. O evento tem apoio da Prolagos e do Convention Bureau de Cabo Frio.

Neste sábado (21) as atividades na Praça Porto Rocha começam antes da abertura oficial do evento: das 10h às 16h, o artista Reinaldo Caó comanda o workshop "Pintando na Feira". Na Tenda Principal, às 14h, começa a Feira Literária com lançamentos de autores locais e o Fórum Ubuntu. Às 15h, a mesa redonda principal reúne o Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira, Flavia de Jesus e José Leandro Junior, com mediação de Guilherme Teixeira. A noite encerra com um ato pelo Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial às 18h e o Samba do Quilombo às 20h. No domingo (22), às 10h, a Praça Porto Rocha recebe roda de conversa sobre o autor, distribuição de mudas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, além das oficinas de trança com Jessica Menezes e de forró com o projeto Forró na Praça.

Segunda-feira (23), das 9h às 11h, o projeto “Os Teixeiras” se apresenta na Escola Municipal Teixeira e Sousa. Na Praça Porto Rocha, às 14h tem contação de histórias por Andreia Fernandes e Marcia Fonseca, seguida de lançamentos literários às 16h e apresentação do Jongo Grupo Griot. Às 18h, a mesa de debates recebe o Prof. Dr. André Santana, a escritora Dominique Magalhães e a Profª Dra. Rosane Romão. O encerramento será com Leo Dioli às 20h.

Na terça-feira (24), após a apresentação matinal (9h às 11h) na Escola Municipal Talita Perelló, a Praça Porto Rocha recebe (às 14h) a contadora Rosana Andreia e o Maestro Sergio Gabriel. Após os lançamentos de livros às 16h, a mesa das 18h conta com as professoras Silvia Rohen, Virginia Lane, Jaqueline Brum e o professor Bruno Rodrigues Severino. A noite termina com o Grupo de Capoeira Vozes da África. Quarta-feira (25) a programação começa na E.M. Wanda Roque das 9h às 11h. Na praça, Luanda Oliveira comanda a contação de histórias às 14h. Às 18h, a mesa de debate reúne os doutores Ana Carolina Barreto, Renato Oliveira e Maria de Fatima Moura. As apresentações culturais ficam por conta da Cia de Dança Lua Afro e da cantora Paula Azevedo, com samba de terreiro.

No dia 26 (quinta-feira) o projeto “Os Teixeiras” visita o C.E.M. Marli Capp pela manhã. À tarde, na praça Porto Rocha, Alda Dutra faz a contação de histórias às 14h. A mesa das 18h será mediada por Sérgio Nogueira (Imupac) e contará com Carla Renata Gomes (Ibram), Carina Mendes (Iphan), Rafael da Costa Chagas, Leandro Correia, Taissa Ferraz e Glaucia Gomes de Azevedo. A música fica com o Pagode da 12.

No dia 27 haverá celebração do reconhecimento do autor pelas Academias de Letras. A atividade escolar será na E.M. Amena Mayall (9h às 11h). Na praça, Rosana Silva conta histórias às 14h, seguida pelo lançamento de livros. Às 17h, apresentam-se Macedo Griot e o projeto “Os Teixeiras”. Às 18h, a mesa reúne Rose Fernandes (ACL), Vinicius Grijó (Alacaf) e Janaina Nery (Colap). O dia encerra com o Sarau das Flores Literárias e apresentação de Keren-Hapuk. O encerramento no sábado (28) terá múltiplos palcos. Em Tamoios, o Shopping Unapark recebe o projeto “Os Teixeiras” e palestrantes locais às 15h. Na Praça Porto Rocha, os lançamentos de livros ocorrem das 14h às 20h. No Charitas (Museu José de Dome), às 16h, haverá o recital da pianista Raquel Paixão pelo projeto Jovens Pianistas. A semana termina no Palácio das Águias, das 18h às 22h, com a Mostra Cabofriense de Artes Negras Abdias Nascimento e o Baile Charme.
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			<title><![CDATA[Grupo Iguais denuncia Guarda de Cabo Frio ao MP por homofobia e violência em bar]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A agressão de guardas municipais de Cabo Frio contra clientes de um bar no Boulevard Canal, no último domingo (15), virou denúncia formal no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) da cidade do Rio de Janeiro. O Grupo Iguais (organização da sociedade civil que atua há mais de 19 anos na defesa dos direitos humanos, da cidadania e da população LGBTI+) protocolou o documento nesta quarta-feira (18) apontando abuso de autoridade e homofobia na conduta dos agentes da Romu, e relatou um suposto descaso dos promotores locais em alguns casos denunciados.

Imagens das câmeras de segurança, que circularam nas redes sociais, mostram os guardas chegando no Bar Anexo pela manhã, e expulsando pessoas a golpes de cassetete e usando spray de pimenta sem que houvesse resistência. Em um dos vídeos, um agente puxa a cadeira onde uma mulher está sentada, e a cliente cai no chão. O cabeleireiro Hiago Benevenuto, que ficou com marcas pelo corpo, relatou ao G1 que o grupo foi tratado como "marginal" e associou a violência ao preconceito por serem um público LGBTI+.

– Os guardas municipais da Romu chegaram até a gente sem nenhum tipo de abordagem, nos agrediram, começaram com o spray de pimenta, cassetete. Eu associo isso como homofobia, como racismo. Fizeram perseguição contra a gente, como se fôssemos marginais, como se tivéssemos cometido algum crime, porém nós não fizemos nada, não discutimos, não houve briga. Eles simplesmente chegaram com o spray de pimenta e agrediram a gente - disse o cabeleireiro.

O dono do bar, Jobson dos Santos, também relatou ao G1 que o estabelecimento estava com a documentação em dia, e que os guardas sequer pediram o alvará antes de começar a bater nas pessoas. Ele contou que, ao tentar obter informações na sede da Guarda, encontrou agentes rindo do episódio.

O presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, destacou que a gravidade do episódio é ampliada por relatos de que mulheres também foram agredidas durante a ação. Na denúncia protocolada junto ao MPRJ, à qual a Folha teve acesso, ele revela que a decisão de procurar a Ouvidoria Geral, no Rio de Janeiro, em vez do núcleo de Cabo Frio, deve-se à "falta de acolhimento" e de respostas dos promotores locais em casos que envolvem supostos abusos da prefeitura.

De acordo com a denúncia, o Bar Anexo é um ponto conhecido da comunidade LGBTI+, o que segundo a ONG, e os frequentadores agredidos, reforça a tese de perseguição e homofobia. Por isso, o grupo pede que seja feita investigação não só ao caso de violência física no bar, mas também aos xingamentos discriminatórios relatados pelas vítimas. 

A Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Cabo Frio informou que todos os guardas envolvidos no episódio foram afastados, e que um processo administrativo foi aberto. O caso também segue sob investigação da 126ª DP, onde as vítimas já prestaram depoimento.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio vai recorrer de decisão que anulou eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-03-20T14:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio vai recorrer da decisão judicial que anulou, nesta segunda-feira (16), todo o processo eleitoral do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC), realizado entre maio e junho do ano passado. Conforme matéria publicada no site da Folha dos Lagos na última terça-feira (17), o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão.

Ao site da jornalista Renata Cristiane, o governo afirmou que já existe uma movimentação para contestar a anulação do pleito junto à Justiça.

O impacto da nulidade do conselho alcança situações de danos irreversíveis ao cenário histórico da cidade. Durante o período da gestão agora invalidada, o CMUPAC autorizou demolições polêmicas, como a da antiga residência do ex-prefeito Edilson Duarte, no Centro, ocorrida em setembro do ano passado. 

A convocação para eleição dos novos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio aconteceu apenas através do Edital/Secult Nº 042/2025, publicado no Diário Oficial do dia 28 de maio de 2025 (edição N° 1229 - Extra). O item 2.2, que trata das inscrições, dizia que cada entidade interessada em participar deveria apresentar seu pedido de inscrição, através do Email adm.cultura@cabofrio.rj.gov.br, “até as 23:59h do dia 01/06/2025”. Considerando a data de publicação do edital e prazo final de inscrição, o período para formalização de participação na eleição foi de apenas quatro dias. Já a escolha dos novos membros (através de convite formal feito pelo governo municipal, e não por eleição) aconteceu no dia 5 de junho do ano passado. A denúncia ao Ministério Público foi assinada pelo deputado estadual Flávio Serafini e também pela ONG Cabo Frio Solidária.

No dia seguinte em que a denúncia foi formalizada no MP, o secretário de Cultura de Cabo Frio foi procurado pela Folha para falar sobre a forma de divulgação da eleição, o prazo curto para as inscrições, e a nomeação dos novos membros. 

– O canal oficial para a comunicação é sempre o Diário Oficial do município. Isto significa que foi amplamente divulgado porque é uma obrigação dos ativistas e dos cidadãos esse acompanhamento às publicações do Diário Oficial. (Sobre o prazo de quatro dias para inscrição) é um procedimento que depende de vários fatores, pois só acontece eleição para três membros do inc. IV do art 5º da Lei 3309/21. Não fosse apenas isto, entendemos que nosso “deadline” era 30 de maio para iniciar a convocação. Fizemos dois dias antes. Então, cumprimos nossa meta – disse Carlão. Na mesma entrevista ele reforçou que, na ausência de inscritos, apenas se utilizou “do direito de convidar entidades a compor o CMUPAC”.

No entanto, o juiz Marcio da Costa Dantas escreveu, na sentença, que “não é razoável exigir-se que membros da sociedade civil, não integrantes da Administração Pública Municipal, promovam diariamente o acompanhamento das publicações feitas em diário oficial local”. Afirmou que “a falta de publicidade das inscrições para participação de entidades da sociedade civil e a exiguidade do prazo, foi proposital, isso para que a integração do conselho fosse feita por pessoas escolhidas pela Secretaria Municipal de Cultura”. 

Outro ponto de divergência entre a gestão municipal e o entendimento jurídico diz respeito à importância e à paridade do órgão. Em entrevista à Folha no ano passado, o secretário Carlão afirmou que "não há paridade nem conceito de sociedade civil e governo, mas entidades participantes". O juiz, por outro lado, reforçou a obrigatoriedade paridade de membros através da participação de cinco representantes do Governo Municipal, um do Poder Legislativo Municipal, três integrantes de entidades que atuem na proteção e valorização do patrimônio cultural e três representantes de entidade profissional, acadêmica ou de pesquisa
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			<title><![CDATA[Impacto das chuvas na lagoa divide cenário entre fartura de tainha e prejuízos no camarão]]></title>
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			<updated>2026-03-20T14:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As fortes chuvas das últimas semanas, que causaram transtornos e alagamentos em várias cidades da Região dos Lagos, também foram responsáveis por impactos distintos na atividade pesqueira na Lagoa de Araruama. Segundo Francisco Guimarães, o Chico Pescador - liderança regional da pesca e coordenador da Câmara Técnica de Pesca e Aquicultura no Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ) - o cenário é de contraste.

– A pesca da tainha esteve bastante forte nessas últimas semanas. Já a pesca do camarão, e a pesca de gancho (de peixe) foram afetadas porque as fortes chuvas trouxeram, além da questão do esgoto, muitas outras coisas que desembocam aqui na área 2 da lagoa - explica.
De acordo com o coordenador, o problema se concentra nas áreas 1 e 2 da laguna. A área 1 compreende o trecho que vai do Forte São Matheus até a ponte Wilson Mendes, no Baixo Grande, em São Pedro da Aldeia. Por ser a porção de menor profundidade, o acúmulo de resíduos é imediato. 

– As áreas 1 e 2 são os pontos atuais de pesca do camarão. E aí, tudo o que é jogado para ali acumula e descaracteriza rapidamente. A água chega a ficar bem menos salgada do que na área 3 – detalha Chico.

O impacto vai além do despejo sanitário. Chico Pescador alerta para o volume de resíduos sólidos, como plástico, canudos e copos, que chegam à lagoa através dos canais macrodrenais e drenais. Esse lixo, segundo ele, compromete diretamente o trabalho dos pescadores.

– Isso atrapalha muito não só a pesca de gancho, mas também a pesca de arrasto por causa do lixo na rede. Temos problemas com agulhas de cerco na área 3, e isso prejudica bastante – alertou.

Outro fator crítico apontado por ele é a proliferação de algas, especialmente na região entre a Praia do Siqueira e Campo Redondo. “As algas, durante a noite, consomem bastante oxigênio, criando uma barreira física para os pescados circularem nessa área”, afirmou.

Apesar dos problemas estruturais, Chico informou à Folha que a tainha segue seu curso natural, beneficiada pelo aporte de nutrientes pós-chuva. Ele também explicou que esta é a época da espécie.

– Quando tem uma salinidade muito forte, uma água muito clara, isso cria um ambiente pobre de nutrientes. E a tainha procura justamente as épocas pós-chuvas para se alimentarem, criarem a gordura para colocar as ovas, e ir para o mar para desovar - explicou, lembrando que o processo de lixiviação da matéria orgânica vinda das restingas e da Serra da Sapiatiba alimenta a água e equilibra a salinidade, permitindo que o peixe complete seu ciclo.

Quanto à limpeza das praias lagunares e a melhoria da qualidade da água da lagoa pós-chuvas, a expectativa de Chico Pescador é de que a recuperação ocorra de forma gradativa, dependendo diretamente das condições climáticas. 
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			<title><![CDATA[Santo Samba celebra o "Sagrado Feminino" com programação especial neste sábado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-20T11:48:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O projeto Santo Samba realiza, neste sábado (21), uma edição gratuita e dedicada ao "Sagrado Feminino". O evento, que acontece na Avenida das Palmeiras, próximo ao número 687, no bairro Palmeiras, em Cabo Frio, amplia seu formato tradicional e oferece uma programação que começa de manhã e segue durante a tarde, com debates, formação musical e gastronomia. Tudo isso antes da abertura oficial da roda de samba (composta só por mulheres), marcada para às 17h.

Segundo Luciana Branco, que assina a organização do evento, a primeira atividade acontece das 10h às 12h com a roda de conversa "Mulher Empreendedora na Cultura e na Economia Criativa - Desafios e Conquistas". Luciana será a mediadora do debate, que reunirá sete personalidades femininas da região: Tânia Arrabal (atriz e artista plástica), Tatiana Cabral (produtora cultural), Samira Gomes (musicista e produtora), Josephane Silva (diretora do Setor de Editais da Secretaria de Cultura de Cabo Frio), Rogéria Cena Cruz (projeto Dicabo a Rabo) e Tatiana Santos (Coletivo Dandaras). Para participar, é necessário realizar inscrição prévia via formulário digital disponível no Instagram @‌santosambaoficial.

A programação também inclui uma feijoada amiga no local. E das 13h às 15h Mayla Árvore ministra a "Oficina de Percussão Agbê", focada no toque do maracatu de baque-virado. A atividade terá fundamentos históricos do instrumento e servirá como base para outros ritmos, como o próprio samba. Os interessados também devem se inscrever pelo formulário digital disponível no Instagram @‌santosambaoficial.

Embora o evento seja gratuito, a entrada está sujeita à lotação do espaço. Por isso Luciana recomenda a retirada antecipada de pulseiras de acesso (limite de duas por pessoa) nas lojas Ponto Musical (Avenida Teixeira e Souza, 174) ou Hela Gold (Rua Silva Jardim, 63, loja 6), ambas no Centro de Cabo Frio.

A organização lembra que não será permitida a entrada com comidas ou bebidas, sendo o consumo obrigatório no local. A edição é uma realização conjunta entre o Santo Samba, Evohe Produções e o Comitê de Cultura da Região dos Lagos - Gene Insanno.
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			<title><![CDATA[Defensoria obtém decisão para garantir cotas raciais em concurso de Armação dos Búzios]]></title>
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			<updated>2026-03-19T16:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) obteve, na manhã desta quarta-feira (11), decisão judicial com tutela de urgência determinando a adequação do Edital nº 01/2026, referente ao concurso público para provimento de cargos efetivos na área da Educação do município de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.

Com a decisão, foi determinada a reserva de vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas, que não estava prevista adequadamente na versão anterior do edital.

Assim, ficou assegurada a alteração do percentual de vagas destinadas às cotas raciais, que passou de 10% para 30%, em conformidade com o novo patamar estabelecido pela legislação federal. Ao identificar inconsistências no edital, a Defensoria Pública expediu recomendação ao município para adequação do certame à política de ações afirmativas.

A defensora pública Eliane Arese, titular do 3º Núcleo Regional de Tutela Coletiva, destacou a importância da atuação institucional na promoção da igualdade racial e na correção de desigualdades históricas.

— As políticas de cotas não são privilégios, mas instrumentos de correção de desigualdades históricas produzidas pelo racismo estrutural. A reserva de vagas em concursos públicos promove igualdade real de oportunidades e amplia o acesso da população negra ao serviço público, evitando situações de proteção insuficiente, sobretudo diante do novo patamar normativo estabelecido pela Lei Federal nº 15.142/2025, que fixou a reserva de 30% das vagas para esses grupos nos concursos públicos — afirmou a defensora.

Além disso, trata-se de um município com maioria populacional negra, segundo dados do Censo do IBGE, e que conta com comunidades quilombolas reconhecidas, circunstância que reforça a necessidade de efetividade das ações afirmativas, especialmente em concursos voltados à educação pública.
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			<title><![CDATA[Mutirão em Arraial retira 40 kg de lixo das Prainhas do Pontal e abre Semana de Limpeza dos Mares]]></title>
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			<updated>2026-03-18T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Oficialmente, a Semana Nacional de Limpeza dos Mares acontece somente no final de março e início de abril, em comemoração ao Dia Mundial da Água. Este ano, no entanto, a programação foi aberta no último domingo (15) com um mutirão de limpeza nas Prainhas do Pontal, em Arraial do Cabo: ao todo foram recolhidos pouco mais de 40 quilos de diversos tipos de lixo. A atividade, que antecipou o calendário de ações ambientais, foi organizada pelo Projeto Mar Sem Lixo a convite do movimento Preserve Arraial do Cabo, parceiro da iniciativa há cerca de cinco anos, e contou com apoio do Herói Barco Táxi, Viva Verde Turismo, Vertical Group e Resex. 

Segundo a vice-presidente do projeto Mar Sem Lixo, Gisele Letieri, a Semana Nacional de Limpeza dos Mares está alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) através do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS) Vida na Água. O objetivo, a nível internacional, é conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos até 2030, focando em reduzir drasticamente a poluição marinha, proteger ecossistemas costeiros, eliminar a sobrepesca, aumentar o conhecimento científico e garantir a conservação da biodiversidade.

Nesta primeira ação em Arraial do Cabo, foram removidos resíduos sólidos da faixa de areia e áreas adjacentes. Além da gravimetria e identificação dos poluentes, a iniciativa sensibilizou a população e turistas, contribuindo com dados para estratégias de mitigação da poluição marinha. Com a ajuda de voluntários, inclusive do núcleo Mas Sem Lixo de Rio das Ostras, foram recolhidos 40,73 quilos de vários tipos de resíduos. Só de garrafas pet foram 4,85 kg. Também foram retirados da orla das Prainhas do Pontal 3,92kg de vidros; 3,29kg de copos descartáveis; 1,91kg de borracha; 1,57 kg de latinhas; 1,50kg de pneus; 3,20kg de ferro; 19,92kg de rejeitos, além de plásticos duros e restos de isopor. Também foram identificados itens críticos que evidenciam o impacto direto do consumo descartável: 254  talheres plásticos, 349 canudos, 330 tampinhas de garrafa pet, 35 palitos de picolé, 22 palitos de churrasco e 36 pulseiras 

– Esses dados revelam um cenário preocupante. A predominância de rejeitos (19,92 kg) demonstra a presença de resíduos sem possibilidade de reciclagem, agravando o impacto ambiental. A alta quantidade de plásticos descartáveis (canudos, talheres e tampinhas) evidencia o comportamento de consumo imediato e descarte irregular, principalmente associado ao turismo. A presença de materiais como vidro, metal e pneus representa riscos diretos à fauna marinha e aos frequentadores da praia. O volume significativo de resíduos recicláveis reforça a necessidade de ampliação da coleta seletiva e educação ambiental na região. Mesmo sendo um verdadeiro paraíso natural, essa ação deixou claro que as Prainhas do Pontal enfrentam sérios desafios relacionados à poluição causada pela ação humana, e reforçou a importância da mobilização contínua. Também muito evidente que é fundamental avançar em políticas públicas eficazes de gestão de resíduos; ampliar a fiscalização em áreas turísticas; investir em infraestrutura adequada (lixeiras, sinalização e coleta seletiva) e na educação ambiental contínua para moradores, comerciantes e turistas - revelou Gisele, agradecendo à participação de todos os voluntários, parceiros e apoiadores.

A Semana Nacional de Limpeza dos Mares é uma iniciativa criada pelo Projeto Mar Sem Lixo, com o objetivo de combater a poluição marinha e promover a conscientização ambiental. Trata-se de uma ação anual que mobiliza voluntários para recolher resíduos em praias de todo o Brasil, com forte presença na Região dos Lagos. O evento promove educação ambiental, conscientização sobre o uso de plástico e preservação marinha.

– Esse evento é considerado um Clean Up Day genuinamente brasileiro. Toda a mobilização foi idealizada pelo ambientalista Luiz Roberto de Goes Ramos, presidente do Projeto Mar Sem Lixo, que há décadas atua na defesa do meio ambiente e na preservação dos oceanos - revelou Gisele.

Durante as próximas semanas, voluntários, estudantes, mergulhadores, pescadores, empresas e instituições públicas participarão de mutirões de limpeza em praias, rios, lagoas e áreas costeiras, além de atividades educativas voltadas à conscientização sobre os impactos do lixo no mar. As ações da Semana Nacional de Limpeza dos Mares também incluem o monitoramento e a caracterização dos resíduos coletados, contribuindo para a geração de dados que possam orientar políticas públicas ambientais.

– No próximo dia 25, o mutirão vai acontecer na Praia do Forte, em Cabo Frio, em parceria com a Secretaria de Economia Azul. A concentração será às 9h, na Praça da Cidadania. Também teremos ações em Saquarema, em Rio das Ostras, na península de Maraú e em Camaçari (Bahia), no Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí e Espírito Santo. Quem quiser participar como voluntário, pode se inscrever direto pelo nosso site (www.marsemlixo.com.br) ou entrar em contato através do Instagram do Mar Sem Lixo (@marsemlixobr). O objetivo é sensibilizar a população para a importância da preservação dos oceanos e incentivar atitudes responsáveis em relação ao descarte de resíduos - explicou Gisele.

Desde sua criação, em 1996, o Projeto Mar Sem Lixo já retirou mais de 250 toneladas de resíduos do meio ambiente, sempre com a ajuda de milhares de voluntários, e em ações realizadas em diferentes estados brasileiros. A iniciativa está alinhada com os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 14 – Vida na Água, que trata da conservação e uso sustentável dos oceanos. Para Gisele, todas as mobilizações promovidas ao longo do ano representam um chamado coletivo para a proteção do planeta.

– A preservação do oceano depende da participação de todos. Quando a sociedade se mobiliza para cuidar das praias e dos rios, estamos também protegendo a vida marinha, a qualidade da água e o futuro das próximas gerações. Por isso, queremos convocar voluntários, escolas, empresas e prefeituras de todo o país a participarem das nossas mobilizações, fortalecendo esse movimento nacional pela preservação dos mares - destaca Gisele.
 
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			<title><![CDATA[Engenheiros da região organizam caravana para o maior encontro do setor no Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-03-18T11:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Engenheiros da Região dos Lagos já confirmaram presença no Crea-Aqui-2026 que será realizado nesta quinta-feira, 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, das 8h às 20h. A Caravana organizada pela Asaerla (Associação dos Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos) vai disponibilizar um ônibus para maior conforto dos profissionais poderem aproveitar ao máximo o evento no Rio. 

- A participação dos engenheiros do interior é importante como forma de se atualizarem em todos os temas promovidos pelo Crea-Aqui-2026. Temos poucas vagas no ônibus- disse o engenheiro Marco Antônio Pereira (foto), presidente da Asaerla, que vai comandar a Caravana para o Rio. 

O maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências, o Crea Aqui se tornou uma enorme conexão de profissionais, empresários e autoridades do estado e do município, que compartilham ideias e projetos com soluções para os principais problemas do Estado.

A engenharia não é apenas sobre concreto e cálculos; é a espinha dorsal de dois terços do PIB brasileiro. Com esse foco na valorização e no resgate do protagonismo técnico, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, anuncia a segunda edição do Crea Aqui para 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, das 8h às 20h. O evento, que já entrou para o calendário fluminense e se consolidou como o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do estado, pretende superar a marca de 5 mil participantes este ano.

“O que motivou a criação do Crea Aqui foi a necessidade de gerar um evento que tivesse o foco em promover as grandes ações do setor das engenharias, da agronomia e das geociências do Estado do Rio de Janeiro. Esse é um setor que vem sofrendo muito nos últimos anos com ataques na opinião pública e é um setor fundamental, representa dois terços do PIB do país. É o setor principal da economia, que gera avanços sociais, que defende o meio ambiente. Então, sem engenharia, sem uma agronomia qualificada e devidamente regulamentada, é impossível a gente ter um avanço econômico, social e ambiental”, defende Fernández, que idealizou o Crea Aqui como um encontro focado na divulgação de uma agenda positiva das engenharias.

“Muitas vezes o Crea é chamado quando há um acidente, quando tem algum tipo de problema, e se pergunta: “Onde está? Cadê o setor? Onde está a engenharia? Cadê o Crea?&#39;. E a gente aparece muito nesses momentos, mas é preciso aparecer também nos nossos momentos de vitória, de soluções positivas”, afirma o presidente do Crea.

Prestes a completar 92 anos de fundação, em junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do Crea Aqui, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas engenharias, na agronomia e nas geociências.
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			<title><![CDATA[Projeto Albatroz inaugura sala de informática e firma parceria com Prefeitura de Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-03-18T10:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, inaugurou um novo espaço de impacto socioambiental positivo para comunidade: o Centro de Apoio ao Ensino à Distância do Projeto Albatroz (CAED), uma sala de computadores com acesso à internet, pensada especialmente para ser um suporte para estudantes. Em parceria com a Secretaria Adjunta da Família e Juventude (SEFAJUV), da Prefeitura de Cabo Frio, o local também será um polo para cursos profissionalizantes a distância oferecidos pelo Cebrac e Instituto ProSer, escolas de qualificação profissional.

O espaço onde o CAED está instalado recebe atividades regulares de pintura, bordado e também encontros do Coletivo Jovem Albatroz e agora passa a contar com 17 computadores doados pela Petrobras para estudantes e moradores da comunidade do entorno.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. “Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade". 

No cronograma de atividades da sala, haverá turmas às segundas no período da tarde (para cursos a distância do Cebrac) e terças-feiras pela manhã (com a presença de professor em sala de aula, para cursos do Instituto ProSer). Às sextas-feiras, os estudantes e moradores do entorno que estiverem cadastrados pelo CRAS poderão utilizar o local para acessar a internet de forma gratuita.

Segundo o Secretário Adjunto da Família e Juventude (SEFAJUV), Rogério Fernandes, a iniciativa do projeto também busca promover a inclusão digital e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho da região. “Atualmente, o programa Emprego Já tem mais de 600 vagas abertas que ainda não foram preenchidas, principalmente pela falta de qualificação profissional. Por esse motivo, escolhemos cursos específicos para nos ajudar a atender essa demanda do mercado".

Inscrições para os cursos

Entre os cursos online oferecidos pelo Cebrac, que podem ser feitos no espaço do Projeto Albatroz, que é patrocinado pela Petrobras, há opções como fotografia, Canva, marketing digital, desenvolvedor web, gestão financeira, empreendedorismo, entre outros voltados à criatividade, letramento digital e trabalho remoto. 

As inscrições para os cursos profissionalizantes a distância oferecidos pela SEFAJUV, com apoio no polo do Projeto Albatroz, deverão ser feitas entre os dias 16 e 23 de março nos CRAS de Monte Alegre, Jacaré e Jardim Esperança mediante a apresentação de documentos de identificação com foto.

Centro de Visitação do Projeto Albatroz

Para além das atividades artísticas e educativas, o Projeto Albatroz também conta com uma série de atrações de envolvem o público na temática da conservação oceânica, biologia e pesca, com espaços lúdicos que contam a história da instituição, a Trilha do Mangue, Calçada dos Ecossistemas, Espaço Oceano e Espaço Albatroz. Localizado às margens da Lagoa de Araruama, o local é cercado de natureza e ainda permite descobrir a grande diversidade de aves que se alimentam no local a partir de um deck de observação.
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			<title><![CDATA[Justiça confirma irregularidades e anula eleição do Conselho de Patrimônio de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-17T12:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Justiça anulou, nesta segunda-feira (16), todo o processo eleitoral do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC). Na sentença, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, considerou que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito ao oferecer um prazo de apenas quatro dias para as inscrições e restringir a publicidade somente ao Diário Oficial. O magistrado determinou a realização de uma nova eleição (com prazo de 30 dias para inscrição dos interessados) sob pena de multa, e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Cabo Frio não havia se pronunciado sobre a decisão ou sobre o cronograma para o novo certame.

A denúncia de possíveis irregularidades na eleição do conselho foi publicada pela Folha dos Lagos em junho do ano passado. A acusação era de suposta manipulação nas novas nomeações (feitas no início de junho de 2025), falta de transparência de informações públicas, e arbitrariedade na composição do conselho feitas pela atual gestão da Secretaria de Cultura de Cabo Frio. A denúncia, assinada pelo deputado estadual Flávio Serafini, e também pela ONG Cabo Frio Solidária, tinha como alvos a Prefeitura de Cabo Frio e a Secretaria de Cultura.

Na época da denúncia, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, foi questionado pela Folha sobre a forma de divulgação da eleição, e sobre o prazo curto para as inscrições. Na ocasião, ele justificou que “não há um prazo mínimo estabelecido em Lei”.

– O canal oficial para a comunicação é sempre o Diário Oficial do município. Isto significa que foi amplamente divulgado, porque é uma obrigação dos ativistas e dos cidadãos esse acompanhamento às publicações do Diário Oficial. (Sobre o prazo de quatro dias para inscrição) é um procedimento que depende de vários fatores, pois só acontece eleição para três membros do inc. IV do art 5º da Lei 3309/21. Não fosse apenas isto, entendemos que nosso ‘deadline’ era 30/05 para iniciar a convocação. Fizemos dois dias antes. Então, cumprimos nossa meta. Não vemos como dificuldade. Vemos como insurgência de uma entidade em específico que perdeu o prazo e resolveu polemizar algo que foi realizado com lisura e transparência - disse Carlão se referindo à ONG autora da denúncia.

O juiz Marcio da Costa Dantas, no entanto, afirmou na sentença (que a Folha teve acesso) que “não é razoável exigir-se que membros da sociedade civil, não integrantes da Administração Pública Municipal, promovam diariamente o acompanhamento das publicações feitas em diário oficial local”. Afirmou ainda que “a falta de publicidade das inscrições para participação de entidades da sociedade civil e a exiguidade do prazo, foi proposital, isso para que a integração do conselho fosse feita por pessoas escolhidas pela Secretaria Municipal de Cultura”. E completou: “Entendo que a parte impetrada (Margareth Ferreira da Silva, Sergio Oliveira Nogueira da Silva e Carlos Ernesto Lopes) violou o primado da publicidade do artigo 37 da Carta Política e ainda o § 2º do art. 5º da Lei Municipal nº 3.309/2021, situação que macula as nomeações feitas com arrimo no item 3.7 do edital e, por consequência, os atos subsequentes praticados pelo Conselho Municipal de Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC) devem ser considerados nulos”. 

A decisão judicial confirmou, ainda, o que o deputado Flávio Serafini havia apontado na entrevista publicada pela Folha em junho do ano passado: a arbitrariedade nas nomeações. Na ocasião, o deputado alertava que, sem transparência, o governo nomeou diretamente entidades da sociedade civil. O juiz validou essa percepção ao destacar que um dos próprios impetrados na ação, o arquiteto Sérgio Nogueira, constava como membro de uma das entidades "convidadas" pela Secretaria de Cultura para ocupar a vaga que deveria ter sido disputada em eleição aberta. Por isso, na sentença o magistrado também anulou o item 3.7 do Edital nº 42/2025, que permitia à Secretaria de Cultura preencher vagas por convite em caso de ausência de candidatos. Para a Justiça, essa cláusula não encontra amparo na Lei Municipal nº 3.309/2021 e serviu apenas para afastar a regra do processo eleitoral coordenado pelo próprio Conselho.

Outro ponto de divergência entre a gestão municipal e o entendimento jurídico diz respeito à importância e à paridade do órgão. Em entrevista à Folha no ano passado, o secretário Carlão minimizou a estrutura do conselho, afirmando que "não há paridade nem conceito de sociedade civil e governo, mas entidades participantes". O magistrado, por outro lado, reforçou a obrigatoriedade paridade de membros através da participação de cinco representantes do Governo Municipal, um do Poder Legislativo Municipal, três integrantes de entidades que atuem na proteção e valorização do patrimônio cultural e três representantes de entidade profissional, acadêmica ou de pesquisa.

A Justiça também impôs um rito rigoroso para a reestruturação do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio. Com a última eleição anulada, a prefeitura tem agora um prazo de 30 dias para iniciar um novo processo eleitoral, garantindo que o edital tenha ampla publicidade em redes sociais, site oficial e mídias locais. Para evitar novos prazos "relâmpagos", a sentença determina que deve haver um intervalo mínimo de 30 dias entre a publicação do edital e o início das inscrições. A decisão também atinge o funcionamento administrativo do patrimônio histórico da cidade, e suspende todas as deliberações realizadas pelos membros empossados ano passado, incluindo autorizações de demolição ou processos de tombamento que tenham passado pelo conselho desde a posse considerada ilegal. 

O impacto da nulidade do conselho alcança situações de danos irreversíveis ao cenário histórico da cidade. Durante o período da gestão agora invalidada, o CMUPAC autorizou demolições polêmicas, como a da antiga residência do ex-prefeito Edilson Duarte, no Centro, ocorrida em setembro do ano passado. Outro caso notório foi o da casa localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, também no Centro. O processo de demolição deste imóvel tramitava desde 2021 no Instituto Municipal do Patrimônio Cultural (Imupac), mas só avançou após a posse dos novos membros, ano passado, que deram o aval para a derrubada.

Diante desses fatos, o corpo jurídico da ONG Cabo Frio Solidária informou à Folha que a decisão judicial abre caminho para medidas de reparação. Segundo os advogados da entidade, nos casos em que os imóveis já foram demolidos com base em autorizações nulas, cabe o pedido de indenização por danos ao patrimônio cultural. Além disso, segundo eles, a conduta dos gestores públicos envolvidos pode ser enquadrada em improbidade administrativa, uma vez que o juiz sentenciou que a manobra para formar o conselho foi "proposital" para afastar a regra legal de eleição.

Na sentença, o magistrado determinou que o município se abstenha de realizar novas reuniões até que a representação da sociedade civil seja devidamente eleita e empossada conforme o rito da Lei Municipal nº 3.309/21. Em caso de descumprimento das medidas, foi fixada uma multa diária, além da possibilidade de incidência de multa pessoal aos gestores da Secretaria de Cultura por ato atentatório à dignidade da justiça. 
 
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