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QUESTIONAMENTOS

Prefeitura de Cabo Frio tem até terça (28) para dar esclarecimentos sobre Hospital Unilagos

Presidenta da Comissão de Combate ao Coronavírus da Câmara anuncia que vereadores farão visitas às unidades de Saúde para fiscalizar condições de trabalho

27 abril 2020 - 18h12Por Rodrigo Branco

Termina nesta terça-feira (28) o prazo dado à Prefeitura de Cabo Frio pela Câmara Municipal para responder a um requerimento que pede informações sobre o Hospital de Campanha Unilagos, unidade de referência para a o tratamento de pacientes do novo coronavírus na cidade. No requerimento que aprovado na sessão do último dia 14, os vereadores querem saber, a modalidade legal da contratação da clínica; o custo mensal da operação para o município, a estrutura disponível na unidade e o critério para internação no hospital.

Os questionamentos foram feitos pela Folha dos Lagos, na semana passada, em reportagem sobre a crise no setor de Saúde durante a pandemia, mas não houve respostas da Prefeitura sobre as condições financeiras e contratuais. Denúncias que chegaram à reportagem dão conta de que o hospital ainda não funcionava a todo vapor naquela ocasião por falta de gerador de energia e pela rede de oxigênio incompleto. O governo municipal alega que a unidade foi inaugurada em perfeitas condições.

A presidenta da Comissão Especial de Combate ao Coronavírus da Câmara, vereadora Letícia Jotta (Pros) afirmou que pouco se sabe sobre a unidade, inaugurada com pompa e focos de aglomeração no último dia 10.

– Aguardamos ansiosos pela resposta do requerimento, porque tem que ter transparência. A gente precisa saber o que está sendo feito, o que foi feito, o que foi gasto, como está sendo feito, de que forma vai ser feito, o que vai ficar em termos de legado. Como é o contrato, porque na verdade ninguém sabe de nada. Só se sabe que inaugurou e pronto. Eu prefiro aguardar amanhã. Nesse momento a gente tem que ter cautela. Mas se não vier [a resposta], vou pra cima com tudo – anuncia Letícia, que disse ter visitado o hospital apenas uma vez após a inauguração.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, o vereador Vaguinho Simão (Republicanos) engrossou o coro de questionamentos, ao dizer que há pendências jurídicas e trabalhistas referentes à antiga clínica que funcionava no local e ao seu proprietário.

– Com tantas pendências, porque o prefeito insistiu em fazer esse convênio? Temos o Hospital do Jardim Esperança, que tem uma ala praticamente inutilizada, onde poderia ser feito o hospital de campanha. Tem o Hospital da Criança, que está fechado, poderia ser utilizado e ficar um legado para o município. Vamos passar por essa crise. O Covid não vai ficar. Para quem vai ficar essa estrutura? – pergunta.

Comissão vai fazer inspeção nas unidades de Saúde

Não é apenas o Hospital de Campanha que está no foco das atenções da Comissão Especial da Câmara. Os vereadores cobram do secretário de Saúde, Iranildo Campos, o cumprimento da lei que libera do trabalho os servidores que se enquadram no grupo de risco de contágio da Covid-19.

A vereadora Letícia Jotta afirma que integrantes da comissão se reuniram com o secretário que, no entanto, resiste a dispensar os servidores. Contrariando decreto do prefeito Adriano Moreno (DEM), que liberava os funcionários que estão no grupo de risco, Iranildo endureceu regras para liberação de funcionários com problemas de saúde, que agora precisam passar por uma comissão médica.

Outra questão que é alvo da comissão são as denúncias de falta de equipamentos de proteção individual nas unidades de saúde, o que a Secretaria de Saúde nega. Para verificar as condições de trabalho dos funcionários que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus, a presidenta da Comissão Especial da Câmara anunciou que serão feitas visitas surpresas nos hospitais.

O planejamento das ações está sendo feito por meio de reuniões on-line, por videoconferência, diz Letícia Jotta.

– A gente pensa em fazer as visitas, mas sem nada agendado. Vamos nos dividir e parte dos vereadores vai visitar uma unidade, enquanto a outra parte visita outra unidade.  Vamos fazer essa fiscalização e os nossos relatórios. Tem o almoxarifado, que nos foi relatado que não estavam deixando o Conselho Municipal e o sindicato entrarem. Nós pedimos e deixaram que entrassem. A gente precisa ir, deixamos passar um pouco, para chegar de surpresa. Ver se confere o que o Conselho de Saúde falou, que não tem quase nada no almoxarifado. O secretário diz que tem. A gente tem que fiscalizar de perto – conclui.

 

 

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