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		<title>Folha dos Lagos - Polícia</title>
		
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				<title><![CDATA[Polícia investiga morte de três mulheres em intervalo de quatro dias na Região dos Lagos]]></title>
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				<description><![CDATA[A Polícia Civil de Búzios e Rio das Ostras está investigando a morte de três mulheres. Os corpos de Valéria Matos Ribeiro, Emanuelly Caroline Gomes de Oliveira e Taís de Souza Santana foram encontrados em um intervalo de apenas quatro dias. A suspeita é de que as três mulheres tenham sido vítimas de feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar ou por menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 

Em Búzios, Valéria  (48 anos) foi assassinada no bairro Vila Verde. O suspeito é o ex-companheiro da vítima, Ademilson da Silva, de 54 anos, encontrado morto horas depois em uma residência no bairro da Rasa. Valéria deu entrada no Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé na última sexta-feira (23) com uma faca alojada no abdômen. Apesar dos procedimentos cirúrgicos e das transfusões de sangue, a mulher faleceu na madrugada deste domingo (25). Segundo informações divulgadas por familiares, o ataque ocorreu na presença do filho da vítima, de apenas 8 anos. Ao tentar proteger a mãe, a criança também sofreu ferimentos no braço.

No mesmo bairro, policiais militares encontraram, nesta terça-feira (27), o corpo de Emanuelly. A jovem, de 19 anos, estava com as mãos amarradas para trás e apresentava um corte profundo no pescoço. Embora tenha sido registrado inicialmente como homicídio doloso, investigadores da 127ª Delegacia de Polícia não descartam a possibilidade de feminicídio.

Em Rio das Ostras, Taís, de 24 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (26). O corpo estava dentro de sacolas plásticas, às margens de um valão na Avenida Flor do Campo, no bairro Âncora. Segundo informações, Taís morava com a família e estava desaparecida desde a última quinta-feira (22). Segundo a perícia havia marcas de violência e ferimentos profundos na cabeça. 

Os três casos provocaram manifestações de indignação nas redes sociais, e chamaram a atenção de movimentos feministas para os números da violência contra a mulher. 

– Eu estou muito ansiosa e tentando entender de onde vem esse sentimento. Fiquei tentando refletir, e acho que é impossível ter outro sentimento que não seja esse, de raiva, de indignação, de insatisfação, de urgência. A verdade é que a gente está vivendo na pele as contradições desse sistema maldito que é o capitalismo, que coloca a vida das mulheres como absolutamente nada. Nós tivemos três feminicídios na região essa semana, e isso não pode ser uma coisa que a gente ache que “tudo bem, está normal, acontece, é estatística”. O discurso de ódio que foi construído nessas eleições, o discurso de que não existe feminicídio, o discurso de que existem plenos direitos entre homens e mulheres, de que não existe violência de gênero, ele é um discurso que repercute, que ganha na consciência das pessoas, e nós precisamos mostrar o outro lado: o lado de que essa violência é inerente a esse sistema em que a gente vive. O capitalismo se sustenta pela violência das mulheres. Ele se sustenta com esse sangue que está sendo derramado na nossa região. E nós precisamos discutir isso na sociedade, nas nossas cidades e ir para a rua. O Estado precisa ser responsabilizado pelo que está acontecendo com as mulheres na nossa cidade, na nossa região - desabafou Chantal Campello, uma das fundadoras da Casa de Referência Inês Etienne Romeu, em Cabo Frio.

A Casa Etienne foi criada em novembro de 2023 através da ocupação de um imóvel abandonado no bairro Itajuru. O espaço, gerido gratuitamente e de forma voluntária pelo Movimento de Mulheres Olga Benário, funcionou como centro de acolhimento para mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade até julho de 2025, quando a Prefeitura acionou a justiça para despejar o movimento social.

– Nós tínhamos uma ocupação que acolhia mulheres em situação de violência, e que por duas vezes foi despejada de forma bastante violenta: essa é a resposta que o Estado dá para o problema da vida das mulheres. Esse vídeo é um convite, uma convocação para você, mulher indignada, homem indignado, que quer transformar a sua raiva em organização e luta, porque não existe outro caminho que não seja esse. Justiça pelas nossas mulheres que foram brutalmente assassinadas no passado e no presente - convocou.

Pétala Cormann é a coordenadora estadual do Movimento de Mulheres Olga Benário na Região dos Lagos. Ela também postou vídeo nas redes sociais.

– Sabe o que tem na Região dos Lagos além de um monte de praia bonita? Um mar de sangue de mulher vítima de feminicídio. Hoje mais uma mulher foi encontrada morta, degolada, dentro de casa, e a polícia está investigando. Ontem, outra mulher foi encontrada em Rio das Ostras, dentro de duas sacolas plásticas, no bairro do Âncora: o corpo já estava em decomposição. E no domingo, a Valéria morreu, depois de ter sido brutalmente esfaqueada pelo ex-companheiro, enquanto levava o filho para a escola. Esse é o sistema que nós vivemos, onde a vida das mulheres vale cada vez menos. E nós precisamos responsabilizar o Estado, porque ele não protege a vida das mulheres, não investe em combate à violência contra a mulher. Ainda fazem um discurso cínico de que não existe feminicídio, de que não existe violência de gênero contra as mulheres: as mulheres estão morrendo por ciúme, por posse, por cobrar pensão do ex-companheiro. Essas mulheres são vítimas de feminicídio, são mulheres trabalhadoras que sustentam essa região, e mesmo assim morrem brutalmente assassinadas pelo descaso, pelo cinismo, pela omissão - pontuou Pétala.

Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro revelam que somente este ano, entre os meses de janeiro e julho, foram registrados de forma oficial 48 feminicídios e 200 tentativas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro. Ano passado, foram contabilizados 105 feminicídios e 307 tentativas. Em 2024, foram 107 feminicídios e 382 tentativas. Em 2023, houve 99 feminicídios e 308 tentativas. O ano de 2022 registrou o maior total de feminicídios do período, com 111 vítimas. Naquele ano, o estado também registrou 293 tentativas. Em 2021, foram 85 feminicídios e 264 tentativas; em 2020, 78 e 270, respectivamente. Em 2019, o levantamento aponta 85 feminicídios e 334 tentativas. Em 2018, foram 71 feminicídios e 288 tentativas. Em 2017, 68 feminicídios e 248 tentativas. Em 2016, os registros foram de 14 feminicídios e 43 tentativas.

Na Região dos Lagos, dados do ISP para o período de janeiro de 2016 a julho de 2026 colocam Araruama na primeira posição do ranking regional de casos de feminicídio: foram 10 casos em 10 anos (dois em 2026, um em 2024, 2023, 2022, 2020 e 2016, e três em 2017). Cabo Frio aparece logo em seguida, com nove mortes de mulheres: uma em 2026, 2025, 2023, 2022, 2021, e duas em 2024 e 2017. Saquarema aparece em terceiro lugar no ranking regional com cinco registros: quatro deles foram apenas em 2024, e um em 2022. Arraial do Cabo, Búzios e São Pedro da Aldeia têm quatro casos de feminicídio cada. Iguaba Grande contabiliza dois em 10 anos.
 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 16:58:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Operação resgata 67 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Cabo Frio]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma operação promovida esta semana por auditores fiscais do Trabalho, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, resgatou 67 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma usina de cana-de-açúcar, em Cabo Frio. O flagrante, nesta quarta-feira (30), expôs um problema antigo, que se repete há décadas nas cidades da Região dos Lagos, acumulando histórico de denúncias e condenações judiciais não só em Cabo Frio, mas também em Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema.

Segundo informações, grande parte dos trabalhadores resgatados vieram do Nordeste do Brasil e também de Minas Gerais com promessa de trabalho no corte de cana-de-açúcar. Desde junho, eles cumpriam rotinas de até 15 horas por dia. Ninguém tinha carteira assinada. Durante a operação, os lavradores denunciaram pagamentos menores do que o combinado, além de atrasos constantes.

Quando não estavam trabalhando, os lavradores ficavam em um alojamento dentro da própria usina. Segundo a investigação, o espaço era insalubre: além de conviver com ratos e insetos, não tinham acesso a chuveiros com água quente nem fornecimento adequado de água potável. 

Após a fiscalização, todos os 67 contratos foram rescindidos. Apesar das irregularidades, o Ministério do Trabalho garantiu que todos os trabalhadores recebam as verbas salariais e rescisórias com base no período efetivo relatado pelos operários. O valor total para quitar todas as obrigações trabalhistas chega a R$ 335 mil. Eles também receberão seguro-desemprego específico para trabalhadores resgatados. A viagem de volta pra casa para todos os lavradores foi custeada pela própria usina, que segundo informações será acionada nas esferas trabalhista, cível e criminal.

A realidade desses 67 trabalhadores, no entanto, não é novidade em Cabo Frio. Em fevereiro de 2004, a gravidade dos relatos de trabalho análogo à escravidão na cidade fizeram a Câmara dos Deputados criar uma comissão para acompanhar investigações sobre uma denúncia-crime enviada pelo Ministério Público Federal.

Em outubro de 2023, durante debate também na Câmara dos Deputados, o fundador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (GPTEC) da UFRJ, Padre Ricardo Rezende, apontou que a Região dos Lagos aparece há décadas nos mapeamentos de exploração no estado.

 Faz 46 anos que eu mexo com esse tema, e faz 20 anos que o GPTEC foi criado no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos, voltado para esse tema. Faz 20 anos que o Movimento Humanos Direitos foi criado, tendo como prioridade o combate ao trabalho escravo. Alguns anos atrás, a convite da Secretaria de Direitos Humanos do Estado, nós fizemos uma pesquisa sobre trabalho escravo no Rio. O texto não foi publicado, mas naquela época nós constatamos, por exemplo, que de 1988 a 1999 tinha havido denúncia de 11.042 casos de pessoas submetidas ao trabalho escravo. Muito mais da metade era de Campos dos Goytacazes, mas também havia problema em Paty do Alferes, Cachoeiras de Macacu, Petrópolis, Itaguaí, Barra Mansa, na cidade do Rio de Janeiro, Rio Bonito, Cabo Frio, Cardoso Moreira, Carapebus e Quissamã  declarou o sacerdote na ocasião.

Padre Ricardo explicou que os levantamentos seguintes mantiveram as cidades da região no mapa da degradação do trabalho.

 Depois nós fizemos um estudo sobre 2000 a 2010. Aí houve casos de denúncia em Bom Jardim, Resende, Cantagalo, Petrópolis, Araruama, Paracambi, Valença, São Francisco de Itabapoana, Carapebus, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo. Nesse período, as denúncias eram de 7.398 pessoas envolvidas em trabalho escravo. Dessas 7.398 pessoas que estariam envolvidas, foram resgatadas 1.693 trabalhadores. De 2011 a 2015, as áreas foram construção civil, agricultura, alimentação, pedreira, pesca, salina, modelagem e fábrica de gelo. Em Cabo Frio, foi no cultivo de cana-de-açúcar  completou o padre, lembrando que a extração de sal em Arraial do Cabo e Araruama, a cana em Araruama e a fruticultura em Saquarema também registraram casos de pessoas trabalhando em situação análoga à escravidão.

A Justiça acumula decisões que confirmam esse quadro. Em 2006, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) condenou um fazendeiro de Araruama a pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos ao manter 14 pessoas em condições análogas à escravidão, inclusive com trabalho infantil na colheita de laranjas. Em janeiro de 2018, outra fiscalização resgatou 10 trabalhadores em uma salina em Praia Seca, também em Araruama, vivendo em situação degradante nos alojamentos e na fábrica de moagem.

Em julho deste ano, o Ministério Público Federal denunciou criminalmente um proprietário rural por manter uma mulher e suas duas filhas adolescentes sob trabalho escravo por cinco anos em um sítio em Araruama, e pediu indenização de R$ 500 mil. Segundo o MPF, as vítimas trabalhavam de sol a sol, não recebiam o salário em dinheiro, cozinhavam em um buraco no chão e moravam em uma estrutura sem reboco e saneamento. A apuração começou no Ministério Público do Trabalho em Cabo Frio, que conseguiu liminar na 1ª Vara do Trabalho de Araruama para vistoriar o local com apoio policial.

Também em julho de 2026, a fiscalização do trabalho resgatou um casal que atuava como caseiro em um sítio em Saquarema. Eles trabalhavam sem carteira, férias ou folgas, e recebiam apenas a moradia como pagamento.
 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 10:51:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Vice-prefeito de Cabo Frio denuncia ameaças de morte contra ele e a esposa]]></title>
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				<description><![CDATA[O vice-prefeito de Cabo Frio, Miguel Alencar, denunciou nesta quinta-feira (25) que ele e a esposa, a nutricionista Maitê Westermann, estão sendo vítimas de ameaças de morte. A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação Miguel exibe mensagens que afirma ter recebido por WhatsApp durante o mês de abril. 

Em uma das mensagens apresentadas pelo vice-prefeito, uma pessoa identificada pelas iniciais R.S. escreve: “Aí seu moleque, tá pensando que vai dar um golpe no sistema. A casa vai cair pra você. Já tô ligado no seu dia a dia. Tô só te observando. Sei tudo o que você faz. Se ficar nessa vai ter banho de sangue. O papo já foi dado”.

Segundo Miguel, a esposa também passou a receber ameaças. Em outra mensagem exibida no vídeo, enviada pela mesma pessoa, o texto diz: “Aí senhora. Se você ama seu marido, dá uns conselhos pra ele. Vai ter banho de sangue na cidade. Ele tá muito acelerado. Nós não tamo pra brincadeira”.

O vice-prefeito também mostrou uma terceira mensagem, enviada por outro número, identificado pelas iniciais P20. O texto diz que “tá tudo palmeado. Não quero vocês causando problemas, entendeu? Se não vai dá m... O aviso tá dado. Miguel, não quero você criando confusão, nem se metendo, tendeu? Fica quieto no seu canto que tá tudo palmeado. Fica quietinho no seu canto e relaxa, se não a conversa vai mudar. O aviso tá dado”.

Segundo Miguel, o caso já foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia, sob o número 126-04074/2026.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:28:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Cabo Frio lidera ranking de homicídios na Região dos Lagos, superando a Baixada e a capital]]></title>
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				<description><![CDATA[O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou esta semana o Atlas da Violência 2026. A pesquisa, que traz como base consolidada os números de 2024, acende um sinal de alerta para a segurança pública da Região dos Lagos. Ao analisar os municípios com mais de 100 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro, o relatório revela que Cabo Frio assumiu o posto de cidade mais violenta da região. 

Com uma população de 238.166 moradores, o município alcançou uma taxa de homicídios estimados de 36,1 para cada grupo de 100 mil habitantes, ocupando a indigesta sétima posição no ranking geral de letalidade entre as 29 cidades do estado listadas no documento. Esse índice coloca o maior município da região em uma situação de vulnerabilidade superior à de territórios historicamente associados a altos índices de criminalidade urbana.

A metodologia do estudo detalha que pesquisadores chegaram a esse diagnóstico por meio do cruzamento de diferentes dados de mortalidade. O relatório diferencia os homicídios registrados, que são os casos oficialmente computados e validados pelas forças de segurança e secretarias de estado, dos homicídios ocultos. Estes últimos correspondem a assassinatos camuflados nas estatísticas, classificados como "morte violenta por causa indeterminada" devido à falta de conclusão de inquéritos, ou falhas no preenchimento dos óbitos, deixando sem esclarecimento se a causa foi acidente, suicídio ou homicídio. A soma dessas duas realidades gera o indicador de crimes estimados. No caso específico de Cabo Frio, foram oficialmente registrados 84 homicídios, e dois casos ocultos, totalizando 86 mortes estimadas que serviram de base para o cálculo proporcional da taxa de 36,1.

A gravidade do cenário regional se estende aos municípios vizinhos, que acompanham Cabo Frio nas posições mais altas do mapa da violência estadual. Araruama aparece logo em seguida, na nona posição do ranking estadual (e segundo no regional), com uma taxa de homicídios estimados de 33,4. Logo depois, na 12ª colocação no estado, desponta São Pedro da Aldeia, com 29,8. 

O Atlas da Violência também revela que Cabo Frio, Araruama e São Pedro da Aldeia superaram, em letalidade proporcional, grandes municípios fluminenses conhecidos pela violência crônica. Cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, como Duque de Caxias (13º lugar), Nilópolis (15º), a própria capital do Rio de Janeiro (19º), e São Gonçalo (27º), apresentaram indicadores de homicídios estimados por habitante significativamente menores do que os dos três municípios turísticos da Região dos Lagos.

Embora geograficamente pertença à Região das Baixadas Litorâneas, e seja tratada de forma separada na dinâmica regional tradicional, Rio das Ostras foi a única cidade vizinha à Região dos Lagos que apresentou um comportamento estatístico totalmente oposto a Cabo Frio, Araruama e São Pedro. O município teve taxa de homicídios estimados em 17,8, figurando na 21ª posição do estado. Com esse desempenho, Rio das Ostras foi o único de todo o bloco analisado na vizinhança a ser considerado menos violento que a capital, Rio de Janeiro.

Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande e Saquarema não apareceram no levantamento. Isso porque o mapeamento detalhado do Atlas da Violência não leva em consideração localidades com menos de 100 mil habitantes.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:21:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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				<description><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 17:34:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Antes de deixar o cargo, comandante do 25º BPM anuncia desativação do CCS de Cabo Frio]]></title>
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				<description><![CDATA[Na sexta-feira (6) a coronel Andréia Ferreira da Silva Campos deixou o comando do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), em Cabo Frio, após quase dois anos. No lugar dela, quem assumiu foi o Tenente Coronel Almeida, que ocupava a função de subcomandante. Antes de deixar o comando, no entanto, ela informou ao programa Amaury Valério (Rádio Ondas FM) que o Conselho Comunitário de Segurança de Cabo Frio (CCS) está sendo desativado após 21 anos de atividade ininterrupta. Segundo a comandante, não houve inscrição de chapas para substituir a atual diretoria, sob gestão da empresária Patrícia Cardinot.

– O CCS é muito importante para as ações de segurança, mas infelizmente a Patrícia não pode continuar. O Conselho é gerido pela Secretaria de Segurança e pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), e existem regras a serem seguidas. Como não houve apresentação de nenhuma chapa até novembro, para substituir a atual, o ISP encerrou as atividades do CCS de Cabo Frio. Mas ainda estamos abertos à indicação de novas chapas para reativação do conselho. Para isso é preciso um mínimo de cinco pessoas, podendo ser mais, e todos os membros passam por uma avaliação do ISP - explicou a oficial.

Também em entrevista ao radialista, no entanto, Patrícia Cardinot informou que houve, sim, a apresentação de uma chapa, e deixou claro a insatisfação com o desgaste enfrentado pela diretoria ao longo do tempo.

– Eu tomei a decisão de sair do conselho, e da diretoria. Como presidente nos últimos dois mandatos eu nem poderia concorrer de novo, mesmo. Mas eu apresentei uma chapa. Falei que não faria parte porque estou cansada. É muita falta de valorização, e ingratidão durante anos. Tudo o que fazemos é de graça, é trabalho voluntário, mas não conseguimos espaço para levar nossos projetos à frente. Então decidi encerrar minha gestão. Mas já enviei a nova chapa para o ISP e para a comandante Andréa, para que eles deem continuidade ao processo de posse - explicou Patrícia.

A trajetória da então presidente é marcada pela reconstrução do órgão, já que foi ela quem reativou o CCS de Cabo Frio em 2005, após cinco anos de inatividade. Ela contou que também ajudou a implantar o Conselho Comunitário de Segurança de Arraial do Cabo e Búzios, e criou os primeiros grupos de Whatsapp focados em segurança pública, em 2015.

– Eu comecei a atuar na segurança, de forma voluntária, depois que tive um irmão assassinado, minha mãe se suicidou por causa disso, e após ter passado por dois relacionamentos abusivos que quase me mataram. Mas, infelizmente, o descaso da população é muito grande. Todo mundo reclama, mas ninguém participa das reuniões. E isso acontece em todos os mais de 90 CCSs do estado do Rio de Janeiro. As pessoas têm receio de participar, acham que se participarem das reuniões do conselho serão vistos como X9 (informantes da polícia), o que não é verdade, até porque segurança pública não é só polícia: é a falta de iluminação pública, é a assistência social, é a pessoa em situação de rua, e muitas outras questões - desabafou Patrícia.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 12:22:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Operação conjunta entre Prolagos e forças de segurança flagra pontos de furto de água em Cabo Frio
]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/operacao-conjunta-entre-prolagos-e-forcas-de-seguranca-flagra-pontos/21828/</link>
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				<description><![CDATA[Uma operação conjunta, realizada nesta quinta-feira (22), entre a Prolagos, as polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Municipal de Cabo Frio resultou na identificação e desarticulação de dois grandes pontos de furto de água na cidade. As irregularidades eram utilizadas para o abastecimento clandestino de caminhões-pipa e foram encontradas com o auxílio de um drone da Guarda.

A fiscalização ocorreu na Rua Adélia Carvalhaes Barbosa, no bairro Parque Eldorado 2. No primeiro ponto, as equipes da concessionária e os agentes de segurança encontraram sete ligações irregulares que direcionavam água do sistema da concessionária diretamente para uma cisterna. O imóvel abrigava duas cisternas de grande porte com capacidade total de aproximadamente 72 mil litros. Toda a estrutura foi desfeita e as ligações clandestinas foram removidas.

Em outro ponto da mesma rua, foi localizada uma cisterna de 70 mil litros alimentada por uma ligação clandestina, além de um poço artesiano. Durante a vistoria, foram apreendidas duas bombas de sucção e um compressor. Uma pessoa foi detida em flagrante pela Polícia Civil e conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.

“Esse trabalho integrado demonstra que os setores estão mobilizados para proteger o patrimônio coletivo e assegurar que o serviço chegue com qualidade a cada morador. Essas irregularidades, que são crime, causam danos à rede de distribuição, principalmente a perda de pressão. Isso impacta diretamente os moradores, sobretudo na alta temporada, quando a população da região chega a ser quatro vezes maior”, destacou o supervisor Comercial da Prolagos, Marcos Lacôrte.

Além de ser crime previsto no Artigo 155 do Código Penal e causar redução da pressão na rede, o que dificulta a chegada da água a áreas elevadas e distantes, as ligações clandestinas também geram o risco de contaminação e a ocorrência de vazamentos que podem danificar as estruturas dos imóveis. Em meio à alta temporada, caracterizada pelas temperaturas elevadas e pelo aumento do consumo de água, as fraudes prejudicam de forma significativa o abastecimento de bairros inteiros.

A Prolagos mantém um cronograma permanente de fiscalização, em parceria com o Inea e as forças de segurança. Em 2025, foram mais de 9 mil irregularidades flagradas nas cinco cidades de atuação da empresa. A população pode contribuir denunciando atitudes suspeitas de forma anônima. As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais de atendimento da concessionária, por telefone ou WhatsApp, pelo número 0800 7020 195 ou pelo site www.prolagos.com.br.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:21:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Região dos Lagos recebe espetáculo teatral que questiona a desigualdade]]></title>
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				<description><![CDATA[Celebrando 10 anos de estrada, o espetáculo “Se vivêssemos em lugar normal” chega, este mês, à Região dos Lagos. A peça, adaptação da obra de Juan Pablo Villalobos, é uma uma tragicomédia subversiva. O público poderá conferir as apresentações em Cabo Frio, em Araruama, e no Rio de Janeiro.

“Se vivêssemos em lugar normal” é a primeira adaptação teatral da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a trama conta a história de Orestes, um adolescente de 13 anos que se depara com os conflitos sociais e econômicos que permeiam sua família e a sociedade ao seu redor.

Em meio a uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, o protagonista tenta avaliar o curso de sua própria sorte enquanto ameaças reais desenham uma tragédia iminente. Essa mistura de humor e drama resulta em uma encenação deliciosamente subversiva.

O impacto da peça é reconhecido pela crítica, sendo classificada pelo jornal O Fluminense (out/2016) como um potente "Manifesto contra desigualdade". O texto ácido e a interpretação potente permitem ao público não apenas gerar questionamentos, mas também idealizar um lugar mais digno e igualitário, refletindo a realidade de milhões de brasileiros e latino-americanos.

Além de ser o único ator no palco (possui formação em Interpretação pela UNIRIO), Roberto Rodrigues também assina a adaptação do espetáculo. Com vasta trajetória no teatro, circo e audiovisual, o ator é integrante do Circo Dux e da Orquestra Circônica, além de fundador do Projeto Transmutante.

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - através da Secretaria de Cultura e Utopias da cidade de Maricá - em Cabo Frio o espetáculo será apresentado nos próximos dias 15 e 16, no Teatro Quintal (rua Américo Ferreira da Silva, 3, no Parque Burle), às 20h. Em Araruama o público poderá conferir a encenação no dia 18, às 21h30, no Espaço Multicultural Gene Insanno (Rua Coronel Doring, 71 - Haway). A temporada será encerrada no Rio de Janeiro, com sessões às sextas, sábados e domingos (começou no último dia 12 e segue até o dia 22), sempre às 20h, no Teatro Laura Alvim (Avenida Vieira Souto 176, Ipanema).

Antes de chegar à Região dos Lagos, o espetáculo passou pela FLIM (Feira Literária Internacional de Maricá) e teve uma temporada de sucesso de público no Teatro da UFF, em Niterói com produção de Carol Oliveira, iluminação de Lucas Maciel e comunicação de Bia Ferraz.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 10:58:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Vítima de tentativa de feminicídio, empresária de Cabo Frio recebe alta]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/vitima-de-tentativa-de-feminicidio-empresaria-de-cabo-frio-recebe/21720/</link>
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				<description><![CDATA[Vítima de tentativa de feminicídio na última terça-feira (4), a empresária cabo-friense Rose Rosa recebeu alta médica no início da tarde desta quinta-feira (6). Em uma sequência de stories postados nas redes sociais, Rose quebrou o silêncio sobre o histórico de violência com o ex-marido, e revelou ter passado por outros episódios de agressão no passado, optando sempre por "ficar quieta".

O vídeo, que rapidamente ganhou repercussão, mostra a empresária com diversos curativos espalhados pelo corpo, incluindo as duas mãos, pescoço, rosto e abdômen, evidenciando a gravidade do ataque que sofreu. Foram cerca de 20 facadas.

O ataque a Rose aconteceu dentro do apartamento onde ela morava. Principal suspeito da tentativa de assassinato, o empresário Antonio Alexandro Vidal Rosa, conhecido como Alexu, se entregou na 126ª Delegacia Policial de Cabo Frio na noite desta quarta-feira (5). Antes de se entregar, o empresário chegou a postar sequência de vídeos tentando justificar o ataque contra a ex-mulher. Mas a caminho da delegacia fez uma nova postagem dizendo estar arrependido. Mesmo com a prisão, o caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Cabo Frio como tentativa de feminicídio.

Essa não é a primeira vez que Alexu é preso. Em dezembro de 2023 ele foi detido por agressão à ex-mulher, por resistência à polícia e desacato. Em agosto de 2024 foi novamente para a cadeia por descumprimento de medida protetiva.
 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 15:09:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Justiça determina retorno do "Faraó dos Bitcoins" ao Rio de Janeiro para audiências em outubro
]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/justica-determina-retorno-do-farao-dos-bitcoins-ao-rio-de/21657/</link>
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				<description><![CDATA[A Justiça Federal determinou esta semana que Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o "Faraó dos Bitcoins", seja transferido do presídio federal em Catanduvas, no Paraná, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro. A decisão atende a um pedido da Justiça fluminense para que o réu participe de audiências presenciais agendadas para os próximos dias 7, 8 e 9 de outubro.

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) chegou a sugerir que Glaidson participe das audiências de forma online, através de videoconferência, alegando razões de segurança. A Justiça do Rio, no entanto, manteve a exigência do formato presencial para as oitivas. O juiz responsável pela decisão de transferência citou documentos que indicam que Glaidson continuou a liderar atividades criminosas mesmo após sua prisão em 2021 durante a Operação Kryptos.

Glaidson, que está preso desde 2023 em Catanduvas, enfrenta diversas acusações. Segundo o Ministério Público, ele não liderava apenas esquemas de fraudes financeiras, mas também estaria envolvido na corrupção de funcionários públicos e em assassinatos de concorrentes. O Faraó dos Bitcoins acumula um total de 25 anotações criminais e 73 registros de ocorrências policiais. Estima-se que seu grupo tenha movimentado mais de R$ 38 bilhões.

A decisão judicial não esclareceu, no entanto, se Glaidson retornará a Catanduvas após o término das audiências. Em um trecho do despacho, o juiz responsável pelo caso reconheceu que as audiências poderiam ter sido realizadas virtualmente, mas destacou que não cabe a ele interferir na decisão da Justiça do Rio de Janeiro. A transferência foi baseada no Enunciado nº 42 do colegiado de juízes dos presídios federais, que estabelece que o réu deve ser levado ao seu estado de origem caso a opção por videoconferência não seja adotada.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 16:30:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Victor P. Viana apresenta o livro 'O homem que vomitava sapos' no Espaço Cultural Sophia Editora]]></title>
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				<description><![CDATA[O escritor Victor P. Viana fará bate-papo sobre sua recém-lançada obra “O homem que vomitava sapos”, nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, no Espaço Cultural Sophia Editora, localizado na Rua Major Belegard, 502, Centro, Cabo Frio. O encontro é gratuito e aberto ao público. O jovem estudante Davi Gautto, ilustrador e filho de Victor, também participará do evento.

“De repente, percebeu que estava flutuando. Olhou para baixo e viu o caos. Não sentiu culpa. Apenas uma inédita sensação de paz”, escreve Victor P. Viana no conto que dá nome ao livro. Assim é a obra que o escritor e jornalista radicado em Búzios publica pela Sophia Editora: uma coleção de textos que transitam entre a fantasia, o lirismo e o delírio. 

O livro foi lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Gueto. Em seus contos, crônicas e artigos, o autor parece resumir o sentimento de quem passa a vida engolindo o absurdo do país e da rotina. Muitos deles foram publicados em O Perú Molhado, jornal satírico que circulou de 1981 a 2015 em Búzios

— Os textos não são todos contos, portanto nem todos são ficção — explica Victor. — Há relatos reais — entrevistas e reportagens produzidas para jornais em que trabalhei, a pedido dos meus editores — só que em estilo literário, onde fui desenvolvendo meu estilo de escrita. O ponto central de todas as histórias é o cotidiano, que, se tivermos um olhar atento, pode ser algo extraordinário.

Cotidiano esse, aliás, que muitas vezes aparece deformado, exagerado ou invertido, numa mistura de crítica e riso. Tome-se como exemplo esse trecho do conto O saco de bosta: “Homens, quando falam e são tidos como bosta, diz-se que bostejam. Bem, o saco de bosta bostejava de fato, de quando em vez ou de vez em quando — mais uma vez, tanto faz”.

Os cenários são do interior do estado do Rio, com destaque para a Região dos Lagos, em cidades como Cabo Frio e Búzios.

— É o meu sertão — define. — Cheguei a trabalhar nas redações tradicionais, onde a influência da internet ainda era secundária, e isso me fez circular bastante. Mas foi aqui que construí esse olhar. O papel do jornalismo na formação desses textos é fundamental.

O conto que dá título ao livro — sobre um homem que, após engolir sapos a vida inteira, passa a vomitá-los em público — sintetiza a força simbólica da obra.

— Não exatamente há uma preocupação consciente de mostrar algum ‘tipo de Brasil’ — diz o autor. — Mas trato de temas universais por meio de personagens, inventados ou reais, que se desenrolam em espaços que reconheço — ou vivi.

É Davi Gautto, filho de Victor, quem ilustra o universo fantástico, grotesco e satírico dos textos.

— Foi emoção pura. A ideia foi do Rodrigo Cabral, editor da Sophia Editora. O Davi é um desenhista precoce e excelente — conta Victor, orgulhoso.

Já Davi diz que não foi complicado ilustrar o livro:

— É parte da minha linha de desenho. O mais legal foi ler os textos do meu pai antes. Eles fluíram naturalmente.

O jovem artista de 16 anos destaca a imagem do conto-título como a mais marcante:

— Sabia que essa seria a história que serviria de chamada para toda a obra, então busquei entregar as emoções que senti ao ler.

A obra espelha bem o poder das narrativas híbridas. Tem jornalismo e invenção, memória e delírio, pavor e poesia. E talvez a única saída, mesmo, seja essa: vomitar os sapos e flutuar.

SOBRE O AUTOR
Victor P. Viana nasceu em Itaboraí, foi criado em Cachoeiras de Macacu e mora em Búzios desde 2005. Sobre sua vida nessa cidade litorânea, que enxerga como parte de uma região rica em História e histórias, diz:

— A Região dos Lagos é meu sertão.

Casado com a jornalista e escritora Camila Raupp, é pai de três meninos. É escritor, pesquisador e jornalista.

Seu último livro publicado foi A criança debaixo do guarda-chuva (2021), que conta as aventuras e desventuras de uma criança dos 13 aos 16 anos, em uma linguagem poética cuidadosamente trabalhada, que desconstrói clichês ao criar uma personagem sem gênero definido, oferecendo uma interpretação pessoal à narrativa pioneira em escrita não sexista.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 18:19:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[PF deflagra operação para combater corrupção eleitoral em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/pf-deflagra-operacao-para-combater-corrupcao-eleitoral-em-cabo-frio-e/21507/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (20) uma operação que tem como objetivo apurar e reprimir a prática de corrupção eleitoral por parte de vereadores eleitos nas cidades de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. O suposto crime eleitoral teria acontecido nas eleições municipais do ano passado (2024). Entre os alvos estão os vereadores André Jacaré (PSB) e Jackson Souza (Podemos).

Na ação, policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão em residências de investigados e nas Câmaras de Vereadores de ambos os municípios da Região dos Lagos. As ordens judiciais em questão foram expedidas pela Justiça Eleitoral.

Em Cabo Frio, a investigação foi iniciada no dia do primeiro turno do pleito municipal, após cabos eleitorais do vereador André Jacaré serem conduzidos à Polícia Federal sob suspeita de compra de votos. Com eles, foram apreendidos santinhos e uma quantia em dinheiro fracionada em cédulas de 100 reais.

A partir das apurações, a PF teve acesso a conversas que confirmam a prática ilícita em diversos aspectos, especialmente por meio do agendamento de consultas médicas no Hospital Municipal Jardim Esperança, localizado no reduto eleitoral de André Jacaré. De acordo com os levantamentos, um enfermeiro da unidade estaria envolvido no esquema, efetuando os agendamentos como moeda de troca pelo voto no candidato em questão, que foi eleito.

Já em São Pedro da Aldeia, também durante o primeiro turno do pleito municipal, um eleitor foi conduzido à Polícia Federal por ter sido flagrado filmando a urna eletrônica no momento do voto. As investigações apontaram que a gravação foi feita a mando de um cabo eleitoral de um do vereador eleito Jackson Souza, com o objetivo de comprovar o voto e, assim, receber a quantia previamente negociada de 100 reais. As conversas obtidas pela PF detalham toda a negociação, incluindo que a entrega dos valores seria realizada no comitê de campanha do candidato, situado no bairro Mossoró.

Os investigados poderão responder pelo crime de corrupção eleitoral, além de outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

 

A Folha não conseguiu contato com os vereadores alvos da operação. 
 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Tue, 20 May 2025 10:25:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Luz, câmera, poesia: Sophia e Filmadeira lançam videopoema de Rodrigo Cabral  ]]></title>
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				<description><![CDATA[“Ainda é impossível / enxergar o passado / sem algum grau de miopia”, escreve Rodrigo Cabral em cirurgia, poema que faz parte de refinaria (Sophia Editora, 2024), primeira obra poética do escritor e editor fluminense. Os versos agora são revisitados pelas câmeras de Guto Madeira e Renata Senra, na cadência do violão e flauta de Junior Carriço. Essa união de artistas da Região dos Lagos resultou no videopoema cirurgia, lançado pela Sophia Editora e pela produtora audiovisual Filmadeira no Instagram e no YouTube.  



Com 1 minuto e 29 segundos, o vídeo busca as cores e os movimentos dos versos de Cabral nas paisagens da Praia do Forte e da Praia do Siqueira, cartões-postais de Cabo Frio. A partir da narração de um procedimento cirúrgico na vista, o poema aprofunda reflexões sobre pertencimento e redescobertas possibilitadas por uma nova forma de enxergar a vida e as palavras.  

A gravação de voz e de instrumentos musicais foi realizada por Marcelo Santa Rosa no estúdio Capitania do Som, em Cabo Frio. O áudio está disponível nas plataformas de streaming, como Spotify (https://bit.ly/4bK3rVd). As melodias de violão e flauta são composições de Junior Carriço, escritor e neto do poeta Victorino Carriço, uma das referências literárias de Rodrigo Cabral para a concepção de refinaria.  

Em refinaria, os poemas do escritor traduzem o movimento incessante da vida e do território, a partir de uma linguagem que une referências locais e universais. Inspirado por Cabo Frio, cidade onde observa a Laguna de Araruama, o autor reflete sobre memória, família e os processos internos da escrita.  

— Acredito na poesia que se aproxima da vida com toda a sua camada de complexidade, controvérsia, dualidade e mistério. Concebo a obra, portanto, como refinaria, não em busca de compreender, tampouco de decifrar, mas, sim, de contemplar os processos de transformação de um território, de um indivíduo, de uma escrita; e, também, de analisar, com a ponta dos dedos, aquilo que não evapora, aquilo que permanece — afirma Rodrigo, que na Região dos Lagos fundou a Sophia Editora, apostando em títulos com estudos sobre memória e história do Brasil.  

O videopoema cirurgia faz parte da série de curtas produções artísticas da Filmadeira intitulada “filmitos”. A produtora vem há anos aguçando um olhar para a arte e para o patrimônio natural da Região dos Lagos.  

— A história e a tradição andam juntas nessa forma de enaltecer e valorizar a cultura local. Pensamos em resguardar a memória de cidadezinha de interior: a vida do pescador, dos salineiros, o cenário da restinga com a duna, as praias maravilhosas, a beleza do amanhecer e do entardecer também. Poucos lugares do mundo têm isso. É o que mostramos no videopoema cirurgia através da linguagem poética  cinematográfica em vídeo, texto e música — explicou Guto.  

Este é o segundo videopoema derivado do livro refinaria. O primeiro, filmado por Douglas Lopes, foi “moleques do peito solar”.  

### Sobre a obra  

Em refinaria, a escrita de Rodrigo Cabral deriva, em primeiro momento, de “sonhos hipersalinos”. O autor revisita memórias de infância num território preenchido por salinas prateando os dias. Lembranças em estado bruto são mescladas às percepções do poeta sobre elementos do patrimônio histórico e da paisagem — a praia, a lagoa, os montes de sal, a restinga, o canal, as pedras portuguesas na calçada, a figueira que se mantém numa rua onde quase tudo muda, menos a centenária árvore. Ao autor, interessa investigar o que se transforma e observar o que resta.  

É desse modo que inaugura sua refinaria, coletando significados e experimentos diversos para a palavra. A poesia experimentada em vida é matéria-prima fundamental: “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”. refinaria conta com ilustrações do artista Rapha Ferreira. A orelha é assinada por Thiago Freitas, e o prefácio, de Júlia Vita, que também colaborou na edição.  

Rodrigo Cabral nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ), em 1990. Em Cabo Frio (RJ), fundou a Sophia Editora. Em 2024, ficou em segundo lugar no Prêmio Off Flip de Literatura na categoria Contos e entre os destaques na categoria Poesia. Em 2023, conquistou o terceiro lugar no Festival de Poesia de Lisboa. Em 2022, foi finalista do Prêmio Off Flip na categoria Poesia.

 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 12:50:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Deputado Márcio Gualberto traz debate sobre segurança pública e "Tolerância Zero" a Iguaba Grande]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/deputado-marcio-gualberto-traz-debate-sobre-seguranca-publica-e/21421/</link>
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				<description><![CDATA[Com a proposta de debater políticas de segurança pública mais rígidas para o estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Márcio Gualberto (PL) estará em Iguaba Grande neste sábado (15), às 14h, para dar início a um ciclo de palestras que percorrerá diversas cidades do interior. Segundo ele, a iniciativa tem o propósito de apresentar o projeto “Tolerância Zero” e conscientizar a população sobre a necessidade de o Estado retomar o protagonismo no uso legal da força para garantir o mínimo de segurança à sociedade fluminense. O encontro acontecerá no espaço Brilho & Cor (Rua Morvan Barbosa Guimarães, no bairro Estação). A participação é gratuita, mas deve ser confirmada com antecedência pelo whatsapp (22) 97405-2669 porque o número de vagas é limitado.

Para Zane Machado, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Iguaba Grande, o debate em torno da criação de novas políticas de segurança pública é algo urgente e necessário.

– Muito se fala sobre criminalidade, policiamento e leis, mas temos visto repetidamente que a legislação atual falha em garantir a segurança dos cidadãos. São inúmeros os casos em que a polícia prende criminosos, mas, mesmo com provas, a Justiça os solta, amparada por brechas legais que acabam beneficiando quem comete delitos como furtos, roubos e assaltos. O resultado é uma população cada vez mais insegura e temerosa, até mesmo em plena luz do dia. Dentro desse contexto, o projeto “Tolerância Zero” propõe punir com mais rigor os chamados crimes "menores", de forma a coibir a criminalidade desde sua origem. Estudos demonstram que a aplicação de penas mais severas para furtos e roubos contribui para evitar a escalada da violência, garantindo que a impunidade deixe de ser regra – afirmou Zane.

Durante a visita a Iguaba, a presidente do CCS explicou que um dos objetivos do deputado é conhecer a realidade da cidade e saber de que forma o projeto “Tolerância Zero” pode beneficiar os cidadãos, principalmente na questão da sensação de segurança.

– Entendendo a gravidade da situação da segurança pública em nosso estado, por isso tomei a iniciativa de percorrer os municípios do Rio de Janeiro para debater a necessidade urgente da adoção de uma política de Tolerância Zero, sempre dentro dos parâmetros legais. O Estado precisa recuperar o monopólio do uso legítimo da força e enfrentar com tolerância zero todas as facções criminosas, milícias e organizações que aterrorizam a população. Não podemos aceitar benefícios para bandidos perigosos, nem uma política de desencarceramento que solta criminosos nas ruas. Segurança, justiça e ordem são direitos do cidadão de bem, e é por isso que estamos lançando essa campanha - explicou o deputado, que é presidente da Comissão de Segurança Pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 15:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Prolagos flagra "gato" de água em casa de alto padrão na Passagem, em Cabo Frio]]></title>
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				<description><![CDATA[A equipe de Fiscalização da Prolagos flagrou, nesta segunda-feira (28), uma ligação irregular de água à rede de distribuição, popularmente conhecida como “gato”, que abastecia uma casa de alto padrão e um comércio, na Avenida Hilton Massa, na Passagem, em Cabo Frio.

A ação ocorreu após análise e investigação interna da concessionária, que constatou o consumo de água incompatível pelos dois imóveis.  A perícia da Polícia Civil esteve no local e constatou a fraude.

A responsável pela casa e o locatário do imóvel onde funciona o estabelecimento comercial foram autuados e multados, sendo também conduzidos para a 126ª DP (Cabo Frio) para prestar esclarecimentos. Ambos vão responder criminalmente por furto (artigo 155 do Código Penal).
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Mon, 28 Oct 2024 18:35:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Operação interdita pontos de abastecimento clandestino de água em Armação dos Búzios ]]></title>
				<link>https://www.folhadoslagos.com/policia/operacao-interdita-pontos-de-abastecimento-clandestino-de-agua-em/21217/</link>
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				<description><![CDATA[A captação ilícita de água para caminhões-pipa clandestinos está na mira das autoridades. Uma operação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizada nesta quarta-feira (9), com  apoio da Prolagos e da polícia, flagrou duas centrais ilegais de abastecimento no bairro Tucuns, em Armação dos Búzios.  

Em um dos pontos, na Rua Custódio Alves, foram interditados quatro poços artesianos e uma cisterna de 100 mil litros usada para armazenar a água. Uma ligação clandestina foi desfeita  e cinco bombas hidráulicas, apreendidas.  

Em outro endereço, na Rua Aspino Gomes Quintanilha, foi encontrado um sistema irregular para o abastecimento de caminhões-pipa. Quatro poços e uma cisterna de aproximadamente 150 mil  litros foram desativados e uma bomba apreendida pelos agentes. Um suspeito de ser o responsável pelo local foi autuado e levado para delegacia para prestar esclarecimentos. 

Essa foi a segunda operação realizada nas últimas semanas com objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra a rede de distribuição de água para abastecimento de caminhões-pipa  clandestinos. No fim de setembro, o Inea, apoiado por equipes da Prolagos e das Policiais Civil e Ambiental, fecharam cinco centrais ilegais em Cabo Frio, nos bairros Jardim Esperança, Jardim Peró, Tangará e Maria Joaquina.  

Além de crime, o furto de água prejudica o sistema de distribuição, podendo provocar impacto no abastecimento, devido à perda de pressão na rede. O consumo de água de caminhões-pipa  clandestino também representa um risco para a saúde, por causa das condições inadequadas de higiene no armazenamento.  

"Vamos continuar firmes no combate às fraudes contra a rede de água, seja dando apoio às ações do Inea, seja fiscalizando as possíveis ilegalidades cometidas por estabelecimentos comerciais  e pessoas físicas. Atitudes ilícitas comprometem a coletividade e a Prolagos não mede esforços para oferecer um serviço de qualidade, promovendo saúde e bem-estar para a população", ressalta o diretor-executivo da concessionária, José Carlos Almeida. 

As denúncias de crimes ambientais em todo o estado do Rio de Janeiro podem ser feitas ao Linha Verde por meio dos telefones 0300 253 1177 (interior), 2253-1177 (capital), no aplicativo para celular “Disque Denúncia Rio”, pelo qual usuários com sistema operacional Android ou iOS podem denunciar anexando fotos e vídeos, com a garantia de anonimato. 
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 17:53:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Lucimar é eleita prefeita de Saquarema com 81,68%; veja eleitos para a Câmara]]></title>
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				<description><![CDATA[Lucimar (PL) foi eleita prefeita de Saquarema. Apoiada pela prefeita Manoela Peres, ela teve 53.788 dos votos válidos, totalizando 81,68%. O veterano Paulo Melo ficou sem segundo lugar, mas bem distante de Lucimar. Melo teve 7.293 votos (12,03%). Já Romulo Gomes (Novo) obteve 4.143 votos (6,29%).

Para a Câmara Municipal foram eleitos Welington de Peres (PL), com 2.727 votos; Heber Kilinho (PSDB), com 2.403 votos; Abraão da Melgil (União), com 2.271 votos; Rafael Badá (Solidariedade), com 2.242 votos; Dra Renata (PP), com 2.185 votos; Piquitinho (União), com 1.930 votos; Adriana de Vander (Solidariedade), com 1.900 votos; Pedro Ivo (PL), com 1.885 votos; Dinei do Raio X (PSD), com 1.789 votos; Roberto Ramalho (PL), com 1.758 votos; Elisia Rangel (PSD), com 1.501 votos; Leandro Franco (PSDB); e Vanildo (PP), com 1.435 votos.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 06 Oct 2024 20:05:00 -0300</pubDate>
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