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Iniciativa privada promete investimentos de R$ 8,2 bi na indústria do petróleo

Macaé, Saquarema e Complexo de Itaboraí estão na mira de investimentos do setor

11 julho 2017 - 11h09Por Redação I Foto: Reprodução
Iniciativa privada promete investimentos de R$ 8,2 bi na indústria do petróleo

Apesar de o Rio de Janeiro ser o maior produtor de petróleo do Brasil, a crise econômica no setor atingiu em cheio o mercado no estado. Com cerca de 20 mil pessoas desempregadas, a cidade de Itaboraí viu o sonho do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) virar um pesadelo na cidade, com empresas fechadas e a esperança da riqueza advinda do ouro negro se esvaindo. O mesmo aconteceu em Macaé, que sedia boa parte desta produção com as plataformas na Bacia de Campos. Mas talvez haja uma luz no fim do tunel. O setor privado anunciou investimentos na casa dos R$ 8,2
bi na área do petróleo. Saquarema, Macaé e Itaboraí já vivem a expectativa de dias melhores.

Um memorando de entendimentos para uma parceria estratégica assinado entre a estatal e um grupo de chineses pode representar o recomeço em Itaboraí. Entre os projetos previstos, a retomada da construção de uma refinaria no Comperj, num investimento que poderia chegar a US$ 4 bilhões.
Em uma cidade que, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas, conta hoje com um cenário de nada menos que 700 lojas fechadas, o aporte pode significar o recomeço de uma nova era.

Segundo reportagem publicada no jornal O Globo, o total de investimentos pode aumentar porque em setembro e outubro vão acontecer “dois leilões de petróleo em campos do pós e pré-sal”, além de outros quatro até 2019. Segundo projeções da Agência Nacional do Petróleo, os novos certames podem gerar investimentos da ordem de US$ 30 bilhões somente para o desenvolvimento das áreas nos blocos situados no litoral do Estado do Rio.

Em Macaé, as perspectivas de crescimento e retomada do poder do mercado do petróleo são aumentadas com a ampliação do Parque Bellavista, polo industrial de 19 empresas que vai triplicar de tamanho. O investimento do grupo é de R$ 50 milhões.

O mesmo acontece nas cidades de Maricá e Saquarema, onde um projeto estimulou o planejamento dos Terminais de Ponta Negra, na Praia de Jaconé (entre as duas cidades), com investimentos na casa dos R$ 5,2 bilhões e a geração de 20 mil empregos diretos e indiretos. O projeto é voltado para atender a indústria de óleo e gás, com o desenvolvimento dos campos campos no pré-sal.

Para especialistas, toda essa movimentação no mercado do petróleo e gás pode sim representar o início do fim da crise. Mas é preciso cautela.

– Eu vejo que ainda é cedo para se ter confiança exagerada. Ter otimismo não pode significar ter a certeza de que os projetos ocorrerão. Portanto é preciso ter cautela, para não se criar uma expectativa exagerada e ver acontecer um caso semelhante ao município de Itaboraí, que as expectativas se
tornaram certezas e quando o projeto do Comperj não aconteceu, a cidade entrou em desespero – ressaltou o especialista em petróleo e gás, Leandro Cunha.

Mas mesmo admitindo ter o pé atrás por casos anteriores, Leandro não minimiza os investimentos. Para ele, é importante ficar antenado na movimentação do mercado.

– Cautela significa observar as tendências, mas aguardar que os projetos amadureçam mais, tenham sinais mais concretos de realização. Projetos de alta complexidade, de alto valor, precisam de um tempo maior para acontecer, e vão sofrendo um amadurecimento, e as informações sobre o andamento do projeto deixam de ser meras especulações para se tornarem realidade – declarou o especialista.

Para ele, o mais concreto neste cenário é o que ele pode proporconar no futuro.

– Isso pode garantir investimentos e gerar empregos a curto e médio prazos, além de manter/aumentar a produção, na costa do Rio de Janeiro, garantindo pelo menos que não haja menores repasses de royalties. A tendência é de melhora, mesmo com ressalvas – finaliza.