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Corpo de menino assassinado é enterrado sob muita emoção

Lucas, de 13 anos, foi alvejado enquanto jogava bola em Monte Alegre

25 junho 2014 - 21h28Por Texto: Rosana Rodrigues | Foto: Johnny Costa
Corpo de menino assassinado é enterrado sob muita emoção

Sob clima de muita emoção, o corpo do menino Lucas de Oliveira Moura, de 13 anos, que foi morto a tiros na noite de terça-feira, na Rua Natal, no bairro Monte Alegre, em Cabo Frio, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério do Jardim Esperança, em Cabo Frio. Lucas foi vítima de disparos vindos de um carro branco. Um amigo do estudante, de 11 anos, que brincava de bola com Lucas na rua, levou um tiro de raspão na orelha direita. Atendido no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, ele foi liberado e está fora de perigo.

Lucas tinha acabado de fazer aniversário no último dia 29. Seu pai, Josimar Moura, chegou a levar o filho, que sangrava muito, no colo para a unidade de saúde do bairro.  O estudante, que foi atingido no abdômen, ainda foi  transferido para o Hospital São José Operário, em São Cristóvão, onde passou por uma cirurgia. No entanto, não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. O pai de Lucas estava trabalhando em casa, onde mantém uma marcenaria, bem próximo do local dos disparos.

“Ouvi os tiros. Saí correndo para ver o que era e não acreditei que meu filho tinha sido ferido. A rua é tranquila, só mora família de bem e a maioria evangélica. Ele ainda estava em pé, quando disse que havia sido atingido.”

Um morador do bairro, que não quis se identificar, reclamou da insegurança no local.

– Não tem segurança nenhuma. A polícia passa uma vez ou outra durante a semana. E quando passa... Quando o Lucas foi atingido, a polícia demorou uns 40 minutos para chegar no local.

Investigação – O comandante do 25º BPM, tenente-coronel Ruy França, está desde a madrugada desta quarta-feira com homens do Serviço Reservado para colher informações sobre o assassinato de Lucas. O oficial informou que  a equipe prendeu três pessoas na comunidade do Valão, que seriam de facção rival à que domina a localidade em que o menino foi morto.