Delegado da coligação de Lula relata compra de votos e irregularidades na Região dos Lagos
Lucas Müller, que também representa a ONG Cabo Frio Solidária, cita casos em Búzios, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio
O ativista Lucas Müller denunciou compra de votos e propaganda eleitoral irregular durante a manhã do segundo turno em três cidades da Região dos Lagos: Búzios, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.
Ele é delegado da coligação O Brasil Pronto Pra Mais. Segundo Lucas, a coligação tem 88 fiscais e 10 delegados em Cabo Frio neste domingo. A aliança reúne sete partidos (PT, PC do B, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede) em apoio à chapa Lula-Alckmin. Fiscais e delegados são indicados por partidos e coligações para acompanhar a votação e podem registrar contestações na Justiça Eleitoral.
Segundo as publicações, feitas às 12h02, a suposta compra de votos teria acontecido durante um café na Rasa, bairro de Búzios. Ele também cita propaganda irregular em postos de Búzios e de São Pedro da Aldeia.
Em Tamoios, distrito de Cabo Frio, Lucas afirmou que o responsável por uma seção eleitoral disse a eleitores que usavam adesivo de Lula ou camisa vermelha que eles “não votam lá”.
Segundo Lucas, fiscais foram enviados aos locais e os casos foram levados à polícia e à equipe jurídica.
A compra de votos é crime previsto no Código Eleitoral, com pena de até quatro anos de prisão. A lei também considera crime fazer propaganda de candidatos no dia da votação e proíbe o eleitor de entrar na cabine com celular ou câmera. É permitido, porém, manifestar preferência por um candidato de forma individual e silenciosa, com adesivos, por exemplo.