MEIO AMBIENTE

Cabo Frio e Araruama receberão oficinas para elaboração de Planos Locais de Ação Climática

Municípios estão entre os 34 contemplados pelo Programa Ambiente Resiliente, fruto de parceria entre Governo do Estado, ONU-Habitat e ICLEI

12 AGO 2026 • POR Redação • 11h01

Dois municípios da Região dos Lagos vão receber, este mês, o primeiro ciclo de oficinas participativas para a criação de seus Planos Locais de Ação Climática. Em Cabo Frio, a atividade acontece no próximo dia 19, das 14h às 18h, no Paradiso Corporate Eventos (Avenida Teixeira e Souza, nº 2011, Braga). Em Araruama, o encontro será realizado no dia 20, das 13h às 17h, na Rua México, nº 160, no Centro. As reuniões são abertas à população e buscam mapear vulnerabilidades, desafios e necessidades específicas das cidades para enfrentamento de desastres e fortalecimento da resiliência urbana.

A iniciativa faz parte do Programa Ambiente Resiliente, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a rede de governos locais ICLEI. As oficinas incentivam o diálogo direto com a comunidade sobre os impactos das mudanças climáticas locais para construir diagnósticos municipais técnicos que servirão de base para a segunda fase do projeto, prevista para novembro deste ano. A conclusão oficial dos planos em todo o estado está agendada para 2027.

Além de Cabo Frio e Araruama, o programa abrange outros 32 municípios prioritários do Estado do Rio de Janeiro. A lista completa inclui Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.

A metodologia utilizada na construção das propostas é o Planejamento de Ações para Resiliência Urbana (CityRAP), ferramenta criada pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana. O sistema estruturado orienta o planejamento por meio de cinco eixos centrais: governança urbana e participação social; planejamento urbano e meio ambiente; infraestrutura resiliente e serviços básicos; economia urbana, finanças e sociedade; e gestão de riscos de desastres.

A elaboração dos documentos envolve profissionais de secretarias municipais como meio ambiente, defesa civil, educação, infraestrutura, turismo e saúde, além do engajamento comunitário. A chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes, ressalta que o método apoia o planejamento climático em cidades de pequeno e médio porte, permitindo que a população e os gestores locais construam soluções ajustadas às suas especificidades territoriais.