Cachalote-pigmeu resgatada em Cabo Frio não resiste aos ferimentos e morre em Araruama
Instituições responsáveis realizarão necropsia e exames complementares para determinar a causa do óbito
Morreu nesta sexta-feira (24) a fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) que foi resgatada nesta quarta-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio. A informação foi confirmada agora à tarde pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos) e pelo Instituto Albatroz. O animal passava por reabilitação no Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.
A cachalote media cerca de três metros de comprimento, pesava 350 kg, e segundo boletim divulgado, apresentava quadro de hipoglicemia, mordidas recentes identificadas como de um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões no ventre decorrentes de atrito com a areia da praia.
O animal apareceu pela primeira vez na orla de Cabo Frio na última terça-feira (21). Na ocasião o 18º Grupamento de Bombeiro Militar usou motos aquáticas para devolver o animal ao mar. Durante a noite, a fêmea voltou à faixa de areia, onde recebeu avaliação clínica, procedimentos veterinários e medicação de especialistas do GEMM-Lagos, vinculado ao Instituto BW. Na manhã de quarta, ela foi conduzido a águas mais profundas, depois da Ilha dos Papagaios, mas retornou à Praia do Forte onde encalhou de novo pouco depois.
Com maquinário da Comsercaf, foi aberta uma piscina artificial na faixa de areia para acomodar o animal durante o atendimento. O Corpo de Bombeiros abasteceu a estrutura com água do mar. Em seguida, as equipes retiraram o cachalote da água e o levaram até a piscina, onde permaneceu sob monitoramento até a chegada do transporte, e transferência para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.
A causa da morte ainda não foi determinada. Segundo nota enviada à Folha, serão realizados a necropsia e os exames complementares necessários à investigação. O Instituto Albatroz informou ainda que a atualização do caso será feita quando houver resultados técnicos conclusivos. O grupo também reforçou que, em caso de avistamento de animais marinhos encalhados, vivos ou mortos, nas praias da Região dos Lagos, é preciso acionar o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), através do telefone 0800 991 4800.