TEATRO

Daniel Ericsson estreia em São Pedro monólogo com adaptação de Dostoiévski

"O Sonho de um Homem Ridículo", dirigido por Francisco Paz, inicia turnê no Teatro Municipal Dr. Átila Costa antes de seguir pelo país

3 AGO 2026 • POR Redação • 10h56

O ator e diretor Daniel Ericsson prepara sua estreia no formato monólogo com o espetáculo "O Sonho de um Homem Ridículo", uma adaptação teatral do célebre conto de Fiódor Dostoiévski. A montagem estreia em setembro no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, e já tem circulação prevista para a capital do Rio de Janeiro e outros estados do país.

A peça acompanha a jornada de um homem imerso em uma profunda crise existencial e desiludido com a humanidade. Ao adormecer, o personagem atravessa uma experiência reveladora. O enredo aborda temas como depressão, solidão, busca por sentido e compaixão no mundo contemporâneo. Com 60 minutos de duração e classificação indicativa de 14 anos, a montagem busca criar uma conexão íntima e direta com o público.

A escolha da obra literária marca um momento especial na trajetória profissional do artista.

– Este é meu primeiro espetáculo solo. Desde que me formei ator já vivenciei linguagens variadas de interpretação: drama e comédia, audiovisual e teatro, direção e interpretação, protagonistas e coadjuvantes. Quando me deparei com o texto de Dostoiévski senti que estava diante de uma literatura que eu adaptaria para o teatro porque acho a mensagem importante - contou em conversa com a Folha.

Transpor a obra de um dos maiores nomes da literatura mundial para os palcos exigiu um cuidado minucioso do ator e da equipe de produção. Um dos grandes desafios dessa missão, segundo ele, foi transformar o texto literário em dramaturgia sem danificar o sentido profundo da mensagem de Dostoiévski. 

– Quem abre as páginas do conto pode, eventualmente, voltar um parágrafo e reler para aprimorar o entendimento. Pode se sentir impactado por algum trecho e fechar o livro por algum tempo para depois retomar. Já no texto adaptado, tudo acontece no aqui e no agora característicos da arte do teatro, o irrepetível momento do tudo ou nada. É um desafio para a direção e para a atuação manter a conexão total com o público para que a mensagem seja íntegra, honesta e profunda - revelou. Para contar a história, a composição do palco será minimalista: apenas uma cadeira, um tapete e todo o espaço livre disponível para a atuação. 

Formado pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), Daniel Ericsson possui carreira com atuações no teatro, cinema e televisão. No audiovisual, participou do filme "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, e "Querido Embaixador", de Luiz Fernando Goulart. Nos palcos, protagonizou peças como "Tuja: um coração de Van Gogh" e "Bukowski - Bicho solto no mundo", além de ter dirigido "Não Quero Choro Nem Vela - Vida e Obra de Noel Rosa" e codirigido o musical "Amargo Fruto - A Vida de Billie Holiday". Em "O Sonho de um Homem Ridículo", além de atuar, ele também assina a adaptação do texto.

Já a concepção do espetáculo conta com a direção de Francisco Paz, cientista social, ator e diretor do Gran Cine Bardot, em Búzios. Formado em Buenos Aires nos estúdios de Carlos Gandolfo e Agustin Alezzo, além de dirigir o monólogo, Francisco também está em cartaz na cidade do Rio de Janeiro com o espetáculo “O Talentoso Ripley”. A equipe técnica conta ainda com Roberta Sampaio, profissional responsável pela comunicação visual e pela concepção do figurino.

– Os ingressos serão colocados à venda muito em breve, e a melhor forma de acompanhar o processo, as datas e locais de apresentação é seguir nossa rede social oficial (@homemridiculoteatro) - destacou Daniel.