Cultura

Brasil Copas e Craques: livro do locutor José Rezende traça a trajetória da seleção

Obra será lançada no dia 17 de julho, às 17h30, na loja Tima Mania Sport, em Cabo Frio

9 JUL 2026 • POR Redação • 15h49

Taças erguidas, derrotas dolorosas, histórias de bastidores, movimentações políticas por trás das quatro linhas e o legado dos craques que vestiram a camisa verde-amarela. Tudo está no percurso traçado pelo jornalista, locutor esportivo e escritor José Rezende para remontar as participações da seleção brasileira na maior competição do futebol do mundo.  O livro “Brasil — Copas e Craques” será lançado no dia 17 de julho, sexta-feira, às 17h30, na loja Time Mania Sport (Av. Henrique Terra, quadra 8, próximo ao Tropical Café). 

Trata-se de uma obra de quem viveu o futebol de perto durante a vida inteira. José Rezende iniciou sua carreira em 1963, na Rádio Continental, e ao longo de mais de seis décadas atuou em importantes emissoras de rádio e televisão. Criador do Centro Histórico Esportivo da ABI, é autor de Hei de Torcer até Morrer, Eternamente Bangu e Vai dar Zebra, além de manter o blog Álbum dos Esportes, dedicado à preservação da história do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro.

Em “Brasil — Copas e Craques”, José Rezende guia o leitor, por 270 páginas, pela trajetória da única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo, da estreia, em 1930, ao Mundial de 2026, disputado em três países. Com base em documentos históricos, jornais, revistas, entrevistas exclusivas e décadas de pesquisa, o autor recompõe o contexto de cada Copa.

Ao revisitar as duas primeiras participações brasileiras, Rezende lembra que "nas duas primeiras Copas, realizadas no Uruguai, em 1930, e na Itália, em 1934, as divergências entre dirigentes cariocas e paulistas impediram que a seleção brasileira se apresentasse com força máxima". 

A narrativa avança mostrando como o futebol brasileiro foi encontrando sua identidade. No Mundial da França, em 1938, "finalmente, o futebol brasileiro conseguiu reunir seus melhores jogadores para a disputa da Copa do Mundo". Ainda nesse capítulo, surgem alguns dos personagens mais marcantes da obra. Leônidas da Silva aparece como um dos homens responsáveis por mudar a imagem do futebol brasileiro no exterior; Domingos da Guia, como protagonista de uma campanha que consolidou o respeito internacional pela Seleção. Nas palavras do autor: "A habilidade e a técnica de dois jogadores brasileiros encantaram o mundo. Leônidas e Domingos da Guia se consagraram no Mundial de 1938".

Bastidores das convocações, disputas entre dirigentes, profissionalização do esporte e surgimento de grandes personagens também aparecem sempre contextualizados. O Maracanazo deixa de ser apenas uma derrota esportiva para representar uma das maiores feridas da memória nacional. A conquista de 1958 é o momento em que o talento brasileiro conquista o mundo. Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Romário, Ronaldo e tantos outros se transformam em personagens de uma narrativa que aproxima o leitor de suas trajetórias e do contexto em que escreveram sua história.

O jornalista Eraldo Leite, autor do texto de orelha, define Rezende como "narrador da precisão dos lances, historiador de raro conhecimento, professor de letras e da bola", que reúne na obra "histórias deliciosas", "fatos curiosos, entrevistas exclusivas" e "relatos emocionantes".