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demissões

Secretário diz que demissões em Arraial não são por perseguição política

Marcelo Teleco afirma que queda na arrecadação e convocação de concursados são os motivos

18 outubro 2016 - 16h30Por Redação I Foto: Reprodução
Secretário diz que demissões em Arraial não são por perseguição política

Prefeitura de Arraial do Cabo decretou ponto facultativo ontem e hoje por conta dos festejos pelo Dia de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade, mas o clima na cidade está longe de ser de comemoração, sobretudo para o funcionalismo municipal. As demissões promovidas pela Prefeitura sob a alegação de ajuste nas finanças vão atingir, no mínimo, 20% de todas as secretarias. Como boa parte da população está empregada no setor público, o clima na cidade é de apreensão para o fim do ano.

As dispensas acontecem pouco depois das eleições e a menos de três meses do começo de um novo governo, do oposicionista Renatinho Vianna (PRB). Apesar das circunstâncias, o secretário de Administração, Marcelo Mendonça, afirma que os cortes, que já acontecem em alguns setores como a superintendência de Cultura e vão até o fim de novembro, não serão por perseguição política e sim por causa da queda na arrecadação municipal e também para abrir espaço no orçamento para os aprovados no último concurso público. De acordo com Teleco, como o secretário é conhecido, o número de demitidos não está fechado.

– Não trabalhamos com número de demitidos, mas com quanto queremos economizar na folha, que é entre R$ 500 mil e R$ 700 mil por mês. A Prefeitura quer equilibrar as contas e para isso tem que reduzir o quadro. No último trimestre perdemos muita arrecadação. Dificilmente alguém paga o IPTU em setembro e outubro. Muitos preferem guardar o dinheiro para as compras de fim de ano e pagar em cota única no começo do ano – comenta Teleco.

O secretário negou ainda que a máquina pública, que tem entre três mil e quatro mil servidores hoje, esteja ‘inchada’ e disse que na realidade atual, com algumas exceções, funcionários devem acumular funções.

– Um inspetor de escola acaba atendendo na portaria, mas isso não vale para um professor, claro – disse.

Por fim, Teleco garantiu que os serviços básicos à população como Saúde e Educação não serão afetados pelas demissões.

– Estamos segurando ao máximo nessas áreas. Só vão sair onde puder entrar outro no lugar – afirma.

Ontem, começou o curso de formação para os novos guardas municipais. Também haverá em breve a convocação de 40 a 50 aprovados no último concurso público, entre os quais médicos e enfermeiros.