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Lar esperança

Lar Esperança: ​‘Me sinto acuada e só um milagre para salvar o Lar’, lamenta Cida

Sem verba, Aparecida Porto, presidente da instituição, não vê saída

26 janeiro 2016 - 10h33
Lar Esperança: ​‘Me sinto acuada e só um milagre para salvar o Lar’, lamenta Cida

Após 20 anos, o Lar Esperança corre o risco de fechar as portas em definitivo. O encerramento das atividades seria ontem, mas funcionários e pessoas que ajudam a instituição ainda buscam última chance de manter as atividades. Aparecida Porto, a Cida, presidente da instituição, avalia a possibilidade de promover campanha entre amigos para doações em dinheiro, mas reconhece que a medida seria paliativa. Até a próxima sexta, a dívida da entidade será de R$ 120 mil. Atualmente, o Lar abriga nove residentes, além de atender uma população flutuante de cerca de 50 pessoas. 

– Estou me sentindo acuada e só um milagre para salvar o Lar. Temos as pessoas que vivem aqui, que não têm para onde ir, além de funcionários e fornecedores. Todos precisam receber para sobreviver. Temos apenas a promessa de que a prefeitura vai renovar o convênio para este ano, mas, se for como aconteceu em 2015, não teremos como ficar com as portas abertas – contou Cida, que dá continuidade ao trabalho começado pela mãe, nos idos dos anos 2000.

Segundo ela, as dívidas passaram a se acumular em 2014, quando do convênio de R$ 204 mil anual com a Prefeitura de Cabo Frio, apenas R$ 183 mil foram repassados. O ano passado, que começou no vermelho, se agravou quando a instituição recebeu apenas R$ 68 mil, referente a três parcelas, e este ano nenhum depósito foi feito. Para quitar salários de dezembro e parte do 13° de funcionários da casa, foi necessária a realização de um empréstimo.

– Com a verba que vem da prefeitura pagamos a folha de pessoal, impostos e contas de água, luz e telefone. Então só com doações não conseguiremos manter, pois estas servem para medicamentos, combustível para levar pacientes a consultas e material de limpeza, porque o ambiente tem que ser muito limpo – enumerou Cida.

Por conta da falta de repasses, hoje a instituição acumula três avisos de corte de energia que tem valor mensal em média de R$ 1.200 (uma conta foi paga por doador), quatro de água e esgoto com média mensal de R$ 1.200 (uma também foi quitada por doador), além de duas contas de telefone em atraso, com valor médio de R$ 300. Os telefones, inclusive, foram cortados para fazer ligação.

‘Não temos para onde ir’ – “Eu e todos os que estão aqui não temos para onde ir. Já passei mal, tive pico de pressão e outros colegas também. Estou muito abatido, para baixo, preocupado. Muitas pessoas aqui são diabéticas, usam andador, precisam de atenção o tempo todo. Aqui temos enfermeira, duas, só porque o restante foi cortado. A situação é de muita dificuldade e apreensão entre todos nós, mas se Deus abriu o Lar, não vai fechar”, comentou Marcelino do Livramento, 58 anos, no Lar Esperança e em Cabo Frio há 16 anos.