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	<title>Folha dos Lagos - Geral</title>
	
	<updated>2026-05-25T15:18:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Faetec anuncia data para conclusão da obra do teatro de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-25T15:18:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, ganhou um novo prazo oficial para a conclusão das obras iniciadas no ano passado. Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde 2017, o espaço está interditado há quase uma década. Nesse tempo, o prédio sofreu com o abandono, corte de energia elétrica por dívidas milionárias com a Enel e sucessivas promessas de melhorias estruturais e de segurança, além de prazos de reabertura descumpridos por diferentes gestões municipais. Agora, após uma recente onda de incertezas provocada por cancelamentos de contratos por parte do atual governador interino, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha dos Lagos que o espaço segue com reformas em andamento. E deu uma nova previsão para a finalização dos serviços: agosto deste ano.

Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o teatro de Cabo Frio passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Faetec. Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. No entanto, o Termo de Cooperação Técnica entre os governos municipal e estadual só foi celebrado quatro meses depois, e publicado somente em outubro. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho.

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Agora, a nota enviada à Folha pela Faetec traz um cronograma. O projeto em execução prevê a modernização de toda a estrutura do teatro, incluindo a renovação completa dos revestimentos internos e externos.

Segundo a fundação estadual, já foram concluídas a reforma do backstage, a cobertura, a área administrativa, os banheiros, corredores, área das condensadoras do sistema de climatização e a recuperação das janelas e vidros. Os demais serviços necessários para a reabertura do espaço cultural, segundo a Faetec, estão em fase final de execução. 

Uma das principais dúvidas em relação à reforma era sobre a readequação do espaço interno. À Folha, a Faetec esclareceu que “mesmo com as mudanças estruturais e tecnológicas, o teatro manterá sua capacidade original de 235 lugares, com melhorias que vão oferecer mais conforto e segurança”. 

A entrega da obra ao governo municipal cabo-friense vai consolidar a parceria firmada por meio do Termo de Cooperação Técnica entre o município e o estado. A vigência do acordo, firmado em 2025, era de dois anos a partir da data de assinatura, e previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a Faetec, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Por isso, assim que a reforma for totalmente concluída, o espaço também funcionará como um centro de formação artística profissionalizante. No local a Faetec vai oferecer, gratuitamente, cursos de qualificação profissional de Assistente de Cenografia, Formação Inicial de Ator, Maquiador Cênico, Assistente de Direção Teatral, Assistente de Camarim e Contrarregra.
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			<title><![CDATA[A vida e obra de Solange Brisson: Região dos Lagos perde grande defensora do Meio Ambiente]]></title>
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			<updated>2026-05-22T10:49:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A paisagem da Região dos Lagos mudou muitas vezes diante dos olhos da bióloga Solange Brisson. Vivendo entre restingas, salinas, dunas e margens da Laguna de Araruama, ela viu árvores desaparecerem, áreas verdes cederem espaço ao concreto e debates ambientais transformarem-se em disputas públicas cada vez mais acaloradas. Poucas pessoas, porém, superaram essas transformações com tanta obstinação quanto ela. Bióloga, professora, pesquisadora, escritora, Solange morreu no dia 28 de abril, aos 80 anos, após complicações de um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE hemorrágico). Segundo pessoas próximas, completaria 81 anos no dia 16 de maio. Ela deixou uma trajetória ligada ao estudo e à preservação dos ecossistemas costeiros da Região dos Lagos —território a que dedicou quase toda a sua vida intelectual.

Formada em História Natural —"a precursora da faculdade de biologia", como ela gostava de frisar— pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1971, Solange construiu carreira voltada sobretudo à zoologia, à ecologia marinha e à observação ambiental. Décadas depois, concluiu o mestrado em Ciências Biológicas, com especialização em Zoologia de Invertebrados, pesquisando crustáceos da região de Cabo Frio.

Mas é pouco reduzir sua trajetória apenas aos títulos acadêmicos. Solange era uma pesquisadora que não separava a ciência da paisagem, nem o estudo da convivência com o território observado. Chegou à Região dos Lagos e logo participou de debates sobre preservação ambiental, crescimento urbano e ocupação costeira. Lecionou Zoologia durante mais de vinte anos na antiga Ferlagos, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), formando muitos alunos de Biologia em Cabo Frio. Também atuou na Universidade Veiga de Almeida, nos cursos ligados ao Meio Ambiente, Turismo e Engenharia Ambiental.

Era “uma referência para a formação de biólogos da Região dos Lagos”, como lembra o biólogo e professor Eduardo Pimenta.

– Trabalhamos juntos na Universidade Veiga de Almeida/Campus Cabo Frio. Ela trabalhou no IEAPM de Arraial do Cabo, foi pioneira da maricultura regional como pesquisadora e empreendedora, cultivando organismos marinhos em água salgada, voltado para produção de alimentos, geração de renda e sustentabilidade no litoral – acrescenta Pimenta.

No Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo, desenvolveu pesquisas sobre camarões da Laguna de Araruama e regiões adjacentes, trabalho que originou artigos científicos e livros voltados à maricultura e aos ecossistemas costeiros. Ao longo dos anos, a atuação dela extrapolou laboratórios e salas de aula. Participou de movimentos ambientais importantes da região, como a fundação da AMARLA, considerada a primeira ONG ambientalista da Região dos Lagos, além do Movimento Ressurgência. Também integrou discussões ligadas ao primeiro Plano Diretor de Arraial do Cabo, ajudando a pensar áreas de preservação ambiental do município.

Mas foi na defesa das casuarinas que seu nome ganhou maior projeção pública. Tema de debates intensos entre pesquisadores, ambientalistas e órgãos públicos, a presença das árvores na Região dos Lagos dividiu opiniões. Solange foi uma das principais defensoras da manutenção das casuarinas, sustentando que elas tinham papel importante na recuperação de áreas degradadas e na contenção de processos erosivos. A discussão provocou controvérsias e consolidou sua imagem como uma figura firme nos debates ambientais locais. Ela defendia que a relação da população com o meio ambiente estava marcada por um progressivo afastamento da natureza.

– Só preservamos aquilo que conhecemos e amamos – afirmou em entrevista à Folha dos Lagos em publicada na edição especial em homenagem ao aniversário de Cabo Frio, em novembro de 2025.

É uma frase que ajuda a compreender a dimensão afetiva presente em seus livros. Solange escreveu obras como “Cultivo de camarões marinhos”, “Restinga de Massambaba: os matos e seus insetos”, “Antes que seja tarde...” e “Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos” — publicadas pela Sophia Editora, à exceção da primeira. São textos nos quais ela misturava observação de campo, memória ambiental, pesquisa científica e indignação diante da destruição das restingas e da descaracterização da paisagem regional.

Seu último trabalho, “Um pequeno ensaio sobre a formação da Laguna de Araruama”, estava em processo de edição desde 2025 na Sophia. Nasceu do desejo de compreender a formação geológica e ambiental da laguna, sem ignorar a relação humana com esse território ao longo de milênios. Ainda na entrevista à Folha no ano passado, Solange disse que enxergava o livro como uma “provocação amorosa e inquieta”, construída a partir de mais de cinquenta anos de observação da região.

– O homem não pode dissociar-se da natureza. O resultado dessa separação é o alheamento, o vazio existencial, o estresse, a depressão. Se nos calamos, a destruição ambiental se acelerará, pois ‘quem cala consente’ – afirmou.

A relação com a natureza, ela dizia, vinha da infância.

– Tive a &#39;graça&#39; de ter nascido de progenitores que amavam a natureza e desde muito pequena vivi em contato com ela nas florestas de Belém do Pará. Também passei bons períodos nas águas de Coroa Grande em Itacuruçá e nas montanhas de Itaipava/Petrópolis. Assim, sou metade mar por parte de pai e metade montanha do lado materno. Sem sombra de dúvida que esse contato ou "imprinting" com a natureza me tornaram absolutamente apaixonada por ela! – contou.

Ex-alunos, pesquisadores e amigos homenagearam Solange nas redes sociais. "Grande mestra em zoologia da Região dos Lagos", escreveu Bruna Pozzebon, ex-aluna orientada por Solange em seu trabalho de conclusão do curso de Biologia sobre a Restinga de Massambaba. Fotógrafa, Bruna também é coautora de "Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos".

– Foi uma bióloga e pesquisadora dedicada ao estudo da fauna de invertebrados, com atuação marcante na Região dos Lagos fluminense. Como autora, conseguiu revelar em pesquisas e fotografias a riqueza e as ameaças à restinga de Massambaba em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, onde evidenciou o compromisso com a conservação ambiental e a valorização de ecossistemas pouco estudados, como a fauna de artrópodes. Sol era ativista e participou de movimentos históricos de proteção ambiental local como a AMARLA e o Movimento Ressurgência. Com ela aprendi a defender a continuidade dos estudos e publicações para ampliar o conhecimento a respeito da biodiversidade local. Sua partida nos deixa um inegável legado de ciência e engajamento voltado à preservação da divina natureza da Região dos Lagos – afirmou Bruna em depoimento encaminhado à Folha do Lagos.

Já Leonízia de Melo escreveu nas redes sociais: "Nunca esquecerei dos seus ensinamentos e do que defendemos cientificamente juntas".

O professor Eraldo Amay, que trabalhou com Solange na extinta Ferlagos (ele no departamento de Letras; ela no de Biologia), também lamentou a morte da pesquisadora. 

– Solange era amada e uma excelente professora. Pessoa muito querida. É uma perda bastante sentida – disse Eraldo.

A companheira Maria Luzia da Silva Pinho relatou que conviveu com Solange durante quase 12 anos.

– Ela foi uma pessoa muito especial na minha vida. E creio que na vida de outras pessoas também – afirmou.

Nos últimos anos, Solange sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Ainda assim, manteve-se intelectualmente ativa. Aposentada, continuava escrevendo, trocando mensagens e acompanhando debates públicos. Esteve pela última vez na sede da Sophia Editora em novembro de 2025. Chegou acompanhada por uma cuidadora e em cadeira de rodas, já não conseguia se locomover muito bem sozinha. Durante o processo de edição, demonstrava urgência em concluir a publicação do novo livro. Dizia ter paciência, mas não tempo.

Ainda neste mês de maio, o falecimento da pesquisadora ainda era desconhecido entre muitas pessoas próximas da sua trajetória. Nos últimos dias, a Folha procurou fontes oficiais, ex-alunos, pesquisadores, conhecidos e instituições ligadas à trajetória da bióloga para reconstruir os últimos dias de vida da pesquisadora e confirmar as informações. A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo informou que Solange deu entrada no Hospital Geral de Arraial do Cabo no dia 24 de abril, às 22h, com quadro grave de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE Hemorrágico). Segundo a pasta, ela foi atendida na Sala Vermelha da unidade e transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, na madrugada do dia 25. Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que a paciente foi encaminhada à unidade para avaliação neurocirúrgica, recebeu tratamento neurointensivo, mas teve piora clínica e morreu no dia 28 de abril. O velório teria ocorrido no dia 29, em Araruama, e o enterro no dia 30, em Arraial do Cabo.

O jornal também procurou o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), onde Solange trabalhou, mas, até o fechamento desta reportagem, o instituto não emitiu nenhuma nota, informando apenas que a solicitação foi encaminhada ao setor responsável.

Solange Brisson tentou compreender, registrar, explicar e defender a paisagem da Região dos Lagos. Agora, parte dessa paisagem também passa a guardar a memória de uma apaixonada e persistente defensora.
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			<title><![CDATA[Família parokiana celebra o legado afetivo deixado pelo fundador do Parókia]]></title>
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			<updated>2026-05-20T17:52:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Fundado na década de 1970, o Bloco Parókia transformou o amor pela música popular em um patrimônio para a cultura de Cabo Frio. O grande pilar dessa história de resistência foi Kleber da Silva Costa, o “Seu Binho”. Ele passou a vida transmitindo a alegria das ruas e o respeito à tradição carnavalesca. O folião teve a oportunidade de celebrar seus 93 anos em pleno Carnaval deste ano. Agora, a trajetória do comerciante se eterniza em legado, após o seu falecimento ocorrido no último sábado (16).

Em fevereiro, a Folha publicou uma reportagem exaltando a resistência da agremiação. O bloco, que nasceu nos no bar do Seu Binho, junto com seus irmãos e cunhados músicos, é hoje o mais antigo e tradicional ainda em atividade em Cabo Frio.

Na época, Debora Machado (filha adotiva de Seu Binho), disse à Folha que o rigor do pai no balcão do bar era o segredo da harmonia do Parókia: "Ele não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. E fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. No sábado ela postou uma homenagem nas redes sociais

– Pai, vocês me escolheram para ser sua filha, e dedicaram a maior parte do tempo em educar e ensinar.
Sua música entrou em meu DNA e em tudo que faço. A dor da sua partida traz um misto tenebroso que a vida toda tive medo, e o silêncio mais barulhento que existe. Pai, te amo, e obrigada por tudo que fez por mim. Prometo que farei do Parokia o que você sempre levou, o amor!

Presidente do bloco há três anos, Fernanda Carriço exaltou a importância de Seu Binho para a família parokiana.

– É uma pessoa que deixa um legado de contribuição para a cultura, para o samba, para o carnaval de rua. Eu tenho uma admiração muito grande por ele, porque, além de tudo, era muito apaixonado pelo bloco. Eu fiz os últimos quatro carnavais, e ele esteve presente em todos os ensaios, todos os eventos que eu fiz. Ele estava muito feliz. Ficou muito feliz com a minha entrada na Parókia, com o renascimento do Parókia. Ele gostava muito de mim, e o que ele passava para mim era o amor pelo bloco, e uma gratidão pelo trabalho que eu estava fazendo. Ele sempre falava isso. Então, eu acho que é uma perda imensa. O legado dele no Parókia é o amor ao bloco, é essa paixão parokiana eterna, sabe? Eu acho que esse é o legado dele. Além de ter sido o fundador do bloco, um parokiano apaixonado. Quem conhecia Seu Binho ali, no ensaio, via a paixão dele, e isso era contagiante - contou.

E esse amor de Seu Binho pelo bloco do coração sempre foi recíproco.

– Todos os anos a gente fazia homenagem pra ele. Nos anos que eu fiquei à frente do Parókia, a gente sempre parava na frente da casa dele e tocava uma música, geralmente “Amigo de fé, irmão, camarada”. Esse ano o aniversário dele caiu no dia do bloco, na terça-feira de Carnaval, e a gente parou em frente à casa dele e cantou parabéns, cantou “amigo de fé, irmão, camarada”. Ele ficou muito emocionado. Foi muito bonito. Eu tive uma alegria imensa de ter homenageado ele em vida: em todas as oportunidades que eu tive, eu fiz. Ele falava assim “você foi a melhor presidente que o Parókia já teve, você não pode sair nunca mais”. E eu dizia: “Oh, Seu Binho, não faz isso não, senão eu morro” - revelou Fernanda.

Foliã de carteirinha do Parókia, a memorialista Meri Damaceno lembrou, em conversa com a Folha, que Seu Binho foi o último fundador do bloco a nos deixar. 

– Teve o privilégio de viver 93 anos e ser homenageado em vida pelo Parókia. Nos últimos anos, Binho estava ali, no meio da gente, dando um abraço afetuoso, cantando as velhas marchinhas, saudando a bandeira… Ficamos triste com sua partida, mas a família parokiana tem a absoluta certeza que Binho levou com ele todos aqueles dias festivos, regados com beijos, abraços e muito carinho. O seu maior legado, sem sombra de dúvidas, chama-se família parokiana. Não me recordo no momento de algo envolvendo Binho e o carnaval. Mas guardo com carinho que, em 2020, fui escolhida como Musa do Parókia. A alegria dele ao meu lado, nas fotos, cercado da banda e dos amigos, foi algo muito marcante pra mim. Binho estava muito feliz -contou.

Nas redes sociais, Seu Binho também recebeu muitas homenagens após o comunicado do seu falecimento. A produtora cultural Taz Mureb lembrou que ele era “uma pessoa ímpar, sempre envolvido com a música popular, com as pessoas. Muito querido! Amigão dos meus dois avôs. Aposto que tão botando o bloco lá no céu”. Joir Reis, presidente da Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF), disse que vai sentir falta do “grande mestre”.
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			<title><![CDATA[Justiça atende MPF e determina demolição de imóvel construído sobre restinga em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-19T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou a demolição de um imóvel de alto padrão construído irregularmente sobre vegetação de restinga e faixa de areia da Praia do Foguete, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A sentença acolheu os argumentos apresentados pelo MPF, que apontou a existência de danos ambientais permanentes em área de preservação permanente (APP), além da ocupação irregular de terreno de marinha e de área de uso comum do povo.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, que assina ação, a decisão representa uma resposta importante contra a ocupação ilegal de áreas ambientalmente sensíveis do litoral fluminense. “A proteção das restingas e dunas não é apenas uma exigência legal, mas uma medida essencial para preservar o equilíbrio ecológico, conter a erosão costeira e garantir a integridade da faixa litorânea para as presentes e futuras gerações”, pontuou.

Na ação, o MPF destacou que laudos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da prefeitura de Cabo Frio e da perícia judicial comprovaram que a construção impedia a regeneração da vegetação nativa e agravava o processo de erosão costeira na região.

Para Mitidieri, a sentença também reforça que o direito de propriedade não é absoluto quando confrontado com a proteção ambiental. “Nenhum interesse privado pode prevalecer sobre a preservação de um ecossistema protegido constitucionalmente e sobre o interesse coletivo de proteção do patrimônio ambiental”, ressaltou.

Na sentença, a 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia condenou solidariamente a empresa responsável pelo empreendimento e o município de Cabo Frio a demolirem o imóvel, retirarem os entulhos e executarem a recuperação integral da área degradada por meio de Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad). O prazo fixado para a demolição é de 90 dias após o trânsito em julgado da decisão.

A Justiça concluiu ainda que a construção foi erguida em área ambientalmente protegida, sobre vegetação de restinga fixadora de dunas, sem autorização válida da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e destacou que o direito de propriedade não prevalece diante da proteção ambiental constitucionalmente assegurada.

A decisão acolheu os laudos técnicos que identificaram danos ambientais permanentes provocados pela construção irregular. Os estudos concluíram que o imóvel bloqueia a regeneração natural da vegetação de restinga, compromete a dinâmica das dunas e intensifica o processo de erosão costeira na região.

A perícia judicial também destacou que a construção funciona como uma barreira aos ventos responsáveis pelo transporte natural de areia, tornando negativo o balanço sedimentar da praia e aumentando a vulnerabilidade da orla marítima.

Segundo os peritos, “a demolição é menos nociva do que a manutenção do imóvel”, pois permitirá a recuperação natural do ecossistema de restinga e o restabelecimento do equilíbrio sedimentar da praia.

Na sentença, a Justiça Federal detalha que a proteção das restingas e dunas existe há décadas no ordenamento jurídico brasileiro. O texto cita dispositivos da Constituição Federal, do Código Florestal, da Lei do Gerenciamento Costeiro e de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), além de normas estaduais e municipais que classificam a área como “non aedificandi”, ou seja, proibida para edificações.

A decisão também ressalta que os terrenos de marinha pertencem à União e não podem ser ocupados sem autorização expressa do poder público federal. Conforme informado pela SPU nos autos, não existe cadastro ou licença válida para o imóvel localizado na Avenida dos Planetas, nº 293.

A Justiça Federal também reconheceu a responsabilidade do município de Cabo Frio pela ausência de fiscalização efetiva. A sentença afirma que, apesar de a própria legislação municipal reconhecer desde 1993 que a área era de preservação permanente e não edificável, o município não adotou providências eficazes para impedir ou desfazer a ocupação irregular.

Segundo o juiz, a administração municipal atuou apenas após provocação do MPF e, ainda assim, sem medidas concretas capazes de cessar o dano ambiental.

Dano ambiental – Ao rejeitar os argumentos da empresa proprietária, a sentença reafirma o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a reparação civil por dano ambiental é imprescritível. O juiz também ressaltou que a obrigação de reparar danos ambientais possui natureza “propter rem”. Ou seja, essa obrigação se adere ao título e domínio ou posse do imóvel e a responsabilidade recai sobre o proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores. Tal norma foi definida pela Súmula STJ nº 623.

Embora tenha reconhecido os danos ambientais, a Justiça entendeu não haver elementos suficientes para condenação por danos morais coletivos.

Cabe recurso da decisão.
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			<title><![CDATA[Novo batalhão da PM na Região dos Lagos é cercado de sigilo e dúvidas sobre efetivo]]></title>
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			<updated>2026-05-19T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após quase cinco meses de o ex-governador Cláudio Castro assinar o decreto que oficializou a criação do 42º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Araruama, o funcionamento da unidade e o efetivo real de policiais seguem sob sigilo. Embora o documento, assinado em 26 de janeiro, prometa uma reestruturação profunda na segurança da Região dos Lagos, o cronograma de operação e os detalhes sobre o patrulhamento nas ruas ainda não foram divulgados pelas autoridades estaduais. A medida faz parte de um plano ambicioso da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que prevê a criação de, pelo menos, 16 novas unidades operacionais e administrativas em todo o território fluminense.

Na época do anúncio, realizado no Palácio Guanabara com a presença de prefeitos da região, o governador Cláudio Castro defendeu a necessidade urgente de modernizar a corporação.

— É uma mudança importante e positiva. Em uma sociedade em plena evolução, não podemos aceitar que uma instituição como a Polícia Militar permaneça há mais de 50 anos com a mesma estrutura. Estamos organizando melhor a estrutura, distribuindo melhor as equipes, dando mais condições de trabalho para os policiais e valorizando também seus familiares. Uma polícia mais forte é uma polícia mais presente nas ruas — afirmou Castro durante a assinatura do decreto.

Além do 42º BPM, em Araruama, a lista de novas unidades inclui o 13º BPM (Maricá), o 44º BPM (Nova Iguaçu), o 45º BPM (Jacaré) e o 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana), além da transformação de oito unidades ambientais em três grandes Batalhões de Polícia Ambiental (BPAM), em São Gonçalo, Volta Redonda e São João da Barra.

No papel, a estrutura para a Região dos Lagos já está desenhada. O 42º BPM, que terá como comandante o tenente-coronel Leonardo Heitor Alcântara Cunha, ficará subordinado ao também recém-criado 8º Comando de Policiamento de Área (CPA). A nova unidade será responsável pelas 118ª, 124ª, 125ª e 129ª Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), abrangendo os municípios de Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande e Saquarema. Com essa divisão, o 25º BPM (Cabo Frio) passaria a ter sua área de atuação reduzida, focando exclusivamente em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios.

No entanto, na prática, a Polícia Militar ainda não esclareceu questões fundamentais para o planejamento dos municípios. Desde abril, a Folha dos Lagos vem questionando o Comando-Geral da PM sobre quando a unidade de Araruama entrará em operação, se o contingente será reforçado com novos agentes ou se haverá apenas uma redistribuição dos policiais que já atuam no 25º BPM. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno da PMERJ.

Enquanto os detalhes operacionais permanecem ocultos, o governo municipal de Araruama tenta acelerar a integração regional por meio da tecnologia. No último dia 6 de maio, a prefeita Daniela Soares promoveu um encontro no Teatro Municipal para debater a criação de um “cinturão de segurança” com as dez cidades que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos). O evento contou com a participação da Subsecretaria de Comando e Controle (SSCC) da Polícia Militar, referência em gestão tecnológica.

Na ocasião, a prefeita Daniela Soares reforçou que a chegada do batalhão é fruto de articulação e parceria com o Estado, visando aumentar a capacidade de resposta, especialmente em períodos de alta temporada.

— A segurança pública é uma pauta importante, especialmente em razão do aumento da população flutuante durante os feriados. A proposta é estreitar a integração entre os municípios e, em breve, avançaremos com a instalação do novo batalhão na cidade — ressaltou a prefeita, também sem dar prazos.
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			<title><![CDATA[Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é inaugurado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-13T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Foi inaugurado nesta terça-feira (12), em Cabo Frio, um novo espaço de impacto socioambiental do Projeto Albatroz: o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é uma sala climatizada com 17 computadores que possuem acesso à internet. O projeto foi pensado especialmente para ser um suporte tecnológico para estudantes cadastrados em cursos oferecidos pela prefeitura e para moradores dos bairros do entorno, de forma gratuita.

O evento oficial de inauguração aconteceu contou com a participação de membros do governo municipal de Cabo Frio, entre eles representantes das secretarias da Família e Juventude, Assistência Social e Educação, além do Instituto ProSer, Cebrac, CIEP 193 (Jacaré) e gestores da Petrobras, que além de patrocinar o Projeto Albatroz, também fizeram a doação das máquinas para a criação do núcleo.

O espaço já é utilizado por estudantes do CIEP 193 em atividades curriculares, e também passará a receber turmas de cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria Adjunta da Família e Juventude de Cabo Frio, em parceria com os CRAS, Instituto ProSer, Cebrac. Às sextas-feiras, o local ficará à disposição da comunidade para o acesso à internet, pesquisas, trabalhos acadêmicos, elaboração de currículos e acesso a outros serviços públicos virtuais.

Fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves ressalta que a inauguração do núcleo é parte de um sonho que começou a ser construído em 2014, quando a instituição chegou a Cabo Frio para ampliar seu trabalho de pesquisa e educação ambiental com pescadores nos portos. 

– Nessa época, a gente já sonhava em engajar e contribuir para o crescimento das pessoas que moram aqui. Por isso, o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital está nascendo como uma ferramenta concreta para aproximar a comunidade do conhecimento, da tecnologia e de novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional - revelou.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. 

– Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade - contou.

O Núcleo Albatroz de Inclusão Digital fica dentro do Projeto Albatroz, localizado na Av. Wilson Mendes, s/n, Porto do Carro, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Jovens de Cabo Frio anunciam nova minissérie de ação e suspense]]></title>
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			<updated>2026-05-13T11:34:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O cinema de resistência está transformando o cenário audiovisual da Região dos Lagos através da pura força de vontade e da paixão pela arte. O diretor e roteirista Thiago Anjos, que em julho do ano passado já havia sido destaque na Folha por produzir uma minissérie de terror utilizando apenas um celular, está lançando um novo trabalho. 

"Projeto Limiar" é uma minissérie independente de ação e suspense, produzida pela Cine2A, que nasce como um exemplo real de produção feita "na raça". Sem o apoio de grandes empresas, patrocínios ou qualquer tipo de parceria externa, a equipe utiliza recursos próprios e muita criatividade para entregar ao público um visual que remete às superproduções.

Thiago Anjos, que assina a direção e o roteiro, e também participa como ator, disse à Folha que o diferencial do projeto é a sua independência total e a capacidade de criar grandes narrativas com o que se tem em mãos.

— Desenvolvemos um filme de ação em Cabo Frio onde o objetivo é prender o público, e fizemos isso usando apenas um telefone e muita criatividade. Não temos ajuda de ninguém, nem parcerias. Somos nós, a nossa visão e o desejo de mostrar que a nossa região tem talento de sobra para o cinema de ação — afirmou o diretor.

A trama da minissérie mergulha na jornada de Jack, cuja vida comum ao lado do irmão, Héctor, transforma-se em um pesadelo absoluto. Héctor é assassinado brutalmente por capangas a mando de Victor, um vilão poderoso que busca recuperar o "Limiar". O projeto que dá nome à série é, na verdade, um segredo tecnológico de estado, e de alto risco, que Héctor protegeu até o seu último suspiro. 

Diante da tragédia de ver o irmão morrer, Jack passa por um processo de amadurecimento forçado. O tema central da história é a transição "do luto à luta", onde o protagonista transforma sua dor em combustível para treinar e se tornar mais forte e letal, assumindo a missão de proteger o legado da família e buscar justiça nas ruas de Cabo Frio.

Para criar uma atmosfera de cinema internacional, a produção aproveitou o cenário natural da região, com gravações em locações estratégicas de Cabo Frio e nas paisagens rochosas de Búzios. Thiago reforça que cada cena de luta e cada diálogo foram escritos com o objetivo de provar que a dedicação é capaz de superar a falta de verba.

— O projeto é um grito de liberdade criativa, provando que o cinema de qualidade nasce da coragem de realizar — completa o cineasta.

O projeto já movimenta as redes sociais e promete ser um marco para o audiovisual independente no estado do Rio de Janeiro. A minissérie terá episódios com duração aproximada de 30 minutos cada. A exibição acontecerá de forma exclusiva na plataforma do YouTube, através do canal oficial da Cine2A, onde o público já encontra um teaser para entrar no clima do lançamento, que acontece nos próximos dias. Além de Thiago, também integram o elenco Anderson Arthur, Jhonata Gustavo, Guilherme e Mateus Marcolino.
 
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			<title><![CDATA[Justiça completa 50 dias sem julgar recurso sobre a eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda não se manifestou sobre o recurso da Prefeitura de Cabo Frio contra a anulação da eleição do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (CMUPAC). O mandado de segurança cível foi aberto pela Associação Cabo Frio Solidária em agosto de 2025, dois meses depois da escolha dos novos membros do grupo.

No último dia 17 de março, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, anulou a eleição, alegando que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito de forma proposital. 

Segundo ele, ao determinar que a divulgação da eleição fosse feita apenas em Diário Oficial, e somente com prazo de quatro dias para inscrição dos interessados, o governo municipal tinha como objetivo escolher os novos conselheiros por meio de convite.
Na sentença, que determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. O recurso do governo, com pedido de efeito suspensivo, foi protocolado no último dia 18 de março e segue sem resposta do órgão judicial há pouco mais de 50 dias. No documento, assinado pela procuradora jurídica Michele Ribeiro Santos Marques, a Prefeitura alega que o edital da eleição foi legítimo e que o curto prazo de quatro dias para as inscrições não feriu a lei, já que a publicidade no Diário Oficial seria suficiente.

O governo municipal defende que a escolha de conselheiros por “convite” da Secretaria de Cultura é uma prerrogativa da administração quando não há entidades interessadas, e pede que a Justiça valide todas as decisões e reuniões realizadas pelo grupo até agora.
Além disso, a Procuradoria tenta derrubar as regras impostas pelo juiz para um novo pleito, como a obrigatoriedade de divulgar a eleição em redes sociais e a exigência de paridade na comissão eleitoral, alegando que essas determinações não estão previstas na legislação local. 
O objetivo central do recurso é manter a atual composição do conselho em funcionamento e evitar que o município seja obrigado a refazer o processo de escolha dos membros sob fiscalização externa.

Enquanto esse impasse jurídico se mantém, a gestão do patrimônio histórico de Cabo Frio segue em estado de insegurança: nos últimos dias, mais um imóvel antigo veio ao chão. Denúncia feita pelo jornalista Moacir Cabral na coluna Informe, publicada na última edição impressa da Folha dos Lagos, revela que a casa do médico Otacílio Azevedo, localizada na Avenida Assunção, ao lado da Igreja Metodista, foi demolida. Segundo Cabral, “restou apenas a varanda, ou parte dela”.

O jornalista relatou que um muro de cerca de 2,5 metros de altura foi erguido em volta da casa, dificultando a visão da demolição, que teria sido aprovada em 2023 pelo Imupac. Segundo fontes do governo, atualmente a casa pertence à Igreja Metodista. 

A derrubada da residência de Otacílio Azevedo não é um fato isolado com aval do Imupac e do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural. Em agosto do ano passado, a casa do professor Edilson Duarte, na Avenida Teixeira e Souza, também foi demolida.
O pedido de preservação do imóvel foi formalizado em julho de 2024, no processo nº 2024/27555. À época, o então secretário municipal de Cultura, Márcio Lima Sampaio, informou no documento que o pedido de tombamento foi registrado em ata do Conselho durante reunião realizada no dia 25 de julho de 2024. Na ocasião, o órgão estava sob a presidência de Sérgio Nogueira, atual diretor do Imupac.
Apesar disso, segundo conselheiros da nova gestão, foi o próprio Sérgio quem teria apresentado o pedido de arquivamento do processo e de demolição do imóvel.

Dois meses depois, outro imóvel histórico foi ao chão com autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e do Imupac. A casa, localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, n o Centro de Cabo Frio, estava com o processo de demolição em andamento desde 2021.
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			<title><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio divulga filmes selecionados]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Mais de 181 filmes de diversas linguagens foram inscritos na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). De acordo com os organizadores do evento, pelo menos oito países serão representados: Brasil, Argentina, Quênia, Espanha, Portugal, Alemanha, Rússia e Itália. Além do audiovisual, o festival mobilizou artistas em outras frentes, recebendo 228 fotografias e 90 poesias que exploram a temática do mar. A abertura oficial do festival será na próxima terça-feira (14).

A Mostra Nacional foi o grande destaque, com mais de 150 filmes inscritos. Desse total, apenas 15 foram selecionados, representando estados como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro. A Região dos Lagos garantiu forte presença com produções de Cabo Frio (“É só fechar os olhos”, de Yuri Vasconcellos; “Manguezais da Região dos Lagos” e “Rede Flor do Mar”, de Lucas Pereira), Búzios (“Robson e a praia”, de Marcos Caviglia; “A vida que brota da pedra”, de Maria Fernanda Quintela; e “Guardiões da terra”, de Ramiro Cobasandri) e Arraial do Cabo (“Costão Rochoso”, de Marcos de Lucena). Já a Mostra Internacional contará com 12 filmes selecionados.

O FINCCA vai reunir, em Cabo Frio, nomes de peso da dramaturgia brasileira. Entre os confirmados está o ator Daniel Ericsson, que cresceu em Cabo Frio e atuou no premiado “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles. A atriz Simone Spoladore, com um currículo de 39 filmes e 20 prêmios, também marcará presença. “Estou animada em fazer parte da primeira edição. Vou participar de uma mesa sobre atuação no cinema brasileiro. Para mim, atuar é como mergulhar no mar”, revelou a atriz à Folha.
Outra presença confirmada é a do cineasta e produtor Adolfo Rosental, diretor do documentário “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo”. “O festival agita o cenário cultural, reforça o turismo e torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática”, afirmou à Folha.

Um dos momentos mais aguardados, no dia 15 de maio, será a exibição do longa-metragem “Sudoeste” (2011), seguida de um debate sobre o realismo fantástico, com presença do diretor Eduardo Nunes e do roteirista Guilherme Sarmiento. Rodado nas ruínas das antigas salinas de Cabo Frio, o filme conquistou mais de 30 prêmios internacionais. Para Eduardo Nunes, voltar ao local das filmagens após 15 anos é especial. 

– Precisávamos de um ambiente que trouxesse a ideia de fábula, um lugar que tornasse verdadeira uma história que só pudesse acontecer ali. Encontramos nas ruínas das casas de trabalhadores das salinas o lugar para contar a saga de Clarice. Então, voltar a Cabo Frio agora, tantos anos depois, é muito especial. Espero que o público, além de reconhecer a sua própria região, se envolva com o tom fabular da história. Acredito que o Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio tem uma importância muito grande. Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem. Assistir a estes filmes em uma tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - explicou o diretor.

Realizado em locais como a Casa Scliar, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), as universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, além de praças públicas, o FINCCA promove o acesso gratuito à cultura. Ao todo, serão 16 longas e 10 curtas distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), além de workshops e oficinas.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com exposições de fotos e poesias, seguidas por apresentações musicais e circenses no MArt. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar debates sobre preservação de filmes, o documentário “Orgulho da Terra” e mostras infantis em Tamoios. O encerramento, no dia 17 de maio, terá show da banda Ramona Rox e a entrega do Troféu Tartaruga-Aruanã, que premiará categorias como Melhor Filme, Direção, Atuação e as melhores obras dos concursos de poesia e fotografia.
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			<title><![CDATA[Biblioteca Municipal de Cabo Frio celebra 62 anos com programação especial ]]></title>
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			<updated>2026-05-03T09:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, em Cabo Frio, comemora seus 62 anos de história com uma programação especial aberta ao público. O evento será realizado na próxima quarta-feira (6), das 14h às 17h, na sede da instituição, localizada na Praça Dom Pedro II, 47, no Centro.

Fundada em 1º de maio de 1964 pelo professor, escritor e crítico Walter Nogueira, a instituição foi reconhecida como biblioteca pública municipal no dia 26 de maio de 1966, por meio da Resolução nº 198 da Câmara Municipal de Cabo Frio. Atualmente, seu acervo abrange cerca de 30 mil livros, entre os quais se destacam obras raras dos séculos XVIII e XIX. A biblioteca conta ainda com aproximadamente 5 mil leitores cadastrados.

Programação

- Apresentação do Hino Nacional e do Hino de Cabo Frio;
-  Coral Despertar, sob a regência do maestro Francisco Javier S. Goriti;
- História da Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, com o memorial da Academia Cabofriense de Letras (ACL), apresentado por Agilson Garcia;
- Sarau com acadêmicos e convidados;
- Homenagem aos leitores mirins;
- Lançamento e tarde de autógrafos do livro “Omodé e Curumim: infâncias indígenas e afro-brasileiras” (Editora Moderna), com a escritora e antropóloga Rosiane Rodrigues;
- Participação da Academia Cabofriense de Letras (ACL), da Sociedade de Amigos da Biblioteca (Socab), da Alacaf, do Coral Despertar, além de maestro, coralistas, estudantes e convidados.
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			<title><![CDATA[Compradores denunciam abandono de obra da Volendam, em Arraial, e temem perda de investimentos]]></title>
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			<updated>2026-05-01T17:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A promessa de um condomínio de alto padrão de frente para o mar, em Arraial do Cabo, transformou-se em um pesadelo jurídico para dezenas de famílias que investiram no Praia dos Anjos Residence Club, com a entrega das chaves prevista para 2024 em alguns contratos. Os compradores dos blocos 5 e 6 denunciam que as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021. A crise se agravou com a notícia de que a Construtora Volendam, responsável pelo empreendimento, teria ingressado com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2025, informando um passivo de R$ 75.452.170,71. A situação teria resultado em propostas de distrato que preveem a devolução de apenas 10% do valor pago, e ignorando a blindagem do regime de patrimônio de afetação que deveria proteger os recursos dos clientes. 

A Folha não conseguiu contato com a construtora. Mas compradores informaram que, enquanto a denúncia era apurada junto à empresa, uma reunião foi convocada pela Volendam, na última terça-feira (28), apenas com proprietários do bloco 5. Segundo Thais Fantauzzi (uma das proprietárias presentes no encontro), representantes da construtora apresentaram três propostas: manter o apartamento e financiar em 60 vezes a parte que falta pagar, fazer uma permuta com outro empreendimento ou receber o valor pago com deságio de 40% em 60 vezes.

– Na reunião também tinha uma pessoa da recuperação judicial que estava acompanhando todas as propostas apresentadas. Agora tudo vai ter a garantia do juiz, que vai estar acompanhando e homologando todo tipo de acordo - informou

Thaís faz parte da Associação dos Adquirentes do Condomínio Praia dos Anjos (blocos 5 e 6) – Volendam, formada por compradores que aguardam há anos a entrega dos apartamentos. Eles afirmam que “muitos adquirentes investiram economias de uma vida inteira, alguns com pagamento à vista, outros comprometendo grande parte da renda familiar, sempre acreditando na concretização de um sonho legítimo”.

Uma dessas pessoas é Amanda Cardoso Pontes. À Folha ela disse que comprou o imóvel em março de 2022, para moradia e investimento, com promessa de entrega das chaves para dezembro de 2024.

– Sempre estou em Arraial do Cabo e acompanho pessoalmente a evolução da obra, que nunca ocorreu. Quando o prazo da entrega estava se aproximando, vi que algo errado estava acontecendo. Desde então venho tentando contato com a construtora, que sempre informava que haveria atraso, mas que já iam iniciar a obra, o que não ocorreu até o momento. E nunca nos dão um posicionamento real dos fatos. Sou autônoma e dependo exclusivamente do esforço do meu trabalho e do retorno dos meus investimentos. Inclusive perdi muitas oportunidades de ter investido em algo que hoje poderia estar morando ou me dando retorno financeiro - relatou.

Outro que deveria ter recebido as chaves em 2024 foi Edilson Alves Celso. Ele disse que resolveu comprar o apartamento em 2022 porque achou Arraial do Cabo “um lugar mais tranquilo para curtir a aposentadoria,  uma renda extra futuramente e qualidade de vida para minha família”.

– Quando passei pelo local eu vi três blocos prontos, e o quarto em construção. Achei que seria um ótimo investimento, já que o lugar é maravilhoso. No final de 2023 fomos passear em Arraial e vimos que não tinha nenhum tijolo assentado no solo. Questionamos um corretor que estava no local e ele nos relatou que a obra iria atrasar. Em junho de 2024 voltamos novamente, e esse mesmo corretor afirmou que a obra talvez só ficasse pronta em 2028. Deixei de realizar outros sonhos com a minha família, deixei de pagar uma faculdade de medicina para minha filha caçula, e perdi a oportunidade de investir em outro imóvel. Hoje vivemos numa expectativa de começarem essa obra que já era pra ter sido entregue em dezembro de 2024 - desabafou.

Nadima Costa Oliveira contou que deveria estar com as chaves do apartamento desde dezembro do ano passado.

– Comprei em dezembro de 2024. Fui passear em Arraial, aluguei um apartamento no bloco 2 e amei o local e o empreendimento. Vi que tinha algumas unidades disponíveis no bloco 5, entrei em contato com um vendedor, e a promessa de entrega das chaves foi para dezembro de 2025. Na época, fui informada pelo corretor que a Volendam era a maior construtora da Região dos Lagos, e os donos eram pessoas sérias e honestas, que tinham problemas de atraso das obras, mas entregavam. Então, eu nem esperava receber em dezembro do ano passado, mas também não esperava esta situação. Tive que usar minhas economias, que era para quitar meu apartamento em São Paulo, e me apertei muito para pagar as parcelas da entrada. Nunca atrasei nenhuma. Fiz minha parte, e quando terminei de pagar já veio a esta notícia. No início fiquei sem entender nada, mas agora a ficha caiu. Entrei em contato com o corretor, e ele ainda garante que será entregue. Está nas mãos de Deus - contou.

Vários compradores, que deveriam receber as chaves ainda este ano, também estão apreensivos com a ausência de movimentação no canteiro de obras. É o caso de Rosângela dos Santos Lopes de Sant’Anna, Carlos Lopes Silva e Marllon Cristian Raimundo Camargo Silva (junho), Márcio Bueno Sampaio e Simone Cristina Eugênio (dezembro), entre outros.

Também proprietária, Thais Fantauzzi disse à Folha que os compradores dos blocos 5 e 6 estão juridicamente blindados pelo regime de patrimônio de afetação, previsto em lei federal, que separa esse empreendimento do patrimônio geral da empresa em recuperação. Informou, também, que não são credores quirografários, mas “titulares de unidades vinculadas a um patrimônio separado, criado justamente para proteger quem compra imóvel na planta”.

– Os blocos 5 e 6 estão protegidos por patrimônio de afetação,  isso significa que a obra pode e deve ser concluída independentemente da recuperação judicial da empresa. O regime de afetação existe justamente para proteger famílias quando ocorre dificuldade financeira da incorporadora. Os recursos pagos pelos adquirentes são vinculados exclusivamente à conclusão do empreendimento, não podendo ser usados para outras dívidas da incorporadora. A lei garante que os compradores podem assumir a continuidade da obra. A legislação também permite que os próprios adquirentes deliberem sobre a continuidade da construção, e até substituam a incorporadora, se necessário. Nosso objetivo não é litigar, é concluir a obra com segurança jurídica e transparência porque a paralisação desse empreendimento afeta famílias, empregos, arrecadação e o desenvolvimento urbano da cidade” - revelou.

A Associação dos Adquirentes também denunciou ao jornal que a situação se agravou com o ingresso da incorporadora em recuperação judicial, “sendo apresentadas propostas consideradas extremamente prejudiciais aos compradores”, como devolução do valor pago com desconto aproximado de 90% em caso de rescisão; ou devolução de cerca de 35%, após longa carência e parcelamentos extensos. “Diante desse cenário, a associação foi criada para defender os interesses dos adquirentes, buscar transparência no processo e garantir condições justas em qualquer negociação envolvendo o terreno e o futuro do empreendimento”.

A Folha perguntou à Prefeitura de Arraial do Cabo sobre o licenciamento da obra, mas não houve retorno. Também questionou a construtora Volendam sobre os motivos do atraso na construção (que continua com vendas anunciadas nas redes sociais da empresa), prazos de entrega e critérios para o distrato, mas também não houve retorno.

“PROPOSTAS DE RETENÇÃO DE 90% SOAM ABUSIVAS”, AFIRMA ESPECIALISTA

Para entender os caminhos jurídicos e os direitos de quem investiu no Praia dos Anjos Residence Club, a Folha conversou com o advogado Luciano Régis. O especialista analisou o conflito entre a recuperação judicial da Volendam e a proteção do patrimônio de afetação, alertando que os compradores não devem aceitar passivamente perdas drásticas. Régis destacou que, em casos de inadimplência da empresa, a retenção de valores deve ser combatida com base no Código de Defesa do Consumidor e orientou que a organização coletiva é a ferramenta mais forte para evitar que o sonho da casa própria se converta em prejuízo total. Além de analisar o caso atual, o advogado também deixou um alerta para quem pretende comprar um imóvel na planta: “a segurança vai muito além da beleza do projeto arquitetônico”.

Folha - Em termos leigos, o que é o patrimônio de afetação? Ele garante ou não a entrega do imóvel? Como e  por que?
Luciano Régis -  O patrimônio de afetação é uma espécie de blindagem jurídica do empreendimento. Em tese, ele separa o dinheiro e os bens daquele projeto do restante do patrimônio da construtora, para que os recursos sejam usados na própria obra. Isso protege os adquirentes, mas não significa garantia absoluta de entrega: se a obra não anda, a proteção jurídica não substitui a execução do contrato. Em relação à recuperação judicial, os compradores vinculados ao patrimônio de afetação não devem ser tratados como credores comuns de forma automática. A afetação existe justamente para preservar o empreendimento e os recursos a ele destinados, o que afasta a simples equiparação a quirografários.

Folha - Quando o imóvel não é entregue, como neste caso, o que a legislação determina à construtora e aos compradores?
Luciano Régis - Quando há atraso ou paralisação, a legislação e a jurisprudência tendem a proteger o comprador. Se a culpa é da construtora, a regra é que ela responda pela rescisão e pela devolução dos valores pagos, muitas vezes de forma integral, a depender do caso concreto. Propostas de retenção muito elevadas, como 90% em cenário de inadimplemento da empresa, soam abusivas e incompatíveis com a lógica do Código de Defesa do Consumidor.

Folha -  Existe um caminho viável para que os compradores retirem a incorporadora da gestão e assumam a obra por conta própria?
Luciano Régis - Existe caminho jurídico em tese, mas isso depende de requisitos legais, deliberação dos compradores e análise do caso concreto. Não é uma solução automática, especialmente quando a incorporadora já está em recuperação judicial.

Folha - O que esses compradores devem fazer para resguardar o direito ao imóvel?
Luciano Régis - Os compradores desses blocos devem, em primeiro lugar, organizar toda a documentação: contratos, comprovantes de pagamento, cronograma de obra, publicidade, matrícula do imóvel e qualquer comunicação com a construtora. A partir disso, é fundamental analisar se o empreendimento está realmente sob regime de patrimônio de afetação e como a recuperação judicial está tratando esse patrimônio. Em muitos casos, faz sentido ajuizar medidas judiciais pedindo a rescisão do contrato com devolução integral ou adequada dos valores pagos, tutela de urgência e, se couber, indenização por danos materiais e morais decorrentes do atraso e da inadimplência da incorporadora. Também é relevante atuar de forma coletiva, por meio de associação de adquirentes, para fortalecer a negociação e a pressão judicial.

Folha - Quando uma pessoa compra um imóvel na planta, quais cuidados ela precisa ter?
Luciano Régis - O cuidado básico é checar registro da incorporação, patrimônio de afetação, prazo de entrega, cláusulas de distrato, histórico da construtora e quadro-resumo do contrato. Em resumo: o comprador precisa olhar não só a planta, mas também a segurança jurídica da operação.
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			<title><![CDATA[Estudantes de Jornalismo da UVA analisam legado da Folha dos Lagos em pesquisa acadêmica]]></title>
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			<updated>2026-05-01T12:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Folha dos Lagos celebra 36 anos de circulação, consolidando-se como uma referência histórica na comunicação do interior do estado do Rio de Janeiro – a primeira edição saiu no dia 30 de abril de 1990. Esse legado, construído ao longo de quase quatro décadas, atravessa gerações e vem se tornando objeto de estudo acadêmico pelas mãos de quem se prepara para assumir as redações do futuro. Os estudantes Tainá Quintanilha de Azevedo e Vitor de Mendonça, por exemplo, escolheram o jornal como foco de um trabalho desenvolvido para a disciplina de Jornalismo Investigativo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Cabo Frio.

Embora estejam em períodos diferentes na graduação (Tainá cursa o quinto período, e Vitor, o quarto), os dois universitários estão desenvolvendo a pesquisa em dupla: uma proposta acadêmica voltada à prática da apuração e ao aprofundamento do olhar crítico sobre o fazer jornalístico. O foco central do estudo, segundo Tainá, é compreender o papel e os objetivos do jornalismo na atualidade, especialmente dentro da realidade regional. A proposta, segundo ela, levou a uma análise sobre como o jornalismo vem sendo exercido na Região dos Lagos, além de provocar uma reflexão sobre a queda na procura dos jovens pelo curso de Jornalismo e os possíveis motivos por trás desse cenário. Já a escolha pela Folha dos Lagos como "case" de estudo foi motivada pela relevância da veículo.

– A escolha pela Folha dos Lagos veio, antes de tudo, pelo seu legado. É um nome que carrega história, identidade e um impacto muito forte na Região dos Lagos. Existe uma cultura construída em torno do jornal que dialoga com aquilo que acreditamos enquanto futuros jornalistas. Para nós, essa conexão tornou a escolha ainda mais significativa – explica Tainá Quintanilha.

"Uma memória viva, perceptível tanto na
sua trajetória como na forma que se comunica"

Durante o levantamento de dados, a estudante de jornalismo conta que algumas particularidades do jornal chamaram a atenção.

– A forte identidade construída ao longo do tempo. A Folha dos Lagos carrega uma memória viva, perceptível tanto na sua trajetória quanto na forma como se comunica. Há uma delicadeza no modo de transmitir a informação, um cuidado que ultrapassa o factual e toca o sensível, algo que consideramos muito valioso no jornalismo. Esse olhar ficou ainda mais evidente durante a conversa com Rodrigo Cabral (editor da Folha), reforçando a dimensão humana presente no trabalho do jornal. Mais do que um primeiro contato, o momento mais marcante aconteceu durante uma palestra realizada na universidade, com a presença de Moacir (Cabral, fundador da Folha) e Rodrigo. Na ocasião, eles compartilharam a história da Folha dos Lagos, a trajetória do jornal impresso e também aspectos ligados à literatura, que admiramos muito. Esse encontro despertou um novo olhar, trazendo uma admiração ainda maior por um veículo que representa de forma tão significativa a Região dos Lagos.

Fundado em 30 de abril de 1990, a história do jornal impresso de maior longevidade em Cabo Frio começou 10 anos antes, quando em 14 de junho de 1980 o jornalista Ralph Bravo fundou a Folha de Cabo Frio, que deu origem à Folha dos Lagos, fundada pelo jornalista Moacir Cabral.

— A Folha de Cabo Frio surgiu como um jornal mensal numa época em que a cidade tinha pouquíssimos veículos de comunicação. Para se ter uma ideia, Cabo Frio tinha, na época, cerca de 70 mil habitantes. A redação era formada por quatro pessoas contando com um colunista. Foram muitos momentos de altos e baixos. E, por volta da edição 70, o Moacir Cabral me procurou para comprar o título do jornal. Aceitei a proposta, e o nome Folha de Cabo Frio foi mantido nas primeiras quatro edições, até que mudou para Folha dos Lagos, como conhecemos hoje - contou Ralph em recente entrevista.

A edição nº 1 trazia estampada na capa a manchete “Os dólares já estão chegando” e uma charge com o então prefeito Ivo Saldanha, assinada pelo ator e diretor teatral, José Facury. Naquela época o jornal tinha circulação mensal. Desde então, a Folha já teve periodicidade semanal, bissemanal e até se tornou diário, retornando ao formato semanal após a pandemia, somando quase 6.200 edições em 36 anos.
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			<title><![CDATA[Com feriados, Hemolagos volta a apresentar estoques críticos de sangue]]></title>
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			<updated>2026-04-29T14:39:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Único hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue dos nove municípios da Baixada Litorânea, o Hemolagos voltou a viver um dos momentos mais críticos dos últimos meses em seu estoque de sangue. Com o feriado prolongado da última semana, e a proximidade do feriado prolongado do Dia do Trabalhador, nesta sexta (1), a direção informou que a situação se agravou significativamente: enquanto a demanda hospitalar aumentou, o número de doadores caiu de forma acentuada.

Atualmente, os estoques dos tipos sanguíneos O, A e B (tanto positivos quanto negativos) estão em nível crítico, colocando em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões, incluindo casos de urgência e cirurgias.

A situação é ainda mais delicada em relação aos tipos O negativo e positivo, considerados fundamentais para a produção de bolsas pediátricas e atendimento emergencial, devido à sua compatibilidade universal. Sem a reposição imediata, a direção do Hemolagos afirma que há risco real de comprometimento no atendimento da rede hospitalar da região.

Para tentar conter a crise no estoque de sangue, em março o Hemolagos (localizado ao lado do Hospital Santa Isabel, no Centro de Cabo Frio) passou a funcionar em regime especial abrindo em alguns sábados. A medida busca atrair doadores que não conseguem comparecer durante a semana, e reverter o cenário crítico registrado desde o início deste ano, quando houve uma queda de 40% no volume de coletas. A média mensal, que era de 500 bolsas em dezembro, chegou a despencar para cerca de 300.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter o consentimento por escrito do responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação), beber bastante água nas 24 horas que antecedem a doação, ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior à doação, apresentar documento de identidade oficial (com foto). Quem já doou sangue precisa estar atento ao intervalo: homens só podem fazer doação a cada dois meses (máximo de quatro doações de sangue ao ano), e mulheres a cada três meses (máximo de três ao ano).
 
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			<title><![CDATA[Luau dos Iguais movimenta Cabo Frio nesta quinta (30) com pôr do sol no Canto do Forte

]]></title>
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			<updated>2026-04-29T09:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio já tem programação certa para a véspera do feriado do trabalhador. Nesta quinta-feira (30), a partir das 17h, o Canto da Praia do Forte recebe a 5ª edição do Luau dos Iguais, um dos eventos mais marcantes de diversidade, cultura e ocupação social da cidade.

Promovido pelo Grupo Iguais, que há 19 anos atua na defesa dos direitos humanos e da cidadania LGBTI+, o luau já virou tradição no calendário local e transforma um dos principais cartões-postais do município em um espaço de convivência, respeito e liberdade.

A edição deste ano chega com um line-up que mistura música, performance e identidade. Passam pelo palco os DJs Lucas de Paula, Sabrina Sá, Liliam Sales, Petersen, Geléia, Gui Siqueira e Kevin Ferraz, além de participação especial da cantora Maya Marinho. O evento também conta com a energia da banda Ramona Rex, reforçando a proposta de diversidade sonora e artística.

Com o pôr do sol como cenário, o Luau dos Iguais mantém a essência que fez o projeto crescer: ocupar, celebrar e resistir, reunindo público diverso e valorizando talentos locais.

A entrada é gratuita, com incentivo à doação de 2kg de alimento não perecível (exceto sal), que serão destinados às ações sociais do Grupo Iguais, fortalecendo o compromisso com pessoas em situação de vulnerabilidade.
 
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			<title><![CDATA[Histórico: após 360 anos, Igreja Matriz de Cabo Frio pode ter registro de imóvel definitivo]]></title>
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			<updated>2026-04-26T13:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quase quatro séculos após sua construção, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, no Centro de Cabo Frio, está prestes a escrever mais um importante capítulo de sua história com a conquista do Registro Geral de Imóveis (RGI) para a edificação erguida em pedra e cal e inaugurada em 1666. Essa lacuna de 360 anos começou a ser preenchida com um edital de notificação de usucapião extrajudicial, publicado no começo deste mês de abril na Folha dos Lagos.

O processo, que já tramita diretamente no cartório do 2º Ofício de Cabo Frio, busca o reconhecimento do direito de propriedade da Mitra Arquidiocesana de Niterói sobre uma área de 884,10 m², que inclui a capela térrea e a casa paroquial. A instituição (que surgiu em 27 de abril de 1892, após o desmembramento da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e tornou-se Arquidiocese Metropolitana em 26 de março de 1960) tenta agora regularizar um prédio que é um marco cultural e religioso na história de Cabo Frio.

— O que dificultou o processo foi a falta de conhecimento sobre o alcance da usucapião, pois acreditavam que a área do imóvel pertenceria à prefeitura. Mas conseguimos provar que não existe propriedade por presunção, ou seja, se um ente público diz ser dono de um imóvel, ele teria que provar, do contrário, não é dono – explicou à Folha o advogado Maurílio Ferreira, responsável pela regularização do imóvel católico.

A busca pelo documento definitivo não é recente. De acordo com o advogado, o padre Marcelo Chelles, à frente da paróquia desde julho de 2014, vinha há anos tentando essa regularização junto a diversas gestões municipais, sempre sem sucesso. Essa indefinição jurídica contrastava com a importância histórica do local, inaugurado com missa celebrada pelo Pe. Bento de Figueiredo em 1666, época em que a sede da cidade já havia sido transferida da Passagem para o atual centro urbano.

Com a publicação do edital na Folha, foi aberto um prazo de 15 dias para eventuais contestações. Segundo Maurílio, o prazo final para impugnações e emissão do RGI teria vencido na última segunda-feira (dia 20 de abril). Nesta quarta (22), no entanto, ele informou ao jornal que ainda aguardava o pronunciamento oficial do cartório. Caso não haja nenhuma contestação com relação ao direito de propriedade solicitado no processo de usocapião, a igreja matriz de Cabo Frio deixa de ser apenas possuidora do imóvel e do terreno, para se tornar, de fato e de direito, a proprietária do prédio histórico. Para Maurílio Ferreira, a agilidade do método extrajudicial foi um grande diferencial deste desfecho.

— O processo levou apenas três meses, e muitos imóveis na cidade estão irregulares por falta de conhecimento da possibilidade da regularização através da usucapião que é feita de forma extrajudicial, direto no cartório — contou.

A regularização da igreja matriz é apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo na documentação do patrimônio religioso de Cabo Frio. À Folha, Maurílio confirmou que o sucesso deste processo servirá de base para que outros prédios católicos também obtenham o RGI.

— Após a emissão do documento da igreja matriz daremos início aos processos de usucapião das capelas dos bairros Jacaré, Peró e Gamboa, e da Igreja de São Benedito, na Passagem — revelou o advogado.

De acordo com o site oficial da igreja matriz, 10 anos após sua construção a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção teve um Convento de Franciscanos, inaugurado a 13 de janeiro de 1676. O local (onde é hoje o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, aos pés do Morro da Guia) chegou a ter 30 frades, dos quais 18 eram sacerdotes, sendo o último deles Frei Vitorino. Com a morte dele em agosto de 1872, foi encerrada a vida claustral, ficando o convento abandonado e em ruínas. Com o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a restauração do local foi iniciada em 1949.

Em 1937 a paróquia foi entregue aos padres franciscanos, por um contrato entre a Diocese e a província do Sul. Esse contrato durou 53 anos e foi cancelado pela Província Franciscana em março de 1990, quando a paróquia retornou aos padres diocesanos. Antes disso, porém, ela foi desmembrada com a criação das paróquias de Arraial do Cabo (março de 1958) e de São Cristóvão (novembro de 1989).
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			<title><![CDATA[Zanin mantém presidente do TJRJ no cargo de governador interino do Rio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (24) manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, na função de governador interino do Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro entendeu que o presidente deve continuar no cargo até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual. 

A decisão foi motivada por um pedido do PSD estadual para que seja reafirmada uma liminar proferida por Zanin para garantir que o comando do estado deve permanecer com o presidente do tribunal.

A movimentação da legenda ocorreu após o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pedir ao ministro Luiz Fux, relator de outra ação sobre a questão, para assumir o cargo de governador interino.

O PSD é o partido de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro. O PL faz oposição ao governo de Paes.

Ao manter Ricardo Couto no cargo, Zanin disse que o cenário deve ser mantido até decisão final da Corte.

“Neste momento, não há nada a ser provido, pois, como já exposto, o plenário do Supremo Tribunal Federal explicitou que, até nova deliberação permanecerá no exercício do cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, com todos os poderes e prerrogativas inerentes à Chefia do Poder Executivo”, decidiu.

No dia 9 de abril,  um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj).

Dino disse que pretende devolver o processo para julgamento depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade e abriu a possibilidade de novas eleições. 
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			<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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			<title><![CDATA[Charitas, em Cabo Frio, recebe 123ª edição do Jovens Pianistas]]></title>
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			<updated>2026-04-24T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (25) a série Jovens Pianistas chega em sua 123ª edição. A apresentação será às 18h, no Museu e Casa de Cultura José de Dome (Charitas), em Cabo Frio, com a apresentação do artista Enzo Maki. O recital de piano clássico é gratuito e aberto ao público. O evento é sujeito a lotação e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). 

Além de pianista, Enzo Maki também é regente, professor de piano, teoria, percepção, história e musicalização no Conservatório Musical Souza Lima e na Unesp. Em outubro 2020, durante a pandemia, ele participou da Série Jovens Pianistas de forma virtual, junto com outros artistas brasileiros como Roberto Cornacchioni e Leonardo Faiçal, além da mexicana Barbara Prado e do estadunidense Sam Rhoades.

Na programação deste fim de semana serão apresentadas obras autorais de Robert Schumann, Ludwig Van Beethoven, Franz Schubert e Frédéric Chopin. Com direção artística de Hasenclever da Silva Oliveira, a série tem como compromisso revelar jovens talentos brasileiros e internacionais, mantendo um recorte artístico que valoriza excelência, sensibilidade e diversidade musical. A entrada é gratuita, com capacidade limitada a 50 lugares.

No último encontro, no dia 8,  a apresentação foi da pianista Raquel Paixão.  
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			<title><![CDATA[Mar Sem Lixo adia programação do Festival do Oceano para setembro]]></title>
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			<updated>2026-04-23T20:00:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Festival do Oceano, promovido pelo Instituto Mar Sem Lixo, em Cabo Frio, foi adiado para setembro. A informação foi confirmada pelos diretores Roberto Ramos (presidente) e Gisele Letieri (vice-presidente). A ideia é promover (nos dias 11, 12 e 13) uma grande mobilização em torno da preservação ambiental, da economia azul e da relação das pessoas com o mar. 

Inicialmente agendado para junho, em comemoração ao mês do Meio Ambiente, o evento precisou mudar de data para se adaptar ao novo cronograma de ações da ONG. Durante os três dias serão promovidas atividades ligadas aos eixos de meio ambiente, educação, esporte, cinema e inovação. Também haverá uma uma Feira Náutica e ações voltadas à moda sustentável e inclusiva.

Idealizado como um encontro multidisciplinar, o festival pretende conectar conhecimento, cultura e ação prática, promovendo experiências que estimulem a conscientização e o engajamento da sociedade em torno do futuro dos oceanos. 

Para Roberto Ramos, presidente do Instituto Mar Sem Lixo, o Festival do Oceano nasce com o propósito de provocar transformação.

– O festival é um chamado coletivo. Ao longo dos anos, o oceano sempre esteve no centro das nossas celebrações, como as festas do camarão, da sardinha e dos frutos do mar, que fazem parte da nossa cultura e da nossa economia. Agora, chegou a hora de inverter a lógica: celebrar o oceano em si, agradecer tudo o que ele nos oferece e criar novas conexões para cuidar desse patrimônio, que é fonte de vida, trabalho, lazer e identidade para Cabo Frio e toda a região – afirma.

Vice-presidente do Instituto, Gisele Letieri destaca que a atividade também dialoga com temas globais e urgentes. 

– Estamos falando de educação ambiental, economia azul, inclusão e inovação. O festival foi pensado para ser um espaço de aprendizado, troca e inspiração, especialmente em um momento em que os oceanos enfrentam desafios cada vez mais complexos – pontua.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, impactando a biodiversidade e a saúde humana. Na Região dos Lagos, os números da Semana Nacional de Limpeza dos Mares, promovida desde março pelo Instituto Mar Sem Lixo, dentro do projeto Marcha Pelos Oceanos, reforçam o alerta: em Arraial do Cabo, o mutirão nas Prainhas do Pontal recolheu pouco mais de 40 quilos de resíduos. 

Já em Cabo Frio, na Praia do Forte, foram retirados 62kg de lixo em apenas 40 minutos de ação.

Outras ações de conscientização dentro da Marcha Pelos Oceanos estão confirmadas: neste sábado (25) acontecem atividades na Praia do Centro (Rio das Ostras), na Praia da Farofa (Pontal do Sul, Paraná, numa parceria do Mar Sem Lixo com com a Universidade do Paraná), e em Itaúna (Saquarema), na Feira Zen Ecológica e Cultural, com palestra e exposição. No domingo (26), em Vilatur (Saquarema), tem palestra, coleta e triagem, e no dia 31 acontece ação de limpeza na Praia de Itaúna, com sensibilização dentro do projeto Yoga e Meio Ambiente. No dia 5 de junho tem Ação Global em parceria com o Centro de Treinamento de Surf, Associação de Surf e Bandeira Azul na Associação de Surf de Saquarema.

A Marcha pelos Oceanos, que já acontece há quatro anos, também permanecerá na Praça da Cidadania, em Cabo Frio, até o dia 8 de junho, com vários projetos ambientais locais e participação de alunos da rede municipal, estadual e privada. Para levar as ações do projeto para as escolas basta fazer o agendamento pelos telefones (22) 99736-0274 ou (22) 99701-8855.
– Essas iniciativas buscam ampliar o debate e incentivar soluções locais alinhadas a esse cenário global - reforçou Roberto, convidando os interessados a seguirem o Instagram @marsemlixobr para receberem notificações sobre a abertura oficial das inscrições.
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			<title><![CDATA[Festa de São Jorge movimenta Cabo Frio com programação religiosa e cultural]]></title>
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			<updated>2026-04-23T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A tradicional para celebrar o santo guerreiro acontece em Cabo Frio, que começou na quinta-feira (23), segue até domingo (26).

A celebração acontece em frente à Igreja de São Jorge, na Rua Francisco Mendes, 105, Centro. Na programação, missas, procissões e atividades culturais abertas ao público.

A agenda inclui ainda apresentações musicais e momentos de integração, reforçando o caráter popular da festa. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.
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			<title><![CDATA[Royalties: presidente da Ompetro defende união de prefeitos apesar das diferenças ideológicas]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Atual prefeito de Campos dos Goytacazes e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Frederico Paes reforçou, durante encontro em Cabo Frio, que neste momento os prefeitos do estado do Rio precisam se unir e deixar desavenças políticas de lado. Uma decisão do STF poderáprovocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.


– Assumi como prefeito de Campos há poucos dias com a licença de Wladimir Garotinho, mas em 2012, como empresário, eu mobilizei uma caravana enorme pro Rio de Janeiro contra a redistribuição dos royalties. Fechamos BR, fui multado, nossos caminhões foram todos presos, fizemos um alvoroço grande. Naquela época a sociedade civil organizada abraçou a nossa causa. Por isso eu digo pra vocês que é muito importante envolver os sindicatos, a Firjan, as associações de classe, a imprensa… porque o cidadão comum precisa entender que quem vai perder não é prefeito, não sou eu, não é o senhor, não são os colegas: é a população. Apesar de estar vice-prefeito há pouco mais de cinco anos, eu, como iniciativa privada, já estive muito em Brasília e vi como o Nordeste é forte e unido. Eles brigam politicamente, mas quando eles iam pra Brasília, era um segurando a mão do outro: não tinha interesse político, não tinha bandeira política, não tinha isso de direita x esquerda. Eles se uniam e brigavam pela região deles. A gente também precisa fazer isso. O estado do Rio precisa fazer isso – provocou.

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri lembrou aos prefeitos que o atual momento do estado do Rio pode ser um ponto favorável nessa luta, já que o governador em exercício é também presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

– O petróleo é dos brasileiros, mas a indústria do petróleo se desenvolveu no estado do Rio de Janeiro. Não é acaso do destino, não é sorte, não é dádiva. A indústria do petróleo que se desenvolveu aqui foi por conta do conhecimento produzido na UFRJ, do conhecimento produzido por cada uma das cidades, engenheiros, profissionais da indústria do petróleo, dessa cadeia produtiva que estão espalhados em cada uma das cidades. Quando a gente olha pra Macaé, para Campos, para Rio das Ostras, para Cabo Frio, pra tantas cidades do estado, a gente vê o sucesso que foi o desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. Não dá pra separar o desenvolvimento da indústria do petróleo do Brasil do desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. E esse orgulho a gente tem que ter pra poder mostrar para os ministros do Supremo. E eu tenho certeza que os ministros vão ser sensíveis a isso. E do ponto de vista jurídico, dos argumentos, a gente também tem aí uma oportunidade, porque nosso estado está sendo liderado nesse momento, até a primeira semana de maio, pelo presidente Tribunal de Justiça, o agora governador Ricardo Couto. Ele já foi a Brasília duas vezes para tratar desse tema. A gente precisa aproveitar a disponibilidade e o respeito que o governador Ricardo Couto tem em Brasília como presidente do Tribunal de Justiça, fortalecer a liderança dele até esse julgamento no dia 6 de maio – declarou.
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			<title><![CDATA[Avança na Alerj o projeto que protege moradias nos bairros Sabiá e Caiçara, em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-04-20T12:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A ameaça de despejo que há anos assombra cerca de cinco mil pessoas dos bairros Sabiá e Caiçara, no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo, pode estar chegando ao fim. O projeto de lei Nº 6643/2025, de autoria do deputado estadual Marcelo Dino, já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve seguir para votação em plenário nas próximas semanas. À Folha, o parlamentar disse que deve pedir urgência na votação do projeto, reforçando que o objetivo é corrigir uma falha histórica ocorrida há 15 anos.

Pelo documento, ficam desafetadas dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas consolidadas correspondentes aos bairros Caiçaras e Sabiá. No texto o deputado explica que a decisão acontece “em razão de apresentarem ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado, conforme levantamento técnico e diagnóstico socioambiental”. Lembra, ainda, que a desafetação tem por finalidade permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), observadas as diretrizes da Lei Federal nº 13.465/2017, da Lei Estadual nº 6.253/2012, e do Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012).

O projeto de lei também determina que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e a Prefeitura de Arraial do Cabo, deverão elaborar memorial descritivo e mapa de georreferenciamento delimitando as áreas desafetadas “para fins de atualização dos anexos cartográficos e memoriais do Decreto Estadual nº 42.929/2011, que criou o Parque Estadual da Costa do Sol”. Determina ainda que as áreas desafetadas passam a integrar Zona de Uso Sustentável, observadas as normas ambientais e urbanísticas aplicáveis, podendo o Poder Executivo, mediante ato normativo, convertê-las em Área de Proteção Ambiental “garantindo o controle ambiental, o ordenamento territorial e a proteção das áreas remanescentes do Parque”.

Apesar disso, o texto afirma que “ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, restingas, dunas, corpos hídricos e corredores ecológicos indispensáveis à integridade ambiental do Parque Estadual da Costa do Sol”.
 
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			<title><![CDATA[MPF cobra Inea, Prefeitura e Prolagos por irregularidades em dragagem na lagoa]]></title>
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			<updated>2026-04-18T22:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) já deu início à contagem regressiva para que o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a Prolagos expliquem e resolvam as irregularidades encontradas na dragagem da Praia do Siqueira. O flagrante foi feito pelo procurador da República Leandro Mitidieri, e pelo professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, em visita técnica realizada no último dia 19 de março.

Em conversa com a Folha após a vistoria, o procurador e o professor revelaram que a draga estaria retirando sedimento arenoso, e não lodo. Afirmaram também que as máquinas estavam operando sem barreiras de contenção adequadas, causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna. A inspeção, segundo eles, ainda  teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. 

À Folha, na época, tanto o Inea como a Prolagos chegaram a contestar as informações em nota enviada ao jornal na semana passada. Sobre o esgoto, a concessionária disse que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual. O Inea, por sua vez, alegou que a retirada de areia seria "pontual" e que a falta de barreiras ocorria porque o equipamento estava em "processo de implementação". No entanto, dois novos documentos emitidos pelo MPF no último dia 9 elevam o tom da cobrança.

‌Desta vez, no entanto, a Prolagos não se pronunciou. Já o Inea disse, em nota, que as ações de desassoreamento na Laguna de Araruama estão devidamente licenciadas, incluindo o canteiro de obras, o bota-espera (destinado ao armazenamento temporário dos resíduos) e o bota-fora (destinado ao descarte definitivo dos resíduos). O órgão acrescentou que apresentará ao MPF, nos próximos dias, toda a documentação técnica e os estudos que embasam a execução do projeto. Disse ainda que as intervenções na Praia do Siqueira são resultado de um Termo de Cooperação Técnica entre o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a concessionária Prolagos.

Já a Prefeitura de Cabo Frio, embora também tenha sido questionada pelo Ministério Público Federal, disse à Folha que “essa resposta vocês precisam buscar com o Governo do Estado, que é responsável pela intervenção, por meio do INEA”

No despacho do procedimento nº 1.30.009.000128/2023-01, o procurador Leandro Mitidieri recomendou a paralisação imediata das atividades até que o licenciamento completo e o Plano de Dragagem sejam apresentados. Ele chegou a classificar a obra como ilegal pela ausência de documentos técnicos básicos no canteiro. No despacho o procurador oficializa ainda o "jogo de empurra" entre todos os envolvidos na operação, revelando que o Inea afirma não ter atribuições sobre o licenciamento ambiental, enquanto a Prefeitura de Cabo Frio estaria sustentando, também ao MPF, que a responsabilidade pelos estudos é inteiramente do órgão estadual.

A situação é agravada por relatos de pescadores, registrados em vídeos e anexados aos novos documentos. No material eles denunciam a abertura de valas com 5 a 6 metros de profundidade para extração de areia, prática que estaria destruindo o ambiente pesqueiro. Diante disso, o MPF exige agora a apresentação do levantamento topo-batimétrico para caracterizar o volume real de lodo e a espessura da camada que deve ser removida, além de relatórios mensais para confirmar se o material dragado corresponde ao previsto ou se há uma retirada indevida de recurso mineral. A recomendação nº 2/2026 também foca na segurança ambiental, cobrando medidas imediatas para as barreiras de contenção que evitem o espalhamento de sedimentos finos para a margem oposta, na região da empresa Sal Cisne e da Universidade Veiga de Almeida, onde a degradação teria sido agravada pela dispersão da lama.

O procurador Mitidieri também deu um prazo de 15 dias para que a Prolagos apresente esclarecimentos específicos sobre o despejo de esgoto in natura na Estação Elevatória da Praia do Siqueira. O documento cita que vídeos e fotos comprovam que a comporta permaneceu aberta em dia de tempo estável e sem chuvas, contrariando a versão dada ao jornal pela concessionária. Sem a presença de um Profissional Responsável Técnico no local e sem a comprovação do destino final do material através de Manifestos de Resíduos e contrato com o aterro Dois Arcos, o MPF advertiu que a continuidade das obras sem as devidas providências poderá resultar em ações judiciais e responsabilização por danos materiais e morais contra todos os envolvidos.
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			<title><![CDATA[Prefeitos convocam audiência na Alerj para barrar redistribuição de royalties]]></title>
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			<updated>2026-04-17T17:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Prefeitos dos municípios do estado do Rio de Janeiro vão se reunir na Assembleia Legislativa (Alerj), no próximo dia 28, para uma audiência pública com foco no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, marcado para o próximo dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante reunião em Cabo Frio, na manhã desta quinta-feira (16), convocada pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos), todos os chefes de Executivo presentes foram unânimes em afirmar que a decisão dos ministros pode provocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.

À Folha, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, disse que a crise causada pela possível redistribuição dos royalties do petróleo será ainda maior do que a de 2015, quando o valor dos repasses caiu em mais de 50% por conta da queda do preço do petróleo no mercado internacional (de cerca de US$ 115 para menos de US$ 50).

– A gente acredita que não vai haver a redistribuição por uma questão de justiça, um pacto federativo que foi feito lá atrás, em que o estado do Rio de Janeiro, que é o produtor do petróleo, deixa de receber o ICMS na fonte e passa a receber os royalties como compensação de eventual desastre ambiental. Uma decisão de redistribuição que em nada vai influenciar na economia dos demais estados, mas vai quebrar literalmente a segunda maior economia do país, que é o estado do Rio de Janeiro – explicou o prefeito cabo-friense.

A chamada "Guerra dos Royalties" teve seu estopim entre os anos de 2009 e 2012. O movimento teve início após uma pressão política dos estados não produtores (em especial os da região sul do Brasil), que buscavam uma divisão mais igualitária das receitas provenientes do petróleo, especialmente após a descoberta de gigantescas reservas do pré-sal em 2007. Já o marco inicial da disputa legislativa aconteceu em março de 2010, quando o então deputado federal Ibsen Pinheiro (Rio Grande do Sul) apresentou uma emenda ao projeto de lei nº 5938/2009, propondo a redistribuição dos royalties de forma igualitária entre todos os estados e municípios brasileiros, seguindo os critérios dos Fundos de Participação (FPE e FPM).

Em 2012, o Congresso Nacional aprovou uma nova lei (nº 12.734/2012), que alterou as regras de distribuição tanto para os novos contratos (pré-sal) quanto para os contratos já existentes. Antes de sancionar, a então presidente Dilma Rousseff vetou os artigos que mudavam a distribuição dos contratos antigos, sob o argumento de que isso feria o Direito Adquirido e contratos já assinados. No entanto, em março de 2013, o Congresso Nacional derrubou esses vetos em uma sessão histórica e tumultuada.

Com a derrubada dos vetos, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ingressou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917 no STF. Ele alegou que a mudança abrupta nas regras de contratos em vigor causaria um colapso nas finanças estaduais e municipais, violando o princípio da segurança jurídica e o pacto federativo. A ministra Cármen Lúcia concedeu a liminar suspendendo os efeitos dos novos critérios de distribuição. 

Após 13 anos de adiamentos, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ganhou uma data: será no próximo dia 6 de maio. Se a liminar for derrubada, passará a valer a regra de redistribuição aprovada em 2012, que reduz drasticamente o percentual dos estados produtores para favorecer o restante do país.

Vice-governador do Rio de Janeiro na época da ADI 4917, e atual prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão também esteve em Cabo Frio nesta quinta-feira. 

– Todos aqui, principalmente os produtores de petróleo, ninguém vai sobreviver - afirmou Pezão.

Tande Vieira, prefeito de Resende e presidente da Associação Estadual dos Municípios do Rio de Janeiro (AEMERJ), recomendou cautela nas cobranças ao STF.

–  Os estados do sul são os que fazem mais pressão pela redistribuição. O ministro Fachin é do Sul. Pedir vistas novamente não vai funcionar. Acho que uma estratégia para agora seria transformar a Ação Direta de Inconstitucionalidade em processo estruturante para que a questão seja analisada em todos os aspectos que não foram analisados antes: as regras de partilha do excedente de produção que prejudica o estado, mas não foi levado em conta, o Fundo de Participação, onde o Estado do Rio é o mais contribui e o que menos recebe... Pedir vista não seria uma boa opção. Mas transformar em processo estruturante pode dar mais fôlego ao estado do Rio – pontuou.
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			<title><![CDATA[Governador interino revoga "canetada" de Cláudio Castro e devolve proteção a APAs da região]]></title>
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			<updated>2026-04-15T14:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, revogou nesta terça-feira (14) o decreto do ex-governador Cláudio Castro que suspendia a proteção de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) no estado. A publicação foi feita poucos dias após o atual chefe do Executivo estadual receber ofícios dos deputados Carlos Minc e Flávio Serafini solicitando a suspensão do decreto de Castro. Ambos os documentos apontavam "vício jurídico" e "vácuo normativo", conforme antecipou a Folha na última edição impressa do jornal.

No decreto Nº 50.253, o governador em exercício determina que fica reestabelecida, por repristinação, a plena vigência e eficácia do Decreto nº 32.517 de 23 de dezembro de 2002, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), do Decreto nº 41.820 de 16 de abril de 2009, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Massambaba (Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), do Decreto nº 44.175 de 25 de abril de 2013, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (Angra dos Reis), do Decreto nº 41.730 de 05 de março de 2009, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande) e da Deliberação CECA /cn Nº 4.854, de 19 de Julho de 2007, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Maricá. A nova determinação já está valendo.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragilizava as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

Além de Minc, o deputado Flávio Serafini foi mais um que tentou revogar o decreto de Castro. Ele chegou a protocolar um decreto legislativo com esse objetivo. Como o documento não avançou na Assembleia Legislativa (Alerj), Serafini também acabou enviando ofício ao governador em exercício.

– Assim que soubemos do decreto do Castro, que revogava os planos de manejo das APAs, protocolamos um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida que ele assinou às vésperas de sua renúncia. Como não conseguimos revogar via Alerj, solicitamos que o governador interino tomasse a iniciativa. A Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente do Estado concordou com o nosso pleito e orientou que o decreto fosse revogado por Ricardo Couto - disse Flávio Serafini à Folha.

Em parecer da Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente, emitido na última segunda-feira (13) e que o jornal teve acesso, o procurador chefe Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas recomendou ao governador em exercício a revogação do decreto. O documento cita que o parecer é uma resposta ao processo administrativo aberto pelo deputado Flávio Serafini, e conclui: “Face ao exposto, consideramos que a possibilidade de alteração de planos de manejo por decisão da diretoria do INEA enfraquece demasiadamente a força jurídica de tais instrumentos afasta o necessário controle – político e jurídico – trazido pela submissão da proposta de alteração dos planos ao Chefe do Poder executivo por intermédio do titular da Pasta Ambiental e viola a Constituição Estadual e a lei do INEA, na forma acima exposta. Por tais razões, recomendamos a revogação do Decreto 50.236/26”.

O documento assinado por Cláudio Castro foi publicado no Diário Oficial do Estado na véspera do agora ex-governador renunciar ao mandato. Além de mobilizar deputados na Alerj, ele também chamou a atenção de ambientalistas na região.  

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da Região dos Lagos. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo - disse à Folha o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.
 
Ao jornal, o secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio, também já havia demonstrado preocupação com o decreto de Cláudio Castro.

– Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Mas ficar sem decreto é péssimo. Será um caos, porque as prefeituras não terão instrumentos para segurar os empreendimentos imobiliários. O que a gente usava era o plano de manejo da APA. E se ficar sem plano, vai valer somente o zoneamento das prefeituras - explicou.

A Prefeitura de Cabo Frio também chegou a se pronunciar, informando à Folha que já possui mecanismos próprios para a proteção e preservação ambiental através da Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. 
 
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			<title><![CDATA[Decreto da degradação: políticos e ambientalistas se unem contra ato do governo que ameaça a região]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Aumentou a mobilização para anular a decisão do ex-governador Cláudio Castro que fragiliza cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) na Região dos Lagos e outras cidades do Rio de Janeiro. O Decreto Estadual nº 50.236, de 19 de março de 2026, foi publicado no Diário Oficial um dia antes de Castro renunciar ao mandato. Em ofício enviado nesta segunda-feira (07) ao desembargador Ricardo Couto de Castro (governador interino do Estado do Rio de Janeiro), o deputado estadual Carlos Minc pediu a revogação do documento.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragiliza as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

No ofício enviado ao governador em exercício, ele lembra que Cláudio Castro, “de maneira açodada e sem a devida motivação técnica”, promoveu o cancelamento de quatro decretos estaduais e de uma deliberação do Conselho Estadual de Controle Ambiental que haviam aprovado os respectivos planos de manejo das APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá.Também afirma que o decreto gera “grave insegurança jurídica quanto ao regime de proteção ambiental aplicável a esses territórios, criando verdadeiro vácuo normativo de elevada periculosidade”.

Para justificar o pedido de veto do decreto de Claudio Castro, o deputado estadual citou no documento que, sobre a APA de Tamoios, “verificou-se que já constou da pauta da reunião do Conselho Diretor do Inea realizada em 13 de março de 2026, o processo SEI-070002/005755/2026, que trata da revisão do respectivo Plano de Manejo”. O deputado explicou que, em análise preliminar, constatou-se que, à exceção das áreas de sobreposição com parques e reservas, cerca de 74% do território sofrerá alteração em seu zoneamento, com a migração para categorias de uso dotadas de critérios menos restritivos de ocupação e exploração dos recursos naturais.

– Para criar uma área de proteção ambiental pode ser por lei ou por decreto. O Parque da Costa do Sol eu criei por decreto. Por lei teve o Parque da Serra da Tiririca. Mas, para reduzir, tem que ser por lei - pontuou o deputado em conversa com a Folha.

No texto do ofício, ele afirma que “o Decreto nº 50.236/2026 atropela o devido processo legal administrativo ao revogar os atos normativos vigentes antes mesmo de se discutir o mérito quanto à existência ou não de diminuição da proteção ambiental nas unidades afetadas”. Diz ainda que “infere-se o risco concreto de que se consolide o fato consumado de novas ocupações irregulares, com potencial de ocasionar dano ambiental irreversível, em flagrante desrespeito ao princípio da precaução”. 

Ambientalistas
criticam decreto

Chamado de “canetada”, o decreto assinado por Cláudio Castro também chamou a atenção de ambientalistas na região. Um deles é o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da região. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo – disse Pimenta à Folha. 

Secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio disse à Folha que a revogação de todas as APAs do decreto de Cláudio Castro aconteceu “porque todas elas estão em curso a atualização dos seus planos de manejo e de seus zoneamentos”. 

– Só não entendi a forma como foi feito, porque eu achei que tinha que aprovar primeiro para fazer o decreto depois. O decreto diz que, por enquanto, fica valendo o que estava estabelecido no plano de manejo anterior e estamos atentos a isso. Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Inclusive estamos aguardando o Inea se pronunciar porque, nesse meio tempo, mudou toda a diretoria de lá – explicou.

Em nota enviada à Folha, a Prefeitura de Cabo Frio informou que o município foi pioneiro na Região dos Lagos ao instituir, no ano de 2025, a Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. A nota diz ainda que “todos os órgãos de controle e fiscalização permanecem atentos, a fim de coibir qualquer tentativa de implantação de empreendimentos em desacordo com a legislação vigente”.
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			<title><![CDATA[MPF e especialistas apontam falhas graves na dragagem da Praia do Siqueira]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal recomendou a paralisação imediata da dragagem da enseada da Praia do Siqueira, em Cabo Frio. A obra, que está sendo executada pela prefeitura, Inea e Prolagos, não tem Licença Ambiental ou Plano de Dragagem, segundo o MPF.

Desdobramentos de uma vistoria realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e especialistas da UERJ no último dia 19 de março revelam que a dragagem, em vez de focar no lodo de esgoto, estaria retirando sedimento arenoso, além de operar sem barreiras de contenção adequadas.

A dragagem na Praia do Siqueira começou oficialmente no início de dezembro de 2025. A assinatura do termo de cooperação técnica aconteceu no começo de outubro do ano passado. A obra visa retirar quase 500 mil m³ de sedimentos, desassoreando a região para recuperar o ecossistema, a balneabilidade e a pesca. A previsão é de que os trabalhos durem dois anos.

O programa prevê que todo o material dragado seja conduzido a áreas previamente autorizadas de bota-espera, onde passará por período de secagem e quarentena, antes de ser destinado a aterro sanitário licenciado, conforme determina a Resolução CONAMA 454/2012. O projeto contempla, ainda, medidas de proteção à fauna, prevenção de impactos ambientais e segurança da população, com a instalação de sinalização adequada, controle de ruídos e poeira, além da adoção de dispositivos de proteção contra erosão e novo assoreamento.

Recentes levantamentos feitos pela Folha junto ao Inea revelam que, por conta do despejo de esgoto, a lagoa de Araruama, na Praia do Siqueira, está imprópria para banho há cerca de 10 anos. Apesar da importância ambiental da ação, denúncias recebidas pelo MPF apontam que a draga estaria retirando sedimento arenoso em vez do lodo pastoso. O professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, que acompanhou a inspeção, confirmou o problema. 

– Verificamos que estava sendo dragado muito mais areia do que lodo de esgotos, o que é preocupante – afirmou o especialista, ressaltando que o foco deveria ser a melhoria da circulação hídrica e da biodiversidade.

A ausência de barreiras de contenção flutuantes no entorno da dragagem é outro ponto central da polêmica. Pescadores e moradores relataram que a falta dessa proteção, somada às correntes e ao vento leste predominante, está causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna, um fenômeno, segundo eles, inexistente antes do início das obras.

Em resposta à Folha, o Inea informou que a presença de areia pode ser "pontual" devido às características naturais da lagoa e que as barreiras flutuantes estão apenas "em processo de implementação". O órgão justificou ainda que a draga não operava no momento da vistoria por ser fim do dia, mas que o monitoramento técnico no dia seguinte atestou funcionamento regular.

A inspeção também teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. A Prolagos, no entanto, contestou a informação em nota enviada ao jornal, afirmando que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual.

O procurador da República Leandro Mitidieri confirmou à Folha que, após reuniões com a comunidade e com a Prolagos no dia 31 de março, prepara um despacho com medidas impositivas. Para Adacto Ottoni, é fundamental a apresentação de medições precisas sobre o volume de areia dragado e o destino final do lodo em aterro sanitário. Por conta da denúncia, uma reunião do Comitê Lagos São João estava prevista para esta quarta-feira (8), onde o Inea apresentaria o projeto de dragagem. 
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			<title><![CDATA[Prefeituras de Cabo Frio e Búzios alegam avaliar causas da poluição no Rio Una]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As prefeituras de Búzios e Cabo Frio já receberam a notificação do Ministério Público Federal (MPF) para explicar as causas da poluição do Rio Una. O corpo hídrico, que nasce em Araruama e corta o município de São Pedro da Aldeia, faz limite geográfico entre Cabo Frio e Armação dos Búzios, onde deságua na Praia da Rasa, que também está sendo afetada pela poluição.

O ofício do MPF foi enviado aos governos municipais no último dia 31 de março com prazo de 20 dias para resposta. Segundo denúncia de moradores da comunidade quilombola de Maria Joaquina, desde 2012 o rio vem sofrendo com poluição, mas a situação ficou ainda pior no final de março, com mudanças na coloração e no cheiro da água. Segundo relatos, há indícios de despejo de esgoto e também de produtos químicos.

À Folha, a Prefeitura de Cabo Frio disse que está avaliando a situação por meio das Secretarias competentes e ressaltou que “todas as providências cabíveis estão sendo analisadas com responsabilidade e transparência, em conformidade com a legislação vigente”. Disse ainda que “a administração municipal permanece à disposição dos órgãos de controle e reafirma seu compromisso com a legalidade e o interesse público”.

A Prefeitura de Búzios informou que acompanha as denúncias de despejo irregular de esgoto no Rio Una e que, embora moradores afirmem que o problema existe desde 2012, eles só teriam relatado a formação de espuma e mau cheiro nas últimas semanas.
Representante da comunidade quilombola de Maria Joaquina, Rejane Maria de Oliveira chegou a falar dos prejuízos na pesca às vésperas da Semana Santa.

– Esse rio é importante porque ele sustenta toda uma comunidade. Desde muito pequena a gente pesca aqui. Todo esse esgoto e produtos químicos despejados no rio estão impedindo os pescadores de obterem produtos de qualidade. E com a proximidade da Semana Santa o pescador acaba ficando no prejuízo. O profissional da pesca de caranguejo, camarão-pitu, puçá e outras espécies do Rio Una está parado – denunciou.

A Associação das Marisqueiras Quilombolas da Rasa chegou a usar as redes sociais para manifestar preocupação com a poluição do rio, definido pelo grupo como “um território de vida, sustento e memória para nossa comunidade”

“Não estamos falando apenas de água contaminada. Estamos falando de um rio que alimenta famílias, preserva saberes ancestrais e sustenta a cultura das marisqueiras, pescadores e moradores da Rasa. A cada dia, o que vemos é o avanço da degradação, enquanto soluções concretas não chegam. E quem sofre primeiro somos nós, que vivemos do rio, cuidamos do rio e dependemos dele para existir”, denunciou.

Em recente entrevista, o procurador da República, Leandro Mitidieri, falou da necessidade de compensação pelos prejuízos causados aos pescadores que vivem da pesca no rio.

– Os municípios de Cabo Frio e Búzios não conseguem explicar essa poluição que, mais uma vez, aparece ali. Desta vez estamos acionando outras entidades para obter a verificação da origem daquela poluição, que não parece ser só esgoto. Desta vez nós vamos precisar de uma compensação para essas comunidades pelo tempo que elas estão sem poder pescar.

Por conta dessa situação, um protesto chegou a ser realizado no último dia 29, convocado pelo grupo SOS Rio Una. O ato reuniu moradores, marisqueiras, pescadores e ambientalistas, com apoio de outras entidades. Em post nas redes sociais, o movimento revelou que “evidências de contaminação apontam para possíveis crimes ambientais ainda não devidamente apurados na justiça, em âmbito de procedimentos pelo MPF e MPE”. 
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			<title><![CDATA[Relatórios apontam abandono e suspeitas de má gestão em escolas estaduais da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-09T11:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A precariedade das escolas da rede estadual na Região dos Lagos ganhou novos capítulos esta semana. Após a Folha antecipar  uma série de problemas estruturais e de gestão em alguns Cieps de Cabo Frio e Iguaba Grande, um novo levantamento feito pelo deputado estadual Flávio Serafini detalha situações críticas nestas mesmas cidades. Entre os pontos mais graves estão o empenho de R$ 6 milhões para serviços básicos que não foram entregues, como a rede elétrica dos Cieps 193 e 457, e o pagamento de R$ 270 mil por placas solares no Ciep Wilson Mendes que nunca foram instaladas.

A reportagem da Folha solicitou nota oficial à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) sobre cada uma das irregularidades denunciadas pelo deputado, incluindo a falta de funcionários, o abandono de laboratórios e os riscos de incêndio, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O silêncio da pasta contrasta com a gravidade dos relatos, que incluem o desabamento de reboco sobre alunos e o fato de diretoras precisarem pagar a internet da unidade do próprio bolso para garantir o funcionamento administrativo.

Além do descaso com a manutenção, o cenário revela um possível erro de planejamento logístico e financeiro. Prédios da Faetec que custaram centenas de milhares de reais permanecem fechados ou sem uso, enquanto escolas situadas em áreas de conflito de facções criminosas, como o C.E. Professor Cordelino Teixeira Paulo, no Jardim Peró, sofrem com invasões sistemáticas e falta de climatização.

Para aprofundar o debate sobre as medidas práticas e a fiscalização desses recursos, a Folha conversou com o deputado estadual Flavio Serafini, membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tem acompanhado de perto a situação das unidades.

Folha - O relatório cita o Ciep 193 (Wilson Mendes) e o 457 (José Elias), onde cerca de R$ 6 milhões foram empenhados, mas serviços básicos como rede elétrica não foram entregues, embora necessários. O seu mandato já acionou o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para investigar essas empresas específicas, como a Top Firen e a Total Eirect?
Flávio - Nosso mandato tem fiscalizado o direito à educação no Estado do Rio e isso passa pela condição de infraestrutura das escolas. Nós enviamos ofício à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc/RJ) e demos tratamento em reuniões a respeito. No caso do MP, nós oficiamos por meio de representação para que tome medidas emergenciais para assegurar o pleno funcionamento das unidades escolares e que as respectivas empresas apresentem os necessários esclarecimentos.

Folha - No Ciep 357, você aponta um gasto de R$ 1,4 milhão apenas em pintura, enquanto laboratórios seguem encaixotados. Como a Comissão de Educação da Alerj avalia esse critério de prioridades da Seeduc?
Flávio - Não estou na presidência da Comissão de Educação. Já presidi na legislatura passada, porém, nessa legislatura sou membro titular. Falo desse lugar. E sempre fiz o debate sobre a prioridade dos investimentos em educação, denunciando a falta de planejamento das diversas gestões da Seeduc nos últimos anos. É escandaloso. Gastou-se milhões de Reais em livros paradidáticos, mobiliário entre outros, sem o necessário diálogo com as direções das escolas. No caso do Ciep e em todos os outros, defendemos que a prioridade deve ser apontada por quem está no chão da escola, quem sabe das necessidades mais urgentes e dos arranjos possíveis para fazer a boa manutenção do prédio e a melhoria das condições de estudo para os estudantes simultaneamente.

Folha - O relatório menciona prédios da Faetec inaugurados que nunca funcionaram em Cabo Frio e Tamoios, custando centenas de milhares de Reais. O que impede o funcionamento dessas unidades? É falta de pessoal ou erro de planejamento logístico?
Flávio - Isso. Uma unidade fica dentro do terreno do Ciep 357 José de Dome no Tangará, e outra dentro do terreno do Ciep 331 Lysia Bernardes, no 2º distrito de Cabo Frio, em Tamoios. A unidade do Tangará foi inaugurada, tem placa de inauguração com os nomes do ex-governador Cláudio Castro, Dr. Serginho, prefeito de Cabo Frio, e do ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, mas nunca foi utilizada. É um prédio novo e ao mesmo tempo sem uso, fantasma. No segundo caso, existem cadeiras novas, mesas novas, material de anatomia e ciências, e tudo parado dentro da unidade, mais um prédio novinho e sem utilidade. Certamente são unidades que deveriam favorecer alunos e a sociedade. Pelo que acompanhamos, não há nenhum planejamento da Secretária de Ciência e Tecnologia, e provavelmente não existe prazo para funcionamento. Isso precisa ser investigado. Existe ainda, outro escândalo da Faetec, em Tamoios, que era para ser inaugurada em 2023, onde a construtora responsável pelas obras recebeu 70% do recurso, proveniente do Pacto-RJ, em que R$ 155 milhões foram usados para essa Faetec e mais sete no estado. As obras seguem paradas há mais de um ano.

Folha - No caso do C.E. Cordelino Teixeira Paulo a direção pede a volta do Proeis. Acredita que a solução para as escolas naquela área de Cabo Frio passa apenas pela segurança armada ou há uma falha na estrutura física que facilita essas invasões (como o muro que o tráfico abre sistematicamente)?
Flávio - Entendo que o pleito da direção é legítimo, mas insuficiente. Outras medidas são necessárias, como a revitalização de toda a estrutura da escola (salas de aula, refeitório, quadra e muro) e fortalecê-la como equipamento público a serviço de toda a comunidade. É fundamental ter um quadro completo dos profissionais da educação que também incluam orientadores educacionais, inspetores escolares e de porteiros. Vale dizer que a escola faz um excelente trabalho com as condições que possui, promovendo a educação e a aprovação de estudantes no Instituto Federal Fluminense.

Folha - Em Iguaba Grande (Ciep 457) há relatos de princípios de incêndio e reboco caindo em alunos. Qual a solução mais urgente para essa escola, com objetivo de garantir a continuidade das aulas, mas de forma segura?
Flávio - No caso de Iguaba o problema já atingiu um aluno durante a atividade de Educação Física. Por sorte não teve algo ainda mais grave. A quadra e banheiros estão com diversos problemas estruturais, hidráulicos e elétricos. A urgência é que a Seeduc autorize que a escola possa gastar o recurso que já está na conta da escola para realizar as obras que forem necessárias e que, o quanto antes, uma empresa séria seja contratada pela direção da escola para as intervenções urgentes no Ciep, começando pela parte elétrica, prioritária para aquela direção.

Folha - Além das visitas e do relatório, quais são os próximos passos práticos? Haverá convocação da Secretaria de Educação para prestar esclarecimentos na Alerj?
Flávio  - Uma nova gestão assumiu a Secretaria de Estado de Educação e apresentamos uma lista de escolas com prioridade para que questões de obras fossem resolvidas. Estabelecemos um calendário permanente de acompanhamento e esperamos que a postura republicana prevaleça para que, com diálogo, possamos resolver. Foi reafirmado um novo entendimento para obras por descentralização, com limite de até R$ 230 mil. Demandas que ultrapassem esse valor poderão ocorrer, mas seguirão outro fluxo administrativo. Nesse sentido, a EMOP voltará a assumir protagonismo nas obras estruturais da rede. Ficou acordada a realização de reuniões periódicas, a cada 10 a 15 dias, para monitoramento da situação das escolas, além da manutenção de um canal aberto para envio de novos casos. Estamos fazendo o que é possível em absoluto respeito à prática legislativa. Para tratar desse tema, a Comissão de Educação é, regimentalmente, o espaço adequado para fazer convites e/ou convocações. Pautar isso depende da disposição do Deputado que a preside.

Folha - Como vê o impacto dessa precarização no projeto das ETECs? É possível falar em "escola tecnológica" quando uma diretora precisa pagar a internet do próprio bolso para a escola não parar?
Flávio - A precarização atinge diversos projetos que a Seeduc em algum momento apresentou como pilotos: as ETEC&#39;s, as salas makers. Segundo levantamento recente do Sepe, aproximadamente 77% dos professores nunca recebem, ou recebem raramente tablets ou computadores, de uma rede em que 75% das escolas não disponibilizam internet nunca, ou raramente, e que 73% dos profissionais precisam utilizar suas próprias ferramentas tecnológicas. Por outro lado, os gastos bilionários em projetos que não tem nenhuma relação com a realidade da escola: compras de softwares e pacotes onde nem 10% dos alunos acessam, em que livros são comprados e os alunos sequer usam, de uniformes que chegam no final do ano, entre outros. Nós temos precarização combinada com planejamento muito ruim em um Estado que sequer possui um Plano Estadual de Educação. O resultado do IDEB expressa essa realidade que combina gastos questionáveis, planejamento discutível e os piores salários do Brasil aos educadores. A tragédia é anunciada!

Folha - Acredita que há uma falha de fiscalização da Seeduc?
Flávio - Entendo que muitos processos devem ser aperfeiçoados para garantir o bom investimento e a transparência com os gastos, e isso não é uma questão gerencial e de controle, é preciso vontade política para fazer diferente. Defendo que a definição das prioridades passe pelas comunidades escolares, onde os Conselhos Escolares podem representar a primeira instância de fiscalização, que os investimentos em projetos educacionais sejam previamente debatidos com os profissionais da educação, que as direções das escolas sejam consultadas sobre as intervenções necessárias. Os Conselhos Estaduais da Educação e do Fundeb também podem exercer papel relevante com sua capacidade de fiscalização fortalecida. E, sem dúvida, a Alerj e os órgãos de controle têm papel central na garantia do direito à educação.
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			<title><![CDATA[Em livro, Thais Pessanha transforma deficiência em história de humor, afeto e reflexão ]]></title>
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			<updated>2026-04-08T17:51:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Entre gargalhadas, sustos e situações improváveis, o novo livro de Thais Pessanha, Dias de Sol, chega ao público como um convite sensível e bem-humorado para repensar a forma como a sociedade enxerga a deficiência. Publicada pela editora Oficina Raquel, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ, a obra reúne relatos autobiográficos que percorrem infância, adolescência e vida adulta da autora, marcada pela convivência com a Osteogênese Imperfeita, uma condição genética rara conhecida como “ossos de vidro”. O lançamento na Região dos Lagos será no próximo dia 10, na Biblioteca Firjan SENAI-SESI, em São Pedro da Aldeia.

– Dias de Sol nasce da observação do cotidiano. Não de grandes feitos, mas das pequenas situações que revelam como o mundo ainda não está preparado para todos os corpos e como nós, pessoas com deficiência, que aprendemos, pelo bem da nossa saúde mental, a focar nas pequenas luzes que encontramos pelo caminho mesmo em dias nublados ou de tempestade. Lançar este livro agora é um convite para olhar para as pessoas com deficiência com mais honestidade, menos clichê e, quem sabe, com mais escuta e leveza. Se causar algum incômodo, melhor ainda: é a partir daí que começa a mudança - comenta a autora.

Nascida em Macaé (RJ), Thais Pessanha já teve mais de 300 fraturas ao longo da vida. A experiência transformou sua vivência em inspiração para promover reflexão e transformação social por meio da literatura e dos esportes. Em Dias de Sol ela constrói uma narrativa que desafia estereótipos e desloca o olhar do drama para a experiência vivida em toda a sua complexidade. Entre episódios como uma ida caótica à praia, uma aventura em escadas rolantes ou uma simples tarde no shopping que se transforma em sequência de perrengues, a autora transforma o cotidiano em literatura viva, onde o riso não anula a dor, mas a ressignifica.

A Osteogênese Imperfeita, condição rara e sem cura, aparece como pano de fundo, nunca como limite narrativo. Ao contrário: é a partir dela que emergem histórias que revelam não apenas os desafios físicos, mas sobretudo as barreiras sociais impostas pelo capacitismo. Em um mundo ainda pouco preparado para lidar com a diferença, Thais opta por um caminho potente: contar suas próprias histórias com leveza, ironia e precisão.

A escrita, marcada por ritmo ágil e observação aguçada, evidencia o absurdo de situações corriqueiras (como obstáculos urbanos, falta de acessibilidade e reações constrangedoras) ao mesmo tempo em que destaca a força do afeto, da amizade e da autonomia.

– Não é banalizar a doença, e sim aprender a tratá-la com a naturalidade e leveza devidas - aponta a autora, ao defender o humor como ferramenta de enfrentamento e transformação.

Reconhecida por sua atuação como escritora, curadora e ativista, Thais Pessanha amplia, com este livro, um trabalho já consolidado de promoção da inclusão e da representatividade. Autora premiada, professora e mediadora literária, ela atua diretamente na construção de espaços mais acessíveis no campo cultural, sendo também idealizadora do Clube de Leitura Ossos de Pássaro, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025. Sua trajetória, que inclui ainda a condução das Tochas Olímpica e Paralímpica Rio 2016, reforça o compromisso com a ampliação de vozes historicamente invisibilizadas.

Praticante de esportes como skate e caiaque, ela também é autora do premiado livro Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento (Prêmio Literário Clarice Lispector), participante da antologia Poesia Agora Verão 2021 (Editora Trevo), confreira da Academia Macaense de Letras, Embaixadora Brasileira do Cordão de Girassol (movimento internacional de conscientização sobre deficiências raras e ocultas) e vice-presidente da Associação Pestalozzi de Macaé (ONG que cuida de crianças e jovens com deficiência).
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			<title><![CDATA[Deputado tenta barrar decreto que facilita degradação ambiental na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-08T16:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) protocolou na Assembleia Legislativa (Alerj) um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do Decreto nº 50.236, publicado pelo ex-governador Cláudio Castro em seus últimos dias de mandato. A medida de Castro revogou, de uma só vez, os planos de manejo de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs), algumas delas localizadas na Região dos Lagos.

Plano de Manejo é o documento que estabelece o zoneamento de uma unidade de conservação, definindo o que pode e o que não pode ser construído, além de estabelecer normas para o uso de recursos naturais. O decreto de Castro, publicado em Diário Oficial no último dia 19, suspende todas as regras de uso e ocupação do solo de áreas ambientais como as APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá. O argumento utilizado na publicação é a necessidade de atualização desses documentos técnicos conforme a Resolução Inea nº 180/2019, que prevê novas metodologias para a gestão das unidades de conservação.

Embora o artigo 2º do decreto de Castro afirme que o grau de proteção dos novos planos (que passariam a ser aprovados por resolução do Inea e não mais por decreto do governador) não poderá ser reduzido, a medida gerou alerta imediato em ambientalistas e parlamentares. O parágrafo único do decreto vincula a eficácia da revogação à aprovação prévia dos novos planos, mas a mudança na hierarquia das normas (retirando o poder de decisão do governador para delegá-lo ao Conselho Diretor do Inea) é considerado um dos pontos centrais da polêmica.
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no MART" apresenta 6ª edição com conto de Marcelino Freire]]></title>
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			<updated>2026-04-07T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O projeto "Leituras no MART", iniciativa do coletivo #Mulherada que Escreve em parceria com a Sophia Editora e o MART, chega à sua 6ª edição nesta terça-feira, 7 de abril, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), em Cabo Frio.

O encontro propõe a leitura do conto "Da paz", do escritor Marcelino Freire. Natural de Sertânia, Pernambuco, o autor é um dos nomes mais reconhecidos da literatura brasileira contemporânea. Em 2006, ele recebeu o Prêmio Jabuti com o livro Contos Negreiros.

Após mergulhar, em 2025, em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o projeto inaugura o primeiro semestre de 2026 com uma imersão no tema "Memória e identidade feminina", privilegiando contos de autores diversos que lançam luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil.

O formato, já marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional: são desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.

A iniciativa é idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). O institucional é da Editora Sophia e da Folha dos Lagos. As sessões acontecem sempre na primeira terça-feira de cada mês.

SERVIÇO Evento: 6ª edição do Projeto Leituras no MART Obra: Conto "Da paz", de Marcelino Freire Data: 7 de abril de 2026 (terça-feira) Horário: 18h.  Local: MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[MPF flagra lixo e barracas irregulares na orla da Praia do Forte, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-03T16:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) flagrou, nesta sexta-feira (3) uma série de irregularidades na Praia do Forte, em Cabo Frio. Segundo o procurador da República, Leandro Mitidieri, a fiscalização aconteceu por conta do feriado prolongado da Semana Santa, com o objetivo de verificar situações relativas ao descarte de lixo na orla.

À Folha, Mitidieri disse que durante a vistoria foi verificado acúmulo de lixo nas dunas, um quadriciclo transitando na orla, uma barraca sem licença e algumas barracas sem as lixeiras grandes na frente. A operação do MPF foi acompanhada por agentes de apoio da Prefeitura de Cabo Frio, que segundo o procurador, resolveram todos os problemas detectados, e recolheram a barraca sem licença.

O despejo de lixo na orla da Praia do Forte não é um caso isolado. No último dia 25, durante um mutirão pela Semana Nacional de Limpeza dos Mares, voluntários do projeto Mar Sem Lixo recolheram cerca de 62kg de lixo em apenas 40 minutos. A ação integrou a programação do Futuro Azul Summit 2026, e contou com apoio da Jataí Investimentos e de alunos do CIEP 262 Curvelina Dias Curvello, de São Pedro da Aldeia.
 
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			<title><![CDATA[Justiça determina novo despejo da ocupação Casa Inês Etienne Romeu em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-01T14:40:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Casa de Referência Inês Etienne Romeu, em Cabo Frio, foi alvo de uma nova ordem de despejo na manhã desta quarta-feira (1º). A desocupação forçada aconteceu exatamente 18 dias após o Movimento de Mulheres Olga Benário ter assumido, no último dia 14, o imóvel de um antigo frigorífico abandonado no bairro Guarani. Com o cumprimento do mandado judicial, o funcionamento do centro de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade na Região dos Lagos foi novamente interrompido. Um protesto contra o despejo foi convocado para acontecer hoje, às 18h30, na praça do bairro Manoel Corrêa, ao lado do CRAS. A Folha não conseguiu localizar o proprietário do imóvel.

Essa é a segunda vez em menos de um ano que a Casa Inês Etienne é despejada em Cabo Frio. A primeira foi em julho do ano passado. Na ocasião, o Movimento Olga Benário ocupava desde novembro de 2023, um imóvel público, também abandonado, no bairro Itajuru. A primeira ação de despejo (Processo Nº 0042191-81.2025.8.19.0001) foi pedida pelo governo municipal sob alegação de que o imóvel precisava de obras essenciais para a conservação do espaço”, e também “com o objetivo de garantir a proteção da área e sua adequada utilização pela população”. O despejo desta semana teria sido solicitado pelo proprietário do imóvel.

Em vídeo postado nas redes sociais, Pétala Cormann, coordenadora estadual do Movimento Olga Benário e da Casa Inês Etienne Romeu, questionou “o quão perigosas são as mulheres que lutam pelo fim da violência contra a mulher”. 

– Nessa manhã, a polícia veio aqui despejar a Casa de Mulheres Inês Etienne Romeu, com todo aparato e uso da força policial, para (despejar) mulheres que parecem ser muito perigosas e representar uma grande ameaça, simplesmente por ter uma casa para acolher mulheres em situação de violência em um imóvel que estava há anos abandonado, sem cumprir nenhuma função social. Simplesmente pelo fato de que nós estávamos usando esse imóvel para revitalizar e construir essa casa para que possa ter mais um aparelho na cidade para acolher as mulheres em situação de violência. Inclusive, aqui no mandato de despejo, o próprio proprietário diz que a casa estava sendo usada para acolher as mulheres em situação de violência, o que prova como é absurdo as ações que não se importam com a vida das mulheres. Porque quando uma mulher está sofrendo uma situação de violência, quando tem uma mulher vítima de feminicídio, onde estão tantas viaturas de polícia? Onde está tanta polícia para proteger as mulheres que sofrem violência na nossa cidade? Enquanto no nosso país, a cada seis horas, uma mulher morre em situação de violência, morre por feminicídio, e a cada seis minutos, uma mulher é estuprada no nosso país, hoje a polícia só serve para defender os interesses da propriedade privada. Quando o nosso povo precisa, quando o nosso povo está em perigo, onde está a polícia para defender esses espaços? Onde está a polícia para defender as mulheres que sofrem violência? - questionou Pétala.

Em post nas redes sociais, a ativista lembrou que “neste ano em que a ocupação Inês sofre mais um despejo, uma idosa de 70 anos foi estuprada a caminho da UPA, e uma recém nascida de 27 dias foi estuprada pelo pai na mesma cidade”.

– Não abaixaremos a cabeça. Enquanto as mulheres ainda sofrerem violência e as nossas vidas forem menos importantes do que um espaço há anos abandonado, que só servia pra especulação imobiliária, seguiremos em luta - avisou Pétala. Também nas redes sociais, o Movimento Olga Benário lembrou que o novo despejo da Casa de Referência Inês Etienne Romeu aconteceu na “data que marca os 62 anos do golpe militar no Brasil”.

Inês Etienne Romeu foi a única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da época da ditadura que aterrorizou o país. “Apesar da repressão, seguiremos em luta por uma sociedade onde as forças do Estado sirvam para proteger nossas vidas e defender o povo”, declarou o Movimento Olga Benário.
 
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			<title><![CDATA[Qualificatur Costa do Sol inicia aulas EAD em Búzios; Arraial do Cabo segue com inscrições
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			<updated>2026-04-01T09:30:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As aulas do Qualificatur Costa do Sol já estão em andamento em Armação dos Búzios. A etapa na modalidade EAD teve início no último dia 27 de março e marca o começo das atividades do programa de qualificação profissional na região.

Nesta fase, os participantes cumprem a parte online da formação, que corresponde a 80 horas da carga horária total de 100 horas. As outras 20 horas serão presenciais, com encontros previstos para acontecer posteriormente no polo escolhido.

A organização orienta que os candidatos fiquem atentos ao WhatsApp e aos demais contatos informados no momento da inscrição, já que as comunicações oficiais sobre participação e início das atividades são enviadas por esses canais.

Enquanto Búzios já iniciou as aulas, outros municípios ainda seguem com inscrições abertas. Em Arraial do Cabo, o prazo vai até o dia 3 de abril. Já em Cabo Frio, as inscrições foram encerradas no último dia 27.

Segundo o presidente do Condetur Costa do Sol, Marco Navega, o início desta etapa representa um avanço importante para a região. “Esse é um passo concreto para fortalecer o turismo regional, qualificando profissionais que estão diretamente ligados à experiência do visitante”, destacou.

O Qualificatur Costa do Sol é um programa voltado aos setores de turismo, hotelaria e gastronomia, com a meta de capacitar 750 pessoas em oito municípios da região. Nesta primeira etapa, são ofertadas 300 vagas gratuitas, distribuídas entre Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio, com 100 vagas para cada cidade.

Entre os cursos disponíveis estão: camareira(o), governanta, garçom/garçonete, bartender e recepcionista de hotel, com turmas de 20 alunos por formação. A iniciativa busca qualificar a mão de obra local e elevar o padrão de atendimento ao visitante.

Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com prioridade para beneficiários do Seguro-Desemprego, inscritos no SINE e no CadÚnico, além de vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PcD) e idosos com 60 anos ou mais.

As inscrições devem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram @qualificatur (https://www.instagram.com/qualificatur). O preenchimento do formulário não garante vaga automática. Os candidatos selecionados receberão as próximas orientações pelos contatos informados no cadastro.

O programa é realizado pelo Condetur Costa do Sol, com patrocínio do Programa Manoel Quirino, por meio da Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
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			<title><![CDATA[Joalheria de Cabo Frio prepara chegada a Niterói e mira expansão através de franquias]]></title>
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			<updated>2026-03-31T18:07:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A joalheria Arte In Ouro, criada em Cabo Frio, se prepara para ampliar sua presença no estado do Rio de Janeiro com a inauguração de mais uma unidade, desta vez no Shopping Plaza, em Niterói, no dia 27 de abril. A loja será a de número nove da marca, que já atua em diferentes regiões fluminenses e projeta crescimento estruturado com a implantação de um modelo de franquias a partir de 2027.

O movimento faz parte de uma estratégia desenhada nos últimos anos, que ganhou força em fevereiro, quando a Arte In Ouro deu mais um passo rumo ao futuro: a inauguração de um espaço conceito no Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, consolidou a criação de uma nova identidade visual que, segundo o diretor de marketing da joalheria, Davi Cezarete, vai servir como base para o projeto de expansão através do modelo de franchising.

– A loja do Park Lagos foi planejada como uma unidade modelo, com tudo padronizado para que possa ser replicado nas próximas unidades. Até porque, quando falamos em franquia, não é só abrir novas lojas, é garantir que a experiência, o atendimento e o conceito sejam exatamente os mesmos em qualquer lugar do país - explica Davi.

À Folha, ele também contou que a expansão para Niterói representa mais um passo dentro de um planejamento nacional que mantém as raízes na cidade onde tudo começou.

– A gente está levando a marca para outros mercados, mas sem perder a essência de Cabo Frio, que é onde a Arte In Ouro nasceu. A loja de Niterói chega como a nona unidade, mas já temos uma décima em planejamento. E a partir da décima primeira a ideia é que o crescimento aconteça por meio de franquias. Esse modelo já está sendo estruturado para começar a ser implantado a partir de 2027 - explicou.

Com 13 anos de atuação, a Arte In Ouro possui lojas nas regiões dos Lagos, Serrana e Norte Fluminense, incluindo cidades como Cabo Frio, Araruama, Rio das Ostras, Maricá, Macaé e Nova Friburgo. Ao todo, são cerca de 100 postos de trabalho diretos e indiretos. O crescimento, no entanto, não seguiu um caminho linear. A história da marca começa muito antes da primeira vitrine, em um cenário bem distante do que hoje se vê nas unidades da rede.

– O sonho da Arte In Ouro começou na área de serviço de uma casa no bairro Jacaré, em Cabo Frio. O idealizador da marca era um adolescente de 13 anos, filho de um funcionário público que sustentava a família com um salário mínimo. Ele decidiu que precisava ajudar em casa, e para isso estudava à noite e, durante o dia trabalhava como auxiliar de serviços gerais em uma joalheria no Centro. Saía de casa, de bicicleta, às 9h, e só voltava às 22h. No pouco tempo livre, montou um mini ateliê dentro de casa, no meio de baldes, tanque e máquina de lavar. Foi ali que começaram a surgir as primeiras peças personalizadas, como anéis de formatura e alianças - contou Davi.

O que começou de forma improvisada evoluiu para um projeto mais ambicioso: a abertura da primeira loja física da Arte In Ouro.

– Era um sonho que nasceu muito cedo e que foi construído com muito esforço. Foi um investimento grande, que consumiu todas as economias. Mas, pouco tempo depois da inauguração, a loja foi assaltada e o prejuízo chegou a quase 70% de tudo que tinha sido investido. Foi um momento muito difícil, que poderia ter encerrado nossa história ali - relembra.

A decisão, no entanto, foi seguir em frente. Segundo Davi, a mudança de endereço em busca de mais segurança e melhor posicionamento foi o primeiro passo, e acabou marcando uma virada na trajetória da empresa.

– Ao invés de desistir, mudamos de ponto: fomos para um local mais estratégico no Centro de Cabo Frio, onde as vendas aumentaram ainda mais. Esse processo forçou uma profissionalização que talvez não acontecesse naquele momento se tudo tivesse dado certo desde o início. Hoje, a gente olha para trás e entende que aquela dificuldade foi determinante para o tamanho do negócio que temos hoje - afirma.

Esse novo modelo inclui, entre os diferenciais, o ouro de reuso, prática baseada na economia circular. A empresa compra peças antigas, reaproveita o metal e o transforma em novas joias com design autoral.

– A gente trabalha com um conceito que reduz a dependência da extração de novos recursos. É uma escolha que tem impacto ambiental e também posiciona a marca de forma diferente no mercado - explicou o diretor de marketing da joalheria.

Com a chegada a Niterói e a estruturação do franchising, a Arte In Ouro entra em uma nova fase, mantendo como ponto de partida a história construída em Cabo Frio.

– A empresa continua sendo familiar e carrega valores muito fortes de origem. A gente quer crescer, alcançar outros estados, mas sem perder essa identidade. É isso que sustenta o projeto e que dá sentido a tudo que foi construído até aqui - conclui.
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			<title><![CDATA[Após protestos, prefeito de Cabo Frio recua e anuncia redução drástica nos valores da taxa de lixo]]></title>
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			<updated>2026-03-31T10:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Pouco mais de um mês após a onda de protestos e a judicialização que marcou a implementação da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRSD) em Cabo Frio, o prefeito Serginho Azevedo anunciou, nesta segunda-feira (30), uma revisão completa na forma de cobrança do tributo. Em vídeo publicado nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que a decisão visa melhorar a vida das pessoas e garantir justiça social, estabelecendo novos valores que ele classificou como "bem pequenininhos" para a maior parte da população.

A principal mudança é a fixação de novos tetos baseados na metragem quadrada de área construída. Segundo o prefeito, a nova tabela contempla mais de 90% das residências da cidade com valores anuais que variam entre R$ 100 e R$ 250. Imóveis de até 30 metros², por exemplo, passarão a pagar R$ 100 por ano.Para casas entre 31 e 70 metros², o valor anual será de R$ 150, enquanto residências de 71 a 100 metros² pagarão R$ 200 por ano. Já os imóveis médios, de 101 a 300 metros quadrados, terão uma taxa de R$ 250 anuais. Para os imóveis de alto padrão, os valores serão maiores, variando entre R$ 405 e R$ 873 ao ano.

– A decisão boa é aquela que melhora a vida das pessoas. Vou rever quantas vezes for necessário para melhorar a sua vida. A partir de agora o valor vai ser bem pequenininho. Quem não tem condição não precisa pagar, e quem tem condição, vou pedir que colabore com o município de Cabo Frio - explicou o prefeito cabo-friense.

Serginho justificou a necessidade de redistribuição da taxa apontando uma injustiça cadastral: segundo ele Cabo Frio possui apenas 80 mil imóveis lançados, enquanto o último censo do IBGE indica o dobro de residências no município. Para corrigir isso, o prefeito informou que está investindo em regularização fundiária para entregar escrituras às famílias, o que permitirá distribuir o custo do serviço de limpeza de maneira mais justa entre todos os moradores. 

Uma das principais dúvidas dos contribuintes que já efetuaram o pagamento com base nos valores antigos também foi sanada no anúncio do prefeito. 

– Quem já pagou a taxa de coleta de lixo não vai ser injustiçado. Você vai ter um crédito tributário para compensar no ano que vem no seu IPTU e na sua taxa de lixo. Aquilo que você pagou maior nesses valores que eu mostrei para vocês, vocês vão compensar no ano que vem - garantiu.

A regra de isenção total do imposto permanece para quem não tem condições financeiras, bastando estar inscrito no Cadastro Único ou ser beneficiário de programas de assistência social do CRAS e CREAS. O pedido de isenção pode ser feito diretamente na Secretaria de Fazenda ou pelo site oficial do órgão.

A revisão dos valores também foi aplicada aos imóveis comerciais, com exceção dos grandes produtores de resíduos, como supermercados e estabelecimentos com mais de 300 metros². Para esses grandes geradores, o valor da taxa de lixo, segundo Serginho, será mantido no patamar maior. 

Em fevereiro deste ano a Folha havia noticiado que a implementação da nova Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (Lei Municipal Nº 4.523/2025) estava gerando uma onda de questionamentos e disputas judiciais. Instituída para cumprir o Marco Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020), a medida vinha dividindo opiniões: de um lado a Prefeitura alegava que a cobrança obedecia uma obrigatoriedade federal para evitar sanções fiscais, e do outro, os contribuintes, que criticaram a falta de transparência nos cálculos e os valores aplicados nos carnês de 2026.

O texto da lei municipal que criou a nova taxa, em novembro do ano passado, informa que ela tem como fato gerador “a utilização efetiva ou potencial dos serviços divisíveis de limpeza pública de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos”. Também determina que o contribuinte da chamada taxa de lixo é “o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título de imóvel alcançado pelo serviço de limpeza urbana” inscritos no cadastro imobiliário do município. Ela também lista como isentos de pagamento os imóveis cedidos ao município; as unidades ocupadas por famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico; entidades de assistência social e templos de qualquer culto. Sobre a base de cálculo, a legislação municipal diz que o valor médio apurado do custo da coleta será realizado pela Comsercaf em cada bairro nos últimos 12 meses, e que a cobrança será feita junto com o IPTU, “sendo assegurado o direito de parcelamento na mesma proporção do imposto”.

Apesar disso, várias denúncias revelavam que o valor da taxa de lixo estava superior ao valor do IPTU. Também surgiram relatos de vizinhos que foram cobrados em valores diferentes, mesmo morando em casas exatamente iguais.

– Para que se tenha uma ideia, o meu vizinho de porta, que mora numa casa igual a minha, recebeu um valor da taxa de R$ 794. A minha veio R$ 495. Detalhe: ele só vem a Cabo Frio em janeiro - relatou, na época, o professor José Francisco de Moura.

Por conta dessas disparidades denunciadas, a Associação de Moradores do Condomínio Bosque do Peró entrou na Justiça com mandado de segurança coletivo questionando a taxa. Na ação eles alegaram falta de transparência no detalhamento dos valores. Afirmaram também que os contribuintes foram surpreendidos com a cobrança próxima ao vencimento. A Justiça concedeu liminar parcial e determinou que a Prefeitura apresente o detalhamento do cálculo da taxa. A decisão também suspendeu a cobrança de juros e multas para os associados até que as informações sejam esclarecidas.
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			<title><![CDATA[Casa Inês Etienne Romeu reabre em novo endereço e retoma acolhimento em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-30T12:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quase oito meses após a reintegração de posse que desocupou a sede da antiga Casa de Referência Inês Etienne Romeu, no bairro Itajuru, em Cabo Frio, o Movimento de Mulheres Olga Benário retomou as atividades na cidade. Uma nova ocupação foi feita no último dia 14 de março em um antigo frigorífico abandonado há quase 20 anos na Rua Adolpho Beranger Júnior, nº 3.529 (perto do antigo Hospital da Criança), no bairro Guarani. Em entrevista à Folha, Pétala Cormann, coordenadora estadual do Movimento Olga Benário e da Casa Inês Etienne Romeu, disse que a nova estrutura vai permitir ampliação das atividades: além do acolhimento também serão oferecidas oficinas de alfabetização de jovens e adultos e rodas de conversa em uma área com maior número de cômodos para adaptação.

– Nossa ocupação aconteceu no dia em que o assassinato da vereadora Marielle Franco completou 8 anos. A ação fez parte da jornada nacional de luta do Movimento de Mulheres Olga Benário em defesa da vida das mulheres, onde 17 imóveis foram ocupados em todo país - revelou Pétala.

O abandono de cerca de duas décadas deixou marcas no imóvel que foi ocupado: além da sujeira e das paredes descascadas, o grupo encontrou diversos outros problemas.

– Assim que ocupamos providenciamos a limpeza, retirada de entulhos, mapeamento e isolamento das áreas de risco e laudos de engenheiro e arquiteta. Também fizemos reformas estruturais, pintura e instalação de luz e água - contou Pétala.

Por ser uma antiga empresa abandonada, a coordenadora da Casa de Referência Inês Etienne Romeu disse à Folha que o imóvel atual é bem maior do que o espaço que ocuparam até o ano passado no bairro Itajuru. Segundo Pétala, ele possui a planta de uma empresa com vários cômodos que podem ser adaptados para realização de atividades e acolhimento de mulheres em situação de violência. Ali, o grupo de mulheres quer oferecer acolhimento psicológico, jurídico e social, e também realizar oficinas, rodas de conversa, alfabetização para jovens e adultos, entre outros serviços. “Na verdade, o trabalho já começou: logo depois da ocupação fizemos o atendimento de duas mulheres em situação de violência. Os casos tratavam-se de violência psicológica, sexual e financeira” - apontou Pétala.

– Esse espaço permite que as mulheres se organizem coletivamente na luta por mais direitos e uma vida digna. Com o apoio de profissionais voluntárias conseguimos formar uma rede de enfrentamento à violência contra mulher, através de atendimento e encaminhando as mulheres para os aparelhos existentes. Ele também é a prova do poder popular. Sem nenhuma verba, através de arrecadações e trabalho voluntário, as mulheres ocupam um imóvel abandonado para revitalizá-lo e construir uma alternativa frente à violência. A existência das casas de referência simbolizam a possibilidade da existência de territórios livres da fome, violência e negligência do estado. Esse espaço é fundamental para fortalecer a luta por mais políticas públicas e medidas que salvem a vida das mulheres - reforçou a coordenadora.

Desde novembro de 2023 a Casa de Referência Inês Etienne Romeu funcionava no bairro Itajuru (área central de Cabo Frio) em um imóvel público que estava abandonado há décadas. Depois de sete meses de brigas na justiça e ameaças, a Prefeitura de Cabo Frio cumpriu a reintegração de posse em julho do ano passado. A desocupação, no entanto, não foi tranquila: um protesto foi convocado por conta da ausência de diálogo por parte do governo municipal. A polícia foi chamada e as manifestantes foram retiradas.

Em vídeo postado nas redes sociais, na época, membros do Movimento Olga Benário revelaram que durante a V Conferência de Mulheres representantes da Prefeitura se comprometeram publicamente a marcar uma reunião entre o prefeito e a coordenação da Casa de Referência Inês Etienne Romeu, ainda antes da data marcada para o despejo, mas isso não aconteceu. “Passamos o dia tentando contato e fomos ignoradas. É assim que tratam um espaço construído por e para mulheres em situação de vulnerabilidade?”, questionaram na publicação.

Além das mobilizações nas ruas, um abaixo-assinado contra o despejo também foi criado na internet (no site petição pública). No texto, o movimento de mulheres pedia a permanência da Casa de Referência da Mulher Inês Etienne Romeu; o fim das ameaças de despejo e da perseguição institucional; a abertura de diálogo imediato com a Prefeitura de Cabo Frio, e o reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido pela Casa como parte integrante da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Em nota à Folha, na época, o governo municipal disse que a casa foi desapropriada com base no Decreto Municipal nº 6.596, de 19 de julho de 2021, “que declarou sua utilidade pública para fins de preservação e conservação ambiental”. Informou também que “a desapropriação ocorreu com urgência, uma vez que são necessárias obras essenciais para a conservação do espaço”. No texto, o governo garantiu que o pedido de desocupação “tem como objetivo garantir a proteção da área e sua adequada utilização pela população”.
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			<title><![CDATA[Procon Cabo Frio integra investigação nacional sobre aumentos nos preços dos combustíveis]]></title>
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			<updated>2026-03-27T10:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Esta semana o Cabo Frio passou a integrar, por meio do Procon, do Grupo Técnico de Autuação contra as Distribuidoras. Criado pelo Ministério da Justiça, o objetivo é apurar a ação das empresas no aumento dos valores do litro da gasolina, do etanol, e do diesel verificado nos postos.

A força-tarefa é coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que promoveu uma reunião virtual nesta segunda-feira (23), com a participação do Procon Cabo Frio e de outros órgãos de defesa do consumidor de todo o país. O objetivo foi alinhar estratégias, compartilhar informações e fortalecer a atuação integrada diante do atual mercado de combustíveis.

Caso o processo de apuração resulte na descoberta de irregularidades por parte das distribuidoras, será feita uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por punir possível formação de cartel e outros crimes contra a ordem econômica. 

"A participação do Procon nesse grupo nacional é muito importante para Cabo Frio, mas também para toda a região. Só de termos sido convocados a participar dessa reunião é um sinal de prestígio pelo trabalho que estamos desenvolvendo. E durante essa reunião do Ministério da Justiça, constatamos que estamos no caminho certo na defesa dos direitos dos consumidores", afirmou a coordenadora-geral do Procon, Mônica Bonioli.

Paralelamente ao trabalho de âmbito nacional, o Procon Cabo Frio finalizou, nesta segunda (23), um levantamento dos preços nos postos do município. Todos os estabelecimentos que apresentaram elevação nos valores, sem justificativa, foram notificados e terão que mostrar as notas fiscais dos meses de fevereiro e março, de modo a provar que a situação tem a ver com um eventual reajuste na compra do produto junto às distribuidoras.

Confira a seguir a tabela dos preços verificados pelo Procon nos postos de Cabo Frio. O levantamento foi feito entre os últimos dias 20 e 23 de março.


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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio anuncia novos secretários após retorno de vereadores para a Câmara]]></title>
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			<updated>2026-03-26T15:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, nesta semana, a chegada de novos nomes ao primeiro escalão. As nomeações da ex-vereadora Alexandra Codeço (Secretaria de Políticas para Mulheres) e do Pastor Rogério (Secretaria da Família e Juventude) ocorrem em meio a uma reestruturação forçada após alguns secretários deixarem o governo nos últimos sete meses.

Em janeiro do ano passado, logo no primeiro mês do governo de Serginho Azevedo, quatro vereadores deixaram suas funções na Câmara Municipal para atuarem em cargos na Prefeitura: Alfredo Gonçalves assumiu a Secretaria de Educação, Vinícius Corrêa a Secretaria de Administração, Josias da Swell a Secretaria de Mobilidade Urbana, e Jefferson Vidal a Secretaria de Serviços Públicos. No lugar deles, no legislativo municipal, foram empossados os suplentes Adeir Novaes, Zé Antônio, Geovani Ratinho e Flávio Moreira, que também deixou a cadeira de vereador para assumir a Secretaria de Assistência Social.

Poucos meses depois começou o movimento de "volta para casa" dos parlamentares: em agosto o primeiro a deixar o governo municipal foi Flávio Moreira, e logo no dia seguinte, Alfredo Gonçalves. No começo deste mês de março foi a vez de Jefferson Vidal reassumir sua cadeira no legislativo. A permanência, no entanto, parece estar com os dias contados, já que o vereador confirmou ter recebido convite para atuar como chefe de gabinete do prefeito Serginho Azevedo.

Até ano passado, Alexandra Codeço também ocupava uma cadeira no Legislativo cabo-friense como suplente. Ele foi empossada no lugar de Flávio Moreira, que por sua vez era suplente de Alfredo Gonçalves. De acordo com a Prefeitura, a ex-vereadora foi escolhida por possuir “ampla experiência na vida pública e atuação reconhecida na defesa de pautas sociais”. Ela chega com a missão de ampliar programas de proteção, empoderamento e garantia de direitos para as mulheres.

Já o pastor Rogério, segundo nota do governo municipal, é uma “liderança comunitária que chega com a missão de fortalecer vínculos familiares e políticas para jovens”. À frente da pasta, o governo diz que ele terá como foco o desenvolvimento de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares, além da criação de oportunidades e políticas direcionadas aos jovens.

Do grupo original de parlamentares que compunham o primeiro escalão no início de 2025, apenas Vinícius Corrêa permanece licenciado de suas funções legislativas para comandar a Secretaria de Administração, já que Josias da Swell faleceu há cerca de três meses.
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			<title><![CDATA[Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio, recebe 122ª edição do Jovens Pianistas]]></title>
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			<updated>2026-03-26T12:33:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A série Jovens Pianistas chega em sua 122ª edição neste sábado (28), a partir das 16h. A apresentação será no Museu e Casa de Cultura José de Dome (Cháritas), no Centro de Cabo Frio. A apresentação será com a artista Raquel Paixão, e acontece dentro das atividades da XXXV Semana Teixeira e Sousa. O recital de piano clássico é gratuito e aberto ao público. O evento é sujeito a lotação e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Na programação estarão clássicos de Chiquinha Gonzaga, Henrique Alves, entre outros. Com direção artística de Hasenclever da Silva Oliveira, a série tem como compromisso revelar jovens talentos brasileiros e internacionais, mantendo um recorte artístico que valoriza excelência, sensibilidade e diversidade musical.

Raquel Paixão é bacharel em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO (2014), pós graduada em Pedagogia do Piano pela Faculdade Santa Marcelina, SP (2017) e Mestre em Música pelo Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais (PROEMUS) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRO (2018). Também frequentou a classe de renomados professores de piano como Luiz de Moura Castro (BR, EUA), Paolo Gualdi (Ita), Gilberto Tinetti(BR), Markus Stange(Ger), Michel Uhde (Ger), Maria Teresa Madeira (BR), Ronal Silveira (BR).

Nos anos de 2008 e 2009 integrou a Orquestra Jovem de Campos, do projeto Orquestrando a Vida, onde realizou tournée em concertos pelo país, incluindo a Sala Cecília Meirelles e Cine Theatro Juiz de Fora. Nos anos de 2016 e 2017 integrou como pianista o grupo de música contemporânea GNU, da Unirio, dedicado ao estudo e interpretação de música contemporânea de concerto. Além de pianista, Raquel também é autora do livro "Teclas Brasileiras", uma coletânea de peças para piano destinada a pianistas em fases elementar e intermediária (2019).
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			<title><![CDATA[Sem luz há uma semana, CIEP de Cabo Frio enfrenta denúncia de verba "fantasma" para energia solar]]></title>
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			<updated>2026-03-25T13:42:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Alunos e professores do CIEP 193 Wilson Mendes, no bairro Jacaré, em Cabo Frio, estão enfrentando uma rotina de improviso e calor extremo. Segundo professores e pais de alunos, a unidade está sem energia elétrica há pelo menos uma semana. A situação tem comprometido diretamente o cronograma de aulas e o funcionamento básico da escola. Até o fechamento desta matéria a Secretaria estadual de Educação não havia se pronunciado sobre o problema, que é apenas a ponta de uma série de irregularidades que foram levadas ao mandato do deputado estadual Flávio Serafini, membro da Comissão de Educação da Alerj.

O documento (que a Folha teve acesso) detalha um cenário de possível má gestão de recursos públicos. Segundo a denúncia, o Governo do Estado teria destinado cerca de R$ 3 milhões para transformar o CIEP em uma Escola Técnica Estadual (ETEC). Desse montante, R$ 500 mil seriam especificamente para a instalação de placas de energia solar. O relatório também revela que pelo menos R$ 270 mil já foram pagos à empresa responsável pelo serviço, que nunca foi executado.

A falta de luz não é o único problema que afeta funcionários e alunos da escola. Denúncias apontam que a cerca do muro frontal da unidade estaria com a estrutura danificada, apresentando risco iminente de queda.

A precarização se estenderia também ao quadro de funcionários. Segundo o relatório feito pelo deputado Flávio Serafini, atualmente o CIEP 193 sofre com a falta de duas merendeiras, dois auxiliares de serviços gerais (ASG) e um porteiro. 
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			<title><![CDATA[Câmara de Cabo Frio analisa lei que obriga o ensino da história local nas escolas]]></title>
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			<updated>2026-03-24T12:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Cabo Frio enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quinta-feira (19), o Projeto de Lei 0059/2026, que institui a obrigatoriedade do ensino da cultura local no currículo das escolas de educação básica do município. Batizada de "Lei José Gonçalves", a proposta é uma homenagem ao advogado e historiador cabo-friense que dedicou sua trajetória à preservação da memória da cidade.

A escolha do nome José Gonçalves para nomear a lei também carrega um forte simbolismo familiar e político, já que o homenageado é pai do vereador Alfredo Gonçalves, e avô do prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, que precisa sancionar o projeto antes de colocá-lo em prática.

"Meu pai é mais do que um guardião da história de Cabo Frio; ele é a própria essência da nossa cidade. Seu amor por essa terra, refletido em cada história que conta, é uma herança que guia e inspira toda a nossa família. Tenho um orgulho imenso de ser filho do José Gonçalves. Me ensinou a valorizar nossas raízes, a respeitar nossa cultura e a lutar pelo que acreditamos", escreveu o vereador em uma das homenagens que prestou ao pai nas redes sociais.

Ao criar o projeto de lei, Alfredo explicou que o objetivo central é fortalecer o vínculo dos estudantes com as raízes da sétima cidade mais antiga do Brasil. 

Na justificativa, o vereador informou que a inclusão desses conteúdos no dia a dia escolar permitirá que os alunos compreendam a relevância de Cabo Frio em diversas camadas: da ocupação indígena e pré-histórica ao período colonial, passando pela diáspora africana, o surgimento dos quilombos e os ciclos econômicos da pesca e da indústria salineira.

A proposta encontra amparo na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incentiva estados e municípios a incluírem componentes regionais em seus currículos para aproximar a escola da realidade da comunidade.

"A valorização da história local é fundamental para a formação de cidadãos conscientes de suas origens", defendeu o autor na justificativa do projeto.
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			<title><![CDATA[Grupo Iguais denuncia Guarda de Cabo Frio ao MP por homofobia e violência em bar]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:34:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A agressão de guardas municipais de Cabo Frio contra clientes de um bar no Boulevard Canal, no último domingo (15), virou denúncia formal no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) da cidade do Rio de Janeiro. O Grupo Iguais (organização da sociedade civil que atua há mais de 19 anos na defesa dos direitos humanos, da cidadania e da população LGBTI+) protocolou o documento nesta quarta-feira (18) apontando abuso de autoridade e homofobia na conduta dos agentes da Romu, e relatou um suposto descaso dos promotores locais em alguns casos denunciados.

Imagens das câmeras de segurança, que circularam nas redes sociais, mostram os guardas chegando no Bar Anexo pela manhã, e expulsando pessoas a golpes de cassetete e usando spray de pimenta sem que houvesse resistência. Em um dos vídeos, um agente puxa a cadeira onde uma mulher está sentada, e a cliente cai no chão. O cabeleireiro Hiago Benevenuto, que ficou com marcas pelo corpo, relatou ao G1 que o grupo foi tratado como "marginal" e associou a violência ao preconceito por serem um público LGBTI+.

– Os guardas municipais da Romu chegaram até a gente sem nenhum tipo de abordagem, nos agrediram, começaram com o spray de pimenta, cassetete. Eu associo isso como homofobia, como racismo. Fizeram perseguição contra a gente, como se fôssemos marginais, como se tivéssemos cometido algum crime, porém nós não fizemos nada, não discutimos, não houve briga. Eles simplesmente chegaram com o spray de pimenta e agrediram a gente - disse o cabeleireiro.

O dono do bar, Jobson dos Santos, também relatou ao G1 que o estabelecimento estava com a documentação em dia, e que os guardas sequer pediram o alvará antes de começar a bater nas pessoas. Ele contou que, ao tentar obter informações na sede da Guarda, encontrou agentes rindo do episódio.

O presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, destacou que a gravidade do episódio é ampliada por relatos de que mulheres também foram agredidas durante a ação. Na denúncia protocolada junto ao MPRJ, à qual a Folha teve acesso, ele revela que a decisão de procurar a Ouvidoria Geral, no Rio de Janeiro, em vez do núcleo de Cabo Frio, deve-se à "falta de acolhimento" e de respostas dos promotores locais em casos que envolvem supostos abusos da prefeitura.

De acordo com a denúncia, o Bar Anexo é um ponto conhecido da comunidade LGBTI+, o que segundo a ONG, e os frequentadores agredidos, reforça a tese de perseguição e homofobia. Por isso, o grupo pede que seja feita investigação não só ao caso de violência física no bar, mas também aos xingamentos discriminatórios relatados pelas vítimas. 

A Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Cabo Frio informou que todos os guardas envolvidos no episódio foram afastados, e que um processo administrativo foi aberto. O caso também segue sob investigação da 126ª DP, onde as vítimas já prestaram depoimento.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio vai recorrer de decisão que anulou eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-03-20T14:57:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio vai recorrer da decisão judicial que anulou, nesta segunda-feira (16), todo o processo eleitoral do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC), realizado entre maio e junho do ano passado. Conforme matéria publicada no site da Folha dos Lagos na última terça-feira (17), o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão.

Ao site da jornalista Renata Cristiane, o governo afirmou que já existe uma movimentação para contestar a anulação do pleito junto à Justiça.

O impacto da nulidade do conselho alcança situações de danos irreversíveis ao cenário histórico da cidade. Durante o período da gestão agora invalidada, o CMUPAC autorizou demolições polêmicas, como a da antiga residência do ex-prefeito Edilson Duarte, no Centro, ocorrida em setembro do ano passado. 

A convocação para eleição dos novos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio aconteceu apenas através do Edital/Secult Nº 042/2025, publicado no Diário Oficial do dia 28 de maio de 2025 (edição N° 1229 - Extra). O item 2.2, que trata das inscrições, dizia que cada entidade interessada em participar deveria apresentar seu pedido de inscrição, através do Email adm.cultura@cabofrio.rj.gov.br, “até as 23:59h do dia 01/06/2025”. Considerando a data de publicação do edital e prazo final de inscrição, o período para formalização de participação na eleição foi de apenas quatro dias. Já a escolha dos novos membros (através de convite formal feito pelo governo municipal, e não por eleição) aconteceu no dia 5 de junho do ano passado. A denúncia ao Ministério Público foi assinada pelo deputado estadual Flávio Serafini e também pela ONG Cabo Frio Solidária.

No dia seguinte em que a denúncia foi formalizada no MP, o secretário de Cultura de Cabo Frio foi procurado pela Folha para falar sobre a forma de divulgação da eleição, o prazo curto para as inscrições, e a nomeação dos novos membros. 

– O canal oficial para a comunicação é sempre o Diário Oficial do município. Isto significa que foi amplamente divulgado porque é uma obrigação dos ativistas e dos cidadãos esse acompanhamento às publicações do Diário Oficial. (Sobre o prazo de quatro dias para inscrição) é um procedimento que depende de vários fatores, pois só acontece eleição para três membros do inc. IV do art 5º da Lei 3309/21. Não fosse apenas isto, entendemos que nosso “deadline” era 30 de maio para iniciar a convocação. Fizemos dois dias antes. Então, cumprimos nossa meta – disse Carlão. Na mesma entrevista ele reforçou que, na ausência de inscritos, apenas se utilizou “do direito de convidar entidades a compor o CMUPAC”.

No entanto, o juiz Marcio da Costa Dantas escreveu, na sentença, que “não é razoável exigir-se que membros da sociedade civil, não integrantes da Administração Pública Municipal, promovam diariamente o acompanhamento das publicações feitas em diário oficial local”. Afirmou que “a falta de publicidade das inscrições para participação de entidades da sociedade civil e a exiguidade do prazo, foi proposital, isso para que a integração do conselho fosse feita por pessoas escolhidas pela Secretaria Municipal de Cultura”. 

Outro ponto de divergência entre a gestão municipal e o entendimento jurídico diz respeito à importância e à paridade do órgão. Em entrevista à Folha no ano passado, o secretário Carlão afirmou que "não há paridade nem conceito de sociedade civil e governo, mas entidades participantes". O juiz, por outro lado, reforçou a obrigatoriedade paridade de membros através da participação de cinco representantes do Governo Municipal, um do Poder Legislativo Municipal, três integrantes de entidades que atuem na proteção e valorização do patrimônio cultural e três representantes de entidade profissional, acadêmica ou de pesquisa
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			<title><![CDATA[Impacto das chuvas na lagoa divide cenário entre fartura de tainha e prejuízos no camarão]]></title>
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			<updated>2026-03-20T14:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As fortes chuvas das últimas semanas, que causaram transtornos e alagamentos em várias cidades da Região dos Lagos, também foram responsáveis por impactos distintos na atividade pesqueira na Lagoa de Araruama. Segundo Francisco Guimarães, o Chico Pescador - liderança regional da pesca e coordenador da Câmara Técnica de Pesca e Aquicultura no Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ) - o cenário é de contraste.

– A pesca da tainha esteve bastante forte nessas últimas semanas. Já a pesca do camarão, e a pesca de gancho (de peixe) foram afetadas porque as fortes chuvas trouxeram, além da questão do esgoto, muitas outras coisas que desembocam aqui na área 2 da lagoa - explica.
De acordo com o coordenador, o problema se concentra nas áreas 1 e 2 da laguna. A área 1 compreende o trecho que vai do Forte São Matheus até a ponte Wilson Mendes, no Baixo Grande, em São Pedro da Aldeia. Por ser a porção de menor profundidade, o acúmulo de resíduos é imediato. 

– As áreas 1 e 2 são os pontos atuais de pesca do camarão. E aí, tudo o que é jogado para ali acumula e descaracteriza rapidamente. A água chega a ficar bem menos salgada do que na área 3 – detalha Chico.

O impacto vai além do despejo sanitário. Chico Pescador alerta para o volume de resíduos sólidos, como plástico, canudos e copos, que chegam à lagoa através dos canais macrodrenais e drenais. Esse lixo, segundo ele, compromete diretamente o trabalho dos pescadores.

– Isso atrapalha muito não só a pesca de gancho, mas também a pesca de arrasto por causa do lixo na rede. Temos problemas com agulhas de cerco na área 3, e isso prejudica bastante – alertou.

Outro fator crítico apontado por ele é a proliferação de algas, especialmente na região entre a Praia do Siqueira e Campo Redondo. “As algas, durante a noite, consomem bastante oxigênio, criando uma barreira física para os pescados circularem nessa área”, afirmou.

Apesar dos problemas estruturais, Chico informou à Folha que a tainha segue seu curso natural, beneficiada pelo aporte de nutrientes pós-chuva. Ele também explicou que esta é a época da espécie.

– Quando tem uma salinidade muito forte, uma água muito clara, isso cria um ambiente pobre de nutrientes. E a tainha procura justamente as épocas pós-chuvas para se alimentarem, criarem a gordura para colocar as ovas, e ir para o mar para desovar - explicou, lembrando que o processo de lixiviação da matéria orgânica vinda das restingas e da Serra da Sapiatiba alimenta a água e equilibra a salinidade, permitindo que o peixe complete seu ciclo.

Quanto à limpeza das praias lagunares e a melhoria da qualidade da água da lagoa pós-chuvas, a expectativa de Chico Pescador é de que a recuperação ocorra de forma gradativa, dependendo diretamente das condições climáticas. 
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			<title><![CDATA[Santo Samba celebra o "Sagrado Feminino" com programação especial neste sábado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-20T11:48:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O projeto Santo Samba realiza, neste sábado (21), uma edição gratuita e dedicada ao "Sagrado Feminino". O evento, que acontece na Avenida das Palmeiras, próximo ao número 687, no bairro Palmeiras, em Cabo Frio, amplia seu formato tradicional e oferece uma programação que começa de manhã e segue durante a tarde, com debates, formação musical e gastronomia. Tudo isso antes da abertura oficial da roda de samba (composta só por mulheres), marcada para às 17h.

Segundo Luciana Branco, que assina a organização do evento, a primeira atividade acontece das 10h às 12h com a roda de conversa "Mulher Empreendedora na Cultura e na Economia Criativa - Desafios e Conquistas". Luciana será a mediadora do debate, que reunirá sete personalidades femininas da região: Tânia Arrabal (atriz e artista plástica), Tatiana Cabral (produtora cultural), Samira Gomes (musicista e produtora), Josephane Silva (diretora do Setor de Editais da Secretaria de Cultura de Cabo Frio), Rogéria Cena Cruz (projeto Dicabo a Rabo) e Tatiana Santos (Coletivo Dandaras). Para participar, é necessário realizar inscrição prévia via formulário digital disponível no Instagram @‌santosambaoficial.

A programação também inclui uma feijoada amiga no local. E das 13h às 15h Mayla Árvore ministra a "Oficina de Percussão Agbê", focada no toque do maracatu de baque-virado. A atividade terá fundamentos históricos do instrumento e servirá como base para outros ritmos, como o próprio samba. Os interessados também devem se inscrever pelo formulário digital disponível no Instagram @‌santosambaoficial.

Embora o evento seja gratuito, a entrada está sujeita à lotação do espaço. Por isso Luciana recomenda a retirada antecipada de pulseiras de acesso (limite de duas por pessoa) nas lojas Ponto Musical (Avenida Teixeira e Souza, 174) ou Hela Gold (Rua Silva Jardim, 63, loja 6), ambas no Centro de Cabo Frio.

A organização lembra que não será permitida a entrada com comidas ou bebidas, sendo o consumo obrigatório no local. A edição é uma realização conjunta entre o Santo Samba, Evohe Produções e o Comitê de Cultura da Região dos Lagos - Gene Insanno.
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			<title><![CDATA[Defensoria obtém decisão para garantir cotas raciais em concurso de Armação dos Búzios]]></title>
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			<updated>2026-03-19T16:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) obteve, na manhã desta quarta-feira (11), decisão judicial com tutela de urgência determinando a adequação do Edital nº 01/2026, referente ao concurso público para provimento de cargos efetivos na área da Educação do município de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.

Com a decisão, foi determinada a reserva de vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas, que não estava prevista adequadamente na versão anterior do edital.

Assim, ficou assegurada a alteração do percentual de vagas destinadas às cotas raciais, que passou de 10% para 30%, em conformidade com o novo patamar estabelecido pela legislação federal. Ao identificar inconsistências no edital, a Defensoria Pública expediu recomendação ao município para adequação do certame à política de ações afirmativas.

A defensora pública Eliane Arese, titular do 3º Núcleo Regional de Tutela Coletiva, destacou a importância da atuação institucional na promoção da igualdade racial e na correção de desigualdades históricas.

— As políticas de cotas não são privilégios, mas instrumentos de correção de desigualdades históricas produzidas pelo racismo estrutural. A reserva de vagas em concursos públicos promove igualdade real de oportunidades e amplia o acesso da população negra ao serviço público, evitando situações de proteção insuficiente, sobretudo diante do novo patamar normativo estabelecido pela Lei Federal nº 15.142/2025, que fixou a reserva de 30% das vagas para esses grupos nos concursos públicos — afirmou a defensora.

Além disso, trata-se de um município com maioria populacional negra, segundo dados do Censo do IBGE, e que conta com comunidades quilombolas reconhecidas, circunstância que reforça a necessidade de efetividade das ações afirmativas, especialmente em concursos voltados à educação pública.
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			<title><![CDATA[Mutirão em Arraial retira 40 kg de lixo das Prainhas do Pontal e abre Semana de Limpeza dos Mares]]></title>
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			<updated>2026-03-18T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Oficialmente, a Semana Nacional de Limpeza dos Mares acontece somente no final de março e início de abril, em comemoração ao Dia Mundial da Água. Este ano, no entanto, a programação foi aberta no último domingo (15) com um mutirão de limpeza nas Prainhas do Pontal, em Arraial do Cabo: ao todo foram recolhidos pouco mais de 40 quilos de diversos tipos de lixo. A atividade, que antecipou o calendário de ações ambientais, foi organizada pelo Projeto Mar Sem Lixo a convite do movimento Preserve Arraial do Cabo, parceiro da iniciativa há cerca de cinco anos, e contou com apoio do Herói Barco Táxi, Viva Verde Turismo, Vertical Group e Resex. 

Segundo a vice-presidente do projeto Mar Sem Lixo, Gisele Letieri, a Semana Nacional de Limpeza dos Mares está alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) através do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS) Vida na Água. O objetivo, a nível internacional, é conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos até 2030, focando em reduzir drasticamente a poluição marinha, proteger ecossistemas costeiros, eliminar a sobrepesca, aumentar o conhecimento científico e garantir a conservação da biodiversidade.

Nesta primeira ação em Arraial do Cabo, foram removidos resíduos sólidos da faixa de areia e áreas adjacentes. Além da gravimetria e identificação dos poluentes, a iniciativa sensibilizou a população e turistas, contribuindo com dados para estratégias de mitigação da poluição marinha. Com a ajuda de voluntários, inclusive do núcleo Mas Sem Lixo de Rio das Ostras, foram recolhidos 40,73 quilos de vários tipos de resíduos. Só de garrafas pet foram 4,85 kg. Também foram retirados da orla das Prainhas do Pontal 3,92kg de vidros; 3,29kg de copos descartáveis; 1,91kg de borracha; 1,57 kg de latinhas; 1,50kg de pneus; 3,20kg de ferro; 19,92kg de rejeitos, além de plásticos duros e restos de isopor. Também foram identificados itens críticos que evidenciam o impacto direto do consumo descartável: 254  talheres plásticos, 349 canudos, 330 tampinhas de garrafa pet, 35 palitos de picolé, 22 palitos de churrasco e 36 pulseiras 

– Esses dados revelam um cenário preocupante. A predominância de rejeitos (19,92 kg) demonstra a presença de resíduos sem possibilidade de reciclagem, agravando o impacto ambiental. A alta quantidade de plásticos descartáveis (canudos, talheres e tampinhas) evidencia o comportamento de consumo imediato e descarte irregular, principalmente associado ao turismo. A presença de materiais como vidro, metal e pneus representa riscos diretos à fauna marinha e aos frequentadores da praia. O volume significativo de resíduos recicláveis reforça a necessidade de ampliação da coleta seletiva e educação ambiental na região. Mesmo sendo um verdadeiro paraíso natural, essa ação deixou claro que as Prainhas do Pontal enfrentam sérios desafios relacionados à poluição causada pela ação humana, e reforçou a importância da mobilização contínua. Também muito evidente que é fundamental avançar em políticas públicas eficazes de gestão de resíduos; ampliar a fiscalização em áreas turísticas; investir em infraestrutura adequada (lixeiras, sinalização e coleta seletiva) e na educação ambiental contínua para moradores, comerciantes e turistas - revelou Gisele, agradecendo à participação de todos os voluntários, parceiros e apoiadores.

A Semana Nacional de Limpeza dos Mares é uma iniciativa criada pelo Projeto Mar Sem Lixo, com o objetivo de combater a poluição marinha e promover a conscientização ambiental. Trata-se de uma ação anual que mobiliza voluntários para recolher resíduos em praias de todo o Brasil, com forte presença na Região dos Lagos. O evento promove educação ambiental, conscientização sobre o uso de plástico e preservação marinha.

– Esse evento é considerado um Clean Up Day genuinamente brasileiro. Toda a mobilização foi idealizada pelo ambientalista Luiz Roberto de Goes Ramos, presidente do Projeto Mar Sem Lixo, que há décadas atua na defesa do meio ambiente e na preservação dos oceanos - revelou Gisele.

Durante as próximas semanas, voluntários, estudantes, mergulhadores, pescadores, empresas e instituições públicas participarão de mutirões de limpeza em praias, rios, lagoas e áreas costeiras, além de atividades educativas voltadas à conscientização sobre os impactos do lixo no mar. As ações da Semana Nacional de Limpeza dos Mares também incluem o monitoramento e a caracterização dos resíduos coletados, contribuindo para a geração de dados que possam orientar políticas públicas ambientais.

– No próximo dia 25, o mutirão vai acontecer na Praia do Forte, em Cabo Frio, em parceria com a Secretaria de Economia Azul. A concentração será às 9h, na Praça da Cidadania. Também teremos ações em Saquarema, em Rio das Ostras, na península de Maraú e em Camaçari (Bahia), no Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí e Espírito Santo. Quem quiser participar como voluntário, pode se inscrever direto pelo nosso site (www.marsemlixo.com.br) ou entrar em contato através do Instagram do Mar Sem Lixo (@marsemlixobr). O objetivo é sensibilizar a população para a importância da preservação dos oceanos e incentivar atitudes responsáveis em relação ao descarte de resíduos - explicou Gisele.

Desde sua criação, em 1996, o Projeto Mar Sem Lixo já retirou mais de 250 toneladas de resíduos do meio ambiente, sempre com a ajuda de milhares de voluntários, e em ações realizadas em diferentes estados brasileiros. A iniciativa está alinhada com os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 14 – Vida na Água, que trata da conservação e uso sustentável dos oceanos. Para Gisele, todas as mobilizações promovidas ao longo do ano representam um chamado coletivo para a proteção do planeta.

– A preservação do oceano depende da participação de todos. Quando a sociedade se mobiliza para cuidar das praias e dos rios, estamos também protegendo a vida marinha, a qualidade da água e o futuro das próximas gerações. Por isso, queremos convocar voluntários, escolas, empresas e prefeituras de todo o país a participarem das nossas mobilizações, fortalecendo esse movimento nacional pela preservação dos mares - destaca Gisele.
 
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			<title><![CDATA[Engenheiros da região organizam caravana para o maior encontro do setor no Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-03-18T11:09:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Engenheiros da Região dos Lagos já confirmaram presença no Crea-Aqui-2026 que será realizado nesta quinta-feira, 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, das 8h às 20h. A Caravana organizada pela Asaerla (Associação dos Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos) vai disponibilizar um ônibus para maior conforto dos profissionais poderem aproveitar ao máximo o evento no Rio. 

- A participação dos engenheiros do interior é importante como forma de se atualizarem em todos os temas promovidos pelo Crea-Aqui-2026. Temos poucas vagas no ônibus- disse o engenheiro Marco Antônio Pereira (foto), presidente da Asaerla, que vai comandar a Caravana para o Rio. 

O maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências, o Crea Aqui se tornou uma enorme conexão de profissionais, empresários e autoridades do estado e do município, que compartilham ideias e projetos com soluções para os principais problemas do Estado.

A engenharia não é apenas sobre concreto e cálculos; é a espinha dorsal de dois terços do PIB brasileiro. Com esse foco na valorização e no resgate do protagonismo técnico, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, anuncia a segunda edição do Crea Aqui para 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, das 8h às 20h. O evento, que já entrou para o calendário fluminense e se consolidou como o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do estado, pretende superar a marca de 5 mil participantes este ano.

“O que motivou a criação do Crea Aqui foi a necessidade de gerar um evento que tivesse o foco em promover as grandes ações do setor das engenharias, da agronomia e das geociências do Estado do Rio de Janeiro. Esse é um setor que vem sofrendo muito nos últimos anos com ataques na opinião pública e é um setor fundamental, representa dois terços do PIB do país. É o setor principal da economia, que gera avanços sociais, que defende o meio ambiente. Então, sem engenharia, sem uma agronomia qualificada e devidamente regulamentada, é impossível a gente ter um avanço econômico, social e ambiental”, defende Fernández, que idealizou o Crea Aqui como um encontro focado na divulgação de uma agenda positiva das engenharias.

“Muitas vezes o Crea é chamado quando há um acidente, quando tem algum tipo de problema, e se pergunta: “Onde está? Cadê o setor? Onde está a engenharia? Cadê o Crea?&#39;. E a gente aparece muito nesses momentos, mas é preciso aparecer também nos nossos momentos de vitória, de soluções positivas”, afirma o presidente do Crea.

Prestes a completar 92 anos de fundação, em junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do Crea Aqui, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas engenharias, na agronomia e nas geociências.
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			<title><![CDATA[Projeto Albatroz inaugura sala de informática e firma parceria com Prefeitura de Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-03-18T10:17:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, inaugurou um novo espaço de impacto socioambiental positivo para comunidade: o Centro de Apoio ao Ensino à Distância do Projeto Albatroz (CAED), uma sala de computadores com acesso à internet, pensada especialmente para ser um suporte para estudantes. Em parceria com a Secretaria Adjunta da Família e Juventude (SEFAJUV), da Prefeitura de Cabo Frio, o local também será um polo para cursos profissionalizantes a distância oferecidos pelo Cebrac e Instituto ProSer, escolas de qualificação profissional.

O espaço onde o CAED está instalado recebe atividades regulares de pintura, bordado e também encontros do Coletivo Jovem Albatroz e agora passa a contar com 17 computadores doados pela Petrobras para estudantes e moradores da comunidade do entorno.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. “Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade". 

No cronograma de atividades da sala, haverá turmas às segundas no período da tarde (para cursos a distância do Cebrac) e terças-feiras pela manhã (com a presença de professor em sala de aula, para cursos do Instituto ProSer). Às sextas-feiras, os estudantes e moradores do entorno que estiverem cadastrados pelo CRAS poderão utilizar o local para acessar a internet de forma gratuita.

Segundo o Secretário Adjunto da Família e Juventude (SEFAJUV), Rogério Fernandes, a iniciativa do projeto também busca promover a inclusão digital e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho da região. “Atualmente, o programa Emprego Já tem mais de 600 vagas abertas que ainda não foram preenchidas, principalmente pela falta de qualificação profissional. Por esse motivo, escolhemos cursos específicos para nos ajudar a atender essa demanda do mercado".

Inscrições para os cursos

Entre os cursos online oferecidos pelo Cebrac, que podem ser feitos no espaço do Projeto Albatroz, que é patrocinado pela Petrobras, há opções como fotografia, Canva, marketing digital, desenvolvedor web, gestão financeira, empreendedorismo, entre outros voltados à criatividade, letramento digital e trabalho remoto. 

As inscrições para os cursos profissionalizantes a distância oferecidos pela SEFAJUV, com apoio no polo do Projeto Albatroz, deverão ser feitas entre os dias 16 e 23 de março nos CRAS de Monte Alegre, Jacaré e Jardim Esperança mediante a apresentação de documentos de identificação com foto.

Centro de Visitação do Projeto Albatroz

Para além das atividades artísticas e educativas, o Projeto Albatroz também conta com uma série de atrações de envolvem o público na temática da conservação oceânica, biologia e pesca, com espaços lúdicos que contam a história da instituição, a Trilha do Mangue, Calçada dos Ecossistemas, Espaço Oceano e Espaço Albatroz. Localizado às margens da Lagoa de Araruama, o local é cercado de natureza e ainda permite descobrir a grande diversidade de aves que se alimentam no local a partir de um deck de observação.
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			<title><![CDATA[Justiça confirma irregularidades e anula eleição do Conselho de Patrimônio de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-17T12:00:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Justiça anulou, nesta segunda-feira (16), todo o processo eleitoral do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC). Na sentença, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, considerou que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito ao oferecer um prazo de apenas quatro dias para as inscrições e restringir a publicidade somente ao Diário Oficial. O magistrado determinou a realização de uma nova eleição (com prazo de 30 dias para inscrição dos interessados) sob pena de multa, e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Cabo Frio não havia se pronunciado sobre a decisão ou sobre o cronograma para o novo certame.

A denúncia de possíveis irregularidades na eleição do conselho foi publicada pela Folha dos Lagos em junho do ano passado. A acusação era de suposta manipulação nas novas nomeações (feitas no início de junho de 2025), falta de transparência de informações públicas, e arbitrariedade na composição do conselho feitas pela atual gestão da Secretaria de Cultura de Cabo Frio. A denúncia, assinada pelo deputado estadual Flávio Serafini, e também pela ONG Cabo Frio Solidária, tinha como alvos a Prefeitura de Cabo Frio e a Secretaria de Cultura.

Na época da denúncia, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, foi questionado pela Folha sobre a forma de divulgação da eleição, e sobre o prazo curto para as inscrições. Na ocasião, ele justificou que “não há um prazo mínimo estabelecido em Lei”.

– O canal oficial para a comunicação é sempre o Diário Oficial do município. Isto significa que foi amplamente divulgado, porque é uma obrigação dos ativistas e dos cidadãos esse acompanhamento às publicações do Diário Oficial. (Sobre o prazo de quatro dias para inscrição) é um procedimento que depende de vários fatores, pois só acontece eleição para três membros do inc. IV do art 5º da Lei 3309/21. Não fosse apenas isto, entendemos que nosso ‘deadline’ era 30/05 para iniciar a convocação. Fizemos dois dias antes. Então, cumprimos nossa meta. Não vemos como dificuldade. Vemos como insurgência de uma entidade em específico que perdeu o prazo e resolveu polemizar algo que foi realizado com lisura e transparência - disse Carlão se referindo à ONG autora da denúncia.

O juiz Marcio da Costa Dantas, no entanto, afirmou na sentença (que a Folha teve acesso) que “não é razoável exigir-se que membros da sociedade civil, não integrantes da Administração Pública Municipal, promovam diariamente o acompanhamento das publicações feitas em diário oficial local”. Afirmou ainda que “a falta de publicidade das inscrições para participação de entidades da sociedade civil e a exiguidade do prazo, foi proposital, isso para que a integração do conselho fosse feita por pessoas escolhidas pela Secretaria Municipal de Cultura”. E completou: “Entendo que a parte impetrada (Margareth Ferreira da Silva, Sergio Oliveira Nogueira da Silva e Carlos Ernesto Lopes) violou o primado da publicidade do artigo 37 da Carta Política e ainda o § 2º do art. 5º da Lei Municipal nº 3.309/2021, situação que macula as nomeações feitas com arrimo no item 3.7 do edital e, por consequência, os atos subsequentes praticados pelo Conselho Municipal de Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio (CMUPAC) devem ser considerados nulos”. 

A decisão judicial confirmou, ainda, o que o deputado Flávio Serafini havia apontado na entrevista publicada pela Folha em junho do ano passado: a arbitrariedade nas nomeações. Na ocasião, o deputado alertava que, sem transparência, o governo nomeou diretamente entidades da sociedade civil. O juiz validou essa percepção ao destacar que um dos próprios impetrados na ação, o arquiteto Sérgio Nogueira, constava como membro de uma das entidades "convidadas" pela Secretaria de Cultura para ocupar a vaga que deveria ter sido disputada em eleição aberta. Por isso, na sentença o magistrado também anulou o item 3.7 do Edital nº 42/2025, que permitia à Secretaria de Cultura preencher vagas por convite em caso de ausência de candidatos. Para a Justiça, essa cláusula não encontra amparo na Lei Municipal nº 3.309/2021 e serviu apenas para afastar a regra do processo eleitoral coordenado pelo próprio Conselho.

Outro ponto de divergência entre a gestão municipal e o entendimento jurídico diz respeito à importância e à paridade do órgão. Em entrevista à Folha no ano passado, o secretário Carlão minimizou a estrutura do conselho, afirmando que "não há paridade nem conceito de sociedade civil e governo, mas entidades participantes". O magistrado, por outro lado, reforçou a obrigatoriedade paridade de membros através da participação de cinco representantes do Governo Municipal, um do Poder Legislativo Municipal, três integrantes de entidades que atuem na proteção e valorização do patrimônio cultural e três representantes de entidade profissional, acadêmica ou de pesquisa.

A Justiça também impôs um rito rigoroso para a reestruturação do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cabo Frio. Com a última eleição anulada, a prefeitura tem agora um prazo de 30 dias para iniciar um novo processo eleitoral, garantindo que o edital tenha ampla publicidade em redes sociais, site oficial e mídias locais. Para evitar novos prazos "relâmpagos", a sentença determina que deve haver um intervalo mínimo de 30 dias entre a publicação do edital e o início das inscrições. A decisão também atinge o funcionamento administrativo do patrimônio histórico da cidade, e suspende todas as deliberações realizadas pelos membros empossados ano passado, incluindo autorizações de demolição ou processos de tombamento que tenham passado pelo conselho desde a posse considerada ilegal. 

O impacto da nulidade do conselho alcança situações de danos irreversíveis ao cenário histórico da cidade. Durante o período da gestão agora invalidada, o CMUPAC autorizou demolições polêmicas, como a da antiga residência do ex-prefeito Edilson Duarte, no Centro, ocorrida em setembro do ano passado. Outro caso notório foi o da casa localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, também no Centro. O processo de demolição deste imóvel tramitava desde 2021 no Instituto Municipal do Patrimônio Cultural (Imupac), mas só avançou após a posse dos novos membros, ano passado, que deram o aval para a derrubada.

Diante desses fatos, o corpo jurídico da ONG Cabo Frio Solidária informou à Folha que a decisão judicial abre caminho para medidas de reparação. Segundo os advogados da entidade, nos casos em que os imóveis já foram demolidos com base em autorizações nulas, cabe o pedido de indenização por danos ao patrimônio cultural. Além disso, segundo eles, a conduta dos gestores públicos envolvidos pode ser enquadrada em improbidade administrativa, uma vez que o juiz sentenciou que a manobra para formar o conselho foi "proposital" para afastar a regra legal de eleição.

Na sentença, o magistrado determinou que o município se abstenha de realizar novas reuniões até que a representação da sociedade civil seja devidamente eleita e empossada conforme o rito da Lei Municipal nº 3.309/21. Em caso de descumprimento das medidas, foi fixada uma multa diária, além da possibilidade de incidência de multa pessoal aos gestores da Secretaria de Cultura por ato atentatório à dignidade da justiça. 
 
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			<title><![CDATA[Projeto Dia do Sim realiza segunda edição em Cabo Frio e transforma sonhos de noivos em realidade]]></title>
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			<updated>2026-03-17T10:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Celebrar o amor, fortalecer a família e oferecer esperança a quem muitas vezes precisou adiar sonhos. Esse é o propósito do Projeto Dia do Sim, uma iniciativa que vem emocionando casais e mobilizando profissionais do setor de eventos em Cabo Frio. Idealizado pelas empresárias Neire Lane e Bárbara, mãe e filha e proprietárias da empresa Babi Decor, o projeto nasceu com uma missão muito especial: lembrar ao mundo que todo amor merece ser celebrado. A iniciativa reúne profissionais que doam seu talento, seu tempo e seus serviços para realizar o sonho do casamento para casais em situação de dificuldade financeira.

A primeira edição do Projeto Dia do Sim foi realizada em 03 de dezembro de 2025, na Casa Pôr do Sol, localizada na Praia do Siqueira, em Cabo Frio, e marcou o início de uma corrente de solidariedade e amor que envolveu fornecedores e parceiros voluntários. Dando continuidade a esse movimento de transformação, a segunda edição do projeto será realizado nesta quarta-feira (18), a partir das 14 horas, na Pousada Marília, no bairro da Ogiva, em Cabo Frio. Em cada edição, três casais são contemplados com uma cerimônia social completa.

As celebrações contam com todos os elementos de um casamento tradicional: decoração, trajes, música, celebrante, fotografia, filmagem e diversos outros detalhes que tornam o momento inesquecível. Todos os serviços são oferecidos de forma voluntária por fornecedores parceiros que acreditam no poder da união, da solidariedade e da celebração da família.

O Projeto Dia do Sim tem como objetivo oferecer cerimônias sociais de casamento gratuitas para casais em situação de vulnerabilidade financeira, promovendo inclusão, esperança e a concretização de sonhos que muitas vezes foram adiados pelas responsabilidades da vida. Mais do que realizar cerimônias, o projeto busca transformar histórias e fortalecer vínculos, mostrando que o amor, quando celebrado, tem o poder de renovar vidas.

Casais interessados em concorrer a uma cerimônia personalizada nas próximas edições do projeto devem enviar um e-mail para projetodiadosim@gmail.com com as seguintes informações: nome completo do casal, cidade e estado onde moram, dois números de telefone para contato, história de amor do casal, justificativa (por que merecem ganhar o casamento dos sonhos?). O casal também precisa comprovar hipossuficiência financeira e situação de vulnerabilidade social, e ser casados no civil, estar com o processo de casamento civil em andamento, ou possuir união estável formalizada.

O processo de seleção acontece em duas etapas: sorteio prévio entre os inscritos e votação pública por meio de enquete nos stories do Instagram oficial do projeto @projetodiadosim

 
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			<title><![CDATA[Governo do Estado abre inscrições para o Projeto Jovem Repórter 2026]]></title>
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			<updated>2026-03-14T10:49:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) abriu, nesta quarta-feira (11), as inscrições para estudantes que desejam participar do Projeto Jovem Repórter em 2026. Os interessados têm até o dia 21 de março para se inscrever no site da secretaria, por meio de formulário on-line disponível no link https://www.seeduc.rj.gov.br/aluno/programas-e-projetos. 

A iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizada em parceria entre as secretarias de Estado de Educação, Casa Civil e Comunicação Social e Publicidade, além da subsecretaria de Relações Internacionais, ganhou destaque nos principais veículos de comunicação nos últimos dois anos. O projeto permite que estudantes da rede estadual, que têm no currículo o estudo de línguas estrangeiras e de culturas de outros países, vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem na cobertura de eventos oficiais como repórteres.

— Esse projeto é muito importante para a formação dos nossos alunos que têm interesse em seguir áreas ligadas à Comunicação Social. A expectativa é de um ano de muito aprendizado para esses jovens e, claro, da realização de um sonho que começa, de fato, ainda no ensino médio, destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.

Como critério de avaliação neste ano, os candidatos deverão produzir um vídeo na horizontal, com duração de até um minuto, respondendo à seguinte pergunta: Por que deseja participar do projeto e como o Jovem Repórter pode contribuir para o seu projeto de vida?

— Se eu pudesse indicar o Jovem Repórter para outro estudante da rede pública, diria para aproveitar essa oportunidade sem medo. É um projeto que abre portas e permite viver experiências que muitas vezes parecem distantes da nossa realidade — afirmou Paulo Sergio Bongestab, ex-aluno do Ciep 218 Ministro Hermes Lima – Intercultural Brasil-Turquia e aprovado no curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criado em 2024, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ), em parceria com as secretarias da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da subsecretaria de Relações Internacionais, que seleciona estudantes da rede estadual, especialmente de escolas interculturais e com ênfase em línguas, para atuar na produção de conteúdo jornalístico.

Após um processo de qualificação com profissionais das pastas, os alunos vivenciam, na prática, atividades como reportagem, fotografia e produção audiovisual, cobrindo eventos institucionais e agendas do Governo do Estado.

Ao longo das duas últimas edições, os alunos se destacaram na cobertura de grandes eventos, como o G20 e a Cúpula dos Líderes do Brics, além da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, do Parlamento Juvenil, do Energy Summit, do Rio Innovation Week e do Seminário do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, ampliando a experiência prática na produção de conteúdo.

— O Jovem Repórter foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. Além de me aproximar do Jornalismo na prática, me ajudou a entender melhor o universo da comunicação e a dimensão dessa área. A iniciativa me deu a certeza do que eu queria para o meu futuro. Hoje, estou cursando Comunicação Social – Jornalismo em uma faculdade privada com bolsa do Prouni — contou o mais novo universitário, Heitor Cardoso, ex-aluno do Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil–Turquia, em Duque de Caxias.
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			<title><![CDATA[Chuvas castigam Região dos Lagos e expõem fragilidades na drenagem de Cabo Frio e São Pedro]]></title>
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			<updated>2026-03-13T13:54:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As fortes chuvas que atingem as cidades da Região dos Lagos desde o início de março voltaram a expor, esta semana, fragilidades na infraestrutura urbana. Rodovias e avenidas alagadas, ruas intransitáveis, pistas que cederam e abriram buracos no asfalto, entre inúmeros outros transtornos, foram registrados em municípios como Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. Além de reacender o debate sobre drenagem, planejamento urbano e capacidade de resposta das prefeituras diante de temporais, os problemas também causaram protestos de moradores e o fechamento de vias importantes na região.

Em estado de atenção desde segunda-feira (9), Cabo Frio registrou novas enchentes nesta quinta (12). O transtorno atinge moradores de vários bairros que ainda buscavam se recuperar dos temporais do início da semana. Na Rua Coronel Ferreira (que margeia o Canal do Itajuru), no Portinho, a chuva da madrugada desta quinta-feira (12) fez a água subir rapidamente, superando o nível das calçadas e entrando em diversas residências mais uma vez. 

No Jardim Excelsior vários pontos também foram tomados pela água pela segunda vez em menos de uma semana. Uma delas é a Rua Roma, onde fica a Escola Municipal Alfredo Castro. Mais uma vez, a Prefeitura anunciou que as aulas em toda a rede pública municipal foram suspensas para “garantir a segurança dos alunos, responsáveis e servidores”.

Ainda em Cabo Frio o bairro Jardim Esperança tem sido um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Por lá o temporal do começo da semana causou afundamento em um trecho da rua do Hospital Otime Cardoso dos Santos (foto ao lado), em frente à Escola Municipal Vereador Leaquim Schuindt. Equipes da Enel precisaram ser acionadas por conta de um poste com transformador que apresentava risco de queda. No distrito de Tamoios, moradores de algumas ruas que ainda estavam alagadas desde o temporal do começo do mês, voltaram a ver o nível da água subir e invadir as casas mais uma vez.

Nesta terça (10) o prefeito Serginho voltou a postar vídeo nas redes sociais informando que máquinas pesadas estão espalhadas por vários pontos de Cabo Frio, atuando na desobstrução do Canal da Malhada (Tamoios), no Minha Casa Minha Vida (Jardim Esperança), e também no valão da Rua Américo Gomes da Fonseca (também chamada de Estrada Campos Novos e Estrada de São Jacinto).

Nesta quarta (11) Serginho postou outro vídeo mostrando máquinas anfíbio atuando no Canal da Pedra e no Rio Marimbondo, e já abrindo frente no Rio Gargoá, ambos em Tamoios. Segundo Serginho, assim que o tempo firmar, a Prefeitura vai começar a drenagem da Avenida da Independência, e investir na pavimentação de novas. Para o início de abril, o prefeito cabo-friense anunciou a recuperação das principais vias de Tamoios.

Já em São Pedro da Aldeia, entre os bairros mais afetados pelo temporal da última segunda-feira (9) estão o Campo Redondo e o São João, ambos às margens da RJ-140. Por lá as chuvas fortes alagaram diversas ruas e invadiram centenas de casas e carros pela segunda vez somente neste mês de março. Durante toda a manhã e parte da tarde, a própria rodovia teve o trânsito interrompido por conta de um grande alagamento que tomou conta da pista no sentido Cabo Frio x São Pedro, desde a altura do mercado Atacadão até as proximidades do Sempre Tem.

Inconformados com a situação, e com a ausência de representantes da Prefeitura, um grupo de moradores resolveu protestar colocando fogo em vários pneus. Segundo eles, os transtornos causados esta semana não são um caso isolado, e se repetem sempre que chove mais forte. Para tentar minimizar a situação, a Prefeitura enviou máquinas ao local, e abriu passagem para a água quebrando parte da mureta que divide as pistas da RJ-140. Mas a ação gerou novos problemas: a água, que estava represada em todo o bairro Campo Redondo (no sentido Cabo Frio x São Pedro), correu com força para o lado oposto da rodovia assim que a mureta foi quebrada. O fluxo acabou invadindo o Condomínio Olga Diuana Zacharias, alagando residências que haviam passado ilesas pelo temporal, mas que acabaram inundadas pela manobra do governo municipal.

Em resposta, o prefeito Fábio do Pastel postou um vídeo em suas redes sociais convocando a população para uma reunião onde o objetivo seria debater soluções. “Quem puder nos ajudar, passando pra gente exatamente o que acha - ‘Fábio, eu acho que deveria ter feito isso, foi aquilo ali que ocorreu, é isso aqui que tem que ser feito’ - o caminho é esse, o caminho das pedras é esse, e vai ser de grande importância porque o trabalho unido a gente consegue ajudar mais pessoas”, disse o prefeito em um vídeo.

Na terça-feira (10) Fábio convocou secretários, vereadores e representantes da concessionária Prolagos para uma reunião de alinhamento sobre os impactos provocados pelas fortes chuvas. Na ocasião foram apresentados os primeiros levantamentos das ocorrências e definidas ações voltadas ao atendimento das demandas emergenciais e à recuperação das áreas afetadas.

Como encaminhamento imediato, o município solicitou apoio ao Governo do Estado para o envio de maquinários, com o objetivo de viabilizar a execução de uma travessia que permita ampliar o escoamento das águas pluviais e reduzir os efeitos das chuvas na região. A reunião também abordou a continuidade das frentes de trabalho realizadas pelas equipes municipais, como ações de limpeza urbana, desobstrução e desassoreamento de bocas de lobo, intervenções importantes para melhorar o escoamento das águas em períodos de chuvas intensas, entre outras medidas de manutenção e recuperação em diferentes pontos do município.
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			<title><![CDATA[Bailarino de 11 anos conquista vaga histórica em renomada escola de ballet do Brasil]]></title>
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			<updated>2026-03-12T15:41:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Com apenas 11 anos, o estudante João Victor Lemos da Silva Vieira acaba de escrever um capítulo inédito na cultura de Iguaba Grande. O jovem bailarino foi aprovado para a Escola de Dança Maria Olenewa, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A escola é a instituição de dança mais antiga do país (fundada em 1927, no Rio de Janeiro), e uma das mais renomadas e mais rigorosas na formação de ballet clássico.

Em conversa com a Folha, João Victor contou que seu primeiro contato com o mundo do ballet foi através do Projeto Social Monique Azevedo, em Iguaba.

– Esse projeto me proporcionou uma vivência em dança e, na escola, o professor Adilson (Bidu) percebeu meu talento e me convidou para participar de sua companhia. Após o encerramento das atividades em Iguaba, fiquei um período afastado da dança, até receber o convite para fazer parte da academia de dança Centro de Movimento Paula Andrade (Cemo). Foi lá que eu tive a percepção de que o ballet poderia se tornar uma profissão. Foi nesse momento que também conheci a história da dança - explicou João.

No meio do caminho, o jovem iguabense revela ter atravessado algumas dificuldades, mas revelou que o pensamento de desistir nunca passou pela cabeça. Para ele, o ballet é sinônimo de "disciplina, foco, amor e união". João credita grande parte do sucesso ao suporte familiar que sempre recebeu.

– Minha mãe (Fernanda) foi incansável, sempre me levando aos ensaios, sempre me motivou em tudo (karatê, futebol, clarinete). Minha família é a minha base. O que me motivou a continuar foi o amor pela dança e o apoio da minha família. Aprendi que o balé exige disciplina, foco e união, por isso nunca pensei em desistir - afirmou.

A preparação para o rigoroso processo seletivo da escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro aconteceu dentro do Cemo, com o apoio de uma extensa lista de professores que ele faz questão de citar - “Paula Andrade, Matheus, Lucas Canellas, Íris Borba, Otton, Lara” -, além de formandas da instituição. Mesmo com tanto preparo, João contou que a aprovação foi recebida com surpresa e euforia.

– Fiquei muito feliz porque tinha muita gente concorrendo, mas só havia duas vagas. É uma responsabilidade muito grande ser o primeiro bailarino de Iguaba Grande a conquistar essa vaga. O suporte do Cemo e da Paula Andrade foi fundamental para minha preparação porque sem a bolsa integral eu não  teria como fazer todas as modalidades. Ao mesmo tempo, sinto um orgulho imenso. Representar Iguaba em um palco de relevância nacional mostra que, com dedicação, disciplina e apoio, é possível ir longe. Quero honrar o nome da minha cidade, das pessoas que acreditaram em mim, e abrir caminhos para que outros jovens também sonham e acreditam que é possível - contou.

Sorteado para estudar na Escola Cívico-Militar de Iguaba Grande, João lembra que agora enfrenta o desafio logístico de manter os estudos na cidade, e as aulas de ballet na capital. Recentemente, o jovem conseguiu o apoio da prefeitura para o deslocamento, o que, segundo ele, será fundamental para que não precise se mudar de Iguaba.

O apoio da população de Iguaba Grande, dos empresários e do poder público é fundamental para que eu consiga concluir minha formação com sucesso. Quero me tornar um grande bailarino, mas também desejo continuar meus estudos e, no futuro, aprender outras línguas. Minha mãe faz tudo o que pode, e nunca mede esforços, mas sabemos que a caminhada é difícil. Por isso, estou buscando possíveis patrocínios. Acredito que, com a ajuda de todos, e com Deus à frente, vou conseguir seguir firme, representar minha cidade e mostrar a força da nossa cultura – avalia João Victor.

Com o olhar no futuro, o jovem já projeta voos ainda maiores, citando outro sonho: o de fazer parte de instituições como a Escola do Teatro Bolshoi: “estar nesse meio significa aprender com profissionais de alto nível, evoluir como artista e representar minha cidade com orgulho”, explicou. Para outros jovens da Região dos Lagos que, assim como ele, passaram por projetos sociais, ele deixa um recado direto:

– Eu diria para nunca deixarem de sonhar. Muitas vezes a carreira pode parecer distante da nossa realidade e da nossa região, mas com esforço, disciplina e dedicação é possível chegar lá. Eu sou prova de que, mesmo vindo da Região dos Lagos, podemos conquistar grandes oportunidades. Acreditem no potencial de vocês e não tenham medo de lutar pelos seus objetivos - finalizou.
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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, ex-vereador Antônio Carlos Trindade falece aos 86 anos]]></title>
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			<updated>2026-03-11T11:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Cabo Frio manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-vereador Antônio Carlos de Carvalho Trindade, ocorrido na manhã desta quarta-feira (11), aos 86 anos. Antônio Carlos passou mal na manhã de terça-feira e foi socorrido ao Hospital Municipal São José Operário, mas não resistiu.

O ex-parlamentar exerceu mandato na Casa Legislativa por mais de duas décadas, atuando nos períodos de 1971 a 1972, 1983 a 1988 e 1993 a 2004. Durante sua trajetória política, Antônio Carlos Trindade se destacou pelo compromisso com Cabo Frio e pela dedicação ao trabalho legislativo.

Pai da secretária municipal de Saúde, Beatriz Trindade, o ex-vereador deixa um legado de serviços prestados à cidade e será lembrado por sua contribuição ao desenvolvimento do município.

O velório acontece a partir das 12h no Charitas. O sepultamento será às 16h30 no Cemitério Santa Izabel.

A Câmara Municipal de Cabo Frio se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor e presta suas homenagens à memória de Antônio Carlos Trindade.
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			<title><![CDATA[Guerra entre Estados Unidos e Irã ameaça preços dos combustíveis na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-03-11T08:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Os recentes ataques entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, já começam a provocar uma alta no preço internacional do petróleo. E os reflexos disso devem chegar em breve ao bolso do morador da Região dos Lagos. A preocupação, no entanto, vai além do preço da gasolina na bomba: a instabilidade também pode afetar o preço do frete, dos alimentos e de toda a cadeia logística que depende do diesel. Em entrevista à Folha, o administrador e mestre em economia empresarial, Leandro Cunha, explicou como a destruição de petroleiros no Golfo Pérsico pode afetar diretamente o Brasil em um ano que promete ser de incertezas econômicas.

Folha - Por que uma guerra a milhares de quilômetros de distância, envolvendo o Irã e os EUA, pode atingir diretamente o bolso do consumidor em Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos?
Leandro - A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel mexe bastante com o mercado de petróleo porque o Irã é um grande produtor que fica situado no Golfo Pérsico, e controla a entrada e saída de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Essa guerra no Irã pode afetar um quinto do mercado mundial de petróleo, atingindo o comércio e a circulação de petroleiros (do estreito de Ormuz para o Golfo Pérsico) que abastecem e levam o insumo para o mundo inteiro. Isso vai criar o que a gente chama de “choque de oferta”, ou seja, vai diminuir a disponibilidade de petróleo no mundo, e com isso os preços da commodity tendem a aumentar. Com a oferta menor e a demanda se mantendo a mesma, o preço do barril vai ser pressionado para cima. Como existe a paridade de preços internacionais, e o Brasil segue essa lógica no preço que a Petrobras pratica no mercado nacional, esse choque vai afetar o valor praticado no Brasil. A Petrobras vai determinar o preço nacional levando em consideração o aumento internacional, e isso vai afetar o preço final principalmente de petróleo e derivados. A gasolina e o diesel devem ser afetados com esse choque de oferta.

Folha - Considerando que os EUA afirmam ter destruído 17 navios e atingido quase dois mil alvos no Irã, como isso encarece o frete internacional
Leandro - Além do choque de oferta que mencionei, com menos navios circulando o frete também encarece devido à menor disponibilidade de petroleiros atuando. Isso ocorre tanto por questões de segurança quanto pelo impedimento de acesso às rotas. Aqueles que conseguirem fazer o transporte do petróleo vão cobrar valores mais altos,e isso  vai encarecer também o preço do produto.

Folha - O Brasil é autossuficiente em produção, mas ainda importa derivados. Como essa dependência externa nos torna vulneráveis em um cenário de guerra total no Oriente Médio?
Leandro - Nós já estivemos mais próximos da autossuficiência na fabricação de derivados: gasolina, combustíveis e óleos. Só que essa tendência foi prejudicada nos governos de Michel Temer e de Bolsonaro, que vendeu e privatizou algumas refinarias, diminuindo a produção. O governo Lula vem recompondo essa produção de derivados, mas a gente ainda não é auto suficiente. Temos algumas outras saídas, como o biocombustível, o etanol misturado na gasolina e o biodiesel, que são algumas manobras que podem ser feitas para mitigar esses riscos e essa dependência de derivados do mercado internacional. Mas em um curto prazo a gente tende, sim, a ser afetado. E essa é uma oportunidade para a nossa soberania pensar, no médio e longo prazo, na capacidade que temos para aumentar a produção de derivados de petróleo, caminhando para a autossuficiência e reduzindo nossa vulnerabilidade de guerras e do mercado internacional.

Folha - Em uma escala de risco econômico, quão próximo estamos de uma crise de desabastecimento ou de um aumento nos preços, similar ao que vimos em crises históricas do petróleo?
Leandro - Existe um risco grande de afetar os preços, e isso gera inflação e consequências na cadeia produtiva. Não sabemos medir, ainda, em que escala esse aumento vai se dar, mas o Brasil tem capacidade de amortecer esse impacto e de evitar um desabastecimento no médio e longo prazo, principalmente. No curto prazo, precisa ser avaliado porque ainda temos uma dependência do mercado internacional, mas há capacidade de aumentar a produção de derivados de petróleo nas refinarias. Tem que ser medido o que faltaria para atender o mercado interno. Eu acho que o risco maior é de preço, maior do que de desabastecimento.

Folha - A Petrobras possui mecanismos financeiros, ou reservas técnicas, para "amortecer" essa alta internacional e evitar que o repasse seja imediato e integral para o consumidor brasileiro?
Leandro - A Petrobras tem sim capacidade de absorver o impacto no preço, mas existem pressões do mercado, dos acionistas, que vão querer que ela pratique valores mais altos, condizentes com a paridade de preços internacionais. Vai ser uma guerra de braço entre governo e acionistas, porque a Petrobras é uma empresa de economia mista, então não é o governo que manda sozinho nela. Ele é o maior acionista, mas sofre pressões para aumentar os preços, para repassar esses aumentos dos derivados… Mas, sim, a Petrobras tem condição de absorver bastante desse impacto porque ela suporta, dando lucro, até o preço do barril abaixo dos 50 dólares. Então ela teria capacidade de aguentar e amortecer esse impacto nos preços. Só vai depender da política de preços que o governo vai querer implementar, e das pressões do mercado sobre a Petrobras e sobre o governo.

Folha - Além da gasolina e do diesel, quais outros setores da administração pública e privada você acredita que serão mais "atropelados" por esse aumento de custos?
Leandro - A gente pode ter aumentos de preço no querosene de aviação, para a aviação civil e comercial. A gente pode ter aumentos no custo do frete em toda a cadeia produtiva brasileira, porque os preços dos alimentos e dos produtos que o Brasil comercializa internamente dependem da matriz rodoviária, e o aumento do preço do diesel afeta isso diretamente. Vai afetar o frete internacional também, porque tem o diesel marítimo que é derivado de petróleo, e vai encarecer o custo. Então, todo o comércio internacional pode ser afetado por essa crise do petróleo. Mas dentro do Brasil, mercado interno, a Petrobras, por ser uma empresa estatal, ela pode amortecer em grande parte esse impacto.

Folha - Em quanto tempo, após esses ataques massivos reportados nos últimos dias, devemos começar a ver o reflexo nos preços das refinarias e, consequentemente, nos postos?
Leandro - Os sinais dados pelo governo do Irã e dos Estados Unidos é de que eles podem sustentar essa guerra por um período maior do que o mundo gostaria e suportaria. É um efeito indesejado no mundo inteiro. Outros países estão tomando ações para se defender militarmente, porque isso pode se alastrar para outras regiões. E o governo Trump é completamente sem freio, imprevisível. Então, a gente não sabe se isso vai se tornar um novo normal. Vai depender da resistência do governo iraniano, e dele se submeter aos interesses norte-americanos e de Israel. A tendência é que esse conflito perdure pelo ano 2026 todo, e a gente tenha realmente que conviver com um cenário complexo e adverso no mercado internacional de petróleo. E, por consequência, tanto externamente quanto internamente, no Brasil teremos que conviver com um cenário bastante adverso. O reflexo disso leva algum tempo, mas não deve demorar muito. Os valores do barril de petróleo já estão mais altos e devem perdurar por semanas, impactando o preço de paridade internacional que a Petrobras pratica. Acredito que isso deve chegar na bomba de combustível em um mês ou dois meses.

Folha - Para os gestores municipais da nossa região, qual deve ser o "plano de contingência" administrativo para lidar com a provável queda na atividade econômica decorrente da inflação dos combustíveis?
Leandro - Apesar desse choque, a gente não deve ter uma diminuição na produção de petróleo: isso não está previsto. Não é para criar um alarme, apertar o botão vermelho de que a gente vai viver uma catástrofe, não é isso. Por não ter diminuição da produção, não há motivos para os governos se preocuparem em termos de receita. Mas em um cenário de choque de petróleo a cautela sempre é necessária. Na verdade, eu sempre defendi que os gestores municipais trabalhassem muito para diminuir a dependência da arrecadação de royalties do petróleo fazendo políticas de austeridade e de equilíbrio fiscal. O royalty sempre foi uma receita variável, que depende da produção do dólar e do preço internacional do petróleo. Por isso, a gente sempre recomenda que os gestores diminuam a dependência, diversifiquem a economia das cidades para que esses royalties sejam aplicados na melhoria da infraestrutura das cidades mas, sobretudo, para diversificar a economia. Infelizmente, na prática, não é o que a gente vê acontecer. Pelo contrário: aumenta-se a estrutura, aumenta-se o número de contratados e da folha de pagamento… Esses são os sinais dos gestores que a gente vê aqui na Região dos Lagos. Desperdiçamos muitos anos de arrecadação com ações e políticas que, eu diria, equivocadas. Perdemos oportunidades de fazer com que as economias das cidades se tornassem mais pujantes. Esse recurso tem que ser muito bem aplicado em benefício da sociedade, do interesse público e não de interesses particulares de prefeitos, de reeleições, interesses eleitorais. Essa é a grande dificuldade que os gestores da região têm, de fazer políticas permanentes sem causar desequilíbrios orçamentários e financeiros.
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			<title><![CDATA[Hemolagos antecipa abertura aos sábados para tentar reverter queda de 40% nas doações de sangue]]></title>
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			<updated>2026-03-10T13:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Para tentar conter a crise no estoque de sangue, o Hemolagos (localizado ao lado do Hospital Santa Isabel, no Centro de Cabo Frio) anunciou que neste mês de março vai antecipar e ampliar o funcionamento em regime especial: além de colocar equipes de plantão no próximo dia 21, neste sábado (14) o hemocentro também estará de portas abertas das 8h às 12h. A medida busca atrair doadores que não conseguem comparecer durante a semana, e reverter o cenário crítico registrado neste início de 2026: uma queda de 40% no volume de coletas. A média mensal, que era de 500 bolsas em dezembro, despencou para cerca de 300, o que já obriga a unidade a negar pedidos de hospitais da região e comprometer cirurgias eletivas.

Único centro de hemoterapia da Região dos Lagos e Baixada Litorânea, o Hemolagos foi fundado há 37 anos, e desde então se dedica à coleta e distribuição de sangue para uma rede que abrange nove municípios. Em entrevista à Folha, o hematologista e diretor técnico do banco de sangue regional, Antônio de Pádua, revelou que tem recebido muitos pedidos dos hospitais de Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Cabo Frio e Araruama. Além desses, a unidade também atende Armação dos Búzios, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Saquarema e Casimiro de Abreu.

– As solicitações são avaliadas pela equipe médica do Hemolagos de acordo com sua gravidade, quadro clínico, grupo sanguíneo e tipo de terapêutica proposta – explicou o diretor sobre o critério de prioridade adotado por conta das demandas simultâneas. Para os casos em que as bolsas são negadas por falta no estoque, o hematologista explicou que “nossa orientação (aos hospitais) é reagendar o procedimento em caso de cirurgia eletiva, e solicitar o material no dia seguinte, após uma nova liberação”. Ele também informou que vem solicitando aos gestores das unidades de saúde que informem aos familiares dos pacientes sobre a necessidade de mobilização para doação de sangue.

Segundo Antônio de Pádua, as doações costumam sofrer queda em períodos de férias, feriados prolongados e climas chuvosos, como nos primeiros meses do ano. Para tentar contornar esse problema, ele informou que o Hemolagos possui parceria com a Auto Viação Salineira para transporte gratuito de grupos de 30 doadores das cidades da área de concessão da empresa.

– Essa parceria tem facilitado a vinda dos doadores dos municípios vizinhos. Para agendar a doação em grupo é necessário entrar em contato via whatsapp com o número (22) 99744-4552 para verificar a disponibilidade de datas. Este ano já tivemos um grupo grande de candidatos à doação organizado pelo HEMOCONECT, uma parceria com os alunos de medicina da Unilagos, no município de Araruama - revelou.

Outra medida adotada para tentar aumentar o número de doadores é o funcionamento do Hemolagos em um sábado por mês, iniciativa que começa agora em março. Neste mês, a unidade abrirá suas portas no próximo dia 21, das 8h às 12h, com a meta de coletar ao menos 60 bolsas extras.

– Além disso, estamos em parceria com uma empresa para realizar corridas temáticas. Ainda não temos datas definidas, mas serão dois eventos voltados para a captação de doadores de sangue. Mantemos, com a Marinha, um trabalho de conscientização contínua sobre doação, com previsão de retomar o envio de doadores ainda neste mês de março. Tem a expansão da parceria com os nove municípios da nossa área de atuação. Hoje ela já acontece com Casimiro de Abreu, Arraial do Cabo, Araruama (HEMOCONET) e Saquarema, mas estamos estreitando a conversa com os outros que também compõem o consórcio para realizarmos campanhas mensais - explicou Antônio.

À Folha, ele revelou ainda que a escassez de sangue não é uma dificuldade restrita ao hemocentro.

– Trata-se de uma questão de saúde pública que impacta diretamente toda a rede assistencial. Cada bolsa que deixa de ser coletada pode significar um procedimento adiado, uma cirurgia suspensa ou um paciente aguardando atendimento. A responsabilidade pela manutenção dos estoques é coletiva e envolve toda a sociedade - pontuou.

Entre os tipos sanguíneos que apresentam maior necessidade neste momento estão o A e O (positivo e negativo). O estoque de O negativo, segundo o Hemolagos, é considerado prioridade por ser o doador universal, usado em casos graves e em transfusões para bebês prematuros e crianças.

Embora atenda toda a Região dos Lagos, o Hemolagos ainda não possui pontos de coleta externos, nem em outras cidades. Assim, as doações devem ser feitas na sede de Cabo Frio (Rua Barão do Rio Branco, 88 - Passagem - ao lado do Hospital Santa Isabel). Diferente das doações em grupo, as individuais não precisam de agendamento: basta comparecer ao hemocentro de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Para ser um doador de sangue basta ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de idade precisam estar acompanhados dos responsáveis ou levar a autorização - disponível no site http://www.hemolagos.com.br  - preenchida e assinada; estar bem de saúde, estar alimentado (evitando alimentos gordurosos), estar bem hidratado (aumentar a ingestão de água e líquidos nas 24h que antecedem a doação), não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas.
 
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			<title><![CDATA[Projeto "Olhar da Perifa" abre inscrições para oficina gratuita de fotografia]]></title>
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			<updated>2026-03-09T09:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Com o objetivo de democratizar o acesso às artes visuais e capacitar jovens da periferia, o Coletivo Cultural Olhar da Perifa abre inscrições para a oficina gratuita de Fotografia e Audiovisual. As aulas acontecem na sede do coletivo, localizada no CIEP 458 Hermes Barcelos, no Jardim Esperança, com início marcado para o dia 17 de março.

A iniciativa é voltada para jovens entre 14 e 29 anos e não exige que o aluno possua câmera profissional. O curso busca ensinar desde o manuseio técnico até o uso criativo de recursos simples, como o celular e utensílios domésticos, transformando o cotidiano em arte e potencial empreendedor.

Diferente de cursos técnicos convencionais, a oficina propõe uma imersão na identidade local. Sob a coordenação da fotógrafa e especialista em Relações Étnico-Raciais, Thammy Carvalho, as aulas abordarão temas como fotografia documental, visão étnico-racial e a construção de uma estética própria sobre as favelas.

O curso terá duração de três meses, culminando em um trabalho de conclusão com o tema “Substantivos Femininos: FAVELA e PERIFERIAS”, que visa valorizar o território através das lentes dos próprios alunos.

As aulas ocorrerão todos os sábados, das 09h às 11h. Ao todo, estão sendo oferecidas 20 vagas. O conteúdo programático inclui História da fotografia e regras de composição; Iluminação (luz dura, difusa e fontes de luz); Pós-produção e edição de imagens; Saídas fotográficas e passeios culturais pelo território, além de Fotografia documental e visão etnográfica.

Link de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/10uSEqqNBb--toL1KVrj-sxqBM-SMrEYKKDHj6tT7qHQ/edit

SERVIÇO:
Evento: Oficina de Fotografia e Audiovisual – Olhar da Perifa.
Público-alvo: Jovens de 14 a 29 anos.
Início: 17 de março de 2026.
Local: Sede do Coletivo Olhar da Perifa (CIEP 458 Hermes Barcelos – Estrada de Búzios, nº 01, Jardim Esperança - Cabo Frio/RJ).
Investimento: Gratuito.
Vagas: 20.
Contato: olhardaperifa@gmail.com / @coletivoolhardaperifa (instagram)
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			<title><![CDATA[Mulheres vão ocupar Cabo Frio com arte, denúncia e resistência]]></title>
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			<updated>2026-03-05T16:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Dia Internacional das Mulheres, comemorado neste domingo (8), será vivido nas ruas de Cabo Frio com mobilização, memória, música e luta.

A programação começa no sábado (7), quando o grupo "Movimenta Mulheres" estará na Avenida Rua Teixeira e Souza, no Centro, realizando uma ação pública com faixa estendida. O objetivo é dialogar com a população sobre a urgência do enfrentamento à violência contra a mulher.

No domingo (8) pela manhã, a Praia do Forte será palco de um ato simbólico e impactante: cruzes de madeira serão fincadas na areia para denunciar os casos de feminicídio e a realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres no país.

Às 15h, a Rosa dos Ventos (no calçadão da orla, em direção à Avenida Nilo Peçanha) será ponto de encontro para o BlocAto – uma mistura de manifestação política com música e batuque das mulheres do "Bloco Alternativo Resistência". O cortejo seguirá até a Praça da Cidadania, "reafirmando que o 8 de março não é dia de flores, mas de ocupar as ruas por justiça, dignidade e direito à vida".
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			<title><![CDATA[Com estoque em nível crítico, Hemolagos começa a negar bolsas de sangue para hospitais da região]]></title>
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			<updated>2026-03-03T11:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Único centro de hemoterapia da Região dos Lagos e Baixada Litorânea, o Hemolagos (localizado em Cabo Frio) inicia o mês de março com uma situação delicada em seus estoques de sangue. Segundo um comunicado emitido pela instituição, o número de doações neste começo de 2026 alcançaram um dos níveis mais críticos dos últimos anos, já forçam a unidade a negar pedidos de bolsas para hospitais da região. A escassez compromete diretamente o atendimento de pacientes que dependem de transfusões para a realização de cirurgias, casos de emergência e tratamentos contínuos. De acordo com o balanço do hemocentro, os tipos sanguíneos A positivo, A negativo, O positivo e O negativo encontram-se em situação mais preocupante, com os estoques classificados em nível emergencial.

Fundado em 1989, o Hemolagos dedica-se à coleta, processamento e distribuição de sangue e seus derivados para hospitais e unidades de saúde dessas cidades, garantindo o suporte necessário para transfusões e tratamentos médicos. Atualmente ele atende os municípios de Cabo Frio, Araruama, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Saquarema, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. Diante do quadro atual, o Hemocentro solicita o apoio da população dessas nove cidades para mobilizar doadores voluntários para a reposição urgente dos estoques.

Para facilitar o acesso de quem não consegue comparecer durante a semana, o Hemolagos anunciou que passará a funcionar um sábado por mês. Neste mês de março, a unidade abrirá suas portas para os doadores voluntários no próximo dia 21, das 8h às 12h, buscando ampliar a participação de trabalhadores, estudantes e voluntários que possuem dificuldades em dias úteis. O calendário com a data de funcionamento nos sábados dos meses seguintes será divulgado sempre na primeira semana de cada mês.

O funcionamento regular da unidade, localizada na Rua Barão do Rio Branco, 88, no bairro Passagem, em Cabo Frio, permanece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50kg. No momento da doação, o voluntário deve apresentar um documento oficial com foto, além de estar alimentado e bem hidratado. A orientação técnica é que se evitem alimentos gordurosos antes do procedimento e que a ingestão de líquidos seja aumentada nas 24 horas que antecedem a doação.

Para grupos com mais de 30 pessoas, o Hemolagos disponibiliza o agendamento de transporte gratuito através de uma parceria com a Salineira. O órgão reforça que o ato de doar sangue é simples, seguro e capaz de salvar vidas imediatamente, sendo a mobilização da população fundamental para reverter o quadro crítico e garantir que nenhum paciente fique sem atendimento por falta de sangue.
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			<title><![CDATA[Inscrições para cursos gratuitos do Qualificatur Costa do Sol terminam nesta quarta (5)

]]></title>
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			<updated>2026-03-03T08:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Estão abertas as inscrições para a primeira etapa do Qualificatur Costa do Sol, programa de qualificação profissional voltado aos setores de turismo, hotelaria e gastronomia. A iniciativa prevê capacitar 750 pessoas em oito municípios da região, de forma escalonada, com três cidades contempladas a cada etapa. 

Nesta fase inicial, são oferecidas 300 vagas gratuitas, distribuídas igualmente entre Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio — sendo 100 vagas por município. As inscrições seguem até o dia 5 de março de 2026. A data de início das aulas será divulgada juntamente com a lista de selecionados. Nesta etapa, os interessados poderão escolher entre cinco cursos: Camareira(o), Governanta, Garçom/Garçonete, Bartender e Recepcionista de Hotel, com 20 vagas por turma. 

A carga horária total é de 100 horas, sendo 80 horas na modalidade EAD, realizadas de forma online para que o aluno possa cumprir conforme sua disponibilidade, no prazo de 30 dias, e 20 horas presenciais no polo. As aulas presenciais ocorrerão ao longo de cinco dias, na cidade escolhida pelo candidato. As orientações sobre a etapa online serão encaminhadas apenas aos participantes selecionados após o processo de inscrição.

A proposta do programa é qualificar a mão de obra local e elevar o padrão de atendimento ao visitante, com impacto na experiência do turista e na reputação do destino. Para empresários e gestores do setor, a iniciativa também contribui para enfrentar desafios recorrentes, como a padronização do atendimento em períodos de alta demanda, o alinhamento de procedimentos entre turnos, a redução de retrabalho e o aprimoramento das rotinas em áreas como recepção, salão, governança e bar. 

De acordo com Marco Navega, presidente do Condetur Costa do Sol, instituição realizadora do projeto, a qualificação é uma medida estruturante fundamental para o fortalecimento e o desenvolvimento do turismo na região. 

“O turismo é uma atividade que depende diretamente da experiência do visitante. Investir na formação de quem está na linha de frente ajuda a elevar a qualidade do serviço, fortalece os negócios e amplia as oportunidades para os profissionais. Um turismo forte se faz com pessoas qualificadas. Esta ação é um compromisso assumido pelo Condetur da Costa do Sol desde sua criação em 2008”, afirma. 

O programa é realizado pelo Condetur Costa do Sol, com patrocínio do Programa Manoel Quirino, por intermédio da Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda (SEMP), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego. 

As inscrições devem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram @qualificatur (https://www.instagram.com/qualificatur). O preenchimento do formulário não garante vaga automática. Os candidatos selecionados receberão as próximas orientações pelos contatos informados no cadastro. Podem participar pessoas a partir de 16 anos. O projeto prevê reserva mínima de vagas para Pessoas com Deficiência (PcD) e idosos com 60 anos ou mais, além de prioridade para beneficiários do Seguro-Desemprego, cadastrados no SINE e inscritos no CadÚnico/NIS. 

O Condetur Costa do Sol – Conselho de Turismo da Região Costa do Sol – é uma entidade não governamental que reúne representantes do poder público, da iniciativa privada, do 
setor empresarial e do terceiro setor com o objetivo de promover o desenvolvimento turístico sustentável de forma regionalizada e descentralizada. 

A instituição atua na articulação de parcerias entre municípios, empresas e sociedade civil, contribuindo para a consolidação de roteiros integrados, a atração de investimentos e o fortalecimento da identidade turística regional.
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			<title><![CDATA[Terceira temporada do projeto "Nossas Ruas", em Cabo Frio, está confirmada para outubro
]]></title>
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			<updated>2026-03-01T11:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O resgate da identidade e da alma cabo-friense pelo programa Amaury Valério, na Rádio Ondas FM, ganhará um novo capítulo em breve. Após finalizar sua segunda fase no último dia 14 de fevereiro, o projeto documental "Nossas Ruas" já tem data para retornar: a estreia da terceira temporada está programada para outubro deste ano. Idealizado pelo radialista Amaury Valério, o projeto nasceu com a missão de impedir que a história do município se apague, criando uma ponte entre o passado e as novas gerações ao revelar quem foram as personalidades que dão nome às principais ruas da cidade.

Em conversa com a Folha, Amaury explicou que devido à grande quantidade de homenageados, o projeto precisou ser dividido em temporadas. Revelou, também, que tem como objetivo futuro expandir a cobertura para toda a Região dos Lagos. A primeira temporada foi exibida ao longo de 2024. A segunda estreou em 13 de outubro de 2025 e foi finalizada recentemente. A apresentação do projeto fica por conta da produtora Patrícia Bernardo.

– No final da década de 1980, no Brasil, a nomeação de ruas se consolidou como um importante ato político e de reconhecimento a líderes comunitários, vereadores e famílias tradicionais. Em Cabo Frio o "Nossas Ruas" já documentou a trajetória de mais de 20 dessas figuras ilustres, incluindo Adolpho Beranger Junior, Ézio Cardoso da Fonseca, Rosalina Cardoso da Fonseca, Antônio Feliciano de Almeida, Irmã Josefina da Veiga, Lecy Gomes da Costa, Alexis Novelino, Omar Fontoura, Henrique Terra, Hilton Massa, Victor Rocha, Joaquim Nogueira e Jorge Lossio - explicou Amaury.

O processo de apuração, no entanto, esbarra na escassez de registros. Segundo ele, a pesquisa se inicia nas atas da Câmara Municipal, “que frequentemente carecem de detalhes sobre quem foram os homenageados e os motivos da honraria”. 

– A busca pelas famílias também apresenta obstáculos: muitos descendentes já faleceram, mudaram-se da cidade ou não preservaram a memória de seus antepassados.

Para contornar essa lacuna, o projeto conta com o trabalho de pesquisadores, arquivistas e historiadores. Amaury destaca as contribuições de Agilson Garcia, um dos poucos cabo-frienses natos no grupo de apoio, detentor de um vasto acervo fotográfico e literário, e também do historiador José Francisco de Moura, de Margaret Alves (que atua na preservação dos arquivos da Câmara) e de Luciano Ribeiro, do Sebo Ventura, que forneceu obras raras sobre a região. Em alguns momentos o trabalho de apuração atravessou as fronteiras da cidade, exigindo consultas à Hemeroteca da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, onde a equipe de produção buscou registros civis, certidões de batismo e fez pesquisas de campo.

– Durante a pesquisa de campo nas principais vias (como Henrique Terra e Major Belegard), nossa equipe constatou que 98% dos moradores, incluindo cabo-frienses, desconhecem quem são as pessoas por trás das placas - revelou o radialista.

Para atrair a atenção do público, tanto a produção como a apresentadora Patrícia Bernardo trouxeram uma inovação de formato na segunda temporada. Saindo do modelo estritamente documental da primeira edição, o projeto adotou a contação de histórias interativa e a dramaturgia, aproximando a narrativa não apenas dos amantes de história, mas também do público jovem.

– Para isso introduzimos a personagem Valéria, uma estudante recém-chegada a Cabo Frio que questiona o mundo ao seu redor. Patrícia, que é autista, trouxe para a personagem sua vivência pessoal: a paixão pelo conhecimento aliada a dinâmicas únicas de aprendizado. A interação bem-humorada de Valéria com o "narrador", suas infinitas perguntas e até mesmo seus "tombos" literais pelas ruas esburacadas e sem sinalização da cidade, geram imediata identificação no público e promovem uma reflexão crítica sobre a falta de preservação do espaço urbano. O questionamento central de Valéria - "O que vai mudar na minha vida saber quem são as pessoas que dão nome às ruas?" - instiga o público a entender que, sem olhar para o passado, é impossível projetar o futuro - explicou Amaury.

O rigor jornalístico do projeto já revelou curiosidades intrigantes e corrigiu distorções históricas. Durante a pesquisa sobre Antônio Feliciano de Almeida, por exemplo, a equipe encontrou registros de um vereador do século XIX. No entanto, um ouvinte contestou, afirmando tratar-se de seu avô, um comerciante da década de 1960. A falta de documentos por parte da família levou Patrícia e o historiador José Francisco a aprofundarem a apuração, descobrindo em jornais da época a existência de dois "Antônios Felicianos de Almeida", um fato que serviu de alerta sobre a necessidade de as próprias famílias documentarem seus legados.

Acessível e didático, com episódios de cinco minutos disponíveis no canal do Programa Amaury Valério, no YouTube, o material tem sido adotado por professores em salas de aula. O impacto gerou forte mobilização popular, com pedidos de moradores para que as secretarias de Educação, Turismo e Cultura transformem o conteúdo em material oficial para escolas e pontos turísticos.

Realizado de forma independente, o "Nossas Ruas" conta com o patrocínio da Engeluz, SuperFricarnes, Posto Estrela Dalva, Escola Menino Jesus, Salineira e OnkoSol. 

– É fundamental destacar que o projeto “Nossas Ruas” não é apenas sobre geografia ou urbanismo: é sobre identidade e pertencimento. Muitas vezes, caminhamos por ruas cujos nomes repetimos automaticamente, sem nos darmos conta de que ali, naquela placa, existe a história de alguém que ajudou a construir o que somos hoje. Quando revelamos quem foi aquela pessoa - um professor, um pescador, uma liderança comunitária -, nós devolvemos a humanidade à cidade. O mais emocionante nesse trabalho, realizado com tanto carinho no Programa Amaury Valério, é ver o brilho nos olhos dos moradores. É perceber que, ao conhecer o passado, as pessoas passam a cuidar melhor do presente e a ter mais orgulho de viver aqui. No fundo, este projeto é um convite para que a gente pare de apenas “passar” pelos lugares e comece a “sentir” a história viva de Cabo Frio sob os nossos pés. É um resgate da nossa alma cabofriense - relatou Patrícia.
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			<title><![CDATA[Nova taxa de lixo em Cabo Frio gera onda de protestos e vai parar na justiça]]></title>
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			<updated>2026-02-28T16:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A implementação da nova Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRSD) em Cabo Frio vem gerando, nos últimos dias, uma onda de questionamentos e disputas judiciais. Instituída para cumprir o Marco Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020), a medida vem dividindo opiniões: de um lado a Prefeitura alega que a cobrança obedece uma obrigatoriedade federal para evitar sanções fiscais, e do outro, os contribuintes, que criticam a falta de transparência nos cálculos e os valores aplicados nos carnês de 2026.

A Lei Municipal Nº 4.523/2025 instituiu, em novembro do ano passado, a Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRSD) em Cabo Frio. De acordo com o texto, ela tem como fato gerador “a utilização efetiva ou potencial dos serviços divisíveis de limpeza pública de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos”. Também determina que o contribuinte da chamada taxa de lixo é “o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título de imóvel alcançado pelo serviço de limpeza urbana” inscritos no cadastro imobiliário do município. Ela também lista como isentos de pagamento os imóveis cedidos ao município; as unidades ocupadas por famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico; entidades de assistência social e templos de qualquer culto. Sobre a base de cálculo, a legislação municipal diz que o valor médio apurado do custo da coleta será realizado pela Comsercaf em cada bairro nos últimos 12 meses, e que a cobrança será feita junto com o IPTU, “sendo assegurado o direito de parcelamento na mesma proporção do imposto”.

Apesar disso, várias denúncias revelam que o valor da taxa de lixo veio superior ao valor do IPTU (na cidade os dois impostos estão sendo cobrados juntos). Também há relato de casos de vizinhos que estão sendo cobrados em valores diferentes, mesmo morando em casas iguais.

– Para que se tenha uma ideia, o meu vizinho de porta, que mora numa casa igual a minha, recebeu um valor da taxa de R$ 794. A minha veio R$ 495. Detalhe: ele só vem a Cabo Frio em janeiro - relatou o professor José Francisco de Moura.

Por conta dessas disparidades denunciadas, a Associação de Moradores do Condomínio Bosque do Peró entrou na Justiça com mandado de segurança coletivo questionando a taxa. Na ação eles alegaram falta de transparência no detalhamento dos valores. Afirmaram também que os contribuintes foram surpreendidos com a cobrança próxima ao vencimento. A Justiça concedeu liminar parcial e determinou que a Prefeitura apresente o detalhamento do cálculo da taxa. A decisão também suspendeu a cobrança de juros e multas para os associados até que as informações sejam esclarecidas.

Uma petição pública também foi criada no site http://www.peticaopublica.com.br . O objetivo é pedir à Prefeitura, e à Câmara de Vereadores, esclarecimento, transparência e justificativa para a nova cobrança da taxa de limpeza urbana em Cabo Frio “com fundamento nos princípios da legalidade, publicidade, transparência e eficiência administrativa (art. 37 da Constituição Federal), bem como no direito de acesso à informação (Lei nº 12.527/2011)”.

A petição solicita cópia integral da lei municipal e dos atos regulamentadores que instituíram ou alteraram a taxa; indicação do fato gerador, sujeito passivo, base de cálculo e alíquotas; explicitação técnica dos critérios utilizados para apuração do valor cobrado por imóvel/contribuinte; memória de cálculo que demonstre a proporcionalidade entre o serviço prestado e o valor exigido; estudos técnicos e econômico-financeiros que embasaram a criação/alteração da taxa; estimativa de arrecadação anual e impacto para os contribuintes; rubricas orçamentárias vinculadas à taxa; relatórios de execução do serviço de limpeza urbana, com metas, indicadores e custos; disponibilização pública, em meio digital, dos documentos solicitados; informação sobre canais de contestação administrativa e prazos para revisão de cobranças, e realização de audiência pública para esclarecimentos à população. Até o fechamento desta matéria o documento tinha 225 assinaturas.

Após a polêmica tomar conta das redes sociais, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, usou as redes sociais para se pronunciar.

– Eu jamais vou deixar que utilizem o povo mais humilde como massa de manobra. A lei que instituiu a taxa de lixo não permite que se cobre de quem não tem condição financeira, e de quem é pobre. E o critério de isenção que eu estabeleci é muito claro: basta estar inscrito no Cadastro Único da Assistência Social. Quem é beneficiário do Bolsa Família, ou qualquer outro benefício da assistência social, está isento da taxa de lixo. Nós comunicamos isso várias vezes pelos sites e canais da Prefeitura, mas isso não quiseram falar pra vocês, exatamente para que isso pudesse gerar uma comoção, como se estivéssemos fazendo uma injustiça social. Na verdade é o contrário: a gente quer prestar, cada vez mais, um serviço com qualidade para a população. Você acha justo que um grande supermercado gaste milhões de Reais do dinheiro da Prefeitura em detrimento d’eu poder fazer a pavimentação da sua rua? Estamos construindo um equilíbrio fiscal com justiça social - afirmou.

No vídeo, Serginho também falou sobre os critérios de cobrança da nova taxa, descritos na lei municipal. Segundo ele, a taxa é cobrada de forma diferente para imóveis residenciais, prestadores de serviço, comerciais e industriais.

– O residencial é separado em pequeno, médio e grande porte, de acordo com o tamanho da casa. E o cálculo para isso, que é diferente para cada tipo de residência e de comércio, se dá pelo consumo de lixo daquele bairro. E como se faz essa conta? Existe um contrato, e a Prefeitura paga pela quantidade de equipamentos que faz a rota em cada bairro, e também paga a destinação final desse lixo, que é por peso. Então a gente sabe quanto gasta de lixo por ano, por cada bairro. E depois a gente separa o valor de quem é pequeno produtor de lixo e quem é grande produtor de lixo. O pequeno paga menos, o maior paga mais. Quem é indústria e comércio paga mais do que quem é residencial. Qualquer distorção que tenha ocorrido pelo sistema novo que nós implantamos, é só procurar a Secretaria de Fazenda que a gente vai reavaliar. E nem precisa ir lá: pode fazer isso pelo site (www.fazenda.cabofrio.rj.gov.br). E a maioria das pessoas que estão sendo cobradas, estão sendo cobradas com menos de R$ 40 por mês, menos de R$ 2 por dia. Mas quem não tem condições, é só fazer o requerimento de isenção no site da Secretaria de Fazenda - explicou

Serginho também afirmou que a Lei do Marco do Saneamento obrigou todas as Prefeituras a instituírem a taxa de lixo. “Isso é uma obrigação por lei federal, e vários municípios vizinhos, e do país, já fizeram, mas Cabo Frio deixou por último. E a isenção não era uma obrigação, isso fui eu quem quis dar pra fazer justiça social com o povo mais humilde da minha cidade”, alegou.

Sancionada em julho de 2020, a Lei Federal nº 14.026, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento, atualizou, mas não revogou a Lei nº 11.445/2007. O novo texto visa garantir que, até 31 de dezembro de 2033, 99% da população tenha acesso a água potável e 90% a tratamento de esgoto. Ele também extinguiu os "contratos de programa" (firmados sem licitação entre municípios e empresas estaduais), obrigando a abertura de licitação para que empresas públicas e privadas concorram. Determina ainda que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) passa a ter o poder de criar normas de referência para o setor em todo o país, e diz que os estados devem agrupar municípios em blocos para que a prestação do serviço seja viável mesmo em cidades menores ou mais pobres.

Sobre a taxa de lixo, a nova lei federal estabelece (artigo 35) a obrigatoriedade de os municípios cobrarem pelos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, considerando como uma renúncia de receita a falta de cobrança no prazo de 12 meses de vigência da Lei, “e exigirá a comprovação de atendimento plena dos requisitos previstos no art. 14 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), bem como a demonstração da sustentabilidade financeira e da fonte de custeio dos serviços, sob pena de responsabilidade do titular." Isso significa que, se a Prefeitura não instituir a taxa, ela deve provar que o município tem recursos sobrando para cobrir esses custos sem afetar outras áreas, sob risco de responder por improbidade administrativa.
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			<title><![CDATA[Ciclone subtropical e fortes temporais causam destruição e alagamentos na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-02-27T14:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[As fortes chuvas que atingem a Região dos Lagos desde a madrugada desta sexta-feira (27) causaram o desabamento do teto de um restaurante, deixaram moradores desalojados e forçaram a suspensão de aulas e atendimentos de saúde em diversos municípios. O cenário de instabilidade é agravado por um alerta da Marinha do Brasil, emitido nesta quinta-feira (26), sobre condições favoráveis para a formação de um ciclone subtropical em alto-mar, a cerca de 600 quilômetros a sudeste de Arraial do Cabo. Segundo o Centro de Hidrografia da Marinha, a atuação do sistema pode provocar ventos de 60 km/h até a noite de sábado (28), com deslocamento previsto em direção ao Sul.

Em Cabo Frio, a situação é crítica. O teto do Restaurante da Hilda, no bairro Vila Nova, desabou na manhã desta sexta-feira (27). Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, e uma ambulância, foram acionadas para socorrer uma funcionária, que ficou presa nos escombros. A mulher, que não teve a identidade revelada, foi levada para um hospital da cidade. Segundo informações iniciais, as fortes chuvas contribuíram para o desabamento, mas a Defesa Civil vai fazer uma inspeção minuciosa para investigar outras possíveis causas. As chuvas também alagaram diversos bairros. Na Rua Tamoios (atrás do Hotel Malibu, na Praia do Forte), a água invadiu várias lojas. No Parque Burle, a Avenida Victor Rocha, onde fica a UPA, foi tomada pela água, que também invadiu ruas transversais, como a José Vieira de Resende. O Shopping Park Lagos precisou adiar o funcionamento para o meio-dia por conta do alagamento de praticamente todas as ruas que dão acesso ao local.

A Coordenadoria Geral de Defesa Civil de Cabo Frio informou que o município permanece em estágio de observação nesta sexta-feira (27), com atenção redobrada no distrito de Tamoios, devido ao alto volume de chuva registrado nas últimas horas no local. Até as 11h de hoje, o acumulado de precipitação registrado em Cabo Frio chegou a 67,4 mm no primeiro distrito, e 67,5 milímetros no no segundo distrito somente nas últimas 24 horas. 

A Defesa Civil de Cabo Frio explicou que a instabilidade foi provocada pela formação de células convectivas, que causaram pancadas intensas e concentradas. Uma das áreas mais afetadas foi o bairro de Unamar, além de Maria Joaquina, onde diversas ruas registraram pontos de alagamento. Com o solo já encharcado, a orientação é que a população redobre os cuidados. Até o momento, 11 pessoas estão desalojadas e foram encaminhadas para casas de parentes: três do Jacaré, quatro de Maria Joaquina e quatro do bairro Sinagoga.

O órgão também informou que o sistema de chuva que atua sobre Cabo Frio e a região da Baixada Litorânea tende a perder intensidade gradativamente ao longo do período da tarde, deslocando-se em direção ao Espírito Santo. A tendência é de redução progressiva das instabilidades, com melhora mais consistente das condições do tempo. A previsão indica tempo firme no sábado, sem volumes significativos de chuva no momento. O gabinete de crise da Prefeitura de Cabo Frio foi acionado e segue acompanhando a situação, com atuação integrada das equipes da Defesa Civil e demais secretarias municipais. As equipes permanecem em monitoramento contínuo, realizando vistorias e acompanhando pontos com acúmulo de água.

Por conta das fortes chuvas, em Cabo Frio as aulas foram suspensas nesta sexta-feira (27) em todas as unidades da rede pública municipal de ensino. A Defesa Civil orienta que a população evite transitar em ruas alagadas, pois a água pode esconder buracos e correntezas. Também alertam para que ninguém tente atravessar áreas inundadas a pé ou com veículo. Recomenda, ainda, desligar a energia elétrica se houver risco de a água atingir tomadas, procurar locais seguros e elevados, redobrar a atenção com crianças e idosos e acionar a Defesa Civil para vistoria do imóvel, se necessário. Em caso de emergência, os telefones são 199, (22) 2647-0199 ou o 193 dos Bombeiros.

A Secretaria de Saúde de Cabo Frio informou que, devido ao grande volume de chuva, a apresentação do 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), referente ao terceiro quadrimestre de 2025, na Câmara Municipal, foi adiada. Por medida de segurança, o atendimento foi suspenso hoje em todas as unidades ambulatoriais do município, como ESFs, UBs, PAM e no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos. O atendimento do CEAD de Tamoios encerrou às 14h. Serviços de hemodiálise em outros municípios, como Armação dos Búzios, serão reagendados. Os serviços administrativos da Secretaria de Saúde também foram suspensos a partir das 12h, retornando na segunda-feira (2). 

No transporte público, as linhas 303 (Av. do Contorno x Jardim Caiçara) e 354 (Av. do Contorno x Shopping) estão suspensas. A linha 302 (São Cristóvão x Agrisa) opera até o Surucucu e a 311 (Av. do Contorno x Célula Mater) não está entrando na Célula Mater. 

No início da tarde a Superintendência de Proteção Animal da cidade informou que a Feira de Adoção Animal, que seria realizada neste sábado (28), na Rua Itajuru, no Centro, está suspensa. Uma nova data para a realização da feira será divulgada em breve pelos canais oficiais da Prefeitura. Para mais informações sobre os serviços do Canil Municipal, o atendimento segue pelo WhatsApp (22) 99778-2216 (somente mensagens, de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h) e pelo e-mail canilmunicipal@cabofrio.rj.gov.br.

Em Arraial do Cabo, a prefeitura suspendeu as aulas da rede municipal nos turnos da tarde e noite desta sexta-feira (27). A prefeitura cabista anunciou a suspensão do atendimento na tarde de hoje na Secretaria de Saúde, Postinhos, CDI, CEO, Centro Oftalmológico, CER, CAPS, Casa do Autista e Vigilâncias. Seguem funcionando normalmente o Hospital Geral, Pronto Socorro de Figueira, Central de Exames e Policlínica.

A Prefeitura de Búzios informou que a formação de um sistema de baixa pressão provocou chuva moderada a muito forte entre quinta-feira (27) e esta sexta-feira (28). Somente na quinta, entre 16h45 e 20h50, foram registrados 108 milímetros. Na madrugada de sexta, entre 0h e 7h, foram registrados mais 5 milímetros. A previsão é de até 200 milímetros acumulados. O prefeito Alexandre Martins está nas ruas com as equipes de Defesa Civil, Serviços Públicos, Saneamento e Drenagem realizando desobstrução de ralos e bueiros. A Secretaria de Desenvolvimento Social também presta assistência e orienta que as famílias procurem o CRAS mais próximo. As aulas foram suspensas em todas as unidades da rede municipal. A Defesa Civil de Búzios solicita que banhistas e pescadores evitem o acesso ao mar e, em caso de emergências como rachaduras ou deslizamentos, liguem para (22) 2350-6008.

Em São Pedro da Aldeia, o acumulado de chuva nas últimas 24 horas ultrapassa 100mm. A Defesa Civil está em estado de alerta e percorre o município, com foco nas áreas de maior risco. Até o momento, foram oito ocorrências de alagamentos nos bairros Baixo Grande, Balneário, Praia do Sudoeste, São João, Recanto do Sol, Flexeira e Nova São Pedro. A equipe também esteve em Praia Linda e Mossoró. Há registro de uma pessoa desalojada. O órgão pode ser acionado pelo 199 ou pelo WhatsApp (22) 99776-0633.

Iguaba Grande registrou chuvas intensas com acumulado de 60 mm apenas na manhã de hoje. As aulas da rede municipal foram suspensas no turno da tarde em todas as 20 unidades escolares. A cidade teve várias ruas alagadas nos bairros Ubás, Cidade Nova, Sopotó e Iguaba Pequena. No bairro Capivara, moradores de ruas transversais à Avenida Nossa Senhora de Nazaré foram impedidos de sair de casa, com a água chegando à altura dos joelhos. A Defesa Civil orienta não se abrigar sob árvores e emergências devem ser comunicadas pelo número 153. No sábado (28/02), as chuvas continuam com menor intensidade.

Araruama também está em alerta. A prefeita Daniela Soares afirmou que as equipes estão em regime de prontidão e as aulas da rede municipal foram suspensas. A vice-prefeita Verônica Januário cancelou o evento "Sepol no Seu Bairro" na escola Menino Robson, no Areal, pois o acesso está comprometido. Os bairros Morro Grande, Parque Mataruna e Bananeiras estão sob alerta, e a orientação do técnico de segurança Wagner é que a população se mantenha em local seguro e evite ir para as ruas.
 
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			<title><![CDATA[Polícia registra caso de suposta importunação sexual em repartição pública de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-02-26T16:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Um suposto caso de importunação sexual dentro das dependências da Fundação Instituto de Pesca de Arraial do Cabo (Fipac), órgão ligado à Prefeitura de Arraial do Cabo, em 2025, foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Cabo Frio por uma servidora de 20 anos. O inquérito policial segue sob sigilo. A jovem trabalhava havia menos de um ano como auxiliar administrativa na fundação. Segundo o registro policial, no dia 23 de dezembro daquele ano, após parte dos funcionários sair mais cedo por causa de uma confraternização de Natal, ela teria sido chamada pelo acusado para conversar.

Conforme o depoimento ao qual a Folha dos Lagos teve acesso, o homem teria segurado seu braço e insistido: “Vem aqui. Vem aqui”. Em seguida, ainda segundo a declaração, teria colocado a mão dela sobre o próprio órgão genital e dito: “Olha aqui”.

O documento descreve o relato nos seguintes termos: “Que imediatamente a vítima puxou sua mão de volta; que sua mão chegou a tocar o genital do autor, acreditando que ele estivesse com o pênis ereto; que, tão logo afastou-se, deixou o local em direção ao banheiro, não tendo sido seguida”.

De acordo com a ocorrência, no primeiro dia de expediente após o episódio, a servidora afirma que foi novamente chamada para uma sala, sob o pretexto de tratar de questões administrativas. Ela relata que o homem teria puxado sua cadeira, tocado suas pernas, colocado novamente as mãos dela sobre o próprio genital e feito comentários de cunho sexual.

Ainda conforme o depoimento, o servidor teria trancado a porta em determinado momento e tentado forçar contato físico. A mulher afirma que conseguiu deixar a sala após destravar o trinco e resistir às investidas.

Procurada pela Folha, a Fipac informou, em nota, que não havia recebido notificação formal sobre o caso. “A Fundação reafirma seu compromisso com os princípios da legalidade, da transparência e da responsabilidade institucional e está à disposição das autoridades competentes.”

Entretanto, a mãe da jovem, ouvida pela reportagem sob condição de reserva, apresentou documentos que indicam a abertura de procedimento administrativo, incluindo notificação encaminhada à servidora e protocolo de denúncia realizado na prefeitura.

— Então fizeram isso [abriram a sindicância] embasado em que, se não tomaram conhecimento oficial? Estão mentindo — diz. 

A Folha também encaminhou perguntas formais à Prefeitura de Arraial do Cabo. A administração municipal informou que se manifestaria apenas por meio da nota já divulgada pela fundação.

Segundo a mãe, a filha está em tratamento psicológico e afastada das atividades presenciais, com autorização para exercer funções de forma remota. Ela também afirma que outras possíveis vítimas não teriam formalizado denúncia e questiona a condução do procedimento instaurado para apurar a conduta do servidor citado na ocorrência.

Ainda de acordo com a mãe, a notificação para comparecimento à comissão interna teria sido enviada por aplicativo de mensagens. Os advogados da família teriam informado, em reunião virtual com o setor jurídico da fundação, que a jovem não compareceria naquele momento.

 — Ela já prestou depoimento em sede policial. Já realizamos denúncia na prefeitura, iremos aguardar e resolveremos pela Justiça — afirma. 

A mãe afirma que não foi feito exame de corpo de delito porque não houve marcas físicas e que relatórios das terapias poderão ser anexados ao processo. Também critica supostas cobranças para que a filha volte ao serviço.

O caso segue sob investigação policial. Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito das acusações.
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			<title><![CDATA[Concurso da Prefeitura de Búzios, organizado pelo IBAM, oferece 190 vagas; inscrições vão até 12 de ]]></title>
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			<updated>2026-02-25T12:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para concurso público que oferece 190 vagas para cargos de nível médio e superior, todos voltados para a área da Educação. A banca organizadora do certame é o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM).

As inscrições podem ser realizadas até o dia 12 de março, exclusivamente pelo site www.ibam-concursos.org.br. O valor da inscrição é de R$ 120,00 para o cargo de nível médio e R$ 140,00 para os cargos de nível superior. Os vencimentos chegam a R$ 3.851,91, de acordo com o cargo pretendido.

Para o nível médio, o concurso contempla o cargo de Professor Docente I, com atuação na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Já para o nível superior, as vagas são destinadas aos cargos de Professor de Arte e Cultura, Professor de Ciências/Biologia, Professor de Educação Física, Professor de Geografia, Professor de História, Professor de Língua Inglesa, Professor de Língua Portuguesa, Professor de Matemática, Professor de Atendimento Educacional Especializado, Professor de Braille, Professor Inspetor Escolar, Professor de Libras, Professor Orientador Educacional e Professor Supervisor Escolar.

Todos os cargos terão provas compostas por 20 questões de Conhecimentos Específicos, 10 questões de Língua Portuguesa, 10 questões de Legislação Educacional e suas atualizações e uma prova dissertativa. As provas objetiva e dissertativa para os cargos de nível superior estão previstas para o dia 12 de abril de 2026, enquanto os candidatos aos cargos de nível médio realizarão as avaliações no dia 26 de abril de 2026.

Segundo Marcus Alonso, superintendente da Área de Organização e Gestão do IBAM, o concurso foi estruturado para atender às necessidades da rede municipal de ensino. “O IBAM atua para garantir processos seletivos transparentes e bem organizados, assegurando igualdade de condições aos candidatos e contribuindo para a qualificação do serviço público municipal”, afirma.

O concurso tem como objetivo reforçar o quadro de profissionais da rede municipal de ensino e contribuir para a melhoria da qualidade da educação pública no município. Todas as informações sobre requisitos, cronograma e etapas do certame estão disponíveis no edital, que deve ser consultado pelos candidatos no site do IBAM.

Detalhes do Concurso:

Total de vagas: 190

Ampla concorrência: 161

Pessoas com Deficiência (PcD): 11

Pessoas Negras ou Indígenas: 18

Vencimentos: até R$3.851,91

Inscrições:

Período: 02/02 a 12/03/26

Site: https://www.ibam-concursos.org.br

Valor de inscrição: R$ 120,00 (Nível Médio) / R$ 140,00 (Nível Superior)

Prova Objetiva e Dissertativa:

Nível Superior: 12/04/26

Nível Médio: 26/04/26

Requisitos Básicos:

Nacionalidade brasileira ou equivalente

Estar em dia com os direitos políticos, obrigações eleitorais e militares

Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da posse

Apresentar, quando se tratar de profissão regulamentada, no ato da posse, o competente registro de inscrição no respectivo órgão fiscalizador

Para os cargos de Professor II – Inspetor Escolar, Orientador Educacional e Supervisor Escolar, será exigida, no ato da posse, comprovação de experiência docente, por meio de Carteira de Trabalho, ato de investidura em cargo ou emprego público ou contrato de trabalho, acompanhados de declaração da instituição, devidamente assinada.

Sobre o IBAM

   O Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) é uma entidade sem fins lucrativos que atua no apoio técnico a municípios brasileiros, com reconhecida experiência na organização de concursos públicos e processos seletivos. A instituição desenvolve suas atividades com base em critérios técnicos, legais e de transparência, contribuindo para o fortalecimento da gestão pública municipal.
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			<title><![CDATA[IFRJ abre inscrições para professor substituto no Campus Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-02-24T16:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) está com inscrições abertas para contratação de professores substitutos para o Campus Arraial do Cabo, nas áreas de Computação, Letras e Educação Física.

A seleção será realizada por meio de processo seletivo simplificado, composto por análise de currículo e entrevista, com o objetivo de garantir a continuidade das atividades acadêmicas no campus.

As inscrições devem ser realizadas de 03 a 27 de fevereiro, exclusivamente pela internet, no site oficial do IFRJ. A taxa de inscrição é de R$ 80,00.

A atuação será em regime de 40 horas semanais, com remuneração definida conforme a titulação, variando entre R$ 4.326,60 e R$ 8.058,29.

Para concorrer às vagas, o candidato deve possuir formação compatível com a área, ser brasileiro nato ou naturalizado, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de 18 anos e, no caso dos candidatos do sexo masculino, estar regular com o serviço militar.

O edital completo está disponível no site do IFRJ: www.ifrj.edu.br

Campus Arraial do Cabo

Há 16 anos na Região dos Lagos, o IFRJ fica localizado em Arraial do Cabo, no bairro da Prainha. O Campus é reconhecido pelo ensino de qualidade e gratuito nos eixos de Tecnologia e Meio Ambiente, oferecendo uma educação verticalizada, do ensino técnico integrado ao ensino médio à pós-graduação. Para saber mais sobre o IFRJ e o Campus Arraial do Cabo, acesse nosso site.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio e Búzios se consolidam entre os destinos mais procurados para o Carnaval]]></title>
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			<updated>2026-02-17T13:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio e Búzios estão entre as cinco cidades mais procuradas do Brasil para este carnaval. É o que aponta o site Booking.com, que divulgou um levantamento interno focado em busca por hospedagens no período de 14 a 17 de fevereiro. Segundo a plataforma, as duas cidades da Região dos Lagos não apenas lideram a preferência no estado, como também batem de frente com destinos tradicionais do Nordeste.

No quesito “destino para feriado em grupo”, Cabo Frio é a segunda cidade mais buscada de todo o país, ficando atrás apenas da capital fluminense. Neste item, a pesquisa mostra que o município cabo-friense supera destinos como Porto de Galinhas (PE), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

No ranking nacional que avalia “destinos de praia, calor e festa”, a cidade ocupa o quinto lugar, perdendo para Rio de Janeiro, Porto de Galinhas (PE), Salvador (BA) e João Pessoa (PB), mas superando Maceió (AL) e Natal (RN). 

No mesmo levantamento, Búzios aparece como o terceiro destino brasileiro que mais desperta o interesse de turistas estrangeiros, superando São Paulo (SP) e o balneário de Bombinhas (SC). Neste item o município buziano perde apenas para Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC).
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			<title><![CDATA[Búzios supera Cabo Frio e lidera ranking de eficiência na geração de empregos em 2025]]></title>
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			<updated>2026-02-13T18:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao ano de 2025 aponta que o tamanho populacional de um município não é o único fator determinante para o dinamismo do mercado de trabalho na Região dos Lagos. No ranking de eficiência, Armação dos Búzios ocupa a primeira posição com um índice de 19,47. Na prática, o número revela que a cidade gerou quase 20 novos postos de trabalho para cada grupo de mil habitantes, após registrar 9.378 admissões e 8.550 desligamentos. O saldo de 828 vagas representa uma melhora em relação a 2024, quando o município fechou o ano com 746 postos positivos.Esse resultado foi antecipado pela Folha na edição impressa do último dia 06 de fevereiro.

O contraste entre volume absoluto e eficiência proporcional é evidenciado por Cabo Frio, a cidade mais populosa da região com 238.438 habitantes. Apesar de deter o maior saldo total do período (1.545 vagas em 2025), o município ocupa apenas a sexta posição no ranking de eficiência, com 6,48 vagas para cada mil moradores. Os números também mostram uma desaceleração no mercado de trabalho cabo-friense: em 2024, a cidade havia gerado um saldo de 2.221 vagas, volume significativamente superior ao registrado no balanço atual.

A queda no desempenho em Cabo Frio ocorre mesmo após o lançamento do programa "Emprego Já", em março de 2025. Criado pelo governo do prefeito Serginho Azevedo para intermediar currículos e vagas via sistema online, o projeto visava fortalecer o desenvolvimento econômico, mas não impediu o recuo no saldo anual de empregos.

– O Emprego Já! foi criado para estimular a geração de renda no município, oferecendo um canal de comunicação entre empresas e profissionais. Com essa iniciativa, os trabalhadores terão mais facilidade para encontrar vagas compatíveis com seus perfis e ainda poderão se qualificar gratuitamente com os cursos oferecidos em parceria com a Microsoft - destacou, na época do lançamento, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Dusi.

Caminho oposto seguiu Araruama, que registrou um crescimento expressivo ano passado. A cidade pulou de 965 vagas em 2024 para 1.368 em 2025, o que a posiciona como a terceira mais eficiente da região (9,92). Arraial do Cabo também apresentou evolução, subindo de 509 para 530 vagas positivas, mantendo a segunda colocação em eficiência com o índice de 16,15. Já Iguaba Grande apresentou a recuperação mais acentuada em termos de saldo: a cidade, que havia criado apenas 54 vagas em 2024, saltou para 229 em 2025, atingindo a quarta posição no ranking de eficiência (7,73) na geração de empregos em 2025.

Na parte inferior da tabela, Saquarema e São Pedro da Aldeia registraram retração no fôlego de contratações. Saquarema, que em 2024 teve um saldo de 1.163 vagas, caiu para 693 em 2025, ficando com índice de 7,27. São Pedro da Aldeia fechou a lista regional com 5,39 vagas por mil habitantes, após ver seu saldo anual recuar de 900 postos em 2024 para 596 no último balanço.

No detalhamento por setores, o segmento de serviços foi o principal motor de contratações em Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo no ano passado. No município cabo-friense a área admitiu 12.434 profissionais, mas também liderou as demissões com 11.197 desligamentos. Em Búzios, o cenário se repetiu com 6.883 entradas e 6.261 saídas no setor, enquanto em Arraial do Cabo, o setor registrou 1.901 admissões e 1.411 desligamentos. Em contrapartida, em Araruama, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande foi o comércio que mais movimentou o mercado. Araruama contratou 5.326 pessoas, enquanto São Pedro da Aldeia registrou 3.703 admissões e Iguaba Grande teve 749 entradas neste segmento.

Os dados de desligamentos também revelam desafios em setores específicos da região. Em Saquarema, o setor de indústria apresentou um saldo negativo, com 1.014 demissões frente a 985 contratações. Em São Pedro da Aldeia, o setor de construção também registrou mais saídas (703) do que entradas (681). No cenário geral, a agropecuária manteve os menores volumes de movimentação, com saldos próximos da estabilidade em municípios como Cabo Frio, que contratou 84 e demitiu 92, e Araruama, que admitiu 84 e desligou 87 profissionais do campo ao longo de 2025.
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			<title><![CDATA[Trânsito será alterado em Cabo Frio para o Carnaval 2026]]></title>
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			<updated>2026-02-13T13:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Com o objetivo de garantir segurança, fluidez no trânsito e melhor organização durante o Carnaval 2026, a Prefeitura de Cabo Frio definiu um esquema especial de fechamento viário, com alterações no tráfego em diversos pontos da cidade, especialmente na região da Praia do Forte. As mudanças começam a partir das 22h desta quinta-feira (12).

A orla da Praia do Forte ficará totalmente fechada à circulação de veículos no trecho da Rua Macário Pinto Lopes, do retorno antes da Praça do Guta até o retorno após a Duna Boa Vista, na Avenida Hilton Massa. A medida amplia o espaço destinado a pedestres, blocos carnavalescos e ações de ordenamento urbano.

Além da orla, diversas vias do entorno também terão interdições ao longo do período carnavalesco. Entre elas estão as ruas Átila do Vale, Aníbal Amador do Vale, Sergipe, João Pessoa, Saturno, John Kennedy, Urano, 13 de Novembro, Francisco Mendes, Jorge Lóssio, Nilo Peçanha, Antônio Feliciano de Almeida, Travessa do Luar, Waltemir Terra Cardoso, Manuel Francisco Valentim e Praia do Pontal.

As ruas de acesso à Praia do Forte serão bloqueadas para veículos, sendo permitida apenas a circulação de pedestres, moradores devidamente identificados e veículos oficiais. Nos demais pontos, o fechamento será parcial, com a instalação de barreiras e pontos de revista para controle de acesso e reforço da segurança.

No distrito de Tamoios, haverá atenção especial ao ordenamento viário, com medidas para melhorar o fluxo de veículos entre Tamoios e Barra de São João. Entre as ações está a utilização de grades na subida da ponte, instaladas nesta quarta-feira (11), para a organização do tráfego.

Em Tamoios, a Avenida Beira-Mar terá bloqueio no trecho entre a Rua Olga Coutinho e a Rua Marlin Azul. Também estarão interditados trechos das ruas São Sedália Santana Tardelli e Leocádia Rodrigues, até a Rua Manoel Martinho Leal. A Avenida Independência terá bloqueios temporários, de acordo com a necessidade operacional.

O esquema de fechamento e fiscalização será executado pelos agentes da Guarda Civil Municipal e pela equipe de Fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana. A Prefeitura orienta os motoristas a redobrarem a atenção, utilizarem rotas alternativas e, sempre que possível, optarem pelo transporte público ou por deslocamentos a pé, contribuindo para um Carnaval mais seguro e organizado para todos. Outros fechamentos poderão ocorrer ao longo dos dias festivos e serão divulgados nos canais oficiais da Prefeitura. Confira os mapas abaixo:

Praia do Forte: https://goo.gl/maps/baHhHZafhWbNimHM8?g_st=aw

Tamoios: https://www.waze.com/pt-BR/events/carnaval-2026-2-distrito-BR-2026-02-13
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			<title><![CDATA[Búzios deve receber 60 mil passageiros de cruzeiros no período de Carnaval]]></title>
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			<updated>2026-02-13T10:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Búzios deve receber 60.736 passageiros de cruzeiros até o fim de fevereiro. O volume marca o ápice da temporada de transatlânticos no município. O balneário é um dos principais destinos de uma frota de dez navios que percorrerá o litoral brasileiro durante o feriado de Carnaval. Segundo dados do Ministério do Turismo e da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), a preferência pelo estado do Rio de Janeiro coloca a Região dos Lagos em uma posição estratégica para captar uma parcela significativa dos 40 mil foliões que escolheram passar o período em alto-mar.

Em recente entrevista à Folha dos Lagos, o secretário de Turismo de Búzios, Tomas Weber, já havia antecipado essa tendência. Na ocasião ele afirmou que, ao todo, estão previstas 91 escalas de navios de cruzeiro ao longo da temporada deste ano, consolidando o balneário como um dos principais destinos de cruzeiros do país. 

– A estimativa é de aproximadamente 301.127 turistas desembarcando em Búzios via cruzeiros marítimos ao longo deste ano - afirmou Weber.

O impacto financeiro dessa dinâmica é um dos pilares da economia nesta alta temporada. Levantamentos setoriais indicam que o gasto médio por passageiro nas cidades de escala supera os R$ 900, valor que movimenta diretamente os setores de gastronomia, serviços e transportes. O governo buziano, no entanto, ainda trabalha no fechamento dos indicadores financeiros mais detalhados.

— O levantamento completo do impacto econômico ainda está em fase de consolidação. A Secretaria de Turismo trabalha em conjunto com a iniciativa privada para atualizar esses dados, considerando hospedagem, alimentação, comércio, passeios, serviços e geração de empregos temporários. Assim que finalizado, o estudo será divulgado oficialmente - explicou Tomas Weber.

Além do consumo imediato, empresas do setor afirmam que o modelo de negócio dos cruzeiros possui um efeito multiplicador relevante: para cada R$ 1 investido nas operações das embarcações, cerca de R$ 4,05 retornam para a economia nacional, favorecendo a geração de renda e a abertura de postos de trabalho temporários no comércio. Marco Ferraz, presidente-executivo da Clia Brasil, projeta um cenário de ganhos para os destinos que recebem os transatlânticos.

— A gente espera um feriado de carnaval bem interessante, com muita gente conhecendo o Brasil, e gerando bastante impacto econômico e bastante empregos. Um momento muito bacana de ver os brasileiros e os estrangeiros visitando o nosso país - afirmou o executivo.

Ele reforça ainda que o setor consegue atrair diferentes perfis de público durante a folia.

— Quem gosta de festa, é um prato cheio, tanto a bordo quanto em terra. E quem gosta de descansar, quer ter um momento de relaxamento, o navio também oferece isso - completou Marco Ferraz.

Das 20 escalas programadas para este mês em Búzios, 12 ainda serão realizadas, com operações divididas entre o Píer Central e o Porto Veleiro. O fluxo de visitantes é constante e as embarcações costumam permanecer ancoradas por um período médio de oito a dez horas, o que garante uma circulação rotativa de turistas de diversas nacionalidades pelas ruas da cidade.

A agenda de desembarques de carnaval começou a ganhar ritmo nesta quarta-feira (11), com a chegada do MSC Sinfonia. Na quinta-feira (12), o balneário recebeu o MSC Fantasia e o Silver Whisper, movimentando quase 7 mil pessoas simultaneamente. O ápice do período da folia de Momo terá o MSC Seaview como destaque no domingo (15), seguido por escalas de navios como o Artania e o Seven Seas Splendor, que completam o calendário até o dia 28 de fevereiro.
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			<title><![CDATA[Bloco Parókia encerra temporada de ensaios com Discarókia nesta sexta-feira (13)

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			<updated>2026-02-13T09:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Sexta-feira 13 é dia de sorte e muita alegria no Parókia. Na abertura oficial do Carnaval em Cabo Frio, o bloco que é Patrimônio Cultural Imaterial da cidade se junta ao também tradicional Bloco Discaralha para realizar o Discarókia, o último ensaio da temporada.

A união das duas agremiações, que já é conhecida e amada na cidade, promete levar muita folia à Rua Jorge Lóssio, na esquina com o Corpo de Bombeiros, a partir das 19h. A presidente do bloco Parókia, Fernanda Carriço, falou sobre o que podemos esperar do evento:

"Hoje começamos oficialmente o nosso Carnaval e estamos muito animados, cheios de amor e harmonia para a nossa família paroquiana. Esperamos todos para uma noite inesquecível. E desejo a todos um excelente Carnaval com muita paz, harmonia e amor", destaca.

A expectativa é de casa cheia, por isso, o presidente do Discaralha, Baby Tardelli, orienta: "Cheguem cedo porque vai estar bombando! Só não tragam cerveja em garrafa de vidro, porque o segurança não vai deixar entrar, hein? Esperamos todos vocês lá!", convida o representante do bloco, que completa 24 anos de história em 2026.

O Discarókia fecha a temporada de ensaios do Parókia para o Carnaval de 2026. Após o evento, será a hora de curtir o desfile oficial, marcado para o próximo domingo (15), a partir das 17h, e na terça-feira de Carnaval (17), acontece o famoso "Concentra, Mas Não Sai", também a partir das 17h. A concentração é sempre na Rua Jorge Lóssio, nº 297, na esquina com o Corpo de Bombeiros.

Neste ano, os eventos da agremiação mais antiga e amada de Cabo Frio contam com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através do Edital Folia RJ 2026 Nº 10/2025 — Bloco Nas Ruas RJ 2026.

Confira os detalhes da programação:

13/02 (sexta-feira), a partir das 19h: Mega ensaio “Discarókia”
15/02 (Domingo de Carnaval), a partir das 17h: Desfile Oficial
17/02 (terça-feira de Carnaval), a partir das 17h: Concentra, Mas Não Sai
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			<title><![CDATA[Tamoios terá cinco dias de shows com grandes nomes do samba e pagode]]></title>
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			<updated>2026-02-11T11:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio confirmou os detalhes da festa de Momo em Tamoios. Segundo o governo municipal, o segundo distrito contará com uma estrutura de palco montada na Praia de Unamar, na altura do posto de salvamento. 

A programação musical começa nesta sexta-feira (13) com o grupo Karametade, e segue no sábado (14) com o cantor Robinho. No domingo (15), o palco recebe Leandro Sapucahy, enquanto na segunda-feira (16) a animação fica por conta do Grupo Arruda. O encerramento da folia no distrito será na terça-feira (17) com a dupla Júnior e Gustavo. Todas as apresentações estão marcadas para começar às 22h, mas a agitação começa mais cedo com a presença de DJs convidados.

Além dos shows noturnos, o Carnaval em Tamoios terá opções para diferentes públicos durante o dia. Os blocos de rua vão desfilar em dois pontos: no Circuito da Folia, também em Unamar, com concentração às 16h e saída às 18h, e na área do Polo Gastronômico, a partir das 16h. 

Para o público infantil, a Arena Kids funcionará na praça atrás do Shopping Unapark, oferecendo atividades recreativas e atrações musicais específicas para as crianças. Para quem busca os tradicionais blocos de arrastão em outros pontos de Cabo Frio, a lista completa com horários e locais de concentração está AQUI.
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			<title><![CDATA[Shopping Park Lagos se prepara para o Park Folia 2026]]></title>
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			<updated>2026-02-09T11:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, se prepara para celebrar o Carnaval 2026! O Park Folia, evento que já entrou para o calendário dos cabo-frienses, acontecerá nos dias 16 e 17 de fevereiro, das 18h às 20h, na área de alimentação externa. Uma festa para toda a família, que tem o objetivo de fortalecer ainda mais a conexão com a comunidade!

Música, dança, recreação, oficinas infantis, brinquedos e cortejo carnavalesco pelos corredores do shopping fazem parte da programação. Uma ótima opção para quem busca diversão com segurança, conforto e conveniência.

Então separe a fantasia, reúna a garotada e se prepare para a folia! O evento é gratuito. Acompanhe mais informações e dicas no site: http://shoppingparklagos.com.br, no Instagram: @parklagos e no aplicativo Park Lagos (disponível para IOS e Android).

O Shopping Park Lagos fica na Avenida Henrique Terra, número 1.700, Bairro Palmeiras – Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Ministério Público cobra a desocupação e recuperação da Praia Brava, em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-02-04T17:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) voltou a cobrar, nesta quarta-feira (4), o cumprimento imediato de decisões judiciais que determinam a desocupação de restaurantes e pousadas, a demolição de quiosques e a recuperação ambiental da Praia Brava, em Armação dos Búzios. Em manifestação apresentada no cumprimento provisório de sentença de uma ação civil pública ajuizada ainda em 2006, o MPF aponta desrespeito às ordens judiciais e pede a aplicação imediata das multas diárias já fixadas, inclusive contra agentes públicos responsáveis pela fiscalização da área.

De acordo com o órgão, apesar de decisões definitivas e reiteradas do Judiciário (inclusive do Tribunal Regional Federal da 2ª Região / TRF2), a praia continua sendo ocupada de forma irregular, especialmente nesta temporada de verão. Segundo o MPF, estruturas de grande porte, como palcos, tendas fixas, mesas, cadeiras e sofás, estariam sendo instaladas tanto na faixa de areia quanto em área de preservação permanente e em terrenos de marinha, que são bens pertencentes à União.

– Causa perplexidade que, mesmo após quase duas décadas de tramitação do processo e decisões claras determinando demolições, desocupações e a proibição de novas construções, o cenário seja de agravamento da degradação ambiental e de privatização indevida da praia - afirmou o procurador da República Leandro Mitidieri.

A ação civil pública trata de construções irregulares erguidas na Praia Brava sem autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e sem licenças ambientais. A sentença condenou particulares e o município de Armação dos Búzios a promoverem a demolição das estruturas dos quiosques, pousadas e restaurantes, a retirada dos entulhos, a abstenção de novas edificações e atividades comerciais na faixa de areia, além do pagamento de indenizações por danos ambientais. Também foi fixada multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Em 2021, o TRF2 manteve integralmente a sentença, reconhecendo que as praias e áreas de restinga são bens públicos de uso comum do povo e áreas de preservação permanente, não sendo admitida a aplicação da teoria do fato consumado em matéria ambiental. Mais recentemente, em novembro de 2025, o Tribunal reforçou que não há qualquer impedimento processual para o cumprimento imediato da sentença e das medidas impostas.

Ainda assim, segundo o MPF, os responsáveis seguem protelando o cumprimento das decisões, aproveitando-se da alta temporada para ampliar a exploração econômica irregular da área.

Na manifestação, o MPF destaca que a Praia Brava é bem público da União, de uso comum do povo, e que a sua ocupação irregular fere o direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. O órgão também aponta omissão do poder público municipal no exercício do dever de fiscalização, o que contribui para a continuidade dos danos ambientais.

– Não se trata apenas de descumprimento de uma ordem judicial, mas de uma afronta direta ao interesse público e ao direito da coletividade de acessar livremente uma praia que é bem público da União, de uso comum do povo -, ressaltou o procurador. Segundo ele, “a devolução da Praia Brava à sociedade e a recuperação do meio ambiente degradado são medidas inadiáveis”.

Diante do quadro, o MPF requer a aplicação imediata das multas diárias já estabelecidas, especialmente contra os agentes públicos responsáveis, como forma de assegurar a efetividade das decisões judiciais e impedir novos danos. O objetivo, segundo o órgão, é pôr fim à ocupação ilegal, garantir a recuperação ambiental da área e assegurar que a Praia Brava volte a cumprir sua função social como bem de uso comum do povo.
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			<title><![CDATA[Proposta de hidrovia na Lagoa de Araruama preocupa pescadores e comunidades tradicionais]]></title>
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			<updated>2026-02-04T11:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Uma proposta em discussão entre órgãos públicos pode mudar a forma de deslocamento de pessoas e embarcações entre municípios da Região dos Lagos: a implantação de uma hidrovia na Lagoa de Araruama, voltada ao transporte aquaviário. Embora o projeto ainda esteja em fase inicial, e sem estudos técnicos concluídos, a iniciativa já mobiliza diferentes grupos, que temem impactos sobre a lagoa e a pesca artesanal.

O assunto da hidrovia começou a ganhar força em outubro do ano passado. Na ocasião, técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estiveram em Iguaba Grande para realizar uma vistoria na orla. O objetivo seria avaliar pontos estratégicos que poderão integrar o traçado da hidrovia, que busca interligar os municípios da Região dos Lagos por meio do transporte aquaviário realizado na Lagoa de Araruama. 

Em novembro, representantes do órgão retornaram à cidade para uma reunião no gabinete do prefeito Fabinho. De acordo com informações divulgadas pelo governo iguabense, desta vez o DNIT teria apresentado o andamento de um estudo que analisa a viabilidade operacional, ambiental e logística da proposta. O objetivo, segundo a Prefeitura, seria definir os locais mais adequados para os pontos de embarque e desembarque de passageiros. Neste encontro, o prefeito de Iguaba sugeriu a criação de um ramal próximo ao aeroporto de Cabo Frio, com o objetivo de ampliar o potencial logístico da região. Também participaram da reunião representantes da Prefeitura de Arraial do Cabo, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia.

Esta semana, em conversa com a Folha, no entanto, o coordenador de Engenharia Aquaviária da Superintendência Regional do DNIT no Rio de Janeiro, Mauro Medeiros, negou a versão divulgada pelo governo iguabense, e garantiu que o estudo de viabilidade da hidrovia ainda não começou a ser feito. 

– Os estudos não foram iniciados porque ainda não há Acordo de Cooperação vigente, considerando que este encontra-se em tratativas entre o DNIT e o Consórcio Intermunicipal Lagos São João - afirmou.

Mauro também explicou que os dois órgãos ainda estão trabalhando em um cronograma final que vai estabelecer as etapas necessárias para a elaboração dos estudos técnicos. Nesse documento, segundo ele, estão previstas as análises operacionais, ambientais e logísticas, que deverão ser realizadas no âmbito do Acordo de Cooperação.

Sobre as rotas da futura hidrovia, assim como possíveis ramificações, o coordenador do DNIT disse que nada disso foi definido ainda. De acordo com ele, essas questões só vão ser tratadas durante o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O mesmo vale para os critérios técnicos que vão orientar a escolha dos pontos de embarque e desembarque, que serão estabelecidos tanto no EVTEA quanto no projeto executivo das futuras instalações portuárias.

Questionado pela Folha sobre possíveis restrições hidrológicas ou limitações à navegação na Lagoa de Araruama, Mauro reforçou que não há, até o momento, nenhum estudo técnico em desenvolvimento. Ele informou, no entanto, que estudos batimétricos deverão ser complementados ao longo da execução do Acordo de Cooperação.

Secretária executiva do Consórcio Lagos São João, Adriana Saad também conversou com o jornal sobre o assunto, e disse que o Acordo de Cooperação com o DNIT não envolve repasse de recursos financeiros, e tem como único objetivo permitir a elaboração de um estudo de viabilidade técnica e econômica “sobre a possibilidade de se fazer uma hidrovia na Lagoa”. 

Segundo ela, não existe, até o momento, nenhum projeto de hidrovia, e sim uma proposta de elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

– Este estudo pode dizer que não há viabilidade (de implantar a hidrovia), e, se houver, aí sim, será elaborado um projeto, que passará por todos os trâmites de aprovação, inclusive audiências públicas.

Mas, por enquanto, não existe nenhum projeto, nem uma data definida para oficialização do Acordo de Cooperação entre o DNIT e o Consórcio - explicou. Segundo Adriana, o documento ainda está tramitando na procuradoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, mas a previsão é que o estudo de viabilidade seja iniciado no primeiro semestre deste ano.

Embora ainda não haja um estudo de viabilidade com foco na hidrovia, a secretária executiva do Consórcio revelou que existem levantamentos anteriores realizados na Lagoa de Araruama (como o Projeto Aqua, e outros, conduzidos pela Universidade Federal Fluminense / UFF e pela Coppe/UFRJ). No entanto, segundo ela, todos esses materiais precisarão ser atualizados para subsidiar o EVTEA, e não existe nada que comprove, neste momento, a viabilidade dessa hidrovia.

– Todos os aspectos técnicos serão abordados de forma integrada para não haver nenhum prejuízo socioambiental para a lagoa. E, se houver, com certeza o projeto não será aprovado - garantiu.

Mesmo sem nenhuma definição sobre a implantação da hidrovia, pescadores artesanais e representantes de coletivos ambientais têm manifestado preocupação com os possíveis impactos na Lagoa de Araruama. 

Estudo de viabilidade será feito em diálogo com segmentos ligados à lagoa

Durante a “Roda de Saberes” realizada pelo Coletivo Gecay no último dia 17, no Museu do Sal de São Pedro da Aldeia, o assunto foi um dos temas abordados.

– Ao mencionarem os desafios atuais da pesca artesanal, os pescadores mostraram preocupação com a possível construção dessa hidrovia ligando os municípios ao redor da Lagoa de Araruama. Grande parte do público presente (composto por sociedade civil, salineiros, pescadores e educadores patrimoniais) foi surpreendido de maneira negativa pela informação, havendo questionamentos quanto aos possíveis impactos da proposta – contou Vanessa Dias, membro do Coletivo Gecay.

À Folha, ela opinou que “a proposta ameaça diretamente não apenas a vida marinha, mas também os saberes, práticas e modos de vida das comunidades tradicionais e dos moradores do entorno da Lagoa de Araruama”. 

– A pesca artesanal é uma herança viva dos povos originários e, embora tenha resistido ao longo do tempo, hoje corre sério risco de desaparecer, assim como a atividade salineira. Essas duas culturas foram, durante décadas, as principais atividades econômicas e simbólicas do território. A pesca artesanal na lagoa constitui um patrimônio imaterial de nossa gente, que não apenas gera renda e movimenta a economia criativa local, mas também alimenta muitas famílias. Atualmente, assistimos à destruição das últimas memórias das salinas, substituídas por empreendimentos imobiliários às margens da lagoa. Em nome de um suposto “desenvolvimento”, nossa cultura e nosso território seguem sob ameaça constante, exigindo atenção, mobilização e defesa permanente por parte da sociedade - pontuou.

Presidente da Associação de Pescadores da Baleia, em São Pedro, Paulo César Pinheiro contou que chegou a participar da primeira reunião com o DNIT sobre a hidrovia. E, embora esteja acompanhando a situação, revelou que há preocupação com relação aos possíveis impactos na pesca.

– Hoje, a lagoa está repleta de passeios: em Iguaba tem, em São Pedro tem, então temos que ver como tudo isso vai impactar a pesca. Por exemplo, nós temos problema na pesca lá em Araruama por causa do ferry boat, que tomou uma via muito grande, de 300 metros. Levamos até uma proposta de 50 metros, e só por dentro dos canais. Então,a gente tem essa preocupação – revelou.

“Nossa maior preocupação é afugentarem os cardumes”, diz Chico Pescador

Coordenador da Câmara Técnica de Pesca e Aquicultura (CT Pesca) do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, Chico Pescador contou ao jornal que, durante uma reunião entre as lideranças das organizações de pesca, algumas questões foram levantadas, entre elas o tamanho das embarcações e rotas de barulho para peixe migratório. 

– Nossa maior preocupação é (os barcos) afugentarem os cardumes, especialmente no período de migração. No Boqueirão, por exemplo, o espaço é muito estreito, com cerca de 40 ganchos de pesca, além das pescas fixas tradicionais, que são herdadas dos povos originários. Também nos preocupa o tipo de motor das embarcações, já que hoje existem alternativas, como motores elétricos, que reduzem o ruído. A ideia é avaliar a possibilidade de embarcações adaptadas às condições da lagoa, para não prejudicar principalmente a pesca tradicional, que é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. Ao longo das reuniões e de uma visita técnica em todo o percurso da lagoa, de Cabo Frio a Araruama, fomos indicando pontos de melhor acesso e locais que não impactem os pescadores, sempre levando em conta nossa realidade econômica, cultural e tradicional. Todas essas preocupações foram encaminhadas oficialmente para compor o termo de referência dos estudos do EVTEA – afirmou Chico Pescador.

Embora o projeto da hidrovia esteja em fase embrionária, Chico lembrou que a Lagoa de Araruama já vive uma desordem grande “com lanchas, jet skis e passeios acontecendo sem regras claras, e isso já prejudica a pesca artesanal”. Por isso, ele defende que haja mais estudos para definição clara de áreas para pesca, transporte, turismo e lazer.

– O que a gente quer é a criação de um canal balizado dentro da lagoa, que permita ordenar as atividades e gerar mobilidade entre os municípios. Imagine, por exemplo, uma pessoa que mora em Araruama e trabalha em Cabo Frio: em vez de pegar toda a rodovia, ela poderia se deslocar pela lagoa, reduzindo o fluxo nas pistas. Esse canal preferencial poderia passar por áreas mais fundas, que a gente defende inclusive como áreas de refúgio biológico, onde o peixe possa se abrigar, crescer e depois seguir para as áreas rasas, onde ocorre a pesca. A nossa avaliação é que isso pode ajudar a organizar as atividades náuticas na lagoa, com hidrovias bem sinalizadas e um projeto de educação para quem navega, respeitando as atividades tradicionais que existem ali. Só em São Pedro da Aldeia, a pesca artesanal retira entre 200 e 300 toneladas de pescado por ano, somando pesca de cerco, de malha e de gancho, o que representa uma economia muito importante e uma tradição histórica. A gente entende que tudo que é novo gera medo, e isso é natural, mas é preciso vencer esse receio inicial para que o estudo seja feito. Isso não significa que a hidrovia vá ser implantada. É o estudo que vai dizer, com a participação dos usuários da Lagoa de Araruama, o que é ou não viável. Hoje, o que existe é uma articulação importante do Consórcio, com o prefeito de Iguaba Grande, Fabinho, dialogando com o DNIT. Acredito que, se for bem planejada e discutida com a comunidade, essa proposta pode trazer benefícios para todos os lados – afirmou Chico.

Representantes do Consórcio e do DNIT afirmam que o processo de elaboração do EVTEA busca envolver os diferentes segmentos ligados à lagoa. A secretária executiva do Consórcio, Adriana Saad, disse que o projeto está sendo desenvolvido em conjunto com o Comitê de Bacia, por meio da Câmara Técnica de Pesca, onde todas as associações e colônias de pescadores ligadas à Lagoa de Araruama participam. Informou também que a própria proposta de realizar o EVTEA partiu dessa instância. Ela ressaltou, ainda, que o estudo de viabilidade terá consultas com todos os envolvidos, e pode, inclusive, apontar que a hidrovia não é viável, caso os impactos sociais e ambientais assim indiquem. 

Pelo DNIT, Mauro Medeiros também garantiu que todas as partes serão ouvidas, e que “a estratégia para evitar conflitos passa pelo diálogo e pela escuta das demandas da população e das atividades econômicas envolvidas”.
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			<title><![CDATA[Histórico de incêndios em carrinhos ambulantes acende alerta sobre fiscalização em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-01-29T12:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Um incêndio em um carrinho de churrasco, registrado na manhã da última terça-feira (27), na Praia do Forte, em Cabo Frio, voltou a mobilizar o Corpo de Bombeiros e reacendeu o debate sobre o uso de botijões de gás e a segurança dos equipamentos utilizados por ambulantes. De acordo com as informações apuradas, o carrinho havia passado por vistoria recente e recebido autorização para atuar na orla. No entanto, após a liberação da Prefeitura, o proprietário teria feito alterações no compartimento de armazenamento do botijão. O espaço, que deveria ser ventilado, estava completamente vedado (condição que, segundo especialistas, pode ter provocado o incêndio).

Após o incidente, a Defesa Civil confirmou ter detectado alterações no carrinho que foram feitas depois do recadastramento municipal. Na vistoria foram encontradas marcas de carbonização concentradas no compartimento onde o botijão de gás é armazenado. 

Embora o fogo tenha sido controlado sem deixar feridos, o episódio é apenas mais um entre várias ocorrências similares registradas na cidade desde 2018. Em fevereiro daquele ano um carrinho de pizza pegou fogo na Praia do Peró. Nos anos seguintes, a Praia do Forte também foi palco de sustos: em fevereiro de 2022, um carrinho de milho explodiu na areia, sendo levado para o mar pelos próprios banhistas. Dois meses depois outro incêndio atingiu um carrinho de pizza no mesmo local. Em janeiro de 2024, um curto-circuito destruiu um equipamento de churros e batata em uma praça próxima à praia.

A frequência de casos aumentou em 2025, com quatro registros em diferentes pontos. Em janeiro, na Praia das Dunas, um ambulante empurrou um carrinho de milho em chamas para a água. Em abril e outubro, novos incêndios em carrinhos de milho causaram pânico na Praia do Peró. O último caso do ano passado ocorreu em dezembro, na Praia do Forte, envolvendo um carrinho de pizza, o que motivou a Defesa Civil a anunciar blitz de fiscalização.

Diante do novo ocorrido desta semana, a Secretaria Adjunta de Licenciamento e Fiscalização informou que abrirá um processo administrativo para apurar as responsabilidades pelas modificações estruturais realizadas no equipamento.
 
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			<title><![CDATA[Estudantes de Arraial do Cabo participam de competição online de jogos educativos durante as férias ]]></title>
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			<updated>2026-01-28T13:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Durante o recesso escolar, estudantes da rede pública de Arraial do Cabo seguem conectados ao aprendizado por meio da tecnologia. Entre os dias 28 de janeiro e 1 de fevereiro, acontece o “Férias Tech Verão – Arraial do Cabo”, competição online realizada dentro da plataforma educacional Caixa de Soluções Educacionais (CASE), uma solução inovadora de jogos aplicados à educação desenvolvida pela empresa GF CORP, com o apoio da Universidade Federal Fluminense, que convida alunos do Ensino Fundamental I e II a participarem de desafios digitais que combinam diversão, lógica e desenvolvimento cognitivo.

Para Bernardo Alcantara, Secretário de Educação em Arraial do Cabo, a atividade representa uma modernização do ensino local, transformando o período de recesso em uma oportunidade dinâmica de aprendizado engajando estudantes de maneira lúdica:

“É mais uma implementação pedagógica inovadora em nosso município, mais uma vez aliando Tecnologia e Educação para trazer essa interatividade aos alunos e, de uma forma leve, ensino até durante as férias”, pontuou Alcantara. 

A proposta é transformar o período de férias em uma experiência leve e engajadora, utilizando jogos digitais como ferramenta de estímulo ao raciocínio, à concentração e à autonomia dos estudantes. A competição acontece totalmente online e premia os maiores pontuadores de cada ano escolar, dentro do jogo correspondente ao seu ciclo, com um fone de ouvido bluetooth com powerbank, incentivando a participação contínua e o desempenho individual.

No Ensino Fundamental I, os alunos participam do desafio no jogo “BooMELrang”. Nele, o jogador controla um urso faminto que tenta recuperar potes de mel levados por uma revoada de abelhas, utilizando um bumerangue para acertar os alvos. A dinâmica estimula coordenação motora, tempo de resposta, atenção e planejamento de ações. Já os estudantes do Ensino Fundamental II disputam no jogo “Ursinho a Jato”, em que o personagem principal precisa escapar da perseguição de um avião usando uma mochila a jato. O desafio exige reflexos rápidos, leitura de cenário, tomada de decisão e estratégia para avançar nas fases e alcançar pontuações mais altas.

Para Márcio Filho, diretor executivo da GF CORP, iniciativas como o Férias Tech ampliam o vínculo dos estudantes com o aprendizado mesmo fora do calendário letivo. Segundo ele, quando o jogo é bem estruturado, ele deixa de ser apenas entretenimento e passa a estimular competências importantes para a formação dos alunos. Ele explica que os desafios trabalham foco, raciocínio lógico, persistência e capacidade de resolver problemas, além de incentivar o aluno a administrar erros e acertos de forma positiva.

A competição também reforça a lógica da gamificação como aliada da educação, ao criar metas claras, desafios progressivos e recompensas que mantêm o interesse dos estudantes ao longo da semana. A ação integra a estratégia do município de Arraial do Cabo de ampliar o uso de tecnologias educacionais como complemento ao processo pedagógico, fortalecendo a relação dos estudantes com o conhecimento de forma acessível, dinâmica e conectada ao universo digital.

Sobre a GF CORP 

Uma das pioneiras do setor de jogos brasileiro, a GF CORP atua há mais de 18 anos na criação de soluções gamificadas. Em 2016 desenvolveu a Caixa de Soluções Educacionais (CASE), plataforma de jogos aplicados à educação que leva experiências gamificadas aos estudantes de escolas públicas,  colocando a tecnologia e a ludicidade a serviço da educação, com foco na melhoria do desempenho e do engajamento dos estudantes. 

A CASE é uma plataforma de jogos que adota um sistema de microaprendizagem, baseado em experiências curtas, modulares e adaptativas, que já alcançou milhares de jovens e adultos em todo o país. São mais de três milhões de partidas jogadas e 100 mil usuários cadastrados, consolidando a plataforma como uma das principais referências em jogos aplicados à educação.
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			<title><![CDATA[Filhotes de tubarão aparecem em Cabo Frio e biólogo descarta risco a banhistas]]></title>
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			<updated>2026-01-27T12:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O registro de filhotes de tubarão, esta semana, em Cabo Frio, chamou a atenção de moradores e levantou dúvidas sobre riscos à banhistas. Da espécie cação (ou tubarão rabo seco), o primeiro animal chegou a ser capturado no Canal Palmer, próximo à Praia do Siqueira, e logo foi devolvido à água. No dia seguinte, outro foi visto no Canal do Itajuru, próximo à ponte Feliciano Sodré. À Folha, o biólogo Eduardo Pimenta disse que o mesmo filhote pode ter sido avistado duas vezes. Mas ele não descarta a possibilidade de que existam outros filhotes já que, segundo explicou, a presença de tubarões é um fenômeno natural desta época do ano na costa da Região dos Lagos.

–  Determinar a idade, realmente, eu não vou nem arriscar, mas é um exemplar muito jovem. E esses exemplares de cação, ou tubarões, como também são chamados, se afastam da costa no inverno, e se aproximam muito nessa época de primavera e verão. E eles se aproximam (as matrizes, os parentais) para se reproduzirem. Com certeza, as matrizes se reproduziram aqui próximo à costa porque ele é um exemplar juvenil, e se aproximou ainda mais porque ficou muito mais seguro, e adentrou o canal do Itajuru. Então é possível que existam outros, sim - explicou Pimenta.

Embora afirme que existe a possibilidade de que tubarões adultos estejam rondando a costa de Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo neste período reprodutivo, o biólogo, tranquilizou com relação aos riscos de ataques na orla da Praia do Forte, ou mesmo no Canal do Itajuru e Lagoa de Araruama.

– Os tubarões são muito estigmatizados pelo filme Tubarão, assim como aranhas, cobras… Pinguim, tartaruga, golfinho, baleia, todo mundo ama. Mas os tubarões, ou cações, de uma maneira geral, têm uma carne muito apreciada pela culinária a nível mundial. Na verdade eles são mais ameaçados do que ameaçam a humanidade. Eu digo que o maior risco, neste caso, seria na hora de tirar o anzol dele: ele tem dentes muito afiados e pode morder, mordiscar um dedo, uma mão, mas pelo tamanho dele não é uma mordida fatal - afirmou, lembrando que não existem registros de ataques de tubarões significativos aqui na nossa região.

O caso mais recente foi em 1997, em Búzios. A vítima do ataque foi o empresário João Pedro Portinari Leão, sobrinho-neto do pintor Cândido Portinari (1903-1962). Autor do livro “A Isca”, ele conta na publicação que praticava windsurf (a cinco quilômetros da Praia de Manguinho) quando foi atacado por um tubarão branco. Segundo relatos, o animal abocanhou a perna esquerda de João, e submergiu carregando o rapaz ao fundo do mar. O windsurfista conseguiu se soltar, retornando à superfície. Mesmo com a perna ferida, ele conseguiu velejar de volta à terra firme e ser socorrido.

Para Eduardo Pimenta, o fato da água oceânica e lagunar ser rica em alimentos e microrganismos pode explicar o surgimento de filhotes de cação do Canal do Itajuru.

– Essa região de Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo sempre foi uma região de muita ocorrência dos tubarões, dos cações. Por ser um exemplar jovem ainda, juvenil, ele se aproxima cada vez mais da costa para poder se proteger, e nessa maré enchente ele acabou adentrando a lagoa. Tem sido mais comum a ocorrência de espécies oceânicas dentro da Lagoa de Araruama, e isso é muito positivo. Mostra que a Lagoa de Araruama, através da abertura dos canais e da dragagem do Canal do Itajuru, tem renovado suas águas. Isso é muito bom para as condições de balneabilidade, e para a entrada de larvas, pós-larvas, juvenis e peixe na Lagoa de Araruama, aquecendo a cadeia produtiva pesqueira de dentro da lagoa - explicou.

Pimenta alerta, no entanto, que ao avistar um filhote de tubarão na orla lagunar, o procedimento padrão é que ele seja devolvido imediatamente ao corpo hídrico.

– Qualquer ação de transportar para outro local requer um procedimento muito mais complexo. Então, o melhor é pegar e soltar logo imediatamente o corpo hídrico - contou.
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			<title><![CDATA[Cabo-friense se torna vereadora na Suécia e leva identidade negra à política europeia]]></title>
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			<updated>2026-01-26T15:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[De Cabo Frio para a política europeia. Nascida e criada entre os bairros Jacaré e Ogiva, Ana Paula Stalbalk levou para fora do Brasil a história, a identidade e o sentimento de pertencimento construídos na cidade onde nasceu. Hoje, a mulher negra e imigrante ocupa um cargo eletivo no sul da Suécia, um espaço ainda pouco acessível para estrangeiras e para mulheres negras na política europeia.
 
Formada em Desenvolvimento Empresarial (na Suécia), coach (na Noruega) e Master Terapeuta, Ana Paula contou à Folha que construiu sua trajetória longe do país após deixar o Brasil em 1990, mas sem romper com suas origens.
 
– Venho da escassez, da terra de chão da comunidade, de um lugar onde nada era fácil e tudo exigia esforço. Fui criada por uma mãe solo, humilde e generosa, que mesmo diante das dificuldades nunca deixou faltar amor, dignidade e palavra firme. Foi ela quem, desde cedo, me dizia que eu era diferente. Naquele tempo, eu ainda não compreendia totalmente o peso dessas palavras, mas elas foram ficando, criando raiz. Cresci aprendendo a sonhar acordada, mesmo quando a realidade parecia estreita. Aprendi a imaginar futuros possíveis antes mesmo de saber se eles seriam alcançáveis. Hoje, olhando para minha trajetória, reconheço o resultado daquelas palavras lançadas com fé e coragem por uma mulher que acreditou em mim antes de qualquer outra pessoa. Minha história não nasce do privilégio, mas da resistência silenciosa, do trabalho constante e da esperança cultivada no cotidiano. Trago comigo a memória da escassez não como limite, mas como força. É dela que vem minha sensibilidade, meu senso de justiça e meu compromisso com caminhos que ampliem possibilidades para outras pessoas que, como eu, aprenderam a sonhar mesmo quando tudo dizia o contrário - contou Ana Paula em entrevista à Folha.
 
Na conversa ela também abordou temas como identidade, imigração, participação feminina na política e os contrastes entre os sistemas políticos sueco e brasileiro, além de revisitar memórias pessoais que ajudam a explicar como uma mulher cabo-friense, e negra, chegou a um parlamento europeu.
 
Folha - Como (e quando) você foi pra Suécia?
Ana Paula - Mudei-me para a Suécia em 6 de dezembro de 1990. Minha chegada foi em uma pequena cidade chamada Kalmar, localizada no leste do país. Foi ali que iniciei minha adaptação, aprendi a conviver com uma nova cultura e construí, passo a passo, minha trajetória fora do Brasil.
Atualmente, vivo no sul da Suécia, onde sigo minha atuação e engajamento político. A experiência de ter vivido em diferentes regiões do país ampliou meu olhar sobre as realidades locais e fortaleceu meu compromisso com o diálogo, a integração e o trabalho comunitário no âmbito municipal.
 
Folha - Como e quando a política entrou na sua vida?
Ana Paula - Meu ingresso na política aconteceu muito cedo. Aos 10 anos de idade, ainda no Brasil, em pleno período do regime militar, participei de forma inocente e discreta da distribuição de materiais políticos. Naquele momento, eu não tinha a real dimensão do risco envolvido. Só fui compreender o “perigo” e o peso daquele contexto histórico já adulta, quando vivia na Suécia e podia olhar para o passado com mais consciência e distância. No final da década de 1980 atuei diretamente em campanhas políticas no Brasil. Trabalhei nas campanhas do Dr. Ivo Saldanha (no período de 1988 a 1989), experiência que marcou minha compreensão prática sobre organização política, mobilização e trabalho de base. Após minha mudança para a Suécia, houve um período de afastamento da política institucional. Retornei em 1993, quando fui convidada a organizar um grupo de dança para jovens que haviam acabado de concluir o ensino médio. Esse grupo passou a acompanhar um candidato a primeiro-ministro durante a campanha eleitoral, que acabou vencendo a eleição. Essa vivência reacendeu meu envolvimento político, agora em um novo contexto cultural e institucional. Desde então, minha relação com a política tem sido construída de forma consciente, responsável e conectada ao território onde vivo, sempre entendendo a política como um espaço de serviço, participação e compromisso com o coletivo.
 
Folha - De que forma sua identidade moldou sua visão de mundo e seu engajamento político?
Ana Paula - Minha identidade não se resume à cor da minha pele. Independentemente de ser negra ou parda, minha visão de mundo foi moldada, sobretudo, pela experiência de ser mulher no mundo. Ser mulher é viver a realidade com sensibilidade aguçada, atravessar desafios estruturais e compreender, na prática, as desigualdades que impactam o cotidiano das pessoas. Essa vivência me ensinou a olhar além das aparências, a reconhecer injustiças naturalizadas e a valorizar políticas que considerem a vida real, especialmente a de mulheres que sustentam famílias, comunidades e histórias muitas vezes invisibilizadas. Ser cabo-friense completou essa formação. Foi no território, na convivência com as contradições sociais da cidade, que compreendi que política não é apenas teoria ou discurso, mas presença, escuta e responsabilidade com quem vive as consequências das decisões públicas. Cabo Frio me ensinou que o engajamento político nasce do compromisso com o coletivo e do respeito à história local. Minha identidade moldou um engajamento político fundamentado na experiência, no cuidado e na responsabilidade social. Não se trata de rótulos, mas de consciência. Meu compromisso é com uma política mais humana, inclusiva e conectada com a realidade das pessoas.
 
Folha - Quais são os principais temas que você defende hoje como vereadora na Suécia?
Ana Paula - Empoderamento, engajamento e combate contra a mulher/ violência feminina

Folha - Quais são os maiores desafios da política municipal onde você atua?
Ana Paula - Sem dúvida, a integração social e cultural. Viver na Suécia me permitiu compreender que a convivência entre diferentes culturas exige mais do que políticas públicas — exige disposição individual para o encontro. Há grupos que, por medo, insegurança ou apego às próprias referências, acabam se isolando. Mantêm apenas a língua natal, os próprios círculos e hábitos, criando barreiras invisíveis. Muitas vezes, esse isolamento é interpretado como rejeição por parte da sociedade sueca, quando, na realidade, não corresponde à verdade. A sociedade sueca, em sua essência, é amável, gentil e respeitosa. Existe abertura, mas ela se manifesta de forma diferente de culturas mais expansivas. A integração não acontece automaticamente: ela pede iniciativa, aprendizado da língua, presença e interesse genuíno em compreender os códigos sociais do país. O desafio político, portanto, é criar pontes — mas também estimular a responsabilidade individual. Integração não é assimilação forçada, nem isolamento protegido. É convivência. É aprender a viver juntos, respeitando diferenças sem abrir mão do diálogo e da participação social. A política municipal tem o papel de facilitar esse processo por meio de educação, espaços de encontro, incentivo ao aprendizado do idioma e ações comunitárias. Mas a integração só se completa quando há reciprocidade: quando o Estado abre caminhos e as pessoas escolhem caminhar por eles. Esse é um desafio delicado, profundo e atual — e enfrentá-lo exige honestidade, escuta e coragem para dizer que integração é uma via de mão dupla.

Folha - Na sua visão, quais são as maiores diferenças entre fazer política na Suécia e no Brasil?
Ana Paula - Fazer política na Suécia e no Brasil envolve realidades profundamente diferentes, moldadas por contextos históricos, culturais e institucionais distintos. Na Suécia, a política é marcada por um alto nível de institucionalidade e confiança nas instituições. As regras são claras, os processos são previsíveis e o cumprimento das normas é parte da cultura coletiva. A participação política tende a ser mais organizada, menos personalista e mais orientada ao interesse público. Há um forte senso de responsabilidade social, no qual direitos caminham junto com deveres, e a política é entendida como um serviço à sociedade, não como um espaço de protagonismo individual. No Brasil, a política acontece em um ambiente mais emocional e personalista. As relações políticas são fortemente influenciadas por vínculos pessoais, lideranças carismáticas e disputas simbólicas. Ao mesmo tempo, o país carrega desigualdades históricas profundas, o que faz com que a política municipal e nacional sejam constantemente pressionadas por urgências sociais. A participação popular é intensa, mas muitas vezes fragmentada, e a confiança nas instituições ainda é um desafio em construção. Outra diferença importante está na relação entre Estado e cidadão. Na Suécia, existe uma expectativa clara de que o cidadão cumpra seu papel ativo na sociedade, respeitando regras e contribuindo para o bem coletivo. No Brasil, grande parte da população ainda vê o Estado como o principal responsável por resolver problemas estruturais, muitas vezes sem que haja as condições necessárias para uma participação cidadã plena. Por fim, fazer política na Suécia exige diálogo intercultural, capacidade de mediação e foco na integração social. No Brasil, exige sensibilidade social, presença constante nos territórios e habilidade para lidar com demandas urgentes e múltiplas ao mesmo tempo. Ambos os contextos exigem compromisso e ética, mas pedem formas diferentes de atuação. Compreender essas diferenças é fundamental para construir uma prática política mais consciente, responsável e eficaz.

Folha - Há algo que você admira no sistema político sueco e que gostaria de ver no Brasil?
Ana Paula - O que mais admiro no sistema político sueco é o espírito de serviço que sustenta a atuação política, especialmente no âmbito municipal. Aqui, muitos de nós atuamos como políticos, como vereadores, movidos por amor, solidariedade e compromisso com a comunidade, e não por interesse financeiro. Fazemos o nosso melhor sem remuneração ou vantagens, porque acreditamos no valor do bem comum e na responsabilidade coletiva. Esse modelo fortalece uma política mais ética e mais próxima das pessoas. A ausência de remuneração reduz a profissionalização excessiva da política e afasta, em grande medida, interesses oportunistas. O foco permanece na causa, no território e nas pessoas, e não no cargo em si. Também admiro a cultura de participação voluntária e o senso de corresponsabilidade. A política é vista como uma extensão do compromisso cidadão, e não como um privilégio. Isso cria lideranças mais conscientes, mais acessíveis e mais conectadas à realidade local. Gostaria de ver no Brasil uma valorização maior desse espírito de serviço público, onde o engajamento político fosse, antes de tudo, um ato de entrega e solidariedade. Não se trata de eliminar estruturas necessárias, mas de resgatar o sentido original da política como vocação, compromisso e cuidado com o coletivo. Acredito que unir o carisma brasileiro a essa ética de serviço poderia transformar profundamente a forma como a política é vivida e percebida no país.

Folha - Algo que você sente que o Brasil faz melhor?
Ana Paula - Sim. O Brasil faz algo muito bem, e isso merece ser considerado: a humanidade nas relações. O Brasil tem uma capacidade singular de criar vínculos, de acolher, de conversar, de se aproximar das pessoas. A política brasileira, especialmente no nível local, acontece muito no contato direto, no olho no olho, na escuta informal, na presença constante. Essa proximidade gera pertencimento. As pessoas se sentem vistas, ouvidas, reconhecidas. Mesmo com todas as dificuldades estruturais, há no Brasil uma força comunitária, uma sensibilidade social e um carisma que mobilizam, que criam redes de apoio e que fazem a política pulsar junto com a vida cotidiana. Outro aspecto importante é a capacidade de adaptação. O Brasil aprende a lidar com realidades complexas e desiguais de forma criativa, encontrando soluções mesmo em contextos adversos. Essa flexibilidade, essa inteligência social, é algo valioso e poderia inspirar outros contextos. Trazer essa dimensão mais humana, calorosa e relacional para outros sistemas políticos, sem perder organização e responsabilidade institucional, seria um ganho. Porque política não é apenas estrutura — é relação, cuidado e presença.

Folha - Como é ser uma mulher negra na política de um país europeu que teve, historicamente, menos diversidade nas esferas públicas?
Ana Paula - Na Suécia, a experiência de ser uma mulher negra na política é marcada, sobretudo, pela discrição cultural. As diferenças não costumam ser verbalizadas de forma direta. O preconceito, quando existe, raramente é explícito; ele aparece de maneira silenciosa, nas sutilezas, nos gestos contidos, nas expectativas não ditas. A sociedade sueca é reservada, respeitosa e institucional. Isso faz com que o debate sobre diversidade aconteça de forma menos emocional e mais contida. Ao mesmo tempo em que essa postura evita confrontos abertos, ela exige atenção redobrada para compreender os códigos sociais e políticos que não são verbalizados. Nesse contexto, a atuação política pede constância, preparo e coerência. O reconhecimento vem com o tempo, através do trabalho sério e da postura equilibrada. A presença de uma mulher negra nesses espaços, mesmo de forma discreta, carrega um significado importante: ela amplia o horizonte do que é possível e contribui para uma representação mais fiel da sociedade. Ser mulher negra na política sueca é exercer a presença com sobriedade, firmeza e consciência. É aprender a ocupar o espaço sem excessos, respeitando a cultura local, mas sem se apagar dentro dela.

Folha - Você acha que sua presença na política abre espaço para outras mulheres negras ou imigrantes se engajarem mais?
Ana Paula - Sim, isso tem um efeito simbólico e prático muito importante. Quando alguém ocupa um espaço que historicamente foi restrito, essa presença amplia o imaginário coletivo e mostra que a participação é possível. Muitas mulheres negras e imigrantes não se veem representadas nos espaços de decisão e, por isso, tendem a se afastar da política. Quando elas passam a enxergar alguém com uma trajetória semelhante à sua atuando de forma séria e comprometida, o engajamento deixa de parecer algo distante ou inacessível. Além disso, a presença constante e coerente ajuda a quebrar estereótipos. Ela demonstra que diversidade não é exceção, mas contribuição. Abre caminhos não pelo discurso, mas pelo exemplo, pela prática cotidiana e pela construção de confiança. Não se trata de falar por todas, mas de tornar o caminho mais visível e menos solitário. Quando uma mulher ocupa esse espaço com responsabilidade, ela não substitui outras vozes, mas ajuda a criar um ambiente onde mais mulheres negras e imigrantes se sintam encorajadas a participar, contribuir e ocupar seus próprios lugares.

Folha - Você já enfrentou situações de racismo ou discriminação no ambiente político? Como lidou com elas?
Ana Paula - Dentro do ambiente político nunca vivenciei situações diretas de racismo ou discriminação. Minha experiência nesse espaço sempre foi marcada pelo respeito institucional e pela convivência profissional. No entanto, fora desse contexto, houve um episódio que me marcou. Em uma ocasião, outra estrangeira me pediu para abrir minha bolsa e retirar meu casaco, em uma atitude que carregava desconfiança e julgamento. Diante disso, escolhi não reagir com confronto. Sorri. Não por submissão, mas por consciência. Entendi que aquele gesto falava mais sobre as inseguranças e preconceitos dela do que sobre quem eu sou. Lidei com a situação mantendo minha dignidade e meu equilíbrio. Não permiti que aquele momento definisse minha postura nem endurecesse meu olhar para o mundo. Aprendi que nem toda discriminação exige embate imediato; algumas pedem firmeza silenciosa, clareza interna e a certeza do próprio valor. Essa experiência reforçou em mim a importância de agir com maturidade emocional, sem carregar para os espaços coletivos dores que não me pertencem. Sigo acreditando que a presença consistente, o comportamento íntegro e o respeito contínuo são formas poderosas de transformar percepções e romper barreiras, mesmo as mais sutis.
 
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			<title><![CDATA[Bloco Alternativo Resistência realiza Cortejo de Pré-Carnaval na Passagem neste sábado (31)]]></title>
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			<updated>2026-01-26T14:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo sábado (31), o bloco Alternativo Resistência promove o Cortejo ao Mar, ação de Pré-Carnaval que ocupa as ruas do bairro da Passagem, em Cabo Frio, reafirmando a defesa do carnaval de rua livre, popular e acessível.

A partir das 9h, o cortejo reúne mais de 50 percussionistas, formados em oficinas gratuitas realizadas desde outubro do ano passado, e segue pelas ruas do bairro ao som de uma fanfarra que mistura samba, marchinha e ritmos contemporâneos do carnaval brasileiro, como axé e funk.

O encerramento acontece no Canto do Forte, com um mergulho coletivo que simbolizando o início do Carnaval de Rua na cidade.

O evento também reforça a importância do cuidado ambiental, orientando o público a evitar materiais poluentes, como purpurinas, e a adotar práticas responsáveis em relação ao lixo.

A atividade é gratuita e aberta ao público.

Serviço
 Concentração: 9h – em frente ao Terminal dos Transatlânticos
 Saída: 10h – Cortejo até o Canto do Forte
 Data: Sábado, 31 de janeiro
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			<title><![CDATA[Primeira-dama de Cabo Frio morre após dois anos de luta contra câncer]]></title>
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			<updated>2026-01-23T10:02:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Após dois anos lutando contra um câncer, faleceu nesta sexta-feira (23) a primeira-dama de Cabo Frio, Aline Rabelo Rangel Azevedo. A notícia foi dada pelo próprio prefeito Serginho Azevedo em suas redes sociais. No story do Instagram ele escreveu: “Hoje Deus acolheu a Aline. Mulher de fé, mãe amorosa e presença de luz na vida de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Nosso coração está em silêncio, oração e gratidão por tudo o que vivemos juntos.”

Aline deixa duas filhas (Maria Antônia, 15 anos, e Maria Alice, 4 anos). Em 2023 ela foi diagnosticada com câncer no colo do útero estágio NIC 3. Há poucas semanas a primeira dama cabo-friense havia passado por uma cirurgia no intestino para a remoção de aderências no órgão.

Em nota enviada à imprensa agora há pouco, o município anunciou luto oficial de dois dias em homenagem à trajetória de Aline, reconhecida por seu engajamento em ações sociais e presença constante ao lado do marido, o prefeito Dr. Serginho.

O velório da primeira dama será neste sábado (24), a partir das 8h, na Igreja Matriz Auxiliar de Nossa Senhora da Assunção (Centro), seguido de missa de corpo presente às 11h. Após a celebração, o sepultamento será no Cemitério Santa Izabel. Segundo Serginho, o momento será aberto a todos que desejarem prestar suas homenagens.
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			<title><![CDATA[Prefeituras da região começam o ano com concursos e processos seletivos]]></title>
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			<updated>2026-01-22T10:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quem entrou em 2026 pedindo uma oportunidade de emprego já pode começar a se preparar. Pelo menos três municípios da Região dos Lagos devem entrar na mira de quem busca estabilidade na carreira pública: Arraial do Cabo tem concurso público com inscrições abertas, Saquarema anunciou que realizará concurso, e Búzios abriu processo seletivo na área da Saúde.

Esta semana o governo buziano anunciou abertura das inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 01/2026, que visa formação de cadastro de reserva para atuação na Secretaria Municipal de Saúde. Os interessados têm até às 16h do próximo dia 27 para comparecer na Secretaria Municipal de Saúde (situada na Avenida da Usina s/nº – Centro), já que as inscrições são apenas presenciais.

De acordo com o edital, o processo seletivo é destinado a profissionais de níveis fundamental, médio e técnico, com contratações temporárias de até 11 meses, prorrogáveis conforme a necessidade do município. 

Estão previstos os cargos de auxiliar de saúde bucal, maqueiro, massoterapeuta, técnico de enfermagem (PMF), técnico de enfermagem, técnico de higiene bucal e técnico de imobilização ortopédica. Os salários variam entre R$ 1.629,15 e R$ 3.022,73. A carga horária será de 40 horas semanais ou em regime de plantão 12×36, de acordo com a função.

Para formalizar a inscrição é preciso entregar envelope (modelo A4) contendo cópia do documento de identificação, do diploma e/ou do certificado de conclusão de curso Lato Sensu ou Stricto Sensu na área pretendida e comprovar experiência profissional no cargo inscrito.

A seleção será feita por meio de análise curricular, considerando experiência profissional e títulos. O edital assegura a reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD) e 5% para cotas étnicas, conforme a legislação vigente. O resultado preliminar será divulgado no dia 28 de janeiro. Recursos poderão ser apresentados nos dias 29 e 30, com resultado final previsto para 3 de fevereiro de 2026. Outras informações estão disponíveis no edital publicado no site da Prefeitura.

Já a Prefeitura de Arraial do Cabo começou o ano de 2026 oferecendo um total de 73 vagas para candidatos com ensino médio e superior. Os cargos oferecidos são de Agente de Defesa Civil, Arquiteto, Assistente Social, Auxiliar Administrativo, Biólogo, Educador Social, Engenheiro Ambiental, Engenheiro Civil, Engenheiro Elétrico, Fiscal de Meio Ambiente, Fiscal de Posturas, Fiscal de Rendas, Fiscal Sanitário / Médico Veterinário, Inspetor Sanitário, Nutricionista, Psicólogo e Turismólogo. A remuneração varia entre R$ 1.557,27 e R$ 9.438,03.

O processo é organizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM). As inscrições seguem abertas até o dia 9 de fevereiro, exclusivamente pelo site da banca (https://www.ibam-concursos.org.br/). A taxa de participação é de R$ 80 para cargos de nível médio e R$ 100 para nível superior. As provas objetivas estão previstas para os dias 15 e 22 de março. Já o resultado final está previsto para ser divulgado somente no dia 10 de junho.

Em Saquarema, o concurso público ainda está na fase inicial. O IBAM também será o responsável pelo concurso no município. Com a assinatura do contrato (no último dia 17 de dezembro), o instituto passa a ser o responsável pela elaboração do edital que vai definir os cargos, o número de vagas, requisitos para participação, o cronograma e os valores das taxas de inscrição. Somente após a publicação oficial do edital é que o concurso será efetivamente aberto ao público, com início do período de inscrições e divulgação das datas das provas. A expectativa é de as inscrições sejam abertas ainda neste primeiro semestre, e que o edital ofereça cerca de 1.794 vagas nas áreas de educação, saúde e segurança.
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			<title><![CDATA[Debate sobre calendário integrado de eventos na Região dos Lagos é retomado]]></title>
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			<updated>2026-01-20T18:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A discussão sobre a falta de um calendário de eventos estruturado nas cidades da região Costa do Sol ganhou um novo capítulo esta semana. Uma reunião entre secretários municipais e o governo do Estado, na última terça-feira (13), buscou o alinhamento de ações conjuntas de promoção turística, reacendendo debates já levantados por lideranças locais e nacionais sobre planejamento, integração regional e internacionalização dos destinos.

O encontro ocorreu em um contexto no qual o próprio poder público reconhece fragilidades no planejamento turístico da região. Em entrevista exclusiva à Folha dos Lagos, em dezembro, o secretário de Turismo de Cabo Frio, Davi Barcelos, revelou que o município ainda não possui um calendário estruturado de eventos para este ano, citando como principal ação prevista para o verão 2025/2026 apenas a retomada do réveillon, com três dias de shows. 

A ausência de uma programação contínua ao longo do ano é apontada pelo setor comercial e hoteleiro da cidade como um dos entraves para a consolidação do destino além da alta temporada. 

A necessidade de planejamento integrado também já havia sido destacada pelo presidente da Embratur, Marcelo Freixo, em entrevista concedida ao jornal em maio do ano passado. Na ocasião, ao lançar o programa “Novas Rotas” na Região dos Lagos, Freixo defendeu a articulação entre municípios como caminho para fortalecer a internacionalização dos destinos, ressaltando que o turismo só se transforma em vetor de desenvolvimento quando há informação de qualidade, organização e ações coordenadas entre as cidades.

É justamente nesse ponto que a reunião desta terça-feira (13), com o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, se insere. O encontro reuniu representantes de nove municípios da Costa do Sol com o objetivo de alinhar estratégias conjuntas de promoção turística, com destaque para a sincronia do calendário regional de eventos, permitindo que as programações se complementem ao longo do ano.

— Foi um momento importante, em que discutimos o planejamento para o ano de 2026, celebramos os números recordes do ano passado e tratamos de vários assuntos de forma unificada para essa região que é tão importante. A Costa do Sol reúne municípios que recebem o maior número de turistas no Rio de Janeiro, e momentos como esse, de integração, reforçam nosso compromisso de ampliar, cada vez mais, o fluxo turístico para o Rio de Janeiro, gerando emprego e desenvolvimento por meio do turismo — revelou Gustavo Tutuca.

Ele reforçou que, depois de um ano histórico (2025), com recorde de 2,2 milhões de visitantes internacionais, o desafio agora é transformar esse crescimento em desenvolvimento permanente para os municípios. Com foco nesse objetivo, nesta quarta-feira (14), o secretário se reuniu com o governador Cláudio Castro para alinhar as ações do turismo para 2026.

— Temos muito trabalho pela frente e o compromisso de seguir fortalecendo o turismo fluminense como vetor de crescimento econômico, geração de empregos e desenvolvimento social em todo o estado — disse Tutuca.

Mais do que um encontro institucional, a reunião com os representantes da Costa do Sol teve caráter operacional, avançando em pautas que há anos são apontadas como fundamentais para a consolidação do turismo regional, agora sob a perspectiva de ações conjuntas entre os municípios e o governo do Estado.

A proposta de construção de um calendário que integre toda a região, por exemplo, dialoga diretamente com uma das principais fragilidades apontadas por gestores e especialistas do setor: a falta de previsibilidade e de uma programação contínua que ajude a reduzir a sazonalidade do turismo na região. Durante a reunião também foram debatidas questões sobre o desenvolvimento de material promocional da região, a estruturação de roteiros turísticos integrados entre as cidades da Costa do Sol e a consolidação do nome Costa do Sol como marca regional, com discussões sobre identidade visual e logomarca oficial. Ficou acordado, ainda, que parte dessa iniciativa poderá contar com apoio da Secretaria de Estado de Turismo, ampliando a promoção dos destinos da Costa do Sol.

Além da discussão sobre eventos, o encontro avançou em pautas consideradas estratégicas para qualificar o planejamento turístico da região. Entre elas, o apoio do governo do Estado à realização de pesquisas e estudos de demanda turística, que permitem aos municípios compreender melhor o perfil dos visitantes, seus hábitos de consumo e expectativas, subsidiando ações mais eficazes de promoção e estruturação dos destinos.

Também foram debatidas melhorias nos acessos intermunicipais e na sinalização turística, pontos frequentemente apontados como gargalos para a experiência do turista que circula entre as cidades da Costa do Sol. A proposta é alinhar a sinalização a uma identidade regional única, facilitando a mobilidade e reforçando a consolidação da marca Costa do Sol. Durante a reunião, o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, confirmou para o final de março a realização de mais uma edição da ExpoRio, evento que reunirá destinos turísticos de todo o estado. A Costa do Sol contará com uma mobilização especial dos municípios, ampliando a visibilidade regional em uma das principais vitrines do turismo fluminense.

Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer o Condetur, visto como peça-chave para garantir a continuidade das ações integradas, independentemente de mudanças administrativas nos municípios.

As tratativas também avançaram na área de conectividade aérea. Entre os temas discutidos estiveram a manutenção dos voos internacionais provenientes da Argentina e a articulação para a implantação de voos regulares partindo de Guarulhos (GRU) com destino ao Aeroporto de Cabo Frio, considerado estratégico para o turismo de toda a região.
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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, Rui Barbosa anuncia novas vagas para o 1º ano do Ensino Médio]]></title>
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			<updated>2026-01-16T11:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Colégio Municipal Rui Barbosa, em Cabo Frio, vai abrir novas vagas para o 1º ano do Ensino Médio em 2026. Nesta quarta-feira (14) a direção da unidade confirmou à Folha a abertura de quatro turmas (com um total de cerca de 100 vagas), e início das aulas marcado para o próximo dia 4 de fevereiro. O anúncio ocorre em meio às discussões sobre o possível fim do Ensino Médio na escola, um debate que se arrasta há mais de uma década e voltou a ganhar força em meados do ano passado.

Em conversa com o jornal, a nova diretora da escola, Mônica Almeida, informou que o calendário de matrículas deve ser anunciado pela Prefeitura de Cabo Frio nos próximos dias.

– Enquanto isso, a gente tem um grupo de WhatsApp para os interessados nas vagas. As pessoas podem entrar em contato com o Rui Barbosa, que a gente vai informar esse calendário quando tiver. E para efetuar a matrícula, tem que ser no site (da Prefeitura e da Secretaria de Educação), em fases. A primeira será para quem concluiu, em 2025, o 9º ano do Ensino Fundamental na rede municipal de Cabo Frio. Depois abre para quem é de fora da rede - explicou.

Na terça-feira (13) a Secretaria de Educação informou que abriu o período de movimentação interna de alunos da rede municipal de ensino para o ano letivo de 2026. Mas o prazo para solicitação de troca de unidade escolar terminou nesta quinta-feira (15). Essa movimentação interna foi destinada exclusivamente aos alunos regularmente matriculados na rede municipal em 2025. Já o prazo para efetivação presencial da matrícula termina nesta sexta (16), das 9h às 16h, na unidade escolhida (também restrito aos estudantes que cursaram a rede municipal em 2025).

Apesar da abertura de novas turmas para este ano letivo, a comunidade escolar segue sem garantias sobre o futuro da oferta do Ensino Médio no Rui Barbosa. O debate no Ministério Público continua em andamento sem a participação dos estudantes, dos professores e do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos). 

Em junho do ano passado, alunos, ex-alunos e profissionais da educação do Colégio Municipal Rui Barbosa chegaram a realizar um protesto contra o possível fechamento da única unidade da rede municipal 100% voltada ao Ensino Médio em Cabo Frio. Na época, a então diretora, Ivana Márcia Veríssimo dos Santos, contou à Folha que descobriu sobre a nova ameaça de fechamento da escola por acaso.

— A ata de uma reunião acabou sendo enviada por engano para o Fundeb, que é um órgão fiscalizador. Foi como se o Fundeb também tivesse participado da reunião. Então foi assim que descobrimos as novas tratativas para o encerramento do Ensino Médio municipal, passando os alunos para a rede estadual — contou Ivana em conversa com a equipe da Folha.

A ata à qual a diretora se refere é resultado de uma reunião que havia sido realizada no Ministério Público, com a participação de representantes da Prefeitura de Cabo Frio, da Secretaria Estadual de Educação e da direção do Instituto Federal Fluminense (IFF). No documento, ao qual a Folha teve acesso, o município afirma estar negociando a transferência dos alunos do Colégio Municipal Rui Barbosa para o campus do IFF. Apesar de constar como participante da reunião, o instituto negou a existência dessa negociação em nota oficial enviada posteriormente ao jornal.

As discussões no Ministério Público previam, inclusive, que a Prefeitura de Cabo Frio não abrisse novas turmas de 1º ano do Ensino Médio em 2026. Essa condição chegou a constar nas tratativas entre o município e a Secretaria Estadual de Educação, como parte do plano de transição do Ensino Médio da rede municipal para a estadual, o que reforçou, ao longo de 2025, o clima de incerteza em torno do futuro do Colégio Rui Barbosa.
 
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			<title><![CDATA[Palácio das Águias recebe a segunda edição da exposição "Cabo Frio de Coração"

]]></title>
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			<updated>2026-01-15T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Palácio das Águias recebe, a partir desta sexta-feira (16), às 19h, a segunda edição da exposição “Cabo Frio de Coração”, uma mostra coletiva que celebra a cidade sob o olhar sensível de artistas que escolheram Cabo Frio como lugar de vida, inspiração e pertencimento.

Com curadoria de Reinaldo Caó, a exposição reúne obras que traduzem afetos, memórias e vivências construídas a partir da relação cotidiana com o município. Segundo o curador, a proposta da mostra é valorizar a produção artística local e destacar a diversidade de linguagens de criadores que, mesmo vindos de diferentes trajetórias, compartilham um vínculo profundo com a cidade.

“Essa exposição é formada por artistas que escolheram Cabo Frio para viver. Cada obra carrega um pouco dessa relação de amor, identidade e construção coletiva com o território”, explica Reinaldo Caó.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 28 de fevereiro, com entrada gratuita. O Palácio das Águias está localizado na Rua Érico Coelho, no Centro, funcionando de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e feriados, das 13h às 17h.

Participam da exposição os artistas:
Bruna Letieri
Bárbara Villar
Dora Portugal
Tânia Muller
Guilherme
Jorge Cerqueira
Nelly Lippi
Oliveira Celso (in memoriam)
Seroma
Paulo Luís (artista convidado)
Digão (artista convidado)
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			<title><![CDATA[1ª edição do ano da Feira de Adoção Animal acontece neste sábado (17) em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-01-14T18:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Superintendência de Proteção Animal, promove neste sábado (17), a primeira edição do ano da Feira de Adoção Animal. A programação acontecerá das 9h30 às 13h, na Rua Itajuru, nº 327, no Centro da cidade. A iniciativa é realizada de forma periódica pelo Canil Municipal, com o objetivo de incentivar a adoção responsável de cães e gatos atendidos no espaço.

Durante a feira, o público tem a oportunidade de conferir animais de diferentes perfis e tamanhos, de companhia e de guarda, possibilitando que cada família encontre o pet mais compatível com sua rotina.

Além disso, os participantes têm a chance de conhecer parte do trabalho promovido pelo Canil Municipal, que oferece, dentre outros serviços, atendimentos veterinários gratuitos para animais pertencentes a famílias de baixa renda, além de cães e gatos vítimas de maus tratos e acidentes.

No espaço, localizado no distrito de Tamoios, as consultas acontecem de segunda a sexta-feira (exceto em pontos facultativos e feriados), a partir das 9h, mediante distribuição de senha, obedecendo a ordem de chegada.

Todos os animais disponíveis na Feira de Adoção já receberam a primeira dose de vacina e, após o processo, continuam com acompanhamento veterinário oferecido pela Prefeitura, além de terem direito à castração gratuita, conforme critérios técnicos de idade e saúde.
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			<title><![CDATA[Obras de Victor P. Viana e Hugo Iurcovich (Hudryk) serão lançadas no dia 19 de janeiro, em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-01-12T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Búzios recebe, no dia 19 de janeiro, um lançamento duplo que reúne duas obras centrais da produção contemporânea sobre espiritualidade no Brasil. O evento acontece no Búzios Espiritualidade Hotel, na Praia das Caravelas, e tem como destaque o livro Deva – O Anjo de Búzios, de Victor P. Viana, ao lado a apresentação da segunda edição do Búzios Espiritualidade – Portal para o Novo Mundo, de Hugo Iurcovich, também conhecido como Hudryk.

Publicados pela BEbooks, selo editorial sediado em Búzios, parceria do Grupo Prensa de Babel com o programa Búzios Espiritualidade, os livros dialogam a partir de abordagens distintas, mas convergentes, sobre experiências espirituais associadas à cidade — especialmente à região das Caravelas — e à relação entre ser humano, natureza e dimensões invisíveis da existência.

Em Deva – O Anjo de Búzios, Victor P. Viana conduz uma investigação jornalística não convencional, situada na fronteira entre o real e o invisível. A partir de entrevistas, pesquisa em literatura esotérica e vivência direta, o autor apura relatos que atravessam mais de quatro décadas sobre a presença da Deva, um ser de energia feminina descrito por moradores e visitantes como o “anjo de Búzios”. Associada à floresta das Caravelas, área protegida pela APA do Pau-Brasil, a Deva surge na narrativa como uma manifestação ligada à harmonia da natureza, capaz de se comunicar com pessoas de diferentes origens e tradições espirituais.

Entre documento, observação e experiência pessoal, o livro-reportagem propõe uma reflexão sobre espiritualidade, ecologia e consciência, abordando a possibilidade de diálogo entre o humano e as forças invisíveis que, para muitos, seguem atuando silenciosamente no mundo natural.

Já Búzios Espiritualidade – Portal para o Novo Mundo, de Hugo Iurcovich (Hudryk), lançado originalmente em 2023 e agora ganha sua segunda edição, reúne relatos de experiências místicas e de canalização vividas em Búzios, com especial atenção à Praia das Caravelas. A obra descreve a cidade como um ponto de alta energia espiritual, interpretado pelo autor e por um grupo de praticantes como um “portal” associado a processos de transformação.

A proposta da BEbooks Espiritualidade é publicar obras que transitam entre espiritualidade contemporânea, autoconhecimento e consciência ecológica, com cuidado editorial e abertura a diferentes formas de experiência e pensamento. O lançamento duplo reforça essa linha ao reunir dois autores que abordam o invisível a partir de caminhos próprios — um pela apuração jornalística e outro pelo relato místico —, oferecendo ao leitor perspectivas complementares sobre fé, percepção e presença.

Além do evento de lançamento, os livros estarão disponíveis para compra na Amazon, no Mercado Livre e na página oficial da editora.
Serviço

* Lançamento duplo de livros
* Deva – O Anjo de Búzios, de Victor P. Viana
* Búzios Espiritualidade – Portal para o Novo Mundo, de Hugo Iurcovich (Hudryk)
* Salão do Búzios Espiritualidade Hotel – Praia das Caravelas, Búzios (RJ)

*19 de janeiro
*Editora: BEbooks Espiritualidade | Instagram: @bebooks_espiritualidade
*Contato: (22) 99272-5331 (WhatsApp)
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			<title><![CDATA[Falta de água e energia provocam prejuízos ao setor turístico na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-01-10T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Imagine a Região dos Lagos dos anos 1950: ruas cheias no verão, cidades tomadas por turistas vindos de várias partes do país e do mundo, e moradores lidando com a falta de serviços básicos: “de dia falta água, de noite falta luz”. Setenta e um anos depois do lançamento da marchinha “Vagalume” (1954), criada para satirizar os problemas de infraestrutura do Rio de Janeiro (então capital federal), os municípios da Região dos Lagos voltaram a viver esse mesmo drama. Na virada de 2025 para 2026, em plena alta temporada, com a rede hoteleira lotada e moradores recebendo visitas para a festa de réveillon, falhas no fornecimento de energia elétrica e no abastecimento de água afetaram diretamente o turismo e a economia local.

Em entrevista à Folha antes do réveillon, o secretário de Turismo de Cabo Frio, Davi Barcellos, informou que cerca de três milhões de turistas estavam sendo aguardados durante a atual temporada de verão 2025/2026, considerada uma das mais movimentadas dos últimos anos. Segundo ele, a estimativa era de um impacto positivo próximo a R$ 2 bilhões na economia da cidade, com reflexos diretos no mercado de trabalho, especialmente nos setores de comércio e serviços.

Mas, o que era para ser o início de uma temporada economicamente promissora, se tornou um grande problema com reflexos diretos para quem mais fatura e gera empregos nessa época do ano: bares, restaurantes, casas de aluguel para temporada e rede hoteleira enfrentaram reclamações e prejuízos causados pela falta de água e de energia elétrica.

Esta semana a Associação de Hotéis de Cabo Frio emitiu um comunicado manifestando preocupação com as interrupções de energia elétrica e abastecimento de água no município, registradas desde o último dia 28 de dezembro. A situação, segundo a entidade, causou “transtornos, cancelamentos de reservas e solicitações de devoluções de valores por parte dos turistas”. Em nota oficial, eles afirmaram que “Cabo Frio segue preparada para receber seus visitantes”, mas alertaram que “a regularidade dos serviços essenciais é fundamental para garantir a qualidade da experiência turística e o bom funcionamento do setor”.

Antes desse comunicado, o prefeito cabo-friense Serginho Azevedo usou as redes sociais para se pronunciar sobre a falta de água e de luz em vários bairros de Cabo Frio.

– Era previsível que Cabo Frio receberia mais de um milhão de pessoas no réveillon? Era. E que a Região dos Lagos estivesse com muita gente nesse momento? Claro que era. Por essa razão a gente fez uma reunião prévia, antes da alta temporada, com as concessionárias Prolagos e Enel, para saber se elas tinham condições de prestar o serviço adequado à população. A resposta foi que estariam preparadas. Mas hoje estamos com problema de água em alguns bairros, e fui questionar os motivos à Prolagos. A resposta foi que no dia 30 houve paralisação do serviço de fornecimento de energia, que gerou um problema na estação de tratamento de água. No dia 31 houve a ruptura de uma adutora que fornece água para Cabo Frio e Búzios. E o que a população tem haver com isso? Absolutamente nada. É obrigação (da Prolagos) resolver esse problema. Eu, enquanto poder público municipal, estou colocando a Comsercaf à disposição para auxiliar no fornecimento de carro pipa para a população que mais precisa. E de igual forma estou colocando o Procon à disposição da população, cobrando firmemente à Prolagos e à Enel para que isso não volte a acontecer - anunciou Serginho.

Em comunicado emitido nesta terça-feira (6), a Prolagos afirmou que o abastecimento de água já opera normalmente e em carga máxima na Região dos Lagos. A concessionária informou que, desde o dia 29 de dezembro, registrou 37 piques de energia, que prejudicaram o acionamento automático dos geradores responsáveis pela retomada das bombas que pressurizam a rede, além de rompimentos de adutoras. Para atender a um maior número de pessoas, a empresa disse ter reforçado os principais reservatórios com caminhões-pipa e que somente na última segunda-feira (5) forneceu 1,5 milhão de litros de água.

Já a Enel não emitiu nenhum comunicado até o fechamento desta edição, apesar das falhas generalizadas no fornecimento de energia elétrica que vinham sendo relatadas por moradores e prefeitos desde o fim de dezembro. A Prefeitura de Arraial do Cabo também chegou a acionar a empresal através do Procon, com objetivo de realizar atendimentos emergenciais para consumidores que tiveram prejuízos por quedas ou interrupções de energia elétrica.

Em Búzios, as falhas no fornecimento de energia elétrica provocaram prejuízos diretos e graves a moradores. Na noite do dia 31 de dezembro, durante a virada do ano, a jornalista Camila Raupp, do site Prensa de Babel, teve a casa atingida por um incêndio. Segundo ela, o problema foi provocado por um curto-circuito causado pelas constantes oscilações de energia elétrica no município. Nas redes sociais, ela relatou que o fogo começou enquanto comemorava a chegada de 2026 e que os bombeiros precisaram ser acionados.

– Chegamos junto com os bombeiros. Nossa casa preta de fumaça, os cachorros já salvos pelos bombeiros com a ajuda dos vizinhos. Perdemos apenas bens materiais que podem ser reconquistados. Foram três dias limpando, pintando e organizando – contou.

Nesta quarta-feira (7) o prefeito buziano, Alexandre Martins, conseguiu que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mantivesse multa de R$ 300 mil à Enel por descumprimento na correção de falhas no fornecimento de energia elétrica no município. Na última segunda-feira (5) o chefe do Executivo buziano havia convocado representantes da Enel para uma reunião com o objetivo de tratar dos transtornos causados pelas quedas e instabilidades no fornecimento de energia elétrica, durante o Natal e réveillon.

Em Iguaba Grande, os moradores se anteciparam à prefeitura e organizaram uma petição pública online. O documento será enviado ao Ministério Público (Tutela Coletiva da Comarca do município) para que o órgão mova uma ação de obrigação de fazer contra a Enel. O documento, que até esta quarta-feira reunia 1.149 assinaturas, revela que há meses (e, em muitos casos, anos) a população de iguabense “vem sofrendo diariamente com constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica, bem como picos e oscilações de tensão, que atingem todos os bairros do município, sem exceção”. Afirma ainda que a concessionária “vem falhando reiteradamente na prestação de um serviço essencial, contínuo e adequado, conforme determina a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor e a legislação que rege os serviços públicos concedidos”. Somente depois de cobranças por parte da população o prefeito de Iguaba, Fabinho, se pronunciou colocando o Procon da cidade à disposição da população.

Criado em outubro de 2025, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos) também pautou os problemas com água e luz em sua primeira reunião ordinária de 2026. Comandada pelo presidente (prefeito de Rio das Ostras), Carlos Augusto Balthazar, os representantes das prefeituras de Araruama, Saquarema, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, Casimiro de Abreu, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio assinaram um ofício cobrando providências imediatas das Prolagos e da Enel após apagões e falhas durante as festas de fim de ano. O documento será encaminhado à Enel, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Ministério de Minas e Energia, ao Ministério Público e ao Governo do Estado.

– Esse encontro mostra o repúdio de oito prefeitos da Região dos Lagos. Vamos entrar com ações jurídicas e coletivas para que os consumidores sejam indenizados pelos prejuízos - disse Carlos Augusto Balthazar.

Em virtude de tantas reclamações, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro anunciou que ajuizou ações contra as duas concessionárias, e a favor dos moradores e comerciantes de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia. Nos documentos o órgão destacou que tanto a energia elétrica quanto o abastecimento de água são serviços públicos essenciais e devem ser prestados de forma contínua, segura e eficiente.

Os problemas de energia elétrica nas cidades da Região dos Lagos não são casos isolados. No início de dezembro, o Ministério de Minas e Energia afirmou que a Enel poderá perder a concessão para operar no estado de São Paulo por descumprimento nos índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas. Na ocasião, cerca de 2,2 milhões de clientes foram impactados depois que ventos de 98km/h atingiram algumas regiões, derrubando mais de 300 árvores.
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			<title><![CDATA[Hemolagos busca respiro financeiro em 2026 com novo modelo de rateio]]></title>
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			<updated>2026-01-09T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Com os estoques de sangue abaixo do ideal em plena temporada de verão, o Hemolagos, em Cabo Frio, vive um momento de expectativa positiva para 2026. A aprovação de um novo modelo de rateio entre os municípios da Baixada Litorânea deve aumentar os recursos destinados ao hemocentro, que já enfrentou dificuldades financeiras causadas por atrasos nos repasses municipais.

Fundado em 1989, o Hemolagos é uma instituição que se dedica à coleta, processamento e distribuição de sangue e seus derivados para hospitais e unidades de saúde das cidades da Região dos Lagos, garantindo o suporte necessário para transfusões e tratamentos médicos.

Em entrevista à Folha, o médico hematologista Antônio de Pádua (foto), que é Diretor Técnico do Hemolagos, informou que o novo formato de rateio foi definido em assembleia realizada no último dia 4 de novembro.

– Essa decisão é fruto de um esforço coletivo entre os secretários de saúde da Baixada Litorânea para fortalecer o hemocentro e o atendimento aos pacientes do SUS. Agora os municípios estão em fase de adaptação à essa mudança para que passe a valer em 2026 - explicou.

A falta de repasse de verbas ao hemocentro, principalmente por parte da Prefeitura de Cabo Frio, tem sido um problema recorrente durante anos. Em 2023, por exemplo, o hemonúcleo chegou a anunciar a suspensão da entrega de bolsas de sangue para o município devido a um atraso de 10 meses no pagamento. Na ocasião, a dívida chegava a R$ 360 mil, o que impedia a compra de bolsas para aumentar a produção, e fazer campanhas para conseguir mais doações.

– Qualquer atraso, ou dificuldade nos repasses, impacta diretamente na manutenção dos serviços, na compra de insumos, no funcionamento de equipamentos e na capacidade de atendimento. A doação de sangue depende de uma estrutura complexa e contínua para funcionar com segurança. Mas estamos em um momento histórico em nossa região, pois em 2025 os municípios se uniram para fortalecer o Hemolagos e isso se reflete em tantos avanços que conseguimos alcançar. Atualmente, o Hemolagos é o quinto hemocentro com maior produção de bolsa de sangue em todo o interior do estado do Rio de Janeiro; passamos a produzir Bolsas Pediátricas e Bolsas Filtradas; modernizamos os equipamentos da coleta facilitando o atendimento ao doador e tornando a experiência mais ágil; além de várias outras mudanças que agregaram mais valor ao hemocentro, resgatando a confiança da população em nossos serviços. Até 2023, a média de produção de bolsas era de cerca de 300 mensais (número insuficiente para atender nove municípios). Atualmente, nossa média está em 500 bolsas mensais, o que garante que mais vidas sejam salvas - revelou Antonio.

Além do problema com repasses financeiros, a alta temporada também costuma ser uma preocupação constante para o Hemolagos por conta da histórica queda no número de doadores. Para minimizar os efeitos, o diretor técnico do hemocentro disse que estão investindo em campanhas permanentes de conscientização e convocação de doadores justamente para esse período mais crítico.

– O verão impacta diretamente o comparecimento de doadores. Muitas pessoas viajam, entram em clima de festas, consomem bebidas alcoólicas com mais frequência e acabam se alimentando ou dormindo de forma inadequada, o que impede a doação. Tudo isso contribui para a queda nos estoques justamente quando a demanda aumenta, porque no verão costuma aumentar significativamente os atendimentos de emergência. Hoje nossa principal estratégia é reforçar os estoques com antecedência. Por isso, lançamos ações mensais e parcerias com grupos que se organizam para vir doar. Em dezembro lançamos a campanha “Seja o amigo oculto de alguém”, estimulando a doação como um gesto de cuidado coletivo e preparação para atender hospitais e emergências da região - revelou. Ainda assim, segundo Antônio de Pádua, “neste momento, a situação é preocupante: os estoques estão abaixo do ideal para garantir segurança no atendimento contínuo das demandas hospitalares, especialmente diante do aumento esperado no verão”.

Entre os tipos sanguíneos que apresentam maior necessidade está o O negativo. Considerado doador universal, Antônio lembra que ele é essencial para atendimentos de emergência, principalmente em casos graves, e também para produção das bolsas pediátricas, que atendem emergências de bebês prematuros e crianças. Já os tipos A, B e O negativos, segundo ele, estão em estado crítico. Parte dessa baixa na doação se deve há alguns mitos, que Antônio esclarece:

– Ainda existe muito medo e desinformação. Mitos como doar sangue pode "ralear o sangue", e que a "a agulha é muito grossa e causa muita dor" são os mais frequentes. A doação é segura, rápida e salva vidas.

Embora atenda toda a Região dos Lagos, o Hemolagos ainda não possui pontos de coleta externos, nem em outras cidades. Assim, as doações devem ser feitas na sede de Cabo Frio (Rua Barão do Rio Branco, 88 - Passagem - ao lado do Hospital Santa Isabel). Não é necessário agendar atendimento: basta comparecer de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Devido ao estoque crítico desse momento, doadores dos tipos A, B e O negativos têm prioridade no atendimento.

Para ser um doador de sangue basta ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de idade precisam estar acompanhados dos responsáveis ou levar a autorização - disponível no site http://www.hemolagos.com.br  - preenchida e assinada; estar bem de saúde, estar alimentado (evitando alimentos gordurosos), estar bem hidratado (aumentar a ingestão de água e líquidos nas 24h que antecedem a doação), não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas. Outras dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com nossa equipe pelo whatsapp do Hemolagos (22) 99744-4552.

– Esperamos, com confiança, que cada pessoa tenha consciência do seu papel dentro desse sistema que sustenta os atendimentos de emergência nas unidades de saúde. Crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade dependem diretamente desse gesto solidário. É muito triste precisar de uma transfusão para um familiar e perceber, naquele momento, que nunca houve consciência da importância pessoal de doar sangue. Doar é um ato simples, mas que faz toda a diferença entre a vida e a morte. Com apenas uma doação, conseguimos salvar até três pessoas aqui no Hemolagos, pois produzimos três hemocomponentes (Concentrado de Hemácias, Plasma e Plaquetas). Doe sangue, seja a esperança de quem mais precisa. Nos ajude a salvar vidas - convocou Antônio.
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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, Praça São Benedito é entregue à população após requalificação urbana
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			<updated>2026-01-08T15:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após passar por um importante projeto de requalificação urbana, a Praça São Benedito, localizada no bairro da Passagem, em Cabo Frio, foi oficialmente aberta à população nesta segunda-feira (8). Até o início da tarde, equipes finalizaram os últimos ajustes no espaço, como pintura de bancos e meio-fios, além da limpeza geral e da retirada dos tapumes.

Um dos polos gastronômicos e turísticos mais tradicionais da cidade, o espaço passou por uma intervenção coordenada pela Secretaria da Cidade, com duração de pouco mais de dois meses. O objetivo da revitalização foi valorizar o patrimônio histórico-cultural da região, ao mesmo tempo em que aprimorar a infraestrutura urbana, oferecendo mais conforto, acessibilidade e segurança para moradores, comerciantes e visitantes.

O projeto buscou preservar a identidade e a memória afetiva da Praça São Benedito, respeitando as características originais. Entre as melhorias realizadas estão a recomposição das pedras portuguesas, a instalação de rampas de acessibilidade, a construção de novos canteiros com bancos integrados e a padronização do mobiliário urbano. Antes do início das obras, foram realizadas reuniões técnicas com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsáveis pela autorização das intervenções em áreas de interesse histórico.

De acordo com o vice-prefeito e secretário da Cidade, Miguel Alencar, esta entrega representa mais um passo no compromisso da gestão municipal com o cuidado da cidade e da sua história.

“A Praça São Benedito está mais bonita, mais ampla e preparada para receber moradores e visitantes. É um espaço que faz parte da identidade da Passagem e de Cabo Frio. Agora, esse patrimônio revitalizado precisa também do cuidado da população, para que continue sendo um lugar de convivência, lazer e encontro por muitos anos”, destacou.
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			<title><![CDATA[Feira Quilombola retorna neste sábado (10) ao calendário de 2026 no Horto Municipal de Cabo Frio

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			<updated>2026-01-08T13:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (10), a Feira Quilombola retorna à programação do Horto Municipal Ângelo Trindade Marques, no bairro Portinho. O evento, que acontece todo segundo sábado do mês, é um dos principais espaços de resistência, cultura e economia solidária da Região dos Lagos, reunindo produtores locais e a comunidade em uma celebração da identidade afro-brasileira.

A feira oferece diversos produtos agrícolas, além de peças de artesanato tradicional, gastronomia e apresentações musicais. Para embalar a primeira edição do ano, o músico Junior Carriço apresenta um show de voz e violão, com participação especial de Jiseli Gaspar, em um repertório repleto de brasilidade.

O evento é uma realização conjunta da Cooperativa Quilombola da Região dos Lagos (Cooperquilombo) e da Cooperativa da Agricultura Familiar da Região dos Lagos (Coopalagos). A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Clima e Saneamento e de Cultura, além da chancela do Governo Federal e do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro (Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa), via Política Nacional Aldir Blanc.

SERVIÇO:
Evento: Feira Quilombola – Edição de Janeiro de 2026
Data: 10 de janeiro de 2026 (sábado)
Horário: 9h às 15h
Local: Horto Municipal – Av. Henrique Terra, s/n – Portinho, Cabo Frio – RJ
Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[De Cabo Frio para Portugal: Flores Literárias promovem a produção de 55 escritores brasileiros]]></title>
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			<updated>2026-01-06T13:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Coletivo Cultural Flores Literárias realiza um projeto de intercâmbio cultural Brasil–Portugal, materializado por meio de uma Mostra Literária que reúne obras e produções de 55 escritores brasileiros. A iniciativa é idealizada e organizada pela escritora e produtora cultural cabofriense Jaqueline Brum, referência no cenário literário e cultural.

A mostra está sediada na Casa Manuel Espregueira e Oliveira, um palacete histórico localizado no centro histórico de Viana do Castelo, na Rua Manuel Espregueira, nº 190. O espaço foi palco da vernissage de abertura, que contou com participação do público e foi um grande sucesso, consolidando a relevância e a qualidade da proposta apresentada.

Diante da receptividade e do impacto positivo junto à comunidade local e visitantes, a exposição permanecerá aberta ao longo de todo o mês de janeiro de 2026, período em que o espaço também receberá diversos eventos culturais, ampliando o alcance da mostra e proporcionando ao público europeu o contato direto com a produção literária contemporânea brasileira.

O projeto reafirma a importância da lusofonia como elo histórico, cultural e linguístico entre Brasil e Portugal, fortalecendo pontes de diálogo, troca e valorização da literatura em língua portuguesa. Por meio dessa ação, o Coletivo Flores Literárias cumpre seu compromisso com a difusão cultural internacional, levando os nomes e as obras de escritores brasileiros para além das fronteiras nacionais.

A seriedade e a consistência do trabalho desenvolvido por Jaqueline Brum merecem destaque. Escritora, produtora cultural e articuladora de projetos literários, ela atua há mais de uma década na promoção da leitura, da escrita e da cultura, realizando um trabalho sólido e contínuo, sempre atento às dinâmicas culturais contemporâneas. Sua trajetória contribui para projetar Cabo Frio no cenário cultural nacional e internacional, levando o nome da cidade ao mundo com honra, sensibilidade e profissionalismo.

Para Jaqueline Brum, a experiência tem sido especialmente significativa:

“Fomos muito bem recebidos em Viana do Castelo. É uma alegria imensa poder levar o nome de Cabo Frio e de tantos escritores brasileiros para a Europa por meio desse rico projeto de intercâmbio cultural. A literatura tem esse poder de aproximar povos, histórias e afetos, e é isso que estamos vivendo aqui.”

O intercâmbio cultural Brasil–Portugal promovido pelo Coletivo Flores Literárias reafirma a arte e a literatura como instrumentos de conexão, pertencimento e construção de pontes culturais duradouras entre os países lusófonos.
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			<title><![CDATA[Nos supermercados, escassez marca verão cabo-friense]]></title>
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			<updated>2026-01-02T16:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A escassez nas gôndolas de supermercados e mercadinhos de bairros é a marca neste início de ano em Cabo Frio. "Parece que passou um furacão por aqui", disse um turista na fila de um mercado da Vila Nova 

Pão de forma, mate, biscoito e massas, especialmente miojo, estão entre os produtos escassos. Pior ainda: muita gente ficou sem pão na fila de algumas padarias na manhã desta sexta-feira.

Não fosse muito, comércios em geral sofrem com a falta de gelo na cidade. Isso apesar dos preços elevados cobrados por fábricas e revendas

Avaliação da prefeitura é que, na virada do ano, Cabo Frio registrou 1 milhão de turistas na cidade. Os serviços públicos da cidade estão reforçados.
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			<title><![CDATA[Ocupação hoteleira supera expectativas em Cabo Frio, diz representante regional da ABIH]]></title>
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			<updated>2026-01-02T14:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A rede hoteleira de Cabo Frio supera as expectativas e registra ocupação estimada em 85%, segundo o representante regional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Renato Marins. O desempenho é superior ao registrado no mesmo período da temporada passada.

No Peró, hotéis e pousadas atingem 100% de ocupação. A avaliação é de Carlos Cunha, do Hotel La Plage.

O comércio também apresenta desempenho melhor do que no ano passado, como admitiu Renato Marins, atual presidente da Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia).

O empresário exorta representantes dos mais diferentes segmentos a iniciarem desde já um plano de ação para fortalecer os negócios também na baixa temporada:

— Este ano tem tudo para ser extraordinário. São mais de dez fins de semana prolongados, vamos ter Copa e eleições. Enfim, um ambiente propício para bons negócios — complementou o empresário.
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			<title><![CDATA[Defesa Civil envia alerta de ressaca para celulares; início do ano pode ter pancadas de chuva]]></title>
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			<updated>2025-12-31T19:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Na virada de ano, todo cuidado é pouco para os banhistas que aproveitam as praias do Rio de Janeiro. É que a a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu, no início da tarde desta quarta-feira, um alerta de ressaca. A notificação foi enviada aos celulares pelo Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ).

Segundo a Marinha do Brasil, o período de ressaca segue vigente até as 6h desta quinta-feira (1º), com previsão de ondas de até 2,5 metros. 

Em caso de emergências ligue para 193 – Corpo de Bombeiros ou (22) 2350-6008 Defesa Civil

O início de 2026 será marcado por calor, presença constante de nuvens e ocorrência de pancadas de chuva, segundo a previsão do Climatempo para Cabo Frio. Entre quinta-feira (1º) e domingo (4), o tempo segue instável, com alternância entre períodos de sol, céu nublado e chuva rápida em alguns momentos.

Na quinta-feira (1º), o dia começa com sol entre muitas nuvens e períodos de céu nublado. À noite, a nebulosidade aumenta. As temperaturas variam entre 24°C e 28°C, com 57% de umidade.

A sexta-feira (2) mantém o padrão de sol com muitas nuvens, mas há pancadas de chuva à tarde. À noite, o tempo fica nublado, sem previsão de chuva. A mínima é de 24°C e a máxima pode chegar a 30°C, com 54% de umidade.

No sábado (3), o sol aparece entre algumas nuvens, com chuva passageira ao longo do dia. À noite, o tempo permanece nublado, porém firme. Os termômetros variam entre 24°C e 26°C, e a umidade sobe para 75%.

O domingo (4) será de sol com algumas nuvens, mas com chuva rápida tanto durante o dia quanto à noite. As temperaturas ficam entre 24°C e 26°C, e a umidade relativa do ar chega a 81%.

O cenário indica um começo de ano típico de verão, com calor, abafamento e instabilidade pontual, exigindo atenção para mudanças rápidas no tempo ao longo do dia.
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			<title><![CDATA[Pessoas com espectro autista recebem abafadores de ruído para o Réveillon de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-12-31T19:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria de Políticas Públicas da Pessoa com Deficiência e Autismo, disponibilizou, gratuitamente, fones, abafadores de ruído para pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para a festa de Réveillon.

Os fones podem ser adquiridos no espaço exclusivo para a Pessoa com Deficiência, localizado ao lado do palco principal, na Praia do Forte. Para a retirada do equipamento, o responsável deverá apresentar a carteira de identidade ou laudo e CIPTEA.

Para o secretário adjunto de Políticas Públicas da Pessoa com Deficiência e Autismo, André Luiz, o Gugu, a pessoa autista tem uma hipersensibilidade aos sons.

“Fornecer os fones antirruído vamos promover a inclusão e bem-estar das pessoas com transtorno do espectro autista, durante a festa, a queima de fogos, em Cabo Frio”, disse.

A entrega dos abafadores foi feita também em Tamoios, contemplando pessoas de todas as idades diagnosticadas com o TEA.
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			<title><![CDATA[Confira os feriados nacionais e pontos facultativos de 2026]]></title>
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			<updated>2025-12-30T14:47:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos publicou nesta terça-feira (30) portaria que estabelece feriados nacionais e pontos facultativos de 2026. Dos 10 feriados nacionais, apenas um cai no fim de semana – o da Proclamação da República, em 15 de novembro, um domingo.

As datas, segundo a publicação, devem ser observadas pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, sem comprometimento das atividades públicas consideradas como serviços essenciais à população.

A lista inclui dez feriados nacionais e nove pontos facultativos abrangendo datas tradicionais do calendário cívico e religioso brasileiro, além de períodos de organização do funcionamento administrativo, como carnaval e as vésperas de Natal e ano novo.

A portaria estabelece ainda que feriados em comemoração à data magna do estado, fixada em lei estadual, e os dias de início e término do ano do centenário de fundação do município, declarados em lei municipal, serão observados por repartições da administração pública federal direta, autárquica e fundacional nas respectivas localidades.


“Não será permitido aos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal antecipar ponto facultativo em discordância com o que dispõe a portaria. Também está vedado adotar ponto facultativo estabelecido pela legislação estadual, municipal ou distrital, ressalvados os feriados em comemoração à data magna do estado.”


Confira o calendário de feriados nacionais e pontos facultativos em 2026:


	1º de janeiro, Confraternização Universal (feriado nacional);
	16 de fevereiro, carnaval (ponto facultativo);
	17 de fevereiro, carnaval (ponto facultativo);
	18 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h);
	3 de abril, Paixão de Cristo (feriado nacional);
	20 de abril (ponto facultativo);
	21 de abril, Tiradentes (feriado nacional);
	1º de maio, Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);
	4 de junho, Corpus Christi (ponto facultativo);
	5 de junho (ponto facultativo);
	7 de setembro, Independência do Brasil (feriado nacional);
	12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional);
	28 de outubro, Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo);
	2 de novembro, Finados (feriado nacional);
	15 de novembro, Proclamação da República (feriado nacional);
	20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional);
	24 de dezembro, Véspera do Natal (ponto facultativo após as 13h);
	25 de dezembro, Natal (feriado nacional); e
	31 de dezembro, Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13h).

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