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	<title>Folha dos Lagos - Geral</title>
	
	<updated>2026-08-21T18:03:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Açaí do Forte vai inaugurar nova loja em São Pedro da Aldeia no próximo dia 28]]></title>
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			<updated>2026-08-21T18:03:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[No próximo dia 28, às 13 horas, o Açaí do Forte estará de volta em São Pedro. Inaugurada em 2020, a loja vai ocupar um novo espaço no Centro da cidade (Avenida São Pedro, 138). O novo local é mais amplo, climatizado, acessível e mais aconchegante, desenvolvido dentro do novo conceito do Açaí do Forte, que tem como objetivo proporcionar uma experiência ainda melhor a todos os clientes, e isso vai além do sabor inconfundível que todo mundo já conhece.

Fundado há 24 anos, o Açaí do Forte nasceu através do esforço da empresária Jaqueline Almeida: ela iniciou essa história como ambulante, empurrando um carrinho do produto nas areias da Praia do Forte, em Cabo Frio. Desde então a marca cresceu, adotou o modelo de franquia e ganhou o mundo: hoje são mais de 20 lojas espalhadas pelo Brasil e pelo exterior (incluindo Lisboa e Nazaré, em Portugal).

– A população aldeense sempre nos acolheu com muito carinho. Por isso a loja anterior foi muito importante: ali construímos um relacionamento verdadeiro com nossos clientes. Estar de volta à cidade com uma nova loja maior e melhor é nossa forma de retribuir esse afeto. Por isso esse novo ambiente foi pensado com muito carinho. Queremos que as pessoas possam aproveitar o melhor açaí da região com muito mais conforto. Para isso teremos mais espaço, mais mesas e mais cadeiras. É uma proposta renovada, mas sem abrir mão da nossa identidade, da nossa essência, do nosso aconchego e, principalmente, do sabor e do atendimento que nossos clientes já conhecem – destaca Jaqueline Almeida.

A empresária contou que durante a inauguração haverá surpresas para os clientes.

– Estamos muito felizes em poder matar a saudade dos aldeenses, e manter tudo o que temos de melhor: nosso atendimento, a qualidade dos produtos, e a agilidade do delivery. E tem mais: estamos preparando uma surpresa incrível para os primeiros 50 clientes no dia da inauguração. Mas pra saber o que é, tem que seguir a página @acaidoforte_saopedro no Instagram - anunciou Jaqueline.

 




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			<title><![CDATA[Luciane Quintanilha lança novo livro em Cabo Frio e recebe leitores em sessão de autógrafos]]></title>
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			<updated>2026-08-21T15:57:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A psicóloga, escritora e poetisa Luciane Quintanilha lança o livro Atalhos em Cabo Frio no dia 29 de agosto (sábado), com uma sessão de autógrafos aberta ao público. O encontro será realizado a partir das 16h, no Salmoura Bistrô & Charcutaria (Rua Coronel Ferreira, nº 751, bairro Portinho).

Publicado pela Sophia Editora, Atalhos reúne mais de 50 poemas que partem de conflitos interiores para abordar temas como dor, passagem do tempo, solidão, amadurecimento, liberdade, relações afetivas, violência contra a mulher e reconstrução. 

O poema que dá nome ao livro abre esse percurso. Nele, a autora questiona como encontrar saídas quando tristeza, cansaço e antigas dores voltam à superfície. A resposta construída ao longo do texto passa pelo reencontro consigo mesma e pela redefinição das próprias fronteiras. É uma dinâmica que reaparece em diferentes momentos da obra: a vulnerabilidade não surge como ponto final, mas como parte de um processo de transformação.

"Assim eu senti Atalhos: como uma coleção de caminhos interiores, trilhados com paixão, verdade, coragem e lucidez. Um livro que pulsa com a mesma energia da mulher que o escreveu: forte, latente, intensa; uma viajante do mundo e das emoções", escreve a escritora Jaqueline Brum no prefácio. 

Antes do encontro em Cabo Frio, Luciane apresentou a obra em julho na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde também lançou o infantil Luluga, Aninha e Nino Canino.

O novo trabalho amplia a produção literária de Luciane. A autora já publicou Sem Títulos, Para que títulos?, Apesar dos títulos, que formam uma trilogia de livros de poemas, além de Noites descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo.

Sobre a autora – Luciane Quintanilha dos Santos nasceu em Cabo Frio (RJ), em 26 de maio de 1967. É psicóloga, graduada pela Universidade Gama Filho, com pós-graduação em Gestalt-terapia clínica pela Universidade Veiga de Almeida e pós-formação pelo Instituto Ampliando Fronteiras. Poetisa e cronista, publicou seis livros de poesia: Sem Títulos, Para Que Títulos? e Apesar dos Títulos (que compõem a Trilogia dos Títulos), além de Noites Descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo. A escuta, o cuidado e a atenção aos processos humanos atravessam tanto sua atuação profissional quanto sua escrita literária, que transita entre o íntimo e o universal. Explora temas como dor, cura, recomeço, memória, amor e resistência, sempre com forte carga imagética e afetiva. Luciane já participou de diversas antologias poéticas e apresentou sua obra na XXI e na XXII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, além da 21ª, 22ª, 23ª e 24ª  Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Integra a Academia Cabofriense de Letras (ACL), a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) e a Academia de Letras e Artes de Cabo Frio (ALACAF). Além da literatura, dedica-se à música: canta e toca violão e ukulele.
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			<title><![CDATA[Peró recebe "Festival Em Movimento" com foco em esporte, empreendedorismo e apoio para mulheres]]></title>
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			<updated>2026-08-20T11:13:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Nos próximos dias 22 e 23 o bairro do Peró, em Cabo Frio, vai receber o “Festival Em Movimento”, evento gratuito voltado ao público feminino de todas as idades. A programação vai acontecer na orla e nas dependências do antigo hotel La Plage. Estão previstas atividades esportivas, feira de empreendedorismo, oficinas de beleza, serviços de bem-estar e fórum de debates sobre direitos e proteção da mulher. Idealizado pela empresária Rose Fitness, o festival busca criar uma rede de apoio e conscientização contra a violência, além de incentivar o empreendedorismo regional. Os ingressos gratuitos devem ser retirados previamente pela plataforma Sympla.

A estrutura do evento será distribuída em diferentes espaços do antigo hotel, incluindo três palcos simultâneos, áreas ao ar livre nos jardins e salas para palestras. Ao longo dos dois dias, as participantes terão acesso à feira de produtos e serviços de empreendedoras da região, oficinas de estética, sessões de massagem e opções gastronômicas, incluindo almoço buffet fitness e festival de caldos à noite.

A programação do dia 22 começa às 8h com o credenciamento e recepção no jardim. A abertura oficial do evento será no palco principal, às 9h. Às 9h30 tem Rose Experience, seguida de pole dance aula às 11h. Às 14h20 está programada aula de defesa pessoal, e às 15h aulão de Fit Dance & Samba. No palco 2 a programação começa às 9h30 com Fit Dance, e no palco 3 tem Hit Box no mesmo horário. O almoço com buffet fit a quilo será servido entre meio-dia e 14h.

De tarde, no salão de eventos, acontece o evento “Mulheres que resistem”. A abertura será às 15h30 com Giulia Navarro e Alexandra Codeço. Às 16h tem palestra com a neuropsicóloga Jacqueline Serpa, seguida de Shenia Mendes (Ouvidora da Mulher da 20° subseção OABRJ), Regiane Costa (coordenadora da Patrulha Maria da Penha) e Rose Fitness (empresária). Das 19h às 22h acontece noite de caldos com sertanejo feminino. No domingo (23) a programação continua no palco principal com yoga (9h) e corrida pela praia (10h). No jardim acontecerá feira e oficina Mary Kay, ambos às 9h.
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			<title><![CDATA[Prolagos avança em obra na ETE Praia do Siqueira em meio a críticas por poluição na orla]]></title>
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			<updated>2026-08-19T14:57:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Falta pouco para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Praia do Siqueira, em Cabo Frio, se tornar uma das mais modernas da Região dos Lagos. Depois de mobilizar mais de 50 trabalhadores na concretagem da laje de fundo de um dos novos decantadores da unidade, a concessionária se prepara agora para a reta final da obra. A próxima etapa prevê a instalação dos sistemas eletromecânicos, incluindo um moderno sistema de aeração por difusores, e as unidades de adensamento e desidratação de lodo, tecnologias que, segundo a empresa, devem elevar a eficiência operacional da estação.

Iniciada em março de 2024, a primeira fase das obras de ampliação e modernização do sistema custaram cerca de R$ 100 milhões. Foram instalados os equipamentos que fazem o tratamento inicial do esgoto, com retirada de detritos maiores, como areia, gordura e resíduos sólidos. Em junho de 2025 teve início a segunda fase, com anúncio da construção de dois decantadores e tanques com um sistema de aeração, e um sistema de desinfecção. Segundo a Prolagos, todo esse processo vai ajudar a eliminar a matéria orgânica do esgoto, deixando o efluente muito mais limpo antes de voltar para o meio ambiente. O custo total da obra gira em torno de R$ 450 milhões e a previsão de conclusão é para o final deste ano.

No entanto, ao ser questionada pela Folha sobre qual vai ser o impacto real dessa obra na laguna de Araruama, especialmente no trecho da Praia do Siqueira, a concessionária, mais uma vez, não respondeu. Disse apenas que “a obra de ampliação e modernização da ETE Praia do Siqueira vem acontecendo dentro do cronograma previsto e vai transformar a unidade em uma estação de nível terciário, ampliando de forma significativa a qualidade do efluente tratado”. Reforçou ainda que “o esgoto tratado em todas as estações de tratamento é atualmente devolvido ao meio ambiente dentro dos padrões ambientais estabelecidos”.

Além de moradores e pescadores, o Ministério Público Federal também já contestou a eficiência dos equipamentos da Prolagos na Praia do Siqueira. Em março deste ano, após uma vistoria no local, o procurador da República, Leandro Mitidieri, confirmou que a inspeção flagrou as comportas de esgoto da concessionária abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Na ocasião, a Folha também ouviu o professor Adacto Ottoni, titular de Engenharia Ambiental da UERJ. Ele acompanhou a vistoria e contou que o cenário encontrado indicava irregularidades no sistema de saneamento local. A Prolagos negou as irregularidades apontadas pelo MPF.

No início deste mês foi o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) quem confirmou a existência de trechos com concentração de bactéria de origem fecal acima do limite considerado seguro para banho. Além da Praia do Siqueira, o levantamento feito pelo órgão também citou problemas em vários trechos da laguna em São Pedro da Aldeia. O documento do órgão estadual atribuiu a degradação encontrada ao despejo contínuo de esgoto sem tratamento nos vários pontos vistoriados. Mais uma vez a Prolagos negou a existência de problemas.

A situação da laguna de Araruama na Praia do Siqueira é um dos pontos mais críticos. A Prolagos assumiu a concessão dos serviços de saneamento na Região dos Lagos em 1998, mas os indicadores do Inea mostram que a orla acumula um longo histórico de contaminação por esgoto. Desde que o órgão estadual começou a divulgar os boletins de balneabilidade, em 2010, o trecho permaneceu impróprio para banho em quase a totalidade do período, figurando como próprio para banho em apenas 39 meses. O cenário de poluição nesse trecho da laguna se mantém até hoje.

Já a dragagem anunciada pela Prefeitura de Cabo Frio e Governo do Estado para remoção de sedimentos segue paralisada por recomendação do MPF. O órgão constatou que a dragagem estava retirando areia em vez de lodo e operando sem as barreiras de contenção flutuantes adequadas.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio realiza mutirão de limpeza na Ilha do Japonês neste sábado (22)
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			<updated>2026-08-19T09:24:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Promover conscientização ambiental e reforçar a responsabilidade coletiva na conservação de áreas naturais do município estão entre os principais objetivos do grande mutirão de limpeza programado para acontecer na Ilha do Japonês, no dia 22 de agosto (sábado). A ação ambiental terá início às 9h no local, com travessia gratuita para os participantes, no Ponto de Travessia do Táxis Marítimos, no bairro Passagem, a partir das 8h. 

Realizada pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, em parceria com a concessionária Prolagos e o Shopping Park Lagos, a iniciativa é aberta a toda a população, mas conta, sobretudo, com a colaboração e participação, de quem utiliza a ilha para a prática de esportes e comércio, como trabalhadores e donos de quiosques, mergulhadores, praticantes de canoagem, profissionais de turismo e surfistas.

“A Ilha do Japonês é um paraíso situado dentro de uma área de preservação ambiental, o Parque Estadual da Costa do Sol, muito visitado por moradores e turistas durante o ano todo que aproveitam a área para trilhas, lazer, prática de esportes. Contudo, infelizmente, nem todo mundo se preocupa com a preservação do local. Esse tipo de ação é fundamental para a retirada de resíduos, como microlixo, que impactam diretamente na preservação desse patrimônio natural. 

Essa é mais uma iniciativa do programa ‘Cabo Frio Educada’, que visa proteger a fauna e a flora locais, incentivando práticas sustentáveis para a conservação dos nossos ecossistemas costeiros”, afirmou o Secretário de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, Jailton Nogueira.  
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio analisa decisão judicial que determina pagamento de horas extras a professor]]></title>
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			<updated>2026-08-17T18:21:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio informou à Folha que está analisando a decisão judicial que obriga o Município a pagar horas extras aos profissionais da rede municipal de ensino que trabalharam nos sábados letivos de 7 e 28 de março e 11 de abril. A determinação atende a um pedido do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos).

A notícia sobre a decisão judicial foi publicada no site do jornal no último dia 8. Em nota enviada à reportagem após a publicação, o governo municipal confirmou que recebeu a intimação por meio da Procuradoria-Geral. Segundo o comunicado, o órgão jurídico está colhendo informações junto à Secretaria Municipal de Educação para avaliar o caso e definir se irá interpor recurso ou adotar outras providências decorrentes da sentença.

A ação movida pelo Sepe contesta a convocação dos servidores para a reposição de aulas referentes aos pontos facultativos do período de Carnaval. Na decisão, a Justiça considerou a exigência de trabalho aos sábados, sem a devida previsão de pagamento extraordinário, vale-transporte e alimentação, uma medida ilegal e desalinhada com a legislação municipal e com os princípios da administração pública.

Em nota, Renato Lima, advogado do sindicato, citou um trecho da decisão onde a juíza afirma que “a imposição de reposição de jornada não encontra respaldo legal e fere o direito dos profissionais da Educação municipal ao planejamento anual de suas atividades, além de desconsiderar o calendário escolar previamente divulgado”.

Segundo Renato, a juíza também teria considerado que “a exigência de compensação da jornada, nos moldes impostos pela administração municipal, é ilegal e abusiva e, por isso, deve ser afastada”. Uma das opções sugeridas pela juíza, segundo o advogado, seria passar tarefas e pesquisas sobre o Carnaval para os alunos completarem a carga horária em casa. Para a magistrada, isso ajudaria no aprendizado dos estudantes sem prejudicar a rotina dos professores nem trazer gastos extras para a cidade.

Com a determinação judicial, a Prefeitura de Cabo Frio terá que pagar o valor correspondente às horas extras trabalhadas nesses três sábados. As datas do pagamento retroativo serão definidas em uma reunião entre o município e o sindicato ou em uma audiência marcada pela própria Justiça.
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			<title><![CDATA[Prolagos anuncia manutenção preventiva no sistema de abastecimento nesta quarta-feira (19)]]></title>
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			<updated>2026-08-17T11:59:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Prolagos anunciou que vai realizar, nesta quarta-feira (19), uma importante manutenção preventiva para reforço da segurança operacional da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Juturnaíba (ETA) e melhoria do sistema de distribuição que abastece as cidades de Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios. O serviço, inicialmente programado para o dia 5 de agosto, foi adiado e remarcado para esta semana. Durante a intervenção, moradores dessas cidades podem enfrentar falta d’água ou redução no fornecimento.

A Diretora-Executiva da Prolagos, Aline Póvoas, explica que a manutenção preventiva é fundamental para garantir a segurança e confiabilidade do sistema e destaca que, após a conclusão dos serviços, a retomada ocorre de forma gradativa.

“É uma intervenção planejada para reforçar a segurança operacional do sistema. Após a conclusão dos trabalhos, iniciamos a retomada gradativa da operação e do abastecimento. Por isso, é importante que os clientes se preparem e façam uso consciente da água, especialmente durante esse período”, explica.

A concessionária orienta os clientes a manterem abertos os registros de entrada de água para garantir o preenchimento das reservações e, também, a utilizarem água de forma consciente nos dias que antecedem a manutenção, priorizando atividades essenciais e adiando tarefas que demandem maior consumo. Imóveis com caixas-d’água e cisternas dimensionadas para atender ao consumo de seus moradores tendem a sentir menos os impactos durante o período.

A ação acontecerá a partir das 6h, com previsão de término às 20h. Após a conclusão do serviço, o abastecimento será retomado gradativamente e poderá levar até 48h ou mais para ser totalmente normalizado, especialmente em áreas elevadas e localizadas nas pontas das redes de distribuição.

Durante o período, o abastecimento por caminhões-pipa será priorizado para hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e outros serviços considerados essenciais.  No dia da paralisação, a concessionária vai aproveitar para realizar outras intervenções de melhoria no sistema de distribuição e de combate às perdas de água.

“Vamos mobilizar nossas equipes em diferentes frentes, aproveitando a paralisação programada para avançar em ações de modernização e combate às perdas de água”, destaca Aline.

A concessionária permanece disponível pelo telefone 0800 195 0 195, que funciona para ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.
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			<title><![CDATA[Resultados das Eleições 2026 poderão ser acompanhados em tempo real

]]></title>
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			<updated>2026-08-17T09:37:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Mais uma vez os eleitores poderão acompanhar em tempo real o resultado das eleições do próximo dia 4 de outubro. A confirmação foi feita esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o órgão, a apuração dos votos será atualizada pelo site www./resultados.tse.jus.br, e também pelo aplicativo Resultados, já disponível para dispositivos móveis. A divulgação começará a partir das 17h, logo após o encerramento da votação, e acontecerá simultaneamente para todas as unidades da Federação, inclusive, para os votos ao cargo de presidente da República recebidos do exterior. A regra vale tanto para o 1º turno,, quanto para eventual 2º turno, em 25 de outubro.

A plataforma vai permitir que o eleitor selecione o estado e o município para consultar o avanço da totalização em diferentes localidades do Brasil, para todos os cargos. Os dados serão atualizados na medida em que os boletins de urna forem recebidos e processados pelos sistemas da Justiça Eleitoral, possibilitando o acompanhamento contínuo da totalização em todo o país, inclusive quanto à porcentagem totalizada dos votos computados, dos votos em branco, dos votos nulos e do comparecimento do eleitorado.

Além da consulta aos resultados, o TSE anunciou que também vai disponibilizar na internet os boletins de urna enviados para a totalização, que podem ser comparados em tempo real com os obtidos nas seções, impressos pela urna eletrônica, ou a partir da leitura dos QR Codes pelo aplicativo Boletim na Mão ou por qualquer outro com a mesma finalidade. Após o encerramento da totalização, os boletins utilizados na totalização também serão publicados no Portal de Dados Abertos do TSE, ampliando as possibilidades de fiscalização e conferência dos dados divulgados.

Paralelamente à preparação da infraestrutura de transmissão de dados, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro vem promovendo ações para detalhar o funcionamento do sistema de votação. No começo do mês o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promoveu a ação "O Sistema Eletrônico por Dentro". Na ocasião, a urna eletrônica foi apresentada para representantes da imprensa e de entidades fiscalizadoras durante a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

Na abertura da atividade, o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação, reforçando a confiança do público no processo eleitoral, bem como o papel das entidades fiscalizadoras no combate à desinformação. O magistrado exaltou a segurança e a rapidez da urna eletrônica, recordando a época do voto em cédula, quando a apuração demorava dias ou até semanas, “criando um hiato de tempo que dava espaço para a desconfiança e a dúvida”.

A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro também levou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação para a conferência de tecnologia Rio Innovation Week, realizada no Píer Mauá. O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, abriu uma urna eletrônica diante de centenas de visitantes brasileiros e estrangeiros, incluindo pesquisadores, empreendedores, profissionais da área de tecnologia, conferencistas e expositores. O objetivo foi o de mostrar como ela funciona e reforçar o sistema de segurança do equipamento.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio e Araruama receberão oficinas para elaboração de Planos Locais de Ação Climática]]></title>
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			<updated>2026-08-12T11:01:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Dois municípios da Região dos Lagos vão receber, este mês, o primeiro ciclo de oficinas participativas para a criação de seus Planos Locais de Ação Climática. Em Cabo Frio, a atividade acontece no próximo dia 19, das 14h às 18h, no Paradiso Corporate Eventos (Avenida Teixeira e Souza, nº 2011, Braga). Em Araruama, o encontro será realizado no dia 20, das 13h às 17h, na Rua México, nº 160, no Centro. As reuniões são abertas à população e buscam mapear vulnerabilidades, desafios e necessidades específicas das cidades para enfrentamento de desastres e fortalecimento da resiliência urbana.

A iniciativa faz parte do Programa Ambiente Resiliente, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a rede de governos locais ICLEI. As oficinas incentivam o diálogo direto com a comunidade sobre os impactos das mudanças climáticas locais para construir diagnósticos municipais técnicos que servirão de base para a segunda fase do projeto, prevista para novembro deste ano. A conclusão oficial dos planos em todo o estado está agendada para 2027.

Além de Cabo Frio e Araruama, o programa abrange outros 32 municípios prioritários do Estado do Rio de Janeiro. A lista completa inclui Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.

A metodologia utilizada na construção das propostas é o Planejamento de Ações para Resiliência Urbana (CityRAP), ferramenta criada pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana. O sistema estruturado orienta o planejamento por meio de cinco eixos centrais: governança urbana e participação social; planejamento urbano e meio ambiente; infraestrutura resiliente e serviços básicos; economia urbana, finanças e sociedade; e gestão de riscos de desastres.

A elaboração dos documentos envolve profissionais de secretarias municipais como meio ambiente, defesa civil, educação, infraestrutura, turismo e saúde, além do engajamento comunitário. A chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes, ressalta que o método apoia o planejamento climático em cidades de pequeno e médio porte, permitindo que a população e os gestores locais construam soluções ajustadas às suas especificidades territoriais.
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			<title><![CDATA[Exposição "Cabo Frio, séc. XX" entra em cartaz no Mart, em Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-08-11T17:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No mês em que o antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos completa 340 anos, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Ibram/MinC) abre ao público a exposição temporária “Cabo Frio, séc. XX”. A inauguração aconteceu nesta terça-feira (11), às 10h, na Saleta de Exposições do museu. A entrada é gratuita e as obras ficam em cartaz até novembro.

Assinada pelo historiador e artista Gustavo Bergerot, a mostra reúne 10 desenhos em carvão que retratam a história, a memória e o processo de urbanização do município ao longo do século passado. As obras foram desenvolvidas a partir de fotografias do acervo da Biblioteca Nacional e retratam paisagens icônicas da cidade, como a Praia do Forte, o Canal do Itajuru, o Canal Palmer e o próprio Convento. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. 
 
Gustavo Bergerot, 29 anos, cursou História na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde participou de oficinas de História e Documento focadas no Rio de Janeiro dos séculos XVIII e XIX. Essa experiência impulsionou sua pesquisa sobre Memória e sua articulação com as artes visuais, tendo o acervo da Biblioteca Nacional como principal fonte iconográfica e documental. 

A partir da estética do "Rio Antigo" (séc. XIX–XX) e do estudo das transformações urbanas, o artista desenvolve narrativas visuais que estabelecem comparações entre as cidades, refletindo sobre suas dinâmicas demográficas e espaciais. Em sua trajetória, conquistou a Medalha de Bronze na exposição Night of Museums, em Belgrado (Sérvia), e integrou a Semana de Arte Sobre Papel, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Atualmente, cursa Artes Visuais na Universidade Veiga de Almeida (UVA). 

SERVIÇO 
Exposição: “Cabo Frio, séc. XX”, por Gustavo Bergerot 
Abertura: Terça-feira (11), às 10h 
Visitação: De terça a sexta, das 10h às 17h; sábados, das 10h às 14h (até novembro) 
Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) — Largo de Santo Antônio, s/nº, Centro – Cabo Frio (RJ) 
Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[Justiça determina que Prefeitura de Cabo Frio pague horas extras a professores

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			<updated>2026-08-08T09:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Justiça atendeu, esta semana, a um pedido do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) e determinou que a Prefeitura de Cabo Frio pague horas extras a todos os servidores da rede municipal que trabalharam nos sábados letivos de 7 e 28 de março e 11 de abril deste ano. Segundo Renato Lima, advogado do Sepe, a convocação dos professores aconteceu por meio do Memorando Circular nº 019/GAB-SEME/2026, que teria estabelecido a reposição dos pontos facultativos de 13, 16 e 18 de fevereiro durante o período de Carnaval. A reportagem da Folha procurou a Prefeitura de Cabo Frio para pedir um posicionamento sobre a decisão e saber se o município vai recorrer, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Segundo o advogado do sindicato, na decisão, “a juíza titular afirmou que a imposição da reposição, sem previsão legal expressa e sem negociação coletiva, viola os princípios da legalidade, da motivação e da transparência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal”. 

Renato também explicou que a magistrada teria destacado que a convocação para o trabalho em sábados letivos, sem previsão de pagamento de horas extras, alimentação e auxílio-transporte, “viola o direito à remuneração adequada pelo serviço extraordinário, conforme estabelece a legislação municipal”.

Em nota divulgada pelo sindicato, o advogado do Sepe citou um trecho da decisão onde a juíza afirma que “a imposição de reposição de jornada não encontra respaldo legal e fere o direito dos profissionais da Educação municipal ao planejamento anual de suas atividades, além de desconsiderar o calendário escolar previamente divulgado”.

Segundo Renato, a juíza também teria considerado que “a exigência de compensação da jornada, nos moldes impostos pela administração municipal, é ilegal e abusiva e, por isso, deve ser afastada”.

Uma das opções sugeridas pela juíza, segundo o advogado, seria passar tarefas e pesquisas sobre o Carnaval para os alunos completarem a carga horária em casa. Para a magistrada, isso ajudaria no aprendizado dos estudantes sem prejudicar a rotina dos professores nem trazer gastos extras para a cidade.

Com a determinação judicial, a Prefeitura de Cabo Frio terá que pagar o valor correspondente às horas extras trabalhadas nesses três sábados. As datas do pagamento retroativo serão definidas em uma reunião entre o município e o sindicato ou em uma audiência marcada pela própria Justiça.

Para o advogado do Sepe Lagos, a decisão representa uma grande conquista para a categoria e reforça os pedidos que os servidores vêm fazendo ao governo municipal. A entidade cobra que a Prefeitura receba os representantes dos trabalhadores para negociar as demais cobranças da rede de ensino.
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			<title><![CDATA[Banda cabo-friense Spectrummm apresenta músicas inéditas no Diveneta Moto Fest neste sábado (8)
]]></title>
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			<updated>2026-08-07T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Com uma trajetória marcada pela parceria familiar e pelo som pesado em língua portuguesa, a banda cabo-friense Spectrummm az show especial de doom metal neste sábado (8), na 20ª edição do Diveneta Moto Fest. A apresentação será às 15h, na Praça de São Cristóvão, em Cabo Frio, e promete movimentar os amantes do gênero com faixas inéditas e sucessos da discografia do grupo.

O trio carrega uma particularidade que chama a atenção e marca sua identidade nos palcos: a formação é inteiramente familiar. A Spectrummm é composta pelo vocalista e guitarrista Christiano Guerra e por seus dois filhos, Adham Guerra, responsável pela bateria, e Zach Guerra, na guitarra. A conexão entre as gerações da família Guerra se consolidou como uma das forças do som autoral e da cena do metal independente na Região dos Lagos.

A apresentação do grupo local é um dos destaques do terceiro dia do evento, que começou na quinta-feira (6) e segue até domingo (9) com a expectativa de atrair 20 mil visitantes de diversas partes do país. A estrutura montada na Praça de São Cristóvão conta com praça de alimentação, expositores de artigos em couro, acessórios para motocicletas, área de camping gratuito com café da manhã para os motociclistas cadastrados e ações de solidariedade. No sábado, o tradicional almoço do evento terá caráter beneficente, sendo liberado mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis destinados à Apae de Cabo Frio.

A maratona musical de sábado começa ao meio-dia e reúne diversos nomes do rock. Além do show da Spectrummm às 15h, o público acompanha as apresentações de Vinni, às 13h; Zona Rock, às 16h; e Interceptor V-8, às 18h.

Às 20h tem o corte de um bolo gigante em comemoração às duas décadas de fundação do Moto Clube Diveneta e aos 28 anos de carreira da banda Faixa Etária A noite de sábado será encerrada às 22h com o show da banda Bloody Mary, e a programação do festival segue até o fim do dia de domingo.
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			<title><![CDATA[Compradores cobram cronograma da Volendam e pedem ação do MP por obra parada em Arraial

]]></title>
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			<updated>2026-08-07T11:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O impasse envolvendo o atraso e o abandono de obras no condomínio Praia dos Anjos Residence Club, em Arraial do Cabo, ganhou novos capítulos esta semana, e virou alvo de uma ação no Ministério Público. O caso foi denunciado pela Folha em maio deste ano. Na época, moradores dos blocos 5 e 6 procuraram o jornal e informaram que embora a entrega das chaves tenha sido prometida para 2024, as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021.

Na época da denúncia, a Construtora Volendam (que entrou com pedido de recuperação judicial declarando dívidas de mais de R$ 75 milhões) chegou a convocar reuniões e apresentar propostas de negociação aos compradores. A empresa ofereceu alternativas como o financiamento do saldo devedor, permuta por outros empreendimentos, devolução de valores com deságio ou acordos de distrato que previam a retenção de até 90% do montante pago. No entanto, mesmo com as promessas de novos prazos e conversas recentes indicando a intenção de erguer apenas o Bloco 5 e descartar o Bloco 6, nenhum cronograma oficial foi apresentado, mantendo os clientes sem garantias ou documentos formais.

Diante do silêncio e da falta de respostas concretas, 22 compradores dos blocos 5 e 6 decidiram se unir em um grupo de atuação conjunta e contrataram o advogado Luciano Régis para conduzir as medidas judiciais. 

Em entrevista à Folha, Luciano Régis explicou que a mobilização busca proteger o patrimônio dos compradores que investiram as economias no sonho de ter um imóvel de frente para o mar.

– A Volendam  prometeu a construção do Bloco 5, e ficou de apresentar, dentro do processo, um cronograma de obras, mas até agora nada. Então não tem garantia alguma. E no Bloco 6 eles descartaram a possibilidade de construção, oferecendo para alguns clientes uma unidade similar no Bloco 5 ou o repasse de lotes, mas isso também não é garantido de forma alguma - revelou o advogado.

Luciano também informou que foi feita a solicitação para inclusão, no processo, de alguns credores que haviam ficado de fora da lista oficial.

– Nós também pedimos para que o Ministério Público fosse notificado para avaliar a possibilidade de um inquérito civil público ou uma ação civil pública diante do dano causado aos adquirentes dos apartamentos - revelou.

A equipe jurídica também está impugnando a recuperação judicial da empresa e a inclusão do condomínio nesse processo. O advogado defende que o empreendimento deveria estar coberto pela afetação patrimonial.

– Também pedimos prestação de conta dos valores pagos e investidos na obra, porque só a partir disso vamos poder verificar se houve ou não desvios de recursos que eram para a construção do empreendimento - explicou Luciano.

Em nota enviada à imprensa, a Associação dos Adquirentes informou que “o maior problema não é apenas o atraso, mas a absoluta falta de previsibilidade” porque, segundo eles, “por trás de cada contrato existe uma história de vida”.

– Há famílias que investiram toda a economia de anos de trabalho. Há aposentados que aplicaram suas reservas no sonho de um imóvel de frente para o mar. Há trabalhadores que comprometeram seu patrimônio acreditando no empreendimento. Outros utilizaram o único investimento de suas vidas na expectativa de realizar esse sonho. Essas pessoas continuam sem saber quando poderão receber seus imóveis ou, ao menos, quando terão uma posição definitiva sobre o futuro da obra - explicou Thais Fantauzzi, uma das compradoras prejudicadas.

Eles garantem que o objetivo não é especular, “mas buscar uma informação objetiva: a divulgação de um cronograma oficial, com datas, etapas e planejamento que permita aos adquirentes reorganizar suas vidas”. Afirmam ainda que que permanecem abertos ao diálogo com a construtora para que a transparência seja restabelecida e a segurança jurídica das famílias seja garantida. A construtora foi procurada pela reportagem da Folha, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
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			<title><![CDATA[Projeto "Interlinhas" lança concurso de redação para estudantes do ensino médio em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-06T16:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Estudantes do ensino médio das redes pública e privada de Cabo Frio vão disputar prêmios de até R$ 1 mil na primeira edição do Concurso Interlinhas de Redação. A iniciativa, que também vai conceder vales-compra para os professores orientadores e homenagear as unidades escolares com placas comemorativas, tem lançamento oficial marcado para esta sexta-feira (7).

Com o tema “Cabo Frio e o Oceano: cuidar hoje para preservar o amanhã”, a competição busca incentivar a escrita entre os jovens, promover o conhecimento sobre cultura oceânica e conservação marinha, valorizar a identidade costeira da cidade e estimular reflexões socioambientais.

O concurso será dividido nas categorias Escolas Públicas e Escolas Privadas. Podem concorrer alunos regularmente matriculados no ensino médio, e cada estudante deve contar com a supervisão de um professor orientador. As redações precisam ser inéditas, escritas em língua portuguesa, seguir o gênero dissertativo-argumentativo, conter título obrigatório e ter extensão entre 20 e 30 linhas. A avaliação adotará os critérios do Exame Nacional do Ensino Médio.

A seleção inicial será feita pelas próprias unidades escolares. Cada instituição participante deverá realizar uma triagem interna e enviar as três melhores redações para o e-mail concursointerlinhas@projetoalbatroz.org.br até o dia 30 de setembro. O envio deve ser feito em arquivo PDF único, acompanhado das fichas de inscrição com os dados do aluno e do professor orientador, além da documentação exigida em edital.

A fase de avaliação contará com uma comissão técnica da Universidade Veiga de Almeida, responsável por selecionar os finalistas. O júri final será composto por representantes da InterTV, da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria de Gestão Territorial e Economia Azul de Cabo Frio, do Projeto Albatroz e da Academia Cabo-Friense de Letras.

A premiação contempla os três primeiros colocados de cada categoria com R$ 1.000 para o vencedor, R$ 500 para o segundo colocado e R$ 300 para o terceiro lugar. Os professores orientadores dos alunos premiados receberão um vale-compras no valor de R$ 300, enquanto as escolas dos estudantes vencedores serão homenageadas com placas comemorativas.

Realizado pelo Shopping Park Lagos em parceria com o Projeto Albatroz e a Universidade Veiga de Almeida, o concurso conta com o apoio da InterTV e da Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

— Estamos muito animados com o concurso. Sempre afirmamos que o Shopping Park Lagos é mais que um centro de consumo, é também um espaço democrático de cultura, entretenimento e lazer. Estimular o conhecimento e promover a conscientização socioambiental fazem parte da nossa jornada - declara Valéria Zettel, gerente de marketing do centro comercial.
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			<title><![CDATA[Câmara de Búzios aprova audiência pública para discutir atuação e serviços da Prolagos

]]></title>
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			<updated>2026-08-06T14:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Armação dos Búzios aprovou por unanimidade, na sessão desta terça-feira (4), um requerimento para a realização de uma audiência pública destinada a discutir os serviços prestados pela concessionária Prolagos no município. A sessão marcou o retorno dos trabalhos legislativos após o recesso e foi realizada na nova sede provisória da Casa, no bairro Manguinhos.

A data e o horário da sessão pública ainda serão divulgados. Mas serão convocados moradores, representantes da concessionária, órgãos fiscalizadores e autoridades públicas para tratar de gargalos históricos do setor de saneamento na cidade. Entre os principais pontos da pauta estão as falhas no abastecimento de água, a eficiência da rede de esgotamento sanitário, o impacto de obras em vias públicas, o modelo de cobrança das tarifas e as consequências ambientais das operações.

A proposta foi apresentada pelo vereador Anderson Chaves, que defendeu a criação de um canal direto de comunicação entre a comunidade e a empresa. Durante o debate no plenário, foi destacada a dificuldade enfrentada pelos munícipes ao buscarem solução para demandas cotidianas nos postos de atendimento da concessionária.

A discussão também ganhou respaldo após declarações de representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na última segunda-feira (3), apontando que a carga poluidora que atinge trechos da Lagoa de Araruama tem origem na rede operada pela concessionária, o que reforçou a urgência de aprofundar a fiscalização sobre o esgotamento sanitário regional.

Outro ponto crítico levantado na sessão envolve o formato de cobrança da tarifa mínima praticada pela Prolagos. Parlamentares citaram distorções do sistema em que consumidores pagam o valor fixo equivalente a dez metros cúbicos de água mesmo registrando um consumo real bastante inferior.

– O contrato trouxe água para Búzios, isso precisa ser reconhecido. Mas também trouxe desafios que precisam ser enfrentados. Precisamos discutir o modelo de cobrança, a qualidade dos serviços e os problemas ambientais que continuam afetando a cidade - lembrou o vereador.
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			<title><![CDATA[Ativista de Cabo Frio representa o Brasil em conferência internacional na Holanda]]></title>
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			<updated>2026-08-06T10:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O ativista dos direitos humanos Rodolpho Campbell, presidente do Grupo Iguais, de Cabo Frio, está representando o Brasil na Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada na Holanda. O encontro, que integra a programação oficial da WorldPride Amsterdam 2026, é considerado o principal fórum internacional voltado ao debate, à promoção e à defesa das pautas da população LGBTQIA+. Ele também celebra os 25 anos da legalização do casamento homoafetivo na Holanda, o primeiro país do mundo a adotar essa celebração.

A conferência reúne cerca de mil participantes entre diplomatas, autoridades governamentais, pesquisadores e lideranças sociais dos cinco continentes. Na pauta do encontro estão a discussão de desafios sobre democracia, governança, saúde, direitos trans e não binários, igualdade no casamento, ambiente de trabalho e mecanismos de proteção internacional. A agenda internacional teve início ontem (dia 5) e termina amanhã (dia 7), no edifício histórico Beurs van Berlage, em Amesterdã.

A presença do representante cabo-friense no evento amplia a representatividade brasileira em debates globais sobre diversidade. Rodolpho viajou para Amsterdã após ser selecionado pelo Programa Internacional de Bolsas do evento, iniciativa que garante hospedagem, credenciamento e acesso integral às atividades a lideranças comunitárias de diferentes partes do mundo.

Além das plenárias técnicas e grupos de trabalho, Rodolpho tem cumprido uma série de compromissos oficiais, incluindo uma recepção com a prefeita de Amsterdã, Femke Halsema; participação na cerimônia de abertura da WorldPride Village e o evento musical UNITY Concert. A Human Rights Conference 2026 acontece durante o WorldPride Amsterdam. Por isso, neste sábado (8), Rodolpho também participa da tradicional WorldPride March, caminhada que encerra a programação oficial iniciada no fim de julho.

Com quase duas décadas de atuação na Região dos Lagos, o presidente do Grupo Iguais participou da implementação de políticas públicas locais, ações de enfrentamento à discriminação e da organização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Cabo Frio.

– Estar em Amsterdã participando de um dos maiores encontros mundiais sobre direitos humanos é motivo de muito orgulho e também de grande responsabilidade. Levo comigo a experiência construída em Cabo Frio e na Região dos Lagos, mas volto com a missão de trazer novos conhecimentos, fortalecer parcerias internacionais e ampliar ainda mais a defesa dos direitos humanos no Brasil. É um reconhecimento que compartilho com todas as pessoas que caminham conosco nessa luta - destacou Rodolpho Campbell.
 
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			<title><![CDATA[Cora Coralina é tema da 9ª edição do Leituras no Mart, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-03T15:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Ibram/MinC) sedia, nesta terça-feira (04/08), às 18h, a 9ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “O Prato Azul-Pombinho”, da escritora goiana Cora Coralina. A entrada é gratuita. 

Seguindo com o tema “Memória e Identidade Feminina”, o grupo prioriza o protagonismo de escritoras de relevância histórica e contemporânea. A autora em destaque desta edição, Cora Coralina, era poetisa e doceira de profissão e destacou-se no cenário autoral ao lançar seu primeiro livro aos 76 anos de idade. 

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias. 

Sobre o projeto: idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, com apoio da Sophia Editora, o Leituras no Mart acontece no museu desde 2025 e conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

SERVIÇO 

EVENTO: 9ª edição do Leituras no Mart 

OBRA: “O Prato Azul-Pombinho”, de Cora Coralina 

DATA: 4 de agosto de 2026 (terça-feira) 

HORÁRIO: 18h 

LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) - Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos 

ENTRADA: Gratuita e aberta a todos 

 
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			<title><![CDATA[Inea confirma esgoto sem tratamento na Laguna de Araruama
]]></title>
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			<updated>2026-08-01T20:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Laguna de Araruama tem trechos com concentração de bactéria de origem fecal acima do limite considerado seguro para banho, segundo relatório de vistoria do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) divulgado no dia 21. O documento atribui a degradação ao despejo contínuo de esgoto sem tratamento em São Pedro da Aldeia. O trabalho atendeu a requisição do Ministério Público do Rio, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Araruama.  

Em nota à Folha, a Prolagos afirmou que "o relatório refere-se a uma única coleta e não a um monitoramento sistemático e conclusivo".
"Os resultados indicam, de forma geral, condições adequadas, tanto da água como do fundo da laguna, o que está compatível com os boletins de balneabilidade das praias de São Pedro da Aldeia, emitidos pelo próprio Inea", diz a concessionária.

Segundo o Inea, no trecho junto ao condomínio Olga Diuana Zacarias, a concentração de enterococos passou de 24 mil NMP por 100 mL. O limite de balneabilidade é de 100. No Camerum, o índice foi de 260; no trecho da laguna junto à rodovia, de 330.

O excesso de matéria orgânica alterou a química da água, segundo o Inea. No ponto do Olga Diuana Zacarias, o carbono orgânico total chegou a 92,3 mg/L, com altas concentrações de nitrogênio amoniacal, fósforo total e clorofila a. No trecho da rodovia, o nitrato atingiu 6,7 mg/L. Com a decomposição dessa carga orgânica, o oxigênio dissolvido caiu a 3,9 mg/L em Baixo Grande e a 4,8 mg/L no Olga Diuana Zacarias — abaixo do mínimo de 5 mg/L de que a vida aquática precisa.

Na Pitória e no centro de São Pedro da Aldeia, as cianobactérias responderam por mais de 80% dos organismos identificados na água. Esses microrganismos podem produzir toxinas nocivas a pessoas e animais. O laudo registra ainda cobre dissolvido acima do padrão na maioria dos pontos, o que o Inea atribui a despejo industrial ou à corrosão de estruturas metálicas urbanas.A vistoria foi feita em 22 de junho por equipes do Servmag (Serviço de Monitoramento Qualitativo das Águas), do Inea, com apoio da superintendência regional do órgão e da Secretaria de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia. Foram coletadas amostras em dez pontos entre a praia do Siqueira, em Cabo Frio, e São Pedro da Aldeia. As equipes encontraram lodo em todos eles e odor forte perto da ETE (estação de tratamento de esgoto) da praia do Siqueira e na área do Mossoró.

De outro lado, a Prolagos sustenta que, "dos dez locais avaliados, apenas em um ponto de coleta, situado próximo ao condomínio Olga Zacharias, na saída do canal do Mossoró, foram observados resultados fora dos padrões". Diz ainda a concessionária que "este é um local com acúmulo histórico de despejos irregulares de esgoto, onde a empresa construiu, recentemente, um cinturão de proteção justamente para impedir novos despejos na laguna, através deste canal".

 "Cabe ressaltar que a concessionária realizou nesta quinta-feira (30) uma reunião com representantes do INEA onde foi discutida a proposta de realizar, em conjunto, o monitoramento contínuo da lagoa de forma sistemática e mais abrangente". 

Segundo o despacho a que a Folha teve acesso, relatos de pescadores e vídeos anexados ao processo indicam que os despejos se repetem desde 2023. Ainda em nota, a Prolagos enfatizou investimentos recentes, como um pacote de R$ 450 milhões para a modernização da ETE São Pedro, inaugurada ano passado.
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			<title><![CDATA[Prolagos lança campanha para trocar óleo de cozinha usado por detergente

]]></title>
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			<updated>2026-07-30T10:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quem tem óleo de cozinha usado em casa poderá trocar o resíduo por um detergente de 500 ml em qualquer uma das lojas de atendimento da Prolagos a partir de agosto. A cada dois litros de óleo entregues em garrafas PET fechadas, o morador recebe um frasco do produto de limpeza.

A iniciativa integra o programa "De Olho no Óleo" e busca evitar que o óleo de cozinha seja despejado em pias, vasos sanitários ou ralos. Segundo a concessionária, o descarte incorreto do óleo de cozinha provoca o entupimento das tubulações de esgoto, gerando extravasamentos na rede pública e poluição ambiental.

A analista de Responsabilidade Social da Prolagos, Chayanne Santos, explica que a mudança de hábito traz benefícios diretos para a infraestrutura urbana e para o meio ambiente.

– O descarte correto do óleo de cozinha é uma atitude simples, mas que faz toda a diferença para o meio ambiente e para o sistema de saneamento. Com essa ação, queremos incentivar cada vez mais pessoas a adotarem esse hábito e se tornarem multiplicadoras dessa prática dentro de casa e na comunidade - revelou.

Após o recolhimento, o material armazenado será encaminhado para reciclagem, onde passará por processamento para ser transformado em sabão.

– O De Olho no Óleo vai além da coleta de resíduos. É um projeto de conscientização que mostra como podemos contribuir para a preservação do meio ambiente e para o funcionamento adequado da rede de esgoto. O detergente é uma forma de reconhecer e incentivar quem faz a escolha certa - explica a coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos, Aline Araújo.

A troca será realizada por tempo limitado, enquanto durarem os estoques em cada loja. Em Cabo Frio a troca do óleo por detergente acontece na loja da Avenida Nossa Senhora da Assunção, 1, Centro, e na Avenida Independência, Lote 16, Quadra 15, lojas 8 e 9, Unamar (Tamoios). Em São Pedro da Aldeia, o atendimento será na loja da Avenida Francisco Coelho Pereira, 303, Centro; em Arraial do Cabo na Rua Rui Barbosa, 48, Praia dos Anjos; em Iguaba Grande na Rua Nossa Senhora de Fátima, 15, Centro, e em Búzios na Avenida José Bento Ribeiro Dantas, 5400, lojas 2 e 3, Manguinhos.
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			<title><![CDATA[Secretário que elevou IDEB de 4,2 para 8,8 no Ceará vai compartilhar estratégias em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-29T19:31:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Como transformar uma rede municipal de ensino em referência nacional em alfabetização? Essa é uma das perguntas que estarão em debate no Líderes Educacionais, congresso voltado à formação de gestores escolares que será realizado nos dias 30 e 31 de julho, no Tamoyo Esporte Clube, em Cabo Frio.

Um dos destaques da programação será o educador Raí Mota (foto) , que foi, por 20 anos, secretário de Educação de Cruz (CE), município que se tornou referência pelos resultados alcançados na educação pública. Desde 2007, a cidade elevou seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos anos iniciais de 4,2 para 8,8 e alcançou 98% de crianças alfabetizadas, segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Durante a palestra "Quais são os segredos de um município campeão de resultados no IDEB/SAEB?", Raí Motta apresentará as estratégias adotadas ao longo de duas décadas de atuação na rede municipal.

"Saímos de um IDEB de 4,2 para 8,8 e hoje somos referência em alfabetização, com 98% das crianças alfabetizadas. Esse resultado é fruto de um trabalho de fortalecimento da gestão escolar, dos professores e do acompanhamento pedagógico realizado pela secretaria. Vamos compartilhar essa trajetória em detalhes, mostrando estratégias práticas que podem ser desenvolvidas por redes de pequeno e médio porte para alcançar bons resultados", afirma.

Promovido pelo Instituto Conhecer, o Líderes Educacionais reunirá especialistas de diferentes estados para discutir temas que fazem parte da rotina dos gestores escolares. A programação abordará liderança, alfabetização, avaliação educacional, saúde emocional, ética, gestão de equipes, processos administrativos e desenvolvimento de escolas mais eficientes.

Entre os palestrantes confirmados estão ainda Vicente Falcão (ES), Sayonara Gil (ES), Osório Souza (RJ), Virgínia Rocha (RJ), Eduardo Shinyashiki (SP), Rebeca Correia (RJ), Brunela Santos (ES), Gislene Nara (ES), Valéria Grafanassi (ES), Lucas Fonseca (ES), Aldrian Matoso (PR), Sophia David (SP) e Kildria Gigante (BA).

O evento dá sequência às iniciativas recentes de eventos sobre educação na Região dos Lagos em 2026, após a realização do Congresso Brasileiro de Inclusão e do Congresso Brincar, ambos em Saquarema, reforçando a região como um importante polo de formação continuada para profissionais da educação.

As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo site https://lidereseducacionais.com.br/. Mais informações também podem ser obtidas pela Central de Atendimento: (27) 99901-0145.
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			<title><![CDATA[Tartaruga marinha debilitada no Canto da Praia do Forte é resgatada pela Guarda Civil Municipal

]]></title>
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			<updated>2026-07-28T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Nesta terça-feira (28) o Grupamento Marítimo e Ambiental da Prefeitura de Cabo Frio realizou o resgate de uma tartaruga marinha. O animal foi encontrado debilitado entre as pedras, no Canto da Praia do Forte.

A equipe foi acionada pelo Centro de Controle Operacional (CCO) e realizou o recolhimento do animal, que foi encaminhado ao Projeto Albatroz para avaliação e os cuidados necessários.

O Grupamento Marítimo e Ambiental integra a estrutura da Guarda Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança e Ordem Pública, e atua em ocorrências relacionadas à proteção ambiental e ao atendimento de animais marinhos e silvestres encontrados em situação de vulnerabilidade.

Segundo a inspetora sênior Verônica Lorosa, o acionamento rápido permitiu que o animal fosse recolhido e encaminhado para uma instituição especializada.

“Assim que recebemos o chamado pelo CCO, nossa equipe foi até o local e realizou o recolhimento da tartaruga. O animal estava debilitado e precisava de avaliação especializada, por isso fizemos o encaminhamento ao Projeto Albatroz, que dará continuidade aos cuidados necessários”, explicou.

A Prefeitura orienta que a população não toque, retire do local ou tente devolver ao mar animais marinhos encontrados debilitados ou encalhados. A recomendação é manter distância e acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

 Soltura de uma coruja

Além do resgate da tartaruga marinha, o Grupamento Marítimo e Ambiental, também realizou, nesta terça-feira (28), a soltura de uma coruja encontrada em uma residência, na Vila do Sol.

Após o recolhimento, o animal passou por avaliação da equipe, que constatou boas condições de saúde. A coruja foi então devolvida ao seu ambiente natural, seguindo os procedimentos adequados para a preservação da fauna silvestre.
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			<title><![CDATA[Festival de Mariscos e Crustáceos de Cabo Frio chega ao Peró neste fim de semana]]></title>
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			<updated>2026-07-28T17:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O bairro do Peró, em Cabo Frio, vai receber mais uma edição do Festival de Mariscos e Crustáceos. Trazendo o melhor dos sabores do mar, o evento vai reunir boa música e gastronomia na Praça do Moinho, entre sexta-feira (31) e domingo (02). Dentro da programação de eventos de Inverno 2026 da cidade, o festival é mais uma atração promovida pela Prefeitura de Cabo Frio. 

Voltado ao público de todas as idades, o Festival de Mariscos e Crustáceos vai movimentar o bairro do Peró com um cardápio variado com pratos feitos à base de camarão, lula e peixe, como yakisoba; ceviche; pastel; croquete; marisco à moda; marisco à dorê; e marisco à marinheira, entre outros. Os pratos terão valor único de R$35. As barracas vão funcionar na sexta (31) das 18h às 00h, no sábado (01) e domingo (02) das 12h às 00h. 

Além da boa comida, a programação conta ainda com shows para animar o fim de semana de moradores e visitantes que escolherem o bairro para se divertir. Na sexta (31), abrindo o festival, o cantor Luiz Miguel sobe ao palco a partir das 20h; a partir das 22h é a vez do grupo de pagode Paixão Nacional. 

No sábado (01), o cantor André Viana se apresenta às 20h, e, em seguida, o grupo Ibs7 comanda a festa com muito pagode, às 22h. Para encerrar o Festival, o domingo (02) começa com o grupo Musiversos, animando a tarde às 16h. O cantor sertanejo Léo Parazi fecha a programação musical às 20h. 

SERVIÇO: 

Festival de Mariscos e Crustáceos de Cabo Frio
Local: Praça do Moinho, Peró
De sexta (31) a domingo (02)
Valor único por prato: R$35 

funcionamento das barracas:
sexta 18h às 00h / sábado e domingo: 12h às 00h.

Shows: 
Sexta (31):
20h:  Luiz Miguel 
22h: Paixão Nacional 

Sábado (1º)
20h: Andre Viana
22h: Ibs7 

Domingo (02)
16h:  Musiversos
20h: Leo Parazi
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			<title><![CDATA[Iphan aprova novo projeto e libera reforma da Praça das Águas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-28T16:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou à Folha que já liberou a reforma da Praça das Águas, na Praia do Forte, em Cabo Frio. No começo do mês o órgão havia determinado paralisação imediata da obra feita no local pela Prefeitura de Cabo Frio. Segundo o instituto, o processo de aprovação do projeto ainda não havia sido concluído e, por isso, as intervenções não podiam continuar até que os ajustes necessários fossem realizados. De acordo com Carina Mendes, todas as questões já foram solucionadas.

A Praça das Águas foi inaugurada em 2013, durante o governo do então prefeito Alair Corrêa. O investimento foi de cerca de R$ 12 milhões. O projeto original incluía um grande espelho d&#39;água, que acabou sendo desativado anos depois por falta de manutenção.

No último dia 15 de junho o prefeito cabo-friense, Serginho Azevedo, anunciou uma grande reforma no espaço. Segundo o governo municipal, a proposta busca resgatar e valorizar a identidade da praça, unindo lazer, convivência e atratividade turística em um ambiente moderno e acolhedor. O principal diferencial do projeto é a incorporação de soluções tecnológicas voltadas à interação e à experiência dos usuários, como fontes interativas destinadas ao uso recreativo da população, especialmente das crianças, promovendo momentos de lazer e ampliando as possibilidades de apropriação do espaço urbano de forma lúdica e segura.

O projeto também prevê a requalificação completa de toda a estrutura com novo paisagismo, áreas de convivência, iluminação cênica, iluminação e trilha sonora, além de uma arquibancada integrada ao conceito arquitetônico da praça, inspirado na forte relação histórica de Cabo Frio com o mar e a água. Em nota, a Prefeitura informou que em toda a área, “o desenho explora formas orgânicas e fluidas, remetendo ao movimento natural das ondas, enquanto o branco predomina na composição visual, em referência às areias claras que caracterizam as praias do município”.

Além de uma nova identidade visual, o espaço também vai ganhar um novo nome: "Praça Encantada das Águas". A previsão de conclusão é para novembro deste ano. 



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			<title><![CDATA[Base Aeronaval de São Pedro vai promover evento gratuito com portões abertos]]></title>
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			<updated>2026-07-27T10:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) vai promover, no próximo dia 2 de agosto, das 9h às 17h, mais uma edição do tradicional evento Portões Abertos. Com apoio da Prefeitura da cidade, a programação terá demonstrações operacionais, apresentações aéreas, exposições militares, atrações culturais e atividades educativas. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente através da plataforma Sympla.

De acordo com a Marinha do Brasil, a expectativa é superar o número de visitantes registrados em 2025, quando mais de 40 mil pessoas participaram do evento. Entre as atrações confirmadas estão apresentações da Esquadrilha da Fumaça, da Esquadrilha Céu, da Acro Brazil Team e do AutoGyro, além de demonstrações de salto operacional, do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GruMeC) e exibições de aeronaves de caça e helicópteros.

A programação militar e operacional inclui ainda demonstrações com cães de guerra, apresentação do Pelotão de Ordem Unida Silenciosa e da Equipe de Operações Especiais Tonelero. Os visitantes também poderão conferir exposições estáticas de aeronaves, viaturas e equipamentos militares, além de entrar em carros de combate. O evento terá ainda ações educativas promovidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e exposições de carros antigos e motocicletas.

Na parte cultural, a agenda conta com apresentações da Banda Marcial e da banda FuziBossa, ambas do Corpo de Fuzileiros Navais. Para receber as famílias, o espaço no complexo aeronaval terá praça de alimentação, área gastronômica, espaço infantil e pontos de hidratação distribuídos pelo local.

Além do entretenimento, a iniciativa mantém o caráter social por meio da entrada solidária. A organização incentiva a doação de 1 kg de alimento não perecível por participante. Na edição de 2025, a arrecadação somou 11 toneladas de mantimentos, destinados a instituições socioassistenciais do município de São Pedro da Aldeia.

A Base Aérea Naval fica localizada na Avenida Comandante Ituriel, s/nº, no bairro Fluminense, em São Pedro da Aldeia. Os ingressos gratuitos são limitados (evento está sujeito à lotação). Atualizações sobre o evento podem ser conferidas no Instagram @aviacaonaval_portoesabertos. 
 
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			<title><![CDATA[Cachalote-pigmeu resgatada em Cabo Frio não resiste aos ferimentos e morre em Araruama]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/cachalote-pigmeu-resgatada-em-cabo-frio-nao-resiste-aos-ferimentos-e/22039/"/>
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			<updated>2026-07-24T15:31:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Morreu nesta sexta-feira (24) a fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) que foi resgatada nesta quarta-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio. A informação foi confirmada agora à tarde pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos) e pelo Instituto Albatroz. O animal passava por reabilitação no Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.

A cachalote media cerca de três metros de comprimento, pesava 350 kg, e segundo boletim divulgado, apresentava quadro de hipoglicemia, mordidas recentes identificadas como de um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões no ventre decorrentes de atrito com a areia da praia.

O animal apareceu pela primeira vez na orla de Cabo Frio na última terça-feira (21). Na ocasião o 18º Grupamento de Bombeiro Militar usou motos aquáticas para devolver o animal ao mar. Durante a noite, a fêmea voltou à faixa de areia, onde recebeu avaliação clínica, procedimentos veterinários e medicação de especialistas do GEMM-Lagos, vinculado ao Instituto BW. Na manhã de quarta, ela foi conduzido a águas mais profundas, depois da Ilha dos Papagaios, mas retornou à Praia do Forte onde encalhou de novo pouco depois. 

Com maquinário da Comsercaf, foi aberta uma piscina artificial na faixa de areia para acomodar o animal durante o atendimento. O Corpo de Bombeiros abasteceu a estrutura com água do mar. Em seguida, as equipes retiraram o cachalote da água e o levaram até a piscina, onde permaneceu sob monitoramento até a chegada do transporte, e transferência para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.

A causa da morte ainda não foi determinada. Segundo nota enviada à Folha, serão realizados a necropsia e os exames complementares necessários à investigação. O Instituto Albatroz informou ainda que a atualização do caso será feita quando houver resultados técnicos conclusivos. O grupo também reforçou que, em caso de avistamento de animais marinhos encalhados, vivos ou mortos, nas praias da Região dos Lagos, é preciso acionar o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), através do telefone 0800 991 4800. 

 
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			<title><![CDATA[Do Campo dos Cavalos ao segundo maior polo comercial, Jardim Esperança completa 54 anos]]></title>
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			<updated>2026-07-24T09:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Jardim Esperança, um dos bairros mais povoados e economicamente dinâmicos de Cabo Frio, acaba de completar 54 anos de fundação. Criado em 17 de julho de 1972 pelo então prefeito Otime Cardoso dos Santos, o local nasceu através de um projeto municipal que tinha como objetivo realocar uma comunidade que estava se instalando no entorno da Praia do Forte. Hoje, toda essa história está sendo documentada e catalogada no acervo do Centro de Memória Olhar da Perifa, que funciona no Ciep 458 Hermes Barcelos, situado na Estrada Velha de Búzios, nº 01, no Jardim Esperança.

Responsável pela supervisão técnica do Centro de Memória comunitário, Thammy Carvalho contou à Folha que antes de se tornar Jardim Esperança, toda aquela área era conhecida como Campo dos Cavalos. O antigo nome popular fazia referência à grande quantidade de cavalos que pastavam naquelas terras, pertencentes a três grandes fazendas da região: Monte Alegre, Assunção e Itapeba.

O bairro, que nasceu estritamente residencial, passou por uma grande transformação ao longo das últimas cinco décadas. Levantamento realizado pelo Plano Municipal de Mobilidade Urbana de Cabo Frio de 2019 revela que o Jardim Esperança se consolidou como uma área de alta densidade demográfica - sendo a segunda região mais populosa do município, com cerca de 3.125 habitantes por quilômetro quadrado (IBGE, 2017) - e como o segundo maior polo comercial da cidade. 

O documento também aponta que o bairro concentra postos de combustível, instituições de ensino, hospitais e postos públicos, atendendo aos moradores de todo o entorno, além de ter se tornado um dos maiores colégios eleitorais do município, responsável por eleger vereadores locais. Revela ainda que o Jardim Esperança deixou de ser apenas um bairro de Cabo Frio e se tornou um grande centro - chamado de “o Grande Jardim” - reunindo outras 17 localidades: Boca do Mato, Caminho de Búzios, Colinas do Peró, Monte Alegre I, Monte Alegre II, Morro do Limão, Parque Eldorado I, Parque Eldorado II, Parque Eldorado III, Pedacinho do Céu, Porto do Carro, Reserva do Peró, São Jacinto, Serra Pelada, Tangará, Valão e Vila do Ar.

Paralelamente ao desenvolvimento econômico, o Jardim Esperança construiu uma rica identidade cultural. Segundo Thammy, nas décadas de 1980 e 1990 o bairro se consolidou como um grande berço cultural em Cabo Frio, impulsionado por festas, casas noturnas e espaços dedicados a ritmos como forró, pagode e música de discoteca.

Para preservar toda essa história, Thammy Carvalho e Pierre de Cristo já conseguiram catalogar vários documentos e fotos do bairro. Muitos desses materiais foram doados por moradores. Entre as relíquias preservadas estão algumas edições do Jornal do Jardim (foto), com data de 1997, que reunia notícias, coluna social, classificados e anúncios do comércio de serviços do Jardim Esperança e de bairros vizinhos. O acervo também conta com registros sobre a trajetória do fundador do bairro, Otime Cardoso dos Santos.

– Além do jornal e da história que envolve a remoção feita pelo então prefeito Otime no início da década de 70, temos mapas da época que ainda o bairro era chamado de Campos dos Cavalos, e a frente da lagoa era bairro Fonseca, fundado por Antônio Luiz da Fonseca e seu sobrinho Américo Gomes da Fonseca - revelou.

Pierre lembra que o trabalho de expansão do Centro de Memória é contínuo e se fundamenta na colaboração ativa dos próprios moradores da localidade.

– O acervo continua sendo montado. Continuamos fazendo a captação de materiais com moradores antigos do Jardim Esperança, como fotografias, recortes de jornais, ou qualquer objeto que traga um pouco da história do bairro. A ideia é criar um acervo físico que conte realmente a construção do bairro, onde os moradores possam se ver e se identificar com a própria história nos moldes que hoje é como exemplo o Museu da Maré no Rio de Janeiro - informou.

Apesar da importância do trabalho, o pesquisador ressalta que os desafios do processo de consolidação de um acervo histórico comunitário são grandes.

– O acervo foi criado a partir de muitos anos de pesquisas sobre o território. Estávamos sonhando em um dia colocar tudo isso à disposição da população do Jardim Esperança, para conhecerem de fato a sua própria história, a história do bairro. A construção desse acervo demorou bastante tempo, pois envolve muitas questões, pesquisas, acesso a documentação, confiança das pessoas para doarem arquivos pessoais, então é um processo demorado, pois em muitos casos envolve objetos que produzem sentimentos familiares. Mas a construção desse acervo é muito importante. É a história da construção de suas identidades, dos primórdios dos primeiros habitantes até a contemporaneidade. Quando você conhece a sua história é mais fácil criar uma identidade própria. Então essa é a nossa contribuição para a população do Grande Jardim Esperança, deixar um legado de identidade histórica sobre suas ancestralidades, e com isso permitir que eles tenham referências do lugar onde vivem - explicou.
 
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			<title><![CDATA[Autoras da Região dos Lagos levam a literatura infantil e quilombola para a Flip em Paraty]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/autoras-da-regiao-dos-lagos-levam-a-literatura-infantil-e-quilombola/22033/"/>
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			<updated>2026-07-23T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A literatura produzida na Região dos Lagos vai ganhar importante espaço internacional neste fim de semana. Escritoras de Cabo Frio e Iguaba Grande estão confirmadas na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que começou nesta quarta (22) e segue até domingo (26).

A escritora Jaqueline Brum, autora de "Aventuras na Laguna" (Sophia Editora), foi selecionada para a programação oficial. Nesta sexta (24) ela estará no estande da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Casa da Leitura e do Conhecimento) com o projeto “Contação de Histórias; Histórias Brincantes”. No mesmo dia, Luciane Quintanilha vai lançar o livro de poemas “Atalhos” (Sophia Editora) e o infantil “Luluga Aninha e Nino Canino”, às 10h, na Casa Gueto.

A jornalista e escritora Katyuscia Brito também estará na FLIP. Ela vai divulgar o romance "Rauai - O Patrão do Polígono da Maconha", publicado pela Sophia Editora. A obra, que explora o universo do crime no sertão nordestino, misturando ficção e realidade para retratar as complexas relações do mundo do tráfico na região, estará sendo distribuída gratuitamente em quantidade limitada.

Também jornalista, Andrea Morais, de Iguaba Grande, estará no evento pela primeira vez. A autora participa neste sábado (25), das 17h às 18h, de espaço dedicado aos autores independentes na Praça Aberta. Ela também está confirmada na Feira Literária de Araruama (FLA), que acontece no dia 16 de agosto, das 9h às 13h.

Além da estreia em Paraty, Andrea vive um momento marcante na carreira: este ano ela celebra 10 anos do lançamento do seu primeiro livro: em "Qualidades Adormecidas - ABC das Qualidades", ela busca despertar virtudes e trabalhar a valorização do ser. Ela também é autora da obra "Aninha, Robertinho e as Pipocas", com foco no incentivo à educação financeira infantil. A trajetória de Andréa na literatura foi tema da Escola Municipal Sapeatiba Mirim, na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), realizada este mês. 

A presença da Região dos Lagos em Paraty conta ainda com a participação da escritora, pesquisadora e professora quilombola Gessiane Nazário, de Cabo Frio. Além de ter a obra “Aspino e o Boi” (Sophia Editora) exposta na Casa da Favela, na última quinta (23), neste sábado (25), às 14h, a cabo-friense integra a mesa "Infâncias Negras" dentro da programação da quarta edição da Flip Preta, realizada de 24 a 26 de julho no Quilombo do Campinho. A atividade reúne ainda a escritora Taís Espírito Santo e a historiadora Silvana Santus, com mediação de Janaina Siqueira. 
 
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			<title><![CDATA[Cachalote-pigmeu resgatado na Praia do Forte responde bem a tratamento em Araruama]]></title>
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			<updated>2026-07-23T10:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) resgatada nesta quarta-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ), responte bem ao tratamento no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz, em Araruama. Ela responde bem aos cuidados recebidos e permaneceu clinicamente estável durante a noite, segundo a equipe veterinária do instituto.

O animal tem cerca de três metros de comprimento e 350 kg, e apresentava quadro de hipoglicemia, além de mordidas recentes identificadas como de um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões no ventre decorrentes de atrito com a areia da praia.

O primeiro encalhe foi registrado na tarde de terça-feira (21), no Canto do Forte. O 18º Grupamento de Bombeiro Militar usou motos aquáticas para devolver o animal ao mar.

Durante a noite, ele voltou à faixa de areia, onde recebeu avaliação clínica, procedimentos veterinários e medicação de especialistas do GEMM-Lagos, vinculado ao Instituto BW. Na manhã de quarta, foi conduzido a águas mais profundas, além da Ilha dos Papagaios, mas encalhou de novo pouco depois. A prefeitura isolou a área durante a noite e a madrugada, para evitar a aproximação de pessoas e animais, enquanto os especialistas atendiam o cachalote.

Com maquinário da Comsercaf, foi aberta uma piscina artificial na faixa de areia para acomodar o animal durante o atendimento. O Corpo de Bombeiros abasteceu a estrutura com água do mar. Em seguida, as equipes retiraram o cachalote da água e o levaram até a piscina, onde permaneceu sob monitoramento até a chegada do transporte.

Na etapa final, uma retroescavadeira içou o animal até um caminhão, que o transportou para Araruama.

Caso presencie animais encalhados, vivos ou mortos, na extensão de praias da Região dos Lagos, acione o PMP-BC/ES discando 0800 991 4800. O serviço de resgate funciona 24 horas.
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			<title><![CDATA[Pescadores denunciam abandono do Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-20T13:00:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Duas décadas após ser construído, o Mercado de Peixes do Jardim Esperança, em Cabo Frio, está abandonado. Pescadores que ocupavam os cinco boxes do local hoje trabalham em uma calçada, expostos ao sol e à chuva. Isso porque o prédio, erguido em 2006, precisou ser desocupado há alguns anos por falta de manutenção. Em entrevista ao programa "Amaury Valério", nesta quarta-feira (15), um pescador identificado como Narciso contou que há anos tenta, sem sucesso, uma solução com o governo municipal.

Localizada na rua do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, ao lado da Escola Municipal Vereador Leaquim Schuindt, a estrutura fica afastada do centro comercial do bairro. Segundo Narciso, o endereço sempre foi um problema.

— Chegamos a fazer um abaixo-assinado e a reunir 700 assinaturas de pessoas da comunidade pedindo para tirar o Mercado de Peixe daqui e levar para outro local, porque aqui é afastado, longe do comércio do Jardim. Ficamos sozinhos e abandonados nesse prédio por muito tempo, até que ele desmoronou e tivemos que ir para a rua, onde estamos até hoje aguardando uma resposta do governo, que ficou de conversar com a gente e, até agora, nada — contou Narciso. 

Para ele, o ideal seria a transferência do Mercado de Peixes para o prédio (também abandonado) do que seria o Restaurante Popular, de frente para a estrada Cabo Frio-Búzios.

A Folha entrou em contato com a Prefeitura de Cabo Frio e questionou a existência de projetos para a reforma dos dois prédios e a possibilidade de realocação dos pescadores do bairro, mas não houve resposta.

Em 2013, o então vereador Achilles Barreto apresentou indicação solicitando ao prefeito Alair Corrêa a reforma do mercado. Na justificativa, o legislador afirmou que, embora o local não atendesse plenamente aos peixeiros devido à sua localização (que dificultava o acesso dos consumidores), ele necessitava de reforma e ampliação. O pedido não foi atendido.

Ao longo dos últimos anos, outros dois vereadores também solicitaram obras no prédio: em 2019, a indicação foi apresentada por Nenel do Jardim e, em 2021, por Alexandre da Colônia. Nos dois casos, o pedido de reforma vinha junto com a denúncia de que a estrutura estava funcionando em estado precário, prejudicando pescadores e consumidores. A revitalização estava prevista na Lei Orçamentária de 2019 e também no Plano Plurianual de 2023 (com valor de investimento de R$ 200 mil).

No ano passado, o vereador Johnny Costa apresentou indicação pedindo que o espaço fosse destinado à instalação da Casa da Gestante. 
Restaurante Popular – Já o prédio do Restaurante Popular do Jardim Esperança acumula impasses desde 2009, quando o então prefeito Marquinho Mendes anunciou um convênio entre a Prefeitura de Cabo Frio e o governo do Estado. Em novembro daquele ano, foi assinado um contrato de repasse com o Ministério do Desenvolvimento Social, no valor de R$ 1,4 milhão, para a execução da obra: o dinheiro foi integralmente liberado para os cofres municipais. A proposta era construir um prédio público que pudesse oferecer refeições a R$ 1, dentro do programa estadual de Restaurantes Populares.
Segundo Claudia Magalhães, coordenadora de Convênios da Prefeitura na época, o contrato inicial previa uma contrapartida da Prefeitura que não chegaria a R$ 30 mil. O documento também previa que toda a obra deveria ser concluída até janeiro de 2013. A obra, no entanto, teve início em outubro de 2012 e nunca foi finalizada.

O prazo final para prestação de contas era novembro de 2015. Mas, até agosto de 2017, o governo municipal já havia investido R$ 816 mil, além de R$ 800 mil do total repassado pelo governo federal, totalizando mais de R$ 1,6 milhão em uma obra que continuava inacabada.

Com o prédio abandonado, cerca de R$ 300 mil em equipamentos foram furtados, além de portas, janelas e revestimentos. Apesar disso, Claudia Magalhães lembrou que o município recebeu um novo prazo para inaugurar a obra: dezembro de 2017, o que também não aconteceu. Segundo ela, todo o processo administrativo referente ao Restaurante Popular havia desaparecido e, para concluir o que faltava, seria necessário investir mais de R$ 1,5 milhão, sob o risco de o governo municipal ter de devolver, com juros e correções, todo o valor depositado pelo governo federal em 2009.

Em outubro do ano passado, a secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosângela Gomes, esteve em Cabo Frio para vistoriar as instalações. Ela anunciou a retomada do projeto, com novo nome: "Restaurante do Povo". Até agora, nada feito.
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			<title><![CDATA[Servidores fazem vigília contra demissões na Educação de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A substituição repentina de mais de 500 auxiliares de classe por mão de obra terceirizada está gerando uma onda de protestos em Arraial do Cabo e levando a categoria a buscar negociações de emergência com a prefeitura. Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos) diz que tenta reverter o processo de contratação privada, que nesta semana resultou na demissão em massa de centenas de servidores em pleno andamento do ano letivo.

Para pressionar a gestão municipal, dezenas de profissionais, além de mães, pais e responsáveis de alunos, participaram de uma vigília na manhã desta quarta-feira (15). A concentração foi em frente à Secretaria Municipal de Educação e aconteceu ao mesmo tempo em que representantes da categoria participavam de uma audiência com o governo municipal para discutir o caso.

Durante o encontro, a comissão tentou demonstrar os riscos pedagógicos da troca de pessoal para a rede pública. A coordenadora do Sepe, Viviane Souza, relatou a dificuldade encontrada no diálogo com a gestão pública.

— Fomos para uma mesa de negociação com o governo tentando mostrar o caos desse momento. E tivemos a surpresa de uma demissão em massa de centenas de servidores, que terão que se inscrever em um novo processo seletivo para uma nova possível contratação. Estamos tentando negociar com o governo mostrando todos os prejuízos que isso pode causar à educação — afirmou.

Renata Éboli, que também atua na coordenação do Sepe em Arraial do Cabo, disse que o sindicato já havia sido informado sobre a possibilidade de terceirização dos auxiliares de classe e que o posicionamento da entidade sempre foi contrário.

— O secretário [Bernardo Alcântara] nos disse que faria uma experiência, mas não disse quando. E agora fomos praticamente pegos de surpresa, no meio do ano letivo. Nem sabemos se os atuais contratados pela prefeitura serão realocados, porque a empresa vai promover um novo processo seletivo — contou.

A coordenadora-geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga, convocou todos os profissionais de educação, pais e responsáveis para uma nova plenária aberta na quinta-feira (16), às 9h, seguida de vigília às 10h.

O processo que resultou nas demissões atuais começou a se desenhar no ano passado, quando a prefeitura cabista anunciou oficialmente a intenção de extinguir o cargo de auxiliar de classe nos quadros permanentes da Secretaria Municipal de Educação.
 
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			<title><![CDATA[Nascida de um desabamento e de uma crise política, Ponte Feliciano Sodré faz cem anos em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-14T19:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Na manhã de 14 de julho de 1926, uma comitiva estadual desembarcou em Cabo Frio para inaugurar a ponte de cimento armado sobre o Canal do Itajuru. À frente dela estava o presidente do estado do Rio de Janeiro, Feliciano Sodré, que dava o próprio nome à obra. O prefeito da cidade, Anastácio Novellino, não foi convidado. Quatro meses depois, teria o mandato cassado pela Assembleia Legislativa. Foi o desfecho de um embate com o governo fluminense provocado, justamente, pela demora na construção da ponte.

Cem anos depois, a Ponte Feliciano Sodré chega ao centenário como um dos símbolos de Cabo Frio. Para marcar a data, a prefeitura organizou atividades culturais nas margens do canal nesta terça-feira (14 de julho de 2026), a partir das 8h, nas imediações da Estátua do Pescador. 

A história da travessia começa por um colapso. A antiga ponte de ferro Miguel de Carvalho desabou em 1920, deixando a cidade sem sua principal ligação rodoviária.

Segundo o livro "História de Cabo Frio – dos sambaquieiros aos cabo-Frienses (c. 3.720 a.C. – 2020)" (Sophia Editora), de Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, a situação motivava "queixas e solicitações desesperadas" dos moradores, que em 1923 chegaram a pedir uma ponte provisória de madeira ao secretário-geral do governo federal, em visita à cidade. Naquele mesmo ano, uma comissão de estudos foi formada sob responsabilidade da empresa Christian & Nielsem, com o engenheiro Renato Sebastiany. Mas, escrevem os autores, "a questão ficou em suspenso até o ano de 1925".

Foi quando Novellino, "cansado de esperar", denunciou na Câmara o descaso do governo estadual. De acordo com os historiadores Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, o prefeito afirmava que Sodré havia prometido para janeiro daquele ano o início da ponte e da estrada que ligaria Cabo Frio a São Pedro da Aldeia e que, além de não começar as obras, "ainda teria retirado o material que já se encontrava em Cabo Frio".

A queixa surtiu efeito: as obras começaram. Entretanto, abriu-se uma crise entre município e estado que terminaria com a cassação do prefeito em novembro de 1926. Para os autores, o batismo da ponte tinha também um recado político: o nome "servia para lembrar a elite política de Cabo Frio qual era o limite para a contestação dos poderes" e "o grau de dependência política da cidade".

Do ponto de vista da engenharia, a obra impressionava. "A ponte era um marco arquitetônico com o maior arco livre de cimento armado da América do Sul, com seus 62 metros, suportando seis toneladas", registra o livro. A a prefeitura a descreve como o maior vão livre do Brasil à época. A altura do arco central permitia a passagem, por baixo, dos veleiros que escoavam o sal pelo canal. Sobre o tabuleiro, os veículos cruzavam em via única, com sentido alternado.

Durante décadas, a ponte foi a única entrada e saída rodoviária de Cabo Frio. Em meados dos anos 1950, o governo estadual ergueu um aterro e construiu uma ponte no Baixo Grande, na antiga "passagem dos Tupinambá", criando novo acesso ao município e a Arraial do Cabo.

A via única, porém, cobrou seu preço com o crescimento da cidade. Em 1981, com engarrafamentos frequentes nos dois lados, discutiu-se erguer uma nova ponte ou duplicar a existente. A duplicação prevaleceu, segundo o livro, por ser "mais viável economicamente, além de uma solução mais rápida e que mantinha a estética do canal". Iniciadas na gestão do prefeito José Bonifácio — neto de Novellino, o prefeito preterido na inauguração de 1926 —, as obras foram concluídas no ano seguinte: em 31 de outubro de 1982, a ponte foi reinaugurada e passou a operar em mão dupla.

Na celebração dos cem anos da ponte, o secretário de Cultura de Cabo Frio, Carlos Ernesto Lopes, afirmou que a programação homenageia a ponte "não apenas como uma construção utilizada como passagem de veículos e pessoas, mas como um marco de integração".
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá evento para fortalecer formação de gestores da educação]]></title>
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			<updated>2026-07-10T11:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Depois de reunir milhares de profissionais da educação em Saquarema com o Congresso Brincar e o Congresso Brasileiro de Inclusão, o Instituto Conhecer realiza mais um grande encontro voltado à formação continuada na Região dos Lagos. Nos dias 30 e 31 de julho, Cabo Frio recebe a primeira edição do Líderes Educacionais, congresso direcionado a gestores escolares, diretores, coordenadores pedagógicos e profissionais responsáveis pela administração das instituições de ensino.

O evento será realizado no Tamoyo Esporte Clube e reunirá especialistas de diferentes estados brasileiros para discutir temas ligados à gestão educacional, liderança, avaliação, alfabetização, planejamento, desenvolvimento institucional e fortalecimento das equipes escolares.

Diferentemente do Congresso Brincar, que concentra os debates na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Líderes Educacionais tem como proposta olhar para quem conduz o funcionamento das escolas e das redes de ensino.

"A qualidade da educação passa, necessariamente, pela formação de quem lidera as equipes. Nosso objetivo é oferecer ferramentas, experiências e reflexões que fortaleçam o trabalho dos gestores e contribuam para transformar a realidade das escolas", destaca Vicente Falcão, idealizador do evento e presidente da Máxima Eventos.

A programação reúne palestrantes reconhecidos nacionalmente nas áreas de gestão, liderança e políticas educacionais. Entre os nomes confirmados estão Rai Motta (CE), referência nacional pelos resultados alcançados na educação pública; Eduardo Shinyashiki (SP), escritor e especialista em desenvolvimento humano; Sayonara Gil (ES), Kildria Gigante (BA), Rebeca Correia (RJ), Brunela Santos (ES), Gislene Nara (ES), Valéria Grafanassi (ES), Lucas Fonseca (ES), Adriano Matoso (PR), Sophia David (SP), além do próprio Vicente Falcão.

Ao longo de dois dias de programação, os participantes acompanharão palestras sobre liderança escolar, planejamento estratégico, gestão pedagógica, indicadores educacionais, desenvolvimento das equipes e fortalecimento das práticas administrativas nas instituições de ensino.

Somente neste ano, os eventos promovidos pela organização em Saquarema reuniram milhares de profissionais de diferentes municípios fluminenses e de outros estados brasileiros. As inscrições para o Líderes Educacionais seguem abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento - https://lidereseducacionais.com.br/.
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			<title><![CDATA[MPRJ investiga Inea por concessão de licenças ambientais ilegais na região]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga a emissão de licenças ambientais que teriam sido concedidas de forma ilegal pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). Nesta terça-feira (7) agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) fizeram diligências na Barra da Tijuca, Freguesia, Lagoa e Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e também em Maricá e São Pedro da Aldeia.

A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ), faz parte da Operação Hidra de Lerna. O nome é referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, em alusão à ampla contaminação do órgão pela corrupção. 

Entre os 14 alvos de buscas e apreensões está o presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e servidor efetivo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Maurício Couto Cesar Júnior, que teve o afastamento cautelar determinado pela Justiça. Também estão sendo investigados outros servidores da autarquia ambiental do Estado do Rio, além do ex-presidente do Inea, Renato Jordão Bussiere, e do ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva. A pedido do GAESF/MPRJ, a 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital autorizou a quebra dos sigilos de aparelhos eletrônicos de todos os investigados, e proibiu Maurício Couto de acessar as dependências do Ceca e do Inea e de manter contato com servidores da autarquia. 

Segundo o MPRJ, todos são investigados por corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e crimes ambientais, emitindo autorizações em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e procedimentos administrativos. Durante a diligência, um dos investigados foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, e conduzido à 9ª Delegacia de Polícia. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos (aparelhos celulares, HDs externos, notebooks, pen drives e um Ipad), relógios, documentos diversos, valores em espécie (R$ 23.980 e 4.440 euros) e um revólver calibre 38.

Questionados pela Folha, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmaram que estão acompanhando o trabalho de investigação do MPRJ e do GSI. Informaram ainda ter “todo o interesse na apuração de qualquer ilicitude ocorrida na gestão ambiental e que, tão logo recebidas as informações necessárias, acionarão suas corregedorias a fim de apurar, também, na esfera administrativa, possíveis falhas e ilícitos administrativos nos processos de licenciamento ambiental”. 

A Folha questionou o MPRJ sobre quais outros empreendimentos investigados na Operação Hidra de Lerna. Em nota, o órgão informou que não poderia fornecer novos detalhes em razão do sigilo das investigações.
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			<title><![CDATA[Escritor cabo-friense lança edição revisada de livro sobre a escravidão em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-07T15:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O escritor Pierre de Cristo vai divulgar o livro "Cabo Frio na Rota da Escravidão" na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), entre os dias 17 e 18 de julho. O lançamento oficial da edição revisada aconteceu no último dia 27, no Centro de Memória Afro-indígena, localizado no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com diversas atividades culturais, incluindo apresentações de Maracatu, graffiti e uma exposição fotográfica.

O novo livro de Pierre revisita o passado da região de Cabo Frio em um formato paradidático, trazendo dados específicos sobre o processo de colonização e a formação quilombola. À Folha, o autor explicou que o processo de revisão durou quase um ano.

— A revisão foi necessária para acertar alguns erros da primeira edição e também rever algumas fontes primárias que poderiam entrar em um segundo livro. O livro foi revisado por quase um ano pelo editor Luciano Monteiro, ganhador do Prêmio Caps de Literatura e Linguística, que transformou o antigo trabalho em um novo livro, agora em um formato paradidático com alguns elementos do anterior, e também com outros inéditos. A nova edição teve ainda o olhar atento da Thammy Carvalho, através da fotografia, e fazendo a parte de execução e assessoria para que tudo desse certo – explicou.

Segundo Pierre, a motivação para investigar especificamente o papel de Cabo Frio nessa rota histórica surgiu da necessidade de uma literatura que abordasse o tema de forma ampla. O escritor ressaltou a importância geográfica do município no contexto da rota da escravidão.

— Havia a necessidade se ter uma literatura que falasse sobre a formação dessa escravização de forma mais ampla, desde os primeiros escravizados (indígenas e africanos) até a formação quilombola da Região dos Lagos. Cabo Frio foi um grande polo colonizador. Foi nesta região, após a proibição do tráfico negreiro em 1831, que grandes traficantes vieram desembarcar navios e mais navios em todo nosso litoral, explorando desde a Praia do Forte, Praia das Conchas e inúmeras outras em Búzios, com centenas de africanos. E não havia um livro que apresentasse dados mais específicos. Agora eu trago desde a ampla escravidão até a nossa região percorrendo um caminho de recortes. O livro tem essa intenção de rever recortes históricos para ajudar novas pesquisas sobre a escravidão de uma forma geral. Cabo Frio entrou na rota da escra vidão desde o século XVI, quando indígenas foram os primeiros a se tornarem objetos do colonizador para inúmeros trabalhos na região. E, tempos depois, entra a figura dos africanos para cumprir esse papel crítico, doloroso e desumano – revelou.

O escritor conta que recorreu a uma extensa lista de fontes, incluindo documentos e livros, consultando inclusive arquivos públicos.

— Consultei desde autores regionais como Hilton Massa, a doutora em História Nilma Accioli, a doutora em Educação Gessiane Nazario, entre outros que escreveram sobre o tema antes de mim. Também consultei os arquivos da Câmara de Cabo Frio, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Museu da Justiça, do Museu da Economia, e inúmeras outras instituições públicas e privadas que tinham algum tipo de documentação que falasse sobre a escravização na antiga Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Inscrições abertas para 1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-07T09:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Búzios receberá, no dia 15 de agosto, a primeira edição do Torneio Aberto de Xadrez de Búzios, competição oficial reconhecida pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX), principal entidade da modalidade no país. O evento será realizado no Madame Bardot, reunirá enxadristas de diferentes níveis e está com inscrições abertas.

Organizado pelo Clube de Xadrez Buziano, o torneio contará com arbitragem registrada pela CBX, garantindo a seriedade e a qualidade técnica da competição. A expectativa é reunir participantes de diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país.

O grande destaque da competição será a presença confirmada do Grande Mestre Darcy Lima, único GM do Estado do Rio de Janeiro e tricampeão brasileiro de xadrez. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória no esporte, Darcy é considerado uma das maiores referências do xadrez brasileiro e uma verdadeira celebridade entre os praticantes da modalidade.

A realização do torneio marca mais um passo importante para o fortalecimento do xadrez em Búzios. Há cerca de dez anos, o esporte vem crescendo no município graças ao trabalho desenvolvido pelo Clube de Xadrez Buziano, que promove atividades em escolas, praças e espaços públicos. O movimento já revelou talentos como o jovem Bernardo Pasini, vice-campeão do Regional de Araruama 2025 e um dos principais nomes da nova geração do xadrez na Região dos Lagos.

Além de reunir atletas experientes e iniciantes, o evento reforça o papel do Clube de Xadrez Buziano na expansão da modalidade na região. A entidade tem como meta ampliar a prática do xadrez escolar, fortalecer o calendário de competições e estimular a formação de novos jogadores. Para o secretário de Turismo de Búzios, Thomas Weber, a competição contribui para diversificar o calendário de eventos da cidade.

- Buscamos constantemente diversificar nossa programação. Eventos como o Torneio Aberto de Xadrez movimentam a cidade e reforçam o potencial do município para receber competições e encontros de diferentes segmentos. Temos certeza de que será um grande sucesso”, afirmou.

O evento conta com apoio das marcas Arcturo e Madame Bardot, a expectativa da organização é que o torneio passe a integrar o calendário esportivo do município e atraia cada vez mais praticantes para a modalidade.

As inscrições podem ser feitas apenas por jogadores cadastrados na Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). Não é necessário estar com a anuidade em dia, mas é obrigatório possuir o cadastro. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail: ai.elciomourao@gmail.com.

Para efetivar a participação, o enxadrista deverá enviar o comprovante de pagamento juntamente com os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, CPF, estado (UF), endereço completo com CEP, telefone para contato, ID FIDE, ID CBX e dados bancários ou chave Pix. O pagamento deve ser efetuado via Pix pela chave 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon, pelo Bradesco.

Os valores das inscrições são:
Isentos: Grande Mestre (GM), Mestre Internacional (MI), Mestre FIDE (MF) e Mestre Nacional (MN);
R$ 50,00 para o Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Rápido Absoluto;
R$ 50,00 para o Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 35,00 para idosos e atletas sub-18 no Campeonato Blitz Absoluto;
R$ 80,00 no combo promocional para participação nos Campeonatos Rápido e Blitz, para inscrições realizadas até 30 de julho de 2026.
A lista de inscritos e demais informações da competição poderão ser acompanhadas no site Chess Results.

Serviço
1º Torneio Aberto de Xadrez de Búzios
Data: 15 de agosto de 2026
Local: Madame Bardot – Búzios
Participação especial: Grande Mestre Darcy Lima
Inscrições: ai.elciomourao@gmail.com. PIX 084.152.307-02, em nome de Nikolay Leon,  Banco Bradesco.
Crédito foto de Darcy Lima: @gmdarcylimaoficial
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			<title><![CDATA[Parada LGBT de Cabo Frio é confirmada após impasses do ano passado]]></title>
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			<updated>2026-07-06T10:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A 21ª Parada LGBTI+ de Cabo Frio está confirmada para o dia 6 de setembro, na Praia do Forte. A confirmação foi feita à Folha pelo presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, após a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea divulgar o calendário oficial das paradas filiadas para o segundo semestre deste ano. Apesar da definição da data e da manutenção da organização pelo Grupo Iguais, Rodolpho afirmou que a entidade ainda aguarda a conclusão das tratativas com a Prefeitura para garantir que o evento aconteça.

A expectativa é reflexo dos impasses que marcaram a edição do ano passado. Em fevereiro de 2025, um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal tentou alterar as regras da Parada LGBTI+, transferindo para o município a responsabilidade pela definição da data e pela organização do evento. Após a repercussão, o texto foi alterado pelos vereadores e a organização voltou a ficar sob responsabilidade do movimento.

Em setembro um novo episódio ampliou o conflito. A Prefeitura anunciou uma Parada LGBT com show da cantora Ana Carolina para o dia 4 de outubro, com apoio do poder público. Ao mesmo tempo, indeferiu a realização da Parada tradicional organizada pelo Grupo Iguais, marcada inicialmente para o dia 12 do mesmo mês. A justificativa apresentada pelo governo municipal foi a coincidência com festividades religiosas e infantis.

Segundo Rodolpho Campbell, este ano a situação é diferente. À Folha, ele informou que a data solicitada pelo Grupo Iguais foi mantida e a realização da parada está confirmada. Ainda assim, o presidente da entidade afirma que a organização acompanha as tratativas com o poder público para que o evento aconteça sem novos impasses.

Além de Cabo Frio, a Rede LGBT+ da Baixada Litorânea também confirmou a realização de outras três paradas na região neste segundo semestre de 2026. A programação começa no próximo dia 12, em Armação dos Búzios, com a 11ª Parada LGBTI+ organizada pelo grupo Cores de Búzios. No dia 13 de setembro será realizada a 16ª Parada LGBTI+ de Rio das Ostras, organizada pelo Grupo Ostras G Diversidade, no Camping Costazul. O calendário termina no dia 8 de novembro, com a 10ª Parada LGBTI+ de Iguaba Grande, organizada pelo grupo Diversiguaba, na Praça da Estação.
 
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			<title><![CDATA[Segunda edição do Arraiá do Albatroz terá música, dança e atrações neste sábado (4)
]]></title>
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			<updated>2026-07-02T09:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após reunir mais de 1,5 mil pessoas na primeira edição, o Projeto Albatroz realiza neste sábado (4), das 13h às 20h, a segunda edição do Arraiá do Albatroz. A festa acontecerá na sede do projeto, na Avenida Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio. A programação é gratuita e reúne música ao vivo, brincadeiras, feira de artesanato, comidas típicas, atividades de educação ambiental e atrações para toda a família. Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pela plataforma Sympla.

Para as crianças, haverá brinquedos infláveis, touro mecânico e diversas atividades pensadas especialmente pela equipe de educação ambiental do Projeto Albatroz, com brincadeiras típicas como pescaria, dança das cadeiras e lançamento de argolas, idealizadas para envolver pessoas de todas as idades na conservação marinha. Além disso, os apaixonados poderão aproveitar o clima da festa para enviar mensagens românticas personalizadas no Correio Elegante do Albatroz.

Outra grande atração do evento é a praça de alimentação, que conta com uma diversa variedade de barracas de comidas, doces e bebidas típicas, como milho verde, cocada, pipoca e até acarajé. 

Em uma festa junina não pode faltar música e dança. Por isso, o Forró de Aroeira, uma referência de evento de forró pé-de-serra na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro, vai colocar o público para dançar agarradinho, enquanto a DJ Nana Clara promete agitar a festa com uma curadoria de sons tão versáteis como a cultura brasileira. Já a dança ficará por conta das quadrilhas juninas de escolas da cidade, com a participação confirmada da APAE de Cabo Frio, CIEPS 193 Wilson Mendes (Bairro do Jacaré), entre outros.

Como uma forma de estimular o empreendedorismo e a energia criativa da cidade, também estarão no Arraiá do Albatroz os artesãos dos coletivos afroempreendedor Dandaras e também da Cooperativa Quilombola da Região dos Lagos, responsável pela organização da Feira Quilombola no Horto Municipal de Cabo Frio, além de outros artesãos da região. 

Já nos pavilhões expositivos, que permanecerão abertos durante toda a festa, os visitantes podem aproveitar o arraiá para mergulhar na conservação e se surpreender com a biodiversidade marinha. Projetos parceiros, como Baleia Jubarte, Coral Vivo, Meros do Brasil, Uçá, Cavalos-marinhos, Costão Rochoso, Aruanã, Trilhas Arraial e Funtec (Fundação Municipal de Meio Ambiente de Arraial do Cabo), atuantes no litoral do Rio de Janeiro, vão aproximar o público desses animais, explicando como eles se relacionam com a conservação e a manutenção da saúde do oceano, um ecossistema tão presente na cidade.

Além de celebrar a cultura tradicional e a economia criativa das região, o Arraiá do Albatroz também foi pensado para aproximar o público do trabalho de conservação marinha e cultura oceânica realizado pelo Projeto Albatroz, que trabalha há 36 anos pela conservação das espécies de albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção. A ideia é que a partir da festa, todos possam conhecer o Centro de Visitação e se envolver em suas atividades educativas, artísticas e culturais gratuitas.

“Estamos na Década da Cultura Oceânica, uma oportunidade incrível para conectar as pessoas ao oceano e fazer com que se sintam parte dele. Por isso, eventos como o Arraiá do Albatroz conseguem sensibilizar o público por meio da cultura e gerar valor social e educacional duradouro, fortalecendo nosso papel como um espaço relevante para o desenvolvimento sustentável da nossa região", explica a coordenadora do Centro de Visitação, Daniele Rocha.

Serviço: Arraiá do Albatroz
Local: Av. Wilson Mendes, s/n – Porto do Carro, Cabo Frio (RJ)
Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 13h às 20h
Ingressos: Sympla https://www.sympla.com.br/evento/arraia-do-albatroz/3463071
Classificação livre.
Entrada gratuita.
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			<title><![CDATA[Terra em disputa: os detalhes da ação que envolve espólio de Henrique Lage; juiz federal decidirá]]></title>
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			<updated>2026-07-01T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Já está nas mãos do juiz federal o processo que pode definir uma das disputas imobiliárias mais antigas de Cabo Frio. No último dia 17, a ação que questiona a propriedade das Salinas Peroanas voltou para decisão da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia. O novo andamento acontece poucos meses após o Ministério Público Federal (MPF) cobrar respostas ao governo de Cabo Frio sobre a situação de um projeto de lei relacionado ao zoneamento daquela área. No centro da discussão está a tese defendida pelo MPF de que as terras pertencem ao espólio de Henrique Lage (1881–1941) e que, portanto, não poderiam ter sido negociadas da forma como aconteceu ao longo das últimas décadas.

O caso faz parte da Ação Civil Pública nº 5002755-76.2024.4.02.5108, movida pelo Ministério Público contra a União, o Município de Cabo Frio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. e a Cabo Frio Estacionamentos Ltda. Embora a ação tenha sido proposta para garantir o livre acesso da população à Praia das Conchas, à Ilha do Japonês e à Praia Brava, a investigação acabou avançando sobre a origem e a propriedade das terras conhecidas como Salinas Peroanas.

Em despacho assinado em 26 de março deste ano, o juiz federal substituto Thiago Gonçalves de Lamare determinou a reiteração da intimação do Município de Cabo Frio para que informasse, de forma conclusiva, a situação do projeto de lei que trata da alteração do zoneamento da área. No mesmo documento, o Ministério Público Federal ressalta que o município e o Inea vêm descumprindo itens fundamentais da decisão liminar, como a entrega do Plano de Ordenamento Territorial definitivo e a consolidação do Estudo de Capacidade de Carga da região, cujo prazo estipulado pelas próprias autoridades expirou em outubro de 2025 sem comprovação de atendimento. O magistrado também determinou que, após a manifestação do município, as partes fossem novamente ouvidas sobre os documentos e informações já juntados ao processo.

Na petição apresentada à Justiça, o MPF afirma que a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A. utilizou, para comprovar a propriedade da área, a matrícula nº 88 do Registro Geral de Imóveis de Cabo Frio e uma escritura de promessa de venda e compra com quitação assinada em 3 de março de 2011 entre a Tourinter do Brasil S.A. Empreendimentos Turísticos e Imobiliários e a então denominada Horizon 35 Participações Ltda., atual São José Desenvolvimento Imobiliário 35 S.A.

Ao analisar a documentação, porém, os procuradores afirmam ter encontrado indícios de que a história da propriedade não estaria completa nos registros apresentados. Segundo o Ministério Público Federal, a matrícula nº 88, aberta em 25 de junho de 1976, não reproduz toda a sequência de transferências do imóvel desde sua origem. A partir dessa constatação, o órgão teve acesso ao inventário de Henrique Lage, processo iniciado em 1941 após a morte do empresário. Segundo a documentação, as Salinas Peroanas já faziam parte dos bens deixados por Henrique Lage e integravam o patrimônio que deveria ser partilhado entre os herdeiros.

Segundo o MPF, documentos localizados no próprio inventário e certidões obtidas junto ao 2º Ofício de Notas de Cabo Frio mostram que Henrique Lage adquiriu a totalidade das Salinas Peroanas em 1939 por meio de duas escrituras de compra e venda: a primeira foi lavrada em 11 de fevereiro daquele ano, e a segunda, em 10 de maio de 1939.

O Ministério Público afirma ainda que a descrição das Salinas Peroanas encontrada no inventário de 1941 é semelhante à que aparece na matrícula imobiliária utilizada para comprovar a propriedade da área. Segundo o órgão, a diferença é que os registros posteriores deixaram de reproduzir a informação de que o imóvel havia sido adquirido por Henrique Lage em 1939.

O documento do MPF também afirma que as Salinas Peroanas abrangem uma área muito maior do que as antigas salinas localizadas próximas à Ilha do Japonês. Segundo os registros analisados, o imóvel alcança também áreas próximas à Praia das Conchas, incluindo a região onde funcionava um estacionamento.

O MPF também sustenta que as Salinas Peroanas e a Ilha Sarafana fazem parte do patrimônio que ainda está sendo discutido no inventário de Henrique Lage. Com relação à Ilha Sarafana, sob domínio da União, os procuradores apontam que os direitos sobre a área foram adquiridos pelo empresário junto a Francisca Rodrigues de Salles, por meio de escritura de compra e venda datada de 15 de fevereiro de 1941.

Para defender essa tese, o órgão cita documentos contábeis, laudos periciais e outros registros produzidos ao longo do processo sucessório. Segundo o procurador Bruno de Almeida Ferraz, esse conjunto de documentos indica que os dois imóveis devem integrar a partilha dos bens deixados pelo empresário. Lembra ainda que, conforme expresso por Henrique Lage, os bens ligados às suas atividades empresariais deveriam ser divididos entre sua esposa, Gabriella Besanzoni Lage, dois sobrinhos e seis auxiliares. Segundo o Ministério Público Federal, essa partilha continua sem conclusão válida até hoje.

A petição também relembra uma série de acontecimentos que marcaram o inventário ao longo das décadas. Em 1942, um decreto federal incorporou ao patrimônio nacional os bens e direitos das empresas e do espólio de Henrique Lage. Em 1944, outro decreto determinou que os bens excluídos dessa incorporação fossem devolvidos aos seus legítimos beneficiários por meio do processo de inventário. Já em 1946, uma nova norma determinou a desincorporação definitiva desses bens e sua devolução total aos sucessores.

Henrique Lage foi um dos maiores empresários do Brasil, pioneiro nos setores de mineração, navegação, construção naval e aviação. Em 1920, ele construiu o famoso palacete do atual Parque Lage, no Rio de Janeiro, como uma demonstração de amor para sua esposa, a cantora lírica Gabriella Besanzoni Lage. Acumulou imóveis e terrenos em diversas partes do país, inclusive na Região dos Lagos.
A discussão sobre a propriedade de Henrique Lage nas Salinas Peroanas não é recente.

Em 2018, a Folha dos Lagos já havia revelado a possibilidade de uma disputa judicial envolvendo a área. Na época, o espólio de Antônio Tavares Leite, um dos legatários de Henrique Lage, ameaçava entrar com processo para anular a venda das salinas para a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário, responsável pela construção de um estacionamento de 45 mil m² no local. Com sede em São Paulo, a São José alegava ter comprado o terreno (de 4 milhões de metros quadrados) da Tourinter do Brasil, no dia 3 de março de 2011, por meio de escritura pública lavrada no 24º Tabelião de Notas de São Paulo, no livro 6520, na folha 034. O valor da transação seria de R$ 5 milhões, além de mais R$ 10 milhões relativos a tributos em atraso.

– Como a venda aconteceu, se existe processo que tramita na Justiça para a partilha do espólio entre os legatários? – questionou, na época, Wanderson Rodrigo, casado com a neta de uma das inventariantes de Henrique Lage, Margarida Espada Tavares Leite.

Ainda em 2018, Wanderson contou à Folha que o imbróglio sobre as terras e imóveis de Henrique Lage começou em 1951, quando a família Catão teria reaberto uma empresa chamada Henrique Comércio e Indústria, alegando ser a única herdeira dos bens do empresário. Depois disso, de acordo com Wanderson, os bens teriam sido divididos em outras empresas do mesmo grupo. No caso da área das Salinas Peroanas, ele contou que passou pelas mãos da Nora Lage Ltda. e, depois, pela Tourinter Empreendimentos. Certidão de inteiro teor obtida pela Folha, na época, no Cartório do 2º Ofício, não trazia o nome dos antigos proprietários do terreno.


Na entrevista, Wanderson afirmou que enviou, no dia 12 de janeiro de 2016, ofício ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), denunciando as empresas Nora Lage S.A., Tourinter do Brasil e a Prefeitura de Cabo Frio e pedindo o bloqueio das áreas das Salinas Santos Dumont, Salinas Peroanas, Ilha Sarafona, Brejo Salgado, Salina Macau, terrenos na Ponta da Massambaba e outras dentro do Parque Estadual da Costa do Sol. 

Outra área que faria parte do espólio de Henrique Lage compreende um trecho entre a Gamboa, Ogiva e Peró, em Cabo Frio.Também existe discussão sobre a propriedade do terreno do antigo Galpão do Sal, na Passagem.  
 
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			<title><![CDATA[Obra da Praça das Águas, em Cabo Frio, entra na mira do Iphan e precisa ser paralisada]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou à Prefeitura de Cabo Frio a paralisação imediata das obras de reforma da Praça das Águas, na Praia do Forte. A informação foi confirmada à Folha por Carina Mendes, chefe do Escritório Técnico da Região dos Lagos. Segundo o instituto, o processo de aprovação do projeto ainda não foi concluído e, por isso, as intervenções não podem continuar até que os ajustes necessários sejam realizados. De acordo com Carina Mendes, o escritório técnico do Iphan já está em conversa com a Prefeitura de Cabo Frio para que o projeto seja adequado e receba a aprovação definitiva.

– A solicitação foi feita porque o processo de avaliação e aprovação do projeto ainda está em andamento. Assim, as intervenções iniciadas na última semana deverão permanecer suspensas até a conclusão da análise. Considerando a relevância estratégica da área para a revitalização paisagística da Praia do Forte, integrante do conjunto tombado de Cabo Frio, a normativa vigente exige a apresentação de projeto paisagístico para intervenções no local. Após reunião entre as equipes técnicas do Iphan e das secretarias municipais envolvidas, foram discutidos os ajustes necessários para a aprovação definitiva da proposta. No momento, o Iphan aguarda o envio da nova versão do projeto — informou Carina ao jornal.

A reforma do local foi anunciada pela prefeitura no último dia 15. A previsão era de conclusão em novembro deste ano. Além de uma nova identidade visual, o espaço também ganharia um novo nome: "Praça Encantada das Águas". O projeto, anunciado pelo prefeito Serginho Azevedo, previa a requalificação completa de toda a estrutura, com novo paisagismo, áreas de convivência, iluminação cênica e a instalação de fontes interativas para uso recreativo, principalmente por crianças. Também estavam previstas fontes programáveis com integração entre movimentos da água, iluminação e trilha sonora, além de uma arquibancada inspirada na relação histórica de Cabo Frio com o mar e a água.

A Praça das Águas foi inaugurada em 2013, durante o governo do então prefeito Alair Corrêa. O investimento foi de cerca de R$ 12 milhões. Em 2019, a prefeitura, sob o comando do então prefeito Adriano Moreno, informou que a água existente no local estaria se infiltrando no solo e poderia atingir o lençol freático. Segundo o governo, havia risco para os edifícios do entorno. Por isso, um novo projeto chegou a ser anunciado para readequar o espelho d&#39;água. Mas nada aconteceu.

Dois anos depois, em 2021, o então prefeito José Bonifácio anunciou a intenção de aterrar parte da Praça das Águas, transformando o espaço em uma praça convencional. A proposta, no entanto, não foi executada. Mas, em agosto do mesmo ano, parte da estrutura precisou ser interditada após uma avaliação realizada por engenheiros e pela Defesa Civil. 
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			<title><![CDATA[Voluntários encontram granada durante limpeza em praia de Arraial]]></title>
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			<updated>2026-06-25T19:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Voluntários do projeto Mar Sem Lixo encontraram uma granada com pino na faixa de areia da Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, no bairro Monte Alto, em Arraial do Cabo. O objeto foi encontrado no último dia 14, durante uma ação de limpeza realizada em parceria com a Global Ocean Clean Up e a Oceanic Society. De acordo com a vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri, o achado inesperado aconteceu enquanto o grupo recolhia resíduos sólidos na orla. 

À Folha, Gisele contou que ao identificarem o artefato, os integrantes do mutirão seguiram os protocolos de segurança estabelecidos, evitando manusear o objeto. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados e assumiram a ocorrência, encaminhando o material bélico para os órgãos de segurança militar.

A descoberta da granada em área de praia acendeu um alerta preocupante sobre o descarte inadequado de resíduos, que coloca em risco a vida marinha, os frequentadores e as comunidades costeiras do Estado. As imagens registradas mostram que o explosivo apresenta marcas de oxidação e acúmulo de areia onde fica o mecanismo de acionamento. A recomendação oficial para qualquer pessoa que localize um objeto similar é não manusear o material e ligar imediatamente para a Polícia Militar através do número 190.

— Na hora ficamos curiosos e ao mesmo tempo cautelosos. Por estar com o pino ficamos mais tranquilos, mas eu mesma não segurei. Esse pedaço de praia que fica entre Arraial e Monte Alto recebe muitos resíduos provenientes da Baía de Guanabara. Acredito que foi de lá que veio através das correntes - contou Gisele.

Apesar do ineditismo com este tipo de armamento, a vice-presidente do Mar Sem Lixo lembrou que o projeto já se deparou com outra situação de perigo. Há cerca de oito anos, durante uma ação promovida na Praia do Peró, em Cabo Frio, voluntários do projeto recolheram um artefato em formato de cano com 10 milímetros de diâmetro que exibia o símbolo internacional de material radioativo. 

– Nós acionamos a Marinha, enviamos fotografias do cilindro, e recebemos orientação para isolar a área imediatamente até a chegada dos especialistas - contou a ambientalista.
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			<title><![CDATA[Ex-presidente do Parókia, Fernada Carriço recebe moção de aplausos na Câmara]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A jornalista, escritora e produtora cultural Fernanda Carriço recebeu moção de aplausos da Câmara de Cabo Frio. É um reconhecimento à sua atuação como presidente do Parókia. Primeira mulher a comandar o tradicional bloco, Fernanda passou recentemente a função para Débora Machado.

Em seu discurso na sessão legislativa de quinta-feira (25), Fernanda exaltou a trajetória de Jessé Menezes, que havia morrido no dia anterior. Ela também fez questão de lembrar a história do avô, Victorino Carriço. O poeta chegou a presidir a Câmara em 1973. 

A moção foi proposta pelo vereador Davi Souza. Com 33 anos dedicados ao jornalismo, Fernanda trabalhou nos principais veículos de comunicação da região, entre emissoras de TV, rádios, jornais impressos e sites, incluindo a Folha.

Em 2022, organizou seu primeiro carnaval à frente da agremiação e, em 2023, foi eleita presidente. Reviveu tradições como o Papai Noel do Parókia, organizou a estrutura do bloco, multiplicou o número de ensaios e retomou os grandes cortejos. Em 2026, o Parókia conquistou, pela primeira vez, um edital de fomento à cultura, e Fernanda Carriço realizou o maior carnaval de todos os tempos, reunindo, em um único dia, mais de 7 mil foliões.
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			<title><![CDATA[Jessé Menezes (1973-2026): um dos fundadores do bloco Parókia deixa legado de música e alegria]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A música e o carnaval de Cabo Frio, mais uma vez, estão de luto. No mês passado, a cidade perdeu Kleber da Silva Costa, o Seu Binho, aos 93 anos. Nesta quarta-feira (24), morreu, aos 63 anos, José Corrêa de Menezes Filho, o Maestro Jessé, ou, simplesmente, Jessezinho.
O maestro Jessezinho deixa a viúva Nádia Aparecida do Amaral Menezes e os filhos Jéssica e Yuri Menezes. O velório será nesta sexta-feira (26), a partir das 9h, na Capela do Portinho, e o sepultamento ocorrerá ao meio-dia, no Cemitério Santa Izabel.

Assim como Seu Binho, Jessezinho também era músico da Sociedade Musical Santa Helena e, juntos, foram fundadores do tradicional bloco Parókia, do qual Jessé era presidente de honra desde que se mudou para São Paulo, há cinco anos, para cuidar de complicações nos rins. Ele estava na fila de espera por um transplante.

Filho do também maestro Jessé, Jessezinho formou e inspirou gerações de músicos de sopro. Instrumentista e integrante da Banda de Alcione há três anos, Rodrigo Revelles lembra de Jessezinho como "um paizão" no aprendizado musical e na formação moral e ética.

— Me mostrou os caminhos a seguir — diz Revelles. — Estudei com o pai dele, o Seu Jessé, e toquei com Jessezinho na região inteira. Era uma pessoa muito especial. Aprendi muito e tenho enorme admiração. E mais: ele me ensinou a admirar obras de grandes músicos brasileiros — completa.

Outro músico, Feliselsso Guimarães, lembra ter começado a carreira com Jessezinho, na Santa Helena, ainda na adolescência. Além da banda, foram companheiros, entre outros grupos, da Orquestra Tropical, do Grupo Kaô e da Banda do Colégio Miguel Couto, além de inúmeras orquestras carnavalescas.

No ano passado, Jessé foi o homenageado oficial do abadá do bloco Parókia no Carnaval de 2025, com o enredo "Ao Mestre com carinho, viva Jessé Menezes".

Mesmo afastado do carnaval por questões de saúde, permanecia como presidente de honra do bloco Unidos do Parókia. Durante anos comandou a Banda Santa Helena, dando continuidade a uma tradição familiar: herdou do pai não apenas o nome, mas também a função de maestro. Foi ele quem recebeu os ensinamentos para comandar uma das mais tradicionais bandas de Cabo Frio, responsável por apresentações em ruas, desfiles e eventos que marcaram gerações.

Em entrevista concedida em 2018, durante as comemorações dos 81 anos da Sociedade Musical Santa Helena, Jessé destacou o orgulho de dar continuidade ao legado da família.

— Sou privilegiado por ter essa herança musical do meu pai e espero poder ensinar também ao meu filho — comentou na época.


A notícia da morte de Jessezinho provocou comoção entre músicos, integrantes do carnaval e pessoas ligadas à cultura da cidade, que prestaram homenagens nas redes sociais.

A ex-presidente do Unidos do Parókia, Fernanda Carriço, relembrou a convivência com o maestro durante os carnavais.

— Foram muitos carnavais juntos. Você me ensinou o amor pelo Parókia. Obrigada por tanto — escreveu.

A organizadora e produtora do Santo Samba, Luciana Branco, também prestou homenagem.

— Desde o primeiro dia com o Santo Samba. Inspirado e inspirador. Quanta admiração e respeito pelo músico que você foi! Toque muito aí no céu! — postou
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			<title><![CDATA[Campeonatos de jogos movimentam estudantes de escolas da rede pública de Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-06-23T18:43:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Em Arraial do Cabo, neste mês, foi concluída metade dos campeonatos de jogos eletrônicos promovidos pela Caixa de Soluções Educacionais (CASE), solução gamificada desenvolvida pela GF Corp em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). A iniciativa reúne estudantes de três escolas da rede municipal em competições semanais que combinam jogos, engajamento e desenvolvimento digital. Participam do projeto a Escola Municipal João Torres, a Escola Municipal Vera Felizardo e o Colégio Municipal João Torres, com ciclos mensais de disputa sendo realizados entre abril e setembro.

Cada campeonato tem duração de uma semana e, ao final de cada mês, os três melhores colocados de cada escola recebem premiações como fones de ouvido, power banks e caixas de som Bluetooth. Além disso, os vencedores garantem classificação para a grande final, que será realizada daqui a três meses. Ao todo, o projeto conta com seis ciclos mensais, dos quais três já foram concluídos.

Os números refletem o alto engajamento dos estudantes. Somente na última semana, foram registradas mais de 10 mil partidas disputadas. No acumulado do ano, a plataforma já se aproxima da marca de 100 mil partidas realizadas. Outro dado que chama a atenção é a participação feminina: nos três primeiros ciclos, 40% das premiações foram conquistadas por alunas, evidenciando o potencial inclusivo da iniciativa.

Para Márcio Filho, especialista em games e sociedade e diretor executivo da GF CORP, o projeto demonstra como os jogos podem atuar como ferramenta de desenvolvimento: “Quando a gente leva esse tipo de dinâmica para dentro das escolas, a gente não está falando só de competição. Estamos falando de engajamento, de desenvolvimento de habilidades e de aproximação dos jovens com o universo digital de forma estruturada”.

A conclusão do terceiro ciclo consolida o projeto como uma ação de impacto no ambiente escolar, promovendo inclusão, competitividade saudável e acesso a experiências tecnológicas. “O que esses números mostram é que existe interesse, participação e talento. O desafio agora é transformar esse engajamento em oportunidade real para esses jovens”, completa Márcio.

Uma das pioneiras do setor de jogos brasileiro, a GF CORP atua há mais de 18 anos na criação de soluções gamificadas. Em 2016 desenvolveu a Caixa de Soluções Educacionais (CASE), plataforma de jogos aplicados à educação que leva experiências gamificadas aos estudantes de escolas públicas,  colocando a tecnologia e a ludicidade a serviço da educação, com foco na melhoria do desempenho e do engajamento dos estudantes. 

A CASE é uma plataforma de jogos que adota um sistema de microaprendizagem, baseado em experiências curtas, modulares e adaptativas, que já alcançou milhares de jovens e adultos em todo o país. São mais de três milhões de partidas jogadas e 100 mil usuários cadastrados, consolidando a plataforma como uma das principais referências em jogos aplicados à educação.

 
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			<title><![CDATA[Pesquisas com baleias em Arraial do Cabo revelam novas condutas das espécies no litoral]]></title>
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			<updated>2026-06-23T15:38:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O monitoramento científico de baleias, em Arraial do Cabo, está avançando na coleta de dados e revelando descobertas importantes sobre como os animais utilizam o litoral da região. Os novos dados ganham destaque justamente com o início da atual temporada de migração na costa cabista, no mês de maio. 

Coordenadora de um projeto de pesquisa focado nessas espécies no município, a bióloga Samara Valle conversou com a Folha e falou sobre as novidades observadas e os desafios do trabalho de campo. De acordo com a especialista, a atual temporada apresenta uma frequência bastante consistente de registros, fornecendo dados importantes para as análises.

— Tem sido uma temporada muito boa. Temos observado as baleias com uma frequência bastante consistente. Agora, no início, temos mais grupos pequenos em deslocamento. Ainda não tivemos registros de filhotes ou grupos maiores, mas com certeza virão ao longo da temporada - explicou Samara.

Sobre o levantamento de dados populacionais, e uma estimativa exata de quantos cetáceos já cruzaram o litoral em comparação com anos anteriores, a bióloga esclareceu a metodologia aplicada.

— Ainda é cedo para ter uma estimativa deste ano. Além disso, o nosso método de pesquisa é baseado principalmente em saídas embarcadas. Então, não fazemos um levantamento populacional de fato. Nós registramos, sim, a quantidade de baleias que acompanhamos no dia, coletamos outras informações importantes, mas a parte de estimativa de quantidade de baleias costuma ser mais adequada para trabalhos realizados em ponto fixo em terra. Eu não posso fazer uma comparação exata com os anos anteriores mas, até então, tenho visto uma quantidade semelhante em relação ao ano passado - detalhou.

As pesquisas realizadas por Samara têm transformado o entendimento tradicional sobre o papel do mar cabista na rota dos cetáceos. Historicamente, acreditava-se que a costa de Arraial do Cabo servia apenas como um corredor de deslocamento em direção a Abrolhos (no sul da Bahia) que é considerado o principal berçário da espécie no Brasil, e onde acontece o nascimento e o cuidado dos filhotes. No entanto, o monitoramentos feitos nos últimos anos desenham um cenário diferente.

— Durante muito tempo a gente acreditava que Arraial do Cabo era só uma área de passagem. Mas nos últimos anos temos observado também a presença de filhotes, além de sempre vermos grupos competitivos, que são formados por vários machos disputando por uma fêmea. E esses registros mostram que as baleias também realizam atividades reprodutivas aqui na costa cabista, e que não utilizam essa área só para passagem - revelou a bióloga.

Além do aspecto reprodutivo, novas condutas inéditas começaram a ser mapeadas pela pesquisa de campo.

— A região do Brasil continua sendo uma área de reprodução. Tivemos alguns registros pontuais de alimentação nos últimos anos. Não é um comportamento considerado comum durante a migração reprodutiva, já que a área de alimentação delas é na região da Antártica, nas ilhas Geórgia do Sul. Então,foi algo muito interessante de se registrar, e que talvez possa até mudar o que conhecemos sobre elas, embora ainda sejam somente eventos ocasionais - avaliou.

O trabalho de monitoramento científico, embora importante, enfrenta limitações que, segundo Samara, não estão no controle dos pesquisadores. A equipe depende de condições ambientais, especialmente da intensidade do vento e do estado do mar, que também compromete a visibilidade nas buscas pelas baleias na costa de Arraial do Cabo. A atividade também exige bastante paciência, e às vezes um pouquinho de sorte para respeitar o tempo e o comportamento dos animais.

Durante as saídas embarcadas, os pesquisadores registram a localização exata dos animais, a composição do grupo (se são adultos, juvenis ou filhotes) e alguns comportamentos, além de marcas, cicatrizes e interações com outras espécies.

O foco principal do monitoramento, de acordo com Samara. está no registro para fotoidentificação. No caso das baleias-jubartes, ela explica que cada indivíduo possui uma característica única na região ventral da cauda, funcionando como uma digital. 

– É através da avaliação dessas características que a gente consegue saber se a baleia já passou por Arraial anteriormente, e se ela foi registrada em alguma outra região, em outros anos. Quanto mais informações tivermos sobre a espécie e sobre a forma que ela está utilizando a nossa região, mais conhecimento teremos para contribuir com medidas de conservação e proteção desses animais - revelou a pesquisadora.

À Folha, Samara também explicou que a posição geográfica de Arraial do Cabo funciona como um ponto fundamental para a realização desses estudos devido à formação do cabo. A região, segundo ela, fica diretamente na rota migratória das baleias em direção ao norte. Enquanto algumas baleias passam mais afastadas da costa, a grande maioria margeia o litoral, permitindo que os cientistas e moradores observá-las muito próximas da terra firme.

Outro diferencial apontado pela pesquisadora é a riqueza ambiental local. Arraial, de acordo com a Samara, sempre foi uma região extremamente rica em biodiversidade devido ao fenômeno da ressurgência, que torna o ambiente marinho local muito produtivo e atrativo para as espécies.

Durante a conversa com a reportagem da Folha, a bióloga também apontou quais espécies de baleias costumam frequentar o mar cabista.

— A principal espécie que vemos nessa época é a baleia-jubarte, sem dúvidas. Ela realiza essa migração todos os anos, então, entre os meses de maio a setembro, é a espécie mais garantida de conseguir avistar aqui, especialmente de junho a agosto. Mas, todos os anos, também temos registros de algumas baleias francas: elas também realizam essa migração. Não são tão comuns por aqui, elas costumam ficar mais concentradas no sul do Brasil, porém sempre tem uma ou outra que acaba subindo para cá. Além delas, temos a baleia de bryde, que, apesar de ser mais difícil de ver, está sempre por aqui, e outras que são vistas com menos frequência, como a minke, a fin, fora as espécies de odontocetos, como o golfinho nariz-de-garrafa, que é o mais frequente, e, claro, as orcas também - enumerou.

Para garantir a integridade dos animais mapeados e a segurança das embarcações, regras rígidas de avistamento foram criadas pela Prefeitura de Arraial do Cabo, e devem ser seguidas na região, que integra a área da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo (RESEX). Conforme as diretrizes oficiais de fiscalização ambiental para a temporada de 2026, é expressamente proibido perseguir os animais, se aproximar de barco com o motor engatado a menos de 100 metros de distância do animal, ou bloquear o curso natural de deslocamento das baleias. Quando os animais demonstram aproximação espontânea, os comandantes devem manter os motores em neutro para evitar acidentes com as hélices.

O fortalecimento da pesquisa e da preservação, de acordo com Samara, passa pelo envolvimento direto dos moradores locais. 

— Aqui nós temos a iniciativa do turismo de base comunitária, onde os moradores e pescadores passam por uma capacitação e se tornam os protagonistas no turismo de avistamento de baleias. E é muito legal porque, além de eles passarem pela capacitação, eles carregam muito conhecimento empírico e geracional. Acho muito legal ter essa troca com eles e trazê-los mais para perto da conservação desses animais - defendeu.

A colaboração no fornecimento de dados e registros também foi estendida ao público geral.

— Da mesma forma, a população em geral também pode ajudar. Cada vez mais as pessoas estão se interessando pelas baleias, realizando fotos, vídeos e trazendo informações que podem, sim, contribuir para a pesquisa. Mas, claro, isso pode ser feito de forma consciente e buscando os meios certos para isso - orientou a pesquisadora.

Para organizar e receber esse volume de dados gerados por moradores e turistas, a pesquisadora contou que existem redes específicas estruturadas na região.

— Nós temos alguns grupos de ciência cidadã, que incluem a comunidade geral e pesquisadores, que também utilizam esses canais para receber informações sobre avistamentos, também o compartilhamento de fotos e vídeos. E o ICMBio, que é o maior órgão responsável pela Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo - concluiu Samara.
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			<title><![CDATA[Funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo fazem doação de sangue coletiva no Hemolagos]]></title>
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			<updated>2026-06-22T15:36:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[ Muitas vezes, é dentro de uma unidade de saúde que a importância da doação de sangue deixa de ser apenas uma campanha e se transforma em uma necessidade real, urgente e profundamente humana. Foi com esse olhar que funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo aderiram à Campanha Junho Vermelho e participaram de uma doação coletiva no Hemolagos, hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue na Região dos Lagos.
 
A mobilização começou dentro do próprio hospital, onde os profissionais passaram a usar camisas vermelhas em apoio à campanha, reforçando a mensagem de conscientização entre pacientes, acompanhantes e familiares. Mais do que falar sobre a importância da doação, a equipe decidiu dar o exemplo.
 
Entre os participantes, estavam funcionários que já são doadores frequentes e conhecem de perto a necessidade constante dos estoques de sangue, especialmente por vivenciarem diariamente situações em que pacientes dependem de transfusões para seguir em tratamento, passar por cirurgias ou enfrentar emergências. Mas a ação também tocou quem ainda nunca havia doado.
 
Foi o caso de Amanda Motta, enfermeira do setor de regulação do hospital, que se sentiu sensibilizada pela mobilização dos colegas e decidiu doar sangue pela primeira vez.
 
“Eu vi a equipe se movimentando, falando sobre a importância da doação, e aquilo me tocou. A gente trabalha dentro do hospital, vê tantas histórias de perto, e eu senti que também precisava fazer a minha parte”, contou Amanda.
 
Para a direção do Hospital Geral de Arraial do Cabo, a participação dos funcionários reforça o compromisso da unidade com a vida dentro e fora do ambiente hospitalar. A campanha mostra que cada profissional de saúde também pode ser agente de transformação, incentivando a população a participar desse gesto solidário.
 
O secretário municipal de Saúde e presidente do Hemolagos, Jorge Diniz, destacou que a atitude dos profissionais é um exemplo para toda a cidade.
 
“Quem trabalha na saúde sabe o quanto uma bolsa de sangue pode fazer diferença. Por isso, ver nossos funcionários abraçando essa campanha, sensibilizando famílias e também indo doar, nos emociona muito. Alguns já são doadores frequentes, outros deram esse passo pela primeira vez, e todos mostram que doar sangue é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com o próximo”, afirmou.
 
A Campanha Junho Vermelho chama atenção para a importância da doação regular de sangue, especialmente em períodos de maior necessidade dos estoques. O Hemolagos atende pacientes de nove municípios da Região dos Lagos e precisa manter um fluxo contínuo de doadores para garantir segurança no atendimento à população.
 
A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo também disponibiliza transporte gratuito para moradores que desejam doar sangue no Hemolagos. Os interessados devem entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde, informar nome completo e telefone, e aguardar o agendamento para participar da caravana da doação.
 
Mais do que uma campanha, a ação dos funcionários do Hospital Geral de Arraial do Cabo mostra que doar sangue é um compromisso coletivo. E que, quando a saúde veste a camisa, a solidariedade também ganha força.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Araruama paralisa obra ilegal e anuncia licitação para quatro novas pontes de concreto]]></title>
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			<updated>2026-06-22T13:44:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras paralisaram, no último sábado (20), a construção irregular de uma ponte no bairro Mutirão. A intervenção vinha sendo realizada sem nenhuma licença ambiental ou urbanística, sem projeto de engenharia e sem a execução ou supervisão de um técnico qualificado. Por se tratar de um espaço público, a ausência de parâmetros legais e de cálculos estruturais coloca em risco direto a vida da população local.

Durante a ação de fiscalização, os responsáveis pela obra foram formalmente notificados. A Secretaria de Obras reforçou que intervenções em infraestrutura urbana especialmente estruturas complexas como pontes exigem obrigatoriamente avaliação técnica especializada, estudo de solo e acompanhamento profissional. Falhas graves na execução, sem o devido cálculo de carga, podem comprometer a estabilidade da estrutura e provocar desabamentos fatais.

A notificação determina a paralisação imediata dos trabalhos até que toda a documentação e os licenciamentos exigidos por lei sejam apresentados. A Prefeitura ressalta que o cumprimento dos procedimentos legais em áreas públicas não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma garantia inegociável de segurança para toda a coletividade.

Como solução definitiva para as demandas de mobilidade do município, a Prefeitura de Araruama informa que marcou para 7 de julho uma licitação prevendo a construção de quatro novas pontes de concreto no bairro, sendo duas no Mutirão e outras duas no bairro Mataruna, garantindo que as novas estruturas sigam rigorosamente as normas de engenharia, acessibilidade e segurança que a população merece.
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			<title><![CDATA[Instalação de unidade prisional gera protestos no Parque Burle, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-22T12:59:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Moradores do bairro Parque Burle, em Cabo Frio, foram pegos de surpresa com a notícia da instalação de uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na localidade. 

O anúncio foi feito na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Jefferson Vidal, e gerou protestos imediatos na comunidade. Por se tratar de um bairro residencial, a vizinhança teme pelos impactos na segurança, já que a área escolhida fica perto de uma creche e de três escolas. Localizado na Rua 16, o terreno possui 900m², foi desapropriado pelo governo do estado em 2024, e desde dezembro do ano passado passa por obras de reforma estrutural.

Durante a sessão, Jefferson Vidal manifestou preocupação com a escolha do endereço e explicou que o local receberá jovens que cumprem medidas em regime de semiliberdade, modelo no qual os internos saem durante o dia e retornam para dormir. O vereador Thiago Vasconcelos alertou para outros reflexos negativos na região, como a desvalorização imobiliária e a perda de qualidade de vida dos moradores do entorno. Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Vaguinho, informou que vai atender aos pedidos dos parlamentares e dos moradores para acompanhar de perto e fiscalizar as condições da construção. 

O debate continuou na sessão desta quinta-feira (18). O vereador Alfredo Gonçalves ponderou que, embora a recuperação e a ressocialização dos adolescentes sejam metas importantes, a localização definida pelo Estado não é adequada, motivo pelo qual pretende buscar alternativas para o debate.

O projeto executado no município faz parte de um plano de expansão anunciado pelo Governo do Estado no dia 19 de julho de 2025. Na ocasião, o Executivo estadual divulgou um investimento de aproximadamente R$ 53 milhões para abrir 219 vagas em oito novas unidades do Degase. O pacote original mencionava a construção de dois modelos em Cabo Frio: um Centro de Socioeducação (Cense), com 40 vagas para internação em regime fechado, e um Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), com 20 vagas destinadas ao regime de semiliberdade. No Criaad, o jovem estuda, trabalha e faz atividades externas, retornando apenas nos horários fixados.

A Folha teve acesso a documentos oficiais da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), com data de janeiro de 2026. Eles confirmam que a obra em andamento na Rua 16, no Parque Burle, é para reforma e adaptação de uma residência unifamiliar para transformá-la em uma unidade de semiliberdade do Degase. 

O endereço foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação pelo governador Cláudio Castro por meio do Decreto 49.055, assinado em 18 de abril de 2024. A obra está sendo executada pela Rivan Construtora Ltda. O contrato tem o valor de R$ 1.567.830,00. O início dos trabalhos ocorreu em 4 de dezembro de 2025 com prazo de finalização no último dia 6 de junho.

A reportagem da Folha entrou em contato com a direção do Degase e solicitou detalhes sobre o perfil dos jovens atendidos, a área de abrangência do atendimento e sobre a existência de um estudo de impacto de vizinhança, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria
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			<title><![CDATA[Alerj aprova em primeira discussão projeto que retira bairros de Arraial do Cabo de área ambiental]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:46:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (17), em primeira discussão, o projeto de lei Nº 6643/2025. A proposta retira dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas dos bairros Caiçara e Sabiá, situados no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo. Aprovada anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a matéria segue agora para uma segunda votação em plenário na Casa.

O projeto tem como objetivo permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), atendendo às diretrizes do Código Florestal e de leis federais e estaduais. De acordo com o texto, ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, dunas, restingas, corpos hídricos e corredores ecológicos que são indispensáveis para a integridade do parque ambiental.

O autor da proposta, deputado estadual Marcelo Dino (PL), defende que a medida corrige uma falha histórica de 15 anos atrás, época da criação do parque.

— Não poderíamos retirar pessoas que moram no local há mais de 25 anos. Por isso, conseguimos, por meio do Inea, fazer com que fosse realizado o estudo que apontasse a melhor saída, para que essas pessoas pudessem finalmente ficar tranquilas - declarou o parlamentar. Em entrevistas anteriores à Folha dos Lagos, o deputado já havia ressaltado que as duas localidades apresentam ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado.

O deputado Carlos Minc (PSB), que participou da criação do parque, e votou a favor do projeto de Marcelo Dino, explicou que o Parque da Costa do Sol possui cerca de 10 mil hectares no total, e a retirada vai abranger apenas dois pontos específicos que somam entre 20 e 30 hectares, representando uma área menor.

Caso seja aprovada em definitivo e vire lei, a norma estabelece que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Prefeitura de Arraial do Cabo deverão elaborar, em conjunto, um memorial descritivo e um mapa de georreferenciamento. O documento servirá para atualizar os mapas do decreto estadual de 2011 que fundou a reserva. As áreas retiradas passarão a integrar uma Zona de Uso Sustentável, e o Poder Executivo poderá convertê-las em Área de Proteção Ambiental (APA).

A proposta legislativa foi protocolada originalmente em outubro do ano passado. No mesmo período, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu ordens de despejo que ameaçavam cerca de cinco mil moradores e a demolição de 1.200 imóveis nas duas localidades. A decisão judicial atendeu a uma ação da Defensoria Pública do Estado.

Dois meses antes, em agosto do ano passado, moradores dos bairros haviam realizado protestos em frente à prefeitura e à Câmara Municipal após receberem notificações judiciais de desocupação. As notificações apontavam que parte das casas ocupava terrenos da União e parte estava em uma propriedade privada onde havia um projeto para a construção de um resort.
 
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			<title><![CDATA[Cabo Frio prepara Ponte Feliciano Sodré para comemoração dos 100 anos da estrutura]]></title>
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			<updated>2026-06-17T17:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 14 de julho a Ponte Feliciano Sodré, no Centro de Cabo Frio, completa 100 anos de fundação. Para celebrar o marco, a prefeitura deu início, esta semana, a uma série de serviços de manutenção e conservação do local. O objetivo das intervenções, que mobilizam de forma integrada diversas secretarias municipais, é a preservação da estrutura física e a manutenção das características originais do monumento.

Por se tratar de uma estrutura tombada pelo patrimônio histórico, a obra da ponte precisa cumprir as determinações de um laudo técnico elaborado por equipes do governo municipal. Esse documento foi elaborado após a realização de uma vistoria técnica acompanhada por representantes do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O cronograma de atividades inclui a recuperação das áreas que sofreram desgastes decorrentes do tempo, reparos e adequações no sistema de iluminação pública, além da recuperação da pavimentação asfáltica. A intervenção também obedece regras específicas de preservação para assegurar que as linhas arquitetônicas da ponte não sofram alterações durante os serviços de restauro.

Inaugurada em 14 de julho de 1926, a ponte desempenha papel importante na composição da paisagem urbana e na história do município. Ao longo de um século, a estrutura acompanhou o crescimento demográfico de Cabo Frio, o desenvolvimento da mobilidade urbana local e o cotidiano de diferentes gerações de moradores.

Segundo o acervo do pesquisador Márcio Werneck, o fato de Cabo Frio ser uma cidade cercada por água e areia sempre dificultou o transporte. Antes da Ponte Feliciano Sodré, por exemplo, os índios Tupinambá cruzavam o Canal do Itajuru a pé no trecho do Baixo Grande, esperando a maré baixar. Mais tarde, a travessia passou a ser feita por canoas e por uma barca presa a correntes.

A primeira ponte da cidade foi feita de ferro, com projeto inglês e construída por espanhóis, em 1898. Assim como a Feliciano Sodré, ela também ligava o Morro da Guia (no Centro) ao Morro do Telégrafo (na Gamboa). A estrutura, no entanto, caiu em 1920 durante um conserto feito com uso de macaco hidráulico. Pesquisas realizadas por Márcio Werneck revelam que o acidente deixou Cabo Frio sem ligação com a terra firme, o que fez os moradores pedirem a construção de outra ponte no mesmo local

A construção da nova estrutura acabou gerando uma briga política entre o prefeito da época, Anastácio Novellino, e o governador do estado, Feliciano Sodré. Os dois se desentenderam por causa do atraso nas obras e do sumiço de materiais por parte do governo estadual.

No dia 14 de julho de 1926, Feliciano Sodré inaugurou a ponte de concreto e a estrada até São Pedro da Aldeia sem convidar o prefeito cabo-friense, que acabou perdendo o cargo meses depois. Na época, a estrutura tinha o maior vão livre do Brasil, espaço que era necessário para os barcos de sal passarem por baixo.
 
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			<title><![CDATA[Documentário "Homens da Lagoa" estreia em Cabo Frio com proposta de poesia cinematográfica]]></title>
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			<content><![CDATA[No próximo dia 17 a riqueza cultural e a biodiversidade da Lagoa de Araruama vão ganhar destaque com o lançamento oficial de “Homens da Lagoa e outras histórias de pescador”. A estreia será às 18h30, no jardim interno do Museu de Arte Religiosa Tradicional (Mart), com entrada gratuita. O documentário tem cerca de 30 minutos de duração e foi idealizado como uma continuidade de “Homens do Mar”. As imagens conectam de forma poética o Canal Itajuru à Lagoa de Araruama, tendo como cenário central a Praia do Siqueira e a Ponta do Ambrósio, através da tradicional pesca artesanal do camarão rosa e do mais famoso pôr do sol da Região dos Lagos.

No dia seguinte à estreia, o filme será exibido no Museu José de Dome (Charitas). No dia 19 de junho a sessão será na Escola Estadual Praia do Siqueira. Todas as exibições serão gratuitas e acontecem a partir das 18h30h. Em conversa com a Folha, o diretor Guto Madeira disse que, além do circuito oficial, também planeja uma apresentação comunitária.

– Com certeza vamos realizar uma exibição no deck dos pescadores da Praia do Siqueira, para reunir toda comunidade na celebração da nossa arte – garantiu.

A produção de “Homens da Lagoa e outras histórias de pescador” foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Cultura de Cabo Frio. O formato diferenciado da obra, que mistura documentário e arte, surgiu após uma mudança no cronograma do edital.

– Com o adiamento das datas finais do edital, ganhamos tempo para uma melhor avaliação sobre as gravações. Estávamos vendo muitas entregas nesse formato tradicional, e decidimos inovar. Nosso DocArte veio para entregar cenas inéditas e exclusivas da Praia do Siqueira e da tradicional pesca artesanal do camarão rosa. Acreditamos que assim iríamos sair do óbvio para uma produção cinematográfica poética moderna, inovadora, dinâmica e surpreendente. Modéstia à parte, conseguimos um resultado absolutamente de cinema – explica o Guto, que também assina a direção de fotografia.

O processo completo de desenvolvimento de todo o documentário durou aproximadamente três anos. Esse intervalo compreendeu desde a construção do argumento, a preparação e a seleção no edital, até as visitas técnicas, formação de equipe, elenco e gravações. O embasamento do filme contou com pesquisas realizadas por Liana Turrini e Heleno Turrini, fundamentais para direcionar o posicionamento da narrativa. O roteiro também ganhou corpo com o expressivo acervo de Marcio Werneck com o folclore "A Tauba de Soares" disponível em marciowerneck.com.br. Liana também assina a direção de arte e atua como poetisa cinematográfica.

Os planos de filmagem foram traçados de acordo com a disponibilidade dos pescadores locais, que contribuíram para o documentário. A proposta, segundo Guto, buscou registrar perspectivas inéditas da localidade através de cenas espetaculares e jamais vistas.

– Todos nós temos aquelas belíssimas fotografias do pôr do sol característico da Praia do Siqueira, mas até hoje ninguém fez essas cenas de dentro da Lagoa. Por isso, temos uma poesia cinematográfica inédita onde o telespectador irá se ver dentro da Lagoa – explica Guto.

A captação de imagens envolveu uma rotina intensa para a equipe de cinegrafistas, composta por Guto Madeira, Carlos Almeida, Luis Simpson e Renata Senra. O grupo precisou lidar com limitações orçamentárias que impediram filmagens noturnas (período em que o arrasto do camarão de fato ocorre). 

– Mas não desistimos. Ajustamos com os pescadores alguns pontos estratégicos e horários distintos onde poderiam encenar o que seria essa tradição. Literalmente, tive que nadar na lagoa para fazer algumas cenas. Nos reunimos sempre às 15h na Praia do Siqueira e na Colônia Z4 para organizar os planos de filmagens. E na hora certa saíamos para as captações. Foi difícil porque os pescadores não são atores, e o tempo de final de tarde é muito curto: logo ficava escuro. As canoas são apertadas, específicas para pesca e não para transporte de pessoas com equipamentos. Mas a atenção especial que os pescadores nos deram foi incrível. Vivemos uma troca de experiências excepcional onde a arte da pesca sincronizou harmoniosamente com arte cinematográfica - contou Guto.

A narrativa ganhou, ainda, um contorno heróico com a presença dos trabalhadores locais e de embarcações que contextualizam a introdução do filme. 

– As participações especiais deram um charme para nossa arte. Eu adoro quando nossos amigos e equipe confiam e acreditam nas minhas ideias. E foi exatamente isso que aconteceu com o Calypso, que é o nome do barco de Rafael Turrini e Victorio Turrini, nossos assistentes de produção. Eles nos levaram embarcados para cenas maravilhosas na Ponta do Ambrósio, e isso gerou um diferencial para as cenas de apoio que contextualizam a introdução. O mesmo ocorreu com o Gecay, nome do barco de Aldry Coutinho, pescador local da Boca da Barra, tradicional marisqueiro da região e que foi o protagonista do documentário “Homens do Mar”. Traçamos uma forma de cruzar a Boca da Barra e o Canal Itajuru, passando até a Ponta do Ambrósio e chegando à Praia do Siqueira. Essa introdução faz o passado e o presente de outras histórias de pescador ser a principal narrativa. Adriano Lemos, Aldry Coutinho, Eduardo Lopes, Fagner Luis, Marcio Rangel, Patrick Meirelles e Renato Farias – preciso deixar essa ressalva – são pescadores, mas que em nosso filme estão como heróis. Eles são os verdadeiros artistas da tradicional pesca artesanal do camarão rosa - revelou o diretor.
 
Durante conversa com a Folha, Guto lembrou que a trilha sonora do documentário foi selecionada a dedo “para preservar a necessidade de autoralidade, originalidade e autenticidade de uma obra totalmente independente e produzida por gente daqui, envolvendo cenário, temática, poesia, cenas, trilhas sonoras, elenco e equipe”. O trabalho traz canções assinadas por Ivo Vargas, Junior Carriço e Vitalino. Guto explicou que foi taxativo com relação à participação dos três músicos no documentário.

– Eles vivem dessa arte. As músicas autorais parecem que foram feitas exclusivamente para essa obra, mas não foram. Tudo isso foi uma sinergia absurda. A gente sabia que eles conseguiriam passar para o público a sensação do próprio caiçara viver e produzir sua arte. O público vai se sentir pertencente ao DocArte - revelou.

Para o diretor, realizar o projeto com o suporte da Lei Paulo Gustavo representa a realização de um sonho, além da oportunidade de colocar em prática as ideias e dar visibilidade às tradições, culturas e obras de artes de Cabo Frio. Citando uma declaração do ator Wagner Moura, que se definiu como fruto das leis de incentivo à cultura, Guto reforçou que sua produtora (Filmadera), e a viabilização de sua equipe, também dependem desse fomento.

– A maioria acha que é fácil ser beneficiado por essas leis de suporte cultural, mas isso é algo que exige muita dedicação, noites sem dormir, e muito conhecimento e amor por aquilo que se faz. E o mais absurdo disso tudo é poder ver a obra pronta, iniciar os preparativos das exibições e perceber o quanto o público quer ver essas histórias. E ainda tem todo o carinho que venho recebendo de forma geral, como vocês, da Folha, que estão sempre de portas abertas para gente falar sobre nossa arte.

O filme carrega ainda uma carga afetiva profunda, sendo dedicado à memória da mãe do diretor. Guto recorda que ela costumava contar que um antigo diretor de escola previa seu futuro dizendo "esse aí vai ser artista". A homenagem, segundo ele, se consolidou de forma espontânea quando o cartaz do documentário foi publicado nas redes sociais justamente em um domingo de Dia das Mães.

O olhar sensível impresso na direção do DocArte é diretamente associado por Guto aos sentimentos e à criação que recebeu da mãe dele, fazendo com que as relações pessoais e profissionais andem juntas.

– Esse DocArte retrata isso de forma inovadora e sensível. As cenas contam as histórias por si só, apenas acontecem, com total harmonia. Os recortes são precisos. A imersão dessa poesia cinematográfica não deixa passar nenhuma cena: todas elas fazem sentido e dão continuidade. Mensagens subliminares estão evidentes, e algumas são declarações de amor. Vamos fazer o público se emocionar com uma pescaria e, melhor ainda, se sentir como se fizessem parte dela. Eles também vão refletir sobre o que é legado histórico cultural. Meses atrás ouvi sobre estar sendo um guardião da memória, e isso me tocou profundamente, aumentou minha responsabilidade e compromisso com nossas histórias – explica Guto.

Para produzir o filme, ele também contou com direção executiva de Renata Senra e Taz Mureb. A assistência de produção ficou por conta de Renata Senra, Liana Turrini, Carlos Almeida, Sophia Senra, Victorio Turrino e Rafael Turrini. A pesquisa de argumentação e texto ficou por conta de Liana e Heleno Turrini. A co-produção é assinada pela A Casa da Praia e Rasta Filmes. Também colaboraram no documentário Pono Marcenaria e 3H Imper.
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			<title><![CDATA[Estudo alerta para redução de áreas verdes e avanço da degradação no Peró, em Cabo Frio

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			<updated>2026-06-14T12:30:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A arborização urbana do bairro Peró, em Cabo Frio, sofreu um agravamento significativo nos últimos anos. É o que aponta um estudo recente feito pelo engenheiro de produção Rodolfo Cardoso. Frequentador do bairro desde 2012, ele adquiriu uma residência no Peró em novembro do ano passado, e decidiu mapear a situação.

O levantamento lembra que a arborização do Peró nunca foi abundante. Desde o início da ocupação imobiliária, condomínios e loteamentos passaram a substituir extensas áreas de Mata Atlântica e restinga no bairro. No entanto, o estudo recente comprova que a situação piorou nos últimos anos, transformando diversas ruas em corredores de concreto e asfalto, com cada vez menos sombra, biodiversidade e qualidade ambiental. O contraste chama ainda mais atenção porque o Peró é um bairro que abriga a primeira praia do interior fluminense a conquistar a certificação internacional Bandeira Azul, reconhecida por critérios rigorosos de qualidade ambiental, sustentabilidade e educação ecológica. 

Para realizar o levantamento, Rodolfo utilizou imagens históricas do Google Earth, comparando a evolução da paisagem urbana e constatando a redução da cobertura vegetal em diversas vias do local. Segundo o engenheiro, além da retirada gradual de árvores, muitas áreas antes ajardinadas perderam a manutenção, contribuindo para o aspecto árido observado atualmente.

– Fiquei impressionado com o nível de degradação. Eu já tinha essa percepção por frequentar o bairro há anos, mas resolvi confirmar por meio de um mapeamento, rua por rua, utilizando a tecnologia do Google Earth. A arborização diminuiu, o asfalto se deteriorou e muitos jardins, que antes eram bem cuidados e valorizavam o espaço urbano, foram abandonados - relata o engenheiro.

Diante do cenário de abandono de jardins e da supressão de árvores citado no estudo, a reportagem da Folha enviou uma série de questionamentos à Prefeitura de Cabo Frio, mas não obteve nenhuma resposta até o fechamento desta edição. O município foi questionado sobre como funciona a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente para coibir e punir a supressão não autorizada de vegetação urbana, e quantas autuações, multas ou notificações por corte ilegal de árvores foram aplicadas no Peró nos últimos dois anos. A reportagem também perguntou quais foram as ações de compensação exigidas para os novos empreendimentos e condomínios licenciados, e se existe um plano diretor de arborização específico para o Peró devido ao selo Bandeira Azul. Solicitou, ainda, o cronograma atual de zeladoria, manutenção de canteiros e reposição de paisagismo para as vias do bairro, mas a administração municipal manteve silêncio.

O estudo de Rodolfo aponta que condomínios, moradores e até empreendimentos comerciais continuam derrubando árvores por conta própria e sem reposição adequada. O engenheiro reforça que, embora muitas espécies não sejam nativas, ou consideradas de elevado valor paisagístico, elas desempenhavam papel importante na amenização do calor, na retenção de poeira, na absorção de carbono e na melhoria da qualidade de vida dos moradores.

– Infelizmente, houve supressão de árvores sem que fossem adotadas medidas efetivas de compensação ambiental. Muitas vezes prevalece a preocupação com custos de manutenção ou comodidade, enquanto são ignorados os benefícios ambientais, paisagísticos e sociais proporcionados pela vegetação urbana. Recuperar o verde do Peró não exige grandes investimentos, mas vontade política, conscientização e amor pelo bairro - afirma.

Preocupado com o cenário, o engenheiro pretende lançar uma campanha de mobilização comunitária para incentivar a arborização das ruas do bairro. A proposta envolve moradores, síndicos, comerciantes e veranistas, além de cobrar maior participação do poder público. Ele lembra que a Prefeitura de Cabo Frio disponibiliza gratuitamente até duas mudas por morador através do Horto Municipal. No entanto, ressalta que o sucesso da arborização depende da escolha adequada das espécies, do plantio correto, da adubação, da utilização de estacas de sustentação e da irrigação durante o período inicial de desenvolvimento.
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			<title><![CDATA[Proposta une tombamento do Poço do Jorge e protagonismo caiçara na preservação cultural de Búzios

]]></title>
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			<updated>2026-06-13T10:41:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As comunidades caiçaras de Armação dos Búzios podem passar a exercer um papel formal na proteção do patrimônio histórico, cultural e ambiental do município. Uma indicação apresentada pelo vereador Anderson Chaves (Republicanos) sugere ao Poder Executivo a criação de um programa de participação comunitária. O objetivo é valorizar o conhecimento tradicional e envolver diretamente os moradores nas ações de cuidado com o território.

A iniciativa toma como ponto de partida o Poço do Jorge, situado na região da Lagoa da Ferradura. A meta do plano, no entanto, é abranger o monitoramento ambiental, a educação patrimonial, a orientação a visitantes, a valorização da memória local e o fortalecimento da cultura caiçara em todo o município.

O texto defende que os povos tradicionais acumulam informações sobre os recursos naturais, a história da ocupação do território e os modos de vida locais. Por esse motivo, os moradores estariam aptos a colaborar com as políticas de conscientização e conservação ambiental.

De acordo com o parlamentar autor da indicação, a responsabilidade pela salvaguarda do patrimônio deve ser compartilhada entre a sociedade civil e a administração pública.

— Quem viveu a história do território precisa participar da sua preservação. Os caiçaras carregam conhecimentos, memórias e referências que ajudam a proteger não apenas os espaços físicos, mas também a identidade cultural da cidade – declarou Anderson Chaves.

Além da indicação do programa participativo, o vereador protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei focado no tombamento do Poço do Jorge como Patrimônio Histórico, Cultural e Paisagístico de Búzios. O texto classifica a área como um bem de relevante interesse para a preservação da memória coletiva e das tradições locais.

O projeto de lei também prevê o reconhecimento dos saberes, narrativas, memórias e tradições associados ao Poço do Jorge e às populações tradicionais da região como patrimônio cultural imaterial do município. Os dois expedientes legislativos atuam de forma complementar: o tombamento visa dar garantias jurídicas de proteção ao espaço, enquanto o programa participativo busca estabelecer o protagonismo comunitário na defesa da cultura local.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio ignora Conselho do Rui Barbosa sobre fechamento da escola]]></title>
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			<updated>2026-06-12T12:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Um ano depois da retomada das negociações para o fechamento do Colégio Municipal Rui Barbosa, em Cabo Frio, estudantes, pais e membros do Conselho Escolar ainda aguardam ser chamados para uma reunião na Prefeitura. Desde maio do ano passado o grupo vem tentando agendar audiência com o prefeito Serginho Azevedo, e com a Secretaria de Educação, mas todos os ofícios foram ignorados.

Como forma de protesto, uma faixa foi instalada na frente da escola para marcar o "aniversário de silêncio". A falta de comunicação também se estende aos questionamentos feitos, esta semana, pela reportagem da Folha. A administração municipal não respondeu sobre os motivos para não receber a comunidade escolar, nem sobre o estágio atual das negociações definidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Esta não é a primeira vez que o Colégio Rui Barbosa é alvo de movimentações para encerramento das atividades. Há mais de 20 anos esse fantasma ronda a escola, mantendo a comunidade escolar em constante alerta. Em 2014, por exemplo, o então prefeito Alair Corrêa alegou falta de recursos para manter a unidade de ensino funcionando. Desta vez, no entanto, todos foram pegos de surpresa. Em entrevista à Folha ano passado, a então diretora Ivana Márcia Veríssimo dos Santos, disse que ficou sabendo da retomada das negociações por conta de uma ata que foi enviada, por engano.

— Nós recebemos a notícia de uma maneira equivocada, através de uma ata de uma reunião que teve entre o Ministério Público (MP), o secretário de Educação (Alfredo Gonçalves) e um representante da Secretaria Estadual de Educação. Essa ata acabou sendo enviada, por engano, para o Fundeb, que é um órgão fiscalizador. Foi como se o Fundeb também tivesse participado da reunião. Então foi assim que descobrimos as novas tratativas para o encerramento do Ensino Médio municipal, passando os alunos para a rede estadual — contou Ivana na época.

Então presidente do Conselho Escolar, e atual diretora do Rui Barbosa, Mônica Almeida chegou a revelar que a reunião que gerou a ata foi fruto de uma articulação iniciada ainda em 2021, a partir de uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O órgão está cobrando do município a criação de vagas em creches e no Ensino Fundamental. E, como contrapartida, propôs o encerramento total do Ensino Médio na rede municipal, justificando que a responsabilidade por esta etapa de ensino cabe ao Estado. 

Estudantes, familiares, funcionários e apoiadores do movimento #RuiResiste defendem que o orçamento do município é suficiente para expandir as vagas na educação infantil com outros recursos financeiros, sem a necessidade de sacrificar uma escola de referência. Atualmente, cinco escolas da rede municipal de Cabo Frio possuem turmas de Ensino Médio, mas o Rui Barbosa é a única unidade onde 100% das salas são dedicadas a esse segmento. 

Para driblar o silêncio do prefeito, e chamar a atenção para o assunto, a comunidade escolar vem realizando várias manifestações ao longo do último ano, com distribuição de informativos e publicação de conteúdos nas redes sociais. Um abaixo-assinado contra o fechamento do Rui também foi criado, e placas de protesto foram instaladas na fachada da escola.

“A população de Cabo Frio reagiu, apoiando a continuidade da escola, que é reconhecida por todos como uma instituição pública de alta qualidade e protegida por lei municipal como patrimônio cultural imaterial (Lei Municipal nº 3472/2022). Porém, o gabinete do prefeito não respondeu aos documentos que solicitam reunião, e também não recebeu os representantes da escola durante as manifestações realizadas. Enquanto ignorou os pedidos da comunidade escolar e da população, continuou negociando acordo que acarreta no fechamento definitivo da escola”, diz um trecho da nota enviada pelo Conselho Escolar à Folha esta semana.

Ao jornal, o grupo disse que “apesar da lei federal afirmar que as redes de ensino público devem ser administradas de forma democrática, a Prefeitura seguiu negociando o fechamento da escola de forma anti-democrática, desconsiderando os apelos da população e os pedidos de diálogo do Conselho Escolar do colégio. Desconsiderou também a própria legislação municipal, que obriga a preservação da escola enquanto patrimônio cultural”. Afirmou ainda que “não se tem informação sobre a continuidade dessas negociações em 2026, pois o MPRJ negou o pedido de acesso às novas atas das reuniões, que deveriam ser públicas, e denunciou que a Câmara Municipal de Vereadores também não teria respondido às solicitações de uso da Tribuna Livre da Câmara, “mesmo sendo um direito de todo cidadão”. A Folha questionou o Ministério Público e a presidência do legislativo municipal, mas não houve retorno.
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			<title><![CDATA[Golfinhos são flagrados próximo à Ilha dos Papagaios, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-12T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quem costuma navegar próximo à Ilha dos Papagaios, em Cabo Frio, certamente já foi surpreendido pelo balé dos golfinhos. Nas redes sociais são vários os registros deles saltando próximo a barcos de passeio, jet skis e até em flagrantes feitos por grupos que praticam canoa havaiana. A presença desses animais coincide com a temporada oficial de baleias em Arraial do Cabo, que acontece anualmente entre maio e agosto, com pico de avistamentos em junho e julho, período em que as baleias-jubarte migram das águas geladas da Antártica para o litoral brasileiro em busca de águas mais quentes. Este ano, no entanto, os cetáceos começaram a aparecer mais cedo, ainda no mês de março, segundo a Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Pesquisa, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer (Funtec).

Segundo o biólogo Eduardo Pimenta, o aparecimento de golfinhos perto da costa de Cabo Frio está associado a fatores alimentares e à migração das baleias.

— Geralmente os golfinhos, eles acompanham as baleias Jubartes, e eles se aproximam da costa nesse momento que a gente está com muitos cardumes de tainha e sardinha. Eles podem estar atrás desses cardumes para se alimentar. E a partir daí eles se aproximam muito da costa e são mais visíveis nesse sentido - explicou o biólogo Pimenta.

À Folha, ele também detalhou que a ocorrência desses animais marinhos na costa da Região dos Lagos possui uma influência direta da ressurgência, fenômeno oceanográfico que consiste na subida de águas profundas e frias para a superfície.

— A ressurgência é essa subida dessas águas profundas, trazendo os nutrientes para a região fótica, para a região luminosa, e a partir daí há um boom de toda a cadeia produtiva marinha, com fitoplâncton, zooplâncton, pequenos peixes, peixes médios, peixes grandes, aves, albatrozes, baleias, golfinhos, tubarões. A ressurgência é uma área de muita viscosidade, de muita produção de peixe, e esses animais marinhos, nesses casos os mamíferos marinhos, baleias, botos e golfinhos, se alimentam desses cardumes de peixe. Então, a ressurgência tem, sim, uma influência nesse fenômeno. Não há dúvida nenhuma - garantiu o biólogo.

Além da oferta abundante de alimento gerada pelos nutrientes, a presença constante de cetáceos na região também possui uma explicação geográfica que se conecta diretamente com o formato do litoral local.

— A presença desses animais marinhos por aqui tem uma relação intrínseca com o cabo. O que é o cabo? O cabo é um adentramento da costa na zona oceânica mais profunda, na zona oceânica mais afastada. Então, para que esses animais migrem do sul para o norte, depois voltem do norte para o sul, eles acabam se aproximando muito da região de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios por conta desse acidente geográfico. Por isso eles podem ser facilmente avistados - detalhou Eduardo Pimenta.

Por conta do aumento de flagrantes, muitas pessoas tentam se aproximar para fotografar ou nadar perto dos animais nas praias da região. O especialista alertou sobre a importância de seguir orientações biológicas de segurança para contemplar os golfinhos sem causar estresse à espécie, ou correr riscos.

— Em relação ao avistamento de baleias, botos e golfinhos existe um protocolo de aproximação mais lenta, de evitar uma aproximação muito intensa, de evitar a continuidade da aproximação. Essas recomendações são pertinentes. A Prefeitura de Arraial do Cabo, através da Secretaria de Meio do Ambiente, estabeleceu um protocolo e, inclusive, treinou os barcos que estão habilitados a promover essas incursões para turistas e pesquisadores e curiosos na observação desses mamíferos marinhos - explicou.

Além do ordenamento das embarcações citado pelo biólogo, o investimento do governo cabista para o avistamento seguro de baleias também ganhou reforço em terra firme. Desde o ano passado a Prefeitura investe na instalação de lunetas panorâmicas em pontos da cidade como Pontal do Atalaia e Praia Grande. Segundo o governo municipal, os equipamentos são acessíveis para Pessoas Com Deficiência (PCD), garantindo que todos possam desfrutar das vistas deslumbrantes do município. Fabricadas com material altamente resistente à corrosão e maresia, são ideais para enfrentar as condições desafiadoras do litoral de Arraial do Cabo. O uso da luneta é totalmente gratuito para os visitantes.

Essa estrutura de contemplação se soma a outras frentes de conscientização ecológica promovidas pelo governo no início deste mês de junho, quando a Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Pesquisa, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer promoveu a abertura oficial da temporada das baleias em Arraial do Cabo. Durante três dias, o estádio Hermenegildo Barcellos foi palco do “Fantástico Mundo Marinho”, uma exposição itinerante com réplicas em tamanho natural de baleia-jubarte, tubarão-martelo, tubarão-baleia, tartaruga, golfinhos, Nemo e Dolly. Os visitantes também tiveram acesso a tendas com projetos ambientais e palestras todos os dias.
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			<title><![CDATA[Agenersa investiga Prolagos por despejo de esgoto na laguna; deputado quer suspensão do contrato]]></title>
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			<updated>2026-06-05T12:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) está finalizando um relatório sobre a fiscalização que teria constatado, no último dia 28, despejo de esgoto in natura, além de forte odor, em trechos da Laguna de Araruama, como Camerum, Boqueirão, Mossoró e Canal Diuana Zacharias, em São Pedro da Aldeia. Em nota encaminhada à Folha dos Lagos, o órgão informou estudar eventual “aplicação de penalidades à Prolagos”.

Enquanto isso, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) informou à Folha que vai pedir a suspensão do contrato da concessionária. O documento deve ser protocolado nos próximos dias. Knoploch acompanhou a fiscalização da Agenersa no dia 28, em São Pedro da Aldeia. A Prolagos informou que também participou da vistoria, mas negou a existência de irregularidades no sistema operado pela empresa.

O deputado disse ainda que flagrou um caminhão da concessionária na localidade. Segundo ele, o veículo teria sido enviado pela empresa para tentar “maquiar” o cenário, com a retirada de dejetos da água.

— Após as denúncias, a área foi parcialmente limpa às pressas, antes da fiscalização. Mas quem vive a realidade da região sabe que o problema não começou ontem e não termina com uma maquiagem de última hora. Moradores, pescadores e trabalhadores locais convivem há anos com os impactos de uma situação que afeta o meio ambiente, a saúde pública e a economia da cidade — pontuou.

A fiscalização da agência reguladora foi solicitada pelo próprio parlamentar, que já havia atestado as condições do local em uma primeira vistoria, realizada no início de maio. Na ocasião, Alexandre Knoploch gravou um vídeo mostrando que os pescadores do Camerum, Mossoró e Boqueirão têm dificuldade para sair de barco por causa da grossa camada de lama e lodo em toda a orla.

A Prolagos rebateu as denúncias do deputado e afirmou que o caminhão enviado ao local não tinha o objetivo de “maquiar” o cenário. Segundo a empresa, o caminhão vacol teria acompanhado a ação para atender às demandas da Agenersa e da equipe do deputado, entre elas a abertura de tampões de ferro que dão acesso a poços de visita, “cumprindo as normas de segurança seguidas pela concessionária”.

Na nota, a Prolagos reforçou que “esse tipo de caminhão faz parte do trabalho diário da concessionária, cumprindo rotina diária de manutenção preventiva em todo o sistema”.

A empresa também informou que está executando um pacote de investimentos de R$ 450 milhões em obras, inclusive em São Pedro da Aldeia, onde uma nova rede já está em operação na orla do Camerum. Disse ainda que mantém ações de melhoria, em conjunto com o Comitê de Bacias e a prefeitura de São Pedro da Aldeia, para contribuir com a remoção do lodo que, segundo a empresa, é formado pela decomposição de algas e resíduos.

A Prolagos concluiu a nota explicando que “o sistema permanece operando normalmente” e que os trechos visitados são contemplados por rede coletora de esgoto, além de cinturão coletor. Questionada sobre em quanto tempo esses trechos estarão livres da lama e do lodo, a concessionária não respondeu.

O histórico de denúncias sobre a situação da Laguna em São Pedro da Aldeia é antigo. Reportagens publicadas pela Folha em fevereiro de 2025 revelam que a Agenersa já conhecia a situação de pontos como Camerum, Mossoró e Boqueirão.

Também em fevereiro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a pedir a prisão do presidente da concessionária por crime ambiental decorrente do despejo de esgoto na Laguna de Araruama, além de solicitar multa mínima de R$ 20 milhões para a empresa. Na ocasião, vistorias técnicas realizadas em todas as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da concessionária e em múltiplos pontos da Laguna teriam comprovado a materialidade do crime ambiental.
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			<title><![CDATA[4ª Marcha pelos Oceanos deve reunir 600 pessoas nesta segunda (8) em Cabo Frio

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			<updated>2026-06-05T10:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Pelo menos 600 voluntários estão sendo esperados, nesta segunda-feira (8) para a 4ª Marcha dos Oceanos, em Cabo Frio. O evento, que acontecerá na Praia do Forte, vai comemorar o Dia Mundial dos Oceanos, além de celebrar a Semana do Meio Ambiente na Região dos Lagos.Realizada pelo Projeto Mar Sem Lixo em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio, a iniciativa vai reunir estudantes, educadores, ativistas e a comunidade em geral com o objetivo de conscientizar a população sobre a urgência da preservação marinha.

A programação oficial terá início às 9h30 no trecho conhecido como Lido. De lá os participantes sairão em caminhada pela orla até a Praça da Cidadania. O objetivo, segundo Gisele, é chamar a atenção de moradores e turistas para a importância da proteção dos mares.

Ao final da caminhada, às 10h30, acontece a abertura da exposição e apresentação dos projetos parceiros. Na Praça da Cidadania o público também poderá visitar tendas educativas, participar de atividades interativas e de divulgação científica promovidas por instituições reconhecidas nacional e internacionalmente, como o Projeto Albatroz, o Instituto BW, a Sea Shepherd, o NEPAC, a Solar Divulgação Científica e o Projeto Farol Azul Cultura Oceânica, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Vice-presidente do Mar Sem Lixo, Gisele Letieri lembra que a iniciativa já se consolidou como uma importante ação socioambiental na região, reforçando que pequenas atitudes diárias podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta.

– A Marcha pelos Oceanos reforça a importância da educação ambiental e da participação coletiva na construção de um futuro sustentável. Por isso convidamos toda a população para esta mobilização por mares mais limpos e saudáveis. Se alguma escola, ou instituição, quiser participar, é só me chamar no whatsapp (22) 99736-0274 – convoca a vice-presidente do projeto Mar Sem Lixo.
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			<title><![CDATA[Projeto Mais Verde forma jovens lideranças socioambientais em Cabo Frio e outras cidades do estado
]]></title>
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			<updated>2026-06-04T12:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O debate sobre mudanças climáticas e conservação ganhou uma abordagem diferenciada para cerca de 125 estudantes da rede pública fluminense. Em vez de focar exclusivamente em discursos tradicionais como reciclagem, preservação ou plantio de árvores, o Projeto Mais Verde (realizado pela organização Campus Avançado, com fomento do Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) propõe aos jovens uma reflexão mais ampla sobre justiça social, território, ancestralidade, participação política e os impactos desiguais da crise climática sobre diferentes populações. Realizada simultaneamente em cinco municípios do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa conecta educação ambiental crítica, cidadania e protagonismo juvenil a partir da realidade dos territórios onde os participantes vivem.

Ao longo dos últimos dois meses, os estudantes vêm discutindo temas como racismo ambiental, desigualdade urbana, povos tradicionais, agricultura familiar, participação social, emergência climática e modelos de desenvolvimento. O objetivo é estimular a compreensão de que os desafios ambientais não podem ser analisados de forma isolada das questões sociais, econômicas e históricas. 

Mais do que transmitir conteúdos, a proposta busca formar jovens capazes de compreender criticamente seus territórios e atuar na construção de soluções coletivas para os desafios ambientais contemporâneos. Para isso, o cronograma de atividades incluiu aulas expositivas, dinâmicas participativas, pesquisas, visitas técnicas, ações em campo, práticas de cultivo, debates com especialistas e intervenções comunitárias. 

Na Região dos Lagos, Cabo Frio tem sido palco de atividades que unem teoria e prática no cotidiano dos estudantes. No município, as atividades combinaram debates inspirados por pensadores como Ailton Krenak, Nego Bispo e Ana Primavesi, com experiências práticas de plantio, compostagem e identificação de espécies nativas. Além disso, os estudantes criaram um perfil em rede social administrado por eles próprios, transformando-se em produtores de conteúdo voltado às pautas socioambientais.

Em Campos dos Goytacazes, uma atividade sobre ancestralidade levou uma estudante a pesquisar a própria história familiar. Durante a investigação, ela descobriu documentos que revelavam que um de seus bisavôs havia sido escravizado por uma família tradicional de seu distrito, provocando debates sobre memória, pertencimento e desigualdade histórica entre os participantes. Em Teresópolis, uma caminhada guiada pelo bairro do Caxangá permitiu que os estudantes observassem, pela primeira vez, contrastes sociais e ambientais presentes em regiões separadas apenas pelo Rio Paquequer, transformando trajetos cotidianos em reflexões sobre saneamento, ocupação urbana e justiça ambiental.

A movimentação também gerou impactos na região industrial e na região metropolitana. Em Volta Redonda, os jovens relacionaram os impactos ambientais da industrialização à história da cidade, discutindo desde os efeitos da atividade siderúrgica até temas como ecofeminismo, gênero e mudanças climáticas, além de iniciarem a implantação de uma horta escolar para colocar em prática os conhecimentos. Em Niterói, a troca de experiências entre estudantes de diferentes realidades fortaleceu a compreensão de que as questões ambientais atravessam todos os aspectos da vida cotidiana, estimulando a construção coletiva do conhecimento, a escuta e a autonomia dos participantes.

Segundo a coordenação do projeto, um dos principais resultados observados até o momento é o fortalecimento do protagonismo juvenil e da capacidade dos estudantes de relacionar questões globais, como a crise climática, às experiências concretas vividas em seus bairros, escolas e comunidades. A experiência, que ganha visibilidade durante a Semana do Meio Ambiente, mostra que a educação ambiental pode ir além dos discursos tradicionais e se tornar uma ferramenta de transformação social, ampliando a participação cidadã e preparando novas gerações para enfrentar alguns dos maiores desafios do século XXI.
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			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi marca início da temporada de festas juninas em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-03T20:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Junho marca o início da temporada de festas juninas em Cabo Frio, período de bandeirinhas, comidas típicas e programação especial que movimenta a cidade. Entre os dias 4 e 7 de junho, de quinta a domingo, durante o feriado de Corpus Christi, o estacionamento do Shopping Park Lagos entra no clima de mais uma edição do Arraiá Park Lagos.

A programação acontece diariamente, das 16h às 22h, com shows ao vivo e atividades voltadas para toda a família. O espaço será ambientado como um verdadeiro arraiá, com clima junino, música e gastronomia típica, em uma celebração que valoriza uma das tradições mais populares do calendário cultural brasileiro.

O evento é uma realização da Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e do Shopping Park Lagos, com apoio de Fast Chopp Brasil e cervejas oficiais Amstel Brasil e Heineken Brasil.

 Na sequência, entre os dias 11 e 14 de junho, o mesmo espaço recebe a estreia da “Fun Fest – Tributo ao Rock”, evento dedicado ao rock nacional e internacional. A programação inclui tributos a Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22 e Charlie Brown Jr.

O evento também contará com transmissão da abertura da Copa e do primeiro jogo do Brasil, além de área kids e estrutura voltada ao entretenimento e convivência do público.

Para o produtor do evento, Roger Vilela, a ideia é oferecer experiências diferentes, mas complementares.

“É um convite para as famílias viverem momentos leves, de encontro e diversão. O Arraiá Park Lagos já virou tradição, e a “Fun Fest - Tributo ao Rock” chega com uma energia incrível, trazendo grandes tributos do rock e uma programação que conversa com várias gerações”, afirma.

 
Serviço:

Arraiá Park Lagos
4 a 7 de junho
Das 16h às 22h

1ª edição “Fun Fest - Tributo ao Rock”
11 a 14 de junho
Das 16h às 22h
Local: Shopping Park Lagos - Rua Henrique Terra, Portinho, Cabo Frio

Realização: Roger Vilela Produções Artísticas e Culturais e Shopping Park Lagos
Cervejas oficiais: Amstel e Heineken
Apoio: Fast Chopp Brasil
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			<title><![CDATA[Prefeitura intensifica fiscalização e monitoramento para o feriado de Corpus Christi em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-03T19:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, na tarde desta quarta-feira (3), que organizou um esquema um esquema especial de trânsito e segurança por conta do feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (4). A ação, segundo o governo municipal, vai contar com atuação ampliada da Guarda Civil Municipal, da Fiscalização de Posturas e da Defesa Civil, além das equipes que já trabalham diariamente no município. O planejamento envolve pontos estratégicos da cidade, incluindo praias, áreas comerciais e vias de maior circulação, tanto na área central quanto em Tamoios.

Entre as medidas previstas estão o apoio no ordenamento do trânsito durante a confecção dos tradicionais tapetes de sal e das procissões religiosas que acontecem nos bairros do Centro, São Cristóvão, Jardim Esperança e no distrito de Tamoios.

As ações também incluem o uso de tecnologia para ampliar o monitoramento e a fiscalização durante o feriado. Drones e a Central de Monitoramento Móvel serão utilizados pela Guarda Civil Municipal no acompanhamento das áreas de maior movimentação, com sistema de identificação de foragidos da justiça. Ao todo, 60 agentes e seis viaturas estarão mobilizados ao longo do período.

Nas praias, especialmente na Praia do Forte, a fiscalização será intensificada com foco no ordenamento urbano e na orientação aos frequentadores. Seguem proibidos o uso de caixas de som, a entrada com garrafas de vidro e a prática de altinhas fora dos horários e locais permitidos.

A Defesa Civil também atuará em conjunto com a Fiscalização de Posturas na vistoria de carrinhos de ambulantes que utilizam gás, além do monitoramento constante das condições climáticas para atuação preventiva em caso de necessidade.

Em caso de denúncias ou emergências, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153 ou a Defesa Civil pelos números 199 e (22) 2647-0199.

 
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			<title><![CDATA[Táxi Marítimo tem nova rota ligando Passagem e Ogiva, em Cabo Frio
]]></title>
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			<updated>2026-06-03T18:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A partir desta semana, moradores e turistas que precisarem fazer a travessia entre os bairros Ogiva e Passagem, em ambos os sentidos, já podem contar com a nova rota aquaviária operada por táxis marítimos. As viagens podem ser solicitadas pelo telefone (22) 99999-2500, sob demanda. A tarifa é de R$ 7 por passageiro, e o serviço funciona diariamente, das 8h às 17h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, responsável pela intermediação junto à Marinha do Brasil para a liberação da rota, a iniciativa considera especialmente a chegada do período de baixa temporada. Nesta época do ano, há uma redução significativa no fluxo de embarcações no Canal do Itajuru, o que proporciona melhores condições operacionais para a implantação experimental e monitorada do serviço.

O secretário municipal de Turismo, Davi Barcelos, destacou a importância da retomada da rota, que já funcionou em outros períodos.

“Essa solicitação surgiu a partir da manifestação e do interesse da própria população, uma vez que o serviço já foi oferecido em anos anteriores e é reconhecido como uma importante alternativa de transporte e integração entre os bairros Ogiva e Centro da cidade. Trata-se de uma opção de deslocamento aquaviário que contribui para a mobilidade urbana”, destacou.

https://noticias.cabofrio.rj.gov.br/taxi-maritimo-tem-nova-rota-ligando-passagem-e-ogiva-em-cabo-frio/
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		<entry>
			<title><![CDATA[Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à sua 22ª edição no feriadão de Corpus Christi]]></title>
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			<updated>2026-06-02T09:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival realiza, entre os dias 4 e 7 de junho, sua 22ª edição. Durante o feriadão de Corpus Christi, o evento contará com a participação de 10 atrações internacionais e um time nacional de peso, transformando a cidade em um grande palco a céu aberto, programação totalmente gratuita e expectativa de público entre 100 e 130 mil pessoas ao longo dos quatro dias.

A programação de 2026 traz um line-up de forte presença internacional, com nomes como a aclamada dupla norte-americana Larkin Poe, formada pelas irmãs Rebecca e Megan Lovell; Stanley Jordan, que apresenta o espetáculo “Plays Jimi”, a premiada saxofonista britânica e um dos nomes centrais da cena londrina - Nubya Garcia, o guitarrista Mark Lettieri, o pianista Bill Laurance - ambos integrantes da influente banda de jazz fusion Snarky Puppy e que vem para Rio das Ostras com seu trabalho solo e a premiada contrabaixista australiana Linda May Han Oh. Completam a lista artistas como Omar Coleman, Taj Farrant e The Brooks, evidenciando a diversidade estética e a potência criativa do festival.

O evento também valoriza a cena nacional, com apresentações de Guinga & Marcel Powell - em show Tributo a Baden, Afrojazz, Dudu Lima & Wagner Tiso - esses inaugurando o palco Brasil Petrobras, localizado na tradicional Praça São Pedro. O line-up brazuca reúne, ainda, Gabriel Grossi, Bixiga 70, Igor Prado, Cris Crochemore e outros nomes de destaque, promovendo encontros inéditos e colaborações que são uma das marcas registradas do evento.

Reconhecido como o maior festival de jazz e blues da América Latina e um dos 10 maiores do mundo, o Rio das Ostras Jazz & Blues reúne mais de 30 atrações distribuídas em cinco palcos pela cidade, promovendo um encontro potente entre artistas consagrados, novos talentos e projetos inéditos. A cada edição, o evento amplia seu alcance e reforça sua posição como uma das mais relevantes plataformas de difusão da música instrumental no país.

"Poucos festivais no mundo conseguem unir essa diversidade artística, alcance de público e acesso gratuito. Rio das Ostras se torna, durante esses quatro dias, um dos centros mais vibrantes do jazz e do blues no planeta” - afirma, Stenio Mattos, diretor da Azul Produções e produtor do festival.


A abertura, no dia 4 de junho, apresenta uma combinação de estilos que atravessam o blues tradicional e o jazz contemporâneo, com shows de Stanley Jordan, Linda May Han Oh e o encontro entre Omar Coleman e Igor Prado. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar apresentações de artistas internacionais de grande projeção, como Nubya Garcia, Larkin Poe, Mark Lettieri Group e Bill Laurance Trio, além de performances que destacam o virtuosismo instrumental e a inovação musical. O encerramento promete manter a energia em alta, celebrando a conexão única entre artistas e público que consagrou o festival ao longo de mais de duas décadas.

Mais do que uma sequência de shows, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival é um motor de desenvolvimento cultural, turístico e econômico. Estudos realizados por instituições como FGV-RJ, SEBRAE e a Secretaria de Turismo do município apontam que o evento injeta, em média, cerca de R$9 milhões na economia local a cada edição, movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo hotéis, restaurantes e comércio.

Parte do calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro desde 2011, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival também contribuiu para que o município recebesse o título de “Capital Estadual do Jazz & Blues”, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o cenário cultural brasileiro.

Com uma curadoria que combina tradição e contemporaneidade, o festival apresenta um panorama abrangente do que há de mais relevante no jazz, no blues e na música instrumental no Brasil e no mundo, consolidando-se, a cada edição, como um dos encontros mais importantes do gênero e um dos eventos culturais mais emblemáticos do país.

Esta edição acontece com apresentação do Sesc RJ, com patrocínio master da Petrobras, que pela primeira vez compõe o seleto grupo de empresas que acreditam no maior Festival gratuito da América Latina. Tem patrocínio da Seagems, Oceânica,  apoio cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, apoio da Like Produtora, Sindicomércio, Rádio MEC, produção da Azul Produções e realização da Fundação Rio das Ostras de Cultura, Prefeitura de Rio das Ostras e Governo Federal do Brasil.

 

SERVIÇO
RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES - 22A EDIÇÃO
4 a 7 de junho de 2026
Palcos Petrobras, Iriry, Boca da Barra e Costazul e Artur Maia (Casa do Jazz)
Entrada gratuita

4 de junho (quinta-feira)
Palco Boca da Barra | a partir das 16h
Linda May Han Oh
Omar Coleman & Igor Prado

Palco Costazul | a partir das 20h
Estação 66
Gabriel Grossi Quarteto “Re Disc Over”
Fred Sunwalk
Stanley Jordan - “Plays Jimi”

5 de junho (sexta-feira)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Dudu Lima convida Wagner Tiso 

Palco Iriry | às 14h
Stanley Jordan “Plays Jimi”

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
The Brooks

Palco Costazul | a partir das 20h
Nubya Garcia
Mark Lettieri Group
Larkin Poe
Bixiga 70

6 de junho (sábado)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Guinga e Marcel Powell - Tributo a Baden 

Palco Iriry | às 14h
Larkin Poe

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Nubya Garcia

Palco Costazul | a partir das 20h
Linda May Han Oh
Bill Laurance Trio
Taj Farrant
The Brooks

7 de junho (domingo)
Palco Brasil Petrobras | às 11h15
Afrojazz 

Palco Iriry | às 14h
Cris Crochemore
Taj Farrant

Palco Boca da Barra | a partir das 17h
Mark Lettieri Group
Bill Laurance Trio

A programação completa está no site https://www.riodasostrasjazzeblues.com/ 
 
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		<entry>
			<title><![CDATA[Feriado de Corpus Christi deve lotar hotéis e movimentar cidades da Região dos Lagos
]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/geral/feriado-de-corpus-christi-deve-lotar-hoteis-e-movimentar-cidades-da/21963/"/>
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			<updated>2026-06-01T11:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4), deve movimentar a economia e o turismo da Região dos Lagos. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro, a data desponta como um dos períodos mais aguardados pelo setor hoteleiro para viagens curtas neste primeiro semestre, com forte expectativa de ocupação máxima nos principais destinos fluminenses. Para atrair e acolher os visitantes, as prefeituras e paróquias locais prepararam um calendário que une a secular devoção religiosa dos tapetes de sal a grandes festivais internacionais.

Em Cabo Frio, a celebração religiosa mantém sua força tradicional. A confecção dos tapetes de sal, no entorno da histórica Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no Centro, está confirmada. Os trabalhos devem começar a mobilizar fiéis e voluntários ainda na noite de quarta-feira (3), seguindo pela madrugada de quinta-feira (4). O cronograma da igreja matriz prevê missas solenes e a tradicional procissão campal com o Santíssimo Sacramento sobre as obras de arte ao fim da tarde. Também haverá programação religiosa em Tamoios e nas demais igrejas católicas de Cabo Frio. 

A mobilização comunitária também vai movimentar o feriado em Saquarema. A prefeitura, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora de Nazareth, informou que continua com inscrições abertas para os interessados em confeccionar o tradicional tapete de sal. O prazo termina nesta terça-feira (2). A previsão é de que os trabalhos comecem às 6h30 de quinta-feira (4). Já programação religiosa da cidade terá início com o Tríduo na Capela de São João nos dias 31 de maio, 1º e 2 de junho, sempre às 18h. No dia do feriado, uma Missa Campal será realizada às 16h, na Praça do Coração, seguida de procissão e arrecadação de alimentos não perecíveis para famílias vulneráveis.

Em Araruama, a prefeitura transformou a tradição em um incentivo cultural, abrindo inscrições para um concurso que premiará os três melhores tapetes de sal da cidade com valores em dinheiro. O primeiro lugar receberá R$ 1 mil, o segundo ganhará R$ 600 e o terceiro ficará com R$ 400. Para participar, os grupos devem comparecer na sede da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Rua Ary Parreiras, nº 51, Centro), e doar dois quilos de alimentos não perecíveis no ato da inscrição, que termina na quarta-feira (3). Toda a arrecadação será destinada à Paróquia de São Sebastião para ações assistenciais. A montagem dos tapetes vai começar às 19h do dia 3 de junho, e deve ser concluída até às 13h do dia 4.

A igreja matriz de São Pedro não anunciou nenhuma programação oficial de Corpus Christi na cidade. Mas vai aproveitar o feriado para, no sábado (6), promover o 1º Passeio Ciclístico do Padroeiro São Pedro. As inscrições já estão abertas e são gratuitas. A concentração será às 7h em frente à igreja.

O município de Búzios decretou ponto facultativo nas repartições públicas para o período do feriado. Até o fechamento desta edição as paróquias da cidade não haviam confirmado a programação religiosa. Mas o balneário vai aproveitar a data para sediar a 7ª edição do festival Wine in Búzios, considerado o maior festival de vinhos da Região dos Lagos. O evento acontece de 3 a 7 de junho,  das 18h à meia-noite, na Praça Santos Dumont, no Centro, com entrada franca. A expectativa é reunir mais de 80 rótulos nacionais e internacionais, alta gastronomia e espaço infantil.

O evento também terá programação musical diária e gratuita, apostando no jazz, blues e rock. As apresentações começam na quarta-feira (3), com Matias Gatto, Sarah Dhy e a banda Sindicato do Rock. Na quinta-feira (4), o palco recebe o Big Washington Powerful Blues Trio e Tahaz. Na sexta-feira (5), o público poderá acompanhar Jes Condado, Pichu Moyano, Agustina Britos e Banda. No sábado (6), os shows ficam por conta de Groovestock, Iaponira, GeorgeSax e Banda. Para fechar o festival, no domingo (7) será realizado o tradicional passeio de barco Wine in Boat, que promove uma experiência de navegação pela península com degustação de espumantes guiada por especialistas.
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, encerra projeto "N'GOMA IAIÁ!" com grande cortejo no Canto do Forte]]></title>
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			<updated>2026-05-29T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após meses de muitos encontros, ensaios e aprendizado, o Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT conclui o projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", com um grande cortejo, neste domingo (31), a partir das 16h, no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio.

A apresentação terá as coreografias e manifestações culturais trabalhadas ao longo dos últimos meses, durante as oficinas de percussão feminina e de dança, realizadas no espaço GRIOT, e os três ensaios abertos, no Boulevard Canal. Além das rodas de Jongo, Coco e Ciranda, haverá ainda apresentações de Maracatu e de danças alusivas aos orixás. A produção do cortejo é do GRIOT e do Tambor de Iaiá.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, e em escolas da rede pública de Cabo Frio.

A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O projeto tem o apoio da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

SERVIÇO:

Cortejo do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!"
Data: 31/05/26 (Domingo)
Horário: 16h
Local: Canto da Praia do Forte 

Em caso de chuva, o evento será adiado e uma nova data será informada nas redes sociais do GRIOT.

Sobre o GRIOT:

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas. 

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Arraial do Cabo intensifica combate à dengue com circulação do carro fumacê nos bairros]]></title>
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			<updated>2026-05-28T10:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Prefeitura de Arraial do Cabo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando a circulação do carro fumacê em diferentes pontos do município como parte das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A operação teve início pelos distritos, já contemplou alguns bairros da região central e continuará avançando gradativamente por toda a cidade.

A medida integra o conjunto de estratégias adotadas pela Vigilância em Saúde para reduzir a presença do mosquito adulto nas áreas de circulação da população, especialmente em períodos de maior atenção para as arboviroses. O fumacê atua por meio da aplicação espacial de inseticida, dispersado em forma de névoa, com o objetivo de atingir mosquitos adultos que estejam em voo ou abrigados em locais de difícil acesso. As ações são realizadas em horários próximos aos períodos de maior atividade do mosquito, cerca de duas horas após o nascer do sol e duas horas antes do pôr do sol. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o fumacê é uma ferramenta adicional no enfrentamento ao mosquito, indicada para reduzir a densidade de mosquitos adultos e ajudar a bloquear a transmissão em áreas com risco ou circulação de arboviroses. No entanto, a estratégia não substitui as ações permanentes de prevenção dentro das casas, quintais, terrenos e espaços públicos. O principal cuidado continua sendo eliminar locais com água parada, onde o mosquito nasce e se reproduz. 
Em Arraial do Cabo, a aplicação está sendo realizada com equipamento veicular especializado e por equipe capacitada. O serviço utiliza tecnologia de termonebulização, conhecida como FOG-Quente, com produto registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aplicado em dosagem controlada e em conformidade com normas técnicas de segurança. 

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o produto utilizado no carro fumacê é aplicado em dosagem controlada, por equipe especializada, e não oferece risco a animais domésticos e plantas. A névoa age principalmente sobre o mosquito adulto em circulação e se dissipa rapidamente no ambiente. Ainda assim, por precaução, recomenda-se deixar portas e janelas abertas, cobrir bebedouros, aquários, gaiolas e alimentos expostos durante a passagem do veículo, além de manter animais mais sensíveis em local protegido caso apresentem desconforto com o cheiro ou a fumaça. Após a dissipação da névoa, a rotina da casa pode ser retomada normalmente.

Apesar da importância da operação, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue depende da participação de todos. O fumacê combate o mosquito adulto, mas não elimina ovos e larvas. Por isso, é fundamental que cada morador mantenha a rotina de vistoria em casa, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Entre os principais cuidados estão: tampar caixas d’água, limpar calhas, manter ralos protegidos, descartar corretamente garrafas, pneus e recipientes sem uso, lavar bebedouros de animais, verificar vasos de plantas e manter quintais e terrenos limpos. O Ministério da Saúde reforça que a remoção de recipientes que possam virar criadouros e a desobstrução de calhas, lajes e ralos seguem sendo medidas centrais para evitar a proliferação do vetor. 
Para a Secretaria Municipal de Saúde, a circulação do fumacê representa mais uma frente de trabalho dentro de uma política integrada de prevenção, vigilância e cuidado com a população.

“Estamos atuando em diferentes frentes para proteger a população. O carro fumacê é uma ferramenta importante neste momento, mas ele precisa caminhar junto com a responsabilidade de cada morador. A dengue se combate com ação do poder público e também com a participação da população dentro de casa, eliminando os criadouros e mantendo os ambientes seguros”, destaca o secretário de saúde, Jorge Diniz.

A Prefeitura informa que a operação continuará sendo realizada nos bairros, de forma programada, até contemplar todo o município. A população deve acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde para novas informações sobre a circulação do carro fumacê e demais ações de combate à dengue.

Combater a dengue é uma responsabilidade de todos. O fumacê ajuda a reduzir o mosquito adulto, mas a eliminação dos criadouros continua sendo a principal forma de prevenção.
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			<title><![CDATA["Me Gusta Cabo Frio" expande ações na Argentina e chega ao norte do país em junho]]></title>
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			<updated>2026-05-28T09:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O mercado internacional de turismo de Cabo Frio vai ganhar um novo e estratégico capítulo a partir da segunda quinzena de junho. O Cabo Frio Convention & Visitors Bureau (CFCVB) confirmou que o movimento “Me Gusta Cabo Frio” desembarcará em Salta, Jujuy e Tucumán, regiões localizadas no norte da Argentina e consideradas mercados fundamentais para o turismo do município fluminense. A nova etapa da campanha será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Cabo Frio e dá continuidade ao trabalho iniciado em abril de 2025, que já passou com sucesso por Buenos Aires, Rosário e Córdoba.

Segundo Maria Inês Oliveros, presidente do CFCVB, a expansão para o norte argentino visa consolidar a marca do município no exterior e abrir canais diretos de comercialização. 

– Estamos indo em busca de novos parceiros, da ampliação da malha aérea comercial, da diversificação do público turístico e do fortalecimento da presença da marca Cabo Frio no mercado internacional, estimulando novas vendas — explica a presidente.

Os desdobramentos das agendas anteriores em território argentino servem de base para o otimismo da entidade. De acordo com Maria Inês, os contatos comerciais estabelecidos na primeira fase da campanha geraram frutos diretos para a economia local na última temporada de veraneio.

– As ações que promovemos na Argentina em maio do ano passado geraram novas conexões e oportunidades, como a aproximação com companhias aéreas, operadores, agentes e entidades do setor. Tudo isso garantiu a presença de Cabo Frio nas prateleiras das operadoras e agências e a operação dos voos charter e comerciais durante a alta temporada, incrementando o interesse pelo nosso destino e o fluxo enorme de visitantes — celebrou.

Como parte dessa estratégia de relacionamento, o Cabo Frio Convention também tem apostado nos chamados famtours, que são viagens de familiarização técnica. Recentemente, operadores de turismo de Rosário foram trazidos para conhecer a infraestrutura do município logo após os encontros na Argentina.

– As viagens de familiarização apresentaram aos profissionais, na prática, tudo o que faz de Cabo Frio um destino especial. A venda do destino, que era feita apenas com base em material promocional, ganhou outro potencial — comentou Inês.

A consolidação institucional no país vizinho incluirá ainda a participação garantida do CFCVB em grandes feiras do setor, como a Feira Internacional de Turismo (FIT). Segundo a presidente, a meta é manter o município em evidência nos locais onde o público já conhece a região.

– Precisamos reforçar Cabo Frio como destino já consolidado entre as operadoras parceiras, manter presença ativa e relacionamento constante em especial na capital, Rosário e Córdoba, onde já temos clientes conquistados e fidelizados — reforça.

A forte presença de turistas estrangeiros na cidade motivou o Cabo Frio Convention a criar ferramentas de qualificação para o comércio local. A entidade firmou parcerias para oferecer cursos de idiomas voltados a profissionais de diversos segmentos do turismo, abrangendo trabalhadores de empresas de receptivo, meios de hospedagem, gastronomia, além de motoristas de veículos turísticos, recepcionistas, camareiras, garçons e guias.

– O foco é quebrar uma das principais barreiras entre prestadores de serviços e visitantes, que é o idioma — explica a presidente.

Paralelamente às ações internacionais, o mercado brasileiro receberá atenção a partir de meados de junho com o início do movimento “Cabo Frio Melhor Temporada”. A campanha nacional terá ações de promoção focadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e na região Centro-Oeste. Um dos principais atrativos levados para essa divulgação interna será a 12ª edição do festival Sabores de Cabo Frio: este ano a Vila Gastronômica acontece de 27 a 30 de agosto com barracas de rua nos arredores do Terminal de Transatlânticos, e de 4 de setembro a 4 de outubro nos estabelecimentos participantes.

– Vamos seguir na capacitação dos agentes de viagens nacionais, articulando relacionamentos e parcerias estratégicas com operadoras com foco no fortalecimento da marca e da geração de novas oportunidades de negócios — finaliza Maria Inês.
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			<title><![CDATA[Faetec anuncia data para conclusão da obra do teatro de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-25T15:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, ganhou um novo prazo oficial para a conclusão das obras iniciadas no ano passado. Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde 2017, o espaço está interditado há quase uma década. Nesse tempo, o prédio sofreu com o abandono, corte de energia elétrica por dívidas milionárias com a Enel e sucessivas promessas de melhorias estruturais e de segurança, além de prazos de reabertura descumpridos por diferentes gestões municipais. Agora, após uma recente onda de incertezas provocada por cancelamentos de contratos por parte do atual governador interino, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha dos Lagos que o espaço segue com reformas em andamento. E deu uma nova previsão para a finalização dos serviços: agosto deste ano.

Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o teatro de Cabo Frio passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Faetec. Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. No entanto, o Termo de Cooperação Técnica entre os governos municipal e estadual só foi celebrado quatro meses depois, e publicado somente em outubro. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho.

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Agora, a nota enviada à Folha pela Faetec traz um cronograma. O projeto em execução prevê a modernização de toda a estrutura do teatro, incluindo a renovação completa dos revestimentos internos e externos.

Segundo a fundação estadual, já foram concluídas a reforma do backstage, a cobertura, a área administrativa, os banheiros, corredores, área das condensadoras do sistema de climatização e a recuperação das janelas e vidros. Os demais serviços necessários para a reabertura do espaço cultural, segundo a Faetec, estão em fase final de execução. 

Uma das principais dúvidas em relação à reforma era sobre a readequação do espaço interno. À Folha, a Faetec esclareceu que “mesmo com as mudanças estruturais e tecnológicas, o teatro manterá sua capacidade original de 235 lugares, com melhorias que vão oferecer mais conforto e segurança”. 

A entrega da obra ao governo municipal cabo-friense vai consolidar a parceria firmada por meio do Termo de Cooperação Técnica entre o município e o estado. A vigência do acordo, firmado em 2025, era de dois anos a partir da data de assinatura, e previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a Faetec, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Por isso, assim que a reforma for totalmente concluída, o espaço também funcionará como um centro de formação artística profissionalizante. No local a Faetec vai oferecer, gratuitamente, cursos de qualificação profissional de Assistente de Cenografia, Formação Inicial de Ator, Maquiador Cênico, Assistente de Direção Teatral, Assistente de Camarim e Contrarregra.
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			<title><![CDATA[A vida e obra de Solange Brisson: Região dos Lagos perde grande defensora do Meio Ambiente]]></title>
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			<updated>2026-05-22T10:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A paisagem da Região dos Lagos mudou muitas vezes diante dos olhos da bióloga Solange Brisson. Vivendo entre restingas, salinas, dunas e margens da Laguna de Araruama, ela viu árvores desaparecerem, áreas verdes cederem espaço ao concreto e debates ambientais transformarem-se em disputas públicas cada vez mais acaloradas. Poucas pessoas, porém, superaram essas transformações com tanta obstinação quanto ela. Bióloga, professora, pesquisadora, escritora, Solange morreu no dia 28 de abril, aos 80 anos, após complicações de um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE hemorrágico). Segundo pessoas próximas, completaria 81 anos no dia 16 de maio. Ela deixou uma trajetória ligada ao estudo e à preservação dos ecossistemas costeiros da Região dos Lagos —território a que dedicou quase toda a sua vida intelectual.

Formada em História Natural —"a precursora da faculdade de biologia", como ela gostava de frisar— pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1971, Solange construiu carreira voltada sobretudo à zoologia, à ecologia marinha e à observação ambiental. Décadas depois, concluiu o mestrado em Ciências Biológicas, com especialização em Zoologia de Invertebrados, pesquisando crustáceos da região de Cabo Frio.

Mas é pouco reduzir sua trajetória apenas aos títulos acadêmicos. Solange era uma pesquisadora que não separava a ciência da paisagem, nem o estudo da convivência com o território observado. Chegou à Região dos Lagos e logo participou de debates sobre preservação ambiental, crescimento urbano e ocupação costeira. Lecionou Zoologia durante mais de vinte anos na antiga Ferlagos, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), formando muitos alunos de Biologia em Cabo Frio. Também atuou na Universidade Veiga de Almeida, nos cursos ligados ao Meio Ambiente, Turismo e Engenharia Ambiental.

Era “uma referência para a formação de biólogos da Região dos Lagos”, como lembra o biólogo e professor Eduardo Pimenta.

– Trabalhamos juntos na Universidade Veiga de Almeida/Campus Cabo Frio. Ela trabalhou no IEAPM de Arraial do Cabo, foi pioneira da maricultura regional como pesquisadora e empreendedora, cultivando organismos marinhos em água salgada, voltado para produção de alimentos, geração de renda e sustentabilidade no litoral – acrescenta Pimenta.

No Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo, desenvolveu pesquisas sobre camarões da Laguna de Araruama e regiões adjacentes, trabalho que originou artigos científicos e livros voltados à maricultura e aos ecossistemas costeiros. Ao longo dos anos, a atuação dela extrapolou laboratórios e salas de aula. Participou de movimentos ambientais importantes da região, como a fundação da AMARLA, considerada a primeira ONG ambientalista da Região dos Lagos, além do Movimento Ressurgência. Também integrou discussões ligadas ao primeiro Plano Diretor de Arraial do Cabo, ajudando a pensar áreas de preservação ambiental do município.

Mas foi na defesa das casuarinas que seu nome ganhou maior projeção pública. Tema de debates intensos entre pesquisadores, ambientalistas e órgãos públicos, a presença das árvores na Região dos Lagos dividiu opiniões. Solange foi uma das principais defensoras da manutenção das casuarinas, sustentando que elas tinham papel importante na recuperação de áreas degradadas e na contenção de processos erosivos. A discussão provocou controvérsias e consolidou sua imagem como uma figura firme nos debates ambientais locais. Ela defendia que a relação da população com o meio ambiente estava marcada por um progressivo afastamento da natureza.

– Só preservamos aquilo que conhecemos e amamos – afirmou em entrevista à Folha dos Lagos em publicada na edição especial em homenagem ao aniversário de Cabo Frio, em novembro de 2025.

É uma frase que ajuda a compreender a dimensão afetiva presente em seus livros. Solange escreveu obras como “Cultivo de camarões marinhos”, “Restinga de Massambaba: os matos e seus insetos”, “Antes que seja tarde...” e “Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos” — publicadas pela Sophia Editora, à exceção da primeira. São textos nos quais ela misturava observação de campo, memória ambiental, pesquisa científica e indignação diante da destruição das restingas e da descaracterização da paisagem regional.

Seu último trabalho, “Um pequeno ensaio sobre a formação da Laguna de Araruama”, estava em processo de edição desde 2025 na Sophia. Nasceu do desejo de compreender a formação geológica e ambiental da laguna, sem ignorar a relação humana com esse território ao longo de milênios. Ainda na entrevista à Folha no ano passado, Solange disse que enxergava o livro como uma “provocação amorosa e inquieta”, construída a partir de mais de cinquenta anos de observação da região.

– O homem não pode dissociar-se da natureza. O resultado dessa separação é o alheamento, o vazio existencial, o estresse, a depressão. Se nos calamos, a destruição ambiental se acelerará, pois ‘quem cala consente’ – afirmou.

A relação com a natureza, ela dizia, vinha da infância.

– Tive a &#39;graça&#39; de ter nascido de progenitores que amavam a natureza e desde muito pequena vivi em contato com ela nas florestas de Belém do Pará. Também passei bons períodos nas águas de Coroa Grande em Itacuruçá e nas montanhas de Itaipava/Petrópolis. Assim, sou metade mar por parte de pai e metade montanha do lado materno. Sem sombra de dúvida que esse contato ou "imprinting" com a natureza me tornaram absolutamente apaixonada por ela! – contou.

Ex-alunos, pesquisadores e amigos homenagearam Solange nas redes sociais. "Grande mestra em zoologia da Região dos Lagos", escreveu Bruna Pozzebon, ex-aluna orientada por Solange em seu trabalho de conclusão do curso de Biologia sobre a Restinga de Massambaba. Fotógrafa, Bruna também é coautora de "Casuarinas da Região dos Lagos: Mitos & Fatos".

– Foi uma bióloga e pesquisadora dedicada ao estudo da fauna de invertebrados, com atuação marcante na Região dos Lagos fluminense. Como autora, conseguiu revelar em pesquisas e fotografias a riqueza e as ameaças à restinga de Massambaba em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, onde evidenciou o compromisso com a conservação ambiental e a valorização de ecossistemas pouco estudados, como a fauna de artrópodes. Sol era ativista e participou de movimentos históricos de proteção ambiental local como a AMARLA e o Movimento Ressurgência. Com ela aprendi a defender a continuidade dos estudos e publicações para ampliar o conhecimento a respeito da biodiversidade local. Sua partida nos deixa um inegável legado de ciência e engajamento voltado à preservação da divina natureza da Região dos Lagos – afirmou Bruna em depoimento encaminhado à Folha do Lagos.

Já Leonízia de Melo escreveu nas redes sociais: "Nunca esquecerei dos seus ensinamentos e do que defendemos cientificamente juntas".

O professor Eraldo Amay, que trabalhou com Solange na extinta Ferlagos (ele no departamento de Letras; ela no de Biologia), também lamentou a morte da pesquisadora. 

– Solange era amada e uma excelente professora. Pessoa muito querida. É uma perda bastante sentida – disse Eraldo.

A companheira Maria Luzia da Silva Pinho relatou que conviveu com Solange durante quase 12 anos.

– Ela foi uma pessoa muito especial na minha vida. E creio que na vida de outras pessoas também – afirmou.

Nos últimos anos, Solange sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Ainda assim, manteve-se intelectualmente ativa. Aposentada, continuava escrevendo, trocando mensagens e acompanhando debates públicos. Esteve pela última vez na sede da Sophia Editora em novembro de 2025. Chegou acompanhada por uma cuidadora e em cadeira de rodas, já não conseguia se locomover muito bem sozinha. Durante o processo de edição, demonstrava urgência em concluir a publicação do novo livro. Dizia ter paciência, mas não tempo.

Ainda neste mês de maio, o falecimento da pesquisadora ainda era desconhecido entre muitas pessoas próximas da sua trajetória. Nos últimos dias, a Folha procurou fontes oficiais, ex-alunos, pesquisadores, conhecidos e instituições ligadas à trajetória da bióloga para reconstruir os últimos dias de vida da pesquisadora e confirmar as informações. A Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo informou que Solange deu entrada no Hospital Geral de Arraial do Cabo no dia 24 de abril, às 22h, com quadro grave de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE Hemorrágico). Segundo a pasta, ela foi atendida na Sala Vermelha da unidade e transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, na madrugada do dia 25. Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que a paciente foi encaminhada à unidade para avaliação neurocirúrgica, recebeu tratamento neurointensivo, mas teve piora clínica e morreu no dia 28 de abril. O velório teria ocorrido no dia 29, em Araruama, e o enterro no dia 30, em Arraial do Cabo.

O jornal também procurou o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), onde Solange trabalhou, mas, até o fechamento desta reportagem, o instituto não emitiu nenhuma nota, informando apenas que a solicitação foi encaminhada ao setor responsável.

Solange Brisson tentou compreender, registrar, explicar e defender a paisagem da Região dos Lagos. Agora, parte dessa paisagem também passa a guardar a memória de uma apaixonada e persistente defensora.
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			<title><![CDATA[Família parokiana celebra o legado afetivo deixado pelo fundador do Parókia]]></title>
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			<updated>2026-05-20T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Fundado na década de 1970, o Bloco Parókia transformou o amor pela música popular em um patrimônio para a cultura de Cabo Frio. O grande pilar dessa história de resistência foi Kleber da Silva Costa, o “Seu Binho”. Ele passou a vida transmitindo a alegria das ruas e o respeito à tradição carnavalesca. O folião teve a oportunidade de celebrar seus 93 anos em pleno Carnaval deste ano. Agora, a trajetória do comerciante se eterniza em legado, após o seu falecimento ocorrido no último sábado (16).

Em fevereiro, a Folha publicou uma reportagem exaltando a resistência da agremiação. O bloco, que nasceu nos no bar do Seu Binho, junto com seus irmãos e cunhados músicos, é hoje o mais antigo e tradicional ainda em atividade em Cabo Frio.

Na época, Debora Machado (filha adotiva de Seu Binho), disse à Folha que o rigor do pai no balcão do bar era o segredo da harmonia do Parókia: "Ele não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. E fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. No sábado ela postou uma homenagem nas redes sociais

– Pai, vocês me escolheram para ser sua filha, e dedicaram a maior parte do tempo em educar e ensinar.
Sua música entrou em meu DNA e em tudo que faço. A dor da sua partida traz um misto tenebroso que a vida toda tive medo, e o silêncio mais barulhento que existe. Pai, te amo, e obrigada por tudo que fez por mim. Prometo que farei do Parokia o que você sempre levou, o amor!

Presidente do bloco há três anos, Fernanda Carriço exaltou a importância de Seu Binho para a família parokiana.

– É uma pessoa que deixa um legado de contribuição para a cultura, para o samba, para o carnaval de rua. Eu tenho uma admiração muito grande por ele, porque, além de tudo, era muito apaixonado pelo bloco. Eu fiz os últimos quatro carnavais, e ele esteve presente em todos os ensaios, todos os eventos que eu fiz. Ele estava muito feliz. Ficou muito feliz com a minha entrada na Parókia, com o renascimento do Parókia. Ele gostava muito de mim, e o que ele passava para mim era o amor pelo bloco, e uma gratidão pelo trabalho que eu estava fazendo. Ele sempre falava isso. Então, eu acho que é uma perda imensa. O legado dele no Parókia é o amor ao bloco, é essa paixão parokiana eterna, sabe? Eu acho que esse é o legado dele. Além de ter sido o fundador do bloco, um parokiano apaixonado. Quem conhecia Seu Binho ali, no ensaio, via a paixão dele, e isso era contagiante - contou.

E esse amor de Seu Binho pelo bloco do coração sempre foi recíproco.

– Todos os anos a gente fazia homenagem pra ele. Nos anos que eu fiquei à frente do Parókia, a gente sempre parava na frente da casa dele e tocava uma música, geralmente “Amigo de fé, irmão, camarada”. Esse ano o aniversário dele caiu no dia do bloco, na terça-feira de Carnaval, e a gente parou em frente à casa dele e cantou parabéns, cantou “amigo de fé, irmão, camarada”. Ele ficou muito emocionado. Foi muito bonito. Eu tive uma alegria imensa de ter homenageado ele em vida: em todas as oportunidades que eu tive, eu fiz. Ele falava assim “você foi a melhor presidente que o Parókia já teve, você não pode sair nunca mais”. E eu dizia: “Oh, Seu Binho, não faz isso não, senão eu morro” - revelou Fernanda.

Foliã de carteirinha do Parókia, a memorialista Meri Damaceno lembrou, em conversa com a Folha, que Seu Binho foi o último fundador do bloco a nos deixar. 

– Teve o privilégio de viver 93 anos e ser homenageado em vida pelo Parókia. Nos últimos anos, Binho estava ali, no meio da gente, dando um abraço afetuoso, cantando as velhas marchinhas, saudando a bandeira… Ficamos triste com sua partida, mas a família parokiana tem a absoluta certeza que Binho levou com ele todos aqueles dias festivos, regados com beijos, abraços e muito carinho. O seu maior legado, sem sombra de dúvidas, chama-se família parokiana. Não me recordo no momento de algo envolvendo Binho e o carnaval. Mas guardo com carinho que, em 2020, fui escolhida como Musa do Parókia. A alegria dele ao meu lado, nas fotos, cercado da banda e dos amigos, foi algo muito marcante pra mim. Binho estava muito feliz -contou.

Nas redes sociais, Seu Binho também recebeu muitas homenagens após o comunicado do seu falecimento. A produtora cultural Taz Mureb lembrou que ele era “uma pessoa ímpar, sempre envolvido com a música popular, com as pessoas. Muito querido! Amigão dos meus dois avôs. Aposto que tão botando o bloco lá no céu”. Joir Reis, presidente da Associação de Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF), disse que vai sentir falta do “grande mestre”.
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			<title><![CDATA[Justiça atende MPF e determina demolição de imóvel construído sobre restinga em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-19T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou a demolição de um imóvel de alto padrão construído irregularmente sobre vegetação de restinga e faixa de areia da Praia do Foguete, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A sentença acolheu os argumentos apresentados pelo MPF, que apontou a existência de danos ambientais permanentes em área de preservação permanente (APP), além da ocupação irregular de terreno de marinha e de área de uso comum do povo.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, que assina ação, a decisão representa uma resposta importante contra a ocupação ilegal de áreas ambientalmente sensíveis do litoral fluminense. “A proteção das restingas e dunas não é apenas uma exigência legal, mas uma medida essencial para preservar o equilíbrio ecológico, conter a erosão costeira e garantir a integridade da faixa litorânea para as presentes e futuras gerações”, pontuou.

Na ação, o MPF destacou que laudos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da prefeitura de Cabo Frio e da perícia judicial comprovaram que a construção impedia a regeneração da vegetação nativa e agravava o processo de erosão costeira na região.

Para Mitidieri, a sentença também reforça que o direito de propriedade não é absoluto quando confrontado com a proteção ambiental. “Nenhum interesse privado pode prevalecer sobre a preservação de um ecossistema protegido constitucionalmente e sobre o interesse coletivo de proteção do patrimônio ambiental”, ressaltou.

Na sentença, a 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia condenou solidariamente a empresa responsável pelo empreendimento e o município de Cabo Frio a demolirem o imóvel, retirarem os entulhos e executarem a recuperação integral da área degradada por meio de Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad). O prazo fixado para a demolição é de 90 dias após o trânsito em julgado da decisão.

A Justiça concluiu ainda que a construção foi erguida em área ambientalmente protegida, sobre vegetação de restinga fixadora de dunas, sem autorização válida da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e destacou que o direito de propriedade não prevalece diante da proteção ambiental constitucionalmente assegurada.

A decisão acolheu os laudos técnicos que identificaram danos ambientais permanentes provocados pela construção irregular. Os estudos concluíram que o imóvel bloqueia a regeneração natural da vegetação de restinga, compromete a dinâmica das dunas e intensifica o processo de erosão costeira na região.

A perícia judicial também destacou que a construção funciona como uma barreira aos ventos responsáveis pelo transporte natural de areia, tornando negativo o balanço sedimentar da praia e aumentando a vulnerabilidade da orla marítima.

Segundo os peritos, “a demolição é menos nociva do que a manutenção do imóvel”, pois permitirá a recuperação natural do ecossistema de restinga e o restabelecimento do equilíbrio sedimentar da praia.

Na sentença, a Justiça Federal detalha que a proteção das restingas e dunas existe há décadas no ordenamento jurídico brasileiro. O texto cita dispositivos da Constituição Federal, do Código Florestal, da Lei do Gerenciamento Costeiro e de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), além de normas estaduais e municipais que classificam a área como “non aedificandi”, ou seja, proibida para edificações.

A decisão também ressalta que os terrenos de marinha pertencem à União e não podem ser ocupados sem autorização expressa do poder público federal. Conforme informado pela SPU nos autos, não existe cadastro ou licença válida para o imóvel localizado na Avenida dos Planetas, nº 293.

A Justiça Federal também reconheceu a responsabilidade do município de Cabo Frio pela ausência de fiscalização efetiva. A sentença afirma que, apesar de a própria legislação municipal reconhecer desde 1993 que a área era de preservação permanente e não edificável, o município não adotou providências eficazes para impedir ou desfazer a ocupação irregular.

Segundo o juiz, a administração municipal atuou apenas após provocação do MPF e, ainda assim, sem medidas concretas capazes de cessar o dano ambiental.

Dano ambiental – Ao rejeitar os argumentos da empresa proprietária, a sentença reafirma o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a reparação civil por dano ambiental é imprescritível. O juiz também ressaltou que a obrigação de reparar danos ambientais possui natureza “propter rem”. Ou seja, essa obrigação se adere ao título e domínio ou posse do imóvel e a responsabilidade recai sobre o proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores. Tal norma foi definida pela Súmula STJ nº 623.

Embora tenha reconhecido os danos ambientais, a Justiça entendeu não haver elementos suficientes para condenação por danos morais coletivos.

Cabe recurso da decisão.
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			<title><![CDATA[Novo batalhão da PM na Região dos Lagos é cercado de sigilo e dúvidas sobre efetivo]]></title>
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			<updated>2026-05-19T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Após quase cinco meses de o ex-governador Cláudio Castro assinar o decreto que oficializou a criação do 42º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Araruama, o funcionamento da unidade e o efetivo real de policiais seguem sob sigilo. Embora o documento, assinado em 26 de janeiro, prometa uma reestruturação profunda na segurança da Região dos Lagos, o cronograma de operação e os detalhes sobre o patrulhamento nas ruas ainda não foram divulgados pelas autoridades estaduais. A medida faz parte de um plano ambicioso da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que prevê a criação de, pelo menos, 16 novas unidades operacionais e administrativas em todo o território fluminense.

Na época do anúncio, realizado no Palácio Guanabara com a presença de prefeitos da região, o governador Cláudio Castro defendeu a necessidade urgente de modernizar a corporação.

— É uma mudança importante e positiva. Em uma sociedade em plena evolução, não podemos aceitar que uma instituição como a Polícia Militar permaneça há mais de 50 anos com a mesma estrutura. Estamos organizando melhor a estrutura, distribuindo melhor as equipes, dando mais condições de trabalho para os policiais e valorizando também seus familiares. Uma polícia mais forte é uma polícia mais presente nas ruas — afirmou Castro durante a assinatura do decreto.

Além do 42º BPM, em Araruama, a lista de novas unidades inclui o 13º BPM (Maricá), o 44º BPM (Nova Iguaçu), o 45º BPM (Jacaré) e o 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana), além da transformação de oito unidades ambientais em três grandes Batalhões de Polícia Ambiental (BPAM), em São Gonçalo, Volta Redonda e São João da Barra.

No papel, a estrutura para a Região dos Lagos já está desenhada. O 42º BPM, que terá como comandante o tenente-coronel Leonardo Heitor Alcântara Cunha, ficará subordinado ao também recém-criado 8º Comando de Policiamento de Área (CPA). A nova unidade será responsável pelas 118ª, 124ª, 125ª e 129ª Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), abrangendo os municípios de Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande e Saquarema. Com essa divisão, o 25º BPM (Cabo Frio) passaria a ter sua área de atuação reduzida, focando exclusivamente em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios.

No entanto, na prática, a Polícia Militar ainda não esclareceu questões fundamentais para o planejamento dos municípios. Desde abril, a Folha dos Lagos vem questionando o Comando-Geral da PM sobre quando a unidade de Araruama entrará em operação, se o contingente será reforçado com novos agentes ou se haverá apenas uma redistribuição dos policiais que já atuam no 25º BPM. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno da PMERJ.

Enquanto os detalhes operacionais permanecem ocultos, o governo municipal de Araruama tenta acelerar a integração regional por meio da tecnologia. No último dia 6 de maio, a prefeita Daniela Soares promoveu um encontro no Teatro Municipal para debater a criação de um “cinturão de segurança” com as dez cidades que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos). O evento contou com a participação da Subsecretaria de Comando e Controle (SSCC) da Polícia Militar, referência em gestão tecnológica.

Na ocasião, a prefeita Daniela Soares reforçou que a chegada do batalhão é fruto de articulação e parceria com o Estado, visando aumentar a capacidade de resposta, especialmente em períodos de alta temporada.

— A segurança pública é uma pauta importante, especialmente em razão do aumento da população flutuante durante os feriados. A proposta é estreitar a integração entre os municípios e, em breve, avançaremos com a instalação do novo batalhão na cidade — ressaltou a prefeita, também sem dar prazos.
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			<title><![CDATA[Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é inaugurado em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-13T15:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Foi inaugurado nesta terça-feira (12), em Cabo Frio, um novo espaço de impacto socioambiental do Projeto Albatroz: o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital é uma sala climatizada com 17 computadores que possuem acesso à internet. O projeto foi pensado especialmente para ser um suporte tecnológico para estudantes cadastrados em cursos oferecidos pela prefeitura e para moradores dos bairros do entorno, de forma gratuita.

O evento oficial de inauguração aconteceu contou com a participação de membros do governo municipal de Cabo Frio, entre eles representantes das secretarias da Família e Juventude, Assistência Social e Educação, além do Instituto ProSer, Cebrac, CIEP 193 (Jacaré) e gestores da Petrobras, que além de patrocinar o Projeto Albatroz, também fizeram a doação das máquinas para a criação do núcleo.

O espaço já é utilizado por estudantes do CIEP 193 em atividades curriculares, e também passará a receber turmas de cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria Adjunta da Família e Juventude de Cabo Frio, em parceria com os CRAS, Instituto ProSer, Cebrac. Às sextas-feiras, o local ficará à disposição da comunidade para o acesso à internet, pesquisas, trabalhos acadêmicos, elaboração de currículos e acesso a outros serviços públicos virtuais.

Fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves ressalta que a inauguração do núcleo é parte de um sonho que começou a ser construído em 2014, quando a instituição chegou a Cabo Frio para ampliar seu trabalho de pesquisa e educação ambiental com pescadores nos portos. 

– Nessa época, a gente já sonhava em engajar e contribuir para o crescimento das pessoas que moram aqui. Por isso, o Núcleo Albatroz de Inclusão Digital está nascendo como uma ferramenta concreta para aproximar a comunidade do conhecimento, da tecnologia e de novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional - revelou.

O assistente de educação ambiental para comunidades do Projeto Albatroz, Alessandro Andrade, explica que a abertura do espaço é mais um passo importante para estabelecer vínculos e contribuir com as comunidades que vivem no entorno da instituição, localizada no bairro Porto do Carro. 

– Estamos abrindo as portas para crianças, jovens e adultos que buscam um espaço equipado para fazer pesquisas, fazer cursos profissionalizantes, assistir aulas da faculdade, estudar para concursos, consultar informações online e elaborar currículos, colaborando com a educação e a reinserção no mercado de trabalho, trazendo grande impacto social para as comunidade - contou.

O Núcleo Albatroz de Inclusão Digital fica dentro do Projeto Albatroz, localizado na Av. Wilson Mendes, s/n, Porto do Carro, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Jovens de Cabo Frio anunciam nova minissérie de ação e suspense]]></title>
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			<updated>2026-05-13T11:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O cinema de resistência está transformando o cenário audiovisual da Região dos Lagos através da pura força de vontade e da paixão pela arte. O diretor e roteirista Thiago Anjos, que em julho do ano passado já havia sido destaque na Folha por produzir uma minissérie de terror utilizando apenas um celular, está lançando um novo trabalho. 

"Projeto Limiar" é uma minissérie independente de ação e suspense, produzida pela Cine2A, que nasce como um exemplo real de produção feita "na raça". Sem o apoio de grandes empresas, patrocínios ou qualquer tipo de parceria externa, a equipe utiliza recursos próprios e muita criatividade para entregar ao público um visual que remete às superproduções.

Thiago Anjos, que assina a direção e o roteiro, e também participa como ator, disse à Folha que o diferencial do projeto é a sua independência total e a capacidade de criar grandes narrativas com o que se tem em mãos.

— Desenvolvemos um filme de ação em Cabo Frio onde o objetivo é prender o público, e fizemos isso usando apenas um telefone e muita criatividade. Não temos ajuda de ninguém, nem parcerias. Somos nós, a nossa visão e o desejo de mostrar que a nossa região tem talento de sobra para o cinema de ação — afirmou o diretor.

A trama da minissérie mergulha na jornada de Jack, cuja vida comum ao lado do irmão, Héctor, transforma-se em um pesadelo absoluto. Héctor é assassinado brutalmente por capangas a mando de Victor, um vilão poderoso que busca recuperar o "Limiar". O projeto que dá nome à série é, na verdade, um segredo tecnológico de estado, e de alto risco, que Héctor protegeu até o seu último suspiro. 

Diante da tragédia de ver o irmão morrer, Jack passa por um processo de amadurecimento forçado. O tema central da história é a transição "do luto à luta", onde o protagonista transforma sua dor em combustível para treinar e se tornar mais forte e letal, assumindo a missão de proteger o legado da família e buscar justiça nas ruas de Cabo Frio.

Para criar uma atmosfera de cinema internacional, a produção aproveitou o cenário natural da região, com gravações em locações estratégicas de Cabo Frio e nas paisagens rochosas de Búzios. Thiago reforça que cada cena de luta e cada diálogo foram escritos com o objetivo de provar que a dedicação é capaz de superar a falta de verba.

— O projeto é um grito de liberdade criativa, provando que o cinema de qualidade nasce da coragem de realizar — completa o cineasta.

O projeto já movimenta as redes sociais e promete ser um marco para o audiovisual independente no estado do Rio de Janeiro. A minissérie terá episódios com duração aproximada de 30 minutos cada. A exibição acontecerá de forma exclusiva na plataforma do YouTube, através do canal oficial da Cine2A, onde o público já encontra um teaser para entrar no clima do lançamento, que acontece nos próximos dias. Além de Thiago, também integram o elenco Anderson Arthur, Jhonata Gustavo, Guilherme e Mateus Marcolino.
 
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			<title><![CDATA[Justiça completa 50 dias sem julgar recurso sobre a eleição do Conselho de Patrimônio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda não se manifestou sobre o recurso da Prefeitura de Cabo Frio contra a anulação da eleição do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (CMUPAC). O mandado de segurança cível foi aberto pela Associação Cabo Frio Solidária em agosto de 2025, dois meses depois da escolha dos novos membros do grupo.

No último dia 17 de março, o juiz Marcio da Costa Dantas, da 3ª Vara Cível, anulou a eleição, alegando que a Secretaria Municipal de Cultura manipulou o pleito de forma proposital. 

Segundo ele, ao determinar que a divulgação da eleição fosse feita apenas em Diário Oficial, e somente com prazo de quatro dias para inscrição dos interessados, o governo municipal tinha como objetivo escolher os novos conselheiros por meio de convite.
Na sentença, que determinou a realização de uma nova eleição sob pena de multa e invalidou todos os atos praticados pela atual composição do órgão. O recurso do governo, com pedido de efeito suspensivo, foi protocolado no último dia 18 de março e segue sem resposta do órgão judicial há pouco mais de 50 dias. No documento, assinado pela procuradora jurídica Michele Ribeiro Santos Marques, a Prefeitura alega que o edital da eleição foi legítimo e que o curto prazo de quatro dias para as inscrições não feriu a lei, já que a publicidade no Diário Oficial seria suficiente.

O governo municipal defende que a escolha de conselheiros por “convite” da Secretaria de Cultura é uma prerrogativa da administração quando não há entidades interessadas, e pede que a Justiça valide todas as decisões e reuniões realizadas pelo grupo até agora.
Além disso, a Procuradoria tenta derrubar as regras impostas pelo juiz para um novo pleito, como a obrigatoriedade de divulgar a eleição em redes sociais e a exigência de paridade na comissão eleitoral, alegando que essas determinações não estão previstas na legislação local. 
O objetivo central do recurso é manter a atual composição do conselho em funcionamento e evitar que o município seja obrigado a refazer o processo de escolha dos membros sob fiscalização externa.

Enquanto esse impasse jurídico se mantém, a gestão do patrimônio histórico de Cabo Frio segue em estado de insegurança: nos últimos dias, mais um imóvel antigo veio ao chão. Denúncia feita pelo jornalista Moacir Cabral na coluna Informe, publicada na última edição impressa da Folha dos Lagos, revela que a casa do médico Otacílio Azevedo, localizada na Avenida Assunção, ao lado da Igreja Metodista, foi demolida. Segundo Cabral, “restou apenas a varanda, ou parte dela”.

O jornalista relatou que um muro de cerca de 2,5 metros de altura foi erguido em volta da casa, dificultando a visão da demolição, que teria sido aprovada em 2023 pelo Imupac. Segundo fontes do governo, atualmente a casa pertence à Igreja Metodista. 

A derrubada da residência de Otacílio Azevedo não é um fato isolado com aval do Imupac e do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural. Em agosto do ano passado, a casa do professor Edilson Duarte, na Avenida Teixeira e Souza, também foi demolida.
O pedido de preservação do imóvel foi formalizado em julho de 2024, no processo nº 2024/27555. À época, o então secretário municipal de Cultura, Márcio Lima Sampaio, informou no documento que o pedido de tombamento foi registrado em ata do Conselho durante reunião realizada no dia 25 de julho de 2024. Na ocasião, o órgão estava sob a presidência de Sérgio Nogueira, atual diretor do Imupac.
Apesar disso, segundo conselheiros da nova gestão, foi o próprio Sérgio quem teria apresentado o pedido de arquivamento do processo e de demolição do imóvel.

Dois meses depois, outro imóvel histórico foi ao chão com autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e do Imupac. A casa, localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, n o Centro de Cabo Frio, estava com o processo de demolição em andamento desde 2021.
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			<title><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio divulga filmes selecionados]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Mais de 181 filmes de diversas linguagens foram inscritos na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). De acordo com os organizadores do evento, pelo menos oito países serão representados: Brasil, Argentina, Quênia, Espanha, Portugal, Alemanha, Rússia e Itália. Além do audiovisual, o festival mobilizou artistas em outras frentes, recebendo 228 fotografias e 90 poesias que exploram a temática do mar. A abertura oficial do festival será na próxima terça-feira (14).

A Mostra Nacional foi o grande destaque, com mais de 150 filmes inscritos. Desse total, apenas 15 foram selecionados, representando estados como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro. A Região dos Lagos garantiu forte presença com produções de Cabo Frio (“É só fechar os olhos”, de Yuri Vasconcellos; “Manguezais da Região dos Lagos” e “Rede Flor do Mar”, de Lucas Pereira), Búzios (“Robson e a praia”, de Marcos Caviglia; “A vida que brota da pedra”, de Maria Fernanda Quintela; e “Guardiões da terra”, de Ramiro Cobasandri) e Arraial do Cabo (“Costão Rochoso”, de Marcos de Lucena). Já a Mostra Internacional contará com 12 filmes selecionados.

O FINCCA vai reunir, em Cabo Frio, nomes de peso da dramaturgia brasileira. Entre os confirmados está o ator Daniel Ericsson, que cresceu em Cabo Frio e atuou no premiado “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles. A atriz Simone Spoladore, com um currículo de 39 filmes e 20 prêmios, também marcará presença. “Estou animada em fazer parte da primeira edição. Vou participar de uma mesa sobre atuação no cinema brasileiro. Para mim, atuar é como mergulhar no mar”, revelou a atriz à Folha.
Outra presença confirmada é a do cineasta e produtor Adolfo Rosental, diretor do documentário “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo”. “O festival agita o cenário cultural, reforça o turismo e torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática”, afirmou à Folha.

Um dos momentos mais aguardados, no dia 15 de maio, será a exibição do longa-metragem “Sudoeste” (2011), seguida de um debate sobre o realismo fantástico, com presença do diretor Eduardo Nunes e do roteirista Guilherme Sarmiento. Rodado nas ruínas das antigas salinas de Cabo Frio, o filme conquistou mais de 30 prêmios internacionais. Para Eduardo Nunes, voltar ao local das filmagens após 15 anos é especial. 

– Precisávamos de um ambiente que trouxesse a ideia de fábula, um lugar que tornasse verdadeira uma história que só pudesse acontecer ali. Encontramos nas ruínas das casas de trabalhadores das salinas o lugar para contar a saga de Clarice. Então, voltar a Cabo Frio agora, tantos anos depois, é muito especial. Espero que o público, além de reconhecer a sua própria região, se envolva com o tom fabular da história. Acredito que o Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio tem uma importância muito grande. Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem. Assistir a estes filmes em uma tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - explicou o diretor.

Realizado em locais como a Casa Scliar, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), as universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, além de praças públicas, o FINCCA promove o acesso gratuito à cultura. Ao todo, serão 16 longas e 10 curtas distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), além de workshops e oficinas.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com exposições de fotos e poesias, seguidas por apresentações musicais e circenses no MArt. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar debates sobre preservação de filmes, o documentário “Orgulho da Terra” e mostras infantis em Tamoios. O encerramento, no dia 17 de maio, terá show da banda Ramona Rox e a entrega do Troféu Tartaruga-Aruanã, que premiará categorias como Melhor Filme, Direção, Atuação e as melhores obras dos concursos de poesia e fotografia.
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			<title><![CDATA[Biblioteca Municipal de Cabo Frio celebra 62 anos com programação especial ]]></title>
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			<updated>2026-05-03T09:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, em Cabo Frio, comemora seus 62 anos de história com uma programação especial aberta ao público. O evento será realizado na próxima quarta-feira (6), das 14h às 17h, na sede da instituição, localizada na Praça Dom Pedro II, 47, no Centro.

Fundada em 1º de maio de 1964 pelo professor, escritor e crítico Walter Nogueira, a instituição foi reconhecida como biblioteca pública municipal no dia 26 de maio de 1966, por meio da Resolução nº 198 da Câmara Municipal de Cabo Frio. Atualmente, seu acervo abrange cerca de 30 mil livros, entre os quais se destacam obras raras dos séculos XVIII e XIX. A biblioteca conta ainda com aproximadamente 5 mil leitores cadastrados.

Programação

- Apresentação do Hino Nacional e do Hino de Cabo Frio;
-  Coral Despertar, sob a regência do maestro Francisco Javier S. Goriti;
- História da Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira, com o memorial da Academia Cabofriense de Letras (ACL), apresentado por Agilson Garcia;
- Sarau com acadêmicos e convidados;
- Homenagem aos leitores mirins;
- Lançamento e tarde de autógrafos do livro “Omodé e Curumim: infâncias indígenas e afro-brasileiras” (Editora Moderna), com a escritora e antropóloga Rosiane Rodrigues;
- Participação da Academia Cabofriense de Letras (ACL), da Sociedade de Amigos da Biblioteca (Socab), da Alacaf, do Coral Despertar, além de maestro, coralistas, estudantes e convidados.
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			<title><![CDATA[Compradores denunciam abandono de obra da Volendam, em Arraial, e temem perda de investimentos]]></title>
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			<updated>2026-05-01T17:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A promessa de um condomínio de alto padrão de frente para o mar, em Arraial do Cabo, transformou-se em um pesadelo jurídico para dezenas de famílias que investiram no Praia dos Anjos Residence Club, com a entrega das chaves prevista para 2024 em alguns contratos. Os compradores dos blocos 5 e 6 denunciam que as obras sequer foram iniciadas, restando apenas terrenos vazios onde deveriam estar as fundações das unidades vendidas desde 2021. A crise se agravou com a notícia de que a Construtora Volendam, responsável pelo empreendimento, teria ingressado com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2025, informando um passivo de R$ 75.452.170,71. A situação teria resultado em propostas de distrato que preveem a devolução de apenas 10% do valor pago, e ignorando a blindagem do regime de patrimônio de afetação que deveria proteger os recursos dos clientes. 

A Folha não conseguiu contato com a construtora. Mas compradores informaram que, enquanto a denúncia era apurada junto à empresa, uma reunião foi convocada pela Volendam, na última terça-feira (28), apenas com proprietários do bloco 5. Segundo Thais Fantauzzi (uma das proprietárias presentes no encontro), representantes da construtora apresentaram três propostas: manter o apartamento e financiar em 60 vezes a parte que falta pagar, fazer uma permuta com outro empreendimento ou receber o valor pago com deságio de 40% em 60 vezes.

– Na reunião também tinha uma pessoa da recuperação judicial que estava acompanhando todas as propostas apresentadas. Agora tudo vai ter a garantia do juiz, que vai estar acompanhando e homologando todo tipo de acordo - informou

Thaís faz parte da Associação dos Adquirentes do Condomínio Praia dos Anjos (blocos 5 e 6) – Volendam, formada por compradores que aguardam há anos a entrega dos apartamentos. Eles afirmam que “muitos adquirentes investiram economias de uma vida inteira, alguns com pagamento à vista, outros comprometendo grande parte da renda familiar, sempre acreditando na concretização de um sonho legítimo”.

Uma dessas pessoas é Amanda Cardoso Pontes. À Folha ela disse que comprou o imóvel em março de 2022, para moradia e investimento, com promessa de entrega das chaves para dezembro de 2024.

– Sempre estou em Arraial do Cabo e acompanho pessoalmente a evolução da obra, que nunca ocorreu. Quando o prazo da entrega estava se aproximando, vi que algo errado estava acontecendo. Desde então venho tentando contato com a construtora, que sempre informava que haveria atraso, mas que já iam iniciar a obra, o que não ocorreu até o momento. E nunca nos dão um posicionamento real dos fatos. Sou autônoma e dependo exclusivamente do esforço do meu trabalho e do retorno dos meus investimentos. Inclusive perdi muitas oportunidades de ter investido em algo que hoje poderia estar morando ou me dando retorno financeiro - relatou.

Outro que deveria ter recebido as chaves em 2024 foi Edilson Alves Celso. Ele disse que resolveu comprar o apartamento em 2022 porque achou Arraial do Cabo “um lugar mais tranquilo para curtir a aposentadoria,  uma renda extra futuramente e qualidade de vida para minha família”.

– Quando passei pelo local eu vi três blocos prontos, e o quarto em construção. Achei que seria um ótimo investimento, já que o lugar é maravilhoso. No final de 2023 fomos passear em Arraial e vimos que não tinha nenhum tijolo assentado no solo. Questionamos um corretor que estava no local e ele nos relatou que a obra iria atrasar. Em junho de 2024 voltamos novamente, e esse mesmo corretor afirmou que a obra talvez só ficasse pronta em 2028. Deixei de realizar outros sonhos com a minha família, deixei de pagar uma faculdade de medicina para minha filha caçula, e perdi a oportunidade de investir em outro imóvel. Hoje vivemos numa expectativa de começarem essa obra que já era pra ter sido entregue em dezembro de 2024 - desabafou.

Nadima Costa Oliveira contou que deveria estar com as chaves do apartamento desde dezembro do ano passado.

– Comprei em dezembro de 2024. Fui passear em Arraial, aluguei um apartamento no bloco 2 e amei o local e o empreendimento. Vi que tinha algumas unidades disponíveis no bloco 5, entrei em contato com um vendedor, e a promessa de entrega das chaves foi para dezembro de 2025. Na época, fui informada pelo corretor que a Volendam era a maior construtora da Região dos Lagos, e os donos eram pessoas sérias e honestas, que tinham problemas de atraso das obras, mas entregavam. Então, eu nem esperava receber em dezembro do ano passado, mas também não esperava esta situação. Tive que usar minhas economias, que era para quitar meu apartamento em São Paulo, e me apertei muito para pagar as parcelas da entrada. Nunca atrasei nenhuma. Fiz minha parte, e quando terminei de pagar já veio a esta notícia. No início fiquei sem entender nada, mas agora a ficha caiu. Entrei em contato com o corretor, e ele ainda garante que será entregue. Está nas mãos de Deus - contou.

Vários compradores, que deveriam receber as chaves ainda este ano, também estão apreensivos com a ausência de movimentação no canteiro de obras. É o caso de Rosângela dos Santos Lopes de Sant’Anna, Carlos Lopes Silva e Marllon Cristian Raimundo Camargo Silva (junho), Márcio Bueno Sampaio e Simone Cristina Eugênio (dezembro), entre outros.

Também proprietária, Thais Fantauzzi disse à Folha que os compradores dos blocos 5 e 6 estão juridicamente blindados pelo regime de patrimônio de afetação, previsto em lei federal, que separa esse empreendimento do patrimônio geral da empresa em recuperação. Informou, também, que não são credores quirografários, mas “titulares de unidades vinculadas a um patrimônio separado, criado justamente para proteger quem compra imóvel na planta”.

– Os blocos 5 e 6 estão protegidos por patrimônio de afetação,  isso significa que a obra pode e deve ser concluída independentemente da recuperação judicial da empresa. O regime de afetação existe justamente para proteger famílias quando ocorre dificuldade financeira da incorporadora. Os recursos pagos pelos adquirentes são vinculados exclusivamente à conclusão do empreendimento, não podendo ser usados para outras dívidas da incorporadora. A lei garante que os compradores podem assumir a continuidade da obra. A legislação também permite que os próprios adquirentes deliberem sobre a continuidade da construção, e até substituam a incorporadora, se necessário. Nosso objetivo não é litigar, é concluir a obra com segurança jurídica e transparência porque a paralisação desse empreendimento afeta famílias, empregos, arrecadação e o desenvolvimento urbano da cidade” - revelou.

A Associação dos Adquirentes também denunciou ao jornal que a situação se agravou com o ingresso da incorporadora em recuperação judicial, “sendo apresentadas propostas consideradas extremamente prejudiciais aos compradores”, como devolução do valor pago com desconto aproximado de 90% em caso de rescisão; ou devolução de cerca de 35%, após longa carência e parcelamentos extensos. “Diante desse cenário, a associação foi criada para defender os interesses dos adquirentes, buscar transparência no processo e garantir condições justas em qualquer negociação envolvendo o terreno e o futuro do empreendimento”.

A Folha perguntou à Prefeitura de Arraial do Cabo sobre o licenciamento da obra, mas não houve retorno. Também questionou a construtora Volendam sobre os motivos do atraso na construção (que continua com vendas anunciadas nas redes sociais da empresa), prazos de entrega e critérios para o distrato, mas também não houve retorno.

“PROPOSTAS DE RETENÇÃO DE 90% SOAM ABUSIVAS”, AFIRMA ESPECIALISTA

Para entender os caminhos jurídicos e os direitos de quem investiu no Praia dos Anjos Residence Club, a Folha conversou com o advogado Luciano Régis. O especialista analisou o conflito entre a recuperação judicial da Volendam e a proteção do patrimônio de afetação, alertando que os compradores não devem aceitar passivamente perdas drásticas. Régis destacou que, em casos de inadimplência da empresa, a retenção de valores deve ser combatida com base no Código de Defesa do Consumidor e orientou que a organização coletiva é a ferramenta mais forte para evitar que o sonho da casa própria se converta em prejuízo total. Além de analisar o caso atual, o advogado também deixou um alerta para quem pretende comprar um imóvel na planta: “a segurança vai muito além da beleza do projeto arquitetônico”.

Folha - Em termos leigos, o que é o patrimônio de afetação? Ele garante ou não a entrega do imóvel? Como e  por que?
Luciano Régis -  O patrimônio de afetação é uma espécie de blindagem jurídica do empreendimento. Em tese, ele separa o dinheiro e os bens daquele projeto do restante do patrimônio da construtora, para que os recursos sejam usados na própria obra. Isso protege os adquirentes, mas não significa garantia absoluta de entrega: se a obra não anda, a proteção jurídica não substitui a execução do contrato. Em relação à recuperação judicial, os compradores vinculados ao patrimônio de afetação não devem ser tratados como credores comuns de forma automática. A afetação existe justamente para preservar o empreendimento e os recursos a ele destinados, o que afasta a simples equiparação a quirografários.

Folha - Quando o imóvel não é entregue, como neste caso, o que a legislação determina à construtora e aos compradores?
Luciano Régis - Quando há atraso ou paralisação, a legislação e a jurisprudência tendem a proteger o comprador. Se a culpa é da construtora, a regra é que ela responda pela rescisão e pela devolução dos valores pagos, muitas vezes de forma integral, a depender do caso concreto. Propostas de retenção muito elevadas, como 90% em cenário de inadimplemento da empresa, soam abusivas e incompatíveis com a lógica do Código de Defesa do Consumidor.

Folha -  Existe um caminho viável para que os compradores retirem a incorporadora da gestão e assumam a obra por conta própria?
Luciano Régis - Existe caminho jurídico em tese, mas isso depende de requisitos legais, deliberação dos compradores e análise do caso concreto. Não é uma solução automática, especialmente quando a incorporadora já está em recuperação judicial.

Folha - O que esses compradores devem fazer para resguardar o direito ao imóvel?
Luciano Régis - Os compradores desses blocos devem, em primeiro lugar, organizar toda a documentação: contratos, comprovantes de pagamento, cronograma de obra, publicidade, matrícula do imóvel e qualquer comunicação com a construtora. A partir disso, é fundamental analisar se o empreendimento está realmente sob regime de patrimônio de afetação e como a recuperação judicial está tratando esse patrimônio. Em muitos casos, faz sentido ajuizar medidas judiciais pedindo a rescisão do contrato com devolução integral ou adequada dos valores pagos, tutela de urgência e, se couber, indenização por danos materiais e morais decorrentes do atraso e da inadimplência da incorporadora. Também é relevante atuar de forma coletiva, por meio de associação de adquirentes, para fortalecer a negociação e a pressão judicial.

Folha - Quando uma pessoa compra um imóvel na planta, quais cuidados ela precisa ter?
Luciano Régis - O cuidado básico é checar registro da incorporação, patrimônio de afetação, prazo de entrega, cláusulas de distrato, histórico da construtora e quadro-resumo do contrato. Em resumo: o comprador precisa olhar não só a planta, mas também a segurança jurídica da operação.
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			<title><![CDATA[Estudantes de Jornalismo da UVA analisam legado da Folha dos Lagos em pesquisa acadêmica]]></title>
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			<updated>2026-05-01T12:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A Folha dos Lagos celebra 36 anos de circulação, consolidando-se como uma referência histórica na comunicação do interior do estado do Rio de Janeiro – a primeira edição saiu no dia 30 de abril de 1990. Esse legado, construído ao longo de quase quatro décadas, atravessa gerações e vem se tornando objeto de estudo acadêmico pelas mãos de quem se prepara para assumir as redações do futuro. Os estudantes Tainá Quintanilha de Azevedo e Vitor de Mendonça, por exemplo, escolheram o jornal como foco de um trabalho desenvolvido para a disciplina de Jornalismo Investigativo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Cabo Frio.

Embora estejam em períodos diferentes na graduação (Tainá cursa o quinto período, e Vitor, o quarto), os dois universitários estão desenvolvendo a pesquisa em dupla: uma proposta acadêmica voltada à prática da apuração e ao aprofundamento do olhar crítico sobre o fazer jornalístico. O foco central do estudo, segundo Tainá, é compreender o papel e os objetivos do jornalismo na atualidade, especialmente dentro da realidade regional. A proposta, segundo ela, levou a uma análise sobre como o jornalismo vem sendo exercido na Região dos Lagos, além de provocar uma reflexão sobre a queda na procura dos jovens pelo curso de Jornalismo e os possíveis motivos por trás desse cenário. Já a escolha pela Folha dos Lagos como "case" de estudo foi motivada pela relevância da veículo.

– A escolha pela Folha dos Lagos veio, antes de tudo, pelo seu legado. É um nome que carrega história, identidade e um impacto muito forte na Região dos Lagos. Existe uma cultura construída em torno do jornal que dialoga com aquilo que acreditamos enquanto futuros jornalistas. Para nós, essa conexão tornou a escolha ainda mais significativa – explica Tainá Quintanilha.

"Uma memória viva, perceptível tanto na
sua trajetória como na forma que se comunica"

Durante o levantamento de dados, a estudante de jornalismo conta que algumas particularidades do jornal chamaram a atenção.

– A forte identidade construída ao longo do tempo. A Folha dos Lagos carrega uma memória viva, perceptível tanto na sua trajetória quanto na forma como se comunica. Há uma delicadeza no modo de transmitir a informação, um cuidado que ultrapassa o factual e toca o sensível, algo que consideramos muito valioso no jornalismo. Esse olhar ficou ainda mais evidente durante a conversa com Rodrigo Cabral (editor da Folha), reforçando a dimensão humana presente no trabalho do jornal. Mais do que um primeiro contato, o momento mais marcante aconteceu durante uma palestra realizada na universidade, com a presença de Moacir (Cabral, fundador da Folha) e Rodrigo. Na ocasião, eles compartilharam a história da Folha dos Lagos, a trajetória do jornal impresso e também aspectos ligados à literatura, que admiramos muito. Esse encontro despertou um novo olhar, trazendo uma admiração ainda maior por um veículo que representa de forma tão significativa a Região dos Lagos.

Fundado em 30 de abril de 1990, a história do jornal impresso de maior longevidade em Cabo Frio começou 10 anos antes, quando em 14 de junho de 1980 o jornalista Ralph Bravo fundou a Folha de Cabo Frio, que deu origem à Folha dos Lagos, fundada pelo jornalista Moacir Cabral.

— A Folha de Cabo Frio surgiu como um jornal mensal numa época em que a cidade tinha pouquíssimos veículos de comunicação. Para se ter uma ideia, Cabo Frio tinha, na época, cerca de 70 mil habitantes. A redação era formada por quatro pessoas contando com um colunista. Foram muitos momentos de altos e baixos. E, por volta da edição 70, o Moacir Cabral me procurou para comprar o título do jornal. Aceitei a proposta, e o nome Folha de Cabo Frio foi mantido nas primeiras quatro edições, até que mudou para Folha dos Lagos, como conhecemos hoje - contou Ralph em recente entrevista.

A edição nº 1 trazia estampada na capa a manchete “Os dólares já estão chegando” e uma charge com o então prefeito Ivo Saldanha, assinada pelo ator e diretor teatral, José Facury. Naquela época o jornal tinha circulação mensal. Desde então, a Folha já teve periodicidade semanal, bissemanal e até se tornou diário, retornando ao formato semanal após a pandemia, somando quase 6.200 edições em 36 anos.
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			<title><![CDATA[Com feriados, Hemolagos volta a apresentar estoques críticos de sangue]]></title>
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			<updated>2026-04-29T14:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Único hemocentro responsável pelo abastecimento de sangue dos nove municípios da Baixada Litorânea, o Hemolagos voltou a viver um dos momentos mais críticos dos últimos meses em seu estoque de sangue. Com o feriado prolongado da última semana, e a proximidade do feriado prolongado do Dia do Trabalhador, nesta sexta (1), a direção informou que a situação se agravou significativamente: enquanto a demanda hospitalar aumentou, o número de doadores caiu de forma acentuada.

Atualmente, os estoques dos tipos sanguíneos O, A e B (tanto positivos quanto negativos) estão em nível crítico, colocando em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões, incluindo casos de urgência e cirurgias.

A situação é ainda mais delicada em relação aos tipos O negativo e positivo, considerados fundamentais para a produção de bolsas pediátricas e atendimento emergencial, devido à sua compatibilidade universal. Sem a reposição imediata, a direção do Hemolagos afirma que há risco real de comprometimento no atendimento da rede hospitalar da região.

Para tentar conter a crise no estoque de sangue, em março o Hemolagos (localizado ao lado do Hospital Santa Isabel, no Centro de Cabo Frio) passou a funcionar em regime especial abrindo em alguns sábados. A medida busca atrair doadores que não conseguem comparecer durante a semana, e reverter o cenário crítico registrado desde o início deste ano, quando houve uma queda de 40% no volume de coletas. A média mensal, que era de 500 bolsas em dezembro, chegou a despencar para cerca de 300.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter o consentimento por escrito do responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação), beber bastante água nas 24 horas que antecedem a doação, ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior à doação, apresentar documento de identidade oficial (com foto). Quem já doou sangue precisa estar atento ao intervalo: homens só podem fazer doação a cada dois meses (máximo de quatro doações de sangue ao ano), e mulheres a cada três meses (máximo de três ao ano).
 
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			<title><![CDATA[Luau dos Iguais movimenta Cabo Frio nesta quinta (30) com pôr do sol no Canto do Forte

]]></title>
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			<updated>2026-04-29T09:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio já tem programação certa para a véspera do feriado do trabalhador. Nesta quinta-feira (30), a partir das 17h, o Canto da Praia do Forte recebe a 5ª edição do Luau dos Iguais, um dos eventos mais marcantes de diversidade, cultura e ocupação social da cidade.

Promovido pelo Grupo Iguais, que há 19 anos atua na defesa dos direitos humanos e da cidadania LGBTI+, o luau já virou tradição no calendário local e transforma um dos principais cartões-postais do município em um espaço de convivência, respeito e liberdade.

A edição deste ano chega com um line-up que mistura música, performance e identidade. Passam pelo palco os DJs Lucas de Paula, Sabrina Sá, Liliam Sales, Petersen, Geléia, Gui Siqueira e Kevin Ferraz, além de participação especial da cantora Maya Marinho. O evento também conta com a energia da banda Ramona Rex, reforçando a proposta de diversidade sonora e artística.

Com o pôr do sol como cenário, o Luau dos Iguais mantém a essência que fez o projeto crescer: ocupar, celebrar e resistir, reunindo público diverso e valorizando talentos locais.

A entrada é gratuita, com incentivo à doação de 2kg de alimento não perecível (exceto sal), que serão destinados às ações sociais do Grupo Iguais, fortalecendo o compromisso com pessoas em situação de vulnerabilidade.
 
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			<title><![CDATA[Histórico: após 360 anos, Igreja Matriz de Cabo Frio pode ter registro de imóvel definitivo]]></title>
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			<updated>2026-04-26T13:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Quase quatro séculos após sua construção, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, no Centro de Cabo Frio, está prestes a escrever mais um importante capítulo de sua história com a conquista do Registro Geral de Imóveis (RGI) para a edificação erguida em pedra e cal e inaugurada em 1666. Essa lacuna de 360 anos começou a ser preenchida com um edital de notificação de usucapião extrajudicial, publicado no começo deste mês de abril na Folha dos Lagos.

O processo, que já tramita diretamente no cartório do 2º Ofício de Cabo Frio, busca o reconhecimento do direito de propriedade da Mitra Arquidiocesana de Niterói sobre uma área de 884,10 m², que inclui a capela térrea e a casa paroquial. A instituição (que surgiu em 27 de abril de 1892, após o desmembramento da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e tornou-se Arquidiocese Metropolitana em 26 de março de 1960) tenta agora regularizar um prédio que é um marco cultural e religioso na história de Cabo Frio.

— O que dificultou o processo foi a falta de conhecimento sobre o alcance da usucapião, pois acreditavam que a área do imóvel pertenceria à prefeitura. Mas conseguimos provar que não existe propriedade por presunção, ou seja, se um ente público diz ser dono de um imóvel, ele teria que provar, do contrário, não é dono – explicou à Folha o advogado Maurílio Ferreira, responsável pela regularização do imóvel católico.

A busca pelo documento definitivo não é recente. De acordo com o advogado, o padre Marcelo Chelles, à frente da paróquia desde julho de 2014, vinha há anos tentando essa regularização junto a diversas gestões municipais, sempre sem sucesso. Essa indefinição jurídica contrastava com a importância histórica do local, inaugurado com missa celebrada pelo Pe. Bento de Figueiredo em 1666, época em que a sede da cidade já havia sido transferida da Passagem para o atual centro urbano.

Com a publicação do edital na Folha, foi aberto um prazo de 15 dias para eventuais contestações. Segundo Maurílio, o prazo final para impugnações e emissão do RGI teria vencido na última segunda-feira (dia 20 de abril). Nesta quarta (22), no entanto, ele informou ao jornal que ainda aguardava o pronunciamento oficial do cartório. Caso não haja nenhuma contestação com relação ao direito de propriedade solicitado no processo de usocapião, a igreja matriz de Cabo Frio deixa de ser apenas possuidora do imóvel e do terreno, para se tornar, de fato e de direito, a proprietária do prédio histórico. Para Maurílio Ferreira, a agilidade do método extrajudicial foi um grande diferencial deste desfecho.

— O processo levou apenas três meses, e muitos imóveis na cidade estão irregulares por falta de conhecimento da possibilidade da regularização através da usucapião que é feita de forma extrajudicial, direto no cartório — contou.

A regularização da igreja matriz é apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo na documentação do patrimônio religioso de Cabo Frio. À Folha, Maurílio confirmou que o sucesso deste processo servirá de base para que outros prédios católicos também obtenham o RGI.

— Após a emissão do documento da igreja matriz daremos início aos processos de usucapião das capelas dos bairros Jacaré, Peró e Gamboa, e da Igreja de São Benedito, na Passagem — revelou o advogado.

De acordo com o site oficial da igreja matriz, 10 anos após sua construção a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção teve um Convento de Franciscanos, inaugurado a 13 de janeiro de 1676. O local (onde é hoje o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, aos pés do Morro da Guia) chegou a ter 30 frades, dos quais 18 eram sacerdotes, sendo o último deles Frei Vitorino. Com a morte dele em agosto de 1872, foi encerrada a vida claustral, ficando o convento abandonado e em ruínas. Com o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a restauração do local foi iniciada em 1949.

Em 1937 a paróquia foi entregue aos padres franciscanos, por um contrato entre a Diocese e a província do Sul. Esse contrato durou 53 anos e foi cancelado pela Província Franciscana em março de 1990, quando a paróquia retornou aos padres diocesanos. Antes disso, porém, ela foi desmembrada com a criação das paróquias de Arraial do Cabo (março de 1958) e de São Cristóvão (novembro de 1989).
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			<title><![CDATA[Zanin mantém presidente do TJRJ no cargo de governador interino do Rio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:52:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (24) manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, na função de governador interino do Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro entendeu que o presidente deve continuar no cargo até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual. 

A decisão foi motivada por um pedido do PSD estadual para que seja reafirmada uma liminar proferida por Zanin para garantir que o comando do estado deve permanecer com o presidente do tribunal.

A movimentação da legenda ocorreu após o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pedir ao ministro Luiz Fux, relator de outra ação sobre a questão, para assumir o cargo de governador interino.

O PSD é o partido de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro. O PL faz oposição ao governo de Paes.

Ao manter Ricardo Couto no cargo, Zanin disse que o cenário deve ser mantido até decisão final da Corte.

“Neste momento, não há nada a ser provido, pois, como já exposto, o plenário do Supremo Tribunal Federal explicitou que, até nova deliberação permanecerá no exercício do cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, com todos os poderes e prerrogativas inerentes à Chefia do Poder Executivo”, decidiu.

No dia 9 de abril,  um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj).

Dino disse que pretende devolver o processo para julgamento depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade e abriu a possibilidade de novas eleições. 
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			<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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			<title><![CDATA[Charitas, em Cabo Frio, recebe 123ª edição do Jovens Pianistas]]></title>
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			<updated>2026-04-24T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (25) a série Jovens Pianistas chega em sua 123ª edição. A apresentação será às 18h, no Museu e Casa de Cultura José de Dome (Charitas), em Cabo Frio, com a apresentação do artista Enzo Maki. O recital de piano clássico é gratuito e aberto ao público. O evento é sujeito a lotação e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). 

Além de pianista, Enzo Maki também é regente, professor de piano, teoria, percepção, história e musicalização no Conservatório Musical Souza Lima e na Unesp. Em outubro 2020, durante a pandemia, ele participou da Série Jovens Pianistas de forma virtual, junto com outros artistas brasileiros como Roberto Cornacchioni e Leonardo Faiçal, além da mexicana Barbara Prado e do estadunidense Sam Rhoades.

Na programação deste fim de semana serão apresentadas obras autorais de Robert Schumann, Ludwig Van Beethoven, Franz Schubert e Frédéric Chopin. Com direção artística de Hasenclever da Silva Oliveira, a série tem como compromisso revelar jovens talentos brasileiros e internacionais, mantendo um recorte artístico que valoriza excelência, sensibilidade e diversidade musical. A entrada é gratuita, com capacidade limitada a 50 lugares.

No último encontro, no dia 8,  a apresentação foi da pianista Raquel Paixão.  
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			<title><![CDATA[Mar Sem Lixo adia programação do Festival do Oceano para setembro]]></title>
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			<updated>2026-04-23T20:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Festival do Oceano, promovido pelo Instituto Mar Sem Lixo, em Cabo Frio, foi adiado para setembro. A informação foi confirmada pelos diretores Roberto Ramos (presidente) e Gisele Letieri (vice-presidente). A ideia é promover (nos dias 11, 12 e 13) uma grande mobilização em torno da preservação ambiental, da economia azul e da relação das pessoas com o mar. 

Inicialmente agendado para junho, em comemoração ao mês do Meio Ambiente, o evento precisou mudar de data para se adaptar ao novo cronograma de ações da ONG. Durante os três dias serão promovidas atividades ligadas aos eixos de meio ambiente, educação, esporte, cinema e inovação. Também haverá uma uma Feira Náutica e ações voltadas à moda sustentável e inclusiva.

Idealizado como um encontro multidisciplinar, o festival pretende conectar conhecimento, cultura e ação prática, promovendo experiências que estimulem a conscientização e o engajamento da sociedade em torno do futuro dos oceanos. 

Para Roberto Ramos, presidente do Instituto Mar Sem Lixo, o Festival do Oceano nasce com o propósito de provocar transformação.

– O festival é um chamado coletivo. Ao longo dos anos, o oceano sempre esteve no centro das nossas celebrações, como as festas do camarão, da sardinha e dos frutos do mar, que fazem parte da nossa cultura e da nossa economia. Agora, chegou a hora de inverter a lógica: celebrar o oceano em si, agradecer tudo o que ele nos oferece e criar novas conexões para cuidar desse patrimônio, que é fonte de vida, trabalho, lazer e identidade para Cabo Frio e toda a região – afirma.

Vice-presidente do Instituto, Gisele Letieri destaca que a atividade também dialoga com temas globais e urgentes. 

– Estamos falando de educação ambiental, economia azul, inclusão e inovação. O festival foi pensado para ser um espaço de aprendizado, troca e inspiração, especialmente em um momento em que os oceanos enfrentam desafios cada vez mais complexos – pontua.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, impactando a biodiversidade e a saúde humana. Na Região dos Lagos, os números da Semana Nacional de Limpeza dos Mares, promovida desde março pelo Instituto Mar Sem Lixo, dentro do projeto Marcha Pelos Oceanos, reforçam o alerta: em Arraial do Cabo, o mutirão nas Prainhas do Pontal recolheu pouco mais de 40 quilos de resíduos. 

Já em Cabo Frio, na Praia do Forte, foram retirados 62kg de lixo em apenas 40 minutos de ação.

Outras ações de conscientização dentro da Marcha Pelos Oceanos estão confirmadas: neste sábado (25) acontecem atividades na Praia do Centro (Rio das Ostras), na Praia da Farofa (Pontal do Sul, Paraná, numa parceria do Mar Sem Lixo com com a Universidade do Paraná), e em Itaúna (Saquarema), na Feira Zen Ecológica e Cultural, com palestra e exposição. No domingo (26), em Vilatur (Saquarema), tem palestra, coleta e triagem, e no dia 31 acontece ação de limpeza na Praia de Itaúna, com sensibilização dentro do projeto Yoga e Meio Ambiente. No dia 5 de junho tem Ação Global em parceria com o Centro de Treinamento de Surf, Associação de Surf e Bandeira Azul na Associação de Surf de Saquarema.

A Marcha pelos Oceanos, que já acontece há quatro anos, também permanecerá na Praça da Cidadania, em Cabo Frio, até o dia 8 de junho, com vários projetos ambientais locais e participação de alunos da rede municipal, estadual e privada. Para levar as ações do projeto para as escolas basta fazer o agendamento pelos telefones (22) 99736-0274 ou (22) 99701-8855.
– Essas iniciativas buscam ampliar o debate e incentivar soluções locais alinhadas a esse cenário global - reforçou Roberto, convidando os interessados a seguirem o Instagram @marsemlixobr para receberem notificações sobre a abertura oficial das inscrições.
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			<title><![CDATA[Festa de São Jorge movimenta Cabo Frio com programação religiosa e cultural]]></title>
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			<updated>2026-04-23T17:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A tradicional para celebrar o santo guerreiro acontece em Cabo Frio, que começou na quinta-feira (23), segue até domingo (26).

A celebração acontece em frente à Igreja de São Jorge, na Rua Francisco Mendes, 105, Centro. Na programação, missas, procissões e atividades culturais abertas ao público.

A agenda inclui ainda apresentações musicais e momentos de integração, reforçando o caráter popular da festa. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.
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			<title><![CDATA[Royalties: presidente da Ompetro defende união de prefeitos apesar das diferenças ideológicas]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Atual prefeito de Campos dos Goytacazes e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Frederico Paes reforçou, durante encontro em Cabo Frio, que neste momento os prefeitos do estado do Rio precisam se unir e deixar desavenças políticas de lado. Uma decisão do STF poderáprovocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.


– Assumi como prefeito de Campos há poucos dias com a licença de Wladimir Garotinho, mas em 2012, como empresário, eu mobilizei uma caravana enorme pro Rio de Janeiro contra a redistribuição dos royalties. Fechamos BR, fui multado, nossos caminhões foram todos presos, fizemos um alvoroço grande. Naquela época a sociedade civil organizada abraçou a nossa causa. Por isso eu digo pra vocês que é muito importante envolver os sindicatos, a Firjan, as associações de classe, a imprensa… porque o cidadão comum precisa entender que quem vai perder não é prefeito, não sou eu, não é o senhor, não são os colegas: é a população. Apesar de estar vice-prefeito há pouco mais de cinco anos, eu, como iniciativa privada, já estive muito em Brasília e vi como o Nordeste é forte e unido. Eles brigam politicamente, mas quando eles iam pra Brasília, era um segurando a mão do outro: não tinha interesse político, não tinha bandeira política, não tinha isso de direita x esquerda. Eles se uniam e brigavam pela região deles. A gente também precisa fazer isso. O estado do Rio precisa fazer isso – provocou.

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri lembrou aos prefeitos que o atual momento do estado do Rio pode ser um ponto favorável nessa luta, já que o governador em exercício é também presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

– O petróleo é dos brasileiros, mas a indústria do petróleo se desenvolveu no estado do Rio de Janeiro. Não é acaso do destino, não é sorte, não é dádiva. A indústria do petróleo que se desenvolveu aqui foi por conta do conhecimento produzido na UFRJ, do conhecimento produzido por cada uma das cidades, engenheiros, profissionais da indústria do petróleo, dessa cadeia produtiva que estão espalhados em cada uma das cidades. Quando a gente olha pra Macaé, para Campos, para Rio das Ostras, para Cabo Frio, pra tantas cidades do estado, a gente vê o sucesso que foi o desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. Não dá pra separar o desenvolvimento da indústria do petróleo do Brasil do desenvolvimento da indústria do petróleo no Rio de Janeiro. E esse orgulho a gente tem que ter pra poder mostrar para os ministros do Supremo. E eu tenho certeza que os ministros vão ser sensíveis a isso. E do ponto de vista jurídico, dos argumentos, a gente também tem aí uma oportunidade, porque nosso estado está sendo liderado nesse momento, até a primeira semana de maio, pelo presidente Tribunal de Justiça, o agora governador Ricardo Couto. Ele já foi a Brasília duas vezes para tratar desse tema. A gente precisa aproveitar a disponibilidade e o respeito que o governador Ricardo Couto tem em Brasília como presidente do Tribunal de Justiça, fortalecer a liderança dele até esse julgamento no dia 6 de maio – declarou.
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			<title><![CDATA[Avança na Alerj o projeto que protege moradias nos bairros Sabiá e Caiçara, em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2026-04-20T12:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[A ameaça de despejo que há anos assombra cerca de cinco mil pessoas dos bairros Sabiá e Caiçara, no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo, pode estar chegando ao fim. O projeto de lei Nº 6643/2025, de autoria do deputado estadual Marcelo Dino, já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve seguir para votação em plenário nas próximas semanas. À Folha, o parlamentar disse que deve pedir urgência na votação do projeto, reforçando que o objetivo é corrigir uma falha histórica ocorrida há 15 anos.

Pelo documento, ficam desafetadas dos limites do Parque Estadual da Costa do Sol as áreas urbanas consolidadas correspondentes aos bairros Caiçaras e Sabiá. No texto o deputado explica que a decisão acontece “em razão de apresentarem ocupação permanente, infraestrutura urbana instalada e adensamento populacional consolidado, conforme levantamento técnico e diagnóstico socioambiental”. Lembra, ainda, que a desafetação tem por finalidade permitir a regularização fundiária de interesse social (Reurb-S), observadas as diretrizes da Lei Federal nº 13.465/2017, da Lei Estadual nº 6.253/2012, e do Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012).

O projeto de lei também determina que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e a Prefeitura de Arraial do Cabo, deverão elaborar memorial descritivo e mapa de georreferenciamento delimitando as áreas desafetadas “para fins de atualização dos anexos cartográficos e memoriais do Decreto Estadual nº 42.929/2011, que criou o Parque Estadual da Costa do Sol”. Determina ainda que as áreas desafetadas passam a integrar Zona de Uso Sustentável, observadas as normas ambientais e urbanísticas aplicáveis, podendo o Poder Executivo, mediante ato normativo, convertê-las em Área de Proteção Ambiental “garantindo o controle ambiental, o ordenamento territorial e a proteção das áreas remanescentes do Parque”.

Apesar disso, o texto afirma que “ficam expressamente excluídas da desafetação as áreas de preservação permanente, restingas, dunas, corpos hídricos e corredores ecológicos indispensáveis à integridade ambiental do Parque Estadual da Costa do Sol”.
 
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			<title><![CDATA[MPF cobra Inea, Prefeitura e Prolagos por irregularidades em dragagem na lagoa]]></title>
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			<updated>2026-04-18T22:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) já deu início à contagem regressiva para que o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a Prolagos expliquem e resolvam as irregularidades encontradas na dragagem da Praia do Siqueira. O flagrante foi feito pelo procurador da República Leandro Mitidieri, e pelo professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, em visita técnica realizada no último dia 19 de março.

Em conversa com a Folha após a vistoria, o procurador e o professor revelaram que a draga estaria retirando sedimento arenoso, e não lodo. Afirmaram também que as máquinas estavam operando sem barreiras de contenção adequadas, causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna. A inspeção, segundo eles, ainda  teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. 

À Folha, na época, tanto o Inea como a Prolagos chegaram a contestar as informações em nota enviada ao jornal na semana passada. Sobre o esgoto, a concessionária disse que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual. O Inea, por sua vez, alegou que a retirada de areia seria "pontual" e que a falta de barreiras ocorria porque o equipamento estava em "processo de implementação". No entanto, dois novos documentos emitidos pelo MPF no último dia 9 elevam o tom da cobrança.

‌Desta vez, no entanto, a Prolagos não se pronunciou. Já o Inea disse, em nota, que as ações de desassoreamento na Laguna de Araruama estão devidamente licenciadas, incluindo o canteiro de obras, o bota-espera (destinado ao armazenamento temporário dos resíduos) e o bota-fora (destinado ao descarte definitivo dos resíduos). O órgão acrescentou que apresentará ao MPF, nos próximos dias, toda a documentação técnica e os estudos que embasam a execução do projeto. Disse ainda que as intervenções na Praia do Siqueira são resultado de um Termo de Cooperação Técnica entre o Inea, a Prefeitura de Cabo Frio e a concessionária Prolagos.

Já a Prefeitura de Cabo Frio, embora também tenha sido questionada pelo Ministério Público Federal, disse à Folha que “essa resposta vocês precisam buscar com o Governo do Estado, que é responsável pela intervenção, por meio do INEA”

No despacho do procedimento nº 1.30.009.000128/2023-01, o procurador Leandro Mitidieri recomendou a paralisação imediata das atividades até que o licenciamento completo e o Plano de Dragagem sejam apresentados. Ele chegou a classificar a obra como ilegal pela ausência de documentos técnicos básicos no canteiro. No despacho o procurador oficializa ainda o "jogo de empurra" entre todos os envolvidos na operação, revelando que o Inea afirma não ter atribuições sobre o licenciamento ambiental, enquanto a Prefeitura de Cabo Frio estaria sustentando, também ao MPF, que a responsabilidade pelos estudos é inteiramente do órgão estadual.

A situação é agravada por relatos de pescadores, registrados em vídeos e anexados aos novos documentos. No material eles denunciam a abertura de valas com 5 a 6 metros de profundidade para extração de areia, prática que estaria destruindo o ambiente pesqueiro. Diante disso, o MPF exige agora a apresentação do levantamento topo-batimétrico para caracterizar o volume real de lodo e a espessura da camada que deve ser removida, além de relatórios mensais para confirmar se o material dragado corresponde ao previsto ou se há uma retirada indevida de recurso mineral. A recomendação nº 2/2026 também foca na segurança ambiental, cobrando medidas imediatas para as barreiras de contenção que evitem o espalhamento de sedimentos finos para a margem oposta, na região da empresa Sal Cisne e da Universidade Veiga de Almeida, onde a degradação teria sido agravada pela dispersão da lama.

O procurador Mitidieri também deu um prazo de 15 dias para que a Prolagos apresente esclarecimentos específicos sobre o despejo de esgoto in natura na Estação Elevatória da Praia do Siqueira. O documento cita que vídeos e fotos comprovam que a comporta permaneceu aberta em dia de tempo estável e sem chuvas, contrariando a versão dada ao jornal pela concessionária. Sem a presença de um Profissional Responsável Técnico no local e sem a comprovação do destino final do material através de Manifestos de Resíduos e contrato com o aterro Dois Arcos, o MPF advertiu que a continuidade das obras sem as devidas providências poderá resultar em ações judiciais e responsabilização por danos materiais e morais contra todos os envolvidos.
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			<title><![CDATA[Prefeitos convocam audiência na Alerj para barrar redistribuição de royalties]]></title>
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			<updated>2026-04-17T17:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Prefeitos dos municípios do estado do Rio de Janeiro vão se reunir na Assembleia Legislativa (Alerj), no próximo dia 28, para uma audiência pública com foco no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, marcado para o próximo dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante reunião em Cabo Frio, na manhã desta quinta-feira (16), convocada pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Conderlagos), todos os chefes de Executivo presentes foram unânimes em afirmar que a decisão dos ministros pode provocar grandes mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e causar um enorme colapso nas contas de todos os 92 municípios do estado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura, além de comprometer o pagamento de servidores em diversas prefeituras fluminenses.

À Folha, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, disse que a crise causada pela possível redistribuição dos royalties do petróleo será ainda maior do que a de 2015, quando o valor dos repasses caiu em mais de 50% por conta da queda do preço do petróleo no mercado internacional (de cerca de US$ 115 para menos de US$ 50).

– A gente acredita que não vai haver a redistribuição por uma questão de justiça, um pacto federativo que foi feito lá atrás, em que o estado do Rio de Janeiro, que é o produtor do petróleo, deixa de receber o ICMS na fonte e passa a receber os royalties como compensação de eventual desastre ambiental. Uma decisão de redistribuição que em nada vai influenciar na economia dos demais estados, mas vai quebrar literalmente a segunda maior economia do país, que é o estado do Rio de Janeiro – explicou o prefeito cabo-friense.

A chamada "Guerra dos Royalties" teve seu estopim entre os anos de 2009 e 2012. O movimento teve início após uma pressão política dos estados não produtores (em especial os da região sul do Brasil), que buscavam uma divisão mais igualitária das receitas provenientes do petróleo, especialmente após a descoberta de gigantescas reservas do pré-sal em 2007. Já o marco inicial da disputa legislativa aconteceu em março de 2010, quando o então deputado federal Ibsen Pinheiro (Rio Grande do Sul) apresentou uma emenda ao projeto de lei nº 5938/2009, propondo a redistribuição dos royalties de forma igualitária entre todos os estados e municípios brasileiros, seguindo os critérios dos Fundos de Participação (FPE e FPM).

Em 2012, o Congresso Nacional aprovou uma nova lei (nº 12.734/2012), que alterou as regras de distribuição tanto para os novos contratos (pré-sal) quanto para os contratos já existentes. Antes de sancionar, a então presidente Dilma Rousseff vetou os artigos que mudavam a distribuição dos contratos antigos, sob o argumento de que isso feria o Direito Adquirido e contratos já assinados. No entanto, em março de 2013, o Congresso Nacional derrubou esses vetos em uma sessão histórica e tumultuada.

Com a derrubada dos vetos, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ingressou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917 no STF. Ele alegou que a mudança abrupta nas regras de contratos em vigor causaria um colapso nas finanças estaduais e municipais, violando o princípio da segurança jurídica e o pacto federativo. A ministra Cármen Lúcia concedeu a liminar suspendendo os efeitos dos novos critérios de distribuição. 

Após 13 anos de adiamentos, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ganhou uma data: será no próximo dia 6 de maio. Se a liminar for derrubada, passará a valer a regra de redistribuição aprovada em 2012, que reduz drasticamente o percentual dos estados produtores para favorecer o restante do país.

Vice-governador do Rio de Janeiro na época da ADI 4917, e atual prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão também esteve em Cabo Frio nesta quinta-feira. 

– Todos aqui, principalmente os produtores de petróleo, ninguém vai sobreviver - afirmou Pezão.

Tande Vieira, prefeito de Resende e presidente da Associação Estadual dos Municípios do Rio de Janeiro (AEMERJ), recomendou cautela nas cobranças ao STF.

–  Os estados do sul são os que fazem mais pressão pela redistribuição. O ministro Fachin é do Sul. Pedir vistas novamente não vai funcionar. Acho que uma estratégia para agora seria transformar a Ação Direta de Inconstitucionalidade em processo estruturante para que a questão seja analisada em todos os aspectos que não foram analisados antes: as regras de partilha do excedente de produção que prejudica o estado, mas não foi levado em conta, o Fundo de Participação, onde o Estado do Rio é o mais contribui e o que menos recebe... Pedir vista não seria uma boa opção. Mas transformar em processo estruturante pode dar mais fôlego ao estado do Rio – pontuou.
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			<title><![CDATA[Governador interino revoga "canetada" de Cláudio Castro e devolve proteção a APAs da região]]></title>
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			<updated>2026-04-15T14:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, revogou nesta terça-feira (14) o decreto do ex-governador Cláudio Castro que suspendia a proteção de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) no estado. A publicação foi feita poucos dias após o atual chefe do Executivo estadual receber ofícios dos deputados Carlos Minc e Flávio Serafini solicitando a suspensão do decreto de Castro. Ambos os documentos apontavam "vício jurídico" e "vácuo normativo", conforme antecipou a Folha na última edição impressa do jornal.

No decreto Nº 50.253, o governador em exercício determina que fica reestabelecida, por repristinação, a plena vigência e eficácia do Decreto nº 32.517 de 23 de dezembro de 2002, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), do Decreto nº 41.820 de 16 de abril de 2009, que aprova o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Massambaba (Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), do Decreto nº 44.175 de 25 de abril de 2013, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (Angra dos Reis), do Decreto nº 41.730 de 05 de março de 2009, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande) e da Deliberação CECA /cn Nº 4.854, de 19 de Julho de 2007, que aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Maricá. A nova determinação já está valendo.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragilizava as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

Além de Minc, o deputado Flávio Serafini foi mais um que tentou revogar o decreto de Castro. Ele chegou a protocolar um decreto legislativo com esse objetivo. Como o documento não avançou na Assembleia Legislativa (Alerj), Serafini também acabou enviando ofício ao governador em exercício.

– Assim que soubemos do decreto do Castro, que revogava os planos de manejo das APAs, protocolamos um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida que ele assinou às vésperas de sua renúncia. Como não conseguimos revogar via Alerj, solicitamos que o governador interino tomasse a iniciativa. A Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente do Estado concordou com o nosso pleito e orientou que o decreto fosse revogado por Ricardo Couto - disse Flávio Serafini à Folha.

Em parecer da Procuradoria do Patrimônio e Meio Ambiente, emitido na última segunda-feira (13) e que o jornal teve acesso, o procurador chefe Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas recomendou ao governador em exercício a revogação do decreto. O documento cita que o parecer é uma resposta ao processo administrativo aberto pelo deputado Flávio Serafini, e conclui: “Face ao exposto, consideramos que a possibilidade de alteração de planos de manejo por decisão da diretoria do INEA enfraquece demasiadamente a força jurídica de tais instrumentos afasta o necessário controle – político e jurídico – trazido pela submissão da proposta de alteração dos planos ao Chefe do Poder executivo por intermédio do titular da Pasta Ambiental e viola a Constituição Estadual e a lei do INEA, na forma acima exposta. Por tais razões, recomendamos a revogação do Decreto 50.236/26”.

O documento assinado por Cláudio Castro foi publicado no Diário Oficial do Estado na véspera do agora ex-governador renunciar ao mandato. Além de mobilizar deputados na Alerj, ele também chamou a atenção de ambientalistas na região.  

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da Região dos Lagos. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo - disse à Folha o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.
 
Ao jornal, o secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio, também já havia demonstrado preocupação com o decreto de Cláudio Castro.

– Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Mas ficar sem decreto é péssimo. Será um caos, porque as prefeituras não terão instrumentos para segurar os empreendimentos imobiliários. O que a gente usava era o plano de manejo da APA. E se ficar sem plano, vai valer somente o zoneamento das prefeituras - explicou.

A Prefeitura de Cabo Frio também chegou a se pronunciar, informando à Folha que já possui mecanismos próprios para a proteção e preservação ambiental através da Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. 
 
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			<title><![CDATA[Decreto da degradação: políticos e ambientalistas se unem contra ato do governo que ameaça a região]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:12:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Aumentou a mobilização para anular a decisão do ex-governador Cláudio Castro que fragiliza cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs) na Região dos Lagos e outras cidades do Rio de Janeiro. O Decreto Estadual nº 50.236, de 19 de março de 2026, foi publicado no Diário Oficial um dia antes de Castro renunciar ao mandato. Em ofício enviado nesta segunda-feira (07) ao desembargador Ricardo Couto de Castro (governador interino do Estado do Rio de Janeiro), o deputado estadual Carlos Minc pediu a revogação do documento.

– Esse decreto foi péssimo. Ele fragiliza as unidades de conservação ao apagar das luzes. É um governo que nunca primou pela ecologia, um governo que não criou um parque, não fez um concurso para guarda-parque, e aí, no final, suspende esses planos, sem dizer exatamente o que é que vai botar no lugar. É a pressão da especulação imobiliária - disse Minc em conversa com a equipe da Folha.

No ofício enviado ao governador em exercício, ele lembra que Cláudio Castro, “de maneira açodada e sem a devida motivação técnica”, promoveu o cancelamento de quatro decretos estaduais e de uma deliberação do Conselho Estadual de Controle Ambiental que haviam aprovado os respectivos planos de manejo das APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá.Também afirma que o decreto gera “grave insegurança jurídica quanto ao regime de proteção ambiental aplicável a esses territórios, criando verdadeiro vácuo normativo de elevada periculosidade”.

Para justificar o pedido de veto do decreto de Claudio Castro, o deputado estadual citou no documento que, sobre a APA de Tamoios, “verificou-se que já constou da pauta da reunião do Conselho Diretor do Inea realizada em 13 de março de 2026, o processo SEI-070002/005755/2026, que trata da revisão do respectivo Plano de Manejo”. O deputado explicou que, em análise preliminar, constatou-se que, à exceção das áreas de sobreposição com parques e reservas, cerca de 74% do território sofrerá alteração em seu zoneamento, com a migração para categorias de uso dotadas de critérios menos restritivos de ocupação e exploração dos recursos naturais.

– Para criar uma área de proteção ambiental pode ser por lei ou por decreto. O Parque da Costa do Sol eu criei por decreto. Por lei teve o Parque da Serra da Tiririca. Mas, para reduzir, tem que ser por lei - pontuou o deputado em conversa com a Folha.

No texto do ofício, ele afirma que “o Decreto nº 50.236/2026 atropela o devido processo legal administrativo ao revogar os atos normativos vigentes antes mesmo de se discutir o mérito quanto à existência ou não de diminuição da proteção ambiental nas unidades afetadas”. Diz ainda que “infere-se o risco concreto de que se consolide o fato consumado de novas ocupações irregulares, com potencial de ocasionar dano ambiental irreversível, em flagrante desrespeito ao princípio da precaução”. 

Ambientalistas
criticam decreto

Chamado de “canetada”, o decreto assinado por Cláudio Castro também chamou a atenção de ambientalistas na região. Um deles é o biólogo, pesquisador científico e professor universitário, Eduardo Pimenta.

– Essa revogação (dos planos de manejo das APAs) no apagar das luzes de um governo que pediu afastamento na sua liderança, no meu ponto de vista, abre caminho para a especulação imobiliária, derrubando medidas que protegem manguezais, restingas, dunas, costões rochosos, ilhas, que são as molas propulsoras do desenvolvimento e do atrativo turístico da região. Isso afeta os ganhos do turismo por conta da duplicação do potencial destrutivo e da especulação imobiliária. Sob o meu ponto de vista isso é muito preocupante porque mostra o poder da influência da especulação imobiliária dentro das esferas do governo – disse Pimenta à Folha. 

Secretário de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia, o biólogo Mário Flávio disse à Folha que a revogação de todas as APAs do decreto de Cláudio Castro aconteceu “porque todas elas estão em curso a atualização dos seus planos de manejo e de seus zoneamentos”. 

– Só não entendi a forma como foi feito, porque eu achei que tinha que aprovar primeiro para fazer o decreto depois. O decreto diz que, por enquanto, fica valendo o que estava estabelecido no plano de manejo anterior e estamos atentos a isso. Só vamos licenciar, aqui em São Pedro Aldeia, seguindo o que já estava definido antes da revogação. Inclusive estamos aguardando o Inea se pronunciar porque, nesse meio tempo, mudou toda a diretoria de lá – explicou.

Em nota enviada à Folha, a Prefeitura de Cabo Frio informou que o município foi pioneiro na Região dos Lagos ao instituir, no ano de 2025, a Lei Ordinária nº 4.462/2025, que estabelece a obrigatoriedade da implantação de tecnologias modernas de saneamento em novos empreendimentos de médio e grande porte. A legislação determina que projetos localizados, especialmente no entorno da Lagoa de Araruama, só poderão ser aprovados mediante a adoção de sistemas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), biodigestores ou ligações diretas às elevatórias. A medida assegura que nenhum novo empreendimento seja implantado sem o devido tratamento de esgoto. Com isso, práticas anteriormente permitidas, como o uso de fossas, filtros e sumidouros nas margens da laguna, não são mais autorizadas no município. A nota diz ainda que “todos os órgãos de controle e fiscalização permanecem atentos, a fim de coibir qualquer tentativa de implantação de empreendimentos em desacordo com a legislação vigente”.
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			<title><![CDATA[MPF e especialistas apontam falhas graves na dragagem da Praia do Siqueira]]></title>
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			<updated>2026-04-12T16:04:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal recomendou a paralisação imediata da dragagem da enseada da Praia do Siqueira, em Cabo Frio. A obra, que está sendo executada pela prefeitura, Inea e Prolagos, não tem Licença Ambiental ou Plano de Dragagem, segundo o MPF.

Desdobramentos de uma vistoria realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e especialistas da UERJ no último dia 19 de março revelam que a dragagem, em vez de focar no lodo de esgoto, estaria retirando sedimento arenoso, além de operar sem barreiras de contenção adequadas.

A dragagem na Praia do Siqueira começou oficialmente no início de dezembro de 2025. A assinatura do termo de cooperação técnica aconteceu no começo de outubro do ano passado. A obra visa retirar quase 500 mil m³ de sedimentos, desassoreando a região para recuperar o ecossistema, a balneabilidade e a pesca. A previsão é de que os trabalhos durem dois anos.

O programa prevê que todo o material dragado seja conduzido a áreas previamente autorizadas de bota-espera, onde passará por período de secagem e quarentena, antes de ser destinado a aterro sanitário licenciado, conforme determina a Resolução CONAMA 454/2012. O projeto contempla, ainda, medidas de proteção à fauna, prevenção de impactos ambientais e segurança da população, com a instalação de sinalização adequada, controle de ruídos e poeira, além da adoção de dispositivos de proteção contra erosão e novo assoreamento.

Recentes levantamentos feitos pela Folha junto ao Inea revelam que, por conta do despejo de esgoto, a lagoa de Araruama, na Praia do Siqueira, está imprópria para banho há cerca de 10 anos. Apesar da importância ambiental da ação, denúncias recebidas pelo MPF apontam que a draga estaria retirando sedimento arenoso em vez do lodo pastoso. O professor Titular de Engenharia Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, que acompanhou a inspeção, confirmou o problema. 

– Verificamos que estava sendo dragado muito mais areia do que lodo de esgotos, o que é preocupante – afirmou o especialista, ressaltando que o foco deveria ser a melhoria da circulação hídrica e da biodiversidade.

A ausência de barreiras de contenção flutuantes no entorno da dragagem é outro ponto central da polêmica. Pescadores e moradores relataram que a falta dessa proteção, somada às correntes e ao vento leste predominante, está causando uma dispersão de lama excessiva na margem oposta da laguna, um fenômeno, segundo eles, inexistente antes do início das obras.

Em resposta à Folha, o Inea informou que a presença de areia pode ser "pontual" devido às características naturais da lagoa e que as barreiras flutuantes estão apenas "em processo de implementação". O órgão justificou ainda que a draga não operava no momento da vistoria por ser fim do dia, mas que o monitoramento técnico no dia seguinte atestou funcionamento regular.

A inspeção também teria flagrado as comportas de esgoto da Prolagos abertas em um dia sem chuva, exalando um forte odor de gás sulfídrico. Para o professor Adacto Ottoni, o cenário indica irregularidades no sistema de saneamento local. A Prolagos, no entanto, contestou a informação em nota enviada ao jornal, afirmando que a comporta estava fechada no momento da vistoria, e que o volume de água que vertia era reflexo das fortes chuvas registradas dias antes, cujo escoamento pela macrodrenagem de Cabo Frio ocorre de forma gradual.

O procurador da República Leandro Mitidieri confirmou à Folha que, após reuniões com a comunidade e com a Prolagos no dia 31 de março, prepara um despacho com medidas impositivas. Para Adacto Ottoni, é fundamental a apresentação de medições precisas sobre o volume de areia dragado e o destino final do lodo em aterro sanitário. Por conta da denúncia, uma reunião do Comitê Lagos São João estava prevista para esta quarta-feira (8), onde o Inea apresentaria o projeto de dragagem. 
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			<title><![CDATA[Prefeituras de Cabo Frio e Búzios alegam avaliar causas da poluição no Rio Una]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As prefeituras de Búzios e Cabo Frio já receberam a notificação do Ministério Público Federal (MPF) para explicar as causas da poluição do Rio Una. O corpo hídrico, que nasce em Araruama e corta o município de São Pedro da Aldeia, faz limite geográfico entre Cabo Frio e Armação dos Búzios, onde deságua na Praia da Rasa, que também está sendo afetada pela poluição.

O ofício do MPF foi enviado aos governos municipais no último dia 31 de março com prazo de 20 dias para resposta. Segundo denúncia de moradores da comunidade quilombola de Maria Joaquina, desde 2012 o rio vem sofrendo com poluição, mas a situação ficou ainda pior no final de março, com mudanças na coloração e no cheiro da água. Segundo relatos, há indícios de despejo de esgoto e também de produtos químicos.

À Folha, a Prefeitura de Cabo Frio disse que está avaliando a situação por meio das Secretarias competentes e ressaltou que “todas as providências cabíveis estão sendo analisadas com responsabilidade e transparência, em conformidade com a legislação vigente”. Disse ainda que “a administração municipal permanece à disposição dos órgãos de controle e reafirma seu compromisso com a legalidade e o interesse público”.

A Prefeitura de Búzios informou que acompanha as denúncias de despejo irregular de esgoto no Rio Una e que, embora moradores afirmem que o problema existe desde 2012, eles só teriam relatado a formação de espuma e mau cheiro nas últimas semanas.
Representante da comunidade quilombola de Maria Joaquina, Rejane Maria de Oliveira chegou a falar dos prejuízos na pesca às vésperas da Semana Santa.

– Esse rio é importante porque ele sustenta toda uma comunidade. Desde muito pequena a gente pesca aqui. Todo esse esgoto e produtos químicos despejados no rio estão impedindo os pescadores de obterem produtos de qualidade. E com a proximidade da Semana Santa o pescador acaba ficando no prejuízo. O profissional da pesca de caranguejo, camarão-pitu, puçá e outras espécies do Rio Una está parado – denunciou.

A Associação das Marisqueiras Quilombolas da Rasa chegou a usar as redes sociais para manifestar preocupação com a poluição do rio, definido pelo grupo como “um território de vida, sustento e memória para nossa comunidade”

“Não estamos falando apenas de água contaminada. Estamos falando de um rio que alimenta famílias, preserva saberes ancestrais e sustenta a cultura das marisqueiras, pescadores e moradores da Rasa. A cada dia, o que vemos é o avanço da degradação, enquanto soluções concretas não chegam. E quem sofre primeiro somos nós, que vivemos do rio, cuidamos do rio e dependemos dele para existir”, denunciou.

Em recente entrevista, o procurador da República, Leandro Mitidieri, falou da necessidade de compensação pelos prejuízos causados aos pescadores que vivem da pesca no rio.

– Os municípios de Cabo Frio e Búzios não conseguem explicar essa poluição que, mais uma vez, aparece ali. Desta vez estamos acionando outras entidades para obter a verificação da origem daquela poluição, que não parece ser só esgoto. Desta vez nós vamos precisar de uma compensação para essas comunidades pelo tempo que elas estão sem poder pescar.

Por conta dessa situação, um protesto chegou a ser realizado no último dia 29, convocado pelo grupo SOS Rio Una. O ato reuniu moradores, marisqueiras, pescadores e ambientalistas, com apoio de outras entidades. Em post nas redes sociais, o movimento revelou que “evidências de contaminação apontam para possíveis crimes ambientais ainda não devidamente apurados na justiça, em âmbito de procedimentos pelo MPF e MPE”. 
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			<title><![CDATA[Relatórios apontam abandono e suspeitas de má gestão em escolas estaduais da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-09T11:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A precariedade das escolas da rede estadual na Região dos Lagos ganhou novos capítulos esta semana. Após a Folha antecipar  uma série de problemas estruturais e de gestão em alguns Cieps de Cabo Frio e Iguaba Grande, um novo levantamento feito pelo deputado estadual Flávio Serafini detalha situações críticas nestas mesmas cidades. Entre os pontos mais graves estão o empenho de R$ 6 milhões para serviços básicos que não foram entregues, como a rede elétrica dos Cieps 193 e 457, e o pagamento de R$ 270 mil por placas solares no Ciep Wilson Mendes que nunca foram instaladas.

A reportagem da Folha solicitou nota oficial à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) sobre cada uma das irregularidades denunciadas pelo deputado, incluindo a falta de funcionários, o abandono de laboratórios e os riscos de incêndio, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O silêncio da pasta contrasta com a gravidade dos relatos, que incluem o desabamento de reboco sobre alunos e o fato de diretoras precisarem pagar a internet da unidade do próprio bolso para garantir o funcionamento administrativo.

Além do descaso com a manutenção, o cenário revela um possível erro de planejamento logístico e financeiro. Prédios da Faetec que custaram centenas de milhares de reais permanecem fechados ou sem uso, enquanto escolas situadas em áreas de conflito de facções criminosas, como o C.E. Professor Cordelino Teixeira Paulo, no Jardim Peró, sofrem com invasões sistemáticas e falta de climatização.

Para aprofundar o debate sobre as medidas práticas e a fiscalização desses recursos, a Folha conversou com o deputado estadual Flavio Serafini, membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tem acompanhado de perto a situação das unidades.

Folha - O relatório cita o Ciep 193 (Wilson Mendes) e o 457 (José Elias), onde cerca de R$ 6 milhões foram empenhados, mas serviços básicos como rede elétrica não foram entregues, embora necessários. O seu mandato já acionou o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para investigar essas empresas específicas, como a Top Firen e a Total Eirect?
Flávio - Nosso mandato tem fiscalizado o direito à educação no Estado do Rio e isso passa pela condição de infraestrutura das escolas. Nós enviamos ofício à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc/RJ) e demos tratamento em reuniões a respeito. No caso do MP, nós oficiamos por meio de representação para que tome medidas emergenciais para assegurar o pleno funcionamento das unidades escolares e que as respectivas empresas apresentem os necessários esclarecimentos.

Folha - No Ciep 357, você aponta um gasto de R$ 1,4 milhão apenas em pintura, enquanto laboratórios seguem encaixotados. Como a Comissão de Educação da Alerj avalia esse critério de prioridades da Seeduc?
Flávio - Não estou na presidência da Comissão de Educação. Já presidi na legislatura passada, porém, nessa legislatura sou membro titular. Falo desse lugar. E sempre fiz o debate sobre a prioridade dos investimentos em educação, denunciando a falta de planejamento das diversas gestões da Seeduc nos últimos anos. É escandaloso. Gastou-se milhões de Reais em livros paradidáticos, mobiliário entre outros, sem o necessário diálogo com as direções das escolas. No caso do Ciep e em todos os outros, defendemos que a prioridade deve ser apontada por quem está no chão da escola, quem sabe das necessidades mais urgentes e dos arranjos possíveis para fazer a boa manutenção do prédio e a melhoria das condições de estudo para os estudantes simultaneamente.

Folha - O relatório menciona prédios da Faetec inaugurados que nunca funcionaram em Cabo Frio e Tamoios, custando centenas de milhares de Reais. O que impede o funcionamento dessas unidades? É falta de pessoal ou erro de planejamento logístico?
Flávio - Isso. Uma unidade fica dentro do terreno do Ciep 357 José de Dome no Tangará, e outra dentro do terreno do Ciep 331 Lysia Bernardes, no 2º distrito de Cabo Frio, em Tamoios. A unidade do Tangará foi inaugurada, tem placa de inauguração com os nomes do ex-governador Cláudio Castro, Dr. Serginho, prefeito de Cabo Frio, e do ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, mas nunca foi utilizada. É um prédio novo e ao mesmo tempo sem uso, fantasma. No segundo caso, existem cadeiras novas, mesas novas, material de anatomia e ciências, e tudo parado dentro da unidade, mais um prédio novinho e sem utilidade. Certamente são unidades que deveriam favorecer alunos e a sociedade. Pelo que acompanhamos, não há nenhum planejamento da Secretária de Ciência e Tecnologia, e provavelmente não existe prazo para funcionamento. Isso precisa ser investigado. Existe ainda, outro escândalo da Faetec, em Tamoios, que era para ser inaugurada em 2023, onde a construtora responsável pelas obras recebeu 70% do recurso, proveniente do Pacto-RJ, em que R$ 155 milhões foram usados para essa Faetec e mais sete no estado. As obras seguem paradas há mais de um ano.

Folha - No caso do C.E. Cordelino Teixeira Paulo a direção pede a volta do Proeis. Acredita que a solução para as escolas naquela área de Cabo Frio passa apenas pela segurança armada ou há uma falha na estrutura física que facilita essas invasões (como o muro que o tráfico abre sistematicamente)?
Flávio - Entendo que o pleito da direção é legítimo, mas insuficiente. Outras medidas são necessárias, como a revitalização de toda a estrutura da escola (salas de aula, refeitório, quadra e muro) e fortalecê-la como equipamento público a serviço de toda a comunidade. É fundamental ter um quadro completo dos profissionais da educação que também incluam orientadores educacionais, inspetores escolares e de porteiros. Vale dizer que a escola faz um excelente trabalho com as condições que possui, promovendo a educação e a aprovação de estudantes no Instituto Federal Fluminense.

Folha - Em Iguaba Grande (Ciep 457) há relatos de princípios de incêndio e reboco caindo em alunos. Qual a solução mais urgente para essa escola, com objetivo de garantir a continuidade das aulas, mas de forma segura?
Flávio - No caso de Iguaba o problema já atingiu um aluno durante a atividade de Educação Física. Por sorte não teve algo ainda mais grave. A quadra e banheiros estão com diversos problemas estruturais, hidráulicos e elétricos. A urgência é que a Seeduc autorize que a escola possa gastar o recurso que já está na conta da escola para realizar as obras que forem necessárias e que, o quanto antes, uma empresa séria seja contratada pela direção da escola para as intervenções urgentes no Ciep, começando pela parte elétrica, prioritária para aquela direção.

Folha - Além das visitas e do relatório, quais são os próximos passos práticos? Haverá convocação da Secretaria de Educação para prestar esclarecimentos na Alerj?
Flávio  - Uma nova gestão assumiu a Secretaria de Estado de Educação e apresentamos uma lista de escolas com prioridade para que questões de obras fossem resolvidas. Estabelecemos um calendário permanente de acompanhamento e esperamos que a postura republicana prevaleça para que, com diálogo, possamos resolver. Foi reafirmado um novo entendimento para obras por descentralização, com limite de até R$ 230 mil. Demandas que ultrapassem esse valor poderão ocorrer, mas seguirão outro fluxo administrativo. Nesse sentido, a EMOP voltará a assumir protagonismo nas obras estruturais da rede. Ficou acordada a realização de reuniões periódicas, a cada 10 a 15 dias, para monitoramento da situação das escolas, além da manutenção de um canal aberto para envio de novos casos. Estamos fazendo o que é possível em absoluto respeito à prática legislativa. Para tratar desse tema, a Comissão de Educação é, regimentalmente, o espaço adequado para fazer convites e/ou convocações. Pautar isso depende da disposição do Deputado que a preside.

Folha - Como vê o impacto dessa precarização no projeto das ETECs? É possível falar em "escola tecnológica" quando uma diretora precisa pagar a internet do próprio bolso para a escola não parar?
Flávio - A precarização atinge diversos projetos que a Seeduc em algum momento apresentou como pilotos: as ETEC&#39;s, as salas makers. Segundo levantamento recente do Sepe, aproximadamente 77% dos professores nunca recebem, ou recebem raramente tablets ou computadores, de uma rede em que 75% das escolas não disponibilizam internet nunca, ou raramente, e que 73% dos profissionais precisam utilizar suas próprias ferramentas tecnológicas. Por outro lado, os gastos bilionários em projetos que não tem nenhuma relação com a realidade da escola: compras de softwares e pacotes onde nem 10% dos alunos acessam, em que livros são comprados e os alunos sequer usam, de uniformes que chegam no final do ano, entre outros. Nós temos precarização combinada com planejamento muito ruim em um Estado que sequer possui um Plano Estadual de Educação. O resultado do IDEB expressa essa realidade que combina gastos questionáveis, planejamento discutível e os piores salários do Brasil aos educadores. A tragédia é anunciada!

Folha - Acredita que há uma falha de fiscalização da Seeduc?
Flávio - Entendo que muitos processos devem ser aperfeiçoados para garantir o bom investimento e a transparência com os gastos, e isso não é uma questão gerencial e de controle, é preciso vontade política para fazer diferente. Defendo que a definição das prioridades passe pelas comunidades escolares, onde os Conselhos Escolares podem representar a primeira instância de fiscalização, que os investimentos em projetos educacionais sejam previamente debatidos com os profissionais da educação, que as direções das escolas sejam consultadas sobre as intervenções necessárias. Os Conselhos Estaduais da Educação e do Fundeb também podem exercer papel relevante com sua capacidade de fiscalização fortalecida. E, sem dúvida, a Alerj e os órgãos de controle têm papel central na garantia do direito à educação.
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			<title><![CDATA[Em livro, Thais Pessanha transforma deficiência em história de humor, afeto e reflexão ]]></title>
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			<updated>2026-04-08T17:51:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Entre gargalhadas, sustos e situações improváveis, o novo livro de Thais Pessanha, Dias de Sol, chega ao público como um convite sensível e bem-humorado para repensar a forma como a sociedade enxerga a deficiência. Publicada pela editora Oficina Raquel, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ, a obra reúne relatos autobiográficos que percorrem infância, adolescência e vida adulta da autora, marcada pela convivência com a Osteogênese Imperfeita, uma condição genética rara conhecida como “ossos de vidro”. O lançamento na Região dos Lagos será no próximo dia 10, na Biblioteca Firjan SENAI-SESI, em São Pedro da Aldeia.

– Dias de Sol nasce da observação do cotidiano. Não de grandes feitos, mas das pequenas situações que revelam como o mundo ainda não está preparado para todos os corpos e como nós, pessoas com deficiência, que aprendemos, pelo bem da nossa saúde mental, a focar nas pequenas luzes que encontramos pelo caminho mesmo em dias nublados ou de tempestade. Lançar este livro agora é um convite para olhar para as pessoas com deficiência com mais honestidade, menos clichê e, quem sabe, com mais escuta e leveza. Se causar algum incômodo, melhor ainda: é a partir daí que começa a mudança - comenta a autora.

Nascida em Macaé (RJ), Thais Pessanha já teve mais de 300 fraturas ao longo da vida. A experiência transformou sua vivência em inspiração para promover reflexão e transformação social por meio da literatura e dos esportes. Em Dias de Sol ela constrói uma narrativa que desafia estereótipos e desloca o olhar do drama para a experiência vivida em toda a sua complexidade. Entre episódios como uma ida caótica à praia, uma aventura em escadas rolantes ou uma simples tarde no shopping que se transforma em sequência de perrengues, a autora transforma o cotidiano em literatura viva, onde o riso não anula a dor, mas a ressignifica.

A Osteogênese Imperfeita, condição rara e sem cura, aparece como pano de fundo, nunca como limite narrativo. Ao contrário: é a partir dela que emergem histórias que revelam não apenas os desafios físicos, mas sobretudo as barreiras sociais impostas pelo capacitismo. Em um mundo ainda pouco preparado para lidar com a diferença, Thais opta por um caminho potente: contar suas próprias histórias com leveza, ironia e precisão.

A escrita, marcada por ritmo ágil e observação aguçada, evidencia o absurdo de situações corriqueiras (como obstáculos urbanos, falta de acessibilidade e reações constrangedoras) ao mesmo tempo em que destaca a força do afeto, da amizade e da autonomia.

– Não é banalizar a doença, e sim aprender a tratá-la com a naturalidade e leveza devidas - aponta a autora, ao defender o humor como ferramenta de enfrentamento e transformação.

Reconhecida por sua atuação como escritora, curadora e ativista, Thais Pessanha amplia, com este livro, um trabalho já consolidado de promoção da inclusão e da representatividade. Autora premiada, professora e mediadora literária, ela atua diretamente na construção de espaços mais acessíveis no campo cultural, sendo também idealizadora do Clube de Leitura Ossos de Pássaro, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025. Sua trajetória, que inclui ainda a condução das Tochas Olímpica e Paralímpica Rio 2016, reforça o compromisso com a ampliação de vozes historicamente invisibilizadas.

Praticante de esportes como skate e caiaque, ela também é autora do premiado livro Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento (Prêmio Literário Clarice Lispector), participante da antologia Poesia Agora Verão 2021 (Editora Trevo), confreira da Academia Macaense de Letras, Embaixadora Brasileira do Cordão de Girassol (movimento internacional de conscientização sobre deficiências raras e ocultas) e vice-presidente da Associação Pestalozzi de Macaé (ONG que cuida de crianças e jovens com deficiência).
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			<title><![CDATA[Deputado tenta barrar decreto que facilita degradação ambiental na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-04-08T16:29:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) protocolou na Assembleia Legislativa (Alerj) um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do Decreto nº 50.236, publicado pelo ex-governador Cláudio Castro em seus últimos dias de mandato. A medida de Castro revogou, de uma só vez, os planos de manejo de cinco Áreas de Proteção Ambiental (APAs), algumas delas localizadas na Região dos Lagos.

Plano de Manejo é o documento que estabelece o zoneamento de uma unidade de conservação, definindo o que pode e o que não pode ser construído, além de estabelecer normas para o uso de recursos naturais. O decreto de Castro, publicado em Diário Oficial no último dia 19, suspende todas as regras de uso e ocupação do solo de áreas ambientais como as APAs de Massambaba (que abrange Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema), Pau Brasil (Cabo Frio e Búzios), Tamoios (Angra dos Reis) e a Serra de Sapiatiba (São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande), além da APA de Maricá. O argumento utilizado na publicação é a necessidade de atualização desses documentos técnicos conforme a Resolução Inea nº 180/2019, que prevê novas metodologias para a gestão das unidades de conservação.

Embora o artigo 2º do decreto de Castro afirme que o grau de proteção dos novos planos (que passariam a ser aprovados por resolução do Inea e não mais por decreto do governador) não poderá ser reduzido, a medida gerou alerta imediato em ambientalistas e parlamentares. O parágrafo único do decreto vincula a eficácia da revogação à aprovação prévia dos novos planos, mas a mudança na hierarquia das normas (retirando o poder de decisão do governador para delegá-lo ao Conselho Diretor do Inea) é considerado um dos pontos centrais da polêmica.
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no MART" apresenta 6ª edição com conto de Marcelino Freire]]></title>
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			<updated>2026-04-07T11:01:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O projeto "Leituras no MART", iniciativa do coletivo #Mulherada que Escreve em parceria com a Sophia Editora e o MART, chega à sua 6ª edição nesta terça-feira, 7 de abril, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), em Cabo Frio.

O encontro propõe a leitura do conto "Da paz", do escritor Marcelino Freire. Natural de Sertânia, Pernambuco, o autor é um dos nomes mais reconhecidos da literatura brasileira contemporânea. Em 2006, ele recebeu o Prêmio Jabuti com o livro Contos Negreiros.

Após mergulhar, em 2025, em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o projeto inaugura o primeiro semestre de 2026 com uma imersão no tema "Memória e identidade feminina", privilegiando contos de autores diversos que lançam luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil.

O formato, já marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional: são desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.

A iniciativa é idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). O institucional é da Editora Sophia e da Folha dos Lagos. As sessões acontecem sempre na primeira terça-feira de cada mês.

SERVIÇO Evento: 6ª edição do Projeto Leituras no MART Obra: Conto "Da paz", de Marcelino Freire Data: 7 de abril de 2026 (terça-feira) Horário: 18h.  Local: MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[MPF flagra lixo e barracas irregulares na orla da Praia do Forte, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-03T16:01:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) flagrou, nesta sexta-feira (3) uma série de irregularidades na Praia do Forte, em Cabo Frio. Segundo o procurador da República, Leandro Mitidieri, a fiscalização aconteceu por conta do feriado prolongado da Semana Santa, com o objetivo de verificar situações relativas ao descarte de lixo na orla.

À Folha, Mitidieri disse que durante a vistoria foi verificado acúmulo de lixo nas dunas, um quadriciclo transitando na orla, uma barraca sem licença e algumas barracas sem as lixeiras grandes na frente. A operação do MPF foi acompanhada por agentes de apoio da Prefeitura de Cabo Frio, que segundo o procurador, resolveram todos os problemas detectados, e recolheram a barraca sem licença.

O despejo de lixo na orla da Praia do Forte não é um caso isolado. No último dia 25, durante um mutirão pela Semana Nacional de Limpeza dos Mares, voluntários do projeto Mar Sem Lixo recolheram cerca de 62kg de lixo em apenas 40 minutos. A ação integrou a programação do Futuro Azul Summit 2026, e contou com apoio da Jataí Investimentos e de alunos do CIEP 262 Curvelina Dias Curvello, de São Pedro da Aldeia.
 
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			<title><![CDATA[Justiça determina novo despejo da ocupação Casa Inês Etienne Romeu em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-01T14:40:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Casa de Referência Inês Etienne Romeu, em Cabo Frio, foi alvo de uma nova ordem de despejo na manhã desta quarta-feira (1º). A desocupação forçada aconteceu exatamente 18 dias após o Movimento de Mulheres Olga Benário ter assumido, no último dia 14, o imóvel de um antigo frigorífico abandonado no bairro Guarani. Com o cumprimento do mandado judicial, o funcionamento do centro de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade na Região dos Lagos foi novamente interrompido. Um protesto contra o despejo foi convocado para acontecer hoje, às 18h30, na praça do bairro Manoel Corrêa, ao lado do CRAS. A Folha não conseguiu localizar o proprietário do imóvel.

Essa é a segunda vez em menos de um ano que a Casa Inês Etienne é despejada em Cabo Frio. A primeira foi em julho do ano passado. Na ocasião, o Movimento Olga Benário ocupava desde novembro de 2023, um imóvel público, também abandonado, no bairro Itajuru. A primeira ação de despejo (Processo Nº 0042191-81.2025.8.19.0001) foi pedida pelo governo municipal sob alegação de que o imóvel precisava de obras essenciais para a conservação do espaço”, e também “com o objetivo de garantir a proteção da área e sua adequada utilização pela população”. O despejo desta semana teria sido solicitado pelo proprietário do imóvel.

Em vídeo postado nas redes sociais, Pétala Cormann, coordenadora estadual do Movimento Olga Benário e da Casa Inês Etienne Romeu, questionou “o quão perigosas são as mulheres que lutam pelo fim da violência contra a mulher”. 

– Nessa manhã, a polícia veio aqui despejar a Casa de Mulheres Inês Etienne Romeu, com todo aparato e uso da força policial, para (despejar) mulheres que parecem ser muito perigosas e representar uma grande ameaça, simplesmente por ter uma casa para acolher mulheres em situação de violência em um imóvel que estava há anos abandonado, sem cumprir nenhuma função social. Simplesmente pelo fato de que nós estávamos usando esse imóvel para revitalizar e construir essa casa para que possa ter mais um aparelho na cidade para acolher as mulheres em situação de violência. Inclusive, aqui no mandato de despejo, o próprio proprietário diz que a casa estava sendo usada para acolher as mulheres em situação de violência, o que prova como é absurdo as ações que não se importam com a vida das mulheres. Porque quando uma mulher está sofrendo uma situação de violência, quando tem uma mulher vítima de feminicídio, onde estão tantas viaturas de polícia? Onde está tanta polícia para proteger as mulheres que sofrem violência na nossa cidade? Enquanto no nosso país, a cada seis horas, uma mulher morre em situação de violência, morre por feminicídio, e a cada seis minutos, uma mulher é estuprada no nosso país, hoje a polícia só serve para defender os interesses da propriedade privada. Quando o nosso povo precisa, quando o nosso povo está em perigo, onde está a polícia para defender esses espaços? Onde está a polícia para defender as mulheres que sofrem violência? - questionou Pétala.

Em post nas redes sociais, a ativista lembrou que “neste ano em que a ocupação Inês sofre mais um despejo, uma idosa de 70 anos foi estuprada a caminho da UPA, e uma recém nascida de 27 dias foi estuprada pelo pai na mesma cidade”.

– Não abaixaremos a cabeça. Enquanto as mulheres ainda sofrerem violência e as nossas vidas forem menos importantes do que um espaço há anos abandonado, que só servia pra especulação imobiliária, seguiremos em luta - avisou Pétala. Também nas redes sociais, o Movimento Olga Benário lembrou que o novo despejo da Casa de Referência Inês Etienne Romeu aconteceu na “data que marca os 62 anos do golpe militar no Brasil”.

Inês Etienne Romeu foi a única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da época da ditadura que aterrorizou o país. “Apesar da repressão, seguiremos em luta por uma sociedade onde as forças do Estado sirvam para proteger nossas vidas e defender o povo”, declarou o Movimento Olga Benário.
 
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			<title><![CDATA[Qualificatur Costa do Sol inicia aulas EAD em Búzios; Arraial do Cabo segue com inscrições
]]></title>
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			<updated>2026-04-01T09:30:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As aulas do Qualificatur Costa do Sol já estão em andamento em Armação dos Búzios. A etapa na modalidade EAD teve início no último dia 27 de março e marca o começo das atividades do programa de qualificação profissional na região.

Nesta fase, os participantes cumprem a parte online da formação, que corresponde a 80 horas da carga horária total de 100 horas. As outras 20 horas serão presenciais, com encontros previstos para acontecer posteriormente no polo escolhido.

A organização orienta que os candidatos fiquem atentos ao WhatsApp e aos demais contatos informados no momento da inscrição, já que as comunicações oficiais sobre participação e início das atividades são enviadas por esses canais.

Enquanto Búzios já iniciou as aulas, outros municípios ainda seguem com inscrições abertas. Em Arraial do Cabo, o prazo vai até o dia 3 de abril. Já em Cabo Frio, as inscrições foram encerradas no último dia 27.

Segundo o presidente do Condetur Costa do Sol, Marco Navega, o início desta etapa representa um avanço importante para a região. “Esse é um passo concreto para fortalecer o turismo regional, qualificando profissionais que estão diretamente ligados à experiência do visitante”, destacou.

O Qualificatur Costa do Sol é um programa voltado aos setores de turismo, hotelaria e gastronomia, com a meta de capacitar 750 pessoas em oito municípios da região. Nesta primeira etapa, são ofertadas 300 vagas gratuitas, distribuídas entre Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio, com 100 vagas para cada cidade.

Entre os cursos disponíveis estão: camareira(o), governanta, garçom/garçonete, bartender e recepcionista de hotel, com turmas de 20 alunos por formação. A iniciativa busca qualificar a mão de obra local e elevar o padrão de atendimento ao visitante.

Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com prioridade para beneficiários do Seguro-Desemprego, inscritos no SINE e no CadÚnico, além de vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PcD) e idosos com 60 anos ou mais.

As inscrições devem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram @qualificatur (https://www.instagram.com/qualificatur). O preenchimento do formulário não garante vaga automática. Os candidatos selecionados receberão as próximas orientações pelos contatos informados no cadastro.

O programa é realizado pelo Condetur Costa do Sol, com patrocínio do Programa Manoel Quirino, por meio da Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
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