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Impedidos de deixar o Peru, atletas de muay thai da região vivem expectativa de voltar para casa

Após dias de apreensão, delegação deve retornar ao Brasil nesta sexta-feira (20)

20 março 2020 - 08h54Por Rodrigo Branco

Eles sonhavam com a glória no ringue, mas cumprem uma jornada épica por outro motivo. Atletas da  seleção brasileira de muay thai, entre eles quatro de Araruama, tentam deixar o Peru desde o último dia 14, após o cancelamento do Campeonato Pan-Americano da modalidade, por causa da pandemia de coronavírus.

Com o agravamento da crise de saúde pública em todo o mundo, o país fechou as fronteiras e cancelou os voos de entrada e saída. Depois de muita espera e preocupação, a delegação vive a expectativa de deixar Lima nesta sexta-feira (20). A volta para casa deve acontecer em um avião especialmente disponibilizado para levar peruanos que estão no Brasil de volta para o país andino e depois fazer a rota inversa, levando os brasileiros que estão no Peru, incluindo os atletas.

Além do técnico Álvaro Ferdinando Pinho Gama, de 43 anos; a delegação conta com os atletas João Pedro Cardoso da Silva, de 17 anos; Shaylana Cecília Carvalho da Silva, de 16 anos; Leila Maria Cardoso da Silva, de 20 anos;  Isaque Igor da Silva Ramos, de 20 anos; e Douglas Magno Gonçalves Vieira, de 27 anos. Além dos lutadores da região, compõem a equipe atletas de Casimiro de Abreu e Petrópolis.

O grupo fez um apelo ao consulado brasileiro em Lima e, de início, não teve sucesso. Mas a diplomacia acabou sendo o caminho para deixar a história perto de um final feliz. O técnico da equipe está otimista.

- Está tudo bem, todo mundo saudável, conseguimos compar umas coisas. Aqui está tudo fechado, as coisas acabando, toque de recolher. Não pode ficar na rua, porque a polícia leva para o distrito - relata Álvaro.

O treinador disse que o grupo recebeu oferta de alojamento e que conta com uma pequena reserva financeira, que não seria o suficiente, caso o problema se prolongasse. Ele comentou sobre os momentos de apreensão dos últimos dias.

- Foi uma coisa inacreditável, a ficha agora caiu, mas demorou. Estou acostumado a viajar em competições, mas é a primeira vez que eu vejo essa situação de fim do mundo e você está longe de casa. Você quer encontrar sua família e fecharam as fronteiras. Quer sair de ônibus, de carro, pegando táxi e depois a gente viu que não ia conseguir sair e teve que voltar para onde estava - relembra.
 

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